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(AFYA PALMAS) Paciente feminina, 62 anos, obesa (IMC 34 kg/m²), foi submetida à colectomia por neoplasia de cólon há 5 dias. Permaneceu restrita ao leito por dor abdominal nos primeiros dias de pós-operatório. Na enfermaria, evolui com queixa de dor e sensação de peso em membro inferior esquerdo. Ao exame físico, apresenta: Edema unilateral em perna esquerda. Aumento da circunferência da panturrilha em 3 cm em comparação ao lado direito. Dor à palpação profunda da panturrilha. Temperatura local discretamente aumentada. Pulsos periféricos presentes e simétricos. Afebril. Sinais vitais estáveis.
Considerando o quadro clínico descrito, qual é o diagnóstico mais provável no momento?
Síndrome compartimental de membro inferior.
Celulite bacteriana de membro inferior.
Linfedema agudo pós-operatório.
Trombose venosa profunda de membro inferior.
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Desafios Para o Conhecimento

há 11 horas

Respostas

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há 11 horas

Analisando o caso: - Paciente obesa, pós-colectomia há 5 dias, com imobilização inicial (fator de risco para trombose). - Queixa de dor e sensação de peso em membro inferior esquerdo. - Edema unilateral, aumento da circunferência da panturrilha em 3 cm. - Dor à palpação profunda da panturrilha. - Temperatura local discretamente aumentada. - Pulsos presentes e simétricos, afebril, sinais vitais estáveis. Esses achados são clássicos para trombose venosa profunda (TVP), especialmente em paciente com fatores de risco (cirurgia recente, imobilização, obesidade). As outras opções não se encaixam tão bem: - Síndrome compartimental: dor intensa, edema, parestesias, pulsos podem estar ausentes. - Celulite bacteriana: geralmente febre, sinais inflamatórios mais evidentes. - Linfedema agudo pós-operatório: edema geralmente não doloroso e não com aumento de temperatura local. Portanto, o diagnóstico mais provável é: Trombose venosa profunda de membro inferior.

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(AFYA ITACOATIARA) Menina de 6 anos é internada por edema progressivo iniciado em região periorbitária há 5 dias, evoluindo para membros inferiores e distensão abdominal. A mãe nega infecção recente, febre ou redução do volume urinário. Ao exame físico: pressão arterial 95/60 mmHg (percentil adequado para idade), edema ++/4+ em membros inferiores e face, sem lesões cutâneas ou artralgias. Exames laboratoriais: EAS: proteinúria 4+, ausência de hematúria, cilindros hialinos. Relação proteína/creatinina urinária significativamente elevada. Albumina sérica: 1,8 g/dL; colesterol total: 320 mg/dL; creatinina: normal para idade.
Com base na integração dos achados clínicos e laboratoriais e considerando os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nas glomerulopatias, qual é o diagnóstico mais provável?
Nefropatia por IgA (doença de Berger), caracterizada por deposição mesangial de IgA, cursando tipicamente com hematúria macroscópica recorrente após infecção de vias aéreas superiores e proteinúria variável.
Síndrome nefrótica provavelmente secundária à doença de lesões mínimas, caracterizada por aumento da permeabilidade glomerular com proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema generalizado e hiperlipidemia, com função renal preservada.
Glomerulonefrite rapidamente progressiva, associada à formação de crescentes glomerulares, cursando com declínio acelerado da função renal, hematúria com cilindros hemáticos e hipertensão arterial importante.
Síndrome nefrítica aguda pós-estreptocócica, decorrente de processo inflamatório glomerular imunomediado, caracterizada por hematúria, hipertensão arterial, redução da taxa de filtração glomerular e proteinúria geralmente não nefrótica.

(AFYA MANACAPURU) Considere os casos descritos abaixo: Paciente 1: Mulher, 23 anos, previamente hígida, procura Unidade de Pronto Atendimento com queixa de disúria, polaciúria e urgência miccional há dois dias. Nega febre ou dor lombar. No exame físico, encontra-se afebril, com dor leve à palpação suprapúbica. O sumário de urina evidencia leucocitúria (+++), nitrito positivo, bacteriúria e hematúria microscópica discreta, sem proteinúria significativa. Paciente 2: Homem, 65 anos, hipertenso e diabético, comparece para consulta de rotina. Nega sintomas urinários, febre, dor lombar ou alterações miccionais. O sumário de urina solicitado como parte da avaliação anual evidencia bacteriúria (++), nitrito positivo, leucocitúria discreta, sem hematúria significativa e sem proteinúria.
Com base nos dados clínicos e laboratoriais apresentados, analise os casos e indique a associação correta entre hipótese diagnóstica e conduta terapêutica mais adequada.
Paciente 1 apresenta síndrome nefrítica e deve ser submetida à investigação imunológica; paciente 2 apresenta infecção urinária baixa e deve iniciar antibiótico imediatamente.
Paciente 1 apresenta pielonefrite aguda e deve ser internada para receber antibioticoterapia intravenosa; paciente 2 apresenta infecção urinária assintomática e deve receber antibiótico para prevenir complicações.
Paciente 1 apresenta cistite aguda não complicada e deve receber antibioticoterapia oral; paciente 2 apresenta bacteriúria assintomática e não deve receber antibioticoterapia, apenas acompanhamento clínico.
Paciente 1 apresenta uretrite não bacteriana e deve receber anti-inflamatório; paciente 2 apresenta glomerulonefrite incipiente e deve ser encaminhado ao nefrologista.

Mulher de 28 anos, técnica de enfermagem, procura o pronto-atendimento relatando paralisia súbita do membro inferior esquerdo iniciada após discussão no trabalho. Refere incapacidade de sustentar o peso corporal. Nega dor lombar, trauma ou perda de consciência. História prévia de múltiplas idas a serviços de emergência nos últimos 2 anos por “crises neurológicas”, sempre com exames complementares sem alterações estruturais. Ao exame neurológico: estado mental preservado, linguagem fluente e nervos cranianos sem alterações. Força no membro inferior esquerdo varia entre 0/5 e 5/5 conforme distração. Sinal de Hoover positivo. Reflexos osteotendíneos simétricos e normativos. Sensibilidade com limite impreciso, não compatível com dermátomos ou território neural específico. Marcha com arrasto acentuado, porém sem quedas. Não há sinais de via longa, nível sensitivo ou alterações esfincterianas. Durante a entrevista, não se identifica benefício financeiro, jurídico ou laboral associado ao quadro atual.
Qual é o diagnóstico mais provável com base nos achados clínicos apresentados no caso?
Transtorno factício, definido pela produção deliberada e intencional de sintomas físicos ou psicológicos, motivada pela necessidade interna de assumir o papel de doente.
Transtorno de sintomas somáticos, marcado geralmente por preocupação persistente com múltiplos e persistentes sintomas físicos com comportamento desproporcional relacionado à saúde.
Transtorno de sintomas neurológicos funcionais, caracterizado por sinais clínicos positivos de incongruência neurológica e ausência de produção intencional de sintomas.
Simulação, caracterizada pela fabricação consciente e voluntária de sintomas neurológicos ou físicos com finalidade de obtenção de vantagem externa concreta e benefícios financeiros.

Paciente do sexo feminino, 22 anos, previamente hígida, comparece à Unidade de Pronto Atendimento referindo disúria, polaciúria e dor suprapúbica há 7 dias, mas não se preocupou inicialmente, fazendo uso apenas de um chá que sua vizinha havia indicado. Os sintomas permaneceram e, há 2 dias, evoluiu também com febre (até 39,1 ºC), náusea, vômitos e dor de forte intensidade em flanco direito. Refere também última menstruação há 2 meses. Ao exame físico, paciente encontra-se em regular estado geral, lúcida e orientada em tempo e espaço, taquicárdica (frequência cardíaca: 124 bpm), febril (temperatura axilar: 39ºC), desidratada (++/4+) e com sinal de Giordano positivo à direita, sem outras alterações. Foram solicitados exames laboratoriais com os seguintes resultados: hemoglobina 12,6 mg/dl (Valor de Referência (VR): 12-15), hematócrito 37% (VR: 36-46), leucócitos 16350/mm³ (VR: 4000-10000) com bastonetes = 7%, proteína C reativa 235 mg/dL (VR: <10), creatinina 1,8 mg/dL (VR: 0,6-1,2), ureia 82 mg/dl (VR: 10-50) e beta-HCG > 15.000 mUI/mL (VR: <50). O sumário de urina evidencia hemoglobina (+++), estearase leucocitária (++), nitrito positivo, leucócitos 57/mcL (VR: < 10), bactérias 550/microL (VR: <100) e numerosas células epiteliais.
1 - Identifique o diagnóstico mais provável que justifica os sintomas apresentados pela paciente nos últimos 7 dias.
2 - Proponha tratamento medicamentoso inicial.
3 - Identifique o ambiente mais adequado para o tratamento dessa paciente.

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