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N1 ESPECIFICA - MEDICINA - CI II - 2026 2 - 1 CHAMADA - 31_MARCO - Caderno 003 - Prova 19039 (Devolutiva)

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Questões resolvidas

(AFYA ITACOATIARA) Menina de 6 anos é internada por edema progressivo iniciado em região periorbitária há 5 dias, evoluindo para membros inferiores e distensão abdominal. A mãe nega infecção recente, febre ou redução do volume urinário. Ao exame físico: pressão arterial 95/60 mmHg (percentil adequado para idade), edema ++/4+ em membros inferiores e face, sem lesões cutâneas ou artralgias. Exames laboratoriais: EAS: proteinúria 4+, ausência de hematúria, cilindros hialinos. Relação proteína/creatinina urinária significativamente elevada. Albumina sérica: 1,8 g/dL; colesterol total: 320 mg/dL; creatinina: normal para idade.
Com base na integração dos achados clínicos e laboratoriais e considerando os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nas glomerulopatias, qual é o diagnóstico mais provável?
Nefropatia por IgA (doença de Berger), caracterizada por deposição mesangial de IgA, cursando tipicamente com hematúria macroscópica recorrente após infecção de vias aéreas superiores e proteinúria variável.
Síndrome nefrótica provavelmente secundária à doença de lesões mínimas, caracterizada por aumento da permeabilidade glomerular com proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema generalizado e hiperlipidemia, com função renal preservada.
Glomerulonefrite rapidamente progressiva, associada à formação de crescentes glomerulares, cursando com declínio acelerado da função renal, hematúria com cilindros hemáticos e hipertensão arterial importante.
Síndrome nefrítica aguda pós-estreptocócica, decorrente de processo inflamatório glomerular imunomediado, caracterizada por hematúria, hipertensão arterial, redução da taxa de filtração glomerular e proteinúria geralmente não nefrótica.

(AFYA MANACAPURU) Considere os casos descritos abaixo: Paciente 1: Mulher, 23 anos, previamente hígida, procura Unidade de Pronto Atendimento com queixa de disúria, polaciúria e urgência miccional há dois dias. Nega febre ou dor lombar. No exame físico, encontra-se afebril, com dor leve à palpação suprapúbica. O sumário de urina evidencia leucocitúria (+++), nitrito positivo, bacteriúria e hematúria microscópica discreta, sem proteinúria significativa. Paciente 2: Homem, 65 anos, hipertenso e diabético, comparece para consulta de rotina. Nega sintomas urinários, febre, dor lombar ou alterações miccionais. O sumário de urina solicitado como parte da avaliação anual evidencia bacteriúria (++), nitrito positivo, leucocitúria discreta, sem hematúria significativa e sem proteinúria.
Com base nos dados clínicos e laboratoriais apresentados, analise os casos e indique a associação correta entre hipótese diagnóstica e conduta terapêutica mais adequada.
Paciente 1 apresenta síndrome nefrítica e deve ser submetida à investigação imunológica; paciente 2 apresenta infecção urinária baixa e deve iniciar antibiótico imediatamente.
Paciente 1 apresenta pielonefrite aguda e deve ser internada para receber antibioticoterapia intravenosa; paciente 2 apresenta infecção urinária assintomática e deve receber antibiótico para prevenir complicações.
Paciente 1 apresenta cistite aguda não complicada e deve receber antibioticoterapia oral; paciente 2 apresenta bacteriúria assintomática e não deve receber antibioticoterapia, apenas acompanhamento clínico.
Paciente 1 apresenta uretrite não bacteriana e deve receber anti-inflamatório; paciente 2 apresenta glomerulonefrite incipiente e deve ser encaminhado ao nefrologista.

Mulher de 28 anos, técnica de enfermagem, procura o pronto-atendimento relatando paralisia súbita do membro inferior esquerdo iniciada após discussão no trabalho. Refere incapacidade de sustentar o peso corporal. Nega dor lombar, trauma ou perda de consciência. História prévia de múltiplas idas a serviços de emergência nos últimos 2 anos por “crises neurológicas”, sempre com exames complementares sem alterações estruturais. Ao exame neurológico: estado mental preservado, linguagem fluente e nervos cranianos sem alterações. Força no membro inferior esquerdo varia entre 0/5 e 5/5 conforme distração. Sinal de Hoover positivo. Reflexos osteotendíneos simétricos e normativos. Sensibilidade com limite impreciso, não compatível com dermátomos ou território neural específico. Marcha com arrasto acentuado, porém sem quedas. Não há sinais de via longa, nível sensitivo ou alterações esfincterianas. Durante a entrevista, não se identifica benefício financeiro, jurídico ou laboral associado ao quadro atual.
Qual é o diagnóstico mais provável com base nos achados clínicos apresentados no caso?
Transtorno factício, definido pela produção deliberada e intencional de sintomas físicos ou psicológicos, motivada pela necessidade interna de assumir o papel de doente.
Transtorno de sintomas somáticos, marcado geralmente por preocupação persistente com múltiplos e persistentes sintomas físicos com comportamento desproporcional relacionado à saúde.
Transtorno de sintomas neurológicos funcionais, caracterizado por sinais clínicos positivos de incongruência neurológica e ausência de produção intencional de sintomas.
Simulação, caracterizada pela fabricação consciente e voluntária de sintomas neurológicos ou físicos com finalidade de obtenção de vantagem externa concreta e benefícios financeiros.

Paciente do sexo feminino, 22 anos, previamente hígida, comparece à Unidade de Pronto Atendimento referindo disúria, polaciúria e dor suprapúbica há 7 dias, mas não se preocupou inicialmente, fazendo uso apenas de um chá que sua vizinha havia indicado. Os sintomas permaneceram e, há 2 dias, evoluiu também com febre (até 39,1 ºC), náusea, vômitos e dor de forte intensidade em flanco direito. Refere também última menstruação há 2 meses. Ao exame físico, paciente encontra-se em regular estado geral, lúcida e orientada em tempo e espaço, taquicárdica (frequência cardíaca: 124 bpm), febril (temperatura axilar: 39ºC), desidratada (++/4+) e com sinal de Giordano positivo à direita, sem outras alterações. Foram solicitados exames laboratoriais com os seguintes resultados: hemoglobina 12,6 mg/dl (Valor de Referência (VR): 12-15), hematócrito 37% (VR: 36-46), leucócitos 16350/mm³ (VR: 4000-10000) com bastonetes = 7%, proteína C reativa 235 mg/dL (VR: <10), creatinina 1,8 mg/dL (VR: 0,6-1,2), ureia 82 mg/dl (VR: 10-50) e beta-HCG > 15.000 mUI/mL (VR: <50). O sumário de urina evidencia hemoglobina (+++), estearase leucocitária (++), nitrito positivo, leucócitos 57/mcL (VR: < 10), bactérias 550/microL (VR: <100) e numerosas células epiteliais.
1 - Identifique o diagnóstico mais provável que justifica os sintomas apresentados pela paciente nos últimos 7 dias.
2 - Proponha tratamento medicamentoso inicial.
3 - Identifique o ambiente mais adequado para o tratamento dessa paciente.

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Questões resolvidas

(AFYA ITACOATIARA) Menina de 6 anos é internada por edema progressivo iniciado em região periorbitária há 5 dias, evoluindo para membros inferiores e distensão abdominal. A mãe nega infecção recente, febre ou redução do volume urinário. Ao exame físico: pressão arterial 95/60 mmHg (percentil adequado para idade), edema ++/4+ em membros inferiores e face, sem lesões cutâneas ou artralgias. Exames laboratoriais: EAS: proteinúria 4+, ausência de hematúria, cilindros hialinos. Relação proteína/creatinina urinária significativamente elevada. Albumina sérica: 1,8 g/dL; colesterol total: 320 mg/dL; creatinina: normal para idade.
Com base na integração dos achados clínicos e laboratoriais e considerando os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nas glomerulopatias, qual é o diagnóstico mais provável?
Nefropatia por IgA (doença de Berger), caracterizada por deposição mesangial de IgA, cursando tipicamente com hematúria macroscópica recorrente após infecção de vias aéreas superiores e proteinúria variável.
Síndrome nefrótica provavelmente secundária à doença de lesões mínimas, caracterizada por aumento da permeabilidade glomerular com proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema generalizado e hiperlipidemia, com função renal preservada.
Glomerulonefrite rapidamente progressiva, associada à formação de crescentes glomerulares, cursando com declínio acelerado da função renal, hematúria com cilindros hemáticos e hipertensão arterial importante.
Síndrome nefrítica aguda pós-estreptocócica, decorrente de processo inflamatório glomerular imunomediado, caracterizada por hematúria, hipertensão arterial, redução da taxa de filtração glomerular e proteinúria geralmente não nefrótica.

(AFYA MANACAPURU) Considere os casos descritos abaixo: Paciente 1: Mulher, 23 anos, previamente hígida, procura Unidade de Pronto Atendimento com queixa de disúria, polaciúria e urgência miccional há dois dias. Nega febre ou dor lombar. No exame físico, encontra-se afebril, com dor leve à palpação suprapúbica. O sumário de urina evidencia leucocitúria (+++), nitrito positivo, bacteriúria e hematúria microscópica discreta, sem proteinúria significativa. Paciente 2: Homem, 65 anos, hipertenso e diabético, comparece para consulta de rotina. Nega sintomas urinários, febre, dor lombar ou alterações miccionais. O sumário de urina solicitado como parte da avaliação anual evidencia bacteriúria (++), nitrito positivo, leucocitúria discreta, sem hematúria significativa e sem proteinúria.
Com base nos dados clínicos e laboratoriais apresentados, analise os casos e indique a associação correta entre hipótese diagnóstica e conduta terapêutica mais adequada.
Paciente 1 apresenta síndrome nefrítica e deve ser submetida à investigação imunológica; paciente 2 apresenta infecção urinária baixa e deve iniciar antibiótico imediatamente.
Paciente 1 apresenta pielonefrite aguda e deve ser internada para receber antibioticoterapia intravenosa; paciente 2 apresenta infecção urinária assintomática e deve receber antibiótico para prevenir complicações.
Paciente 1 apresenta cistite aguda não complicada e deve receber antibioticoterapia oral; paciente 2 apresenta bacteriúria assintomática e não deve receber antibioticoterapia, apenas acompanhamento clínico.
Paciente 1 apresenta uretrite não bacteriana e deve receber anti-inflamatório; paciente 2 apresenta glomerulonefrite incipiente e deve ser encaminhado ao nefrologista.

Mulher de 28 anos, técnica de enfermagem, procura o pronto-atendimento relatando paralisia súbita do membro inferior esquerdo iniciada após discussão no trabalho. Refere incapacidade de sustentar o peso corporal. Nega dor lombar, trauma ou perda de consciência. História prévia de múltiplas idas a serviços de emergência nos últimos 2 anos por “crises neurológicas”, sempre com exames complementares sem alterações estruturais. Ao exame neurológico: estado mental preservado, linguagem fluente e nervos cranianos sem alterações. Força no membro inferior esquerdo varia entre 0/5 e 5/5 conforme distração. Sinal de Hoover positivo. Reflexos osteotendíneos simétricos e normativos. Sensibilidade com limite impreciso, não compatível com dermátomos ou território neural específico. Marcha com arrasto acentuado, porém sem quedas. Não há sinais de via longa, nível sensitivo ou alterações esfincterianas. Durante a entrevista, não se identifica benefício financeiro, jurídico ou laboral associado ao quadro atual.
Qual é o diagnóstico mais provável com base nos achados clínicos apresentados no caso?
Transtorno factício, definido pela produção deliberada e intencional de sintomas físicos ou psicológicos, motivada pela necessidade interna de assumir o papel de doente.
Transtorno de sintomas somáticos, marcado geralmente por preocupação persistente com múltiplos e persistentes sintomas físicos com comportamento desproporcional relacionado à saúde.
Transtorno de sintomas neurológicos funcionais, caracterizado por sinais clínicos positivos de incongruência neurológica e ausência de produção intencional de sintomas.
Simulação, caracterizada pela fabricação consciente e voluntária de sintomas neurológicos ou físicos com finalidade de obtenção de vantagem externa concreta e benefícios financeiros.

Paciente do sexo feminino, 22 anos, previamente hígida, comparece à Unidade de Pronto Atendimento referindo disúria, polaciúria e dor suprapúbica há 7 dias, mas não se preocupou inicialmente, fazendo uso apenas de um chá que sua vizinha havia indicado. Os sintomas permaneceram e, há 2 dias, evoluiu também com febre (até 39,1 ºC), náusea, vômitos e dor de forte intensidade em flanco direito. Refere também última menstruação há 2 meses. Ao exame físico, paciente encontra-se em regular estado geral, lúcida e orientada em tempo e espaço, taquicárdica (frequência cardíaca: 124 bpm), febril (temperatura axilar: 39ºC), desidratada (++/4+) e com sinal de Giordano positivo à direita, sem outras alterações. Foram solicitados exames laboratoriais com os seguintes resultados: hemoglobina 12,6 mg/dl (Valor de Referência (VR): 12-15), hematócrito 37% (VR: 36-46), leucócitos 16350/mm³ (VR: 4000-10000) com bastonetes = 7%, proteína C reativa 235 mg/dL (VR: <10), creatinina 1,8 mg/dL (VR: 0,6-1,2), ureia 82 mg/dl (VR: 10-50) e beta-HCG > 15.000 mUI/mL (VR: <50). O sumário de urina evidencia hemoglobina (+++), estearase leucocitária (++), nitrito positivo, leucócitos 57/mcL (VR: < 10), bactérias 550/microL (VR: <100) e numerosas células epiteliais.
1 - Identifique o diagnóstico mais provável que justifica os sintomas apresentados pela paciente nos últimos 7 dias.
2 - Proponha tratamento medicamentoso inicial.
3 - Identifique o ambiente mais adequado para o tratamento dessa paciente.

Prévia do material em texto

AFYA 
CURSO DE MEDICINA - AFYA
NOTA
FINAL
Aluno:
Componente Curricular: Clínica Integrada II
Professor (es):
Período: 202601 Turma: Data: 31/03/2026
N1 ESPECÍFICA - MEDICINA - CI II - 2026.2 - 1ª
CHAMADA - 31/MARÇO
RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA
PROVA 19039 - CADERNO 003
1ª QUESTÃO
Enunciado:
(AFYA ITACOATIARA) Menina de 6 anos é internada por edema progressivo iniciado
em região periorbitária há 5 dias, evoluindo para membros inferiores e distensão
abdominal. A mãe nega infecção recente, febre ou redução do volume urinário. Ao
exame físico: pressão arterial 95/60 mmHg (percentil adequado para idade), edema
++/4+ em membros inferiores e face, sem lesões cutâneas ou artralgias.
 Exames laboratoriais: EAS: proteinúria 4+, ausência de hematúria, cilindros
hialinos. Relação proteína/creatinina urinária significativamente elevada. Albumina
sérica: 1,8 g/dL; colesterol total: 320 mg/dL; creatinina: normal para idade.
Com base na integração dos achados clínicos e laboratoriais e considerando os
mecanismos fisiopatológicos envolvidos nas glomerulopatias, qual é o diagnóstico
mais provável?
Alternativas:
(alternativa A)
Nefropatia por IgA (doença de Berger), caracterizada por deposição mesangial de
IgA, cursando tipicamente com hematúria macroscópica recorrente após infecção
de vias aéreas superiores e proteinúria variável.
(alternativa B) (CORRETA) 
Síndrome nefrótica provavelmente secundária à doença de lesões mínimas,
caracterizada por aumento da permeabilidade glomerular com proteinúria maciça,
hipoalbuminemia, edema generalizado e hiperlipidemia, com função renal
preservada.
(alternativa C)
Glomerulonefrite rapidamente progressiva, associada à formação de crescentes
glomerulares, cursando com declínio acelerado da função renal, hematúria com
cilindros hemáticos e hipertensão arterial importante.
(alternativa D)
Síndrome nefrítica aguda pós-estreptocócica, decorrente de processo inflamatório
glomerular imunomediado, caracterizada por hematúria, hipertensão arterial,
redução da taxa de filtração glomerular e proteinúria geralmente não nefrótica.
Resposta comentada:
Síndrome nefrótica provavelmente secundária à doença de lesões mínimas,
caracterizada por aumento da permeabilidade glomerular com proteinúria maciça,
hipoalbuminemia, edema generalizado e hiperlipidemia, com função renal
000190.39001a.75ef25.96d752.256eb3.7e0228.01d92b.e1a26 Página 1 de 27
preservada.
Esta alternativa está correta. A questão exige que o aluno analise e integre:
Edema generalizado progressivo
PA normal
Proteinúria 4+
Hipoalbuminemia importante (1,8 g/dL)
Hiperlipidemia
Ausência de hematúria
Função renal preservada
Esse conjunto define síndrome nefrótica, cujo mecanismo fisiopatológico envolve
aumento da permeabilidade da barreira de filtração glomerular, levando à perda
maciça de proteínas (principalmente albumina), redução da pressão oncótica
plasmática e formação de edema.
Na infância, a causa mais comum é a doença de lesões mínimas, que cursa com:
Proteinúria seletiva
Ausência de hematúria significativa
Pressão arterial normal
Creatinina normal
Excelente resposta a corticoide.
Síndrome nefrítica aguda pós-estreptocócica, decorrente de processo inflamatório
glomerular imunomediado, caracterizada por hematúria, hipertensão arterial,
redução da taxa de filtração glomerular e proteinúria geralmente não nefrótica.
Esta alternativa está incorreta. A síndrome nefrítica aguda pós-estreptocócica
caracteriza-se por hematúria (frequentemente macroscópica), hipertensão arterial e
redução da função renal, devido a processo inflamatório glomerular difuso. O caso
apresentado não mostra hematúria nem hipertensão, afastando esse diagnóstico.
Glomerulonefrite rapidamente progressiva, associada à formação de crescentes
glomerulares, cursando com declínio acelerado da função renal, hematúria com
cilindros hemáticos e hipertensão arterial importante.
Esta alternativa está incorreta. A glomerulonefrite rapidamente progressiva cursa
com declínio rápido da taxa de filtração glomerular, hematúria importante e
frequentemente hipertensão. A creatinina da paciente está normal e não há
evidência de síndrome nefrítica.
Nefropatia por IgA (Doença de Berger), caracterizada por deposição mesangial de
IgA, cursando tipicamente com hematúria macroscópica recorrente após infecção
de vias aéreas superiores e proteinúria variável.
Esta alternativa está incorreta. A nefropatia por IgA tipicamente apresenta
hematúria macroscópica recorrente associada a infecção respiratória recente,
podendo ter proteinúria leve a moderada. O quadro descrito não inclui hematúria
nem antecedente infeccioso imediato.
Referências:
BRUTON, L. L.; HILAL-DANDAN, R. As bases farmacológicas da terapêutica de
Goodman e Gilman. 13. ed. Porto Alegre: ArtMed, 2018. E-book. p. Capa. ISBN
9788580556155. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788580556155/. Acesso
em: 23 out. 2025. 
LOSCALZO, Joseph; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; et al. Medicina Interna de
Harrison. 21. ed. Porto Alegre: AMGH, 2024. E-book. p. ii. ISBN 9786558040231.
000190.39001a.75ef25.96d752.256eb3.7e0228.01d92b.e1a26 Página 2 de 27
Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558040231/. Acesso
em: 12 maio 2025.
Feedback:
--
2ª QUESTÃO
Enunciado:
(AFYA ARAGUAÍNA) Um homem de 45 anos apresenta dor intensa no quadrante
superior direito do abdômen há 24 horas. Relata febre, náuseas e vômitos.
Ao exame físico, o sinal de Murphy é positivo.
Os exames laboratoriais mostram: leucocitose com desvio à esquerda, bilirrubina
total de 2,1 mg/dL (direta de 1,3 mg/dL), fosfatase alcalina discretamente elevada,
AST e ALT normais.
A ultrassonografia revela vesícula biliar distendida, com parede espessada (5 mm),
presença de cálculo impactado no colo vesicular, líquido pericolecístico e sinal de
Murphy ultrassonográfico positivo. Colédoco de calibre normal.
Com base nesse quadro clínico e nos achados complementares, assinale a
alternativa correta.
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Dor, sinal de Murphy positivo, leucocitose e espessamento da parede no USG
sugerem colecistite aguda.
(alternativa B)
Bilirrubina direta elevada, febre e cálculo vesicular impactado sugerem colangite
ascendente supurativa.
(alternativa C)
O achado de líquido pericolecístico com parede espessada é sugestivo de colecistite
enfisematosa.
(alternativa D)
Dor, febre, náuseas, vômitos e bilirrubina de 2,1 mg/dL sugerem fortemente
síndrome de Mirizzi tipo 5
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Resposta comentada:
O paciente apresenta dor no hipocôndrio direito, febre, náuseas, vômitos e sinal de
Murphy positivo, que são manifestações clínicas típicas de colecistite aguda. Além
disso, os exames laboratoriais revelam leucocitose com desvio à esquerda,
sugerindo processo inflamatório agudo, e a ultrassonografia mostra espessamento
da parede da vesícula, distensão, líquido pericolecístico e cálculo impactado no colo
vesicular, todos achados compatíveis com inflamação vesicular.
DISTRATORES :
Dor, febre, náuseas, vômitos e bilirrubina de 2,1 mg/dL sugerem fortemente
síndrome de Mirizzi tipo 5. - INCORRETA
A síndrome de Mirizzi tipo V é uma forma avançada e complexa da síndrome de
Mirizzi, caracterizada pela presença de uma fístula colecistoentérica (conexão
anormal entre a vesícula biliar e o intestino), associada a qualquer um dos tipos
anteriores de compressão ou fístula biliar (tipos I-IV). É uma complicação rara da
colelitíase, frequentemente exigindo cirurgia complexa.
Bilirrubina direta elevada, febre e cálculo vesicular impactado sugerem colangite
ascendente supurativa. - INCORRETA
Os sinais e sintomas são graves e englobam os componentes da Tríade de Charcot
e da Pêntade de Reynolds.
O achado de líquido pericolecístico com parede espessada é sugestivo de colecistite
enfisematosa.- INCORRETA
O achado que sugere a colecistite enfisematosa é a presença de gás na parede da
vesícula biliar.
Referências:BERNARDES, Nathália. Imagem sobre ressonância magnética do abdome superior
com colangiorressonância [Imagem]. In: —. Ressonância magnética do abdome
superior com colangiorressonância. [S. l.]: Scribd, [s. d.]. Disponível em:
https://pt.scribd.com/document/616644688/74efc3ba-740d-4f0a-9677-
692be270d632. Acesso em: 28 abr. 2025.
SOUZA, Luis Eduardo. Tomografia computadorizada do abdome – cortes coronal e
axial. [Imagem]. In: ______. Colecistite na TC: muito além da ultrassonografia. São
Paulo: Medway, 2023. Disponível em:
https://www.medway.com.br/conteudos/colecistite-na-tc-muito-alem-da-
ultrassonografia/. Acesso em: 2 maio 2025.
YOKOE, M. et al. Diretrizes de Tóquio 2018: critérios diagnósticos e classificação de
gravidade da colecistite aguda. Revista de Ciências Hepato-Biliares-Pancreáticas, v.
25, n. 1, p. 41–54, 2018.
Feedback:
Para responder corretamente à questão é preciso mobilizar um conjunto articulado
de habilidades clínicas e interpretativas. Em primeiro lugar, era essencial
reconhecer o quadro clínico típico da colecistite aguda litiásica, que inclui dor no
hipocôndrio direito, febre, náuseas, vômitos e sinal de Murphy positivo. Além disso,
exige-se a capacidade de interpretar exames laboratoriais que indicam inflamação
aguda, como leucocitose com desvio à esquerda, e alterações discretas da
bilirrubina e da fosfatase alcalina, sem elevação das transaminases.
Outra habilidade fundamental era a interpretação integrada dos achados de
imagem, especialmente da ultrassonografia e da tomografia, reconhecendo sinais
clássicos como espessamento da parede vesicular, distensão, cálculo impactado no
colo e líquido pericolecístico. 
Por fim, o item pede habilidade em correlacionar dados clínicos, laboratoriais e
radiológicos para chegar ao diagnóstico em questão.
3ª QUESTÃO
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Enunciado:
(AFYA MARABÁ) T. S. M., 29 anos, sexo feminino, comparece à Unidade Básica de
Saúde relatando relação sexual vaginal receptiva desprotegida ocorrida há
aproximadamente 36 horas com parceiro eventual. Refere que desconhece a
sorologia do parceiro e não conseguiu mais contato. Nega uso prévio de profilaxia
medicamentosa preventiva. Não faz uso de anticoncepcional hormonal, não está
gestante e não apresenta comorbidades conhecidas. Ao exame físico, encontra-se
em bom estado geral, sem lesões genitais visíveis. Teste rápido realizado na UBS
para HIV apresenta resultado não reagente. Sorologias para hepatites e sífilis foram
coletadas.
Qual é a conduta mais adequada neste momento em relação à prevenção
medicamentosa da infecção pelo HIV nesse caso?
Alternativas:
(alternativa A)
Orientar realização de nova sorologia em 30 dias e indicar profilaxia diária contínua
com tenofovir e lamivudina como estratégia preventiva futura.
(alternativa B)
Aguardar resultado sorológico do parceiro para definir necessidade de esquema
com antirretrovirais por 28 dias.
(alternativa C) (CORRETA) 
Iniciar esquema com tenofovir, lamivudina e dolutegravir por 28 dias, orientando
início imediato, devido ao tempo de exposição inferior a 72 horas.
(alternativa D)
Prescrever dose única de antirretroviral nas primeiras 72 horas e reavaliar sorologia
em quatro semanas.
000190.39001a.75ef25.96d752.256eb3.7e0228.01d92b.e1a26 Página 5 de 27
Resposta comentada:
Alternativa: Iniciar esquema com tenofovir, lamivudina e dolutegravir por 28 dias,
orientando início imediato, devido ao tempo de exposição inferior a 72 horas.
Correta.
Trata-se de exposição sexual com risco significativo (relação vaginal receptiva
desprotegida com parceiro de sorologia desconhecida), ocorrida há 36 horas,
portanto dentro da janela de até 72 horas preconizada para início da profilaxia pós-
exposição. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do
Ministério da Saúde, a PEP deve ser iniciada o mais precocemente possível,
idealmente nas primeiras horas após a exposição, e mantida por 28 dias. O
esquema preferencial inclui tenofovir + lamivudina (ou emtricitabina) associados ao
dolutegravir.
Alternativa: Orientar realização de nova sorologia em 30 dias e indicar profilaxia
diária contínua com tenofovir e lamivudina como estratégia preventiva futura.
Incorreta.
A profilaxia pré-exposição é estratégia contínua indicada para pessoas com risco
persistente e não substitui a conduta imediata após uma exposição recente. Neste
caso, há indicação clara de profilaxia pós-exposição, não apenas monitoramento
sorológico ou início exclusivo de profilaxia contínua futura.
Alternativa: Aguardar resultado sorológico do parceiro para definir necessidade de
esquema com antirretrovirais por 28 dias. Incorreta.
A conduta não deve ser postergada para aguardar resultado do parceiro, sobretudo
quando este é desconhecido ou inacessível. O atraso pode ultrapassar a janela de
72 horas, reduzindo a eficácia da intervenção.
Alternativa: Prescrever dose única de antirretroviral nas primeiras 72 horas e
reavaliar sorologia em quatro semanas. Incorreta
Não há recomendação de dose única de antirretroviral como estratégia preventiva
após exposição sexual. O protocolo estabelece esquema combinado por 28 dias
para reduzir o risco de soroconversão.
Referência:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Protocolo clínico e
diretrizes terapêuticas para profilaxia pré-exposição (PrEP) de risco à infecção pelo
HIV. Brasília: Ministério da Saúde, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/aids/pt-
br/central-de-conteudo/pcdts/protocolo-clinico-e-diretrizes-terapeuticas-para-
profilaxia-pre-exposicao-prep-oral-a-infeccao-pelo-hiv.pdf/view. Acesso em: 21 mar.
2026.
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4ª QUESTÃO
Enunciado:
(AFYA PALMAS) Paciente feminina, 62 anos, obesa (IMC 34 kg/m²), foi submetida à
colectomia por neoplasia de cólon há 5 dias. Permaneceu restrita ao leito por dor
abdominal nos primeiros dias de pós-operatório. Na enfermaria, evolui com queixa
de dor e sensação de peso em membro inferior esquerdo. Ao exame físico,
apresenta: 
Edema unilateral em perna esquerda.
Aumento da circunferência da panturrilha em 3 cm em comparação ao lado direito.
Dor à palpação profunda da panturrilha.
Temperatura local discretamente aumentada.
Pulsos periféricos presentes e simétricos.
Afebril.
Sinais vitais estáveis.
Considerando o quadro clínico descrito, qual é o diagnóstico mais provável no
momento? 
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Alternativas:
(alternativa A)
Síndrome compartimental de membro inferior.
(alternativa B)
Celulite bacteriana de membro inferior.
(alternativa C)
Linfedema agudo pós-operatório.
(alternativa D) (CORRETA) 
Trombose venosa profunda de membro inferior. 
Resposta comentada:
Correta:
A paciente apresenta fatores de risco clássicos para TVP (cirurgia recente,
imobilização, obesidade) associados a edema unilateral, aumento da circunferência
da panturrilha e dor localizada, com pulsos preservados. O conjunto clínico é
compatível com trombose venosa profunda no pós-operatório. 
Incorretas:
A celulite costuma cursar com eritema difuso, calor intenso, dor superficial e
frequentemente febre. O quadro descrito é predominantemente venoso, sem sinais
sistêmicos infecciosos. 
O linfedema é geralmente crônico, indolor e associado a histórico de
linfadenectomia ou radioterapia. Não costuma apresentar dor localizada à palpação
profunda. 
A síndrome compartimental caracteriza-se por dor desproporcional, tensão
muscular importante, alteração de sensibilidade e possível redução de pulsos, o que
não está presente neste caso. 
Referência:
SABISTON, David C.; TOWNSEND, Courtney M. (ed.). Sabiston Tratado de Cirurgia: a
base biológica da prática cirúrgica moderna. 21. ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2024. 2 volumes. ISBN 978-85-9515-981-5. 
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5ª QUESTÃO
Enunciado:
(AFYA MANACAPURU) Considere os casos descritos abaixo:
Paciente 1: Mulher, 23 anos, previamente hígida, procura Unidade de Pronto
Atendimento com queixa de disúria, polaciúriae urgência miccional há dois dias.
Nega febre ou dor lombar. No exame físico, encontra-se afebril, com dor leve à
palpação suprapúbica. O sumário de urina evidencia leucocitúria (+++), nitrito
positivo, bacteriúria e hematúria microscópica discreta, sem proteinúria
significativa.
Paciente 2: Homem, 65 anos, hipertenso e diabético, comparece para consulta de
rotina. Nega sintomas urinários, febre, dor lombar ou alterações miccionais. O
sumário de urina solicitado como parte da avaliação anual evidencia bacteriúria
(++), nitrito positivo, leucocitúria discreta, sem hematúria significativa e sem
proteinúria.
Com base nos dados clínicos e laboratoriais apresentados, analise os casos e
indique a associação correta entre hipótese diagnóstica e conduta terapêutica mais
adequada.
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Alternativas:
(alternativa A)
Paciente 1 apresenta síndrome nefrítica e deve ser submetida à investigação
imunológica; paciente 2 apresenta infecção urinária baixa e deve iniciar antibiótico
imediatamente.
(alternativa B)
Paciente 1 apresenta pielonefrite aguda e deve ser internada para receber
antibioticoterapia intravenosa; paciente 2 apresenta infecção urinária assintomática
e deve receber antibiótico para prevenir complicações.
(alternativa C) (CORRETA) 
Paciente 1 apresenta cistite aguda não complicada e deve receber
antibioticoterapia oral; paciente 2 apresenta bacteriúria assintomática e não deve
receber antibioticoterapia, apenas acompanhamento clínico. 
(alternativa D)
Paciente 1 apresenta uretrite não bacteriana e deve receber anti-inflamatório;
paciente 2 apresenta glomerulonefrite incipiente e deve ser encaminhado ao
nefrologista.
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Resposta comentada:
Alternativa correta:
Paciente 1 apresenta cistite aguda não complicada e deve receber
antibioticoterapia oral; paciente 2 apresenta bacteriúria assintomática e não deve
receber antibioticoterapia, apenas acompanhamento clínico. 
A paciente 1 apresenta quadro típico de cistite aguda não complicada,
caracterizada por disúria, leucocitúria e nitrito positivo, devendo receber
antibioticoterapia oral adequada. O paciente 2 apresenta bacteriúria assintomática,
definida pela presença de bactérias na urina na ausência de sintomas urinários. Em
homens assintomáticos, não há indicação de tratamento antibiótico de rotina,
devendo-se apenas realizar acompanhamento clínico, salvo situações especiais. 
Alternativas incorretas:
Paciente 1 apresenta pielonefrite aguda e deve ser internada para antibioticoterapia
intravenosa; paciente 2 apresenta infecção urinária assintomática e deve receber
antibiótico para prevenir complicações. Justificativa: A paciente 1 não apresenta
sinais sistêmicos como febre. 
ou dor lombar que caracterize pielonefrite. O quadro clínico é compatível com
cistite aguda não complicada. No paciente 2, embora haja bacteriúria no exame, ele
é completamente assintomático. Fora das situações específicas (como gestação ou
preparo para procedimento urológico invasivo), a bacteriúria assintomática não
deve ser tratada, pois não há benefício comprovado e pode haver risco de
resistência bacteriana.
Paciente 1 apresenta síndrome nefrítica e deve ser submetida à investigação
imunológica; paciente 2 apresenta infecção urinária baixa e deve iniciar antibiótico
imediatamente. Justificativa: A paciente 1 não apresenta proteinúria significativa
nem sinais clínicos compatíveis com síndrome nefrítica. O paciente 2 não apresenta
sintomas urinários que caracterizem infecção urinária baixa; portanto, não há
indicação de iniciar antibiótico.
Paciente 1 apresenta uretrite não bacteriana e deve receber anti-inflamatório;
paciente 2 apresenta glomerulonefrite incipiente e deve ser encaminhado ao
nefrologista. Justificativa: O quadro da paciente 1 é claramente infeccioso, com
nitrito positivo e bacteriúria, o que afasta uretrite não bacteriana. No paciente 2 não
há hematúria significativa nem proteinúria que sugiram glomerulonefrite. 
Referências:
JAMESON, J. L. et al. Harrison – Princípios de Medicina Interna. 21. ed. Porto Alegre:
AMGH, 2022.
BRASIL. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – Infecção
do Trato Urinário. Brasília, edição vigente.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA. Diretrizes para avaliação de alterações do
sedimento urinário.
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6ª QUESTÃO
Enunciado:
(AFYA GUANAMBI) Criança do sexo feminino, 18 meses, é levada ao pronto
atendimento com febre de 39°C há 36 horas, recusa parcial de líquidos e episódios
de vômitos. A mãe relata dois episódios prévios de infecção urinária febril no último
ano, tratados com antibióticos orais. Ao exame físico: bom estado geral, leve
sensibilidade abdominal em flanco direito, sinais vitais: PA 90/60 mmHg, FC 140
bpm, FR 28 irpm, sinais de desidratação leve. Exames: leucócitos 16.500/mm³, PCR
45 mg/L, creatinina 0,4 mg/dL, urocultura coletada por cateterismo: Escherichia coli,
sensível a ceftriaxona, cefalexina, axetilcefuroxima e amoxicilina-clavulanato;
resistente a sulfametoxazol-trimetoprima e amoxicilina simples. Ultrassonografia de
rins e vias urinárias: discreta dilatação pielocalicial bilateral, sem cálculo ou
alteração cortical.
Com base no quadro clínico, assinale a conduta inicial mais adequada,
considerando escolha de antibiótico e investigação complementar.
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Alternativas:
(alternativa A)
Cefalexina por via oral por 10 dias e repetir ultrassonografia após término do
tratamento.
(alternativa B)
Amoxicilina-clavulanato por via oral durante 10 dias e repetir ultrassonografia após
término do tratamento.
(alternativa C)
Amoxicilina por via oral por 10 dias e solicitar uretrocistografia miccional durante a
resolução da fase aguda. 
(alternativa D) (CORRETA) 
Ceftriaxona por via intravenosa por 7 dias e solicitar uretrocistografia miccional
após resolução do quadro agudo.
Resposta comentada:
"Cefalexina por via oral por 10 dias e repetir ultrassonografia após término do
tratamento."
Incorreta. A via oral é inadequada para criança de 18 meses com febre alta, recusa
parcial de líquidos e sinais de desidratação leve. Repetir apenas ultrassonografia
não investiga adequadamente refluxo vesicoureteral, necessário em ITU febril
recorrente com dilatação pielocalicial.
"Amoxicilina-clavulanato por via oral durante 10 dias e repetir ultrassonografia após
término do tratamento."
Incorreta. Apesar da sensibilidade do antibiótico, a via oral é inadequada no
contexto clínico. Repetir ultrassonografia após término do tratamento não substitui
a investigação do refluxo vesicoureteral.
"Ceftriaxona por via intravenosa por 7 dias e solicitar uretrocistografia miccional
após resolução do quadro agudo."
Correta. Criançade 27
Enunciado:
(AFYA UNIGRANRIO DUQUE DE CAXIAS) Uma paciente de 62 anos precisa ser
submetida a uma colecistectomia eletiva videolaparoscópica sob anestesia geral.
Ela é diabética tipo 2, bem controlada com metformina (HBA1c 7,2%); hipertensa
controlada com dois anti-hipertensivos; sem insuficiência renal ou cardíaca e sem
limitações funcionais aparentes.
Qual seria a Classificação ASA mais adequada para esta paciente?
Alternativas:
(alternativa A)
ASA I.
(alternativa B) (CORRETA) 
ASA II.
(alternativa C)
ASA III.
(alternativa D)
ASA IV.
Resposta comentada:
Justificativa
- ASA I: paciente saudável, sem doença sistêmica. Não corresponde ao cenário, que
envolve comorbidades.
- ASA II: paciente com doença sistêmica branda que não impõe limitação funcional
significativa. Diabetes tipo 2 bem controlado e hipertensão controlada entram
nessa categoria quando não há complicações graves nem limitação de atividades.
- ASA III: doença sistêmica grave com limitações funcionais, o que não é descrito no
caso apresentado.
- ASA IV: doença sistêmica grave que representa ameaça constante à vida; não há
evidência de risco vital imediato no paciente apresentado.
Referências:
Sabiston Textbook of Surgery. 21st Edition. Townsend CM, Beauchamp RD, Evers
BM, Mathews BD (eds.). Elsevier; 2019. 
Schwartz's Principles of Surgery. 11th Edition. Brunicardi FC, Andersen DK, Billiar
TR, et al. McGraw-Hill Education; 2019. 
American Society of Anesthesiologists (ASA). ASA Physical Status Classification
System. Guidelines
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8ª QUESTÃO
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Enunciado:
(AFYA ARAGUAÍNA) Um paciente do sexo masculino, 75 anos, hipertenso controlado,
com histórico de tabagismo por 40 anos, é admitido no pronto-socorro com queixa
de dor epigástrica intensa, náuseas e episódios de hematêmese volumosa nas
últimas 12 horas. Relata perda de peso significativa nos últimos seis meses e
disfagia progressiva para alimentos sólidos.
Ao exame físico, encontra-se hipotenso (PA 90/60 mmHg), taquicárdico (FC 110
bpm), pálido e desidratado.
Sente dor à palpação profunda no epigástrio, sem sinais de peritonite.
A endoscopia digestiva alta revela lesão ulcerada e infiltrativa na cárdia, com
sangramento ativo e falha na hemostasia endoscópica.
A tomografia de abdome não mostra sinais de metástases à distância ou ascite.
Diante desse quadro, qual é a melhor abordagem para esse paciente?
Alternativas:
(alternativa A)
Embolização angiográfica do tronco celíaco.
(alternativa B)
Gastrectomia subtotal distal com linfadenectomia D1.
(alternativa C) (CORRETA) 
Gastrectomia total com linfadenectomia D2.
(alternativa D)
Rafia da lesão tumoral com rotação de retalho epiploico.
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Resposta comentada:
A alternativa "Gastrectomia total com linfadenectomia D2" é a correta. O paciente
apresenta sangramento ativo refratário ao tratamento endoscópico, o que configura
uma indicação de urgência para ressecção cirúrgica. Como a lesão é proximal, a
única opção curativa viável é a gastrectomia total, garantindo margens livres e
minimizando o risco de recidiva local (Utiyama; Rasslan; Birolini, 2022). A
linfadenectomia D2 deve ser realizada conforme as diretrizes oncológicas para
câncer gástrico avançado, garantindo uma adequada avaliação da extensão
linfonodal e melhorando o prognóstico.
A alternativa "Gastrectomia subtotal distal com linfadenectomia D1" está errada,
pois a gastrectomia subtotal distal pode ser indicada para tumores localizados no
antro-piloro, porém, neste caso, a lesão é proximal, o que inviabiliza a preservação
da pequena curvatura e exige gastrectomia total.
A alternativa "Embolização angiográfica do tronco celíaco", que cita a embolização
angiográfica do tronco celíaco como primeira opção, está errada. A embolização
angiográfica pode ser utilizada em sangramentos digestivos de origem tumoral,
mas não deve ser a primeira escolha quando há falha na hemostasia endoscópica e
necessidade de ressecção oncológica. Além disso, tumores gástricos proximais
frequentemente apresentam sangramento recorrente após embolização, o que
tornaria a cirurgia inevitável.
A alternativa "Rafia da lesão tumoral com rotação de retalho epiploico", que
menciona a rafia tumoral e rotação de retalho epiploico, encontra-se equivocada. 
Embora a rafia tumoral com rotação de retalho possa ser considerada em pacientes
com doença metastática disseminada ou em mau estado geral, não é a abordagem
ideal para este paciente, pois não controla adequadamente o sangramento nem
oferece tratamento oncológico definitivo.
Referências:
DOHERTY, Gerard M. CURRENT Cirurgia. 14.ª ed. Porto Alegre: AMGH, 2017. E-book.
p. 455. ISBN 9788580556018. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788580556018/. Acesso
em: 24 nov. 2024.
UTIYAMA, Edivaldo M.; RASSLAN, Samir; BIROLINI, Dario. Atualização em cirurgia
geral, emergência e trauma: Cirurgião Ano 12. Barueri: Manole, 2022. E-book, p. 22.
ISBN 9786555767537. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555767537/. Acesso
em: 28 fev. 2025.
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9ª QUESTÃO
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Enunciado:
(AFYA CRUZEIRO DO SUL) Gestante de 24 anos, G1P0A0, com 10 semanas de idade
gestacional, comparece à consulta de pré-natal em Unidade Básica de Saúde.
Refere início recente da vida sexual com um novo parceiro há 4 meses e nega uso
regular de preservativo. Encontra-se assintomática. 
Exames solicitados na primeira consulta: 
VDRL: não reagente 
HIV: não reagente 
HBsAg: não reagente 
Toxoplasmose: 
IgM: reagente 
IgG: reagente 
Teste de avidez de IgG: avidez elevada 
Diante dos resultados apresentados, qual é a interpretação diagnóstica e a
conduta mais adequada no contexto do pré-natal de risco habitual? 
Alternativas:
(alternativa A)
Solicitar a repetição da sorologia em 3 semanas para
confirmar possível soroconversão antes de definir a conduta terapêutica. 
(alternativa B) (CORRETA) 
Interpretar o resultado como infecção antiga por toxoplasmose, sem risco de
transmissão fetal na gestação, mantendo acompanhamento pré-natal habitual. 
(alternativa C)
Considerar infecção aguda por toxoplasmose e iniciar tratamento
com espiramicina imediatamente, com encaminhamento para pré-natal de alto
risco. 
(alternativa D)
Encaminhar a gestante para pré-natal de alto risco e iniciar tratamento
com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico ainda no primeiro trimestre. 
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Resposta comentada:
Alternativa correta: interpretar o resultado como infecção antiga por toxoplasmose,
sem risco de transmissão fetal na gestação, mantendo acompanhamento pré-natal
habitual. 
 Comentário das alternativas: 
 - A presença de IgG com alta avidez no primeiro trimestre praticamente exclui
infecção adquirida durante a gestação. A indicação de espiramicina está reservada
para suspeita de infecção materna recente confirmada ou altamente provável, o
que não ocorre diante de alta avidez. Portanto, essa conduta levaria a tratamento
desnecessário. 
 - A presença de IgM reagente isoladamente não define infecção recente, pois pode
persistir por meses. A alta avidez da IgG indica que o contato com o parasita
ocorreu antes da gestação atual. Nessa situação, considera-se imunidade prévia,
sem risco de transmissão vertical nesta gravidez, sendo adequada a manutenção do
pré-natal de risco habitual. 
- A repetição da sorologia pode ser útil quando há dúvida diagnóstica e ausência de
teste de avidez. Contudo, quando a avidez é alta no primeiro trimestre, o
diagnóstico de infecção antiga já está estabelecido com segurança. Repetir exames
não modifica a conduta e não é recomendado nos protocolos atuais. 
- O esquema com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico está indicado nos
casos de infecção fetal confirmada ou após determinadas fasesda gestação, e não
deve ser iniciado no primeiro trimestre de forma indiscriminada. Além disso, não há
evidência de infecção recente nesse cenário. Essa conduta representa tratamento
inadequado e potencialmente prejudicial. 
 
Referências:
 Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com
IST – Ministério da Saúde (inclui toxoplasmose gestacional). 
 Protocolo de Notificação e Investigação da Toxoplasmose Gestacional e Congênita
– Ministério da Saúde (2025). 
 Obstetrícia Fundamental – Jorge Filho (2024).
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10ª QUESTÃO
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Enunciado:
(AFYA MONTES CLAROS) Paciente masculino, 58 anos, tabagista, etilista, apresenta
disfagia progressiva e odinofagia.
Endoscopia: lesão ulcerada no terço médio do esôfago.
Biópsia: carcinoma espinocelular.
Estadiamento:
Exame Resultado
Ecoendoscopia T3
TC tórax Linfonodos regionais aumentados
PET-CT Sem metástases à distância
ECOG 0. 
 
Diante desse quadro, qual é a conduta terapêutica padrão para doença localmente
avançada ressecável?
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Quimiorradioterapia neoadjuvante seguida de esofagectomia.
(alternativa B)
Esofagectomia imediata isolada.
(alternativa C)
Quimiorradioterapia definitiva exclusiva.
(alternativa D)
Dilatação endoscópica seriada.
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Resposta comentada:
Alternativa "esofagectomia imediata isolada" é incorreta. Justificativa: cirurgia
isolada apresenta pior controle locorregional e sobrevida comparada à terapia
multimodal.
Alternativa "quimiorradioterapia definitiva exclusiva" é incorreta. Justificativa:
quimiorradioterapia definitiva pode ser opção em pacientes inoperáveis, mas não é
o padrão quando o paciente é candidato cirúrgico.
Alternativa "dilatação endoscópica seriada" é incorreta. Justificativa: dilatação é
medida paliativa.
Alternativa "quimiorradioterapia neoadjuvante seguida de esofagectomia" é correta.
Justificativa: para doença T3N+M0, o padrão é: quimiorradioterapia neoadjuvante
(protocolo tipo CROSS), seguida de esofagectomia. Essa abordagem aumenta a
sobrevida global.
 
Referências:
AJCC. Cancer Staging Manual. 8. ed. New York: Springer, 2017.
NATIONAL COMPREHENSIVE CANCER NETWORK. NCCN Clinical Practice Guidelines
in Oncology: Esophageal and Esophagogastric Junction Cancers. Version 2023.
Plymouth Meeting: NCCN, 2023.
VAN HAGEN, P. et al. Preoperative chemoradiotherapy for esophageal or junctional
cancer. New England Journal of Medicine, Boston, v. 366, p. 2074-2084, 2012.
KATZ, P. O. et al. Guidelines for the diagnosis and management of gastroesophageal
reflux disease. American Journal of Gastroenterology, Bethesda, v. 117, p. 27-56,
2022.
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11ª QUESTÃO
Enunciado:
(AFYA PORTO VELHO) Mulher de 28 anos, técnica de enfermagem, procura o pronto-
atendimento relatando paralisia súbita do membro inferior esquerdo iniciada após
discussão no trabalho. Refere incapacidade de sustentar o peso corporal. Nega dor
lombar, trauma ou perda de consciência. História prévia de múltiplas idas a serviços
de emergência nos últimos 2 anos por “crises neurológicas”, sempre com exames
complementares sem alterações estruturais.
Ao exame neurológico: estado mental preservado, linguagem fluente e nervos
cranianos sem alterações. Força no membro inferior esquerdo varia entre 0/5 e 5/5
conforme distração. Sinal de Hoover positivo. Reflexos osteotendíneos simétricos e
normativos. Sensibilidade com limite impreciso, não compatível com dermátomos
ou território neural específico. Marcha com arrasto acentuado, porém sem quedas.
Não há sinais de via longa, nível sensitivo ou alterações esfincterianas.
Durante a entrevista, não se identifica benefício financeiro, jurídico ou laboral
associado ao quadro atual.
Qual é o diagnóstico mais provável com base nos achados clínicos apresentados no
caso?
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Alternativas:
(alternativa A)
Transtorno factício, definido pela produção deliberada e intencional de sintomas
físicos ou psicológicos, motivada pela necessidade interna de assumir o papel de
doente. 
(alternativa B)
Transtorno de sintomas somáticos, marcado geralmente por preocupação
persistente com múltiplos e persistentes sintomas físicos com comportamento
desproporcional relacionado à saúde.
(alternativa C) (CORRETA) 
Transtorno de sintomas neurológicos funcionais, caracterizado por sinais clínicos
positivos de incongruência neurológica e ausência de produção intencional de
sintomas.
(alternativa D)
Simulação, caracterizada pela fabricação consciente e voluntária de sintomas
neurológicos ou físicos com finalidade de obtenção de vantagem externa concreta e
benefícios financeiros.
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Resposta comentada:
Alternativa correta: Transtorno de sintomas neurológicos funcionais, caracterizado
por sinais clínicos positivos de incongruência neurológica e ausência de produção
intencional de sintomas.
O quadro apresenta sinais clínicos positivos de incongruência neurológica, como
força variável à distração, padrão sensitivo não anatômico e sinal de Hoover
positivo, além de ausência de sinais de via longa ou padrão localizatório compatível
com lesão orgânica. Segundo o DSM-5, o diagnóstico de Transtorno de Sintomas
Neurológicos Funcionais (transtorno conversivo) deve ser realizado com base em
achados positivos de incompatibilidade com condições neurológicas reconhecidas, e
não exclusivamente por exclusão (FIRST, 2015). Na prática do hospital geral,
conforme discutido por Botega (2017), o reconhecimento de sinais clínicos objetivos
de funcionalidade é essencial para evitar iatrogenia e exames desnecessários. Além
disso, não há evidência de produção intencional de sintomas nem de ganho externo
identificável, afastando factício e simulação.
Alternativas incorretas:
Transtorno factício. Incorreta porque o transtorno factício envolve produção
intencional de sintomas, ainda que sem ganho externo evidente, com finalidade
psicológica de assumir o papel de doente. No caso apresentado, não há indícios de
manipulação consciente.
Simulação. Incorreta porque a simulação pressupõe ganho externo concreto, como
afastamento laboral, benefício financeiro ou implicações jurídicas. O enunciado
explicita ausência de vantagem externa identificável.
Transtorno de sintomas somáticos. Incorreta porque esse transtorno se caracteriza
por preocupação persistente e excessiva com sintomas físicos reais, acompanhada
de elevada ansiedade relacionada à saúde. O caso descreve um déficit motor
inconsistente com fisiopatologia neurológica, e não um padrão de preocupação
somática crônica.
Referências:
BOTEGA, Neury J. Prática psiquiátrica no hospital geral. 4. ed. Porto Alegre: ArtMed,
2017. E-book. p.i. ISBN 9788582714317. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582714317/. Acesso
em: 21 mar. 2026.
FIRST, Michael B. Manual de diagnóstico diferencial do DSM-5. Porto Alegre: ArtMed,
2015. E-book. ISBN 9788582712078. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582712078/. Acesso
em: 21 mar. 2026.
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Feedback:
Alternativa correta: Transtorno de sintomas neurológicos funcionais, caracterizado
por sinais clínicos positivos de incongruência neurológica e ausência de produção
intencional de sintomas.
O quadro apresenta sinais clínicos positivos de incongruência neurológica, como
força variável à distração, padrão sensitivo não anatômico e sinal de Hoover
positivo, além de ausência de sinais de via longa ou padrão localizatório compatível
com lesão orgânica. Segundo o DSM-5, o diagnóstico de Transtorno de Sintomas
Neurológicos Funcionais (transtorno conversivo) deve ser realizado com base em
achados positivos de incompatibilidade com condições neurológicas reconhecidas, enão exclusivamente por exclusão (FIRST, 2015). Na prática do hospital geral,
conforme discutido por Botega (2017), o reconhecimento de sinais clínicos objetivos
de funcionalidade é essencial para evitar iatrogenia e exames desnecessários. Além
disso, não há evidência de produção intencional de sintomas nem de ganho externo
identificável, afastando factício e simulação.
Alternativas incorretas:
Transtorno factício. Incorreta porque o transtorno factício envolve produção
intencional de sintomas, ainda que sem ganho externo evidente, com finalidade
psicológica de assumir o papel de doente. No caso apresentado, não há indícios de
manipulação consciente.
Simulação. Incorreta porque a simulação pressupõe ganho externo concreto, como
afastamento laboral, benefício financeiro ou implicações jurídicas. O enunciado
explicita ausência de vantagem externa identificável.
Transtorno de sintomas somáticos. Incorreta porque esse transtorno se caracteriza
por preocupação persistente e excessiva com sintomas físicos reais, acompanhada
de elevada ansiedade relacionada à saúde. O caso descreve um déficit motor
inconsistente com fisiopatologia neurológica, e não um padrão de preocupação
somática crônica.
Referências:
BOTEGA, Neury J. Prática psiquiátrica no hospital geral. 4. ed. Porto Alegre: ArtMed,
2017. E-book. P.I. ISBN 9788582714317. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582714317/. Acesso
em: 21 mar. 2026.
FIRST, Michael B. Manual de diagnóstico diferencial do DSM-5. Porto Alegre: ArtMed,
2015. E-book. ISBN 9788582712078. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788582712078/. Acesso
em: 21 mar. 2026.
12ª QUESTÃO
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Enunciado:
(AFYA MANACAPURU) Paciente masculino, 80 anos, hipertenso, diabético e portador
de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), encontra-se internado na Unidade
de Terapia Intensiva há 24 horas devido à pneumonia adquirida na comunidade,
classificada como grave. Está em ventilação espontânea com máscara de alto fluxo
(FiO₂ 50%) e em uso de antibioticoterapia empírica com ceftriaxona e azitromicina.
Nas últimas três horas, evoluiu com piora progressiva do estado geral,
apresentando rebaixamento do nível de consciência, taquicardia e hipotensão. No
exame clínico, encontra-se febril (39,3°C), com frequência cardíaca de 124 bpm,
pressão arterial de 84x50 mmHg (PAM 61 mmHg), frequência respiratória de 30
irpm e saturação de 92%. Observam-se extremidades frias, tempo de enchimento
capilar de cinco segundos, pele moteada e débito urinário reduzido nas últimas seis
horas (0,3 mL/kg/h). Exames laboratoriais evidenciam leucócitos de 22.000/mm³,
lactato sérico de 5,4 mmol/L, creatinina de 2,3 mg/dL (basal prévio de 1,1 mg/dL) e
PCR de 32 mg/dL.
Diante do quadro clínico apresentado, qual é a conduta inicial mais adequada nas
primeiras horas do manejo desse caso?
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Coletar culturas, ampliar antibioticoterapia de amplo espectro na primeira hora,
administrar cristaloide e iniciar noradrenalina se PAM persistiros tecidos,
mas somente para mobilizar substratos para o organismo.
(alternativa D)
os hormônios catabólicos, tais como cortisol, aldosterona e catecolaminas, estão
com níveis diminuídos.
Resposta comentada:
Alternativa correta: ocorre resistência periférica à insulina Ela é produzida, mas não
consegue atuar adequadamente nas células, gerando hiperglicemia.
A insulina promove a glicogênese e a captação de glicose pelos músculos e pela
gordura, mas no período pós-estresse. Apesar de os níveis de insulina estarem
presentes (podendo estar normais ou aumentados no início), a sua falta de ação
efetiva, somada ao aumento de hormônios contrarreguladores (cortisol, glucagon,
adrenalina), promove a quebra de reservas de gordura e proteínas (catabolismo)
para fornecer energia ao local do trauma. 
As demais alternativas estão incorretas porque:
REMIT é uma resposta a grandes insultos, como cirurgias de grande porte,
politraumatismos, e quanto maior o trauma, maior a demanda metabólica e, por
consequência, maior será a resposta. Seus objetivos são metabólicos e
hemodinâmicos.
O ADH (ou vasopressina) é liberado pela neuro-hipófise e sua concentração eleva-se
rapidamente após o estresse cirúrgico, costumando normalizar-se dentro de 2 a 3
dias. O hormônio antidiurético promove a reabsorção de água livre dos túbulos
distais e coletores dos rins.
O cortisol realmente está aumentado na REMIT e promove catabolismo proteico.
Referência:
Novais, A. R. O. et al. Resposta endócrino-metabólica: revisão de literatura. Brazilian
Journal of Development, 2021.
Feedback:
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14ª QUESTÃO
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Enunciado:
(AFYA MARABÁ) Caso 1: Paciente de 32 anos, sexo feminino, comparece à Unidade
Básica de Saúde (UBS) com queixa de fadiga progressiva há cerca de quatro meses,
associada a dispneia aos esforços habituais e queda de cabelos. Refere ciclos
menstruais regulares, porém com fluxo aumentado nos últimos seis meses. Nega
comorbidades.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 9,2 g/dL; VCM: 72 fL; HCM: 23 pg; RDW:
aumentado; reticulócitos: 0,5%; ferro sérico: reduzido; ferritina: 8 ng/mL;
transferrina: elevada; saturação de transferrina: reduzida.
Caso 2: Paciente de 62 anos, sexo masculino, procura a mesma UBS com queixa de
fadiga há três meses e redução da tolerância aos esforços. Refere perda ponderal
de 4 kg no período e alteração recente do hábito intestinal, com fezes mais
escurecidas.
Exames laboratoriais: Hemoglobina: 10,1 g/dL; VCM: 74 fL; HCM: 24 pg; RDW:
discretamente aumentado; Reticulócitos: 0,6%; Ferro sérico: reduzido; Ferritina:
180 ng/mL; Transferrina: reduzida; Saturação de transferrina: reduzida.
a) Determine os diagnósticos dos pacientes do caso 1 e do caso 2. (0,5 ponto)
b) Proponha a conduta adequada para a paciente do caso 1. (1,0 ponto)
c) Proponha a conduta adequada para o paciente do caso 2. (1,0 ponto)
Alternativas:
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Resposta comentada:
Resposta Correta/Esperada:
Caso 1 – Mulher de 32 anos
Diagnóstico:
a) Anemia microcítica e hipocrômica por deficiência de ferro secundária a perda
crônica (hipermenorreia).
Raciocínio clínico:
VCM reduzido → anemia microcítica.
Ferritina baixa → redução dos estoques de ferro (marcador mais sensível).
Ferro sérico reduzido + transferrina elevada + saturação baixa → aumento
compensatório da capacidade de transporte de ferro.
Reticulócitos baixos → medula sem resposta efetiva por deficiência de substrato.
A ferritina representa o principal marcador dos estoques corporais de ferro. A
transferrina aumenta na deficiência de ferro como mecanismo compensatório para
ampliar o transporte plasmático.
b) Conduta: Iniciar reposição de ferro por via oral; Orientar uso longe de alimentos
que reduzam absorção; Reavaliar hemoglobina em 4–8 semanas; Manter
tratamento por pelo menos três meses após normalização da hemoglobina para
repleção dos estoques; Investigar e tratar causa da perda crônica (avaliação
ginecológica para sangramento uterino aumentado).
 
Caso 2 – Homem de 62 anos
Diagnóstico:
a) Anemia microcítica associada a processo inflamatório crônico, com forte suspeita
de sangramento gastrointestinal crônico subjacente.
Raciocínio clínico:
VCM reduzido → anemia microcítica.
Ferro sérico baixo + saturação reduzida.
Ferritina elevada → estoques preservados ou aumentados (proteína de fase aguda).
Transferrina reduzida → diminuição da capacidade de transporte devido à resposta
inflamatória.
Reticulócitos baixos → resposta medular inadequada.
A ferritina elevada sugere estoque preservado, porém funcionalmente indisponível,
mediado por aumento de hepcidina em estados inflamatórios. A transferrina
reduzida diferencia deficiência absoluta de ferro. A perda ponderal e alteração do
hábito intestinal exigem investigação etiológica.
c) Conduta: Solicitar investigação de possível sangramento digestivo (colonoscopia
e endoscopia digestiva alta); Avaliar marcadores inflamatórios; Tratar a condição de
base; Considerar reposição de ferro intravenoso se houver deficiência funcional
comprovada e persistência de anemia sintomática.
 
Referência:
LOPES, Antonio C. Manual de Clínica Médica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,
2020.
Feedback:
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15ª QUESTÃO
Enunciado:
(AFYA VITÓRIA DA CONQUISTA) Paciente do sexo feminino, 22 anos, previamente
hígida, comparece à Unidade de Pronto Atendimento referindo disúria, polaciúria e
dor suprapúbica há 7 dias, mas não se preocupou inicialmente, fazendo uso apenas
de um chá que sua vizinha havia indicado. Os sintomas permaneceram e, há 2 dias,
evoluiu também com febre (até 39,1 ºC), náusea, vômitos e dor de forte intensidade
em flanco direito. Refere também última menstruação há 2 meses.
Ao exame físico, paciente encontra-se em regular estado geral, lúcida e orientada
em tempo e espaço, taquicárdica (frequência cardíaca: 124 bpm), febril
(temperatura axilar: 39ºC), desidratada (++/4+) e com sinal de Giordano positivo à
direita, sem outras alterações.
Foram solicitados exames laboratoriais com os seguintes resultados: hemoglobina
12,6 mg/dl (Valor de Referência (VR): 12-15), hematócrito 37% (VR: 36-46),
leucócitos 16350/mm³ (VR: 4000-10000) com bastonetes = 7%, proteína C reativa
235 mg/dL (VR: 15.000 mUI/mL (VR:coli).
A ceftriaxona é eficaz contra os principais agentes urinários e é considerada segura
na gestação.
Item 3
Resposta esperada: (Internação) OU (Hospitalar).
A internação da paciente é necessária por se tratar de uma pielonefrite
complicada. 
Gestação confirmada;
Febre alta persistente;
Taquicardia e sinais sistêmicos;
Vômitos que dificultam terapia oral;
Elevação de creatinina, sugerindo possível injúria renal aguda;
Risco aumentado de sepse materna e complicações obstétricas (parto prematuro,
sofrimento fetal).
O manejo hospitalar permite hidratação venosa adequada, antibioticoterapia
intravenosa, monitorização materna e avaliação obstétrica.
Referências:
JOHNSON, Richard J. Nefrologia Clínica. 5. ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara
Koogan, 2016. E-book. p. ISBN 9788595156272. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788595156272/. Acesso em: 21
mar. 2026.
MOURA, Lúcio R.. FREITAS, Tainá Veras de S. MOURA-NETO, José A. Nefrologia
essencial. Barueri: Manole, 2024. E-book. p.i. ISBN 9788520463628. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788520463628/. Acesso em: 21
mar. 2026.
W. SCHRIER, Robert. Manual de Nefrologia. 8. ed. Rio de Janeiro: Thieme Revinter,
2017. E-book. p. ISBN 9788554650469. Disponível em:
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788554650469/. Acesso em: 21
mar. 2026.
Feedback:
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