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Paciente, sexo masculino, de 62 anos, acompanhado em ambulatório por hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2 há 15 anos, com adesão irregular ao tratamento, é encaminhado para avaliação pré-anestésica antes de hernioplastia inguinal eletiva. Refere dispneia aos médios esforços há seis meses e episódios de dor torácica em aperto ao subir ladeira, com melhora ao repouso. Ao exame físico, apresenta PA: 158/92 mmHg, FC: 88 bpm, IMC: 31 kg/m², ritmo cardíaco regular e saturação de 96% em ar ambiente.
Com base na avaliação clínica apresentada, qual é a conduta mais adequada?
a. Prosseguir com a cirurgia eletiva, considerando que o procedimento apresenta baixo risco cirúrgico, e o paciente não apresenta sinais de instabilidade hemodinâmica.
b. Solicitar exames laboratoriais básicos e radiografia de tórax como complementação da avaliação pré-anestésica, mantendo a programação cirúrgica após análise dos resultados.
c. Solicitar eletrocardiograma pré-operatório e manter o agendamento cirúrgico, realizando ajustes terapêuticos apenas se houver alterações significativas no exame.
d. Encaminhar o paciente para avaliação cardiológica com estratificação de risco cardiovascular e investigação complementar antes da liberação cirúrgica.
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Aprendendo com Exercícios

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

Vamos analisar o caso: - Paciente com hipertensão e diabetes de longa data, com adesão irregular ao tratamento. - Sintomas sugestivos de angina (dor torácica em aperto ao esforço, melhora com repouso). - Dispneia aos médios esforços. - PA elevada (158/92 mmHg). - IMC elevado (31 kg/m²). - Sem sinais de instabilidade hemodinâmica no momento. Esses dados indicam que o paciente tem alto risco cardiovascular e sintomas que sugerem doença cardíaca isquêmica, o que exige avaliação cardiológica antes de cirurgia eletiva para minimizar riscos. Analisando as alternativas: a) Prosseguir com a cirurgia sem avaliação adicional: arriscado, pois há sintomas sugestivos de doença cardíaca. b) Solicitar exames básicos e radiografia e manter cirurgia: insuficiente, pois não avalia adequadamente o risco cardíaco. c) Solicitar eletrocardiograma e manter cirurgia, ajustando tratamento só se alterações: pode ser insuficiente, pois o ECG pode não detectar toda a gravidade e o paciente precisa de avaliação mais detalhada. d) Encaminhar para avaliação cardiológica com estratificação de risco e investigação complementar antes da cirurgia: é a conduta mais segura e adequada. Resposta correta: d) Encaminhar o paciente para avaliação cardiológica com estratificação de risco cardiovascular e investigação complementar antes da liberação cirúrgica.

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Paciente, sexo feminino, com 6 semanas e 3 dias de amenorreia, chega ao pronto atendimento com dor abdominal súbita, intensa progressiva, associada a sangramento vaginal discreto e episódio de lipotimia. Antecedentes: ciclos irregulares, sem uso de contraceptivos. Ao exame físico, estado geral: pálida, sudoreica, PA: 85/55 mmHg, FC: 118 bpm, palpação abdominal: dor difusa com sinais de irritação peritoneal. Exame especular: escasso. Toque vaginal: colo fechado, dor intensa à mobilização cervical, abaulamento doloroso em fundo de saco posterior. Após exames laboratoriais, apresenta os seguintes resultados: ß-hCG: 3.200 mUI/mL; Hemoglobina: 9,5 g/dL. Na ultrassonografia cavidade uterina vazia, endométrio espessado (14 mm), massa anexial direita heterogênea de 3,5 cm, moderado volume de líquido livre com ecos internos em fundo de saco e cavidade abdominal.
Considerando o diagnóstico diferencial entre abortamento, gravidez ectópica e mola hidatiforme, avalie o quadro e assinale a que apresenta o diagnóstico mais provável e a conduta correta, priorizando a redução da morbimortalidade materna.
a. Abortamento incompleto com sangramento ativo, indicando uterino por aspiração manual intrauterina após estabilização clínica inicial.
b. Gravidez molar inicial associada a sangramento do primeiro trimestre, sendo indicada evacuação uterina e seguimento seriado do ß-hCG pós-procedimento.
c. Gravidez ectópica rota com hemoperitônio, devendo realizar imediatamente ressuscitação volêmica e intervenção cirúrgica emergencial.
d. Gestação de localização indeterminada hemodinamicamente instável, repetir o ß-hCG e ultrassonografia após estabilização antes da definição terapêutica.

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