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Um cão, Yorkshire Terrier, fêmea, 9 meses de idade, é encaminhado ao atendimento devido a episódios recorrentes de letargia, andar compulsivo e salivação excessiva (sialorreia), principalmente cerca de uma hora após as refeições. Há suspeita de anomalia vascular portossistêmica (shunt congênito). Os níveis basais de albumina e glicose estão discretamente abaixo do valor de referência.
Qual teste funcional dinâmico é considerado o mais sensível e indicado para confirmar a perda da capacidade de depuração hepática neste paciente?
A) Mensuração da atividade sérica total de Alanina Aminotransferase (ALT) pré e pós-prandial.
B) Dosagem de Ácidos Biliares Séricos (mensuração basal e duas horas pós-prandial).
C) Mensuração da Amônia plasmática basal em amostra de sangue mantida em temperatura ambiente por 12 horas.
D) Teste de depuração de Bromossulftaleína (BSP) acoplado à urinálise fracionada.
E) Dosagem fracionada de Bilirrubina Indireta urinária por cromatografia líquida de alta performance.
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Ensinando Através de Questões

há 17 horas

Respostas

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há 17 horas

Vamos analisar a questão passo a passo: O paciente é um cão jovem com suspeita de shunt portossistêmico congênito, que causa diminuição da função hepática e, consequentemente, redução da depuração de substâncias pelo fígado. Os testes funcionais dinâmicos para avaliar a função hepática incluem: A) ALT pré e pós-prandial: ALT é um marcador de lesão hepática, não de função de depuração. B) Dosagem de Ácidos Biliares Séricos (basal e pós-prandial): é o teste mais sensível e indicado para avaliar a capacidade de depuração hepática, pois os ácidos biliares aumentam no sangue quando o fígado não consegue metabolizá-los adequadamente, especialmente após a refeição. C) Amônia plasmática basal: amônia é importante, mas a amostra deve ser processada rapidamente; manter 12 horas em temperatura ambiente não é adequado. D) Teste de depuração de Bromossulftaleína (BSP): é um teste antigo, pouco usado atualmente. E) Dosagem fracionada de Bilirrubina Indireta urinária: não é o teste padrão para avaliação de shunt portossistêmico. Portanto, a alternativa correta é: B) Dosagem de Ácidos Biliares Séricos (mensuração basal e duas horas pós-prandial).

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A diferenciação clínica e laboratorial entre a Insuficiência Renal Aguda (IRA) e a Doença Renal Crônica (DRC) é crucial para o estabelecimento do prognóstico e manejo terapêutico no paciente veterinário. Um felino sem raça definida, 3 anos, foi internado após suposta ingestão de lírios (planta altamente nefrotóxica para gatos). Exames revelam azotemia grave de evolução rápida, associada a rim de tamanho normal a aumentado à ultrassonografia e presença de cilindros epiteliais e granulosos no sedimento urinário.
Qual conjunto de achados laboratoriais melhor caracteriza a fisiopatologia da IRA deste paciente em comparação com um paciente portador de DRC estádio avançado?
A) IRA: Anemia normocítica normocrômica arregenerativa grave por deficiência de eritropoietina; DRC: Hematócrito normal.
B) IRA: Densidade urinária persistentemente isostenúrica com perda progressiva crônica de potássio; DRC: Densidade urinária flutuante com hiperpotassemia grave imediata.
C) IRA: Início abrupto da azotemia, potássio sérico frequentemente elevado (hipercalemia) em quadros oligúricos/anúricos, sedimento urinário ativo (cilindrúria de descamação); DRC: Anemia arregenerativa crônica, rins reduzidos e de contornos irregulares, perda crônica de peso.
D) IRA: Hipercalcemia crônica marcada por hiperparatireoidismo secundário renal; DRC: Hipocalcemia imediata por deposição tecidual de oxalato.
E) IRA: Elevação isolada da ureia sem alteração de creatinina; DRC: Elevação isolada de creatinina sem alteração de ureia.