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21 UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ (UNOPAR) SISTEMA DE ENSINO A DISTÂNCIA PEDAGOGIA BRUNO MARTINI RELATÓRIO DO ESTÁGIO III: EDUCAÇÃO INFANTIL Sarandi 2021 BRUNO MARTINI RELATÓRIO DO ESTÁGIO III: EDUCAÇÃO INFANTIL Relatório apresentado à Universidade Norte do Paraná- Unopar como requisito parcial para o aproveitamento da disciplina de Estágio Curricular Obrigatório I: Educação Infantil do curso de Pedagogia. Sarandi 2021 SUMÁRIO INTRODUÇÃO 3 1 LEITURAS OBRIGATÓRIAS................................................................................. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) 6 ATUAÇÃO DO PROFESSOR E SUA INTER-RELAÇÃO COM A EQUIPE PEDAGÓGICA E ADMINISTRATIVA, ASSIM COMO A ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO DA DISCIPLINA 8 ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS DA BNCC ..............................................................................................................................10 6. PLANOS DE AULA 14 CONSIDERAÇÕES FINAIS 20 O estágio é um período em que buscamos vincular os aspectos teóricos com aspectos práticos. E, sobretudo perceber a necessidade em assumir uma postura não só crítica, mas também reflexiva da nossa prática educativa diante da realidade e a partir dela, para que possamos buscar uma educação de qualidade, que é garantido em lei (LDB - Lei nº 9394/96). 20 Precisamos ter uma postura efetiva de um profissional que se preocupa verdadeiramente com o aprendizado, que deve exercer o papel de um mediador entre a sociedade e a particularidade do educando 20 É fundamental que os professores possam oferecer a oportunidade através de atividades e diferentes métodos para que a criança possa vivenciar múltiplas experiências, que estimulem a criatividade, as experiências múltiplas, que estimulem à experimentação, a imaginação, que desenvolvam as distintas linguagens expressivas e possibilitem a interação com outras pessoas. 20 A instituição escolar é evidenciada com um lugar de produção de conhecimentos pedagógicos construído na interação de adultos e crianças, mas cabe a cada professor inventar, criar seus próprios instrumentos metodológicos e as atividades adequadas para determinada faixa etária e com o intuito de atingir os objetivos propostos e a aprendizagem das crianças. 20 O estágio é a base que nós como futuro professor precisamos para conviver com a realidade escolar. Sendo assim, o período em que se destina ao estágio serve de eixo entre o que é visto na teoria e o que se aplica na prática. No entanto, é durante o estágio que nós nos descobrimos como professor é nessa etapa do curso que são plantadas as primeiras sementinhas na vida dos educandos. 20 Enfim, a realização do estágio se torna um momento decisivo para a formação do profissional de educação, pois o acadêmico de hipótese alguma, poderá ocupar um espaço educacional, sem conhecer de perto a realidade escolar, e os problemas que os cerca no contexto atual 20 PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) 6 ATUAÇÃO DO PROFESSOR E SUA INTER-RELAÇÃO COM A EQUIPE PEDAGÓGICA E ADMINISTRATIVA, ASSIM COMO A ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO DA DISCIPLINA 8 ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS DA BNCC 10 CONHECER METODOLOGIAS ATIVAS COM USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS 12 PLANOS DE AULA 14 CONSIDERAÇÕES FINAIS 20 REFERÊNCIAS 21 INTRODUÇÃO O estágio obrigatório realizado na Educação Infantil, é um componente do projeto pedagógico do curso de Pedagogia. Entende-se o mesmo como parte do processo de ensinar e aprender, da articulação teoria e prática e como forma de interação entre a instituição e as escolas. O estágio obrigatório tem como objetivo oportunizar ao acadêmico um contato mais direto e sistemático com a realidade profissional, visando à concretização de pressupostos teóricos, associados a determinadas práticas específicas, aplicando os conhecimentos obtidos no curso. Durante o estágio, foram trabalhados temas significativos que sejam do interesse dos alunos contemplando-os em relação as suas curiosidades, sanando suas dificuldades, necessidades, quando surgidas, fazendo ligações com as diversas áreas do conhecimento, possibilitando o envolvimento em todas as situações. Acredita-se que a formação inicial norteará a atuação do futuro professor em sala de aula, possibilitando a esse a apropriação da realidade presente no cotidiano da escola e, certamente, a prática do estágio torna-se o caminho para esta apropriação. Entende-se que o estágio supervisionado tem a função de orientar o acadêmico para reconhecer o espaço escolar, apropriando, problematizando, criando o seu projeto de pesquisa e trabalho a ser realizado na escola, o que viabiliza que o mesmo atue, comprometendo-se com o processo de ensino e aprendizagem no período de estágio. Pode-se considerar que o período de estágio é fundamental para o aluno, já que nesse cabe relacionar saberes construídos durante a sua formação à prática planejada para esse período. 3 Percebe-se que, durante esta etapa, aprendizagens foram construídas pela estagiária e pelos alunos. Sendo assim, nós, enquanto educadores, estamos em constante busca de novos conhecimentos, realizando uma reelaboração de nossas práticas pedagógicas e nos permitindo mudar, quando necessário, para que possamos ressignificar nossa prática educativa e sempre beneficiar nossos alunos. 1. LEITURAS OBRIGATÓRIAS A importância do professor na educação infantil se reflete em toda a sociedade. Os educadores participam ativamente da formação dos cidadãos e desempenham um papel fundamental, pois ao longo do ensino-aprendizagem, o educador equilibra o brincar e ensinar, tendo a sensibilidade para explorar o ambiente, a cultura, equipamentos e ferramentas ao seu redor para estimular a criatividade, a linguagem, a cognição e imaginação. O papel do professor é fundamental dentro da escola e se reflete em toda a sociedade, pois ele é um agente ativo na formação de um cidadão. As crianças necessitam de modelos a serem seguidos para que ajam em prol da equidade no mundo, e seus únicos exemplos nos primeiros anos de vida são os pais, seguidos dos professores e amizades encontrados no ambiente escolar. Além de ser um educador, atuando como gestor de aprendizagem, o professor tem influência para orientar e motivar seus alunos desde o primeiro contato da criança com a escola. É ele quem facilita o acesso a informações e dados, ao conhecimento acumulado pela sociedade, conduzindo, avaliando e executando experiências, eventos e projetos para que a construção da aprendizagem seja completa desde os primeiros anos no colégio. A Educação Infantil é primordial na formação de um indivíduo no que diz respeito não somente a transmissão de conhecimento, mas também ao englobar questões relacionadas ao amor, fraternidade, dignidade, solidariedade, responsabilidade, ética e outros valores fundamentais para a convivência harmoniosa do ser humano na sociedade. A educação infantil é essencial para a formação, o professor atua em prol do processo de aprendizagem dos alunos, além de trabalhar questões relacionadas aos valores sociais e éticos. Dessa forma, os educadores trabalham com a transmissão de conhecimentos científicos e sociais, que favorecem a convivência em sociedade. 4 Além dos cuidados básicos é papel do professor da Educação Infantil promover o desenvolvimento cognitivo e físico das crianças. A melhor maneira de ampliar as capacidades infantis é, sem dúvida, por meio de brincadeiras. Outra tarefa desse profissional é possibilitar a obtenção de diversos saberes para que os alunos ampliem seu entendimento do mundo. Para isso, ele promove atitudes, estratégias e comportamentos que favorecem a melhor aceitação e desenvolvimento da criança no ambiente escolar, sempre de maneira carinhosa, servindo de exemplo para os mais novos. Mas a forma de agir do docente não deve ser uma simples repetição de conteúdos para serem assimilados. Como mediador, o professor precisa questionaras crianças, estimulá-las a refletirem sobre a informação a qual estão sendo expostas e, principalmente, ensinar o educando a construir o seu próprio conhecimento, de maneira crítica e autônoma. Existem várias formas de incentivar a descoberta e a troca de saberes no ambiente escolar. E o ideal é o uso de atividades lúdicas que promovam a livre expressão de pensamentos, emoções, ideias, imaginação etc. Durante as práticas, o professor constitui-se no observador que direciona as ações, mas sem limitar o processo de aprendizagem. 5 Por esse motivo, o momento chamado de primeira infância deve contar com atividades e ferramentas que possibilitem o desenvolvimento sadio da sua identidade. Professores, escola e familiares devem atuar em parceria para auxiliar as crianças em seu processo educativo. 2. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO (PPP) O Projeto Político Pedagógico (PPP) é um instrumento que reflete a proposta educacional da escola. É através dele que a comunidade escolar pode desenvolver um trabalho coletivo, cujas responsabilidades pessoais e coletivas são assumidas para execução dos objetivos estabelecidos. Por ter tantas informações relevantes, o Projeto Político Pedagógico se configura numa ferramenta de planejamento e avaliação que todos os membros das equipes gestora e pedagógica devem consultar a cada tomada de decisão. O PPP deve possibilitar aos membros da escola, uma tomada de consciência dos problemas e das possíveis soluções, estabelecendo as responsabilidades de todos. A presença do debate democrático possibilita a produção de critérios coletivos no seu processo de elaboração, assimilando significados comuns aos diferentes agentes educacionais e colaborando com a identificação desses com o trabalho desenvolvido na escola. É baseado na construção de parcerias com a comunidade que mostramos o êxito de qualquer projeto educacional que tem como meta o desenvolvimento da cidadania e a construção da identidade da escola. O PPP define a intencionalidade e as estratégias da escola. Porém, só poderá ser percebido dessa maneira, se assumir uma estratégia de gestão democrática, ou seja, se for baseado na coletividade. Ele será eficaz na medida em que gera o compromisso dos atores da escola com a proposta educacional e com o destino da instituição. Nessa perspectiva, o projeto político-pedagógico vai além de um simples agrupamento de planos de ensino e de atividades diversas. O projeto não é algo que é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas. Ele é construído e vivenciado em todos os momentos por todos os envolvidos com o processo educativo da escola (VEIGA, 1995, p. 12). Concordando com Veiga, compreende-se que o Projeto Político Pedagógico precisa se constituir num compromisso assumido por todos na organização do trabalho pedagógico de forma globalizada e coerente, visando solucionar problemas e centrando a atenção nos interesses comuns, buscando bases teórico- metodológicas que possam concretizar as metas estabelecidas como consenso da comunidade educativa. 6 Esse projeto é, pois, uma procura constante do que precisa ser priorizado no processo educativo, quais as ações a serem realizadas, quando e qual a forma mais eficaz de construir essas ações. Trata-se, pois, de estabelecer efetivamente os meios que Nessa perspectiva, uma importante observação a respeito do Projeto Político-Pedagógico não pode ser esquecida. É o fato de que a construção deste não deve se restringir ao início do ano letivo, como uma resposta às exigências da lei, ou seja, como cumprimento de mais um dos inúmeros itens burocráticos dos quais a escola encontrasse repleta. Sua elaboração deve ser constantemente revista e seus pressupostos devem ser uma presença constante no fazer e no refazer pedagógico, corrigindo as falhas do presente, sempre com vistas num futuro mais promissor. Torna-se interessante ressaltar, ainda, que uma boa proposta pedagógica não encontrará um modelo a ser seguido. No entanto, há certos pressupostos que, se assimilados e assumidos pela comunidade escolar, poderão auxiliar na construção de um projeto inovador, que atenderá aos anseios da coletividade. Partindo deste princípio, o diálogo entra como premissa básica, pois é refletindo e discutindo sobre a prática escolar, seja ela do professor ou do aluno, que se chegará aos objetivos comuns. 7 Outro aspecto importante é manter sempre um canal aberto para esse diálogo, e o essencial não é atingir um plano pronto, acabado, mas é fundamental estabelecer prazos para rever e refletir sobre as metas traçadas. Também será necessário definir momentos para novos pontos de partida na transposição dos obstáculos, redimensionando a prática pedagógica, de forma que esta atenda àquilo que a maioria deseja. 3. ATUAÇÃO DO PROFESSOR E SUA INTER-RELAÇÃO COM A EQUIPE PEDAGÓGICA E ADMINISTRATIVA, ASSIM COMO A ATUAÇÃO DA EQUIPE PEDAGÓGICA NO ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO DA DISCIPLINA As atividades que fazem parte da rotina na Educação Infantil, são as de cuidado pessoal, as dirigidas e de organização coletiva. O cotidiano de uma Escola Infantil tem de prever momentos diferenciados que certamente não se organizarão da mesma forma para crianças maiores e menores. Diversos tipos de atividades envolverão a jornada diária das crianças e dos adultos: o horário da chegada, a alimentação, a higiene, o repouso, as brincadeiras – os jogos diversificados – como o faz-de-conta, os jogos imitativos e motores, de exploração de materiais gráficos e plásticos – os livros de histórias, as atividades coordenadas pelo adulto e outras. Além de ensinar a criança sobre a organização sequencial que rege dias, semanas e anos, a rotina traz a sensação de estabilidade e segurança à criança. Isso porque ela se organiza no tempo-espaço e entende qual o seu papel em cada momento, assim como o que está por vir. Não é mais uma aventura onde tudo pode acontecer, mas um dia bem estabelecido, de forma que ela pode se acalmar e ter a segurança de que o mais provável é que suas expectativas sejam cumpridas para cada momento daquele dia. Rotinas também favorecem a construção da independência e da autonomia da criança, uma vez que ela sabe exatamente o que deve fazer e não precisa ficar dependendo de orientações o tempo todo. Outro grande benefício é a introdução de hábitos saudáveis, como a hora certa para comer, descansar e fazer exercícios: isso leva à melhoria da saúde da criança. Tudo isso será um sólido aprendizado para a formação de um adulto responsável e com capacidade de organização. Por fim, a rotina na educação infantil auxilia o professor e a própria escola. Isso porque o planejamento facilita a organização das aulas, o orçamento da compra de materiais e até a comunicação com as famílias sobre programações especiais. 8 Educar é acima de tudo a inter-relação entre os sentimentos, os afetos e a construção do conhecimento. Segundo este processo educativo, a afetividade ganha destaque, pois acreditamos que a interação afetiva ajuda mais a compreender e modificar o raciocínio do aluno. E muitos educadores têm a concepção que se aprende através da repetição, não tendo criatividade e nem vontade de tornar a aula mais alegre e interessante, fazendo com que os alunos mantenham distantes, perdendo com isso a afetividade e o carinho que são necessários para a educação. A equipe pedagógica deve acompanhar todo o processo, realizar reuniões com os professores sobre práticas pedagógicas, orientar no planejamento das aulas, discutir critérios e instrumentos de avaliação, ou seja, retomar a formação didático- pedagógica, assim, a equipe pedagógica pode instruir os professores quanto à essas mudanças e como agir. Cabe a ele papel mais nobre, de articular a formação em serviço a partir das demandas reais dos professores, além de desempenhar o papel-chave de possibilitar um olhar interdisciplinar. Dessa forma, a equipe pedagógica é uma formadora, um estimulador da aprendizagem discente através do aperfeiçoamento docente,um elo entre comunidade, educador, educando e educação. Tais atributos necessários ao coordenador cobram de si um grande desprendimento no que se refere à pesquisa e a inserção constante de novos saberes em seu leque de competências. A equipe administrativa lida na maioria das vezes com dados, desde tomar conhecimento à respeito de mudanças, até o gerenciamento da execução de tarefas por diferentes membros da equipe. Os gestores escolares têm o desafio de democratizar os saberes e as práticas dentro da escola, procurando envolver todos os sujeitos a fim de que cada um assume seu papel em prol de uma escola mais participativa. A escola é formada por sujeitos pensantes que lutam por uma sociedade justa, procurando promover ações participativas e atividades que visem o envolvimento e o comprometimento das pessoas. Assim, cada membro e cada setor da estrutura escolar necessitam assumir seu papel para construir uma escola democrática e participativa. O exercício de pensar a participação e a Gestão Escolar remete os sujeitos da escola no seu envolvimento na prática educativa que inclui toda a escola. A Gestão Escolar tem a função de integrar os setores da escola e está na comunidade como um todo. Partindo desse pressuposto, todos terão vez e voz para contribuir com sua opinião, sugestões e críticas para a melhoria do processo de ensinar e de aprender. 9 . 4. ABORDAGEM DOS TEMAS TRANSVERSAIS CONTEMPORÂNEOS DA BNCC Os temas transversais correspondem a questões presentes na vida cotidiana, foram integrados no currículo por meio do que se chama de transversalidade. Ou seja, pretende-se que esses temas integrem as áreas convencionais de forma a estarem presentes em todas elas, relacionando-as às questões da atualidade e que sejam orientadores também do convívio escolar. Assim, por exemplo, a área de Ciências Naturais inclui a comparação entre os principais órgãos e funções do aparelho reprodutor masculino e feminino, relacionando seu amadurecimento às mudanças no corpo e no comportamento de meninos e meninas durante a puberdade e respeitando as diferenças individuais. Segundo a BNCC (2017), os Temas Contemporâneos Transversais (TCTs) buscam uma contextualização do que é ensinado, trazendo temas que sejam de interesse dos estudantes e de relevância para seu desenvolvimento como cidadão. O grande objetivo é que o estudante não termine sua educação formal tendo visto apenas conteúdos abstratos e descontextualizados, mas que também reconheça e aprenda sobre os temas que são relevantes para sua atuação na sociedade. Assim, espera-se que os TCTs permitam ao aluno entender melhor: como utilizar seu dinheiro, como cuidar de sua saúde, como usar as novas tecnologias digitais, como cuidar do planeta em que vive, como entender e respeitar aqueles que são diferentes e quais são seus direitos e deveres, assuntos que conferem aos TCTs o atributo da contemporaneidade Para que os alunos de todo o país tenham acesso a uma formação integral, o Ministério da Educação (MEC) definiu que as instituições de ensino devem incorporar em seus planos pedagógicos os temas transversais, como ética, saúde, meio ambiente, orientação sexual, trabalho, consumo, pluralidade e cultura. 10 Cada escola tem a autonomia de incluir dentro desta proposta do governo outros assuntos que considerarem relevantes para o aprendizado dos estudantes. Porém, os temas transversais que fazem parte dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), (Brasil, 1997) e da BNCC (Brasil, 2017), devem estar presentes no plano de ensino durante toda a educação básica. O interessante é que os temas transversais não estão relacionados a uma ou outra disciplina específica: eles são pertinentes para o aprendizado de diferentes áreas, contribuindo para a formação integral dos alunos. É interessante ressaltar que o trabalho com os temas transversais deve ser realizado por meio de uma parceria entre a família e a escola. Essa união é importante porque diversos conceitos e valores propostos pelos temas transversais começam a ser repassados para as crianças em casa. Os temas transversais são constituídos pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's) e compreendem seis áreas: Ética (Respeito Mútuo, Justiça, Diálogo, Solidariedade), Orientação Sexual (Corpo: Matriz da sexualidade, relações de gênero, prevenções das doenças sexualmente Transmissíveis) , Meio Ambiente (Os ciclos da natureza, sociedade e meio ambiente, manejo e conservação ambiental) , Saúde (autocuidado, vida coletiva), Pluralidade Cultural (Pluralidade Cultural e a Vida das Crianças no Brasil, constituição da pluralidade cultural no Brasil, o Ser Humano como agente social e produtor de cultura, Pluralidade Cultural e Cidadania) e Trabalho e Consumo (Relações de Trabalho; Trabalho, Consumo, Meio Ambiente e Saúde; Consumo, Meios de Comunicação de Massas, Publicidade e Vendas; Direitos Humanos, Cidadania). Podemos também trabalhar temas locais como: Trabalho, Orientação para o Trânsito, etc. Na escola, o trabalho com os temas transversais é intensificado de acordo com a faixa etária dos estudantes, dentro de um contexto educacional/social. Os alunos também desempenham um papel importante, pois eles assumem a tarefa de trabalhar, fazer pesquisas, relatórios e observações sobre os assuntos propostos, ampliando os seus conhecimentos. Já o professor atua como orientador e conselheiro dos estudantes, utilizando os temas transversais para tratar de problemas sociais atuais, reavivando as potencialidades de cada um e dando aos alunos o estímulo para ampliarem o olhar sobre diversas questões, sempre com respeito e tolerância às diferenças. 11 Estes quatro pilares da educação são: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser. Nos quatro pilares da educação, percebe-se uma mudança no que se espera da educação, e nesse sentido, sai-se da individualidade para a coletividade. Essa mudança pode ser relacionada com o mercado de trabalho no que tange à necessidade que as empresas têm de que seus funcionários trabalhem em equipe. 5. CONHECER METODOLOGIAS ATIVAS COM USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS O advento da informatização provocou diversas mudanças na maneira como interagimos com o mundo, alterando aspectos como relações políticas, econômicas e sociais. E como parte essencial para o funcionamento da sociedade, a educação também apresentou grande evolução, principalmente com a utilização das metodologias ativas de aprendizagem. Desse modo, depois de anos e até mesmo séculos de ensino estagnado, presenciamos investimentos nas formas de aprendizado que têm gerado vários impactos positivos, não somente para os discentes, mas também para os docentes. O principal objetivo deste modelo de ensino é incentivar os alunos para que aprendam de forma autônoma e participativa, a partir de problemas e situações reais. A proposta é que o estudante esteja no centro do processo de aprendizagem, participando ativamente e sendo responsável pela construção de conhecimento. A aprendizagem entre times, team based learning (TBL), tem por finalidade a formação de equipes dentro da turma, através do aprendizado que privilegia o fazer em conjunto para compartilhar ideias. O professor pode trabalhar essa aprendizagem através de um estudo de caso ou projeto, para que os alunos resolvam os desafios de forma colaborativa. Dessa forma, eles aprendem uns com os outros, empenhando-se para formar o pensamento crítico, que é construído por meio de discussões e reflexões entre os grupos. A aprendizagem baseada em projetos (que também é fundamentada na Aprendizagem baseada em Problemas) exige que os alunos coloquem a mão na massa ao propor que os alunos investiguem como chegar à resolução. Um bom exemplo disso é o movimento maker, “faça você mesmo”, que propôs nos últimos anos o resgate da aprendizagem mão na massa, trazendo o conceito “aprendendo a fazer”. A sala de aula invertida, flipped classroom, pode ser considerada um apoio para trabalhar com as metodologias ativas, que tem como objetivo substituir a maioria das aulas expositivaspor extensões da sala de aula em outros ambientes, como em casa, no transporte. 12 Nesse modelo, o estudante tem acesso a conteúdo de forma antecipada, podendo ser online para que o tempo em sala de aula seja otimizado, fazendo com que tenha um conhecimento prévio sobre o conteúdo a ser estudado e interaja com os colegas para realizar projetos e resolver problemas. É uma ótima maneira de fazer com que os estudantes se interessem pelas aulas e participe ativamente da construção de seu aprendizado, ao se beneficiar com um melhor planejamento de aula e com a utilização de recursos variados, como vídeos, imagens, e textos em diversos formatos. 13 Para os professores que pretendem aplicar a metodologia na escola, é essencial analisar com antecedência os prós e contras de experiências relatadas a fim de prover um planejamento ideal, adequado a realidade da escola, assim como verificar os materiais que sejam disponíveis e a abordagem propícia para determinado fim. É importante que o aluno se sinta motivado, integrado e disposto a quebrar paradigmas. 6. PLANOS DE AULA PLANOS DE AULA - 01 Identificação Disciplina: Matemática Série: Educação Infantil Turma: 1 Período Vespertino Tema: Brincando com os números Objetivos: Objetivo Geral EI03ET07 Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. Objetivo Específico · Explorar e reconhecer os números de 0 a 10; · Quantificar números de 1 a 10; Conteúdos Números de 0 a 10; Metodologia: 1°- Brincadeira no pátio: Caracol com números de o a 10 (nesta brincadeira o professor pode pedir que façam diferentes coisas ao passar as casinhas, por exemplo: pular com um pé só, pular como sapo, pular com os dois pés). 2º – Aproveitando a brincadeira anterior, realizar a contagem de 0 a 10, com os dedos das mãos. Levar para a aula objetos com diferentes quantidades (duas escovas de dente, quatro meias, uma vasilha) e pedir aos alunos que organizem os objetos de acordo com as quantidades, dentro das casas do caracol. É importante que o professor observe a brincadeira, e os auxiliem quando necessário. 3° – Registro da atividade: 14 Recursos: · Objetos · Desenho do caracol · Matriz atividades · Lápis de cor Avaliação: Poderá ser feita em todos os momentos das atividades propostas. É importante que em todos os momentos o professor faça observações para saber se estão tendo dúvidas ou dificuldades sobre o tema da aula. Referências: https://pedagogiaaopedaletra.com/plano-de-aula-para-educacao-infantil-matematica/ PLANOS DE AULA - 01 Identificação Disciplina: Educação Física Série: Educação Infantil Turma: 1 Período Vespertino Tema: campeonato de jogos Objetivos: Objetivo Geral Proporcionar situações onde a criança possa explorar e observar o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se como integrante ao mesmo tempo dependente de seus pares e agentes de transformação do seu meio. Objetivo Específico EI03ET04) Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens 15 (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes. (EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. Conteúdos Jogos – desenvolvendo raciocínio, regras e participação Metodologia: Reúna o grande grupo em roda e diga para as crianças que, considerando os diversos jogos que há na classe, você pensou que a turma poderia vivenciar um desafio de produzir e participar de um campeonato. Busque investigar junto às crianças o que conhecem sobre campeonatos e se algumas já participaram de algum. Convide-as a falar sobre a experiência. A partir das falas, aprofunde o tema, destacando as características básicas de um campeonato, como participação de vários times ou jogadores, a existência de rodadas, o registro dos resultados e as pontuações. Apoie-se nos exemplos de tabelas de campeonatos que providenciou e circule-as pela roda, para que as crianças observem e construam significados apoiadas neste material. Possíveis falas e ações do professor neste momento: Pessoal, selecionei 5 jogos que vocês gostam muito de jogar. O que acham de escolhermos um deles e organizarmos um campeonato? Alguém pode me dizer o que é um campeonato? Ah, a Copa do Mundo é um campeonato? Por quê? Como vocês acham que ela é organizada? Vejam, eu trouxe aqui a tabela da copa do mundo como um exemplo de organização de campeonato. Vejam a quantidade de jogos que há em uma copa! Como sabemos quem joga com quem? Como alguns times são eliminados até ter um campeão? Apresente os jogos selecionados, dispondo-os no centro da roda. Instigue as crianças a fazerem comentários sobre eles. Em seguida, diga que a proposta é que, dentre aqueles jogos, escolham um para que possam organizar o campeonato. Para essa escolha, conte que separou folhas e canetas que servirão como cédulas de votação. Sendo assim, cada criança, observando os jogos presentes na roda, deverão registrar na folha o nome ou desenho que caracteriza o jogo que ela prefere para a realização do campeonato. Diga que cada uma poderá escolher a estratégia que preferir, tanto desenhando quanto escrevendo o nome do jogo. Explique que as embalagens que os acolhem permanecerão no centro da roda, para que elas as utilizem como consulta, caso sintam necessidade. Combine que, após o registro na folha, todas 16 se reunirão na roda para partilhar os votos e fazer a contagem e, então, descobrir qual será o jogo escolhido para o campeonato. Em seguida, convide as crianças para sentarem nas mesas e registrarem seu votos. Após as crianças terem registrado sua escolha em relação ao jogo que preferem para o campeonato, convide-as para que, na roda, partilhem suas escolhas. Nesse momento, peça que revelem seu registro, lendo ou mostrando a ilustração que caracteriza seu voto. Vá anotando no quadro, ou em um cartaz, a votação. Ao final, convide as crianças a observarem qual foi o jogo com maior número de voto, revelando que, com base neste jogo, a turma organizará o campeonato. Possíveis falas e ações do professor neste momento: Pessoal, vou escrever aqui no cartaz o nome dos cinco jogos. A cada voto, vou desenhando uma bolinha ao lado do nome de cada um deles… Agora que acabamos a votação, olhem para o cartaz e me digam qual será o jogo do campeonato. Vamos contar o total de votos de cada um? Vejam, o pega-vareta teve 15 votos. Então vou escrever o numeral quinze aqui. Alguém pode me dizer como ele é mesmo? 7 pessoas votaram no batalha de números, quem está ganhando por enquanto? Por que o pega-vareta está ganhando do batalha de números? Após selecionarem o jogo, converse com as crianças a fim de investigar como podem organizar o campeonato. Busque, nessa conversa, instigar as ideias delas, trazendo provocações, apoiando as relações e valorizando as descobertas. Possíveis falas e ações das crianças neste momento: Já sei! A gente faz 4 times na turma! Quem for perdendo, saí! Não! Quem perde ainda pode ser o terceiro lugar. A gente precisa pensar em um jeito! Que tal desenharmos um quadrado para cada time e ir fazendo os desenhos das linhas igual esse aqui (revelando um gráfico ou mapa de campeonato, utilizando o material selecionado pelo professor)? Possíveis falas e ações do professor neste momento: Ah, deixa eu ver essa imagem que você está falando! Vejam, essa linha diz que, após os primeiros jogos, os times perdedores jogam entre si. Será que essa é a disputa de um terceiro lugar? Todos concordam que a turma se organize em quatro times? Quantas crianças haverá em cada time? Recursos: Selecione 5 jogos do cotidiano que são queridos pelas crianças. Reserve exemplificações de registros de pontuação de campeonatos, como tabelas de pontuação individual ou em grupos, organização de rodadas, grades de jogos e cruzamento de jogadores e regras de 17 campeonatos. Por fim, organize folhas brancas para registros dos votos por cada criança, canetas edois cartazes em branco fixados na parede. Preveja que algumas crianças podem optar por não participarem do campeonato. Investigue as razões para a recusa e acolha as escolhas das crianças, propondo que assumam outras funções dentro do campeonato, como juiz ou responsável pelo registro de resultados, por exemplo. Uma vez elaborada a tabela do campeonato, faça a leitura para as crianças e busque saber se elas desejam fazer alguma alteração. Observe que, a partir do jogo escolhido e das sugestões quanto a composição do campeonato e do formato, o número de times e a dinâmica poderá ser diferenciada da exemplificada neste plano. É possível acolher os times em séries e ter uma duração maior, por exemplo. Em todas as sugestões, acolha as ideias das crianças, instigue-las e as apoie para sistematizarem e aprofundarem os sentidos que estão construindo no contexto dessa atividade. 8 Após o grupo ter acordado a composição do campeonato, convide as crianças a realizarem a primeira rodada, organizadas nos 4 times ou seguindo a lógica elencada pelo grupo. Contudo, considere que é fundamental que, ao longo da atividade, você observe o engajamento da turma com a proposta. Caso sinta que as crianças estão cansadas frente a densidade da atividade, pause a proposta e combine com elas o início ou a continuidade do campeonato no próximo dia ou em outro período do dia. Neste caso, busque animá-las, definindo com o grupo quais serão os dias de cada rodada do campeonato e inserindo-os na tabela ou no calendário da turma. 9 Ao vivenciarem a primeira rodada do campeonato, circule pelos pequenos grupos fazendo observações sobre as experiências dos jogos e as interações entre as crianças. Observe e acolha as emoções experimentadas pelas crianças nas diversas situações das partidas, principalmente nas situações de divergências. Incentive-as a encontrarem as soluções para os conflitos que se apresentarem durante o jogo. Oportunize que elas reflitam e encontrem soluções para os desafios. Incentive o grupo a observar os registros do campeonato e, ao término das partidas, reúna as crianças para apreciarem a tabela do campeonato, atualizá-la e analisá-la. Caso haja uma criança com a função de registrar os resultados, ofereça o suporte necessário para essa ação ou convide alguém para realizar o registro. Para finalizar: 18 Após a atualização da tabela, peça às crianças que organizem os jogos e diga que darão continuidade ao campeonato ao longo da semana. DESDOBRAMENTOS As diversas experiências do grupo ao longo das partidas do campeonato, como os conflitos e as reações diante das vitórias e derrotas, podem dar origem a atividades que buscam refletir sobre estas situações por meio de dinâmicas de grupo, conversas ou contações de histórias. Você aprofundar a participação da turma com jogos e modelos de campeonatos mais elaborados. Por exemplo, inserindo os times organizados em séries. Considere expandir a organização do campeonato para outras turmas de sua escola. Engajando as crianças em uma nova organização de campeonato e colocando-as frente a novos desafios. Avaliação: Poderá ser feita em todos os momentos das atividades propostas. É importante que em todos os momentos o professor faça observações para saber se estão tendo dúvidas ou dificuldades sobre o tema da aula. Referências: https://novaescola.org.br/plano-de-aula/4835/realizando-um-campeonato-de- jogos#atividade 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS O estágio é um período em que buscamos vincular os aspectos teóricos com aspectos práticos. E, sobretudo perceber a necessidade em assumir uma postura não só crítica, mas também reflexiva da nossa prática educativa diante da realidade e a partir dela, para que possamos buscar uma educação de qualidade, que é garantido em lei (LDB - Lei nº 9394/96). Precisamos ter uma postura efetiva de um profissional que se preocupa verdadeiramente com o aprendizado, que deve exercer o papel de um mediador entre a sociedade e a particularidade do educando. É fundamental que os professores possam oferecer a oportunidade através de atividades e diferentes métodos para que a criança possa vivenciar múltiplas experiências, que estimulem a criatividade, as experiências múltiplas, que estimulem à experimentação, a imaginação, que desenvolvam as distintas linguagens expressivas e possibilitem a interação com outras pessoas. A instituição escolar é evidenciada com um lugar de produção de conhecimentos pedagógicos construído na interação de adultos e crianças, mas cabe a cada professor inventar, criar seus próprios instrumentos metodológicos e as atividades adequadas para determinada faixa etária e com o intuito de atingir os objetivos propostos e a aprendizagem das crianças. O estágio é a base que nós como futuro professor precisamos para conviver com a realidade escolar. Sendo assim, o período em que se destina ao estágio serve de eixo entre o que é visto na teoria e o que se aplica na prática. No entanto, é durante o estágio que nós nos descobrimos como professor é nessa etapa do curso que são plantadas as primeiras sementinhas na vida dos educandos. 20 Enfim, a realização do estágio se torna um momento decisivo para a formação do profissional de educação, pois o acadêmico de hipótese alguma, poderá ocupar um espaço educacional, sem conhecer de perto a realidade escolar, e os problemas que os cerca no contexto atual. REFERÊNCIAS BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (versão final). 2017. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php? option=com_docman&view=download&alias=79601-anexo-texto-bncc-reexportado- pdf-2&category_slug=dezembro-2017-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 10/04/20 .Lei de diretrizes e bases da educação nacional (Lei nº 9.394/96: nova LDB. Rio de Janeiro: Dunya/Qualitymark, 1997. .Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: apresentação dos temas transversais. Brasília: MEC/SEF, 1997. SMOLE, Kátia S., DINIZ, Maria I. Ler, escrever, resolver problemas: habilidades básicas para aprender matemática. Porto Alegre, RS: Artmed Editora, 2001. VEIGA, I. P. A. Projeto Político Pedagógico: uma construção possível. Campinas: Papirus, 1995.