Logo Passei Direto
Buscar

Suporte Nutricional em Geriatria_Final

Guia (caderno de estudos) sobre Suporte Nutricional em Geriatria, com unidades sobre nutrição do idoso (recomendações, MAN), úlceras de pressão e tratamento, terapia nutricional enteral, parenteral e domiciliar (indicações e monitoramento) e recursos pedagógicos para EaD.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Brasília-DF. 
Suporte NutricioNal em Geriatria
Elaboração
Regina Lucia Harumi Watanabe Endo 
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
Sumário
APRESENTAÇÃO ................................................................................................................................. 4
ORGANIZAÇÃO DO CADERNO DE ESTUDOS E PESQUISA .................................................................... 5
INTRODUÇÃO.................................................................................................................................... 7
UNIDADE I
NUTRIÇÃO NO IDOSO ........................................................................................................................... 9
CAPÍTULO 1 
RECOMENDAÇÕES PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL ....................................................... 10
CAPÍTULO 2
MINI AVALIAÇÃO NUTRICIONAL (MAN) .................................................................................... 19
UNIDADE II
PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO .......................................................... 25
CAPÍTULO 1
ÚLCERAS DE PRESSÃO ............................................................................................................ 27
CAPÍTULO 2
 TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO .................................................................................. 37
UNIDADE III
TERAPIA NUTRICIONAL ......................................................................................................................... 42
CAPÍTULO 1
TERAPIA NUTRICIONAL ENTERAL .............................................................................................. 46
CAPÍTULO 2
TERAPIA NUTRICIONAL PARENTERAL ......................................................................................... 63
UNIDADE IV
TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR ...................................................................................................... 72
CAPÍTULO 1
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO E INDICAÇÕES .................................................................................. 72
CAPÍTULO 2
ADMINISTRAÇÃO E MONITORAMENTO .................................................................................... 78
REFERÊNCIAS .................................................................................................................................. 87
4
Apresentação
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se 
entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. 
Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela 
interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da 
Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade dos 
conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos específicos 
da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém ao profissional 
que busca a formação continuada para vencer os desafios que a evolução científico-
tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo 
a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na 
profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
5
Organização do Caderno 
de Estudos e Pesquisa
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em 
capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos 
básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam a tornar 
sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta, para 
aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares.
A seguir, uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos Cadernos de 
Estudos e Pesquisa.
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita 
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante 
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As 
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Praticando
Sugestão de atividades, no decorrer das leituras, com o objetivo didático de fortalecer 
o processo de aprendizagem do aluno.
6
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Exercício de fixação
Atividades que buscam reforçar a assimilação e fixação dos períodos que o autor/
conteudista achar mais relevante em relação a aprendizagem de seu módulo (não 
há registro de menção).
Avaliação Final
Questionário com 10 questões objetivas, baseadas nos objetivos do curso, 
que visam verificar a aprendizagem do curso (há registro de menção). É a única 
atividade do curso que vale nota, ou seja, é a atividade que o aluno fará para saber 
se pode ou não receber a certificação.
Para (não) finalizar
Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem 
ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.
7
Introdução
A Ciência da Nutrição compreende um campo multiprofissional com o objetivo primário 
de promover uma boa alimentação para os seres vivos. A alimentação adequada 
impulsiona a saúde, o desenvolvimento físico e mental, a capacidade para o trabalho e 
aprendizado e, em especial, a qualidade de vida. 
O acúmulo de conhecimento baseado em evidências acerca dos efeitos dos nutrientes 
e/ou alimentos sobre as funções fisiológicas do corpo humano favorece o entendimento 
das necessidades nutricionais inerentes de grupos populacionais específicos.
Neste sentido, o presente caderno de estudos e pesquisa foi elaborado para servir 
como guia de orientação para os profissionais da área de saúde que almejam ampliar 
e consolidar conhecimentos técnicos e científicos na área de suporte nutricional em 
geriatria. Para informação, os termos “suporte nutricional” e “terapia nutricional” são 
equivalentes e utilizados sem distinção nesta apostila.
Lembrando que a busca contínua por conhecimentos técnicos e científicos tem grande 
relevância para a prática profissional, pois o maior esclarecimento acerca dos casos 
abordados na prática clínica prediz condutas nutricionais mais eficientes e coerentes 
frente à realidade e condição clínica de cada paciente.
Bons estudos!
Objetivos
 » Caracterizar o idoso, em especial, o idoso hospitalizado.
 » Conceituar as intervenções nutricionais praticadas em idosos com úlcera 
de pressão.
 » Conceituar a Terapia de Nutricional Enteral e Parenteral em idosos.
 » Conceituar a Terapia Nutricional Domiciliar em idosos.
8
9
UNIDADE INUTRIÇÃO NO 
IDOSO
Segundo a Organização Mundial da Saúde (2015), o ritmo de envelhecimento da 
população mundial é muito maior na atualidade devido ao aumento da expectativa de 
vida e queda da taxa de natalidade. Estima-se que a população mundial de idosos, ou 
indivíduos com mais de 60 anos de idade, vai passar de 12% para 22% entre os anos de 
2015 e 2050.
Apesar de o aumento da população idosa ter iniciado em países desenvolvidos – o Japão, 
por exemplo, já tem 30% da população com maisde 60 anos de idade – a Organização 
Mundial da Saúde estima que em 2050, 80% da população idosa viverá em países em 
desenvolvimento.
Deste modo, países como Brasil, China e Índia têm um grande desafio pela frente para 
garantir que pelo menos os serviços sociais e de saúde estejam prontos para atender 
as demandas da população idosa que pode estar acometida por múltiplas condições 
crônicas e/ou síndromes geriátricas.
Quanto maior o tempo de vida, mais oportunidades e experiências poderão ser 
vivenciadas pelos idosos e por suas famílias. No entanto, para que isso seja possível, 
o idoso tem que desfrutar de boa saúde e ter amparo da família e da sociedade para 
continuar sua jornada da melhor forma possível.
Cabe lembrar que, mesmo que o idoso seja saudável e tenha o apoio da família e da 
sociedade, o declínio da capacidade física e mental é inerente com o avançar da idade. 
De fato, os danos moleculares e celulares ao longo do tempo levam à diminuição gradual 
das funções motoras e cognitivas.
A maior longevidade traz consigo também condições clínicas e doenças crônicas que , 
por sua vez, prejudicam a qualidade de vida do idoso. Conforme a Organização Mundial 
da Saúde (2015), as mais comuns são: perda auditiva, catarata e erros de refração, 
dor nas costas e ombros, osteoartrite, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes, 
depressão e demência. 
10
UNIDADE I │NUTRIÇÃO NO IDOSO
Também conforme a Organização Mundial da Saúde (2015), fatores como fraqueza, 
incontinência urinária, queda, delírio e úlcera de pressão são condições mais 
frequentemente presentes na síndrome geriátrica que, por sua vez, devem ser motivo 
de atenção dos profissionais da área de saúde, pois são preditivos de mortalidade.
Todavia, apesar das alterações decorrentes do envelhecimento, os hábitos saudáveis, 
como consumo de dieta balanceada, prática de atividade física e abstenção de bebidas 
alcoólicas e tabaco, trazem benefícios para a saúde e, no caso específico dos idosos, 
podem ajudar a reverter a fragilidade, preservar a função cognitiva e retardar a 
dependência.
Ademais, a intervenção nutricional pode otimizar o tratamento de doenças crônicas, 
pois pode tornar-se a principal terapêutica em certas situações clínicas. Por exemplo, a 
adequação da alimentação pode ser o tratamento primário para o controle do diabetes, 
hipercolesterolemia, pressão arterial, obesidade etc.
Saiba mais o que a Organização Mundial da Saúde diz sobre o envelhecimento 
global. Os documentos estão disponíveis no link: 
<http://www.who.int/topics/ageing/en/>.
CAPÍTULO 1 
Recomendações para uma 
alimentação saudável
Cuidados diários com a saúde ao longo da vida favorece o envelhecimento sadio, 
prevenindo e/ou retardando o aparecimento de doenças crônicas como diabetes, 
hipertensão, doenças cardiovasculares, esteatose hepática não alcoólica, entre outros.
Segundo Campos (2000), com o passar dos anos, é natural que o corpo comece a 
apresentar alterações anatômicas e funcionais próprias da senescência que podem 
afetar a alimentação, tais como dificuldade de mastigação e de deglutição e perda da 
percepção sensorial.
Assim sendo, o profissional deve orientar o idoso e seus familiares e/ou cuidadores 
para garantir a sua satisfação com a alimentação e evitar acidentes e danos à saúde, 
sempre atendendo os princípios de uma alimentação saudável.
11
NUTRIÇÃO NO IDOSO│ UNIDADE I
Conforme orientação do Ministério da Saúde (BRASIL, 2009), os idosos devem seguir 
as 10 recomendações a seguir para manterem hábitos alimentares saudáveis:
 » Fazer 3 refeições (café da manhã, almoço e jantar).
 » 2 lanches por dia. 
 » Não pular refeições.
O cuidado com a alimentação começa com a compra do alimento. O alimento deve 
ter características organolépticas (cor, cheiro e textura) adequadas, ser de procedência 
segura, estar dentro do prazo de validade, estar acondicionado em embalagem intacta, 
estar armazenado em temperatura correta e não ter sinais de degelo.
Após a aquisição do alimento, a armazenagem adequada é importante para manter 
a integridade do produto que deverá ser organizado de forma que: 1) a segurança 
sanitária do alimento seja garantida; 2) o consumo daquele com data de vencimento 
mais próxima seja facilitado e; 3) o acesso ao alimento seja adequado à limitação do 
idoso.
Já o preparo do alimento requer cuidados de higiene pessoal e do ambiente, ou 
seja, mãos, alimentos, bancadas, utensílios e equipamentos devem estar limpos. A 
higienização correta das mãos e das unhas do manipulador é primordial para evitar 
contaminações e doenças, enquanto a organização é essencial para manter o ambiente 
livre de objetos desnecessários que favorecem o acúmulo de sujidades.
Se o próprio idoso é responsável pelo preparo de sua refeição, é necessário que o 
ambiente esteja adaptado ao seu grau de limitação, se houver, para diminuir o esforço 
físico e mental e evitar acidentes. Esta medida faz com que o idoso tenha mais autonomia 
e se sinta mais seguro para preparar suas próprias refeições.
O ambiente em que as refeições são realizadas deve estar limpo, arejado, com boa 
luminosidade e com mobiliário resistente e adequado, ou seja, de preferência com 
cantos arredondados. A altura da mesa e da cadeira devem ser compatíveis para que o 
idoso se sinta confortável e seguro no momento da refeição.
No momento da refeição, os pratos dispostos de forma atrativa despertam o interesse do 
idoso em se alimentar. Por outro lado, é necessário que os utensílios sejam simplificados 
e adaptados em detrimento as normas de etiqueta para conferir mais conforto e 
segurança ao idoso, ou seja, os utensílios devem ser resistentes e de fácil higienização.
Canecas ou xícaras com alças grandes, canecas com tampas e canudos, pratos fundos 
com ventosas para fixar o utensílio à mesa, suporte antiderrapante para evitar que os 
12
UNIDADE I │NUTRIÇÃO NO IDOSO
utensílios deslizem sobre a mesa e talheres com cabos mais grossos que facilitem a 
empunhadura são exemplos de utensílios que facilitam o idoso no momento da refeição.
Caso o idoso apresente dificuldade para mastigar e deglutir alimentos sólidos, como 
carnes, frutas, verduras e legumes, é importante que estes alimentos sejam desfiados, 
amassados, picados ou ralados para evitar a recusa da refeição, engasgo, aspiração ou 
asfixia durante a ingestão do alimento. Deve-se, também, evitar grumos, espinhas, 
cascas etc.
Cabe lembrar que os cuidados com a higiene e a saúde bucal favorecem a percepção do 
sabor, a preservação da capacidade mastigatória e facilita tanto a digestão mecânica 
feita pelos dentes ou pelas próteses dentárias quanto a digestão enzimática feita pelo 
contato da saliva com os alimentos.
Cabe lembrar também que saborear e apreciar as refeições, de preferência em 
companhia de outras pessoas, fará com que o idoso se sinta mais confortável e seguro 
para se alimentar. A companhia favorece o apetite e é essencial para que o idoso não 
perca o estímulo para se alimentar.
As adaptações ao grau de limitação do idoso citadas são essenciais para que o 
idoso tenha mais autonomia e se sinta mais seguro para realizar suas refeições. 
De fato, a maioria das medidas depende mais da disposição da família e/ou 
dos cuidadores do que de recursos financeiros; mas, se for necessário investir 
em mudanças, deve-se avaliar as prioridades e envolver o idoso na tomada de 
decisões, quando possível.
Para o idoso, é necessário comer 6 porções por dia de cereais (arroz, milho, pães, massas 
etc.), tubérculos (batata etc.) ou raízes (mandioca etc.).
O quadro 1 apresenta a quantidade, em medidas caseiras, equivalente a uma porção de 
diferentes tipos de cereais, tubérculos ou raízes. O valor calórico médio de cada porção 
equivale a 150 kcal.
Quadro 1. Quantidade em medidas caseiras equivalente a 1 porção de cereal, tubérculo ou raiz 
(150 kcal por porção).
Alimentos 1 porção equivale a:
Arroz branco cozido 4 colheres de sopa
Batata cozida 1 e ½ unidade
Biscoito tipo“cream cracker” 5 unidades
Bolo de milho 1 fatia
Cereal matinal 1 xícara de chá
13
NUTRIÇÃO NO IDOSO│ UNIDADE I
Farinha de mandioca 2 colheres de sopa
Macarrão cozido 3 e ½ colheres de sopa
Milho verde em espiga 1 espiga grande
Pão de forma tradicional 2 fatias
Pão francês 1 unidade
Purê de batata 3 colheres de sopa
Torrada salgada 4 unidades
 
Fonte: Brasil (2009, p. 29).
Os cereais, tubérculos e raízes constituem a principal fonte energética da alimentação 
por serem alimentos ricos em carboidratos. Contudo, é preferível que estes alimentos 
sejam consumidos pelos idosos, quando possível, na sua forma integral, e que suas 
porções sejam amplamente distribuídas nas refeições principais e lanches.
Também é importante que o idoso coma pelo menos 3 porções por dia de legumes e 
verduras nas refeições e pelo menos 3 porções por dia de frutas nos lanches e/ou como 
sobremesa.
O quadro 2 apresenta a quantidade, em medidas caseiras, equivalente a uma porção de 
diferentes tipos de legumes ou verduras. O valor calórico médio de cada porção equivale 
a 15 kcal.
Quadro 2. Quantidade equivalente a 1 porção de legume ou verdura (15 kcal por porção).
Alimentos 1 porção equivale a:
Abóbora cozida 1 e ½ colher de sopa
Alface 15 folhas
Beterraba crua (ralada) 2 colheres de sopa
Brócolis cozido 4 e ½ colheres de sopa
Cenoura crua (picada) 1 colher de servir
Pepino picado 4 colheres de sopa
Rúcula 15 folhas
Tomate comum 4 fatias
 
Fonte: Brasil (2009, p. 29).
O quadro 3 apresenta a quantidade, em medidas caseiras, equivalente a uma porção 
de diferentes tipos de frutas. O valor calórico médio de cada porção equivale a 70 kcal.
14
UNIDADE I │NUTRIÇÃO NO IDOSO
Quadro 3. Quantidade equivalente a 1 porção de fruta (70 kcal por porção).
Alimentos 1 porção equivale a:
Abacaxi 1 fatia
Ameixa-preta seca 3 unidades
Banana-prata 1 unidade
Caqui 1 unidade
Goiaba ½ unidade
Laranja-pera 1 unidade
Maçã 1 unidade
Mamão papaia ½ unidade
Melancia 2 fatias
Salada de frutas (banana, maçã, laranja, mamão) ½ xícara de chá
Suco de laranja (puro) ½ copo de requeijão
Tangerina/mexerica 1 unidade
Uva comum 22 uvas
 
Fonte: Brasil (2009, p. 30).
O consumo variado de legumes e verduras, nas principais refeições, e frutas, nos lanches 
e/ou como sobremesa, é essencial para o organismo, pois estes alimentos são ricos em 
vitaminas, minerais e fibras e devem estar presentes diariamente na alimentação do 
idoso.
Também recomenda-se que o idoso coma arroz com feijão, diariamente, ou pelo menos 
5 vezes por semana.
O quadro 4 apresenta a quantidade em medidas caseiras equivalente a uma porção 
de diferentes tipos de feijões ou leguminosas. O valor calórico médio de cada porção 
equivale a 55 kcal.
Quadro 4. Quantidade equivalente a 1 porção de feijão ou leguminosa (55 kcal por porção).
Alimentos 1 porção equivale a:
Ervilha seca cozida 2 e ½ colheres de sopa
Feijão cozido (50% de caldo) 1 concha
Lentilha cozida 2 colheres de sopa
Soja cozida 1 colher de servir
Fonte: Brasil (2009, p. 30).
A mistura de 2 partes de arroz com 1 parte de feijão é a combinação completa de 
proteínas e faz muito bem para a saúde do idoso.
Ainda, sugere-se que o idoso coma 3 porções, por dia, de leite e derivados e 1 porção por 
dia de carne, ave, peixe ou ovo.
15
NUTRIÇÃO NO IDOSO│ UNIDADE I
O quadro 5 apresenta a quantidade, em medidas caseiras, equivalente a uma porção de 
diferentes tipos de leite e derivados. O valor calórico médio de cada porção equivale a 
120 kcal.
Quadro 5. Quantidade equivalente a 1 porção de leite e derivados (120 kcal por porção).
Alimentos 1 porção equivale a:
Iogurte desnatado de frutas 1 pote
Iogurte integral natural 1 copo de requeijão
Leite tipo C 1 copo de requeijão
Queijo tipo minas frescal 1 fatia grande
Queijo tipo “mozarela” 3 fatias
 
Fonte: Brasil (2009, p. 31).
O quadro 6 apresenta a quantidade em medidas caseiras equivalente a uma porção de 
diferentes tipos de carnes, aves, peixes ou ovos. O valor calórico médio de cada porção 
equivale a 190 kcal.
Quadro 6. Quantidade equivalente a 1 porção de carne, ave, peixe ou ovo (190 kcal por porção).
Alimentos 1 porção equivale a:
Bife grelhado 1 unidade
Carne assada 1 fatia pequena
Filé de frango grelhado 1 unidade
Omelete simples 1 unidade
Peixe espada cozido 1 porção
 
Fonte: Brasil (2009, p. 30).
Carnes, aves, peixes e ovos são as principais fontes de proteínas da alimentação, mas 
cabe lembrar que a gordura aparente das carnes e a pele das aves, por exemplo, devem 
ser aparadas antes do preparo dos alimentos.
Os peixes devem ser consumidos pelo menos 2 vezes por semana para garantir o 
consumo de gorduras do tipo ômega-3 e as vísceras e miúdos devem ser consumidos 
pelo menos 1 vez por semana para assegurar a ingestão de um alimento fonte de ferro. 
Entretanto, o consumo de embutidos (linguiça, salsicha, frios etc.) deve ser evitado.
Ainda, deve-se comer, no máximo, 1 porção por dia de óleos vegetais, azeite, margarina 
ou manteiga.
O quadro 7 apresenta a quantidade, em medidas caseiras, equivalente a uma porção de 
diferentes tipos de óleos ou gorduras. O valor calórico médio de cada porção equivale 
a 73 kcal.
16
UNIDADE I │NUTRIÇÃO NO IDOSO
Quadro 7. Quantidade equivalente a 1 porção de óleo ou gordura (73 kcal por porção).
Alimentos 1 porção equivale a:
Óleo vegetal 1 colher de sopa
Azeite de oliva 1 colher de sopa
Manteiga ½ colher de sopa
Margarina vegetal ½ colher de sopa
 
Fonte: Brasil (2009, p.31).
Os alimentos devem ser preparados com o mínimo possível de óleo vegetal (que poderá 
ser de soja, milho, girassol, canola etc.) e de preferência na forma cozida, assada, 
ensopada ou grelhada. Já o azeite de oliva poderá ser utilizado com moderação para 
temperar as saladas.
O consumo de margarina ou manteiga deve ser evitado, pois estes alimentos podem 
conter gorduras trans e/ou saturadas, as quais são prejudiciais para a saúde, pois 
contribuem para o desenvolvimento de doenças crônicas.
É fundamental evitar o consumo de refrigerantes, sucos industrializados, bolos, 
biscoitos etc.
O quadro 8 apresenta a quantidade, em medidas caseiras, equivalente a uma porção de 
diferentes tipos de açúcares ou doces. O valor calórico médio de cada porção equivale 
a 110 kcal.
Quadro 8. Quantidade equivalente a 1 porção de açúcar ou doce (110 kcal por porção).
Alimentos 1 porção equivale a:
Açúcar cristal 1 colher de sopa
Geleia de frutas 1 colher de sopa
Mel 2 e ½ colheres de sopa
 
Fonte: Brasil (2009, p. 31).
Se o idoso for consumir algum alimento do grupo dos açúcares e doces, que seja no 
máximo 2 vezes por semana. Também, prefere-se substituir os refrigerantes e sucos 
industrializados por sucos de frutas, sem a adição de açúcar, para valorizar o sabor 
natural dos alimentos. 
Em vez de bolos e biscoitos industrializados, é preferível que estes alimentos sejam 
preparados em casa sem a adição de coberturas e recheios.
É primordial limitar o uso de sal no preparo dos alimentos e a adição de sal nos alimentos 
prontos para consumo. 
17
NUTRIÇÃO NO IDOSO│ UNIDADE I
O consumo de sal não deve passar de uma colher de chá rasa por dia. Deve-se evitar 
também o consumo de alimentos industrializados ricos em sódio, tais como embutidos 
(linguiça, salsicha, frios etc.), alimentos congelados prontos, molhos e temperos 
prontos, enlatados, conservas etc.
Para conhecer a composição nutricional e identificar o teor de componentes como sódio, 
açúcar, gordura trans, gordura saturada etc., é essencial que o idoso ou seus familiares 
e/ou cuidadores leiam os rótulos dos alimentos, em especial os industrializados, no 
momento da escolha do produto.
Cabe lembrar que o idoso tem menor percepção do sabor dos alimentos e tende a 
adicionar mais sal e condimentos aos alimentos até alcançar o sabor que agrada ao 
paladar. Neste caso, deve-se estimular o uso de temperos naturais tais como cebola, 
alho, salsinha, cebolinha, orégano, entre outros, evitando, assim, o abuso do uso do sal 
e de qualqueroutro tipo de condimento rico em sódio.
Outro fator que deve ser observado é o consumo de água. O idoso deve beber, no mínimo, 
2 litros de água por dia. Dar preferência ao consumo de água entre as refeições. 
Utilizar água tratada, filtrada ou fervida, para consumo ou para preparar os alimentos.
Segundo Teixeira da Silva (2000), a necessidade hídrica do idoso é de 1 mL/por Kcal 
ingerido ou 30 mL/por Kg de peso corporal.
Cabe lembrar que os idosos tendem a perder a sensação de sede, portanto, a vigilância 
do consumo de água é de extrema importância prevenir a desidratação. 
Quando o idoso não tem restrição para o consumo de líquidos, o consumo de pequenas 
quantidades de água deve ser incentivado várias vezes ao dia entre as refeições.
É importante saber que bebidas gaseificadas ou sucos industrializados não substituem 
a água que tem um papel vital para o bom funcionamento do organismo.
Além disso, recomenda-se que o idoso pratique, no mínimo, 30 minutos de atividade 
física por dia e evitar o consumo de bebidas alcoólicas e tabaco.
A prática de atividade física regular traz diversos benefícios físicos e mentais por auxiliar 
na manutenção da massa magra, prevenir a obesidade e retardar o declínio cognitivo. 
Além disso, movimentar-se com companhia melhora a autoestima e o entrosamento 
social do idoso.
18
UNIDADE I │NUTRIÇÃO NO IDOSO
Cabe lembrar que a adoção de hábitos saudáveis passa pela abstenção do uso de bebidas 
alcoólicas e de tabaco que, por sua vez, é considerada medida preventiva e eficaz para 
prevenção de doenças graves como câncer e cirrose.
O Ministério da Saúde elaborou um manual sobre “alimentação saudável para a 
pessoa idosa” com o objetivo de servir como guia prático para o profissional de 
saúde que atende esta população. Para ter acesso ao conteúdo completo, acesse 
a página do Ministério da Saúde disponível em:
<http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentacao_saudavel_idosa_
profissionais_saude.pdf>.
19
CAPÍTULO 2
Mini avaliação nutricional (MAN)
As recomendações no capítulo anterior são importantes para a manutenção da 
saúde e prevenção de doenças do idoso. No entanto, sabe-se que cada indivíduo 
apresenta particularidades no aspecto físico, mental, familiar, econômico, social 
e/ou cultural e requerem cuidados nutricionais específicos.
Além disso, o idoso pode apresentar-se fragilizado ou acometido por uma ou 
mais doenças agudas ou crônicas. Neste caso, o profissional deve adequar a 
dieta e amparar este paciente para que a alimentação seja prazerosa e exerça 
seu importante papel no tratamento das doenças.
Não é uma tarefa simples definir estratégias nutricionais para os idosos, em especial 
para os idosos hospitalizados, pois devido à maior longevidade podemos encontrar 
na prática grande variação de idade e de condições clínicas, ou seja, no momento da 
admissão no hospital, o idoso pode estar saudável, fragilizado, encontrar-se na fase 
aguda da doença ou ser portador de doença crônica.
Para os idosos saudáveis que por algum motivo específico são admitidos no hospital, 
a intervenção nutricional será mínima ou necessária para corrigir eventuais erros nos 
hábitos alimentares, manter o estado nutricional e/ou prevenir a desnutrição.
Já os idosos fragilizados, apresentam maior probabilidade de serem admitidos no 
hospital com desnutrição ou em risco de desnutrição. Neste caso, a triagem nutricional 
deverá ser realizada e a intervenção nutricional deverá ser prescrita com o intuito de 
manter ou melhorar o estado nutricional. A suplementação oral poderá beneficiar estes 
pacientes, pois garante a oferta de energia e nutrientes necessários para manter ou 
melhorar o estado nutricional.
Pacientes idosos com doença aguda podem ou não estarem desnutridos ou em risco de 
desnutrição no momento da admissão no hospital. Neste caso, a intervenção nutricional 
também se faz necessária, pois além ter impacto positivo no estado nutricional, poderá 
ter um papel de grande importância no tratamento da doença e/ou para tirar o paciente 
da crise.
Pacientes idosos portadores de doenças crônicas geralmente são admitidos no hospital 
com prejuízos funcionais e físicos. Sendo assim, eles compõem um grupo que deve 
20
UNIDADE I │NUTRIÇÃO NO IDOSO
ser avaliado com atenção para que a conduta nutricional, considerando os aspectos 
fisiopatológicos da doença, seja eficiente a fim de manter ou melhorar o estado 
nutricional e ajudar no tratamento da doença de base.
Cabe lembrar que, quando o idoso é admitido no hospital, é importante 
que profissional conheça como as peculiaridades da senescência (descrita 
como alterações anatômicas e funcionais que ocorrem naturalmente com o 
envelhecimento) e da senilidade (descrita como alterações decorrentes das 
doenças que acometem o idoso) repercutem na alimentação e no estado 
nutricional do idoso, para assegurar um atendimento nutricional mais adequado 
a este paciente.
Sabe-se que os idosos são mais susceptíveis as alterações do estado nutricional, pois 
são acometidos, sobretudo, por mudanças anatômicas e funcionais que favorecem a má 
alimentação.
As principais consequências da má alimentação são a obesidade e a desnutrição. No 
entanto, é mais comum ocorrer na velhice a redução da ingestão alimentar, da atividade 
física e alteração da composição corporal (perda da massa muscular esquelética e de 
líquidos corpóreos e aumento do tecido adiposo).
Segundo Campos (2000), existem múltiplos fatores que contribuem para a inadequação 
alimentar e, por conseguinte, para a desnutrição do idoso, tais como, perda do paladar 
e olfato, dificuldade de mastigação e/ou deglutição, limitação motora e/ou cognitiva, 
problemas bucais e/ou dentários, isolamento social, pobreza, depressão, demência, 
dentre outros.
Cabe lembrar que, nos idosos hospitalizados, a desnutrição está associada com maior 
tempo de internação, maior susceptibilidade as infecções, desfecho desfavorável da 
internação, aumento da morbidade e mortalidade, dentre outros.
Sendo assim, é fundamental avaliar o estado nutricional do idoso hospitalizado para 
detectar os fatores de risco associados à desnutrição ou a própria desnutrição e, 
por conseguinte, para delinear a intervenção nutricional a ser realizada pela equipe 
multiprofissional.
A mini avaliação nutricional (MAN) é um exemplo de instrumento sensível, desde que 
aplicado por profissional bem treinado, de baixo custo e não invasivo, que permite 
identificar os idosos desnutridos ou em risco de desnutrição em hospitais, ambulatórios 
ou em instituições de longa permanência.
21
NUTRIÇÃO NO IDOSO│ UNIDADE I
De fato, a mini avaliação nutricional (MAN) é uma ferramenta conveniente para avaliar 
o estado nutricional dos idosos, pois contempla aspectos como mobilidade, problemas 
neuropsicológicos, modo de vida, medicamentos em uso, presença de escaras, autonomia 
para alimentar-se, autopercepção do estado nutricional ou da própria saúde etc.
De maneira geral, a mini avaliação nutricional (MAN) abrange questões sobre:
 » Avaliação antropométrica: perda de peso corporal, índice de massa 
corpórea, circunferência do braço e circunferência da panturrilha.
 » Avaliação global: mobilidade, problemas neuropsicológicos, modo de 
vida, medicamentos em uso e presença de escaras.
 » Avaliação dietética: número de refeições, ingestão de alimentos e de 
líquidos, autonomia para alimentar-se.
 » Autoavaliação: autopercepção do estado nutricional e da própria saúde.
O quadro 9 apresenta as questões abordadas na mini avaliação nutricional (MAN). O 
paciente pode responder as questões diretamente relacionadas a ele, mas se o paciente 
não tiver condições de responder quaisquer perguntas, a opinião do cuidador e/ou 
profissional que o acompanha regularmente pode servir como base para responder as 
questões. O histórico médico do paciente também pode servir como base para a resposta 
de algumas questões.
Quadro 9. Mini avaliação nutricional (MAN).
Triagem
A. Nos últimos três meses, houvediminuição da ingestão alimentar devido a perda de apetite, problemas digestivos ou dificuldade para mastigar ou 
deglutir?
0 = diminuição severa da ingestão
1 = diminuição moderada da ingestão
2 = sem diminuição da ingestão
B. Perda de peso nos últimos meses:
0 = superior a três quilos
1 = não sabe informar
2 = entre um e três quilos
3 = sem perda de peso
C. Mobilidade:
0 = restrito ao leito ou à cadeira de rodas
1 = deambula, mas não é capaz de sair de casa
2 = normal
22
UNIDADE I │NUTRIÇÃO NO IDOSO
D. Passou por algum estresse psicológico ou doença aguda nos últimos três meses?
0 = sim
2 = não
E. Problemas neuropsicológicos:
0 = demência ou depressão grave
1 = demência leve
2 = sem problemas psicológicos
F. Índice de massa corpórea (IMC = peso [kg]/estatura [m]2)
0 = IMC < 19
1 = 19 ≤ IMC < 21
2 = 21 ≤ IMC < 23
3 = IMC ≥ 23
Avaliação global
G. O paciente vive em sua própria casa (não em casa geriátrica ou hospital):
0 = não
1 = sim
H. Utiliza mais de três medicamentos diferentes por dia?
0 = sim
1 = não
I. Lesões de pele ou escaras?
0 = sim
1 = não
J. Quantas refeições faz por dia?
0 = uma refeição
1 = duas refeições
2 = três refeições
K. O paciente consome:
- pelo menos uma porção diária de leite ou derivados (queijo, iogurte)?
- duas ou mais porções semanais de legumes ou ovos?
- carne, peixe ou aves todos os dias?
0,0 = nenhuma ou uma resposta “sim”
0,5 = duas respostas “sim”
1,0 = três respostas “sim”
L. O paciente consome duas ou mais porções diárias de frutas ou vegetais?
0 = não
1 = sim
M. Quantos copos de líquidos (água, suco, café, chá, leite) o paciente consome por dia?
0,0 = menos de três copos
0,5 = três a cinco copos
1,0 = mais de cinco copos
23
NUTRIÇÃO NO IDOSO│ UNIDADE I
N. Modo de se alimentar:
0 = não é capaz de se alimentar sozinho
1 = alimenta-se sozinho, porém, com dificuldade
2 = alimenta-se sozinho sem dificuldade 
O. O paciente acredita ter algum problema nutricional?
0 = acredita estar desnutrido
1 = não sabe dizer
2 = acredita não ter problema nutricional
P. Em comparação a outras pessoas da mesma idade, como o paciente considera a sua própria saúde?
0,0 = não muito boa
0,5 = não sabe informar
1,0 = boa
2,0 = melhor
Q. Circunferência do braço [cm]:
0,0 = CB < 21
0,5 = 21 ≤ CB ≤ 22
1,0 = CB > 22
R. Circunferência da panturrilha [cm]:
0 = CP < 31
1 = CP ≥ 31
 
Fonte: Guigoz (1994).
Conforme expostono quadro 9, o questionário da MAN é dividida em duas partes: 
triagem e avaliação global.
A triagem permite rastrear os pacientes que necessitarão de avaliação nutricional 
completa. Se o escore da triagem for igual ou maior que 12 pontos, significa que o 
paciente não apresenta risco nutricional e não será necessário aplicar o restante do 
questionário. Contudo, se o resultado for igual ou menor que 11 pontos, o questionário 
deve ser continuado, pois, neste caso, o paciente pode apresentar alteração do estado 
nutricional.
Já a avaliação global permite classificar o estado nutricional do paciente. Então, após 
a aplicação da avaliação global, se a somatória do escore da triagem com a escore da 
avaliação global for maior que 23,5 pontos, o paciente encontra-se em estado nutricional 
normal. Contudo, se o escore total estiver entre 17 e 23,5 pontos, há risco de desnutrição 
iminente e, se o escore total for menor que 17 pontos, o paciente encontra-se desnutrido.
A utilização da mini avaliação nutricional (MAN) para caracterização do estado 
nutricional, tão logo o idoso for admitido no ambulatório, hospital ou instituição 
de longa permanência, é essencial para que a equipe multiprofissional intervenha 
mais precocemente a fim de prover Terapia Nutricional adequada, em especial 
24
UNIDADE I │NUTRIÇÃO NO IDOSO
para aqueles com risco de desnutrição ou que já estão desnutridos, melhorando, 
assim, os resultados do tratamento.
Consulte os materiais indicados para saber mais sobre como aplicar a mini 
avaliação nutricional (MAN) apresentada no quadro 9.
Nutrição na maturidade: avaliação do estado nutricional de idosos:
<http://www.nestle -nutr icaodomici l iar.com.br/Fi les/documentos/
AVALIACAO%20EST%20NUT.pdf>.
Um guia para completar a mini avaliação nutricional:
<http://www.mna-elderly.com/forms/mna_guide_portuguese.pdf>.
Para se aprofundar no assunto, os aspectos que contemplam a mini avaliação 
nutricional (MAN) estão extensivamente discutidos em diversas publicações 
disponíveis no endereço indicado abaixo:
<https://www.nestlenutrition-institute.org/resources/library/Free/workshop/
Publication00059/Pages/publication00059.aspx>.
Antes de finalizar o presente tópico, segundo Teixeira da Silva (2000), é importante 
destacar que na prática clínica, a albumina sérica tem sido amplamente utilizada 
como parâmetro de avaliação do estado nutricional de pacientes hospitalizados, em 
especial do idoso, pois baixos níveis de albuminemia sugere desnutrição proteico-
calórica. A presença de hipoalbuminemia também cursa com aumento da ocorrência 
de diarreia e úlcera de pressão. Cabe lembrar que os valores de albumina decaem com 
o envelhecimento, bem como podem mudar em decorrência da alteração da hidratação 
e das funções hepáticas e renais.
25
UNIDADE II
PAPEL DA 
NUTRIÇÃO NO 
TRATAMENTO 
DA ÚLCERA DE 
PRESSÃO
As úlceras de pressão, ou úlceras de decúbito, são lesões de pele e de tecido subjacente 
resultante de pressão prolongada sobre o local, ou seja, a ausência de fluxo sanguíneo 
adequado decorrente de compressão tecidual prolongada de forma isolada ou combinada 
com cisalhamento e/ou fricção que culmina em morte celular e consequente ulceração 
e necrose da região.
Os indivíduos mais susceptíveis ao desenvolvimento de úlceras de pressão são aqueles 
que apresentam incapacidade para mudarem facilmente de posição, ou seja, na maioria 
das vezes, são aqueles que apresentam mobilidade reduzida e/ou utilizam cadeira ou 
cama por longos períodos de tempo.
As úlceras de pressão se desenvolvem com mais frequência em tecidos moles sobre 
proeminência ósseas, ou seja, as áreas mais acometidas pelas úlceras de pressão são as 
regiões occipital, sacral, trocantérica, ísquios, tornozelos e calcanhares.
É notório que a incidência de úlcera de pressão seja maior em indivíduos idosos em 
comparação com a população mais jovem por causa dos danos na pele inerentes da 
idade avançada e da alta prevalência de desnutrição neste grupo populacional.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e outros importantes 
grupos (2011) em sua diretriz sobre Terapia Nutricional para portadores de úlcera de 
pressão, o estado nutricional torna-se relevante na etiologia da úlcera de pressão, uma 
vez que a desnutrição está associada com risco aumentado de seu desenvolvimento e 
retardo do processo de cicatrização da ferida.
No ambiente hospitalar, o aparecimento de úlcera de pressão prolonga o tempo de 
internação, aumenta a morbidade e mortalidade, além de aumentar os custos dos 
serviços de saúde e impactar de forma negativa no aspecto psicológico e/ou social do 
paciente e seus familiares.
26
UNIDADE II │PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO
A Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, a Associação Brasileira 
de Nutrologia e a Sociedade Brasileira de Clínica Médica (2011) publicaram uma 
interessante diretriz sobre Terapia Nutricional para portadores de úlcera de 
pressão. Para saber mais, acesse a publicação no endereço indicado a seguir:
<http://www.projetodiretrizes.org.br/9_volume/terapia_nutricional_para_
pacientes_portadores_de_ulceras_por_pressao.pdf>.
27
CAPÍTULO 1
Úlceras de pressão
Sinais de úlceras de pressão
Conforme o National Pressure Ulcer Advisory Panel (2015), as úlceras de pressão 
podem ser classificadas em quatro estágios, dependendo da sua severidade, ou seja, da 
profundidade da lesão. 
A figura 1 mostra a pele e o tecido subjacentes em condições normais, para fins de 
comparação com as próximas ilustrações.Figura 1. Pele normal.
Fonte: National Pressure Ulcer Advisory Panel (2015).
No estágio I, a úlcera de pressão apresenta as seguintes características:
 » a pele apresenta-se intacta;
 » em pessoas com pele mais clara, a pele apresenta-se vermelha e a pele 
não branqueia quando pressionada;
28
UNIDADE II │PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO
 » em pessoas com pele mais escura, pode ocorrer uma mudança no tom da 
pele e a pele não branqueia quando pressionada;
 » o local pode apresentar-se doloroso, firme ou mole, mais quente ou mais 
fria em comparação com a pele circundante.
A figura 2 mostra a úlcera de pressão no estágio I.
Figura 2. Úlcera de pressão no estágio I.
Fonte: National Pressure Ulcer Advisory Panel (2015).
No estágio II, a úlcera de pressão apresenta-se como uma lesão superficial:
 » a camada exterior da pele (epiderme) e parte da camada subjacente da 
pele (derme) é danificada ou perdida;
 » a ferida apresenta-se rosada ou vermelha;
 » a ferida pode parecer-se como uma bolha intacta ou rompida.
A figura 3 mostra a úlcera de pressão no estágio II.
29
PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO│UNIDADE II
Figura 3. Úlcera de pressão no estágio II.
Fonte: National Pressure Ulcer Advisory Panel (2015).
No estágio III, a úlcera de pressão apresenta-se como uma lesão profunda:
 » a ferida pode expor o tecido adiposo, mas os ossos, tendões e músculos 
não são visíveis;
 » a ferida parece-se como uma cratera, mas a profundidade da lesão varia 
conforme a anatomia da região;
 » a ferida pode conter esfácelo sem prejuízo da visibilidade da profundidade 
da lesão.
A figura 4 mostra a úlcera de pressão no estágio III.
30
UNIDADE II │PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO
Figura 4. Úlcera de pressão no estágio III.
Fonte: National Pressure Ulcer Advisory Panel (2015).
No estágio IV, a úlcera de pressão apresenta grande perda de tecido:
 » a ferida pode expor os ossos, tendões e músculos;
 » a ferida parece-se como uma cratera, mas a profundidade da lesão varia 
conforme a anatomia da região;
 » a ferida pode conter esfácelo ou escara.
A figura 5 mostra a úlcera de pressão no estágio IV.
31
PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO│UNIDADE II
Figura 5. Úlcera de pressão no estágio IV.
Fonte: National Pressure Ulcer Advisory Panel (2015).
Outras categorias de úlcera de pressão estão descritas a seguir.
A úlcera de pressão não pode ser classificada quandoa real profundidade da lesão não é 
visível ou palpável por causa da presença de esfácelo e/ou escara.
Nestes casos, é provável que a úlcera de pressão esteja no estágio III ou IV.
A figura 6 mostra a úlcera de pressão que não pode ser classificada.
32
UNIDADE II │PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO
Figura 6. Úlcera de pressão sem classificação.
Fonte: National Pressure Ulcer Advisory Panel (2015).
Há suspeita de úlcera de pressão ou de lesão tecidual profunda quando:
 » a pele apresenta-se arroxeada ou castanha;
 » a pele pode apresentar bolhas contendo sangue devido a danos no tecido 
mole por pressão e/ou cisalhamento;
 » o local foi precedido de tecido doloroso, firme ou mole, mais quente ou 
mais fria em comparação com a pele circundante.
A figura 7 mostra a pele com suspeita de úlcera de pressão ou de lesão tecidual profunda.
33
PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO│UNIDADE II
Figura 7. Pele com suspeita de úlcera de pressão.
Fonte: National Pressure Ulcer Advisory Panel (2015).
Saiba mais sobre os estágios da úlcera de pressão na página da National Pressure 
Ulcer Advisory Panel, disponível no endereço:
<http://www.npuap.org/resources/educational-and-clinical-resources/npuap-
pressure-ulcer-stagescategories/>.
Causas de úlceras de pressão
Conforme documentado pela equipe da Clínica Mayo (2014), a pressão contra a pele 
que limita o fluxo de sangue para a pele e tecidos circundantes é considerada a principal 
causa das úlceras de pressão.
A pressão sustentada ocorre quando a pele e os tecidos subjacentes ficam presos entre 
o osso e a cadeira ou cama, levando a uma pressão maior que a pressão exercida pelos 
vasos sanguíneos que fornecem oxigênio e nutrientes aos tecidos. Neste caso, as células 
podem morrer se não houver fornecimento adequado de oxigênio e nutrientes. Este 
tipo de pressão acomete com maior frequência áreas como coluna vertebral, escápulas, 
quadris, cóccix, cotovelos e calcanhares.
Entretanto, outros fatores relacionados com a mobilidade reduzida também podem 
contribuir para o desenvolvimento das úlceras de pressão. 
34
UNIDADE II │PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO
São eles:
 » Cisalhamento: ocorre quando duas superfícies movem-se em direções 
opostas. Por exemplo, quando a cabeceira da cama é elevada, a pessoa 
desliza para baixo, fazendo que o cóccix mova-se para baixo, porém a pele 
sobre o osso permanece no local. Este movimento pode destruir vasos 
sanguíneos, tornando a pele ainda mais vulnerável ao desenvolvimento 
de úlcera de pressão ocasionada por pressão sustentada.
 » Fricção: ocorre quando a pele é friccionada contra uma superfície e 
apresenta resistência ao movimento. Por exemplo, na mudança de 
decúbito. Cabe lembrar que o atrito pode ser ainda maior se a pele estiver 
úmida. Quando a pele já está fragilizada, o atrito pode deixá-la ainda 
mais vulnerável ao desenvolvimento de úlcera de pressão.
Saiba mais sobre as principais causas para o desenvolvimento de úlceras de 
pressão na página da Clínica Mayo, disponível no endereço:
<http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/bedsores/basics/causes/con-
20030848>.
Fatores de risco para úlceras de pressão
Conforme documentado pela equipe da Clínica Mayo (2014), o principal fator de risco 
para o desenvolvimento da úlcera de pressão é a incapacidade de mudar facilmente 
de posição enquanto sentado ou deitado que, por sua vez, aumenta a pressão local e 
diminui o fluxo sanguíneo, conforme comentado anteriormente.
Contudo, outros fatores também aumentam o risco de desenvolver úlceras de pressão. 
São eles:
 » Idade: a pele dos idosos são mais frágeis e consequentemente mais 
vulneráveis aos danos, pois geralmente são mais secas, mais finas, mais 
frouxas e mais enrugadas.
 » Falta de percepção sensorial: as pessoas com consciência mental 
diminuída podem ser incapazes de prevenir ou cuidar de úlceras de 
pressão. Por exemplo, a falta de sensibilidade ao desconforto e/ou à dor 
diminui a percepção da necessidade de mudar de posição.
35
PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO│UNIDADE II
 » Má nutrição e hidratacão: dietas deficientes de calorias, proteínas, 
micronutrientes e líquidos são prejudiciais à saúde da pele e 
consequentemente à renovação do tecido. Em especial, a baixa ingestão 
de proteínas pode ser preditiva de desenvolvimento de úlcera de pressão.
 » Perda de peso: a perda de peso e de massa muscular e/ou adiposa 
decorrente de condições patológicas que se estendem por períodos 
prolongados favorecem a pressão sustentada, ou seja, a pressão da pele 
exercida pelos ossos e a cadeira ou cama. Cabe lembrar que pacientes 
desnutridos tem risco aumentado de desenvolver úlcera de pressão.
 » Umidade: a pele úmida aumenta o atrito entre a pele e a roupa ou roupa 
de cama. A utilização de fralda e/ou a incontinência urinária ou fecal 
favorecem a exposição da pele à umidade.
 » Espasmos musculares: movimentos musculares involuntários frequentes 
aumentam o risco de úlceras de pressão por cisalhamento e/ou fricção.
 » Mau fluxo de sangue: condições patológicas que afetam o fluxo 
sanguíneo, tais como diabetes ou doenças vasculares, aumentam o risco 
de danos dos tecidos. O próprio avançar da idade também diminui a 
microvascularização cutânea.
 » Fumo: o ato de fumar diminui o fluxo sanguíneo e consequentemente o 
nível de oxigênio no sangue. Portanto, fumantes tendem a desenvolver 
feridas mais severas que saram mais lentamente.
Saiba mais sobreos principais fatores de risco para o desenvolvimento de úlceras 
de pressão na página da Clínica Mayo, disponível no endereço:
<http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/bedsores/basics/risk-factors/
con-20030848>.
Segundo Paranhos e Santos (1994), a escala de Braden prediz o grau de risco de 
desenvolvimento de úlceras de pressão por contemplar fatores como: percepção 
sensorial, umidade, atividade, mobilidade, nutrição, fricção e cisalhamento. Uma vez 
detectados os principais fatores de risco, a utilização da escala de Braden torna-se útil 
para nortear as medidas preventivas necessárias.
36
UNIDADE II │PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO
Para conhecer mais sobre a avaliação dos riscos para o desenvolvimento da 
úlcera de pressão por meio da Escala de Braden, acesse os endereços indicados 
a seguir para ler os artigos na íntegra:
<http://www.ee.usp.br/reeusp/upload/pdf/799.pdf>.
http://journals.lww.com/aswcjournal/pages/articleviewer.aspx?year=2002&issu
e=05000&article=00008&type=abstract>.
Complicações das úlceras de pressão
Conforme documentado pela equipe da Clínica Mayo (2014), as principais complicações 
da úlcera de pressão incluem:
 » Sepse: a ferida na pele decorrente da úlcera de pressão pode ser uma 
porta de entrada para as bactérias alcançarem a corrente sanguínea e se 
espalharem rapidamente por todo o corpo. A sepse é de rápida progressão 
e pode ser fatal.
 » Celulite: a celulite é uma infecção da pele e de tecido subjacente que 
pode ser desencadeada pela úlcera de pressão. Esta condição causa dor, 
vermelhidão e inchaço e pode levar a complicações sistêmicas.
 » Infecções ósseas e articulares: as infecções oriundas de úlceras de 
pressão podem atingir ossos e articulações que, por sua vez, podem levar 
a complicações sistêmicas.
 » Câncer: o carcinoma de células escamosas se desenvolve em decorrência 
de feridas crônicas e não cicatrizadas (úlcera de Marjolin). Este tipo de 
câncer é considerado agressivo e geralmente requer intervenção cirúrgica.
Saiba mais sobre as principais complicações de úlceras de pressão na página da 
Clínica Mayo, disponível no endereço:
<http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/bedsores/basics/
complications/con-20030848>.
37
CAPÍTULO 2
 Tratamento da úlcera de pressão
Lembre-se sempre que a prevenção é o melhor tratamento! As úlceras de 
pressão são mais fáceis de prevenir do que de tratar, porém, é possível que as 
feridas apareçam mesmo com todos os cuidados preventivos.
Conforme exposto, é importante lembrar que a prevenção e o tratamento da 
úlcera de pressão depende da atuação integrada de uma equipe multiprofissional. 
Portanto, no caso de idosos com úlcera de pressão, é importante trabalhar 
sempre em conjunto com outros profissionais (enfermeiro, farmacêutico, 
médico, nutricionista etc.) para que o sucesso do serviço prestado ao paciente 
resulte em melhora da qualidade vida do idoso e de seus familiares.
Tratamento clínico
Para delinear o tratamento da úlcera de pressão, é essencial identificar as possíveis 
causas para o seu aparecimento e/ou progressão para que o plano de cuidado seja mais 
focado e consequentemente mais eficiente.
Conforme documentado pela equipe da Clínica Mayo (2014), as principais estratégias 
de cuidados das úlceras de pressão são descritas a seguir.
Mudança de posição
As mudanças de posição devem ser regulares para minimizar a pressão em áreas 
vulneráveis ao desenvolvimento de úlceras de pressão. Como já foi dito anteriormente, 
a pele que cobre as proeminências ósseas são as regiões mais afetadas pelas úlceras de 
pressão.
Se o idoso utiliza cadeira por período prolongado, o peso deve ser redistribuído e o 
corpo deve ser reposicionado pelo menos a cada 1 hora. Cadeiras de rodas com encostos 
reclináveis podem ser uma opção para aliviar a pressão exercida pelo próprio peso 
contra a cadeira (pressão sustentada). Almofadas também podem ajudar a amortecer 
as áreas ósseas mais vulneráveis.
Idosos acamados devem ser trocados de posição pelo menos a cada 2 horas, sempre 
evitando o cisalhamento e fricção da pele durante o movimento. O uso de roupa de 
38
UNIDADE II │PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO
cama pode ajudar no reposicionamento do paciente e o uso de almofadas pode ajudar 
a amortecer as áreas ósseas mais vulneráveis. A cabeceira da cama pode ser elevada até 
30° para evitar o cisalhamento da pele.
Cuidado e monitoramento da pele
A inspeção da pele deve ser constante e as áreas vulneráveis devem receber maior 
atenção para que qualquer sinal de úlcera de pressão seja percebido no estágio I. Sendo 
assim, logo que um sinal for notado, os cuidados com a pele devem ser intensificados 
para que a ferida não evolua para os estágios II e assim por diante.
A pele no estágio I deve ser lavada cuidadosamente com água e sabão e secada de forma 
delicada. Além disso, se houver incontinência urinária e/ou fecal, deve-se manter a 
pele livre de umidade sempre que possível por meio de troca de fraldas frequente ou 
utilização de cateteres, conforme orientação médica.
Todavia, se a ferida estiver aberta, é essencial manter a ferida limpa para favorecer a 
cicatrização e prevenir a infecção. O desbridamento para remoção de tecido necrosado 
pode ser necessário dependendo do estágio da ferida e objetivos do tratamento.
Deve-se também observar a presença de botões ou outras peças na roupa do paciente, 
na roupa de cama que possam irritar a pele do idoso acamado ou em uso de cadeiras 
por períodos prolongados. 
As demais estratégias incluem recuperar o estado nutricional e controlar as 
comorbidades. Neste sentido, a Terapia Nutricional exerce um papel relevante no 
tratamento da úlcera de pressão.
Saiba mais sobre as principais medidas para o tratamento de úlceras de pressão 
na página da Clínica Mayo, disponível no endereço:
<http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/bedsores/basics/treatment/
con-20030848>.
As úlceras de pressão podem evoluir rapidamente e por muitas vezes podem ser 
de difícil tratamento, principalmente em idosos.
Neste caso, devemos pensar em duas situações:
1. Antes que qualquer sinal de úlcera de pressão (citado anteriormente) 
se manifeste:
39
PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO│UNIDADE II
Neste caso, pense na intervenção precoce no momento da admissão como a 
medida preventiva mais eficaz para a redução do risco de desenvolvimento da 
úlcera de pressão. Por outro lado, se o idoso já estiver hospitalizado, juntamente 
com a equipe multiprofissional, é necessário estabelecer e seguir um plano 
de cuidado para prevenção da úlcera de pressão. Por exemplo, redistribuir a 
pressão frequentemente, manter e melhorar o estado nutricional e minimizar a 
exposição da pele à umidade são alguns fatores de risco que podem fazer parte 
da rotina de cuidados do idoso para prevenção da úlcera de pressão.
2. Logo que qualquer sinal de úlcera de pressão ( citado anteriormente) 
for notado:
Para ajudar a conter o seu desenvolvimento e otimizar a cura das úlceras de 
pressão, é importante intervir logo que qualquer sinal de úlcera de pressão 
(acima citado) se manifeste. Assim sendo, se você notar algum sinal de úlcera 
de pressão em sua fase inicial, tente mudar a posição do paciente para aliviar a 
pressão sobre a área. Contudo, se o paciente não melhorar brevemente, relate o 
caso imediatamente para a equipe médica, pois pacientes com risco aumentado 
podem desenvolver úlcera de pressão em poucas horas. Ademais, a busca por 
assistência médica deve ser imediata, se houver qualquer sinal de infecção 
oriundo da ferida, tais como, febre, sangramento, odores, líquidos ou detritos 
etc.
Intervenção nutricional
A alta prevalência da úlcera de pressão em idosos hospitalizados ou não pode prolongar 
a recuperação de outras enfermidades, aumentar o risco de morbidade e mortalidade, 
além de somar custos ao tratamento e reduzir a qualidade de vida.
Conforme exposto anteriormente,os idosos portadores de condições clínicas e doenças 
que limitam a mobilidade e atividade têm risco aumentado de apresentar estado 
nutricional alterado e consequentemente de desenvolver úlcera de pressão.
A presença da desnutrição está diretamente associada com o aparecimento da úlcera de 
pressão e o retardo da cicatrização da ferida. Neste sentido, a intervenção nutricional 
exerce um importante papel na promoção do estado nutricional e consequentemente 
na prevenção e tratamento da úlcera de pressão.
Em indivíduos idosos, o baixo peso corporal também está ligado com a piora da imuno-
competência. Neste caso, a suplementação nutricional (oral ou enteral), particularmente 
40
UNIDADE II │PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO
de proteínas, promove a melhora da função imunológica destes indivíduos. Cabe 
lembrar que a via oral deve ser priorizada em relação à via enteral, sempre que possível.
No caso de idosos hospitalizados, a avaliação do estado nutricional, de preferência 
na admissão, por meio de medidas antropométricas e dietéticas, além de parâmetros 
bioquímicos e clínicos, é o primeiro passo para nortear o plano nutricional com o 
objetivo de prevenir ou tratar a úlcera de pressão.
De fato, é importante ressaltar que a avaliação nutricional precoce, de preferência na 
admissão hospitalar, é uma das principais estratégias para a prevenção da úlcera de 
pressão, uma vez que a desnutrição é um fator de risco para o desenvolvimento da 
úlcera de pressão.
Em especial aos idosos com risco aumentado de desenvolver úlceras de pressão, 
a intervenção nutricional tem como objetivo principal a correção da desnutrição 
energético-protéico preferencialmente por via oral. Entretanto, se a aceitação por via 
oral não atingir as necessidades nutricionais, outras vias de alimentação deverão ser 
utilizadas.
Os pacientes com úlcera de pressão necessitam de grande aporte energético e protéico. 
Segundo Ullah (2012), indica-se 30 a 35 Kcal/por Kg de peso corporal/por dia e 1,2 g 
de proteína/por Kg de peso corporal/por dia no estágio I e, para os casos mais severos, 
indica-se 40 a 45 Kcal/por Kg de peso corporal/por dia e 1,5 a 2,0 g de proteínas/por Kg 
de peso corporal/por dia. A suplementação de vitaminas e minerais também favorece o 
processo de cicatrização.
Na prática, idosos desnutridos em tratamento da úlcera de pressão, se beneficiam com 
o uso de suplementação de energia e proteínas mais os cuidados usuais com a pele em 
comparação com aqueles que ingerem dieta padrão e recebem os cuidados rotineiros 
com a pele.
Os mecanismos pelos quais o aumento do aporte energético e protéico diminui a 
incidência ou retarda o aparecimento e a progressão das úlceras de pressão não são 
totalmente conhecidos, mas certamente estão associados com a melhora da ingestão 
alimentar e/ou do estado nutricional.
Em resumo, o profissional deve assegurar a ingestão alimentar suficiente e adequada, 
principalmente de energia e proteínas, para promover o estado nutricional ótimo, 
atendendo sempre os princípios da alimentação saudável e respeitando as expectativas 
e condições clínicas do idoso, para que a úlcera de pressão seja prevenida e/ou tratada.
41
PAPEL DA NUTRIÇÃO NO TRATAMENTO DA ÚLCERA DE PRESSÃO│UNIDADE II
Para a melhor compreensão do manejo nutricional para pacientes portadores 
de úlcera de pressão, sugiro a leitura das revisões disponíveis nos endereços 
indicados abaixo: 
<http://pjms.com.pk/index.php/pjms/article/view/1709/407>.
<http://www.npuap.org/wp-content/uploads/2012/03/Nutrition-White-Paper-
Website-Version.pdf>.
42
UNIDADE IIITERAPIA 
NUTRICIONAL
Inicialmente, gostaria de destacar a importância da equipe multiprofissional de terapia 
nutricional (EMTN), pois se não fosse o trabalho integrado dos profissionais médico, 
nutricionista, enfermeiro e farmacêutico, a Terapia Nutricional não aconteceria de fato.
A Resolução da Diretoria Colegiada – RCD no 63, de 6 de julho de 2000, descreve:
Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN): grupo formal 
e obrigatoriamente constituído de pelo menos um profissional de cada 
categoria, a saber: médico, nutricionista, enfermeiro e farmacêutico, 
podendo ainda incluir profissional de outras categorias, habilitados e 
com treinamento específico para a prática da Terapia Nutricional-TN.
Terapia Nutricional (TN): conjunto de procedimentos terapêuticos 
para manutenção ou recuperação do estado nutricional do paciente por 
meio da Nutrição Parenteral ou Enteral. 
Terapia de Nutrição Enteral (TNE): conjunto de procedimentos 
terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do 
paciente por meio de NE.
E a Portaria MS/SNVS no 272, de 8 abril de 1998, descreve:
Terapia de Nutrição Parenteral (TNP): conjunto de procedimentos 
terapêuticos para manutenção ou recuperação do estado nutricional do 
paciente por meio de NP.
O Regulamento Técnico que fixa os requisitos mínimos exigidos para a Terapia de 
Nutrição Enteral (RCD no 63, de 6 de julho de 2000) está disponível no endereço 
indicado abaixo como sugestão de leitura complementar:
<http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/61e1d380474597399f7bdf3fbc
4c6735/RCD+N°+63-2000.pdf?MOD=AJPERES>.
43
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
O Regulamento Técnico que fixa os requisitos mínimos exigidos para a Terapia de 
Nutrição Parenteral (Portaria MS/SNVS no 272, de 8 abril de 1998) está disponível 
no endereço indicado abaixo como sugestão de leitura complementar:
<http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/d5fa69004745761c8411d43fbc4c6735/
PORTARIA_272_1988.pdf?MOD=AJPERES>.
A Terapia Nutricional, quer seja oral, enteral ou parenteral, é uma área de conhecimento 
essencial para o profissional de saúde que deseja lidar com idosos hospitalizados. 
Deste modo, as uniades III e IV que serão apresentadas a seguir abordarão conteúdos 
relacionados com a Terapia Nutricional em geriatria. 
Serão descritos e discutidos nesta unidade (III) os principais passos para o sucesso da 
Terapia Nutricional em geriatria. Os mesmos tópicos serão abordados na unidade IV 
com foco no atendimento domiciliar.
São eles:
 » Indicação da Terapia Nutricional.
 » Via de acesso.
 » Fórmula.
 » Método de infusão.
 » Monitoramento (aceitação, complicações etc.).
 » Orientação ao paciente, aos familiares e/ou aos cuidadores.
Deste modo, é importante estar atento às recomendações e às reflexões de cada tópico, 
para que todo o conteúdo destas unidades sejam aprendidos de forma clara e concisa.
Objetivos da Terapia Nutricional
Quais são os objetivos primários da Terapia Nutricional em geriatria?
Da mesma forma que os objetivos da Terapia Nutricional em adultos, a Terapia 
Nutricional em geriatria visa:
» Fornecer energia, proteína e micronutrientes em quantidade adequada.
 » Manter ou melhorar o estado nutricional.
44
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
 » Estimular funções musculares e mentais, atividade física e capacidade de 
reabilitação.
 » Promover qualidade de vida.
 » Reduzir morbidade e mortalidade.
Em geral, os objetivos da Terapia Nutricional em pacientes geriátricos não 
diferem dos objetivos da Terapia Nutricional em pacientes jovens. No entanto, 
enquanto a Terapia Nutricional em pacientes geriátricos visa principalmente a 
manutenção da atividade funcional e a qualidade de vida, a prioridade da Terapia 
Nutricional em pacientes jovens consiste em reduzir a morbidade e mortalidade.
É importante ressaltar que, no caso dos idosos, a qualidade de vida está 
fortemente associada com a boa nutrição e atividade física. Logo, o consumo 
de dieta balanceada e a prática de atividade física adequada à senescência pode 
prevenir e/ou retardar o aparecimento de doenças senis. 
Deste modo, é de suma importância que os idosos sejam acompanhados por 
profissionais da área da saúde antes que surja qualquer sinal de senilidade, 
ou seja, alterações decorrentes de doenças que podem acometer o idoso, que 
conseqüentemente diminuem a qualidadede vida.
Indicações de Terapia Nutricional
Assim sendo, se um dos principais objetivos da Terapia Nutricional é a promoção do 
estado nutricional, logo podemos concluir que a Terapia Nutricional está indicada em 
idosos quando há evidência de:
 » Desnutrição.
 » Risco nutricional.
 » Ingestão oral insuficiente (consumo inferior a 60% da recomendação 
ideal).
 » Perda de massa corpórea maior que 5% em 3 meses ou maior que 10% 
em 6 meses.
 » Índice de massa corpórea (IMC) abaixo de 20 Kg/m2.
45
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
Algumas condições clínicas ou doenças do idoso apresentam risco nutricional 
aumentado e também devem ser motivo de atenção da equipe multiprofissional. 
São eles:
 » Estresse físico e emocional.
 » Fragilidade e debilidade.
 » Distúrbios de deglutição.
 » Cirurgia de grande porte.
 » Quadros neurológicos que comprometem o estado de alerta.
 » Distúrbios psicológicos como depressão, anorexia e demência.
 » Câncer.
 » Úlcera de pressão.
É importante destacar que a Terapia Nutricional pode ser iniciada tão logo houver 
indício de risco nutricional e não somente na vigência de desnutrição.
Ademais, a Terapia Nutricional pode ser indicada de forma precoce e por períodos 
prolongados em virtude da diminuição da capacidade adaptativa e regenerativa que os 
idosos frequentemente apresentam.
No caso dos idosos, em especial os idosos hospitalizados, a Terapia Nutricional 
exerce o papel de prevenir e/ou tratar a desnutrição, por meio do fornecimento 
de nutrientes adequados para a manutenção e melhora do estado nutricional, da 
melhora da capacidade funcional e de reabilitação, da diminuição da morbidade 
e mortalidade e, por conseguinte, da melhora da qualidade de vida.
A Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, em conjunto com outros 
importantes grupos, descreve com mestria as principais abordagens nutricionais 
para os pacientes na senescência (geriatria). A diretriz está disponível no 
endereço indicado abaixo:
<http://www.projetodiretrizes.org.br/9_volume/terapia_nutricional_para_
pacientes_na_senescencia_geriatria.pdf>.
46
CAPÍTULO 1
Terapia Nutricional Enteral
Indicação de Terapia Nutricional Oral
A suplementação oral é uma estratégia recomendada para manter ou melhorar o estado 
nutricional e sobrevida dos idosos desnutridos ou em risco de ficarem desnutridos por 
meio do aumento da oferta de energia, proteínas e micronutrientes.
Segundo Volkert (2006), os casos associados com risco nutricional aumentado em que 
a suplementação oral traz benefícios para os pacientes idosos estão descritos a seguir:
 » Idosos fragilizados.
 » Idosos com depressão ou demência em sua fase inicial ou moderada.
 » Idosos submetidos a cirurgias ortopédicas.
 » Idosos com risco aumentado de desenvolverem úlcera de pressão.
Em idosos fragilizados, ou seja, com prejuízo de suas capacidades físicas, mentais, 
psicológicas e/ou sociais, bem como em pacientes com depressão ou demência em 
sua fase inicial ou moderada, a suplementação oral pode assegurar o fornecimento de 
energia e nutrientes, mantendo ou melhorando estado nutricional e a sobrevida.
No caso de idosos submetidos a cirurgias ortopédicas, a suplementação oral pode 
reduzir as complicações pós-operatórias, como a perda de peso. As complicações pós-
operatórias são debilitantes e podem levar o paciente a morte.
A indicação de suplementação oral, em especial de fórmulas hiperproteicas, pode 
beneficiar pacientes com risco aumentado de desenvolverem úlceras de pressão, 
conforme exposto na unidade II do presente caderno de estudos.
Provavelmente você encontrará outras condições clínicas além dessas 
expostas acima em que a Terapia Nutricional Oral poderá melhorar o estado 
nutricional e sobrevida do paciente, em especial dos idosos hospitalizados, os 
quais constituem um grupo com risco aumentado de desenvolver desnutrição. 
Neste caso, sempre que houver possibilidade de se alimentar por via oral, a 
suplementação oral poderá garantir pelo menos o suprimento de energia e 
47
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
nutrientes para manutenção ou melhora do estado nutricional e sobrevida do 
paciente, em especial dos idosos hospitalizados.
Indicação de Terapia Nutricional Enteral
A Terapia Nutricional Enteral é recomendada se o idoso não pode ou não consegue 
alcançar as necessidades nutricionais exclusivamente por via oral.
Segundo Volkert (2006), a Terapia Nutricional Enteral é recomendada mais 
frequentemente nos idosos nas situações descritas abaixo:
 » Em idosos fragilizados com condição clínica estável.
 » Em idosos com depressão ou demência em sua fase inicial ou moderada.
 » Em idosos com disfagia grave de origem neurológica.
 » Em idosos com úlcera de pressão.
Idosos com depressão podem se beneficiar com o uso da Terapia Nutricional Enteral, 
pois ela auxilia na superação da fase anoréxica grave e da falta de motivação que 
comumente evolui com perda de peso.
Em idosos com demência, a Terapia Nutricional Enteral, da mesma forma que a Terapia 
Nutricional Oral, tem a função de otimizar o estado nutricional do idoso. A escolha pela 
Terapia Nutricional Oral ou Enteral deve se basear na individualidade do idoso.
Idosos com disfagia grave de origem neurológica devem iniciar a Terapia Nutricional 
Enteral tão logo o seu recebimento seja viável a fim de garantir o fornecimento energético 
e de nutrientes e, por conseguinte, manter ou melhorar o estado nutricional.
É preferível que os idosos com disfagia grave de origem neurológica recebam a 
Terapia Nutricional Enteral por gastrostomia endoscópica percutânea, pois esta via 
está associada com menos falhas de tratamento e melhora do estado nutricional e é 
recomendada quando Terapia Nutricional Enteral durar mais que 3 ou 4 semanas.
A Terapia Nutricional Enteral, quando indicada em idosos com úlcera de pressão, 
melhora a cicatrização da ferida, pois garantem o fornecimento de nutrientes e 
micronutrientes envolvidos no processo de cicatrização, conforme discutido na unidade 
II do presente caderno de estudos e pesquisa.
48
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
É importante lembrar que a indicação da Terapia Nutricional Enteral não exclui 
o uso da Terapia Nutricional Oral, ou seja, o idoso que recebe a alimentação 
via sonda também poderá alimentar-se por via oral, desde que esta via seja 
praticável.
As informações baseadas na avaliação inicial do paciente e no monitoramento 
da evolução da Terapia Nutricional servirão como base para o profissional decidir 
se o idoso se beneficiará ou não da alimentação por ambas as vias, enteral e oral.
Cabe lembrar que tanto da Terapia Nutricional Enteral quanto da Terapia 
Nutricional Oral visam a promoção da estado nutricional e a sobrevida do idoso 
por meio do fornecimento de energia, nutrientes e micronutrientes necessários 
para o desempenho das capacidades físicas, mentais, psicológicas e/ou sociais. 
Contudo, observa-se na prática que a alimentação via oral em relação à 
alimentação via enteral traz mais satisfação psicológica e/ou social para o idoso 
e para a família.
A consulta de diretrizes atuais de importantes sociedades como a Sociedade 
Europeia de Nutrição Parenteral e Enteral é essencial para atualização das 
condutas e abordagens praticadas no dia a dia. Portanto, para saber mais sobre 
as recomendações para o uso da Terapia Nutricional Oral e Enteral em pacientes 
geriátricos, acesse a diretriz disponível no endereço indicado a seguir:
<http://espen.info/documents/ENGeriatrics.pdf>
Contraindicações
Há um consenso sobre as situações em que a Terapia Nutricional Enteral é 
contraindicada para idosos? 
Sim, Volkert (2006) não recomenda a Terapia Nutricional Enteral em duas situações. 
São elas:
 » Em idosos fragilizados em fase terminal.
 » Em idosos com demência em fase terminal.
Cabe lembrar que pacientes com demência em fase terminal apresentam condição 
irreversível, imobilidade, incapacidade para comunicação, dependência total e faltade 
recursos físicos.
49
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
Para aprofundar os conhecimentos sobre a abordagem nutricional em idosos 
com demência avançada, acesse a revisão disponível no endereço indicado a 
seguir:
<http://www.cfp.ca/content/61/4/337.full.pdf>.
Recentemente, a Sociedade Americana de Geriatria apresentou o seu 
posicionamento sobre o uso de Terapia Nutricional Enteral em idosos com 
demência avançada. O artigo está disponível na íntegra no endereço indicado 
abaixo:
<http://onlinelibrary.wiley.com/store/10.1111/jgs.12924/asset/jgs12924.pdf?v=
1&t=ihhulfmn&s=9164ac2cae5e07aeb0a3c9c8a09b7329d0d96457>.
Acessos
Segundo a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e a Associação Brasileira 
de Nutrologia (2011), a escolha da via de acesso é baseada nos seguintes critérios:
 » Condição clínica do paciente.
 » Previsão do tempo de uso.
 » Avaliação dos riscos de complicações.
A previsão do tempo de uso e o risco de aspiração determinam se a sonda será nasoenteral 
ou se o acesso enteral será por gastrostomia ou jejunostomia. 
São eles:
 » Nasoenterais: < 3 a 4 semanas.
 » Gastrostomia: > 3 a 4 semanas, não há risco de aspiração.
 » Jejunostomia: > 3 a 4 semanas, há risco de aspiração.
A figura 8 apresenta, em forma de algoritmo, quais são os critérios utilizados para a 
seleção da via de acesso enteral.
50
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
Figura 8. Critérios para escolha da sonda enteral.
Trato gastrointestinal funcionante?
Nutrição 
Parenteral
SimNão
Nutrição Enteral > 3 a 4 
semanas?
SimNão
Sonda nas 
oenteral
Estomia
Risco de aspiração Risco de aspiração
Não Sim SimNão
Sonda 
nasogástrica
Sonda nasoduodenal
ou nasojejunal
Gastrostomia Jejunostomia
Fonte: Rainho (2000, p. 699).
Conforme o algoritimo da figura 8, se houver indicação de Terapia Nutricional Enteral 
por menos de 3 a 4 semanas, recomenda-se a sonda nasogástrica (se não houver risco 
de broncoaspiração) e a sonda nasoduodenal ou nasojejunal (se houver o risco de 
broncoaspiração).
51
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
A figura 9 mostra o posicionamento da extremidade distal das sondas nasoenterais, 
mencionadas na figura 8.
Figura 9. Sondas nasoenterais: nasogástrica, nasoduodenal e nasojejunal.
Fonte: <http://www.clevelandclinicmeded.com/medicalpubs/diseasemanagement/gastroenterology/principles-of-nutrition-
support/>. Acessado 23 de dezembro de 2015>.
Contudo, conforme o algoritimo apresentado (figura 8), se houver indicação de Terapia 
Nutricional Enteral por mais de 3 a 4 semanas, recomenda-se a gastrostomia (se não 
houver risco de broncoaspiração) ou jejunostomia (se houver risco de broncoaspiração).
A figura 10 mostra o posicionamento das estomias (gastrostomia e jejunostomia), 
mencionadas na figura 8.
Figura 10. Estomias: gastrostomia e jejunostomia.
52
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
Fonte: <https://www.mskcc.org/cancer-care/patient-education/patient-guide-percutaneous-endoscopic-gastrostomy-peg-
jejunostomy-pej-placement>. Acessado 23 de dezembro de 2015.
Como posicionar o acesso enteral?
Segundo a Socidade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e a Associação Brasileira 
de Nutrologia (2011), em sua diretriz sobre acessos para Terapia Nutricional, a sonda 
deve ser lubrificada e deslizada para trás da narina. Se a sonda não progredir facilmente, 
a cabeça do paciente deve ser inclinada para frente ou virada para um dos lados. Após o 
posicionamento da sonda, o fio-guia deve ser retirado e a sonda deve ser fixada.
Para a sonda gástrica, na posição sentado (figura 11A), considera-se a distância entre 
a ponta do nariz ao lóbulo da orelha (figura 11B) e deste ponto até o apêndice xifoide 
(aproximadamente 60 cm) (figura 11C).
53
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
Figura 11. Técnica de posicionamento da sonda gástrica.
Fonte: Waitzberg (2000, p. 575).
Para a sonda jejunal, considera-se a mesma medida feita para o estômago acrescida 
de mais 10 a 15 cm, dependendo do porte físico do paciente. Para que a sonda avance 
espontaneamente para até o jejuno, o paciente deve ser posicionado do lado direito do 
corpo, desde que possível, e devem ser aguardadas 12 a 24 horas.
Cabe lembrar que o posicionamento da sonda em posição gástrica ou jejunal deve ser 
confirmado por radiografia antes do início da dieta. A confirmação da posição da sonda 
jejunal deve ser feita após 12 a 24 horas.
É interessante destacar que o posicionamento da sonda por via endoscópica também 
parece ser uma alternativa segura para o acesso enteral. Quanto melhor o estado 
nutricional do paciente no momento do procedimento, melhor será a cicatrização do 
local.
Qual o melhor tipo de sonda enteral?
Segundo a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e a Associação Brasileira 
de Nutrologia (2011), em sua diretriz sobre acessos para Terapia Nutricional, as sondas 
enterais de poliuretano ou de silicone proporcionam maior conforto ao paciente, pois 
apresentam:
1. menor irritação local;
2. menor risco de broncoaspiração;
3. radiopacidade para serem visualizadas por radioagrafia; 
4. conexão em Y para permitir a adaptação do equipo e da seringa.
54
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
Para saber mais detalhes sobre o que a Sociedade Brasileira de Nutrição 
Parenteral e Enteral e a Associação Brasileira de Nutrologia (2011) dizem sobre 
os acessos para Terapia Nutricional, acesse a publicação disponível no endereço 
indicado abaixo:
<http://www.projetodiretrizes.org.br/9_volume/acessos_para_terapia_de_
nutricao_parenteral_e_enteral.pdf>.
Duração
Até quando manter a prescrição da Terapia 
Nutricional Enteral?
Segundo a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, entre outras (2011) 
em sua diretriz sobre Terapia Nutricional na senescência, a Terapia Nutricional Enteral 
deve ser mantida enquanto as condições do paciente não se restabelecem.
No entanto, a partir do momento em que a deglutição do idoso for eficiente e segura 
e a aceitação energética exclusivamente por via oral for maior que 60% da quantidade 
recomendada, a Terapia Nutricional Enteral poderá ser interrompida.
No caso de pacientes idosos em estado terminal, o uso e o tempo de permanência da 
Terapia Nutricional Enteral deve ser avaliada de forma individual com o intuito de 
promover qualidade de vida e sobrevida digna, sempre considerando o diálogo entre o 
paciente, a família e a equipe multiprofissional.
É interessante pontuar que o tempo de internação hospitalar não é determinado 
somente pelo estado nutricional, mas também por outros fatores como a garantia de 
cuidados adequados após a alta hospitalar.
Fórmulas
A variedade de dietas industrializadas disponibilizadas pelo mercado atual representa 
uma ampla diversidade de formulações. Por conseguinte, para a escolha apropriada da 
dieta enteral, é necessário um profundo conhecimento dos componentes da dieta, das 
necessidades nutricionais do paciente e da capacidade digestiva e absortiva do paciente.
Segundo Baxter (2000), de maneira geral, as características mais comumente avaliadas 
na escolha da dieta enteral são:
 » Densidade calórica.
55
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
 » Fonte e complexidade dos nutrientes (proteínas, carboidratos, lipídios, 
vitaminas e minerais).
 » Fórmula versus indicação clínica.
 » Fórmula versus método de administração.
 » Osmolaridade.
Sobre a densidade calórica da dieta enteral
A densidade calórica é definida pela quantidade de calorias para cada mililitro de dieta 
enteral. 
O quadro 10 apresenta a categorização da dieta enteral, conforme a densidade calórica.
Quadro 10. Categorização da dieta enteral conforme densidade calórica.
Densidade calórica (Kcal/mL) Categorização da densidade calórica Categorização da dieta enteral
< 0,6 Muito baixa Acentualmente hipocalórica
0,6 a 0,8 Baixa Hipocalórica
0,9 a 1,2 Padrão Normocalórica
1,3 a 1,5 Alta Hipercalórica
> 1,5 Muito alta Acentuadamente hipercalórica
 
Fonte: Baxter (2000, p. 661).
Sobre a complexidade dos nutrientesda dieta enteral, em especial a proteína:
 » Dietas enterais poliméricas: apresentam a proteína na forma intacta 
(polipeptídeo). Exemplos: caseína, proteína isolada de soja, lactoalbumina, 
clara de ovo (ovoalbumina), carne, leite desnatado e integral.
 » Dietas enterais oligoméricas: apresentam a proteína na forma 
parcialmente hidrolisada (oligopeptídeo). Exemplos: caseína, proteína 
isolada de soja, lactoalbumina, soro de leite, proteína de carne, colágeno.
 » Dietas enterais elementares: apresentam a proteína na forma totalmente 
hidrolisada (aminoácidos). Exemplos: L-aminoácidos.
Segundo Deutz (2014), recomenda-se de 1,0 a 1,2 g de proteína/por Kg de peso corporal/
por dia para idosos saudáveis e de 1,2 a 1,5 g e proteínas/Kg de peso corporal/por dia 
para os idosos com doenças agudas ou crônicas. Menores ou maiores recomendações 
são restritas a situações críticas.
56
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
Sabe-se que os idosos se beneficiam com o aumento da oferta proteica, pois há relação 
positiva com o aumento da capacidade de síntese proteica destes indivíduos. Contudo, 
cabe lembrar que melhora do estado nutricional, mais precisamente do ganho de massa 
muscular, depende também da reabilitação da atividade física.
Sobre a complexidade de nutrientes, em especial os carboidratos e fibras alimentares, 
Segundo Ritz (2001), para os idosos, os carboidratos da dieta enteral devem fornecer 
cerca de 50 a 60% do valor calórico total.
Os carboidratos da dieta enteral geralmente apresentam-se na forma de: 1) amido; 
2) polímeros de glicose (derivados do amido de milho parcialmente hidrolisado); 3) 
dissacarídeos (sacarose – glicose e frutose), maltose – glicose e glicose), lactose – 
glicose e galactose) e/ou; 4) monossacarídeos (glicose – dextrose – frutose).
As fibras estão presentes na dieta enteral com o objetivo de regular o hábito intestinal. 
As de fibras presentes nas dietas enterais são: 1) insolúveis (celulose, hemicelulose, 
lignina); 2) solúveis (pectina, mucilagem, polissacarídeos de algas, goma guar) e/ou; 3) 
solúveis/insolúveis (polissacarídeo de soja).
Sobre a complexidade de nutrientes, em especial os lipídios:
Segundo Ritz (2001), para os idosos, pelo menos 10% das calorias totais devem ser 
provenientes de gorduras insaturadas. Após o cálculo da quantidade de carboidratos 
e proteínas, o valor calórico total deve ser completado com as calorias derivadas dos 
lipídios.
Os lipídios são considerados nutrientes com alta densidade energética, mas eles também 
contêm ácidos graxos essenciais e ácidos graxos imunomoduladores, como os ácidos 
graxos poliinsaturados do tipo ômega-3.
Os lipídios das dietas enterais podem apresentar-se como: 1) triglicerídeos de cadeia 
longa juntamente com ácidos graxos de poliinsaturados; 2) triglicerídeos de cadeia 
média (rapidamente absorvidos pelo sistema portal) e/ou; 3) lipídios estruturados 
(ácidos graxos de cadeia longa e média reesterificados).
Sobre a presença de vitaminas e minerais nas dietas enterais, 
as necessidades de vitaminas e minerais variam conforme o estado nutricional e a doença 
de base. A maioria das dietas enterais contém quantidades adequadas de vitaminas e 
minerais, desde que fornecidas em volume indicado.
57
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
Entretanto, existem dietas para situações clínicas específicas que podem não conter 
quantidades suficientes de algumas vitaminas e minerais, como no caso da insuficiência 
renal. Neste caso, o profissional deve avaliar se a suplementação de micronutrientes é 
necessária de forma individualizada.
Os idosos fazem parte de um grupo populacional que, na maioria das vezes, apresentam 
deficiência de vitaminas e minerais decorrente de mudanças fisiológicas que interferem 
no apetite e na ingestão e absorção dos alimentos. Neste caso, o fornecimento destes 
micronutrientes pela dieta enteral favorece a recuperação da carência, a qual deve ser 
reavaliada periodicamente.
Sobre o método de administração da dieta enteral, 
segundo Baxter (2000), se a sonda estiver posicionada no estômago, há maior liberdade 
de escolhas. Neste caso, a dieta poderá ser:
 » Isoosmolar ou hiperosmolar.
 » Fracionada de 4 a 6 vezes por dia, dependendo da tolerância do paciente.
 » Administrada com velocidade de 120 gotas/minuto desde o início da 
Terapia Nutricional.
Mas se a sonda estiver em posição pós-pilórica, recomenda-se:
 » Indicar dietas isoosmolares.
 » Aumentar o fracionamento (6 a 8 vezes por dia) para infundir um volume 
menor de dieta por vez.
 » Administração mais lenta no início (60 gotas/minuto) e que poderá 
progredir até 120 gotas/minuto, conforme a adaptação do paciente.
Sobre a osmolaridade da dieta enteral, é definida pelo número de miliosmoles em um 
litro de solução, enquanto a osmolalidade refere-se ao número de miliosmoles por quilo 
de água.
O quadro 11 apresenta a categorização da dieta enteral, conforme a osmolalidade.
Quadro 11. Categorização da dieta enteral conforme osmolalidade.
Osmolalidade (mOsm/Kg de água) Categorização da dieta enteral
280 a 300 Hipotônica
300 a 350 Isotônica
58
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
350 a 550 Levemente hipertônica
550 a 750 Hipertônica
> 750 Acentualmente hipertônica
 
Fonte: Baxter (2000, p. 662).
Na prática, observa-se que pacientes com sondas gástricas toleram melhor dietas com 
osmolaridade mais alta, enquanto pacientes com sondas em regiões pós-pilóricas, ou 
seja, localizadas em porções mais distais do trato gastrintestinal, respondem melhor as 
dietas isoosmolares.
Os módulos de um determinado nutriente apresentam-se de forma pura ou 
praticamente pura. Encontram-se, no mercado, módulos de proteínas, aminoácidos 
isolados, carboidratos, lipídios, vitaminas, minerais, fibras, eletrólitos, flavorizantes, 
espessantes etc. São usualmente utilizados como suplementos de dieta oral ou enteral.
Seleção
A figura 12 apresenta em forma de algoritmo os critérios utilizados na seleção da dieta 
enteral, conforme proposto por Baxter (2000).
Figura 12. Critérios para a escolha da dieta enteral.
Atinge 60% das necessidades nutricionais por via oral?
Dieta
Dieta via 
oral
Dieta
Ingere/absorve
nutrientes intactos?
Dieta
especializada Dieta convencional Dieta especializada
com hidrolisados
Sim Não
Consciência 
Dieta leve ou 
líquida
Sim
Não
Dieta enteral
convencional
Não
Sim
Dieta enteral
especializada
Distúrbio 
Dieta especializada
preferencialmente
Sim
Não
Ingere/absorve
nutrientes intactos?
Sim Não
Fonte: Baxter (2000, p. 675).
59
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
Preparo
Segundo Baxter (2000), as dietas podem ser preparadas artesanalmente, em domicílio 
ou no hospital, ou podem ser industrializadas que, por sua vez, apresentam-se na forma 
de pó (para reconstituição), semiprontas ou prontas para uso (sistema fechado).
 » Dietas caseiras: os alimentos com ou sem módulos são preparados 
e homogeneizados artesanalmente em domicílio ou no hospital. Em 
princípio, a dieta caseira custa menos que a dieta industrializada, mas 
como apresenta instabilidade organoléptica e não tem composição 
nutricional definida nem controle microbiológico rigoroso, o risco de 
oferecer este tipo de dieta para o paciente deve ser bem avaliado.
 » Dietas industrializadas em pó (para reconstituição): são acondicionadas 
em latas ou pacotes hermeticamente fechados. Possuem composição 
nutricional definida e estabilidade bromatológica e microbiológica, 
portanto são indicadas para dietas especializadas por permitir 
alterações no volume e na concentração da fórmula. Por necessitar ser 
reconstituído com água ou outro líquido, apresenta risco de contaminação 
microbiológica.
 » Dietas industrializadas semiprontas para uso: apresentam-se 
industrialmente reconstituídas em latas ou frascos, mas necessitam ser 
transferidas para as bolsas ou frascos de administração da dieta enteral. 
Necessitam de menor tempo de preparo, mas não permitem alterações em 
sua formulação. Apesar da mínima manipulação, aindahá possibilidade 
de contaminação microbiológica.
 » Dietas industrializadas prontas para uso: apresentam-se envasadas 
em frascos ou bolsas prontas para serem acopladas no equipo (sistema 
fechado). Por serem prontas para uso, não permitem alteração da fórmula. 
Como não necessitam de manipulação prévia, o risco de contaminação 
microbiológica é mínimo.
Administração
As dietas enterais podem ser administradas por infusão contínua ou intermitente, que 
por sua vez, pode ser feita de forma gravitacional ou em bolo.
60
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
O volume da dieta enteral deve aumentar gradativamente a cada 24 ou 48 horas, 
dependendo da tolerância do paciente, até atingir o volume necessário equivalente as 
necessidades nutricionais.
A infusão contínua da dieta enteral utiliza preferencialmente a bomba de infusão e pode 
ser administrada tanto no estômago como no duodeno e jejuno. Este método também 
deve progredir gradativamente, caso não surjam efeitos colaterais.
No método intermitente gravitacional, a administração “gota a gota” da dieta enteral 
dura cerca de 30 a 60 minutos (com ou sem o auxílio de bomba de infusão), com 
intervalo de 3 a 4 horas, dependendo da tolerância do paciente.
A infusão em bolo é feita com seringa por no mínimo 15 a 30 minutos. A indicação 
deste método depende da tolerância gastrintestinal do paciente, sendo melhor tolerada 
quando a sonda estiver posicionada no estômago.
Cabe lembrar que o resíduo gástrico deve ser verificado antes do início de cada dieta. Se 
o resíduo gástrico for maior que 50% do volume anteriormente administrado, o horário 
da dieta subsequente deverá ser postergado. Recomenda-se o reposicionamento da 
sonda para região pós-pilórica se a gastroparesia persistir.
Complicações
As complicações da Terapia Nutricional Enteral em pacientes idosos não diferem das 
complicações encontradas em pacientes mais jovens. Mais frequentemente ocorrem 
intercorrências de origem mecânica (obstrução e mudança de posição da sonda) ou 
digestiva (diarreia, constipação etc.).
Considera-se diarreia a ocorrência de três ou mais evacuações líquidas por dia. Apesar 
de a etiologia da diarreia ser multifatorial, o uso de dieta enteral adicionada de fibras ou 
fórmulas que já contenham fibras tem sido associado com a diminuição da ocorrência 
de complicações intestinais, principalmente a diarreia.
As complicações da Terapia Nutricional Enteral podem ser classificadas, segundo 
Vasconcelos (2002, p. 388):
Gastrintestinais: náuseas, vômitos, estase gástrica, refluxo gastroesofágico, 
distensão abdominal, cólicas, empachamento, flatulência, diarréia/
obstipação. Metabólicas: hiperhidratação/desidratação, hiperglicemia/
hipoglicemia, anormalidades de eletrólitos e elementos-traços, alterações 
da função hepática.Mecânicas: erosão nasal e necrose, abscesso septonasal, 
sinusite aguda, rouquidão, otite, faringite, esofagite, ulceração esofágica, 
61
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
estenose, fístula traqueoesofágica, ruptura de varizes esofágicas, obstrução 
da sonda, saída ou migração acidental da sonda.
Infecciosas: gastroenterocolites por contaminação microbiana no preparo, nos 
utensílios e administração da fórmula.
Respiratórias: aspiração pulmonar com síndrome de Mendelson (pneumonia 
química) ou pneumonia infecciosa.
Psicológicas: ansiedade depressão, falta de estímulo ao paladar, monotonia 
alimentar, insociabilidade, inatividade.
Monitoramento
Uma vez observados todos os itens acima, o monitoramento faz-se necessário para 
acompanhar a evolução da aceitação, minimizar possíveis complicações e garantir o 
sucesso da Terapia Nutricional Enteral.
A Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e a Associação Brasileira de 
Nutrologia (2011), em sua diretriz sobre administração e monitoramento da Terapia 
Nutricional, recomendam as seguintes medidas para a prevenção de intercorrências 
durante a vigência da Terapia Nutricional Enteral.
 » A melhor medida de prevenção de obstrução do dispositivo é irrigação da 
sonda com 20 a 30 mL de água potável antes e depois de cada administração 
(se infusão intermitente) ou a cada 4 a 6 horas (se for infusão contínua). 
Recomenda-se, também, lavar a sonda após a verificação do resíduo 
gástrico e antes e depois de administrar medicamentos.
 » Recomenda-se a utilização de dietas industrializadas e a troca periódica 
dos dispositivos para prevenção de contaminação do sistema da nutrição 
enteral. A utilização de sonda com duas vias previne a desconexão do 
sistema para irrigar a sonda ou administrar medicamentos.
 » Para garantir a segurança e a eficácia na administração da dieta enteral, 
devem ser observados rotineiramente aspectos relacionados à dieta 
(formulação, volume, densidade, data do preparo, data de validade, 
acondicionamento, entre outros) e ao paciente (nome e leito do paciente 
no frasco, tipo de dieta, via de acesso, posição da sonda, horário e tempo 
de administração).
62
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
 » Para prevenção de broncoaspiração, recomenda-se elevar a cabeceira 
da cama a 30° graus, avaliar a tolerância e o posicionamento da sonda, 
reposicionar a sonda para região pós-pilórica (se necessário), administrar 
a dieta por infusão contínua, entre outros.
A Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, em conjunto com a 
Associação Brasileira de Nutrologia (2011), publicou recomendações essenciais 
para a administração e o monitoramento da Terapia Nutricional. A diretriz está 
disponível no endereço indicado a seguir:
<http://www.projetodiretrizes.org.br/9_volume/terapia_nutricional_
administracao_e_monitoramento.pdf>.
63
CAPÍTULO 2
Terapia Nutricional Parenteral
O trato gastrointestinal deve ser utilizado sempre que estiver funcionando! Caso 
contrário, você pode optar por outra via de acesso.
Antes de iniciarmos os estudos da Terapia Nutricional Parenteral, convido todos 
a refletir sobre os questionamentos médicos e éticos propostos Sobotka (2009).
Cabe lembrar que estas questões também são abordadas antes da instituição 
da Terapia Nutricional Enteral e são importantes para a indicar se a prescrição da 
Terapia Nutricional realmente beneficiará o paciente.
 » O paciente encontra-se numa condição que se beneficia da nutrição 
parenteral?
 » A nutrição parenteral melhora os resultados e/ou acelera a 
recuperação?
 » A nutrição parenteral pode manter ou melhorar a qualidade vida e o 
bem-estar do paciente com doença incurável?
 » Os benefícios esperados superam os potenciais riscos da nutrição 
parenteral?
 » A nutrição parenteral é de vontade expressa ou presumida do paciente 
ou, se incapaz, de seu representante legal?
 » Os recursos disponíveis são suficientes para administração apropriada 
da nutrição parenteral?
 » A mudança do estilo de vida decorrente da administração da nutrição 
parenteral prolongada (institucional ou domiciliar) beneficiará o 
paciente?
 » Se a nutrição parenteral prolongada implica em diferente situação de 
vida, o paciente se beneficiará disto?
(tradução nossa)
64
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
Cabe lembrar que a Terapia Nutricional Parenteral é menos justificável do que 
a Terapia Nutricional Oral e Enteral em idosos. Cabe lembrar, também, que a 
Terapia Nutricional Parenteral apresenta maior risco de complicações. Portanto, 
sempre que possível, as vias oral e/ou enteral devem ser indicadas.
Indicações
Quando a Terapia Nutricional Parenteral é indicada em idosos? 
Segundo a Sobotka (2009), a Terapia Nutricional Parenteral pode melhorar o estado 
nutricional do idoso quando:
 » O idoso não alcançar as necessidades nutricionais por via enteral.
 » A Terapia Nutricional Enteral for contraindicada ou pouco tolerada pelo 
idoso.
 » O idoso estiver de jejum por mais de 3 dias por impossibilidade de 
alimentar-se por via oral ou enteral ou se a ingestão oral ou enteral for 
insuficiente por mais de 7 a 10 dias.
Na indicação da Terapia Nutricional Parenteral, considera-seque:
 » A Terapia Nutricional Parenteral é segura e eficaz, desde que instituída e 
monitorada por uma equipe multiprofissional experiente.
 » A idade não pode ser considerada um fator de exclusão para o recebimento 
da Terapia Nutricional Parenteral.
 » A instituição da Terapia Nutricional Parenteral não justifica a sedação 
farmacológica ou restrição física do idoso ao leito.
Cabe lembrar que a Terapia Nutricional Parenteral deve ser suspensa logo que o trato 
gastrintestinal for restaurado. No entanto, a transição deve ser gradativa até que o trato 
gastrintestinal se readapte ao processo digestivo e até que o idoso seja capaz de alcançar 
pelo menos 60% das necessidades nutricionais por via oral.
Acessos
Segundo a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e a Associação 
Brasileira de Nutrologia (2011), o tipo e a localização do acesso venoso depende da 
65
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
composição, da concentração e do volume da solução, bem como da previsão do tempo 
de duração da Terapia Nutricional Parenteral.
Sendo assim, os seguintes critérios são adotados para a escolha do cateter venoso:
 » Condições clínicas do paciente (história do acesso vascular, anatomia 
venosa, estado de coagulação).
 » Duração da Terapia Nutricional Parenteral.
 » Local onde a Terapia Nutricional Parenteral será administrada 
(instituição, domicílio etc.).
A Terapia Nutricional Parenteral é considerada de curta duração quando é prescrita 
por um período de até 15 dias. Neste caso, recomenda-se o acesso venoso periférico e, 
por conseguinte, soluções com osmolaridade de até 850 mOsm/L em idosos.
Apesar de o acesso venoso periférico permitir a infusão apenas de solução de baixa 
osmolaridade, esta via também é indicada quando há extrema dificuldade de acesso 
central ou para aqueles que não alcançam as necessidades nutricionais pela via 
gastrintestinal e precisam complementar os requerimentos nutricionais por um curto 
período de tempo.
Por outro lado, para a Terapia Nutricional Parenteral prolongada (com duração maior 
que 15 dias), recomenda-se o acesso venoso central. Soluções hiperosmolares podem 
ser administradas pelo acesso venoso central devido ao alto fluxo sanguíneo.
As veias subclávia, jugular e femoral são utilizadas para acesso venoso central, mas 
a veia subclávia é a mais recomendada por conferir menor taxa de infecção e maior 
mobilidade ao paciente. A inserção deve ser realizada por médico cirurgião treinado.
O cateter central de inserção periférica (PICC) é bastante utilizado em neonatologia e 
pediatria, mas também é indicado para Terapia Nutricional Domiciliar. Este tipo de 
cateter é introduzido perifericamente pelas veias cefálica, basílica ou cubital média até 
a veia cava superior (na extremidade distal). O procedimento pode ser realizado por 
uma enfermeira capacitada.
Já os cateteres semi-implantados ou totalmente implantados (porth-o-cath) são 
indicados para Terapia Nutricional Parenteral prolongada. O cateter semi-implatantado 
é indicado para pacientes que recebem Terapia Nutricional Parenteral em domicílio 
por longo período de tempo, enquanto o cateter totalmente implantado (porth-o-cath) 
é indicado principalmente para quimioterapia, sendo menos utilizado para Terapia 
Nutricional Parenteral.
66
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
Cabe lembrar que tanto a Terapia Nutricional Parenteral por via periférica quanto a 
Terapia Nutricional Parenteral por via central podem ser indicada com segurança para 
o paciente idoso, segundo Sobotka (2009).
É altamente recomendável a confirmação do posicionamento da extremidade distal do 
cateter por radiografia do tórax antes do início da administração da Terapia Nutricional 
Parenteral. 
É importante ressaltar que a via de acesso da Terapia Nutricional Parenteral deve ser 
exclusiva, inclusive em caso de cateteres com múltiplos lúmens. Contudo, se houver 
necessidade de utilizar a via de acesso da Terapia Nutricional Parenteral para qualquer 
outro fim, deve-se haver o consentimento prévio da equipe multiprofissional de terapia 
nutricional (EMTN).
A figura 13 apresenta os locais possíveis de acesso venoso temporário (no hospital) e a 
figura 14 apresenta os acessos venosos mais apropriados em longo prazo.
O quadro 12 apresenta os diferentes tipos de cateteres venosos indicados para Terapia 
Nutricional Parenteral.
Quadro 12. Cateteres venosos indicados para Terapia Nutricional Parenteral.
Tipo de cateter Descrição Indicação
Cateter periférico. Cateter periférico inserido por “scalp”.
Somente nutrição parenteral periférica 
(concentração de dextrose: até 10%).
Somente nutrição parenteral de curta duração (< 
15 dias).
Cateter central de inserção 
periférica.
Cateter central inserido por via percutânea das veias cefálica, 
basílica ou cubital média até a veia cava superior.
Nutrição parenteral prolongada ou de curta 
duração.
Cateter semi-implantável.
Segmento venoso é inserido por punção da veia subclávia ou 
dissecção da veia cefálica no setor deltapeitoral.
Segmento subcutâneo é exteriorizado após tunelização 
subcutânea na região paraesternal na região do mamilo.
Nutrição parenteral prolongada.
Nutrição parenteral domiciliar.
Cateter totalmente implantável 
(port-o-caht)
Introduzido com a mesma técnica do cateter semi-implantável.
Cateter central com câmara totalmente implantável.
Mais usado para quimioterapia.
Menos usado para nutrição parenteral.
 
Fonte: Weckwerth e Ireton-Jones (1998), citado por Shronts (2000, p. 959).
Reitera-se que, para saber mais detalhes sobre o que a Sociedade Brasileira 
de Nutrição Parenteral e Enteral e a Associação Brasileira de Nutrologia (2011) 
dizem sobre os acessos para Terapia Nutricional, acesse a publicação disponível 
no endereço indicado abaixo:
<http://www.projetodiretrizes.org.br/9_volume/acessos_para_terapia_de_
nutricao_parenteral_e_enteral.pdf>.
67
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
Figura 13. Locais possíveis de acesso venoso temporário.
Fonte: <http://www.clevelandclinicmeded.com/medicalpubs/diseasemanagement/gastroenterology/principles-of-nutrition-
support/>. Acessado 23 de dezembro de 2015.
68
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
Figura 14. Acessos venosos mais apropriados em longo prazo.
Fonte: <http://www.clevelandclinicmeded.com/medicalpubs/diseasemanagement/gastroenterology/principles-of-nutrition-
support/>. Acessado 23 de dezembro de 2015.
Composição
Da mesma forma que a dieta enteral, todos os nutrientes essenciais para manutenção da 
vida devem compor a solução parenteral em quantidades adequadas às necessidades do 
paciente per se e à sua condição clínica. São eles: aminoácidos, carboidratos, lipídios, 
eletrólitos, vitaminas, minerais, elementos-traço e água.
69
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
É importante destacar que a composição da solução parenteral pode ser modificada 
conforme as alterações das condições clínicas do paciente no decurso de seu tratamento. 
Existem formulações padronizadas para adultos, mas estas devem ser indicadas 
somente para pacientes metabolicamente estáveis.
Ademais, pode-se adicionar insulina na solução parenteral, porém a sua concentração 
depende de um rigoroso e rotineiro controle glicêmico do paciente. A heparina também 
pode ser acrescenta à solução parenteral como medida profilática de trombose.
Administração
A Resolução RDC no 45, de 12 de março de 2003, que dispõe sobre o Regulamento 
Técnico de Boas Práticas de Utilização das Soluções Parenterais (SP) em Serviços 
de Saúde, está disponível na íntegra no endereço indicado como sugestão de 
leitura complementar:
<http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/e8e87900474597449fc2df3fbc4c6735/
RDC+N.º+45%2C+DE+12+DE+MARÇO+DE+2003.pdf?MOD=AJPERES>.
A Terapia Nutricional Parenteral é administrada de forma contínua ou cíclica. A infusão 
contínua, geralmente, é praticada no ambiente hospitalar. Por outro lado, a infusão 
cíclica geralmente é indicada para pacientes em atendimento domiciliar. A infusão 
cíclica noturnapermite uma maior mobilidade do paciente durante o dia. Além disto, a 
infusão cíclica aproxima-se mais do padrão alimentar normal do que a infusão contínua.
Cabe lembrar que o uso de bombas de infusão garante a administração segura e eficaz 
da solução parenteral, pois controla, rigorosamente, o fluxo da solução prescrita, além 
de indicar a presença de ar no sistema, alterações da pressão do equipo, entre outros.
Complicações
Segundo Sobotka (2009), as complicações da Terapia Nutricional Parenteral em idosos 
não diferem das complicações encontradas em outras idades, mas está intimamente 
ligadas as comorbidades que os idosos apresentam com maior frequência.
Ainda segundo Sobotka (2009), a resistência à insulina, hiperglicemia, declínio das 
funções cardíacas e renais, além da iminência de deficiência de micronutrientes 
constituem as principais alterações metabólicas que acometem os idosos em uso de 
Terapia Nutricional Parenteral.
70
UNIDADE III │TERAPIA NUTRICIONAL
A prevalência de resistência à insulina e diabetes aumenta com o avançar da idade. 
Deste modo, hiperglicemia é considerada umas das complicações mais comuns em 
idosos que recebem Terapia Nutricional Parenteral. Neste caso, pode-se aumentar o 
conteúdo de lipídios na fórmula até 50% da ingestão energética total.
Também é comum que os idosos sejam acometidos por doenças cardíacas e renais. Neste 
caso, a formulação da solução parenteral, no caso de pacientes idosos com prejuízo das 
funções cardíacas e renais, deve ter restrição de fluidos e sódio.
A deficiência de vitaminas, minerais e elementos-traço é comum de se encontrar na 
população idosa por causa de ingestão alimentar inaquedada e/ou insuficiente ou 
porque a doença apresenta alta demanda. Neste caso, estes componentes devem compor 
a solução parenteral desde o início do tratamento com a finalidade de corrigir a falta.
A sepse é a principal complicação relacionada ao cateter e está associada com aumento 
da mortalidade e dos custos dos serviços de saúde. A prevenção deste tipo de infecção 
se faz pelo rigoroso controle asséptico do cateter.
Monitoramento
Quando houver suspeita de infecção relacionada ao cateter, deve-se verificar a presença 
de hiperemia, exsudato ou sensibilidade ao toque ou manipulação. Se o resultado da 
cultura sanguínea central e periférica for positivo, deve-se introduzir a antibioticoterapia 
e, se for positivo para fungos, o cateter deve ser removido.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, em conjunto com a 
Associação Brasileira de Nutrologia (2011), rotineiramente, o local do cateter é limpo 
com solução fisiológica (cloreto de sódio a 0,9%) e, se não houver anormalidades, a 
antissepsia local é feita com álcool isopropil a 70% ou gliconato de clorexedina a 2%.
Em seguida, o curativo oclusivo é feito com gaze e fita adesiva hipoalergênica ou com 
filme transparente semipermeável aplicado diretamente sobre o cateter e a pele. O filme 
semipermeável, por ser transparente, permite a visualização do local.
O curativo é trocado a cada 48 horas, ou mais frequentemente, se houver presença de 
sujidade, secreção ou umidade. Já o filme transparente semipermeável pode ser trocado 
a cada 5 a 7 dias, conforme condições do local e orientações do fabricante.
Cabe lembrar que baixas doses de anticoagulantes são usados em cateteres de longa 
permanência para prevenção de tromboembolismo, enquanto antimicrobianos são 
usados para reduzir infecções em cateteres centrais de curta duração.
71
TERAPIA NUTRICIONAL│ UNIDADE III
Reitera-se que a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral, em conjunto 
com a Associação Brasileira de Nutrologia (2011), publicou recomendações 
essenciais para a administração e o monitoramento da Terapia Nutricional. A 
diretriz está disponível no endereço indicado:
<http://www.projetodiretrizes.org.br/9_volume/terapia_nutricional_
administracao_e_monitoramento.pdf>.
72
UNIDADE IV
TERAPIA 
NUTRICIONAL 
DOMICILIAR
Conforme comentado nos capítulos anteriores, os idosos hospitalizados, em 
especial os desnutridos, apresentam maior índice de mortalidade. Entretanto, 
uma parte destes pacientes terá alta hospitalar e retornará as suas atividades 
habituais ou necessitará de cuidados clínicos e nutricionais em domicílio.
Neste caso, a Terapia Nutricional Domiciliar permitirá que o paciente continue 
o tratamento nutricional no ambiente familiar restituindo assim o idoso ao 
convívio familiar, além de reduzir custos e o tempo de internação hospitalar.
CAPÍTULO 1
Critérios de seleção e indicações
Conceitos
Conforme a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e a Associação 
Brasileira de Nutrologia (2011), a Terapia Nutricional Domiciliar é definida como 
assistência clínica e nutricional (oral, enteral e/ou parenteral) ao paciente em 
seu domicílio com o objetivo de manter ou recuperar a saúde, a funcionalidade e a 
comodidade do paciente.
Em curto prazo, a Terapia Nutricional Domiciliar pode atenuar a progressão da doença 
e da desnutrição, além de promover a cicatrização de feridas e, em longo prazo, a 
Terapia Nutricional Domiciliar pode promover melhora do estado nutricional e das 
capacidades físicas e mentais do idoso.
É importante ressaltar que a Terapia Nutricional Domiciliar depende da atuação 
integrada de uma equipe multiprofissional de terapia nutricional (EMTN) composta 
por médico, enfermeiro, nutricionista e farmacêutico.
73
TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR│ UNIDADE IV
Quando bem planejada e monitorada pela equipe multiprofissional, a Terapia 
Nutricional Domiciliar apresenta melhor custo-benefício quando comparada à Terapia 
Nutricional praticada no ambiente hospitalar.
A diminuição da frequência de reinternação hospitalar, bem como a melhora da 
qualidade de vida do paciente e de sua família, são indicadores de qualidade da atenção 
domiciliar.
Critérios de seleção
De maneira geral, os pacientes com indicação de Terapia Nutricional Domiciliar são 
identificados no hospital. No entanto, os pacientes ambulatoriais ou provenientes 
de consultórios ou clínicas médicas também podem ser avaliados para receberem 
atendimento nutricional em domicílio.
Assim que a equipe multiprofissional de terapia nutricional (EMTN) identificar o 
paciente com indicação de cuidados nutricionais em domicílio durante a internação 
hospitalar, ela deverá avaliar a elegibilidade da Terapia Nutricional Domiciliar antes da 
transferência para o domicílio.
Neste caso, quais são os requisitos mínimos para a aprovação da Terapia Nutricional 
Domiciliar?
Segundo a diretriz sobre Terapia Nutricional Domiciliar publicada pela Sociedade 
Brasileira de Nutrição Parenteral e Associação Brasileira de Nutrologia e Associação 
Brasileira de Nutrologia (2011), a aprovação da Terapia Domiciliar depende pelo menos 
de uma tríade de fatores: paciente, cuidador e ambiente domiciliar.
 » O paciente deve apresentar estabilidade hemodinâmica e metabólica, 
ou seja, o paciente deve apresentar condição clínica que permita a 
continuidade do tratamento em domicílio.
 » O cuidador deve ter capacidade para compreender e executar as 
orientações da equipe multiprofissional de terapia nutricional (EMTN) 
de forma correta.
 » O ambiente domiciliar deve ser seguro e ter estrutura adequada para 
que a dieta seja armazenada, manipulada e administrada com higiene. 
Basicamente, o domicílio deve ter, pelo menos, eletricidade, água tratada, 
equipamento de refrigeração e telefone.
74
UNIDADE IV │ TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR
Cabe lembrar que uma fonte pagadora, quer seja pública ou privada, deverá custear os 
procedimentos previstos para a Terapia Nutricional Domiciliar.
Treinamento
É imprescindível que o paciente e os familiares sejam esclarecidos sobre questões 
acerca da Terapia Nutricionial Domiciliar, tais como, indicações da terapia, vantagens e 
desvantagens da terapia, consequências de não aceitar a terapia, risco de complicações 
da terapia, entre outros.
No caso do cuidadorser um membro da família, o treinamento do mesmo deve ser 
iniciado no hospital e continuar no domicílio até que o familiar se sinta competente 
para se responsabilizar pela rotina de cuidados ligados à alimentação do paciente.
Pacientes encaminhados de ambulatórios, consultórios ou clínicas médicas para 
Terapia Nutricional Domicilar sem hospitalização prévia também devem ser preparados 
adequadamente para se adaptar ao novo estilo de vida.
Para que o paciente, familiar e/ou cuidador sejam bem treinados em relação à rotina de 
cuidados ligados à alimentação, as orientações devem ser claras e precisas conforme o 
seu grau de escolaridade e as intervenções devem ser praticadas de forma padronizada 
pela equipe multiprofissional de terapia nutricional (EMTN).
De maneira geral, paciente, familiares e/ou cuidadores envolvidos com a administração 
Terapia Nutricional Enteral Domiciliar devem ser instruídos principalmente sobre:
 » Compra, armazenagem, manipulação e preparo da fórmulas/medicamentos.
 » Cuidados com o acesso enteral.
 » Cuidados para prevenção de deslocamento e obstrução da sonda enteral.
 » Método de administração e, se houver, operação da bomba de infusão.
 » Reconhecimento de complicações.
Já o treinamento dos pacientes, familiares e/ou cuidadores que administram a Terapia 
Nutricional Parenteral Domiciliar envolve especialmente:
 » Técnica de assepsia.
 » Acesso aos cateteres implantáveis, se for o caso.
75
TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR│ UNIDADE IV
 » Preparação e administração de fórmulas parenterais.
 » Certificação da dieta prescrita versus administrada.
 » Reconhecimento de complicações, em especial de distúrbios metabólicos.
Essas orientações, segundo Shronts (2000), devem ser passadas de forma verbal e 
escrita e seguidas de demonstrações práticas. As visitas devem ser repetidas até que o 
paciente, familiar e/ou cuidador sejam capazes de realizar todos os procedimentos com 
exatidão.
Quando os profissionais da equipe multiprofissional de terapia nutricional 
(EMTN) visitam o paciente no domicílio, é importante direcionar a atenção ao 
paciente e especialmente ao familiar que cuida do idoso, porque cabe a ele 
todos os cuidados médicos e principalmente a correta administração da Terapia 
Nutricional prescrita, quando o paciente for funcionalmente dependente.
Segundo Borges (2000), o GANEP, grupo atuante na área desde 1984, considera 
que o êxito da Terapia Nutricional Domiciliar está diretamente associado com 
a conscientização, motivação, educação e treinamento rigoroso do paciente, 
familiar e/ou cuidador.
Conversar abertamente e amparar psicologicamente o paciente e a família são 
ações empáticas que os profissionais devem praticar para compreender as reais 
necessidades do idoso e de sua família com o objetivo de favorecer a qualidade 
de vida e reduzir grande parte da preocupação e da ansiedade que todos possam 
estar vivenciando.
Para a reflexão das questões bioéticas envolvidas no cuidado do idoso em 
domicílio, leia o artigo disponível no endereço indicado abaixo:
<http://www.scielosp.org/pdf/csp/v20n4/13.pdf>.
Indicações
1. Quando a Terapia Nutricional Domiciliar é indicada?
Segundo a Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral e a Associação Brasileira 
de Nutrologia (2011), a Terapia Nutricional Domiciliar, quer seja oral, enteral e/ou 
parenteral, será indicada para dar continuidade ao atendimento nutricional iniciado 
no hospital.
76
UNIDADE IV │ TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR
Sugere-se a consulta da unidade anterior, em que todas as indicações de Terapia 
Nutricional Oral, Enteral e Parenteral em geriatria foram descritas.
De maneira geral, a Terapia Nutricional Enteral Domiciliar é indicada para os pacientes 
com trato gastrinstestinal funcionante e que apresentem condições estruturais e 
funcionais que contraindicam a ingestão oral de alimentos, enquanto a Terapia 
Nuticional Parenteral Domiciliar é indicada para pacientes com trato gastrintestinal 
não funcionante.
2. Quando a Terapia Nutricional Oral é indicada em domicílio?
O uso de suplementos orais no domicílio visa a promoção do estado nutricional do 
idoso por meio do fornecimento adequado de energia e nutrientes, da mesma forma 
que o uso de suplementos orais no hospital.
É interessante comentar que as fórmulas enterais têm sido comumente consumidas por 
via oral com o intuito de aumentar o aporte energético, proteico e de micronutrientes 
dos pacientes, em especial os idosos.
3. Quando a Terapia Nutricional Enteral é indicada em domicílio?
Em domicílio, a Terapia Nutricional Enteral é indicada para manter ou melhorar o 
estado nutricional dos pacientes que não podem se alimentam adequadamente por via 
oral.
Desnutrição, disfagia, doença inflamatória intestinal, enfermidades múltiplas, 
neuropatia, queimadura, quimioterapia e radioterapia são condições que normalmente 
cursam com indicação de Terapia Nutricional Enteral em domicílio.
4. Quando a Terapia Nutricional Parenteral é indicada em domicílio?
A Terapia Nutricional Parenteral é indicada em domicílio para os pacientes 
impossibilitados temporária ou permanentemente de receberem Terapia Nutricional 
Oral ou Enteral.
Cabe lembrar que a indicação da Terapia Nutricional Parenteral em domicílio é 
desafiadora, visto o seu alto custo. Neste caso, o custo-benefício da implantação da 
Terapia Nutricional Parenteral em domicílio deve ser bem avaliado e preciso.
Câncer, doença de Crohn, isquemia mesentérica, síndrome de má absorção, síndrome do 
intestino curto, entre outros, são alguns exemplos de indicação de Terapia Nutricional 
Parenteral em domicilio.
77
TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR│ UNIDADE IV
Recomendações para o idoso
Segundo Teixeira da Silva (2000), a necessidade energética do idoso pode ser calculada 
conforme a equação de Harris-Benedict (1919) descrita a seguir e ajustada conforme a 
faixa etária (quadro 13).
Fórmula de Harris-Benedict para homens:
66,437 + (5,0033 x altura [cm]) + (13,7516 x peso [kg]) – (6,755 x idade [anos])
Fórmula de Harris-Benedict para mulheres:
655,0955 + (1,8496 x altura [cm]) + (9,5634 x peso [kg]) – (4,6756 x idade [anos])
Quadro 13. Modificação da necessidade calórica de acordo com faixa etária (Recommended Dietary 
Allowances – RDA, 1980).
Faixa etária Redução da necessidade calórica Desconto diário em calorias
51 a 75 anos 10%
Homens: - 200
Mulheres: - 200
A partir de 76 anos 20 a 25%
Homens: - 500
Mulheres: - 400
 
Fonte: Teixeira da Silva (2000, p. 1005).
Apesar de ocorrer diminuição da massa magra e da atividade física, a necessidade de 
proteínas não diminui com o avançar da idade. Conforme mencionado no capítulo 1 
da unidade III, segundo Deutz (2014), recomenda-se de 1,0 a 1,2 g de proteína/por Kg 
de peso corporal/por dia para idosos saudáveis e de 1,2 a 1,5 g e proteínas/Kg de peso 
corporal/por dia para os idosos com doenças agudas ou crônicas. Menores ou maiores 
recomendações são restritas à situações críticas.
Ademais, conforme mencionado no capítulo 1 da unidade I, segundo Teixeira da Silva 
(2000), a necessidade hídrica do idoso é de 1 mL/Kcal ingerido ou 30 mL/Kg de peso 
corporal. Cabe lembrar que o idoso apresenta diminuição da sensação de sede que, por 
sua vez, pode contribuir para a desidratação.
78
CAPÍTULO 2
Administração e monitoramento
Acessos
1. Quais são os critérios a serem considerados na escolha do acesso enteral 
em domicílio?
O acesso da Terapia Nutricional Enteral em domicílio pode ser feito por sonda 
nasoenteral (nasogástrica ou nasojejunal) ou estomias (gastrostomia ou jejunostomia).
Fatores como diagnóstico clínico, previsão de duração da terapia, funcionalidade do trato 
gastrintestinal e preferência do paciente e de seus familiares devem ser considerados 
no momento da escolha da via de acesso.
Além disso, o conhecimento sobre as características dos dispositivos enterais é 
fundamental para o sucesso da Terapia Nutricional Domiciliar. As técnicas de inserção e 
os tipos dos dispositivosenterais já foram descritas na unidade III do presente caderno 
de estudos e pesquisa.
Segundo Shronts (2000), as sondas nasoentéricas são preferencialmente utilizadas 
para Terapia Nutricional de curto prazo. Contudo, se as sondas nasoentéricas forem 
utilizadas para Terapia Nutricional de longo prazo, recomenda-se a troca periódica do 
dispositivo para evitar a erosão da nasofaringe e/ou desintegração da sonda.
A sonda nasogástrica apresenta baixo risco de colocação, é fácil de ser removida, mas 
a confirmação do posicionamento da sonda é difícil de ser realizada fora do hospital, 
além de se deslocar com facilidade.
Basicamente, a sonda nasojejunal apresenta as mesmas vantagens e desvantagens da 
sonda nasogástrica, mas não é recomendada para pacientes que recebem alimentação 
em bolo com seringa ou alimentação por infusão gravitacional rápida, pois não é bem 
tolerada. Por outro lado, a acesso jejunal beneficia pacientes com risco aumentado de 
aspiração.
O quadro 14 apresenta os diferentes tipos de sonda enterais e suas principais vantagens 
e desvantagens.
79
TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR│ UNIDADE IV
Quadro 14. Vantagens e desvantagens dos dispositivos de acesso enteral.
Tipo de sonda Vantagens Desvantagens
Nasogástrica.
Baixo risco de colocação.
Fácil remoção.
Colocação difícil de verificar fora do hospital.
Facilmente deslocada por tosse ou vômito.
Nasojejunal.
Baixo risco de colocação.
Fácil remoção.
Permite alimentação de curta duração.
Colocação difícil de verificar fora do hospital.
Facilmente deslocada por tosse ou vômito.
Alimentação em bolo pouco tolerada.
Gastrostomia endoscópica 
apercutânea.
Colocação sem anestesia geral.
Melhor imagem corporal que sonda nasoenteral.
Permite aspiração de resíduos.
Usável dentro de horas após a colocação.
Requer procedimentos invasivos.
Remoção pode necessitar de endoscopia.
Pode ocorrer irritação de pele ou infecção.
Risco de aspiração com alimentação em bolo e mau 
reflexo de engasgo.
Gastrostomia cirúrgica.
Melhor imagem corporal que sonda nasoenteral
Permite aspiração de resíduos
Colocação requer procedimento cirúrgico.
Pode ocorrer irritação de pele ou infecção.
Risco de aspiração com alimentação em bolo e mau 
reflexo de engasgo.
Gastrostomia de baixo perfil.
Melhor imagem corporal que sonda nasoenteral.
Permite aspiração de resíduos.
Admite paciente ativo.
Mais caro do que sondas convencionais.
Tamanho e comprimento devem ser precisamente 
medidos ou podem ocorrer desconforto e vazamento.
Jejunostomia cirúrgica.
Melhor imagem corporal que sonda nasoenteral.
Permite acesso abaixo de obstruções ou fístulas.
Colocação requer procedimento cirúrgico.
Pode ocorrer irritação de pele ou infecção.
Alimentação em bolo pouco tolerada.
Difícil de substituir.
 
Fonte: Weckwerth e Ireton-Jones (1998), citado por Shronts (2000, p. 957).
2. Quais são os critérios a serem considerados na escolha do acesso venoso?
Logo que a implantação da Terapia Nutricional Parenteral for indicada em domicílio, o 
tipo de acesso venoso deve, por conseguinte, ser determinado. Se a Terapia Nutricional 
Parenteral for de curta duração, opta-se pelo acesso venoso periférico, mas se a duração 
da Terapia Nutricional Parenteral passar de 15 dias, opta-se então pelo acesso venoso 
central.
O acesso venoso central é frequentemente praticado por um médico durante a 
hospitalização, mas há casos que o cateter é introduzido após a alta hospitalar em centro 
cirúrgico. As descrições das vias de acesso venoso central e periférico foram explanadas 
anteriormente, no presente caderno de estudos e de pesquisa.
Cabe lembrar que os cateteres semi-implantados ou totalmente implantados são mais 
fáceis para pacientes, familiares e/ou cuidadores manusearem e estão menos associados 
com complicações infecciosas quando comparados com os cateteres centrais de inserção 
periférica (PICC).
80
UNIDADE IV │ TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR
No entanto, se a Terapia Nutricional Parenteral for de curta duração (menos que 15 
dias), os cateteres centrais de inserção periférica (PICC) podem ser utilizados. Estes 
podem ser introduzidos no domicílio por um enfermeiro capacitado sem a necessidade 
de procedimento cirúrgico.
Fórmulas e soluções
1. Como selecionar as fórmulas enterais em domicílio?
As principais vantagens das dietas industrializadas em comparação as dietas artesanais 
são: composição nutricional estabelecida e maior controle microbiológico.
O mercado atual oferece grande variedade de fórmulas enterais. Contudo, a escolha da 
fórmula enteral que será utilizada em domicílio pelo idoso deve se basear primariamente 
nas necessidades nutricionais do paciente, na doença de base, na tolerância intestinal 
e na via de acesso.
Pacientes idosos se beneficiam com o uso de fórmulas enterais com alta densidade 
calórica e que contenham fibras alimentares, porém o custo, disponibilidade e facilidade 
de uso da dieta industrializada também pode influenciar a escolha da fórmula enteral.
2. Como selecionar os componentes da solução parenteral em domicílio?
É importante enfatizar que a Terapia Nutricional Parenteral é composta por diferentes 
tipos de nutrientes: proteínas, carboidratos, lipídios, eletrólitos, vitaminas, elementos-
traço e água.
Para que a solução parenteral seja mais adequada possível para cada paciente, é necessário 
fazer uma avaliação prévia dos exames laboratoriais de macro e micronutrientes, da 
função hepática e do hemograma completo.
 » Proteínas: aminoácidos cristalinos devem estar presentes nas formulações 
parenterais de forma individualizada conforme a necessidade e tolerância 
do paciente. Medidas subjetivas como progressão da cicatrização e 
aumento da massa corpórea podem estimar a adequação da quantidade 
de proteína.
 » Carboidratos: dextrose é a principal fonte de carboidrato e de energia 
na maioria das formulações parenterais, mas a concentração a ser 
administrada depende especialmente da via de administração, da razão 
entre calorias totais e nitrogênio e da tolerância à glicose. O aporte 
de dextrose pode ser reduzido no caso de pacientes críticos e/ou com 
81
TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR│ UNIDADE IV
diabetes que cursam com hiperglicemia. Neste caso, as calorias derivadas 
dos lipídios devem substituir as calorias derivadas dos carboidratos.
 » Lipídios: emulsões lipídicas são fontes concentradas de energia infundidas 
intravenosamente. As emulsões lipídicas podem ser misturadas à 
formulação parenteral baseada em glicose ou administradas de forma 
isolada. Quando a emulsão lipídica é misturada à solução parenteral 
baseada em glicose, a solução torna-se menos estável. Cabe lembrar que 
a infusão de emulsões lipídicas previne a deficiência de ácidos graxos 
essenciais e, se conterem ácidos graxos poliinsaturados do tipo ômega-3, 
podem favorecer o sistema anti-inflamatório.
 » Eletrólitos: sódio, potássio, cloro, magnésio, cálcio, fósforo, entre outros 
são prescritos em concentrações variadas dependendo das condições 
específicas de cada paciente para manutenção do equilíbrio hídrico e 
eletrolítico do organismo.
 » Vitaminas e elementos-traço: estes micronutrientes devem ser 
administrados nas formulações parenterais tanto de pacientes eutróficos 
quanto de pacientes desnutridos para prevenção de sua deficiência.
Administração
1. Quais as técnicas de administração da Terapia Nutricional Enteral em 
domicílio?
Segundo Shronts (2000), há 3 maneiras de se administrar a Terapia Nutricional Enteral 
em domicílio: por infusão contínua, infusão gravitacional intermitente ou infusão em 
bolo.
 » Infusão contínua: administração de fórmula a uma velocidade constante. 
O tempo de infusão deve ser limitado de 10 a 14 horas. A infusão noturna 
facilita as realizações de atividades diurnas e o convívio familiar. Requer, 
mas não obrigada, a utilização de bomba de infusão. É possível administrar 
a fórmula continuamente sem a bomba de infusão, mas esse controle 
do fluxo é muito difícil de ser obtido.Recomendado para os pacientes 
com acesso intestinal, pois minimiza complicações gastrintestinais como 
cólicas e diarreia. 
 » Infusão gravitacional intermitente: administração de fórmula de forma 
intermitente (3 a 6 ou mais vezes) durante 30 a 60 minutos. Não requer, 
82
UNIDADE IV │ TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR
mas não exclui a utilização de bomba de infusão. Geralmente, é a via de 
administração mais utilizada em domicílio, porém, depende da tolerância 
individual de cada paciente.
 » Infusão em bolo: administração com seringa de um grande volume de 
fórmula em curto período de tempo de forma intermitente (3 a 6 ou 
mais vezes). O volume administrado por seringa é similar ao volume 
administrado por gotejamento gravitacional, porém, é feito de forma 
mais rápida. A infusão em bolo apresenta baixo custo, rapidez no 
procedimento e é considerado mais fisiológico por apresentar similaridade 
com as refeições regulares, entretanto, aumenta o risco de aspiração e 
intolerância intestinal. Não é recomendado para os pacientes com acesso 
intestinal.
Cabe lembrar que a adaptação dos horários de administração da dieta e medicações 
com a rotina da família e da casa facilitarão a aceitação da Terapia Nutricional Enteral 
Domiciliar e os cuidados com paciente.
2. Quais as técnicas de administração da Terapia Nutricional Parenteral em 
domicílio?
Segundo Shronts (2000), a administração da Terapia Nutricional Parenteral é feita de 
forma contínua ou cíclica.
A infusão contínua geralmente é empregada no ambiente hospitalar. Em contrapartida, 
no domicílio, a Terapia Nutricional Parenteral é infundida ciclicamente no período 
noturno. No entanto, é necessário que o paciente tolere um volume maior de solução 
e seja capaz de metabolizar nutrientes, especialmente a glicose, de forma mais rápida. 
Deste modo, pacientes portadores de diabetes, doença renal ou cardiovascular, por 
exemplo, devem avaliar se os benefícios da infusão cíclica suplantam seus malefícios, 
em relação à infusão contínua.
Ademais, a infusão intermitente da Terapia Nutricional Parenteral permite que o 
paciente não dependa da bomba de infusão durante o dia e assim mantenha um estilo e 
qualidade de vida mais próximo ao anterior à doença. Ademais, a infusão intermitente 
da Terapia Nutricional Parenteral é considerada mais fisiológica, pois a secreção de 
enzimas digestiva e hormônios é mais cíclica do que contínua.
Sempre que possível, os horários de infusão da Terapia Nutricional Enteral ou 
Parenteral em domicílio e os horários de visita dos profissionais da equipe 
multiprofissional de terapia nutricional (EMTN) devem ser adaptados à rotina da 
83
TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR│ UNIDADE IV
casa de forma que o idoso possa participar das atividades diárias da família com 
o mínimo de interrupções, como sentar-se a mesa, assistir televisão, receber as 
pessoas que voltam do trabalho ou da escola etc.
Complicações
Cabe lembrar que existem complicações relacionadas à doença de base que podem 
exigir o atendimento imediato da equipe médica e as complicações inerentes à Terapia 
Nutricional Domiciliar que serão descritas a seguir.
Cabe lembrar, também, que a monitorização dos pacientes é fundamental para prevenir 
complicações e consequentemente otimizar a Terapia Nutricional Domiciliar.
1. Quais as complicações da Terapia Nutricional Enteral praticada em 
domicílio?
A saída e obstrução da sonda nasoenteral é a complicação mecânica mais frequente da 
Terapia Nutricional Enteral Domiciliar.
Diarreia e obstipação são as complicações gastrintestinais que mais acometem com os 
pacientes que recebem Terapia Nutricional Enteral em domicílio. 
A adição de fibras ou a escolha de fórmulas com fibras tem se mostrado eficaz para o 
tratamento gastrintestinais como a diarreia.
Se a diarreia for ocasionada por contaminação bacteriana, técnicas de higiene 
apropriadas para armazenagem, manipulação e infusão da fórmula minimizam o risco 
deste tipo de complicação.
Outras causas de diarreia são antibioticoterapia e a administração da fórmula muito 
fria, com alta osmolaridade ou de forma muito rápida.
O quadro 15 apresenta as principais complicações da Terapia Nutricional Enteral em 
domicílio, suas possíveis causas e as medidas de prevenção e intervenção.
Quadro 15. Complicações da Terapia Nutricional Enteral Domiciliar.
Complicação Possíveis causas Prevenção e intervenção
Mecânicas
Retirada acidental da sonda 
nasoenteral ou estomia.
Limpar e fazer curativo oclusivo.
Recolocar a sonda assim que possível.
84
UNIDADE IV │ TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR
Asfixia, engasgo ou tosse 
com sonda nasoenteral.
Deslocamento da sonda.
Confirmar o posicionamento da sonda.
Retirar a sonda, se os sintomas persistirem.
Obstrução da sonda.
Lavagem inadequada.
Aderência de medicamento. 
Diâmetro estreito.
Irrigar com água potável quente.
Irrigar com enzimas pancreáticas.
Aspirar ao conteúdo da sonda com seringa.
Irritação ou infecção do local 
da sonda.
Cuidados assépticos inadequados.
Material da sonda.
Pele sensível.
Limpar o local 1 ou 2 vezes por dia.
Não usar antissépticos repetidamente.
Usar antibióticos tópicos.
Gastrintestinais
Diarreia.
Antibioticoterapia ou drogas indutoras de diarreia.
Contaminação microbiológica.
Velocidade de infusão rápida.
Fórmula muito fria.
Fórmula hiperosmolar
 ou pobre em resíduo.
Identificar drogas laxativas.
Utilizar técnicas higiênicas para manipular a dieta.
Diminuir a velocidade de infusão.
Administrar a dieta em temperatura ambiente.
Optar por fórmula isoosmolar e com fibra.
Obstipação.
Ingestão insuficiente de líquido.
Fórmula pobre em resíduos.
Inatividade.
Medicamentos.
Ingerir mais líquidos.
Adicionar fibra ou optar por fórmula com fibra.
Náusea, vômito.
Volume muito grande.
Velocidade de infusão rápida.
Esvaziamento gástrico ruim.
Gastroparesia.
Diminiur o volume.
Diminuir a velocidade de infusão.
Optar por acesso intestinal Usar drogas pró-
cinéticas.
Borborigmo, cólica, distensão, 
gás.
Velocidade de infusão rápida.
Adaptação à dieta enteral.
Ar dentro da sonda.
Inatividade.
Gastroparesia.
Diminuir a velocidade de infusão.
Retirar todo ar antes de conectar o aparelho à 
sonda.
Optar por fórmula com menos gordura.
Usar drogas pró-cinéticas.
Outras
Aspiração.
Volume muito grande.
Ingestão oral inadequada.
Alimentar-se deitado.
Diminuir o volume.
Diminuir a velocidade de infusão.
Avaliar a mastigação e deglutição.
Optar por acesso intestinal.
Desidratação.
Ingestão insuficiente de líquido.
Perda excessiva de líquido (diarreia, vômito).
Ingerir mais líquidos.
Tratar a diarreia e o vômito.
 
Fonte: Weckwerth e Ireton-Jones (1998) citado por Shronts (2000).
2. Quais as complicações da Terapia Nutricional Parenteral praticada em 
domicílio?
As complicações metabólicas, como alterações de glicemia e de eletrólitos geralmente 
estão associadas com alterações do volume e da concentração dos componentes da 
solução parenteral e/ou são decorrentes da doença.
85
TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR│ UNIDADE IV
A síndrome da realimentação ou síndrome do roubo celular é uma complicação 
metabólica que ocorre em pacientes desnutridos ou cronicamente inapetentes que são 
alimentados com a quantidade necessária para sua existência. Neste caso, a Terapia 
Nutricional deve ser evoluir lentamente, sempre com reposição de fósforo, potássio e 
magnésio baseada em exames laboratoriais diários.
A contaminação do cateter é a principal complicação da Terapia Nutricional Parenteral 
em domicílio associada ao acesso venoso.
A trombose venosa é uma complicação mecânica que pode resultar em oclusão parcial 
ou total do cateter que, por sua vez, aumenta o risco de infecção.
Cabe lembrar que a ocorrência de sepse é menor nos pacientes que recebem a Terapia 
Nutricional Parenteral em domicílio do que nos pacientes que recebem a Terapia 
Nutricional Parenteral no hospital.
Lembre-se de que a dependência do uso de alimentação artificial paraa 
sobrevivência pode repercutir no estilo de vida dos pacientes e de seus familiares 
e, portanto, pode ser considerada uma complicação da Terapia Nutricional 
Domiciliar. Neste caso, fatores como sono, viagens, atividades físicas e atividades 
sociais e de lazer devem ser adaptados a fim de preservar a qualidade vida do 
paciente e de seus familiares. A atuação do psicólogo é fundamental nesta 
situação.
Monitoramento
Todos os pacientes que fazem uso da Terapia Nutricional Domiciliar necessitam 
ser monitorados para que o tratamento alcance os resultados esperados e evite a 
reinternação. As causas mais frequentes da readmissão hospitalar estão relacionadas 
com a doença de base ou nova doença, além de sepse decorrente da infecção do cateter.
O monitoramento reconhece a eficácia terapêutica, os efeitos adversos e as mudanças 
do estado clínico do paciente que, por ventura, possa alterar a indicação da Terapia 
Nutricional Domiciliar.
A transferência da Terapia Nutricional Parenteral para Enteral, da Terapia Nutricional 
Enteral para Oral ou da Terapia Nutricional Parenteral diretamente para Oral depende 
de um monitoramento cuidadoso e minucioso.
O monitoramento deve ser periódico, mas a frequência depende primariamente do 
estado clínico do paciente, da aceitação da Terapia Nutricional e dos cuidados que 
86
UNIDADE IV │ TERAPIA NUTRICIONAL DOMICILIAR
o paciente recebe. Alguns pacientes necessitam inicialmente de visitas diárias que, 
dependendo da evolução, são espaçadas para semanais e posteriormente para mensais.
Os profissionais que acompanham os pacientes tratados em domicílio devem 
estar continuamente atualizados em seus conhecimentos e acompanhar as 
atualizações da legislação pertinente ao assunto para que possam oferecer 
subsídios suficientes para a melhora do quadro clínico e nutricional do paciente. 
Ademais, é imprescindível que os profissionais envolvidos estejam disponíveis 
todos os dias da semana por 24 horas para atender prontamente o paciente.
Para finalizar os nossos estudos em Terapia Nutricional Domiciliar, leiam com 
atenção o “caderno de atenção domiciliar: cuidados em terapia nutricional” 
divulgado recentemente (2015) pelo Departamento de Atenção Básica da 
Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde do Brasil. Destacam-se 
os exemplos de casos de idosos em atendimento domiciliar e a apresentação de 
fórmulas e equações referentes ao peso, à estatura, aos perímetros corporais e 
às pregas cutâneas. Para acessar o material, clique no link: 
<http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/caderno_atencao_
domiciliar_vol3.pdf>.
87
Referências
AMERICAN GERIATRICS SOCIETY ETHICS COMMITTEE AND CLINICAL 
PRACTICE AND MODELS OF CARE COMMITTEE. American Geriatrics Society 
feeding tubes in advanced dementia position statement. J Am Geriatr Soc. 2014 
Aug;62(8):1590-3.
AYELLO, E.A.; BRADEN, B. How and why to do pressure ulcer risk assessment. Adv 
Skin Wound Care. 2002 May-Jun;15(3):125-31; quiz 132-33.
BECKY, Dorner; POSTHAUER, Mary Ellen; THOMAS, David. The Role of Nutrition 
in Pressure Ulcer Prevention and Treatment: National Pressure Ulcer Advisory Panel 
White Paper. National Pressure Ulcer Advisory Panel. 2009.
BAXTER, Yara Carevalli; WAITZBERG, Dan Linetzky; RODRIGUES, Joaquim Gama; 
PINOTTI, Henrique Walter. Critérios de Decisão na Seleção de Dietas Enterais. In: 
WAITZBERG, Dan Linetzky. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática 
Clínica. 3a ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2000. Cap. 41, pp. 659-676.
BORGES, Viviane Chaer; WAITZBERG, Dan Linetzky; TEIXEIRA DA SILVA, Maria 
de Lourdes; BOTTONI, Andrea; CIOSAK, Suely Itsuko; AGUIAR, Joana Ercília; VAN 
AANHOLT, Denise Philomene Joseph; COPPINI, Luciana Zuollo. Nutrição Domiciliar: 
Uma Experiência no Brasil. In: WAITZBERG, Dan Linetzky. Nutrição Oral, Enteral 
e Parenteral na Prática Clínica. 3a ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2000. Cap. 61, 
pp. 977-987.
BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Portaria MS/SUS no 
272, de 8 de abril de 1998. Regulamento Técnico para a Terapia Nutricional Parenteral.
BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução RDC no 
45, de 12 de março de 2003. Regulamento Técnico de Boas Práticas de Utilização das 
Soluções Parenterais (SP) em Serviços de Saúde.
BRASIL. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA. Resolução RDC no 
63, de 6 de julho de 2000. Regulamento Técnico para a Terapia Nutricional Enteral.
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. 
DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA. Alimentação saudável para a pessoa 
idosa: um manual para profissionais de saúde. Brasília: Editora do Ministério da 
Saúde, 2009. 36 p.
88
REFERÊNCIAS
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE. 
DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA. Cuidados em terapia nutricional. 
Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2015. 90 p.
CAMPOS, Maria Teresa Fialho de Sousa; MONTEIRO, Josefina Bressan Resende; 
ORNELAS, Ana Paula Rodrigues de Castro. Fatores que afetam o consumo alimentar e 
a nutrição do idoso. Rev. Nutr., Campinas, v. 13, n. 3, pp. 157-165, Dec. 2000.
DEUTZ, N.E.; BAUER, J.M.; BARAZZONI, R.; BIOLO, G.; BOIRIE, Y.; BOSY-
WESTPHAL, A.; CEDERHOLM, T.; CRUZ-JENTOFT, A.; KRZNARIÇ, Z.; NAIR K.S.; 
SINGER, P.; TETA, D.; TIPTON, K.; CALDER, P.C. Protein intake and exercise for 
optimal muscle function with aging: recommendations from the ESPEN Expert Group. 
Clin Nutr, 2014 Dec;33(6):929-36.
GUIGOZ, Y.; VELLAS, B.; GARRY, P.J. 1994. Mini Nutritional Assessment: A practical 
assessment tool for grading the nutritional state of elderly patients. Facts and 
Research in Gerontology. Supplement # 2:15-59.
HARRIS, James Arthur; BENEDICT, Francis Gano. Biometric studies of basal 
metabolism in man. Washington, DC: Carnegie Institute of Washington, 1919. 
(Publication Number 297).
PARANHOS, Wana Yeda; SANTOS, Vera Lucia C. G. Avaliação de risco para úlceras de 
pressão por meio da escala de Braden, na língua portuguesa. Rev. Esc. Enf. USP, v. 
33, Número Especial, 1999.
RAINHO, Marta da Silva. Dispositivos para Implementação da Nutrição Enteral. In: 
WAITZBERG, Dan Linetzky. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática 
Clínica. 3a ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2000. Cap. 43, pp. 697-712.
SHRONTS, Eva Politzer; IRETON-JONES, Carol; WINKLER, Marion Feitelson; 
WILLIAMS, Debra Motta. Bases da Terapia Nutricional Domiciliar. In: WAITZBERG, 
Dan Linetzky. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática Clínica. 3ª ed. 
São Paulo: Editora Atheneu, 2000. Cap. 60, pp. 949-975.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE NUTRIÇÃO PARENTERAL E ENTERAL. ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NUTROLOGIA. Acessos para Terapia de Nutrição Parenteral 
e Enteral. Projeto Diretrizes. Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de 
Medicina. 8 out. 2011.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE NUTRIÇÃO PARENTERAL E ENTERAL. ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NUTROLOGIA. Terapia Nutricional: administração e 
89
REFERÊNCIAS
monitoramento. Projeto Diretrizes. Associação Médica Brasileira e Conselho Federal 
de Medicina. 15 ago. 2011.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE NUTRIÇÃO PARENTERAL E ENTERAL. ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NUTROLOGIA. SOCIEDADE BRASILEIRA DE CLÍNICA MÉDICA. 
Terapia Nutricional para portadores de úlceras por pressão. Projeto 
Diretrizes. Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina. 15 jul. 2011.
SOCIEDADE BRASILEIRA DE NUTRIÇÃO PARENTERAL E ENTERAL. COLÉGIO 
BRASILEIRO DE CIRURGIÕES SOCIEDADE BRASILEIRA DE CLÍNICA MÉDICA. 
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NUTROLOGIA. Terapia nutricional para 
pacientes na senescência (geriatria). Projeto Diretrizes. Associação Médica 
Brasileira e Conselho Federal de Medicina. 9 set. 2011.
ULLAH, N; ALAM, I. Nutritional care of patients with pressure ulcers: some evidence 
based guidelines. Pak J Med Sci, 2012;28(1):196-200.
RITZ, P. Factors affecting energy and macronutrient requirements in elderly people. 
Public Health Nutr. 2001 Apr; 4(2B):561-8.
SOBOTKA, L.; SCHNEIDER, S.M.; BERNER, Y. N.;CEDERHOLM, T., KRZNARIC, Z.; 
Shenkin A, Stanga Z, Toigo G, Vandewoude M, Volkert D; ESPEN. ESPEN Guidelines 
on Parenteral Nutrition: geriatrics. Clin Nutr. 2009 Aug;28(4):461-6.
TEIXEIRA DA SILVA, Maria de Lourdes. Geriatria. In: WAITZBERG, Dan Linetzky. 
Nutrição Oral, Enteral e Parenteral na Prática Clínica. 3a ed. São Paulo: Editora 
Atheneu, 2000. Cap. 63, pp. 997-1008.
VASCONCELOS, Maria Izabel Lamounier de. Nutrição enteral. In: CUPPARI, Lilian. 
Guia de nutrição: nutrição clínica no adulto. Barueri: Manole, 2002. Cap. 18, pp. 
369-390.
VOLKERT, D et al. ESPEN Guidelines on Enteral Nutrition: Geriatrics. Clin Nutr. 2006 
Apr;25(2):330-60.
WAITZBERG, Dan Linetzky; FADUL, Ricardo Arab; VAN AANHOLT, Denise Philomene 
Joseph van; TEIXEIRA, Magali Gemio; PLOPPER, Caio. Técnicas de Acesso ao Tubo 
Digestivo. In: WAITZBERG, Dan Linetzky. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral 
na Prática Clínica. 3a ed. São Paulo: Editora Atheneu, 2000. Cap. 36, pp, 573-590.
90
REFERÊNCIAS
Sites
<http://bvsms.saude.gov.br>
<http://www.nestle-nutricaodomiciliar.com.br>
<https://www.nestlenutrition-institute.org>
<http://www.mayoclinic.org>
<http://www.mna-elderly.com>
<http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/>
<http://www.npuap.org>
<http://www.projetodiretrizes.org.br>
<http://www.scielo.org>
<http://www.who.int>

Mais conteúdos dessa disciplina