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Nomenclatura 
I. Incisivo central D/E superior ou inferior 
II. Incisivo lateral D/E superior ou inferior 
III. Canino D/E superior ou inferior 
IV. 1º molar D/E superior ou inferior 
V. 2º molar D/E superior ou inferior 
ANATOMIA DENTARIA DOS DENTES DECÍDUOS 
Sinonímia 
 Dentes de leite 
 Dentes temporários 
 Dentes provisórios 
 Dentes caducos 
 Primeira dentição 
 Dentes da infância 
IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO ANATÔMICO 
 Identificação 
 Confecção das restaurações: reconstituir a anatomia 
 Terapia pulpar: volume e forma da câmara coronária, tamanho, número e forma das raízes bem como rizogênese 
e rizólise 
 Exodontia 
 Prótese: coroa de aço-preparo e adaptação 
Classificação 
 Incisivos 
 Caninos 
 Molares 
Número 
 NÚMERO-20 
 10 INFERIORES 
 10 SUPERIORES 
FUNÇÃO 
 Mastigação: Bolo alimentar- Digestão - Assimilação ou absorção – (período de crescimento e desenvolvimento) 
 Mantenedor de Espaço: Estimula crescimento dos maxilares – principalmente em altura (mastigação) 
 Fonação: pronúncia de fonema dentais (T, F, V, S,Z) 
 Estética: Estado emocional 
 
Generalidades 
 
 Início da Erupção - 06 meses 
 completa a dentição aproximadamente 30 meses quando se dá a oclusão dos 2º molares 
 
 Esfoliação e Substituição – 06 a 13 anos 
 Dentição Mista: 
 Caninos: correspondem caninos permanentes 
 Incisivos: correspondem incisivos permanentes 
 Molares: correspondem aos pré-molares 
 
CARACTERÍSTICAS BIOQUÍMICAS 
 Esmalte menos calcificado – facilitando progressão de cárie 
 
CARACTERÍSTICAS HISTOLÓGICAS 
 Esmalte é mais permeável (o grau de permeabilidade é diminuído após o início da reabsorção radicular). 
 Prismas de esmalte na região cervical direcionam-se p/ OCLUSAL ou INCISAL / dente permanente p/ GENGIVAL; 
 Esmalte superficial aprismático; (não tem túbulos dentinarios) 
 Espessura de esmalte – 0,5 a 1,0 mm 
 
CARACTERÍSTICAS CORONÁRIAS 
 Cor: branca azulada – branco leitoso; 
 Distância Mésio-Distal MAIOR do que a altura cervico-oclusal; 
 Diâmetro vestíbulo-lingual MENOR que o diâmetro cervical; 
 CONSTRIÇÃO NO COLO; - porque os prismas vão para a oclusal/incisal 
 Área de contato entre molares decíduos é ampla e elíptica – no terço cervical (nos permanentes é próxima do 
terço oclusal) 
CARACTERÍSTICAS PULPARES 
 Menor estrutura dentária para proteger a polpa 
 Raízes dos dentes decíduos são maiores em proporção a coroa 
 Polpa mais volumosa 
 Cornos pulpares são mais proeminentes, acompanham a morfologia externa do dente, ex: mésio –vestibular no 
1º molar decíduo inferior 
 As raízes dos dentes posteriores são mais divergentes para permitir o desenvolvimento do sucessor permanente, 
sua divergência é maior que a medida da coroa; 
 Canal radicular D.D é delgado. 
Diferenciais entre Dentes Decíduos e Dentes Permanentes 
 Número de dentes DP= 32 DD= 20 
 Grupos Dentários DP = 4 grupos (I C PM M) DD= 3 grupos (I C M) 
 Comprimento desigual dos Arcos 
 Arco decíduo menor 
 Dentes decíduos são menores em todos os sentidos na proporção de 1 para 3. 
 DD cor branco azulada 
 DP cor branco amarelada 
 Molares decíduos – Série crescente 2ºM >1º M 
 Molares permanentes – Série decrescente 1º M< 2º M 
 
 Coroas dos D.D são maiores no sentido mésio-distal em comparação com a dimensão cérvico-oclusal; 
 
 As protuberâncias cervicais são mais pronunciadas nos dentes decíduos, particularmente nas faces vestibulares 
dos molares 
 
 Os cornos pulpares são mais altos nos molares e as câmaras pulpares são proporcionalmente, mais ampla que as 
dos permanentes; 
 
 Raízes dos D.D são mais longas e afiadas em relação as dimensões da coroa; 
 
 As raízes dos molares decíduos são mais divergentes no sentido apical que as dos molares permanentes. 
 
INCISIVOS 
 Número 8 → 4 superiores 4 inferiores 
 Morfologia Semelhante aos permanentes 
 Incisivos Decíduos Superiores – Série decrescente (tamanho) 
 Incisivos Decíduos Inferiores – série crescente (tamanho) 
 
Baixinho, gordinho e de cintura fina 
INCISIVO CENTRAL SUPERIOR 
APRILE” 
 Raiz cônica, com ligeiro achatamento vestíbulo-lingual 
 Terço apical recurvado para vestibular, como se essa curvatura fosse forçada pelo germe do ICP localizado pela 
lingual 
 Comprimento total do dente em média 16,00 mm, comprimento total da raiz em média 10,0 mm. 
 Face mesial – mais alta que a distal, o que faz com que a borda incisal seja levemente inclinada para distal. 
INCISIVO LATERAL SUPERIOR 
“SICHER” 
 Comprimento total do dente em média 14,5 a17,0 mm 
 Semelhante à coroa do central 
 Há inclinação da borda incisal para distal 
CANINO SUPERIOR 
SICHER” 
 Comprimento total do dente em média 17,5 a 22 mm 
 Dente mais comprido 
 A coroa é lanceolada como a do canino permanente 
 A cuspide estende-se incisalmente, desde o centro da face vestibular (a borda mesio incisal é mais larga que a 
disto-incisal para que possa haver intercuspidação com a borda incisal do canino inferior) 
INCISIVO CENTRAL INFERIOR 
 Face lingual – cristas marginais e ângulo 
 Raiz mais delgada que a do incisivo central 
 Recurvada para vestibular 
 Comprimento total do dente em média 15,0 a 19,0 mm 
 Semelhante ao I.C inferior permanente. 
INCISIVO LATERAL INFERIOR 
 Comprimento total do dente em média 15,0m a 19 mm 
 Similar, na forma, ao incisivo central 
 Superfície coronária mesial é maior que a distal 
 A raiz é um pouco mais larga que a I.C inferior 
CANINO INFERIOR 
 Coroa semelhante á do canino superior 
 Raiz é ligeiramente mais curta e mais achatada que a raiz do superior 
 Face vestibular bem desenvolvida, acentuando a convexidade 
 Face lingual possui ângulo e cristas marginais bem desenvolvidas (a fossa lingual é por vezes, dividida por uma 
crista que une o ângulo á cúspide de canino) 
 Raiz volumosa, cônica, recurvada para distal e para vestibular, ao nível do terço apical 
 
1º MOLAR INFERIOR 
 Comprimento total do dente em média 14,0 mm a 17 mm 
 É o menor dente entre os molares decíduos 
 Coroa irregular cúbica, com estrangulamento cervical 
 Face vestibular é plana nos 2/3 oclusais e bastante convexa no terço cervical especialmente junto ao ângulo 
mésio-vestibular onde forma o TUBÉRCULO ZUCKERKAND 
 Face oclusal apresenta 3 cúspides: 2 vestibulares e 1 lingual, mais volumosa 
“Sicher e Della Serra” 
 Um suco principal, MD, separa as cúspides vestibulares das linguais 
 Raízes são 2: mesial / distal 
 Longas, divergentes,achatadas no sentido mésio-distal, e escavadas nas superfícies interradiculares para alojarem 
o 1º PM inferior 
2º MOLAR INFERIOR 
 Comprimento total do dente: 17,5 a 19,6 mm 
 Maior que o 1º molar decíduo 
 Semelhante ao 1º MP inferior, diferenciando-se deste pelo volume cor e presença do tubérculo molar, 
 Face oclusal apresenta 5 cúspides: 3 vestibulares e 2 linguais 
 Sulco mesio-distal, sulco vestíbulo-oclusal,sulco disto-vestibular e sulco ocluso-lingual 
 Cristas marginais mesial e distal 
 Raízes são duas: M e D 4/3 canais 
 São longas e achatadas no sentido mésio distal e escavadas nas faces interradiculares, para acolher o Germe do 
2º pré molar inferior 
1º MOLAR SUPERIOR 
 Comprimento total do dente:14,0 a 17,0 mm 
 Sua forma difere de qualquer dente permanente 
 A coroa, irregularmente cúbica, é alongada no sentido mésio-distal 
 A face vestibular é convexa em todos os sentidos principalmente no 1/3 cervical, próximo ao ângulo mésio 
vestibular, onde forma o Tubérculo molar (Zuckerkande) 
 Face oclusal apresenta 4 cúspides: 2 vestibulares e 2 linguais 
2º MOLAR SUPERIOR 
 Comprimento total do dente em média: 16,5 a 18,5 mm 
 Semelhante ao 1º molar permanente, inclusive quanto á freqüência do tubérculo de Carabelli na face lingual 
 Coroa apresenta 4 cúspides: 2 vestibulares e 2 linguais 
 Cúspides mésio-lingual e disto –vestibular ligadas por uma ponte de esmalte. Raízes são 3: 2 vestibulares e 1 palatina 
 Mais longas que as do 1ºMD superior e escavadas nas faces interradiculares: Alojam o germe do 2ºPM superior 
 
ATENDIMENTO INTEGRAL EM ODONTOPEDIATRIA 
PRONTUÁRIO ODONTOLÓGICO 
 IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE 
 ABORDAGEM ANAMNÉTICA 
 EXAME GERAL DO PACIENTE INFANTIL 
Exame clínico geral 
Exame clínico extrabucal 
Regional 
 EXAME INTRABUCAL 
Tecidos moles 
Dentes 
Oclusão 
 DIAGNÓSTICO DE CÁRIE 
Risco de cárie 
Atividade de cárie dentária 
Lesão de mancha branca (ativa? Ou inativa?) 
Presença de lesões cariosas 
 
Estágios que antecedem a cavitação: 
PERDA MINERAL: ultraestrutural  microscópica  visível  cavitação  destruição 
MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO 
“ O diagnóstico não é um fim em si mesmo, mas sim um momento de reflexão para a elaboração de 
considerações prognósticas e decisões terapêuticas.” EKSTRAND (1998) 
 
 
Alterações da odontogênese 
Estrutura, Tamanho, Número, Forma, Coloração, Erupção 
 Permitir documentação 
 Custo acessível 
 Fácil e rápido 
 
 Métodos de diagnóstico IDEAL: 
 Confiável 
 Detectar lesões incipientes 
 Lesões reversíveis x irreversíveis 
 
”A detecção precoce de lesões de cárie torna-se importante para a adoção de tratamentos menos invasivos”.
 SALIBA et. al. (2003) 
Diagnóstico da doença cárie dentária: anamnese, exame clínico intrabucal, exames complementares. 
Análise do perfil do paciente → Diagnóstico → Plano de Tratamento = PROGNÓSTICO FAVORÁVEL 
Por que devemos fazer diagnóstico da atividade cariogênica? 
 Identificar se existe ou não atividade de doença 
 Identificar os fatores etiológicos em desequilíbrio 
 Avaliar e permitir escolha certa para tratamento 
 Avaliar o sucesso ou não da terapêutica adotada 
MÉTODOS DE DETECÇÃO 
 Inspeção Visual - região seca, limpa e bem iluminada 
 Tátil 
 Exame Radiográfico 
 Método de separação dos dentes (uso do alastik) 
 Transiluminação por Fibra Óptica (FOTI) 
 Método de Resistência Elétrica (MRE) 
 Laser 
“A SONDA EXPLORADORA com ponta romba deve ser utilizada em auxílio à inspecção visual, sem pressão, 
principalmente para remover biofilme remanescente após profilaxia ou detritos na fissura, facilitando o 
"diagnóstico visual, baseado na coloração ou cavitação”. SANT’ANNA e cols. (2001) 
“Nem sempre ao se observar uma imagem radiográfica sugestiva de lesão de cárie há necessidade de se intervir, 
pois o diagnóstico de cárie no exame radiográfico não pode predizer com certeza a presença da cavidade.” 
 PLANO DE TRATAMENTO → prognóstico favorável 
PLANO DE TRAMENTO: SUPERFÍCIE: Limpa, Seca, Bem iluminada. 
RECURSOS AUXILIARES DE DIAGNÓSTICO: Anamnese : Diário de dieta / Higienização (escova, fio dental) 
 Exame clínico  Inspecção visual 
  Tátil 
 Exame radiográfico  Periapical 
  Interproximal 
 Separação dos dentes 
 
PLANO DE TRATAMENTO 
1. Fase de Adequação do comportamento 
2. Fase de Prevenção 
3. Fase de Restauração (quando necessário) 
4. Fase de Manutenção periódica 
 
 Prognóstico 
 4- MANUTENÇÃO PERIÓDICA 
CRITÉRIOS PARA DEFINIÇÃO DA PERIODICIDADE DE RETORNO: 
 Limpeza bucal caseira: escovação e fio dental (supervisão) 
 Consumo de sacarose 
 Presença de lesões incipientes ativas 
 Estágio de erupção dos dentes permanentes (1º e 2º molares) 
 Acesso ao flúor 
 Qualidade de vida (escolaridade, moradia, lazer, classe social e renda familiar) 
MÉTODOS DE AVALIAÇÃO 
 Aspectos Clínicos das lesões 
 Aspectos Radiográficos 
 Presença de Biofilme Dental 
 Transiluminação por Fibra Óptica ( FOTI ) 
 
2ª Situação 
 Já teve lesão de cárie (Esmalte ou dentina) 
 Tem controle de ingestão de sacarose 
 Tem controle do biofilme 
 Tem acesso ao flúor 
2ª Situação 
 Já teve lesão de cárie (Esmalte ou dentina) 
 Não tem controle de ingestão de sacarose 
 Não tem controle do biofilme 
 Não tem acesso ao flúor 
PROMOÇÃO DE SAÚDE-PARTE I 
 
Conceito atual de cárie: A cárie não é uma doença curável e sim controlável por meio de: 
1- Desorganização periódica do biofilme 
2- Restrição da ingestão de açúcar 
3- Utilização racional de fluoretos 
Cury JA, 2015 
PROMOÇÃO DE SAÚDE-PARTE II 
Classificação do paciente quanto a doença cárie 
 Flúor 
 Mínima intervenção 
 Selante de fóssulas e fissuras 
 
1-ANAMNESE 
 Motivo da Consulta: controle periódico ou alguma necessidade de tratamento 
 Saúde geral: alergias, problemas cardíacos, renais, respiratórios, etc 
 Saúde bucal: dieta, escovação, acesso ao flúor, que auxiliam na avaliação de risco 
 Comportamento: tímida, extrovertida, primeira experiência no consultório odontológico, experiência com 
anestesia 
2-EXAME CLINICO 
3-EXAME RADIOGRÁFICO 
 ↓↓↓↓↓ 
Classificação do paciente 
4-PLANO DE TRATAMETO (tratamento educativo e curativo) 
5-MANUTENÇÃO PREVENTIVA : de acordo com a classificação do paciente 
 
CLASSIFICAÇÀO DO PACIENTE EM ATIVIDADE E RISCO DE CÁRIE 
1-ATIVIDADE DE CÁRIE 
Quando o paciente se encontrar com lesões ativas em esmalte ou dentina. (MANCHA BRANCA ATIVA ou LESÃO CÁRIE) 
2-RISCO DE CÁRIE: 
Quando o paciente não se encontrar com lesões ativas em esmalte ou dentina, e apresentar predisposição em 
desenvolver a lesão de cárie. 
Desta forma o paciente será ainda classificado em Baixo ou alto risco. 
2.1 Baixo risco: 
1ª Situação 
 Nunca teve lesão de cárie (Esmalte ou dentina) 
 Tem controle de ingestão de sacarose 
 Tem controle do biofilme 
 Tem acesso ao flúor 
2.2 Alto risco: 
1ª Situação 
 Nunca teve lesão de cárie (Esmalte ou dentina) 
 Não tem controle de ingestão de sacarose 
 Não tem controle do biofilme 
 Não tem acesso ao flúor 
 
 
 
Relembrando o conceito da cárie 
 A cárie não é uma doença curável e sim controlável por meio de : 
1- desorganização periódica do biofilme 
2- Restrição da ingestão de açúcar 
3- Utilização racional de fluoretos Cury JA, 2015 
Para entender como o flúor participa do processo da doença cárie é necessário conhecer o mecanismo da DES x RE 
FLÚOR 
 
1 - DINÂMICA DA DOENÇA CÁRIE 
Processo DES X RE - PH IDEAL = 5,5 
 Na presença de fluor 
 Na ausência de fluor 
 
2 - DINÂMICA DO DENTE NO AMBIENTE ORAL 
 Estrutura do dente 
 Material inorgânico: (97%) cristais de hidroxiapatita 
 10Ca + 6PO4 + 2OH 
 Material orgânico: (3%) água e sais minerais 
 
 
Perda mineral 
 * Perda total 
 * Formação de cavidade 
 * Visível clinicamente 
 * Microscópio 
 * Ultra - estrutural 
 Tempo 
 
 1 – Ultra-estrural: Ocorre a perda de ions,alargando os poros, mas acontece a redeposição dos minerais perdidos 
 ↓ 
 REMINERALIZAÇÃO 
 
 
2 - Visível clinicamente (estágio de MBA): Ocorre a perda de ions → alargamento dos poros → e desarranjo dos prismas 
 
Flúor na forma iônica liga-se ao esmalte na forma de FLUORAPTITA, que é uma ligação química extremamente forte à 
dissolução dos ácidos bucais 
Não se pode garantir a redeposição do conteúdo total de mineral perdido. 
 ↓ 
 CICATRIZAÇÃO 
 
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO 
 
1- Sistêmica: ÁGUA DE ABASTECIMENTO Benefícios para os dentes: 
 Durante o período de sua mineração, formando uma camada superficial no esmalte: APATTITA FLUORETADA 
 O flúor após ser absorvido ele volta a cavidadebucal através da saliva: 
Os efeitos benéficos do flúor quanto a sua incidência de cárie deve-se muito 
mais a sua ação local pelo contato direto que pelo efeito sistêmico. 
2 - Tópica: 
 O efeito tópico no processo DES X RE é superior aos efeitos adquiridos pré eruptivamente 
o Alta concentração: GEL 
 VERNIZES (especifico para bebes) 
 
o Baixa concentração: BOCHECHOS 
 DENTIFRICIOS 
 CARIOSTÁTICO 
 
 
FLUOR DE ALTA CONCENTRAÇÃO 
1-GEL FLUORETADO 
INDICAÇÕES: 
Indicado para pacientes em atividade e alto risco de cárie 
Sua aplicação pode ser realizada em toda arcada dentária, em grupo ou dentes isoladamente na mesma sessão 
FUNÇÃO: 
Reposição de minerais no esmalte durante o processo DES X RE. 
A via é sistêmica, mas ele volta pra cavidade oral e age como tópico 
TÉCNICA DE APLICAÇÃO DO FLÚOR EM GEL 
1- Profilaxia do esmalte dental 
2- Com o uso de isolamento relativo secar a superfície dental 
3- Aplicar o gel com cotonetes, pincel, bolinhas de algodão, moldeiras e fiodental 
4- Tempo de aplicação de 1 minuto 
5- Após a aplicação cuspir todo o excedente 
6- Se possível recomenda- se a aplicação quando a criança estiver com o estômago cheio 
 
 
2- VERNIZ FLUORETADO: Material resinoso + fluoreto de sódio (23.000ppm F) 
INDICAÇÕES: 
Indicado para pacientes em atividade e alto risco de cárie. 
Sua aplicação deve ser realizada em grupo ou dentes isoladamente. 
FUNÇÃO: 
Reposição de minerais no esmalte durante o processo DES X RE. 
VANTAGENS: 
• Após ser aplicado tomam presa imediatamente quando em contato com a saliva 
• Prolongam o contato de flúor com o dente, pois mantém-se aderido por várias horas. 
• Facilidade de aplicação, não causando desconforto ao paciente 
• Método bastante seguro afastando risco de toxidade, devido ter liberação lenta de fluoreto da base resinosa 
• Indicado para crianças menores (bebês) 
TÉCNICA DE APLICAÇÃO 
 1- Profilaxia do esmalte dental 
 2- Com o uso de isolamento relativo secar a superfície dental 
 3- Aplicar uma fina camada com cotonetes ou pincel 
 
NOME COMERCIAL FABRICANTE CONCENTRAÇÃO DE F 
DURAPHAT Colgate 2,26% de F 
DURAFLUOR Herpo/Dentisply 2,26% de F 
FLUORNIZ S.S.White 2,26% de F 
FLUOR PROTECT Vivadent 0,7% de difluorsilano e 7% de F 
 
PROTOCOLO PARA CICATRIZAÇÃO DE MANCHA BRANCA 
Pode ser utilizado verniz com flúor ou flúor em gel 
Recomendações: 3 sessões com intervalo de 3 a 7 dias 
Sucesso do tratamento: vai depender do risco de cárie do paciente e medidas paralelas. 
 
 
3- CARIOSTÁTICO 
INDICAÇÃO 
Cárie de acometimento precoce( mamadeira) 
AÇÃO 
Agem sob 3 mecanismos: 
 1-Obstrução dos túbulos dentinários: 
Dificulta a difusão de ácidos e a invasão bacteriana 
2-Ação cariostática: 
Reação entre o diamino fluoreto de prata e o componente mineral do dente, o ion flúor aumentando a 
resistência da dentina e esmalte á desmineralização ácida. 
3-Ação anti-enzimática: reação entre o diamino fluoreto de prata e o componente orgânico, que é a 
proteína dentinária que tem sua resistência aumentada à colagenase e à tripsina. 
OBJETIVO: 
Paralizar as lesões de cárie agudas em crianças, principalmente nos primeiros anos de vida. 
Na fase de adequação do meio bucal esse produto permite interromper o processo carioso, reduzindo a atividade 
bacteriana enquanto se promove a mudança dos hábitos inadequados (dietéticos e de higiene) que contribuíram 
para a instalação da doença. 
 
FORMAS COMERCIAIS 
No Brasil são comercializados nas concentrações de 
10%, 12%, 30%e 38%, 
MARCAS COMERCIAIS: 
· Cariostatic® (Inodon) 
· Bioride® (Herpe), 
Cariestop® (Biodinâmica) 
 
TÉCNICA DE APLICAÇÃO 
1-Profilaxia com pedra-pomes e água; 
2. Remoção da dentina amolecida com curetas; 
3. Lavagem e secagem; 
4. Proteção dos tecidos moles com vaselina; 
5. Isolamento relativo e secagem do campo operatório; 
6. Aplicação com bolinha de algodão ou cotonete umedecido, por 3 minutos. 
 
 
FLUOR DE BAIXA CONCENTRAÇÃO 
ENXAGUATÓRIOS COM FLÚOR 
Fluoreto de sódio a 0,05% : uso para bochechos diários 
Fluoreto de sódio a 0,2%: uso para bochechos semanários 
Recomendações para uso 
 Em casos de cicatrização de mancha branca como terapia complementar à técnica 
 Pacientes em atividade e alto risco à cárie 
 Somente deve ser utilizada para criança com coordenação motora desenvolvida em relação ao controle de deglutição 
 O ideal como horário para se usada seria a noite após a ultima escovação 
 
DENTIFRÍCIOS FLUORETADOS 
• Desenvolvem papel terapêutico importante particularmente no controle do desenvolvimento da cárie dental, 
devido ao flúor agregado às formulações. (CURY,2001) 
 
Composição básica de um dentifricio 
COMPONENTES % 
Abrasivo 20-50 
Umectante 20-40 
Água 20-35 
Ligante 1-2 
Detergente 1-3 
Flavorizante 1-2 
Conservante 0,05-0,5 
Preventivo-terapêutico 0,4-1 
 
 ABRASIVO 
Essencial para limpeza e polimento dos dentes 
• Manchas: 
1. O acúmulo de proteínas salivares forma a película adquirida → esta é removida pelos abrasivos 
2. O acúmulo de película adquerida forma a placa dental → esta é removida pela escova dental 
• RDA: medida do grau de abrasividade de um dentifrício, sendo o valor máximo internacional: 250 RDA 
• Tipo: Carbonato de cálcio 
 
 
 
 
 
 
 FLAVOLIZANTES 
Essencial para promover um bom hálito 
Em casos de sensibilidade recomenda-se manipular o dentifrício 
 
 DETERGENTES 
Essencial para suspender os resíduos de alimentos removidos pela escova da superfície dental 
 
 SUBSTÂNCIAS PREVENTIVAS TERAPEUTICAS 
• Dentifrícios anti-placa: 
Contém substâncias antibacterianas com o objetivo de reduzir a formação de placa dental. 
A eficiência desta substancia vai depender da concentração e tempo de ação. 
Substancia mais utilizada: Triclosan +Gantez ou zinco 
PACIENTES GRAU DE ABRASIVIDADE (RDA)# CAPACIDADE DE LIMPEZA DENTAL 
Crianças 50-100 Média 
Adultos(com mancha 100-150 Alta 
Com abrasão dental < 50 baixa 
 
RELAÇÃO DENTIFRICIOS FLUORETADOS E CÁRIE DENTAL 
• DECADA DE 80 
Surgiram os primeiros dados de declínios de cárie: 16 paises possuíam 90% dos dentifrícios fluoretadoS 
• BRASIL 
Mudanças quali-quantitativas ocorreram a partir de setembro de 1988 (CURY,1989) 
o È possível demonstrar que o flúor de dentifrício é capaz de reduzir a perda mineral do esmalte de 
dente integro ou ativar a reposição de mineral do dente com lesão de cárie (CURY,1989) 
 
o O flúor de dentifrício aumenta em duas vezes a capacidade da saliva de repor mineral na superfície 
do esmalte desmineralizado 
 
 
 
 
 RECOMENDAÇÕES 
 Crianças pequenas devem ter escovação supervisionada 
 Não deve deixar dentifrício ao alcance das crianças 
 Estimular a criança a cuspir para desenvolver o hábito mais cedo 
 Orientar responsáveis da importância de usar pequena quantidade de pasta. 
 
 
CONDIDERAÇÕES: de acordo com (RICHARDS & BANTING,1996) 
 Dentifrício fluoretado é importante para adultos e crianças 
 Crianças abaixo de 6 anos uso racional sob observação 
 Concentração ideal: 1000-1100ppm 
 No momento de remover a pasta usar pouca água 
 O uso de dentifrícios nas 3 escovações diárias reduzem mais as cáries 
 
Flúor + antibacterianos (triclosan+ gantrez ou Zinco) 
Indicados para pacientes de alto risco e portadores de aparelhos ortodônticos 
 
RECOMENDAÇÃO ESPECIAL PARA CRIANÇAS 
IDADE TECNICA FREQUENCIA 
0-3 ANOS Metade de um grão de arroz (0,05g) 1XDIA 
3-6ANOS Um grão de arroz cru (0,1g) 3XDIA 
6-12ANOS Transversal ou um grão de ervilha (0,3g) 3XDIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamentos Remineralização in vitro Remineralização in vivo 
Dentifrício não fluoretado 15% 42% 
Dentifrício fluoretado 36% 73% 
Roteiro aula SELANTES 
(MI) MÍNIMA INTERVEVÇÃO 
Modelo cirúrgico-restaurador : 
 Amálgama: Preparos pré estabelecidos, e com extensão preventiva Materiais adesivos: Preparos não convencionais, sem extensão preventiva, entretanto remoção de todo tecido cariado. 
Nova fase da Odontologia: Modelo conservador: 
Odontologia Minimamente Invasiva: com nova filosofia de “Restaurar preservando” 
“Preservar estruturas dentárias se tornou imperativo para o sucesso do tratamento”. 
Mota, Leite, Targino, 2013 
SELANTES DE CICATRÍCULAS E FISSURAS 
 Materiais adesivos que atuam penetrando nas fossas e fissuras, criando uma barreira mecânica nessas superfícies. 
Selar significa: 
vedar l obliterar l isolar do meio externo l agir como uma barreira física. 
QUAL A REAL FUNÇÃO DOS SELANTES 
 PREVENTIVO? TERAPÊUTICO? 
“Os selantes oclusais são reconhecidos como uma medida efetiva na PREVENÇÃO e principalmente, TRATAMENTO de lesões de 
cárie em esmalte e em dentina.” 
“A indicação dos selantes parece estar mudando da prevenção primária para decisão terapêutica no manejo da cárie dentária, 
em lesões de esmalte e dentina superficial”. 
“Os selantes são claramente efetivos, mais sobre lesões de cárie e não sobre dentes sadios. Portanto, o selante tem função 
terapêutica.” 
O selamento de lesões cariosas incipientes foi recomendado mediante diagnóstico e monitoramento adequados. 
 
Opções de tratamento dentário em relação á doença cárie: 
Condição clínica do dente Plano de tratamento 
Hígido 
 Controle periódico for possível 
 Familiares motivados 
Controle e observação (não invasivo) 
Selante (não invasivo) 
Lesão em esmalte Selante (não invasivo) 
Lesão em dentina Selante (não invasivo) 
Restaurações adesivas conservadoras (invasivo) 
 
SELANTE EM DENTE HÍGIDO 
 Paciente alto risco de cárie ou em atividade de cárie 
 Morfologia dental: sucos profundos e retentivos 
 Tempo de erupção do dente < que 2 anos/dente parcialmente irrompidos 
 Controle dos fatores etiológicos não for possível 
 Estado motivacional desfavorável dos familiares 
 
“As evidências científicas apontam para a possibilidade de selamento de lesão de cárie em molares decíduos e 
permanentes envolvendo metade externa de dentina, onde ao invés de remover o tecido cariado na superfície oclusal é 
possível selar a lesão com adequada adesão somente em esmalte, evitando o acúmulo de biofilme e paralisando o 
avanço da mesma.” 
 
SELANTE EM LESÃO EM ESMALTE - não é preventivo mais 
 Abertura igual ou menor que 3mm e radiograficamente só em esmalte 
 
SELANTE EM LESÃO EM DENTINA 
 Lesão de cárie no terço externo da dentina e a abertura menor ou igual a 3mm 
QUANDO UTILIZAR SELANTE EM LESÕES EM DENTINA 
 Lesões oclusais que não ultrapassem metade da espessura da dentina, localizando-se 
radiograficamente em metade externa de dentina 
 Lesões com pequenas dimensões: abertura menor ou igual a 3 mm - isso se deve às restrições 
mecânicas do material utilizado (selante resinoso) 
☻ OBSERVAÇÃO: Não utilizar cimento de ionômero de vidro para selar lesões cavitadas em dentina!!! 
 
SELANTES DE FÓSSULAS E FISSURAS 
1-Selante resinoso: autoplomirizável e fotopolimerizável 2-Selante ionomérico: autoplomirizável e fotopolimerizável 
1 - SELANTES RESINOSOS 
 AUTOPOLIMERIZÁVEL → ( ALPHA SEAL) 
 FOTOPOLIMERIZÁVEL → ALPHA SEAL LIGHT 
TÉCNICA DE APLICAÇÃO DO SELANTE RESINOSO 
1. Isolamento: Absoluto com dique de borracha, ou relativo 
2. Profilaxia com escova de Robinson em baixa rotação e pedra pomes e água. 
3. Condicionamento ácido com gel de ácido fosfórico a 35 ou 37% durante 15 segundos (criar microporosidades na 
superfície do esmalte, possibilitando o embricamento mecânico do material). 
4. Lavagem e secagem pelo dobro do tempo de condicionamento ácido. 
5. Aplicação do material com pincel, sonda exploradora ou cânula. Deixar o material escoar nas fossas e fissuras, 
evitando a inclusão de bolhas. 
6. Tempo de Presa: 
AUTOPOLIMERIZÁVEL (de acordo com o fabricante) 
FOTOPOLIMERIZÁVEL: 40 seg. 
7. Avaliação visual e tátil do recobrimento de todas as fossas e fissuras, bem como da integridade das margens. 
8. Avaliação de interferências oclusais. 
2 - SELANTE IONOMÉRICO 
 São utilizados materiais restauradores como selantes 
 AUTOPOLIMERIZÁVEL → MERON 
TECNICA DE APLICAÇÃODO SELANTE IONOMÉRICO 
AUTOPOLIMERIZÁVEL 
1 - Profilaxia da superfície oclusal (pedra pomes/água) 
2 - Isolamento do campo operatório (absoluto ou relativo) 
3- Secagem da superfície oclusal 
4- -Condicionamento com ácido poliacrílico 
5 – Aplicação do selante (proporção 1líquido/1pó) 
6 – Aguardar a presa do material 
7 – Proteção da superfície (vaselina, verniz) 
8 – Inspeção final (teste de oclusão) 
 
 
Condição clinica do dente Plano de tratamento Classificação do paciente 
Hígido Controle e observação (não invasivo) Baixo Risco 
 
Selante resinoso ou ionomérico Atividade de cárie 
Alto risco 
Lesão em esmalte Selante resinoso ou ionomérico Atividade de cárie 
Lesão em 1/3 externo de dentina e 
menor de 3 mm 
Selante resinoso Atividade de cárie 
 
Se o dente tem OPÉRCULO (libera saliva) não usa selante resinoso, apenas ionomérico e retira excessos abaixo dele 
 
SELANTE RESINOSO: 
 Permite uma melhor adesão 
 Técnica sensível 
Exige cautela durante a realização: 
 Habilidade do operador 
 Colaboração do paciente 
 Posição do dente na cavidade bucal 
 Dente decíduo ou permanente 
 Uso de isolamento absoluto ou relativo. 
IMPORTANTE 
☻ Essa terapêutica se mostra efetiva enquanto o selante permanecer intacto na superfície, sem perda de continuidade. 
☻ Portanto, é fundamental o acompanhamento clínico e radiográfico periódico e o controle dos fatores etiológicos da 
doença cárie, o que exige colaboração direta do paciente e seu núcleo familiar. 
 
 SELANTE = Recurso adicional que não funciona sozinho! 
PARA PENSAR 
☻ O selamento de lesões de cárie oclusais em esmalte e em dentina, com algumas restrições já mencionadas, é uma 
abordagem clínica efetiva e minimamente invasiva, buscando controle das lesões, preservação dos tecidos dentários e 
menos desconforto ao paciente. 
☻ O sucesso do tratamento depende do correto diagnóstico da doença e da realização adequada da técnica! 
☻ No entanto, de nada adianta o emprego do melhor material ou técnica, sem o controle dos fatores etiológicos da doença 
cárie! 
 
 
Aula promoção de saúde 
Etiologia da Doença Carie dentária 
Multifatorial, açúcar dependente 
 A cárie, como uma doença biofime-açúcar dependente, não pode ser considerada CURÁVEL, mas sim 
CONTROLÁVEL, tendo em vista o padrão de alimentação e higiene da sociedade moderna. CURY ,2015 
DES x RE –não se pode pensar em vacina 
Cárie: multifatorial 
BIOFILME ↔ MICROBIOTA ↔ DIETA + SALIVA ↔ TEMPO 
Doença pandêmica – em todo o mundo, raças, sexo. 
DENTE 
– idade 
– Complementação de F 
– Nutrição 
– Maturação,posição e traço 
– Quantidade de Carbonato 
MICROBIOTA: 
– Streptococos mutans 
– Substrato 
– Higiene Oral 
– Flúor na placa 
 
 Fatores predisponentes: 
Aspectos econômicos, culturais, sociais, emocionais → risco de carie / atividade cariogênica → PLANO DE TRATAMENTO 
 DOENÇA E SAÚDE BUCAL 
o A cárie é uma doença que resulta em perda localizada de minerais dos dentes afetados 
o A saúde pode ser conceituada como a perfeita e contínua adaptação de um organismo a seu meio ambiente – 
 (biofime –sacarose) - Dentes e meio bucal em equilíbrio 
 
 A carie é controlada através de: 
 Desorganização periódica do biofime dental (NECESSÁRIA) 
 Restrição da ingestão de açúcar (DESEJÁVEL) 
 Utilização racional de fluoretos (INDISPENSÁVEL) 
• Carie não é curável – é controlável (EDUCAÇÃO) 
Estágios progressivos da doença Cárie dentária 
Tempo, perda mineral 
 Ultra estrutural 
 Mudanças microscópicas 
 Clinicamente visível 
 Formação de cavidade Progressiva destruição até total perda do elemento dentário 
CONTROLE da doença cárie dentária 
 Redução do agente infeccioso 
 Uso de antimicrobianos 
 Controle de bioflme 
 Controle dietético açúcar 
 
SUBSTRATO: 
– MO 
– Higiene Oral 
– Detergência do alimento 
– Freqüência de ingestão 
– Tipo, concentração de carboidrato 
 
SALIVA 
– Composição química 
– Viscosidade 
– Capacidade Tampão 
– Agentes antimicrobianos. 
 
 
 
Pais e/ou Responsáveis: 
 Devem acompanhar a alimentação dos filhos 
 Relatar os hábitos de consumo verdadeiro 
 Não omitir informações (consumo de doces) 
 
Açúcar 
Dieta → cariogenica →carboidratos → sacarose 
Açúcar X Cárie 
 Hardwick et. al.(1960): alto consumo de açúcar aumento da prevalência de cárie 
 Harris (1963): baixo consumo de açúcar, pouco fluoreto, higiene deficiente 
 Marthaler (1967) e Newbrun (1980): Tempo - redução da prevalência de cárie 
 Scheinin (1974): sacarose → aumento da prevalência de cárie 
 xilitol → redução da prevalência de cárie 
AVALIAÇÃO DOS HÁBITOS 
DIÁRIO: 
Histórico da dieta, recordatario das ultimas 24h, registro da dieta, questionamento sobre a freqüência de alimentação 
Avaliação Dietética 
Objetivos → Avaliar o potencial cariogênico (frequência e retenção) e avaliar valor nutritivo 
Controle de dieta 
• Detergência dos alimentos 
• Concentração de carboidrato e 
• Tipo 
• Freqüência de ingestão 
Cuidados na Avaliação Dietética 
Profissionais: 
 Devem acreditar na importância da avaliação 
 Possibilitar livre expressão do paciente 
 Usar palavras e expressões adequadas 
 Entrevistas em tempo adequado 
 Estar preparado para responder duvidas do paciente 
AVALIAÇÃO E ACONSELHAMENTO DIETÉTICO 
Metas 
Buscar pequenas e gradativas mudanças que sejam efetivas e realistas 
Profissional: 
 Relação de confiança com o paciente 
 Saber escutar 
 Manter contato visual 
 Não interromper a fala do paciente 
 Comunicação clara e simples 
Dados coletados: 
Fazer a orientação racional 
Elaboração de alternativas de cardápio 
Recomendar o paciente sobre modificar os hábitos alimentares 
Desvendar os açucares ocultos (ex: Ketchup) 
Recomendações sobre modificações dos hábitos alimentares 
 3 refeições diárias/ 2 lanches entre as refeições 
 Redução do consumo de açúcar 
 Aumento do consumo de AMIDO e FIBRAS 
 Utilização de substitutos do açúcar (em pequena quantidade e alta frequência – ex: chicletes) 
 Prevenir contra a ingestão de altas concentrações de açúcar com alto tempo de retenção na cavidade bucal 
TROCAS ALIMENTARES 
• Alimentos evitados: doces,balas,cicletes, jujuba,bombom,caramelo,biscoito doce,pão doce,frutas 
cristalizadas,sorvetes com coberturas. 
 
• Alimentos liberados: pipoca salgada,queijos,frutas,sorvete a base de leite.amendoim torrado,biscoito salgado,batata 
frita,milho,castanha,gelatina 
Paciente ou seus pais: 
 Avaliar a própria dieta 
 Ser responsável pelas suas decisões 
 Participação independente 
 
HIGIENE BUCAL SUPERVISIONADA 
• M.O + carboidrato - ÁCIDO 
• Ácido + dente susceptivel = CÁRIE 
ESCOVAÇÃO = REMOÇÃO MECÂNICA Do Biofime 
Controle do biofime 
 Mecânico: 
Objetivo: Remoção da placa bacteriana e massagem da gengiva ativando a circulação sanguínea e 
queratinizarão do epitélio. 
Evidenciadores de placa: 
• Fucsina ,citrosina e azul de metileno. 
Forma de apresentação: solução e gel. 
 Técnica de escovação 
• Requisitos ideais: 
 Evitar ou eliminar a placa dental 
 Estender a maioria da população 
 Ausência de efeitos colaterais: retração gengival e abrasão do colo dentário. 
 Resultar na prevenção da doença cárie. 
Técnica de escovação: para bebes, Estarkey, Bass, Fones, Stilmam modificada 
• Higiene Bucal: ESCOVA – cerdas macias e cabo adequado para a idade (forma ,tamanho) 
• Constante avaliação, acompanhamento e motivação 
A melhor forma é a forma que a criança consegue fazer o procedimento 
TRENZINHO + ESCOVINHA l MÁGICO E LUDICO 
Escovação simples, prática e possível 
Cuidados: 
 Escovas dentais 
 Freqüência de escovação 
 Fio Dental 
 Regiões críticas para limpeza: 
Lingual dos molares inferiores e oclusal dos molares superiores, espaços interdentais e dentogengival. 
Ate a década de 70 - A única ingestão sistêmica coletiva do Flúor era ÁGUA FLUORETADA 
Dentifrício fluoretado – declínio carie, fluorose 
Dose limite: 0,05 e 0,07 mg F/Kg 
Fonte de Flúor – chá, suprimentos, água e dentifrício 
Dentifrícios convencionais: 
 Anti-cárie, 
 Anti- tártaro, 
 Clareador, 
 Entre outros. 
Variação de preços, embalagens, pesos – Pessoas induzidas pelo apelo publicitário. 
Dentifrícios infantis: 
 Crianças são atraídas por cores, sabores, embalagens que chamam atenção. 
Fator importante: A ingestão de dentifrício aumenta com a quantidade colocada na escova. 
Embalagens de dentifrícios: fabricante, peso, tipo de embalagem, cor do tubo, tipo e concentração de flúor, recursos 
publicitários, sabor, instruções sobre o uso, preço, cor, tipo e tamanho do orifício, tipo de abrasivo, presença de selo da 
ABO ou ADA 
Faz-se necessária uma padronização das embalagens dos dentifrícios a fim de facilitar e de proporcionar o uso correto 
Juntamente com uma padronização das instruções, seria plausível que o orifício para extrusão da pasta fosse menor 
PROMOCAO DE SAUDE E QUALIDADE DE VIDA 
Plano de tratamento: orientação dietetica, escovação, motivaçao do paciente EDUCAÇÃO 
DENTÍSTICA EM ODONTOPEDIATRIA 
I. Fase de adequação do comportamento: 
II. Fase preventiva: 
 Controle Dietético 
 Controle de Placa 
 Uso racional do fluor 
 Adequação do meio 
III. Fase restauradora: 
Odontologia de mínima intervenção 
IV. Fase de manutenção preventiva: 
Odontologia de mínima intervenção 
Mínima intervenção é uma filosofia de cuidado profissional baseada na detecção precoce da doença cárie e a 
possibilidade de tratamento de reparo da seqüela da doença de forma menos invasiva possível. 
 (Barcelos A,2015) 
Termo minimamente invasivo (MI) é um conceito relativamente novo. 
Consiste em cinco elementos básicos no manejo da cárie dentária: 
 Identificação dos fatores de risco em nível individual (aula de cariologia) 
 Implementação de estratégias preventivas individuais, (Atividade e Risco de Carie) 
 Remineralização de lesões não cavitadas (Flúor e Selante) 
 Intervenção cirúrgica mínima em lesões cavitadas (Selantes e Dentística) 
 Reparo de restaurações defeituosas. 
 (Carreira, AJ, 2011) 
 
CONDIÇÃO CLÍNICA DO DENTE PLANO DE TRATAMENTO – Mínima Intervenção – MI 
Hígido ou com Lesão em Esmalte Tratamento não invasivo 
 Observação e controle, 
 Selante ionomérico 
 Selante resinoso (isolamento absoluto) 
Lesão em dentina na oclusal 
 * Menos de 3 mm de diâmetro 
 *Profundidade: metade do 1/3 externo da dentina. 
Tratamento não invasivo 
 Selante resinoso 
 Resina flow 
 Selante ionomérico 
Lesão em dentina na proximal 
 * Profundidade: metade do 1/3 externo da dentina desde 
que tenha abertura de no máximo 3 mm de diâmetro 
Tratamento não invasivo 
 Selante resinoso ou ionomérico 
 Resina flow 
 Obs.: tratamento recomendado pela literatura 
Lesão em dentina na oclusal 
 * Profundidade: 1/3 externo, médio ou profundo. 
Tratamento invasivo 
 MI: Remoção de toda dentina infectada e da 
dentina afetada nas paredes circundantes 
Lesão em dentina na proximal 
* Profundidade: terços externo, médio ou profundo 
Tratamento invasivo 
 MI: Remoção de toda dentina infectada e 
remoção da dentina afetada nas paredes 
circundantes. 
TRATAMENTO INVASIVO: 
Dentina: 
AFETADA: 
 Coloração mais acastanhada Aspecto seco 
 Consistência endurecida 
 Ao ser curetada sai em lascas 
 Matriz orgânica intacta 
 Passível de remineralização 
INFECTADA: 
 Consistência amolecida 
 Coloração amarelada 
 Aspecto umedecido 
 Alta concentração de bactérias 
 Degradação das fibras colágenas 
 Não é passível de remineralização 
 Fácil remoção com colher de dentina 
 
REMOÇÃO DE CÁRIE/ PROTOCOLO 
 Remoção total da dentina infectada: 
Utilização de instrumento manual e se necessário uso de rotatório para acesso a lesão. 
 Remoção total da dentina afetada nas paredes circundantes: 
Uso de instrumento manual e ou rotatório se necessário. 
NÃO SE REMOVE DENTINA AFETADA NA PAREDE DE FUNDO!!! 
Materiais restauradores utilizados na MI: 
 Resina composta 
 Ionômero de vidro convencional 
 Ionômero de vidro híbrido 
ISOLAMENTO ABSOLUTO 
VANTAGENS: 
 Ajuda no controle da criança 
 Controle de saliva: exclusão de umidade 
 Proporciona proteção dos tecidos moles 
 Visão ampla de trabalho 
 Conservação do meio asséptico: envolvimento pulpar 
 Evita deglutição de material e instrumental 
 
PROTEÇÃO PULPAR PARA RESTAURAÇÀO EM RESINA COMPOSTA 
 Cavidade rasa: 
 Sistema adesivo + Resina foto 
 Cavidade média: 
Sistema adesivo + Resina foto 
 Cavidade profunda : 
Hidróxido de cálcio foto + sistema adesivo + resina 
Hidróxido de cálcio foto + ionômero de vidro + sistema adesivo + resina (restauração sanduiche) 
Hidróxido de cálcio não deve ser usado como único agente forrador em dente que recebe grande impacto mastigatório 
DENTINA INFECTADA – remove 
 Só com colher de dentina 
É raro utilizar broca 
 
MATRIZES E PORTA MATRIZES 
 Porta matriz 
 Matriz soldada 
 Matriz em T 
 Unimatrix (foto) 
 
DENTINA AFETADA – não remove 
 Só remove nas paredes CIRCUNDANTES 
E tem que remover tudo! 
 
PROTOCOLO PROTEÇÃO PULPAR TIPO SANDUICHE 
1. Aplicação do cimento de Hidróxido de cálcio fotopolimerizável, nas paredes pulpar e axial 
2. Aplica-se ácido poliacrilico a 10% na cavidade durante 15 segundos 
3. Lavagem da cavidade e secagem sem desidratar 
4. Manipulação (proporção pó/líquido) e aplicação do ionômero com seringa centrix quando o mesmo estiver com o 
 aspecto brilhante. 
5. Proteção imediata com uso de vaselina e ajuste oclusal. 
6. Aguardar a presa total do ionômero durante 24 horas. 
7. Na próxima sessão rebaixar o ionômero para receber o material restaurador que pode ser Resina foto ou amalgama. 
LITERATURA -REID et al, 1994 
A técnica SANDUÍCHE ABERTO com margem cavitária em esmalte, parece ser a mais adequada para uso em 
molares decíduos: esta apresentou um número menor de microinfiltações 
Não precisa remover o ionômero da margem, na vista proximal pode ficar: dente → ionômero → resina 
 
TÉCNICA RESTAURADORA 
1. Profilaxia:escova de Robsom e pedra pomes ou a própria escova de dentes do paciente 
2. Anestésico tópico; 
3. Anestesiar o dente (infiltrativa ou regional); 
4. Preparo cavitário limitado a lesão de cárie; 
5. Isolamento absoluto; 
6. Profilaxia com escova de Robsom e pedra pomes para remoção de qualquer oleosidade durante o preparo 
7. Lavagem e secagem da cavidade 
8. PROTEÇÃO PULPAR: conforme profundidade da cavidade 
9. Condicionamento ácido total (esmalte 30 seg e dentina 15 seg) 
10. Lavagem abundante 30 seg. 
11. Secagem (bolinha de algodão para evitar a desidratação de dentina) 
12. Aplicação do sistema adesivo conforme as recomendações do fabricante (03 passos - Ácido/Primer/ Bond) 
13. Fotopolimerização por 20 seg. 
14. Inserção da resina composta de forma incremental 
15. Polimerização durante 40 seg. a cada incremento 
16. Remoção do isolamento 
17. Verificar a oclusão com auxilio de papel articular 
18. Acabamento→ remoção dos excessos de material → pontas diamantadas douradas ou brocas multilaminadas 
para resina composta 
19. Polimento com pontas de borrachas abrasivas , pontas de silicone tipo Enhance e disco soft- lex. Pasta de Al2O2 
e discos de feltro 
20. ATENÇÃO: RESTAURAÇÃO DA FACE PROXIMAL: 
21. Seleção e adaptação da matriz: matriz metálica podendo utilizar porta matriz, matriz soldada, matriz em T e 
matriz seccionada 
22. Adaptação da cunha 
23. Inserção do material: 
COMO A POLPA DO DENTE DECIDUO É MAIS VOLUMOSA 
DEVEMOS TOMAR CUIDADO NO PREPARO PROXIMAL 
Cimento De Ionômero De Vidro CONVENCIONAL: 
 Ketac molar 
Restauração de molares decíduos 
 cavidade classe I pequena, sem esforços mastigatórios; 
 classe III e V onde não compromete a estética 
RESTAURAÇÃO COM IONÔMERODE VIDRO CONVENCIONAL 
NOME COMERCIAL: Ketac molar 
1. Remoção do tecido cariado 
2. Aplicação do ácido poliacrilico 
3. Lavagem e secagem da cavidade sem desidratar 
4. Aplicação do ionômero (proporção pó/líquido) 
5. Compressão com uso de vaselina 
6. Ajuste oclusal. 
 
Cimento De Ionômero De Vidro modificado por resina (HÍBRIDOS): 
Nome comercial: vitremer 
 Superfícies oclusais pequenas (dentes decíduos e permanentes) 
 Superfícies proximais pequenas (dentes decíduos) 
Vantagens: 
 Pode ser acomodado nas cavidades em uma única etapa 
 Possui liberação de flúor e dispensa condicionamento ácido 
TÉCNICA DE RESTAURAÇÃO COM VITREMER 
1. Profilaxia do preparo com mistura de pedra pomes e água 
2. Isolamento do campo operatório (absoluto ou relativo ) 
3. Secagem da superfície 
4. Aplicação do PRIMER (30seg) 
5. Polimerização (20seg) 
6. Inserção do material (após mistura do pó e líquido) 
7. Polimerização (40 seg) 
8. Aplicação do gloss 
9. Polimerização (20 seg) 
10. Inspeção final (teste de oclusão) 
 
Não usar CONVENCIONAL 
na proximal 
Se a cavidade for pequena 
pode usar o HIBRIDO 
Adequação de Comportamento em Odontopediatria 
OBJETIVO 
Orientar os profissionais de odontopediatria quanto ao uso de técnicas não farmacológicas, com a finalidade de adaptação 
do comportamento da criança. 
 Estabelecer comunicação, aliviar o medo e a ansiedade, atendimento odontológico de qualidade, 
construir um relacionamento de confiança e promover uma atitude positiva. 
FATORES QUE INFLUENCIAM NO COMPORTAMENTO DA CRIANÇA 
Medo: 
 Objeto definido 
 Pode ser analisado 
Ansiedade: 
 Não possui objeto 
 Sentimento de ameaça 
 Estado de desamparo 
 Perda de direção com reações inadequadas sem intenção 
Tríade: Criança - Equipe odontológica - Pais e responsáveis 
 Criança: 
 Maturidade; 
 Experiência; 
 Personalidade; 
 Idade. 3 anos negativismo 4 anos imaginação 
 Nível cognitivo 
 Pais: 
 Relacionamento com a criança; 
 Ansiedade e medos; 
 Desajustes familiares; 
 Atitude: preparo inadequadopara o primeiro encontro 
 Equipe odontológica: 
 Conhecimento/experiência 
 Habilidade/personalidade 
 Segurança/empatia 
 Tempo de consulta 
 Paciência/intuição 
 Comunicação eficaz/persuasão 
 Controle/Autoridade 
COMUNICAÇÃO 
 Nível de desenvolvimento cognitivo 
 Quantidade de informação 
 Ideia se estrutura conceitual 
 Fazer uso de vocabulário apropriado 
 Intercambio da Informação: 
 “Pedidos e promessas” 
Protelar o Tratamento 
Pode ser adiado sob determinadas circunstâncias 
– Considerar a urgência das necessidades para elaborar o plano de tratamento 
– Doença, traumatismo, dor ou a infecção aguda 
 
 
 PRONTO ATENDIMENTO 
CONSENTIMENTO INFORMADO 
 Todas as decisões a respeito do uso das técnicas de adaptação do comportamento (exceto a abordagem 
linguística ou comunicativa), devem ser submetidas à compreensão e à aceitação dos pais 
Formas de comportamento 
CLASSIFICAÇÃO DE FRANKL: 
 Definitivamente negativo: (--) 
Rejeição extrema ao tratamento. 
 Negativo: (-) 
Relutância em aceitar o tratamento, reação negativa, mas não acentuada. 
 Positivo: (+) 
 Oscila entre a aceitação do tratamento e a reserva. 
 Definitivamente positivo: (++) 
 Aprecia o atendimento e mostra interesse nos procedimentos.Técnica de adaptação do comportamento 
I. Comunicação e Abordagem linguística: 
 Dizer-Mostrar –Fazer (TSD); Uso de modelos; Controle de Voz; Comunicação não Verbal; Reforço Positivo 
II. Presença/Ausência da Mãe 
III. Estabilização Protetora - Contenção 
IV. Mão sobre a boca (HOME – hand over the mouth exercise); 
V. Técnicas farmacológicas 
 Ansiolíticos, Sedação com Oxido Nitroso/oxigênio, Anestesia Geral 
I. COMUNICAÇÃO E ABORDAGEM LINGUÍSTICA 
 Dizer – Mostrar – Fazer (TSD) 
 Envolve explicações verbais dos procedimentos em frases apropriadas ao nível de compreensão da criança: DIZER 
 Demonstrações dos aspectos visuais, auditivos, olfativos e táteis do procedimento: MOSTRAR 
 Sem desviar da explicação e demonstração, realiza-se o procedimento: FAZER 
Objetivos: 
 Ensinar os aspectos importantes da visita odontológica e familiarizar a criança com os elementos do consultório 
 Moldar a resposta do paciente aos procedimentos através da dessensibilização ante expectativas bem definidas 
Indicações: em todos os pacientes 
 Controle De Voz 
 Alteração controlada do volume, do tom ou do ritmo da voz para influenciar e dirigir o comportamento da 
criança; 
 Deve ser explicada aos pais antes de seu uso a fim de impedir desconforto ou mal-entendido. 
Objetivos: 
 Ganhar a atenção e a cooperação da criança; 
 Prevenir o comportamento negativo ou a recusa do paciente; 
 Estabelecer papeis apropriados na relação “adulto-criança” 
Indicações: todos os pacientes 
 Comunicação Não Verbal 
 Se estabelece através da postura, expressão facial e linguagem corporal do profissional; 
 Reforço para obtenção de um comportamento apropriado da criança. 
Objetivos: 
 Aumentar a eficácia de outras técnicas de abordagem comunicativa; 
 Ganhar ou manter a atenção e cooperação da criança. 
Indicações: em todos os pacientes 
 Reforço Positivo 
 É uma técnica eficaz em recompensar comportamentos desejados e, assim, fortalecer o retorno dos mesmos; 
• Sociais: modulação positiva da voz, expressão facial, o elogio verbal e demonstrações físicas 
apropriadas de afeto 
• Não sociais: lembrancinhas 
Objetivo: 
 Reforçar o comportamento desejado 
Indicações: em todos os pacientes 
II. PRESENÇA MATERNA 
 Divergência de Opinião; 
 Crianças mal orientadas no estabelecimento de limites pelos pais; 
 Necessidade de autodisciplina; 
 Expectativas dos pais quanto ao comportamento da criança são fora da realidade; 
 Expectativas quanto ao CD como guia são grandes 
Objetivos: 
 Ganhar a atenção da criança e melhorar a colaboração; 
 Evitar o comportamento negativo ou a recusa; 
 Estabelecer papeis apropriados na relação CD-criança; 
 Realçar uma comunicação eficaz entre CD, criança e os pais 
 Minimizar a ansiedade e conseguir uma experiência odontológica positiva 
Contra -Indicações: Pais que não têm desejo ou capacidade de dar apoio afetivo 
III. ESTABILIZAÇÃO PROTETORA 
 Contenção: 
 Limitação da liberdade de movimentos da criança, com ou sem permissão da criança precisa da permissão 
dos pais ou responsáveis, afim de diminuir o risco de ferimento ao permitir a conclusão segura do tratamento 
 Pode envolver: outra pessoa, um dispositivo de imobilização ou a combinação dos dois. 
IV. MÃO SOBRE A BOCA - Não faz mais, só quando a criança grita 
 Não deve ser usado como rotina 
 Crianças de 3 a 6 anos com capacidade de comunicação. 
 Inaceitável em crianças muito novas, imaturas e com incapacidade física, mental ou emocional. 
V. TÉCNICAS FARMACOLÓGICAS 
Objetivo 
 Promover bem-estar, evitando traumatismos físicos e emocionais, melhorando o tratamento e diminuindo o 
tempo de exposição da criança ao procedimento 
Indicações 
 Urgências em pacientes agitados e não cooperativos; 
 Paciente cronicamente agitados e com exacerbação dos sintomas durante o tratamento; 
 Pacientes com retardo mental ou distúrbio psiquiátrico sem condições de cooperação; 
 Pacientes de pouca idade. 
Sedação Consciente 
 Ansiolíticos: 
 Benzodiazepínicos (diazepan e midazolan) + hidrato de cloral 
 Neozine 
 Óxido nitroso + oxigênio 
 Hipnose 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANESTESIOLOGIA EM ODONTOPEDIATRIA 
Substancias com capacidade de bloqueio temporário da condução de impulsos nervosos aferentes com consequente perda 
de sensibilidade local, sem deprimir o nível de consciência. 
Classificação: 
 Ésteres (cocaína): procaína, cloroprocaína, tetracaína e benzocaína(pomadas ou gel) 
 Amidas (lidocaína): prilocaina, mepivacínae bupivacaína. 
Sempre usa anestésico tópico 
ANESTESIA LOCAL: 
Primeiro eleito no controle da dor: 
 Permite que o paciente permaneça desperto e cooperando 
 Interfere muito pouco com a fisiologia normal 
 Baixa incidência de morbidade 
 Técnicas fáceis de serem utilizadas 
 Percentagem de insucesso é pequena 
 Pode alimentar-se normalmente antes da intervenção 
 Baixo custo 
Requisitos para ação terapêutica satisfatória: 
 Especificidade de ação(área especifica) 
 Reversibilidade 
 Solubilidade em água e lípides 
 Potência e baixa toxidade 
 Rápido efeito e suficiente duração 
 Não produzir reações alérgicas e idiossincrásicas 
 Estabilidade 
 Estéril 
DOSE: 
Fórmula de Clark 
D C= peso da criança(Kg) x dose do adulto 
 70 
* Considera- se a dose máxima do adulto de 5 a 8 tubetes 
Ordem de escolha: 
 Lidocaína 2% 
 Mepivacaína 2%: em contra-indicação de vasoconstritor a 3% s/v 
 Prilocaína 3%: evitar em caso de anemia: metaemoglobinemia. Pode ser uma opção em caso de 
restrição ao vasoconstritor (não é amina simpaticomimética). 
 
Considerações: 
 Indicações 
 Preparação psicológica da criança 
 Aspectos anatomo-fisiológicos: 
 Porosidade do osso 
 Menor volume corporal e sanguíneo 
 Altura do forame pterigo-mandibular 
TÉCNICAS 
 Cuidados: 
 Anestesia tópica 
 Conhecimento da solução anestésica 
 Uso de vasoconstritor 
 Evitar injeção intramuscular e aplicar lentamente 
 Menor volume e concentração 
 Reduzir a dose para 1/3 se sedada ou debilitada 
Altura do forame pterigo mandibular 
QUANDO MAIS JOVEM A CRIANÇA MAIS POSTERIOR E INFERIOR O FORAME MANDIBULAR ESTA 
Utiliza uma Angulação mais obtuso, um pouco maior 
Quanto menor a criança mais posterior e mais inferior o forame está. 
 
Técnica 
 Técnica Infiltrativa/Supraperiostal ou Nervo alveolar superior medio e anterior 
 Estirar o lábio pressionar levemente 
 Agulha próxima ao ápice, bisel voltado para o osso, não atingir periósteo 
 Tracionar o lábio sobre o bisel 
 A injeção do anestésico deve preceder a introdução lenta da agulha 
 Dificultar a visualização da seringa 
 Bloqueio de nervo superior posterior e inferior anterior 
 OBs: Iniciar os procedimentos pela região superior posterior sempre que possível e pode ser indicada para dentes 
posteriores inferiores 
 Anestesia Interseptal ou interpapilar 
 Complementar da infiltrativa; 
 Procedimentos que envolvam apenas o tecido gengival. 
Ex: exodontia de resto radicular,colocação de grampo para isolamento absoluto ou matriz de aço. 
 Bloqueio de campo nervo alveolar inferior 
 *Bloqueio do nervo alveolar inferior 
 *Relações anatômicas 
 *Métodos direto e indireto (?) 
 
 Anestesia Regional Pterigo-mandibular 
Adaptações em crianças devido às seguintes variações anatômicas: 
 Ramo ascendente é mais curto em relação ao ramo horizontal; 
 O diâmetro antero-posterior é menor; 
 Quanto mais jovem mais aberto é o ângulo goníaco; 
 A linha oblíqua interna raramente está presente; 
 A espinha de Spix ou língula na criança bem jovem pode estar situada inferiormente ao plano oclusal dos 
molares. Com o aumento da idade ela recua e sobe. 
ACIDENTES E COMPLICAÇÕES LOCAIS: 
Reações Tóxicas 
 Úlcera Traumática 
 Injeção intravascular 
 Trismo 
 Reações alérgicas 
 Estimulação/ Depressão SNC 
 Hematoma 
 Paralisia temporária 
 Fratura de agulha 
 Antígeno/AnticorpoANESTESIA GERAL 
 Indicada em casos extremos nos quais os outros métodos não tiveram sucesso. Justificada pela segurança do 
profissional e paciente e pela necessidade do tratamento. 
 Necessita autorização por escrito dos pais. Pode ser realizada a nível ambulatorial ou hospitalar. 
 
 
FILME PERIAPICAL 
Perapical PADRÃO: 3,1 X 4,0 cm 
Periapical INFANTIL: 2,2 X 3,4 cm 
Dentes INFERIORES 
 - Molares: 0º e - 5º 
 - Pré-molares/ molares decíduos: - 5o a - 10º 
 - Caninos: - 15º 
 - Incisivos: - 15º e - 20º 
RADIOLOGIA EM ODONTOPEDIATRIA 
Um exame radiográfico é fundamental para um diagnóstico preciso e um correto plano de tratamento em 
odontopediatria. 
Radiografia x Odontopediatria: 
 ABORDAGEM PSICOLÓGICA: 
 Familiarização aos procedimentos através de linguagem adequada com sua idade; 
 Posicionamento da cadeira; 
 Posicionamento aparelho de RX; 
 Colocação do filme; 
 Realização das primeiras tomadas nas regiões mais acessíveis. 
 PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÕES 
 Proteção ao paciente: 
- Usar filmes ultra-rápidos (na era analógica). 
- Realizar tomadas radiográficas com boas técnicas; 
- Efetuar apenas as radiografias necessárias; 
- Utilizar avental de chumbo e protetor tireóide; 
- Trabalhar com aparelhos que possuam diafragma de chumbo e filtro alumínio. 
 Proteção à equipe odontológica: 
- Usar avental de chumbo ou barreiras de proteção; 
- O operador deverá se posicionar a 1,80 m de distância do aparelho de RX; 
- Nunca ficar atrás da ampola; 
- Utilizar aparelhos que possuam retardador; 
- Nunca ficar na direção do feixe primário; 
- Não segurar o filme radiográfico em posição (nem sempre possível em odontopediatria). 
 
 
 
 TÉCNICAS RADIOGRÁFICAS: 
I. TÉCNICA PERIAPICAL 
 Relações anatômicas entre a dentadura decídua e permanente; 
 Cronologia de erupção; 
 Seqüência de erupção; 
 Alterações coronárias, pulpares e periapicais; 
 Anomalias dentárias. 
Número de tomadas radiográficas 
 Boca total: 10 filmes → 6 anteriores 
 4 posteriores 
Angulação vertical: Dentes SUPERIORES 
 - Molares: + 20º e + 30º 
 - Pré-molares/molares decíduos: + 30º e + 40º 
 - Caninos: + 40º e + 50º 
 - Incisivos: + 45º e + 50º 
 Periapical na região de MOLARES DECÍDUOS (adapatada) 
Método da Bissetriz: 
- Filme periapical dobrado 
- Apreensão do filme pela oclusão 
- Rolete de algodão junto à oclusal (ISSAO e GUEDES-PINTO) 
Superiores: filme deitado e coloca algodão na ponta ativa anterior inferior 
Inferiores: filme em pé, dobra o filme e a criança morde o algodão 
Método do Paralelismo: 
- Pouco usado apesar da melhor qualidade de imagem gerada 
II. TÉCNICA INTERPROXIMAL OU BITE-WING adapatada SEM posicionador: 
Indicações 
 Pesquisa de lesões de cárie na superfície interproximal 
 Relação da lesão coronária /polpa 
 Avaliação de contorno de restaurações nas proximais 
 Estudo de crista óssea alveolar 
Técnica Interproximal ou Bite-wing 
 Confecciona-se uma asa de mordida com fita adesiva e/ou cartolina no filme; 
 Adapta-se no arco inferior e traciona-se a asa; 
 Pede-se à criança para ocluir; 
Posicionamento: 
Linha trágus-comissura labial paralela ao plano horizontal; 
Angulação vertical: + 8 º e + 10 º 
Erros de angulação horizontal sobreposição de imagens 
 Interproximal (adapatada para crianças menores ) 
 Dobra-se o filme periapical ao meio; 
 Confecciona-se uma asa de mordida para cada lado; (no total duas asas – direita e esqueda) 
 Faz-se a tomada radiográfica do lado direito e posteriormente do lado esquerdo mantendo o 
filme em posição através da oclusão; 
 Obtêm-se na mesma película a imagem radiográfica dos dois lados da boca. 
 
III. TÉCNICA OCLUSAL adpatada 
 Posicionamento e manutenção do filme; 
- Apreensão do filme através da oclusão; 
 Incidência de quase 90º do feixe no filme 
 Maxila: linha trágus - asa do nariz (LINHA DE CAMPER) 
 Mandíbula: linha trágus - comissura labial. 
 Oclusal na região ANTERIOR de maxila e mandíbula 
Utilizamos filme oclusal dobrado ao meio ou dois filmes periapicais. 
A apreensão do filme é feito pela oclusão. 
IV. TÉCNICA DE CLARCK: 
Indicação: 
 Localização de dentes extranumerários e corpos estranhos no sentido vestíbulo palatino na maxila 
 2 filmes adulto, com marcação idêntica nos dois da linha mediana, faz ortorradial em um 
filme e depois coloca o outro filme na mesma posição e faz uma mesio ou disto 
INTERPRETAÇÃO RADIOGRÁFICA: 
Meios auxiliares para a visualização de radiografias: negatoscópios, lupas 
 
 
 
 
 
 
 
 
TERAPIA PULPAR EM DENTES DECÍDUOS 
 Devido à cárie ou traumatismo dentário 
MANUTENÇÃO DA POLPA ÍNTEGRA 
CAPEAMENTO DIRETO 
CAPEAMENTO INDIRETO – não faz mais na pediatria (é feita ODONTOLOGIA DE MÍNIMA INTERVENÇÃO) 
MANUTENÇÃO DA POLPA RADICULAR 
PULPOTOMIA 
MANUTENÇÃO DO DENTE: tratamento endodôntico 
BIOPULPECTOMIA – polpa viva, porém inflamada 
NECROPULPECTOMIA – polpa necrosada 
 
DENTES DECÍDUOS – Características anatômicas 
 Quantidade de esmalte e dentina é 1/3 menor que o permanente 
(então a progressão da cárie e o envolvimento pulpar talvez sejam mais rápidos) 
 Presença do germe do sucessor permanente 
 Cornos pulpares mais amplos e próximos a superfície externa 
 Canais interradiculares no soalho da câmara pulpar 
 Reabsorção interradicular e apical 
 Túbulos dentinarios irregulares 
 
CICLO VITAL DOS DENTES DECÍDUOS 
 Lâmina dentária 
 Crescimento: Iniciação – Proliferação – Histo e morfodiferenciação – Aposição – Mineralização 
 ERUPÇÃO 
 RIZÓLISE - atividade metabólica aumentada, mas para desorganização = NÃO POSSO FAZER CAPEAMENTO 
 ESFOLIAÇÃO 
Início: por volta da 6a. semana vida Intra Uterina 
Início calcificação dos dentes decíduos: por volta do 40 mês – vida Intra Uterina 
60 mês – vida Intra Uterina aproximadamente todos os dentes decíduos iniciaram calcificação 
12 meses de idade – finalização da calcificação 
Tempo de vida da polpa: 8,3 a 9,6 anos 
 Crescimento do órgão pulpar 
 Maturação Pulpar 
 Regressão Pulpar 
 
RIZOGÊNESE 
 Rica em elementos celulares 
 Rica em estruturas vasculares 
 Atividade metabólica aumentada 
 PROCESSO DE ORGANIZAÇÃO DA RAIZ 
 
DENTES ANTERIORES 
 Infecção prolongada no ápice do dente decíduo pode causar alterações no permanente (ex.: hipoplasia de 
Turner) – Manifestação patológica se dá no ápice 
DENTES POSTERIORES 
 Infecção se instala entre as raízes e não no ápice (porque o assoalho da câmara pulpar do dente decíduo é 
poroso e permeável) – Manifestação patológica se instala entre as raízes 
 
REABSORÇÃO 
 ANTERIOR: Reabsorção mais por palatina 
 POSTERIOR: Reabsorção entre as raízes 
 
 RIZÓLISE 
Diminuição do nº de células 
Degeneração dos filetes nervosos 
Diminuição do nº de estruturas vasculares 
Atividade metabólica aumentada 
 PROCESSO DE ORGANIZAÇÃO DA RAIZ 
Histológico? 
História da dor 
GRAU DE COMPROMETIMENTO DO PERMANENTE 
Depende da duração da infecção (tempo) e do grau de odontogênese do sucessor permanente 
 
DENTE DECÍDUO INFECTADO 
 Parada de desenvolvimento do germe do permanente sucessor 
 Alterações da odontogênese 
 Formação de cisto dentígero 
Exceção: processo crônico a longo prazo pode ocasionar erupção precoce do permanente (pode vir sem raiz) 
 
DENTE DECÍDUO: 
Apresenta muitos canais acessórios e colaterais 
 Um dente decíduo muito contaminado, necrosado, necessita de substancia química auxiliar 
A rizólise é irregular 
 Pode ser oblíqua 
 Quando há necrose, introduzo a lima e há dor e sangramento abundante: desconfio de reabsorção irregular 
 
SANGRAMENTO EM DENTE MAIS VELHO: polpa inflamada – não fazer l controlado – posso fazer (?) 
POLPA INFLAMADA = REMOVE!!! 
Remover polpa coronária e mantém a radicular se estiver sadia (pulpotomia) 
Se a radicular estiver inflamada, NÃO FAZ (nãomantém a polpa) 
Para saber se está inflamada: 
BOLINHA DE ALGODÃO EMBEBIDA NO SORO FISIOLÓGICO (solução neutra) na entrada dos canais por 5 minutos 
 Se o sangramento para = Polpa radicular sadia 
 Se o sangramento não para = Polpa radicular inflamada 
 
REAÇÃO PULPAR 
 Saúde e idade da polpa 
 Polpas jovens, principalmente de dentes decíduos, têm um alto potencial de reparo. 
“O potencial reparador da polpa do dente decíduo, parece diminuir à medida que progride o processo de rizólise, 
devido a alterações histológicas próprias do envelhecimento pulpar.” 
 
Anamnese 
DOR PROVOCADA: passível de capeamento direto e Mínima Intervenção 
DOR ESPONTÂNEA: endo, biopulpectomia ou extração se não tiver raiz 
Exame clínico 
EXTRA ORAL E INTRA ORAL (tecido mole, dente e polpa) 
Abscesso, presença de fístula, mobilidade, cor (alteração de cor, fazer rx), consistência da dentina, polpa (idade, estado – 
saudável, inflamada, contaminada –, coloração e persistência do sangramento) 
Dentina infectada 
 Compreende as zonas necróticas, de desmineralização avançada e de invasão bacteriana; 
 Aspecto úmido e amolecido 
Dentina afetada 
 Compreende as zonas de desmineralização inicial, de esclerose dentinária e a dentina reacional 
 Aspecto seco, de lascas 
Mobilidade 
 Depende da faixa etária da criança, porque pode ser esfoliação 
Exame radiográfico 
 Periapical (tamanho do dente, lesao, grau de rizólise, posição do germe sucessor permanente, reabsorção) 
Oclusal modificada (filme periapical colocado no sentido horizontal e vejo mais dentes) 
Testes de vitalidade 
NÃO faz na dentição decícua, nem teste elétrico, nem térmico (por causa do comportamento da criança e interpretação 
duvidosa) 
Condição física do paciente 
CAPEAMENTO PULPAR INDIRETO 
Técnica em que toda dentina cariada, exceto aquela que poderia expor a polpa, é removida, e um medicamento é colocado 
sobre a dentina cariada remanescente 
- Não faz na odontopediatria, agora faz MI 
 
MÍNIMA INTERVENÇÃO 
Paralisar a doença  controle dos fatores etiológicos 
- A dentina infectada deve ser removida, porque não é passível de remineralização 
 INDICAÇÃO: 
Lesões cariosas profundas próximas à polpa 
Dor provocada por estímulo externo 
Considerar 
 IDADE E ESTADO DA POLPA 
 AUSÊNCIA DE MOBILIDADE ANORMAL 
 AUSÊNCIA DE ALTERAÇÃO RADIOGRÁFICA PATOLÓGICA 
 CONTRAINDICAÇÃO: 
Dor espontânea 
Evidências clínicas ou radiográficas de alterações patológicas no periodonto 
CAPEAMENTO PULPAR DIRETO 
Técnica que consiste no tratamento adequado da polpa exposta mediante um correto diagnóstico 
- Não faz em dor espontânea 
 INDICAÇÃO 
Pequenas exposições mecânicas ou traumáticas quando as condições são adequadas para proporcionar 
resposta pulpar favorável 
Considerar 
 IDADE DA POLPA 
Tecido pulpar jovem é capaz de se reparar após agressão ou irritação 
Polpas mais velhas tornam-se fibrosadas e com volume reduzido, além de apresentarem calcificação 
aumentada 
 ESTADO DA POLPA 
Polpas inflamadas exibem alterações patológicas mais intensas e mais frequentes 
 CONTAMINAÇÃO 
O prognóstico é muito menos favorável se o dente apresenta inflamação e\ou infecção por cárie ou 
trauma 
 TAMANHO DA EXPOSIÇÃO PULPAR 
Pequenas exposições com um bom suprimento sangüíneo, exibem melhor potencial de reparação 
 DOR 
Dor espontânea freqüentemente significa degeneração extensa da polpa 
 FATORES SISTEMICOS 
 
TÉCNICA OPERATÓRIA 
1. Radiografia periapical 
2. Anestesia 
3. Isolamento absoluto 
4. Irrigação – SORO FISIOLÓGICO 
5. Uso do material capeador 
Hidróxido de cálcio P.A. + Soro fisiológico = mistura e forma uma PASTA, coloca sobre a exposição pulpar 
Hidróxido de cálcio = cimento – Coloca sobre a pasta 
6. Restauração 
7. Proservação 
Não usa água dycal em dente decíduo e sim SORO FISIOLÓGICO – solução neutra - (porque o hidróxido de cálcio dentro 
da polpa quando na irrigação, vai acelerar o processo de rizolíse) 
PULPOTOMIA 
Procedimento que removo toda a porção coronária da polpa e deixo a polpa radicular, mas essa tem que estar sadia 
 
COMO SABER SE A POLPA RADICULAR ESTÁ SADIA 
 Quando removo a polpa coronária, começa a sangrar, então faço hemostasia natural 
 Bolinha de algodão embebida no soro fisiológico e coloca na câmara coronária, em contato com a polpa 
radicular por 5 minutos 
 Se remover e o sangramento parar, está sadia. 
INDICAÇÕES: 
Dentes com envolvimento pulpar apresentando: 
 Inflamação envolve apenas polpa coronária 
 Hemorragia da amputação é fácil de controlar (forma natural – sem uso de medicamentos) 
 Dor provocada associada à um estímulo 
 Dente com no mínimo 2\3 do comprimento radicular 
 Ausência de evidência clínica ou radiográfica de alterações patológicas no periodonto 
O QUE CONTRA INDICA: 
 Dor espontânea – não faz pulpotomia 
 Persistência do sangramento com hemostasia natural – não faz pulpotomia 
 Sangramento mais arroxeado, mais coagulado – mostra comprometimento da polpa coronária 
 
MATERIAL UTILIZADO: Formocresol diluído 39% 
Antigamente: 1 porçao de formocresol diluída em 4 partes de glicerina e agua 
TÉCNICA 
1. Radiografia 
2. Anestesia 
3. Isolamento absoluto 
4. Remoção de tecido cariado (broca tronco crônica 701 e esférica baixa rotação) 
Remoção do teto da câmara – 701 (se sangrar, corta a polpa coronária com colher de dentina) 
Remoção da polpa coronária – colher de dentina 
5. Irrigação com SORO FISIOLÓGICO 
6. Aspiração 
7. Hemostasia 
Bolinha de algodão embebido em soro fisiológico 5 min, remove e vê se o sangramento controlou 
8. Uso de FORMOCRESOL DILUÍDO – FIXAÇÃO PULPAR 
Bolinha de algodão embebida no formocresol diluído sem excesso (removo excesso com gaze ou 
rolinho de algodao) e coloco em contato com a polpa radicular sadia por 5 min (FIXAÇÃO PULPAR) 
9. Oxido de zinco e eugenol - PASTA 
Coloca sobre a polpa fixada (que sofreu processo superficial de necrose – só superficial) 
10. Colocação do IRM ou IONÔMERO DE VIDRO sobre a pasta 
11. Radiografia 
12. Restauração 
13. Proservação 
(na clínica coloca oxido de zinco e eugenol, depois ionômero, e na próxima sessão rebaixa o ionômero e restaura) 
 
Insucesso: polpa coronária restante, técnica errada, pode causar reabsorção interna 
 
┌ Até onde vou limar 
PULPECTOMIA 
Procedimento que envolve a remoção da polpa, para obter acesso aos canais radiculares para que sejam limpos, 
alargados e desinfectados e posteriormente preenchidos com material reabsorvível. 
BIOPULPECTOMIA – polpa viva inflamada (dor espontânea) 
Devo preencher o canal com material reabsorvível, concomitante com a reabsorção da raiz 
NECROPULPECTOMIA – necrose, resto de polpa, produto de degradação, bactéria, secreção purulenta 
Limpo, amplio e obturo com material (uma pasta) que seja reabsorvível 
Dor espontânea = Biopulpectomia (ver se tem 2/3 de raiz) 
Necrose, fistula = Necropulpectomia (ver se tem 2/3 de raiz) 
1/3 de raiz = Extração e avaliação ortodôntica 
DENTES EXTENSAMENTE DESTRUÍDOS 
Região ANTERIOR (inferior ou superior) → 3 opções 
tratamento endodôntico, pino intracanal e restauração 
tratamento endodôntico e sepultamento de raiz 
tratamento endodôntico e depois instalação de um aparelho com dentes anteriores 
 
Objetivo: 
o Dente permanecer na arcada mantendo sua função, sem dor ou infecção, até que o sucessor permanente esteja 
em condições de irromper. 
INDICAÇÕES: 
Dente com cárie e envolvimento pulpar, apresentando: 
 Dentes apresentando 2/3 de raiz 
 Inflamação na polpa radicular 
 Dentes com abscesso ou fístula 
 Polpa necrosada 
 Presença de dor espontânea 
 Dentes com necessidade de pinos para retenção intra-canal 
 Traumatismo dentario com envolvimento pulpar 
(se procurou até 30 min = pulpotomia e restauração l se for após 30 min = tto endodôntico – biopulpectomia) 
 Polpa inflamada 
Dificuldades: 
 Anatomia interna 
 Reabsorção radicular Limite apical de instrumentação – Não utiliza cone de guta percha somente uma pasta 
 Abertura de boca 
 Isolamento absoluto – Coloca fio dental na lima e abraça no punho, evita aspiração e deglutição 
LIMITE APICAL DE INSTRUMENTAÇÃO 
ATÉ O INICIO DA REABSORÇÃO 
 Biopulpectomia 
Comprimento de trabalho = 1 a 2mm do ápice ou 1 a 2mm antes da reabsorção 
 Necropulpectomia 
Comprimento de trabalho = Não tem mm a ser respeitado 
Será até o ápice ou até a reabsorção, pq nessa tem mais contaminação 
Técnica BIOPUPECTOMIA 
Em condições normais, não precisa de radiografia de Odontometria (CPC), apenas rx inicial 
ANTERIOR – diâmetro maior POSTERIOR – diâmetro menor 
1. Radiografia periapical 
2. Odontometria 
Comprimento de trabalho para a lima = -1mm ou -2mm 
3. Anestesia 
4. Isolamento absoluto 
5. Remoção de carie 
6. Abertura endodôntica - broca 701 tronco cônica 
7. Remoção da polpa 
Removo a polpa radicular com Lima Hedstroen 
Lima que ficar mais justa no canal 
8. Irrigação inicial/aspiração- 
SORO FISIOLOGICO – porque não tem muita contaminação 
9. Biomecanica 
Alargamento do canal = Limas Kerr – 3 limas Kerr consecutivas na mesma medida 
 Usa a Hedstroem primeiro e depois a de mesmo diâmetro Kerr, usando mais duas limas 
(se usei H 15, tenho que usar K 15 também, depois K 20 e 25 no mesmo comprimento) = 3 limas K 
10. Irrigação final/aspiração 
SORO FISIOLOGICO 
11. Secagem 
Com cone de papel absorvente 
12. Obturação- 
Utilizar pasta removível 
Preconizada na Univale – ÓXIDO DE ZINCO E EUGENOL (OZE) - 23% - pasta é reabsorvível 
Introduz no canal com a mesma lima da biomecânica e comprime com bolinha de algodão para 
fluir no interior do canal 
Também posso introduzir a pasta com broca Lentulo no sentido anti-horário 
manualmente ou seringa de inserção própria 
 Se extravasar não tem problema, porque é reabsorvível 
13. Radiografia 
O grampo vai atrapalhar a ver a obturação, então deve aquecer o bastão de guta-percha na lamparina e fechar 
a câmara coronária com essa guta percha aquecida, aí tira o isolamento absoluto e faz radiografia periapical. 
14. Restauração 
15. Proservação 
 
Técnica NECROPULPECTOMIA 
1) Radiografia 
2) Odontometria 
3) Anestesia 
Quando há necrose parcial ou anestesia por causa do isolamento absoluto 
4) Isolamento absoluto 
5) Remoção da cárie 
6) Abertura endodôntica 
7) Irrigação inicial/aspiração- 
TERGENOL FURACIN (detergente) - seringa hipodérmica 
8) Biomecanica 
Não precisa de lima H pq não tem polpa radicular mais, apenas restos necróticos e produtos de degradação 
Lima Kerr – 3 limas consecutivas + 2 substancias quimcias auxiliares 
Usada com pasta ENDO PTC (detergente e antisséptico) + LIQUIDO DE DAKIN (hipoclorito de sódio a 0,5%) 
9) Irrigação final/aspiração 
TERGENTOL/FURACIN 
10) Secagem 
11) Obturação 
Pasta obturadora: Óxido de Zinco e eugenol + Iodofórmio – Leva com a lima 
12) Radiografia 
13) Restauração 
14) Proservação 
Libera oxigênio e cloro = bactericida 
Saponifica gorduras 
Facilita remoção de substancias solidas e semi-solidas do canal 
 
DIFERENÇAS ENTRE UM E OUTRO: 
 Comprimento de trabalho 
B = 1 a 2mm do ápice ou da reabsorção 
N = Até o ápice ou até a reabsorção 
 Irrigação 
B = Soro fisiológico 
N = Tergentol/furacin 
 Biomecânica 
B = Lima Hedstroen e Kerr 
N = Lima Kerr e substancia química auxiliar 
 Pasta obturadora 
B = Óxido de Zinco e Eugenol 
N = Óxido de Zinco e Eugenol + iodofórmio 
 
Se tiver secreção = NÃO OBTURAR 
CURATIVO DE DEMORA – DE UMA SESSÃO PARA OUTRA 
 Biopulpectomia – Formocresol diluído 
 Necropulpectomia – Paramonoclorofenol canforado (PMCC) 
ABSCESSO DENTO ALVEOLAR 
 Drenagem 
 Medicação, caso seja necessário 
 Tratamento endodôntico 
 Restauração 
 Proservação