Logo Passei Direto

A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
12 pág.
Síndromes colestáticas, defeitos diafragmáticos e defeitos da parede abdominal

Pré-visualização | Página 2 de 3

e classificação dos cistos.
● Primeira escolha para avaliação.
- Colangiografia intra-operatória
● Quando CPRM e CPRE não definiram.
- TC contrastada: Pancreatite e suspeita de tumor associado
Tratamento: cirúrgico
- Excisão do cisto.
- Anastomose bilio-entérica.
- Preparo pré-operatório:
● Tratar a infecção biliar.
● Vit. K - corrigir TP alongado.
● Eliminação de Ascaris em áreas endêmicas.
- Cuidados pós operatório
● Alimentação oral quando possível (2 a 3 dias).
● Dreno abdominal removido - 5 dias (quando sem vazamentos).
- Tratamento para classificação tipo III (coledococele)
● Esfincterotomia do ducto colédoco.
● Enterotomia do ducto colédoco isolada.
- Tratamento tipo V ou Doença de Caroli
● Dilatação sacular segmentar dos ductos biliares intra-hepáticos:
➔ Difuso no fígado: transplante hepático.
➔ Localizada em um lobo: hepatectomia.
Complicações pós operatórias
- Precoces:
● Sangramento.
● Fístula da anastomose.
● Fístula pancreática.
➔ Drenagem.
➔ ATB.
➔ SNG.
➔ Nutrição parenteral.
● Obstrução intestinal.
- Complicações tardias:
● Colangite.
● Estenose da anastomose
● Cálculos
3. Colelitíase
Etiologia:
- Doença hemolítica: Anemia falciforme / Esferocitose hereditária.
- NPT de longa duração.
- Desidratação.
- Fibrose cística.
- Síndrome do intestino curto.
- Ressecção ileal.
- Uso de anticoncepcional.
- Obesidade
Clínica:
- Dor abdominal superior direita após refeição gordurosa.
- Náuseas e vômitos.
- Sintomas atípicos (especialmente crianças mais novas):
● Dor abdominal vaga pouco localizada.
Diagnóstico:
- USG.
- Tratamento cirúrgico:
● Colecistectomia.
4. Coledocolitíase
Defeitos diafragmáticos
1. Hérnia Diafragmática congênita (Bochdalek)
Defeito póstero lateral do diafragma
Formação pulmonar
● Quando o pulmão for bem formado, muitas vezes essa hérnia é assintomática e algumas
vezes descoberta apenas na vida adulta.
● Quando o pulmão não se forma direito (pulmão hipoplásico), o quadro clínico da criança é
mais grave.
Epidemiologia:
- Incidência: 1 em 2500.
- Predominância pelo sexo masculino.
- Lateralidade:
● 80% à Esquerda.
● Aproximadamente 20% à Direita.
● 2% Bilateral.
Diagnóstico
- Pré - natal: USG
● Suspeita clínica ao nascer:
➔ Abdome escavado
➔ Assimetria torácica
➔ Ausculta de ruídos hidroaéreos em tórax (Desconforto respiratório ao
nascimento).
- Confirmação: Rx de tórax
- O neonato com hérnia diafragmática
nasce com desconforto respiratório e aí
precisamos evitar fazer ventilação com
pressão positiva pois vamos estar
ventilando estômago, esôfago, intestinos
e comprimindo mais o mediastino. Ao
invés de fazer VPP fazer intubação
traqueal precoce.
Tratamento: Cirúrgico
- Acesso abdominal
- Redução do conteúdo herniado
- Inclui apendicectomia tática (ceco móvel): Quando há
hérnia diafragmática há vício de rotação a chance de dar
uma apendicite é muito grande.
- Reparo do defeito com pontos inabsorvíveis
- Uso de prótese/tela se defeito grande.
- Drenagem torácica não está indicada.
● Não é uma emergência cirúrgica
● Aguarda estabilidade clínica
● Não melhora a função pulmonar – pulmão malformado (hipoplásico).
● Sobrevida > 80%
Fatores de pior prognóstico
- Diagnóstico pré-natal precoce
- Polidrâmnio
- Prematuridade
- Baixo peso ao nascimento (< 2kg)
- Baixo Apgar do 5° minuto (< 5)
- IOT com menos de 6 horas de vida
- Ventilação com máscara e pressão positiva
- Hipercarbia PCO2 admissional > 60 mmHg
- Malformações associadas e Síndromes genéticas
- Defeitos diafragmáticos grandes
2. Hérnia Diafragmática de Morgagni
Defeito diafragmático anterior: Fracasso da fusão das porções crural e esternal do diafragma com
saco herniário tipicamente presente.
Conteúdo
- Omento.
- Intestino delgado.
- Cólon
Associação
- Síndrome de Down
- Pentalogia de Cantrell (defeito cardíaco, onfalocele, coração ectópico e defeito
diafragmático anterior que se estende ao pericárdio).
Clínica:
- Assintomática (maioria): Descoberta incidental.
- Desconforto epigástrico / Vômitos (obstrução intermitente)
- Tosse
● Apresentação aguda
● Isquemia intestinal com necrose e perfuração
● Volvo gástrico
● Herniação para pericárdio – tamponamento cardíaco.
Diagnóstico
- RX de tórax
- RX contrastado
- Tc de tórax
Tratamento: cirúrgico
- Redução das vísceras herniadas.
- Excisão do saco herniário.
- Aproximação do diafragma para a bainha posterior do músculo reto na margem costal.
Defeitos grandes podem requerer uso de prótese
3. Eventração Diafragmática
Elevação anormal do diafragma: Movimento paradoxal durante a respiração que interfere na
mecânica pulmonar.
Etiologia
- Eventração congênita:
● Resulta do desenvolvimento incompleto do tendão central ou porção muscular do
diafragma.
● Grandes eventrações podem interferir no desenvolvimento pulmonar • Pulmão
hipoplásico
● Mais comum à E.
● Músculo geralmente fino
- Adquirida
● Paralisia do nervo frênico
○ Tumores do mediastino.
○ Cirurgia cardíaca congênita.
Clínica:
- Aguda
● Dificuldade respiratória.
● Taquipneia.
- Curso indolente
● Infecções respiratórias de repetição
● Chiado no peito
- Assintomáticos com descoberta incidental
- RN:
● Intolerância alimentar (incoordenação sucção-respiração)
- Crianças mais velhas
● Intolerância ao exercício.
Diagnóstico:
- RX tórax
● Hemidiafragma elevado - suspeita
- Fluoroscopia (raio x contínuo).
- USG.
- TC de tórax.
Tratamento:
- Suporte respiratório
● Fisioterapia respiratória
- Cirurgia: Plicatura diafragmática
● Via torácica ou abdominal
● Fio inabsorvível
Defeitos congênitos da parede abdominal.
1. Onfalocele
Falha das vísceras (intestino e fígado) em retornar à cavidade abdominal.
Herniação de intestino e fígado de reto
Epidemiologia:
● 1: 4000 a 6000 NV
● Anomalias associadas (frequentemente).
Diagnóstico:
● USG com 18 semanas de gestação.
Tratamento:
● Rastrear anomalias associadas
○ Ecocardiograma.
○ USG abdominal (anomalias renais)
● Cobertura impermeável do RN (evitar perda de calor e líquido)
● SOG: sonda orogástrica.
● Cirurgia
○ Fechamento depende do tamanho do defeito
○ Idade gestacional do RN
○ Anomalias associadas
● Defeito menor 1,5 = hérnia de cordão
○ Pode ser reparado logo ao nascimento
● Defeitos medianos
○ Cuidado quando fígado esta herniado pois adere à membrana
■ Risco de sangramentos significativos
● Defeitos grandes
○ Fechamento primário
○ Fechamento estagiado: silo
○ Escarificação:
■ Epitelização ao longo do tempo (4 a 10 semanas) - Utilização de fármacos
que estimulam o crescimento de pele.
■ Substâncias usadas: Sulfadiazina de prata / PVPI / Curativo impregnado
com prata / Neomicina / Pomadas de polimixina/bacitracina.
■ Permanece hérnia ventral
■ Indicação: Saco intacto / Defeitos grandes / Anomalias associadas
2. Gastrosquise
Falha da mesoderme para se formar na parede abdominal anterior
Alças intestinais expostas, apenas intestino
Possíveis fatores causais:
● Tabaco
● Exposições ambientais.
● Idade materna baixa.
● Baixo nível socioeconômico.
Epidemiologia: 1:4000 NV
Diagnóstico
● USG 20° semana de gestação
○ Alças intestinais flutuando livremente no líquido amniótico (porque às alças que
geralmente estariam dentro da criança, por este defeito na formação da
mesoderme vai estar para fora).
○ Defeito na parede abdominal à direita do cordão umbilical
Anomalia associada mais comum: Atresia intestinal
● Necrose intestinal
● Perfuração intestinal
Tratamento:
● Embrulhar bebê em plástico com a cabeça para fora: Evitar perda
significativa de água por evaporação
○ Cavidade abdominal aberta
○ Intestino exposto
● Acesso intravenoso adequada: nutrição, reposição volêmica
● SOG (evitar distensão)
● Cirurgia
○ Retornar vísceras para cavidade abdominal.
○ Pressão intra-abdominal elevada: quanto mais tempo demorar para fazer a cirurgia
mais edemaciada fica a alça intestinal e mais difícil é retornar a alça para a
cavidade abdominal podendo causar uma hipertensão intra abdominal
■ Fechamento primário se vísceras não edemaciadas e espaço para que elas
voltem à cavidade abdominal.
■ Fechamento retardado
Página123