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Cirurgia Pediátrica

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acomete
indivíduos que estão
entrando na puberdade. É o
mais comum.
Quadro clínico:
- Dor forte, vômito, náusea,
palidez, sudorese.
Exame físico:
- O testículo torcido fica mais
alto do que o outro normal. →
sinal de Angel
Exames de imagem:
- Doppler.
2. APÊNDICE TESTICULAR
Quadro clínico:
- Semelhante ao da torção de
testículo mas a dor tem uma
intensidade menor.
Exame:
- Ponto escuro na
transiluminação.
Conduta:
- Expectante porque não vai
atrapalhar o outro testículo.
Tende a calcificar.
3. ORQUITE E ORQUIEPIDIDIMITE
Quadro clínico:
- Mais brando, insidioso. Sinal
de Prehn (quando eleva o
testículo a dor tende a
melhorar por causa do
drenagem)
Causas:
- Viral, bacteriana, ISTs,
traumática.
Tratamento:
- Repouso absoluto
Solicitar:
- HMG, Urina I (principal para
ver causa bacteriana) e PCR
ATRESIA DE ESÔFAGO
Definição:
- Falta de um pedaço do
esôfago, ausência de
permeabilidade de uma
víscera oca.
- Malformação congênita
caracterizada pela
interrupção da luz na porção
torácica, com ausência de
segmento em maior ou
menor extensão.
Incidência:
- 1:4000 nascidos vivos
- Discreto predominio no sexo
masculino (6:4)
- Prematuridade 35%
OBS: o líquido amniótico é a
urina do feto.
A forma mais frequente (90%)
é a interrupção da luz esofágica
com fístula traqueoesofágica distal
(foto C) → nesse caso a tendência é
não ter polidrâmnio, mas depende
do tamanho da fístula (se for
pequena, não passa e tem
polidrâmnio).
A segunda forma mais
frequente (9%) é a atresia de
esôfago sem fístula (foto E) → nesse
caso, tem polidrâmnio.
O restante: atresia de
esôfago com dupla fístula e atresia
de esôfago com fístula
traqueoesofágica proximal somam
1%.
Quadro clínico:
- Importante verificar a
existência de malformações
→ VACTERL (vertebrais,
anorretais, cardíacas,
traqueais, esofágicas, renais
e limbs– agenesia do rádio)
- A mais comum é a
cardíaca
- Indicativo de atresia de
esôfago é o polidrâmnio, no
entanto ele pode ou não
estar presente → acúmulo de
líquido na cavidade uterina
por falta de deglutição, ou
seja, incapacidade do bebê
em absorver e engolir o
líquido; além do estômago
pequeno.
- Impossibilidade de progredir
a sonda (12cm do nariz ou
10cm da boca) e sialorréia.
Classificação:
- A: ausência de complicações
pulmonares. Peso acuma de
2500g ausencia de
malformações associadas →
expectativa de vida 95-100%
- B: Peso entre 1900g e 2500g,
complicações pulmonar
discreta e (?)
OBS: sempre que há um acúmulo
de líquido amniótico no período
gestacional/ final de gestação,
devemos suspeitar de obstrução no
tubo digestivo. Quanto mais alta for
a obstrução, maior a chance do
polidrâmnio.
Diagnóstico:
- USG
- Radiografia
Tratamento:
- Importante estabelecer o tipo
de atresia para determinar
qual será o tratamento.
- Pré-operatório: na suspeita
de atresia de esôfago, os
procedimentos (?)
- Com fístula: faz a rafia da
fístula (porque senão o suco
gástrico fica voltando e a
criança sofre com pneumonia
em decorrência do refluxo) →
urgência
- Sem fístula: faz um novo
esofago através da grande
curvatura do estômago
(esofagogastroplastia) ou de
uma parte do cólon
(esofagocolonplastia)
A: Ausência de fístula. Não tem ar
dentro do tubo digestivo.
B: Presença de fístula
traqueoesofágica distal
Identifica-se ar dentro do tubo
digestivo → padrão de distribuição
de ar em favo de mel.
ESTENOSE HIPERTRÓFICA DO
PILORO
Estreitamento na região
pilórica.
Definição:
- Obstáculo ao esvaziamento
gástrico por hipertrofia da
camada circular da
musculatura pilórica.
É uma doença adquirida
porque aparece durante a vida, a
criança não nasce com ela.
É uma doença evolutiva.
Incidência:
- 3:1000
- Predominio no sexo
masculino 4:1
- Familiar, primogênito
- Predomínio na população
branca
Etiopatogenia:
- Desconhecida
- Causa multifatorial: neuronal,
viral, alimentação nos
primeiros dias de vida.
Quadro clínico:
- Início na terceira semana de
vida
- Vômitos em jato sem bile
- Perda de peso e redução das
evacuações
- Peristaltismo visível
(Kussmaul)
- Tumor pilórico palpável (oliva)
- Desidratação
- Distúrbio metabólico →
alcalose metabólica,
hipocalemia, hipocloremia,
hiponatremia, hipocalcemia.
- Desnutrição
- Distúrbio de coagulação por
falta de absorção de
vitamina K (depende da
permeabilidade do duodeno
para ser absorvida)
Exames complementares:
- USG (parede pilórica com
espessura maior ou igual
0,4cm; extensão pilórica
maior ou igual a 1,6cm),
- Exames contrastados → bário
- RX simples (dificuldade de
passagem do ar; Sinal do
cogumelo/sinal do guarda
chuva/ Sinal do bico do seio/
Sinal do cardel)
- Predomínio de ar no
estômago e pouco ar
no duodeno.
Tratamento:
- Cirurgia de Fredet- Ramstedt
INVAGINAÇÃO INTESTINAL/
INTUSSUSCEPÇÃO
Definição:
- Maior causa de obstrução
intestinal na infância.
- Quadro obstrutivo causado
pela penetração de um
segmento proximal de uma
alça intestinal (?)
- Parte do trato digestivo se
introduz no segmento
adjacente.
- É a causa de emergência
mais comum de obstrução
entre 3 meses e 6 anos (pico
6-9m), o local mais acometido
é o íleo terminal, com
plastrão palpável no lado
direito
Incidência:
- Varia entre 1 a 4 por 1000
nascidos vivos
- Predominio no sexo
masculino 60-70%
- Causa desconhecida na
infância - hipertrofia de
placas linfóides
- Comum ser precedida
de um quadro viral
(respiratório ou
gastrointestinal)
- Rara antes dos 3 meses
- Rara após os 3 anos
- pico de incidência no 3°
trimestre de vida
Fisiopatologia:
- Teoria da cabeça da
invaginação
- Localização mais frequente -
ileocecocólica (82%)
Quadro Clínico:
- Dor em cólica, que vai e volta
(intermitência), de forte
intensidade
- Bebê irritado, com postura
encolhida
- Vômitos e recusa alimentar
- Distensão abdominal → dor à
palpação
- Sangue nas fezes (fezes em
geleia de framboesa)
Diagnóstico:
- Raio X
- Enema com bário ou
água → não é feito
quando está fora da
faixa etária padrão
(após os 3 anos), feito
quando o quadro
clínico é curto.
- USG → sinal do pseudo-rim e
sinal do alvo.
Tratamento:
- Cirúrgico
HÉRNIAS DIAFRAGMÁTICAS/ HERNIA
DE BOCHDALEK:
Definição:
- Solução de continuidade
póstero-lateral do músculo
diafragmático
Epidemiologia:
- 15% das vezes tem saco
herniário
- Ocorre mais à esquerda (90%)
- Prevalência de 1:3000
nascimentos
- Prevalência no sexo masculino
1,5:1
- 50% dos casos morrem
- Prognóstico ruim
Embriogênese:
Diagnóstico:
- É possível diagnosticar dentro
da vida uterina → exames de
pré-natal (USG)
- Raio X
Tratamento:
- Cirúrgico
Prognóstico:
- As causas da morte
normalmente ocorrem devido a
hipoplasia pulmonar e
hipertensão pulmonar
Hérnia de Morgani
- Não se manifesta no período
neonatal
- Retroesternal
- Se manifesta quando o paciente
cresce e a pressão abdominal
aumenta, e as vísceras começam
a subir
- Não costuma dar hipoplasia
pulmonar
Hérnia de hiato
- Deslizamento ou rolamento
- Maioria das vezes assintomático
AGANGLIONOSE INTESTINAL CONGÊNITA
- MOLÉSTIA DE HIRSCHSPRUNG
Definição:
Ausência de gânglio nervoso.
OBS: se realizar biópsia de um
intestino com esta doença,
encontra-se os plexos, os nervos, o
que não tem são os gânglios
nervosos que dá o estímulo para o
músculo. Os plexos estão alterados,
pois se deformam. A quantidade de
acetilcolina produzida está
aumentada, porém não tem como
dosar, então dosa-se a
acetilcolinesterase, que estará
aumentada.
Alteração na migração das
células da crista neural em direção
ao intestino distal.
80% parada da migração na
porção reto-sigmoideana (proximal
para distal - para o que está para
frente de onde estiver aganglionica)
Células precursoras dos
neuroblastos = 12ª semana - reto.
Migração para células ganglionares
- plexos (?)
Aganglionose:
Hipertrofia das fibras
nervosas pré-sinápticas
Teorias:
- Ausência de neurônios
produtores
- Falta de relaxamento
muscular na área espástica.
- Falta de produção de óxido
nítrico.
Áreas acometidas:
- Forma reto sigmoideana -
80%
- Forma colônica total - 10%
- Forma longa - 7%
- Forma curta e ultracurta - 3%
→ diagnóstico