Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Clostridium Sulfito Redutores (Clostridium perfringens)
Habita o TGI tanto do homem quanto dos animais, então pode haver contaminação no abate, durante rompimento da alça intestinal e contaminação com fezes, em carcaças de aves. É preconizado que haja a contagem referente a esse grupo principalmente em produtos cárneos. Os MO deste grupo têm a capacidade de formar esporos, que são células mais resistentes (fica em estágio de latência até encontrar condições favoráveis, como pH, substrato e potencial redoxi). São considerados MO ubiquitórios (apesar da origem no TGI se disseminam no ambiente, solo, água, equipamentos na indústria, por isso não podem ser usadas como indicador fecal). São estritamente anaeróbios, mais difíceis de isolar em laboratório, outra justificativa para este grupo não ser utilizado como indicador fecal.
Possuem capacidade de fazer redução de sulfito, característica principal que aparece nas UFCs da placa em crescimento. Outra característica é clostrídeos sulfito redutores a 46°C (se desenvolvem bem na faixa de termófilos, principalmente o C. perfringens, de alta incidência em alimentos cárneos). C. perfringens é patogênico para o ser humano. Capacidade de fermentar açúcares, principalmente a lactose. C. perfiringes pode causar gastroenterites e fazer necrose de alça intestinal. O C. botulinum produz toxina que faz sinais neurológicos e pode fazer paralisia facial, de membros e parada respiratória (toxina atua nas sinapses). 
Características gerais: bacilos gram +, anaeróbios estritos, reduzem sulfito a sulfeto de hidrogênio, possuem capacidade de formar esporos (por isso podem ser encontrados em ambientes, utensílios, resistem a processos tecnológicos, radiações solares, alteração de pH, pressão osmótica). Por que o esporo confere essa resistência toda a célula bacteriana? As paredes celulares e o plasma que fica mais desidratado e mineralizado, formando substância importante para a resistência chamado de dipicolinato de cálcio. Clostrideos e bacilos formam esporos. Temperatura ótima 46°C (43-47°C), elevado poder fermentativo, pH 5-9 (7,2 ótimo), Aa 0,93, catalase – (diferenciar dos bacilos --- muito procurados em produtos em conserva. Para diferenciar o que está crescendo é só fazer a prova da catalase, bacilo C+ e clostrideos C-), ubiquitário. 
Importância: indicadores de contaminação, mas não de contaminação fecal (se encontrado na água faz associação com falta de tratamento de efluentes), manipulação inadequada no processamento de alimentos, indicação rápida de C. perfringens sulfito redutor a 46°C. 
ICMSF: agente etiológico de duas enfermidades (C. perfringens):
- Estirpes do tipo A (muito comum): grupo de risco III, de perigo moderado, usualmente de curta duração e sem ameaça de morte ou sequelas, com sintomas autolimitados, mas que provocam severo desconforto. Produz toxina alfa, leva a gastroenterite.
- Estirpes do tipo C (enterite necrótica): muito mais rara, grupo de risco 1B, que inclui as doenças de severo perigo para a população restrita, representando ameaça de morte, sequelas crônicas ou longa duração. Produz toxina beta, virulência maior. Sinais clínicos são dor, distensão abdominal, diarreia com sangue e necrose de alça intestinal. (PROVA). 
Clostridium perfringens
Capaz de formar cápsulas, são imóveis, formadora de esporos. A cápsula é um fator de agressão. Reduzem sulfito a sulfeto, fermentam lactose, fazem hidrólise da gelatina, prova da coagulação tempestuosa do leite (fermentam a lactose facilmente, da fermentação são originadas moléculas ácidas, o pH do leite cai, aproxima do ponto isoelétrico da caseína e esta coagula. Este coágulo é quebradiço, pois ao fermentar produz ácido e gás. Os gases vão rompendo o coágulo e desloca a coluna dentro do tubo). 
- Epidemiologia: cresce em ampla faixa de temperatura 20-50°C (37-45°C), 45-46°C tem facilidade de crescimento e tem tempo de geração de 7 a 10 minutos. São sensíveis a baixas temperaturas (tomar cuidado com amostras congeladas ou resfriadas. Se ficar resfriada por muito tempo não estará retratando a microbiota inicial, podendo levar a morte celular). São capazes de formar esporos com termorresistência variável (destruída a partir de 100°C). Tipos de estirpes diferenciados de acordo com a toxina que é produzida A, B, C, D, E (alfa, beta, épsilon e yota). O tipo mais envolvido em surtos é o tipo A que produz toxina alfa (toxina fosfolipásica – pode ser formado halo mais claro ao redor da colônia devido ação da lecitina, usa gema de ovo no meio de cultura – e hemolítica). A toxina do C. perfringens raramente é pré-formada, o que leva a enfermidade é a ingestão de células viáveis no alimento (>106), esporula dentro do TGI (devido as condições ácidas do estômago e sais biliares no intestino), então é toxi-infecção. É raro esporular in vitro (PROVA). 
- TIPO A: enterotoxinas CPE (toxina alfa): gastroenterite. Resistente a enzimas, como a tripsina. Leva ao aparecimento da enfermidade no consumidor. Esporula facilmente no intestino. A liberação da toxina CPE causa maior permeabilidade capilar, aumento de vasodilatação, aumento de motilidade intestinal, acumulo de fluidos no intestino = diarreia aquosa, dores abdominais e náuseas. PI 6-24h, autolimitantes (12-24h). 
- Em caso de surtos coleta-se o alimento suspeito e conta as células viáveis (>106). Cuidado com produtos congelados e resfriados. Fazer exame microscópico direto e avaliar fezes do paciente (isolar MO ou identificar toxina CPE). 
- O crescimento é estimulado pela presença de um carboidrato fermentável e não é inibido por 20% de bile (fator seletivo); reduz sulfito a sulfeto de hidrogênio reage com ferro, forma precipitado preto característico da UFC; podem sintetizar lecitinase (forma halo transparente ao redor pela capacidade de reagir com a lecitina presente na gema do ovo); alimentos envolvidos são carne cozida e produtos avícolas (a carne é o alimento mais envolvido pois ela possui na sua composição aminoácidos sulfurados, os quais reduzem o potencial de oxirredução. Potencial redoxi reduzido favorece crescimento de MO anaeróbios. Se a embalagem é a vácuo ou enlatada abaixa mais ainda o potencial redoxi e favorece crescimento dos MO anaeróbios) PROVA; água associada com dejetos humanos.
OBS: cuidado com refrigeração prolongada (12-15°C), são sensíveis ao cloreto de sódio e crescem bem em concentrações até 2% e resistem aos sais de cura (presunto: preocupante). 
- Alimentos envolvidos: presença de esporos em carcaças de bovinos e aves, em peixes, vegetais, farinha, gelatina, leite, doces ou salgados. Alimento cru passa por cocção, permanecem os esporos, resfriamento lento, passagem da forma de esporo para a forma vegetativa (germinação). Ex: crosta na superfície da carne assada, favorecendo o ambiente de anaerobiose (em peças grandes principalmente). O ideal seria resfriamento rápido para impedir a germinação.
Meios de cultura
- Clostridium sulfito reduto 46°C: reduzem sulfito a sulfeto de hidrogênico, reage com ferro, UFC preta. Antimicrobiano; Ágar sangue é um bom meio (toxina faz hemólise), mas é mais caro. Cicloserina inibe crescimento da microbiota acompanhante. Gema de ovo. Ágar Triptose Sulfito Cicloserina (TSC). 
- Incubação: colocar em jarras de anaerobiose a 46°C/24-96h. Não inverter as placas.
- A partir das UFCs suspeitas vai ser feito esfregaço, coloração de gram e vai observar bastonetes gram +. Selecionar placas com contagem entre 20-200 UFCs. 
- Confirmação do C. perfringens: coloração de Gram +, UFCs pretas, provas bioquímicas (motilidade, ele não é móvel; excelente fermentador de lactose; realiza hidrólise da gelatina; reduz nitrato a nitrito; prova de fermentação tempestuosa do leite com formação de coágulo e presença de gás).
Contagem/resultado: Plaqueamento e semeadura 10-2, 25 colônias típicas, seleciona 10 e submete a análise bioquímica, 8 confirmadas (80%). UFC/g ou ml = 25x10-2x0,8 = 2,0x103 UFC/g.
Controle: adoção de programas para que se evite o perigo tecnológico. BPF, higiene nos alimentos, cuidado no preparo dos alimentosem larga escala, cuidado na cocção (temperatura atingiu o centro geométrico da peça), reaquecimento acima de 75°C em toda a peça, depois de preparado refrigeração imediata.
Clostridium botulinum: bastonete gram +, mesófilo, anaeróbio estrito, esporulado, móvel. Também é capaz de crescer a 46°C (mais dificuldade), intoxicação alimentar botulínica, ingestão da toxina pré-formada no alimento, neurotoxina termolábil (80°C/10min), dose letal de 1 a 2 mg/kg. 
Surto em palmito em conserva. Conserva enlatada cárnea é classificada como conserva de baixa acidez, favorecem mais ao crescimento do C. botulinum (<4,6 favorável para sintetizar a toxina).
Sintomas neurológicos, pois a toxina age nas sinapses. Sinais clínicos são vertigem, visão turva, saliva grossa, dificuldade de deglutir, sinais entéricos e neurológicos, até paralisia dos músculos respiratórios. No botulismo infantil deve-se evitar até o primeiro ano de vida que se ofereça mel para as crianças. Elas possuem sistema imunológico e de proteção de TGI (microbiota) não totalmente formada, é deficiente. Isso proporciona, na ingestão dos esporos, que os esporos consigam germinar e as células liberem a toxina botulínica. Especificamente para esse grupo de risco o perigo é PRODUZIR TOXINA NO INTESTINO E NÃO NO MEL. 
Diferença entre tipos de enfermidades (botulinum perfringens e botulismo infantil), características que favorecem pesquisa in vitro do perfringens, enfermidades causadas pelo perfringens, principal característica metabólica que permite a visualização in vitro (redução de sulfito a sulfeto), principais identificações bioquímicas.

Mais conteúdos dessa disciplina