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CENTRO UNIVERSITÁRIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL – UNIPLAN
CURSO DE ENFERMAGEM
JHEYCIANE DA SILVA PINHEIRO - UL19107926
ESTUDO DE CASO CLINICO
CRISE CONVULSIVA 
 
CAXIAS – MA
2022
JHEYCIANE DA SILVA PINHEIRO - UL19107926
ESTUDO DE CASO CLINICO
CRISE CONVULSIVA 
Apresentação do Estudo de caso clinico referente ao estágio supervisionado do curso de enfermagem do centro universitário–Uniplan. 
Professor(a): Pedro
 
CAXIAS-MA
2022
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO	4
CASO CLINICO B.BA	5
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM	6
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM	6
EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM	6
FISIOPATOLOGIA 	7
MEDICAMENTOS EM USO:	9
CONCLUSÃO	10
REFERÊNCIAS	11
INTRODUÇÃO
As convulsões são as crises epilépticas com manifestações motoras, que se apresenta como contratura involuntária da musculatura, que provoca movimentos desordenados.  Geralmente são eventos assustadores para quem os assiste e é uma importante causa de visita à emergência (Brito et al,2017).
A convulsão é em grande parte um diagnóstico clínico feito pela história, exames físicos e neurológicos e testes adicionais selecionados para identificar uma causa subjacente. Uma descrição detalhada da convulsão deve ser obtida do paciente e das testemunhas e deve incluir as circunstâncias que levaram à convulsão, incluindo os possíveis gatilhos ou precipitantes, os comportamentos ictais e o estado pós-ictal (Brito et al,2017).
As crises convulsivas relacionadas ao álcool represen- tam uma das mais graves complicações do alcoolismo e seu surgimento atesta um mau prognóstico nos indivíduos etilistas. A investigação complementar para diferenciação entre crises convulsivas de causa secundária das crises por abstinência do álcool é fundamental.
A seguir irei abordar um caso clinico, no qual paciente é etilista crônico e deu entrada com quadro de crises convulsivas de repetição, e segue aos cuidados da equipe de enfermagem.
CASO CLINICO - M.C.M.S
DIAGNÓSTICO INICIAL
· Crise convulsiva;
ANTERCENDENTES CLÍNICOS:
· Paciente etilista crônico.
HISTÓRICO: 
· Nega alergia a medicamentos.
Admissão Paciente:
M.C.M.S, 42 anos sexo maculino, natural de Aldeias Altas. Deu entrada do HGF no dia 06/12/2022, com quadro de crises convulsivas, consciente em AA.
Paciente admitido, clinicamente estável, regular em estado geral, lucido e orientado em tempo espaço, afebril, glasgow 15, eupneico, lesão na lingua. ABD: Plano, fláscido, indolor a palpação. Extremidades normoperfundidas e sem edemas em MMII.
EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM
Paciente proveniente da sala de medicação, com quadro de crise convulsiva autolimitada (<10min), durante a internação, evolui com novo epsódio de crise convulsiva abortado, após administração de Diazepam EV (após 12min). Segue em período pós-ictal sonolento e desorientado. Ao exame:Grasgow 13, normocorado, eupnéico, estável hemodicamente. A.C: RCR2T, BNF, sem sopros, A.R: MV+ bilateral, com creptos em bases. Abdome: Globoso, flácido, indolor a palpação superficial e profunda, sem VMG, RHA+, sem sinais de peritonite , extremidades: normoperfundidas, tec<3s, sem edemas e sem sinais de TVP.
DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM:
· Risco de infecção;
- Infecções, principalmente aquelas que afetam o sistema nervoso, como meningite e encefalite, podem afetar o funcionamento do cérebro e causar convulsões.
· Risco Hipoxia;
- É uma condição em que não chega oxigênio suficiente às células e tecidos do corpo.
· Risco para broncoasperação;
- Colocar a pessoa de lado porque ela pode vomitar e fazer uma broncoaspiração, é preciso evitar que o vômito chegue à via aérea e cause uma infecção posterior.
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM:
· Administração de medicações , conforme com prescrição médica;
· Manter a via aérea permeável;
· Controle de infecção;
· Observar os SSVV;
· Hiperestender a cabeça para melhorar a ventilação.
FISIOPATOLOGIA 
A fisiopatologia da epilepsia se baseia em um desequilíbrio entre os mecanismos de excitação (glutamato) e inibição (GABA) do Sistema Nervoso Central. Isso ocorre devido à perda seletiva de neurônios gabaérgicos (inibitórios). Dessa maneira, podemos concluir que ocorre excitação excessiva pelo glutamato ou falta de inibição do GABA (NICOLE,2002).
De forma resumida, podemos afirmar que a epilepsia se caracteriza por descargas elétricas neuronais excessivas. Dessa maneira, quando a descarga ocorre apenas em uma parte do cérebro, a crise é chamada de parcial ou focal. Do mesmo modo, se a descarga atinge os dois hemisférios cerebrais, ocorre uma crise generalizada. Quando a descarga começar em um local do cérebro e se espalhar para os dois hemisférios, temos uma crise focal evoluindo para uma crise tônico-clônica bilateral (NICOLE,2002).
· Tipos:
A epilepsia pode ser classificada em alguns tipos de acordo com a área do cérebro que tem os impulsos elétricos alterados e desencadeia a convulsão, sendo os principais:
1. Focal
A epilepsia focal ou parcial ocorre quando as convulsões são provocadas pela atividade anormal em apenas uma área do cérebro, sendo chamadas de convulsões focais ou parciais, e que podem ocorrer com ou sem perda de consciência e provocar sintomas mais leves como sensação de formigamento da perna ou dos braços, ou realizar movimentos repetitivos, como esfregar as mãos, mastigar, engolir ou andar em círculos, por exemplo. 
2. Generalizada
A epilepsia generalizada provoca convulsões que ocorrem quando todas as áreas do cérebro apresentam atividade elétrica anormal, podendo causar crise de ausência, sendo muito comum na epilepsia infantil, e são caracterizadas por olhar fixo e vago, ou movimentos corporais sutis, como piscar de olhos ou morder os lábios, e podem causar uma breve perda de consciência (SCHACHTER,2021).
Outros tipos de epilepsia generalizada são a epilepsia mioclônica, que geralmente causa espasmos repentinos ou contrações dos braços e das pernas, e a epilepsia tônica que causa o enrijecimento dos músculos das costas, braços e pernas e podem fazer com que a pessoa caia no chão.
Primeiros socorros durante uma crise epiléptica
Durante uma crise epiléptica, deve-se colocar a pessoa deitada de lado para facilitar a respiração e não se deve mexer nela durante as convulsões, removendo objetos que possam cair ou machucar a pessoa. A crise deverá passar em até 5 minutos, caso demore mais tempo é recomendado levar a pessoa ao pronto socorro mais próximo ou chamar uma ambulância (SCHACHTER,2021).
FARMACOLOGIA:
· DIAZEPAM 10mg - 1cp VO - 1X/DIA
 É um medicamento ansiolítico da classe dos benzodiazepínicos, administrado via oral ou por injeção. Ele é usado principalmente contra convulsões provocadas por certas condições ou transtornos de ansiedade, além de atuar como coadjuvante no tratamento de problemas neurológicos. Essa é uma droga de tar ja preta, vendida apenas com uma receita médica especial que fica retida na farmácia. Isso porque, se ingerida indevidamente, traz danos sérios à saúde e dependência.
· TIAMINA 100mg - IM- 1X/DIA
Mais conhecida como Vitamina B1, é necessária para a produção de energia, saúde dos nervos e função mental (auxiliando na concentração e memória). Além disso, possui capacidades antioxidantes protegendo as células dos radicais livres.
· CEFAZOLINA 1G- 01FR + AD 20ml IV 8/8h
A cefazolina é um antibiótico usado para o tratamento de várias infecções bacterianas. Especificamente, é usado para tratar celulite, infecções do tracto urinário, pneumonia, endocardite, infecção articular e infecções do trato biliar. Também é usado para prevenir a doença estreptocócica do grupo B no momento do parto e antes da cirurgia.
· FENITOÍNA - 250mg/ 5ml
A fenitoína é um medicamento que pode ser utilizado no tratamento da epilepsia (transtorno caracterizado por episódios recorrentes de alteração na função do cérebro devido à súbita descarga dos neurônios, excessiva e desordenada). O principal local de ação parece ser a região do cérebro que inibe a propagação das crises epilépticas. Após o uso oral,a fenitoína atinge níveis terapêuticos em pelo menos 7 a 10 dias após o início do tratamento com doses recomendadas de 300 mg/dia.
CONCLUSÃO
A crise convulsiva de epilepsia é uma doença que já possui tratamentos, exames e medicamentos indicados. Porém, cada caso deve ser avaliado individualmente, inclusive considerando o fim do tratamento farmacológico, caso seja possível.
As crises convulsivas podem apresentar-se de várias formas, entretanto, de modo geral, verifica-se a presença de sialorréia, dentes cerrados, mordedura da língua, cianose (no início da crise), palidez, relaxamento de esfíncteres, perda de reflexos e de consciência, podendo haver apnéia
É importante que a assistência de enfermagem seja sistematizada, a fim de melhorar a qualidade do atendimento às necessidades dos clientes, determinando os diagnósticos de enfermagem, assim como as necessidades apresentadas pelo cliente.
Portanto, a enfermagem possui um papel de destaque no processo de qualidade, pois corresponde ao maior percentual de recursos humanos da instituição de saúde, assim como pelo contato direto e contínuo com o cliente hospitalizado e seus familiares.
REFERÊNCIAS
· Diagnósticos de enfermagem da NANDA internacional: Definições e Classificações, 2012-2014. Artmed, Porto Alegre, 2013. Cap. 2, p.113-133.v
· Brito AR, Vasconcelos MM, Almeida SSA. Convulsões. – Revista de Pediatria SOPERJ. 2017;17(supl 1)(1):56-62.
· NICOLE-CARVALHO, Valentina; HENRIQUES-SOUZA, Adélia Maria de Miranda. Conduta no primeiro episódio de crise convulsiva. J. Pediatr. (Rio J.), Porto Alegre , v. 78, supl. 1, p. S14-S18, Aug. 2002
· SCHACHTER, Steven C. Evaluation and management of the first seizure in adults. UpToDate, Inc., 2021. Acesso em: 13 dezem. 2022.

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