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Anemia Ferropriva Quais são as fontes de ferro? → Existe dois tipos de ferro o heme e não-heme • Ferro Heme: absorvido da origem proteica animal (carnes vermelhas, aves e ovos), sendo melhor absorvido, onde 30% do ferro heme que ingere é absorvido, sendo melhor absorvido do que o não-heme. Ferro heme é mais efetivio • Ferro não-heme: só é absorvido 10%. Origem: de frutas, vegetais, ervilha, lentilha, castanha, brócolis, feijão, beterraba, soja... é o pior absorvido. Obs: Pacientes veganos (não consume alimentos de origem animal) quando começam algum problema em absorção de ferro diário, onde apesar de não ter deficiência de ferro a longo prazo (diferente da B12), mas se tiver alguma desbalanço, como mulher que menstruam com hipermenorreia, o paciente fica mais propenso a desenvolver ferropenia. Regulação do ferro: Ferro não heme: → A hepcidina é um hormônio produzido pelo fígado, sendo responsável por regular tudo no organismo de ferro. Usado em: deficiência de ferro, anemia, eritropoese ineficaz, onde o organismo começa a inibir a hepcidina; A hepcidina funciona como se fosse uma chave, quando a hepcidina está baixa o organismo começa a absorver muito ferro pelo duodeno. FERRO NÃO HEME: 1- FERROPENIA: O FÍGADO PARA DE PRODUZIR A HEPCIDINA -> O DUODENO SE TORNA ÁVIDO PELA ABSORÇÃO DE FERRO -> OS MACRÓFAGOS LIBERAM O FERRO ARMAZENADO; 2- NO DUODENO: FERRO FERROSO É CONVERTIDO EM FERRO FÉRRICO PELO CITOCROMO B DUODENAL -> FERRO FÉRRICO É ABSORVIDO PELO TRANSPORTADOR DE METAL BIVALENTE -> A FERROPORTINA ENTREGA O FERRO PARA A TRANSFERRINA -> A TRANSFERRINA LEVA O FERRO PARA A PRODUÇÃO DE ERITRÓCITOS NA MEDULA E ARMAZENAMENTO NO BAÇO E FÍGADO A hepcidina é responsável por regular a absorção ou não de ferro. Onde quando a hepcidina está baixa, começa a absorver muito ferro pelo duodeno (local que ocorre absorção de ferro, pct bariátrico que fazer by pass do duodeno possui baixa absorção de ferro, necessitando de reposição a longo prazo), onde é captado na forma de ferro ferroso (ferro 3+) e é convertido pelo ferro férrico pelo citocromo B duodenal, onde o ferro férrico é absorvido pelo transportados de metal bivalente, onde quando o ferro é absorvido pelo enterócito do duodeno ele vai passar pela ferroportina (é justamente a ferroportina do duodeno que a hepicdina vai inibir quando alta e em causa de carência de ferro, a hepcidina fica baixa e aumenta a absorção de ferro pelo ferroportina). A hepcidina é responsável também que regular os estoques de ferro, onde a transferrina leva o ferro para produção de enterócitos na medula e faz o armazenamento no baço e fígado, sendo o ferro armazenado na forma de ferretina. O ferro em forma de ferritina só é usado se a hepcidina estiver baixa, pois se estiver alta não consegue mobilizar o ferro devido a ferroportina, pois ela não possibilita mobilizar o ferro armazenado. Hepcidina alta = não absorve ferro Anemia da inflamação: onde uma das vias de ativação da hepcidina é a inflamação, onde a hepcidina alta inibi a mobilização do ferro em forma de ferritina. Onde a hepcidina alta leva a uma deficiência relativa de ferro. • Na anemia da inflamação o pct tem uma anemia que parece uma anemia ferropriva (hipocromica, microcítica...), mas ao dosar o ferro, ele está normal ou elevado. Se dá em hepcidina elevada – comum em pct com muitas comorbidades (DM descompensado, HAS elevado...) Hepcidina: hormônio sintetizado pelo fígado Função: inibe a absorção de ferro e bloquei a mobilização dos estoques de ferro Baixa: anemia (anemia diminui a hepcidina), ferro sérico baio, hemocromatose (na hemocromatose a hepcidina está inadequadamente baixa) Alta: sobrecarga de ferro, anemia da doença crônica. Ferritina: proteína armazenadora de ferro; reagente de fase aguda. – marcador mais sensível para diagnóstico de ferropenia, sendo também é um reagente de fase aguda (inflamação), sendo muito usado no covid, pois aumentava muito a ferritina. Transferrina: proteína carreadora do ferro sérico. OBS: assim que a gente absorve o ferro no duodeno pela ferroportina, o ferro é entregue para o carregador chamado transferrina, e é a transferrina que leva o ferro para todos os estoques do organismo (baço, fígado, medula óssea). OBS: o índice de saturação de transferrina (IST) está baixo quando seus receptores estão sem ferro. Ferro sérico: ferro ligado a transferrina Receptores de transferrina: TBIC: capacidade total de ligação do ferro – quando tem pouco ferro ligado a transferrina, o TBIC vai ser alto, pois tem alta capacidade de ligar ao ferro, onde indica que em situações de carência de ferro, vai ter pouco ferro ligado a transferrina, pois tem pouco ferro na circulação, o índice de saturação vai ser baixo (marcador de carência de ferro) se tiver muito receptor disponível, mas o TBIC vai ser alto. Em situações de sobrecarga de ferro, o índice de saturação vai ser alto, pois vai ter muito receptor de transferrina saturado e o TBIC vai ser baixo. IST: ferro sérico/tbic – quando não tiver ferro ligado, o Ist é baixo • A ferritina é pra onde a transferrina vai levar o ferro para ser armazenado, onde assim que absorve o ferro pela ferroportina, ela entrega para um transportador que é a transferrina, onde ela leva o estoque para o baço, fígado e medula. • É tudo analisado de laboratório. Regulação do ferro: → O corpo possui 4G de ferro sistêmico → Metade do estoque de ferro está nas hemácias, as hemoglobinas também possuem ferro, mas o principal são as hemácias. o Paciente com ferropenia: pensar em sangramento – pois no idoso, mulher não está na menarca: pesquisar sangue oculto nas fezes, pois deve estar perdendo ferro por algum lugar, por meio de hemácias; → Armazenamento: fígado, baço e medula óssea → 2mg de ferro entram e saem todos os dias o Dieta não repõe ferro, se tiver com déficit grande, não dá pra repor com alimentação → 1mg de ferritina: 10mg de ferro corporal o 500 a 1000 mg fica na forma de ferritina. o 300mg de ferro é o mínimo para ser considerado estoque saldável; → Dieta balanceada: 15 mg de ferro diário – ferro heme é absorvido em 30%, ferro não heme 10%. → Pioram a absorção: filatos (aveia, centeio), polifenois (chás, cereais), cálcio dietético. o Cálcio piora a absorção: sempre que orientar uma reposição oral, orientar o pct a não ingerir leite, lasctíneos, onde compete com o ferro, impedindo a absorção duodenal do ferro (o cálcio compete com a enzima que absorve o ferro no duodeno). o O chá impede a absorção de ferro (quelante natural do ferro); o Pct com talassemia (absorção inapropriada de ferro): orienta fazer uso de chá (quelante natural) → Melhoram a absorção: meio ácido, ácido ascórbico. o Orientar o paciente tomar a capsula de ferro com suco de laranja ou limão. Reciclagem de ferro: → Hemácias senis ou defeituosas sofrem desnutrição no sistema reticuloendotelial; → Hemoglobina: heme + globina → Heme é reciclado para o uso do ferro → bilirrubina indireta → Alta destruição de hemácias: aumento BI, aumento do LDH e redução da hepatoglobina (se liga a hemoglobina como proteção) → Através da hemocaterese o organismo absorve todo o estoque de ferro liberado pelas hemácias, onde no próprio baço, o heme da hemoglobina é desmembrado e é reabsorvido o ferro do heme, onde a metabolização do heme, é feito por reaproveitamento e surge a biliverdina que é reduzido na bilirrubina – onde em situações de destruição maciça de hemácias, o baço reaproveita em excesso o ferro, a metabolização da hemácia destruída em excesso leva ao aumento de bilirrubina, onde é na forma insolúvel (por isso que o que aumenta é a bilirrubina indireta). Em situações naturais, tem baixa destruição. o Em situações de hemólise intensa a bilirrubina vai esta aumentada, quando ligada a albumina vai ser conjugado no fígado em bilirrubina direta eé eliminada. o O lactato desidrogenase (LDH) aumenta quando destrói hemácias em excesso o Ocorre um problema na hemácia, onde o pigmento de mioglobina é toxico para o organismo, danifica rim e fígado, onde quando destrói muito, fica com muita globina livre, sendo um problema no organismo e o defensor é a haptoglobina onde consegue dosar se tiver livre, em casos de hemólise grave a haptoglobina entra em ação e liga a globina, aí não consegue dosar ela na forma conjugada ligada a globina. o Hemólise grave: haptoglobina não dosa ou em níveis baixos. Ferropenia e Anemia Ferropriva: Possui uma maior prevalência de ferropenia na população em geral, sendo prescindível da anemia. Onde pode desenvolver sintomas. Epidemiologia: → Anemia ferropriva é a causa mais comum de anemia em todas as idades, sexo e regiões do mundo. → Mulheres na menacme (1/5); crianças, países subdesenvolvidos (uma das principais causas em países subdesenvolvidos é a baixa ingesta); → EUA: 60% das mulheres que menstruam possuem estoque de ferro ausente ou mínimo → Gestação, parto e puerpério → Idosos (sinal de alerta, fazer endoscopia e colonoscopia, uma das prováveis causa é neoplasia oculta): maior do que a população geral OBS: Pode ser desenvolvido por parasitoses, devendo ser pesquisado Causas e Fatores de Risco: → Baixa ingesta, sangramento (oculto ou evidente), não absorve • Tripé: paciente com ferropenia - Não ingere ou não absorve ou se ingere e absorve é porque está perdendo → Perda de sangue: principal causas em países ricos: 1.TGI: malignidades, angiodosplasias, varizes, ulceras, parasitas 2. Ginecológico: menstruação, parto, puerpério • Devido a necessidade de suprir a criança intraútero, é necessário aumentar o fluxo de hemácias, onde é necessário repor ferro VO, pois se não vai ter deficiência. 3. Outras: doação de sangue (pois as hemácias demoram 120 dias para reestabelecer), exames excessivos (deve limitar o número de exames diários), hematúria, canceres do trato urinário, tuberculose, malformações vasculares, medicações; → Gravidez, parto e amamentação: perda de 1.000mg o Gravidez: tem que instituir o ac ferroso → Menstruação: 1mg/dia, em hipermenorreia deve fazer o tratamento pois vai desenvolver anemia ferropriva → Hemodiálise (perda de sangue no circuito): 2g/ano – necessário reposição crônica com noripurum. → Idosos: tumor em TGI até 16%. Anemia ferropriva é o alerta. 2- Absorção (menos comum dos países desenvolvidos): paciente ingere bem ferro na dieta, não se encontrou sangramento, se trata e o paciente não melhora, a refratariedade a suposição do ferro oral pensar em problema no TGI que não reabsorve o ferro. → Doença celíaca: enteropatia por exposição ao glúten - dosar anticorpos + biopsia do duodeno por EDA → Gastrite atrófica autoimune: se produz anticorpos contra as células parietais; destrói células responsáveis por secretar ácido, tendo problema de absorção de ferro, pode ter carência de B12 – pesquisar anticorpos da gastrite atrófica autoimune; → H. Pilory: EDA – teste da urease; antígeno fecal. → Cirurgia bariátrica: principal a bypass – onde vai causar desabsorção, cirurgia restritiva (diminui o tamanho), sendo necessário repor vitaminas, principalmente ferro. *pesquisar na ferropenia inexplicada ou na refratariedade a reposição do ferro oral. → O ferro + vitamina C, aminoácidos ou açucares + ácido gástrico – são excelentes para absorção → Isso confere proteção as secreções alcalinas do jejuno, evitando a conversão em hidróxido de ferro (ferrugem) → Medicamento (ruins para absorção): IBP (hipocloremia leva a desarbsorção de nutriente), Anti-Histamínicos, Antiácidos. 3- Baixa ingesta: → Crianças em introdução alimentar; maus hábitos alimentares; países subdesenvolvidos; → Após 6 meses de idade deve fazer a introdução oral do ferro, como profilaxia de ferro. → Veganos/vegetarianos: por ingerir só o não heme, pois se tiver uma causa susceptível para perda de sangue vai desenvolver anemia ferropriva; *Baixa ingesta + perdas = anemia Estágios de ferropenia: → As reservas são utilizadas quando há demanda (sangramento, crescimento, gravidez) → O ferro é principal utilizado pelas hemácias → Sempre que se tem uma condição que predispõe a perda de ferro, os estoques de ferro serão mobilizados para suportar as hemácias. Se tem duas grandes bolsas de ferro no organismo a hemácias e estoques de ferro, logo se começar a perder ferro por alguma condição os estoques irão baixar mas as hemácias continuaram normais, por isso que se tem os estágios de ferropenia, pois o paciente vai ter sintomas de ferropenia mas o hemograma está normal, mas se fizer ferritina nesse estagio pode flagra que o paciente está ferropênico. → Se o balanço negativo continuar: estoques zeram, sem causar anemia; → Alguns indivíduos já se tornam sintomáticos (no estágio de ferropenia), mesmo sem anemia → Surge então a anemia, inicialmente normocítica → Sintomatologia: ferropenia, que progride para uma anemia, que inicialmente é normocitica e normocronica, e evolui para hipocromica e microcítica. → Sequência: • ↓ FERRITINA • ↓ FERRO SÉRICO • ↓ÍNDICE DE SATURAÇÃO DA TRANSFERRINA • ↑ TBIC (capacidade total ligação de transferrina) • ANEMIA NORMO/NORMO (inicialmente) • ANEMIA HIPO/MICRO • RETICULOPENIA *Anemia ferropriva: tem baixa de ferritina e de índice de saturação de transferrina; Reticulócitos: → 2º Divisor de águas na avaliação das anemias, pois se tiver aumentado na anemia, ele pode ter hemólise ou sangramento agudo. Obs: 1° divisor de águas é o VCM. → São precursores eritóides, há uma produção diária de 1-2% de reticulócitos → VR: 0,5-2% 25000 – 100.000 → Corrigir graus de anemia – IRC → Reticulocitose (aumentado): hemólise e sangramento agudo. → Reticulopenia: carências vitamínicas, doenças medulares; *Reticulocito baixo na anemia ferropriva, pois não tem ferro para produzir hemácias. OBS: sangramento crônico causa ferropenia. *Hemácias jovem - policromasia Anemia Ferropriva: → VCM 1° usado para diagnóstico de anemia: quando baixo (anemia ferropriva, anemia da doença crônica ou talassemia) → Talassemia: principal Diagnóstico diferencial. → Reticulócito: 2° usado – na talassemia é aumentado e na ferropriva está diminuído. Ferropriva: anemia microcítica + reticulopenia VS Talassemia: anemia microcítica + reticulocitose Ferropriva: anemia microcítica + reticulopenia + ferritina < 30 VS Anemia da inflamação: anemia microcítica + reticulopenia + ferritina normal ou elevada MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS: → Anemia: intolerância aos exercícios, fadiga, dispneia → Picamalássea: compulsão por substâncias que não servem de alimento; ex.: geofagia (areia); pagofagia (ato de comer gelo) *Até 50%; papel; → Beeturia: urina avermelhada após ingesta de beterraba; a betalaína é descolorida pelo ferro (se o paciente não tem ferro não consegue despigmentar a beterraba); → Síndrome das pernas inquietas: desejo desagradavel de mover as pernas, que alivia com o movimento; chega até 25% dos pacientes; *Alguns neurologistas repoeem ferro mesmo na ausência de ferropenia. EXAME FÍSICO: → Cutâneomucosa: palidez, pele seca, glossite atrófica, queilite angular, coiloníquia (unha em colher); PLUMMER VISON: → Não é muito observado. Rara. → Observado quando o paciente não trata → Membrana esofágica associada à ferropenia, onde o esôfago começa a atrofiar, apresentando disfagia e dificuldade de deglutição. → Mecanismo não compreendido → Disfagia grave → Manifestação rara DIAGNÓSTICO: → Quando suspeitar? Pct com hemograma apresentando hipocromico, microcítico, reticulopenia, precursor comum do reticulocito é o mesmo da plaqueta, comum ter plaquetose... → Hemograma: anemia microcítica + retiulopenia+/- plaquetose → Clínica: ex: pagofagia; síndrome das pernas inquietas; → Comorbidades: Ex; sangramento uterino, hemodiálise; → Iniciar investigação concomitante da origem; → Padrão ouro: avaliação medular (mielograma, quase nunca é realizado) + coloração por azul de prússia (pigmenta o ferro) →Mielograma da anemia da doença inflamatória. → Anemia ferropriva: ausência de ferro corável em macrófagos e eritroblastos * Diagnóstico se dá pela dosagem do estoque de ferro e o melhor método é a ferritina. → Hemoglobina e/ou hematócrito reduzidos → Ferritina <30ng – alta especificidade e sensibilidade * reagente de fase aguda, podendo estar normal na inflamação/infecção. → IST <20%; → Interferem no teste: alimentação rica em ferro e suplementos (4h); transfusões (24h) – aumentam o ferro sérico e a IST. TRATAMENTO: → Desafios: encontrar a causa subjacente (como neoplasia) → Mulheres não menstruadas e homens >50 anos: buscar perda oculta no TGI (pesquisar sangue ocultos nas fezes – exame de baixa sensibilidade) *Endoscopia + colonoscopia; → Todos os pacientes devem ser tratados → Repor ferro – transfundir só se houver instabilidade hemodinâmica → A dieta não trata, mas previne! *Veganos: alimentos enriquecidos; vitaminas durante a menstruação; *Crianças e gestantes: suplementação; POR QUAL VIA ADMINISTRAR? FERRO EV: → Má absorção: bariátrica; doença inflamatória intestinal; H pilory, doença celíaca, idosos, doença renal crônica, IC. → Quando tem intolerância ao ferro oral → Perdas > capacidade de absorção (ex.: varizes esofágicas) → Deve ser administrado em local seguro em caso de anafilaxia FERRO ORAL: → Quando não identifica problema de absorção, trata por via oral e se for refratário trata de forma EV. → Eficaz, facilmente disponível, barato, seguro → Escolha em áreas de pouco recurso → Não necessita de infusões monitoradas → Isento de risco de anafilaxia FERRO ORAL: → Noripurum (hidroxisacarato férrico) → Dexfer (ferripolimaltose) → Neutrofer (glicinato férrico) → Sulfato ferroso → As formulações possuíam 1/5 de ferro elementar Ex.: sulfato ferro 300mg – 60mg de ferro elementar → Como era feito: 200mg de ferro elementar por dia → Como é feito: não mais que um comprimido por dia (pois se dá muito ferro ao paciente aumenta a hepcidina e inibe a absorção); se possível, em dias alternados. → Longe de refeições (leite interfere na absorção); podendo ser associado a ácido ascórbico; EFEITOS ADVERSOS DO FERRO ORAL: → Gosto metálico → Desconforto gástrico; constipação (pode ser grave em idosos); náuseas; flatulência; vômito e diarreia. → Fezes escuras; manchas dentárias. → Doses excessivas aumentam os efeitos adversos e reduzem a absorção (aumento da hepcidina)! DURAÇÃO E RESPOSTA À TERAPIA: → Quando se repõe se normaliza inicialmente a hemoglobina para depois normalizar a ferritina. → Pagofagia se resolve tão logo é iniciado; → Melhora do bem estar já nos primeiros dias → Sínd. Das pernas inquietas: resolução nas primeiras 72h → Reticulocitose: pico em sete dias → Hemoglobina: começa a subir em duas semanas; normaliza em 6-8 semanas → Estoques: normalizam em até seis meses (terapia no mínimo 6 meses) após a resolução da anemia FERRO VENOSO: → Noripurum: disponível no sus (1x por semana) → Ferinject (carboximaltose férrica): excelente, faz 500mg-1g de ferro em uma única infusão, mas é caro. → Monofer (derisomaltose férrica) → Diferem no custo e número de doses necessárias → Dose única: ferinject 1g EV → Noripurum: 200mg + 200ml EV, em 1h, 01x por semana, por cinco semanas; COMO ERA FEITO? → Antigamente: Calculando o défict de ferro: peso x (HB alvo – HB atual) x 2,4 + 500; → Hoje: 1.000mg são suficientes para mitigar a anemia e repor os estoques (para adulto). → Efeitos adversos: anafilaxia (evento raro) → Toda infusão deve ser supervisionada! Observar uma hora após o término. → Pré medicações: só se asma ou alergias a medicações → faz 125mg de metilprednisolona