Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

M
ETO
D
O
LOG
IA
 D
O
 EN
SIN
O
 D
AS A
TIVIDA
D
ES AQ
U
Á
TICAS
CLA
R
A
 K
N
IER
IM
 CO
R
R
EIA
Código Logístico
59789
Fundação Biblioteca Nacional
ISBN 978-65-5821-008-5
9 7 8 6 5 5 8 2 1 0 0 8 5
Metodologia do 
ensino das atividades 
aquáticas 
Clara Knierim Correia
IESDE BRASIL
2021
© 2021 – IESDE BRASIL S/A. 
É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização por escrito da autora e do 
detentor dos direitos autorais.
Projeto de capa: IESDE BRASIL S/A. Imagem da capa: LightField Studios/Max4e Photo/Shutterstock
Todos os direitos reservados.
IESDE BRASIL S/A. 
Al. Dr. Carlos de Carvalho, 1.482. CEP: 80730-200 
Batel – Curitiba – PR 
0800 708 88 88 – www.iesde.com.br
CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA PUBLICAÇÃO 
SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ
C847m
Correia, Clara Knierim
Metodologia do ensino das atividades aquáticas / Clara Knierim Cor-
reia. - 1. ed. - Curitiba [PR] : IESDE, 2021
116 p. : il.
Inclui bibliografia
ISBN 978-65-5821-008-5
1. Exercícios físicos aquáticos. 2. Natação - Estudo e ensino. I. Título.
21-69360 CDD: 797.2
CDU: 797.2
Clara Knierim Correia Doutoranda e mestre em Ciências do Movimento 
Humano pela Universidade do Estado de Santa Catarina 
(Udesc). Bacharela em Educação Física pela mesma 
universidade. Atua como professora de natação para 
bebês e crianças. E tem como áreas de interesse: 
natação, natação para bebês, adaptação ao meio 
líquido e atividades aquáticas.
SUMÁRIO
Agora é possível acessar os vídeos do livro por 
meio de QR codes (códigos de barras) presentes 
no início de cada seção de capítulo.
Acesse os vídeos automaticamente, direcionando 
a câmera fotográ�ca de seu smartphone ou tablet 
para o QR code.
Em alguns dispositivos é necessário ter instalado 
um leitor de QR code, que pode ser adquirido 
gratuitamente em lojas de aplicativos.
Vídeos
em QR code!
SUMÁRIO
Agora é possível acessar os vídeos do livro por 
meio de QR codes (códigos de barras) presentes 
no início de cada seção de capítulo.
Acesse os vídeos automaticamente, direcionando 
a câmera fotográ�ca de seu smartphone ou tablet 
para o QR code.
Em alguns dispositivos é necessário ter instalado 
um leitor de QR code, que pode ser adquirido 
gratuitamente em lojas de aplicativos.
Vídeos
em QR code!
1 Introdução às atividades aquáticas 9
1.1 Natação 10
1.2 Hidroginástica 15
1.3 Polo aquático 17
1.4 Mergulho 20
1.5 Saltos ornamentais e high diving 22
1.6 Natação artística 24
1.7 Natação em águas abertas 26
2 Adaptação ao meio líquido 30
2.1 Princípios físicos da água 30
2.2 Forças na água 34
2.3 Segurança aquática 37
2.4 Salvamento aquático 38
2.5 Nados utilitários 40
2.6 Princípios de adaptação ao meio líquido 41
2.7 Comportamento de um indivíduo não adaptado ao 
 meio líquido 45
3 Estratégias de ensino da natação 48
3.1 Formação do professor de atividades aquáticas 48
3.2 Natação para bebês (6 meses a 3 anos) 49
3.3 Natação para crianças (3 a 6 anos) 52
3.4 A importância da ludicidade nas aulas 54
3.5 Planejamento de aulas para bebês e crianças da 
 educação infantil 55
4 Aspectos técnicos da natação 65
4.1 Ensino dos quatro nados 65
4.2 Análise técnica dos nados 76
4.3 Natação para crianças e adolescentes (7 a 18 anos) 78
4.4 Planejamento de aulas para ensino fundamental e médio 79
4.5 Aperfeiçoamento e treinamentoem natação 80
4.6 Natação de alto rendimento 82
6 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
5 Estratégias de ensino das atividades aquáticas 84
5.1 Hidroginástica 84
5.2 Polo aquático 88
5.3 Saltos ornamentais e high diving 92
5.4 Natação artística 94
5.5 Natação em águas abertas 96
6 Natação adaptada 101
6.1 Transtorno do espectro autista (TEA) 101
6.2 Síndrome de Down 104
6.3 Deficiências física, intelectual e visual 106
6.4 Obesidade e comorbidades 109
Gabarito 112
Esta obra tem como objetivo apresentar e discutir as 
modalidades que compõem as atividades aquáticas: natação, 
hidroginástica, polo aquático, saltos ornamentais e high diving, 
natação artística e natação em águas abertas no âmbito escolar. 
Abordaremos a metodologia de ensino de cada uma dessas 
modalidades, aspecto fundamental para que o professor tenha 
respaldo teórico para elaborar e planejar aulas em diferentes 
contextos. 
Para tanto, no primeiro capítulo, abordaremos a 
contextualização histórica das atividades aquáticas, desde 
seu surgimento até os dias atuais. Além disso, discorreremos 
sobre suas modificações ao longo do tempo, bem como sua 
regulamentação e suas características. 
No segundo capítulo, aprofundaremos os princípios físicos 
da água que fundamentam as atividades aquáticas: as forças 
propulsivas e as resistivas. Precisamos saber as diferenças entre 
ambiente terrestre e aquático. Nesse capítulo, estudaremos 
também os nados utilitários, noções de segurança e salvamento 
aquático. Tais aspectos são fundamentais para evitar acidentes 
na borda da piscina e ensinar aos alunos noções de segurança 
e de sobrevivência. 
Estudaremos, ainda, os processos de adaptação ao meio 
líquido: primeiros contatos com a água, respiração, flutuação, 
deslizamentos e entradas e saídas da piscina. Esses processos 
são considerados a base para dar continuidade aos ensinamentos 
das atividades aquáticas. 
Já no terceiro capítulo, o foco é natação para bebês e 
natação para crianças até 6 anos. Além disso, apresentaremos 
uma seção especial sobre formação do professor de atividades 
aquáticas e a importância da ludicidade nas aulas. Como realizar 
o planejamento de aulas para bebês e crianças também ocupa 
uma seção nesse capítulo. 
O quarto capítulo é voltado para a natação e os ensinos dos 
nados. Primeiramente compreenderemos os quatro nados: 
APRESENTAÇÃOVídeo
8 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
crawl, costas, peito e borboleta, bem como sua ordem de ensino. Em seguida, 
aprenderemos sobre os processos pedagógicos de ensino de cada nado. A 
análise técnica dos nados e os principais erros são apresentados na sequência 
desse capítulo. Ainda, saberemos sobre natação para crianças de 7 a 17 anos, 
natação para alto rendimento e, não menos importante, natação competitiva. 
No quinto capítulo, aprofundaremos os conteúdos sobre hidroginástica, 
polo aquático, saltos ornamentais e high diving, natação artística e natação 
em águas abertas na escola. Apresentaremos as características de cada 
modalidade, exemplos de planejamento e como as aulas devem ser 
conduzidas. 
Finalizamos com o sexto capítulo, em que abordaremos a natação 
adaptada. Esse capítulo terá ênfase no transtorno do espectro autista (TEA), na 
síndrome de Down, na deficiência física, intelectual e visual, além de obesidade 
e comorbidades. Conheceremos as características de cada deficiência/doença, 
assim como técnicas para condução das aulas. É de extrema importância que 
o professor tenha conhecimento de algumas estratégias para adaptar suas 
atividades e atender às necessidades de todos os alunos. 
Nosso objetivo é levar os conhecimentos das atividades aquáticas para 
você, futuro professor. Embora pareça ser um volume grande de conteúdo, 
a didática desse livro permite que a leitura seja leve! De modo geral, ao final 
da obra, o professor deve estar apto para desempenhar aulas das diferentes 
modalidades aquáticas na rede escolar. 
Bons estudos!
Introdução às atividades aquáticas 9
1
Introdução às atividades 
aquáticas
Neste capítulo, conheceremos as atividades aquáticas. Você 
sabe como surgiu a natação? Ou o que é high diving? Teria coragem 
para praticar? Além disso, sabe como os nadadores conseguem 
escutar as músicas na modalidade de natação artística? Essas e 
tantas outras perguntas serão respondidas neste capítulo.
Ao decorrer da leitura, apresentaremos um pouco sobre as 
atividades aquáticas – natação, hidroginástica, polo aquático, mer-
gulho, salto ornamental e high diving, natação artísticae natação 
em águas abertas –, além de explanar como foi o processo de 
evolução histórica dessas modalidades. Vamos descobrir também 
algumas figuras importantes e que contribuíram para os avanços 
das atividades no mundo.
Outro fato importante que trabalharemos é a regulamentação e 
as características que moldam cada uma das atividades aquáticas. 
As regulamentações dessas modalidades surgiram com o objetivo 
de padronizar as competições, fazendo com que os praticantes 
tenham as mesmas condições durante as competições. As regras 
variam desde o tipo de vestimenta até as medidas da piscina, o ta-
manho da bola, os árbitros ou oficiais, por exemplo.
Ao final da leitura deste capítulo, esperamos que você consiga 
explicar para seus futuros alunos quais eram os tipos de nados 
utilizados até meados de 1924, que a hidroginástica surgiu de uma 
área da fisioterapia, que a natação artística era conhecida como 
balé na água e que, atualmente, existem competições radicais de 
salto ornamental.
10 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
1.1 Natação 
Vídeo Historicamente, a natação tem sua origem relatada desde os pri-
mórdios da existência humana e sua evolução ocorreu de acordo 
com os marcos históricos mundiais (SSAVEDRA, ESCALANTE, RODRÍ-
GUEZ,2003). Por uma questão de sobrevivência, o ser humano preci-
sava percorrer lagos, lagoas e mares na busca de alimentos, fuga de 
animais e descoberta de novos territórios.
A primeira ilustração de humanos se deslocando na água foi por 
volta de 9000 a.C., em uma caverna na Líbia (Figura 1). Embora seja há 
muito tempo, os relatos aparecem com mais frequência após a desco-
berta da escrita (em torno de 3500 a.C.) com os egípcios e, um pouco 
mais recente, com os gregos (1200 a.C.) (LEWILLIE,1983).
Figura 1
Primeiros indícios da prática de natação.
M
GA
73
bo
t2
/W
ik
im
ed
ia
 C
om
m
on
s
Pintura rupestre encontrada na Caverna no deserto da Líbia, no Egito.
Por volta de 1000 a.C., os romanos e fenícios utilizavam a natação 
como forma de estratégia militar. Nessa época, os seres humanos ti-
nham duas maneiras de nadar, descritas a seguir.
Nado instintivo
Movimentos simultâneos e similares ao nado peito.
Nado elaborado
Movimentos alternados e similares ao nado cachorrinho.
Um grande exemplo dos gregos 
é a figura do Deus Poseidon, 
uma vez que relatos de provas 
de natação em homenagem 
ao Deus dos Mares foram 
encontrados.
Curiosidade
Introdução às atividades aquáticas 11
Em meados de 355 a.C., a natação foi difundida por Platão 
(428-348 a.C.), com a famosa frase “todo homem culto deve saber ler, 
escrever e nadar”, conhecida como Lei 689 de Platão. Além disso, houve 
a criação de academias de natação. Desde então, as informações foram 
tão recorrentes que Nicolas Wynman, em 1538, escreveu o primeiro livro 
sobre essa modalidade (Figura 2).
Os nados, que antes eram conhecidos como instintivos e elaborados, 
também tiveram sua evolução. Em Londres (1837), durante a primeira 
competição oficial de natação, a comissão técnica já havia estipulado 
três tipos de nado: peito, cachorrinho e peito invertido (de costas).
No ano de 1844, os norte-americanos venceram as provas com 
novo tipo de nado, o under-arm-side-stroke (Figura 3b), em que eles na-
davam lateralmente com os braços submersos. Rapidamente, o nado 
evoluiu para over-arm-side-stroke (Figura 3c), em que a posição do cor-
po era lateral e a recuperação de um braço era aérea, e em seguida 
para double-over-arm-side-stroke (Figura 3d), no qual o corpo passou a 
ser horizontalizado e a recuperação dos dois braços se tornou aérea 
(aproximando-se do nado crawl). Nesses três tipos de nados, a pernada 
era considerada de tesoura e era executada da seguinte maneira: cor-
po lateralizado e pernas realizando movimentos alternados. A Figura 3 
ilustra a evolução dos nados e a pernada de tesoura.
Figura 3
Evolução dos nados
a) nado 
elaborado
b) nado under-arm-side-
-stroke
c) nado over-arm-side- 
-stroke
d) nado double-over-arm-
-side-stroke.
Cl
ar
aa
kc
/W
ik
im
ed
ia
 C
om
m
on
s
Em 1900, durante os jogos olímpicos de Paris, Frederick Cavill 
revolucionou o nado utilizando pernadas alternadas, o que ficou 
conhecido como crawl australiano. Embora esse tipo de crawl seja con-
siderado o nado mais rápido, a respiração ainda era frontal, dificultan-
do o deslocamento.
Figura 2
Capa do primeiro livro sobre 
natação, escrito por Nicolas 
Waynmann (1538).
Claraakc/Wikimedia Commons
O vídeo Swimming Strokes - 
and how they evolved (1933), 
publicado pelo canal British 
Pathé, ilustra a história e 
evolução dos nados.
Disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=w8ijluhcOWY. Acesso 
em: 1 dez. 2020.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=w8ijluhcOWY
https://www.youtube.com/watch?v=w8ijluhcOWY
12 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Figura 4
Prova de natação nos Jogos Olímpicos de Paris em 1900
Sk
bl
zz
1/
W
ik
im
ed
ia
 C
om
m
on
s
O ano de 1908 foi considerado um marco importante para a nata-
ção. Nesse ano, foi criada a Federação Internacional de Natação Ama-
dora (FINA – Féderation Internationale de Natation Amateur). A FINA é, 
atualmente, a entidade que regulamenta os seguintes esportes aquá-
ticos: natação, saltos ornamentais, high diving, natação artística, polo 
aquático e natação em águas abertas.
Outro marco histórico sobre a técnica do nado crawl foi em 1924, 
quando Johnny Weissmuller nadou com o corpo horizontalizado, a re-
cuperação aérea dos dois braços e a respiração lateral. Dessa maneira, 
os atletas e técnicos perceberam o excelente desempenho do Johnny e, 
a partir de então, essa técnica foi chamada de nado crawl, que é como 
conhecemos atualmente.
Uma série de fatores contribuíram para que a natação se modi-
ficasse, dentre eles, o avanço científico. As pesquisas em natação 
foram importantes para desenvolver a melhor técnica dos nados. 
Em 1964, James Counsilman foi considerado um dos pais das pes-
quisas em natação. Ele, juntamente a sua equipe, identificou que, 
naquela época e com as estruturas que tinham, a melhor técnica da 
braçada do nado crawl era realizar algo similar a um “bumerangue” 
com os braços. Anos depois, Mark Spitz (EUA), treinado por James 
Counsilman, bateu vários recordes olímpicos e levou sete medalhas 
de ouro por causa de seu desempenho, que foi um resultado dessas 
pesquisas (PELAYO, ALBERT, 2011).
Em 1900, a competição 
ocorreu apenas na modalidade 
masculina e com sete provas: 
200 metros livres, 1.000 metros 
livres, 4.000 metros livres, 200 
metros costas, revezamento 
4x200 metros livres, 200 metros 
natação com obstáculos e natação 
submersa.
Curiosidade
O site da Federação 
Internacional de Natação 
Amadora (FINA) fornece 
acesso às informações 
sobre regras, competi-
ções, recordes e curiosi-
dades sobre os esportes 
aquáticos no mundo.
Disponível em: http://www.fina.
org/. Acesso em: 1 dez. 2020.
Site
Johnny também ficou conhecido 
mundialmente por interpretar 
o Tarzan.
Curiosidade
http://www.fina.org/
http://www.fina.org/
Introdução às atividades aquáticas 13
Além do desempenho da técnica, a evolução das pesquisas em na-
tação contribuiu para melhora na qualidade da água e para elaboração 
de blocos de partidas instrumentados e sistemas de câmeras subaquá-
ticas. Outro exemplo da relevância da pesquisa na natação foram as 
inovações tecnológicas dos trajes dos atletas (2008-2009), denomina-
dos Dry-Skin ou Fast-Skin. Esses trajes cobriam grande parte do corpo 
do atleta e, por contribuírem para o nado ser executado com mais ve-
locidade, foram proibidos pouco tempo depois.
No Brasil, a prática de natação sempre esteve presente, desde seu 
descobrimento, pois, no início, os indígenas realizavam os deslocamen-
tos pela água para buscar alimentos. Com a chegada dos portugueses, 
a natação teve sua evolução junto com o desenvolvimento no mundo. 
Até meados do século XIX, os treinamentos de natação e as próprias 
competições mundiais ocorriam em ambientesabertos. Em caráter 
competitivo, a primeira piscina de natação registrada foi em 1919, no 
Rio de Janeiro. Com todas as mudanças e adaptações, essa atividade 
foi se desenvolvendo e se tornou uma modalidade olímpica e mundial-
mente praticada.
Tímido e sem perspectiva de medalhas, o Brasil levou poucos atle-
tas para competir natação nos Jogos Olímpicos da Antuérpia, em 1920. 
O desempenho da natação brasileira na história dos Jogos Olímpicos 
está apresentado no Quadro 1.
Quadro 1
Quadro de medalhas do Brasil na natação nos Jogos Olímpicos
Local dos 
Jogos Olímpicos Ano
Quantidade de 
medalhas Provas Atletas
Antuérpia 1920 – – –
Helsinque 1952 01 – Bronze 1500 m livre Tetsuo Okamoto
Roma 1960 01 – Bronze 100 m livre Manuel dos Santos Júnior
Moscou 1980 01 – Bronze Revezamento 4x200 m livre
Cyro Delgado, Djan Madruga, Jorge 
Fernandes, Marcus Mattioli
Los Angeles 1984 01 – Prata 400 m medley Ricardo Prado
Barcelona 1992 01 – Prata 200 m livre
Gustavo Borges
Atlanta 1996
01 – Prata 200 m livre
02 – Bronze
100 m livre
50 m livre Fernando Scherer
Alguns grandes nomes da 
natação mundial são: Michael 
Phelps (EUA), César Cielo (BR), 
Gustavo Borges (BR), Etiene 
Medeiros (BR), Chad Le Clos 
(FR), Katie Ledecky (EUA) e 
Poliana Okimoto (BR).
Curiosidade
14 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Local dos 
Jogos Olímpicos Ano
Quantidade de 
medalhas Provas Atletas
Sydney 2000 01 – Bronze 4x100 m livre
Gustavo Borges, Fernando Scherer, 
Carlos Jayme, Edvaldo Valério
Pequim 2008
01 – Ouro 50 m livre
César Cielo
01 – Bronze 100 m livre
Londres 2012
01 – Prata 400 m medley Thiago Pereira
01 – Bronze 50 m livre César Cielo
Fonte: Elaborado pela autora com base em Olympic Games, 2012.
A cada finalização de um ciclo olímpico (quatro em quatro anos), um 
comitê se reúne e define as novas regras para os quatro estilos (livre, 
costas, peito e borboleta), medley e revezamentos. As regras de nata-
ção variam desde a temperatura da água até as medidas da piscina, o 
quadro de arbitragem (posicionamento dos árbitros e suas respectivas 
funções), as regras dos nados, a composição das séries eliminatórias, 
semifinais e finais, bem como a partida e o registro de tempo. As regras 
dos nados contribuem para moldar as características da natação.
Figura 5
Representação das medidas de largura e 
comprimento de uma piscina olímpica
Sn
or
ky
~c
om
m
on
sw
ik
i/W
ik
im
ed
ia
 C
om
m
on
s
Figura 6
Representação das bandeirolas (cores claras e escuras) e 
marcação do T no fundo da piscina (linha escura)
Fæ
/W
ik
im
ed
ia
 C
om
m
on
s
As piscinas oficiais podem ser consideradas olímpicas ou 
semiolímpicas. A piscina olímpica apresenta medidas de 25 m de lar-
gura, 50 m de comprimento e pelo menos 1,35 m de profundidade 
(Figura 5). Já a semiolímpica possui 25 m de largura, 12,5 m de compri-
mento e no mínimo 1,35 m de profundidade. Os dois tipos de piscina 
apresentam as bandeirolas, localizadas a cinco metros de cada borda, 
e uma marcação no fundo da piscina, similar a um T, para indicar ao 
nadador que ele está chegando na borda.
No Brasil, a entidade que rege a natação é a Confederação Brasileira 
de Desportos Aquáticos (CBDA); porém, cada estado brasileiro e o Dis-
trito Federal possuem as suas federações aquáticas que regem as com-
petições a nível estadual e regional. Os árbitros de natação brasileiros 
são vinculados às federações estaduais – por exemplo, Federação Aquá-
tica Paulista (FAP) e Federação Aquática de Santa Catarina (FASC) – e à 
CBDA; além disso, por indicação, podem ser convidados a fazer parte do 
quadro de arbitragem internacional da FINA e atuar em jogos olímpicos.
Para saber mais sobre a 
natação, acesse o site da 
CBDA – Natação. 
Disponível em: https://cbda.org.br/
br/natacao. Acesso em: 1 dez. 2020.
Saiba mais
Para ter acesso às infor-
mações sobre regras, 
competições, recordes e 
curiosidades sobre os es-
portes aquáticos no Brasil, 
acesse o site da Confedera-
ção Brasileira de Desportos 
Aquáticos (CBDA).
Disponível em: https://novo.cbda.org.
br/. Acesso em: 1 dez. 2020.
Site
1.2 Hidroginástica 
Vídeo A hidroginástica, também conhecida como ginástica aquática, 
aquaeróbica ou hidroatividade, é considerada uma vertente da hidro-
terapia (área da fisioterapia). Desde 460 a.C. já existiam relatos de 
banhos com água em temperatura elevada com função terapêutica. 
Nessa época, a hidroterapia era utilizada para recuperação muscu-
lar e alívio de espasmos, caracterizada por ser uma atividade calma 
e relaxante. Em busca de uma prática de atividade física que minimi-
zasse os riscos de lesões articulares e tendo em vista os benefícios 
de atividades no ambiente aquático, a hidroginásti-
ca começou a ser praticada primeira-
mente por idosos.
Essa modalidade teve início 
na Alemanha, no século XVIII, 
e tem como definição “mo-
dalidade caracterizada pela 
realização de exercícios fí-
sicos em imersão vertical, 
utilizando membros su-
Figura 7
Idosos em aula de 
hidroginástica
AL
PA
 P
RO
D/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Introdução às atividades aquáticasIntrodução às atividades aquáticas 1515
https://cbda.org.br/br/natacao
https://cbda.org.br/br/natacao
https://novo.cbda.org.br
https://novo.cbda.org.br
16 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
periores e inferiores permanecendo conti-
nuamente no meio líquido” (FERNANDES, 
2011). Embora a hidroginástica tenha ini-
ciado há mais de 200 anos, no Brasil ainda 
é considerada uma modalidade recente, 
com os primeiros registros apenas em 
1980.
Atualmente, a hidroginástica é pratica-
da por idosos, adultos, gestantes, obesos e 
pessoas com problemas osteomioarticulares, por 
exemplo. Os benefícios são diversos: melhora da aptidão física; qua-
lidade de vida; flexibilidade; equilíbrio; melhora da pressão arterial; 
saúde mental etc. (ASSIS et al., 2018; FERNANDES, 2011; MAZO; CAR-
DOSO; AGUIAR, 2006).
Os praticantes possuem objetivos, que vão desde a redução da 
massa corporal até a socialização, os quais devem ser levados em con-
sideração durante o planejamento das aulas. Além da temperatura da 
água, outras características devem ser elencadas para uma aula de boa 
qualidade, como os materiais disponíveis (espaguetes, halteres, pran-
chas, caneleiras, steps, entre outros), o tempo de execução, a quan-
tidade de repetições dos exercícios e, principalmente, o conhecimento 
sobre as propriedades físicas da água.
Figura 9
Materiais utilizados na aula de hidroginástica
Pedro Am
orim
 Pe
reir
a/S
hu
tte
rst
oc
k
begalph
oto/
Shu
tte
rst
oc
k
À direta: espaguete; e à esquerda: halteres.
Figura 8
Exemplo de aula de hidro-
ginástica
Robert Kneschke/Shutterstock
Introdução às atividades aquáticas 17
Diferentemente das outras modalidades aquáticas, a hidroginástica 
não possui regras oficiais. Porém, existem alguns aspectos das aulas 
que são importantes de ser destacados:
 • a piscina deve dar pé para os alunos, por isso geralmente as aulas 
ocorrem com até 1,40 m de profundidade;
 • a água deve ser quente, com temperatura variando entre 32 e 33 
graus;
 • as aulas devem ter músicas, e o estilo musical varia de acordo 
com o perfil da turma.
Assim como a hidroginástica foi criada com base na hidroterapia, ou-
tras modalidades foram originadas da hidroginástica. Dentre elas, temos: 
pilates na água; hidroioga; hidrodança; acquafuncional; hidropower; hidro-
local; e deep water e deep runner (realizadas em piscinas que não dão pé).
O vídeo Hidropilates, 
publicado pelo canal 
tvsporttime, é uma ótima 
dica para conhecer um 
pouco mais sobre a 
modalidade de pilates 
na água.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=9TMNJBATk8E. Acesso 
em: 1 dez. 2020.
Vídeo
1.3 Polo aquático 
Vídeo O polo aquático é um esporte olímpico, praticado em piscinas, 
mares, lagos ou lagoas e caracterizado por ter duas equipes, cada 
uma com sete jogadores em campo e seis reservas. O objetivo prin-
cipal é marcar o maior número de gols em um período de aproxima-
damente 32 minutos.Os times são identificados de acordo com as 
cores das toucas.
Figura 10
 Registro de um jogo de polo aquático
Fi
ni
zi
o/
W
ik
im
ed
ia
 C
om
m
on
s
https://www.youtube.com/watch?v=9TMNJBATk8E
https://www.youtube.com/watch?v=9TMNJBATk8E
https://www.youtube.com/watch?v=9TMNJBATk8E
18 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
As dimensões do campo de jogo são: entre 20 m e 30 m de compri-
mento; 10 m e 20 m de largura; e pelo menos dois metros de profundi-
dade. Os gols são colocados em cada extremidade do comprimento do 
campo (Figura 11).
Figura 11
Dimensões de campo de jogo
Al
le
xa
nd
er
h/
Sh
ut
te
rs
to
ck
30 m
30 m
20 m
Gol
20 m
Gol
O jogo é divido em quatro tempos de oito minutos, com intervalos 
de dois minutos ao fim do primeiro tempo, cinco minutos no final do se-
gundo tempo e mais dois minutos quando se termina o terceiro tempo.
Quando a modalidade começou a ser praticada, em Londres 
(século XVII), os jogadores competiam em rios e lagos montados em barris, 
assemelhando-se ao jogo de polo (com cavalos) – é dessa maneira que 
surge o nome polo aquático. Praticado apenas por homens, o polo aquáti-
co se tornou uma modalidade olímpica nos Jogos Olímpicos de Paris, em 
1900. Nessa época, os jogadores já haviam abandonado os barris e joga-
vam com diferentes técnicas de flutuação e deslocamento. Aliás, es-
ses fundamentos da natação são imprescindíveis para um 
excelente desempenho nos jogos de polo aquático. A partici-
pação de equipes femininas no esporte ocorreu apenas nos 
Jogos Olímpicos de Sydney, no ano 2000.
No Brasil, o polo aquático começou a ser praticado no 
início do século XIX, no Rio de Janeiro. Semelhante à nata-
ção, a equipe do Brasil de polo aquático teve sua estreia 
nos jogos da Antuérpia, na Bélgica, em 1920. Desde então, 
sua popularidade tem aumentado, com maior concentração 
Figura 12
Registro de um jogo de polo 
aquático feminino
SaGoBCN/Wik
imed
ia C
om
mo
ns
Introdução às atividades aquáticas 19
de clubes na Região Sudeste. Até o ano de 2020, o Brasil não conta com 
medalhas olímpicas; porém, a equipe masculina possui uma medalha de 
bronze dos Jogos Pan-Americanos de 2019 (COMITÊ OLÍMPICO BRASILEI-
RO, 2019).
Algumas das características marcantes dos jogos são a agilidade 
entre os lances e a forte marcação entre os jogadores, resultando em 
diversas faltas. Além disso, alguns movimentos são também caracte-
rísticos do polo, como a pernada do tipo eggbeater e o nado crawl polo.
A pernada permite que o jogador consiga ter uma sustentação do 
corpo, sendo importante para os lances e arremessos ao gol. O nado 
crawl polo é caracterizado por manter sempre o rosto fora da água e 
direcionado para um ponto fixo.
Figura 13
Marcação no jogo de polo aquático
M
at
lin
/W
ik
im
ed
ia
 C
om
m
on
s
A FINA também regulamenta o polo 
aquático internacionalmente, enquanto 
a CBDA e as federações estaduais o re-
gulamentam nacionalmente. As regras 
da modalidade são divididas em 19 itens 
(CBDA/FINA, 2018c):
 • campo de jogo;
 • gols;
 • bola;
 • gorros;
 • equipes;
 • oficiais (árbitros, juízes, cronometris-
tas e secretários);
 • tempo de jogo;
 • início de jogo;
 • time out;
 • recomeço após gol;
 • tiros (gol, canto, neutros e livre).
20 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Para o início do jogo, as equipes devem estar dispostas na linha do 
gol e nenhuma parte do corpo deverá ultrapassar essa linha. Quando 
o árbitro julgar que todos os jogadores estão nas posições corretas, 
ele soa o apito e arremessa a bola em jogo na linha de meio de campo. 
Após o sinal sonoro, os jogadores nadam em direção à bola e o jogo é 
iniciado. Não são permitidos chutes, socos e empurrões, nem segurar 
o adversário.
1.4 Mergulho 
Vídeo O esporte mergulho é caracterizado por submergir em água com 
ou sem auxílio de aparelho de respiração que também é conhecido 
como cilindro. O mergulho é dividido em três tipos: mergulho livre de 
snorkeling, mergulho livre em apneia e mergulho autônomo.
Figura 14
Mergulho livre de 
snorkeling 
Figura 15
Mergulho livre em apneia
Figura 16
Mergulho autônomo
Seabirdsailing/Wikimedia Com
m
ons
Dudarev M
ikhail/Shutterstock
Os mergulhos livres de snorkeling são realizados preferencialmen-
te em costas marítimas para contemplar o ambiente marinho (peixes, 
tartarugas e corais, por exemplo), enquanto o mergulho autônomo, 
por utilizar cilindros, é realizado em locais profundos. O mergulho em 
O site da CBDA – Polo 
Aquático fornece mais in-
formações e curiosidades 
referentes à modalidade. 
Para saber mais, acesse o 
link a seguir.
Disponível em: https://cbda.org.
br/br/poloaquatico. Acesso em: 
1 dez. 2020.
Site
https://cbda.org.br/br/poloaquatico
https://cbda.org.br/br/poloaquatico
Introdução às atividades aquáticas 21
apneia pode ser realizado por meio da modalidade estática (quanto 
tempo permanece em apneia subaquática) e dinâmica (maior profun-
didade que consegue percorrer em apneia). A modalidade competitiva 
de mergulho é regulamentada internacionalmente e nacionalmente 
pela Associação Interacional para Desenvolvimento da Apneia (AIDA – 
International Association for the Development of Apnea) desde 1992. 
As competições mundialmente conhecidas são as de maior tempo per-
manecendo em apneia subaquática e as de percorrer a maior profundi-
dade no mergulho livre (denominadas de lastro constante).
Similares à natação, as atividades de mergulho também estão pre-
sentes no desenvolvimento da humanidade. Desde 4000 a.C., existem 
registros de seres humanos mergulhando para caçar certos tipos de 
peixes e pérolas no fundo do mar. Em tempos de guerras, os mergu-
lhadores tinham como função destruir os cascos dos navios para que 
esses afundassem. Diante da falta de segurança, muitos mergulhado-
res, ao retornarem à superfície, sentiam-se totalmente indispostos, 
então os médicos começaram a investigar essa atividade (BRASIL MER-
GULHO, 2000).
Por volta de 1878, a doença descompressiva foi descoberta; seus sin-
tomas variavam entre dificuldades para respirar, bem como fortes dores 
nas articulações e no abdômen ocasionadas após o retorno à superfí-
cie. Desde então, a evolução dos materiais utilizados pelos mergulhado-
res foi fundamental para uma prática mais segura. Em torno de 1940, 
ocorreu o primeiro mergulho de profundidade: Jacques Yves Cousteau 
(FR) elaborou um aparelho, similar ao cilindro, e mergulhou 20 m.
Figura 17
Evolução dos materiais utilizados para mergulho 
Esquerda: primeiro escafandro; centro: traje do mergulhador em 1977; direita: traje do mergulhador em 2011.
Pb
so
ut
hw
oo
d/
Fæ
/A
m
ad
a4
4/
W
ik
im
ed
ia
Co
m
m
on
s
Assista ao vídeo Mergulho 
em apneia de 101m, 
publicado por Carolina 
Schrappe, no qual ela, 
que é mergulhadora, 
realiza um mergulho 
livre em apneia em uma 
profundidade de 101 
metros. 
Disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=a_
P33VxepQo. Acesso em: 1 dez. 
2020.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=a_P33VxepQo
https://www.youtube.com/watch?v=a_P33VxepQo
https://www.youtube.com/watch?v=a_P33VxepQo
Durante a prática de mergulho, alguns aspectos devem ser leva-
dos em consideração: comunicação com a superfície; comunicação 
subaquática; e a chamada subaquática. Esses elementos também fo-
ram se aperfeiçoando ao longo do tempo. Além disso, o mergulho é 
uma modalidade que precisa de treinamento e nunca deve ser pratica-
do sozinho, pois pode levar à morte.
No Brasil, a chegada de equipamentos para a prática de mergulho 
ocorreu por volta de 1960. Após esse acontecimento, a criação de esco-
las de mergulhos com instrutores com cursos internacionais tem sido 
cada vez mais frequente. Até o ano de 2020, o Brasil não conta com 
medalhistas em competições mundiais de mergulho.
1.5 Saltos ornamentais e high diving 
Vídeo Os saltos ornamentais e o high diving são caracterizados por saltar 
de uma determinada altura até uma piscina, mar, rio ou lagoa. A prática 
dos saltos apresenta registros desdea Grécia Antiga, onde os pratican-
tes saltavam de diferentes alturas de penhascos em direção ao mar. 
Por ser uma modalidade que exige coragem, os saltos inicialmente 
eram utilizados para treinamento de militares. Os atletas de ginástica 
artística também praticavam os saltos com acrobacias com o intuito de 
melhorar a performance no solo.
Por volta de 1600, os saltos começaram a ser praticados como ativi-
dade esportiva, na qual os atletas precisavam saltar de uma determina-
da altura e realizar elementos ginásticos, como posições grupadas e 
carpadas. Em Londres (1871) ocorreu a primeira competição de saltos, 
em que os praticantes saltavam de uma ponte até um rio. Os saltos or-
namentais na categoria individual estrearam nos Jogos Olímpicos em 
1904, em Saint Louis.
No Brasil, essa modalidade espor-
tiva teve seus primeiros registros no 
início do século XIX, na praia do Bo-
tafogo, no Rio de Janeiro. Em 1920, 
o Brasil levou uma equipe de salto 
ornamental para os Jogos Olímpicos 
da Antuérpia, na Bélgica. Em 2000, 
nos Jogos Olímpicos de Sydney, a 
Para saber mais sobre 
o mergulho no Brasil, 
acesse o site da Associa-
ção Internacional para 
o Desenvolvimento da 
Apneia. 
Disponível em: https://www.
aidabrasil.com.br/. Acesso em: 
1 dez. 2020. 
Site
Voya
ger /
Wikim
ediaC
omm
ons
Figura 18
Arvid Spangberg em com-
petição realizada em 1908
2222 Metodologia do ensino das atividades aquáticasMetodologia do ensino das atividades aquáticas
https://www.aidabrasil.com.br
https://www.aidabrasil.com.br
Introdução às atividades aquáticas 23
modalidade de salto ornamental sin-
cronizado (em duplas) foi incluída no 
programa de provas. Os saltos podem 
ser realizados em plataformas fixas (10 
m de altura) ou trampolins (um ou três 
metros de altura), enquanto a piscina 
precisa ter pelo menos cinco metros de 
profundidade (CBDA/FINA, 2018d).
A FINA regulamenta a modalidade de 
salto ornamental internacionalmente e a 
CBDA, juntamente às federações estaduais, 
nacionalmente. O caderno de regras conta com 
nove itens (CDBA/FINA, 2018d):
 • informações gerais;
 • competições;
 • formato de competições;
 • boletins de saltos;
 • procedimentos na competição, arbitragem (deveres dos árbitros 
e secretários);
 • critérios de julgamento;
 • julgamento dos saltos sincronizados;
 • resumo das penalidades;
 • regulamento para grupos de idade.
Nos saltos individuais, o atleta é avaliado nos seguintes critérios: 
posição inicial, corrida (pulo para ponta), saída, voo e entrada. As notas 
variam de zero (completamente falho) até dez (excelente). Nos saltos 
sincronizados, os atletas são avaliados pelo seu desempenho indivi-
dual e pela sincronia da dupla.
Enquanto os saltos ornamentais ocorrem em alturas de até 10 m, a 
modalidade de high diving ocorre em plataformas com alturas de 27 m 
para homens e 20 m para mulheres. O high diving é considerado o es-
porte radical mais antigo, tendo em vista que por volta de 1700 essa 
modalidade já era conhecida e praticada no Havaí, nos Estados Unidos, 
em uma altura aproximada de 25 m. Além de toda a questão cultural 
havaiana e de agradecimento aos deuses, os homens também salta-
vam dos penhascos para seduzir as mulheres.
Figura 19
Salto ornamental em dupla
Peng/WikimediaCommons
Para saber mais sobre 
salto ornamental, acesse 
o site da CBDA – Salto 
ornamental.
Disponível em: https://cbda.org.
br/saltosornamentais. Acesso em: 
1 dez. 2020.
Saiba mais
https://cbda.org.br/saltosornamentais
https://cbda.org.br/saltosornamentais
24 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
As competições de high diving ocorrem em locais 
abertos e é sempre montada uma estrutura para a 
execução do evento (CDBA/FINA, 2018d). Embora seja 
praticada há muito tempo, apenas em 2013 foi incor-
porada à FINA, para ser regulamentada. Por ser tão re-
cente, ainda não existe um caderno de regras em língua 
portuguesa. No geral, o caderno de regras é organiza-
do de modo semelhante ao dos saltos ornamentais. 
Os atletas são avaliados nas seguintes situações: saí-
da, voo e entrada. Além disso, as notas podem variar 
de zero a dez.
Em 2009, a empresa Red Bull iniciou as competi-
ções com circuito mundial Red Bull Cliff Diving. Esse 
grande evento aumentou a popularidade desse es-
porte. Apesar disso, ainda não se tem expectativas 
de ele se tornar um esporte olímpico.
Saiba mais
Para saber mais sobre as competições de high diving, acesse o site 
da Red Bull Cliff Diving.
Disponível em: https://cliffdiving.redbull.com/m/pt_US. Acesso em: 1 dez. 2020.
Figura 20
Estrutura da competição Red Bull Cliff Diving, 
França (2016)
Jpbazard/WikimediaCommons
1.6 Natação artística 
Vídeo A natação artística, antigamente denominada nado sincronizado, é 
caracterizada por executar uma sequência de movimentos com músi-
ca, sendo similar à dança, em um ambiente aquático. Durante as pri-
meiras competições de natação na Europa, no século XIX, a natação 
artística era praticada durante os intervalos com o objetivo de entreter 
o público. Naquela época, as mulheres realizavam poucas acrobacias e 
a prática era conhecida como balé aquático.
Um fato marcante para a história da natação artística foi Annette 
Kellerman (Austrália), que, em 1907, realizou exibições em um tanque 
de vidro para todos contemplarem a sua performance dentro da água 
(TORRES, 2017). A modalidade começou a ser mais praticada no mundo 
após essa exibição.
https://cliffdiving.redbull.com/m/pt_US
Introdução às atividades aquáticas 25
Figura 21
Anette Kellerman em uma exibição em 1920
De
an
la
w/
W
ik
im
ed
ia
Co
m
m
on
s
Embora tenha sido regulamentada em 1952, a natação artística se 
tornou modalidade olímpica nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, 
em 1984. Essa modalidade é considerada um mix de ginástica e balé, 
por conta de seus elementos: movimentos grupados, carpados, posi-
ção de cancã e posição de cancã duplo, por exemplo. No Brasil, é pouco 
praticada e apresenta maior concentração de clubes na Região Sudes-
te. Embora não tenha medalhas olímpicas, no ano de 2019, o dueto 
feminino ficou em quarto lugar nos Jogos Pan-Americanos, sendo uma 
das melhores colocações que o país já atingiu.
Figura 22
Posição grupada
IE
SD
E 
BR
AS
IL
 S
/A
Corpo tão compacto quanto possível, com as costas arredondadas e perna e joelhos juntos. 
Calcanhares o mais próximo possível dos glúteos. Cabeça próxima aos joelhos.
26 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Figura 23
Posição do cancã
Figura 24
Posição do cancã duplo
IE
SD
E 
BR
AS
IL
 S
/A
Corpo na posição de costas. Uma perna 
estendida perpendicular à superfície.
Pernas juntas e estendidas, 
perpendiculares à superfície. Cabeça e 
tronco em linha. Rosto na superfície.
A FINA (internacionalmente) e a CBDA (nacionalmente) regulamen-
tam a natação artística e apresentam um caderno de regras composto 
por 24 itens (CDBA/FINA, 2018b). As competições podem ser de manei-
ra solo, em duetos, duetos mistos, equipes, rotina livre combinada e 
rotina de destaque. As piscinas devem ter pelo menos três metros de 
profundidade e possuir um sistema sonoro acoplado nas bordas, para 
que os praticantes consigam escutar as músicas e realizar as coreo-
grafias. Na natação artística, são permitidos o uso de materiais como 
prendedores de nariz (noseclip). Os atletas são avaliados quanto à exe-
cução, sincronização (quando necessária), coreografia, interpretação 
da música, maneira de apresentação e dificuldade. As notas variam de 
zero (completamente falho) a dez (perfeito).
1.7 Natação em águas abertas 
Vídeo A natação em águas abertas tem como característica nadar em am-
bientes fora da piscina (rios, mares e lagoas). É uma modalidade que 
exige coragem e conhecimento do local de prova, visto que durante o 
percurso o nadador, muitas vezes, precisa vencer a baixa visibilidade 
da água, a água gelada, a correnteza, as ondas, o repuxo, as águas-vivas 
e os ventos fortes, por exemplo.
No Brasil e no mundo, a natação em águas abertas tevesua evolu-
ção junto com a natação tradicional, em que por muito tempo os prati-
cantes nadavam em ambientes abertos, até o surgimento das piscinas 
que conhecemos atualmente.
Lord Byron nadou aproxima-
damente 2 km em um minuto, 
atravessando o estreito de 
Darnadelos, e Capitão Matthew 
Web atravessou o canal da 
mancha em 1875.
Curiosidade
Introdução às atividades aquáticas 27
As competições oficiais apresentam as metragens variando de 5 km, 
10 km (maratona aquática), 20 km e 25 km (ultramaratona aquática). Po-
rém, diversos circuitos apresentam as modalidades de travessinha (en-
tre 200 m e 800 m – apenas para iniciantes), além de provas com 1,5 km, 
2 km e 3 km. O início da prova é dado por um sinal sonoro e todos os na-
dadores devem se deslocar simultaneamente até o local da prova (mar, 
lagoa ou rio). O local de provas é orientado por boias bem sinalizadas, 
tendo sempre apoio de segurança próximo dos praticantes. Em todas as 
competições de águas abertas os atletas utilizam um chip (comumente 
utilizado no tornozelo) para indicar o tempo de prova realizado.
Figura 25
Competição realizada na praia de Copacabana em 2016
M
ar
co
sf
ar
ia
70
/W
ik
im
ed
ia
Co
m
m
on
s
A FINA (internacionalmente) e a CBDA (nacionalmente) regulamen-
tam a natação em águas abertas/maratonas aquáticas e apresentam um 
caderno de regras, composto por apenas sete itens (CBDA/FINA, 2018a):
 • definições;
 • oficiais de arbitragem;
 • deveres dos oficiais de arbitragem;
 • largada;
 • local de competição;
 • prova;
 • chegada.
Embora sejam praticadas há muito tempo, apenas em 2008 as ma-
ratonas aquáticas se tornaram esporte olímpico. Atualmente, o Brasil 
conta com uma medalha de bronze para Poliana Okimoto, que ganhou 
em terceiro lugar nas Olimpíadas do Rio, em 2016.
28 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste capítulo conhecemos a evolução histórica, a regulamentação 
e as características que moldam as modalidades aquáticas. Percebemos 
também que as atividades aquáticas estiveram sempre presentes no de-
senvolvimento do ser humano e da humanidade. Pudemos, ainda, com-
preender que, seja em modalidades mais antigas ou nas mais recentes, o 
objetivo é similar: aproximar as pessoas do ambiente aquático. Além dis-
so, o capítulo mostrou a importância do desenvolvimento científico para 
os benefícios e a evolução das modalidades aquáticas.
ATIVIDADES
1. Qual é a importância de uma entidade que regulamenta os esportes, 
como no caso das atividades aquáticas, a FINA/CBDA?
2. Qual foi a importância da evolução científica para o desenvolvimento 
das atividades aquáticas?
3. Por que os trajes dry-skin ou fast-skin foram proibidos?
4. Depois da leitura deste capítulo, podemos afirmar que todas as 
modalidades foram originadas da natação? Explique sua resposta.
REFERÊNCIAS
ASSIS, H. R. et al. O efeito da hidroginástica sobre a pressão arterial: uma revisão de 
literatura. Diálogos em Saúde, v. 1, n. 1, p. 110-126, 2018.
BRASIL MERGULHO. Doença descompressiva. 2000. Disponível em: https://www.
brasilmergulho.com/doenca-descompressiva/. Acesso em: 4 mar. 2021.
CBDA/FINA - Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos/Federação Internacional de 
Natação Amadora. Regras oficiais de maratonas aquáticas 2017-2021. 2018a. Disponível em: 
https://cbda.org.br/RegrasOficiaisMaratonaAquatica2017_2021.pdf. Acesso em: 10 out. 
2020.
CBDA/FINA - Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos/Federação Internacional 
de Natação Amadora. Regras oficiais de natação artística 2017-2021. 2018b. Disponível em: 
https://cbda.org.br/_uploads/nado/RegrasOficiaisNadoArtistico2017_2021.pdf. Acesso 
em: 5 out. 2020.
CBDA/FINA - Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos/Federação Internacional 
de Natação Amadora. Regras oficiais de polo aquático 2017-2021. 2018c. Disponível em: 
https://cbda.org.br/_uploads/polo/RegrasOficiaisPoloAquatico2017_2021.pdf. Acesso em: 
22 set. 2020.
CBDA/FINA - Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos/Federação Internacional 
de Natação Amadora. Regras oficiais de saltos ornamentais 2017-2021. 2018d. Disponível 
em: https://cbda.org.br/_uploads/saltos/RegrasOficiaisSaltosOrnamentais2017_2021.pdf. 
Acesso em: 30 set. 2020.
https://cbda.org.br/RegrasOficiaisMaratonaAquatica2017_2021.pdf
https://cbda.org.br/_uploads/nado/RegrasOficiaisNadoArtistico2017_2021.pdf
https://cbda.org.br/_uploads/polo/RegrasOficiaisPoloAquatico2017_2021.pdf
https://cbda.org.br/_uploads/saltos/RegrasOficiaisSaltosOrnamentais2017_2021.pdf
Introdução às atividades aquáticas 29
COB. Medalhas do Time Brasil nos jogos Pan-Americanos de 2019. 2019. Disponível em: 
https://www.cob.org.br/pt/lima-2019/medalhas. Acesso em: 4 mar. 2021.
FERNANDES, R. C. Aspectos históricos, conceitos fundamentais: hidroginástica, saúde, 
qualidade de vida e educação física. EFDeportes, v. 15, n. 154, 2011.
LEWILLIE, L. Research in swimming: historical and scientific aspects. Em A. Hollander, P. 
Huijing e D. Groot (Eds.), Biomechanics and Medicine in Swimming IV (p. 7-16). Champaign: 
Human Kinetics, 1983.
MAZO, G. Z.; CARDOSO, F. L.; AGUIAR, D. L. Programa de hidroginástica para idosos: 
motivação, autoestima e autoimagem. Revista de Cineantropometria & desempenho humano, 
v. 8, n. 2, p. 67-72, 2006.
OLYMPIC Games. Results. 2012. Disponível em: https://www.olympic.org/olympic-results. 
Acesso em: 3 mar. 2021.
PELAYO, P.; ALBERTY, M. The history of swimming research. World book of swimming: From 
Science to Performance, 2011.
SAAVEDRA, J. M.; ESCALANTE, Y.; RODRÍGUEZ, F. A. A evolução da natação. Lecturas, 
Educacion Fisica y Deportes, Buenos Aires, v. 9, n. 66, p. 1-14, 2003.
TORRES, T. Estudo exploratório, a nível biomecânico, das figuras pontapé na lua e marsopa 
em natação sincronizada. ESTUDO EXPLORATÓRIO, A NÍVEL BIOMECÂNICO, DAS FIGURAS 
PONTAPÉ NA LUA E MARSOPA EM NATAÇÃO SINCRONIZADA. Revista da UI_IPSantarém-
Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém. v. 5, n. 2, p. 144-156, 2017.
30 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
2
Adaptação ao meio líquido
Neste capítulo, aprenderemos sobre o ambiente aquático, as 
forças atuantes durante os movimentos nele e os princípios físi-
cos da água. Além disso, trabalharemos com a prevenção de afo-
gamentos, a base das modalidades aquáticas, e os princípios de 
adaptação ao meio líquido.
Entre os conteúdos explorados, vamos entender sobre o 
empuxo, a densidade, o centro de empuxo, a pressão hidrostática, 
a condutividade térmica e a refração. Um questionamento muito 
comum que deve ocorrer é: “nossa, mas física?”. Sim, precisamos 
saber desses conceitos para compreender sobre as diferenças do 
ambiente terrestre para o aquático. Trabalharemos também as 
forças propulsivas e algumas resistivas na água.
Ao trabalharmos em um ambiente aquático, precisamos saber 
quais medidas devem ser tomadas para prevenir um afogamento 
e o que fazer quando identificar um afogado. Portanto, vamos es-
tudar neste capítulo noções muito importantes sobre segurança, 
salvamento aquático e nados utilitários. Por fim, trataremos dos 
princípios de adaptação ao meio líquido, que são considerados a 
base para a evolução nas modalidades aquáticas.
2.1 Princípios físicos da água 
Vídeo As atividades no meio aquático, diferentemente das atividades no 
solo, exigem do professor conhecimento dos princípios físicos da água 
e compreensão de seus efeitos sobre o corpo humano. Nesta seção, 
vamos estudar algumas dessas propriedades.
 • Empuxo (E): força exercida sobre a água; apresenta a mesma in-
tensidade e direção contrária da força peso. O empuxo foi des-
coberto pelo matemático Arquimedes, por volta de 2200 a.C., 
e é conhecido como princípio de Arquimedes. Os fatores que 
Adaptação ao meio líquido 31
influenciam o empuxo são densidade do fluido (μ), volume do ob-
jeto (V) e gravidade (g), conforme a fórmula a seguir.
E=μ.V.g
Figura 1
 Representação da força empuxo (E)
E
P
E → Empuxo
P → Peso
Fonte: Elaborada pelaautora.
 • Densidade: representada matematicamente pela fórmula d=m/V, 
que indica quanto há de massa (m) de um corpo por unidade de 
volume (V). A densidade do corpo humano pode variar entre 0,93 e 
1,10 g/cm³, e os fatores que a afetam são composição corporal e 
densidade óssea, por exemplo. Já a densidade da água pode variar 
em torno de 1 g/cm³, o fator que 
mais afeta a densidade é o tipo de 
água (doce ou salgada), sendo 
que a água salgada faz com que a 
densidade aumente, enquanto a 
água doce a diminui. A densidade 
do corpo e da água influenciam a 
flutuação. Quando a densidade 
do corpo é menor ou igual à da 
água, o corpo flutua; já quando a 
densidade do corpo é maior que a 
da água, o corpo afunda. Isso ex-
plica por que é mais fácil flutuar 
no Mar Morto (onde a densidade 
da água é maior) do que em uma 
lagoa ou piscina tratada com clo-
ro (em que a densidade da água é 
menor).
Figura 2
Representação da densidade (d) de 
dois materiais: um que flutua (madei-
ra), e outro que afunda (chumbo).
Madeira:
d = 0,39 g/cm3
Chumbo:
d = 11,3 g/cm3
d → densidade
Fonte: Elaborada pela autora.
32 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
 • Centro de empuxo: enquanto no solo nós temos o nosso centro 
de gravidade (CG) – ponto do corpo onde ocorre a aplicação da 
força da gravidade –, na água nós temos o centro de empuxo (CE) 
– ponto do corpo em que ocorre a aplicação da força de empuxo. 
Na água, nosso CG permanece o mesmo, enquanto o CE varia 
de acordo com o deslocamento do líquido. Quando o CG e o CE 
estão no mesmo ponto do corpo, o equilíbrio é indiferente e o 
corpo tende a permanecer da mesma maneira. O conhecimento 
do CE é fundamental para as flutuações, os retornos para a po-
sição vertical e as rotações na água. O CE está relacionado com 
os equilíbrios estáveis (quando o CG e o CE não estão no mesmo 
ponto, mas após o deslocamento da água os pontos voltam a es-
tar no mesmo local) e instáveis – quando o CG e o CE não estão no 
mesmo ponto do corpo e mesmo após o deslocamento da água 
os pontos não se unem resultando em rotação do corpo.
Figura 3
Representação do equilíbrio estável (a) e equilíbrio instável (b)
IfH
/S
hu
tte
rs
to
ck
Fonte: Adaptada de Duarte, 2004.
Força de empuxo
Centro de empuxo
Centro de gravidade
Peso
(a)
Força de empuxo
(b)
Peso
Centro de empuxo
Centro de gravidade
Adaptação ao meio líquido 33
 • Pressão hidrostática (PH): pressão que ocorre em um corpo 
quando está imerso em um líquido. A PH é representada mate-
maticamente por:
PH = d.g.h
d representa a densidade do líquido; g representa a força da gravidade; 
e h representa a altura.
Nesse caso, quanto maior for a altura (ou profundidade), maior será 
a PH. Um grande exemplo da influência da pressão hidrostática é a 
doença descompressiva, ou doença dos mergulhadores.
Figura 4
Representação dos componentes que atuam diretamente na pressão hidrostática
g → gravidade 
d → densidade do líquido 
h → altura em que o objeto está imerso 
g
hd
Fonte: Elaborada pela autora.
 • Condutividade térmica: relacionada à capacidade de um mate-
rial conduzir calor. A água é considerada um excelente condutor 
térmico, portanto, faz com que troquemos muito mais calor com 
o meio. Além disso, a temperatura da água também deve ser le-
vada em consideração, pois quanto maior a temperatura, maior 
a troca de calor. Exemplificando, em treinos de alta intensidade, 
é necessário que a água esteja mais gelada (em torno de 25°C); 
já em aulas que não exigem esforços, como para bebês, a água 
pode ser mais quente (em torno de 33°C).
 • Refração: princípio físico que indica que a luz, ao atravessar um 
meio diferente, sofre desvios na direção da propagação exata-
mente na fronteira entre esses meios. No ambiente aquático, a 
A doença descompressiva tem 
como característica a formação 
de bolhas no sangue, resultado 
do nitrogênio dissolvido nele 
devido a uma pressão elevada. 
Curiosidade
O vídeo Mago da física – 
visualizando a refração é 
ótimo para exemplificar 
o fenômeno da refração. 
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=nbw4yjCesU4. Acesso em: 
15 dez. 2020.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=nbw4yjCesU4
https://www.youtube.com/watch?v=nbw4yjCesU4
https://www.youtube.com/watch?v=nbw4yjCesU4
34 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
refração está presente quando olhamos de fora da água para 
algo dentro dela. Muitas vezes, por exemplo, julgamos que o mo-
vimento do aluno está errado, mas pode ser por causa da refra-
ção! Então, tenha cuidado, futuro professor.
M
ar
ce
lo
 R
ei
s~
co
m
m
on
sw
ik
i/W
ik
im
ed
ia
Co
m
m
on
s
Figura 5
Representação da refração da luz
Nesta seção, aprofundamos alguns conteúdos de física que são re-
levantes para avançarmos no ensino das atividades aquáticas. No con-
texto escolar, esses conceitos são percebidos em diversas situações, 
como: I) dificuldade de flutuação ou retorno na posição vertical; II) calor 
excessivo e muita sede durante as aulas em piscina com temperatura 
elevada; III) achar que um objeto está em um lugar no fundo da piscina, 
quando está um pouco mais distante.
Para uma leitura mais 
aprofundada do assunto, 
indicamos o artigo 
“Forças no meio líquido”, 
presente no livro Natação 
e atividades aquáticas: 
subsídios para o ensino. 
Além desse artigo, o livro 
conta com outros que po-
dem ajudar você nas suas 
dúvidas e curiosidades.
CASTRO, F. A. S.; LOSS, J. F. In: PAULA 
H. L. da C. (org.). Barueri: Manole, 
2010.
Livro
2.2 Forças na água 
Vídeo As forças na água são aquelas que atuam diretamente no indivíduo 
que está no ambiente aquático; são divididas em propulsivas e resis-
tivas. As forças propulsivas são aquelas realizadas pelo próprio indivi-
duo, enquanto as resistivas são as forças no ambiente. O deslocamento 
no ambiente aquático ocorre quando as forças propulsivas são maio-
res do que as resistivas.
Adaptação ao meio líquido 35
Figura 6
Representação das forças propulsivas e resistivas que atuam no corpo de um indivíduo no 
ambiente aquático
IfH
/S
hu
tte
rs
to
ck
Fonte: Elaborada pela autora.
Forças resistivas
Força peso
Forças propulsivas
2.2.1 Forças propulsivas
As forças propulsivas são aquelas que movimentam o corpo do in-
divíduo no ambiente aquático. Entre elas, podemos citar os movimen-
tos realizados pelos braços e pés. Os fatores que mais influenciam as 
forças propulsivas são os aspectos técnicos e físicos. Na natação, os 
aspectos técnicos, como ótima posição do corpo, pernada e braçada 
com propulsão, são fundamentais para um deslocamento na água com 
maior velocidade.
Entre os aspectos físicos, existem as características não modificá-
veis e as modificáveis. As não modificáveis são, por exemplo, estatura, 
envergadura e tamanho do pé. Dentre as modificáveis, destacam-se a 
composição corporal e principalmente a quantidade de massa muscu-
lar, aspecto muito importante para o melhor desempenho nas modali-
dades aquáticas.
2.2.2 Forças resistivas
As forças resistivas são as que atuam como formas do ambiente 
frear o movimento. Entre elas, podemos citar a força de arrasto e suc-
ção de extremidade ou esteira. A força de arrasto, a mais importante, 
pode ser representada matematicamente pela seguinte fórmula:
FA representa a força de arrasto; ρ a densidade da água; A representa a área de 
secção transversal; Ca o coeficiente de arrasto; e ν a velocidade.
FA = ρ . A. Ca. ν
21
2
Confira a final da prova 
de 50 metros mascu-
lino no estilo livre nas 
Olimpíadas de 2016, no 
Rio de Janeiro. Obser-
ve como os atletas se 
deslocam na água com 
velocidade (minutos 
04:09 até 04:50), realizan-
do muita propulsão com 
os braços e as pernas, 
principalmente.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=6PAXVy0WViE. Acesso 
em: 16 dez. 2020.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=6PAXVy0WViE
https://www.youtube.com/watch?v=6PAXVy0WViE
https://www.youtube.com/watch?v=6PAXVy0WViE
36 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Nesse caso, percebemosque, individualmente, a densidade da água 
é capaz de reduzir a FA pela metade, enquanto a velocidade do nado a 
aumenta ao quadrado. A área de secção transversal (AST) e o coeficien-
te de arrasto são diretamente proporcionais à FA.
Entre os fatores modificáveis, a AST é uma das mais importantes a 
ser trabalhada com os alunos. A área de secção transversal contribui 
para o aumento dos fluxos laminares, caso o corpo esteja alinhado, ou 
turbulento, ou não esteja com um alinhamento correto do praticante. 
O fluxo laminar é a pouca movimentação de água que fica após o corpo 
se movimentar, resultando em um baixo coeficiente de arrasto. O fluxo tur-
bulento, também conhecido como sucção de extremidade ou esteira, é a 
grande movimentação de água que fica após o corpo se movimentar, 
resultando em um alto coeficiente de arrasto. Além do tipo de fluxo, o 
coeficiente de arrasto também é influenciado pelo formato do corpo e 
pela superfície corpórea. Nesse contexto, um aluno que tem barba ou 
mais pelos vai apresentar uma fricção maior da pele com a água, resul-
tando em um maior coeficiente de arrasto.
Figura 7
Representação do fluxo laminar (A) e do fluxo turbulento (B) 
(A) Fluxo laminar
(B) Fluxo turbulento
Fonte: Elaborada pela autora. 
Adaptação ao meio líquido 37
Para reduzir a AST, devemos ensinar o correto alinhamento do 
corpo durante a execução dos movimentos. Na natação, a posição 
hidrodinâmica é responsável por reduzir a área de secção trans-
versal, tendo em vista que o corpo fica totalmente alinhado.
Nesta seção aprendemos sobre as forças resistivas e vimos 
que ela atua no aluno. É fundamental que o professor tenha co-
nhecimento da equação da força de arrasto para compreender as 
variáveis que influenciam o nadador durante o percurso. Ainda, 
ter ciência de estratégias que possam reduzir as forças resistivas, 
como a posição hidrodinâmica, é de extrema importância.
O livro Nadando o mais 
rápido possível auxilia na 
compreensão das forças 
restritivas e na natação 
competitiva, o autor 
aplica a ciência ao treina-
mento da natação.
MAGLISCHO, E. W. Barueri: Manole, 
2010.
Leitura
Figura 8
Representação da posição 
hidrodinâmica
Sergey Nivens/Shutterstock
2.3 Segurança aquática 
Vídeo De acordo com a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático – 
Sobrasa – (2015, p.3), o afogamento tem por definição “aspiração de líqui-
do por imersão ou submersão”. O último Boletim Brasil de Afogamentos 
de 2020 (SOBRASA, 2020) apontou que diariamente 15 brasileiros morrem 
afogados. Com relação à faixa etária, o afogamento é a segunda causa de 
morte em crianças entre 1 e 4 anos; terceira causa de morte entre 5 e 14 
anos; e a quarta causa entre 15 e 24 anos. Em crianças menores de 9 anos, 
o local com maior incidência de afogamentos é na própria residência, en-
quanto maiores de 10 anos e adultos se afogam mais em águas naturais.
Diante desse panorama, a compreensão da segurança aquática se 
torna fundamental. Algumas atitudes são simples e fáceis de serem 
implementadas, como:
38 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
aS
ha
til
ov
/ S
hu
tte
rs
to
ck
Incluir o botão 
de fácil acesso 
e que desligue 
rapidamente 
a sucção da 
piscina.
Manter 100% 
de atenção 
nas pessoas 
que estão 
com você.
Proteger a 
piscina com 
grades ou lonas 
para impedir 
o acesso de 
crianças.
Sempre que 
possível, 
permanecer 
perto de um 
guarda-vida.
Em locais 
abertos, 
compreender 
e respeitar a 
sinalização das 
bandeiras.
Saber agir 
sem se tornar 
uma vítima.
Evitar de entrar 
em mares, lagos, 
piscinas, lagoas 
e rios, se estiver 
alcoolizado ou 
tiver ingerido 
bastante comida.
Durante as aulas de atividades aquáticas, as noções de segurança 
aquática também devem ser ensinadas para os alunos. Em crianças, as 
atividades podem ser diversas, desde nadar sem touca e óculos, simu-
lar uma queda acidental na piscina, trabalhar as mudanças de posições 
(decúbito ventral para dorsal), pular na piscina e imediatamente procu-
rar a barra, entre outras tantas atividades. Além de ser a base de ou-
tras modalidades aquáticas, a prática regular de natação é de extrema 
importância para reduzir os riscos de afogamentos.
2.4 Salvamento aquático 
Vídeo O salvamento aquático compreende as situações realizadas em 
ambiente aquático, buscando a prevenção de acidentes e resgate dos 
acidentados. É uma profissão vinculada ao corpo de bombeiros e, para 
atuar com o salvamento aquático, é necessário ter pelo menos 18 anos 
e ser aprovado nas provas teóricas e práticas dos guarda-vidas civis. 
Essa avaliação ocorre todo o ano e apresenta critérios distintos para 
homens e mulheres.
Conforme a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, a cadeia 
de sobrevivência do afogamento aborda cinco passos:
O site da Sociedade 
Brasileira de Salvamento 
Aquático apresenta 
anualmente boletins de 
afogamentos e diversos 
programas para a preven-
ção destes.
Disponível em: https://www.
sobrasa.org/. Acesso em: 16 dez. 
2020.
Site
https://www.sobrasa.org/
https://www.sobrasa.org/
Adaptação ao meio líquido 39
PUWADON SANG/ shutterstock
Prevenção
Reconheci-
mento do 
afogado
Forneci-
mento de 
flutuação
Remoção da 
água
Suporte 
de vida
A gravidade do afogamento varia entre tosse sem espuma na boca e/ou 
no nariz até parada cardíaca respiratória. A prevenção está relacionada à 
segurança aquática. Reconhecer o afogado se refere a identificar os sinais 
de uma pessoa afogada e evitar que a situação se agrave; devemos, nesse 
momento, avisar os guarda-vidas (se houver) ou acionar os bombeiros.
Os principais sinais do afogado são: expressão facial assustada e 
olhar constante à areia para obter ajuda; ficar constantemente afun-
dando e flutuando; e movimentar os braços na água sem qualquer 
deslocamento. Se for viável, forneça flutuação material para a vítima, 
podendo ser uma garrafa PET vazia ou boia, por exemplo. A etapa da 
remoção da água e do suporte de vida deve ser realizado somente por 
socorristas (guarda-vidas ou bombeiros). O Quadro 1 apresenta a or-
dem de prioridade em socorrer e as principais características dos ba-
nhistas, bem como a conduta na água e na areia.
Ordem 
de 
priori-
dade em 
socorrer
Característica do banhista
Tempo da 
realização do 
socorro antes 
da submersão 
da face/corpo
Grau de 
afogamento 
possível
Conduta na água e na 
areia
Vermelho
Desesperado – não colabora com 
o resgate, pois está submergindo 
a face em posição vertical e não se 
desloca.
< 1minuto
Resgate a 
grau 4
Água: aproximação com 
cuidado e resgate.
Areia: varia conforme o 
grau de afogamento.
Amarelo
Ansiedade extrema, mas colabora 
com o resgate. Tem discreto deslo-
camento e flutuação precária.
1 a 5 minutos
Resgate ou 
grau 1
Água: aproximação com 
cuidado e resgate.
Areia: orientação e 
liberação.
Verde
Tranquilo e colabora com o resga-
te, pois não se deu conta da possi-
bilidade iminente do afogamento.
Usualmente > 5 
minutos
Resgate Orientação e liberação.
Preto
Sem movimentos, usualmente com 
a face ou todo o corpo submerso.
Zero Grau 5 ou 6
Ressuscitação dentro da 
água e avaliar RCP em área 
seca.
Quadro 1
Características do banhista em situação de afogamento, ordem de prioridade e conduta na água e na areia. 
Fonte: Adaptado de Sobrasa, 2019, p. 20. 
Para se aprofundar no 
assunto, confira o vídeo 
Cadeia sobrevivência no 
afogamento 2016, produ-
zido pelo canal Sobrasa 
Brasil.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=PtwLv5GLR1o. Acesso 
em: 16 dez. 2020.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=PtwLv5GLR1o
https://www.youtube.com/watch?v=PtwLv5GLR1o
https://www.youtube.com/watch?v=PtwLv5GLR1o
40 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Nesta seção, aprendemos sobre salvamento 
aquático e sua importância para minimizar os casos 
de afogamentos. As noções sobre salvamento aquá-
tico devem ser explicadas durante as aulas, princi-
palmente sobre como reconhecer um afogado e 
solicitar ajuda.
Para uma leitura mais aprofundadasobre salva-
mento aquático, acesse o Manual de Emergências 
Aquáticas, da Sobrasa.
Disponível em: http://www.sobrasa.org/new_sobrasa/arquivos/
baixar/Manual_de_emergencias_aquaticas_2015.pdf. Acesso em: 
16 dez. 2020.
Leitura
2.5 Nados utilitários 
Vídeo Os nados utilitários são os movimentos rudimentares realizados 
no ambiente aquático. Sua principal característica é o baixo custo 
energético, permitindo às pessoas longos deslocamentos. Alguns 
exemplos de nados utilitários são: cachorrinho, nado lateral e costas 
rudimentar.
O nado cachorrinho é importante para o senso de direção e loca-
lização durante os deslocamentos e, por ser um nado simples, deve 
ser ensinado para as crianças, pois auxilia no desenvolvimento da 
segurança aquática. O nado lateral é um pouco mais complexo e 
é utilizado principalmente para resgate e salvamento aquático em 
algumas situações. O nado costas rudimentar é muito utilizado para 
descanso e deslocamentos movimentado as pernas. A flutuação 
dorsal permite ao indivíduo manter todo o rosto fora da água sem 
gastar energia realizando movimentos para tirar a cabeça dela.
Figura 9
Representação da evolução dos nados e dos nados utilitários
Nado 
elaborado 
Cachorrinho
Under-arm-side-stroke Over-arm-side-stroke
Nado 
lateral
Costas rudimentar ou 
peito invertido 
Fonte: Elaborada pela autora. 
De uma maneira geral, os nados utilitários são ensinados nas aulas, 
porém, apenas para demonstração, e não como conteúdo principal da 
aula. Os nados utilitários também são conhecidos por nos lembrar da 
evolução dos nados, conforme pudemos observar na Figura 9.
O vídeo Nados utilitários 
permite a você visualizar 
a execução dos nado e 
apresenta informações 
adicionais. 
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=eqFyUnkmFEY. Acesso 
em: 10 dez. 2020. 
Vídeo
http://www.sobrasa.org/new_sobrasa/arquivos/baixar/Manual_de_emergencias_aquaticas_2015.pdf
http://www.sobrasa.org/new_sobrasa/arquivos/baixar/Manual_de_emergencias_aquaticas_2015.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=eqFyUnkmFEY
https://www.youtube.com/watch?v=eqFyUnkmFEY
https://www.youtube.com/watch?v=eqFyUnkmFEY
Adaptação ao meio líquido 41
2.6 Princípios de adaptação ao meio líquido 
Vídeo A adaptação ao meio líquido (AML) é considerada a base para po-
der evoluir nas modalidades aquáticas. O indivíduo precisa estar bem 
adaptado para poder aprender a nadar, a jogar polo aquático, a ter 
uma entrada na água nos saltos ornamentais e high diving e realizar os 
mergulhos autônomos, por exemplo. Os princípios da AML podem ser 
trabalhados com qualquer faixa etária, desde que as aulas sejam ade-
quadas para a devida população.
A AML é dividida em cinco pontos, não necessariamente trabalha-
dos em sequência:
PUWADON SANG/ Shutterstock
Primeiro 
contato 
com a água Respiração
Flutuação Deslizes
Entradas 
e saídas 
da 
piscina 
Os primeiros contatos com a água (PCA) são relacionados a três as-
pectos: 1) reconhecimento do ambiente; 2) conhecimento do professor; 
3) deslocamentos na vertical. O PCA é o princípio mais tranquilo a ser 
trabalhado e remete bastante à segurança e à confiança que o aluno 
terá no professor.
O reconhecimento do ambiente deve ser feito sempre que um alu-
no começa a frequentar as aulas e o local deve ser apresentado ao 
aluno: escadas para entrada e saída da piscina, local onde o aluno per-
manecerá, local dos materiais disponíveis e profundidade da piscina, 
por exemplo. Aqui estão três exemplos de atividades: a) pedir para o 
aluno se segurar na borda e ir se deslocando de um ponto a outro; b) 
mostrar ao aluno a profundidade da piscina; c) pedir ao aluno para se-
gurar na raia e ir se deslocando de um ponto a outro.
O conhecimento do professor é muito importante para a confiança 
da relação aluno x professor, pois sem confiança, a evolução será muito 
difícil. O professor precisa transmitir calma, tranquilidade e domínio 
do assunto. Se a aula for com crianças, o professor também precisa 
apresentar domínio de turma. Os deslocamentos na vertical são cami-
nhadas na água e remetem à capacidade do aluno de se manter em pé 
(equilíbrio vertical) no ambiente aquático. Aqui estão três exemplos de 
42 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
atividades: a) caminhar para frente na água; b) correr na água; c) cami-
nhar para trás na água.
A respiração, como o próprio nome diz, aborda os processos que 
devem ser realizados para acontecer uma respiração adequada no 
mundo aquático. A respiração nas modalidades aquáticas é diferente 
das atividades em solo de que estamos acostumados. Apesar de o pa-
drão poder variar entre cada modalidade, o mais utilizado é aquele que 
devemos inspirar pela boca e expirar pelo nariz.
A respiração é dividida em quatro aspectos: 1) conscientização; 
2) coordenação; 3) ritmo respiratório; e 4) automatização. Esses domí-
nios são realizados obrigatoriamente em sequência. A conscientização 
está relacionada à capacidade do aluno de compreender o instante de 
inspirar (fora da água) e de expirar (dentro da água). Nesse primeiro 
processo, deve-se apenas explicar como ocorre a respiração no am-
biente aquático e realizar a mecânica respiratória fora da água. Já a 
coordenação diz respeito aos movimentos realizados no ambiente 
aquático.
Nessa etapa, muitos alunos podem apresentar dificuldades por ter 
medo ou por apenas não conseguir. Caso o aluno apresente muita di-
ficuldade, podemos solicitar a ele para realizar a expiração pela boca, 
e à medida que for evoluindo, pedir a ele que expire pelo nariz. Alguns 
exemplos de atividades: expirar o ar por um canudo e ver a quantidade 
de bolhas, cantar algumas músicas (depende da faixa etária) que envol-
vam expiração, elevadores (inspirar fora da água e expirar dentro da 
água), brincar de morto-vivo (no “vivo”, o aluno fica em pé, enquanto no 
“morto” o aluno é obrigado a expirar pelo nariz).
O ritmo respiratório está relacionado aos tempos de inspiração e 
expiração. Para iniciantes, comumente explicamos que é preciso inspi-
rar em um ou dois segundos e expirar em três. As atividades podem ser 
as mesmas da coordenação, incluindo apenas a condição do tempo de 
execução. A automatização é a última etapa e o resultado dela é o alu-
no executar a inspiração por um ou dois segundos e expirar pelo nariz 
por três segundos sem pedir. Embora a automatização da respiração 
seja importante, também devemos ensinar a apneia respiratória para 
que os alunos consigam realizar longos deslocamentos na água. Para 
treinos de apneia em crianças, pode-se estimular as buscas ao fundo: 
Adaptação ao meio líquido 43
colocar objetos no fundo da piscina e orientar as crianças a buscarem 
os materiais.
A flutuação envolve três principais aspectos: 1) percepção da capa-
cidade de flutuar; 2) equilíbrio estático na horizontal; e 3) mudanças de 
posição. A percepção da capacidade de flutuar é individual e de autoco-
nhecimento. Os principais fatores que afetam a flutuação corporal são: 
composição e densidade corporal; e tipo de água. Se o aluno apresenta 
maior percentual de gordura, ele conseguirá flutuar com mais facilida-
de. Isso também vale para águas salgadas (mar ou água tratada com 
sal), onde a densidade da água é maior, facilitando a flutuação. O equilí-
brio estático na horizontal é considerado a própria flutuação. A flutuação 
pode ser dividia em ventral (em decúbito ventral ou olhando para o 
fundo) ou dorsal (decúbito dorsal ou olhando para cima).
As mudanças de posição indicam a capacidade de o aluno sair da 
posição vertical para horizontal e retornar da posição horizontal para 
a vertical. Outro tipo importante de mudança de posição é dos decúbi-
tos: do ventral para o dorsal ou do dorsal para o ventral. Os alunos que 
apresentam medo têm muita dificuldade em flutuar, pois a flutuação é 
considerada um movimento inseguro. A chave para realizar mudanças 
de posição com segurança é o movimento do quadril.
Quando estamos em decúbito ventral, devemos inclinar o quadril 
para frente e colocaros dois pés no fundo. Quando estamos em decú-
bito dorsal, devemos inclinar o quadril para trás e colocar os dois pés 
no fundo. Esses dois aspectos devem ser sempre explicados para os 
alunos, visto que eles podem executar de maneira incorreta e se dese-
quilibrar na água.
Os deslizes, ou deslizamentos, fazem parte de uma etapa um pou-
co mais elaborada: o aluno já precisa ter os domínios da respiração 
e flutuação. O equilíbrio dinâmico na horizontal e o ajuste da posição 
hidrodinâmica são os dois aspectos que fundamentam os deslizes. 
Como vimos anteriormente, a posição hidrodinâmica é importante 
para reduzir o arrasto da água.
Além disso, quando o aluno apresenta uma excelente posição hi-
drodinâmica, ele também conseguirá realizar bons movimentos al-
ternados de pernadas (tanto em posição ventral quanto em posição 
dorsal). Alguns exemplos de atividades são: a) passar pelos arcos e rea-
44 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
lizar a flechinha ou foguetinho; b) os alunos juntos na parede e, ao sinal 
do professor, todos devem empurrá-la na posição hidrodinâmica e ver 
quem vai mais longe; c) realizar deslizes de diferentes maneiras (braços 
abertos, joelhos flexionados no fundo e no raso), para que o aluno per-
ceba em qual posição ele consegue se deslocar mais longe.
As entradas e saídas da piscina são simples: as entradas podem ser 
realizadas por meio de saltos ou pela escada; e as saídas devem acon-
tecer pela borda ou pela escada. Os saltos podem ser realizados de 
diversas maneiras, desde que cumpram as regras de segurança. Os sal-
tos de pé frequentemente indicam que o aluno está adaptado, pois ele 
precisa dos princípios citados anteriormente (respiração e flutuação, 
principalmente) para realizar um salto com segurança. 
O Quadro 2 apresenta o resumo dos conteúdos sobre os processos 
de adaptação ao meio líquido.
Quadro 2
Resumo dos processos de adaptação ao meio líquido
Conhecimento da piscina
Primeiros contatosConhecimento do professor
Deslocamento na vertical
Respiração
Conscientização
Coordenação
Ritmo
Automatização
Mudança de posição
FlutuaçãoPercepção da capacidade de flutuar
Equilíbrio estático na horizontal
Deslizamentos
Equilíbrio dinâmico na horizontal
Ajuste da posição hidrodinâmica
Entradas e saídas da piscina de diferentes ma-
neiras
Entradas ou saídas
Saltos para água em diferentes graus de difi-
culdade
Fonte: Elaborado pela autora.
 Por fim, as noções de propulsão devem ser estimuladas em 
grande parte das atividades, pois envolvem a realixzação de movi-
mentos de braçadas e pernadas, tanto com materiais (pranchas, es-
paguetes, tapetões etc.) ou sem materiais (deslocamentos livres). As 
No livro Natação para 
bebês, infantil e iniciação: 
uma estimulação para a 
vida, o autor apresen-
ta dados e fotos que 
auxiliam o profissional 
quanto à segurança e re-
percussão de seus atos.
FIGUEIREDO, P. A. P. São Paulo: 
Phorte, 2011.
Livro
Adaptação ao meio líquido 45
noções de propulsões são muito importantes para que o aluno consi-
ga ter a propriocepção na água e compreenda as diversas formas de 
locomoção. 
2.7 Comportamento de um indivíduo 
não adaptado ao meio líquido Vídeo
O comportamento de um indivíduo não adaptado varia entre cada 
faixa etária. Os bebês com medo, ao terem contato com água, choram 
bastante, apresentam reflexos de negação (viram o rosto, por exem-
plo) e tendem a ficar muito próximos dos seus responsáveis (por prote-
ção). Quando a criança já consegue falar e expressar seus sentimentos, 
o não está presente durante as aulas. “Não quero molhar o rosto; não 
quero entrar na piscina; não quero brincar disso” são frases que as 
crianças com medo falam constantemente.
Com relação aos adultos, o diálogo e a comunicação também estão 
presentes: “não consigo realizar isso; estou com medo; não quero fazer 
essa atividade”. Embora existam diferenças, no geral, o comportamen-
to é similar: medo de entrar na piscina, deslocamento cauteloso, incô-
modo ao ter água no rosto, limpeza constante do rosto para tirar água, 
busca por um apoio fixo, tendência de bloquear a respiração ao tentar 
mergulhar e incapacidade de adotar a posição horizontal.
O Quadro 3 apresenta o resumo de algumas características do com-
portamento de um indivíduo não adaptado, de acordo com a faixa etária.
Quadro 3
Resumo dos comportamentos típicos de um indivíduo não adaptado de acordo com a faixa etária
Faixa etária Comportamentos Exemplos de atividades que o professor pode realizar
Bebês (6 me-
ses a 3 anos)
Choro constante, olhar assustado, 
sempre se segurando no respon-
sável e se irrita com água na face.
Manter a criança em local afastado, de preferência 
sem outras crianças por perto; acalmá-la, oferecer 
brinquedos que acalmem e conversar com os res-
ponsáveis com o objetivo de orientar as atividades 
que serão realizadas.
Crianças I (3 a 
6 anos)
Não quer entrar na piscina, choro 
e grito constante. Quando entra, 
quer ficar muito próximo ao pro-
fessor e se irrita com água na face.
Conversar com a criança e explicar o que será rea-
lizado; manter a criança o mais calma e tranquila 
possível; entreter com brinquedos e evitar realizar 
movimentos bruscos.
(Continua)
46 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Faixa etária Comportamentos Exemplos de atividades que o professor pode realizar
Crianças e 
adolescentes 
(6 a 18 anos)
Não quer entrar na piscina, e 
quando entra, permanece sem-
pre com alguma parte do corpo 
na borda ou escada; irrita-se com 
água na face.
Conversar com o indivíduo e explicar o que será reali-
zado. O professor deve saber identificar de onde sur-
giu o medo da água (afogamento, trauma, por exem-
plo) e trabalhar com base nisso. O ideal é realizar os 
exercícios com atividades de que a turma goste, caso 
tenha algum jogo preferido, por exemplo, é possível 
elaborar as atividades com base nele.
Adultos e 
idosos (acima 
de 18 anos)
Busca por apoio fixo: borda ou es-
cada. Fica incomodado com água 
no rosto, porém compreende a 
situação.
Conversar com o indivíduo e explicar o que será fei-
to. O professor deve saber identificar de onde surgiu 
o medo da água (afogamento, trauma, por exemplo) 
e trabalhar com base nisso.
Fonte: Elaborado pela autora.
Nesta seção vimos alguns comportamentos de um indivíduo não 
adaptado ao meio líquido. Em uma aula de natação é muito comum 
termos alunos com medo de água. É muito importante que o professor 
saiba identificar quem são esses alunos e realizar atividades parale-
las e com nível de exigência menor, em comparação com os alunos 
adaptados.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste capítulo, aprendemos sobre os princípios físicos da água e as 
forças atuantes. Como futuros profissionais de educação física, é preciso 
levar em consideração algumas questões físicas para elaborar os planeja-
mentos de aulas.
Estudamos também os afogamentos, a segurança e o salvamento 
aquático. Como futuros professores de Educação Física, devemos ensinar 
nossos alunos a prevenção de afogamentos, por meio de conversas ou 
práticas durante as aulas. Por fim, aprendemos sobre os princípios de 
adaptação ao meio líquido e suas características que podem ser trabalha-
das com qualquer faixa etária.
ATIVIDADES
1. Por que é importante o professor conhecer os princípios físicos da 
água? Cite dois exemplos.
Adaptação ao meio líquido 47
2. Qual a definição de afogamento?
3. Cite três ações para aumentar a segurança aquática.
4. Cite duas atividades para o princípio de adaptação ao meio líquido 
primeiros contatos com a água. Você pode buscar outras atividades 
além das que estão no livro.
5. Cite duas atividades para o princípio de adaptação ao meio líquido 
respiração. Você pode buscar outras atividades além das que estão 
no livro.
6. Cite duas atividades para o princípio de adaptação ao meio líquido 
flutuação. Você pode buscar outras atividades além das que estão no 
livro.
7. Cite duas atividades para o princípio de adaptação ao meio líquido 
deslizes. Você pode buscaroutras atividades além das que estão no 
livro.
8. Cite duas atividades para o princípio de adaptação ao meio líquido 
entrada e saída da água. Você pode buscar outras atividades além das 
que estão no livro.
REFERÊNCIAS
DUARTE, M. Princípios físicos da interação entre ser humano e o ambiente aquático. São 
Paulo: Universidade de São Paulo. Escola de Educação Física e Esporte. 2004.
SOBRASA. Boletim Brasil de Afogamentos, 2020. Disponível em: https://www.sobrasa.org/
new_sobrasa/arquivos/baixar/AFOGAMENTOS_Boletim_Brasil_2020.pdf. Acesso em: 
16 dez. 2020.
SOBRASA. Manual de Emergências Aquáticas, 2015. Disponível em: http://www.sobrasa.org/
new_sobrasa/arquivos/baixar/Manual_de_emergencias_aquaticas_2015.pdf. Acesso em: 
16 dez. 2020.
https://www.sobrasa.org/new_sobrasa/arquivos/baixar/AFOGAMENTOS_Boletim_Brasil_2020.pdf
https://www.sobrasa.org/new_sobrasa/arquivos/baixar/AFOGAMENTOS_Boletim_Brasil_2020.pdf
http://www.sobrasa.org/new_sobrasa/arquivos/baixar/Manual_de_emergencias_aquaticas_2015.pdf
http://www.sobrasa.org/new_sobrasa/arquivos/baixar/Manual_de_emergencias_aquaticas_2015.pdf
48 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
3
Estratégias de ensino 
da natação
Neste capítulo iremos nos aprofundar nos conteúdos de 
natação para bebês e natação para crianças. Embora as etapas 
dos princípios de adaptação ao meio líquido sejam iguais para 
as faixas etárias, a estratégia de ensino é bem diferente, e esse 
é o foco do capítulo.
Além disso, abordaremos a formação do professor de ati-
vidades aquáticas, suas características e competências e a 
importância da ludicidade nas aulas. Por fim, trabalharemos 
com o processo de planejamento de aulas para bebês e crian-
ças; teremos várias dicas de como ter uma aula de sucesso 
e em que as crianças tenham um excelente desenvolvimento 
aquático.
3.1 Formação do professor de 
atividades aquáticas Vídeo
O professor de Educação Física que pretende atuar com as ativi-
dades aquáticas terá várias oportunidades de atuação. Um ponto 
que chama a atenção, além do retorno financeiro e profissional, é 
que é muito perceptível o desenvolvimento das capacidades do 
aluno, resultando em um feedback positivo de sua evolução. Outro 
aspecto a ser levado em consideração é o vínculo que se cria com 
a criança e com seus pais/responsáveis. Tendo em vista que o am-
biente aquático é propício a acidentes, essa confiança precisa exis-
tir para que se possa dar início e continuidade ao trabalho com o 
aluno nesse meio.
Importante
Lembre-se, futuro professor: 
quando você estiver dando aula, 
esqueça seus problemas! Seus 
alunos não precisam saber sobre 
isso, portanto sorria e seja feliz 
durante suas aulas.
Estratégias de ensino da natação 49
O professor de atividades aquáticas precisa se atualizar sempre, 
seja com cursos, tendências da área ou regras das modalidades. Além 
do conhecimento técnico, o professor necessita de uma pedagogia 
adequada à população com a qual vai trabalhar, sendo capaz de cons-
truir um ambiente adequado às necessidades e possibilidades dos 
envolvidos.
No contexto de cursos, o professor pode optar por fazer curso 
de natação para bebês, treinamento em natação, cursos de 
musicalização para as aulas, iniciação ao polo aquático e 
iniciação ao nado sincronizado. Além dos cursos volta-
dos para as áreas de atividades aquáticas, também são 
interessantes os de áreas adjacentes, como psicologia 
do esporte, psicomotricidade e desenvolvimento hu-
mano. Um grande aliado do professor é a plataforma 
de vídeos YouTube, na qual é possível encontrar diver-
sos exemplos de atividades e modelos de aulas.
Como em qualquer outra modalidade, o professor 
precisa ser muito proativo e saber agir em diversas situa-
ções. A formação vai além da relação do indivíduo com o meio 
aquático e o ensino das modalidades; é necessário compreender as 
individualidades do próprio aluno. Os conhecimentos adquiridos nas 
outras disciplinas da graduação são de grande utilidade para os ensi-
nos dessas atividades.
Precisamos ter informação sobre desenvolvimento motor para saber 
as etapas do desenvolvimento do aluno. É necessário conhecer sobre 
aprendizagem motora para saber dar uma instrução efetiva e um feedback 
que o aluno compreenda. Com crianças, precisamos ter conhecimento so-
bre psicologia e as teorias do desenvolvimento humano, bem como sobre 
características psicológicas da infância, adolescência e fase adulta.
Figura 1
Professor e aluna reali-
zando uma atividade na 
piscina
GOLFX /Shutterstock
A equipe da Double H 
oferece vários cursos a 
distância e gratuitos so-
bre atividades aquáticas. 
Mais informações podem 
ser encontradas no site 
da empresa.
Disponível em: https://www.
oficialdoubleh.com.br/. Acesso em: 
15 dez. 2020.
Site
3.2 Natação para bebês (6 meses a 3 anos)
Vídeo A natação para bebês contempla a faixa etária dos 6 meses até os 
3 anos de idade. Os benefícios da natação são diversos, contribuindo para 
o desenvolvimento de valências físicas, motoras, cognitivas e afetivas, 
por exemplo (CICHON; AZEVEDO; SANTOS, 2019; SANTOS et al., 2020).
https://www.oficialdoubleh.com.br
https://www.oficialdoubleh.com.br
50 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
No entanto, um dos principais motivos 
que levam os pais a matricularem os 
bebês nas aulas de natação é para au-
mentar a segurança aquática. Por mais 
que sejam bebês, a estimulação aquática 
deve ser realizada sempre, pois é nessas 
aulas que os bebês aprendem as noções 
de sobrevivência, como mergulhos, pe-
quenos deslocamentos até um apoio fixo 
e respiração.
As aulas para bebês apresentam um aspecto diferenciado das au-
las para outras faixas etárias: cada criança da turma precisa estar com 
algum responsável (mãe, pai, tio, tia, dinda, vó, vô, babá etc.) para aju-
dá-la nas conduções das atividades. O ideal é ter até cinco alunos por 
professor.
Embora a ajuda do responsável facilite a execução das atividades 
com a turma, sua presença faz com que o professor necessite de uma 
desenvoltura mais elaborada durante as aulas. Nesse caso, o professor 
deve encantar o bebê, bem como o responsável, para ter resultados 
efetivos e a permanência do aluno nas aulas.
As atividades a serem desenvolvidas devem proporcionar diver-
sas vivências aos bebês. Alguns exemplos estão apresentados no 
Quadro 1.
Quadro 1
Alguns exemplos de atividades para bebês
Nome Desenvolvimento
Músicas de roda
Em roda, o professor deverá cantar duas ou três músicas 
(por exemplo: Dona Aranha, Roda cotia, Escravos de Jó).
Meu animalzinho
O aluno deverá escolher um animal e levá-lo até o responsá-
vel. Para aqueles que já sabem mergulhar, o deslocamento 
deve ser mergulhando. Para aqueles que não mergulham, o 
deslocamento deve ser realizado com o professor, que esta-
rá estimulando o aluno a movimentar as pernas e os braços.
Como está o tempo?
De costas e com ajuda do responsável, o aluno deverá se 
deslocar, olhar para o “céu” e, caso consiga, explicar como 
está o tempo.
Fonte: Elaborado pela autora.
Microgen/Shutterstock
Confira uma aula de nata-
ção para bebês no vídeo 
Natação bebê – Splash 
29/06/2016, publicado 
no canal de Rosangela 
Moraes de Souza 
Rotermel.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=2pjLGJ6TOAY&t. Acesso 
em: 15 dez. 2020.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=2pjLGJ6TOAY&t
https://www.youtube.com/watch?v=2pjLGJ6TOAY&t
https://www.youtube.com/watch?v=2pjLGJ6TOAY&t
O grande diferencial para que suas aulas 
ocorram com sucesso é saber as etapas do 
desenvolvimento infantil e quais habilidades 
deverão ser alcançadas em cada período de 
vida. O Quadro 2 apresenta alguns exemplos 
dos marcos motores dos bebês entre 6 meses 
e 3 anos.
Quadro 2
Exemplos de marcos motores dos bebês de 6 meses a 3 anos
Habilidades motoras
A partir de
(aproximadamente)
Rolar 5 meses
Sentar-se com apoio 5 meses
Sentar-se sem apoio 6 meses
Engatinhar 7 meses
Caminhar com apoio 9 meses
Caminhar sem apoio 12 meses
Correr 18 meses
Saltar com apoio 18 mesesSaltar sem apoio 24 meses
Fonte: Elaborado pela autora. com base em Lopes, et al. 2020.
Com relação às habilidades cognitivas e afetivas, as crianças nessa 
fase são muito curiosas e muitas vezes querem descobrir as novida-
des por conta própria. Os bebês são muito visuais e buscam imitar o 
que os outros estão fazendo, portanto é muito importante que o pro-
fessor ou algum aluno com mais autonomia demonstre a atividade 
para que ela seja bem-sucedida.
O ambiente da piscina deve ser quente, com 
a temperatura da água variando entre 33 e 35 °C, 
e acolhedor e transmitir segurança ao aluno. 
Em uma turma, podemos ter bebês muito fe-
lizes e brincando com a água e bebês assusta-
dos e abraçados com o responsável, sem trocar 
qualquer tipo de contato com o professor.
Figura 2
Aula de natação para bebês 
David Tadevosian /Shutterstock 
Cada criança apresenta suas 
próprias características, e seu 
desenvolvimento depende dos 
estímulos que recebe. Assim, 
em uma aula teremos crianças 
bem desenvolvidas e outras que 
precisam de mais tempo para se 
desenvolver. 
Atenção
Jsnow my wolrd/Shutterstock
Estratégias de ensino da nataçãoEstratégias de ensino da natação 5151
Outra característica importante é que, indepen-
dentemente da faixa etária, as crianças demonstram 
quando não estão gostando da atividade, e devemos 
respeitar isso. O respeito deve prevalecer sempre; se 
uma criança não quer realizar determinada ativida-
de, devemos levar isso em consideração e propor 
uma atividade semelhante em que a criança se sinta 
à vontade para realizá-la.
Livro
O livro Natação para 
bebês, infantil e iniciação: 
uma estimulação para 
a vida é um excelente 
material, bem ilustrado 
e que apresenta infor-
mações, propostas e 
sugestões que facilitam o desenvolvimento e o 
domínio das habilidades aquáticas.
FIGUEIREDO, P. A. P. São Paulo: Phorte, 2011.
Curiosidade
Muitos pais desejam que com 
pouco tempo de aula a criança 
já consiga ter autonomia 
aquática o suficiente para 
se divertir na piscina. Na 
realidade, o desenvolvimento 
da autonomia da criança 
depende de uma série de 
fatores, como vivências prévias 
e habilidades motoras e 
cognitivas. É esperado que 
quanto mais velha a criança 
for, mais rápido será o seu 
desenvolvimento aquático.
3.3 Natação para crianças (3 a 6 anos) 
A prática regular de natação para crianças apresenta inúmeros be-
nefícios, como a melhora da capacidade cardiopulmonar, da autoeficá-
cia, da qualidade do sono e de aspectos sociais (CORREIA et al., 2019). 
Embora a modalidade tenha inúmeros benefícios, o principal motivo 
que leva os pais a colocarem os filhos na natação é a segurança aquáti-
ca. Muitas das crianças acima de 3 anos já tiveram algum contato com o 
ambiente aquático (praia, piscina, parque aquático), e os pais almejam 
que a criança tenha autonomia aquática.
No ambiente escolar, as aulas de natação podem ser componentes das 
aulas de Educação Física ou ser realizadas como atividade extracurricular. 
As turmas da faixa etária de 3 a 6 anos apresentam uma peculiaridade: o 
wa
ve
br
ea
km
ed
ia
/S
hu
tte
rs
to
ck
Figura 3
Aula de natação para crianças (entre 3 anos e 6 anos)
5252 Metodologia do ensino das atividades aquáticasMetodologia do ensino das atividades aquáticas
Vídeo
Estratégias de ensino da natação 53
professor precisa ter muita paciência e compreensão. Mas por que isso? 
Simples, nessa faixa etária as crianças estão criando sua identidade, e por 
isso, muitas vezes, querem fazer suas próprias vontades.
Muitas vezes, é preciso ter lábia e saber acordar. Enquanto temos 
crianças extremamente agitadas e que querem mergulhar o tempo 
todo, também temos crianças calmas e tranquilas. Ainda, em uma mes-
ma turma teremos crianças com medo de água e crianças com um bom 
nível de adaptação ao meio líquido.
Nessas turmas, a todo momento, é preciso que fique claro: temos 
a hora de brincar e temos a hora de prestar atenção na aula. Crian-
ças precisam de rotina e saber que devem respeitar o professor. Assim 
como os bebês, as crianças são muito visuais e buscam imitar os mo-
vimentos; desse modo, a instrução visual é muito importante para que 
as crianças aprendam.
Figura 4
Professora de natação realizando instrução visual para seu aluno
M
ic
ro
ge
n/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Nesta seção, aprendemos um pouco sobre natação para crianças. 
O que estudamos foram algumas características da turma e estratégias 
para um melhor andamento da aula. Conforme a experiência do pro-
fessor for aumentando, melhores serão as estratégias adotadas para a 
aula. Nunca se esqueça de que o conhecimento da turma e de quem 
são seus alunos é fundamental para a elaboração das atividades e o 
progresso dos alunos.
Professor, lembre-se de que 
devemos prestar total atenção 
nas crianças durante as aulas 
de natação, pois o ambiente é 
inseguro e acidentes podem 
acontecer. 
Importante
Confira algumas ativi-
dades de natação para 
crianças no vídeo Aula de 
natação infantil iniciante: 
passo a passo, publicado 
pelo canal Davi Assef: di-
versão com aprendizado.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=q9CRueHt8ks. Acesso em: 
15 dez. 2020.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=q9CRueHt8ks
https://www.youtube.com/watch?v=q9CRueHt8ks
https://www.youtube.com/watch?v=q9CRueHt8ks
54 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
3.4 A importância da ludicidade nas aulas 
Vídeo Com crianças, a ludicidade é um fator-chave para o sucesso. O com-
portamento lúdico tem como definição realizar atividades de prazer, 
não racionalizadas e sem competitividade (SELAU, 2000). Tal comporta-
mento deve ser estimulado, tendo em vista as conexões criadas com o 
ambiente, os colegas e o professor. A ludicidade deve ser trabalhada 
desde o primeiro contato da criança com o ambiente aquático e deve 
respeitar os níveis cognitivos e sociais do indivíduo.
Figura 5
Professora e alunos em um momento de diversão durante a aula
wa
ve
br
ea
km
ed
ia
/S
hu
tte
rs
to
ck
A brincadeira, o faz de conta e o uso da imaginação são componen-
tes que estimulam a ludicidade. Além de trazer benefícios, essa estra-
tégia consegue prender a atenção dos alunos, pois esses componentes 
são empolgantes e requerem atenção deles para que sejam executa-
dos. O Quadro 3 apresenta alguns exemplos atividades lúdicas para 
serem desenvolvidas durante as aulas.
Vídeo
Confira o vídeo Materiais 
para aulas de natação in-
fantil – faça você mesmo!, 
publicado pelo canal 
Prof. Andréia Natação 
por Amor, que apresenta 
materiais criativos para 
serem utilizados nas 
aulas de natação para 
crianças.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=waHtI93zqdk. Acesso em: 
15 dez. 2020.
https://www.youtube.com/watch?v=waHtI93zqdk
https://www.youtube.com/watch?v=waHtI93zqdk
https://www.youtube.com/watch?v=waHtI93zqdk
Estratégias de ensino da natação 55
Quadro 3
Exemplos de atividades lúdicas para serem desenvolvidas durante as aulas
Nome da atividade Desenvolvimento
Hora da história dos 
animais
Cada aluno deve escolher um animal. O professor irá contar 
uma história sobre uma chuva forte em que os animais estão 
sem suas casas. Os alunos deverão construir uma casa, do 
outro lado da piscina, para os animais utilizando os materiais 
disponíveis (prancha e halter).
Morto-vivo
Quando o professor falar morto, os alunos deverão mergu-
lhar e soltar o ar pelo nariz. Quando o professor falar vivo, os 
alunos deverão dar um pulo e erguer os braços.
Barco pirata
Os alunos deverão estar sentados no tapete e o professor 
irá explicar que eles são piratas. Quando o professor cha-
mar pela criança, ela irá dizer o que acontecerá com o barco. 
As possibilidades são: o barco afunda ou vira, ocorrência de 
chuva ou tsunami etc.
Salvando as letras e 
os números
Alguns alunos deverão buscar no fundo da piscina os obje-
tivos (letras e números), enquanto outros os levarão até a 
casa imaginária, do outro lado da piscina (mergulhando ou 
com o auxílio do macarrão ou prancha).
Fonte: Elaboradopela autora.
Futuro professor, seja criativo na elaboração da sequência de aula. 
As atividades lúdicas mobilizam esquemas mentais e geram envolvi-
mento emocional. A criança, por natureza, quer brincar e descobrir, 
mas ao mesmo tempo quer ser desafiada. Por isso, desafie seu aluno; 
assim, ele vai pensar, agir, aprender e se desenvolver em diversos cam-
pos, além do ambiente aquático.
As atividades lúdicas devem ter 
um objetivo a ser cumprido. Se 
não houver um objetivo claro 
por trás da atividade, ela não 
terá o resultado esperado.
Atenção
Para saber mais sobre 
ludicidade nas aulas de 
natação, acesse o canal 
Davi Assef: diversão com 
aprendizado, no qual são 
apresentadas diversas 
atividades, além de 
informações e dicas para 
transformar as aulas de 
natação em diversão.
Disponível em: https://www.
youtube.com/channel/
UCKppOL545hbpb2JclntJQyQ. 
Acesso em: 15 dez. 2020.
Vídeo
3.5 Planejamento de aulas para bebês 
e crianças da educação infantilVídeo
O planejamento de aulas é muito importante para identificar as fra-
gilidades dos alunos e, por meio das atividades, fazer com que eles evo-
luam. Como parte do planejamento, é necessário elaborar o plano de 
aula (Quadro 4). Cada faixa etária apresenta características de turma e 
aspectos a serem trabalhados de modo distinto. O planejamento das 
aulas pode ser realizado semanalmente, quinzenalmente ou mensal-
mente, dependendo da demanda da escola, academia ou turma.
https://www.youtube.com/channel/UCKppOL545hbpb2JclntJQyQ
https://www.youtube.com/channel/UCKppOL545hbpb2JclntJQyQ
https://www.youtube.com/channel/UCKppOL545hbpb2JclntJQyQ
56 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Quadro 4
Modelo de plano de aula 
NOME MATERIAL OBJETIVO DESENVOLVIMENTO TEMPO ESTIMADO
Nome 
da ativi-
dade
Material 
utilizado
Objetivo a ser 
cumprido, de acor-
do com os princí-
pios de adaptação 
ao meio líquido.
Passo a passo de 
como será realizada a 
atividade.
Tempo 
estimado
Fonte: Elaborado pela autora.
A turma dos bebês apresenta as seguintes características:
Bebês 
com pais/
responsáveis
Nenhum/
quase 
nenhum tipo 
de autonomia 
aquática
Características da turma
Aspectos a serem trabalhados durante as aulas
Primeiros 
mergulhos Posição dorsal
Valências 
físicas e 
motoras
Convívio social
Noção de 
sobrevivência
O ideal é propor um ambiente com diferentes experiências (mate-
riais com cores, tamanhos, pesos e texturas diferentes, por exemplo), 
pois isso atrairá a atenção do bebê. Para tanto, inicialmente, deve-se 
organizar a piscina, a qual fica a critério do professor. Alguns exemplos 
de organização:
 • Na borda, pode-se colar letras, números e animais de EVA. Os ma-
teriais que afundam geralmente são colocados nas plataformas.
 • As bolas ou balões são espalhados pela piscina.
 • Os macarrões e as pranchas são colocados na barra ou na borda.
 • Os bichos que esguicham água devem estar dispostos, sem água 
dentro, em uma prancha na piscina.
Quando a piscina estiver organizada, os alunos já podem ser recepcio-
nados. As aulas geralmente têm duração entre 30 e 45 minutos e podem 
ser divididas em três partes (lembre-se de que bebês precisam de rotina):
Roda inicial Roda final
Parte principal 
(atividades 
coletivas e 
atendimentos 
individuais + 
atividades de 
equilíbrio no 
tapetão)
11 22 33
Durante a roda inicial, deverão ser cantadas quatro ou cinco mú-
sicas, as quais auxiliam nos aspectos de descontração fácil, socializa-
ção e interações pais x alunos x professores. Músicas sugeridas: Dona 
Aranha, Roda cotia, Alecrim dourado, Bagunça na piscina, Baleia, Ciranda 
cirandinha, Peixinho etc.
Após as músicas, informe sobre os brinquedos e que os alunos po-
dem ficar livres pela piscina. A partir desse instante, são realizados os 
atendimentos individuais. Em geral, o ideal é mostrar aos pais o que 
eles podem fazer quando os professores não estão presentes. As ati-
vidades realizadas individualmente depen-
dem da capacidade de cada bebê, 
sendo que podem haver bebês 
adaptados e bebês que não 
mergulham.
Figura 6
Hora da roda durante a aula 
de natação para bebês
Da
vid
 T
ad
ev
os
ia
n/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Estratégias de ensino da nataçãoEstratégias de ensino da natação 5757
58 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Quadro 5
Exemplos de atividades 
Atividades Características
Mergulhos conduzidos O professor conduz o mergulho.
Mergulhos livres O aluno mergulha livremente.
Equilíbrio na plataforma Envolve posições estáticas ou dinâmicas na vertical.
Levar objetos coloridos de um local ao outro Compreensão das cores.
Levar letras coloridas de um local ao outro Compreensão do alfabeto.
Levar números coloridos de um local ao outro Compreensão dos números.
Noções de sustentação Deslocamentos com macarrão e prancha.
Noções de sobrevivência
Conseguir chegar até um apoio fixo (como barra/borda, 
plataforma ou escada) ou instável (como macarrão, tape-
tão ou prancha).
Força Sustentação na barra ou nas argolas.
Buscas ao fundo
Buscar argolas ou bastão (precisam ser materiais fáceis 
de buscar).
Escorregador com tapetão de EVA
Colocar o tapete na borda como se fosse um escorrega-
dor (é importante para as crianças mergulharem).
Fonte: Elaborado pela autora.
Quando eu sei que posso mergulhar o bebê ou não? Inicialmente, 
realize a descontração facial (água no rosto, chuveirinho) e observe 
como o bebê reage. Se ele reagir bem, explique aos pais/responsáveis 
que o bebê irá mergulhar. Sempre realize a contagem (1, 2, 3 e...) para 
que o bebê comece a realizar a conscientização da respiração. Os pri-
meiros mergulhos devem ser laterais, conduzidos e com pouquíssimo 
tempo de duração. À medida que o bebê se aperfeiçoa, os mergulhos 
podem ter maior tempo de duração e começar a ser livres.
Figura 7
Bebê mergulhando durante a aula de natação
Ol
ga
 S
av
in
a/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Até aproximadamente 12 meses, 
o bebê apresenta o reflexo da 
glote ou reflexo natatório. Esse 
reflexo permite que os bebês 
mergulhem por um curto pe-
ríodo e não se afoguem. Ainda, 
faz com que os bebês tenham 
movimentos involuntários ao 
serem estimulados com água. 
Curiosidade
Estratégias de ensino da natação 59
Independentemente das capacidades dos alunos, a estratégia é 
mantê-los sempre calmos e tranquilos, mostrando que estar naquele 
ambiente é legal e divertido. Lembre-se de que na natação para bebês 
a confiança dos pais é fundamental para que seja possível fazer um 
trabalho bem feito.
Nesse contexto, o que pode aumentar a confiança entre professor e 
pai é explicar o que está sendo realizado e o porquê. Por exemplo: por 
que não utilizamos óculos nessa turma? Simples: um dos fundamentos 
da natação é a adaptação da visão subaquática; assim, é importante in-
centivar o aluno a nadar sem óculos para que ele identifique pontos de 
apoio e acidentes sejam reduzidos. Quanto mais cedo o bebê/criança 
adaptar a visão, melhores serão os resultados.
NOME DA 
ATIVIDADE 
MATE-
RIAL OBJETIVO DESENVOLVIMENTO
TEMPO 
ESTIMADO
Receber os 
alunos
- - Receber os alunos. 5 minutos
Roda inicial - - Cantar duas ou três músicas de roda. 5 minutos
Torre Eiffel Halteres
Mergulhos 
e desloca-
mentos
Os alunos deverão ir de macaquinho até um 
apoio, dar um salto até o professor e receber 
o halter. Depois, os alunos deverão colocar o 
halter que receberam na axila e ir de costas 
até a outra borda, onde colocarão os halteres 
em formato de torre. Eles devem repetir esse 
processo até que acabem os halteres.
10-12 
minutos
Mergulhos 
dos peixi-
nhos
- Mergulhos
Em fila, os alunos deverão mergulhar da pla-
taforma até o professor ou responsável.
6 minutos
Tapete Tapetão
Equilíbrios e 
mergulhos
Saltos do tapete. 5 minutos
Saltos da 
borda
- - Saltos da borda. 5 minutos
Roda final - - Cantar duas ou três músicas de roda. 5 minutos
Despedida 
dos alunos
- - Despedir-se dos alunos na escada. 2 minutos
Quadro 6
Modelo de plano de aula de natação para bebês
Fonte: Elaborado pela autora.60 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
A turma das crianças da educação infantil apresenta as seguintes 
características:
Características da turma
Crianças com menor autonomia aquática.
Crianças com baixa capacidade de flutuação. 
Crianças com pouca autonomia respiratória.
Dependendo da piscina, as crianças não dão pé.
Muitas delas usam boia de braço nas piscinas de casa e outros locais. 
O ideal é dividir a turma em dois grupos: alunos adaptados e 
alunos menos adaptados.
Posição 
hidrodinâmica
Flutuação 
dorsal Mergulhos
Noções de 
sobrevivência Respiração 
Deslocamentos
Início dos nados 
crawl e costas 
rudimentares
Aspectos a serem trabalhados durante as aulas
O ideal é manter o ambiente organizado e o mais lúdico possível. 
Sugerimos deixar na borda da piscina apenas os materiais que serão 
utilizados na aula, pois essa faixa etária se distrai muito facilmente. As 
crianças precisam de rotina!
Estratégias de ensino da natação 61
Como parte da rotina, pode ser interessante utilizar a estratégia de lembrar quais 
atividades foram realizadas na aula anterior e enfatizar aspectos de segurança:
1) Não entrar na piscina sem que o professor permita.
2) Não correr no ambiente da piscina.
3) Os saltos só serão realizados quando o professor chamar pelo nome da criança.
Observe a seguir um exemplo de rotina de aula.
1. Entrada na piscina: ao 
chegarem, todos os alunos 
devem se sentar na borda 
e aguardar o comando para 
entrar na piscina. Nesse 
momento, pode-se pedir 
para que batam pernas 
e se molhem. A entrada 
da piscina dever ser pela 
escada (pois muitos alunos 
não sabem como entrar na 
piscina) e deve ser realizada 
de costas, ou seja o com 
o aluno olhando para a 
escada e de costas para a água.
2. Encaminhamento das crianças para o local da aula: de macaquinho 
ou mergulhando.
Figura 9
Crianças se deslocando de macaquinho até o espaço da aula
se
yo
m
ed
o/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Figura 8
Crianças na borda esperando para entrar na 
piscina
seyomedo/Shutterstock
62 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
3. Quando as crianças chegarem ao local da aula, 
elas estarão bem agitadas. O ideal é acalmá-las 
com atividades na borda ou brincadeiras como 
morto-vivo. Nesse momento, é sempre bom 
conversar com as crianças.
4. Aquecimento: elaborar uma atividade em que 
haja interação entre todos os alunos e que gaste 
muita energia, como o pega-pega.
5. Realização de duas ou três atividades 
que tenham como objetivo os princípios da 
adaptação ao meio líquido (respiração, flutuação 
e deslizamentos). Dependendo da turma, e se 
houver um auxiliar, nessa hora é interessante 
dividir os alunos entre mais adaptados e menos 
adaptados.
 • Exemplos de atividades para os menos 
adaptados: pequenos deslocamentos (da plata-
forma até o professor e do professor até a pla-
taforma, buscas ao fundo e na plataforma com 
auxílio do professor etc.) e atividades de respira-
ção (elevador).
 • Exemplos de atividades para os mais adap-
tados: pernada na prancha sem auxílio do profes-
sor, crawl rudimentar na prancha e mudanças de posição.
6. Encerramento: atividade no tapetão ou saltos.
Figura 12
Alunos na borda esperando o momento para saltar
do
ts
ho
ck
 /S
hu
tte
rs
to
ck
Figura 10
Crianças realizando atividade na borda
do
ts
ho
ck
/S
hu
tte
rs
to
ck
Figura 11
Professora realizando atividade com os alunos
M
ic
ro
ge
n/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Estratégias de ensino da natação 63
Quadro 7
Modelo de plano de aula de natação para educação infantil
NOME DA 
ATIVIDADE MATERIAL OBJETIVO DESENVOLVIMENTO
TEMPO 
ESTIMADO
Receber os 
alunos
- - Receber os alunos. 5 minutos
Morto-vivo - Respiração
Morto: soltando bolinhas; 
vivo: braços levantados.
5 minutos
Salvando o 
fundo do 
mar
Mate-
riais que 
afundam, 
macarrão e 
prancha
Mergulhos 
e desloca-
mentos
Uma parte dos alunos 
deverá buscar os objeti-
vos no fundo da piscina, 
enquanto a outra parte 
irá levá-los até o outro 
lado. Em um determina-
do momento, os alunos 
trocam de posição.
10 minutos
Mergulhos 
dos peixi-
nhos
- Mergulhos
Em fila, os alunos deverão 
mergulhar da plataforma 
até o professor.
9 minutos
Tapete Tapetão
Equilíbrios 
e mergu-
lhos
Saltos do tapete. 7 minutos
Saltos da 
borda
- - Saltos da borda. 7 minutos
Despedida 
dos alunos
- -
Despedir-se dos alunos 
na escada.
2 minutos
Fonte: Elaborada pela autora.
O que estudamos nesta seção foram algumas possibilidades de pla-
nejamento de aulas para bebês e crianças. Na prática, teremos turmas 
muito distintas, por conta da personalidade de cada aluno. Existirão 
turmas calmas e turmas muito agitadas. Não existe receita de bolo, 
cada professor irá planejar suas aulas de acordo com sua experiência, 
seus conhecimentos de natação e as características da turma.
O livro Natação infantil: 
uma explosão de ideias é 
uma excelente ferramen-
ta para ter mais ideias de 
atividades. 
GRACCO, C; AQUINO, T. (org.). São 
Paulo: Supimpa, 2020.
Livro
64 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este capítulo teve como objetivo abordar as características do pro-
fessor de atividades aquáticas e as diferentes estratégias de ensino e 
aprendizagem para aulas de bebês e de crianças da educação infantil. 
Aprendemos que o professor precisa estar sempre atualizado sobre 
os assuntos da modalidade. Ainda, o professor precisa ser proativo e 
saber agir em diversas situações, além de ter paciência e saber dialo-
gar com as crianças.
Estudamos sobre como são as aulas para bebês e o que é preciso para 
fazer um bom planejamento de aulas, o qual vale para bebês e para crian-
ças de 3 a 6 anos. Acima de tudo, observamos que precisamos de cautela 
quando estamos no ambiente aquático, pois é um ambiente suscetível 
a acidentes. Por fim, compreendemos que quando se trata de crianças, 
devemos conduzir nossas aulas da maneira mais lúdica possível!
ATIVIDADES
1. Por que o professor de atividades aquáticas precisa ter conhecimentos 
de outras disciplinas, como psicologia, aprendizagem motora e 
desenvolvimento motor?
2. Imagine a seguinte situação: uma data importante (natal, páscoa, dia 
das crianças, aniversário da escola, entre outras) está próxima e você 
pretende fazer uma aula temática. Após escolher a data, apresente 
uma atividade para executar durante sua aula.
3. Elabore um plano de aula de duração de 45 minutos para bebês.
4. Elabore um plano de aula de duração de 45 minutos para crianças de 
3 a 6 anos.
REFERÊNCIAS
CICHON, A. C. M.; AZEVEDO, A. L. P. F.; SANTOS, K. B. Natação para bebês e seus benefícios. 
In: 14o EVINCI. Anais [...] Curitiba: UniBrasil, out. 2019.
CORREIA, C. K. et al. Quais os efeitos da natação para crianças e adolescentes? Revisão 
sistemática de literatura. Arquivos de Ciências do Esporte, v. 7, n. 1, p. 13-17, 2019. 
LOPES, J. D. et al. Marcos motores nos primeiros anos de vida e o indicativo de Transtorno 
do Desenvolvimento da Coordenação. BIUS-Boletim Informativo Unimotrisaúde em 
Sociogerontologia, v. 22, n. 16, p. 1-18, 2020.
SANTOS, J. P. S. et al. Os benefícios da natação para faixa etária lactente. e-Revista Facitec, 
v. 11, n. 1, 2020.
SELAU, B. O comportamento lúdico infantil em aulas de natação. Movimento. v. 7, n. 13, 
p. 52-60, dez. 2000.
Aspectos técnicos da natação 65
4
Aspectos técnicos da natação
Neste capítulo, aprofundaremos os conteúdos relacionados à 
natação. Em um primeiro momento, trabalharemos com o ensino 
dos nados e aprenderemos a determinar qual deverá ser o primei-
ro nado a ser ensinado. Em seguida, adentraremos os aspectos de 
cada nado. São eles: crawl, costas, peito e borboleta. Na sequência, 
veremos os aspectos técnicos dos nados e seus principais erros.
Veremos, também, os aspectos da natação voltados aos 
alunos de 7 a 18 anos e o planejamento necessário. Por fim, 
aprenderemos sobre aperfeiçoamento e natação competitiva. 
Esperamos que, ao final deste capítulo você, futuro professor, 
consiga compreender os quatroestilos da natação e como fun-
cionam as etapas de preparação e desenvolvimento das aulas 
para os ensinos fundamental e médio.
4.1 Ensino dos quatro nados 
Vídeo O ensino dos nados ocorre no momento em que o aluno já está 
adaptado ao meio líquido. Sendo assim, os aspectos técnicos dos qua-
tro estilos da natação – crawl, costas, peito e borboleta – devem ser 
aprofundados. Para determinar qual nado será ensinado primeiro, é 
necessário levar em consideração algumas situações. São elas:
 • O padrão coordenativo do nado: simétrico (nado peito ou borbo-
leta) ou alternado (crawl e costas).
 • Demandas metabólicas dos nados.
 • Interesse particular do aluno.
 • Presença de lesões ou condições físicas/motoras especiais.
Comumente, o nado crawl é ensinado primeiro pelas seguintes razões:
66 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Nado mais 
veloz
Gasto 
energético 
baixo
Similar aos 
outros nados 
(costas e 
rudimentar)
Padrão 
coordenativo 
relativamente 
fácil
O segundo nado a ser ensinado é o nado costas. Embora seja similar 
ao nado crawl e apresente a respiração livre (sem estar com o rosto 
submerso), a dificuldade de se manter em flutuação e com bom alinha-
mento corporal dificulta a aprendizagem.
O nado peito é considerado o mais lento e apresenta menor se-
melhança com os outros nados. Por conta da dificuldade técnica, ele 
pode provocar tensão elevada no joelho quando a ação for executada 
incorretamente. 
O nado borboleta, por sua vez, é uma das execuções com alto gasto 
energético; é indicado àqueles que já possuem uma boa capacidade 
cardiorrespiratória. Nesse caso, esse nado é ensinado por último, pois 
permite que o aluno adquira boas valências físicas.
Embora já exista uma preferência quanto à sequência dos nados, 
nada impede que o professor inicie o ensino por outro tipo de nado. 
Essa questão está extremamente atrelada às vivências do aluno e às 
suas capacidades físicas. Alguns alunos, por exemplo, apresentam fa-
cilidade ao realizar a pernada de peito. Desse modo, ensinar o peito 
primeiro pode ser uma boa opção.
4.1.1 Nado crawl
No nado crawl, o nadador deve manter o corpo plano, horizontal e 
em decúbito ventral. Este é considerado um nado alternado, tanto nos 
movimentos dos membros superiores quanto dos inferiores. Durante 
as competições, o nado crawl, por ser considerado o mais veloz e econô-
mico, é utilizado nas provas de nado livre nas piscinas e águas abertas.
A sequência pedagógica do nado crawl deve seguir a seguinte ordem:
Pernada
Braçada
Respiração
Coordenação
No vídeo Crawl: método 
básico | Natação,, publi-
cado pelo canal Sikana 
Brasil, é possível visualizar 
os movimentos do nado 
crawl e as técnicas de 
respiração. 
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=IAKD5RIZBds. Acesso em: 
19 jan. 2021.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=IAKD5RIZBds
https://www.youtube.com/watch?v=IAKD5RIZBds
https://www.youtube.com/watch?v=IAKD5RIZBds
Aspectos técnicos da natação 67
A pernada, nesse nado, contribui para auxiliar o equilíbrio corporal 
do aluno e apresenta uma ação alternada e contínua por meio do qua-
dril. Durante os movimentos, a ação para baixo é considerada a fase 
propulsora (mais forte), enquanto a ação para cima é relatada como a 
mais fraca. Tendo em vista que a pernada pode ser equiparada a um 
chute, o pé e o tornozelo apresentam um papel importante para uma 
boa eficiência. Quanto mais flexível for o tornozelo, mais forte será o 
chute final, contribuindo para uma pernada adequada.
Figura 1
Pernada do nado crawl
pi
o3
/S
hu
tte
rs
to
ck
A braçada do nado crawl é responsável por grande parte da propul-
são do nado e apresenta duas fases: submersa e aérea.
A fase submersa é dividida em cinco componentes, que são:
1. entrada;
2. apoio ou varredura para baixo e agarre;
3. puxada ou varredura para dentro;
4. empurrada ou varredura para cima;
5. finalização ou liberação.
A junção de todas essas etapas é similar a um “S”, por isso, muitas 
vezes, referimo-nos ao “S” da braçada quando queremos indicar a 
fase submersa. Já a fase aérea apresenta uma etapa: a recuperação.
Maridav/Shutterstock
Figura 3
Respiração no nado crawl
6868 Metodologia do ensino das atividades aquáticasMetodologia do ensino das atividades aquáticas
Figura 2
Representação do nado crawl
VAZZEN/Shutterstock
A respiração é considerada lateral, e a inspiração ocorre pela boca 
durante a fase aérea da braçada; a expiração ocorre pela boca/nariz 
durante a fase submersa da braçada. Para uma inspiração eficaz, é ne-
cessário que o corpo gire lateralmente até que o nadador consiga tirar 
a boca da água.
A coordenação é o último item da sequência pedagógica e reflete 
pequenos ajustes do nado. Os tipos de coordenação podem ser obser-
vados no Quadro 1.
Quadro 1
Coordenação do nado crawl
Coordenação Observação
Perna x perna
Deve ser sempre alternada; a frequência é proporcional à ve-
locidade do nado.
Braço x braço
Em nado mais veloz, a braçada é considerada de oposição, en-
quanto em nado mais lento o braço é em deslize.
Braço x perna
Em nado mais veloz, são utilizadas seis pernadas para um ciclo 
de braçadas. Em nado mais lento, são utilizadas duas pernadas 
para um ciclo de braçadas.
Braço x respiração
A respiração pode ser iniciada a cada ciclo de braçada (lateral) 
ou a cada ciclo e meio de braço (bilateral).
Fonte: Elaborado pela autora.
Aspectos técnicos da natação 69
Aprendemos, aqui, sobre o modo de se ensinar o nado crawl. Seguir 
a sequência pedagógica é muito importante, pois o nível de dificuldade 
é crescente, indo do fácil para o difícil. Nessa etapa de aprendizado, 
a instrução e o feedback visual são imprescindíveis para que o aluno 
visualize o que deve ser realizado.
4.1.2 Nado costas
O nado costas, também chamado crawl ao contrário, é caracterizado 
por manter o corpo em decúbito dorsal, plano e horizontal. Embora 
uma das vantagens do nado costas seja o rosto não permanecer sub-
merso, a orientação espacial é dificultada por não ter a visão do fundo 
da piscina para localização. Sobre os movimentos, tanto os membros 
superiores quanto os inferiores são alternados.
A sequência pedagógica do nado costas deve seguir a seguinte 
ordem:
Pernada
Braçada
Respiração
Coordenação
Durante a pernada, os joelhos devem permanecer ligeiramente 
abaixo da linha da água. A ação propulsiva da pernada ocorre ao mo-
vimentar a perna para cima, durante a flexão do quadril e a extensão 
do joelho.
Figura 4
Representação do nado costas
VAZZEN/Shutterstock
A braçada do nado costas é responsável por grande parte da pro-
pulsão do nado. Nele, as fases da braçada são duas: submersa e aérea. 
A primeira fase apresenta cinco etapas: a) entrada; b) apoio; c) puxa-
da; d) empurrada; e) desmanchamento. A segunda apresenta apenas 
Para saber mais sobre 
exercícios do nado crawl, 
confira o livro Natação: 
exercícios de técnica para 
melhoria do nado.
GUZAM, R. Curitiba: Manole, 2008.
Livro
O vídeo Costas: método 
básico | Natação, publi-
cado pelo canal Sikana 
Brasil, exemplifica o 
nado costas e apresenta 
técnicas de respiração 
que podem ser utilizadas 
ao aprender o estilo. 
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=9aEewSacB8s&t=35s. 
Acesso em: 19 jan. 2021.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=9aEewSacB8s&t=35s
https://www.youtube.com/watch?v=9aEewSacB8s&t=35s
https://www.youtube.com/watch?v=9aEewSacB8s&t=35s
70 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
a etapa de recuperação, na qual o braço sai com o polegar apontado 
para cima na região da coxa e entra na água com o dedo mínimo, rea-
lizando rotação de ombro.
Figura 5
Representação da braçada no nado costas
Hawkmoth Graphics/Shutterstock
A respiração durante o nado costas é relativamente fácil. A inspira-
ção ocorre sempre pela boca; já a expiração, pelo nariz e/ou boca.
O ritmo respiratório pode ser estabelecido pelo próprio aluno, 
que deve ter cautela nos momentos de inspiração. No início da 
aprendizagem do nado, é comum o alunose confundir nos mo-
mentos de inspiração e expiração, tendo em vista que, ao realizar a 
braçada, um grande volume de água pode chegar ao rosto e causar 
um certo desconforto.
Figura 6
Respiração do nado costas
M
ic
ro
ge
n/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Para executar melhor a braçada 
no nado costas, é necessário 
realizar uma rotação do corpo no 
eixo longitudinal.
Importante
Aspectos técnicos da natação 71
A coordenação do nado costas é muito importante para a execução 
correta do nado. O Quadro 2 apresenta os diferentes tipos de coorde-
nação desse nado.
Quadro 2
Coordenação do nado costas
Coordenação Observação
Perna x perna
Deve ser sempre alternada; a frequência é proporcional à ve-
locidade do nado. No nado costas, a frequência de pernada é 
muito maior do que a do nado crawl.
Braço x braço
Enquanto um braço está entrando na água, o outro está na 
fase submersa da empurrada.
Braço x perna A cada ciclo de braçadas, são realizadas seis pernadas.
Braço x respiração Estabelecida pelo próprio aluno.
Fonte: Elaborado pela autora.
Nesta seção, aprendemos sobre os processos pedagógicos para o 
ensino do nado costas e vimos como ocorre a mecânica da braçada, 
bem como as questões coordenativas que moldam o nado.
4.1.3 Nado peito
O nado peito apresenta movimentos simultâneos de braços e per-
nas. A posição do corpo tende a ser horizontalizada e plana, buscando 
a posição hidrodinâmica. Durante a respiração, que é frontal, o quadril 
abaixa, dificultando a manutenção da posição horizontal.
Embora o nado peito seja tecnicamente muito diferente dos nados 
crawl e costas, a sequência pedagógica é a mesma.
Pernada
Braçada
Respiração
Coordenação
No nado peito, a pernada é considerada simultânea e é, também, 
responsável por grande parte da propulsão. A execução da pernada é 
complexa e ocorre em três etapas: a) recuperação; b) varredura para 
fora; e c) varredura para dentro. Devido a esse movimento, a sobre-
O vídeo Peito: aprender a 
técnica básica | Natação, 
publicado pelo canal 
Sikana Brasil, exemplifica 
o nado peito e apresenta 
dicas para desenvolver os 
movimentos e as técnicas 
de respiração.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=sBcmQI_6Yos. Acesso 
em: 19 jan. 2021.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=sBcmQI_6Yos
https://www.youtube.com/watch?v=sBcmQI_6Yos
https://www.youtube.com/watch?v=sBcmQI_6Yos
72 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
carga do joelho é grande. Durante todo o processo de recuperação e 
varredura para fora, os pés devem estar posicionados para fora, fun-
cionando similarmente a uma hélice.
Figura 7
Pernada do nado peito na etapa da varredura para fora
Te
am
DA
F/
Sh
ut
te
rs
to
ck
A braçada do nado peito é relativamente simples e sempre ocorre 
submersa. As etapas da braçada são: a) pegada; b) puxada; e c) recu-
peração. Quanto à respiração, o processo de inspiração ocorre no ins-
tante da pegada/puxada, e a expiração, no instante da recuperação. A 
Figura 8 apresenta os instantes de braçada, pernada e respiração.
O vídeo Pernada no nado 
de peito: visão submersa, 
publicado pelo canal 
Natação Zen, apresenta 
a pernada no nado peito, 
quadro a quadro. Nele, 
é possível compreender 
como os movimentos 
devem ser executados. 
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=lfAS5I6ovGU. Acesso em: 
19 jan. 2021.
Vídeo
M
aq
ui
la
do
ra
/S
hu
tte
rs
to
ck
Figura 8
Representação do nado peito
A coordenação do nado peito é apresentada no Quadro 3.
https://www.youtube.com/watch?v=lfAS5I6ovGU
https://www.youtube.com/watch?v=lfAS5I6ovGU
https://www.youtube.com/watch?v=lfAS5I6ovGU
Aspectos técnicos da natação 73
Quadro 3
Coordenação do nado peito
Coordenação Observação
Perna x perna Simultâneas.
Braço x braço Simultâneos.
Braço x perna A braçada inicia quando as pernas estão unidas (recuperação).
Fonte: Elaborado pela autora.
Nesta seção, dedicamo-nos a explicar os processos de ensino do 
nado peito. Foi possível aprender sobre a posição do corpo, os movi-
mentos de braçada e pernada e sobre coordenação. É importante que 
o professor tenha clareza desses conceitos e saiba explicá-los para o 
aluno, visando ao sucesso da execução do nado peito.
4.1.4 Nado borboleta
O nado borboleta tem como característica apresentar movimentos 
simultâneos de braços e pernas. Por realizar sequências de mergulhos 
e ondulações, a posição do corpo varia de acordo com os movimentos 
de braços ou pernas.
O nado borboleta apresenta uma sequência pedagógica diferente 
dos nados crawl, costas e peito. Por conta de o nado ser ondulante, é 
extremamente necessário que o aluno aprenda primeiramente como 
ondular na água. O esquema a seguir apresenta o processo pedagógico 
para o ensino do nado borboleta.
Ondulação
Braçada
Respiração
Pernada
Coordenação
A ondulação é um dos aspectos mais importantes a serem ensina-
dos, tendo em vista que a não realização adequada do movimento pelo 
aluno pode acarretar a falta de sua evolução no nado. A ondulação 
é realizada principalmente pelo quadril, direcionando-o sempre para 
cima e para frente. Os movimentos da cabeça contribuem para com-
plementar os movimentos do quadril, uma vez que:
O vídeo Aprenda o nado 
borboleta | Natação 
(Raia 45), publicado pelo 
canal Raia 45, exempli-
fica o nado borboleta e 
apresenta dicas para a 
melhor execução dos 
movimentos.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=dip5xJcKC-g. Acesso em: 
19 jan. 2021.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=dip5xJcKC-g
https://www.youtube.com/watch?v=dip5xJcKC-g
https://www.youtube.com/watch?v=dip5xJcKC-g
74 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
 • enquanto a cabeça levanta, o quadril desce;
 • enquanto a cabeça desce, o quadril sobe.
Figura 9
Representação dos movimentos da ondulação durante o nado borboleta
VAZZEN/Shutterstock
Similar aos nados crawl e costas, o nado borboleta apresenta duas 
fases da braçada: submersa e aérea.
A fase submersa é responsável por grande parte da propulsão do 
nado e apresenta cinco etapas:
1. entrada e deslize;
2. varredura para fora e agarre ou pegada/apoio;
3. varredura para dentro ou puxada;
4. varredura para cima ou empurrada;
5. finalização.
A fase aérea apresenta uma única etapa: a recuperação. Em ambas 
as fases, os braços realizam sempre movimentos simultâneos.
A Figura 10 ilustra as etapas da fase da braçada. Na primeira posi-
ção, a nadadora realiza a varredura para fora e agarre; já na segunda, 
ela executa a varredura para dentro; na terceira, percebemos que ela faz a 
varredura para cima; e, por fim, na quarta, vemos a finalização. Nas posi-
ções 5 e 6, a nadadora exerce a fase aérea da braçada, na qual os braços 
são levados para fora e ficam paralelos à água.
Figura 10
Representação do nado borboleta
M
aq
ui
la
do
ra
/S
hu
tte
rs
to
ck
A respiração pode ser frontal ou lateral e ocorre em duas fases:
 • a inspiração, que ocorre durante a varredura para cima ou 
empurrada;
 • a expiração, que ocorre na fase aérea da braçada.
A pernada no nado borboleta é simultânea, com as pernas e os pés 
próximos uns dos outros. A ação para baixo é a propulsiva, resultado 
da flexão do quadril e do joelho, seguido da extensão deles. A ação 
exercida pelos pés e pernas é parecida com a de um chicote.
A coordenação do nado borboleta é apresentada no Quadro 4.
Quadro 4
Coordenação do nado borboleta
Coordenação Observação
Perna x perna Simultâneas.
Braço x braço Simultâneos.
Braço x perna
Duas pernadas a cada braçada: uma pernada na entrada dos 
braços e outra na varredura para cima ou empurrada.
Braço x respiração O ritmo respiratório pode ser estabelecido pelo próprio aluno.
Fonte: Elaborado pela autora.
Aprofundamos até aqui os conteúdos relacionados ao ensino do 
nado borboleta. Mesmo parecendo um nado simples, a complexidade 
ao se realizar as ondulações e pernadas, associada ao elevado gasto 
metabólico, faz com que seja um nado difícil de desempenhar. Nesse 
sentido, caso queira ensinar o nado borboleta para seu aluno, tenhaem mente que o processo de ondulação deve ser bem conduzido para 
que a atividade seja realizada com sucesso.
O vídeo Nado borboleta 
(pernada e educativo 
básico), publicado pelo 
canal Prof. Rodrigo Araujo 
Natação Raia Certa, 
apresenta e exemplifi-
ca a pernada do nado 
borboleta. 
Disponível em: https://www.you-
tube.com/watch?v=4y0zVe4xZGw. 
Acesso em: 19 jan. 2021.
Vídeo
Sakdawut Smanbut/Shutterstock
Figura 11
Respiração durante o nado borboleta
Aspectos técnicos da nataçãoAspectos técnicos da natação 7575
https://www.youtube.com/watch?v=4y0zVe4xZGw
https://www.youtube.com/watch?v=4y0zVe4xZGw
76 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
4.2 Análise técnica dos nados 
Vídeo Na análise técnica dos nados, estudaremos os aspectos perti-
nentes para a correção dos nados. Nos quatro estilos, a análise 
técnica é realizada da mesma maneira. Ela apresenta a seguinte 
ordem:
Pernada Respiração CoordenaçãoBraçadaPosição do corpo
A seguir, veremos os principais erros técnicos da posição do corpo 
de cada nado.
Nado costasNado crawl Nado peito Nado borboleta
 • Quadril fundo
 • Cabeça elevada
 • Quadril fundo
 • Cabeça funda
 • Flexão exagera-
da do quadril
 • Pouca posição 
hidrodinâmica
 • Pouca 
ondulação
Para cada erro, existem exercícios corretivos, que são chamados 
educativos. Para a cabeça funda durante o nado crawl, por exemplo, 
o professor pode orientar o aluno a olhar para frente, com a água 
batendo na linha da touca. Para cabeça elevada no nado costas, o 
professor pode orientar o aluno a nadar com as orelhas alinhadas ao 
nível da água. Ainda, no nado borboleta, o professor pode orientar 
o aluno a realizar diferentes movimentos de ondulações no com-
primento da piscina, para que consiga transferir esse movimento 
ao seu nado.
Vejamos, agora, os principais erros técnicos da pernada durante os 
nados.
Aspectos técnicos da natação 77
Nado costasNado crawl Nado peito Nado borboleta
 • Joelhos para 
fora da água
 • Joelhos muito 
flexionados
 • Joelhos muito 
afastados
 • Sem propulsão
 • Joelhos muito 
flexionados
Em seguida, vejamos os principais erros técnicos da braçada duran-
te os nados.
Nado costasNado crawl Nado peito Nado borboleta
 • Finalização da 
braçada curta
 • Posicionamento 
incorreto do 
braço na fase 
de recuperação
 • Finalização da 
braçada curta
 • Arrastar o coto-
velo na água
 • Passar os bra-
ços da linha do 
quadril
 • Pouca alavanca 
de cotovelo
 • Arrastar os bra-
ços na água
 • Fase submersa 
curta
Por fim, vejamos os principais erros técnicos da respiração e da 
coordenação durante os nados.
Nado costasNado crawl Nado peito Nado borboleta
 • Nado tipo 
espera braço
 • Nado tipo 
espera braço
 • Nado tipo 
estrela
 • Respiração 
atrasada
 • Respiração 
atrasada
 • Muitas pernadas 
para cada braçada
Aprendemos, nesta seção, o modo de realizar a análise técnica dos 
nados. É muito importante identificar os erros e elaborar estratégias 
para correção, tendo em vista que, ao realizar exercícios inadequada-
mente, lesões podem ocorrer. Sendo assim, a utilização de filmagens 
durante as aulas, exemplificando os movimentos, pode ser importan-
te para que o aluno compreenda o que deve ser feito. Além disso, a 
filmagem dos próprios alunos pode ser interessante para verificar a 
evolução ou mostrar onde está o erro durante o nado.
Para saber mais sobre 
exercícios de correção 
do nado, confira o livro 
Natação: 1000 exercícios.
SOUZA, W. A.; CABRAL, F.; 
CRISTIANINI, S. Curitiba: Sprint, 
1995.
Livro
4.3 Natação para crianças e 
adolescentes (7 a 18 anos) Vídeo
A turma de natação infantojuvenil, que engloba a faixa etária dos 7 
aos 18 anos, pode ser conduzida durante as aulas de educação física ou 
como atividade extracurricular. Em algumas escolas, a prática de nata-
ção pode ser escolhida como atividade da aula de Educação Física, e as 
aulas são similares àquelas desenvolvidas nos clubes e nas academias 
de natação. Por outro lado, algumas escolas não possuem espaço físico 
adequado e, por isso, realizam poucas aulas de natação durante o ano 
letivo. Nesse caso, essas atividades são voltadas à recreação.
Nessa modalidade de ensino de natação, existem algumas caracte-
rísticas a serem levadas em consideração. São elas:
 • O número de alunos é maior, em torno de dez alunos por 
professor.
 • Normalmente, o professor permanece fora da água.
 • Em uma mesma turma, possivelmente haverá alunos tanto no pro-
cesso de adaptação ao meio líquido quanto na fase de aprendiza-
gem dos nados.
Os motivos que levam os adolescentes à natação são diversos, des-
de praticar uma atividade física e/ou melhorar capacidade respirató-
ria, até visando ao emagrecimento e/ou à solução de problemas de 
asma, por exemplo. Sabemos que 
a adolescência é uma fase de 
transformação e que muitos 
alunos podem apresentar mu-
danças repentinas de humor, 
ansiedade ou até mesmo de-
pressão. Cabe ao professor 
conduzir a aula com o intuito 
de auxiliar na redução desses 
transtornos surgidos nesse 
período. A prática de natação 
deve ser prazerosa e benéfi-
ca para a saúde física e men-
tal do praticante.
Figura 12
Adolescentes durante aula 
de natação
ES
B 
Pr
of
es
si
on
al
/S
hu
tte
rs
to
ck
7878 Metodologia do ensino das atividades aquáticasMetodologia do ensino das atividades aquáticas
Aspectos técnicos da natação 79
4.4 Planejamento de aulas para 
ensino fundamental e médio Vídeo
As aulas de natação para o ensino fundamental e médio pos-
suem uma estrutura de aula diferenciada. Geralmente, as aulas 
possuem 45 minutos de duração e podem ser divididas em:
 • aquecimento, com algumas chegadas de nado livre em bai-
xa intensidade;
 • técnica, com alguns exercícios para a melhoria da técnica 
de nado;
 • parte principal, na qual há series com palmar, velocidade, 
distância, pé de pato; 
 • atividade final, com alguma brincadeira que envolva todos 
da turma.
Caso tenha um quadro disponível, pode ser importante es-
crever os momentos da aula nele. Além disso, ao iniciar a aula, 
o professor deve reunir a turma e explicar as atividades. Caso 
a turma seja mista (alunos que sabem nadar e alunos que não 
sabem nadar), a estratégia mais adequada possa ser a seguinte:
 • Aqueles que nadam: seguem a aula do quadro normal-
mente. Para esse grupo, é importante ficar atento e corrigir 
a técnica.
 • Aqueles que não nadam: geralmente, são os menores e 
precisam de uma atenção maior. As aulas devem ser com 
volume menor e incluem chegadas apenas de pernadas, 
braçadas e nado completo. Para esses alunos, é ideal fazer 
aulas com alguns fatores lúdicos, como levar sorrisos para 
o outro lado, utilizar pranchas diferentes, realizar ativida-
des com letras/números etc.
É muito importante realizar, com os alunos dessa faixa etária, 
atividades cognitivas e que desenvolvam o raciocínio lógico. Al-
guns exemplos são:
 • Matemática: antes de dizer quantas vezes o aluno deverá 
chegar até a borda da piscina, o professor colocará uma 
equação. A resposta da equação é o número de chegadas.
 • Português: o professor colocará diversas letras no fundo, 
e a cada chegada o aluno deverá buscar uma letra. Ao final 
da aula, ele deverá formar uma palavra.
O vídeo Natação social: 
Aula de natação jovens 
no projeto social bandeira 
verde salvando vidas, pu-
blicado pelo canal Mundo 
Ativo, é um exemplo de 
aula de natação para o 
público infantil. 
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=zPXW1oih4GA&t=46s. 
Acesso em: 19 jan. 2021.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=zPXW1oih4GA&t=46s
https://www.youtube.com/watch?v=zPXW1oih4GA&t=46s
https://www.youtube.com/watch?v=zPXW1oih4GA&t=46s
80 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Nesta seção, estudamos sobre o planejamento de aulas. O plano de 
aula é um documento fácil de ser preenchido, porém requer bastan-
te conhecimento de natação, bem como da turma, para selecionar as 
atividades. Em alguns momentos, será necessário elaborar planos de 
aulas individuais, no intuitode que, futuramente, o aluno consiga ser 
introduzido nas atividades da turma. Não se esqueça, professor, que a 
atividade final é muito importante e é um momento de descontração 
e diversão. É essencial, também, compreender a natação como um es-
porte que exige muita repetição.
4.5 Aperfeiçoamento e treinamento 
em natação Vídeo
O aperfeiçoamento em natação remete à fase em que o aluno já 
apresenta técnica dos quatro nados, porém precisa de algumas corre-
ções. Nessa etapa do desenvolvimento, o aluno já possui conhecimentos 
sobre metragem de piscinas (número de voltas) e de diversos educativos.
As saídas e viradas são ensinadas nessa etapa como parte do pla-
nejamento. Tendo em vista que elas contribuem para reduzir o tempo 
de percurso, devem ser aperfeiçoadas também. Além disso, durante as 
aulas de natação voltadas ao aperfeiçoamento, o professor deve estar 
atento aos alunos com perfil para serem atletas de natação.
Figura 13
Representação de uma virada olímpica do nado costas
Ja
co
b 
Lu
nd
/S
hu
tte
rs
to
ck
Aspectos técnicos da natação 81
O treinamento em natação é realizado, muitas vezes, concomi-
tantemente com o aperfeiçoamento. É a etapa em que ocorre a 
preparação do atleta para as competições. Na natação, muitas ve-
zes, em uma seção de treino o atleta pode chegar a totalizar mais 
de dez quilômetros de nado, variando entre aquecimento, técnica 
e parte principal.
No momento de treino, o professor precisa conhecer o calen-
dário de provas anual e da especialidade do atleta. Desse modo, 
deve realizar o planejamento, com masociclos, macrociclos e mi-
crociclos. Muitas vezes, o atleta chega a treinar duas vezes por dia, 
além de realizar o treinamento físico.
Figura 14
Professor/técnico junto com seus atletas
M
on
ke
y B
us
in
es
s 
Im
ag
es
/S
hu
tte
rs
tc
ok
Embora a natação seja considerada um esporte individual, o 
vínculo criado durantes os treinos é importante para socialização. 
Muitas vezes, o atleta se abdica de estar com os amigos e a famí-
lia para treinar. Portanto, o professor/técnico representa um papel 
fundamental na manutenção do bem-estar físico e mental desse 
atleta.
O vídeo Como estruturar 
seus treinos de natação, 
publicado pelo canal 
Ironguides Brasil, é um 
exemplo de treinamento 
em natação. 
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=xHdweHhrKAM. Acesso 
em: 19 jan. 2021.
Vídeo
O livro Nadando o mais 
rápido possível é um 
ótimo material para 
aprender mais sobre o 
treinamento de natação.
MAGLISHO, E. W. Curitiba: Manole, 2010.
Livro
https://www.youtube.com/watch?v=xHdweHhrKAM
https://www.youtube.com/watch?v=xHdweHhrKAM
https://www.youtube.com/watch?v=xHdweHhrKAM
82 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
4.6 Natação de alto rendimento 
Vídeo Na natação, a partir dos 6 anos a participação em competições esta-
duais vinculadas às federações estaduais é permitida. As categorias da 
natação variam de acordo com a idade, conforme o Quadro 5.
Quadro 5
Categorias da natação de acordo com a idade
Categoria Faixa etária
Pré-mirim 6 a 8 anos
Mirim I e II 9 a 10 anos
Petiz I e II 11 e 12 anos
Infantil I e II 13 e 14 anos
Juvenil I e II 15 e 16 anos
Junior I e II 17 a 19 anos
Sênior e Master Acima de 20 anos
Fonte: Adaptado de CBDA (2020).
O objetivo da natação competitiva é filtrar os melhores atletas, de-
senvolvendo a melhor performance e representando a escola, cidade 
ou estado durante as competições. Geralmente, o treinamento dos 
atletas ocorre em um local diferente do ambiente escolar; é nessa fase, 
também, que a equipe de treino, juntamente ao treinador, é formada.
As competições podem ser locais (dentro da própria escola/clu-
be), regionais, estaduais, nacionais e internacionais. Cada compe-
tição apresenta um regulamento diferente, e cabe ao professor/
técnico ter ciência disso. Com relação às regras, geralmente são uti-
lizadas as regras FINA/CBDA. É obrigação do treinador saber das re-
gras e explicá-las para os atletas durante o treinamento. Antes do 
início da competição, é realizado o congresso técnico, no qual são 
explicados para os treinadores os procedimentos, como horário de 
aquecimento, ordem das provas e demais informações.
No dia da competição, o atleta deve estar atento ao horário de sua 
prova. Quando estiver próximo, ele deve se encaminhar para o banco 
de controle, onde o árbitro verificará o traje e confirmará se está de 
acordo com as regras estabelecidas. Após ser liberado, o atleta se di-
reciona para a raia e aguarda o início da prova.
O vídeo a seguir, publica-
do pelo canal Futures-
wim1, é do Campeonato 
Brasileiro Infantil de 
Natação, que ocorreu 
no ano de 2011 em João 
Pessoa – PB. Ele mostra 
a prova de 200 metros 
borboleta.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=rYDLPx9Y7dk. Acesso em: 
19 jan. 2021.
Vídeo
O caderno de regras ofi-
ciais da natação, produzi-
do e disponibilizado pela 
FINA/CDBA, apresenta 
as regras do período de 
2017 a 2021.
Disponível em: https://cbda.
org.br/_uploads/natacao/
RegrasOficiaisNatacao2017_2021.
pdf. Acesso em: 19 jan. 2021.
Leitura
https://www.youtube.com/watch?v=rYDLPx9Y7dk
https://www.youtube.com/watch?v=rYDLPx9Y7dk
https://www.youtube.com/watch?v=rYDLPx9Y7dk
https://cbda.org.br/_uploads/natacao/RegrasOficiaisNatacao2017_2021.pdf
https://cbda.org.br/_uploads/natacao/RegrasOficiaisNatacao2017_2021.pdf
https://cbda.org.br/_uploads/natacao/RegrasOficiaisNatacao2017_2021.pdf
https://cbda.org.br/_uploads/natacao/RegrasOficiaisNatacao2017_2021.pdf
Aspectos técnicos da natação 83
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste capítulo, nosso objetivo foi descrever os aspectos técnicos dos 
nados, apresentar o planejamento de aulas de natação para ensino fun-
damental e médio e discorrer sobre o aperfeiçoamento, o treinamento e 
a competição de natação. Estudamos sobre os processos pedagógicos de 
cada nado e seus principais erros técnicos.
Com relação às crianças e adolescentes, aprendemos sobre as carac-
terísticas das turmas e o modo correto de planejar as aulas. Foi possí-
vel ver que em uma mesma turma poderemos ter alunos muito distintos 
quanto ao nível técnico. Compreendemos, ainda, que nessas aulas de na-
tação o professor deve ter um olhar atento, para identificar os alunos com 
perfil de atleta e inclui-los nas equipes para competição.
Por fim, tratamos da rotina de um atleta de natação, percebendo que 
ela pode ser muito puxada, sendo o professor/técnico elemento funda-
mental para proporcionar bem-estar físico e mental a ele.
ATIVIDADES
1. Explique em quais situações o crawl não deve ser ensinado primeiro.
2. Cite três características da turma de natação que inclui os alunos de 7 
a 18 anos.
3. Qual é a finalidade da última atividade nas aulas de natação infantil?
REFERÊNCIAS
CBDA. Natação 2020. 2020. Disponível em: https://sge-aquaticos.bigmidia.com/_uploads/
boletim/o_1du5hgp7dnlthe9502gdtm9vc.pdf. Acesso em: 4 mar. 2021.
FIGUEIREDO, P. A. P. de. Natação para bebês, infantil e iniciação: uma estimulação para a 
vida. São Paulo: Phorte, 2011.
GOMES, W. D. F. Natação: erros e correções. 3. ed. Rio de Janeiro: Sprint, 2004.
GUZAM, R. Natação: exercícios de técnica para melhoria do nado. Curitiba: Manole, 2008.
MAGLISHO, E. W. Nadando o mais rápido possível. Curitiba: Manole, 2010.
84 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
5
Estratégias de ensino das 
atividades aquáticas
Neste capítulo, abordaremos os conteúdos de elaboração e 
de planejamento das aulas de atividades aquáticas, sendo elas: 
hidroginástica, polo aquático, salto ornamental, high diving, nata-
ção artística e natação em águas abertas. É necessário, no entanto, 
compreender em um primeiro momento algumas características 
dessas modalidades. Elas serão a nossa base para realizar um bom 
planejamento das aulas.
Esperamos que ao final deste capítulo você, futuro professor, 
consiga compreender as individualidades de cada modalidade, 
bem como as peculiaridades da elaboração e do planejamento 
das aulas.
5.1 Hidroginástica 
Vídeo A hidroginásticafoi originada de uma das áreas da fisioterapia, co-
nhecida como hidroterapia. A modalidade é caracterizada por propor 
a realização de exercícios de caráter aeróbio na água e apresenta uma 
série de benefícios físicos e mentais, promovendo a melhora da quali-
dade de vida dos praticantes (TEIXEIRA; PEREIRA; ROSSI, 2007). É consi-
derado um campo de atuação muito amplo e as aulas são promovidas 
principalmente para idosos, porém não se descarta aulas para gestan-
tes, adultos e crianças, por exemplo.
No âmbito escolar, as aulas de hidroginástica podem ser realizadas 
de três maneiras:
 • Para alunos: durante as aulas de Educação Física.
 • Para alunos: horário extracurricular.
 • Público externo: horários durante o dia.
Durante as aulas de Educação Física, a hidroginástica pode ocorrer 
regularmente ou esporadicamente. Quando se trata de atividade regu-
lar, o professor pode escolher um período durante o ano letivo, plane-
jar e executar as respectivas aulas. Em relação às aulas esporádicas, o 
professor deve escolher algumas aulas durante o ano letivo e apresen-
tar a modalidade para os alunos.
Nas modalidades horário extracurricular ou público externo, as 
aulas podem ser ofertadas de uma a três vezes na semana. Aqui, o pro-
fessor deve realizar o planejamento regular das aulas. Para os alunos, o 
professor precisa respeitar a faixa etária, pensando nas capacidades mo-
toras que eles possuem, além de incluir atividades lúdicas para motivá-
-los. Para o público externo, é necessário ter conhecimento sobre quem 
o compõe e seus objetivos com a modalidade.
Lembrando que a oferta de hidroginástica deve ser feita em esco-
las com acesso à piscina, podendo ser do próprio local ou alugada. Em 
relação à piscina, a informação mais importante é que ela precisa ter a 
profundidade adequada à altura dos alunos. Além disso, é fundamen-
tal incluir a modalidade de hidroginástica no planejamento das aulas de 
Educação Física, pois é importante que os alunos tenham essa vivência 
e, caso tenham interesse, busquem realizá-la de maneira extracurricular.
Geralmente as aulas são conduzidas com o professor fora da água, 
facilitando a instrução dos exercícios. Apesar disso, nada impede de o 
docente eventualmente ministrar as aulas dentro da água para tornar 
a aula mais motivada e descontraída.
O site Kids and swim-
ming apresenta diversas 
matérias sobre esportes 
aquáticos e algumas 
particularidades da hidro-
ginástica para crianças.
Disponível em: http://
kidsandswimming.blogspot.
com/2012/05/hidroginastica-
para-criancas.html. Acesso em: 29 
jan. 2021.
Site
Figura 1
Professor realizando exercícios fora da água para os alunos. 
fo
to
po
ol
/S
hu
tte
rs
to
ck
Estratégias de ensino das atividades aquáticasEstratégias de ensino das atividades aquáticas 8585
http://kidsandswimming.blogspot.com/2012/05/hidroginastica-para-criancas.html
http://kidsandswimming.blogspot.com/2012/05/hidroginastica-para-criancas.html
http://kidsandswimming.blogspot.com/2012/05/hidroginastica-para-criancas.html
http://kidsandswimming.blogspot.com/2012/05/hidroginastica-para-criancas.html
86 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
É desejável que, conforme já mencionado, o professor inclua a mo-
dalidade durante suas aulas para que os alunos ampliem o leque de 
possibilidades de prática de atividade física. Destacamos que o plane-
jamento das aulas e a motivação do professor são fundamentais para 
permanência dos alunos.
5.1.1 Elaboração e planejamento de aulas
O planejamento das aulas de hidroginástica depende de alguns fa-
tores. No Quadro 1 podemos verificar alguns deles.
Quadro 1
Elementos que influenciam o planejamento das aulas de hidroginástica
Fatores Observação
Materiais disponíveis
Espaguetes, halteres, sorrisos, pesos, pranchas, 
elásticos, barra.
Características da turma
Número de alunos, objetivos e restrições dos 
alunos.
Conhecimento dos exercícios
Exercícios para membros superiores, inferiores 
e core.
Fonte: Elaborado pela autora.
O número de alunos depende do tamanho da piscina, mas nor-
malmente são 20 por turma. Em alguns locais, ocorrem simultanea-
mente aulas de hidroginástica e outras modalidades, como natação, 
por exemplo. Nesse caso, a piscina é dividida para contemplar as duas 
modalidades. As restrições são relacionadas às limitações dos alunos, 
como apresentar doenças articulares. A partir do momento em que um 
aluno relata possuir alguma condição especial, o professor tem total 
liberdade para realizar adaptações nos exercícios para ele.
A quantidade de materiais disponíveis é relacionada à quantidade de 
alunos. Por exemplo, se uma turma possui 20 alunos e o professor quer 
realizar exercícios com halteres, espaguetes e sorrisos, ele vai precisar 
de 40 halteres (dois para cada aluno), 40 espaguetes (dois para cada 
aluno) e 40 sorrisos (dois para cada aluno).
O conhecimento de diferentes exercícios torna a aula de hidroginás-
tica mais dinâmica e motivante. O tempo de cada exercício é relativo, 
mas, em média, fica em torno de um minuto. Pensando nisso, uma aula 
Estratégias de ensino das atividades aquáticas 87
deve ter cerca de 30 exercícios diferentes, variando entre membros su-
periores, inferiores e região abdominal.
A Figura 2 apresenta um modelo de plano de aula para hidroginás-
tica. No geral, a aula é dividia em três partes:
 • Aquecimento: aproximadamente cinco minutos.
 • Parte principal: aproximadamente 35 minutos.
 • Volta calma: aproximadamente cinco minutos.
Figura 2
Modelo de plano de aula para hidroginástica
PLANO DE AULA – HIDROGINÁSTICA
Turma:
Horário:
Quantidade de alunos:
Informações gerais:
Exercício
Tipo de 
exercício
Característica 
do exercício
Execução
Material 
necessário
Tempo de 
exercício
Fonte: Elaborada pela autora.
O item exercício é referente à ordem e ao nome do exercício. O tipo 
de exercício significa se é aquecimento, parte principal ou volta calma. 
A característica do exercício diz respeito ao objetivo e à região corporal, 
por exemplo, membros inferiores, superiores ou abdominal. A execu-
ção é como deve ser realizado o exercício, bem como se necessita de 
matéria. Por fim, o tempo de exercício significa o tempo total despen-
dido para realização dele.
No aquecimento, são realizados exercícios para elevar a frequên-
cia cardíaca e o fluxo sanguíneo, como corridas de um ponto ao outro 
ou estacionárias. Na parte principal, são realizados exercícios para os 
membros superiores e inferiores. Na volta calma, são realizados exercí-
cios de alongamento e relaxamento.
Confira o artigo Metodologia para o planejamento de aulas de hidroginástica, 
publicado em 2013 na revista Motricidade e escrito por Olkoski et al. Nele, é 
possível compreender um pouco mais sobre as metodologias utilizadas para a 
elaboração de planos de aula de hidroginástica.
Acesso em: 29 jan. 2021. 
http://www.scielo.mec.pt/pdf/mot/v9n3/v9n3a06.pdf
Artigo
Confira no vídeo Hidro-
ginástica, publicado por 
Kênia Paniago, uma aula 
completa dessa moda-
lidade.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=OHWkSa0zQyQ. Acesso 
em 29 jan. 2021. 
Vídeo
http://www.scielo.mec.pt/pdf/mot/v9n3/v9n3a06.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=OHWkSa0zQyQ
https://www.youtube.com/watch?v=OHWkSa0zQyQ
https://www.youtube.com/watch?v=OHWkSa0zQyQ
88 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Existem alguns tipos de aulas que são interessantes de incluir no 
planejamento, como as coreografadas, as em circuitos e o treinamento 
intervalo de alta intensidade (OISHI et al., 2019). Além disso, os exer-
cícios podem ser realizados de maneira individual, em duplas ou em 
trios. Lembre-se, professor: as aulas precisa ser motivantes!
Nesta seção, aprendemos um pouco sobre hidroginástica e como 
elaborar aulas para essa modalidade. Contudo, além de conhecer so-
bre a modalidade e os seus alunos, é muito importante que o professor 
também tenha conhecimento de biomecânica, cinesiologia e de fisiolo-
gia do exercício (para realizar exercícios adequadose com intensidade 
e intervalo para recuperação corretos).
5.2 Polo aquático 
Vídeo Essa modalidade pode ser ensinada durante as aulas de Educação 
Física ou como atividade extracurricular. Não existe um consenso so-
bre a idade mínima para começar a praticar, porém é pré-requisito que 
os alunos tenham domínio básico dos nados crawl, costas e peitos. Ain-
da, por ser um esporte que envolve bastante agilidade, os alunos pre-
cisam ter um bom desenvolvimento corporal e valências físicas, como 
potência muscular. Por conta disso, normalmente é ensinado a partir 
do ensino fundamental anos finais e as competições oficiais ocorrem 
para aqueles maiores de 15 anos.
Embora a modalidade exija que a prática seja realizada em 
piscinas profundas, nada impede que a iniciação do polo 
aquático ocorra em uma piscina mais rasa. Os materiais 
necessários para aula são: bola, traves e touca de polo 
aquático. Por serem materiais caros, eles podem ser 
adaptados. A trave, pode ser construída com cano PVC. As 
bolas podem ser de outras modalidades, desde que as 
medidas e o peso sejam próximas das oficiais. As toucas 
podem ser toucas de natação, porém, se possível, deve-
rão incluir a proteção auricular.
Figura 3
Adolescente em uma com-
petição de polo aquático
 Ivan K
acar
ov/
Shu
tte
rst
oc
k
Estratégias de ensino das atividades aquáticas 89
Em cada time, são necessários sete jogadores (seis na linha e um no 
gol). Por ser um esporte coletivo, cada aluno precisa ter uma posição 
durante o jogo. É fundamental que as primeiras aulas da modalidade 
sejam realizadas de maneira teórica, nas quais pode ser explicado so-
bre o histórico, as regras, as noções de segurança, o manejo de bola e 
as posições dos jogadores. Já nas aulas práticas, o professor consegue 
ir identificando qual é a melhor posição para cada aluno, sendo elas:
 • Goleiro: defende o gol.
 • Ponta direita e esquerda: auxiliam e realizam o ataque ao gol.
 • Alas laterais ou passadores: auxiliam na defesa do gol.
 • Central ou passador: auxilia nos deslocamentos da bola da defe-
sa para o ataque.
 • Armador: auxilia organizando a defesa e o ataque.
Embora o polo aquático seja um esporte coletivo muito interessan-
te, no Brasil dificilmente é trabalhado durante as aulas de Educação Fí-
sica. As dificuldades só aumentam por conta de os alunos necessitarem 
saber nadar, pelo espaço físico e materiais específicos. Muitas vezes, 
o polo aquático é ensinado apenas de maneira recreativa, sendo tra-
balhado em poucas aulas, em vez de como um esporte propriamente 
dito. Existem algumas soluções para inclusão dessa modalidade no am-
biente escolar, como realizar parcerias entre instituições que possuem 
a modalidade, ou criar projetos de iniciação ao polo aquático na escola.
5.2.1 Elaboração e planejamento de aulas
A elaboração e o planejamento de aulas de polo aquático devem 
ser sempre pautados em um objetivo a ser cumprido. Por exemplo, 
se naquela aula o objetivo dos alunos é aprender a pernada do polo, a 
eggbeater, o professor deverá incluir uma série de exercícios para que, 
ao final da aula, os estudantes consigam realizar tal movimento.
É fundamental que, durante as aulas, o professor ensine sobre as 
regras da modalidade, bem como os fundamentos. Dentre estes, po-
demos destacar o controle de bola, os passes, os chutes a gol e as de-
fesas, por exemplo.
O vídeo Videoaula Esporte 
SESI-SP, publicado pelo 
canal Sesi São Paulo, apre-
senta o programa SESI-SP 
Atleta do Futuro e uma 
videoaula completa da 
modalidade de polo aquá-
tico para 11 e 12 anos.
Disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=x_
Qbeh5iyX0. Acesso em 29 jan. 2021.
Vídeo
Confira, no link a seguir, 
como escolas do estado 
de São Paulo aderiram 
ao polo aquático e os 
benefícios da modalidade 
para os alunos.
Disponível em: https://www.
educacao.sp.gov.br/escolas-de-sao-
carlos-aderem-ao-polo-aquatico/. 
Acesso em: 29 jan. 2021.
Saiba mais
O vídeo Técnicas Propulsi-
vas (análise do eggbeater), 
publicado por Guilherme 
Tucher, apresenta uma 
análise sobre a pernada 
eggbeater do polo 
aquático. 
Disponível em: https://www.
youtube.com/watch?v=-UE_
A2CecfY. Acesso em: 1º fev. 2021.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=x_Qbeh5iyX0
https://www.youtube.com/watch?v=x_Qbeh5iyX0
https://www.youtube.com/watch?v=x_Qbeh5iyX0
https://www.educacao.sp.gov.br/escolas-de-sao-carlos-aderem-ao-polo-aquatico
https://www.educacao.sp.gov.br/escolas-de-sao-carlos-aderem-ao-polo-aquatico
https://www.educacao.sp.gov.br/escolas-de-sao-carlos-aderem-ao-polo-aquatico
https://www.youtube.com/watch?v=-UE_A2CecfY
https://www.youtube.com/watch?v=-UE_A2CecfY
https://www.youtube.com/watch?v=-UE_A2CecfY
90 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Figura 4
Atleta arremessando a bola no gol durante uma partida de polo aquático
Br
un
oR
os
a/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Geralmente, a aula de polo aquático é dividida em quatro partes e 
o plano de aula deve conter todos os itens apresentados na figura a 
seguir.
Figura 5
Modelo de plano de aula para polo aquático 
PLANO DE AULA – POLO AQUÁTICO
Turma:
Horário:
Quantidade de alunos:
Informações gerais:
Objetivo da aula:
Exercício
Material 
necessário
Execução Objetivo 
Tempo de 
exercício 
Fonte: Elaborada pela autora.
O item exercício se refere à ordem e ao nome; o material necessá-
rio trata de quais recursos precisaremos para realizar o exercício; já a 
execução diz respeito ao desenvolvimento. Ademais, o professor deve 
elencar qual é o objetivo daquele exercício diante da pretensão geral 
da aula, além do seu tempo estimado.
Estratégias de ensino das atividades aquáticas 91
A aula deve seguir a sequência de quatro etapas, as quais estão des-
critas a seguir.
AQUECIMENTO11 Exercícios que elevem a frequência cardíaca. Podem ser dentro ou fora da água.
ENSINO DA TÉCNICA
Exercícios voltados para os fundamentos e as técnicas da modalidade22
JOGO
Simulação de um jogo.33
VOLTA CALMA
Exercícios de relaxamento.44
O aquecimento deve ocupar uma pequena parcela da aula, e podem 
ser realizados exercícios de natação (nadar uma determinada metra-
gem), ou exercícios de fortalecimento muscular (abdominais, prancha, 
polichinelos). A técnica é fundamental e nessa etapa da aula deve ser 
ensinada a pernada, deslocamentos, passes e arremessos. Ainda, de-
vem ser explicados os aspectos táticos, como estratégias de jogo e po-
sicionamentos. O jogo é muito importante para os alunos exercitarem 
o que foi aprendido na parte técnica da mesma aula e aulas anteriores. 
Por fim, a volta calma podem ser realizados exercícios de natação (por 
exemplo, nadar determinada metragem).
Nesta seção, estudamos sobre como elaborar e planejar as aulas de 
polo aquático. Embora tenhamos apresentado uma sequência de aula, 
nada impede de realizarmos uma aula voltada apenas para o ensino 
da técnica ou de jogo. Se torna imprescindível que o professor tenha 
conhecimentos das regras e dos fundamentos da modalidade para ter 
um planejamento adequado.
92 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
5.3 Saltos ornamentais e high diving 
Vídeo O salto ornamental e o high diving consistem em saltos do trampolim 
ou da parte fixa (plataforma), somados à realização de acrobacias no 
ar e queda na piscina (no caso do salto ornamental) ou no mar/lago/rio 
(no caso do high diving). Embora essas modalidades não requeiram sa-
ber sobre a técnica dos nados, o aluno precisa apresentar respiração 
autônoma na água, noções de flutuação, deslizes e autonomia aquáti-
ca, ou seja, ele precisa estar adaptado ao meio líquido.
A realização dos saltos ornamentais necessita de uma estrutura es-
pecífica: pelo menos 3 plataformas de salto (5 metros, 7,5 metros e 10 
metros de altura) e 2 trampolins (1 e 3 metros de altura); além de pisci-
na com profundidade ideal (5 metros). Por conta disso, é uma modali-
dade dificilmente incluída no cronograma de aulas da Educação Física. 
Quando é possível incluí-la, primeiramente é abordada a teoria dentro 
da sala de aula,em que o professor explica sobre o histórico, as regras, 
os fundamentos e as acrobacias. Nessa aula, é fundamental que o 
docente apresente diversos vídeos sobre o assunto; e, em uma pis-
cina adequada, ele pode apresentar a prática da modalidade aos 
alunos.
Apesar da necessidade de uma estrutura específica, uma 
parte do treinamento da modalidade é realizada no solo. An-
tes de o aluno progredir para a piscina, ele deve realizar os 
movimentos ginásticos em um ambiente adequado. Tais 
movimentos devem ser aprendidos e transferidos para as 
plataformas ou trampolins. Nesses locais, geralmente são 
identificados camas elásticas, trampolins e colchões para 
amortecer a queda.
Caso a escola possua uma sala de ginástica com esses apa-
relhos, o professor pode levar a vivência do salto ornamental 
apenas para a parte do solo. O importante é que os alunos tenham 
ciência da modalidade e, caso se interessem, busquem realizá-la fora 
do ambiente escolar.
Figura 6
Atleta realizando a saída de 
costas em salto ornamenta
Hobby Stock W
orks/
Shu
tter
sto
ck
Estratégias de ensino das atividades aquáticas 93
5.3.1 Elaboração e planejamento de aulas
O planejamento das aulas deve ser pautado nas capacidades e nas 
habilidades motoras dos alunos. Quando as crianças são menores (a 
partir de 7 anos), a iniciação aos saltos ornamentais deve ser realizada 
de maneira lúdica e o professor deve escolher atividades que as inte-
ressem e as mantenham na modalidade.
Durante o planejamento, os fundamentos dos saltos ornamentais 
devem estar sempre presentes:
1. Posição inicial: posição do aluno ao iniciar os movimentos.
2. Corrida: deslocamento até a ponta.
3. Saída: como o aluno sairá da plataforma/trampolim.
4. Voo: movimento realizado durante a queda.
5. Entrada na água: como o aluno irá entrar na água.
O plano de aula deverá nortear os exercícios realizados durante 
aquela sessão. A Figura 7 apresenta um modelo de plano de aula e 
quais são os itens que devem estar presentes nele.
Figura 7
Modelo de plano de aula para salto ornamental
PLANO DE AULA – SALTO ORNAMENTAL
Turma:
Horário:
Quantidade de alunos:
Informações gerais:
Objetivo da aula:
Exercício Objetivo Execução
Local de 
execução
Material 
necessário
Tempo de 
exercício 
Fonte: Elaborada pela autora.
Além do ensino dos fundamentos, as noções de segurança e regras 
devem ser orientadas durante as aulas. Ainda, as aulas devem ser con-
duzidas com diferentes níveis de progressões e dificuldades, indo dos 
movimentos mais fáceis para os mais difíceis.
O vídeo Aprendizagem 
dos saltos ornamentais, 
publicado pelo canal 
Aqua Systems, apresenta 
elementos que auxiliam 
na elaboração de aulas 
dessa modalidade.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=ojiLP8Q6WqI. Acesso em: 
1º fev. 2021.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=ojiLP8Q6WqI
https://www.youtube.com/watch?v=ojiLP8Q6WqI
https://www.youtube.com/watch?v=ojiLP8Q6WqI
94 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
5.4 Natação artística 
Vídeo Esse esporte consiste em realizar diferentes coreografias em uma 
piscina. As modalidades podem ser solo, dueto, equipe e rotina de des-
taque. Por ser no ambiente aquático, o aluno precisa ter um bom nível 
de adaptação ao meio líquido. Uma das características da natação ar-
tística é que apresenta uma demanda fisiológica e biomecânica muito 
grande, por isso é recomendado que seja iniciada a partir do ensino 
fundamental anos finais.
Os movimentos que os atletas realizam, chamados de elementos ou 
figuras, são previamente definidos e elaborados pela FINA. É imprescin-
dível que o professor tenha conhecimento básico dos elementos para 
explicá-los e demonstrá-los para os alunos.
No artigo Experiências de ensino dos esportes aquáticos na escola: a exemplo do 
nado sincronizado, dos autores Ricardo e Gonçalves, publicado nos Cadernos de 
Formação RBCE em 2018, é possível ler os relatos da experiência prática em adotar 
a natação artística em escolas, além dos desafios dessa prática.
Acesso em: 1º fev. 2021.
http://revista.cbce.org.br/index.php/cadernos/article/view/2341
Artigo
No ambiente escolar, o professor pode introduzir a modali-
dade por meio de aulas teóricas. Nessas aulas, pode explicar 
sobre o histórico, as regras e mostrar alguns vídeos de apre-
sentações. Semelhante às outras modalidades aquáticas, 
é importante que os alunos tenham ciência do básico da 
natação artística. Se a escola proporciona piscina adequa-
da, o professor pode planejar algumas aulas durante o 
calendário acadêmico para que os alunos tenham a vivên-
cia. Caso o estudante tenha interesse, ele pode procurar a 
modalidade em horários externos às aulas, podendo ser na 
escola (caso ofereça no contraturno escolar) ou em clubes.
Dessa forma, as aulas regulares de natação artística são orienta-
das para serem conduzidas de maneira extracurricular (RICARDO; 
GONÇALVES, 2018), tendo em vista que as aulas de Educação Física de-
vem proporcionar outras modalidades também.
Figura 8
Dueto realizando o movi-
mento de cancã na natação 
artística
Microgen/Shutterstock
http://revista.cbce.org.br/index.php/cadernos/article/view/2341
Estratégias de ensino das atividades aquáticas 95
5.4.1 Elaboração e planejamento de aulas
O planejamento de aulas para a natação artística apresenta uma 
série de detalhes. A Figura 9 apresenta um modelo de plano de aula. 
Similar às outras modalidades, o plano de aula deve prescrever os exer-
cícios a serem realizados naquela sessão, como é a execução, o local, se 
necessita de material e o tempo estimado de duração.
Figura 9
Modelo de plano de aula para natação artística
PLANO DE AULA – NATAÇÃO ARTÍSTICA
Turma:
Horário:
Quantidade de alunos:
Informações gerais:
Objetivo da aula:
(Continua)
Exercício Objetivo Execução
Local de 
execução
Material 
necessário
Tempo de 
exercício 
Fonte: Elaborada pela autora.
As aulas devem ter duração aproximada de uma hora dividida em 
seis etapas, que devem estar explícitas no plano de aula:
1. Exercícios de mobilidade e flexibilidade no solo
2. Realização dos elementos no solo
3. Exercícios de natação na piscina
4. Realização dos elementos na piscina
5. Coreografia na piscina
No início das aulas, o professor deve ter uma conversa com os alu-
nos explicando os nomes dos elementos e seus respectivos movimen-
tos. A todo momento, a instrução visual é extremamente necessária 
para os alunos compreenderem o que deverá ser feito.
96 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Figura 10
Equipe realizando elemento da coreografia da natação artística
si
rtr
av
el
al
ot
/S
hu
tte
rs
to
ck
O ensino dos elementos deve seguir uma sequência pedagógica, 
composta por quatro itens:
1. Movimentos propulsivos e rolamentos
2. Palmateios e flutuações
3. Movimentações submersas e cambalhotas
4. Elementos
5. Atividades coreográficas
Nesta seção aprendemos como elaborar o planejamento de aulas 
para natação artística. Antes de iniciar as aulas dessa modalidade, o 
professor deve ter conhecimento aprofundando dos elementos e das 
regras da modalidade. Além disso, a prática de natação artística requer 
que o docente também saiba de outras áreas, como fisiologia do exer-
cício, biomecânica e psicologia do esporte, por exemplo.
5.5 Natação em águas abertas 
Vídeo Essa modalidade, como o nome sugere, deve ocorrer em ambientes 
naturais e abertos: lagos, lagoas, rios ou mar. Apesar disso, grande par-
te do ensino da técnica e das valências físicas é ensinada em piscina. 
Tendo em vista que muitas provas de travessia são de longas distân-
O vídeo Centro de Treina-
mento Esportivo da UFMG 
recebe equipes de natação 
artística, publicado pelo 
canal TV UFMG, apre-
senta uma aula e explica 
um pouco mais sobre 
o treinamento dessa 
modalidade.
Disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=-EK6LOfWRsw. 
Acesso em: 1º fev. 2021.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=-EK6LOfWRsw
https://www.youtube.com/watch?v=-EK6LOfWRsw
Estratégias de ensino das atividades aquáticas97
cias, os alunos precisam ter excelente técnica de crawl e capacidade 
cardiorrespiratória. Ainda, muitos alunos que treinam para águas aber-
tas são os mesmos que praticam o triátlon fora do ambiente escolar.
Figura 11
Atletas realizando uma travessia
Pa
ve
l1
96
4/
Sh
ut
te
rs
to
ck
Em algumas travessias, existem metragens menores para aqueles 
que estão iniciando, podendo ser 200, 500 ou 800 metros. Portanto, 
as aulas de natação voltadas para águas abertas apresentam longas 
metragens, além do ensino dos fundamentos pernada, braçada, res-
piração e coordenação. Um ponto importante para ser incluído nessas 
aulas é o nado crawl polo, pois este ajuda na respiração e na localização.
5.5.1 Elaboração e planejamento de aulas
A elaboração e o planejamento para aulas de natação em águas 
abertas são similares aos de natação em piscinas. A proposta das au-
las deve ser baseada na individualidade dos alunos e seus respectivos 
objetivos. Embora seja ideal realizá-las em um ambiente com validade 
ecológica, muitas vezes isso se torna inviável e as aulas são ministradas 
em um ambiente controlado, como a piscina.
Geralmente as aulas possuem 45 minutos de duração e as atividades 
devem ser apresentadas no plano de aula, conforme a figura a seguir.
98 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Figura 12
Modelo de plano de aula para natação em águas abertas
PLANO DE AULA – NATAÇÃO EM ÁGUAS ABERTAS
Turma:
Horário:
Quantidade de alunos:
Informações gerais:
Objetivo da aula:
Exercício Objetivo Execução
Material 
necessário
Quantidade de 
repetições
Tempo de 
exercício 
Fonte: Elaborada pela autora.
A aula pode ser dividida em quatro partes :
1. Aquecimento: algumas chegadas de nado livre em baixa 
intensidade.
2. Técnica: alguns exercícios para a melhoria da técnica de nado.
3. Parte principal: séries com palmar, velocidade, distância, pé de pato.
4. Volta calma ou atividade final: atividade recreativa que envolva a 
grande turma ou de relaxamento.
Dentro a confecção do planejamento, alguns aspectos devem ser 
incluídos:
 • Simulação de travessias: retirar as raias da piscina e solicitar que 
os alunos nadem em círculo.
 • Técnica do nado crawl: pernada, braçada, respiração e 
coordenação.
 • Técnica do crawl polo e respiração.
 • Treinos de longa distância.
 • Treinos em diferentes zonas de intensidade.
A aula deve apresentar características marcantes, como aquecimen-
to, parte técnica, parte principal e volta calma. Como os alunos de nata-
ção para águas abertas já apresentam domínio dos nados, a aula deve 
ter uma cobrança maior em relação ao desempenho deles. Caso seja 
possível, é extremamente recomendado que sejam realizadas algumas 
aulas em águas abertas.
O site Samir Barrel apre-
senta uma metodologia 
específica para ensino de 
nado em águas abertas, 
confira no link a seguir.
Disponível em: http://www.
samirbarel.com.br/metodologia/. 
Acesso em: 1º fev. 2021.
Site
O vídeo 5 dicas de nata-
ção em águas abertas para 
iniciantes, publicado pelo 
canal Corre Pra Mudar, 
apresenta orientações 
para praticar essa modali-
dade. Confira!
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=3IwDLQJ1Y-I. Acesso em: 
1º fev. 2021.
Vídeo
http://www.samirbarel.com.br/metodologia
http://www.samirbarel.com.br/metodologia
https://www.youtube.com/watch?v=3IwDLQJ1Y-I
https://www.youtube.com/watch?v=3IwDLQJ1Y-I
https://www.youtube.com/watch?v=3IwDLQJ1Y-I
Estratégias de ensino das atividades aquáticas 99
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Foi possível verificarmos, neste capítulo, elementos sobre a elaboração 
e o planejamento das atividades aquáticas. Percebemos a importância em 
se conhecer os fundamentos de cada modalidade, bem como suas regras, 
pois partindo disso é que podemos elaborar e planejar atividades para os 
alunos, levando sempre em consideração as individualidades que cada 
um pode apresentar.
O planejamento é algo que deve ser realizado a curto, médio e lon-
go prazo, visando aos objetivos a serem cumpridos. Ainda, para que ele 
seja eficaz, o professor também deve ter conhecimento de aprendizagem 
motora, fisiologia do exercício, biomecânica, cinesiologia e psicologia do 
esporte, por exemplo.
Por fim, percebemos que algumas modalidades, como salto ornamen-
tal e natação artística, requerem um ambiente específico e dificilmente 
são apresentadas de maneira prática na escola. Apesar disso, é impor-
tante que o professor tenha conhecimento das modalidades para, ao me-
nos, elaborar aulas teóricas aos alunos, as quais os deixem curiosos para 
buscar fora do ambiente escolar. Lembrando que quanto mais vivências 
esportivas o estudante tiver, melhor será seu repertório motor, contri-
buindo, então, para uma melhora na qualidade de vida.
ATIVIDADES
1. Quais são as dificuldades enfrentadas pela modalidade polo aquático 
no ambiente escolar?
2. Como deve ser a estrutura ideal para realizar saltos ornamentais?
3. Por que é importante realizar instrução visual para os alunos da 
natação artística?
4. Cite uma estratégia para simular a natação em águas abertas na piscina.
REFERÊNCIAS
CBDA; FINA. Regras oficiais de saltos ornamentais 2017-2021. Disponível em: https://cbda.org.
br/_uploads/saltos/RegrasOficiaisSaltosOrnamentais2017_2021.pdf. Acesso em: 1º fev. 2021.
CBDA; FINA. Regras oficiais de natação artística 2017-2021. Disponível em: https://cbda.org.
br/_uploads/nado/RegrasOficiaisNadoArtistico2017_2021.pdf. Acesso em: 1º fev. 2021.
DALL’AQUA, J. L.; DALL’AQUA, F. L. A aprendizagem do nado sincronizado. Curitiba: CRV, 2016.
OISHI, L. M. et al. O treinamento intervalado de alta intensidade em ambiente aquático. 
Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício, v. 18, n. 1, p. 32-37, 2019.
https://cbda.org.br/_uploads/saltos/RegrasOficiaisSaltosOrnamentais2017_2021.pdf
https://cbda.org.br/_uploads/saltos/RegrasOficiaisSaltosOrnamentais2017_2021.pdf
https://cbda.org.br/_uploads/nado/RegrasOficiaisNadoArtistico2017_2021.pdf
https://cbda.org.br/_uploads/nado/RegrasOficiaisNadoArtistico2017_2021.pdf
100 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
FARJADO, M.; TUCHER, G. Atividades aquáticas: um olhar dirigido ao ensino. Curitiba: 
Appris, 2020.
RICARDO, J. C.; GONÇALVES, M. C. Experiências de ensino dos esportes aquáticos na escola: 
a exemplo do nado sincronizado. Caderno de Formação – RBCE, v. 9, n. 1, p. 33-44, 2018.
SESI - SP. Natação, saltos ornamentais, polo aquático e nado sincronizado. São Paulo: Sesi, 2012.
TEIXEIRA, C. S.; PEREIRA, E. F.; ROSSI, A. G.. A hidroginástica como meio para manutenção 
da qualidade de vida e saúde do idoso. Acta fisiátrica, v. 14, n. 4, p. 226-232, 2007.
VIANA, E.; BENTLEY, D. J.; LOGAN-SPRENGER, H. M. A physiological overview of the 
demands, characteristics and adaptations of highly trained artistic swimmers: a literature 
review. Sports Medicine, v. 5, n. 16, p. 1-9, 2019.
Natação adaptada 101
6
Natação adaptada
Neste capítulo, iremos trabalhar um tema muito importan-
te para as aulas de natação: a natação adaptada. Daremos foco 
ao transtorno do espectro autista (TEA), à síndrome de Down, às 
deficiências física, intelectual e visual, além de à obesidade e às 
comorbidades.
Durante o nosso estudo, buscaremos compreender como a 
natação é benéfica para as pessoas que possuem alguma necessi-
dade especial, conheceremos também as características das defi-
ciências e como o professor deve conduzir as suas aulas.
Além disso, conheceremos técnicas que ajudam a tornar as 
aulas de Educação Física adaptadas, ou seja, promovem oportuni-
dades para que os alunos estejam realmente inclusos e possam se 
envolver sem dificuldades nas atividades propostas.
6.1 Transtorno do espectro autista (TEA) 
Vídeo O transtorno do espectro autista (TEA) é considerado um transtorno 
de neurodesenvolvimento e pode apresentar prejuízos na comunicação, 
na interação social e na regulação das emoções. O TEA inclui transtorno 
autista, síndrome de Asperger, transtorno invasivo do desenvolvimento 
não especificado e transtorno desintegrativoda infância.
As primeiras características do TEA são visíveis logo nos primeiros 
anos de vida e perduram a vida toda, sendo que o diagnóstico é reali-
zado exclusivamente por clínicos especialistas e pode ser feito a partir 
dos 18 meses de idade. Dentre as características que as crianças apre-
sentam, segundo Silva e Mulick (2009), destacam-se a dificuldade de 
dialogar e de demonstrar emoções, a falta de interesse por atividades 
e de contato visual e repetições constantes de movimentos (estereoti-
pias), por exemplo.
102 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
O TEA ainda não possui cura e o tratamento pode ser realizado por 
meio de medicamentos, terapias, fonoaudiólogos, psicólogos, fisiote-
rapeutas e profissionais de educação física. É fundamental que a crian-
ça inicie o tratamento a partir do momento que se 
constata o diagnóstico, pois isso minimiza os prejuí-
zos e contribui para uma melhor qualidade de vida. 
Tendo em vista os inúmeros benefícios da prática 
regular de atividade física, a natação é uma das 
modalidades mais procuradas para 
crianças com TEA.
Existe uma lei que permite a pre-
sença de um professor auxiliar nas 
turmas das quais façam parte alu-
nos com deficiência. Sendo assim, 
havendo necessidade, o estudante 
com TEA pode dispor desse pro-
fissional (Lei n. 12.764/2012). Nas 
aulas de Educação Física, a presença 
de um segundo professor permite um 
atendimento mais individualizado e fo-
cado nas necessidades do aluno. Caso essa 
possibilidade não exista, o professor precisa 
criar um ambiente acolhedor, que atenda às 
demandas e às particularidades do aluno.
Em um primeiro momento, é primordial que o professor entre em 
contato com os responsáveis do aluno e agende uma conversa para 
então conhecê-lo. Nessa conversa, o docente pode questionar sobre a 
relação do estudante com outras crianças e a comunicação; além disso, 
ele pode identificar as estereotipias e quais situações podem agravar 
as crises, por exemplo.
Com base nessa primeira avaliação, o professor pode elencar as 
principais dificuldades do aluno e planejar aulas de natação com ativi-
dades que visem reduzi-las. Por exemplo, muitos estudantes com TEA 
apresentam prejuízo na fala e só começam a falar a partir dos 4 anos 
de idade; assim, podemos trabalhar com cores, solicitando que o alu-
no selecione uma cor e fale qual é. Dessa forma, além da fala, incenti-
vamos o raciocínio lógico e a questão de indicar o objeto.
Figura 1
Símbolo do TEA
Sew
Crea
m/S
hutt
erst
ock
O TEA possui um símbolo similar ao de 
um quebra-cabeça, o qual representa a 
complexidade do transtorno.
O site da Associação de 
amigos do autista (AMA) 
apresenta mais informa-
ções sobre definição e 
diagnóstico do TEA.
Disponível em: https://www.
ama.org.br/site/. Acesso em: 16 
fev. 2021.
Site
Para obter informações 
mais detalhadas sobre os 
direitos que envolvem 
o TEA, recomendamos a 
leitura do arquivo oficial, 
a Lei n. 12.764/2012.
Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/_
ato2011-2014/2012/lei/l12764.
htm. Acesso em: 16 fev. 2021.
Leitura
O vídeo Natação e 
Autismo: benefícios para 
o desenvolvimento, do 
canal Esporte e Inclusão, 
apresenta um bate papo 
sobre os benefícios da 
natação para o desenvol-
vimento das crianças com 
autismo.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=JxpeCqM2qk0. Acesso 
em: 16 fev. 2021.
Vídeo
https://www.shutterstock.com/pt/g/ThitareeS
https://www.ama.org.br/site
https://www.ama.org.br/site
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm
https://www.youtube.com/watch?v=JxpeCqM2qk0
https://www.youtube.com/watch?v=JxpeCqM2qk0
https://www.youtube.com/watch?v=JxpeCqM2qk0
Natação adaptada 103
Nas aulas de natação, o professor precisa ter cuidado com algumas 
situações. Primeiramente, a rotina é fundamental para um aluno com 
TEA, isso significa que é recomendado a aula ocorrer sempre no mes-
mo espaço da piscina e ter a mesma sequência. Por exemplo, se a aula 
inicia com as crianças sentadas na borda, torna-se necessário que to-
das as outras aulas iniciem dessa maneira. Caso, no final da aula, o 
professor proponha a realização de saltos, deve fazer o mesmo nas 
aulas seguintes.
Também é preciso ter cautela na escolha das atividades quando 
há um aluno com TEA na turma. Dependendo da severidade desse 
transtorno, pode ser necessário evitar ambientes com muito estímulo 
sensorial (com muito barulho e materiais com cores chamativas, dife-
rentes formas e volumes) e atividades que envolvam alterações no sis-
tema vestibular (diferentes tipos de equilíbrios), por exemplo. Para o 
estudante com TEA, essas atividades podem contribuir para alterações 
no comportamento e repercutir nas atividades da vida diária (POSAR; 
VISCONTI, 2018). O quadro a seguir apresenta dois modelos de ativida-
des para aulas de natação com alunos com TEA.
Quadro 1
Exemplo de duas atividades que podem ser realizadas com alunos com TEA
Atividade Faixa etária
Objetivo 
natação Objetivo TEA Desenvolvimento
Tempo 
estimado
Cada cor no 
seu quadrado
3-4 anos
Deslocamentos 
e mergulhos
• Desenvolver 
período de 
atenção
• Estímulo da 
fala
Espalhar os objetos coloridos 
pela piscina. Em uma borda, co-
locar pranchas coloridas. Orien-
tar os alunos a colocar as cores 
em suas respectivas pranchas. 
A atividade é finalizada quando 
os objetos são separados por 
cores em cada prancha.
15 minutos
Alfabeto 5-6 anos
Deslocamentos 
e mergulhos
• Desenvolver 
período de 
atenção
• Estímulo da 
fala
• Compreensão 
do alfabeto
Em uma borda, espalhar as 
letras do alfabeto. Solicitar às 
crianças que levem uma letra de 
cada vez e montem o alfabeto 
do outro lado.
15 minutos
Fonte: Elaborado pela autora.
Nesta sessão, estudamos sobre a natação e o TEA, e notamos que 
existem algumas estratégias a serem utilizadas para que o estudante 
consiga se desenvolver com o auxílio da natação e durante as aulas de 
Sabemos que cada criança 
é única, dessa forma, cada 
uma apresenta suas próprias 
características e devemos, como 
professores e futuros professores, 
compreender que os alunos com 
TEA também apresentam suas 
individualidades.
ImportanteO TEA ainda não possui cura e o tratamento pode ser realizado por 
meio de medicamentos, terapias, fonoaudiólogos, psicólogos, fisiote-
rapeutas e profissionais de educação física. É fundamental que a crian-
ça inicie o tratamento a partir do momento que se 
constata o diagnóstico, pois isso minimiza os prejuí-
zos e contribui para uma melhor qualidade de vida. 
Tendo em vista os inúmeros benefícios da prática 
regular de atividade física, a natação é uma das 
modalidades mais procuradas para 
crianças com TEA.
Existe uma lei que permite a pre-
sença de um professor auxiliar nas 
turmas das quais façam parte alu-
nos com deficiência. Sendo assim, 
havendo necessidade, o estudante 
com TEA pode dispor desse pro-
fissional (Lei n. 12.764/2012). Nas 
aulas de Educação Física, a presença 
de um segundo professor permite um 
atendimento mais individualizado e fo-
cado nas necessidades do aluno. Caso essa 
possibilidade não exista, o professor precisa 
criar um ambiente acolhedor, que atenda às 
demandas e às particularidades do aluno.
Em um primeiro momento, é primordial que o professor entre em 
contato com os responsáveis do aluno e agende uma conversa para 
então conhecê-lo. Nessa conversa, o docente pode questionar sobre a 
relação do estudante com outras crianças e a comunicação; além disso, 
ele pode identificar as estereotipias e quais situações podem agravar 
as crises, por exemplo.
Com base nessa primeira avaliação, o professor pode elencar as 
principais dificuldades do aluno e planejar aulas de natação com ativi-
dades que visem reduzi-las. Por exemplo, muitos estudantes com TEA 
apresentamprejuízo na fala e só começam a falar a partir dos 4 anos 
de idade; assim, podemos trabalhar com cores, solicitando que o alu-
no selecione uma cor e fale qual é. Dessa forma, além da fala, incenti-
vamos o raciocínio lógico e a questão de indicar o objeto.
Figura 1
Símbolo do TEA
Sew
Crea
m/S
hutt
erst
ock
O TEA possui um símbolo similar ao de 
um quebra-cabeça, o qual representa a 
complexidade do transtorno.
O site da Associação de 
amigos do autista (AMA) 
apresenta mais informa-
ções sobre definição e 
diagnóstico do TEA.
Disponível em: https://www.
ama.org.br/site/. Acesso em: 16 
fev. 2021.
Site
Para obter informações 
mais detalhadas sobre os 
direitos que envolvem 
o TEA, recomendamos a 
leitura do arquivo oficial, 
a Lei n. 12.764/2012.
Disponível em: http://www.
planalto.gov.br/ccivil_03/_
ato2011-2014/2012/lei/l12764.
htm. Acesso em: 16 fev. 2021.
Leitura
O vídeo Natação e 
Autismo: benefícios para 
o desenvolvimento, do 
canal Esporte e Inclusão, 
apresenta um bate papo 
sobre os benefícios da 
natação para o desenvol-
vimento das crianças com 
autismo.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=JxpeCqM2qk0. Acesso 
em: 16 fev. 2021.
Vídeo
https://www.shutterstock.com/pt/g/ThitareeS
https://www.ama.org.br/site
https://www.ama.org.br/site
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12764.htm
https://www.youtube.com/watch?v=JxpeCqM2qk0
https://www.youtube.com/watch?v=JxpeCqM2qk0
https://www.youtube.com/watch?v=JxpeCqM2qk0
104 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Educação Física. No ambiente escolar, é ideal realizar atendimentos in-
dividualizados com o aluno até que ele se sinta preparado para realizar 
as aulas com o grande grupo. Com relação à instrução das atividades, 
essa deve ser a mais breve possível e, dependendo da faixa etária, pre-
ferencialmente visual. Por fim, é fundamental que o professor tenha 
apoio da família e da instituição para planejar aulas que promovam 
melhoras nos processos cognitivos, habilidades motoras e autonomia 
aquática, além da qualidade de vida.
6.2 Síndrome de Down 
Vídeo A Síndrome de Down é ocasionada por uma alteração genética em 
que o indivíduo apresenta uma cópia a mais do cromossomo 21 (po-
demos observar uma exemplificação na Figura 2). Sua identificação é 
realizada por meio de testes genéticos (DNA) e, atualmente, pode acon-
tecer a partir da 10ª semana de gestação. Além disso, quem tem essa 
síndrome apresenta algumas características físicas marcantes, como 
olhos amendoados, membros mais curtos, baixo tônus muscular, ten-
dência para ter sobrepeso/obesidade e instabilidade atlantoaxial (mo-
bilidade da articulação C1-C2).
Figura 2
Representação do cariótipo da Síndrome de Down 
Menino Menina
Zu
za
na
e/
Sh
ut
te
rs
to
ck
A Síndrome de Down é uma alteração no cromossomo 21.
Além das características físicas, é possível que a pessoa apresente 
comprometimento no desenvolvimento motor, deficit de sono, dificul-
dade de relacionamentos, transtornos de aprendizagem, deficiência 
Natação adaptada 105
intelectual e tendência a ter problemas respiratórios e cardíacos. Para 
minimizar os efeitos negativos da Síndrome de Down, bem como con-
tribuir para uma melhor qualidade de vida e independência, é de extre-
ma importância que a criança seja estimulada desde cedo, e isso inclui, 
por exemplo, participação em terapias fonoaudiológicas e prática de 
atividade física regular.
Tendo em vista os benefícios da natação nos campos emocionais, 
cognitivos e motores, essa prática tem sido amplamente recomendada 
para a população Down (OLIVEIRA et al., 2019). Durante as aulas de 
Educação Física, o professor precisa ter cautela e uma série de conhe-
cimentos. Primeiramente, ele deve realizar uma avaliação diagnóstica 
com o aluno e com sua família, buscando identificar quais serão as 
maiores dificuldades. O docente pode questionar sobre problemas 
osteoarticulares, atrasos cognitivos e a relação do estudante 
com a água; finalizada essa avaliação inicial, pode-se realizar 
o planejamento das aulas de natação. É importante consi-
derar que o aluno com Down pode ter hipotonia muscular 
e excesso de peso, necessitando de atividades adaptadas.
Um dos objetivos da prática de natação para alunos 
com Síndrome de Down é a adaptação ao meio líquido. Ge-
ralmente eles gostam de água, mas acabam não participan-
do de aulas regulares de natação. Por essa razão, o professor 
deve sempre lembrar que a aprendizagem dos fundamentos da 
adaptação ao meio líquido – primeiros contatos, respiração, flutua-
ção, deslizamentos, entradas e saídas da piscina – deverá estar presen-
tes em todas as faixas etárias.
De maneira geral, as aulas devem ser prioritariamente lúdicas, pois 
a ludicidade contribui para criar esquemas neurais, estimula o campo 
cognitivo e promove conexões com os colegas e o professor. Para os 
alunos com Down, a construção de uma relação amigável é fundamen-
tal para que eles se sintam seguros e consigam evoluir nas aulas. 
O Quadro 2 a seguir apresenta duas atividades que podem ser realiza-
das com esses estudantes.
Figura 3
Indivíduo com Síndrome 
de Down durante aula de 
natação
BAZA Pro
duct
ion/
Shu
tter
sto
ck
O site Movimento Down 
apresenta diversas 
informações e curiosida-
des sobre o universo da 
Síndrome de Down.
Disponível em: http://www.
movimentodown.org.br/. Acesso 
em: 19 fev. 2021.
Site
http://www.movimentodown.org.br
http://www.movimentodown.org.br
106 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Quadro 2
Exemplos de atividades que podem ser feitas com os alunos com síndrome de Down
Atividade Faixa etária
Objetivo 
natação
Objetivo 
Síndrome 
de Down
Desenvolvimento Tempo estimado
Acerto ao alvo 
aquático
8-9 anos Pernada 
de crawl e 
mergulhos
• Coordenação 
motora
• Força
• Concentração
Em uma borda, posicionar 
objetos que possam ser derru-
bados (ex. halteres). No outro 
lado, entregar uma bola para o 
aluno e sinalizar que ele deverá 
ir de pernada de crawl e, quan-
do chegar perto, arremessar a 
bola ao alvo. A volta deve ser 
feita com mergulho. A atividade 
é encerrada quando todos os 
objetos forem derrubados.
15 
minutos
Torre de 
halter
10-11 
anos Pernada crawl
• Coordenação 
motora
• Força
• Concentração
Em uma borda, os alunos irão 
posicionar o halter na prancha 
e deverão se deslocar de 
pernada de crawl até o outro 
lado. Deverá ser instruído que 
o estudante não poderá derru-
bar o halter da prancha. Ele irá 
deixar o halter do outro lado e 
voltar realizando pernada de 
crawl até buscar outro halter. 
A atividade é encerrada quan-
do a torre estiver pronta (pode 
ser feita com cinco halteres).
15 
minutos
Se o planejamento e a condução das aulas ocorrerem dentro do 
esperado, o aluno com Down será capaz de aprender os quatro estilos 
da natação. Se a escola e a família apresentarem as condições necessá-
rias, ele poderá participar de competições de natação paradesportiva 
a nível regional, estadual e nacional. Para o atleta que irá competir, o 
treinamento deve ser realizado fora do ambiente escolar e com prepa-
rador específico.
6.3 Deficiências física, intelectual e visual 
Vídeo A deficiência física é caracterizada por perda da função locomotora, 
e é classificada de acordo com o grau de comprometimento. Entre os ti-
pos de deficiência física podemos, por exemplo, ter as seguintes clas-
sificações: paraplegia, monoplegia, tetraplegia, triplegia, hemiparesia, 
Fonte: Elaborado pela autora.
No vídeo Natação para 
pessoas com Síndrome de 
Down é possível conferir um 
trecho de uma aula voltada 
para esse público.
Disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=Y_XFjh73mtw. Acesso 
em: 19 fev. 2021.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=Y_XFjh73mtw
https://www.youtube.com/watch?v=Y_XFjh73mtwNatação adaptada 107
amputação, paralisia cerebral. Já a deficiência intelectual é conhecida 
pelo baixo funcionamento cognitivo dos indivíduos. Um exemplo é a 
paralisia cerebral, pode ser considerada uma doença física (se compro-
meter apenas a função motora) ou intelectual (se comprometer o cog-
nitivo). Por último, a deficiência visual é definida como ausência total ou 
parcial, de maneira irreversível, da resposta visual.
Figura 4
Amputado em uma aula de natação
Fo
cu
sD
zi
gn
/S
hu
tte
rs
to
ck
Para a prática de atividades físicas é possível que as pessoas com 
deficiência apresentem muitas barreiras e é por esse motivo que a na-
tação pode ter caráter de reabilitação ou servir de atividade física. Para 
eles, a natação pode proporcionar sentimentos que muitos almejam e 
se sentem impedidos pelas limitações físicas como: liberdade, autono-
mia e independência funcional.
O auxílio que cada pessoa irá receber para as diversas atividades 
da vida diária depende do tipo de deficiência apresentada. Ao estar em 
contato com a água, é possível que o aluno conquiste autonomia aquá-
tica e não precise de ajuda para nadar, o que resulta em benefícios 
psicológicos, como a elevação da autoestima e da imagem corporal. 
Apesar de as aulas de natação terem objetivos variados, o professor 
precisa incluir atividades específicas para que esse aluno consiga trans-
ferir para as atividades da vida diária aspectos positivos, como a coor-
denação e o controle corporal.
O site Deficiente Online 
apresenta uma lista 
com todos os tipos de 
deficiências físicas e suas 
definições, além de infor-
mações sobre acessibili-
dade, leis e oportunida-
des de trabalho.
Disponível em: https://www.
deficienteonline.com.br/deficiencia-
fisica-tipos-e-definicoes___12.
html. Acesso em: 19 fev. 2021.
Site
https://www.shutterstock.com/pt/g/FocusDzign
https://www.deficienteonline.com.br/deficiencia-fisica-tipos-e-definicoes___12.html
https://www.deficienteonline.com.br/deficiencia-fisica-tipos-e-definicoes___12.html
https://www.deficienteonline.com.br/deficiencia-fisica-tipos-e-definicoes___12.html
https://www.deficienteonline.com.br/deficiencia-fisica-tipos-e-definicoes___12.html
108 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
Durante as aulas de Educação Física, o professor precisa estar 
atento às limitações físicas do aluno e deve, num primeiro momento, 
identificar e compreender a deficiência apresentada para então elabo-
rar um plano de ensino que seja compatível com as necessidades do 
estudante. Nesse momento, é muito importante que o docente tenha 
conhecimento da origem da deficiência (por exemplo: genética/heredi-
tária, durante o nascimento, ou acidentes pós-natais), para saber o que 
pode trabalhar com aquele aluno.
O estudante pode não apresentar acometimentos a nível cognitivo 
e intelectual, isso depende do grau de deficiência e da sua origem. Nessas 
situações, a instrução deve ser realizada da mesma maneira que às 
outras crianças da turma. Contudo, o professor precisa garantir certos 
cuidados ao aluno, como a acessibilidade em relação à entrada e à saí-
da da piscina e também o auxílio durante a execução das atividades. Se 
o aluno for amputado de membro inferior, por exemplo, ao entrar na 
piscina, ele pode sentir desequilibro corporal e muita dificuldade para 
realizar os movimentos com o membro amputado. Em um primeiro 
momento, pode ser necessário utilizar flutuadores para que ele come-
ce a ter a consciência corporal na água.
Já os alunos com paralisia cerebral necessitam de atendimentos indi-
viduais. Para eles, as aulas de natação vão além da adaptação ao meio 
líquido, elas devem trabalhar com o fortalecimento muscular, a coor-
denação motora, as funções cognitivas e a interação social. Por conta 
das forças atuantes na água, os alunos com paralisia cerebral podem 
realizar movimentos que dificilmente executariam em um ambiente 
fora da piscina. Ainda, a prática regular auxilia no sistema respirató-
rio do estudante, aspecto muito importante tendo em vista que 
a paralisia cerebral pode prejudicar a função respiratória.
Para esses alunos, as atividades devem ser realizadas 
de maneira lúdica e sem complexidade, pois, dependen-
do do grau da paralisia, apenas o ato de apontar para 
algo se torna complexo. A confiança entre docente e 
discente é fundamental para que este sinta-se à vontade 
e tenha progressões na modalidade.
Já a natação para alunos com deficiência visual é uma 
das modalidades esportivas mais inclusivas e seguras. Os defi-
cientes visuais dificilmente apresentam deficits cognitivos, portanto, 
Figura 5
Aluno com paralisia cerebral e 
seu professor de natação
Jaren Jai Wicklund/Shutterstock
Durante as aulas, um dos princi-
pais fundamentos de adaptação 
ao meio líquido que deve ser 
estimulado são as flutuações. 
É de extrema importância que 
sejam realizadas atividades 
com mudanças de posição, 
principalmente da vertical para 
a horizontal. Essas atividades 
contribuem para a maior inde-
pendência no meio líquido.
Importante
Natação adaptada 109
conseguem absorver as informações repassadas pelo professor. Para 
atender às demandas desses alunos, o local precisa estar acessível e o 
professor (caso não tenha um auxiliar) precisa ajudar no momento de 
chegada ao ambiente da piscina, na entrada e na saída da água e na 
saída do ambiente da piscina.
Pela falta ou baixa visão, os deficientes visuais possuem outros sen-
tidos mais aguçados, por exemplo, a audição e o tato, isso contribui 
para maior propriocepção na água. Assim como com os outros alunos, 
é necessário que o professor identifique o nível de adaptação ao meio 
líquido e, durante as aulas, auxilie no desenvolvimento de habilidades 
aquáticas e no ensino dos nados.
Um dos principais cuidados que o professor deve ter é relacionado à 
instrução e ao feedback das atividades. Para os alunos sem deficiência 
visual, muitas vezes, a instrução é realizada de maneira demonstrativa, 
ou seja, visualizando o que deve ser feito no exercício. Para os alunos 
com deficiência visual, a instrução e o feedback devem ser realizados 
verbalmente e com o máximo de detalhes possível para que o aluno 
consiga compreender e executar a atividade.
Nesta seção aprendemos sobre os diferentes tipos de deficiências 
e a sua relação com a natação. É importante que o docente tenha co-
nhecimento da etiologia da deficiência e das capacidades físicas e cog-
nitivas do aluno, para então planejar das aulas. Dependendo do tipo de 
deficiência que o estudante apresente, recomendamos que o professor 
tenha um auxiliar para ajudar nas atividades.
Assim como as pessoas com Síndrome de Down, aqueles com defi-
ciências físicas, intelectuais e visuais podem participar de competições 
oficiais. Nesses casos, é necessário um treinamento externo às aulas 
de Educação Física. De maneira geral, o professor deve elaborar estra-
tégias para que os alunos com deficiências tenham as mesmas condi-
ções de ensino daqueles sem deficiência.
O vídeo Projeto de nata-
ção para crianças com 
deficiência física e visual é 
desenvolvido em Campo 
Mourão, do canal TV Cara-
jás, apresenta um projeto 
de aula de natação para 
alunos com deficiências 
visual e física.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=daUbWU6OQWs. Acesso 
em: 19 fev. 2021.
Vídeo
etiologia: A razão ou origem de 
alguma coisa.
Glossário
6.4 Obesidade e comorbidades 
Vídeo A obesidade é caracterizada como o acúmulo de gordura corporal 
e o seu diagnóstico geralmente é realizado por meio do cálculo do ín-
dice de massa corporal – IMC (kg / m²). Tal índice possui pontos de 
cortes diferentes para cada faixa etária. Em crianças e adolescentes, 
https://www.youtube.com/watch?v=daUbWU6OQWs
https://www.youtube.com/watch?v=daUbWU6OQWs
https://www.youtube.com/watch?v=daUbWU6OQWs
110 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
a prevalência da obesidade é considerada alta e apresenta uma série 
de prejuízos para a saúde mental e física. Dentre eles, destacam-seas 
comorbidades, que é a associação de duas ou mais doenças presentes 
no indivíduo. São exemplos de comorbidades: hipertensão, diabetes 
mellitus tipo II e dislipidemias (valores anormais de lipídeos).
O sedentarismo, quando associado à alimentação inadequada, é o 
principal fator de risco para obesidade. É somente na aula de Educa-
ção Física que, muitas vezes, a criança pratica uma atividade física. 
A natação é uma das modalidades mais recomendadas para os alunos 
com obesidade e comorbidades, pois tem caráter aeróbio, com baixo 
impacto e benefícios fisiológicos e psicológicos. É importante que o 
professor motive e incentive o aluno com obesidade e comorbidades 
para a reversão do quadro, fazendo com que o aluno pense sempre 
em sua saúde.
Muitas vezes, o estudante com obesidade apresenta problemas 
com a imagem corporal e a autoestima. Sendo assim, pelo fato de a 
natação exigir que o aluno use sunga ou maiô, ele pode se sentir indis-
posto ou envergonhado. Nessas situações, o docente precisa conversar 
com o aluno e transmitir tranquilidade, para que ele se sinta bem e 
pronto para participar da natação.
Em relação ao desenvolvimento das aulas, não é necessário um 
planejamento especial, pois o aluno com obesidade e comorbidades 
é apto a participar da aula regular. O cuidado necessário para esses 
alunos está ligado a problemas como a baixa capacidade respiratória, 
fazendo com eles fiquem cansados facilmente e não consigam acom-
panhar os outros. Nesses casos, o professor pode solicitar que o estu-
dante realize uma metragem menor.
Ainda, os alunos com obesidade podem apresentar algumas limi-
tações de mobilidade corporal, tendo isso em vista, o professor pode 
adaptar algumas atividades e realizar exercícios para que melhorem 
esse componente muscular. Já para os estudantes com diabetes é pre-
ciso atenção ao índice glicêmico antes das aulas de Educação Física, 
pois se os valores estiverem elevados podem ocasionar o pico glicê-
mico e se estiverem muito baixos, podem ocasionar hipoglicemia. Em 
ambas as situações, a prática de natação deve ser evitada.
A intensidade das atividades é um fator importante para esses alu-
nos, a Sociedade Brasileira de Pediatria (2017) recomenda que crianças 
No vídeo Obesidade 
Infantil, do canal IAR 
Academia, é realizada 
uma contextualização 
da obesidade infantil e 
de como a natação pode 
ser uma aliada em seu 
combate.
Disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=PkVnHZson34. Acesso 
em: 19 fev. 2021.
Vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=PkVnHZson34
https://www.youtube.com/watch?v=PkVnHZson34
https://www.youtube.com/watch?v=PkVnHZson34
Natação adaptada 111
e os adolescentes se exercitem com intensidades moderadas ou vigo-
rosas, diariamente, durante 60 minutos ou mais. Junto com a intensida-
de do exercício, o intervalo de descanso também deve ser realizado de 
maneira adequada para alterações metabólicas efetivas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este capítulo teve o objetivo de auxiliar você, futuro professor, a com-
preender as noções gerais da natação para pessoas com deficiências, 
obesidade e comorbidades. Pudemos observar que o docente é muito 
importante, pois é ele quem oferece oportunidades para que os alunos 
consigam realizar atividades físicas. Percebemos, também, que a natação é 
uma modalidade inclusiva, a qual pode acolher todos os tipos de deficiên-
cias, pois permite a realização de atividades adaptadas quando necessário.
ATIVIDADES
1. Quais características uma criança com TEA pode apresentar?
2. Cite três estratégias para aulas de natação destinadas a alunos com TEA.
3. Por que é importante estabelecer vínculo com o aluno com Síndrome 
de Down?
4. Por que a natação é indicada para crianças e adolescentes com 
obesidade?
REFERÊNCIAS
GORGATTI, M. G. Natação adaptada: em busca do movimento com autonomia. Barueri: 
Manole, 2010.
OLIVEIRA, G. T. et al. A natação como recurso no desenvolvimento motor em alunos 
com Síndrome de Down inseridos no ensino fundamental. Interação: revista de ensino, 
pesquisa e extensão, v. 17, n. 17, p. 24-48, 2019.
POSAR, A.; VISCONTI, P. Alterações sensoriais em crianças com transtorno do espectro do 
autismo. Jornal de Pediatria, v. 94, n. 4, p. 342-350, 2018.
SILVA, M.; MULICK, J. A. Diagnosticando o transtorno autista: aspectos fundamentais e 
considerações práticas. Psicologia: ciência e profissão, v. 29, n. 1, p. 116-131, 2009. 
SBP. Promoção da atividade física na infância e adolescência. 2017. Disponível em: https://
www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/19890e-MO-Promo_AtivFisica_na_Inf_e_
Adoles-2.pdf. Acesso em: 4 mar. 2021.
112 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
GABARITO 
1 Introdução às atividades aquáticas
1. A criação da FINA (entidade internacional) e posteriormente da CBDA 
(entidade nacional) foi importante no processo de criação de regras 
para as modalidades aquáticas (natação, saltos ornamentais, high 
diving, natação artística, polo aquático e natação em águas abertas). 
Essas regras permitem que praticantes desses esportes tenham as 
mesmas condições durante as competições.
2. A evolução científica foi importante para o desenvolvimento da 
técnica das modalidades aquáticas (técnica dos nados na natação, 
técnica das piruetas no nado sincronizado, saltos ornamentais e high 
diving e técnica dos deslocamentos no polo aquático). Os avanços 
nas pesquisas também foram essenciais para criar um ambiente 
aquático com melhores condições de tratamento de água, iluminação 
e ventilação, por exemplo.
3. Porque reduziam o arrasto da água (propriedade física da água), 
resultando em uma velocidade maior de nado.
4. Sim, podemos. A natação foi considerada a primeira modalidade 
aquática, pois o homem precisava realizar deslocamentos na água 
para sobrevivência. A partir do momento em que a natação foi 
evoluindo, outras modalidades aquáticas foram surgindo, como por 
exemplo high diving e natação em águas abertas. O polo aquático e a 
natação artística tiveram sua origem posteriormente: o polo aquático 
foi considerado uma adaptação do jogo de polo com cavalos na água, 
enquanto a natação artística era praticada durante os intervalos da 
competição de natação.
2 Adaptação ao meio líquido
1. O professor precisa compreender seus efeitos sobre o corpo humano. 
Por exemplo, a condutividade térmica da água e a temperatura elevada 
provocam maior troca de calor corporal. Outro exemplo é a densidade 
corporal e do líquido, que influenciam na flutuação. 
2. O afogamento tem por definição “aspiração de líquido por imersão ou 
submersão”. 
Gabarito 113
3. Incluir o botão de fácil acesso e que desligue rapidamente a sucção 
da piscina; manter 100% de atenção nas pessoas que estão com 
você; proteger a piscina com grades ou lonas para impedir o acesso 
de crianças; sempre que possível, permanecer sempre perto de um 
guarda-vidas; e saber agir sem se tornar uma vítima.
4. Apresentar o local ao aluno e solicitar a ele que se desloque na borda 
de um ponto ao outro. 
5. Morto-vivo e elevadores.
6. Com o auxílio do professor ou material e mudanças de posição.
7. Em posição hidrodinâmica, os alunos deverão passar por um arco e 
empurrar a parede e ver qual aluno irá mais longe.
8. Saltos da borda e saídas pela borda.
3 Estratégias de ensino da natação
1. Além de saber como realizar uma boa instrução e feedback, o professor 
de atividades aquáticas precisa compreender os alunos como um todo 
– desde as etapas do desenvolvimento motor e humano –, além de 
suas características psicológicas. 
2. Existem algumas opções, que irão depender de qual é a data, por exemplo: 
no natal, é possível montar uma árvore com os materiais disponíveis; 
na páscoa, peça aos alunos que encontrem os ovos (bolas) que o 
coelho da páscoa espalhou pela piscina; no dia das crianças, realize 
uma caça ao tesouro.
3. 
NOME DA 
ATIVIDADE MATERIAL OBJETIVO DESENVOLVIMENTO
TEMPO 
ESTIMADO
Receber os 
alunos
- - Receber os alunos. 5 minutos
Roda inicial - -
Cantar duas ou três 
músicasde roda.
5 minutos
Sorrisos 
malucos
Sorrisos 
Desloca-
mentos
Os sorrisos estarão 
dispostos pela piscina 
e os alunos deverão os 
recolher e colocá-los 
empilhados na porta.
12 minutos
(Continua)
114 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
NOME DA 
ATIVIDADE MATERIAL OBJETIVO DESENVOLVIMENTO
TEMPO 
ESTIMADO
Mergulhos 
dos peixi-
nhos
- Mergulhos
Em fila, os alunos deve-
rão mergulhar da plata-
forma até o professor 
ou responsável.
5 minutos
Tapete Tapetão
Equilíbrios e 
mergulhos
Saltos do tapete. 5 minutos
Escorrega-
dor 
Tapetão Mergulhos
Escorregar pelo 
tapetão da borda. 
5 minutos
Roda final - -
Cantar duas ou três 
músicas de roda.
5 minutos
Despedida 
dos alunos
- -
Despedir-se dos alunos 
na escada.
3 minutos
4. 
NOME DA 
ATIVIDADE MATERIAL OBJETIVO DESENVOLVIMENTO
TEMPO 
ESTIMADO
Receber os 
alunos
- - Receber os alunos. 5 minutos
Alimen-
tando os 
animais 
Sorrisos 
Desloca-
mentos
Contar uma história em 
que os animais estão 
com fome e os alunos 
devem alimentá-los. Os 
alunos deverão buscar 
os sorrisos e levá-los 
até os animais. 
12 mintos
Mergulhos 
dos 
peixinhos
- Mergulhos
Em fila, os alunos 
deverão mergulhar 
da plataforma até o 
professor. 
10 minutos
Tapete Tapetão
Equilíbrios e 
mergulhos
Saltos do tapete. 5 minutos
Escorrega-
dor 
Tapetão Mergulhos
Escorregar pelo tape-
tão da borda. 
5 minutos
Despedida 
dos alunos
- -
Despedir-se dos alunos 
na escada.
3 minutos
Gabarito 115
4 Aspectos técnicos da natação
1. Isso dependerá das vivências do aluno e de suas capacidades físicas. 
Alguns alunos apresentam facilidade ao realizar a pernada de peito, 
por exemplo; nesse caso, ensinar o nado peito primeiro pode ser uma 
boa opção.
2. 
1) O número de alunos é maior: cerca de dez alunos por professor. 
2) Normalmente, o professor permanece fora da água.
3) Em uma mesma turma, podem existir tanto alunos nos processos 
de adaptação ao meio líquido quanto na fase do ensino dos nados.
3. A atividade final é muito importante; é um momento de descontração 
e diversão, tendo em vista que no esporte natação existe muita 
repetição.
5 Estratégias de ensino das atividades aquáticas
1. As dificuldades são diversas, como: alunos necessitarem saber nadar, 
o espaço físico e materiais específicos.
2. O ambiente deve ter pelo menos 3 plataformas de salto (5 metros, 
7,5 metros e 10 metros de altura) e 2 trampolins (1 metro e 3 metros 
de altura); além de piscina com profundidade ideal de 5 metros.
3. A instrução visual é extremamente necessária para que os alunos 
compreendam qual elemento deverão realizar.
4. Retirar as raias e solicitar que os alunos nadem em círculo.
6 Natação adaptada
1. Dentre as características que as crianças apresentam, destacam-se a 
dificuldade de dialogar e de demonstrar emoções, a falta de interesse 
por atividades e de contato visual, e repetições constantes de 
movimentos (estereotipias).
2. É ideal realizar atendimentos individualizados com o aluno até que ele 
se sinta preparado para participar das aulas com o grande grupo. Já a 
instrução da atividade, ela deve ser a mais o breve possível e, dependendo 
da faixa etária, deve ser preferencialmente visual. É interessante que o 
professor tenha o apoio da família e da instituição para planejar aulas 
116 Metodologia do ensino das atividades aquáticas
que promovam melhoras nos processos cognitivos, nas habilidades 
motoras e na autonomia aquática, além da qualidade de vida.
3. A construção de uma relação amigável é fundamental para que o aluno 
com Down se sinta seguro e consiga evoluir nas aulas de natação.
4. Porque a natação é uma atividade física de caráter aeróbio, com baixo 
impacto e imprime benefícios fisiológicos e psicológicos.
M
ETO
D
O
LOG
IA
 D
O
 EN
SIN
O
 D
AS A
TIVIDA
D
ES AQ
U
Á
TICAS
CLA
R
A
 K
N
IER
IM
 CO
R
R
EIA
Código Logístico
59789
ISBN 978-65-5821-008-5
9 7 8 6 5 5 8 2 1 0 0 8 5

Mais conteúdos dessa disciplina