Prévia do material em texto
1 Profª Maria Beatriz Sandoval Filártiga Ale Fundamentos Biológicos, Psicológicos e Sociais na Educação Especial Aula 5 Conversa Inicial Ações educativas para a prevenção da deficiência Educação especial na escola comum Educação inclusiva na prática Adaptação do currículo escolar Sistemas de comunicação suplementar e alternativa Ações educativas para a prevenção da deficiência A primeira grande ação educativa para a prevenção da deficiência é política Fo xy Im ag e / S h u tt er st o ck Nova concepção/novo conceito Marcos legais Redefinição organizacional/nova prática Educação especial (perspectiva inclusiva) 1 2 3 4 5 6 2 Modalidade complementar ou suplementar à formação do aluno com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação Perpassa todos os níveis, etapas e demais modalidades de ensino, sem substituí-los Oferece aos seus alunos serviços, recursos e estratégias de acessibilidade ao ambiente e aos conhecimentos escolares Não é um sistema paralelo de ensino, com níveis e etapas próprias Novo conceito de educação especial Constituição de 1988 Convenção da Guatemala – Decreto n. 3.956 de 2001 Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Decreto Legislativo n. 186 de 2008, aprova o texto da Convenção Decreto n. 5.296 de 2004 – estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências Marcos legais Decreto n. 6.571 de 2008 – dispõe sobre o atendimento educacional especializado, regulamenta o parágrafo único do art. 60 da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e acrescenta dispositivo ao Decreto n. 6.253, de 13 de novembro de 2007 Resolução n. 4 – Institui diretrizes operacionais para o atendimento educacional especializado na educação básica, modalidade educação especial Atendimento educacional especializado (AEE) – uma ação da educação especial Salas de recursos multifuncionais Escolas especiais Formação de professores Redefinição organizacional da educação especial Educação especial na escola comum É um serviço da educação especial que [...] identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas (SEESP/MEC, 2008) AEE – conceito 7 8 9 10 11 12 3 Alunos com deficiência: aqueles com impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual ou sensorial que podem ter obstruída/dificultada sua participação plena e efetiva na sociedade diante de barreiras que esta lhes impõem, ao interagirem em igualdade de condições com as demais pessoas (ONU, 2006) Alunos atendidos no AEE Alunos com transtornos globais do desenvolvimento: aqueles que apresentam um quadro de alterações no desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras. Incluem-se nessa definição alunos com autismo clássico, síndrome de Asperger, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância (psicose infantil) e transtornos invasivos sem outra especificação (MEC/SEESP, 2008) Alunos com altas habilidades/superdotação: estes alunos devem ter a oportunidade de participar de atividades de enriquecimento curricular desenvolvidas no âmbito de suas escolas em interface com as instituições de ensino superior, institutos voltados ao desenvolvimento e promoção da pesquisa, das artes, dos esportes, entre outros Língua brasileira de sinais – Libras Língua portuguesa na modalidade escrita Materiais didáticos e pedagógicos com base em imagens Sistema Braille Orientação e mobilidade Conteúdos do AEE Tecnologias de informação e de comunicação (TICS) acessíveis Produção de materiais táteis (desenhos, mapas, gráficos) Sorobã (ábaco) Materiais didático-pedagógicos acessíveis: transcrição de material em tinta para o Braille, audiolivro, texto digital acessível e outros Recursos ópticos e não ópticos Produção de textos escritos com caracteres ampliados, materiais com contraste visual Estimulação visual Comunicação alternativa e aumentativa – CAA 13 14 15 16 17 18 4 Recursos pedagógicos acessíveis: engrossadores de lápis, plano inclinado, tesouras acessíveis, quadro magnético com letras imantadas Indicação, aquisição e adequação de mobiliário: cadeiras, quadro Desenvolvimento de processos educativos que favoreçam a atividade cognitiva Alfabeto digital Braille tátil Tadoma Identificação de necessidades e elaboração de plano de atendimento Identifica as necessidades específicas do aluno com deficiência, os resultados desejados e as habilidades do aluno Realiza levantamento de materiais e equipamentos Elabora plano de atuação, visando serviços e recursos de acessibilidade ao conhecimento e ambiente escolar Atuação da educação especial Atendimento ao aluno Organiza o tipo e o número de atendimentos ao aluno com deficiência Produção de materiais Transcreve, adapta, confecciona, amplia, grava, entre outros materiais, de acordo com as necessidades dos alunos Aquisição de materiais Indica a aquisição de: softwares, recursos e equipamentos tecnológicos, mobiliário, recursos ópticos, dicionários e outros Acompanhamento do uso dos recursos em sala de aula Verifica a funcionalidade e a aplicabilidade do recurso: impacto, efeitos, distorções, pertinência, negligência, limites e possibilidades do uso na sala de aula, na escola e em casa Orientação às famílias e professores quanto ao recurso utilizado pelo aluno Orienta, ensina o uso e aplicação de recursos, materiais e equipamentos aos alunos, pais e professores nas turmas do ensino regular Formação Promove formação continuada para os professores do atendimento educacional especializado; para os professores do ensino comum, visando o entendimento das diferenças e para a comunidade escolar em geral Articulação com a sala de aula comum Articulação com a área clínica Plano de Atendimento Educacional Especializado – AEE Uso da tecnologia assistiva 19 20 21 22 23 24 5 O AEE é preferencialmente realizado na própria escola em que o aluno estuda, no período inverso ao da sala de aula comum que ele frequenta Há ainda a possibilidade de esse atendimento acontecer em outra escola próxima ou em um centro de atendimento educacional especializado, sempre no contraturno da escola comum Período de atendimento do AEE Professor de educação especial atende a todos os alunos que são o público-alvo da educação especial Para atuar na educação especial, o professor deve ter formação para o exercício do magistério de nível básico e conhecimentos específicos da área, adquiridos em cursos de aperfeiçoamento e de especialização Formação do professor de educação especial O AEE é organizado para suprir as necessidades de acesso ao conhecimento e à participação dos alunos com deficiência e dos demais que são público-alvo da educação especial, nas escolas comuns A organização do atendimento educacional especializado considera as peculiaridades de cada aluno Organização do AEE Alunos com a mesma deficiência podem necessitar de atendimentos diferenciados É possível atender alunos em pequenos grupos, se as necessidades forem comuns a todos Educação inclusiva na prática Componentes práticos da educação inclusiva Rede de apoio Consulta cooperativa e o trabalho em equipe Aprendizage m cooperativa (Stainback, 1999) 25 26 27 28 29 30 6 Componente organizacional que envolve tanto a coordenação quanto os indivíduos que se auxiliam e se apoiam por meio de conexões tanto formais quanto informais Rede de apoio aelitta / Shutterstock Envolvimento de pessoas de diversas áreas atuando juntas para planejar e implementar propostas diferentes para atender a demanda de alunos diferentes inseridos nos mesmos ambientes Consulta cooperativa e o trabalho em equipelinear_design / Shutterstock Criação de um ambiente em sala de aula que valorize a aprendizagem e o desenvolvimento de habilidades em alunos com diferentes interesses e talentos Aprendizagem cooperativa T eg u h M u ji o n o / S h u tt er st o ck Adaptação do currículo escolar Reflexo no espelho, no vidro, sombras Pegadas, contorno do corpo, marcas do corpo Fotografias Pinturas, serigrafias, colagens a quatro cores Apreensão da linguagem por meio de figuras Li g h ts p ri n g / S h u tt er st o ck Desenhos de traços e gravuras em preto e branco Figuras em livros Plantas de arquitetos Ícones, logotipos, sinalizações da comunicação visual Gráficos, esquemas, organogramas, tabelas Mapas 31 32 33 34 35 36 7 Desenhar com giz de cera em cima da própria imagem Pintar com tinta do tipo puff Usar massinha de modelar para criar pontos de referência sobre a mesa do estudante Elaborar as partes principais da figura em papelão ou em EVA Pintar com tintas que têm texturas, podendo ser arenosas, aveludadas ou craquelentas Colar barbante sobre o contorno da figura Traços em relevo Joanna Dorota / Shutterstock O uso de filmes pode ser uma estratégia para superar dificuldades de uma criança em explorar o ambiente e as vivências de contato direto, especialmente nos casos de limitações de mobilidade e de autonomia, em função da deficiência física, visual, mental, sensorial ou dificuldade no desenvolvimento neuropsicomotor O uso de filmes Lorelyn Medina / Shutterstock Recursos em três dimensões Experiências de vida Brinquedos Maquetes Recursos sígnicos tridimensionais na matemática Mr Boiko Oleg / Shutterstock Sistemas de comunicação suplementar e alternativa Sistemas de comunicação suplementar e alternativa Sistemas de sinais corporais Sistemas de sinais físicos Expressões e gestos faciais, manuais e corporais de uso comum Sinais tangíveis (objetos, miniaturas) Gestos idiossincráticos Imagens (fotos, desenhos, esquemas) Sinais de palavras-chave Sistemas logográficos(Bliss, Rebus) Língua de sinais Sistemas pictográficos (PCS, PEC) Escrita ortográfica Fonte: REILY. L. Escola inclusiva: linguagem e mediação. Campinas: Papirus, 2004 p. 71. Crianças e adultos com deficiência na produção de sons e palavras reconhecíveis na língua precisam de sistemas alternativos para se comunicar. Geralmente, esses sistemas são usados com indivíduos capazes de ouvir, com capacidade de compreensão suficiente para utilizar signos ou sinais como formas de expressar suas vontades e suas necessidades Quem são os usuários do sistema de comunicação suplementar e alternativa (CSA)? 37 38 39 40 41 42 8 a. indivíduos capazes de entender a linguagem falada, mas que precisam em longo prazo de uma forma alternativa para se expressar Kalah_R / Shutterstock b. indivíduos com chances de recuperação da fala, mas que precisam, por um tempo, de um suporte de comunicação. Nesse grupo, se enquadram: Indivíduos capazes de produzir sons, mas cuja fala é pouco compreensível Indivíduos que foram submetidos a cirurgias nos órgãos fonoarticulatórios ou que estão tentando se recuperar de uma lesão no cérebro que comprometeu a fala Crianças com deficiência mental ou complicações no desenvolvimento da linguagem c. Indivíduos que precisam de meios alternativos de comunicação para a conquista da linguagem. Nesse grupo, estão incluídos os autistas, os portadores de deficiência mental em níveis graves, os portadores de deficiências múltiplas, indivíduos com quadro sensorial como surdez, surdo-cegueira Na Prática Pesquise sobre os sistemas de comunicação suplementar e alternativa utilizados na educação especial e responda três questões: O que são? Para que servem? Quem precisa deles? Indique as fontes de pesquisa e compartilhe no fórum Finalizando 43 44 45 46 47 48 9 Ações educativas para a prevenção da deficiência Educação especial na escola comum Educação inclusiva na prática Adaptação do currículo escolar Sistemas de comunicação suplementar e alternativa Vamos revisar os temas estudados nesta aula? 49