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UNIASSELVI CURSO DE BACHARELADO EM NUTRIÇÃO RELATÓRIO PARCIAL DE ESTÁGIO EM ALIMENTAÇÃO COLETIVA AMANDA ROCHA SILVA TAIÓ – MAIO/2024 UNIASSELVI CURSO DE BACHARELADO EM NUTRIÇÃO AMANDA ROCHA SILVA HOSPITAL E MATERNIDADE DONA LISETTE SEG. A SEX. 08:00 ÁS 14:00 JANAINA PIERUCCINI PULGATTI Tutor da disciplina Relatório Final de Estágio Curricular Supervisionado, apresentado a Uniasselvi-SC, como requisito para obtenção do diploma. TAIÓ – MAIO/2024 Dados do estágiário Aluno: Amanda Rocha Silva Data de nascimento:20/08/1996 Conclusão do curso: Dezembro de 2024 Endereço:Herta Woelfer,nº64,Seminário Fone: (47)9.9738-3957 Curso: Nutrição Endereço: Coronel Feddersen Bairro: Centro Cidade: Taió-SC Cep: 89190-000 Fone: 3562-2000 Dados do estágio Razão social: Associação da Redeh de Beneficiência Cristã Endereço: 4 de Outubro Bairro: Seminário Cidade: Taió Data de fundação: 06/12/1967 Natureza: Hospital público municipal Área de atuação da empresa: Saúde hospitalar e pronto socorro Número de empregados: 73 Período de estágio: 11/03/2024 á 11/07/2024 Representante legal da empresa: Dirce Karina Mewes Bauchspiess ÍNDICE INTRODUÇÃO 05 OBJETIVOS 07 Objetivo Geral Objetivos específicos DESENVOLVIMENTO ....................08 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA UAN ................................................................................09 3.2 CHECK LIST............................................................................................................11 3.3 DOCUMENTAÇÃO...................................................................................................15 3.4 ESTRUTURA FÍSICA ..............................................................................................19 RECURSOS HUMANOS...........................................................................................21 1 INTRODUÇÃO A alimentação saudável e sustentável deve ser relacionada a produção de alimentos que protejam a biodiversidade e promovam o consumo variado, resgatando alimentos, preparações e hábitos culturais tradicionais (Martinelli,S.S. & Cavalli, S,B.) (2019). Referência incorreta. A UAN é uma unidade de alimentação e nutrição que realiza atividades relacionadas a alimentação e nutrição que segundo as regras de vigilância sanitária deve garantir uma alimentação adequada e segura (DE MOURA, Priscila Negrão, HONAISER, Adriana BOLOGNINI, Marcela Carolina Moura) Referência incorreta. Na UAN, o exercício é relacionado através do profissional nutricionista e as atribuições são: o planejamento, organização, monitoramento, avaliação nutricional e assistência nutricional para a comunidade (GREGO e SANTOS,2022) Existem legislações que regem a UAN, entre elas podemos citar a RDC 216 de 2024 que o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. O nutricionista é responsável por lidar com todas as exigências inerentes ao seu cargo, avaliando que a maior parte das unidades possui apenas um profissional. Por isso, é imprescindível que apresente muita organização, exigindo um tempo inicial proposto ao planejamento e competência para delegar e gerir pessoas. Essa coordenação é essencial para resguardar o trabalho desnecessário ou perdido para reparar falhas. (GRIEGO e SANTOS, 2022) Não há dúvida que alimentação de qualidade é fundamental para garantir uma boa qualidade de vida. Somos o que comemos e como comemos ( MONTEIRO e COSTA, 2004). A formação de hábitos alimentares saudáveis é um processo que se inicia desde o nascimento, com as práticas alimentares introduzidas nos primeiros anos de vida pelos pais, primeiros responsáveis pela formação dos mesmos. (AMARAL, 2008, p. 01). Pode-se salientar que devido as demandas de trabalho muitas pessoas passaram a se alimentar fora de casa. A mulher ganhou seu espaço na sociedade, conquistando o direito de trabalhar além de cuidar dos seus principais afazeres que na maioria das vezes era cuidar do lar, cozinhar e cuidar dos filhos. Por outro lado, passaram a não ter mais tanto tempo assim para realizar todas essas tarefas. Dessa forma, passaram a se alimentar muito em restaurantes e lanchonetes, tanto ela, quanto as pessoas que compõem o quadro familiar. Desta forma a população passou a não se alimentar bem, alimentando-se com itens de baixa qualidade e pobres nutricionalmente, ricos em sódio, açúcar, gordura saturada. Entretanto, é importante ressaltar que o aumento do consumo de relações prontas da alimentação fora do domicílio e a opção pelo fast-food causam riscos a saúde da população, acometendo também as crianças principalmente porque muitas doenças como por exemplo obesidade, diabetes, pressão arterial, problemas cardíacos, câncer, entre outras são causadas em parte, por uma alimentação inadequada. (SCHLINDWEIN, KASSCUF, 2007). Pensando na qualidade de vida da população, o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) foi instituído pela Lei 6.321, de 14/4/1976 com o objetivo de melhorar as condições nutricionais dos trabalhadores, prioritariamente os de baixa renda, visando repercutir de forma positiva na qualidade de vida, redução de acidentes de trabalho, aumento de produtividade, assim como a prevenção de doenças profissionais (Revista de Saúde Pública, v, 39, n 2, 2005.) No PAT os custos são divididos entre a empresa, o governo e o trabalhador: A empresa que adere ao programa é incentivada por meio de renúncia fiscal e deve fornecer aos seus trabalhadores (principalmente os de baixa renda, ou seja, aqueles que recebem até cinco salários mínimos) refeições ou cupons/cartões que lhes permitam adquirir refeições em restaurantes ou alimentos em mercados credenciados ou ainda cestas de alimentos, sempre baseadas em recomendações nutricionais mínimas estipuladas pelo programa (ARAÚJO, 2010) Ao longo do tempo os objetivos foram o combate a fome para ampliação do acesso a uma alimentação mais uma saudável e nutritiva. Para que os trabalhadores pudessem ter uma maior qualidade de vida e melhor desempenho em suas funções. O Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) é um programa do ministério do Trabalho e Emprego que tem como objetivo principal melhorar as condições nutricionais dos trabalhadores, facilitando as empresas a redução de despesas com a alimentação de seus funcionários. Procura-se obter, por meio de alimentação saudável, repercussões positivas na qualidade de vida, redução de acidentes de trabalho e aumento de produtividade. O PAT tem inquestionável relevância social e, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, atualmente nove milhões de trabalhadores são diretamente beneficiados pelo programa, sendo que sua aceitação é grande por parte dos trabalhadores e empresários, valores sociais diretamente envolvidos com o programa (SARNO Flávio, BANDONI, Daniel Henrique; JAIME,Patricia Constante,v 11,p 453-462, 2006.) Faltou: • Papel do nutricionista nessa área; • Desafios atuais. 2 OBJETIVOS 2.1 OBJETIVO GERAL Aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo da Graduação no campo de prática de Alimentação Coletiva em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN). 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS · Descrever a unidade de alimentação coletiva; · Avaliar todas as etapas de produção dos alimentos, desde a aquisição da matéria-prima à distribuição e reaproveitamento das sobras; · Diagnosticar conformidades e não conformidades em unidades de alimentação coletiva; · Prescrever recomendações técnicas nutricionais para corrigir não conformidades encontradas em UAN; · Planejar ações corretivas de não conformidades encontradas a curto, médio e alongo prazo em unidades de alimentação coletiva; · Elaborar plano de ação para UAN em estudo com base nas recomendações apresentadas; · Implementar ações e controlar a qualidade dos produtos em UAN; · Avaliar resultados e propor ações corretivas; · Realizar um detalhado acompanhamento das atividades de rotina de produção de alimentos que engloba aspectos físicos, dimensionamento de utensílios, equipamentos, mão de obra e área física, planejamentode cardápios e todas as etapas que passam os gêneros alimentícios até chegarem ao consumidor, ou seja, a recepção da matéria prima, armazenamento, controle de estoque, pré-preparo, cocção, distribuição, controle de sobras, resto ingestão e Análise dos Pontos Críticos de Controle (APPCC). · Realizar atividades de Educação Nutricional com os usuários do restaurante e treinamento de controle higiênico sanitário com os manipuladores de alimentos. · Construir um relatório de ação. 3 DESENVOLVIMENTO 3.1 CARACTERIZAÇÃO DA UAN Hospital e Maternidade Dona Lisette,localizado na rua 4 de Outubro, nº115, Bairro Seminário, Taió – SC FOTO 01- HOSPITAL E MATERNIDADE DONA LISETTE FONTE: Acervo pessoal, 2024 O hospital antes era de gestão exclusiva da prefeitura Municipal de Taió que atualmente contratou uma empresa tercerizada, a REDEH, para administrar o loocal através da parceria público privada. A UAN passa também ser de responsabilidade da empresa que faz a gestão do hospital. O contrato de serviço do local é a concessão, onde a empresa contratante que no caso a Prefeitura Municipal de Serrinha fornece a área física , energia elétrica e a água, enquanto que a tercerizada que é a REDEH entra com a mão de obra, os insumos, alimentos e etc. Como pontos positivos é possível citar a menor preocupação onde o contratante vai se preocupar apenas com a sua atividade laborativa, a garantia do funcionário com especialidade e conhecimento técnico, o custo final menor por conta dos recursos humanos e materiais. E como pontos negativos podemos citar a exigência de um contrato a ser seguido e a demora para se tomar decisões, uma vez que os funcionários não possuem autonomia e sim aguardar um retorno da empresa mencionada. Nesta UAN identificou-se que o tipo de distribuição para os pacientes e funcionários é considerado centralizado pois a refeição é preparada e identificada na própria cozinha e distrubuida aos pacientes e seus acompanhantes nos leitos, E para os funcionários a refeição fica a vontade no buffet. Como alguns pontos negativos é não ter tanto riscos de contaminação e um ponto positivo que não é preciso usar descartáveis no fornecimento de refeições aos funcionários. A quantidade de refeições pode variar de acordo com a quantidade de pacientes internados e seus acompanhantes, então o controle passa a ser realizado de forma diária. Os acompanhantes também tem livre acesso para se alimentar fora do establecimento contanto que não leve aos quartos alimentos trazidos de outros locais. Os acompanhantes têm direito a 4 refeições sendo: café da manhã, almoço, café da tarde e jantar. QUADRO 1- REFEIÇÕES DOS PACIENTES 08:00h Café da manhã 11:30h Almoço 15:00h Café da tarde 17:30h Jantar Fonte: Elaborado pela autora, (2024) O café da manhã, o almoço e o jantar são servidos nas marmitas térmicas com suas respectivas dietas , depois são entregues as copeiras para organização da conferência e distribuição. Os funcionários da unidade têm direito a 4 refeições sendo: café da manhã, almoço, café da tarde e jantar, porém só é anotado a quantidade de refeições do almoço e jantar. QUADRO 2- QUANTIDADE DE REFEIÇÕES DOS FUNCIONÁRIOS Almoço 40 Jantar 20 Fonte: Elaborado pela autora, (2024) Não foi possível acesso a informações sobre a ISO. O alvará sanitário, o certificado de limpeza da caixa d’água e o certificado da dedetização ficam expostos na parede de entrada do hospital, já os certificados de manutenção de equipamentos não foi permitido acesso. O local não possui caixa de gordura. A empresa utiliza um software de gestão que integra todos os setores, desde os atendimentos dos pacientes nos consultórios até a administração, RH, almoxarifado, recepção, nutrição e etc. Qual o nome do software? Como ação de sustentabilidade ambiental temos a separação do óleo já utilizado que uma empresa recolhe e de imediato já realiza a troca deixando detergente de louças e utensílios para ser utilizado na cozinha. 3.2 CHECK LIST Para que se possa garantir a qualidade e a segurança dos alimentos servidos neste estabelecimento, são necessários procedimentos que garantam as Boas Práticas de Fabricação (BPF) é um dos instrumentos mais utilizados para fiscalizar estes procedimentos é o Check List (CECON, Tayana de Souza Fernandes; COMARELLA, Larissa, 2015.) Foi aplicado o check list e sinalizado conforme a figura abaixo: FIGURA 1 - CHECK LIST Roteiro de inspeção de Boas Práticas de Manipulação e Comercialização Informal Alimentícia FONTE: Carneiro, Angelica & Cardoso, Leandro & Souza, Leonardo & Santos, Luana & Filho, Gilberto. (2007) O setor de nutrição disponibiliza um check list de atividades a serem feitas mensalmente na cozinha e ao realizar a atividade o funcionário que ficou responsável deve assinar no local diariamente. FOTO 02- CHECKLIST MENSAL FONTE: Acervo Pessoal, 2024 No check list de controle higiênico pode-se notar que em sua maioria as atividades esão de acordo como deve ser realizadas, exceto higienização das tampas das cubas do buffet do refeitório, da pia e do microondas não estão sendo realizadas como preconiza as normas e continuam pendentes até o momento . Através do ciclo PDCA é possível utilizar protocolos e diretrizes afim de pôr em evidencia as boas práticas de manutenção, controle, registros e medições do ambiente em questão justamente para que seja possível ter uma maior quantidade e eficacia no setor, lembrando que esta ferramenta se aplica e só será possível uma vez que todos venham participar, sem o esforço de todos os envolvidos dificilmente será possível uma qualidade na prestação de serviço. O profissional nutricionista que trabalha está a frente da gestão deve ser capacitado para ensinar e direcionar os demais profissionais para que venham se angajar nesta tarefa tão importante que se refere aos cuidados visando assim garantir uma assistência e prestação de serviços de qualidade a todos os funcionários, pacientes e acompanhantes que demandam este serviço dentro da unidade hospitalar. Através do ciclo PDCA, seu direcionamento e gestão flui de forma mais ampla e essa estratégia visa garantir correções e melhoria na prestação de serviço como todo dentro da gestão hospitalar. FIGURA 2 – CICLO DE PDCA Fonte: activiosoftware CICLO DE PDCA DA UNIDADE MENSAL P: Planejamento – localizar o problema e estabelecer planos de ação Mapa de produção Requisição diárias Colaboradores esfera administrativa: férias, folgas e plantões Equipamento e suas manutenções preventivas e seus custos Planejamento de cardápios Eventos na unidade D: Executar – colocar o plano em prática Produção – cadendamento Colaboradores em suas atividades no setor (incluir o setor admnistrativo também) Atendimento e controle de estoque Eventos comemorativos C: checkin – verificar atingimento de metas e acompanhar os indicadores Controle de desperdício Custo alimentar Horas extras, plantão e fatas Insumos (primeiro a entrar- primeiro a sair- (PVPS) Controle de temperatura Reuniões Action: Agir Ação corretiva Padronizar treinamentos Ajustar fluxos de atividade Manutenção dos equipamentos Ajustar cardápio conforme ( primeiro a entrar- primeiro a sair) de acordo ao itens do estoque (PVPS) Solicitar ficha técnica e seus efetivos Orçamento de estoque PCDA ESTOQUE- SEMANAL D: Inventário do Estoque – contagem dos itens Decapagem – higienização pesada C: Insumo vencidos , tendo vencido descarta e lança no sitema que não haja diferença no final do mês Identificar controle da diferença de estoque Higienização de coifa, fogão, salão, cozinha, piso, freezer, geladeira A: Ajuste de estoque, contagem dos itens 3.3 DOCUMENTAÇÃO O manual de boas práticas existe e é revisado/atualizado de forma anual pela nutricionista do local. O local não possui o APPCC que é uma analise de perigos e pontos criticos e controle cujo objetivo é a garantiada segurança na produção de alimentos. FOTO 04- PRINCÍPIOS DO APPCC FONTE: WEB MAIS SISTEMAS Na cozinha existem POPS localizados em pontos estrátegicos como por exemplo: O da higienização das mãos que estão localizados acima das pias, assim também como o da higienização dos utensílios e dos equipamentos de cozinha. FOTO 05 – POP HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS FONTE: Acervo pessoal (2024) FOTO 06 – HIGIENIZAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS FONTE: Acervo pessoal (2024) FIGURA 3 – FLUXOGRAMA DA SALADAS OS ITENS SÃO LEVADOS ATÉ A COZINHA E RECEBIDOS PELA COPEIRA NUTRICIONISTA ENVIA AO ESTOQUE OS ITENS QUE SERÃO USADOS NAS PREPARAÇÕES DO DIA RECEBIMENTO DAS HORTALÍÇAS NO SETOR DE ALMOXARIFADO CORTA AS FOLHAS RETIRADA AS FOLHAS E CASCAS A COPEIRA RECEBE OS ITENS E FAZ A HIGIENIZAÇÃO DISTRIBUIÇÃO LEVA ATÉ A COZINHEIRA PARA SEPARAÇÃO PREPARAÇÃO DA REFEIÇÃO PARA OS PACIENTES E ACOMPANHANTES FONTE: Acervo pessoal (2024) FOTO 07 – SALADA PARA O ALMOÇO DOS PACIENTES FONTE: Acervo pessoal (2024) 3.4 ESTRUTURA FÍSICA As áreas de recebimento, estoque e distribuição são separadas. A cozinha possui revestimento liso nas paredes e piso lavável de cor clara. Os banheiros de funcionários ficam no corredor que segue da área de saída dos funcionários, onde também fica localizado o vestiário, sendo 2 , um masculino e outro feminino, um dos banheiros é usado como vestiário e não tem acesso a área de preparação de alimentos. As instalações sanitárias possuem lavatório e estão sempre suplidas de sabonete líquido, papel toalha e papel higiênico. A cozinha possui coifa que garante a circulação do ar. A cerâmica é branca, lavável com 2m de altura, também possui fogão industrial, estoque de panelas, geladeira,, possui 2 cubas e 3 bancadas. As portas da cozinha não são automáticas, são portas holandesas. As instalações são abastecidas com água corrente e possuem rede de esgoto. Existem ralos sifonados na parte de dentro da cozinha que escorrem a água quando o chão é higienizado. O local não possui caixa de gordura. O esgoto fica fora da área de preparação dos alimentos. Não existe presença de animais no local e nem materiais em desuso. A iluminação da área de preparo é artificial, porém não prejudica a observação de caracteristicas sensoriais dos alimentos. As luzes não tem proteção contra explosões e nem quedas acidentais. O refeitório fica em frente á cozinha e o almoxarifado dos itens fica atras da cozinha. Na parte interna da cozinha temos acesso á um local com geladeiras e freezer para guardar os hortifrutis e refrigerados como por exemplo: as proteínas. Os materiais dos fogões, fornos, buffet e coifa são confeccionados em aço inox. A sala da nutricionista fica na parte interna em frente á área de produção dos alimentos. O estoque de descartáveis fica nas bancadas da área de produção facilitando a conferência e o acesso da copeira. O estoque possui um sistema integrado com os setores de nutrição e administração/compras. No estoque quem fica responsável por organizar os itens alimentícios por ordem de validade é a auxiliar de cozinha, mas durante a falta de funcionários a copeira e a cozinheira fazem esse trabalho. As funcionárias da copa informam a nutricionista os itens que vão precisar para a alimentação do dia a dia de acordo com o cardápio, e no caso dos funcionários elas já tem um padrão de quantidade de cada alimento a serem utilizados, pois os plantões são fixos, e se houver necessidade de mais refeições é avisado de imediato a nutricionista. Já nos casos dos pacientes, todos os dias é atualizado pelas técnicas de enfermagem na noite anterior o mapa das dietas com a quantidade de pacientes e acompanhantes do dia , onde a nutricionista faz o cálculo das quantidades e quais dietas serão servidas durante as refeições. FIGURA 4- Layout da Unidade de alimentação e nutrição do Hospital e Maternidade Dona Lisette FONTE: Elaborado pela autora, (2024) Os alimentos são recebidos e colocados em seus devidos estoques, quando precisam ser usados são levados em direção a cozinha para higienização e pré-preparo. Algumas inadequações foram observadas na estrutura como: as luminárias não possuem proteção contra explosão ou queda. Faltou: o Relatar as inadequações e correlacionar com o plano de ação 3.5 RECURSOS HUMANOS A equipe de nutrição é formada por 5 funcionárias, sendo: 2 cozinheiras, 2 copeiras e 1 nutricionista. A nutricionista trabalha 40h em horário administrativo, das 08h ás 17h. FIGURA 5 – ORGANOGRAMA DA UAN SUPERINTENDENTE DIRETOR NUTRICIONISTA CHEFE COPEIRAS COZINHEIRAS FONTE: Elaborado pela autora, (2024) Nutricionista responsável atua na parte clínica, faz visita aos ambulatórios, checa os prontuários, atualiza o mapa das dietas, confere os carrinhos nos horários das refeições antes de sairem da copa para os leitos. Cozinheiras preparam todos os alimentos. Copeiras fazem higienização das frutas, vegetais, cortam e ajudam as cozinheiras na preparação das marmitas e etiquetam as tampas das marmitas sempre que exista alguma restrição na dieta. No dimensionamento de equipe para hospitais, o cálculo utilizado é Mezomo, que sugere para cada 8 leitos, 1 funcionário mais 20% já considerando as ausências, ou então a UAN deve ter 8% de números de funcionários do hospital somado ao substituto de folgas e férias. Nota-se que são 5 pessoas por plantão. Foi realizado o cálculo para este hospital da seguinte maneira: 1 funcionário....................... 8 leitos X funcionários.......................48 leitos 1x48 /8 = 6 funcionários E para as férias , multiplicamos o número de dias que os funcionários por 30, e dividimos por 330 que é o número de dias que os funcionários trabalham por ano. Ficando da seguinte forma: 7/ 30 = 210 210/330 = 0,63 E como o resultado não deu um número inteiro, podemos aproximar para 1 funcionário. Resultando em 8 o número ideal de funcionários já somando o substituto de folgas e férias. Não foram fornceidas pela administração informações a respeito da carteirinha de saúde dos manipuladores. O município não oferece o curso de boas práticas para os profissionais em geral. A nutricionista faz seu próprio curso de boas práticas dentro dos órgãos municipais em que trabalham. Já realizaram o treinamento com os colaboradores que já estão a algum tempo trabalhando no local. Cada colaborador novo que entra é orientado sobre as boas práticas. Foi realizado durante o estágio um treinamento a respeito de alguns pontos que foram observados, como: falta de higienização correta no hortifruti, descongelmento incorreto, higienização das mãos e contaminação cruzada. Foi falado sobre quão importante são essas medidas para evitar danos a saúde dos comensais, principalmente por ser um hospital onde as pessoas já chegam com sua saúde/imunidade fragilizada. Receber um alimento fora das condições normais ou contaminado pode prejudicar ainda mais a saúde do paciente. Falamos também sobre higienizar as mãos sempre que pegar no celular que é um hábito que foi notado que estavam fazendo com frequência. Esses treinamentos foram repetidos para as equipes que trabalham em dias diferentes. No estoque foi possível ajudar na contagem e na organização de PVPS e sua importância para evitar que o alimento cheguem a validade antes do uso. Sobre a coleta de amostras é feito corretamente, as amostras são coletadas, identificadas com o nome do manipulador, data e horário e assim levada ao congelador, sua validade é de dois dias. Precisa ser feito no mínimo 2 treinamentos. FOTO 08 – TREINAMENTO SOBRE BOAS PRÁTICAS NA COZINHA FONTE: Elaborado pela autora, (2024) Sobre o programa de controle médico e de saúde ocupacional (PCMSO), com a chegada da empresa tercerizada que passou a administrar o funcionários, foi necessário realizar os exames admissionais para a contratação de todos os funcionários da unidade. Pelas informações obtidas, não existe um programa de prevenção de riscosambientais (PPRA). Não foram fornecidas informações sobre a comunicação de acidentes de trabalho (CAT). Os EPI´s suficientes para o trabalho são: toucas, luvas, máscara descartáveis e avental. A entrega dos materiais é feita pela nutricionista , ela faz a entrega dos materiais sempre que não tenha mais disponível na UAN, durante o estágio foi possível acompanhar a entrega dos materiais. As bancadas possuem 90 cm de altura e 58 cm de largura, sendo considerada uma altura boa para a ergonomia do trabalho.Geralmente para pegar as coisas mais pesadas é chamado o auxiliar de serviços gerais que faz esse trabalho. O piso não é escorregadio e a cozinha não tem umidade. REFERÊNCIAS ARAÚJO,Maria da Purificação Nazaré; COSTA-SOUZA, Jamancy;TRAD, Leny Alves Bomfim. A alimentação do trabalhador no Brasil: um resgate da produção científica nacional. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, v 17. p. 975-992. CECON, Tayana de Souza Fernandes, COMARELLA, Larissa, Check list de avaliação higiênico-sanitárias para unidade de alimentação e nutrição. Revista Saúde e Desenvolvimento, v8,n 4,p. 136-158, 2015. Carneiro, Angélica & Cardoso, Leandro & Santos, Luana & Filho, Gilberto, (2017). Elaboração de roteiro para inspeção de boas práticas de manipulação e comercialização de alimentos no setor informal. Vigilância Sanitária em Debate. 4 10.22239/2317- 269x00866 DE MOURA, Priscila Negrão; HONAISER, Adriana; BOLOGNINI, Marcela Carolina Moura. Avaliação do Indice de Resto-ingesta em Unidade de Alimentação e nutrição (UAN) do Colégio Agrícola de Guarapuava-PR- Revista Salus;v,3 n,1, p 71-77, 2009. GRIECO,Paolla;Santos;Laudjane Batista.PAPEL DO NUTRICIONISTA EM UMA UNIDADE DE ALIMENTAÇÃO NUTRICIONAL .Revista Liberum accessum,v.14,n 2,p.108-115, 2022 MARTINELLI,Suellen Secchi;CAVALLI,Suzi Barletto.Alimentação saúdavel e sustentável:uma resvisão narrativa sobre desafios e perspectivas. Ciencia & Saúde Coletiva; v,24;p 4251-4262, - 2019). MATIAS,S.Sistema APPCC: O que É e Qual a Sua Importância? Disponível em :< https://webmaissistemas.com.br/blog/appcc/> . Acesso em 29 abr. 2024) MONTEIRO, C. A. et al. NOVA. The star shines bright. World Nutrition, v.7, n.1-3,2016: Visions of 2016-2030 and beyond. Disponível em: Acesso em: 15 abr. 2021. SAVIO,Karin Eleonora Oliveira et al. Avaliação do almioço servido a participantes do programa de alimentaçõ do trabalhador. Revista de Saúde Pública ,v.39, n.2,p148-155,2005. SCHLINDWEIN, M.M,Influencia do custo de oportunidade do tempo da mulher sobre o padrão de consumo alimentar das famílias brasileiras. 2006.119p.Tese (doutorado em Ciências)- Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2006. SARNO, Flávio; BANDONI, Daniel Henrique;JAIME,Patricia Constante Excesso de peso e hipertensão arterial dos trabalhadores de empresas beneficiadas pelo Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT). Revista Brasileira de Epidemiologia, v11.p453-462,2208. ANEXOS IMAGEM 05- ALVARÁ SANITÁRIO FONTE: Direção do hospital APÊNDICES FOTO 09 – LIXEIRAS DO REFEITÓRIO FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 10 – TABELA DE FICHAS DE CONTROLE DE TEMPERATURAS FONTE: Acervo pessoal ,(2024) FOTO 11 – USO DE EPIs FONTE: Acervo pessoal,(2024) FOTO 12 – ENTRADA DO REFEITÓRIO E COZINHA FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 13 – REFEITÓRIO FONTE: Acervo pessoal (2024) FOTO 14 – LAVATÓRIO DO REFEITÓRIO FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 15 – INFORMATIVO SOBRE OS RESÍDUOS FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 16 – REGRAS DO REFEITÓRIO FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 17 – CABIDE DE JALECOS FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 18 – BUFFET FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 19 – ENTRADA DA COZINHA FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 20 – ESTOQUE DA UAN FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 21 – ÁREA DE COCÇÃO FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 22 – ÁREA DE RECEBIMENTO FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 23 – GELADEIRA DE DESCONGELAMENTO E FREEZER FONTE: Autoria pessoal, (2024) FOTO 24 – HIGIENIZAÇÃO DE UTENSÍLIOS FONTE: Acervo pessoal, (2024) FOTO 21 – SETOR DE HORTIFRUTI FONTE: Acervo pessoal, (2024) image2.png image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.png image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.jpeg image24.jpeg image25.jpeg image26.jpeg image27.jpeg image28.jpeg image29.jpeg image30.jpeg image1.jpeg