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<p>Direito Tributário I</p><p>Data: 06/02/2024</p><p>Distribuição de pontos</p><p> 2 provas – 20 pontos.</p><p> Simulado OAB – 10 pontos.</p><p> Avaliação institucional – 5 pontos.</p><p> Trabalhos em sala – 15 pontos.</p><p> Prova Final – 30 pontos.</p><p> Conceito de Direito Tributário: é o ramo do direito público que regula a forma de</p><p>criação de tributos, suas competências, formas de arrecadação, formas de fiscalização</p><p>e atribuição de penalidades.</p><p> Partes envolvidas:</p><p>Relação Obrigacional Tributária</p><p>Vínculo</p><p>Devedor --------------------- Credor</p><p>Obrigacional</p><p>(Tributo)</p><p>Contribuinte/ (devedor)</p><p>Entes Tributantes (fisco)/ (credor)</p><p>Estado – (União, Estados Membros, Distrito Federal e Municípios)</p><p> Legislação: Constituição Federal – (a partir do art. 145) e CTN (Lei nº 5.17/1966).</p><p> Receita Pública: o dinheiro arrecadado chama-se receita pública e vem da seguinte</p><p>forma:</p><p>- Vem de forma originária (Receita pública originária): é aquela em que o Estado obtém</p><p>receita que se origina do próprio patrimônio, em uma relação direta enquanto credor. Ex:</p><p>arrendamento de prédios públicos.</p><p>- Vem de forma derivada (Receita pública derivada): é aquela em que o Estado arrecada</p><p>tributo derivado de relações entre particulares ou seus bens. Ex: arrecadação de IPVA, IR e</p><p>etc.</p><p>Data: 07/02/2024</p><p> Pagar tributo é necessário para que o Estado possa cumprir suas obrigações previstas</p><p>na Constituição Federal.</p><p>Direito Tributário e os demais ramos do direito</p><p>Direito Constitucional: é a ligação com o direito tributário na medida em que define</p><p>competências, atribuições e princípios que regem a relação tributária.</p><p>Direito Civil: é a vinculação decorrente da essência do direito tributário, definindo como sendo</p><p>uma obrigação de dar coisa certa.</p><p>Direito Administrativo: para fins de fiscalização e arrecadação de tributos os entes tributantes</p><p>são representados por órgãos públicos cujas normas de funcionamento são regidas pelo direito</p><p>administrativo.</p><p>Direito Processual Civil: se aplica ao processo civil considerando que os ritos processuais de</p><p>cobrança ou execução de tributos são aplicáveis a estas normas processuais.</p><p>Direito Penal: aplica-se o direito penal quando da tipificação dos crimes contra a ordem</p><p>tributária, gerando criminalização da pessoa física contribuinte ou responsável pela prática</p><p>delituosa.</p><p>Direito Processual Penal: utiliza-se no caso o mesmo rito processual dos demais crimes, para</p><p>a apuração dos crimes contra a ordem tributária.</p><p>Direito do Trabalho/ Previdenciário: diz respeito a definição dos tributos obrigatórios nas</p><p>relações trabalhistas.</p><p>Direito Empresarial: é o vínculo existente entre o direito tributário e as atividades empresárias</p><p>com os ônus dos tributos ali incidentes.</p><p>Direito Internacional: é a vinculação das normas tributárias nacionais, especificamente nas</p><p>transações comerciais de importação e exportação de produtos.</p><p>Obs: Disse que na prova costuma perguntar a vinculação do Direito Tributário com o Direito</p><p>Administrativo e o Constitucional.</p><p>Competência Tributária</p><p>Quem é competente para a criação de tributos?</p><p>Somente os entes tributantes (União, Estados Membros, Distrito Federal e os Municípios), que</p><p>também abarcam a competência de fiscalização, arrecadação e penalização; entretanto</p><p>permite-se a transferência do poder de fiscalização, arrecadação e penalização a determinados</p><p>órgãos administrativos por meio da parafiscalidade.</p><p>Parafiscalidade: é a transferência de poder dada pelos entes tributantes a determinados</p><p>órgãos administrativos para o exercício da função de fiscalização, arrecadação e penalização.</p><p>Obs: Os entes tributantes não podem transferir a competência para a criação de tributos, mas</p><p>sim a capacidade tributária por meio da parafiscalidade.</p><p>Data: 20/02/2024</p><p>Princípios Constitucionais Relevantes para o Direito Tributário</p><p> Princípio da Legalidade – art. 5º, II, da CRFBB/88</p><p>Trata-se de um princípio que representa a liberdade do cidadão brasileiro, já que defende que</p><p>um sujeito só será obrigado a realizar ou não uma ação se houver prévio regimento legal.</p><p> Princípio da Isonomia – art. 5º, caput, da CRFB/88</p><p>É um princípio constitucional que define que todos são iguais perante a lei. Isso significa que</p><p>o Estado deve tratar todos os cidadãos de maneira igualitária, sem discriminação de qualquer</p><p>natureza.</p><p> Princípio Republicano</p><p>Princípio que se refere a um sistema político no qual o poder é exercido por representantes</p><p>eleitos que agem em nome do povo e que também se concentra na representação do povo</p><p>por meio de representantes eleitos e na organização do poder político em diferentes ramos</p><p>com funções distintas.</p><p> Princípio do Pacto Federativo – art. 1º, da CRFB/88</p><p>Princípio que procura conciliar o respeito à diversidade de cada ente político com elementos de</p><p>unidade indispensáveis a preservação da soberania e da integridade nacional.</p><p> Princípio da Segurança Jurídica - trata-se de um princípio constitucional</p><p>doutrinário e, por este motivo, não tem previsão legal estabelecida na CRFB/88</p><p>Princípio que protege a estabilidade das relações jurídicas e também a confiança dos</p><p>administrados na legitimidade das teses e dos atos praticados com base nas mesmas.</p><p> Princípio da Territorialidade</p><p>Princípio que estabelece a delimitação do alcance de leis elaboradas pelos entes federativos</p><p>em respeito aos limites estabelecidos na CRFB/88.</p><p> Princípio da Livre Concorrência - art. 1º, IV, da CRFB/88</p><p>Princípio que consiste na possibilidade dada a qualquer pessoa de explorar qualquer atividade</p><p>econômica, sem inviabilizar a concorrência das demais pessoas ou empresas.</p><p>Princípios específicos do Direito Tributário</p><p> Princípio da Legalidade Tributária – art. 150, I, da CRFB/88</p><p>É a possibilidade/obrigatoriedade de existência de lei para a cobrança de um tributo.</p><p> Princípio da Isonomia Tributária - art. 150, II, da CRFFB/88</p><p>Estabelece que todos que se encontram nas mesmas condições devem receber o mesmo</p><p>tratamento jurídico-tributário.</p><p> Princípio da Uniformidade Geográfica - art. 151, I, da CRFB/88</p><p>Trata-se de um princípio que aplica-se exclusivamente a União e que visa impedir que a União</p><p>crie tributos fazendo distinção na aplicação dos percentuais de incidência entre determinados</p><p>Estados Membros.</p><p>Obs: faz referência ao Princípio Constitucional da Segurança Jurídica.</p><p> Princípio da Capacidade Contributiva - art. 145, §1º, da CRFFB/88</p><p>É o princípio pelo qual os impostos são arrecadados do contribuinte com maior potencial</p><p>financeiro (quem arrecada mais paga mais).</p><p>Obs: faz referência ao Princípio Constitucional da Segurança Jurídica.</p><p> Princípio da Irretroatividade Tributária - art. 150, III, da CRFB/88</p><p>É a impossibilidade de cobrança de tributos incidentes sobre um negócio jurídico anterior a</p><p>criação da lei tributária.</p><p>Obs: como dito durante a aula, tal princípio não tem previsão no texto constitucional, mas sim</p><p>no artigo 106 do CTN.</p><p>Obs: também é conhecido por Princípio da Não Surpresa e faz referência ao Princípio</p><p>Constitucional da Segurança Jurídica.</p><p> Princípio da Anterioridade - art. 150, III, b, da CRFB/88</p><p>É aquele em que a cobrança de um determinado tributo, derivado de lei, somente ocorre no</p><p>ano posterior a sua criação (exercício fiscal posterior).</p><p>Obs: faz referência ao Princípio Constitucional da Segurança Jurídica.</p><p> Princípio da Anterioridade Nonagesimal - art. 150, III, c, da CRFB/88</p><p>Princípio que determina que o fisco só pode exigir um tributo instituído ou majorado decorridos</p><p>90 dias da data em que foi publicada a lei que o instituiu ou aumentou.</p><p>Obs: quando criado até 30/09 – pode ser cobrado a partir do dia 01/01 do ano seguinte.</p><p>Obs: quando criado até 01/10 – pode ser cobrado apenas a partir de 31/03 do ano seguinte.</p><p>Prova: O que tem o Princípio da Anterioridade haver com o Princípio da Segurança Jurídica?</p><p>Resposta: O Princípio da Anterioridade garante harmonia entre os contribuintes e os prepara</p><p>para uma nova carga tributaria num determinado tempo.</p><p>Prova: O Princípio da Anterioridade se faz presente no Princípio da Segurança Jurídica, na</p><p>medida em que: harmoniza as relações, preparando o contribuinte para uma nova carga</p><p>tributária.</p><p> Princípio do Não Confisco - art. 150, IV, da CRFB/88</p><p>É vedado ao Ente Tributante a criação de tributo que inviabiliza ou possa inviabilizar</p><p>determinada atividade econômica.</p><p>Confisco: é tomar de forma violenta, ou seja, de maneira quase coercitiva.</p><p> Princípio da Liberdade de Tráfego - art. 150, V, da CRFB/88</p><p>É a impossibilidade de cobrança de tributos entre limites de municípios ou estados membros.</p><p> Princípio da Uniformidade Tributária - art. 152 da CRFB/88</p><p>Se refere à impossibilidade imposta aos estados membros e os municípios para criar tributos</p><p>de forma diferenciada, considerando sua origem.</p><p>Obs: Princípio que só se aplica aos estados membros e os municípios.</p><p>Data: 27/02/2024</p><p>O tributo</p><p>Conceito: é uma receita derivada e que constituem pecúnia, obrigatória, em moeda</p><p>corrente instituído por lei cobrado mediante atividade administrativa vinculada, não</p><p>constituindo sanção por ato ilícito. (Art. 3º do CTN).</p><p>Obs: São receitas públicas derivadas – tratam-se de receitas que o Estado não</p><p>participa diretamente do negócio jurídico, mas que acaba por receber uma parte do</p><p>valor em virtude de uma contraprestação de um serviço público que presta. Ex:</p><p>compra e venda de um imóvel.</p><p>Elementos que constituem o conceito:</p><p> Pecúnia: se refere a dinheiro.</p><p>Obs: todo tributo só pode ser pago em dinheiro. Isto porque não pode ser pago através</p><p>de prestação de serviço e nem por meio de bem em garantia para o pagamento.</p><p> Obrigatoriedade/compulsório: na medida em que se um negócio jurídico</p><p>ocorrer e for tributável é obrigado a recolher.</p><p> Não constitui sanção de ato ilícito: isto porque não é uma penalidade.</p><p> Instituída por lei: deve ter uma lei o regulamentando devido o Princípio da</p><p>Legalidade Tributária.</p><p> Atividade administrativa vinculada: este elemento nos remete ao entendimento</p><p>de que o tributo deve ser cobrado mediante a existência de uma atividade</p><p>administrativa a ele vinculado.</p><p>Prova: disserte sobre os elementos do tributo:</p><p>Tributos vinculados: são aqueles que se caracterizam pela atividade</p><p>contraprestacional em favor do contribuinte, disponibilizado a um serviço de</p><p>fiscalização/ poder de polícia. Ex: emissão de alvarás, documentos pessoais.</p><p>Obs: o pagamento esta vinculado diretamente ao contribuinte de forma individual.</p><p>Tributos não vinculados: são aqueles que, quando pagos, se destinam a administração</p><p>pública.</p><p>Obs: há uma contraprestação coletiva em favor dos contribuintes. Ex: IPVA, IPTU.</p><p>Atividade: todas as aulas exceto a última.</p><p>Data: 05/03/2024</p><p>Espécies de tributos – art. 145, I, II, III, da CRFB/88.</p><p>Institui um sistema tripártido - (impostos, taxas e contribuições de melhorias).</p><p>Impostos:</p><p>Taxas:</p><p>Contribuição de melhorias:</p><p>Empréstimos compulsórios – art. 148 da CRFB/88:</p><p>Contribuições gerais - art. 149 da CRFB/88:</p><p>Obs: com a criação do empréstimos compulsórios e as contribuições gerais, que são</p><p>de competência da União, o sistema passou a ser quinquipártido.</p><p>Espécies de tributos – continuação</p><p>1) Os impostos – trata-se de um tributo não vinculado.</p><p>Conceito: é uma espécie tributária cuja obrigação tem por fato gerador uma situação</p><p>independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. (Art. 16</p><p>do CTN).</p><p>Obs: é uma espécie tributária que corresponde mais de 80% da arrecadação do país.</p><p>O dinheiro que é arrecadado a título de imposto tem como destinação especificamente</p><p>a coletividade e não o contribuinte de forma individual. Logo, podemos concluir que a</p><p>especificidade descrita no conceito acima diz respeito à pessoa de forma coletiva e</p><p>não individualmente.</p><p>Aplicação – sobre: - a Renda;</p><p>- o Consumo;</p><p>- a Propriedade patrimonial.</p><p>Pergunta: Os impostos são aplicados aonde?</p><p>Resposta: Sobre a renda, o consumo e a propriedade patrimonial.</p><p>https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&sca_esv=934b7f5af1c0dd08&q=quinquipartite&spell=1&sa=X&ved=2ahUKEwjToJK0idaEAxWdALkGHRRpCWYQkeECKAB6BAgIEAI</p><p>https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&sca_esv=934b7f5af1c0dd08&q=quinquipartite&spell=1&sa=X&ved=2ahUKEwjToJK0idaEAxWdALkGHRRpCWYQkeECKAB6BAgIEAI</p><p>Competência: - quem pode criar impostos:</p><p>Obs: todos os entes tributantes têm competência para criar impostos.</p><p> União - art. 153 da CRFB/88</p><p> Estados Membros/ Distrito Federal - art. 155 da CRFB/88</p><p> Municípios - art. 156 da CRFB/88</p><p>Impostos da União: Imposto sobre Importação (II); Imposto sobre Exportação (IE);</p><p>Imposto sobre Operações Financeiras (IOF); Impostos sobre Produtos Industrializados</p><p>(IPI); Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF); Imposto de Renda Pessoa Jurídica</p><p>(IRPJ) e Imposto Territorial Rural (ITR).</p><p>Impostos dos Estados ou Distrito Federal: Imposto de Circulação de Mercadorias e</p><p>Serviços (ICMS); Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e</p><p>Imposto de Transmissão de Causa Mortis e Doação (ITCMD).</p><p>Impostos municipais: Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU); Imposto sobre</p><p>Serviços (ISS) e Imposto de Transmissão Intervivos (ITBI).</p><p>Data: 06/03/2024</p><p>Atividade avaliativa</p><p>1- Disserte sobre a importância dos tributos para o País.</p><p>Resposta: o tributo é a principal forma de arrecadação do Estado e, como fora</p><p>dito durante as aulas, o pagamento deles é extremamente necessário para que o</p><p>Ente Estatal possa cumprir as obrigações previstas no texto da nossa vigente</p><p>Constituição Federal; tais como o custeio dos gastos com saúde, educação,</p><p>segurança, cultura, transporte, investimento em obras de infraestrutura, dentre</p><p>outros.</p><p>2- Verificamos que o Direito Tributário possui relação com diversos ramos do</p><p>Direito! No que se refere ao Direito Internacional, qual essa relação? Cite</p><p>exemplos.</p><p>Resposta: a relação do Direito Tributário com o Direito Internacional ocorre</p><p>principalmente por meio de tratados e convenções internacionais. Como</p><p>exemplo podemos citar os tratados que versam sobre transações comerciais e</p><p>exportação de produtos.</p><p>3- No Direito Tributário existem dois tipos de tributos, os vinculados e os não</p><p>vinculados! Explique a diferença de cada um deles, dando exemplos.</p><p>Resposta: os Tributos Vinculados são aqueles que se caracterizam pela</p><p>atividade contraprestacional em favor do contribuinte de forma individual,</p><p>disponibilizado a um serviço de fiscalização/ poder de polícia; como exemplo,</p><p>podemos citar a emissão de alvarás ou documentos pessoais; já os Tributos não</p><p>Vinculados são aqueles que, quando pagos, se destinam a administração</p><p>pública para que haja uma contraprestação coletiva em favor dos contribuintes;</p><p>como exemplo, podemos citar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos</p><p>Automotores (IPVA) ou o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).</p><p>4- O Estado de Minas Gerais criou em 2021 um tributo que aumentou o</p><p>percentual de recolhimento em transações de produtos siderúrgicos. Na Lei</p><p>que criou este tributo restou definido que as empresas deverão recolher a partir</p><p>da edição da lei, a diferença entre o percentual que era cobrado antes com o</p><p>de agora, considerando a enorme dívida que o Estado de Minas Gerais possui.</p><p>Pergunta-se: essa cobrança está correta com base nos princípios específicos</p><p>do Direito Tributário? Justifique</p><p>Resposta: De acordo com o Princípio da Anterioridade, previsto no art. 150, III, b,</p><p>da CRFB/88, essa cobrança está incorreta, isto porque o aludido princípio é</p><p>muito claro quando diz que a cobrança de um determinado tributo derivado de</p><p>lei só pode ocorrer no ano posterior da sua criação. A luz do Princípio</p><p>da</p><p>Anterioridade Nonagesimal, previsto no art. 150, III, c, da CRFB/88, a referida</p><p>cobrança também está incorreta; uma vez que este principio determina que o</p><p>fisco só pode exigir um tributo instituído ou majorado decorridos 90 dias da data</p><p>em que foi publicada a lei que o instituiu ou aumentou.</p><p>5- O Município de Belo Horizonte instituiu um tributo para cobrança de</p><p>recolhimento de lixo. Esse tributo varia com relação à capacidade contributiva</p><p>de cada um, ou seja, quanto maior o lixo maior o valor. Pergunta-se: a</p><p>instituição desse tributo está correta? Houve violação a algum princípio do</p><p>Direito Tributário? Justifique com dispositivos legais.</p><p>Resposta: Essa cobrança não está correta porque viola o Principio da</p><p>Capacidade Tributária, previsto no art. 145, § 1º, da CRFB/88; isto porque, com</p><p>base no princípio citado, tal pagamento não se refere a quantidade e nem ao</p><p>tamanho do material a ser coletado, mas sim a capacidade econômica de cada</p><p>contribuinte. Logo, podemos concluir que os tributos são arrecadados do</p><p>contribuinte com maior potencial financeiro, ou seja, quem tem maior potencial</p><p>financeiro, irá pagar mais.</p><p>6- A União criou um tributo cobrando dos Estados Membros um valor para o</p><p>combate aos incêndios no Pantanal diante da emergência. Considerando que o</p><p>Pantanal está localizado nos Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul</p><p>a Lei que institui o Tributo diz que esses Estados pagarão um valor maior.</p><p>Pergunta-se: analisando o Princípio da Uniformidade Geográfica, este tributo</p><p>está de acordo com esse Princípio? Justifique com dispositivos legais.</p><p>Resposta: Tendo como base o Princípio da Uniformidade Geográfica, previsto</p><p>no art. 151, I, da CRFB/88, este tributo não está de acordo com o principio</p><p>mencionado, uma vez que tal princípio busca impedir que a União crie tributos</p><p>fazendo distinção na aplicação dos percentuais de incidência entre</p><p>determinados Estados Membros.</p><p>Data: 12/03/2024</p><p>Das espécies tributárias</p><p>2) Das taxas – art. 145, II, da CRFB/88 e art. 5º, do CTN – é a segunda maior fonte</p><p>de arrecadação do Estado; isto porque a primeira maior fonte de arrecadação são</p><p>os impostos.</p><p>Conceito: é o tributo pelo qual o contribuinte ao pagar pode exigir do Estado uma</p><p>contraprestação específica em uma atividade estatal.</p><p>Obs: se trata de um tributo vinculado a uma atividade estatal. Ex: taxa de coleta de lixo e</p><p>taxa de incêndio.</p><p>Características:</p><p> Contraprestação de uma atividade estatal (retributividade) - contraprestação e</p><p>vinculação</p><p>Espécies:</p><p> Relativas à prestação de serviços: dizem respeito a uma atividade estatal não</p><p>relacionada à fiscalização, mas sim a uma determinada prestação de serviço. Ex:</p><p>taxa de lixo, taxa de esgoto, taxa de iluminação pública e etc...</p><p> Relativas ao Poder de Polícia: relacionadas ao poder de fiscalização do Estado.</p><p>Ex: taxa de vistoria veicular, taxa de emissão de CNH, alvará de funcionamento de</p><p>empresas, alvará de construção e etc...</p><p>Competência: o art. 145, II, da CRFB/88, define que qualquer um dos Entes Tributantes</p><p>podem instituir as taxas.</p><p>3) Contribuição de melhoria</p><p>Conceito: é o tributo vinculado, devido em decorrência da realização de uma obra pública,</p><p>gerando valorização imobiliária em determinada região.</p><p>Características/ requisitos:</p><p> Discricionariedade do poder público: isto porque não é sempre que o Estado cobra</p><p>pela execução de uma obra pública.</p><p> Temporariedade: prazo estabelecido na vigência da obra ou por determinado</p><p>tempo.</p><p> Obra pública: a obra tem que ser pública.</p><p> Valorização imobiliária: apresentação do percentual de valorização dos imóveis.</p><p>Obs: A discricionariedade do poder público e a temporariedade se referem a</p><p>características e a obra pública e a valorização imobiliária se referem a requisitos.</p><p>Competência: o art. 145, III, da CRFB/88, define que qualquer um dos Entes Tributantes</p><p>podem instituir as taxas.</p><p>4- Empréstimo compulsório – art. 148 da CRFB/88</p><p>Conceito: é o tributo vinculado criado para atender despesas extraordinárias, decorrentes</p><p>de calamidade pública, guerra externa ou no caso de investimento público de caráter</p><p>urgente e de relevante interesse público.</p><p>Características</p><p> Restituível</p><p> Vinculado</p><p>Competência: De acordo com o art. 148 da CRFB/88, a União é o Ente Tributante que</p><p>pode criar empréstimos compulsórios.</p><p>5- Contribuições - art. 149 da CRFB/88</p><p>Conceito: são tributos vinculados a atividades exercidas por entidade estatal ou</p><p>paraestatal ou por entidade reconhecida pelo Estado como útil a realização da</p><p>função de interesse público.</p><p>Espécies</p><p> Contribuição Social: é aquela destinada a custear os gastos com a</p><p>Previdência Social e que engloba as seguintes áreas: saúde,</p><p>previdência e assistência social. Ex: FGTS, INSS, PIS e COFINS.</p><p> Contribuições Corporativas: são aquelas destinadas ao custeio de</p><p>determinada categoria profissional ou econômica, entidades sindicais,</p><p>conselhos de fiscalização profissional. Ex: OAB, CREA, COREN, CRM,</p><p>dentre outros.</p><p>Competência: De acordo com o art. 149 da CRFB/88, a União é o Ente</p><p>Tributante que pode criar contribuições.</p><p>Prova: os tributos estão ligados a receita pública derivada.</p><p>Data: 19/03/2024</p><p>Prova: dia 26/03/2024 – matéria até contribuições (7 (sete) questões fechadas</p><p>e 2 (duas) abertas com consulta a constituição).</p><p>Competência Tributária – quem tem competência tributária são os Entes</p><p>Tributantes (União, Estados Membros, Distrito Federal e municípios), aonde a</p><p>principal delas é a de criar tributos.</p><p>Conceito: é o conhecido Poder de Tributar e consiste no direito e na</p><p>possibilidade de o Estado exigir compulsoriamente valores e bens econômicos</p><p>para a sua manutenção e cumprimento das obrigações constitucionalmente</p><p>previstas em favor do contribuinte.</p><p>Obs: o Poder de Tributar está ligado à ação de criar tributos, cobrar, arrecadar</p><p>e fiscalizar.</p><p>Modalidades de competência tributária</p><p> Competência sobre Direito Tributário: é aquela que define a</p><p>possibilidade, de forma genérica, a respeito da criação de um</p><p>tributo.</p><p>Obs: Essa competência é genérica porque somente define a possibilidade do</p><p>Ente Tributante criar um determinado tributo.</p><p> Competência Stricto Sensu ou propriamente dita: é aquela, de forma</p><p>específica, que define aspectos relevantes a respeito do tributo</p><p>criado no que tange sua forma de arrecadação, de cobrança e de</p><p>fiscalização.</p><p>Obs: Essa competência é especifica porque define quem paga, como se paga,</p><p>quanto que paga e como se fiscaliza a cobrança.</p><p>Classificação da competência tributária</p><p> Comum (ou concorrente): É o poder conferido a todos os Entes</p><p>Tributantes para instituir impostos, taxas e contribuição de</p><p>melhoria.</p><p>Obs: A concorrência, nesse caso, é porque os Entes Tributantes concorrem</p><p>com as suas competências especificas e sobre as mesmas espécies</p><p>tributárias (impostos, taxas e contribuições de melhoria). É comum porque</p><p>todos os Entes Tributantes podem instituir.</p><p> Privativa (ou exclusiva): É o poder outorgado pela CRFB/88 de forma</p><p>individualizada e específica na criação de determinados impostos.</p><p> Cumulativa: É a competência exclusiva da União para instituir</p><p>impostos para novos territórios federais incorporados ao Estado</p><p>brasileiro.</p><p> Residual: Competência exclusiva da União para instituir novos</p><p>impostos ou contribuições, distintos daqueles previstos na</p><p>CRFB/88 – art. 154, I.</p><p> Extraordinária: É a competência exclusiva da União para a criação de</p><p>empréstimos compulsórios e contribuições sociais – art. 148 e 149</p><p>da CRFB/88.</p><p> Especial: é aquela que outorga a União a possibilidade de criação</p><p>de impostos em caso de guerra externa.</p><p>Funções da competência tributária</p><p> Instituição/Extinção/majoração</p><p>Obs: esta é a principal função.</p><p> Fiscalização (poder de polícia) - é a verificação de uma adimplência</p><p>ou inadimplência tributária.</p><p> Arrecadação/cobrança</p><p>– é a obtenção de receitas.</p><p> Prática dos atos administrativos – função que está ligada à</p><p>administração pública.</p><p>Obs: As funções de fiscalização (poder de polícia), arrecadação/cobrança e</p><p>prática dos atos administrativos são acessórias.</p><p>Pergunta: Para que serve as funções da competência tributária? Para permitir</p><p>que cada ente federativo tenha autonomia para gerar receitas por meio de</p><p>tributos, de acordo com suas necessidades e particularidades. Isso é</p><p>importante para a manutenção das suas funções e serviços públicos.</p><p>Características da competência tributária</p><p> Privatividade: significa dizer que apenas os Entes Tributantes é</p><p>quem tem competência tributária, conforme previsto na CRFB/88.</p><p> Indelegabilidade – art. 7, do CTN: significa que os Entes Tributantes</p><p>não podem delegar a sua competência tributária, que está</p><p>vinculada a de criação de tributos; entretanto pode delegar aos</p><p>órgãos administrativos algumas funções no que tange a</p><p>arrecadação, a cobrança e a fiscalização.</p><p> Irrenunciabilidade: significa dizer que os Entes Tributantes não</p><p>podem renunciar a sua competência.</p><p> Incaducabilidade: a competência dos Entes Tributantes não extingue</p><p>com o tempo.</p><p> Inampliabilidade – art. 8, do CTN: significa dizer que o Ente Tributante</p><p>não pode ultrapassar o limite de sua competência definida na</p><p>CRFB/88 (Princípio do Pacto Federativo) - que assegura a</p><p>autonomia dos Entes Tributantes.</p><p> Facultatividade: é o poder discricionário do Ente Tributante de</p><p>criação ou não de um determinado tributo.</p><p>Capacidade tributária – competência x capacidade</p><p>Obs: competência e capacidade são distintas. Isto porque só quem tem</p><p>competência são os Entes Tributantes, já a capacidade não é exclusiva dos</p><p>Entes Tributantes por ser estendida aos órgãos administrativos em virtude da</p><p>parafiscalidade – que é a transferência de poder dada pelos entes tributantes a</p><p>determinados órgãos administrativos para o exercício da função de</p><p>arrecadação, cobrança e fiscalização.</p><p>Obs: Logo, podemos concluir que quem tem competência tem capacidade, mas</p><p>quem tem capacidade não tem competência.</p><p>Pergunta: Quem é o autor em uma ação fiscal? Quem tem competência</p><p>tributária, que neste caso é o Ente Tributante.</p><p>Data: 02/04/2024</p><p>Limitações ao Poder de Tributar</p><p>Obs: Ao mesmo tempo em que a CRFB/88 dá competência tributária aos Entes</p><p>Tributantes, ela também limita. Isto significa que a competência tributária não é</p><p>absoluta, mas sim relativa em decorrência da existência de limites para o exercício da</p><p>aludida competência.</p><p>Obs: Um dos primeiros limites da competência tributária são os princípios; onde</p><p>podemos citar como exemplo o Princípio da Legalidade, o da Isonomia, o da</p><p>Uniformidade Geográfica, dentre outros.</p><p>Imunidades tributárias</p><p>Conceito: imunidade tributária é a ausência do poder de tributar, sendo uma vedação</p><p>legal (constitucional) a exigência de tributos sob determinadas pessoas, atividades ou</p><p>operações, essenciais para o ordenamento jurídico e fundamentais para a sociedade.</p><p>Obs: Essa imunidade tributária alcança o não pagamento de impostos. Essa</p><p>imunidade não se estende aos demais tributos.</p><p>Espécies</p><p> Imunidade recíproca – art. 150, VI, a, da CRFB: trata-se da norma</p><p>constitucional que, em prestigio do pacto federativo, impede que a União, os</p><p>Estados Membros, o Distrito Federal e os Municípios instituam impostos sobre</p><p>patrimônio, renda ou serviços uns dos outros.</p><p> Imunidade religiosa - art. 150, VI, b, da CRFB: garante que qualquer entidade</p><p>de cunho religioso seja imune a todo tipo de impostos governamentais no</p><p>Brasil. Essa imunidade se aplica não somente aos impostos do templo onde</p><p>ocorrem cerimônias religiosas, mas abrange também rendas e serviços</p><p>relacionados à sua entidade mantenedora (que administra o funcionamento e</p><p>garante recursos para outras entidades).</p><p> Imunidade dos partidos políticos, das entidades sindicais e das instituições de</p><p>educação ou assistência social sem fins lucrativos - art. 150, VI, c, da CRFB: A</p><p>imunidade dos partidos políticos é geral, pois é dirigida a todos os entes</p><p>federativos e alcançam os impostos sobre o patrimônio, a renda e os serviços.</p><p> Imunidade dos livros - art. 150, VI, d, da CRFB: A imunidade tributária sobre</p><p>livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão tem por escopo</p><p>evitar embaraços ao exercício da liberdade de expressão intelectual, artística,</p><p>científica e de comunicação, bem como facilitar o acesso da população à</p><p>cultura, à informação e à educação.</p><p> Imunidade fonogramas - art. 150, VI, e, da CRFB: imunidade que veda a</p><p>instituição de impostos sobre fonogramas e videofonogramas musicais</p><p>produzidos no Brasil contendo obras musicais ou literomusicais de autores</p><p>brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como</p><p>os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de</p><p>replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser.</p><p>Pergunta: Por que a CRFB/88 concede imunidade tributária a determinadas pessoas?</p><p>A concessão destas imunidades visa garantir direitos sociais e fundamentais,</p><p>como liberdade religiosa e de expressão, acesso à cultura e democracia</p><p>política.</p><p>Pergunta: A competência é absoluta ou relativa? A competência tributária não é</p><p>absoluta, mas sim relativa em decorrência da existência de limites estabelecidos</p><p>para o exercício da competência tributária exclusiva dos Entes Tributantes.</p><p>Podemos citar como exemplo destes limites, os princípios da Legalidade, o da</p><p>Isonomia, o da Uniformidade Geográfica, dentre outros.</p><p>Data: 03/04/2024</p><p>Da relação jurídica tributária</p><p>Obs: A relação jurídica nada mais é do que relação entre pessoas, que podem ser</p><p>regidas por lei (legais) ou não (naturais), que podem ocorrer nas esferas tributária,</p><p>civil, trabalhista, previdenciária, penal, dentre outras.</p><p>1) Normas tributárias</p><p>Obs: A norma tributária não se refere apenas a pagamento de tributos, pois existe</p><p>normas tributárias que não se restringem apenas a quem deve pagar tributos, como</p><p>por exemplo a que obriga a emissão de notas fiscais e a que impede rasuras em livros</p><p>fiscais, dentre outras.</p><p>2) Função da norma jurídica</p><p>Obs: A função da norma jurídica é regular as relações entre os contribuintes e os</p><p>Entes Tributantes, assim como fazer a organização do Sistema Tributário Nacional.</p><p>Obs: Logo, podemos concluir a definição de normas tributária e a função delas como</p><p>sendo a organização do Sistema Tributário Nacional.</p><p>3) Conceito de relação jurídica tributária – é o vínculo existente entre o sujeito ativo</p><p>(Entes Tributantes) e o sujeito passivo (contribuintes) que constitui precipuamente no</p><p>pagamento do tributo, formas de arrecadação, cobrança e fiscalização tributária.</p><p>4) Natureza jurídica da relação jurídica tributária</p><p>Obs: Se origina da relação obrigacional de dar, fazer e não fazer.</p><p>5) Vinculação com o Direito Civil</p><p>Obs: A vinculação é que de uma relação jurídica civil pode surgir uma relação jurídica</p><p>tributária; isto porque os tributos incidem sobre os negócios jurídicos realizados entre</p><p>os particulares.</p><p>6) Elementos da Relação Jurídica Tributária</p><p> Causa (para que existe relação jurídica tributária?): Se refere à necessidade de</p><p>manutenção do Estado e também para que este possa cumprir as obrigações</p><p>previstas na CRFB/88.</p><p> Objeto (objetivo): arrecadação de tributos.</p><p></p><p> Sujeitos (elemento subjetivo): Entes Tributantes e os Contribuintes.</p><p>Vínculo</p><p>(contribuintes) Devedor --------------------- Credor (Entes Tributantes)</p><p>Obrigacional</p><p>(Tributo)</p><p>7) Sujeito passivo tributário – art. 121 do CTN: contribuintes</p><p>- Sujeito passivo direto – art. 121, I, do CTN: é o contribuinte, ou seja, aquele que</p><p>possui relação pessoal e direta com a situação que constitua o</p><p>fato gerador do tributo.</p><p>- Sujeito passivo indireto - art. 121, II, do CTN: é aquele que, não possuindo relação</p><p>pessoal e direta com o fato gerador do tributo, tem sua vinculação à situação descrita</p><p>no fato gerador por decorrência de lei. O sujeito passivo indireto também é chamado</p><p>de responsável tributário.</p><p>Obs: Qual dos dois sujeitos passivos da relação jurídica tributária depende de lei para</p><p>existir a obrigação de pagar? O sujeito passivo indireto. Lembrando que, neste</p><p>caso, a lei tem que ser específica.</p><p>8) Efeitos da relação jurídica tributária</p><p>- Para o fisco: efeito arrecadatório.</p><p>Pergunta: Para que serve a arrecadação? Para a manutenção governamental e</p><p>para o custeio objetivando o cumprimento das obrigações constitucionalmente</p><p>previstas por parte do Ente Estatal.</p><p>- Para o contribuinte: efeito da onerosidade.</p><p>Relação Jurídica</p><p>Naturais (sem normas regulamentadoras) Civil (prevista em lei)</p><p>Obrigações (Relação obrigacional)</p><p>Pessoal Real</p><p>pessoa x pessoa pessoa x coisa</p><p>Obs: tanto as relações jurídicas naturais (não positivadas), quanto às relações</p><p>jurídicas civis (positivadas) geram obrigações. Logo, podemos concluir que toda</p><p>relação jurídica gera uma relação obrigacional.</p><p>Obs: A relação obrigacional pode ser pessoal ou real; aonde a pessoal é feita entre</p><p>pessoas (físicas ou jurídicas) e a real é feita entre pessoas e coisas.</p><p>R$</p><p>D -------------- C</p><p>Relação Obrigacional Civil</p><p>(Acordo de vontade)</p><p>Obs: a relação obrigacional civil nasce de um acordo de vontade entre as partes.</p><p>Obs: o acordo de vontade entre as partes, decorrente de uma relação obrigacional</p><p>civil, pode gerar uma obrigação tributária.</p><p>Da obrigação Tributária</p><p>- Conceito: é o vinculo obrigacional que ocorre entre o fisco e o contribuinte ou</p><p>responsável nascida de forma obrigatória em decorrência de um negócio jurídico</p><p>tributável.</p><p>Obs: o sujeito ativo é o fisco; o sujeito passivo é o contribuinte ou o responsável</p><p>tributário; o objeto da relação é o tributo; sendo que o tributo é o vínculo. Logo,</p><p>podemos concluir que o objeto de uma obrigação tributária é o tributo e outras</p><p>obrigações tributárias, tais como as de fazer ou as de não fazer.</p><p>- Classificação</p><p> Obrigação Tributária Principal – art. 113, §1º, do CTN: é aquela que envolve a</p><p>obrigação de pagamento de um tributo ou penalidade. (Obrigação de dar coisa</p><p>certa).</p><p>Obs: a penalidade pecuniária também é uma obrigação tributaria principal porque</p><p>envolve a modalidade pagamento. Logo, podemos concluir que sempre que se fala de</p><p>pagamento ou de tributo ou de penalidade, estamos falando de obrigação tributária</p><p>principal; mesmo que a penalidade seja decorrente do descumprimento de uma</p><p>obrigação tributária. (se a penalidade é obrigação de pagamento, se torna principal,</p><p>mesmo que seja multa).</p><p>Obs: o verbo que se destaca, para definir se é principal ou não, neste caso, é pagar.</p><p>Se for pagar, independente de ser tributo ou não, é obrigação tributária principal.</p><p>(Lembrando que a penalidade pecuniária é uma sanção, mas não é um tributo).</p><p> Obrigação Tributária Acessória – art. 113, §2º, do CTN: são as obrigações</p><p>tributárias que não envolvem pagamento, mas sim obrigações de fazer ou não</p><p>fazer na esfera tributária.</p><p>Pergunta: o descumprimento de uma obrigação tributaria acessória pode gerar uma</p><p>obrigação tributaria principal? Sim. Porque o descumprimento de uma obrigação</p><p>acessória pode gerar uma penalidade e ao gerar a penalidade, esta se torna uma</p><p>obrigação tributária principal pelo fato de acarretar pagamento.</p><p>Obs: no Direito Tributário, ao contrário do Direito Civil, as obrigações tributárias</p><p>principais não estão atreladas as obrigações tributárias acessórias. O que está</p><p>atrelado neste caso é o pagamento ou de tributo ou de penalidade.</p><p>Nascimento da Obrigação Tributária – nasce de um negócio jurídico tributável</p><p>1ª) Hipótese de incidência tributária – (quem determina é a lei tributária): É o momento</p><p>abstrato, previsto em lei, que contém a descrição legal de um fato ou situação que</p><p>pode incidir um tributo.</p><p>Obs: é o aspecto subjetivo do nascimento de uma obrigação tributária. Isto porque a</p><p>hipótese de incidência tributária só irá aparecer se for firmado um negócio jurídico.</p><p>2ª Fato Gerador – (momento da concretização do negócio jurídico): é o fato ou</p><p>conjunto de fatos (fato econômico) que se realizado, e em havendo hipótese tributária,</p><p>nasce a obrigação tributária. (Obrigação principal e acessória).</p><p>Obs: o primeiro passo são as leis e se não fizer nada tributável estas leis não incidirão</p><p>em nada.</p><p>Obs: Não existe obrigação tributária sem a hipótese de incidência tributária e o fato</p><p>gerador.</p><p>Data: 16/04/2024</p><p>2ª Prova: (30/04/2024) – Relação jurídica tributária; Imunidades tributárias;</p><p>Obrigação tributária e Responsabilidade tributária.</p><p>Da Responsabilidade Tributária</p><p>Conceito: consiste na atribuição do dever de recolher uma carga tributária</p><p>incidente sobre um determinado negócio jurídico atingido pela hipótese de</p><p>incidência tributária.</p><p>Obs: o sujeito passivo indireto só tem responsabilidade tributária em decorrência</p><p>de lei. (art. 128 do CTN).</p><p>Modalidades</p><p>Por substituição: é aquela também conhecida como “substituição tributária”, em</p><p>que a lei atribui a um terceiro a responsabilidade tributária, sem que este tenha</p><p>participado do fato gerador e não tem a participação direta do contribuinte. Ex: As</p><p>empresas que são obrigadas, por lei, a recolher o FGTS, as contribuições</p><p>previdenciárias, sociais e sindicais dos seus empregados.</p><p>Por transferência: é aquela em que o contribuinte direto, em decorrência de um</p><p>fato ou circunstância, transfere a responsabilidade tributária para um terceiro.</p><p> A modalidade por transferência em virtude de (sucessão) subdivide-se em:</p><p>por morte; por sucessão imobiliária e por sucessão empresária.</p><p> Por morte: a referida transferência nasce em decorrência do óbito do sujeito</p><p>passivo direto transferindo por sucessão ao espólio/ herdeiros.</p><p> Por sucessão imobiliária: também se estende aos bens móveis – art. 131, I,</p><p>do CTN – é aquela em que a transferência patrimonial gera a transferência</p><p>da responsabilidade tributária ao novo proprietário.</p><p> Por sucessão empresária – art. 132 do CTN: é aquela que resulta de uma</p><p>operação societária de fusão ou incorporação de outra proveniente de um</p><p>fato gerador relativo a um negócio jurídico firmado.</p><p>Por transferência por subsidiariedade – constitui a modalidade de transferência de</p><p>responsabilidade tributária àquele responsável subsidiário pelo fato gerador. Ex: os</p><p>sócios de pessoas jurídicas inadimplentes. (É importante frisar que em tal situação</p><p>não pode ser cobrada a empresa e os sócios ao mesmo tempo porque não se</p><p>refere a solidariedade; mas sim subsidiariedade, aonde os sócios só serão</p><p>cobrados quando se esgotar todas as tentativas de execução fiscal contra o</p><p>devedor principal que, neste caso, será a pessoa jurídica inadimplente).</p><p>Obs: na modalidade por substituição o sujeito passivo direto não aparece; já na</p><p>modalidade por transferência ele aparece, mas, por um fato ou circunstância</p><p>justificável, transfere a responsabilidade tributária para um terceiro.</p><p>Pergunta da prova: Uma obrigação acessória pode se tornar principal? Explique.</p><p>Sim. Porque o descumprimento de uma obrigação tributária de fazer ou não</p><p>fazer, ou seja uma obrigação acessória, pode gerar uma penalidade; sendo</p><p>que dessa penalidade nasce uma obrigação de pagar e, como fora explicado</p><p>nas aulas, o pagamento no direito tributário se refere a obrigação principal.</p><p>Data: 17/04/2024</p><p>1) Qual a distinção entre</p><p>“Competência Tributária” e “Capacidade Tributária”?</p><p>O que significa “parafiscalidade”?</p><p>A diferença é que só quem tem Competência Tributária, que se refere ao</p><p>conhecido Poder de Tributar, são os Entes Tributantes; já a Capacidade</p><p>Tributária não é exclusiva dos Entes Tributantes por ser estendida aos</p><p>órgãos administrativos em virtude da parafiscalidade – que é a transferência</p><p>de poder dada pelos Entes Tributantes a determinados órgãos</p><p>administrativos para o exercício da função de arrecadação, cobrança e</p><p>fiscalização. Logo, podemos concluir que quem tem competência tributária</p><p>tem capacidade tributária porque, além de poder criar tributos, também pode</p><p>fiscalizar, arrecadar e penalizar; mas quem tem capacidade tributária não tem</p><p>competência tributária pelo fato de não poder criar tributos. Isto porque os</p><p>Entes Tributantes não podem transferir a competência tributária para a</p><p>criação de tributos, mas apenas a capacidade tributária por meio da</p><p>parafiscalidade.</p><p>2) O que é “sujeito passivo tributário direto” e “sujeito tributário indireto”?</p><p>Explique cada um deles.</p><p>O Sujeito passivo tributário direto está previsto no art. 121, I, do CTN e se refere</p><p>ao contribuinte, ou seja, aquele que possui relação pessoal e direta com a</p><p>situação que constitua o fato gerador do tributo.</p><p>O Sujeito passivo tributário indireto está previsto no art. 121, II, do CTN e é</p><p>aquele que, não possuindo relação pessoal e direta com o fato gerador do</p><p>tributo, tem sua vinculação à situação descrita no fato gerador por decorrência</p><p>de lei. O sujeito passivo indireto também é chamado de responsável tributário.</p><p>3) O que significa “responsabilidade tributária por transferência”? Qual são</p><p>suas espécies, explicando cada uma delas.</p><p>A responsabilidade tributária por transferência é aquela em que o</p><p>contribuinte direto, em decorrência de um fato ou circunstância, transfere a</p><p>responsabilidade tributária para um terceiro. A aludida responsabilidade</p><p>tributária se divide em transferência por subsidiariedade - que constitui a</p><p>modalidade de transferência de responsabilidade tributária àquele</p><p>responsável subsidiário pelo fato gerador e em transferência por sucessão</p><p>que se subdivide em: Por morte - que nasce em decorrência do óbito do</p><p>sujeito passivo direto transferindo por sucessão ao espólio/ herdeiros; Por</p><p>sucessão imobiliária - que também se estende aos bens móveis e é aquela</p><p>em que a transferência patrimonial gera a transferência da responsabilidade</p><p>tributária ao novo proprietário e Por sucessão empresária - que é aquela que</p><p>resulta de uma operação societária de fusão ou incorporação de outra</p><p>proveniente de um fato gerador relativo a um negócio jurídico firmado.</p><p>4) Faça a distinção entre “Obrigação Tributária Principal” e “Obrigação</p><p>Tributária Acessória”. Cite exemplos de cada uma delas.</p><p>A diferença é que a Obrigação Tributária Principal é aquela que envolve a</p><p>obrigação de pagamento de um tributo ou penalidade, ou seja se refere a</p><p>obrigação de dar coisa certa; já a Obrigação Tributária Acessória se refere as</p><p>obrigações tributárias que não envolvem pagamento, mas sim obrigações de</p><p>fazer ou não fazer na esfera tributária. Um exemplo de Obrigação Tributária</p><p>Principal seria o pagamento de um determinado imposto; já o exemplo de</p><p>Obrigação Tributária Acessória seria a obrigação de manter os registros</p><p>contábeis atualizados e a proibição de rasurar os livros contábeis.</p><p>5) O que vem a ser “Hipótese de Incidência Tributária” e qual sua importância</p><p>para o nascimento de uma obrigação tributária?</p><p>A Hipótese de incidência tributária é o momento abstrato, previsto em lei, que</p><p>contém a descrição legal de um fato ou situação que pode incidir um tributo; ou</p><p>seja, é o conjunto de fatos ou circunstâncias que, uma vez ocorridos, acionam a</p><p>obrigação tributária. A importância da hipótese de incidência tributária para o</p><p>nascimento de uma obrigação tributária reside no fato de que ela define</p><p>claramente os eventos ou transações que estão sujeitos à tributação; já que sem</p><p>uma hipótese de incidência tributária clara e precisa seria difícil determinar</p><p>quando uma pessoa ou empresa seriam obrigadas a pagar um tributo e em quais</p><p>circunstâncias.</p><p>6) O que vem a ser “fato gerador” e qual é a sua importância para o</p><p>nascimento de uma obrigação tributária?</p><p>O fato gerador pode ser definido como o evento ou circunstância descrito na</p><p>legislação tributária que, quando ocorrido, faz surgir à obrigação tributária; ou</p><p>seja, é a materialização da hipótese de incidência tributária em uma situação</p><p>concreta, bem como o momento em que a obrigação tributária é efetivamente</p><p>criada. O fato gerador é importante para o nascimento da obrigação tributária</p><p>porque define com clareza as situações que acionam a obrigação de pagar um</p><p>tributo, proporcionando segurança jurídica aos contribuintes e ao Estado. Isto</p><p>porque sem um fato gerador claramente definido seria difícil determinar quando</p><p>exatamente a obrigação tributária surge, levando a incertezas e disputas legais.</p><p>Data: 23/04/2024</p><p>Do Crédito Tributário – (obrigação tributária principal): Crédito – expectativa de</p><p>recebimento de um determinado valor de uma obrigação tributária.</p><p>Conceito: é o valor devido pelo sujeito passivo da obrigação tributária, ao fisco, em</p><p>decorrência de um negócio jurídico tributável (hipótese de incidência tributária) e</p><p>concretizado (fato gerador).</p><p>Obs: o fato da exigência da obrigação tributária não significa que o fisco pegará</p><p>imediatamente o dinheiro; pois depende de determinada situação para o fisco pegar o</p><p>dinheiro, que é chamada de lançamento tributário.</p><p>Constituição do Crédito Tributário (lançamento tributário)</p><p>É um ato administrativo privativo da autoridade administrativa, onde a partir da sua</p><p>ocorrência o crédito tributário pode ser exigível pelo fisco (art. 142, do CTN).</p><p>Modalidades</p><p>Direto: é o procedimento administrativo pelo qual o fisco disponibiliza ao contribuinte o</p><p>sistema de pagamento do tributo devido. Ex: IPTU e IPVA.</p><p>Obs: Nesta modalidade o fisco não se utiliza do auxílio do contribuinte, pois os dados</p><p>destes contribuintes já são do conhecimento do fisco.</p><p>Obs: a simples disponibilidade do sistema para pagar a guia é o lançamento direto, já</p><p>que o fisco exigirá o pagamento.</p><p>Por declaração – negócio jurídico tributável</p><p>Ocorre por declaração do contribuinte que declara ao fisco a existência de um negócio</p><p>jurídico tributável, gerando ao fisco o direito de proceder o lançamento do tributo devido.</p><p>Ex: emissão de nota fiscal.</p><p>Obs: para que haja a existência de um negócio jurídico, como por exemplo a compra e</p><p>venda de uma casa, para haver a transferência o particular declarará ao fisco o negocio</p><p>jurídico tributável para assim o fisco exigir o tributo gerando a guia para o pagamento do</p><p>tributo. Ex: ITBI.</p><p>Por homologação – é exclusiva do imposto de renda.</p><p>(Questão de prova)</p><p>Nessa modalidade o contribuinte realiza todos os atos para a identificação do tributo</p><p>devido cabendo ao fisco homologar à ocorrência do fato gerador.</p><p>Homologação Expressa – o sistema avisa que está pago; ou seja, o fisco já informa por</p><p>escrito que o pagamento foi realizado.</p><p>Homologação Tácita – antes o fisco fazia análise a qual durava 5(cinco) anos e se neste</p><p>prazo não tivesse ocorrido a homologação, esta ocorreria de forma tácita.</p><p>Obs: Depois cinco anos fazia homologação tácita.</p><p>Data: 07/05/2024 - Prova Final: matéria da 2ª prova e a do Crédito Tributário</p><p>Do Crédito Tributário</p><p>De uma Relação Obrigacional Civil pode nascer uma Relação Obrigacional Tributária.</p><p>Tributável $$</p><p>D------------C Contribuinte --------- Fisco</p><p>Hipótese/ incidência tributária Fato Gerador – ato objetivo</p><p>(Lei Tributária)</p><p>Pergunta: O tributo é imediatamente exigível? Não. Porque para o fisco poder exigir o</p><p>pagamento do tributo é necessário o lançamento tributário.</p><p>Obs: o Crédito tributário é sempre uma obrigação tributária principal.</p><p>Lançamento tributário ------- Direto – lançamento que é feito pelo próprio fisco, sendo</p><p>que o contribuinte não precisa informar o negócio jurídico tributável para ser exigível</p><p>porque o fisco já tem conhecimento. Ex: IPTU, IPVA, ISS, dentre outros.</p><p>------- Por declaração – o contribuinte declara ao fisco a existência</p><p>de um negócio jurídico tributável, gerando ao fisco o direito de proceder o lançamento do</p><p>tributo devido. Ex: ITBI, Emissão de Nota fiscal, dentre outros.</p><p>-------- Por homologação (exclusivo do imposto de renda) – o fisco já</p><p>tem conhecimento do que o contribuinte precisa informar e o contribuinte deve informar</p><p>exatamente o que o fisco já tem conhecimento para se fazer a homologação .</p><p>Pergunta: Qual é a participação do contribuinte nas modalidades de lançamento tributário?</p><p>Resposta: Na modalidade de lançamento Direto o contribuinte não precisa informar</p><p>o negócio jurídico tributável para ser exigível porque o fisco já tem conhecimento;</p><p>na modalidade de lançamento por declaração o contribuinte declara ao fisco a</p><p>existência de um negócio jurídico tributável, gerando ao fisco o direito de proceder</p><p>o lançamento do tributo devido e na modalidade de lançamento por homologação o</p><p>fisco já tem conhecimento do que o contribuinte precisa informar e o contribuinte</p><p>deve informar exatamente o que o fisco já tem conhecimento para que seja feita a</p><p>homologação.</p><p>Obs: no primeiro momento crédito é expectativa de recebimento. Esta expectativa se torna</p><p>fato quando ocorre o lançamento tributário.</p><p>Finalidades da suspensão da exigibilidade do Crédito Tributário</p><p>1)Evitar inspeção restritiva de crédito/ protesto;</p><p>Obs: protesto trata-se de cobrança não judicializada.</p><p>2)Evitar execuções fiscais/ medidas judiciais;</p><p>Obs: Ex: protesto judicial e busca e apreensão.</p><p>3)Manutenção da atividade empresária.</p><p>Pergunta: Como se suspende a exigibilidade da cobrança de um crédito tributário?</p><p>Resposta: Através das seguintes modalidades:</p><p>Modalidades de suspensão da exigibilidade do Crédito Tributário (art. 151 do CTN)</p><p>I - Moratória – 151, I: Mora quer dizer atraso. A moratória também é conhecida como favor</p><p>legal e pode ser concedida por iniciativa do Estado ou de um particular/ contribuinte.</p><p>Conceito: Concessão estatal em favor do contribuinte de prorrogação da data de</p><p>vencimento de um tributo ou o parcelamento de um tributo que por sua natureza deveria</p><p>ser pago a vista.</p><p>Obs: Trata-se de um benefício em favor do contribuinte que o Estado o concede para</p><p>evitar a inadimplência e para viabilizar o recebimento.</p><p>Obs: a moratória em qualquer das suas espécies somente pode ser concedida mediante</p><p>edição de lei correspondente.</p><p>Espécies -------------- em caráter geral ---------- autonômica</p><p>---------- heteronômica</p><p>--------------- em caráter individual</p><p> Moratória em caráter geral – art. 152, I, do CTN: é o favor legal concedido de</p><p>forma discricionária pelo Estado a determinados contribuintes, sem que o Estado</p><p>tenha sido provocado pelo contribuinte.</p><p> Moratória em caráter geral autonômica – art. 152, I, “a”, do CTN: os entes</p><p>tributantes só podem conceder moratória em caráter geral no que se refere aos</p><p>tributos de sua competência.</p><p> Moratória em caráter geral heteronômica – art. 152, I, “b”, do CTN: esta</p><p>modalidade, por se tratar de infrigência ao Princípio do Pacto Federativo, é</p><p>inconstitucional.</p><p> Moratória em caráter individual – art. 152, II, do CTN,: é aquela em que o</p><p>contribuinte requer a concessão da moratória em seu próprio benefício com o</p><p>preenchimento de determinados requisitos definidos pelo órgão administrativo.</p><p>Data: 08/05/2024</p><p>Pergunta: Quando há um crédito tributário quem recebe?</p><p>O fisco; entretanto não pode pegar o dinheiro imediatamente porque precisa do</p><p>lançamento tributário. Depois do lançamento o fisco pode cobrar o crédito tributário.</p><p>Obs: A Modalidade de suspensão significa que o devedor tem a possibilidade de</p><p>suspender a cobrança do crédito tributário.</p><p>II – Depósito do montante integral – art. 151, II: é o procedimento pelo qual o</p><p>contribuinte se utiliza de uma ação judicial (consignação em pagamento) visando</p><p>suspender a exigibilidade do crédito, que somente se tornará exigível com o trânsito em</p><p>julgado da respectiva ação.</p><p>Obs: Para haver a suspensão tem que ser depositado em juízo o valor integral. Esta ação</p><p>de consignação em pagamento suspende a exigibilidade do crédito até o trânsito em</p><p>julgado da sentença; sendo que até o trânsito em julgado da sentença o fisco não tem</p><p>acesso ao dinheiro depositado, não pode negativar o contribuinte, não pode fazer restrição</p><p>de crédito e não inviabiliza as atividades da empresa, por exemplo.</p><p>Obs: Vai ser realizado através da ação de consignação em pagamento.</p><p>Obs: Por ser impetrada ação de consignação em pagamento a sentença pode ser</p><p>procedente ou improcedente. Se for procedente, quem ganhou foi o contribuinte, que é o</p><p>autor; logo se discutiu a integralidade do valor depositado este será restituído ao</p><p>contribuinte com a correção de juros. Se for procedência parcial, paga o valor decretado</p><p>como devido ao fisco, sem pagamento de juros ou multas, e o restante do valor será</p><p>restituído ao contribuinte com a correção de juros. Se for julgada improcedente, neste caso</p><p>o contribuinte perdeu a ação, logo o fisco poderá ter acesso ao valor do dinheiro</p><p>depositado, assim como o recebimento dos juros e multas.</p><p>Obs: para esta ação o débito não pode estar vencido.</p><p>III – Reclamações e recursos administrativos – art. 151, III: é a modalidade pela qual o</p><p>contribuinte, sem necessidade de depósito integral, ingressa com recurso na esfera</p><p>administrativa, dentro do prazo concedido pelo fisco.</p><p>Obs: enquanto o recurso administrativo tem sua tramitação junto ao órgão fiscalizador, a</p><p>cobrança do crédito restará suspensa.</p><p>Obs: não ocorre no âmbito judicial, mas sim na esfera administrativa.</p><p>Obs: o recurso é interposto no próprio órgão fiscalizador, não precisa de advogado e a</p><p>cobrança fica suspensa até a decisão administrativa do recurso.</p><p>Obs: A decisão em última instância na esfera administrativa pode ser judicializada, desde</p><p>que se deposite o valor integral do crédito tributário devido.</p><p>IV – Concessão de Medida Liminar em Mandado de Segurança – art. 151, IV: é a</p><p>modalidade em que o contribuinte, considerando uma pendência administrativa, impetra</p><p>um mandado de segurança para a garantia de um direito líquido e certo, suspende assim a</p><p>cobrança da exigibilidade do crédito.</p><p>Obs: o mandado de segurança visa garantir direito líquido e certo.</p><p>V – Concessão de Liminar ou de Tutela Antecipada – art. 151, V: é a possibilidade de</p><p>suspensão do crédito, mediante distribuição de ações judiciais, com pedido de liminar ou</p><p>de tutela antecipada.</p><p>Obs: para esta ação o débito realmente tem que estar vencido e pode ser depositado ou</p><p>não o valor devido. Geralmente o juiz pede para depositar o valor, mas dependendo do</p><p>total do valor devido costuma pedir um bem em garantia, que pode ser um imóvel, um</p><p>veículo, dentre outros, para garantir a concessão da tutela ou da liminar e suspender a</p><p>cobrança.</p><p>VI – Parcelamento – art. 151,VI: constitui uma modalidade em que o fisco concede ao</p><p>contribuinte a possibilidade de parcelamento de débitos tributários vencidos; suspendendo</p><p>a exigibilidade com o pagamento da 1ª parcela.</p><p>Obs: não existe parcelamento de débitos de dívidas não vencidas.</p><p>Obs: se só pagar algumas parcelas e não pagar todas as demais, o parcelamento será</p><p>suspenso</p><p>e não poderá solicitar novamente o parcelamento da dívida.</p><p>Data: 21/05/2024</p><p>1) Disserte sobre a vinculação existente entre a “Hipótese de Incidência</p><p>Tributária” e o “Fato Gerador”.</p><p>A vinculação existente entre a hipótese de incidência tributária e o fato gerador resulta</p><p>no surgimento da obrigação tributária. Isto porque, como visto nas aulas, a hipótese de</p><p>incidência tributária é o momento abstrato, previsto em lei, que contém a descrição</p><p>legal de um fato ou situação que pode incidir um tributo; enquanto que o fato gerador é</p><p>um fato econômico que se realizado, e em havendo hipótese tributária, nasce a</p><p>obrigação tributária. Logo, é possível concluir que esta vinculação é importante porque</p><p>não existe obrigação tributária sem a hipótese de incidência tributária e o fato gerador.</p><p>2) O que é lançamento tributário e faça a diferenciação entre suas modalidades</p><p>considerando a participação direta ou indireta do Contribuinte.</p><p>Resposta da questão 2: De acordo com o artigo 142 do CTN, o lançamento tributário</p><p>é a atividade administrativa plenamente vinculada que objetiva verificar a ocorrência</p><p>do fato gerador da obrigação tributária; determinar a matéria tributável; calcular o</p><p>montante do tributo devido; identificar o sujeito passivo (contribuinte ou responsável) e</p><p>propor a aplicação de penalidades, se for o caso.Logo, é possível concluir que o</p><p>lançamento tributário é o ato que materializa a obrigação tributária tornando-a exigível</p><p>pelo fisco. A diferenciação entre as modalidades de lançamento tributário estão</p><p>vinculadas ao fato de que na modalidade de lançamento Direto não há a participação</p><p>direta do contribuinte porque, nesta modalidade, o contribuinte não precisa informar o</p><p>negócio jurídico tributável para ser exigível porque o fisco já tem conhecimento; já na</p><p>modalidade de lançamento por declaração há a participação direta do contribuinte</p><p>porque, nesta modalidade, o contribuinte declara ao fisco a existência de um negócio</p><p>jurídico tributável, gerando ao fisco o direito de proceder ao lançamento do tributo</p><p>devido e na modalidade de lançamento por homologação também há a participação</p><p>direta do contribuinte porque, nesta modalidade, o fisco já tem conhecimento do que o</p><p>contribuinte precisa informar e o contribuinte deve informar exatamente o que o fisco já</p><p>tem conhecimento para que seja feita a homologação.</p><p>3) Disserte sobre as modalidades de suspensão do Crédito Tributário.</p><p>As modalidades de suspensão da exigibilidade do Crédito Tributário estão previstas no</p><p>art. 151 do CTN e são as seguintes:</p><p>I - Moratória – trata-se da concessão estatal em favor do contribuinte da prorrogação</p><p>da data de vencimento de um tributo ou o parcelamento de um tributo que por sua</p><p>natureza deveria ser pago a vista.</p><p>II – Depósito do montante integral – é o procedimento pelo qual o contribuinte se</p><p>utiliza de uma ação judicial (consignação em pagamento) visando suspender a</p><p>exigibilidade do crédito, que somente se tornará exigível com o trânsito em julgado da</p><p>respectiva ação.</p><p>III – Reclamações e recursos administrativos – é a modalidade pela qual o</p><p>contribuinte, sem necessidade de depósito integral, ingressa com recurso na esfera</p><p>administrativa, dentro do prazo concedido pelo fisco.</p><p>IV – Concessão de Medida Liminar em Mandado de Segurança – é a modalidade em</p><p>que o contribuinte, considerando uma pendência administrativa, impetra um mandado</p><p>de segurança para a garantia de um direito líquido e certo, suspendendo assim a</p><p>cobrança da exigibilidade do crédito.</p><p>V – Concessão de Liminar ou de Tutela Antecipada – é a possibilidade de suspensão</p><p>do crédito, mediante distribuição de ações judiciais, com pedido de liminar ou de tutela</p><p>antecipada.</p><p>VI – Parcelamento – constitui uma modalidade em que o fisco concede ao contribuinte</p><p>a possibilidade de parcelamento de débitos tributários vencidos; suspendendo a</p><p>exigibilidade com o pagamento da 1ª parcela.</p><p>Data: 08/05/2024</p><p>Crédito Tributário</p><p>Da Extinção do Crédito Tributário</p><p>Conceito: são as causas em que o credito tributário se encerra em decorrência de</p><p>meios diretos ou meios indiretos, ficando o fisco satisfeito com o cumprimento da</p><p>obrigação.</p><p>Meios diretos: é o efetivo desembolso do crédito devido pelo contribuinte.</p><p>Meios indiretos: ocorre a extinção do crédito, sem desembolso, mas também da</p><p>ocorrência de fato jurídico que o extingue.</p><p>Obs: desembolso é o pagamento.</p><p>1 Do pagamento</p><p>Conceito de pagamento tributário: é a modalidade direta de extinção da obrigação, de</p><p>forma espontânea, porém obrigatória, do crédito devido pelo contribuinte direto ou pelo</p><p>responsável tributário.</p><p>- Pagamento x quitação</p><p>Diferença entre pagamento e quitação: o pagamento tributário é realizado pelo</p><p>contribuinte, tendo o fisco a obrigação de conceder o respectivo documento de</p><p>quitação.</p><p>Obs: A distinção que existe entre o Direito Civil e o Direito Tributário com relação a</p><p>pagamento é que o pagamento de um crédito tributário deve ser feito pelo próprio</p><p>contribuinte, enquanto que no Direito civil qualquer interessado no pagamento de uma</p><p>dívida pode efetuar o pagamento em nome do devedor. Na obrigação tributária um</p><p>terceiro pode até pagar, mas o recibo de pagamento sairá no nome do contribuinte.</p><p>(Lembrando que na relação civil o recibo sairá no nome de quem pagou e, por este</p><p>motivo, poderá ocorrer à ação de regresso).</p><p>- Pagamento e penalidade pecuniária (art. 157 do CTN)</p><p>Obs: o pagamento da penalidade não isenta o pagamento do crédito devido.</p><p>- Não presunção de pagamento (art. 158 do CTN)</p><p>Obs: se fizer o pagamento da 3ª prestação do IPTU, por exemplo, não haverá a</p><p>presunção de que a 1ª e a 2ª parcelas foram pagas, já que, para tal, há a necessidade</p><p>da apresentação do recibo de quitação fornecido pelo fisco.</p><p>- Lugar do pagamento (art. 159 do CTN)</p><p>Obs: o referido artigo está extremamente ultrapassado, já que, na atualidade, o</p><p>pagamento poderá ser feito em qualquer cidade devido à facilidade tecnológica para</p><p>se efetuar pagamentos.</p><p>- Prazo para pagamento (art. 160 do CTN)</p><p>Obs: no Direito Tributário se no boleto não vier especificado a data de vencimento,</p><p>este será cobrado 30 dias após a data em que se considera o sujeito passivo</p><p>notificado do lançamento.</p><p>(Vai cair na prova).</p><p>- Mora e inadimplemento (art. 161 do CTN)</p><p>Obs: a diferença é que a mora é o atraso e o inadimplemento é o descumprimento da</p><p>obrigação.</p><p> Há duas espécies de inadimplemento: voluntário e involuntário.</p><p>Inadimplemento voluntário relativo: inadimplemento que ocorre por dolo ou culpa</p><p>negligente. Neste caso há consequências para o devedor, por meio da aplicação de</p><p>juros de mora e multas.</p><p>Inadimplemento involuntário: inadimplemento que ocorre por caso fortuito ou motivo de</p><p>força maior. Neste caso não há consequências para o devedor.</p><p>Inadimplemento absoluto: se resume à impossibilidade de prestação da obrigação em</p><p>momento posterior ao tempo convencionado.</p><p>Inadimplemento relativo: se refere à viabilidade de cumprimento da obrigação, ainda</p><p>que tardiamente.</p><p>Data: 11/06/2024</p><p>Extinção do Crédito Tributário</p><p>2 - Da Compensação – art. 170 do CTN</p><p>Conceito: é um meio indireto de extinção de um crédito tributário onde ocorre o</p><p>confronto entre créditos e débitos, entre o contribuinte e o fisco.</p><p>Obs: a compensação somente pode ser feita se houver lei.</p><p>Espécies</p><p>Em caráter geral: é o poder discricionário que a autoridade administrativa possui para</p><p>editar uma lei que autoriza compensação de créditos e débitos a todos os contribuintes</p><p>que possuam esses créditos ou débitos junto ao fisco.</p><p>Em caráter individual: é a concessão da compensação a um contribuinte</p><p>especificamente, desde que comprovada à existência de créditos e débitos judiciais ou</p><p>extrajudiciais (sem ajuizamento de ações).</p><p>Obs: no caso das judiciais tem que ser observado o art. 170-A do CTN, que fala do</p><p>trânsito em</p><p>julgado do crédito. Logo, podemos concluir que para haver compensação</p><p>em caráter individual judicial tem que haver o trânsito em julgado.</p><p>Requisitos</p><p> Líquidos, certos, vencidos ou vincendos (a vencer);</p><p> Mesmo contribuinte ----- mesmo fisco competente. Ex: não pode ser</p><p>compensado crédito tributário de competência estadual para compensar débito</p><p>de crédito tributário de competência municipal, por exemplo.</p><p> Mesma espécie de tributo. Ex: IPTU com IPTU e ISS com ISS, por exemplo.</p><p>3 – Da Transação</p><p>Conceito: é a modalidade de extinção direta determinada por um acordo entre o</p><p>contribuinte e o fisco, numa demanda judicial. Ex: A transação só pode ser feita através de</p><p>parcelamento.</p><p> Quando ocorre? Em ações judiciais.</p><p>Obs: o parcelamento é feito considerando o valor total incluindo também os encargos e os</p><p>honorários dos procuradores.</p><p>Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público</p><p>Este princípio limita o poder do estado em transacionar com o contribuinte, considerando</p><p>que o crédito tributário possui interesse público. O que ocorre normalmente são os</p><p>parcelamentos.</p><p>4 – Da Remissão – (perdão)</p><p>Conceito: é um meio indireto de extinção do crédito tributário, considerando o poder</p><p>discricionário do fisco, procedendo com o perdão do crédito tributário, mediante lei, em</p><p>caráter geral ou individual.</p><p>Espécies</p><p>Em caráter geral: é aquele em que o fisco concede o benefício àqueles contribuintes</p><p>que possuam fato gerador de um determinado tributo.</p><p>Em caráter individual: é a possibilidade de concessão a um contribuinte de forma</p><p>individual, sobre determinado tributo de forma específica, sendo necessária a edição</p><p>da respectiva lei tributária.</p><p>Data: 12/06/2024</p><p>Extinção do Crédito Tributário</p><p>5 – Prescrição e decadência tributária</p><p>- Decadência tributária</p><p>Conceito: constitui no perecimento do direito/ dever do Estado em proceder com o</p><p>lançamento tributário, dentro de um determinado prazo, no qual transcorrido este</p><p>lançamento não pode mais ser realizado.</p><p>Prazo decadencial: 05 anos.</p><p>- o prazo é de 05 anos a partir do primeiro dia útil do exercício seguinte àquele em que</p><p>o lançamento poderia ter sido efetuado. Ex: No caso de IPTU do exercício de 2025. A</p><p>Lei é feita em 2024, a partir de 01/01/2025 inicia-se o prazo para o fisco fazer o</p><p>lançamento tributário e se não fizer o lançamento ao longo de todo o ano de 2025, a</p><p>partir de 01/01/2026 inicia-se a contagem do prazo decadencial e, após se passar 05</p><p>anos, em 01/01/2031 decai-se o prazo para se cobrar o tributo.</p><p>- Prescrição tributária</p><p>Conceito: consiste na perda do direito subjetivo de ação; sendo pela inércia do estado</p><p>cumulada com o decurso do prazo prescricional.</p><p>Prazo prescricional: 05 anos, a partir do primeiro dia seguinte ao vencimento. Ex: No</p><p>dia 10/05/2024 foi feito o lançamento tributário, a cobrança foi disponibilizada no dia</p><p>20/05/2024 por meio da notificação de cobrança e foi estabelecido que a cobrança</p><p>vence no dia 30/05/2024. Neste caso o atraso começa no dia 31/05/2024. Logo, o não</p><p>pagamento gera ao fisco o direito de cobrar judicialmente e extrajudicialmente.</p><p>Quando começa o prazo prescricional? A partir do primeiro dia seguinte ao vencimento</p><p>começa o direito de ação e se inicia o prazo prescricional; sendo que, neste caso,</p><p>após se passar 05 anos, se o fisco não entrar com a ação de cobrança em 31/05/2029</p><p>prescreve-se o prazo.</p><p>Obs: para existir a prescrição, obrigatoriamente, tem que ter ocorrido o lançamento</p><p>tributário.</p><p>Data: 18/06/2024</p><p>Extinção do Crédito Tributário</p><p>Da Conversão do depósito em renda</p><p>O valor que estava depositado da ação em consignação passará para o fisco diante da</p><p>improcedência do contribuinte.</p><p>Conceito: é o meio direto de extinção do crédito tributário, em que o depósito realizado</p><p>pelo contribuinte, após o julgamento de improcedência de uma ação de deposito em</p><p>desfavor do contribuinte, é convertido/ transferido para o fisco, constituindo-se em</p><p>renda ou receita pública (art. 151, II, do CTN).</p><p>Do pagamento antecipado e da Homologação</p><p>Renda</p><p>Conceito: é a extinção do crédito tributário relativo ao lançamento por homologação</p><p>(imposto de renda), a qual se dá após a homologação pelo fisco do crédito devido pelo</p><p>contribuinte.</p><p>Esta modalidade somente é extinta com a homologação e não com o depósito.</p><p>Da consignação julgada procedente</p><p>Conceito: ocorre a extinção do crédito com trânsito em julgado da decisão judicial que</p><p>julga procedente o depósito realizado pelo contribuinte, cujo o valor é a ele devolvido</p><p>total ou parcialmente extinguindo o crédito.</p><p>Da decisão administrativa procedente</p><p>Não tem judicialização porque é administrativa e, portanto, não tem a figura do juiz em</p><p>favor do contribuinte.</p><p>O fisco que perdeu pode judicializar.</p><p>Quem perde pode judicializar.</p><p>Conceito: ao contrário do dispositivo anterior, esta modalidade de extinção se dá na</p><p>esfera administrativa, em decisão favorável ao contribuinte que não comporta mais</p><p>recurso.</p><p>Obs: o fisco, mesmo sendo vencido na esfera administrativa, pode judicializar a</p><p>discussão do crédito devido.</p><p>Da decisão judicial transitada em julgado</p><p>- Ação anulatória não precisa depositar em consignação.</p><p>- Embargos a execução.</p><p>- Se o contribuinte for vencedor o credito será extinto.</p><p>Conceito: é a extinção do crédito, judicializado, em que o contribuinte, em ação</p><p>judicial, é o vencedor da demanda (com decisão transitada em julgado).</p><p>Da dação em pagamento bens imóveis</p><p>- Dação em pagamento instituto do Direito Civil</p><p>- Devedor não tem dinheiro para pagar e fala que tem um carro para pagar o credor e</p><p>este aceita o carro como pagamento.</p><p>- É a substituição da dívida pelo pagamento.</p><p>- O contribuinte oferece ao fisco um bem imóvel para liquidar a dívida.</p><p>- Interesse comum – interesse coletivo.</p><p>- É uma exceção a regra de que todo tributo deve ser pago em dinheiro consistindo no</p><p>oferecimento pelo contribuinte ao fisco de um bem imóvel cuja aceitação é condição</p><p>obrigatória para a extinção do crédito.</p><p>Obs: em caso de aceitação deve atingir o interesse público.</p><p>Data: 26/06/2024</p><p>Crédito tributário</p><p>Lançamento Tributário</p><p> Suspensão – Art. 151 do CTN: 6 modalidades.</p><p> Extinção – Art. 156 do CTN: 11 modalidades.</p><p> Exclusão – Art. 175 do CTN: 2 modalidades.</p><p>Modalidades de Exclusão do Crédito Tributário</p><p>Obs: A exclusão se refere exclusivamente a impostos.</p><p>Conceito: é o poder do ente tributante de excluir da própria receita determinados</p><p>créditos tributários ou penalidades tributárias em benefício de determinadas pessoas</p><p>ou segmentos.</p><p>Obs: Quando essas exclusões (créditos ou penalidades) são retiradas através da</p><p>isenção tributária e da anistia tributária.</p><p>Espécies:</p><p> Isenção tributária – (se refere ao próprio tributo, que, neste caso, é o imposto):</p><p>é a modalidade de exclusão em que o ente tributante deixa de proceder o</p><p>lançamento tributário, mesmo havendo obrigação tributaria, beneficiando</p><p>determinadas pessoas ou segmentos. Diz respeito a isenção no recolhimento</p><p>do tributo(imposto).</p><p>Obs: Na modalidade de isenção existe a obrigação tributária, mas não ocorre o</p><p>lançamento tributário.</p><p>Obs: A isenção sempre vai existir pelo Princípio da Legalidade.</p><p>Obs: Os efeitos da lei que instituiu a isenção ocorrem a partir do momento em que o</p><p>tributo poderia ser exigido (efeito prospectivo).</p><p> Anistia tributária – (se refere as penalidades(multas)): é a modalidade de</p><p>exclusão pela qual o ente tributante retira de seu crédito as penalidades</p><p>decorrentes da inadimplência do contribuinte; também, neste caso, há de se</p><p>obedecer o Principio da Legalidade.</p><p>Obs: Os efeitos da lei de anistia incidem sobre as penalidades até então havidas, em efeito</p><p>retrospectivo, ou seja, penalidades exigíveis.</p>

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