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<p>WBA0946_v1.0</p><p>Farmacologia em UTI</p><p>Hemocomponentes e</p><p>Antibioticoterapia em Terapia</p><p>Intensiva</p><p>Hemocomponentes em Terapia Intensiva</p><p>Bloco 1</p><p>Claudia Maria Cunha</p><p>Transfusão de concentrado de hemácias em pacientes críticos</p><p>Curiosidade:</p><p>Pacientes de Terapia Intensiva estão sujeitos ao</p><p>desenvolvimento de anemia e isso é algo bem comum,</p><p>devido aos procedimentos invasivos, cirurgias, terapias,</p><p>como a hemodiálise, entre outros.</p><p>Agravos:</p><p>Comprometimento imunológico, reações transfusionais</p><p>que podem ou não apresentar febre, lesões pulmonares,</p><p>aumentando, assim, a morbidade e mortalidade.</p><p>(BRASIL, 2012)</p><p>Figura 1 - Concentrado de hemácias em Terapia Intensiva</p><p>Fonte: baranodezmir/ iStock.com.</p><p>Emergências na Terapia Transfusional em Terapia Intensiva</p><p>Quando um paciente tem grande perda volêmica</p><p>(hipovolemia), por exemplo, devido à hemorragia,</p><p>precisará receber concentrado de hemácias, e</p><p>apresentará os seguintes sinais e sintomas:</p><p>• Hipotensão arterial.</p><p>• Frequência cardíaca acima de 120 bpm.</p><p>• Diminuição do débito urinário.</p><p>• Queda no nível de consciência.</p><p>• Frequência respiratória acima de 30 rpm.</p><p>Indicações para transfusão de plaquetas</p><p>As plaquetas são indicadas especialmente nas</p><p>plaquetopenias vindas da falência medular relacionadas</p><p>a doenças hematológicas, radioterapias ou</p><p>quimioterapias.</p><p>Vale citar que nas plaquetopenias imunes, como a</p><p>púrpura trombocitopênica imune (PTI), que ocorre</p><p>devido a um distúrbio autoimune antiplaquetário, o uso</p><p>de concentrado de plaquetas é bastante restrito, sendo</p><p>somente recomendado para casos de graves</p><p>sangramentos, que possam colocar em risco a vida do</p><p>paciente.</p><p>(BRASIL, 2012)</p><p>Dengue hemorrágica</p><p>Nos casos de dengue hemorrágica, o uso de</p><p>concentrados de plaquetas também não está indicado.</p><p>O seu caso é bem semelhante aos dos acometidos por</p><p>púrpura, onde os anticorpos, que indo ao combate nas</p><p>proteínas virais, criam reações de combate as plaquetas,</p><p>exercendo uma função autoimune. Dessa forma, seu uso</p><p>profilático não está indicado. Assim como nos casos de</p><p>sangramentos por Leptospirose e Riquetsioses.</p><p>Plasma:</p><p>O uso de plasma é restrito e está relacionado às</p><p>necessidades de suas propriedades, de ter em sua</p><p>composição os fatores de coagulação.</p><p>Então esse hemocomponente, deverá ser usado, nos casos de deficiência de algum ou alguns</p><p>fatores de coagulação. São indicados nos casos:</p><p>• Hepatopatia: a diminuição na síntese dos fatores da coagulação a seguir (I, II, VII, IX e X).</p><p>• Coagulação Intravascular Disseminada (CID). Alguns exemplos para o uso do plasma:</p><p>veneno de cobra, septicemia, hipervolemia, nesses casos, o fator Fibrinogênio é o menor</p><p>(FVIII e FXIII ).</p><p>• Sangramento severo causado por uso de anticoagulantes orais</p><p>ou necessidade de reversão urgente da anticoagulação: nesse</p><p>caso, há um alargamento do International Normalized Ratio</p><p>(INR), que poderá ser revertido com a suspensão de</p><p>anticoagulantes, administrando vitamina K ou usando os</p><p>fatores (II, VII, IX e X), que varia de acordo com a complexidade</p><p>do paciente.</p><p>(BRASIL, 2015)</p><p>Figura 2 - Concentrado de plaquetas</p><p>Fonte: P_ Wei/ iStock.com.</p><p>Figura 3 - Petéquias causadas por</p><p>dengue hemorrágica</p><p>Fonte: weerapatkiatdumrong/ iStock.com</p><p>Figura 4 - Bolsa de plasma sendo hemotransfundida</p><p>Fonte: Akiromaru/ iStock.com.</p><p>Crioprecipitado (CRIO)</p><p>É indicado em casos específicos de tratamento de</p><p>hipofibrinogemia congênita ou adquirida, na carência dos</p><p>fatores XIII ou disfibrinogemia.</p><p>Esse hemocomponente não deve ser utilizado na</p><p>carência de fatores de coagulação, que não seja o fator</p><p>XIII ou de fibrinogênio.</p><p>Quais são as indicações no uso dos CRIO?</p><p>• Reposição de fibrinogênio em casos de hemorragia e</p><p>a falta isolada adquirida ou congênita de fibrinogênio,</p><p>em caso de falta do mesmo industrial.</p><p>(BRASIL, 2012)</p><p>• Reposição de</p><p>fibrinogênio, em casos</p><p>graves de</p><p>hipofibrinogemia e</p><p>coagulação intravascular</p><p>disseminada (CID).</p><p>• Também na reposição</p><p>Fator XIII, em casos de</p><p>hemorragias por falta</p><p>desse fator, na ausência</p><p>do concentrado</p><p>industrial purificado</p><p>(BRASIL, 2010).</p><p>Figura 5 - Hemácias/ plaquetas/</p><p>plasma e crioprecipitados</p><p>Fonte: choja/ iStok.com.</p><p>Hemocomponentes e</p><p>Antibioticoterapia em Terapia</p><p>Intensiva</p><p>Curiosidades</p><p>Bloco 2</p><p>Claudia Maria Cunha</p><p>O que esperar do profissional que atua com hemocomponentes em</p><p>Terapia Intensiva?</p><p>A administração de hemocomponentes deve acontecer</p><p>seguindo protocolos institucionais, pois podem causar danos</p><p>irreversíveis ao paciente e até mesmo a morte.</p><p>Assim, algumas das responsabilidades que assumimos perante</p><p>esse processo são:</p><p>• Confirmar o tipo sanguíneo do paciente.</p><p>• Condições de temperatura da bolsa a ser infundida.</p><p>• Realizar dupla checagem e utilizar equipo com filtro para</p><p>transfusão.</p><p>• Checar se há reserva do hemocomponentes antes de</p><p>cirurgias ou procedimentos invasivos com risco de</p><p>sangramento.</p><p>• Obter autorização do paciente ou do familiar para tal.</p><p>• Uma importante informação é sobre pacientes renais</p><p>crônicos, que perdem uma quantidade de hemácias</p><p>nas sessões de hemodiálise e em muitos casos,</p><p>necessitam realizar transfusões, além de usar</p><p>medicamentos que estimulam a eritropoiese</p><p>(formação de eritrócitos = hemácias).</p><p>• Na hemodiálise, é necessário sempre averiguar o</p><p>tempo de coagulação do paciente, já que o mesmo é</p><p>heparenizado. Então, se esse paciente tem deficiência</p><p>no fator de coagulação sanguínea, sua diálise poderá</p><p>ser comprometida.</p><p>• Dessa forma, a investigação do quadro geral de saúde</p><p>desse paciente deverá ser de maneira incisiva.</p><p>• Quanto ao cateter que será utilizado para</p><p>administração do hemocomponentes, é importante</p><p>que seja exclusivo para esse fim, esteja na validade,</p><p>sem sinais flogísticos e bem fixado.</p><p>• O único medicamento que poderá ser realizado com o</p><p>hemocomponente é o soro fisiológico 0.9%.</p><p>• Estar atento aos sinais e sintomas durante a</p><p>transfusão de hemocomponentes previne</p><p>complicações indesejáveis, entre elas, o choque</p><p>pirogênico.</p><p>• No choque pirogênico, o paciente apresenta febre,</p><p>tremores, hipotensão, dispneia, cefaleia, baixa na</p><p>saturação de 02 e náuseas.</p><p>• O que acarreta o choque pirogênico é a presença de</p><p>soluções contaminadas, na corrente sanguínea, como</p><p>produtos de degradação proteica (exemplo:</p><p>hemocomponentes).</p><p>• Assim, antes de realizar transfusão em um paciente,</p><p>deve-se observar todos os itens pertinentes, já</p><p>citados.</p><p>• Na questão religiosa, algumas religiões não aceitam a</p><p>hemoterapia, baseados em interpretações bíblicas.</p><p>Nesse caso, o paciente ou o responsável legal podem</p><p>negar o tratamento com hemocomponentes.</p><p>• Como curiosidade, no Brasil, existe um programa de</p><p>cirurgias em que médicos cirurgiões aceitam realizar</p><p>cirurgias sem que haja transfusão de sangue, mesmo</p><p>para aqueles casos nos quais haveria essa</p><p>recomendação.</p><p>Figura 6 - Realização de hemodiálise</p><p>Fonte: Picsfive/ iStock.com.</p><p>Hemocomponentes e</p><p>Antibioticoterapia em Terapia</p><p>Intensiva</p><p>Antibioticoterapia</p><p>Bloco 3</p><p>Claudia Maria Cunha</p><p>O que é infecção hospitalar?</p><p>• Podemos definir como infecção hospitalar toda</p><p>infecção que é adquirida na internação do paciente e</p><p>que é percebida até mesmo depois de sua alta.</p><p>• Dentro dos Centros de Terapia Intensiva (CTI), o</p><p>paciente está exposto diariamente a agentes</p><p>microbianos, pois o número de procedimentos</p><p>invasivos é elevado, somado ao estado de baixa</p><p>imunidade e sua condição crítica.</p><p>• Dessa forma, o uso de antibióticos é elevado e, se não</p><p>for administrado com conhecimento e</p><p>responsabilidade, poderá trazer agravos a saúde do</p><p>paciente.</p><p>• O objetivo da antibioticoterapia é de curar uma doença</p><p>que é a cura clínica ou agir no combate a um agente</p><p>infeccioso, que tem seu biofilme fixado em um foco</p><p>infeccioso (cura microbiológica).</p><p>• Após a descoberta por cultura de alguma bactéria, o</p><p>isolamento do paciente deverá ser feito, dentro das</p><p>unidades de terapia intensiva.</p><p>Exemplo: se o paciente tem uma internação recente em</p><p>hospital e há uma nova internação, esse paciente</p><p>deverá ter</p><p>colhido swab (como rotina de cada instituição) e colocado em</p><p>precaução de contato, além de ser preciso que os profissionais</p><p>usem avental, luva e realizem a higienização das mãos, antes e</p><p>após a prestação de cuidados a este.</p><p>Figura 7 - EPI’s de precaução de contato</p><p>Fonte: stockvisual/ iStock.com.</p><p>Figura 8 - Lavagem das mãos</p><p>Fonte: Santypan/ iStock.com.</p><p>Como é a escolha dos antibióticos?</p><p>• O que determinará a escolha do antibiótico é o tipo</p><p>de agente patogênico que está causando a infecção e</p><p>qual sua sensibilidade ao antimicrobiano.</p><p>• Deve-se priorizar a ação microbiana seletiva e potente</p><p>em que há ação bactericida e não apenas</p><p>bacteriostática.</p><p>• Que não cause resistência ao microrganismo.</p><p>• Que tenha opções para vias de administração.</p><p>Figura 9 - Cultura de Bactéria</p><p>Fonte: AndreasReh/ iStock.com.</p><p>Figura 10 - Staphylococcus aureus</p><p>resistente à meticilina bactérias</p><p>Fonte: royaltystockphoto/ iStock.com.</p><p>Como avaliar a necessidade da antibioticoterapia?</p><p>• Por meio da curva febril, que é o monitoramento da</p><p>febre nas 24 horas.</p><p>• O resultado do leucograma, que detecta algum sinal</p><p>de infecção no organismo.</p><p>• Os sinais característicos para cada tipo de infecção.</p><p>• Infecção no sítio de inserção.</p><p>• Disfunção de órgãos.</p><p>�� Toxicidade.</p><p>Os antibióticos são essenciais na terapêutica do paciente</p><p>crítico, e estar atualizado nos cuidados pertinentes a esse</p><p>paciente fará toda diferença em seu tratamento.</p><p>Realizar a medicação no horário correto é um fator</p><p>determinante para o sucesso do tratamento e a</p><p>desospitalização precoce do paciente e diminuição dos</p><p>agravos.</p><p>(BRASIL, 2015)</p><p>Padronização e controle dos antibióticos</p><p>As instituições hospitalares possuem um Serviço de</p><p>Controle de Infecção Hospitalar juntamente com uma</p><p>Comissão de Farmácia Terapêutica, que são responsáveis</p><p>por algumas medidas. São elas:</p><p>• Realizar a padronização de antimicrobianos que são</p><p>usadas na instituição (de acordo com critérios já</p><p>estabelecidos).</p><p>• Manter o controle da prescrição de antimicrobianos</p><p>no hospital, em especial para as cefalosporinas de</p><p>terceira e quarta gerações, aminoglicosídeos,</p><p>quinolonas, novos beta lactâmicos.</p><p>(BRASIL, 2015)</p><p>Teoria em Prática</p><p>Bloco 4</p><p>Cláudia Maria Cunha</p><p>Reflita sobre a seguinte situação:</p><p>Paciente O. L. M., 67 anos, necessitando de</p><p>hemocomponente, interna no CTI, com hemorragia severa em</p><p>trato gastrointestinal. Após exame médico, será encaminhado</p><p>para cirurgia. Foi solicitado dois concentrados de hemácias</p><p>para o sangue O+.</p><p>Quais os cuidados de Enfermagem a serem realizados, em</p><p>relação a hemoterapia?</p><p>Qual seria a conduta correta para saber se um paciente é</p><p>resistente a um tipo de antibiótico?</p><p>Norte para resolução</p><p>1. Quais os cuidados de Enfermagem a serem realizados,</p><p>em relação a hemoterapia?</p><p>• Reservar a bolsa de sangue, com a tipagem sanguínea</p><p>correta.</p><p>• Checar o acesso do paciente, avaliando se está pérvio,</p><p>pegar o documento assinado com a autorização para a</p><p>hemoterapia.</p><p>• Verificar sinais vitais.</p><p>• Realizar dupla checagem, na hora de instalar o</p><p>hemocomponente.</p><p>• Monitorar sinais e sintomas durante a transfusão.</p><p>• Garantir que o equipo tem filtro adequado.</p><p>Norte para resolução</p><p>2. Qual seria a conduta correta para saber se um</p><p>paciente é resistente a um tipo de antibiótico?</p><p>• Realizar antibiograma. Nesse exame, é possível</p><p>detectar quais os antibióticos são sensíveis a</p><p>determinado antibiótico.</p><p>Dica do (a) Professor (a)</p><p>Bloco 5</p><p>Claudia Maria Cunha</p><p>Dicas:</p><p>• Vídeo:</p><p>Produção de hemocomponentes.</p><p>Professor Milton Túlio.</p><p>• Leitura:</p><p>Antibioticoterapia_COVID19.pdf/ Artigo de 2020.</p><p>Oxfordbrazil.</p><p>Referências</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Consenso sobre o uso racional</p><p>de antimicrobianos. Brasília, 2015. Disponível em:</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd08_03.pdf.</p><p>Acesso em: 20 ago. 2021.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Guia para uso de</p><p>hemocomponentes. Brasília, 2012. Disponível em:</p><p>http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_uso_hemoc</p><p>omponentes_2ed.pdf. Acesso em: 20 ago. 2021.</p><p>Bons estudos!</p><p>Farmacologia em UTI</p><p>Hemocomponentes e Antibioticoterapia em Terapia Intensiva</p><p>Transfusão de concentrado de hemácias em pacientes críticos</p><p>�</p><p>Emergências na Terapia Transfusional em Terapia Intensiva</p><p>Indicações para transfusão de plaquetas</p><p>Dengue hemorrágica</p><p>Número do slide 8</p><p>Número do slide 9</p><p>Número do slide 10</p><p>Crioprecipitado (CRIO)</p><p>Número do slide 12</p><p>Hemocomponentes e Antibioticoterapia em Terapia Intensiva</p><p>O que esperar do profissional que atua com hemocomponentes em Terapia Intensiva?</p><p>Número do slide 15</p><p>Número do slide 16</p><p>Número do slide 17</p><p>Número do slide 18</p><p>Número do slide 19</p><p>Hemocomponentes e Antibioticoterapia em Terapia Intensiva</p><p>O que é infecção hospitalar?</p><p>Número do slide 22</p><p>Número do slide 23</p><p>Como é a escolha dos antibióticos?</p><p>Número do slide 25</p><p>Como avaliar a necessidade da antibioticoterapia?</p><p>Número do slide 27</p><p>Padronização e controle dos antibióticos</p><p>Teoria em Prática</p><p>Reflita sobre a seguinte situação:</p><p>Norte para resolução</p><p>Norte para resolução</p><p>Dica do (a) Professor (a)</p><p>Dicas:</p><p>Referências</p><p>Bons estudos!</p>