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<p>FUNDAMENTOS DA GESTÃO PÚBLICA</p><p>Sumário</p><p>FUNDAMENTOS DA GESTÃO PÚBLICA ....................................................... 0</p><p>FACUMINAS 2</p><p>1. INTRODUÇÃO 3</p><p>2. PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 4</p><p>2.1 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE: 5</p><p>2.2 PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE 6</p><p>2.3 PRINCÍPIO DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA 8</p><p>2.4 PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE 9</p><p>2.5 PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA 10</p><p>3. O CONTROLE DAS ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS DOS ENTES</p><p>FEDERATIVOS 12</p><p>4. CONTROLE DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA 14</p><p>5. CONTROLE ADMINISTRATIVO 15</p><p>6. CONTROLE LEGISLATIVO 19</p><p>7. CONTROLE JUDICIAL 19</p><p>8. A PREVISÃO DO LEGISLADOR DE PUNIR ATOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS QUE VIOLAREM CONTRA OS PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 20</p><p>9. CONSIDERAÇÕES FINAIS 24</p><p>REFERÊNCIAS 26</p><p>FACUMINAS</p><p>A história do Instituto Facuminas, inicia com a realização do sonho de um grupo de empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a Facuminas, como entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior.</p><p>A Facuminas tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação.</p><p>A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no atendimento e valor do serviço oferecido.</p><p>1. INTRODUÇÃO</p><p>Afinal, o que difere a administração pública da administração de empresas privadas? O que impede que o gestor público atue da mesma forma que o administrador de uma empresa? Quais são as efetivas razões da constantemente referenciada ineficiência da administração pública?</p><p>Porque os órgãos e entidades da administração pública não são gerenciados com a eficiência da empresa privada? Estas são questões presentes no senso comum, e que exigem resposta.</p><p>Tais respostas, no entanto, são construções particulares, eis que envolvem significativa parcela de subjetividade. Cumpre assinalar de início que a ineficiência administrativa não é prerrogativa exclusiva dos órgãos e entidades da administração pública. Na esfera privada, ambiente sabidamente mais competitivo, existem empresas com práticas tão ou mais ineficientes, chegando, inclusive às raias do amadorismo gerencial.</p><p>Neste contexto, a análise das especificidades que cercam a administração pública requer a abordagem de alguns elementos conceituais básicos, tais como a noção de poder/dever do administrador público e suas consequências.</p><p>Em se tratando de administração pública, fundamentalmente em razão do denominado princípio basilar da legalidade, o gestor público deve estar sempre sujeito aos ditames da lei. Diz-se, pois, que o poder do administrador público é, em verdade, um poder-dever.</p><p>Assim, o gestor não só pode fazer o que a lei o autoriza, mas tem o dever de fazê-lo. Em síntese, ao passo que na administração de uma empresa privada o gestor pode fazer tudo que a lei não proíbe, na esfera pública, de forma oposta, o administrador pode e deve fazer somente o que a lei permitir (noções de ato vinculado e ato discricionário). A gestão pública, portanto, está restrita aos ditames legais.</p><p>2. PRINCÍPIOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</p><p>Segundo Cretella Júnior (1995, p.6), princípio é “toda proposição,, pressuposto de um sistema, que lhe garante a validade, legitimando-o”. Os princípios de gestão pública constituem os fundamentos de validade da ação administrativa.</p><p>Estabelece a Constituição Federal, art. 37, caput que a Administração Pública deve obedecer aos princípios da:</p><p>a) legalidade;</p><p>b) impessoalidade;</p><p>c) moralidade;</p><p>d) publicidade;</p><p>e) eficiência.</p><p>“Art. 37 A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da</p><p>União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...).”</p><p>São, pois, todos princípios a serem obrigatoriamente observados pela Administração por ocasião da prática dos atos de gestão.</p><p>Gestão pública não é, portanto, unicamente a busca da observância do princípio da legalidade administrativa. O conteúdo jurídico transcende o ‘positivado’, exigindo, pois, uma interpretação sistemática de alcance mais abrangente, com vistas ao seu propósito maior – o interesse público (Freitas, 1997).</p><p>2.1 PRINCÍPIO DA LEGALIDADE:</p><p>O princípio da legalidade encontra fundamento nos artigos 5º, inciso II, 37, caput, e 84, inciso IV, todos da Constituição Federal de 1988, que dispõem:</p><p>“Art. 5º, II Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.”</p><p>Significa que a administração pública está sujeita aos princípios legais, ou seja, as leis ou normas administrativas contidas na Constituição. Neste caso, só é possível fazer o que a lei autoriza. Quando a administração pública afasta-se ou desvia-se da legalidade, ela é exposta à responsabilidade civil e criminal, conforme o caso. Desta forma, a lei acaba distribuindo responsabilidades aos gestores. Trazendo essa lógica para o cotidiano, um administrador público em um processo de licitação, por exemplo, deverá proceder de maneira já estabelecida e em hipótese nenhuma de forma diferente.</p><p>Ao contrário do que afirma o princípio da legalidade em normas que atingem o particular – entenda “particular” como a pessoa que não exerce função pública em âmbito administrativo –, é a obrigatoriedade dos servidores de fazerem apenas o que está previsto na Lei. Por exemplo, um particular não pode matar alguém, pois isso é proibido pela lei (Código Penal). O administrador público deve proceder numa licitação, por exemplo, conforme as regras estabelecidas e nunca de forma diferente.</p><p>Essa é a primeira regra necessária para se entender a relação de princípios da Administração Pública, visto que todos os atos administrativos praticados por um servidor durante o desempenho das atividades deverão, impreterivelmente, estar previstos em lei.</p><p>Para o doutrinador Mello (2012, p.101) “o da legalidade é específico do Estado de Direito, é justamente aquele que o qualifica e que lhe dá identidade própria, por isso, considerado princípio basilar do regime jurídico-administrativo”.</p><p>Na Administração Pública não há vontade pessoal, nem liberdade. Enquanto ao particular é lícito fazer tudo o que a lei proíbe, na Administração Pública só é permitido fazer o que a lei autoriza, assim explana Meirelles (2016, p. 93):</p><p>"A lei para o particular significa “pode fazer assim”’;</p><p>para o administrador público significa "deve fazer assim", caso o servidor público desvie a sua finalidade cometerá ato ilícito, e irá se expor à responsabilização administrativa, civil e criminal,</p><p>conforme cada caso.”</p><p>2.2 PRINCÍPIO DA IMPESSOALIDADE</p><p>Aborda tanto a atuação impessoal, que objetiva a satisfação do interesse coletivo, quanto a própria administração pública. Esse princípio impõe ao gestor público que só pratique o ato para o seu objetivo legal, vedando qualquer prática de ato administrativo sem interesse público ou vantagem para a gestão. Podemos citar como exemplo de violação do princípio da impessoalidade, a exaltação do trabalho de um secretário de obras na inauguração de uma obra.</p><p>O princípio da impessoalidade é dividido em duas partes:</p><p>1 – A relação com os particulares: tem como objetivo a finalidade pública, sem promover interesses pessoais. Como, por exemplo, a nomeação de algum amigo ou parente para exercer um cargo público, sem ter o conhecimento técnico para a função, em troca</p><p>de benefícios pessoais.</p><p>2 – Em relação à própria Administração Pública: vedação de promoção pessoal de agentes públicos em quaisquer atos, obras, serviços, publicidade de atos, programas e campanhas, como reza o Art. 37, §1º da Constituição Federal:</p><p>§1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.</p><p>Mello (2012, p. 117) neste prisma, leciona que o princípio da legalidade:</p><p>“traduz a ideia de que a Administração tem de tratar a todos os administrados sem discriminações, benéficas ou detrimentosas. Nem favoritismo, nem perseguições são toleráveis. Simpatias ou animosidades pessoais, políticas ou ideológicas não podem interferir na atuação administrativa”.</p><p>E completa: “o princípio em causa não é senão o próprio princípio da igualdade ou isonomia”</p><p>Marinela (2016, p. 89), preleciona importante reflexão:</p><p>“O princípio da impessoalidade também pode ser</p><p>analisado sob dois aspectos diferentes: primeiro, quanto ao dever de atendimento ao interesse público, tendo o administrador a obrigação de agir de forma impessoal, abstrata, genérica, protegendo sempre a coletividade; segundo, que a atividade administrativa exercida por um agente público seja imputada ao órgão ou entidade, e não ao próprio agente.”</p><p>Por outra óptica, é possível verificar que o princípio da legalidade tenta impedir o favorecimento pessoal daqueles investidos em cargos públicos. A Carta Maior em seu artigo 37, § 1º estabelece:</p><p>“A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção</p><p>pessoal de autoridades ou servidores públicos.”</p><p>De forma clara Meirelles (2016, p. 98) explana:</p><p>"O que o princípio da finalidade veda é a prática de ato administrativo sem interesse público ou conveniência para a</p><p>Administração, visando unicamente a satisfazer interesses privados, por favoritismo ou perseguição dos agentes governamentais, sob a forma de desvio de finalidade. Esse desvio de conduta dos agentes públicos constitui uma das mais insidiosas modalidades de abuso de poder."</p><p>Constata-se que o princípio em tela estabelece que o agente público deve basear-se na ausência de interesse pessoal.</p><p>2.3 PRINCÍPIO DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA</p><p>Não basta obediência ao princípio da legalidade exposto acima. Aqueles que lidam com o interesse e patrimônio público devem, também, seguir padrões éticos esperados em determinada comunidade. O princípio da moralidade existe para estabelecer os bons costumes como regra da Administração Pública, ao passo que a sua inobservância importa em um ato viciado (errado), que se torna inválido, pois o ato praticado é considerado ilegal, justamente por não ser moralmente aceitável naquela comunidade.</p><p>Trata de obedecer não somente a lei jurídica, mas também a lei ética da própria instituição, ou seja, o administrador público precisa seguir alguns padrões éticos. Portanto, a moralidade administrativa junto a sua legalidade e adequação aos demais princípios, possuem pressupostos que, quando não seguidos, tornam a atividade pública ilegítima. Sendo assim, o gestor público que agir de forma contrária descumprirá a moralidade como também o princípio de legalidade.</p><p>Um exemplo prático na política? A nomeação de parentes em cargos comissionados, que são preenchidos por nomeação de prefeitos ou governadores e ocupam funções de chefia.</p><p>A Constituição Federal consagrou em alguns artigos a necessidade de impedir atos de imoralidade, como podemos verificar, como, por exemplo, no artigo 85, onde demonstra os crimes de responsabilidade do Presidente da República, e no inciso V do referido artigo descreve a probidade na administração. Noutra vertente, o artigo 37, § 4º, discorre sobre as penalidades de improbidade administrativa, a qual será objeto de análise em item específico sobre a previsão do legislador de punir atos de servidores públicos que violarem contra os princípios da Administração Pública.</p><p>2.4 PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE</p><p>Os atos praticados pela Administração Pública devem ser publicados oficialmente, para conhecimento e controle da população. Para Hely Lopes Meirelles, este princípio atinge, além do aspecto da divulgação dos atos, a possibilidade de conhecimento da conduta interna dos funcionários públicos. Assim, os documentos públicos podem ser examinados por qualquer pessoa do povo, exceto em casos de necessidade de preservação da segurança da sociedade e do Estado ou de interesse público, como, por exemplo, um processo judicial que corre em segredo de justiça. Um tipo de informação que não pode ser divulgada são dados pessoais de servidores, por exemplo.</p><p>0</p><p>Exemplos: divulgação dos salários de servidores públicos e publicações dos atos no Diário Oficial da União, Estado ou Município, dependendo do caso.</p><p>Importa assinalar Carvalho Filho (2016, p. 78) “Só com a transparência dessa conduta é que poderão os indivíduos aquilatar a legalidade ou não dos atos e o grau de eficiência de que se revestem. ”</p><p>Por conseguinte, Gomes (2006, p. 12):</p><p>“Na hipótese de inexistência do respectivo órgão da imprensa oficial local (por exemplo, não são todos os municípios que possuem diários oficiais próprios), a</p><p>Administração Pública responsável deverá promover a divulgação do ato administrativo respectivo em jornal de grande</p><p>circulação da localidade.”</p><p>A publicidade de que se trata aqui, como se percebe, resulta de uma presunção de conhecimento público, por parte dos administrados, dos atos praticados pela Administração Pública, caracterizando-se, em princípio, como essencial à validade e eficácia dos atos administrativos.”.</p><p>A Administração Pública tem o dever de manter a transparência de seus atos. O princípio em tela está exposto em outro dispositivo da Carta Maior, como podemos constatar em seu Artigo 5º, XXXIII.</p><p>“todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado;”</p><p>2.5 PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA</p><p>Compreende-se “eficiência” por quando o agente cumpre com suas competências, agindo com presteza, perfeição, buscando sempre o melhor resultado 1</p><p>e com o menor custo possível, no sentido econômico-jurídico. Exige desfecho satisfatório, em tempo razoável, em prol do interesse público e segurança jurídica.</p><p>Esse princípio exige que a atividade administrativa seja exercida de maneira perfeita, com rendimento funcional. A eficiência exige resultados positivos para o serviço público e um atendimento satisfatório, em tempo razoável.</p><p>Di Pietro (2014, p. 84), define a importância do Princípio da Eficiência especificando que:</p><p>“O princípio da eficiência apresenta, na realidade, dois aspectos: pode ser considerado em relação ao modo de atuação do agente público, do qual se espera o melhor desempenho possível de suas atribuições, para lograr os melhores resultados; e em relação ao modo de organizar, estruturar, disciplinar a Administração Pública, também com o mesmo objetivo de alcançar os melhores resultados na</p><p>prestação do serviço público. ”</p><p>Segundo apontamentos de Carvalho Filho (2016, p. 84). "A eficiência transmite sentido relacionado ao modo pelo qual se processa o desempenho da atividade administrativa; a ideia diz respeito, portanto, à conduta dos agentes."</p><p>2</p><p>Conhecer os princípios que norteiam a Gestão Pública é essencial para pôr em prática uma administração pública íntegra, efetiva, transparente e mais próxima da sociedade. No entanto, isso não é tudo! Após estar fundamentado nos pilares estabelecidos anteriormente, o gestor também precisa ficar atento às novas tecnologias e procedimentos que facilitarão</p><p>cada vez mais a sua gestão de forma segura.</p><p>Sistemas de fácil operacionalização, seguros e idealizados conforme parâmetros criteriosos com vista à atender as Leis que norteiam a Transparência Pública serão fundamentais. Um bom começo, principalmente em virtude do seu grau de relevância no âmbito da gestão municipal, é entender quais os principais aspectos a serem observados na contratação de um sistema de contabilidade pública, por exemplo.</p><p>3. O CONTROLE DAS ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS DOS</p><p>ENTES FEDERATIVOS</p><p>Neste ponto, importa salientar que não existe um diploma único que discipline o controle da atuação administrativa, nem a Carta Magna tratou em um específico capítulo ou título.</p><p>Almejando assegurar que a Administração Pública atue em conformidade com os princípios que lhe são impostos, é necessário que haja um controle por parte da mesma. O controle da Administração fiscaliza a atuação dos órgãos, a atuação dos agentes e entidades que compõem a Administração Pública.</p><p>Apontando o conceito de controle administrativo, Carvalho Filho (2016, p. 1183) dispõe que:</p><p>“Podemos denominar de controle da Administração</p><p>Pública é o conjunto de mecanismos jurídicos e administrativos por meio dos quais se exerce o poder de fiscalização e de</p><p>3</p><p>revisão da atividade administrativa em qualquer das esferas de Poder.”</p><p>O controle é essencial para dar legitimidade ao desempenho do poder público, visando garantir que as ações dos servidores públicos atendam às necessidades da sociedade, permitindo assim eficiência no cumprimento das atividades públicas.</p><p>Neste sentido, Di Pietro (2014, p. 808), estabelece que:</p><p>“A finalidade do controle é a de assegurar que a</p><p>Administração atue em consonância com os princípios que lhe são impostos pelo ordenamento jurídico, como os da legalidade, moralidade, finalidade pública, publicidade, motivação, impessoalidade; em determinadas circunstâncias, abrange também o controle chamado de mérito e que diz respeito aos aspectos discricionários da atuação administrativa.”</p><p>Com base no conceito da consagrada Di Pietro, é possível constatar que o controle da atuação estatal se divide em duas vertentes distintas.</p><p>Primeiramente, trata-se de controle de legalidade dos atos, onde toda a atuação administrativa deve estar estipulada em lei, e qualquer conduta praticada, mesmo que seja do interesse público se não estiver baseada por normas jurídicas irá ser considerada ilícita.</p><p>Noutra vertente, é possível verificar o controle de mérito da atuação estatal, a qual não se discute a legalidade da conduta, mas sim a oportunidade e conveniência de sua manutenção. Neste sentido, Carvalho (2015, p. 377), afirma que este controle:</p><p>“poderá ser efetivado pelos cidadãos, mediante</p><p>provocação dos órgãos administrativos e jurisdicionais, não somente visando seus interesses individuais, mas também para evitar prejuízos aos interesses da coletividade, sendo o controle popular a maior manifestação da democracia. ”</p><p>4</p><p>Apesar do controle ser da alçada estatal, o administrado pode e deve participar dele na medida provoca o procedimento de controle, não somente na defesa do seu interesse particular, mas também na preservação do interesse coletivo.</p><p>O Controle do Estado pode ser direcionado através de duas formas distintas: o Controle da Atividade Política, também denominado Controle Político do Estado e o Controle da Atividade Administrativa.</p><p>O Controle Político do Estado decorre de disposição no texto constitucional, e o Controle da Atividade Administrativa é o resultado da Carta Magna e da previsão legal.</p><p>4. CONTROLE DA ATIVIDADE ADMINISTRATIVA</p><p>Para o Administrador Público só é permitido os atos descritos na lei, e o controle é desempenhado por todos os Poderes, uma vez que existe atividade administrativa em todos, diante disto, são diversas as formas pelas quais o controle se exerce.</p><p>Marinela (2016, p. 1209), preleciona importante reflexão:</p><p>“tem-se que Controle da Administração é o conjunto de mecanismos jurídicos e administrativos para fiscalização e revisão de toda atividade administrativa.</p><p>Trata-se de um poder-dever concedido por lei à Administração para analisar, fiscalizar, revisar e validar ou não um ato administrativo pela própria pessoa que o praticou como também por uma autoridade superior ou mesmo por um departamento, setor, órgão ou Poder distinto. ”</p><p>A revisão e a fiscalização da atividade administrativa são direito e dever de todo cidadão e do Administrador na busca de uma gestão responsável.</p><p>A esse respeito ensina Marinela (2016, p. 1210):</p><p>5</p><p>“A fiscalização é o modo de atuação pelo qual se</p><p>direcionam recursos humanos e materiais a fim de avaliar a gestão pública. Tal atuação consiste, basicamente, na coleta de dados e informações para a sua análise, produzindo ao final um diagnóstico que leva à formação de um juízo de valor, tendo como base os princípios da Administração Pública.</p><p>A revisão consiste no poder de se realizar uma nova análise do ato praticado e dos motivos que levaram o agente à sua prática, podendo o revisor modificá-lo de modo a corrigir alguma falha legal ou procedimental e, ainda, adequar a sua conveniência e oportunidade ao interesse público. Nesse caso, o controle é nitidamente posterior ao ato. ”</p><p>Além das duas possibilidades de revisão na esfera administrativa, a atividade administrativa pode ser revisada pelo Poder Judiciário, no que diz respeito a legalidade.</p><p>É importante ressaltar, que não se pode confundir “controle da administração” com “controle administrativo”, pois aquele possui um conceito amplo, incluindo o controle dos demais Poderes, enquanto este tem uma conotação interna.</p><p>5. CONTROLE ADMINISTRATIVO</p><p>O controle da Administração Pública corresponde a um poder de fiscalização e correção que sobre ela exercem os órgãos dos poderes Judiciário, Legislativo, Executivo e os cidadãos, com o objetivo de garantir a conformidade de sua atuação com os princípios que lhe são impostos pelo ordenamento jurídico.</p><p>Constitui poder-dever dos órgãos aos quais a lei atribui essa função, não podendo, desta forma, ser renunciado nem protelado, sob pena de responsabilização do omitente. Os mecanismos de controle sobre a Administração Pública têm como 6</p><p>objetivos fundamentais garantir o respeito aos direitos subjetivos dos usuários e assegurar a observância das diretrizes constitucionais da Administração.</p><p>Aqui, parte-se do princípio que a Administração Pública é fiscal de si mesma, em decorrência do poder de autotutela.</p><p>Segundo entendimento de Carvalho (2015, p. 381):</p><p>"O controle administrativo pode ser realizado de forma prévia, concomitante ou posterior ao ato controlado e deve pautar-se na análise de legalidade dos atos controlados, assim como nos aspectos de oportunidade e conveniência destas condutas. Ademais, trata-se de controle que pode ser exercido mediante provocação, ou de ofício por iniciativa do órgão</p><p>controlador, uma vez que essa prerrogativa configura poderdever atribuído à Administração Pública, não lhe sendo permitido fugir da sua obrigação de analisar os atos por ela executados no exercício das suas funções."</p><p>O controle administrativo é exercido dentro da Administração Pública, isto é, na mesma esfera que o ato foi emanado.</p><p>Meios de Controle:</p><p>· Fiscalização Hierárquica: esse meio de controle é inerente ao poder hierárquico.</p><p>· Supervisão Ministerial: APLICÁVEL nas entidades de administração indireta vinculadas a um Ministério; supervisão não é a mesma coisa que subordinação; tratase de controle finalístico.</p><p>· Recursos Administrativos: são meios hábeis que podem ser utilizados para provocar o reexame do ato administrativo, pela PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Recursos Administrativos: em regra, o efeito é NÃO SUSPENSIVO.</p><p>7</p><p>· Representação: denúncia de irregularidades feita perante a própria Administração;</p><p>· Reclamação: oposição expressa a atos da Administração que afetam direitos ou interesses legítimos do interessado;</p><p>· Pedido de Reconsideração: solicitação de reexame dirigida à mesma autoridade que praticou o ato;</p><p>· Recurso</p><p>reflexão:</p><p>2</p><p>“O ato de improbidade é a conduta desonesta com a coisa pública, sendo um</p><p>ilícito de natureza civil.”</p><p>Conforme podemos verificar a lei nº 8.429/92, em seu artigo 2º, agente público é todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função na Administração Pública.</p><p>Caso o agente cometa o ato de improbidade administrativa será punido nas três responsabilidades, administrativa, civil e penal. Contudo, a lei 8429/92 têm natureza civil, é cediço que tais instâncias são independentes e o ato de improbidade podem ocorrer nas três instâncias. Por se tratar de uma lei que define sanções administrativas aos agentes que causarem danos ao erário, pode se entender que compete privativamente a União legislar sobre improbidade administrativa, sendo assim, a lei 8429/92 é de abrangência nacional.</p><p>Inicialmente a improbidade administrativa tem como base o artigo 37, § 4º da Constituição Federal, que dispõe:</p><p>“§ 4º – Os atos de improbidade administrativa</p><p>importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo</p><p>da ação penal cabível.”</p><p>O dispositivo constitucional elencado acima, enumera algumas das sanções impostas caso algum servidor pratique o ato de improbidade, bem como, há a possibilidade de aplicação do artigo 11 caput da Lei nº 8.429/92, onde podemos constatar o ato de improbidade administrativa quando o agente atentar contra os princípios da Administração Pública, vejamos:</p><p>“Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer</p><p>3</p><p>ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, (…).”</p><p>Para cada ato de improbidade, a lei definiu sanções que deverão ser aplicadas ao agente público. Na esfera administrativa, o agente responderá com a perda da função pública e a instauração de um procedimento administrativo. Na esfera política e civil, poderá ter seus direitos políticos suspensos, bem como, ter seus bens indisponíveis e terá que ressarcir os danos causados ao erário.</p><p>Para tutelar os princípios da Administração Pública, a lei 8429/92 cita em alguns dos seus artigos os referidos princípios, neste caso, podemos mencionar o princípio da publicidade, onde a lei mencionada previu em seu artigo 11, IV, que o agente público ao “negar publicidade aos atos oficiais” seria ato de improbidade.</p><p>Noutra vertente, também podemos verificar o artigo 4º da lei em tela:</p><p>“Art. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.”</p><p>Importante salientar que os particulares também podem responder por improbidade, caso concorram ou se beneficiem com a prática do ato.</p><p>No âmbito federal, a lei 8112/92 estabelece o prazo de prescrição, que será de 5 (cinco anos), a contar do conhecimento do fato.</p><p>4</p><p>9. CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Almejando a concretização dos objetivos da Administração Pública, que é gerir os recursos públicos observando o interesse e o bem-estar social da sociedade, tendo como embasamento de seus atos através da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, todos expostos na Constituição Federal, em seu artigo 37, caput.</p><p>Discernido a força coercitiva dos princípios explícitos na Constituição Federal, a inobservância de um princípio gera ilegalidade, porque agride todo o sistema, violando valores fundamentais da Carta Maior, bem como, atentar contra a Lei nº</p><p>8.429/92.</p><p>Em suma, o servidor público tem o dever de agir com dedicação e zelo às atribuições do cargo que lhe foi confiado, observando as previsões legais, para que não ocorra o ato de improbidade. A Improbidade Administrativa é um dos maiores males que afetam a Administração Pública, sendo um aspecto negativo para a imagem do Estado.</p><p>5</p><p>Noutra vertente, além da consequência moral que gera a desobediência a um princípio, poderá ser aplicada a Lei nº 8.429/92, em seu artigo 11, que trata Dos Atos de Improbidade Administrativa que atentam contra os princípios da Administração Pública.</p><p>Por fim, cabe a sociedade o exercício do controle social sobre os atos praticados pela Administração Pública e exigir a observância em todos os atos praticados, utilizando-se de meios legais para denunciar a corrupção e abusos por parte dos agentes públicos.</p><p>6</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito Administrativo – 11ª Ed.</p><p>Rio de Janeiro: Impetus, 2006.</p><p>ARAÚJO, Edmir Netto de. O ilícito administrativo e seu processo. São Paulo:</p><p>Revista dos Tribunais, 1994.</p><p>ATALIBA, Geraldo. República e Constituição. 2. ed. São Paulo: Malheiros Editores, 1998.</p><p>CARVALHO, MATHEUS. Manual de Direito Administrativo, 2ª ed. rev., atual. e ampl. BA: JusPodivm, 2015.</p><p>CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 30. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Atlas, 2016.</p><p>BORGES, ADRIEL SÁ CYONIL. Direito Administrativo facilitado. Rio de Janeiro: Método, 2015.</p><p>DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 27. ed. São Paulo:</p><p>Atlas, 2014.</p><p>GOMES, Fábio Bellote. Elementos de direito administrativo. Barueri, SP: Manole, 2006.</p><p>MARINELA, Fernanda. Direito Administrativo. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.</p><p>MARQUES, Silvio Antonio. Improbidade administrativa: ação civil e cooperação jurídica internacional. São Paulo: Saraiva, 2010.</p><p>MARTINS JUNIOR, Wallace Paiva. Probidade administrativa. 4. ed. São Paulo:</p><p>Saraiva, 2009.</p><p>7</p><p>MELLO, Cláudio Ari. Improbidade administrativa - Considerações sobre a Lei nº 8.429/92. Cadernos de direito constitucional e ciência política, v. 11, abr./jun., 1995.</p><p>MELLO FILHO, José Celso de. Constituição Federal anotada. 2 ed. São Paulo:</p><p>Saraiva, 1986.</p><p>MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro, 17ª Ed. São Paulo: Malheiros, 1990.</p><p>MIRANDA, Francisco Cavalcanti Pontes de. Comentários à Constituição de 1967. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1987. Tomo V.</p><p>MEIRELLES, Hely Lopes; BURLE FILHO, José Emmanuel. Direito</p><p>administrativo brasileiro. 42. ed. / atual. até a Emenda Constitucional 90, de</p><p>15.9.2015. – São Paulo: Malheiros, 2016.</p><p>MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 30. ed. rev., atual. São Paulo: Malheiros, 2013.</p><p>Constituição Federal da República Federativa do Brasil. Disponível em: Acesso em 10,11,13 de jan. de 2017.</p><p>Lei nº 9784/99. . Acesso em 13 de jan. De 2017.</p><p>Lei nº 8429/92. . Acesso em 21, 28, 29 de mar. de 2017.</p><p>PAZZAGLINI FILHO, Marino; ROSA, Márcio Fernando Elias; FAZZIO JÚNIOR, Waldo. Improbidade administrativa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1998.</p><p>SANTOS, José Anacleto Abduch; BERTONCINI, Mateus; COSTÓDIO FILHO, Ubirajara. Comentários à Lei 12.846/2013: Lei anticorrupção. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015.</p><p>SOBRANE, Sérgio Turra. Improbidade administrativa: aspectos materiais, dimensão difusa e coisa julgada. São Paulo: Atlas, 2010.</p><p>8</p><p>TEIXEIRA, J. H. Meirelles. Curso de direito constitucional. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1991.</p><p>KNOPLOCK, Gustavo Mello. Manual de direito administrativo: teoria, doutrina e jurisprudência: questões de concursos comentadas. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.</p><p>2</p><p>2</p><p>image3.jpg</p><p>image4.jpg</p><p>image1.jpg</p><p>image5.jpg</p><p>image2.jpg</p><p>image6.jpg</p><p>image10.jpg</p>reflexão: 2 “O ato de improbidade é a conduta desonesta com a coisa pública, sendo um ilícito de natureza civil.” Conforme podemos verificar a lei nº 8.429/92, em seu artigo 2º, agente público é todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, emprego ou função na Administração Pública. Caso o agente cometa o ato de improbidade administrativa será punido nas três responsabilidades, administrativa, civil e penal. Contudo, a lei 8429/92 têm natureza civil, é cediço que tais instâncias são independentes e o ato de improbidade podem ocorrer nas três instâncias. Por se tratar de uma lei que define sanções administrativas aos agentes que causarem danos ao erário, pode se entender que compete privativamente a União legislar sobre improbidade administrativa, sendo assim, a lei 8429/92 é de abrangência nacional. Inicialmente a improbidade administrativa tem como base o artigo 37, § 4º da Constituição Federal, que dispõe: “§ 4º – Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.” O dispositivo constitucional elencado acima, enumera algumas das sanções impostas caso algum servidor pratique o ato de improbidade, bem como, há a possibilidade de aplicação do artigo 11 caput da Lei nº 8.429/92, onde podemos constatar o ato de improbidade administrativa quando o agente atentar contra os princípios da Administração Pública, vejamos: “Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer 3 ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, (…).” Para cada ato de improbidade, a lei definiu sanções que deverão ser aplicadas ao agente público. Na esfera administrativa, o agente responderá com a perda da função pública e a instauração de um procedimento administrativo. Na esfera política e civil, poderá ter seus direitos políticos suspensos, bem como, ter seus bens indisponíveis e terá que ressarcir os danos causados ao erário. Para tutelar os princípios da Administração Pública, a lei 8429/92 cita em alguns dos seus artigos os referidos princípios, neste caso, podemos mencionar o princípio da publicidade, onde a lei mencionada previu em seu artigo 11, IV, que o agente público ao “negar publicidade aos atos oficiais” seria ato de improbidade. Noutra vertente, também podemos verificar o artigo 4º da lei em tela: “Art. 4° Os agentes públicos de qualquer nível ou hierarquia são obrigados a velar pela estrita observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade no trato dos assuntos que lhe são afetos.” Importante salientar que os particulares também podem responder por improbidade, caso concorram ou se beneficiem com a prática do ato. No âmbito federal, a lei 8112/92 estabelece o prazo de prescrição, que será de 5 (cinco anos), a contar do conhecimento do fato. 4 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS Almejando a concretização dos objetivos da Administração Pública, que é gerir os recursos públicos observando o interesse e o bem-estar social da sociedade, tendo como embasamento de seus atos através da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, todos expostos na Constituição Federal, em seu artigo 37, caput. Discernido a força coercitiva dos princípios explícitos na Constituição Federal, a inobservância de um princípio gera ilegalidade, porque agride todo o sistema, violando valores fundamentais da Carta Maior, bem como, atentar contra a Lei nº 8.429/92. Em suma, o servidor público tem o dever de agir com dedicação e zelo às atribuições do cargo que lhe foi confiado, observando as previsões legais, para que não ocorra o ato de improbidade. A Improbidade Administrativa é um dos maiores males que afetam a Administração Pública, sendo um aspecto negativo para a imagem do Estado. 5 Noutra vertente, além da consequência moral que gera a desobediência a um princípio, poderá ser aplicada a Lei nº 8.429/92, em seu artigo 11, que trata Dos Atos de Improbidade Administrativa que atentam contra os princípios da Administração Pública. Por fim, cabe a sociedade o exercício do controle social sobre os atos praticados pela Administração Pública e exigir a observância em todos os atos praticados, utilizando-se de meios legais para denunciar a corrupção e abusos por parte dos agentes públicos. 6 REFERÊNCIAS ALEXANDRINO, Marcelo; PAULO, Vicente. Direito Administrativo – 11ª Ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2006. ARAÚJO, Edmir Netto de. O ilícito administrativo e seu processo. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1994. ATALIBA, Geraldo. República e Constituição. 2. ed. São Paulo: Malheiros Editores, 1998. CARVALHO, MATHEUS. Manual de Direito Administrativo, 2ª ed. rev., atual. e ampl. BA: JusPodivm, 2015. CARVALHO FILHO, José dos Santos. Manual de direito administrativo. 30. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Atlas, 2016. BORGES, ADRIEL SÁ CYONIL. Direito Administrativo facilitado. Rio de Janeiro: Método, 2015. DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. 27. ed. São Paulo: Atlas, 2014. GOMES, Fábio Bellote. Elementos de direito administrativo. Barueri, SP: Manole, 2006. MARINELA, Fernanda. Direito Administrativo. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2016. MARQUES, Silvio Antonio. Improbidade administrativa: ação civil e cooperação jurídica internacional. São Paulo: Saraiva, 2010. MARTINS JUNIOR, Wallace Paiva. Probidade administrativa. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2009. 7 MELLO, Cláudio Ari. Improbidade administrativa - Considerações sobre a Lei nº 8.429/92. Cadernos de direito constitucional e ciência política, v. 11, abr./jun., 1995. MELLO FILHO, José Celso de. Constituição Federal anotada. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 1986. MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro, 17ª Ed. São Paulo: Malheiros, 1990. MIRANDA, Francisco Cavalcanti Pontes de. Comentários à Constituição de 1967. 3. ed. Rio de Janeiro: Forense, 1987. Tomo V. MEIRELLES, Hely Lopes; BURLE FILHO, José Emmanuel. Direito administrativo brasileiro. 42. ed. / atual. até a Emenda Constitucional 90, de 15.9.2015. – São Paulo: Malheiros, 2016. MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 30. ed. rev., atual. São Paulo: Malheiros, 2013. Constituição Federal da República Federativa do Brasil. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm> Acesso em 10,11,13 de jan. de 2017. Lei nº 9784/99. <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9784.htm>. Acesso em 13 de jan. De 2017. Lei nº 8429/92. <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8429.htm>. Acesso em 21, 28, 29 de mar. de 2017. PAZZAGLINI FILHO, Marino; ROSA, Márcio Fernando Elias; FAZZIO JÚNIOR, Waldo. Improbidade administrativa. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1998. SANTOS, José Anacleto Abduch; BERTONCINI, Mateus; COSTÓDIO FILHO, Ubirajara. Comentários à Lei 12.846/2013: Lei anticorrupção. 2. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2015. SOBRANE, Sérgio Turra. Improbidade administrativa: aspectos materiais, dimensão difusa e coisa julgada. São Paulo: Atlas, 2010. 8 TEIXEIRA, J. H. Meirelles. Curso de direito constitucional. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1991. KNOPLOCK, Gustavo Mello. Manual de direito administrativo: teoria, doutrina e jurisprudência: questões de concursos comentadas. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 2 2 image3.jpg image4.jpg image1.jpg image5.jpg image2.jpg image6.jpg image10.jpg