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Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas dea creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, comofonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as maisrápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide,placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quaispodem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução SistemaATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. IntroduçãoSistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibramusculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pelaadenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase,Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficientevelocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidadeda creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p.ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndriassão muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobinae, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscularde fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina ea fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usama glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II,ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzimaocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ouCK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatinaé sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente a creatinina é rapidamente removida do sangue e excretada. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo esquelético poder usar ácidos graxos livres, corpos cetônicos ou glicose como combustíveis, dependendo do grau de atividade muscular; ● Músculo em repouso - os principais combustíveis são ácidos graxos livres do tecido adiposo e corpos cetônicos do fígado. ● São oxidados e degradados para produzir acetil- CoA, que entra no ciclo do ácido cítrico para ser oxidada a CO2. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A resultante transferência de elétrons para o O2 fornece a energia para a síntese de ATP por fosforilação oxidativa. ● Os músculos moderadamente ativos usam a glicose sanguínea, além dos ácidos graxos livres e dos corpos cetônicos. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O músculo cardíaco difere do músculo esquelético por ter atividade contínua, em um ritmo regular de contração e relaxamento, e por ter um metabolismo completamente aeróbio o tempo todo. ● As mitocôndrias são muito mais abundantes no músculo cardíaco do que no esquelético, ocupando quase a metade do volume das células. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● O coração usa, como fonte de energia, principalmente ácidos graxos livres, mas também alguma glicose e corpos cetônicos captados do sangue; estes combustíveis são oxidados no ciclo do ácido cítrico e na fosforilação oxidativa para gerar ATP. ● Como o músculo esquelético, o músculo cardíaco não armazena grandes quantidades de lipídeos ou glicogênio. ● Tem pequenas quantidades de energia de reserva na forma de fosfocreatina, suficiente para poucos segundos de contração. Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares Tipos de fibra musculares De acordo com sua estrutura e composição molecular, as fibras musculares esqueléticas podem ser identificadas como tipo I, ou fibras lentas, e tipo II, ou fibras rápidas. As fibras do tipo I, adaptadas para contrações continuadas, são vermelho-escuras e ricas em sarcoplasma contendo mioglobina. Sua energia é obtida principalmente dos ácidos graxos que são metabolizados nas mitocôndrias. As fibras do tipo II, adaptadas para contrações rápidas e descontínuas, contêm pouca mioglobina e, por isso, são vermelho-claras. Elas podem ser subdivididas nos tipos IIA, IIB e IIC, de acordo com suas características funcionais e bioquímicas. As fibras do tipo IIB são as mais rápidas e dependem principalmente da glicólise como fonte de energia. Tipos de fibra musculares Destinos dos nutrientes no metabolismo Visão geral do metabolismo muscular Metabolismo muscular Dr. Levi Eduardo Soares Reis levi.professor.setelagoas@uniatenas.edu.br Faculdade Atenas Sete Lagoas – Minas Gerais Bases Morfofuncionais I - Medicina Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A enzima creatina quinase (CK) catalisa a fosforilação reversível da creatina pela adenosina trifosfato (ATP) com a formação de creatina fosfato. A CK está associada com a geração de ATP nos sistemas contráteis ou de transporte. A função fisiológica predominante desta enzima ocorre nas células musculares, onde está envolvida no armazenamento de creatina fosfato (composto rico em energia). Cada ciclo de contração muscular promove o consumo de ATP com formação de ADP. Carregando… Introdução Conteúdo programático Observação da realidade Introdução Conteúdo programático Observação da realidade A CK está amplamente distribuída nos tecidos, com atividades mais elevadas no músculo esquelético, cérebro e tecido cardíaco. Quantidades menores são encontradas no rim, diafragma, tireoide, placenta, bexiga, útero, pulmão, próstata, baço, reto, cólon, estômago e pâncreas. O fígado e eritrócitos são essencialmente desprovidos desta enzima. Atividades como corridas curtas de velocidade, saltos, corridas, movimentos de frenagem, pode proporcionar uma sobrecarga muscular caracterizada por elevação de enzimas que indicam dano do tecido muscular, como, por exemplo, a CK. Atualmente, os marcadores bioquímicos e fisiológicos mais utilizados para controle de treinamento são a CK, Lactato Desidrogenase, Ureia e Mioglobina ● CK-BB ou CK-1, encontrada predominantemente no cérebro. Raramente está presente no sangue. ● CK-MB ou CK-2, forma híbrida, predominante no miocárdio. ● CK-MM ou CK-3, predominante no músculo esquelético. Carregando… Introdução Metabolismo energético no músculo Metabolismo energético no músculo Metabolismo aeróbio versus anaeróbio Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina-fosfato (também chamada fosfocreatina) é o derivado fosforilado da creatina encontrada no músculo; ● É um composto de alta energia, que fornece uma reserva pequena mas rapidamente mobilizável de fosfatos de alta energia, os quais podem ser transferidos reversivelmente ao difosfato de adenosina, formando ATP; ● Mantem os níveis deste composto durante os primeiros minutos de contração muscular intensa � a quantidade de fosfocreatina corporal é proporcional à quantidade de massa muscular.) Síntese Introdução Sistema ATP-creatina fosfato O tecido muscular tem um sistema específico para captar creatina, exportada pelo fígado ou rim, a partir do sangue para as células, contra um considerável gradiente de concentração. A captação eficiente da creatina da dieta requer exercício constante; sem o exercício, a suplementação de creatina é de pouco valor. Carregando… Introdução Sistema ATP-creatina fosfato ● A creatina é sintetizada a partir da glicina e do grupo guanidino da arginina; ● A creatina é fosforilada reversivelmente pela creatina-cinase, utilizando ATP como doador de fosfato e produzindo fosfocreatina. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina (PCr), também chamada de creatina-fosfato, atua como uma fonte imediata de grupos fosforil para a síntese rápida de ATP a partir de ADP. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante tampão energético no músculo esquelético. Introdução Sistema ATP-creatina fosfato Degradação ● A creatina e a fosfocreatina ciclizam espontaneamente, em velocidade lenta mas constante, produzindo a creatinina, excretada na urina. ● A quantidade de creatinina excretada é proporcional ao conteúdo total de creatina-fosfato no organismo � utilizada para estimar a massa muscular. ● Quando a massa muscular diminui por alguma razão (p. ex., paralisia ou distrofia muscular), o conteúdo de creatinina na urina diminui. ● Aumento na creatinina sanguínea é indicador sensível de prejuízo na função renal, pois normalmente