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15/09/2021 22:29 Unicesumar - Ensino a Distância 1/9 ATIVIDADE - SCG - POLÍTICAS PÚBLICAS - 53/2021 Período:10/08/2021 19:00 a 12/09/2021 23:59 (Horário de Brasília) Status:ENCERRADO Nota máxima:1,50 Gabarito:Gabarito será liberado no dia 13/09/2021 00:00 (Horário de Brasília) Nota obtida:1,35 1ª QUESTÃO Competências são responsabilidades e encargos atribuídos a cada esfera governamental para realizar sua gestão. São definidas na Constituição Federal e, no caso dos municípios, detalhadas nas Leis Orgânicas. Há competências privativas de cada esfera governamental e as comuns e concorrentes. O município tem ampla autonomia para definir suas políticas e aplicar seus recursos, no caso das competências privativas ou exclusivas. Elas são definidas no art. 30 da Constituição Federal: a) legislar sobre assuntos de interesse local, expressão bastante abrangente, detalhada na Lei Orgânica. b) instituir e arrecadar impostos sobre serviços, predial urbano, transmissão intervivos de bens imóveis, varejo de combustíveis líquidos. O município pode, ainda, regular matérias conforme peculiaridades locais, ou, em caso de omissão de outra esfera, não sendo competência exclusiva, preencher a lacuna. Nas áreas tradicionalmente objeto de políticas públicas, como assistência social, meio ambiente, habitação, saneamento, produção agro-pecuária, abastecimento alimentar, educação, saúde, o município tem competência comum com a União e o Estado, a ser exercida com a cooperação dessas esferas de poder, pela transferência de recursos, ou pela cooperação técnica. Até hoje não regulamentadas, as fronteiras entre as esferas de poder permanecem indefinidas, resultando na superposição de atividades. Importante lembrar que o capítulo da Ordem Social da Constituição assegura, de forma clara, a participação da comunidade e a gestão democrática. TEIXEIRA, E. C. O Papel das Políticas Públicas no Desenvolvimento Local e na Transformação da Realidade. Políticas Públicas - O Papel das Políticas Públicas, 2002. Disponível em: https://dhnet.org.br/dados/cursos/aatr2/a_pdf/03_aatr_pp_papel.pdf> Acesso em: 18 jul. 2021. O texto lido disserta acerca do conceito de competências dos governos no tocante às políticas de desenvolvimento de acordo com a legislação em vigor no Brasil. Diante do exposto, assinale a opção correta. ALTERNATIVAS A lei impede que o Governo Federal partilhe das mesmas competências que os governos estadual ou municipal, cabendo sempre aos estados designar e gerir as políticas de desenvolvimento. A lei prevê situações em que os municípios têm autonomia para definir as políticas e gerir os recursos a serem aplicados de acordo com as peculiaridades locais. A lei impede que o Governo Federal partilhe das mesmas competências que os governos estadual e municipal, cabendo exclusivamente aos municípios designar e gerir as políticas de desenvolvimento. A lei impede que os municípios realizem ações para resolver problemas cuja responsabilidade seja de outras esferas caso essas deixem de cumprir com o seu papel. A lei prevê que os municípios possuem total autonomia para promover políticas visando a resolução de problemas caso haja omissão das outras esferas governamentais. 15/09/2021 22:29 Unicesumar - Ensino a Distância 2/9 2ª QUESTÃO Como o poder é uma relação social que envolve vários atores com projetos e interesses diferenciados e até contraditórios, há necessidade de mediações sociais e institucionais, para que se possa obter um mínimo de consenso e, assim, as políticas públicas possam ser legitimadas e obter eficácia. Elaborar uma política pública significa definir quem decide o quê, quando, com que consequências e para quem. São definições relacionadas com a natureza do regime político em que se vive, com o grau de organização da sociedade civil e com a cultura política vigente. Nesse sentido, cabe distinguir “Políticas Públicas” de “Políticas Governamentais”. Nem sempre “políticas governamentais” são públicas, embora sejam estatais. Para serem “públicas”, é preciso considerar a quem se destinam os resultados ou benefícios, e se o seu processo de elaboração é submetido ao debate público. TEIXEIRA, E. C. O Papel das Políticas Públicas no Desenvolvimento Local e na Transformação da Realidade. Políticas Públicas - O Papel das Políticas Públicas, 2002. Disponível em: https://dhnet.org.br/dados/cursos/aatr2/a_pdf/03_aatr_pp_papel.pdf> Acesso em: 18 jul. 2021. Considerando as informações apresentadas, analise as afirmações a seguir. I. As políticas públicas precisam prever aspectos como a distribuição das responsabilidades, os procedimentos a serem realizados, bem como o público a ser atendido. II. Quaisquer ações do Estado devem ser classificadas como políticas públicas, posto que todas elas envolvem verba originada dos cofres públicos. III. A elaboração de uma política pública demanda que sua proposta seja debatida junto à sociedade civil, sendo o debate público uma de suas premissas. É correto o que se afirma em ALTERNATIVAS I, apenas. II, apenas. I e II, apenas. I e III, apenas. I, II e III. 3ª QUESTÃO 15/09/2021 22:29 Unicesumar - Ensino a Distância 3/9 Neste aspecto, surge uma questão pontual controversa que é a atuação do Conselho das Cidades (ConCidades), órgão colegiado ligado ao Ministério das Cidades, pasta do Poder Executivo Federal. O ConCidades expede resoluções para orientar os Municípios acerca do exercício da competência urbanística local de modo a levar a efeito as diretrizes federais para as políticas urbanas. A dúvida que se coloca é: quão obrigatória e vinculativa são, para os gestores e legisladores locais, as normativas estabelecidas por essas resoluções? Uma vez que questões de interesse local estão na esfera de autonomia municipal, não pode um órgão federal interferir na maneira como os Municípios irão executá-las. As resoluções são atos regulamentares, não leis em sentido estrito, razão pela qual não existe ilegalidade no seu descumprimento. Contudo, não se pode ignorar que essas normativas visam auxiliar os agentes públicos e a sociedade, sobretudo de Municípios menos aprovisionados de estrutura técnica, a desempenhar seus deveres constitucionais de regulação do uso e ocupação do solo urbano e cumprimento das diretrizes estabelecidas nas leis urbanísticas federais. Agora, se a ação ou omissão do Município violar não só as resoluções, mas também dispositivo constitucional ou lei federal, aí sim pode haver o controle administrativo ou judicial. LUFT, R. M. Questões pontuais na elaboração do plano diretor: planejamento urbano e factibilidade ética. In: RFD- Revista da Faculdade de Direito da UERJ. n. 18, pp.1-18 (2010). Considerando as informações apresentadas, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. O Conselho das Cidades tem como algumas de suas funções organizar e fiscalizar o cumprimento das leis que normatizam o planejamento urbano no Brasil, bem como punir aqueles que venham a descumprir as deliberações. PORQUE II. Embora os municípios tenham autonomia para promover ações de planejamento urbano que atendam suas especificidades, o Conselho das Cidades exige o atendimento a critérios mínimos dispostos em suas resoluções, as quais têm caráter normativo. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. ALTERNATIVAS As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições falsas. 4ª QUESTÃO 15/09/2021 22:29 Unicesumar - Ensino a Distância 4/9 Planejamento urbano deve ser apreendido enquanto processo, pois engloba a projeção e gestão dinâmica de realidades sem solução de continuidade. Uma vez que a cidade muda ininterruptamente, deve também o plano diretor se compatibilizar com essasmutações. Nesse sentido, indissociável de uma análise – abrangente ou pontual – do Plano Diretor deve estar o pressuposto de que no planejamento e na ordenação do espaço urbano deve estar assentado um critério regulador que considere a cidade em seu elemento espacial e humano, que é a factibilidade ética. A factibilidade ética é categoria definida pelo economista, Franz Hinkelammert e pelo filósofo Enrique Dussel e significa que: “ . . . é ético e universal, enquanto define como necessário, para todo ato humano que pretenda ser humano e factível, realizável, o responder ao cumprimento da vida de cada sujeito reconhecido como igual e livre (o ético), e levar em conta as exigências físico-naturais e técnicas demarcadas dentro das possibilidades outorgadas aos atores pelo desenvolvimento da civilização em cada época e numa situação histórica concreta. Só a norma, o ato, a instituição, etc. que cumpram este “princípio de factibilidade ética” ou “operabilidade” são agora não só possíveis, mas bons, justos, ética e moralmente adequados.” LUFT, R. M. Questões pontuais na elaboração do plano diretor: planejamento urbano e factibilidade ética. In: RFD- Revista da Faculdade de Direito da UERJ. n. 18, pp.1-18 (2010). I. A factibilidade ética é essencial para que os agentes envolvidos no planejamento urbano elaborem propostas que atendam as necessidades apresentadas pelas cidades dentro das dinâmicas verificadas em cada contexto. PORQUE II. A factibilidade ética faz com que as propostas sejam elaboradas visando atender a população como um todo, respeitando o ser humano e as condições históricas e materiais, refletindo-se sobre a real possibilidade de aplicação das ações. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. ALTERNATIVAS As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições falsas. Atenção! Questão anulada. ALTERNATIVAS 15/09/2021 22:29 Unicesumar - Ensino a Distância 5/9 I, apenas. II, apenas. III, apenas. I e III, apenas. I, II e III. 6ª QUESTÃO Leia a seguir o que diz o Artigo 7º da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, no qual são especificadas as situações em que o tratamento de dados pessoais poderá ser realizado. Seção I Dos Requisitos para o Tratamento de Dados Pessoais Art. 7º O tratamento de dados pessoais somente poderá ser realizado nas seguintes hipóteses: I - mediante o fornecimento de consentimento pelo titular; II - para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador; III - pela administração pública, para o tratamento e uso compartilhado de dados necessários à execução de políticas públicas previstas em leis e regulamentos ou respaldadas em contratos, convênios ou instrumentos congêneres, observadas as disposições do Capítulo IV desta Lei; IV - para a realização de estudos por órgão de pesquisa, garantida, sempre que possível, a anonimização dos dados pessoais; V - quando necessário para a execução de contrato ou de procedimentos preliminares relacionados a contrato do qual seja parte o titular, a pedido do titular dos dados; VI - para o exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral, esse último nos termos da Lei nº 9.307, de 23 de setembro de 1996 (Lei de Arbitragem); VII - para a proteção da vida ou da incolumidade física do titular ou de terceiro; VIII - para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado por profissionais de saúde, serviços de saúde ou autoridade sanitária; (Redação dada pela Lei nº 13.853, de 2019); IX - quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro, exceto no caso de prevalecerem direitos e liberdades fundamentais do titular que exijam a proteção dos dados pessoais; ou X - para a proteção do crédito, inclusive quanto ao disposto na legislação pertinente. BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Disponível em: . Acesso em: 02 ago. 2021. A partir das informações apresentadas, analise as afirmações a seguir. I. É liberado o uso de dados coletados para realização de estudos por órgãos de pesquisa, primando-se pela privacidade das informações sempre que possível. II. A lei prevê o tratamento de dados pessoais quando houver necessidade de se atender os interesses legítimos de controladores ou de terceiros, desde que isso não desrespeite direitos e liberdades fundamentais do usuário. III. De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, caso o titular forneça consentimento, será possível realizar o tratamento de seus dados pessoais. IV. O controlador não poderá solicitar o tratamento de dados pessoais do usuário mesmo que esteja dependendo dessas informações para cumprir com alguma obrigação legal ou regulatória. É correto o que se afirma em 15/09/2021 22:29 Unicesumar - Ensino a Distância 6/9 ALTERNATIVAS I e II, apenas. I e III, apenas. III e IV, apenas. I, II e III, apenas. II, III e IV, apenas. 7ª QUESTÃO Com a Constituição de 88, os municípios adquirem a autonomia política, através da elaboração de sua própria lei orgânica e demais leis e da escolha direta de seus governantes. Ampliam sua competência em áreas importantes como a política urbana e transportes coletivos. Apesar do aumento de sua capacidade financeira, a participação dos municípios na receita tributária global não supera os 18 ou 20%. No entanto, eles assumem vários encargos e responsabilidades das outras esferas, o que os obriga a negociar recursos nos diversos programas federais ou estaduais. Com uma frágil base econômica, ao lado da ineficiência administrativa, os recursos próprios na maioria dos municípios não vão além dos 5% do total da receita. Dessa forma, a autonomia de realizar políticas próprias sem vinculação aos programas federais e estaduais é mínima. Os prefeitos, na maioria dos municípios com base político-eleitoral nas elites proprietárias, não assumem os riscos de uma política tributária mais realista. A política econômica neoliberal acentua os impactos sobre o emprego, a renda e as condições de vida nos municípios. Os municípios, até então alheios às questões econômicas, vêem-se pressionados a realizar programas de geração de renda e emprego. Nem assim, eles decidiram-se a qualquer iniciativa na questão agrícola ou rural, apesar de a maioria deles terem sua sustentação econômica nesse setor. TEIXEIRA, E. C. O Papel das Políticas Públicas no Desenvolvimento Local e na Transformação da Realidade. Políticas Públicas - O Papel das Políticas Públicas, 2002. Disponível em: https://dhnet.org.br/dados/cursos/aatr2/a_pdf/03_aatr_pp_papel.pdf> Acesso em: 18 jul. 2021. Considerando as informações apresentadas sobre o panorama dos municípios no tocante à sua autonomia política após as definições trazidas na Constituição de 1988, assinale a opção correta. ALTERNATIVAS A partir da autonomia concedida aos municípios, houve um considerável aumento na arrecadação tributária municipal, possibilitando a realização de importantes políticas de desenvolvimento. Com as novas deliberações, os municípios tornaram-se os principais agentes na receita tributária global, o que lhes garantiu maior autonomia para definir a pauta das políticas sociais. A autonomia política dos municípios provocaram o crescimento da promoção de políticas de desenvolvimento focadas no setor rural, o qual é a base econômica de boa parte dos municípios brasileiros. Mesmo com a autonomia obtida após Constituição de 88, a conjuntura política e econômica dos municípios acaba por fazer com que esses dependem de algumas parcerias com os governos federal e estadual. Embora os prefeitos se esforcem para praticar um sistema tributário adequado, a gamade responsabilidades dos municípios acaba por consumir todos os recursos obtidos, provocando dependência de empréstimos. 8ª QUESTÃO 15/09/2021 22:29 Unicesumar - Ensino a Distância 7/9 Lei nº 141/2012 O que está na Lei nº 141/2012 Regulamenta o § 3º do art. 198 da Constituição Federal que dispõe sobre os valores mínimos que devem ser aplicados anualmente pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios em ações e serviços públicos de saúde, estabelecendo os critérios de rateio dos recursos de transferências para a saúde e as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde nas três esferas de governo. Os percentuais das receitas fiscais que devem ser aplicados com exclusividade na saúde devem ser: municípios, 15% de suas receitas; estados, 12% de suas receitas; e a União, o valor do ano anterior acrescido da variação do PIB. A lei define, ainda, o que deve ser considerado ações em saúde para o cumprimento desses percentuais. Todos os recursos da saúde deverão ser movimentados por meio de fundos de saúde. Os recursos transferidos por outro ente deverão contar com fundo, plano e conselho de saúde em funcionamento. O controle sobre o uso dos recursos será dos conselhos de saúde e dos tribunais de contas, com exceção do controle específico do SUS, o Sistema Nacional de Auditoria. BRASIL. Ministério da Saúde. Conselhos de saúde: a responsabilidade do controle social democrático do SUS / Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde. – 2. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. Considerando as informações apresentadas, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. A lei Lei nº 141/2012 regulamenta os investimentos em saúde para as três esferas de governo e estipula que os fundos de saúde sejam utilizados como mediadores da movimentação dos recursos dessa área. PORQUE II. Cada esfera de governo tem suas competências designadas pela lei Lei nº 141/2012, cabendo aos estados e municípios a definição sobre as ações que podem ser consideradas válidas para a aplicação dos recursos da saúde. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. ALTERNATIVAS As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições falsas. 9ª QUESTÃO 15/09/2021 22:29 Unicesumar - Ensino a Distância 8/9 A categoria cidade, objeto de normatização do planejamento urbano, deve ser assimilada enquanto espaço físico e formação social. O Plano Diretor se coloca como mediação entre aquilo que se precisa compreender da conjuntura de determinada cidade e o que deve ser estabelecido como objetivos e metas a serem cumpridos pelo público e pelos particulares neste ambiente. Na sua elaboração, devem estar presentes os traços da realidade espacial e social sobre a qual incide o planejamento e projetado o futuro do crescimento. O Plano Diretor é, portanto, a mediação-base do desenvolvimento nas cidades. A importância do Plano Diretor não está apenas nos momentos particulares de definição das exigências técnicas e de positivação das normas. Segundo Milton Santos, “a luta pela cidadania não se esgota na confecção de uma lei ou da Constituição porque a lei é apenas uma concreção, um momento finito de um debate filosófico sempre inacabado. Assim como o indivíduo deve estar sempre vigiando a si mesmo para não se enredar pela alienação circundante, assim o cidadão, a partir das conquistas obtidas, tem de permanecer alerta para garantir e ampliar sua cidadania”. LUFT, R. M. Questões pontuais na elaboração do plano diretor: planejamento urbano e factibilidade ética. In: RFD- Revista da Faculdade de Direito da UERJ. n. 18, pp.1-18 (2010). Considerando as informações apresentadas, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. O Plano Diretor é um documento de caráter normativo e impositivo que visa propor uma nova organização do espaço das cidades sem considerar as peculiaridades do local onde serão implementadas as ações de mobilidade. PORQUE II. O Plano Diretor cumpre a função de atender necessidades que são comuns a qualquer cidade, logo, cabe a aplicação de padrões para estabelecer os objetivos e metas do planejamento urbano. Acerca dessas asserções, assinale a opção correta. ALTERNATIVAS As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições falsas. 10ª QUESTÃO 15/09/2021 22:29 Unicesumar - Ensino a Distância 9/9 As competências para dispor sobre políticas e normas urbanísticas e para executá-las estão segmentadas entre os entes, considerando o vetor da predominância de interesse existente em cada atividade urbanística em questão. A respeito do interesse nacional, exerce a União competências normativas e materiais quanto ao estabelecimento de diretrizes gerais sobre questões respeitantes ao gerenciamento e uso dos recursos hídricos, ao desenvolvimento urbano – habitação, saneamento e transporte – à ordenação do território, ao desenvolvimento econômico e social e à política nacional de transportes. Estados-membros, além de regerem-se por suas constituições estaduais, exercem importante papel na esfera urbanística quanto às funções legislativa e material de instituir, planejar e administrar regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, naquilo que elas apresentem de interesse comum. Os Municípios, em face da sua proximidade e do contato mais estreito com os cidadãos, definem em sua lei orgânica a base jurídico-política do território no qual exercem o poder, girando em torno do interesse local suas práticas legislativas e administrativas. Cabe destacar as funções que diretamente exerce de promover o ordenamento territorial e de executar as políticas de desenvolvimento urbano. LUFT, R. M. Questões pontuais na elaboração do plano diretor: planejamento urbano e factibilidade ética. In: RFD- Revista da Faculdade de Direito da UERJ. n. 18, pp.1-18 (2010). Considerando as informações apresentadas, analise as afirmações a seguir. I. A União tem como papel estipular normativas gerais para orientar estados-membros e municípios acerca dos diversos elementos implicados no planejamento urbano. II. Os municípios têm liberdade para propor e implementar ações que visem atender questões locais considerando suas especificidades. III. Estados-membros têm autonomia para apresentar constituições estaduais que se sobreponham às normativas federais sobre o planejamento urbano. É correto o que se afirma em ALTERNATIVAS I, apenas. II, apenas. I e II, apenas. I e III, apenas. II e III, apenas.