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O líder. A partir das definições apresentadas pode-se dizer que liderança é o fenômeno onde o líder influencia o comportamento de outro indivíduo ou de um grupo, a fim de modificar ou instigar certas atitudes para o alcance de objetivos específicos. Lideranças formais e não formais · A diferença e que e formal e exercida por indivíduos escolhidos para deter autoridade formal nas organizações. · A maneira informal é exercida por pessoas que se tornam influentes por possuir habilidades especiais, atendendo a necessidade dos liderados. Gerência autoritária versus liderança No procedimento gerencial autoritário, as pessoas são conduzidas a produzir de forma mecânica sem terem oportunidade para pensar, criar e participar, inseridas num ambiente que não proporciona motivações e satisfação com o trabalho; já no de liderança, as pessoas são conduzidas a produzir de forma envolvente, participativa, criativa, trabalhando com satisfação e contribuindo bem mais para a qualidade e o crescimento do negócio. O MODELO DE LIDERANÇA DE KURT LEWIN Liderança Autocrática É o modelo no qual o líder fixa as diretrizes, sem qualquer participação do grupo. É ele também quem estabelece, uma a uma e de modo imprevisível, as providências e as técnicas necessárias para a execução das tarefas, além de determinar aquela que cada um deve executar e quem será o companheiro de trabalho. Liderança Democrática É identificável a partir da incidência de características como: As diretrizes são debatidas e decididas pelo grupo, que é estimulado e assistido pelo líder; O próprio grupo esboça as providências e as técnicas para atingir o alvo, solicitando, quando necessários, aconselhamentos técnicos ao líder, que sugere as alternativas possíveis para o grupo escolher; A divisão de tarefas fica ao critério do próprio grupo e cada membro tem liberdade de escolher os seus companheiros de trabalho; e O líder procura igualar-se ao grupo, embora à realização das tarefas seja de competência dos subordinados; tem a característica de ser objetivo, limitando-se aos fatos em suas críticas ou elogios. Liderança Liberal (laissez-faire) Nesse tipo encontraremos estas peculiaridades: Liberdade total para as decisões grupais, com participação mínima do líder; A participação do líder no debate é pequena, limitando-se, apenas, a apresentar os variados materiais à disposição do grupo para o cumprimento de suas funções, esclarecendo que pode fornecer informações desde que solicitadas; Tanto as divisões das tarefas como a escolha dos companheiros fica inteiramente a cargo do grupo, não havendo participação do líder nesse procedimento; e O líder não faz nenhuma tentativa de avaliar ou de regular o curso dos acontecimentos, limitando-se a comentários eventuais sobre a atividade cumprida, quando perguntado. Outros Enfoques da Liderança a) Liderança centrada na tarefa: preocupa-se basicamente com a execução da tarefa e os resultados; b) Liderança centrada nas pessoas: preocupa-se com os aspectos humanos de seus subordinados, procurando manter uma equipe de trabalho atuante, com maior participação nas decisões; AS HABILIDADES GERENCIAIS BÁSICAS Para ser um bom líder, o indivíduo deve possuir ou adquirir certas habilidades especiais, destacando-se: Sensibilidades situacionais, que é a habilidade de diagnosticar e sentir situações e as forças que atuam em cada situação. Flexibilidade de estilo, que é a habilidade de adequar-se às forças que atuam em cada situação, vulgarmente conhecidas como “jogo de cintura”; e Destreza da gerência situacional, que é a capacidade de modificar uma situação que precisa ser modificada. ESTILOS DE LIDERANÇA Liderança Coercitiva: Caracteriza-se pelo exercício do poder coercitivo. Nas estruturas organizacionais que adotam essa metodologia o trabalhador é tido como mera “peça” de engrenagem, sem direito a voz, apresentando baixo índice de produtividade. 4.2 – Liderança Controladora: Apóia-se num poder centralizador moderado embora use, eventualmente, o poder de coerção. Nesse tipo de liderança as pessoas ficam limitadas às ordens determinadas pelo líder, cumprindo mecanicamente as funções que lhe são atribuídas. Teoria Y “O trabalho é tão natural como o lazer, se as condições forem favoráveis”. Nesta teoria a coisa muda de figura. Aqui os trabalhadores são encarados como pessoas altamente competentes, responsáveis e criativas, que gostam de trabalhar e o fazem como diversão. Sendo necessário que as empresas proporcionem meios para que estas pessoas possam dar o seu melhor, com mais desafios, participações e influências na tomada de decisão. McGregor acreditava que as necessidades de ordem superior dominavam as pessoas nesta Teoria. Os princípios básicos da Teoria Y são: O esforço físico e mental empregado no trabalho é tão natural quanto em momentos de lazer; O atingimento dos objetivos da organização está ligado às recompensas associadas e não ao controle rígido e às punições; O indivíduo comum não só aceita a responsabilidade do trabalho, como também as procura. Os indivíduos são criativos e inventivos, buscam sempre a solução para os problemas da empresa; Os trabalhadores tem a capacidade de se auto-gerirem nas tarefas que visam atingir objetivos pessoais e estratégicos da organização. Sem a necessidade de ameaças ou punições; O trabalhador normalmente não faz aquilo que não acredita. Por isso exige cada vez mais benefícios para compensar o incômodo de desempenhar uma função desagradável. Desta forma, podemos perceber que na Teoria X o indivíduo é motivado pelo menor esforço, demandando um acompanhamento por parte do líder. Já na Teoria Y, as pessoas são motivadas pelo máximo esforço, demandando uma participação maior nas decisões e negociações inerentes ao seu trabalho.