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RELATÓRIO DE ATIVIDADES (Estabelecidas na Lei 11.788/2008) Este documento deverá ser preenchido pela Escola/Instituição Concedente. Preenchimento obrigatório em todos os campos. 1) DADOS DO (A) ESTUDANTE/CURSO Nome completo do estagiário (a): Maria Telma Cruz de Carvalho Período de estágio: De: 27/02/2024 Até: 15/05/2024 Data de Entrega do Relatório: 21/05/2024 Instituição de Ensino: EMEF MARLENE RONDELLI Curso: Pedagogia Nome do Orientador de Estágio (IES): Eridilaine A. Rodrigues Unidade Concedente de Estágio: EMEF MARLENE RONDELLI Endereço: Rua Acacio Caristo,21- Pq Tomas Saraiva, São Paulo/SP CEP: 03280-110 Nome do Supervisor de Estágio (Concedente): José Sousa de Medeiros Cargo: Diretor Formação: Pedagogia Descrição das atividades: 2) CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA Nome da escola: EMEF MARLENE RONDELLI Endereço: Rua Acacio Caristo,21- Pq Tomas Saraiva, São Paulo/SP CEP: 03280-110 Dependência administrativa: Rede pública municipal Diretoria/ Secretaria de Ensino a que está vinculada: Diretoria Regional Municipal de Educação Ipiranga Ano(s) e nível(eis) escolar(es) observado(s): Ensino Educação Fundamental I e II. Estrutura da Escola: A escola possui boa infraestrutura, dispõe de equipamentos como computadores, notebooks, televisores e impressoras multifuncionais, além de dispor de equipamentos como: projetores, telão, livros adaptados, televisão, tabletes, notebooks, rádios, aparelho de som, caixa amplificada, e roteadores que facilitam a conexão com a internet. Diferentes espaços da escola: 18 salas de acolhimento das crianças 1 salas Laboratório de Ciências, 1 sala de Laboratório de Informática, 1 Sala de Coordenação Pedagógica,1 sala de recursos multifuncionais televisores, 1 biblioteca, 14 banheiros sendo 06 masculinos e 08 femininos, 01 Pátio com refeitório grande, 01 Quadra com área coberta, secretária e diretoria. 2.1 Equipamentos Mobiliário A Unidade Educacional conta com diversos mobiliários que atendem as necessidades dos estudantes. Outros equipamentos: Existe moveis adequados destinados aos estudantes com deficiência, inclusive a escola conta com sinal musical, onde a equipe pensou nos estudantes com sensibilidade ao barulho. 3) INTRODUÇÃO Neste relatório, apresentarei a minha experiencia de campo no Estágio Curricular Supervisionado nos anos iniciais da Educação Fundamental. O estágio foi realizado na EMEF PROFESSORA MARLENE RONDELLI, sito na Rua Acacio Caristo 21, Bairro: Parque Tomas Saraiva CEP: 03280-110 Fone: 11 2911-4924, com a carga horário de 100 horas. Através desse estágio obtive uma ótica do trabalho do docente em sala de aula, presenciando inúmeras situações que acontece no âmbito escolar, adquirindo novas experiências para assim formar meu perfil de docente, conforme prevê a Lei 11.788/2008. É importante registrar também que, para a realização desse componente, todas as disciplinas que envolvem o currículo são fundamentais, uma vez que trabalham conhecimentos e métodos (subsídios) a serem desenvolvidos durante a prática e ao longo da carreira profissional. 3.1 Reflexão sobre a realização dos estágios de observação participação Desde os primeiros dias do estágio a Coordenadora Ana, me recepcionava até a sala de aula do ensino fundamental, como a minha disponibilidade de horário era curta solicitei a Coordenadora me deixar somente com uma série, para ter um melhor aproveitamento. Frequentei a turma do 3° ano do Ensino Fundamental no qual julgo que foi muito proveitoso, os professores que lecionaram nas salas do terceiro ano sempre foram muito solícitos e possuíam uma didática maravilhosa. Participei de algumas tarefas, inclusive auxiliando em atividades para os alunos de inclusão que foi uma experiência gratificante. Ao longo do estágio foi possível observar a teoria na pratica, puder notar que em diversos momentos é necessário fazer adaptações conforme o aluno para atingir o objetivo que é ensinar. 4) PERFIL DOS (as) PROFESSORES (as) Durante todo o estágio, acompanhei alguns professores, entretanto os quais que eu tive mais proximidade foi a professora Eredilaine, professora Erika, e o professor Marcos, cada um com um perfil diferente. A professora Eredilaine, chamada carinhosamente do “Prô Edi”, é licenciada em Pedagogia/Letras, ministra aula na rede publica desde 2022, tem uma didática cativante que envolve todos os alunos devido sua aula ser mais dinâmica. A professora Erika é licenciada em Pedagogia e História, tem uma experiência na área da docência de mais 20 anos, utiliza um método muito envolvente como se estivesse contando realmente uma história de “livros de contos”, tornando-a muito interessante. O professor Marcos licenciado em Matemática, ministra aula desde 2020, tem como perfil um professor mais sério, que automaticamente fazem com que os alunos se portassem de uma forma diferente, apesar da seriedade notei que os alunos respeitam muito o professor. 5) PRATICA PEDAGOGICA DOS(AS) PROFESSORES (AS) A EMEFE possui profissionais qualificados e dedicados aos cuidados e à educação, cada com um perfil, uns mais extrovertidos, outros com postura mais serias. Mas em resumo os funcionários são todos dedicados às suas funções e trabalham juntos em união começando pela gestão que está à frente da escola desde o ano de 2010, e sensação que eu tive como estagiaria é que todos são focados em melhorias continuas como um todo, com uma linha pedagógica construtivista, inspirada no psicólogo Lev Vygotsky. Durante toda a carga horária do estágio, acompanhei diversos professores e professoras regentes da sala dos 3° ano do Fundamental. Em especial a professora Eredilaine sempre muito amorosa, e ministra aula de português com uma didática espetacular, explicava a matéria sempre de forma lúdica e a todo momento demonstrava grande competência e amor pelo trabalho, dedicando-se integralmente à educação. Ao longo da minha vivência nessa escola, tive a oportunidade de acompanhar excelentes profissionais no dia a dia de trabalho e aprender com suas experiências, acredito que se eu conseguir fundir todos os métodos didáticos que venho aprendendo nessa jornada, serei uma professora com pedagogia de alta qualidade. 6) OBSERVAÇÕES ESPECIFICAS – FOCO E DISCUSÃO Foram realizadas diversas atividades com as crianças, em todas as atividades percebi que o resultado foi bem satisfatório visto que através de interações é possível despertar em algumas crianças o prazer pelo conhecimento e assim alcançar autonomia para expressar seus sentimentos, vontade. Entre uma das atividades que me chamou a atenção foi a de Português, cujo na alfabetização e no letramento eram utilizados a todo momento metodologia lúdicas com todos alunos incluindo aqueles com deficiências intelectuais. Considerando que a leitura e a escrita são processos muito complexos, e no curso de desenvolvimento, é necessário respeitar os processos das crianças deficientes, pois apresentam um tipo de desenvolvimento diferente e único. “Deve se levar em conta que a criança com deficiência mental tem alterações nos processos mentais que interferem na aquisição da leitura, dos conceitos lógico matemáticos, na realização das atividades da vida diária, no desempenho social, entre outras habilidades. Contudo, novamente ressaltamos que essas alterações não são determinantes por si só para o processo de ensino-aprendizagem e consequentemente do desenvolvimento (PLETSCH, 2009, apud ROSA, 2017, p. 78)” E a professora Eridilaine entende que a aprendizagem tem que ser prazerosa, e sabiamente consegui que seus alunos desenvolvem a leitura de palavras, apesar de serem pequenas palavras ou pequenas formação de frases, para essa educadora a satisfação é quando os alunos começam a compreender a formação das palavrassentiam-se mais confiantes em si mesmos, e com isso a capacidade de aprendizagem pode ir muito além do esperado, o letramento vai além de aprender, ler, escrever e interpretar, pois contribui para situar o sujeito no tempo vivido e no tempo histórico, inserindo-o como sujeito na sociedade, já que consegue fazer uma leitura de mundo. 6.1 Foco e Discussão: Alfabetização e Letramento de estudantes com deficiências intelectuais e síndromes na educação infantil, Através da Arte e do Lúdico. No período de estágio na EMEF foi possível perceber a existência de crianças com deficiência intelectual e também era notório o quanto a escola se preocupa com esses estudantes. Apesar da escola não possuir uma sala de Atendimento Educacional Especializado-AEE, a Coordenadora junto com as professoras se preocupa em fazer o acompanhamento dessas crianças. A partir das especificidades de cada criança, elas elaboram e adaptam as atividades para que as crianças sejam contempladas com uma educação que tenha equidade para todos. O corpo docente entende que é importante que essa etapa seja tranquila e proveitosa para a criança, que ela consiga desenvolver-se sem problemas, que o convívio com os demais e educadores seja harmonioso, pois é uma fase de desenvolvimento muito significativa para a vida adulta, qualquer trauma que ela sofra nessa faixa etária pode ser marcante. Nos anos iniciais da educação básica é extremamente importante que o tema inclusão esteja presente pois os estímulos que uma criança/estudante recebe vão interferir diretamente na sua trajetória escolar e no seu desenvolvimento futuro como cidadão. Na sala em questão tem dois estudantes que são autistas que já estão no processo da alfabetização, entretanto a classe não conta com apoio de uma auxiliar o qual percebo em muitos momentos ficar muito difícil o trabalho para a professora. A produção textual e a oralidade são desenvolvidas em todas as disciplinas e todo o apoio adicional nos primeiros anos escolares são oferecidos por educadores que participem dos contextos desta criança e esteja familiarizado com suas diferentes necessidades. Me despertou a atenção a didática da Professora Eredilaine junto aos alunos I.C.B de 10 anos H.B.B de 9 anos ,a educadora montou um quadro na sala de aula com todas as letras do alfabeto e desde o início ela diariamente fazia a leitura, e de forma muito amorosa ela pedia para esses alunos colocarem as silabas de acordo com os desenhos, estimulando a oralidade da silaba e com o passar do tempo foi se tornando mais familiar para os alunos que o som de letras, por exemplo, FA de fada e não F (efe) de faca. Esses dois alunos gostavam muito de apalpar os objetos e observando isso e optou pelo uso do alfabeto móvel e os jogos para aprendizagem das sílabas, nas propostas de alfabetização os jogos eram mais constantes, realizou atividades em grupos com os outros alunos atividades com objetivo pedagógico além do estimulo a interação, como por exemplo, bingo de sílabas, bingo de figuras, baralhinho das sílabas, sempre com materiais muito lúdico, o que motivava a todos alunos, principalmente esses dois em especial. De acordo com a professora que está com esses dois alunos desde o 1°ano, somente depois de trabalhar muito com as sílabas, eles liam e escreviam palavras curtas sem apoio visual, E por inúmeras vezes a mestra enfatizou que a ludicidade foi de suma importância pois tornou as estratégias de aprendizagem mais prazerosa para esses dois alunos em especial e para os demais também. Durante a aula acontecia muita leitura, escrita, trabalho com alfabeto móvel, eram estregues somente as sílabas que formavam as palavras que eu desejava para o estudante e esperava que realizasse e, se não realizasse, eu ia ajudando até que ele conseguisse sozinho. Todos os alunos expostos a essa metodologia leem e escrevem palavras, interpretando aquilo que se lê. A professora seguia os princípios da “Pedagoga Maria Teresa Eglér Mantoan”, onde o mesmo refere que a educação escolar deve ser pensada a partir da ideia de uma formação integral das crianças, conforme suas capacidades e talentos, um ensino participativo, acolhedor e solidário. E para que isso aconteça de forma plena é importante que haja o exercício diário de cooperação, de fraternidade, do reconhecimento e do valor das diferenças. Apesar de sabermos que muitos alunos com deficiência intelectual não serão capazes de alcançarem um nível elevado de letramento, mas já é gratificante em saber que terão a oportunidade de aprender a leitura e escrita de palavras, para que possam ser cidadãos mais autônomos e funcionalmente independentes. Além disto os estudantes aprendem uns com os outros e durante a inclusão é possível ver o bem que um faz ao outro. É fundamental que as escolas organizem seus espaços com o objetivo de garantir e qualificar o acesso de todos às oportunidades educacionais e sociais para uma vida digna. A diversidade no grupo escolar é uma realidade e por isso a tolerância e o respeito são garantidos por meio da vivência de práticas que apresentem o multiculturalismo com naturalidade e liberdade de investigação por parte das crianças. Brincar é também uma forma de investigação e descobertas e o olhar de uma criança enxerga infinitas possibilidades. Nessa Unidade Educacional pude de vivenciar essa realidade de muitas escolas. Foi possível compreender como é ampla a necessidade desse acolhimento pois o profissional preparado será como um instrumento mediador da aprendizagem em sala de aula, contribuindo significativamente para amenizar essas dificuldades do desenvolvimento e aprendizagem do aluno portador de alguma necessidade especial. E conforme, Mantoan,2003-p.91, “a escola prepara o futuro e, de certo que, se as crianças aprendem a valorizar e a conviver com as diferenças nas salas de aulas, serão adultos bem diferentes de nós, que temos de nos empenhar tanto para entender e viver a experiência da inclusão!” 7) Considerações Finais Entende-se que o estágio supervisionado é um espaço de aprendizagem da profissão docente e de construção da identidade profissional. Assim, ele é compreendido como campo de conhecimento e a ele deve ser atribuído um estatuto epistemológico indissociável da prática, concebendo-o como ações concreta, o que o define como uma atitude investigativa que envolve a reflexão e a intervenção em questões educacionais. Ao meu ver a duração do estágio foi pouco para adquirir conhecimento e experiência com crianças portadoras de necessidades especiais, entretanto segui com as observações das aulas; adquirir conhecimento sobre o funcionamento da unidade escolar; ajudar na elaboração e preparação das aulas, caso solicitado. Após realizar essa etapa de observação do estágio e acompanhamento de processo de ensino e aprendizagem ficou claro o quanto é fundamental esse estágio pois é onde coloquei em prática o conhecimento que adquirido durante o curso de licenciatura em Pedagogia, e percebi o quanto é importante um aprimoramento continuo. Em resumo esse estágio foi muito enriquecedor para mim como graduanda, pois na EMEF Professora Marlene Rondelli, adquiri um outro olhar em relação a inclusão e seus desafios. A alegria sempre esteve presente sem o prejuízo da estratégia pedagógica constante em cada atividade, no ato de ir ao banheiro, se alimentar e na socialização. As professoras além de me orientarem possibilitaram a minha observação se tornar mais atenta em suas práticas, que sem dúvida irão nortear o meu trabalho como educadora. Muitos aspectos pedagógicos tiveram forte apelo durante este estágio por meio de metodologias aplicadas em sala repletas de técnicas, mas também de muito amor, transformando a minha aprendizagem e subvertendo positivamente as minhas concepções que permeavam o campo teórico. Atitudes preconceituosas foraminexistentes e o clima da EMEF era de total inclusão. No Ensino Fundamental é muito importante que este tema esteja presente pois os estímulos que um estudante recebe nos primeiros anos iniciais vão interferir diretamente na sua trajetória escolar e no seu desenvolvimento futuro como cidadão. E é só por meio de ações verdadeiramente cidadãs que uma sociedade poderá se tornar verdadeiramente igualitária e justa. 8) Referências Bibliográficas: Brasil, Lei nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Diário Oficial da União, 1996. Brasil- Ministério da Educação. Secretaria da Educação Especial, Programa de capacitação de recursos humanos: deficiência mental. Brasília: MEC/SEESP,1997. Brasil-Ministério da Educação Secretaria da Educação Especial. Parâmetros curriculares nacionais: adaptações curriculares. Brasília MEC/SEESP,1998. Brasil- Ministério da Educação Secretaria da Educação Especial. Deficiência mental (atendimento educacional especializado). Brasília MEC/SEESP,2007. Carva UCS,Blog do ead.Regras ABNT:como formatar trabalhos acadêmicos e dicas. https://www.blogdoead.com.br/tag/vida-na-universidade/regras-abnt.>Acesso em: 20 de abril de 2024. Disponívelem. Acesso em: 07 maio 2024. A atenção educacional à diversidade: escolas inclusivas. R. Blanco, In: Marchesi, A., Tedesco, J.C., e A sala de aula inclusiva. Daniela Alonso e S. Casarin. São Paulo. No prelo 2012. Diversidade como paradigma de ação pedagógica na Educação. R. E. Carvalho. In: Revista da Educação Especial. MEC/SEESP.Out.2005. Flexibilização Curricular: um caminho para o atendimento de aluno com deficiência. E. Lopes, PDE, Universidade Estadual de Londrina. Paraná. 2008. Disponível em: http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/786-2.pdf Qualidade, equidade e reformas no ensino. Coll, C. Madri: OEI-Fundação Santillana, 2009. Resolução CNE/CEB Nº 2. Art. 5º, Inciso III, MEC. 2001. Parâmetros Curriculares Nacionais: Adaptações Curriculares/Secretaria de Educação Fundamental. Secretaria de Educação Especial. - Brasília: MEC/SEF/SEESP, 1998. Resolução CNE/CEB nº 04/2009 e Parecer CNE/CEB nº 13/2009 http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf