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O CUIDADO DA CRIANÇA HOSPITALIZADA E DE SUA FAMÍLIA: DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE) O que é DRGE ? A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição patológica caracterizada pelo retorno anormal do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas ou complicações. Em crianças, pode variar de um problema leve e passageiro a uma condição crônica que impacta a qualidade de vida. Diferença entre Refluxo Fisiológico e DRGE: Refluxo Fisiológico: - Comum em bebês até 12 meses. - Não provoca sintomas significativos ou complicações. - Resolvido espontaneamente com o amadurecimento do trato gastrointestinal. DRGE: - Acompanhado de sintomas como dor, irritabilidade e complicações como esofagite ou ganho inadequado de peso. - Requer intervenções clínicas. Fisiopatologia O refluxo ocorre devido a uma disfunção do esfíncter esofágico inferior (EEI), que permite o retorno do conteúdo gástrico ao esôfago. Fatores que contribuem incluem: • Imaturidade do EEI em lactentes. • Aumento da pressão intra-abdominal. • Alterações na motilidade gastrointestinal. Sinais e Sintomas Sintomas Comuns 1. Regurgitação frequente. 2. Irritabilidade ou choro excessivo após alimentações. 3. Recusa alimentar ou dificuldade para alimentar-se. 4. Perda ou ganho inadequado de peso. 5. Distúrbios do sono. Sinais de Alerta para Complicações 1. Esforço para respirar ou apneia. 2. Sangue em vômitos ou fezes (sinal de esofagite). 3. Pneumonias recorrentes ou chiado no peito. 4. Retardo no crescimento. Diagnóstico Anamnese: -Frequência e intensidade dos episódios de regurgitação. - Impacto nos hábitos alimentares e no crescimento. - Histórico familiar de DRGE ou alergias alimentares. Exame Físico: - Avaliar sinais de desidratação, ganho de peso inadequado e distúrbios respiratórios. Exames Complementares (quando necessário): - pHmetria esofágica de 24 horas (padrão-ouro). - Endoscopia digestiva alta com bópsia (para identificar esofagite). - Estudos radiológicos (em casos selecionados). Manejo e Cuidados de Enfermagem Cuidados Não Farmacológicos Posicionamento: - Manter a criança em posição ereta por 20-30 minutos após as refeições. - Evitar deitar imediatamente após a alimentação. Alimentação: - Oferecer refeições menores e mais frequentes. - Em lactentes, considerar o uso de fórmulas espessadas (com orientação médica). - Evitar alimentos que pioram os sintomas em crianças maiores (ex.: ácidos, gordurosos). Ambiente: - Garantir um ambiente tranquilo durante as refeições para minimizar o estresse. Cuidados Farmacológicos(sob prescrição médica) Antiácidos ou bloqueadores H2: Reduzem a acidez gástrica. Inibidores da bomba de prótons (IBPs): Utilizados em casos graves ou com complicações. Procinéticos: Melhoram o esvaziamento gástrico. Prevenção de Complicações- • Monitorar o estado nutricional e de crescimento. • Orientar a família sobre sinais de alerta. • Prevenir aspiração de conteúdo gástrico em crianças com complicações respiratórias. Educação em Saúde- • Ensinar a família sobre as características da DRGE e a diferença para o refluxo fisiológico. • Orientar sobre o manuseio e preparo correto de fórmulas espessadas. • Reforçar a importância do seguimento regular com a equipe multiprofissional. Pneumonia O que é Pneumonia ? •Definição: A pneumonia é uma infecção pulmonar que compromete os alvéolos, resultando em dificuldade respiratória. É uma das principais causas de morbidade e mortalidade em crianças menores de 5 anos, especialmente em países em desenvolvimento. Causas e Fatores de Risco Etiologia mais comum em crianças: •Bacteriana: Streptococcus pneumoniae (mais comum), Haemophilus influenzae tipo b (Hib). •Viral: Vírus sincicial respiratório (VSR), adenovírus, influenza. •Fúngica: Mais comum em imunossuprimidos. Fatores de risco: •Desnutrição. •Baixo peso ao nascer. •Falta de vacinação (ex.: Hib, pneumocócica). •Exposição à fumaça de cigarro. •Infecções respiratórias recorrentes. •Ambientes superlotados e condições socioeconômicas desfavoráveis. Manifestações Clínicas em Crianças Sinais e sintomas gerais: •Tosse (seca ou produtiva). •Febre alta (>38°C). •Taquipneia (aumento da frequência respiratória). •Sibilos e crepitações à ausculta pulmonar. •Dificuldade para respirar (dispneia, retrações intercostais, batimento de asa do nariz). •Recusa alimentar e letargia. Sinais de gravidade: •Saturação de oxigênioem Crianças 1.Manutenção da cânula: •Verificar fixação adequada para evitar deslocamento. •Troca de fitas conforme necessidade ou protocolo. •Manter cânula limpa e desobstruída. 2.Aspiração de secreções: •Realizada de forma estéril ou limpa, dependendo do ambiente. Técnica: •Higienização das mãos. •Inserir o cateter até a profundidade adequada. •Aspirar durante a retirada, em movimento rotacional. •Limitar o tempo de aspiração a 5-10 segundos. •Monitorar sinais de desconforto ou hipóxia. 3.Higiene e troca da cânula: •Frequência: Geralmente 1 vez por semana ou conforme necessidade. Técnica: •Lavar cânula reutilizável com solução salina ou detergente neutro. •Esterilizar conforme recomendação. •Garantir presença de uma cânula do mesmo tamanho e uma menor como 4.Umidificação e oxigenoterapia: •Manter ambiente umidificado para evitar ressecamento de secreções. •Uso de nebulização ou dispositivos umidificadores (ex.: HME – Heat Moisture Exchanger). Cuidados com a pele e o estoma: •Inspecionar pele ao redor do estoma para sinais de irritação ou infecção. •Limpar com solução salina e manter seca. •Usar barreiras protetoras, se necessário. Prevenção de complicações: •Monitorar deslocamento ou obstrução da cânula. •Sinais de infecção: febre, aumento de secreções purulentas, eritema local. •Supervisão rigorosa de crianças em ventilação mecânica. Educação para os Cuidadores 1.Treinamento prático •Como aspirar secreções. •Troca de fitas e cânulas. •Identificação de sinais de alerta (obstrução, infecção, desconexão do ventilador). •Uso de equipamentos de suporte (sistema de ventilação, oxímetro de pulso). 2.Simulações supervisionadas •Ensinar a realizar manobras de emergência, como troca de cânula em caso de deslocamento acidental. 3.Ensino de primeiros socorros •Reconhecimento de parada respiratória. •Aplicação de ventilação manual (ambu) em emergências. Transição para Cuidados Domiciliares Planejamento da Alta 1.Critérios para alta domiciliar: •Estabilidade clínica da criança. •Treinamento concluído da equipe cuidadora. •Prescrição de equipamentos essenciais: aspirador portátil, oxímetro, cânulas de reserva, medicamentos. •Definição de equipe de suporte domiciliar. 2.Preparação da casa: •Ambiente limpo e organizado para evitar infecções. •Espaço adequado para os equipamentos. •Disponibilidade de energia elétrica para dispositivos. Apoio e Acompanhamento Pós-Alta 1.Suporte psicológico: •Preparar a família emocionalmente para lidar com a nova rotina. •Identificar redes de apoio ou grupos de suporte. 2.Visitas domiciliares: •Realizadas por enfermeiros para avaliar o ambiente, reforçar orientações e identificar dificuldades. 3.Monitoramento ambulatorial: •Avaliações regulares com pediatra, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e outros profissionais. •Revisão de protocolos de higiene e cuidado. 4.Sinais de alerta para retorno ao hospital: •Obstrução severa ou deslocamento da cânula. •Febre persistente ou sinais de infecção. •Episódios de apneia ou hipóxia. Slide 1: O CUIDADO DA CRIANÇA HOSPITALIZADA E DE SUA FAMÍLIA: DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO (DRGE) Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7: Pneumonia Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14: O CUIDADO DA CRIANÇA DEPENDENTE DE TECNOLOGIA E SUA FAMÍLIA: TRAQUEOSTOMIA E TRANSIÇÃO PARA OS CUIDADOS DOMICILIARES .. 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