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 UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS – 
CAMPUS IBIRITÉ 
 CURSO DE LETRAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O ATENDIMENTO ESCOLAR DAS CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA: O DESAFIO DO 
ATENDIMENTO NA EDUCAÇÃO REGULAR 
 
 
 
 
 
 
AMANDA DOS REIS ALMEIDA 
NILO JOSÉ MARTINS 
SABRINA CHAVES DE ARAÚJO 
SHIRLEY GERÔNIMA S. RODRIGUES 
 
 
 
 
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 UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS – CAMPUS 
IBIRITÉ 
CURSO DE LETRAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O ATENDIMENTO ESCOLAR DAS CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA: O DESAFIO DO 
ATENDIMENTO NA EDUCAÇÃO REGULAR 
 
Pré-projeto de pesquisa apresentado à 
disciplina Metodologia do Trabalho 
Científico – Professor: Matheus Reis 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UEMG/IBIRITÉ 
AGOSTO/2024 
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SUMÁRIO 
 
 
 
 
CONTEÚDO PÁGINA 
 
Justificativa 04 
Objetivos 05 
Referencial Teórico 06 
Metodologia 08 
Cronograma 08 
Referências 09 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. JUSTIFICATIVA: 
Atualmente, a inclusão escolar é um tema cada vez mais importante nas escolas. Nas 
últimas décadas, houve uma grande evolução nas práticas e políticas para garantir que 
todos os alunos, mesmo aqueles com necessidades especiais ou deficiências, possam 
estudar em um ambiente que ajude no seu desenvolvimento completo, tanto escolar 
quanto social. 
Historicamente, as crianças com deficiência enfrentaram muitas barreiras para acessar a 
educação. O sistema de exclusão foi substituído por um modelo de inclusão, no qual a 
diversidade é valorizada e todos os alunos têm o direito de aprender, juntos. Este 
modelo não se limita apenas à presença física dos alunos com necessidades especiais 
nas salas de aula regulares, mas exige uma transformação profunda nas práticas 
pedagógicas, curriculares e nas estruturas das instituições de ensino. A verdadeira 
inclusão deve ter um compromisso com a adaptação e personalização do ensino para 
atender à diversidade de necessidades dos alunos, estimulando um ambiente 
educacional que apoie o desenvolvimento de cada estudante. 
Leis e políticas públicas garantem o direito a uma educação de qualidade para todos, 
incluindo crianças com deficiência, como estabelecido pela Constituição Federal de 
1988 e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), Lei nº 9.394/96. 
Essas normativas destacam a importância de garantir não apenas o acesso, mas também 
a continuidade e o aprendizado desses alunos em ambientes educacionais regulares. No 
entanto, a aplicação dessas políticas ainda enfrenta desafios significativos que precisam 
ser superados para que a inclusão seja verdadeiramente efetiva. 
Entre os desafios mais comuns estão a capacitação inadequada dos profissionais da 
educação, a falta de recursos apropriados e a necessidade de adaptações curriculares 
significativas. Esses obstáculos criam carências entre as políticas de inclusão e sua 
implementação prática nas escolas. A análise dos aspectos conceituais e operacionais da 
inclusão escolar permite identificar boas práticas e estratégias eficazes que podem ser 
aplicadas para enfrentar esses desafios. 
Além disso, ela não beneficia apenas os alunos com necessidades especiais, mas 
também seus colegas sem deficiência, incentivando a empatia, a cooperação e a 
aceitação das diferenças. A convivência em um ambiente inclusivo prepara todos os 
alunos para a diversidade presente na sociedade, contribuindo para a formação de 
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cidadãos mais humanos. A análise dos desafios dessas práticas é essencial para 
melhorar a qualidade da educação e garantir que todos os alunos tenham a oportunidade 
de desenvolver plenamente seu potencial. 
Este projeto de pesquisa objetiva discutir com a família e com a escola a busca de 
soluções para os problemas que afligem as crianças com deficiência atendidas na 
educação regular, além disso, pretende ainda dialogar com as famílias sobre as questões 
surgidas no cotidiano escolar relacionadas ao atendimento das crianças com deficiência 
em turmas da educação regular; avaliar com os docentes os pontos positivos e os pontos 
negativos relacionados ao atendimento de crianças com deficiências e compreendendo, 
assim, a perspectiva das famílias sobre o atendimento das crianças com deficiência e 
deste modo, contribuir de forma significativa para a melhoria da qualidade do 
atendimento ofertado às crianças no interior da escola regular. 
 
 
2. OBJETIVO GERAL: 
Discutir com a família de 14 crianças com deficiência, matriculadas em turmas 
regulares de Educação Infantil da Escola Municipal Antonio Salles Barbosa, da região 
do Barreiro e com os professores que atendem essas crianças, a busca de soluções para 
os problemas percebidos no processo de atendimento das mesmas. 
 
2.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 
• Dialogar com as famílias sobre as questões surgidas no cotidiano escolar 
relacionadas ao atendimento das crianças com deficiência em turmas da 
educação regular da Escola Municipal Antonio Salles Barbosa, na região do 
Barreiro; 
• Avaliar com os docentes os pontos positivos e os pontos negativos relacionados 
ao atendimento de crianças com deficiências em turmas de educação regular; 
• Compreender a perspectiva das famílias sobre os problemas elencados no 
primeiro objetivo deste projeto. 
 
 
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3. REFERENCIAL TEÓRICO 
Historicamente, a escolarização de pessoas com deficiência ocorreu de modo prioritário 
em instituições especiais, longe das escolas regulares de ensino, conforme salienta 
Germano (2021). Para essa autora, o reconhecimento dos processos discriminatórios e 
excludentes a que foi submetida essa população propiciou o desenvolvimento de 
políticas públicas que favorecessem e garantissem a participação desses sujeitos em 
diferentes esferas sociais, incluindo o acesso, a permanência e efetiva aprendizagem na 
escola regular. 
As mudanças desse paradigma ocorreram em função da luta por inclusão dos estudantes 
com deficiência no seio das escolas regulares e por isso, na última década houve um 
aumento significativo de alunos com necessidades educacionais especiais (NEE)n 
matriculados na rede regular de ensino. Do outro lado, em relação a esse aumento no 
atendimento desses sujeitos, houve inúmeros questionamentos dos docentes sobre as 
condições efetivas a que as escolas foram submetidas para dar conta de atender com a 
devida qualidade. 
Ainda de acordo com Gernamo (2021), alguns fatores foram observados nesta transição 
do atendimento em escolas especializadas para a educação regular: 
as dificuldades referentes às limitações encontradas pela escola e seus 
profissionais quanto ao atendimento de alunos com NEE não se pautam 
primeira e unicamente às experiências vivenciadas na sala de aula, embora a 
educação formal apresente um histórico de práticas rígidas e currículo 
estático que não contemplem a pluralidade e as especificidades dos 
grupos/turmas. Isso porque, antes do contato (físico) diário, o julgamento 
prévio e a interpretação sobre esses sujeitos, que está fortemente ligada a 
limitações, incapacidades e não-aprendizagem, influenciam significativa e 
negativamente no cotidiano escolar (GERMANO, 202). 
Contudo, ao pensar em cada criança de modo específico e em seu processo de 
aprendizagem, os instrumentos ou procedimentos metodológicos adotados como 
mediadores neste processo podem favorecer na superação das dificuldades e promover o 
desenvolvimento desses indivíduos. Ou seja, ainda que os desafios sejam grandes, a 
inclusão desses estudantes carregam consigo alguns fatores positivos, como a 
socialização com estudantes não deficientes e o avanço na aprendizagem dos estudantes 
com deficiência, ainda que as políticas nacionais de educação especial favoreçam a 
participação e escolarização de alunos com NEE na rede regular de ensino, sabe-se que 
a concepção de deficiência que permeia as reflexões e práticasrelacionadas a esse 
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público-alvo ainda esteja relacionada às limitações e ausência de capacidade desses 
sujeitos. 
De acordo com a UNESCO, (1994), há um princípio universal para o atendimento da 
criança com deficiência: 
O princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças 
deveriam aprender juntas, independentemente de dificuldades ou diferenças 
que possam apresentar. As escolas inclusivas devem reconhecer e responder 
às diversas necessidades de seus alunos, acomodando estilos e ritmos 
diferentes de aprendizagem. Devem assegurar a todos uma educação de 
qualidade, por meio de currículo apropriado, modificações organizacionais, 
estratégias de ensino, uso de recursos e parcerias com a comunidade. Nas 
escolas inclusivas, as crianças com necessidades educacionais especiais 
devem receber qualquer apoio extra de que possam precisar, para que lhes 
seja assegurada uma educação efetiva. 
De acordo com Oliveira (2018), escola e família precisam estabelecer uma parceria para que os 
dois lados sejam propiciadores de mecanismos para ajudar a criança em seu processo de 
aprendizagem. Cabe à família comunicar-se com os profissionais da escola e se responsabilizar 
pela educação da criança, além de, manter expectativas adequadas, aceitar a deficiência do filho, 
respeitar os profissionais e reconhecer o trabalho deles, confiar no trabalho desenvolvido, 
questionar os profissionais de modo adequado, garantir a frequência do aluno, visitar a escola e 
participar das atividades. No que diz respeito aos comportamentos esperados pelos profissionais 
em relação às famílias, é importante a existência de uma comunicação como um processo que 
ajuda a manter expectativas adequadas, respeito aos alunos e os familiares de forma amistosa, 
separando problemas pessoais da atividade profissional e incorporando no trabalho sugestões 
fornecidas pelos familiares, incentivando sua participação. Assim, pode-se dizer que a sincronia 
entre esses parceiros é fundamental à medida que reconhecem seus papeis e promovem o 
respeito mútuo, comunicação, confiança, participação, amabilidade, sinceridade e seriedade na 
construção da inclusão. 
Deste modo, é um grande desafio aos professores o processo de inclusão dos alunos com 
necessidades educacionais especiais, pois cabe a eles construírem novas propostas de ensino, 
atuar com um olhar diferente em sala de aula, sendo o agente facilitador do processo de ensino-
aprendizagem. Minetto (2008, p.18) afirma que “quanto mais conhecemos determinado fato ou 
assunto, mais nos sentimos seguros diante dele” Para esse autor, o novo gera insegurança e 
instabilidade e exige reorganização, mudança e por isso, é comum sermos resistentes ao que nos 
desestabiliza, não restando dúvida de que as ideias inclusivas causaram muita desestabilidade e 
resistência. 
Sendo assim, de acordo com esse autor, 
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o professor precisa procurar novas posturas e habilidades que permitam 
problematizar, compreender e intervir nas diferentes situações que deparam, 
além de auxiliarem na construção de uma proposta inclusiva, fazendo que 
haja mudanças significativas pautadas nas possibilidades e com uma visão 
positiva das pessoas com necessidades especiais (MINETTO, 2008). 
Por fim, ainda de acordo com o mesmo autor, a formação continuada é uma 
possibilidade de construção da nova proposta de inclusão, pois permite aos profissionais 
a possibilidade de (re)pensar o ato educativo e analisar a prática docente, com o intuito 
de criarem espaços para a reflexão coletiva. 
 
4. METODOLOGIA 
Por se tratar de uma pesquisa que envolve seres humanos, submeteremos o projeto ao Comitê de 
Ética em Pesquisa. 
O trabalho será desenvolvido em seis turmas de Educação, sendo duas turmas na parte da manhã 
e quatro na parte da tarde. Nessas turmas, há 14 crianças com deficiência e a nossa proposta é de 
dialogar com todo esse universo. 
O propósito da pesquisa é o de discutir com a família de crianças com deficiência e com a 
escola a busca de soluções para os problemas que afligem essas crianças atendidas na 
educação regular, sendo assim, entendemos a importância de dialogar, primeiramente, 
com a família e, em seguida, por meio da obtenção dos resultados desta primeira parte 
da pesquisa, levar a discussão para o interior da escola, propiciando aos envolvidos no 
processo de atendimento da criança com deficiência, a compreensão da perspectiva das 
famílias em relação ao atendimento ofertando. Essa interação com a família deverá ser 
realizada por meio de entrevistas não estruturada. 
Já na escola, com o resultado desta primeira parte da pesquisa, buscaremos realizar 
grupo de discussão com os professores e os auxiliares de apoio, objetivando discutir as 
questões apontadas pela família e apresentar propostas de qualificação do atendimento 
escolar às crianças com deficiência. 
O diálogo com as famílias ocorrerá via dois grupos de discussões: um no turno da 
manhã, com as famílias das crianças de duas turmas e o outro no turno da tarde, com as 
famílias das quatro turmas atendidas no turno. Já com os profissionais envolvidos nos 
atendimentos dessas crianças com deficiência, o desenvolvimento da pesquisa ocorrerá 
por meio de roda de conversas, sendo três professoras no turno da manhã e seis 
professoras no turno de tarde. 
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Nas discussões com as famílias, os grupos de discussões terão em média a duração de 
duas horas, com questionários semi-estruturados e com as professoras, as rodas de 
conversa terão duração de duas horas, no turno da manhã e três horas no turno da tarde. 
 
5. CRONOGRAMA 
MESES AÇÕES A SEREM DESENVOLVIDAS 
Mês 01 Reelaboração do projeto de pesquisa 
Mês 02 Identificar os espaços onde a pesquisa deverá ser realizada 
Mês 03 Observação das turmas onde há alunos com deficiência 
Mês 04 e 
05 
Elaboração do roteiro de entrevistas, levantamento bibliográfico e 
fichamento das referências previamente selecionadas. 
Mês 06 Submissão do Projeto ao Comitê de Ética em Pesquisas (CEP). 
Mês 07 Entrevistas com as famílias e sistematizar o produto de pesquisa 
Mês 08 
Mês 09 
Roda de conversas com os professores e auxiliares de apoio à inclusão 
Mês 10 e 
11 
Transcrição das conversas 
Mês 12 Defesa do projeto de pesquisa 
 
 
6. REFERÊNCIAS: 
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. 
Brasília, DF: Presidente da República, [2016]. 
GERMANO, Jéssica. A criança com deficiência na escola regular: um olhar para as 
potencialidades e possibilidades. In: Revista Brasileira de Educação, Ano 6, número especial – 
Educação Especial Escolar, 2021. 
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), Lei nº 9.394/96, que regula o sistema 
educacional brasileiro com diretrizes para a inclusão. 
OLIVEIRA, Nonília Alice Quirino de. Interação entre escola e família no processo de ensino 
e aprendizagem da criança: análise da Revista Brasileira de Educação Especial. Universidade 
Federal da Paraíba, Trabalho de Conclusão de Curso, 2018. 
RIBEIRO, Disneylândia Maria; FREIRE, Cristiane de Fátima Costa; COSTA, Maria da 
Conceição. A escola regular e os desafios da inclusão: aspectos conceituais e operacionais” de 
Disneylândia Maria Ribeiro; Cristiane de Fátima Costa Freire; Maria da Conceição Costa. 
Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. In: 2º CONEDU – Congresso Nacional de 
Educação, 2019. 
ROCHA, Artur Batista de Oliveira. O papel do professor na educação inclusiva. Revista 
Ensaios Pedagógicos, v.7, n.2, jul/dez 2017. 
SANTOS, Douglas Manoel Antônio de Abreu Pestana dos; RODRIGUESSantos e Eurico 
Fiame. Formação docente e educação inclusiva: perspectivas e desafios atuais.

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