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Livro Eletrônico
Aula 00
Terapia Nutricional p/ Secretaria de Saúde Municipal - NATAL RN (Nutricionista)
Professor: Lina Monteiro de Castro Lobo
Avaliação nutricional e Terapia nutricional para Prefeitura de Natal - RN 
Teoria e exercícios comentados 
Profª. Lina Monteiro ʹ Aula 00 
 
 
 
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AULA 00 : Avaliação nutricional na saúde e na doença 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
1. Apresentação 2 
2. Cronograma 3 
3. Aspectos antropométricos, clínicos e bioquímicos da avaliação 
nutricional 
4 
3.1 Aspectos antropométricos 4 
3.2 Aspectos clínicos 34 
4. Questões comentadas 43 
5. Lista de questões apresentadas 39 
6. Gabarito 47 
7. Referências 48 
ANEXOS 49 
 
Avaliação nutricional e Terapia nutricional para Prefeitura de Natal - RN 
Teoria e exercícios comentados 
Profª. Lina Monteiro ʹ Aula 00 
 
 
 
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1. Apresentação 
 
Sejam bem-vindos a aula 00: Avaliação nutricional na saúde e na doença 
do curso de Avaliação nutricional e Terapia nutricional para Prefeitura de Natal - 
RN! Esse é um concurso muito esperado, não é mesmo? Então nada melhor do que 
se dedicar aos conteúdos que estão no edital. Nesta aula aprenderemos sobre a base 
da antropometria, avaliação clínica e bioquímica na avaliação nutricional. Além disso, 
veremos como esses aspectos são abordados nas questões de concursos. 
Este é o início de uma caminhada rumo à tão sonhada aprovação em concurso 
público. No material desse curso estão selecionadas questões comentadas de 
concursos anteriores realizados pela banca COMPERVE, além de outras bancas 
como AOCP, CESPE e demais questões de concursos para Nutricionistas dos últimos 
anos. É importante que você resolva questões de bancas diferentes para te auxiliar 
na maior compreensão do conteúdo e para que você pratique a resolução de 
questões. 
Organize um tempo de estudo que seja realmente produtivo, programe as 
disciplinas que você estudará durante a semana e que seja de acordo com o conteúdo 
abordado no edital e não esqueça de reservar um tempo para o seu descanso 
também. O meu objetivo é a sua aprovação! 
Eu sou a Profª Lina Monteiro, graduada em Nutrição pela UFG (2006), 
Especialista em Nutrição Clínica pelo Centro Universitário São Camilo, Mestre em 
Nutrição e Saúde pela Faculdade de Nutrição/UFG (2013) e doutoranda em Ciências 
da Saúde pela Faculdade de Medicina da UFG. Em 2012, fui aprovada 1º lugar no 
concurso público para Especialista em Saúde - Nutricionista da Prefeitura de Goiânia 
e comecei a atuar em 2016. Ainda em 2012, ingressei como professora convidada no 
curso de Nutrição da PUC-Goiás, para atuar em disciplinas de Introdução a Nutrição, 
Nutrição Clínica e Supervisão de Estágio em Nutrição Clínica. 
Minha área de atuação como nutricionista e professora é Nutrição Clínica. 
Vamos estudar juntos? 
Ótimos estudos 
Profª Lina 
 
 
 
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2. Cronograma 
 
O cronograma do nosso curso será realizado da seguinte forma: 
 
Aula 00 Avaliação nutricional na saúde e na doença 
Aula 01 Avaliação de exames laboratoriais de rotina 
Aula 02 Terapia nutricional no Diabetes Mellitus 
Aula 03 Terapia nutricional na hipertensão e dislipidemias 
Aula 04 Terapia nutricional na obesidade 
Aula 05 Terapia nutricional na Síndrome Metabólica 
 
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3. Avaliação nutricional na saúde e na doença: 
 
3.1 Aspectos antropométricos 
 
A antropometria refere-se à medida do tamanho corporal e de suas proporções, 
sendo um dos indicadores diretos do estado nutricional do indivíduo. As medidas 
antropométricas mais utilizadas são: peso, estatura, índice de massa corporal (IMC) 
circunferências e dobras cutâneas. 
Os parâmetros antropométricos recomendados pela Organização Mundial da 
Saúde e pelo Ministério da Saúde são: 
 
Fases do ciclo 
da vida 
Índices e parâmetros 
 
Crianças Peso/idade 
Altura/idade 
Peso/altura 
IMC/idade 
Adolescentes IMC/idade 
Estatura/idade 
Adultos IMC 
Circunferência da cintura 
Idosos IMC 
Gestantes IMC por semana gestacional 
Ganho de peso gestacional 
 
 Peso 
 
O peso representa a soma de todos os compartimentos corporais (água, 
gordura, ossos e músculos) e apresenta associação com o equilíbrio proteico-
energético do indivíduo. O peso pode sofrer alterações em situações limítrofes do 
estado nutricional, como no edema e ascite. Nessas ocasiões, o peso deve ser 
interpretado com cautela. 
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O peso atual é o peso verificado no momento da avaliação do estado 
nutricional, feito em uma balança calibrada. Para aferição do peso em adultos, 
devemos realizar a medida duas vezes. É necessário instalar a balança em superfície 
plana, firme e lisa e afastada da parede. Ligar a balança antes de o avaliado ser 
colocado sobre ela. Colocar o avaliado no centro da plataforma do equipamento, com 
o mínimo de roupa possível, descalço, ereto, pés juntos e braços estendidos ao longo 
do corpo. Mantê-lo parado nesta posição. Realizar a leitura após o valor do peso estar 
fixado no visor. 
O peso usual é utilizado para avaliação das mudanças recentes de peso e em 
casos onde não há possibilidade de medir o peso atual. É o peso que se mantém por 
maior período de tempo. 
O peso ideal é definido de acordo com parâmetros como idade, biotipo, sexo 
e altura. De acordo com as variações individuais do adulto, o peso ideal (PI) pode 
variar 10% para mais ou para menos. O peso ideal pode ser calculado pela seguinte 
fórmula: 
 
Peso ideal = IMC ideal x (altura)² 
 
Sendo: IMC médio para homens = 22 kg/m² 
 IMC médio para mulheres = 21 kg/m² 
 
 
Para o cálculo do peso ideal segundo a compleição óssea utiliza-se a seguinte 
fórmula e em seguida verifica-se a compleição conforme a tabela 1: 
 
Compleição = Altura (cm) 
 Circunferência do punho (cm) 
 
 
Tabela 01. Compleição óssea segundo sexo 
Compleição Pequena Média Grande 
Homem > 10,4 9,6 a 10,4 10,9 9,4 a 10,9 120 Obesidade 
Fonte: BLACKBURN; THORNTON, 1979. 
 
A mudança de peso é um importante aspecto a ser avaliado durante a 
antropometria,da cintura. 
 
Questão 15 (AOCP/UFSCAR/2015) O peso corporal é a soma de todos os 
componentes corporais e reflete o equilíbrio proteico-energético do indivíduo. 
Assinale a alternativa INCORRETA em relação às considerações sobre o peso 
corporal. 
 
(A) Para a obtenção do peso atual, o indivíduo deve posicionar-se em pé, no centro 
da base da balança calibrada (de plataforma ou eletrônica), descalço e com roupas 
leves. 
(B) O peso usual não deve ser utilizado como referência na avaliação das mudanças 
recentes de peso, mas sim em casos de impossibilidade de se medir o peso atual. 
(C) A porcentagem de adequação do peso atual em relação ao peso ideal ou 
desejável é calculada a partir da fórmula: adequação do peso (%) = peso atual x 100 
 (D) Para corrigir o peso corporal ideal de amputados, deve-se subtrair o peso da 
extremidade amputada do peso ideal calculado 
(E) A perda de peso involuntária é uma importante informação para avaliar a 
gravidade do problema de saúde, haja vista elevada correlação com a mortalidade. 
 
Questão 16 (AOCP/UFES/2014) Qual medida antropométrica tem o objetivo de 
avaliar a compleição do indivíduo? 
 
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(A) Estatura. 
(B) Circunferência do quadril. 
(C) Circunferência do pescoço. 
(D) Circunferência do braço. 
(E) Diâmetro do cotovelo. 
 
Questão 17 (AOCP/UFC/2014) Assinale a alternativa que NÃO apresenta um dos 
principais indicadores utilizados para avaliar o estado nutricional da criança. 
 
(A) IMC (índice de massa corporal). 
(B) Peso por estatura (P/E). 
(C) Relação cintura-quadril. 
(D) Perímetro braquial. 
(E) Escore Z para P/E, P/I e E/I. 
 
Questão 18 (IADES/UFBA/2014) A medida da espessura das dobras cutâneas é um 
meio de avaliar a quantidade de gordura corporal em um indivíduo. Acerca das 
técnicas de medida das dobras cutâneas, assinale a alternativa correta. 
 
(A) Obter a medida preferencialmente do lado esquerdo do corpo. 
(B) Pegar firmemente a dobra cutânea com o polegar e o dedo médio da mão direita 
aproximadamente há 1 cm proximal ao local a ser medido. 
(C) Segurar o adipômetro com a mão direita, perpendicular ao longo do eixo da dobra 
cutânea e com a face do mostrador do adipômetro voltada para cima. 
(D) Realizar a leitura aproximadamente 30 segundos após a pressão da mão do 
medidor ter sido tirada da alavanca do adipômetro. 
(E) Obter a medida de cada local uma única vez. 
 
Questão 19 (IDECAN/UFPE/2014) As medidas de dobras cutâneas (ou pregas 
cutâneas) é um procedimento muito utilizado para estimar a gordura corporal 
subcutânea. As dobras cutâneas mais comumente avaliadas são, EXCETO: 
 
A) Bicipital. 
B) Tricipital. 
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C) Suprailíaca. 
D) Abdominal. 
E) Subescapular. 
 
Questão 20 (CESPE/FUB/2009) Avalie a seguinte afirmativa como certo (C) ou 
errado (E): 
 
( ) A determinação da circunferência do abdôme é medida efetiva para avaliar o tipo 
de distribuição de gordura corporal que, associada ao excesso de gordura visceral, 
representa alto risco cardiovascular. 
 
Questão 21 (IADES/UFRN/2014) A desnutrição hospitalar pode ser uma 
consequência de desnutrição primária consequente do baixo nível socioeconômico 
em associação com a desnutrição secundária causada pela própria condição clínica 
do paciente. Quais alterações podem ser encontradas no exame físico do paciente 
em decorrência da desnutrição proteico-calórica? 
 
A) Queratomalácia e hiperqueratose folicular. 
B) Seborreia nasolabial, vermelhidão e fissura nos epicantos dos olhos, estomatite 
angular e língua magenta. 
C) Depleção de tecido adiposo subcutâneo e massa muscular, edema, cabelo fácil de 
arrancar (sem dor), com perda do brilho natural, quebradiço e despigmentado. 
D) Petéquias, sangramento de gengivas. 
E) Face edemaciada (face em lua cheia), palidez de conjuntivas, unhas coiloníquias, 
quebradiças e rugosas. 
 
Questão 22 (IADES/UFBA/2014) No que se refere ao exame físico direcionado para 
a avaliação proteico-calórica, assinale a alternativa correta. 
 
(A) A atrofia bitemporal é muito comum em pacientes com hiporexia ou anorexia, bem 
como naqueles com disfagia e em terapia nutricional. 
(B) A perda da bola gordurosa de Bichart bilateralmente relaciona-se com a redução 
aguda da reserva proteica. 
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(C) O sinal da ギasa quebradaギ refere-se à atrofia da gordura temporal junto à perda 
da bola gordurosa de Bichart, quando o paciente é examinado de perfil, o que significa 
perda calórica prolongada. 
(D) A atrofia das regiões supra e infraclavicular, seja no paciente visto de pé, sentado 
ou deitado, indica perda aguda de massa muscular. 
(E) A atrofia da musculatura das panturrilhas é a mais tardia atrofia a ocorrer quando 
se instala o processo de desnutrição proteico-calórica, principalmente nos pacientes 
graves em unidades de terapia intensiva. 
 
Questão 23 (CESPE/UNIPAMPA/2009) Avalie a seguinte afirmativa como certo (C) 
ou errado (E): 
 
( ) A perda bilateral da bola gordurosa de Bichart relaciona-se com a redução crônica 
da reserva energética corporal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Questão Gabarito Questão Gabarito 
01 B 13 C 
02 D 14 E 
03 C 15 B 
04 C 16 E 
05 C 17 C 
06 A 18 C 
07 B 19 D 
08 C 20 C 
09 D 21 C 
10 B 22 A 
11 E 23 C 
12 D 
 
 
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4. Referências 
 
BLACKBURN, G. L.; THORNTON, P. A. Nutritional assessment of the hospitalized 
patients. Medical Clinics of North America , v. 63, p. 1103-115, 1979. 
 
BLACKBURN, G. L.; BISTRIAN, B. R. Nutritional and metabolic assessment of the 
hospitalized patient. Journal of Parenteral and Enteral Nutrition , v. 1, n. 1, p. 11-
22, 1977. 
 
CHUMLEA, W. C.; ROCHE, A. F.; STEINBAUGH, M. L. Estimating stature from knee 
height for persons 60 to 90 years age. Journal of American Geriatric Society , v. 33, 
n. 2, p. 116-120, 1985. 
 
DUARTE, A. C. G. Avaliação Nutricional: aspectos clínicos e laboratoriais. São 
Paulo: Atheneu, cap. 4, p.21-28, 2007. 
 
DUARTE, A. C.; CASTELLANI, F. R. Semiologia nutricional . 1. ed. Rio de Janeiro: 
Axcel Books, 2002. 115 p. 
 
JAMES, R. Nutritional support in alcoholic liver disease: a review. Journal of Human 
Nutrition and Dietetics , v. 2, p. 315-323, 1989. 
 
LIPSCHITZ, D. A. Screening for nutritional status in the elderly. Primary Care , v. 21, 
n. 1, p. 55-67, 1994. 
 
MUSSOI, T. Avaliação Nutricional na prática clínica : da gestação ao 
envelhecimento. 1.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. 
 
ROSSI, L.; CARUSO, L.; GALANTE, A.P. Avaliação nutricional : novas perspectivas. 
2.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. 
 
 
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Obesity: preventing and managing the global 
epidemic. WHO Technical ReportSeries, Geneva, n. 894, 1998 (Technical Report 
Series, n. 894). 
 
 
==0==
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ANEXO A 
 HOMENS MULHERES 
Altura (cm) 
 
Estatura Estatura Estatura Estatura Estatura Estatura 
 pequena média grande pequena Média grande 
 
 
144 42,8 45,6 50,1 
 
145 43,2 45,9 50,2 
 
146 43,7 46,6 51,2 
 
147 44,1 47,3 51,8 
 
148 44,6 47,7 51,8 
 
149 45,1 48,1 51,8 
 
150 45,5 48,6 53,2 
 
151 46,2 49,3 54,0 
 
152 46,8 50,0 54,5 
153 47,3 50,5 55,0 
 
154 47,8 51,0 55,5 
 
155 50,0 53,6 58,2 48,2 51,4 55,9 
 
156 50,7 54,3 58,8 48,9 52,3 56,8 
 
157 51,4 55,0 59,5 49,5 53,2 57,7 
 
158 51,8 55,5 60,0 50,0 53,6 58,3 
 
159 52,2 56,5 60,5 50,5 54,0 58,9 
 
160 52,7 56,4 60,9 50,9 54,5 59,5 
 
161 53,2 56,2 61,5 51,5 55,3 60,1 
 
162 53,7 56,8 62,1 52,1 56,1 60,7 
 
163 54,4 57,7 62,7 52,7 56,8 61,4 
 
164 55,0 58,5 63,4 53,6 57,7 62,3 
 
165 55,9 59,5 64,1 54,5 58,6 63,2 
166 56,3 60,1 64,8 55,1 59,2 63,8 
 
167 57,1 60,7 65,6 55,7 59,8 64,4 
 
168 57,7 61,4 66,4 56,4 60,5 65,0 
 
169 58,6 62,3 67,5 57,3 61,4 65,9 
 
170 59,5 63,2 68,6 58,2 62,2 66,8 
 
171 60,1 63,8 69,2 58,8 62,8 67,4 
 
172 60,7 64,4 69,8 59,4 63,4 68,0 
173 61,4 65,0 70,5 60,0 64,4 68,6 
174 62,3 65,9 71,4 60,9 65,0 69,3 
175 63,2 66,8 72,3 61,8 65,9 70,9 
176 63,8 67,5 72,9 62,4 66,5 71,7 
177 64,4 68,2 73,5 63,0 67,1 72,5 
178 65,0 69,0 74,4 63,6 67,7 73,2 
179 65,9 69,9 75,3 64,5 68,6 74,1 
180 66,8 70,9 76,4 65,5 69,5 75,0 
181 67,4 71,7 77,1 66,1 70,1 75,6 
182 68,0 72,5 77,8 66,7 70,7 76,2 
183 68,6 73,2 78,6 67,3 71,4 76,8 
 
184 69,6 74,4 79,8 
 
185 70,9 75,0 80,9 
 
186 71,5 75,8 81,7 
 
187 72,1 76,6 82,5 
 
188 72,7 77,3 83,2 
 
189 73,3 78,0 83,8 
 
190 73,9 78,7 84,4 
 
191 74,5 79,5 85,0 
 
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Fonte: Metropolitan Life Ensurance, 1985. 
ANEXO B 
 
Fonte: Internet 
 
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Profª. Lina Monteiro www.estrategiaconcursos.com.br 51 de 51pois tem correlação com mortalidade e pode estar relacionada a 
imunodeficiência e risco cirúrgico. A fórmula e classificação da perda de peso serão 
apresentados abaixo. 
 
Perda de peso (%) = (peso usual – peso atual) x 100 
 Peso usual 
 
Tabela 03 . Significado da perda de peso em relação ao tempo 
Tempo Perda significativa (%) Perda grave (%) 
 
1 semana 1 a 2 > 2 
1 mês 5 > 5 
3 meses 7,5 > 7,5 
6 meses 10 > 10 
Fonte: BLACKBURN et al., 1977. 
 
O peso ajustado é utilizado quando a adequação de peso for superior a 115% 
ou inferior a 95% do que é considerado ideal e segue a seguinte fórmula: 
 
Peso ajustado (kg) = [peso ideal (Kg) – peso atual (Kg)] x 0,25 + peso atual (Kg) 
 
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O peso estimado é utilizado em situações que dificultem ou impossibilitem a 
aferição do peso atual do paciente. As fórmulas utilizadas para estimativa de peso 
são: 
 
Peso (homem) = (0,98 x CPA) + (1,16 x AJ) + (1,73 x CB) + (0,37 x DCSE) – 81,69 
Peso (mulher) = (1,27 x CPA) + (0,87 x AJ) + (0,98 x CB) + (0,4 x DCSE) – 62,35 
 
CPA: circunferência da panturrilha (cm) 
AJ: altura do joelho (cm) 
CB: circunferência do braço (cm) 
DSE: dobra cutânea subescapular (mm) 
Fonte: CHUMLEA et al., 1988. 
 
O peso ideal de indivíduos amputados deve ser calculado por meio da 
subtração do peso ideal/estimado pela porcentagem do membro amputado. O peso 
ideal é calculado como se não existisse amputação e depois subtrai a parte 
amputada. A tabela necessária para esse cálculo será apresentada a seguir: 
 
Tabela 04 . Porcentagens desconsideradas para o cálculo do peso em amputações 
Membro amputado Proporção de peso (%) * 
 
Mão 0,8 
Antebraço 2,3 
Braço até o ombro 6,6 
Pé 1,7 
Perna abaixo do joelho 7,0 
Perna acima do joelho 11,0 
Perna inteira 18,6 
* Para amputações bilaterais, as % dobram. 
Fonte: MARTINS; RIELLA, 2000. 
 
Em casos de retenção hídrica deve-se ajustar o peso do paciente. As tabelas 
abaixo demonstram os valores estimados de retenção hídrica conforme edema ou 
intensidade da ascite. 
 
Peso = peso atual – peso resultante do edema 
 
Tabela 05 . Estimativa de peso de edema 
 Grau de edema Peso a ser subtraído* 
 
+ Tornozelo 1 kg 
++ Joelho 3 a 4 kg 
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+++ Raiz de coxa 5 a 6 kg 
++++ Anasarca 10 a 12 kg 
 
* Em caso de edema bilateral, as % dobram. 
Fonte: DUARTE; CASTELLANI, 2002. 
 
 
 
 
 Tabela 06 . Estimativa de peso de ascite e edema 
 
 Grau da ascite/edema Peso ascítico (kg) Edema periférico (kg) 
 
 Leve 2,2 1,0 
 Moderado 6,0 5,0 
 Grave 14,0 10,0 
 
 Fonte: JAMES, 1989. 
 
Em crianças menores de dois anos o peso é realizado em balança pediátrica 
ou “tipo bebê”. Devemos verificar se a balança está apoiada sobre uma superfície 
plana, lisa e firme. É recomendado forrar o prato com uma proteção (papel 
descartável ou fralda) antes de calibrar a balança para evitar erros na pesagem. 
O passo-a-passo para a pesagem de crianças menor de dois anos de acordo 
com o Ministério da Saúde (2011) é: 
• Destravar a balança. 
• Verificar se está calibrada (a agulha do braço e o fiel devem estar na mesma 
linha horizontal). Caso contrário, calibrá-la, girando lentamente o calibrador. 
• Esperar até que a agulha do braço e o fiel estejam nivelados. 
• Após constatar que a balança está calibrada, ela deve ser travada. 
• Despir a criança com o auxílio da mãe ou responsável. 
• Colocar a criança sentada ou deitada no centro do prato, de modo a distribuir 
o peso igualmente. Destravar a balança, mantendo a criança parada o máximo 
possível nessa posição. Orientar a mãe ou responsável a manter-se próximo, 
sem tocar na criança, nem no equipamento. 
• Mover o cursor maior sobre a escala numérica para marcar os quilos. 
• Depois mover o cursor menor para marcar os gramas. 
• Esperar até que a agulha do braço e o fiel estejam nivelados. 
• Travar a balança, evitando, assim, que sua mola desgaste, assegurando o bom 
funcionamento do equipamento. 
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• Realizar a leitura de frente para o equipamento com os olhos no mesmo nível 
da escala para visualizar melhor os valores apontados pelos cursores. 
• Anotar o peso. 
• Retirar a criança e retornar os cursores ao zero na escala numérica. 
• Marcar o peso na curva. 
 
As crianças acima de 2 anos devem ser pesadas com roupas leves e sem 
calçados. Os adolescentes devem ser pesados descalços e usando roupas leves 
também. Para a pesagem deve-se retirar objetos pesados, como por exemplo, 
chaves, cintos, óculos, telefones celulares e quaisquer outros objetos que possam 
interferir no peso total. 
 
 ALTURA 
 
Em adultos a altura deve ser aferida utilizando uma fita métrica inelástica, 
esquadro de madeira, fita adesiva e fio de prumo. As medidas devem ser realizadas 
duas vezes. O local para aferição da altura deve ter uma parede ou portal sem rodapé. 
Afixar a fita métrica inelástica, a 50 cm do solo. A pessoa deverá ser colocada ereta, 
e, sempre que possível, calcanhares, panturrilha, escápulas e ombros encostados na 
parede ou portal, joelhos esticados, pés juntos e braços estendidos ao longo do corpo. 
A cabeça deverá estar erguida (fazendo um ângulo de 90º com o solo), com os olhos 
mirando um plano horizontal à frente, de acordo com o plano de Frankfurt. Pedir à 
pessoa que inspire profundamente e prenda a respiração por alguns segundos. Neste 
momento, desça o esquadro até que este encoste a cabeça da pessoa, com pressão 
suficiente para comprimir o cabelo. Realizar a leitura da estatura sem soltar o 
esquadro. 
Para pacientes acamados é necessário estabelecer a estimativa da altura por 
meio da altura do joelho. Essa medida também deve ser realizada duas vezes. Utilizar 
antropômetro de madeira. O indivíduo deve estar sentado e com a perna esquerda 
dobrada de modo a formar um ângulo de 90º com o joelho. Posicionar a base do 
antropômetro no calcanhar do pé esquerdo. Estender o cursor do antropômetro 
paralelamente à tíbia até a borda superior da patela (rótula do joelho). Obter pelo 
menos duas medidas sucessivas, as quais deverão ter variação máxima de 5 mm. Se 
o valor obtido for superior a isto, realizar a terceira medida. 
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Após a obtenção dessa medida são utilizadas as seguintes fórmulas: 
 
18 a 60 anos: 
Altura (branco/homem) = 71,85 + (1,88 x AJ) 
Altura (negro/homem) = 73,42 + (1,79 x AJ) 
Altura (branco/mulher) = 70,25 + (1,87 x AJ) – (0,06 x idd) 
Altura (negro/mulher) = 68,10 + (1,87 x AJ) – (0,06 x Idd) 
 
Idosos: 
Altura (homem) = 64,19 + (2,04 x AJ) – (0,04 x idd) 
Altura (mulher) = 84,88 + (1,83 x AJ) – (0,24 x idd) 
 
AJ: altura do joelho (cm) 
idd: idade (anos) 
Fonte: CHUMLEA; ROCHE; STEINBAUGH, 1985. 
 
Outra forma de estimar a estatura é por meio da envergadura ou semi-
envergadura do braço. Realizar a medida duas vezes. Utilizar fita métrica inelástica. 
Solicitar que o avaliado retire vestimentas como jaquetas, blusas ou outras que 
dificultem a extensão do braço. O avaliadodeve estar de pé, de frente para o 
avaliador, e de costas para a parede, tronco reto, braços estendidos na altura do 
ombro, sem flexionar o cotovelo, calcanhares tocando a parede e peso distribuído em 
ambos os pés. Marcar na parede (com fita adesiva) a distância obtida entre a 
extremidade distal do terceiro quirodáctilo direito e a extremidade distal do terceiro 
quirodáctilo esquerdo (a extremidade final do maior dedo da mão). 
Para avaliação da semi-envergadura, o avaliado deve estar de pé, de frente 
para o avaliador, e de costas para a parede, tronco reto, braços estendidos na altura 
do ombro, sendo que os braços devem fazer um ângulo de 90° com o corpo, sem 
flexionar o cotovelo, calcanhares tocando a parede e peso distribuído em ambos os 
pés. Marcar na parede (com fita adesiva) a distância obtida entre a extremidade distal 
do terceiro quirodáctilo direito e a fúrcula esternal (incisura supraesternal). A altura 
estimada corresponde à envergadura total ou à semi-envergadura multiplicada por 2. 
 
Altura estimada = envergadura total 
Altura estimada = semi-envergadura x 2 
 
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O comprimento de crianças menores de dois anos refere-se à distância que vai 
da sola (planta) dos pés descalços, ao topo da cabeça, comprimindo os cabelos, com 
a criança deitada em superfície horizontal, firme e lisa. 
Para aferir o comprimento devemos deitar a criança no centro do infantômetro, 
descalça e com a cabeça livre de adereços. Manter a cabeça da criança apoiada 
firmemente contra a parte fixa do equipamento, com o pescoço reto e o queixo 
afastado do peito, no plano de Frankfurt (margem inferior da abertura do orbital e a 
margem superior do meato auditivo externo deverão ficar em uma mesma linha 
horizontal). Além disso, os ombros da criança devem permanecer em contato com a 
superfície de apoio do infantômetro e os braços estendidos ao longo do corpo. As 
nádegas e os calcanhares da criança ficam em contato com a superfície que apoia o 
infantômetro. Pressionar, cuidadosamente, os joelhos da criança para baixo, com 
uma das mãos, de modo que eles fiquem estendidos. Os pés devem ficar retos 
fazendo um ângulo reto com as pernas. A parte móvel do equipamento deve ser 
colocada na planta dos pés, com cuidado para que não se mexam e realizar a leitura 
do comprimento. 
As crianças maiores de dois anos são aferidas em pé e encostadas em uma 
parede ou antropômetro vertical. A criança ou adolescente deve ser posicionado no 
centro do equipamento e descalço e com a cabeça livre de adereços. Mantê-lo de pé, 
ereto, com os braços estendidos ao longo do corpo, com a cabeça erguida, olhando 
para um ponto fixo na altura dos olhos. A cabeça do indivíduo deve ser posicionada 
no plano de Frankfurt. As pernas devem estar paralelas e os pés devem formar um 
ângulo reto com as pernas. Idealmente, o indivíduo deve encostar os calcanhares, as 
panturrilhas, os glúteos, as escápulas e parte posterior da cabeça no estadiômetro ou 
parede. 
Após a coleta dos dados de peso e altura/comprimento de crianças e 
adolescentes, deve-se obter a idade da criança. De acordo com o Ministério da 
Saúde, para idades não exatas deve-se seguir a seguinte regra de aproximação: 
- Fração de idade até 15 dias: aproxima-se a idade para baixo (o último mês 
completo). - Fração de idade igual ou superior a 16 dias: aproxima-se a idade para 
cima (para o próximo mês a ser completado). 
Para a avaliação do estado nutricional, os dados obtidos na avaliação 
antropométrica deverão ser colocados nas curvas referentes a cada idade. Estas 
curvas podem ser acessadas pelo link: 
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http://dab.saude.gov.br/portaldab/ape_vigilancia_alimentar.php?conteudo=cur
vas_de_crescimento 
Os quadros a seguir, listados pelo Ministério da Saúde (2011), representam um 
resumo das classificações do estado nutricional de crianças referentes a cada índice 
antropométrico (para crianças menores de 5 anos e crianças de 5 a 10 anos). 
 
 
 
 
 
 
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▪ Peso-para-idade (P/I)  expressa a relação entre a massa corporal e a idade 
cronológica da criança. Essa avaliação é muito adequada para o 
acompanhamento do ganho de peso e reflete a situação global da criança; 
porém, não diferencia o comprometimento nutricional atual ou agudo dos 
pregressos ou crônicos. 
▪ Peso-para-estatura (P/E)  expressa a harmonia entre as dimensões de massa 
corporal e estatura. É utilizado tanto para identificar o emagrecimento da criança 
ou o excesso de peso. 
▪ Índice de Massa Corporal (IMC)-para-idade  utilizado para identificar o excesso 
de peso entre crianças e tem a vantagem de ser um índice que será utilizado em 
outras fases do curso da vida. 
▪ Estatura-para-idade (E/I)  expressa o crescimento linear da criança e é o índice 
que melhor indica o efeito cumulativo de situações adversas sobre o crescimento 
da criança. É considerado o indicador mais sensível para aferir a qualidade de 
vida de uma população. 
 
 Índice de Massa Corporal (IMC) 
 
O Índice de Massa Corporal é considerado de fácil aplicação, prático e pode 
predizer a composição corporal total. Apresenta como limitação o fato de não 
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distinguir a massa muscular e a massa gordurosa da massa corporal total. Sua 
utilização deve ser contraindicada ou feita com cautela em casos de desidratação, 
edema, ascite, pacientes graves acamados, atletas ou indivíduos com elevada massa 
muscular. Como o IMC não distingue o peso associado ao músculo ou a gordura 
corporal é importante investigar a composição corporal, principalmente quando os 
valores de IMC estiverem fora do limite de normalidade. 
A fórmula que representa o IMC é: 
IMC = Peso atual (kg) 
 Altura2 (m) 
A classificação do IMC em adultos e idosos estão apresentadas nas tabelas 
abaixo: 
 
Tabela 07 . Classificação do estado nutricional segundo o IMC para adultos 
IMC (kg/m2) Classificação 
 27,0 Sobrepeso 
Fonte: LIPSCHITZ, 1994. 
 
A avaliação do estado nutricional do idoso deve levar em consideração alguns 
aspectos, específicos dessa faixa etária, como por exemplo: - declínio da altura com 
o avançar da idade, que ocorre em decorrência da compressão vertebral, mudanças 
nos discos intervertebrais, perda do tônus muscular e alterações posturais; - 
diminuição do peso com a idade, que está relacionada à redução do conteúdo da 
água corporal e da massa muscular, sendo mais evidente no sexo masculino; - 
alterações ósseas em decorrência da osteoporose; - mudança na quantidade e 
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distribuição do tecido adiposo subcutâneo. - redução da massa muscular e aumento 
gordura intramuscular, o que leva a alteração na elasticidade e na capacidade de 
compressão dos tecidos. 
 
 Circunferências 
 
** Circunferência do braço (CB): essa medida é aferida no ponto médio entre 
o acrômio e o olecrano, com o braço relaxado. Para o cálculo de adequação da CB 
utiliza-se o percentil 50 conforme tabela abaixo. 
 
Adequação da CB (%) = CB aferida (cm) x 100 
 CB percentil 50 
 
Tabela 09 . Classificação do estado nutricional segundo adequação da CB 
 
Adequação da CB (%) Estado nutricional 
 
 120 Obesidade 
 
 
** Circunferência muscular do braço: obtida por meio da CB e PCT (prega 
cutânea triciptal). Por meio dessa fórmula avalia-se a reserva de tecido muscular sem 
correção da área óssea. Sua adequação deve ser realizada utilizando-se o percentil 
50. A fórmula para sua obtenção e para a adequação são: 
 
CMB (cm) = CB (cm) – [0,314 x PCT] 
 
Adequação da CMB (%) = CMB aferida (cm) x 100 
 CMB percentil 50 
 
**Área muscular do braço corrigida (AMBc): avalia a reserva de tecido muscular 
com a correção da área óssea. Reflete mais adequadamente a verdadeira magnitude 
das mudanças do tecido muscular do que a CMB. É obtida por meio das fórmulas: 
Homem: AMBc (cm²) = [CB (cm) – 3,14 x PCT (mm) / 10]² - 10 
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 4 x 3,14 
Mulher: AMBc (cm²) = [CB (cm) – 3,14 x PCT (mm) / 10]² - 6,5 
 4 x 3,14 
Com base nos valores de referência estabelecidos por Frisancho, os valores 
devem ser interpretados pelo uso da tabela a seguir: 
Percentil Tecido adiposo Tecido muscular 
24,7 27,2 
45 a 54,9 18,7 19,3 20,6 22,0 23,8 26,0 27,4 
55 a 64,9 18,7 19,6 20,9 22,5 24,4 26,6 28,0 
65 a 74,9 18,5 19,5 20,8 22,5 24,4 26,4 27,9 
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** circunferência da cintura (CC): essa medida deverá ser realizada duas 
vezes. Medir a CC na ausência de roupas na cintura. O indivíduo deve estar ereto, 
com o abdome relaxado (ao final da expiração), os braços estendidos ao longo do 
corpo e as pernas fechadas. A medida deverá ser feita no plano horizontal. Posicione-
se de frente para a pessoa e localize o ponto médio entre a última costela e a crista 
ilíaca. A fita deverá ser passada por trás do participante ao redor deste ponto. 
Verifique se a fita não está fazendo compressão na pele. Pedir a pessoa que inspire 
e, em seguida, que expire totalmente. A medida deve ser feita neste momento, antes 
que a pessoa inspire novamente. 
A CC é melhor preditor de gordura abdominal total do que a relação cintura-
quadril. 
 
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Tabela 10 . Classificação do risco de morbidades para adultos segundo CC. 
Sexo Risco aumentado Risco muito aumentado 
 
Homens 94 a 102 cm > 102 cm 
Mulheres 80 a 88 cm > 88 cm 
 
Fonte: WHO, 1998. 
 
** circunferência do quadril (CQ): essa medida deverá ser realizada duas vezes 
e na presença de roupas finas ou íntimas. O indivíduo deve estar ereto, com o abdome 
relaxado, os braços estendidos ao longo do corpo e as pernas fechadas. O 
examinador posiciona-se lateralmente ao avaliado de forma que a máxima extensão 
glútea possa ser vista. Uma fita inelástica deve ser passada neste nível, ao redor do 
quadril, no plano horizontal, sem fazer compressão. Verifique se a fita está bem 
posicionada, ou seja, se ela está no mesmo nível em toda a extensão de interesse. O 
zero da fita deve estar abaixo do valor medido. 
A relação cintura-quadril (RCQ) é calculada dividindo-se o valor da CC pelo 
resultado da medida da CQ. A CC tem vantagem como indicador de risco 
cardiovascular sobre a RCQ. Mesmo assim ainda se utiliza a RCQ como indicador da 
distribuição da gordura corporal, devido a sua associação direta entre gordura 
abdominal elevada e risco de hipertensão, diabetes II e hiperlipidemia. 
 
RCQ = Circunferência da cintura (cm) 
Circunferência do quadril (cm) 
 
 
Tabela 11 . Classificação do risco de morbidades para adultos segundo RCQ. 
 Sexo Risco aumentado 
 
 Homens ≥ 1,0 
 Mulheres ≥ 0,85 
 
Fonte: WHO, 1998. 
 
** circunferência abdominal (CA): realizar a medida duas vezes e na ausência 
de roupas na região do abdome. O indivíduo deve estar ereto, com os braços 
estendidos ao longo do corpo e pernas fechadas. A medida deverá ser feita no plano 
horizontal. Posicione-se de frente para a pessoa. Posicione a fita na maior extensão 
do abdome num plano horizontal. Aperte o botão central da fita e passe a fita na parte 
posterior do avaliado, seguindo a extensão a ser medida, sem comprimir a pele, com 
a extremidade zero abaixo do valor a ser registrado. 
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** circunferência da panturrilha: medida na maior proeminência da musculatura 
da panturrilha. Trata-se de um marcador de reserva muscular. Valores inferiores a 
31cm são sugestivos de depleção muscular em idosos. 
 
 Dobras cutâneas 
 
A medida das dobras cutâneas consiste em um método simples, de baixo custo 
e menos invasivo para a determinação da reserva de gordura corporal. Essa 
estimativa baseia-se no fato de que aproximadamente metade do conteúdo corporal 
total de gordura localiza-se no tecido subcutâneo. Essa gordura apresenta relação 
com a gordura corporal total. 
As dobras cutâneas devem ser medidas por três vezes, de modo rotacional, 
utilizando-se um adipômetro. A dobra sempre é levantada perpendicularmente ao 
local de superfície a ser medido. Todas as medidas são baseadas supondo-se que 
os antropometristas são destros. O adipômetro deve ser segurado com a mão direita 
enquanto a dobra cutânea é levantada com a mão esquerda. Separar o tecido adiposo 
subcutâneo do tecido muscular por meio dos dedos polegar e indicador da mão 
esquerda. Ajustar as extremidades do equipamento cerca de 1 cm do ponto 
anatômico e elevar a dobra cutânea por volta de 1 cm acima do ponto de medida. Os 
erros de medidas são maiores em dobras cutâneas mais largas/ espessas. A prega é 
mantida tracionada até que a medida seja completada. A medida é feita, NO 
MÁXIMO, até 4 segundos após feito o tracionamento da dobra cutânea. 
As dobras mais comentadas na literatura e que compõem a maioria das 
equações antropométricas preditivas para determinação da gordura corporal são 
tríceps, bíceps, subescapular, abdominal, axilar média, peitoral, suprailíaca, coxa e 
panturrilha. As dobras mais comumente utilizadas são subescapular, suprailíaca, 
biciptal e triciptal. 
 
 
 
Questão 01 (UFRN/COMPERVE/2016) Paula tem 23 anos e procurou atendimento 
nutricional com queixas de perda de peso não intencional. Ao exame antropométrico, 
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foram anotados os seguintes valores: peso usual = 55 kg; peso atual = 51 kg; altura 
= 1,60 m. Nesse caso, a paciente está 
 
A) desnutrida e teve perda significativa de peso. 
B) eutrófica e teve perda grave de peso. 
C) eutrófica e teve perda significativa de peso. 
D) desnutrida e teve perda grave de peso. 
 
Comentários: após ler as alternativas apresentadas na questão vemos que é 
necessário calcular e avaliar o IMC e o percentual de perda de peso, não é mesmo? 
Então, vamos lá... 
IMC = peso/altura² 
IMC = 51/(1,60)² ***Observe que devemos calcular o IMC atual da paciente!!! 
IMC = 19,92 Kg/m² (eutrofia) 
 
Em relação ao percentual de perda de peso devemos calcular da seguinte forma: 
 
Perda de peso (%) = (peso usual – peso atual) x 100 
 Peso usual 
 
Perda de peso (%) = (55 – 51) x 100 
 55 
 
Perda de peso (%) = 7,3 % 
 
Olhando na tabela a seguir temos os seguintes resultados: 
 
Significado da perda de peso em relação ao tempo 
Tempo Perda significativa (%) Perda grave (%) 
 
1 semana 1 a 2 > 2 
1 mês 5 > 5 
3 meses 7,5 > 7,5 
6 meses 10 > 10 
Fonte: BLACKBURN et al., 1977. 
 
Como o enunciado não apresentou o tempo em que houve a redução de peso 
não há como avaliar se é uma redução grave ou significativa. Apesar desse fato, a 
banca considerou como gabarito letra B. 
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Gabarito: B 
 
Questão 02 (UFRN/COMPERVE/2016) Para a realização de diagnóstico nutricional 
de uma criança de 7 anos de idade, a partir de dados antropométricos,o nutricionista 
da Atenção Básica deve considerar os valores de 
 
A) peso-para-estatura. 
B) perímetro da cintura. 
C) perímetro da panturrilha. 
D) estatura-para-idade. 
 
Comentários : os parâmetros antropométricos recomendados pelo Ministério da 
Saúde para crianças são: peso/idade, altura/idade, peso/altura e IMC/idade. Porém, 
o índice estatura por idade expressa o crescimento linear da criança e é o índice que 
melhor indica o efeito cumulativo de situações adversas sobre o crescimento da 
criança. É considerado o indicador mais sensível para aferir a qualidade de vida de 
uma população. 
 
Gabarito: D 
 
Questão 03 (Prefeitura Municipal de Ceará-Mirim/COMPERVE/2016) Paula, 
adolescente de 15 anos, vem ao ambulatório de nutrição da unidade de saúde 
Florescer, buscando orientações nutricionais para reeducação alimentar. A 
nutricionista, ao atendê-la, realiza avaliação antropométrica e anamnese alimentar. 
São indicadores antropométricos recomendados pelo Sistema de Vigilância Alimentar 
e Nutricional para o acompanhamento nutricional da paciente em questão o 
 
A) Altura por idade e peso por altura. 
B) IMC por idade e peso por altura. 
C) IMC por idade e altura por idade. 
D) Peso por idade e altura por idade. 
 
Comentários : os parâmetros antropométricos recomendados pelo Ministério da 
Saúde para adolescentes são: IMC/idade e estatura/idade. 
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Gabarito: C 
 
Questão 04 (Prefeitura Municipal de Jardim de Piranhas/COMPERVE/2014) Ana, 
nutricionista em um ambulatório, recebe, para atendimento, paciente do gênero 
feminino, com 65 anos. Feito o exame antropométrico, a paciente apresenta peso de 
72Kg e altura de 160cm. 
 
O Índice de Massa Corporal da paciente indica 
 
A) eutrofia. 
B) obesidade. 
C) sobrepeso. 
D) baixo peso. 
 
Comentários : Vamos calcular o IMC? 
 
IMC = peso/altura² 
IMC = 72/(1,60)² ***Lembre que a classificação é de acordo com o IMC de idosos!!! 
IMC = 28,12 Kg/m² (sobrepeso) 
 
Gabarito: C 
 
Questão 05 (Prefeitura Municipal de Jardim de Piranhas/COMPERVE/2014) Ao 
atender uma criança com 8 anos, em ambulatório de Nutrição, a nutricionista 
observou uma estatura-para-idade no percentil 0,2, o que indica 
 
A) estatura adequada para-idade. 
B) muito baixa estatura-para-idade. 
C) baixa estatura-para-idade. 
D) alta estatura-para-idade. 
 
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Comentários : Veja no quadro a seguir onde se localiza o percentil 0,2. Na coluna 
“valores críticos” identifique a linha “≥ percentil 0,1 e 30 Kg/m2 e ≤ 34,99 Kg/m2. 
 
Comentários : de acordo com os dados abaixo temos que o paciente com obesidade 
grau II é aquele com IMC entre 35 e 39,99 Kg/m2. 
 
Classificação do estado nutricional segundo o IMC para adultos 
IMC (kg/m2) Classificação 
: A estatura-para-idade (E/I) expressa o crescimento linear da criança e 
é o índice que melhor indica o efeito cumulativo de situações adversas sobre o 
crescimento da criança. 
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Gabarito: E 
 
Questão 12 (IBFC/HUB/2013) Antropometria é a medida do tamanho corpóreo e de 
suas proporções, tratando-se de um indicador direto do estado nutricional. Sobre o 
significado clínico das medidas antropométricas, é correto afirmar que: 
 
(A) Percentual de perda de peso de 5% em 3 meses é considerado perda significativa 
de peso. 
(B) Percentual de adequação do peso atual em relação ao ideal ou desejável entre 
70,1 e 80% é indicativo de desnutrição grave. 
(C) Idosos com índice de massa corporal (IMC) entre 20 e 25 kg/m2 (Kilogramas por 
metro quadrado) são classificados como eutróficos. 
(D) Em mulheres caucasianas, circunferência da cintura maior ou igual a 88 cm 
(centímetros) é indicativa de risco muito elevado de complicações metabólicas 
associadas à obesidade. 
 
Comentários : (a) é considerado significativo o percentual de perda de peso de 7,5% 
em 3 meses. (b) esse percentual é indicativo de desnutrição moderada. (c) idosos são 
considerados eutróficos com IMC entre 22 e 27 Kg/m² segundo Lipschitz (1994). 
 
Gabarito: D 
 
Questão 13 (AOCP/UFG/2015) Paciente, sexo masculino, com o peso usual de 84 
Kg, é avaliado pelo nutricionista e atualmente está com 78 Kg. Relata que essa perda 
de peso ocorreu em 3 meses. Qual é a classificação do percentual de perda de peso 
segundo o tempo? Observação: Percentual de mudança de peso = Peso usual – Peso 
atual / Peso usual x 100. 
 
(A) Perda de peso em declínio. 
(B) Perda de peso insignificativa. 
(C) Perda de peso significativa. 
(D) Perda de peso grave. 
(E) Perda de peso muito grave. 
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Comentários : percentual de mudança de peso = 84-78/84 x 100  6/84 x 100  
7,14%. A redução de aproximadamente 7,14% de peso em 3 meses indica perda de 
peso significativa. 
 
Gabarito: C 
 
Questão 14 (IADES/UFRN/2013) Assinale a alternativa que apresenta a medida 
antropométrica utilizada na avaliação da distribuição da gordura corporal em adultos 
que permite uma avaliação aproximada da massa de gordura intra-abdominal. 
 
(A) Circunferência do quadril. 
(B) Peso atual. 
(C) Dobra cutânea triciptal. 
(D) Índice de massa corporal. 
(E) Circunferência da cintura. 
 
Comentários : dentre as medidas apresentadas na questão, o preditor da gordura 
abdominal total é a circunferência da cintura. 
 
Gabarito : E 
 
Questão 15 (AOCP/UFSCAR/2015) O peso corporal é a soma de todos os 
componentes corporais e reflete o equilíbrio proteico-energético do indivíduo. 
Assinale a alternativa INCORRETA em relação às considerações sobre o peso 
corporal. 
 
(A) Para a obtenção do peso atual, o indivíduo deve posicionar-se em pé, no centro 
da base da balança calibrada (de plataforma ou eletrônica), descalço e com roupas 
leves. 
(B) O peso usual não deve ser utilizado como referência na avaliação das mudanças 
recentes de peso, mas sim em casos de impossibilidade de se medir o peso atual. 
(C) A porcentagem de adequação do peso atual em relação ao peso ideal ou 
desejável é calculada a partir da fórmula: adequação do peso (%) = peso atual x 100 
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 (D) Para corrigir o peso corporal ideal de amputados, deve-se subtrair o peso da 
extremidade amputada do peso ideal calculado 
(E) A perda de peso involuntária é uma importante informação para avaliar a 
gravidade do problema de saúde, haja vista elevada correlação com a mortalidade. 
 
Comentários : O peso usual é utilizado para avaliação das mudanças recentes de 
peso e em casos onde não há possibilidade de medir o peso atual. Apesar do gabarito 
ter colocado a letra B como a alternativa incorreta, podemos perceber que na letra c 
a fórmula está incompleta (adequação de peso = peso atual/peso ideal x 100). 
 
Gabarito: B 
 
Questão 16 (AOCP/UFES/2014) Qual medida antropométrica tem o objetivo de 
avaliar a compleição do indivíduo? 
 
(A) Estatura. 
(B) Circunferência do quadril. 
(C) Circunferência do pescoço. 
(D) Circunferência do braço. 
(E) Diâmetro do cotovelo. 
 
Comentários : uma maneira de verificar a compleição física é por meio da largura 
(diâmetro) do cotovelo. 
 
Gabarito: E 
 
Questão 17 (AOCP/UFC/2014) Assinale a alternativa que NÃO apresenta um dos 
principais indicadores utilizados para avaliar o estado nutricional da criança. 
 
(A) IMC (índice de massa corporal). 
(B) Peso por estatura (P/E). 
(C) Relação cintura-quadril. 
(D) Perímetro braquial. 
(E) Escore Z para P/E, P/I e E/I. 
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Comentários : a relação cintura-quadril não representa uma medida utilizada na 
infância. As outras medidas (IMC, peso por estatura, perímetro/circunferência 
braquial e escore z para P/E, P/I, E/I) são realizadas em crianças. 
 
Gabarito: C 
 
Questão 18 (IADES/UFBA/2014) A medida da espessura das dobras cutâneas é um 
meio de avaliar a quantidade de gordura corporal em um indivíduo. Acerca das 
técnicas de medida das dobras cutâneas, assinale a alternativa correta. 
 
(A) Obter a medida preferencialmente do lado esquerdo do corpo. 
(B) Pegar firmemente a dobra cutânea com o polegar e o dedo médio da mão direita 
aproximadamente há 1 cm proximal ao local a ser medido. 
(C) Segurar o adipômetro com a mão direita, perpendicular ao longo do eixo da dobra 
cutânea e com a face do mostrador do adipômetro voltada para cima. 
(D) Realizar a leitura aproximadamente 30 segundos após a pressão da mão do 
medidor ter sido tirada da alavanca do adipômetro. 
(E) Obter a medida de cada local uma única vez. 
 
Comentários : (a) as medidas devem ser realizadas do lado direito do corpo. (b) deve-
se separar o tecido adiposo subcutâneo do tecido muscular por meio dos dedos 
polegar e indicador da mão esquerda (d) A medida é feita, no máximo, até 4 segundos 
após feito o tracionamento da dobra cutânea. (e) as medidas devem ser realizadas 
três vezes. 
 
Gabarito: C 
 
Questão 19 (IDECAN/UFPE/2014) As medidas de dobras cutâneas (ou pregas 
cutâneas) é um procedimento muito utilizado para estimar a gordura corporal 
subcutânea. As dobras cutâneas mais comumente avaliadas são, EXCETO: 
 
A) Bicipital. 
B) Tricipital. 
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C) Suprailíaca. 
D) Abdominal. 
E) Subescapular. 
 
Comentários : a dobra cutânea abdominal não faz parte das dobras cutâneas mais 
comumente avaliadas. 
 
Gabarito: D 
 
Questão 20 (CESPE/FUB/2009) Avalie a seguinte afirmativa como certo (C) ou 
errado (E): 
 
( ) A determinação da circunferência do abdôme é medida efetiva para avaliar o tipo 
de distribuição de gordura corporalque, associada ao excesso de gordura visceral, 
representa alto risco cardiovascular. 
 
Comentários : a circunferência abdominal é preditora de doenças cardiovasculares, 
portanto, essa questão é considerada correta. 
 
Gabarito : C 
 
 
3.2 Aspectos clínicos 
 
O exame físico fornece evidências das deficiências nutricionais ou de piora 
funcional que podem afetar o estado nutricional. O ideal é que se realize o exame 
físico de modo sistêmico e progressivo, da cabeça aos pés, com o objetivo de 
determinar as condições nutricionais do paciente. O exame físico auxilia na 
determinação do diagnóstico nutricional, juntamente com outras ferramentas de 
avaliação nutricional. 
Os locais e sinais a serem observados no exame físico são: 
- gordura subcutânea: suborbital, tríceps, bíceps e região clavicular 
- massa muscular: região temporal, clavicular, deltoide, trapézio, interósseo, 
escápula, arcos costais, panturrilha e músculo adutor do polegar 
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- edema: verificar sinal de cacifo no tornozelo, no joelho e na região sacral 
- abdome: plano, distendido, escavado e ascite 
- coloração: alteração da coloração de mucosas, pele e conjuntiva. 
 
Os parâmetros nutricionais que devem ser observados no exame físico são 
descritos abaixo: 
Quadro 1. Parâmetros nutricionais que devem ser observados no exame físico 
 
REGIÃO MANIFESTAÇÃO INDICATIVO DE 
Fáceis agudo 
Paciente cansado, não consegue ficar com 
olhos abertos por muito tempo Desnutrição aguda 
 
Fáceis crônico Aparência de tristeza, depressão Desnutrição crônica 
Pele em regiões Palidez Anemia 
palmoplantares e 
mucosas, 
principalmente 
conjuntival e labial 
Boca Baixa produção de saliva, Desidratação 
 Baixa umidade na parte 
 inferior da língua 
Olhos Brilho reduzido, tendem a ficar encovados Desidratação 
Pele Turgor e elasticidades reduzidos Desidratação 
Pele e mucosas Amareladas Icterícia 
Têmporas Atrofia bitemporal Ingestão insuficiente, 
 Imunoincompetência 
Bola gordurosa de 
Bichart 
Depletada. Associa-se com a atrofia 
temporal, formando o sinal de “asa 
quebrada” Perda proteico-calórica 
 Prolongada 
Regiões supra e Perdas musculares Depleção crônica 
infraclaviculares 
(pescoço) 
Fúrcula esternal 
(pescoço) Perdas musculares Depleção crônica 
Musculatura 
paravertebral 
Atrofia. Redução da força de sustentação 
corporal Depleção crônica 
Membros superiores Atrofia da musculatura bi e triciptal Depleção crônica 
 
Membros superiores Atrofia das musculaturas de pinçamento Depleção crônica 
Abdome Escavado Perda da reserva calórica 
Abdome “Umbigo em chapéu” 
Privação calórica, sem perda 
ponderal significativa 
Membros inferiores Atrofia da musculatura das Perda de força muscular 
 coxas (fossa de quadríceps) 
Membros inferiores Atrofia da musculatura das panturrilhas Desnutrição proteico- 
 Calórica 
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Fonte: DUARTE; BORGES, 2007. 
 
Em relação a deficiências nutricionais podemos encontrar as seguintes 
características no exame físico: 
 
Quadro 2 . Local, principais manifestações clínicas e deficiências nutricionais 
relacionadas 
Local Manifestações clínicas Deficiências 
Cabelo Perda do brilho, seco, quebradiço, 
despigmentação, fácil de arrancar. 
Proteína e zinco 
Face Seborréia nasolabial, edema de face B2, Fe e Proteína 
Olhos Palidez conjuntival, xerose, blefarite angular Fe, vit. A, B2 e B6 
Lábios Estomatite angular, queilite B2 
Língua Glossite, língua magenta, atrofia e hipertrofia 
das papilas 
B2, B3, B9, B12 
Gengivas Esponjosas, sangramento Vitamina C 
Pele Xerose, hiperceratose folicular, petéquias, 
equimoses excessivas Vitaminas A, C e K 
Unhas Coiloníquea, quebradiças Ferro 
Tecido 
subcutâneo Edema, pouca gordura Proteína e calorias 
Sistema 
músculo- 
esquelético 
Atrofia muscular, alargamento epifisário, perna 
em “x”, flacidez das panturrilhas, fraturas 
Vitamina D, B1 e 
Cálcio 
Sistema 
cardiovascular Cardiomegalia B1 
Sistema 
nervoso 
Alterações psicomotoras e sensitivas, 
depressão, fraqueza motora, 
formigamento(mãos/pés) B1, B6 e B12 
Fonte: DUARTE; CASTELLANI, 2002. 
 
Na avaliação de adolescentes é fundamental que se incluam os dados de 
maturação sexual, que possibilitam identificar em que momento da puberdade ele se 
encontra e determinar a fase de crescimento também (ANEXO B). São considerados 
pré-púberes os estágios 1 e 2 de Tanner, púberes no estágio 3 de Tanner e pós-
púberes os adolescentes que se encontram nos estágios 4 e 5 de Tanner. 
 
 
 
 
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Questão 21 (IADES/UFRN/2014) A desnutrição hospitalar pode ser uma 
consequência de desnutrição primária consequente do baixo nível socioeconômico 
em associação com a desnutrição secundária causada pela própria condição clínica 
do paciente. Quais alterações podem ser encontradas no exame físico do paciente 
em decorrência da desnutrição proteico-calórica? 
 
A) Queratomalácia e hiperqueratose folicular. 
B) Seborreia nasolabial, vermelhidão e fissura nos epicantos dos olhos, estomatite 
angular e língua magenta. 
C) Depleção de tecido adiposo subcutâneo e massa muscular, edema, cabelo fácil de 
arrancar (sem dor), com perda do brilho natural, quebradiço e despigmentado. 
D) Petéquias, sangramento de gengivas. 
E) Face edemaciada (face em lua cheia), palidez de conjuntivas, unhas coiloníquias, 
quebradiças e rugosas. 
 
Comentári os : (a) indicativo de deficiência de vitamina A (b) deficiência de vitamina 
B2, Fe e Proteína (d) deficiência de vitamina C (e) deficiência de ferro e proteína. 
 
Gabarito : C 
 
Questão 22 (IADES/UFBA/2014) No que se refere ao exame físico direcionado para 
a avaliação proteico-calórica, assinale a alternativa correta. 
 
(A) A atrofia bitemporal é muito comum em pacientes com hiporexia ou anorexia, bem 
como naqueles com disfagia e em terapia nutricional. 
(B) A perda da bola gordurosa de Bichart bilateralmente relaciona-se com a redução 
aguda da reserva proteica. 
(C) O sinal da ギasa quebradaギ refere-se à atrofia da gordura temporal junto à perda 
da bola gordurosa de Bichart, quando o paciente é examinado de perfil, o que significa 
perda calórica prolongada. 
(D) A atrofia das regiões supra e infraclavicular, seja no paciente visto de pé, sentado 
ou deitado, indica perda aguda de massa muscular. 
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(E) A atrofia da musculatura das panturrilhas é a mais tardia atrofia a ocorrer quando 
se instala o processo de desnutrição proteico-calórica, principalmente nos pacientes 
graves em unidades de terapia intensiva. 
 
Comentários : (b) relaciona-se com a redução crônica da reserva proteica (c) refere-
se a atrofia da musculatura temporal junto à perda da bola gordurosa (d) indica perda 
crônica (e) a atrofia da musculatura da panturrilha é a mais precoce a ocorrer quando 
há desnutrição. 
 
Gabarito : A 
 
Questão 23 (CESPE/UNIPAMPA/2009) Avalie a seguinte afirmativa como certo (C) 
ou errado (E):( ) A perda bilateral da bola gordurosa de Bichart relaciona-se com a redução crônica 
da reserva energética corporal. 
 
Comentários : a depleção da bola gordurosa de Bichart representa depleção proteico-
calórica crônica. 
 
Gabarito : C 
 
 
 
 
 
 
 
Espero que tenha gostado desse assunto . Nos veremos 
na próxima aula . Abraços! 
 
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5.Lista de questões apresentadas 
 
Questão 01 (UFRN/COMPERVE/2016) Paula tem 23 anos e procurou atendimento 
nutricional com queixas de perda de peso não intencional. Ao exame antropométrico, 
foram anotados os seguintes valores: peso usual = 55 kg; peso atual = 51 kg; altura 
= 1,60 m. Nesse caso, a paciente está 
 
A) desnutrida e teve perda significativa de peso. 
B) eutrófica e teve perda grave de peso. 
C) eutrófica e teve perda significativa de peso. 
D) desnutrida e teve perda grave de peso. 
 
Questão 02 (UFRN/COMPERVE/2016) Para a realização de diagnóstico nutricional 
de uma criança de 7 anos de idade, a partir de dados antropométricos, o nutricionista 
da Atenção Básica deve considerar os valores de 
 
A) peso-para-estatura. 
B) perímetro da cintura. 
C) perímetro da panturrilha. 
D) estatura-para-idade. 
 
Questão 03 (Prefeitura Municipal de Ceará-Mirim/COMPERVE/2016) Paula, 
adolescente de 15 anos, vem ao ambulatório de nutrição da unidade de saúde 
Florescer, buscando orientações nutricionais para reeducação alimentar. A 
nutricionista, ao atendê-la, realiza avaliação antropométrica e anamnese alimentar. 
São indicadores antropométricos recomendados pelo Sistema de Vigilância Alimentar 
e Nutricional para o acompanhamento nutricional da paciente em questão o 
 
A) Altura por idade e peso por altura. 
B) IMC por idade e peso por altura. 
C) IMC por idade e altura por idade. 
D) Peso por idade e altura por idade. 
 
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Questão 04 (Prefeitura Municipal de Jardim de Piranhas/COMPERVE/2014) Ana, 
nutricionista em um ambulatório, recebe, para atendimento, paciente do gênero 
feminino, com 65 anos. Feito o exame antropométrico, a paciente apresenta peso de 
72Kg e altura de 160cm. 
 
O Índice de Massa Corporal da paciente indica 
 
A) eutrofia. 
B) obesidade. 
C) sobrepeso. 
D) baixo peso. 
 
Questão 05 (Prefeitura Municipal de Jardim de Piranhas/COMPERVE/2014) Ao 
atender uma criança com 8 anos, em ambulatório de Nutrição, a nutricionista 
observou uma estatura-para-idade no percentil 0,2, o que indica 
 
A) estatura adequada para-idade. 
B) muito baixa estatura-para-idade. 
C) baixa estatura-para-idade. 
D) alta estatura-para-idade. 
 
Questão 06 (Prefeitura Municipal de Mossoró/COMPERVE/2013) Os índices 
antropométricos recomendados para avaliação do estado nutricional de adolescentes 
são: 
 
A) IMC-para-idade e Estatura-para-idade. 
B) Peso-para-altura e Estatura-para-idade. 
C) Peso-para-altura e Peso-para-idade. 
D) IMC-para-idade e Peso-para-idade. 
 
Questão 07 (Prefeitura Municipal de Mossoró/COMPERVE/2013) S.M.F., sexo 
feminino, 1 ano, vai ao ambulatório de nutrição do posto de saúde. Ao examinar a 
caderneta de saúde da criança, a nutricionista observa que S.M.F. encontra-se, entre 
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o P3 e P10 do gráfico de acompanhamento do Peso-para-idade. O estado nutricional 
de S.M.F segundo o Peso-para-idade é de 
 
A) baixo peso para idade. 
B) peso adequado para idade. 
C) muito baixo peso para idade. 
D) peso elevado para idade. 
 
Questão 08 (Prefeitura Municipal de Mossoró/COMPERVE/2013) De acordo com 
a Organização Mundial da Saúde, são classificados como obesos de classe II adultos 
com o Índice de Massa Corporal 
 
A) ≥ 30 Kg/m2 e 30 Kg/m2 e ≤ 34,99 Kg/m2. 
 
Questão 09 (UFRN/COMPERVE/20 09) Sobre a utilização do Índice de Massa 
Corporal para a avaliação nutricional de indivíduos, é correto afirmar: 
 
A) Dispensa critérios complementares de diagnóstico nutricional. 
B) Considera a distribuição de gordura corporal, marcador de risco para DCV. 
C) É capaz de distinguir, mesmo isoladamente, sobrepeso de hipertrofia muscular. 
D) Correlaciona-se com a gordura corporal total em adultos. 
 
Questão 10 (AOCP/UFPA/2016) Paciente, 48 anos, sexo masculino, realizou 
avaliação antropométrica na qual foram encontrados peso de 86Kg e estatura de 
1,70m. De acordo com a classificação do Índice de Massa Corporal (IMC), esse 
indivíduo encontra-se com 
 
(A) peso normal. 
(B) pré-obesidade. 
(C) obesidade grau I. 
(D) obesidade grau II. 
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(E) obesidade grau III. 
 
Questão 11 (AOCP/UFPA/2016) As medidas antropométricas mais utilizadas na 
avaliação nutricional infantil são o peso e a estatura. Qual é o índice que seu déficit 
indica inadequação acumulada de longa duração? 
 
(A) Peso para Idade (P/I). 
(B) Índice de Massa Corporal (IMC). 
(C) Peso para Estatura (P/E). 
(D) Circunferência do Braço (CB). 
(E) Estatura para Idade (E/I). 
 
Questão 12 (IBFC/HUB/2013) Antropometria é a medida do tamanho corpóreo e de 
suas proporções, tratando-se de um indicador direto do estado nutricional. Sobre o 
significado clínico das medidas antropométricas, é correto afirmar que: 
 
(A) Percentual de perda de peso de 5% em 3 meses é considerado perda significativa 
de peso. 
(B) Percentual de adequação do peso atual em relação ao ideal ou desejável entre 
70,1 e 80% é indicativo de desnutrição grave. 
(C) Idosos com índice de massa corporal (IMC) entre 20 e 25 kg/m2 (Kilogramas por 
metro quadrado) são classificados como eutróficos. 
(D) Em mulheres caucasianas, circunferência da cintura maior ou igual a 88 cm 
(centímetros) é indicativa de risco muito elevado de complicações metabólicas 
associadas à obesidade. 
 
Questão 13 (AOCP/UFG/2015) Paciente, sexo masculino, com o peso usual de 84 
Kg, é avaliado pelo nutricionista e atualmente está com 78 Kg. Relata que essa perda 
de peso ocorreu em 3 meses. Qual é a classificação do percentual de perda de peso 
segundo o tempo? Observação: Percentual de mudança de peso = Peso usual – Peso 
atual / Peso usual x 100. 
 
(A) Perda de peso em declínio. 
(B) Perda de peso insignificativa. 
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(C) Perda de peso significativa. 
(D) Perda de peso grave. 
(E) Perda de peso muito grave. 
 
Questão 14 (IADES/UFRN/2013) Assinale a alternativa que apresenta a medida 
antropométrica utilizada na avaliação da distribuição da gordura corporal em adultos 
que permite uma avaliação aproximada da massa de gordura intra-abdominal. 
 
(A) Circunferência do quadril. 
(B) Peso atual. 
(C) Dobra cutânea triciptal. 
(D) Índice de massa corporal. 
(E) Circunferência

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