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Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 
Internacional. 
 
 
SOBRE O AUTOR 
 
Meu nome é Paulo Victor Mezzaroba, sou graduado em Educação Física 
(2008) e especializado em Fisiologia do Exercício (2011), possuo mestrado 
(2011) e doutorado (2015) em Educação Física na área de concentração de 
desempenho humano e atividade física e linha de pesquisa relacionada aos 
ajustes e respostas fisiológicas e metabólicas ao exercício físico. 
Atuo, especialmente, nas áreas de saúde e desempenho humano, focando em 
temas como: aspectos fisiológicos relacionados ao desempenho físico aeróbio 
e anaeróbio, respostas respiratórias e sanguíneas ao esforço físico, influência 
das idades cronológica e biológica no desempenho físico de crianças e 
adolescentes e influência da fototerapia no desempenho aeróbio. 
Também atuo como professor de graduação e pós-graduação de disciplinas 
básicas e aplicadas de cursos da área da saúde, e revisor de periódicos na 
área de desempenho humano e medicina esportiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
 
Todo professor de educação física que atua diretamente com a aplicação de 
exercícios físicos para quaisquer que sejam as populações de trabalho, de 
crianças a idosos, populações especiais ou atletas de alto nível, devem 
entender sobre treinamento físico, uma vez que as respostas desejadas e tão 
bem divulgadas sobre a prática de exercícios físicos, somente ocorrem quando 
há uma sistematização e correto controle de variáveis externas e também 
individuais. 
O professor deve ter ciência que apesar de uma caminhada a 4 km/h ser um 
esforço aparentemente muito leve, o mesmo pode impactar de maneira intensa 
algumas pessoas, como idosos. Isso significa que previsões de carga devem 
sempre considerar cada sujeito, sua genética e estilo de vida, uma vez que as 
adaptações positivas somente ocorrerão quando todos os sistemas 
responderem de forma conjunta, em outras palavras, dependemos de fatores 
como sono, alimentação, estresse emocional e outras variáveis que também 
devem ser ponderadas e conectadas à rotina de exercícios. 
Alguns aspectos sobre o treinamento físico são bastante esperados que 
ocorram em todos os sujeitos, e por isso são conhecidos como princípios do 
treinamento físico, como o processo de adaptação, a necessidade de 
sobrecargas progressivas, a especificidade de estímulos, a relação entre 
intensidade e volume, dentre outros. E como se não bastasse considerar tudo 
isso, o professor de educação física ainda deve entender como cada uma 
dessas variáveis age com o passar do tempo, planejando não somente o dia de 
aula, mas as semanas e meses seguintes. 
A periodização exige que o aluno entenda sobre o processo e especialmente 
qual caminho ele deseja perseguir durante o treinamento físico, como exemplo, 
para alguém que deseje emagrecer, o professor pode direcionar um 
treinamento de força com estímulos em uma sala de musculação, ou ainda 
resistência aeróbia com estímulos em aula de natação. 
Saber como garantir os melhores estímulos para cada pessoa, monitora-los 
para garantir que estejam corretos e entender como ocorre a acoplagem de 
 
 
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diversos estímulos faz parte da rotina do professor de educação física, 
começaremos a explorar cada um desses itens nas unidades desta disciplina, 
no entanto, cabe lembrar que cada assunto visto em disciplinas anteriores 
como anatomia, bioquímica e fisiologia, fazem parte dos conhecimentos 
requisitados neste momento. 
Puxe da memória cada disciplina já vista até aqui para continuar a construção 
do professor de educação física que você deseja ser! Ótima disciplina e bons 
estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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UNIDADE I 
VARIÁVEIS DO TREINAMENTO FÍSICO 
 
Prof. Dr. Paulo Victor Mezzaroba 
 
Objetivos de Aprendizagem 
O Objetivo dessa unidade é estudar as principais variáveis orgânicas que 
respondem ao treinamento físico, auxiliando na prescrição, monitoramento e 
controle das sessões de treino. 
 
Plano de Estudo 
Nesta unidade, serão abordados os seguintes tópicos: 
1. Tipos de variáveis de treinamento físico 
2. Validação das variáveis de treinamento físico 
3. Prescrição e monitoramento do treinamento fisico 
4. Controle do treinamento fisico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONVERSA INICIAL 
 
Em uma disciplina como Treinamento Físico, o aluno de educação física 
consolida todos as disciplinas que progressivamente foram vistas até então no 
curso, é possível pontuar que aqueles que melhor trouxerem conteúdos da 
fisiologia, cinesiologia, anatomia, bioquímica e esportes específicos para serem 
reunidos neste momento serão os que mais amplamente conseguirão atuar 
com a aplicação de exercícios físicos. 
Isso fica evidente nesta primeira unidade da disciplina em que abordaremos 
diferentes variáveis para o monitoramento, prescrição e controle do 
treinamento físico, sendo que cada modalidade esportiva explicita diferentes 
variáveis externas, como velocidade média para o ciclista ou cargas em quilos 
para o halterofilista, no entanto a compreensão de como extrair informações 
relevantes dos diferentes sistemas orgânicos afetados pelos exercícios físicos 
é universal. 
Como exemplo, saber que a frequência cardíaca aumenta progressivamente 
com a sobrecarga externa é ponto chave para utilizar esta variável interna 
como recurso para o treinamento físico, ademais, ter noção que a frequência 
respiratória responde às diferentes demandas energéticas do esforço físico 
podem facilitar a percepção do professor para cada aluno que esteja 
executando exercícios. 
Tais variáveis ajudam na prescrição de exercícios e monitoramento das 
sessões de treinamento para as diferentes possibilidades de exercícios, seja 
para melhoras em treinamentos resistidos ou treinamentos aeróbios para 
aprimoramento de força, potência, resistência muscular localizada, potências 
ou capacidades aeróbias ou anaeróbias. 
Aproveite a primeira unidade da disciplina para relembrar das aulas de 
educação física e treinamentos físicos que já teve durante a vida e verificar se 
algum dos conceitos já foram aplicados em você. Bons estudos! 
 
 
 
 
 
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1. TIPOS DE VARIÁVEIS DE TREINAMENTO FÍSICO 
 
O treinamento físico sistematizado com acompanhamento de um professor de 
educação física deve garantir respostas individualizadas e que garantam 
efeitos continuados a partir da acoplagem de diversos estímulos sequenciais 
em diferentes dias, semanas e meses. 
Uma das variáveis que devem ser controladas de forma precisa é a carga de 
treino, responsável por gerar o estresse orgânico e as adaptações dos diversos 
sistemas corporais, em especial no tecido muscular. O professor deve ter 
habilidade de controlar essa carga externa de treino por meio da habilidade de 
gerar periodicidade de estímulos dentro de uma periodização de treinamento, 
de mixar diferentes quantidades e qualidades de estímulos externos, por meio 
da variação da intensidade e volume do estímulo, e por fim considerar os 
aspectos da individualidade biológica e estilo de vida de cada sujeito inserido 
em uma rotina de treinamento. 
Comoexemplo, um professor de atletismo que utiliza a corrida como gesto 
motor deve saber quando exigir do aluno esforços de longa distância, como 5 
ou 10 km, esforços curtos e repetidos como séries de 100 m, e mais: qual a 
velocidade ideal para cada um desses esforços, tempo de descanso entre 
séries e entre dias de treinamento, além da ordem que esses estímulos serão 
aplicados. 
Obviamente todos esses estímulos externos, baseados em distâncias e 
velocidades, geram diferentes respostas internas nos diversos sistemas 
orgânicos, como respiratório, cardiovascular, muscular, além de respostas 
inflamatórias, microlesões, dentre outras. Monitorar essas diferentes respostas 
internas também pode trazer vantagens amplas no controle dos efeitos 
desejados do treinamento físico, especialmente quando se trata de sujeitos 
inseridos em rotinas intensas de exercícios, ou ainda pessoas que desejam 
respostas rápidas e amplas. 
Ou seja, ao pedir para que um sujeito corra a 10 km/h, um professor deve 
saber que essa intensidade externa irá representar diferentes respostas 
internas em diferentes pessoas. Uma pessoa bem treinada pode sentir essa 
 
 
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carga como leve, regenerativa, mantendo-a com frequência cardíaca e 
respiratória baixa, por outro lado, um sujeito destreinado pode sofrer de forma 
aguda crônica para realizar uma corrida nesta intensidade, com sensações de 
queimação e dor muscular tardia. 
A figura abaixo é um modelo proposto por Impellizzeri (2005) que resume 
esses aspectos e especialmente sugere que as respostas efetivas e desejadas 
de um treinamento físico, também conhecidas como adaptações, são obtidas 
somente com a correta manipulação das cargas internas e externas. 
 
Figura 1 - Manipulação das cargas internas e externas do treinamento físico para a 
obtenção de adaptações orgânicas. 
Fonte: Impellizzeri (2005) 
 
Diferentes respostas internas podem ser obtidas e mensuradas pelo 
treinamento físico, muitas delas já conhecidas de disciplinas como bioquímica e 
fisiologia, algumas que exigem equipamentos caros e mão de obra 
especializada, como variáveis sanguíneas de lactato, glicose, hormônios e 
marcadores inflamatórios, variáveis respiratórias de consumo de oxigênio, 
 
 
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ventilação pulmonar e troca gasosa, e até mesmo variáveis neurais como a 
sinalização elétrica das sinapses. 
Outras possuem instrumentalização mais popularizada como a captação da 
frequência cardíaca por monitores cardíacos ou smart watches e por fim 
respostas muito simples como a percepção subjetiva de esforço, em que o 
professor controlar a carga de treino a partir da sensação de cansaço reportada 
pelo aluno em uma escala de esforço progressivo, exemplificada pela figura 
abaixo. 
 
Figura 2 - Escala de Borg para mensuração da percepção subjetiva de esforço. 
 
Fonte: Borg e Noble (1974). 
 
O principal ponto é entender como aplicar esses instrumentos e quais são as 
melhores variáveis para cada tipo e momento do treinamento físico, itens que 
serão abordados nos próximos módulos. Bons estudos! 
 
 
 
 
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Indicação De Recurso Didático 
 
O uso da carga interna para acompanhamento do treinamento ‘fisico trás 
respostas mais individualizadas e precisas tanto para atletas de alto nível como 
para sujeitos fisicamente ativos. Sobre isso, Freitas et al. (2015) verificaram em 
seu estudo “Monitoramento da carga interna de um período de treinamento em 
jogadores de voleibol” que há variações consideráveis no decorrer das fases de 
treinamento fisico. O artigo está disponível na integra em: 
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1807-
55092015000100005&script=sci_arttext. Acesso em 02/05/2021. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1807-55092015000100005&script=sci_arttext
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1807-55092015000100005&script=sci_arttext
 
 
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2. VALIDAÇÃO DAS VARIÁVEIS DE TREINAMENTO FÍSICO 
 
As diferentes variáveis utilizadas no treinamento físico para garantir o 
direcionamento da carga interna e externa busca atender aos diferentes 
estímulos e gestos motores realizados no grande leque de possibilidades da 
educação física. Cada modalidade esportiva ou estímulo por exercícios físicos 
possuem demandas específicas, ajustes técnicos e táticos direcionados e 
especialmente respostas físicas compatíveis. 
Existe uma enorme variedade de possibilidades compatíveis com esportes 
coletivos como futebol e basquetebol, outras para esportes individuais como a 
natação e o ciclismo, e ainda variáveis exclusivas dos esportes resistidos como 
a musculação e a ginástica funcional. De fato é extremamente complexo tratar 
de cada uma dessas alternativas, no entanto isso não é necessário, uma vez 
que, independente da variação de estímulo em cada tipo de esforço, existem 
grande padrões que são atendidos em dois grandes grupos de movimentos e 
oito possibilidades de estimulação física. 
O aprimoramento das capacidades biomotoras pode ocorrer com os mais 
diversos tipos de estímulos físicos, no entanto determinadas intervenções são 
especializadas para o desenvolvimentos de algumas características 
específicas. Treinamentos cíclicos, por exemplo, são amplamente utilizados 
para o aprimoramento das potências e capacidades aeróbias e anaeróbias, 
como corridas para o aprimoramento do consumo máximo de oxigênio ou até 
mesmo da capacidade de sprint. 
A característica cíclica se dá pela repetição de fases, com o movimento 
contínuo, normalmente característicos de locomoção (andar, nadar, pedalar ou 
remar), tais situações favorecem aspectos cardiovasculares centrais pela 
facilitação das bombas musculares no retorno venoso. 
Ao contrário do que ocorre em um treinamento acíclico, durante a execução de 
exercícios resistidos, em que usualmente há a quebra do movimento com 
ações de frenagem. Um agachamento, como ilustrado pela figura abaixo, 
apresenta as fases de flexão do quadril e dos joelhos, e a extensão dessas 
 
 
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articulações, ou seja, em um momento o movimento cessa, e há o retorno na 
direção oposta. 
Tal ação causa pequenas compressões teciduais que ocorrem entre as fases 
excêntricas e concêntricas do movimento e geram uma pequena oclusão dos 
vasos sanguíneos, restringindo assim o fluxo de sangue e consequentemente o 
volume de oxigênio ao músculo. Este tipo de treinamento é amplamente 
utilizado para gerar respostas específicas de aumento de força, potência, 
resistência muscular localizada ou ainda hipertrofia muscular. 
 
Figura 3 - Diferentes tipos de exercício: resistido na musculação e cíclico na corrida 
 
Fonte: Google Imagens. 
 
Sabendo-se disso, todo tipo de variável utilizada para prescrição, 
monitoramento ou controle dos treinamento físicos devem passar por ao menos 
um de dois tipos de validação: a validação ecológica e/ou a científica. 
A validação ecológica é aquela que garante que a variável utilizada para 
prescrição seja advinda de testes e avaliações que foram realizadas em 
ambiente compatível com a performance final, como exemplo, um corredor de 
rua deve ser avaliado e ter suas variáveis de carga de treino mensuradas em 
performance de corrida de rua e não de esteira, da mesma forma um jogador 
de futebol deve ser avaliado em campo de grama e um ciclistade rua, 
pedalando na rua. 
Essa validação garante que haja alta aproximação das respostas desejadas 
com o ambiente de aplicação, mesmo que dentro das avaliações de campo 
 
 
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possam haver redução no controle de análises. Por outro lado, a validação 
científica deve garantir que sejam reais as análises pretendidas, ou seja, caso 
queira prescrever treinos com base na potência aeróbia, deve ser realizado um 
teste de consumo máximo de oxigênio, as variáveis devem por si só garantir 
confiabilidade final de análise. 
O avanço da tecnologia permite que muitas validações científicas que poderiam 
ser realizadas somente em ambientes laboratoriais, pouco compatíveis com 
situações reais de performance, possam hoje serem realizadas dentro do 
ambiente de prática, seja com o uso de GPS em um corredor de rua, um 
monitor cardíaco durante uma aula de ginástica localizada, ou como 
exemplificado pela imagem, um teste de consumo máximo de oxigênio sendo 
realizado em uma situação realística de remo. 
 
Figura 4 - Teste de consumo máximo de oxigênio realizado em ambiente real, com 
alta validação científica e ecológica.
 
Fonte: Google Imagens 
 
Toda essa preocupação na determinação das variáveis de treinamento são 
compreendidas dentro do processo de prescrição, monitoramento e controle do 
treinamento, assunto que trataremos no próximo módulo. 
 
 
 
 
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Indicação De Recurso Didático 
 
O artigo intitulado “Consumo máximo de oxigênio e limiar anaeróbio 
determinados em testes de esforço máximo, na esteira rolante, bicicleta 
ergométrica e ergômetro de braço, em triatletas brasileiros” de Denadai et al. 
(2014) demonstra como respostas com alta validação científica eram desejadas 
em estudos e na prática. Para leitura completa do artigo acesse: 
https://www.revistas.usp.br/rpef/article/download/138420/133883/268516. 
Acessado em 10/05/2021. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.revistas.usp.br/rpef/article/download/138420/133883/268516
 
 
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3. PRESCRIÇÃO E MONITORAMENTO DO TREINAMENTO FISICO 
 
Prescrever e monitorar um treinamento físico diz respeito aos tempos verbais 
futuro e presente. Na prescrição o professor de educação física prevê quais as 
cargas internas e externas desejadas para a sessão de exercício que ainda 
sequer foi realizada, enquanto que no monitoramento, há a garantia que o 
aluno ou sujeito está mantendo em tempo real as determinações da prescrição. 
Ambas devem fazer parte da rotina de exercício físico para garantir tanto o 
caminho desejado pelo professor para atender aos objetivos do aluno, como 
também a efetivação do se deseja. Treinos mais intensos devem gerar 
respostas específicas, treinos mais volumosos outras respostas, e ainda 
treinamentos regenerativos devem garantir respostas desejáveis. 
As variáveis externas utilizadas para prescrição e monitoramento do 
treinamento físico irão depender sempre da modalidade que está sendo 
aplicada, exercícios cíclicos usam com frequência variáveis como tempo e ou 
velocidade, como no exemplo de: correr 45 minutos à 12 km/h ou ainda realizar 
10 séries de 100 m de corrida para 15 segundos, com intervalo de 30 segundos 
entre elas. 
Já exercícios acíclicos resistidos utilizam-se normalmente de número de 
repetições, séries, tipos de exercícios e ainda sobrecargas como peso, tração 
de elástico, velocidade e amplitude do movimento, como exemplo: quatro 
séries de 10 repetições do movimento agachamento com uma velocidade de 
1:1 (um segundo para a fase concêntrica e um segundo para a fase excêntrica 
do movimento), e intervalo de dois minutos entre cada série. 
Além dessa perspectiva ampla de uso de variáveis externas para a prescrição 
e monitoramento do treinamento físico, também é possível a utilização de 
variáveis internas, como a frequência cardíaca e a percepção subjetiva de 
esforço. A prescrição pela frequência cardíaca é realizada usualmente por 
percentuais submáximos da frequência cardíaca máxima, valor que pode ser 
obtido por testes fisico máximos ou ainda por equações de predição, como a de 
Tanaka et al. (2001): "208 - (0,7 x idade)”. 
 
 
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Essa prescrição baseia-se em zonas de intensidades progressivas na medida 
em que há aproximação aos valores máximos. Como exemplificado na imagem 
a seguir adaptada de McArdle et al. (2011). 
 
Figura 5 - Zonas de treinamento com base em percentuais submáximos da frequência 
cardíaca máxima.
 
Fonte: Adaptado de McArdle et al. (2011) 
 
A percepção subjetiva de esforço também pode ser utilizada a partir de valores 
da escala de Borg apresentada no primeiro módulo desta unidade, com valores 
de 6 a 9 (até sensação fácil) sendo retratada para exercício muito leves, 10 a 
12 (até sensação relativamente fácil) para exercícios fáceis, 13 e 14 (até a 
sensação de ligeiramente cansativo) para exercícios moderados, 15 até 18 
para exercícios difíceis ( até a sensação de muito cansativo) e 18 à 19 para 
exercícios máximos (sensação de exaustivo). 
Com a utilização destas variáveis internas de treinamento, sabe-se que a carga 
interna de dois sujeitos distintos poderá ser igual, mesmo quando as cargas 
externas forem diferentes, e mais importante, as cargas internas podem ser 
diferentes mesmo quando as cargas externas forem iguais. Isso explicita que 
um sujeito pode estar correndo com sensação 10 de Borg à 10 km/h, enquanto 
que outro sujeito com a mesma sensação pode estar à uma velocidade de 15 
km/h. 
Explicita-se a partir disso que a prescrição de treinamento deve ser sempre 
individualizada, considerando-se variáveis como nível de treinamento, idade, 
sexo, fatores genéticos e respostas às variáveis internas de controle da carga. 
 
 
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O presente módulo buscou elucidar os aspectos sobre o futuro e o presente, no 
entanto também é possível realizar um controle do que já aconteceu, sendo um 
dos grandes diferenciais que ótimos treinadores físicos executam com atletas 
de alto nível, mas que também deve ser feito com pessoas fisicamente ativas. 
O próximo módulo tratará do tempo verbal passado! Acompanhe as aulas e a 
disciplina para podermos concluir essa abordagem prevista para a primeira 
unidade. Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Indicação De Recurso Didático 
 
O artigo de Nakamura et al. (2010) intitulado “Monitoramento da carga de 
treinamento: A percepção subjetiva de esforço da sessão é um método 
confiável” destaca os diferentes métodos utilizados para determinação das 
variáveis de prescrição, controle e monitoramento do treinamento físico. Para 
leitura completa do artigo acesse: 
https://www.researchgate.net/publication/237842515_Monitoramento_da_carga
_de_treinamento_A_percepcao_subjetiva_do_esforco_da_sessao_e_um_meto
do_confiavel. Acesso em 08/05/2021. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.researchgate.net/publication/237842515_Monitoramento_da_carga_de_treinamento_A_percepcao_subjetiva_do_esforco_da_sessao_e_um_metodo_confiavel
https://www.researchgate.net/publication/237842515_Monitoramento_da_carga_de_treinamento_A_percepcao_subjetiva_do_esforco_da_sessao_e_um_metodo_confiavelhttps://www.researchgate.net/publication/237842515_Monitoramento_da_carga_de_treinamento_A_percepcao_subjetiva_do_esforco_da_sessao_e_um_metodo_confiavel
 
 
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4. CONTROLE DO TREINAMENTO FÍSICO 
 
A prescrição e o monitoramento são fundamentais para gerar cargas 
adequadas para cada capacidade física que se pretende treinar, no entanto é o 
controle que gera percepção completa de como um corpo está suportando todo 
o impacto do treinamento físico. 
Isso acontece pois sabemos que um único estímulo intenso não é o suficiente 
pra gerar uma sessão completa intensa, além disso a acoplagem de estresse 
de diferentes dias também deve ser considerada. Não é incomum que sujeitos 
ativos reportem percepções mais intensas na sexta feira quando comparado à 
segunda feira, após um período de recuperação passiva do final de semana. 
Tendo isso tudo em vista, é possível perceber que o professor de educação 
física deve controlar ou ao menos ponderar futuro, passado e presente, 
podendo assim gerar maior eficiência na obtenção de adaptações e resultados 
advindos do treinamento físico. 
O controle das cargas de treino também podem ser feitos pelas variáveis 
internas de percepção subjetiva de esforço e pelos valores de frequência 
cardíaca, sendo um instrumento poderoso na detecção da carga média de 
treinamento de um período, como uma semana, da monotonia e estresse 
imposto pela carga de treino. 
Um dos protocolos é conhecido como percepção subjetiva de esforço da 
sessão, em que o sujeitos deve responder após 30 minutos do término da 
sessão de treinamento “Como foi o treino?”, apontando em uma escala de 0 a 
10 o descritor que melhor representa a sensação obtida, além disso é 
necessário registrar o tempo da sessão em minutos. 
Os 30 minutos de aguardo para realizar a pergunta deve-se à tentativa de 
reportar a sensação da sessão como um todo, e não somente dos últimos 
esforços feitos, que, se muito intensos, irão superestimar os valores obtidos, e 
se muito leves, subestima-los. A imagem abaixo mostra a escala de 10 pontos 
utiliza pelo método proposto por Foster (2001). 
 
 
 
 
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Figura 6 - Escala de 10 pontos para determinação da percepção subjetiva de esforço 
da sessão. 
Fonte: Foster (2001) 
 
Um ponto interessante para testar a habilidade do técnico e professor, é 
realizar a comparação do descritor pretendido pelo descritor sentido pelos 
atletas e alunos. Destaca-se a dificuldade de gerar estímulos em conjunto que 
acoplem-se de uma maneira previsível, motivo pelo qual é mais simples 
detectar o passado para ajustar o futuro. 
A percepção subjetiva de esforço da sessão consiste no produto entre o tempo 
da sessão em minutos e o descritor reportado pelo sujeito após os 30 minutos, 
resultando em uma variável que não possui unidade de medida padrão, sendo 
conhecido como unidade arbitrária. 
A partir desses dados é possível extrair quão monótonos estão os estímulos, 
variável que representa bem a variação ou falta dela, nos estímulos previstos 
 
 
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no treinamento, gerando treino com a mesma percepção continuamente, fator 
que aumenta drasticamente o estresse percebido. 
A figura abaixo representa dados reais do estudo de Tibana et al. (2017) em 
que o sujeito A apresenta maiores tendências de monotonia (representado pela 
linha) mesmo que o sujeito B apresente maiores carga de treinamento 
(representado pelas barras. 
 
Figura 7 - Percepção subjetiva de esforço da sessão em dois diferentes sujeitos. 
 
Fonte: TIBANA et al. (2017); Nota. UA = Unidades Arbitrárias. 
 
Todas essas variáveis devem estar amplamente inseridas em um contexto de 
treinamento adequado, regido por princípios científicos e métodos confiáveis, 
itens que abordaremos na próxima unidade da disciplina. Vamos em frente, 
bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
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Indicação De Recurso Didático 
 
Muito se houve falar de lesões em esportes, e do overtraining gerado por 
sobrecargas nas demandas diárias de treinamento físico . O artigo de Tibani et 
al. (2017) demonstra as respostas geradas pela percepção subjetiva de esforço 
da sessão que dois sujeitos sofrem após a acoplagem de diversas sessões de 
treinamento. Para leitura completa do artigo acesse: 
https://docplayer.com.br/87494075-Quantificacao-da-carga-da-sessao-de-
treino-no-crossfit-por-meio-da-percepcao-subjetiva-do-esforco-um-estudo-de-
caso-e-revisao-da-literatura.html. Acessado em 05/05/2021. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://docplayer.com.br/87494075-Quantificacao-da-carga-da-sessao-de-treino-no-crossfit-por-meio-da-percepcao-subjetiva-do-esforco-um-estudo-de-caso-e-revisao-da-literatura.html
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Conclusão 
 
A primeira unidade desta disciplina com foco em treinamento esportivo possui 
como principal objetivo: elucidar como as diferentes variáveis de treinamento 
físico podem ser utilizadas por todo tipo de pessoa, seja um idoso ou um atleta 
de alto nível. 
Ao fim dos quatro módulos, deve-se ter clareza que o professor de educação 
física deve estar preparado para trabalhar com os 3 tempos verbais: passado, 
presente e futuro, atuando assim na prescrição das sessões de exercícios 
físicos que serão realizadas, no monitoramento da própria sessão para garantir 
que ocorra o desejado, e no controle das sessões que ocorreram, para 
entender como a acoplagem de diversos estímulos e sessões de exercícios 
geram respostas no organismo. 
Destaca-se a habilidade necessária para desenvolver treinamentos baseados 
em variáveis externas, mais perceptíveis aos alunos, e variáveis internas que 
demonstram de maneira clara, objetiva e individual como essas cargas 
externas reagem perante cada realidade de perfil corporal, carga genética, 
nível de treinamento, estado de saúde, sono, alimentação, dentre outros 
fatores que influenciam fortemente a atuação do professor de educação física. 
É interessante lembrar que a tecnologia dispõe diversas instrumentalizações 
para detectar cada uma dessas variáveis, algumas de alto custo e necessidade 
de mão de obra especializada, no entanto outras extremamente possíveis de 
serem aplicadas em qualquer realidade e área da educação física, como a 
percepção subjetiva de esforço, e até mesmo o monitoramento da frequência 
cardíaca. 
Bons estudo e vamos em frente! 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Referências 
 
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