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Instruções
Prova Obje�va
§ Ao receber este caderno de prova, confira inicialmente se os seus dados pessoais, transcritos acima, estão 
corretos e coincidem com o que está registrado na sua folha de respostas. 
§ cinquenta questões de múl�pla escolha, Verifique atentamente se este caderno de prova contém 50 ( ) 
com 5 (cinco) alterna�vas de resposta para cada uma, correspondentes à prova obje�va. Caso o caderno esteja 
incompleto ou tenha qualquer defeito, solicite ao chefe de sala que tome as medidas cabíveis, pois não serão 
aceitas reclamações posteriores nesse sen�do.
Quando autorizado pelo chefe de sala, no momento da iden�ficação, escreva, no espaço apropriado 
de sua folha de respostas, com sua caligrafia usual, a seguinte frase:
‘‘A medicina é a arte de ajudar a natureza.’’
§ 3 (três)Você dispõe de horas para realização da prova. Na duração da prova, está incluído o tempo des�nado à 
entrega do material, à iden�ficação – que será feita no decorrer da prova – e ao preenchimento da de folha
respostas.
§ Deixe sobre a carteira apenas o documento de iden�dade e a caneta esferográfica de �nta azul ou preta.
§ É proibido fazer anotações de informações rela�vas às suas respostas no comprovante de inscrição e(ou) em 
qualquer outro meio, que não os permi�dos.
§ Somente após decorridas 2 (duas) horas e 15 (quinze) minutos do início da prova, você poderá re�rar-se da sala, 
levando consigo apenas o material fornecido para conferência do gabarito da prova.
§ Ao terminar a prova, chame o chefe de sala, devolva-lhe seu caderno de prova e sua folha de respostas 
devidamente assinada e deixe o local de prova.
§ Não se comunique com outros candidatos nem se levante sem a autorização do chefe de sala.
§ A desobediência a qualquer uma das determinações constantes em edital, no presente caderno ou na folha de 
respostas poderá implicar a anulação da sua prova.
MÉDICOS RESIDENTES 2018 
PROGRAMAS COM PRÉ-REQUISITO EM
CIRURGIA GERAL
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO – ISCMSP
INFORMAÇÕES:
§ 20/11/2017, a par�r das 22 horas – Divulgação do gabarito preliminar e do caderno da prova obje�va.
§ Não serão conhecidos os recursos em desacordo com o estabelecido em edital norma�vo.
§ É permi�da a reprodução deste material apenas para fins didá�cos, desde que citada a fonte.
SANTA CASA DE SÃO PAULO Aplicação: 2017 
 
ISCMSP/2017 1 
 
CIRURGIA GERAL 
QUESTÃO 1 
 
 
Uma paciente de 52 anos de idade, com dor 
epigástrica em pontada há três meses, além de desconforto 
pós-prandial, fez endoscopia digestiva alta, que mostrou 
úlcera gástrica de 2,5 cm na parede posterior de corpo médio 
do estômago. Foi realizada biópsia cujo diagnóstico mostrou 
processo inflamatório crônico. O teste da Urease veio 
positivo. 
 
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que 
apresenta a conduta mais adequada. 
 
(A) gastrectomia subtotal 
(B) gastrectomia total com linfadenectomia a DII 
(C) repetir a endoscopia dois meses após o tratamento 
com omeprazol 40 mg/dia por seis semanas e 
tratamento do H. pylori por sete dias 
(D) tratamento com omeprazol 40 mg/dia por doze 
semanas seguido de tratamento do H. pylori por sete 
dias e observação clínica dos sintomas 
(E) tratamento do H. pylori por catorze dias seguido de 
tratamento com omeprazol 20 mg/dia por mais quatro 
semanas 
 
 
QUESTÃO 2 
 
 
Uma paciente de 23 anos de idade relata apresentar, 
há um ano, pirose, rouquidão e tosse seca. Já realizou dois 
exames de endoscopia com resultados normais durante esse 
ano. Nega uso de medicamentos recentemente. 
 
Considerando-se essa situação hipotética, é correto afirmar 
que a melhor conduta seja 
 
(A) realizar tomografia de abdome superior para pesquisar 
alterações hepatobiliares. 
(B) repetir a endoscopia digestiva, mas dessa vez com 
biópsia de esôfago distal. 
(C) encaminhá-la ao otorrinolaringologista para 
investigação de afecções laríngeas. 
(D) prescrever omeprazol 40 mg em jejum por dois meses 
e realizar reavaliação clínica. 
(E) pesquisar H. pylori por meio de teste respiratório. 
QUESTÃO 3 
 
 
Um paciente de 52 anos de idade, relatando pirose, há 
quatro meses, que piora com a ingesta de gorduras, frituras e 
leite, procurou atendimento ambulatorial pela primeira vez. 
O quadro se repetiu diariamente neste período. Relata, 
também, apresentar dor retroesternal e disfagia há quinze 
dias. Apresenta índice de massa corpórea de 38. Nega 
alterações de peso nesse período e episódios prévios 
semelhantes. 
 
Nesse caso hipotético, a melhor conduta para o paciente será 
 
(A) endoscopia digestiva alta. 
(B) cirurgia de Nissen. 
(C) pHmetria esofágica. 
(D) manometria esofágica. 
(E) introdução de omeprazol 20 mg durante oito semanas. 
 
 
QUESTÃO 4 
 
 
Um paciente de 68 anos de idade, com dor 
abdominal pós-prandial há três meses, além de perda 
de 7 kg neste período, realizou endoscopia digestiva alta, que 
mostrou lesão ulceroinfiltrativa de 3,7 cm em antro. A biópsia 
realizada mostrou diagnóstico de adenocarcinoma gástrico. O 
estadiamento pré-operatório mostrou estádio II. 
 
Nessa situação hipotética, a melhor conduta para o paciente 
será 
 
(A) quimioterapia exclusiva. 
(B) gastrectomia total com linfadenectomia. 
(C) radioterapia exclusiva. 
(D) radioterapia com quimioterapia. 
(E) gastrectomia subtotal com linfadenectomia. 
 
 
QUESTÃO 5 
 
 
Um paciente de 45 anos de idade relata disfagia há 
cinco anos, que melhora com a ingestão de líquidos. Refere, 
ainda, piora progressiva neste período, além de 
emagrecimento de 3 kg. Realizou estudo contrastado do 
esôfago, que mostrou diâmetro de 6,5 cm. A manometria 
esofágica mostrou pressão de corpo de 17 mmHg. 
 
Nesse caso hipotético, a conduta mais efetiva a ser tomada 
para a resolução do quadro será 
 
(A) bloqueador de canal de cálcio. 
(B) esofagectomia total. 
(C) dilatação endoscópica. 
(D) cardiomiotomia de Heller. 
(E) cirurgia de Nissen. 
SANTA CASA DE SÃO PAULO Aplicação: 2017 
 
ISCMSP/2017 2 
 
QUESTÃO 6 
 
 
Uma paciente de 34 anos de idade procurou o 
ambulatório com queixa de dor em hipocôndrio direito após 
ingerir alimentos gordurosos, frituras e ovos. Relatou alguns 
episódios de colúria e acolia, acompanhando as crises mais 
intensas. Ao exame físico, encontrava-se em bom estado 
geral, anictérica e com abdome plano, flácido e indolor à 
palpação. Levou consigo exames laboratoriais que 
mostravam bilirrubinas totais de 0,7 (normal até 1) e 
Gama GT de 756 U/L (normal até 115) e ultrassom que 
revelava múltiplos cálculos na vesícula biliar de diversos 
tamanhos, com vias biliares normais. 
 
Nessa situação hipotética, a melhor programação para a 
paciente será 
 
(A) colangiopancreatografia retrógrada endoscópica. 
(B) colecistectomia videolaparoscópica. 
(C) colecistectomia aberta com coledocotomia. 
(D) ecoendoscopia de vias biliares. 
(E) colangiografia transparieto-hepática. 
 
 
QUESTÃO 7 
 
 
Um paciente de 85 anos de idade relatou apresentar 
disfagia, regurgitação e halitose há cinco anos e ter tido uma 
piora lenta do quadro. Negou emagrecimento. É hipertenso 
controlado e teve três internações devido à pneumonia no 
último ano. 
 
Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) Trata-se de um doente com megaesôfago que precisa 
de uma endoscopia para comprovar seu diagnóstico e 
decidir entre tratamento clínico ou cirúrgico. 
(B) O diagnóstico mais provável é de câncer de esôfago e a 
esofagectomia está indicada o mais cedo possível para 
evitar a progressão da doença. 
(C) O caso é característico de doença do refluxo 
gastresofágico e a manometria é o exame que tem a 
maior capacidade de comprovar o diagnóstico e definir 
a conduta. 
(D) Espasmo esofágico difuso é o provável diagnóstico e a 
pHmetria pode confirmá-lo e definir a conduta. 
(E) A principal hipótese diagnóstica é de divertículo deZenker e um estudo contrastado comprovaria sua 
presença e auxiliaria na definição entre tratamento 
endoscópico ou cirúrgico. 
QUESTÃO 8 
 
 
Um paciente de 47 anos de idade, etilista, procurou o 
ambulatório com queixa de dor abdominal de forte 
intensidade, irradiada para o dorso e acompanhada de 
vômitos, há um dia. Relatou não ter tido episódios prévios 
semelhantes e realizou exames que mostraram: AST 
de 87 U/L (nL até 40); ALT de 82 U/L (nL até 40); amilase 
de 1.245 U/L (nL até 110); fosfatase alcalina de 450 U/L 
(nL até 250); gama GT de 283 U/L (nL até 65); e bilirrubinas 
totais de 0,9 U/L (nL até 1). 
 
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que 
apresenta o passo seguinte após a melhora do surto. 
 
(A) derivação pancreatojejunal 
(B) pancreatectomia cefálica 
(C) realização de ultrassom de abdome para avaliação da 
vesícula biliar 
(D) biópsia hepática e pancreática guiadas por tomografia 
(E) realização de colangiopancreatografia retrógrada 
endoscópica 
 
 
QUESTÃO 9 
 
 
Uma paciente de 59 anos de idade, assintomática, sem 
antecedentes familiares, procurou o ambulatório com o 
resultado de uma colonoscopia de rotina, que mostrava 
vários divertículos no cólon descendente e sigmoide, além de 
dois pólipos de 0,5 e 0,7 cm no cólon ascendente, que foram 
ressecados e cujo anatomopatológico revelava adenoma 
tubular. Nega antecedentes familiares de doenças intestinais. 
 
Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa 
que apresenta a melhor conduta para a paciente de acordo 
com os principais guidelines. 
 
(A) realização de colonoscopia em três anos 
(B) sigmoidectomia para reduzir as chances de 
complicações 
(C) colonoscopia anual 
(D) colectomia total 
(E) pesquisa de sangue oculto nas fezes a cada seis meses 
SANTA CASA DE SÃO PAULO Aplicação: 2017 
 
ISCMSP/2017 3 
 
QUESTÃO 10 
 
 
Uma paciente de 26 anos de idade procurou o 
consultório com queixa de epigastralgia em peso, cansaço e 
fraqueza há três meses. Realizou endoscopia digestiva alta, 
que mostrou gastrite atrófica. 
 
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta 
quanto à importância do achado. 
 
(A) A deficiência de vitamina B12 é um achado comumente 
encontrado. 
(B) Não está associado com o H. pylori. 
(C) A presença de anemia hemolítica é frequente. 
(D) É uma indicação de gastrectomia parcial. 
(E) Indica o uso excessivo de inibidor de bomba de 
prótons. 
 
 
QUESTÃO 11 
 
 
Uma paciente de 67 anos de idade procurou um 
consultório médico com queixa de alteração do ritmo 
intestinal há seis meses, caracterizada por diarreia. Ao exame 
físico, encontrava-se descorada ++/4+. Exame físico 
abdominal não apresentou alterações. Levou o resultado de 
um ultrassom de abdome, que mostrava quatro imagens 
nodulares arredondadas no fígado, de aproximadamente 
2 a 3 cm cada, nos segmentos V, VII e VIII. 
 
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) A paciente não tem queixas relacionadas ao fígado e, 
por isso, deve-se pensar em hemangiomas hepáticos, 
com realização de novo ultrassom em seis meses. 
(B) Trata-se de um caso de lesões metastáticas hepáticas, 
sendo mandatória a realização de colonoscopia. 
(C) O caso sugere um hepatocarcinoma hepático, uma vez 
que a paciente possui várias lesões no fígado, devendo 
ser indicada a hepatectomia direita. 
(D) Uma tomografia de abdome deve confirmar a presença 
de hemangiomas, com indicação de nodulectomia 
videolaparoscópica. 
(E) As características epidemiológicas e clínicas sugerem a 
presença de glucagonoma, devendo ser realizada 
a ressecção com ultrassom intraoperatório para 
identificar outras lesões. 
QUESTÃO 12 
 
 
Uma paciente de 25 anos de idade apresenta quadro 
de dor abdominal há oito meses. Procurou serviço médico e 
realizou um ultrassom de abdome, que mostrou cálculos 
na vesícula. Foi submetida à colecistectomia sem 
intercorrências. Após oito meses, voltou ao serviço com 
icterícia, colúria e acolia, que se iniciaram há duas semanas, e 
realizou outro ultrassom de abdome, que mostrou dilatação 
de vias biliares intra e extra-hepáticas, com presença de 
imagem arredondada no interior do colédoco distal. 
 
Nesse caso hipotético, o diagnóstico e a conduta mais 
adequados são, respectivamente, 
 
(A) lesão iatrogênica de vias biliares e drenagem 
transparieto-hepática. 
(B) coledocolitíase residual e laparotomia exploradora 
com coledocotomia. 
(C) tumor de colédoco distal e colangiopancreatografia 
retrógrada endoscópica. 
(D) lesão iatrogênica de vias biliares e ácido 
ursodeoxicólico. 
(E) coledocolitíase residual e colangiopancreatografia 
retrógrada endoscópica. 
 
 
QUESTÃO 13 
 
 
Uma paciente de 32 anos de idade relata apresentar 
dor e empachamento pós-prandial há três meses, com 
dificuldade para se alimentar. Há oito meses, esteve 
internada no pronto-socorro por quinze dias devido à 
pancreatite aguda biliar, tendo feito tomografia, que mostrou 
Balthazar B, sem outras alterações no pâncreas, e sido 
submetida à colecistectomia. Levou consigo uma ressonância 
magnética de abdome realizada há duas semanas, 
que mostrava uma lesão cística no corpo pancreático 
de 6 cm x 7 cm, sem septações ou outras alterações 
pancreáticas. 
 
Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa 
que apresenta a melhor maneira de conduzir o caso. 
 
(A) ressecção videolaparoscópica do cisto 
(B) derivação endoscópica para o estômago 
(C) drenagem por meio de pancreatografia endoscópica 
(D) pancreatectomia corporocaudal 
(E) punção e esvaziamento da lesão cística guiada por 
tomografia 
SANTA CASA DE SÃO PAULO Aplicação: 2017 
 
ISCMSP/2017 4 
 
QUESTÃO 14 
 
 
Uma paciente de 33 anos de idade apresenta 
nodulação anal há dois anos, com piora progressiva, 
caracterizada por abaulamento em região anal, redutível 
apenas com manobras manuais. Relata alguns episódios de 
sangramento e de prurido anal. Ao exame físico, estavam 
presentes duas nodulações amolecidas, às duas e às cinco 
horas, de 3 cm cada. 
 
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) O diagnóstico mais provável é de condiloma anal e uma 
biópsia está indicada. 
(B) Trata-se de doença hemorroidária com indicação de 
hemorroidectomia. 
(C) Lesões adenomatosas são a principal hipótese e sua 
ressecção está indicada. 
(D) O diagnóstico é de hemorroidas grau II e o tratamento 
com crioterapia mostra os melhores resultados. 
(E) Abscessos anais devem ser considerados como 
possibilidades e a drenagem cirúrgica está indicada. 
 
 
QUESTÃO 15 
 
 
Um paciente de 65 anos de idade procurou o 
pronto-socorro no último ano por dez vezes para realização 
de lavagem intestinal devido à obstipação intestinal. 
Apresenta ritmo de evacuação de uma vez a cada quinze dias. 
Tem reação positiva de Machado-Guerreiro. Realizou 
eletromanometria, que mostrou ausência do reflexo 
inibitório anal, e estudo contrastado, que mostrou dilatação 
de cólon sigmoide e descendente. 
 
Nesse caso hipotético, a melhor conduta para solucionar o 
problema do paciente será 
 
(A) colectomia esquerda ampliada com anastomose 
colorretal. 
(B) utilização de laxantes osmóticos com frequência 
regular. 
(C) cirurgia de Hartmann. 
(D) sigmoidectomia com anastomose primária e ileostomia 
em alça. 
(E) utilização de drogas procinéticas, como bromoprida, e 
orientação alimentar para aumento da ingestão de 
fibras. 
QUESTÃO 16 
 
 
Um paciente de 61 anos de idade procurou o 
consultório médico com queixa de dor abdominal de forte 
intensidade há três meses, além de anorexia, astenia e 
prostração. Relatou ter perdido 6 kg neste período. Tem 
antecedente de tabagismo. Encontrava-se em regular estado 
geral, descorado ++/4+, anictérico e com abdome plano, 
flácido, pouco doloroso à calçãode epigastro e hipocôndrio 
direito e sem visceromegalias. Realizou tomografia 
computadorizada de abdome, que mostrou tumoração 
de 4,5 cm no processo uncinado, com envolvimento 
de 360 graus da artéria mesentérica superior e da veia 
mesentérica superior, além de duas lesões de 2 cm no lobo 
hepático esquerdo. 
 
Nessa situação hipotética, a conduta mais adequada será 
 
(A) gastroduodenopancreatectomia seguida de 
quimioterapia. 
(B) biópsia da lesão hepática guiada por ultrassom 
transparietal seguida de quimioterapia. 
(C) derivação biliodigestiva e gastrojejunal com 
radioterapia e quimioterapia. 
(D) radioterapia pré-operatória seguida de 
duodenopancreatectomia com preservação pilórica. 
(E) realização de colangiopancreatografia retrógrada 
endoscópica com passagem de prótese na via biliar. 
 
 
QUESTÃO 17 
 
 
Uma paciente de quarenta anos de idade procurou o 
serviço médico devido a um achado de exame 
ultrassonográfico, que mostrou lesão cística de 5,5 cm na 
cauda pancreática. Realizou ecoendoscopia com punção, que 
mostrou amilase do líquido de 35 U/L (normal até 110) e CEA 
(antígeno carninoembriogênico) de 54 U/L (normal até 5), 
além de pesquisa de mucina positiva. 
 
Nesse caso hipotético, é correto afirmar que a recomendação 
mais adequada para a paciente seja 
 
(A) punção esvaziadora do cisto e acompanhamento com 
tomografia a cada seis meses. 
(B) derivação cistojejunal. 
(C) pancreatectomia corporocaudal. 
(D) derivação cistogástrica. 
(E) observação clínica e acompanhamento a cada três 
meses. 
SANTA CASA DE SÃO PAULO Aplicação: 2017 
 
ISCMSP/2017 5 
 
QUESTÃO 18 
 
 
Um paciente de 28 anos de idade, maratonista, 
procurou o serviço médico devido a um abaulamento em 
regiões inguinais direita e esquerda que se iniciou há um ano, 
mas que vem aumentando progressivamente, o que foi 
demonstrado, ao exame físico, por meio da manobra de 
valsalva. Negava dor ou sinais de encarceramento. 
 
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) A herniorrafia inguinal com a técnica de Bassini é o 
método mais indicado atualmente para o tratamento 
do paciente. 
(B) A técnica de Lichtenstein é um método adequado para 
o paciente devido ao fato de não utilizar telas sintéticas 
que possam prejudicar sua performance como atleta. 
(C) A observação clínica é a orientação mais recomendada, 
pois o paciente se encontra assintomático. 
(D) A cirurgia laparoscópica com a técnica transabdominal 
traz vantagens principalmente relacionadas à menor 
dor pós-operatória e ao retorno precoce às atividades 
habituais. 
(E) A correção cirúrgica do saco herniário é o tratamento 
mais recomendado, sem a necessidade de se reforçar a 
parede posterior. 
 
 
QUESTÃO 19 
 
 
Um paciente de cinquenta anos de idade, com queixa 
de dor em hipocôndrio direito há três anos, apresentou 
alguns episódios de icterícia, colúria e acolia. Realizou um 
ultrassom de abdome, que mostrou cálculo de 3 cm na 
vesícula, e uma colecistectomia videolaparoscópica, que 
mostrou Mirizzi grau III. 
 
Nessa situação hipotética, a melhor conduta intraoperatória 
para o paciente será 
 
(A) colecistectomia clássica e observação pós-operatória 
da evolução. 
(B) realização de colecistectomia parcial, deixando o leito 
hepático da vesícula intacto. 
(C) colecistostomia e melhor estudo do caso com 
ressonância no pós-operatório. 
(D) colecistectomia com derivação hepaticojejunal. 
(E) finalização da colecistectomia e realização de 
colangiopancreatografia retrógrada endoscópica no 
pós-operatório. 
QUESTÃO 20 
 
 
Um paciente de 75 anos de idade, com antecedente 
de laparotomia há vinte anos devido a quadro de obstrução 
intestinal, evoluiu com hérnia incisional volumosa, com perda 
de domicílio, e procurou o consultório médico para uma 
solução, pois tem tido aumento progressivo. Relata ser 
diabético há dez anos, com controle adequado. Ao exame 
físico, apresentava-se em BEG, corado, hidratado, com índice 
de massa corpórea de 29 e com abdome mostrando 
volumosa hérnia de 30 cm de colo devido a uma cicatriz 
mediana supra e infraumbilical. 
 
Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) O procedimento cirúrgico deve ser evitado devido ao 
alto índice de complicações. 
(B) A ressecção do cólon direito é fundamental para o 
tratamento da hérnia. 
(C) O tratamento laparoscópico da hérnia tem vantagens 
nítidas sobre o método aberto, principalmente com 
relação à parte estética a longo prazo. 
(D) A redução intraoperatória da hérnia e a colocação de 
uma tela intraperitoneal constituem o método mais 
efetivo para seu tratamento. 
(E) A cirurgia aberta, com separação de componentes da 
parede abdominal e colocação de tela, é o 
procedimento padrão para a situação clínica do 
paciente. 
 
 
QUESTÃO 21 
 
 
Um paciente de 47 anos de idade foi submetido à 
gastrectomia parcial com reconstrução à Billroth II e 
colocação de drenagem fechada junto ao coto duodenal. A 
cirurgia não apresentou intercorrências. Encontra-se no 
segundo dia pós-operatório com febre de 38,4 ºC, em regular 
estado geral, descorado +/4+, com abdome plano, flácido, 
pouco doloroso à palpação junto à incisão cirúrgica mediana, 
e com dreno apresentando débito de 40 mL e aspecto 
sero-hemático nas últimas 24 horas. 
 
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que 
apresenta, respectivamente, o provável foco da febre e a 
conduta a ser realizada. 
 
(A) infecção da ferida operatória e ultrassom de parede 
abdominal 
(B) coleção intra-abdominal e tomografia de abdome total 
(C) deiscência da gastroenteroanastomose e laparotomia 
exploradora 
(D) pneumonia e fisioterapia respiratória e antibióticos 
(E) reação inflamatória ao trauma cirúrgico e 
anti-inflamatórios não esteroidais 
SANTA CASA DE SÃO PAULO Aplicação: 2017 
 
ISCMSP/2017 6 
 
QUESTÃO 22 
 
 
Um paciente de 31 anos de idade relata apresentar 
pirose acompanhada de regurgitação há três anos. Faz uso de 
esomeprazol 40 mg com melhora dos sintomas, que voltam a 
piorar de dois a três dias após a suspensão do medicamento. 
Realizou endoscopia digestiva alta, que mostrou esofagite 
erosiva distal Los Angeles A. Fez ainda pHmetria, que mostrou 
DeMeester 18 (normal até 14), e manometria com hipotonia 
de esfíncter esofágico inferior. 
 
Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) O uso de esomeprazol deverá ser reduzido para 
20 mg/dia, mesmo que o paciente volte a apresentar 
os sintomas, devido ao tempo prolongado de uso do 
inibidor de bomba de prótons. 
(B) O tratamento cirúrgico por meio do procedimento de 
Nissen laparoscópico está indicado para a resolução 
definitiva dos sintomas. 
(C) A troca do inibidor de bomba de prótons pode ser útil 
para a redução dos efeitos colaterais. 
(D) O tratamento cirúrgico deverá ser indicado apenas na 
presença de esôfago de Barrett. 
(E) O tratamento clínico deverá ser priorizado, deixando o 
tratamento cirúrgico para os casos que não respondam 
ao tratamento medicamentoso. 
 
 
QUESTÃO 23 
 
 
Uma paciente de 22 anos de idade, que se encontra no 
décimo dia pós-operatório de gastroplastia redutora, 
procurou o consultório de seu médico, queixando-se de 
mal-estar e cansaço há dois dias. Ao exame, encontrava-se 
descorada +/4+, desidratada +/4+, com pulso de 120 bpm, 
PA de 120 x 80 mmHg e abdome globoso, flácido e indolor à 
palpação profunda. 
 
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que 
apresenta a melhor orientação para a paciente. 
 
(A) solicitação de tomografia computadorizada de abdome 
total e internação 
(B) orientação de hidratação em casa e retorno em caso de 
piora 
(C) solicitação de ultrassom de abdome total e reavaliação 
com o resultado do exame em três dias 
(D) laparotomia exploradora para reexploraçãoda 
cavidade 
(E) endoscopia digestiva alta para avaliar a região da 
cirurgia 
QUESTÃO 24 
 
 
Um paciente de 55 anos de idade encontra-se 
estável hemodinamicamente, extubado e sem drogas 
vasoativas no terceiro dia pós-operatório de 
duodenopancreatectomia com preservação pilórica devido a 
adenocarcinoma de pâncreas. 
 
Considerando esse caso hipotético, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) O paciente deverá permanecer em nutrição parenteral 
por sete dias para reduzir o estímulo pancreático. 
(B) O uso de enzimas pancreáticas deverá ser iniciado 
precocemente devido à potencial perda da função 
pancreática. 
(C) A mobilização do leito deverá ser evitada até o 
quarto dia pós-operatório devido ao trauma cirúrgico 
significativo. 
(D) O uso de heparina de baixo peso molecular não está 
indicado devido ao alto risco de hemorragia 
pós-operatória. 
(E) A dosagem da amilase do dreno no terceiro dia auxilia 
no diagnóstico de fístula pancreática. 
 
 
QUESTÃO 25 
 
 
Sete dias após uma colectomia esquerda com 
anastomose primária devido a uma neoplasia de cólon 
descendente, uma paciente de 67 anos de idade apresenta 
febre e dor abdominal há um dia. Aceitou a dieta e teve dois 
episódios de evacuação líquida neste período. Encontra-se 
em bom estado geral, descorada +/4+, hidratada e com 
abdome plano, flácido e pouco doloroso à palpação profunda 
de fossa ilíaca esquerda. Realizou uma tomografia de 
abdome, que mostrou uma coleção de 3,5 x 2,5 cm na região 
pélvica. Apresentou hemograma com 12.000 leucócitos 
(normal até 10.000) e proteína c-reativa de 6,7 mg/dL 
(normal até 1). 
 
Nesse caso hipotético, a melhor conduta para a paciente 
será o(a) 
 
(A) reexploração cirúrgica para lavagem e drenagem da 
cavidade. 
(B) punção abdominal guiada por ultrassom. 
(C) introdução de antibióticos e a monitorização clínica e 
laboratorial. 
(D) jejum, a nutrição parenteral e a monitorização de 
exames laboratoriais. 
(E) solicitação de ressonância magnética para melhor 
avaliação da coleção. 
SANTA CASA DE SÃO PAULO Aplicação: 2017 
 
ISCMSP/2017 7 
 
QUESTÃO 26 
 
 
Um paciente, vítima de acidente moto x carro, 
apresenta fratura de úmero à esquerda e lesão esplênica grau 
IV (classificação da AAST) com moderada quantidade de 
líquido periesplênico e goteira parietocólica E, sem 
sangramento ativo (“blush”) à TC de abdome. Está 
consciente, hemodinamicamente normal, referindo 
desconforto à palpação de hipocôndrio e flanco esquerdo, 
mas sem peritonite. O raio-X de tórax está normal. Foi 
indicada arteriografia, que não mostrou sangramento ativo, 
mas identificou imagens de pseudoaneurismas. 
 
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) A presença de fratura de úmero contraindica o 
tratamento não operatório dessa lesão esplênica. 
(B) Como não há “blush” à TC de abdome, não há risco de 
sangramento tardio da lesão esplênica em caso de 
tratamento não operatório. 
(C) Não é passível de tratamento não operatório, pois a 
lesão esplênica é grau IV. 
(D) A presença de dor à palpação do abdome contraindica 
o tratamento não operatório da lesão esplênica. 
(E) O tratamento não operatório pode ser feito, porém, 
em função da presença de vários pseudoaneurismas, o 
procedimento mais seguro seria a esplenectomia. 
 
 
QUESTÃO 27 
 
 
Um paciente de 65 anos de idade, diabético e 
hipertenso, refere dor intensa em pé direito e sensação de 
formigamento, principalmente nos dedos, que se 
apresentam arroxeados (sic). Nega trauma e relata que, nos 
últimos meses, começou a ter dor intermitente na perna 
direita, principalmente no pé, à deambulação, sendo muitas 
vezes obrigado a parar a caminhada para aliviar a dor. Ao 
exame das extremidades inferiores, apresenta palidez e 
diminuição da perfusão em perna e principalmente em pé D, 
que apresenta cianose mais evidente em pododáctilos, 
principalmente hálux. 
 
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) A heparinização sistêmica está indicada para evitar a 
progressão da trombose secundária. 
(B) O quadro sugere vasculite, pois os pododáctilos estão 
mais comprometidos que o restante do pé. 
(C) O diagnóstico etiológico do paciente não é importante, 
pois não muda a conduta terapêutica nessa fase. 
(D) A arteriografia não está indicada, pois já há cianose em 
hálux. 
(E) Estão indicados o repouso no leito, em posição de 
Trendelemburg, e o aquecimento direto do membro 
para evitar a trombose venosa profunda secundária. 
QUESTÃO 28 
 
 
Uma paciente de 86 anos de idade encontra-se no 
décimo quinto dia pós-operatório de laparotomia 
exploradora com lise de bridas por abdome agudo obstrutivo. 
Evoluiu com broncopneumonia aspirativa no pós-operatório 
imediato, necessitando de ventilação mecânica e cuidados de 
terapia intensiva. Há cinco dias, foi extubada e, no momento, 
já está sem drogas vasoativas, afebril, recebendo dieta 
enteral e com hemocultura negativa, mas swab positivo para 
cândida. O leucograma em queda está completando catorze 
dias de meropenem e vancomicina. 
 
Considerando esse caso hipotético, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) O swab positivo para cândida da paciente indica 
tratamento com antifúngico EV, pois, mesmo 
clinicamente melhor, trata-se de infecção grave em 
superidoso. 
(B) Em estando a hemocultura negativa, o swab positivo só 
indicará tratamento com antifúngico EV caso seja 
repetido em 72 h e se mantenha positivo em pelo 
menos duas amostras. 
(C) O swab positivo com hemocultura negativa não indica 
tratamento com antifúngico EV. 
(D) Por se tratar de paciente superidosa já em uso de 
meropenem e vancomicina, não estaria indicado o 
tratamento com antifúngico EV, mesmo se a 
hemocultura viesse positiva, devido à alta toxicidade 
do esquema terapêutico. 
(E) O swab positivo para cândida com hemocultura 
negativa indica tratamento com antifúngico tópico 
pelo risco de disseminação da infecção. 
 
 
QUESTÃO 29 
 
 
Uma paciente de 28 anos de idade foi operada com 
hipótese diagnóstica de apendicite aguda complicada, com 
peritonite e sem comorbidades, tendo como antecedente 
apenas uma infecção de trato urinário tratada com quinolona 
há vinte dias. O achado cirúrgico mostrou grande quantidade 
de secreção purulenta na cavidade peritoneal e apêndice 
cecal com necrose e perfuração, estando parcialmente 
bloqueado por alças de intestino delgado. 
 
Nesse caso hipotético, é correto afirmar que o achado 
operatório corresponda a uma peritonite 
 
(A) primária, pois não tem antecedente de cirurgia 
abdominal prévia. 
(B) não classificável, pois o quadro está mascarado devido 
ao uso prévio de antibiótico pela paciente. 
(C) primária, pois a causa da infecção está no abdome. 
(D) secundária, pois ocorreu como evolução da apendicite 
aguda. 
(E) terciária, pois a paciente fez uso prévio de antibiótico. 
SANTA CASA DE SÃO PAULO Aplicação: 2017 
 
ISCMSP/2017 8 
 
QUESTÃO 30 
 
 
Um paciente, vítima de espancamento, encontra-se 
consciente, mas com hálito etílico, gemente e agitado. 
Apresenta ferimento cortocontuso pequeno em região 
frontal, hematomas em parede anterior do tórax, com dor à 
palpação, pequeno enfisema de TCSC na parede lateral D do 
tórax, MV+ bilateralmente, FR de 26 ipm, saturação de 
hemoglobina por oxigênio de 93% em ar ambiente e 
FC de 98 bpm. Raio-X de tórax mostrou hemo ou 
pneumotórax ausente, mediastino superior medindo 6 cm 
transversalmente e fraturas de três costelas à D. FAST 
(ultrassonografia abdominal na sala de trauma) não 
disponível. Os demais exames clínicos estavam normais, 
exceto por algumas escoriações em extremidades, sem 
evidência de fraturas. 
 
Nesse caso hipotético, a melhor conduta de imediato será 
 
(A) intubação orotraqueal, pois a saturação de 
hemoglobina por oxigênio é de 93%, sendo necessária 
a estabilização pneumáticadas costelas. 
(B) máscara de O2 com 10 L/min, analgesia e tomografia 
computadorizada de corpo inteiro. 
(C) máscara de O2 com 10 L/min e drenagem de HTD, pois 
o paciente tem enfisema de TCSC à palpação, seguida 
da realização de TC de corpo inteiro. 
(D) realização de TC de corpo inteiro e fixação cirúrgica das 
costelas para evitar a expansão da contusão pulmonar. 
(E) videotoracoscopia, pois o paciente tem indicação de 
drenagem torácica e janela pericárdica. 
 
 
QUESTÃO 31 
 
 
Um paciente, vítima de atropelamento, encontra-se 
na unidade de terapia intensiva no quarto dia pós-operatório 
de fixação externa de fratura de bacia e passagem de 
medida de pressão intracraniana (PIC) por trauma 
cranioencefálico grave (TCE). Segue ainda sob ventilação 
mecânica (VM) e droga vasoativa (DVA) em baixa dose. 
Evoluiu com importante distensão abdominal, mesmo após a 
suspensão da dieta enteral. Diante do quadro, o intensivista 
decidiu medir a pressão intra-abdominal (PIA) do paciente. 
 
Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) A PIA aumentada poderá interferir na evolução do TCE, 
pois poderá causar aumento da PIC. 
(B) A aferição da PIA não se justifica, pois o paciente está 
sob ventilação mecânica. 
(C) A medida da PIA entre 16 e 20 mmHg em pelo menos 
uma aferição é suficiente para caracterizar uma 
síndrome compartimental abdominal (SCA) e indicar a 
descompressão cirúrgica do abdome. 
(D) A medida da PIA não poderá ser feita por meio da 
bexiga, pois o paciente foi submetido à fixação cirúrgica 
da bacia. 
(E) Está indicada a punção abdominal de alívio de imediato 
para evitar o colapso hemodinâmico do paciente. 
QUESTÃO 32 
 
 
Um paciente de 36 anos de idade, vítima de acidente 
moto x carro, encontra-se consciente, gemente, taquicárdico 
e descorado. Ao exame, não havia evidência de TCE. 
Apresentava MV+ bilateralmente, abdome com dor à 
palpação de hipogastro, principalmente junto ao púbis, 
extremidades sem lesões e FAST negativo. Durante o 
atendimento, teve diurese espontânea, mas com hematúria. 
O raio-X de tórax estava normal, mas o raio-X de bacia 
mostrava fratura com indicação cirúrgica pela ortopedia. 
Após reanimação inicial, houve estabilização hemodinâmica. 
 
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) Está indicada a laparotomia exploradora antes da 
fixação da bacia, pois o paciente já tem sinal maior de 
lesão abdominal, que é a hematúria. 
(B) Está indicada a arteriografia renal com embolização 
para tratar a hematúria antes da fixação da bacia. 
(C) A melhor forma de investigar essa hematúria é por 
meio de uma uretrografia retrógada. 
(D) Está indicada a cistostomia suprapúbica, pois a fratura 
de bacia com hematúria indica lesão de bexiga. 
(E) Está indicada a tomografia computadorizada com 
urografia excretora, mesmo com FAST negativo. 
 
QUESTÃO 33 
 
 
Um paciente de 23 anos de idade foi admitido no 
pronto-socorro com ferimento cervical em zona II à esquerda. 
Apresentava hematoma volumoso em região cervical, 
rouquidão, PA de 120 x 70 mmHG e FC de 90 bpm. A sala 
cirúrgica estará disponível apenas em trinta minutos. 
 
Nesse caso hipotético, a conduta que deverá ser realizada de 
imediato será 
 
(A) intubação orotraqueal. 
(B) drenagem do hematoma por punção percutânea. 
(C) drenagem cirúrgica do hematoma por incisão local na 
sala de trauma. 
(D) reposição rápida de 2 L de Ringer-lactato aquecido. 
(E) cricotiroidostomia devido ao risco de aspiração. 
 
QUESTÃO 34 
 
 
A respeito de tórax flácido, assinale a alternativa correta. 
 
(A) A drenagem de tórax é mandatória em pacientes com 
tórax flácido que necessitem de ventilação mecânica. 
(B) A intubação orotraqueal precoce está indicada, pois a 
estabilização pneumática melhora o prognóstico da 
contusão pulmonar. 
(C) Atualmente a fixação cirúrgica das costelas tem sido 
indicada precocemente, de forma sistemática, para 
evitar a progressão da contusão pulmonar. 
(D) O grau de hipóxia está intimamente relacionado à 
extensão da contusão pulmonar. 
(E) Em pacientes que necessitem de ventilação mecânica, 
deve ser evitada a técnica de ventilação conhecida 
como recrutamento alveolar devido ao risco de piorar 
a relação ventilação/perfusão desses pacientes. 
SANTA CASA DE SÃO PAULO Aplicação: 2017 
 
ISCMSP/2017 9 
 
QUESTÃO 35 
 
 
Um paciente de 68 anos de idade foi submetido a uma 
cistostomia de urgência por quadro de retenção urinária com 
bexigoma após várias tentativas de sondagem vesical sem 
sucesso, inclusive com a utilização de fio-guia metálico. 
Apresentou saída de aproximadamente 1 L de urina, mas 
passou a referir desconforto em região anal. Foi realizado 
toque retal com identificação de uma lesão de 2 cm na parede 
anterior do reto a 5 cm da borda anal, fezes e um pouco de 
sangue. Ao exame físico, não apresentava dor abdominal ou 
outras alterações. Foi iniciada antibioticoterapia. 
 
Nesse caso hipotético, a melhor conduta para o paciente será 
 
(A) manter a cistostomia e fazer a sutura do reto via anal, 
a drenagem pré-sacral e uma colostomia em alça. 
(B) manter a cistostomia, lavar o reto distal e suturar a 
lesão retal via anal. 
(C) manter a cistostomia, suturar a lesão do reto via anal, 
lavar o reto distal e fazer uma drenagem pré-sacral. 
(D) fazer laparotomia exploradora para suturar a bexiga, 
manter a cistostomia de proteção e lavar e suturar o 
reto via anal. 
(E) manter a cistostomia e fazer a lavagem do reto distal e 
a drenagem pré-sacral. 
 
 
QUESTÃO 36 
 
 
Um paciente, vítima de acidente de carro x anteparo, 
apresenta fratura de duas costelas, sem hemo ou 
pneumotórax, e alargamento de mediastino ao raio-X, sem 
evidência de lesão abdominal, mas com traço simples de 
fratura de tíbia direita. Hemodinamicamente normal. 
Realizou angiotomografia de tórax, que revelou lesão de 
aorta grau II a 3 cm da emergência da artéria subclávia. 
 
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) O reparo cirúrgico ou endovascular dessa lesão é 
mandatório, considerando-se o grau da lesão, mesmo 
em paciente hemodinamicamente normal. 
(B) Essa lesão pode ser tratada por reparo endovascular, 
não estando indicada a anticoagulação com heparina 
ou o uso de antiagregantes plaquetários no 
seguimento ambulatorial. 
(C) Caso seja feito reparo endovascular por meio da 
colocação de uma endoprótese, estará indicada a 
anticoagulação com heparina nas primeiras três 
semanas para evitar trombose secundária. 
(D) O uso de antiagregante plaquetário após o reparo 
endovascular da lesão deve ser mantido por 
aproximadamente seis meses, até a realização de 
exame de controle. 
(E) A localização dessa lesão não é anatomicamente 
favorável ao reparo endovascular se comparada às 
lesões de aorta ascendente e arco aórtico. 
QUESTÃO 37 
 
 
Um paciente de 28 anos de idade refere dor anal de 
forte intensidade há três dias, com piora há um dia. Refere 
medo de evacuar devido à dor. Foi impossível o toque retal, 
assim como a realização de USG endoanal, devido à 
intensidade da dor. Não tem sinais flogísticos à inspecção e 
tem discreta enduração, sem flutuação, à palpação junto ao 
ânus. 
 
Considerando-se essa situação hipotética, o tipo mais 
provável de abscesso anorretal será o 
 
(A) submucoso. 
(B) interesfincteriano. 
(C) perianal. 
(D) ileorretal. 
(E) pelvirretal. 
 
 
QUESTÃO 38 
 
 
Um paciente de dezenove anos de idade, vítima de 
ferimento por arma branca paraesternal E junto ao apêndice 
xifoide, foi admitido no pronto-socorro. Encontrava-se 
obnubilado, taquipneico e taquicárdico. Apresentava ainda, 
ao exame, distensão das veias do pescoço e sinais de má 
perfusão periférica. O MV estava presente bilateralmente e 
não havia dor abdominal nem outras lesões. Recebeu, 
durante o transporte, 700 mL de cristaloide, sem melhora 
hemodinâmica. 
 
Nessasituação hipotética, a sequência mais adequada de 
atendimento para o paciente será 
 
(A) máscara de oxigênio, acesso venoso central, tipagem 
sanguínea, raio-X de tórax e ultrassonografia para 
precórdio na sala de atendimento. 
(B) intubação orotraqueal, acesso venoso calibroso, 
tipagem sanguínea, ultrassonografia para precórdio e 
toracotomia exploradora. 
(C) máscara de oxigênio, acesso venoso central, aferição 
da pressão venosa central (PVC), raio-X de tórax e, se 
houver alargamento do mediastino, janela pericárdica. 
(D) intubação orotraqueal, raio-X de tórax, acesso venoso 
calibroso, com reposição volêmica agressiva com 
cristaloides até estabilização, janela pericárdica 
subxifoidea e videolaparoscopia. 
(E) intubação orotraqueal, acesso venoso calibroso, 
tipagem sanguínea, raio-X de tórax e laparotomia 
exploradora com janela transdiafragmática. 
SANTA CASA DE SÃO PAULO Aplicação: 2017 
 
ISCMSP/2017 10 
 
QUESTÃO 39 
 
 
No que diz respeito a ferimentos penetrantes cardíacos, 
assinale a alternativa correta. 
 
(A) A clássica tríade de Beck está presente em 70% dos 
casos. 
(B) Apenas 30% de todos os ferimentos cardíacos estão na 
zona de Ziedler. 
(C) De todos os ferimentos da zona de Ziedler, 30% têm 
lesão cardíaca, ou seja, são considerados como 
ferimentos cardíacos. 
(D) Nos ferimentos penetrantes cardíacos, o átrio direito é 
a câmara cardíaca mais atingida devido a sua maior 
exposição. 
(E) Se o paciente tiver ferimento na zona de Ziedler e 
estiver hemodinamicamente estável, então esse 
ferimento não lesou o coração e, portanto, não é um 
ferimento cardíaco. 
 
 
QUESTÃO 40 
 
 
Uma paciente de 68 anos de idade, diabética, no 
décimo sexto dia pós-operatório de retossigmoidectomia à 
Hartmann por diverticulite Hinchey IV, encontra-se na 
unidade de terapia intensiva, ainda sob ventilação mecânica, 
em uso de meropenem e vancomicina e recebendo dieta por 
sonda nasoenteral. Há dois dias, voltou a apresentar picos 
febris, teve pequena piora do leucograma e necessitou de 
dose baixa de noradrenalina (menor que 2 mcg/kg/min). 
Apresenta hemocultura positiva para Klebsiella pneumoniae 
carbapenemase (KPC). 
 
Considerando-se essa situação hipotética, é correto afirmar 
que a conduta adequada para a paciente seja 
 
(A) acrescentar polimixina B e realizar tomografia 
computadorizada de abdome e pelve para avaliar 
possíveis coleções. 
(B) trocar o meropenem por piperacilina-tazobactama 
(tazocin) e realizar tomografia computadorizada de 
abdome e pelve para avaliar possíveis coleções. 
(C) acrescentar antifúngico, desconsiderar o resultado da 
hemocultura, pois a amostra está contaminada, e fazer 
ultrassonografia abdominal total para avaliar possíveis 
coleções. 
(D) manter o esquema antimicrobiano e fazer 
ultrassonografia abdominal total para avaliar possíveis 
coleções. 
(E) indicar reoperação de imediato para lavagem da 
cavidade abdominal. 
QUESTÃO 41 
 
 
Um paciente psiquiátrico ingeriu vários objetos 
perfurocortantes, sendo encaminhado ao pronto-socorro. Na 
admissão, estava normocárdico, eupneico e sem dor à 
palpação do abdome, que estava flácido e sem peritonite. 
Raio-X de abdome mostrou imagens sugestivas de um clipe 
metálico em topografia de íleo terminal, uma pilha 
aparentemente em topografia de cólon transverso e uma 
moeda em projeção de fossa ilíaca esquerda. 
 
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) A laparotomia exploradora é mandatória de imediato 
pelo alto risco de perfuração intestinal. 
(B) A ressonância nuclear magnética é mandatória para 
definir a posição anatômica exata desses objetos. 
(C) Pode ser feito um raio-X seriado para se avaliar o 
deslocamento e a progressão dos objetos, assim como 
a possibilidade de sua eliminação sem cirurgia. 
(D) A tomografia computadorizada não deve ser feita, pois 
um dos objetos é uma pilha. 
(E) A melhor opção é a retirada cirúrgica imediata dos 
objetos por videolaparoscopia. 
 
 
QUESTÃO 42 
 
 
Um paciente, vítima de ferimento por arma branca 
no 4.º espaço intercostal direito na linha hemiclavicular, foi 
admitido no pronto-socorro. Encontrava-se agitado, 
taquidispneico, taquicárdico e com MV abolido em hemitórax 
direito, sendo submetido à drenagem intercostal fechada, 
com saída de grande quantidade de ar e evidente melhora 
clínica. O raio-X de tórax de controle mostrou pulmão direito 
parcialmente expandido, mas ainda com pneumotórax 
moderado desse lado. O paciente refere melhora e saturação 
de hemoglobina por oxigênio de 94% com máscara de 
oxigênio, mantendo borbulhamento importante pelo dreno 
torácico. 
 
Nesse caso hipotético, a melhor conduta para o paciente será 
 
(A) fazer uma tomografia computadorizada de alta 
resolução para identificar bolhas pulmonares. 
(B) fazer uma toracocentese no 2.º espaço intercostal na 
linha hemiclavicular direita para reexpandir o ápice do 
pulmão. 
(C) fazer uma broncoscopia para mais bem avaliar a via 
aérea. 
(D) sedá-lo e intubá-lo para promover adequada 
reexpansão pulmonar por meio de ventilação mecânica 
temporária. 
(E) colocar um segundo dreno de tórax e conectá-lo a um 
sistema de alta pressão negativa a vácuo para 
reexpansão pulmonar. 
SANTA CASA DE SÃO PAULO Aplicação: 2017 
 
ISCMSP/2017 11 
 
QUESTÃO 43 
 
 
Um paciente de 42 anos de idade, vítima de 
queimadura de segundo grau após explosão de um botijão de 
gás na cozinha, chegou ao pronto-socorro ansioso, agitado, 
um pouco taquicárdico, referindo muita dor e com discreta 
rouquidão, mas negando dificuldade respiratória. 
Apresentava áreas de hiperemia, edema e algumas bolhas 
distribuídas pela face, pelo tronco e pelos membros 
superiores. Tinha chamuscamento de sobrancelhas e cílios. 
 
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) Está indicada a gasometria arterial de imediato, pois a 
medida da PO2 arterial prevê, com segurança, a 
intoxicação por monóxido de carbono. 
(B) A ansiedade e a agitação do paciente decorrem, com 
certeza, de dor intensa, sendo resolvidas com 
analgésicos em altas doses. 
(C) Os métodos diagnósticos de imagem para avaliação do 
traumatizado não estão indicados. 
(D) As áreas afetadas devem ser lavadas exaustivamente 
com soro gelado para parar o processo de queimadura. 
(E) Está indicada a medida direta da carboxihemoglobina 
no sangue devido à possibilidade de lesão inalatória. 
 
 
QUESTÃO 44 
 
 
Acerca da monitorização de oximetria de pulso no 
atendimento ao traumatizado, assinale a alternativa correta. 
 
(A) O oxímetro de pulso avalia diretamente a pressão 
parcial de oxigênio no sangue arterial (PaO2 ), por isso 
é fundamental durante o atendimento inicial. 
(B) A anemia não interfere nas leituras, por isso a precisão 
do oxímetro de pulso independe do estado 
hemodinâmico do paciente. 
(C) A oximetria de pulso não pode ser usada para avaliar 
os resultados das intervenções terapêuticas instituídas 
para melhorar a oxigenação do paciente. 
(D) O oxímetro de pulso mede e permite monitorar a 
saturação da hemoglobina por oxigênio, auxiliando no 
atendimento. 
(E) O padrão-ouro do atendimento inicial é manter a 
oximetria de pulso em torno de 90%. 
QUESTÃO 45 
 
 
Um paciente, vítima de acidente de moto x carro, 
chegou ao pronto-socorro extremamente agitado, com hálito 
etílico e relato do pré-hospitalar de perda rápida de 
consciência no local. O atendimento inicial foi bastante difícil, 
pois ele não colaborava, gritando de dor na perna. 
Apresentava hematoma subgaleal pequeno em fronte e 
aumento de volume em perna direita, mas sem evidência de 
fratura ao exame clínico. Raio-X de tórax e bacia foram 
normais, sendo solicitados tomografia computadorizada e 
raio-X de perna para completar a investigação diagnóstica. 
Apesar da analgesia, o paciente mantinha-se agitado, quasecaindo da maca por duas vezes, mas respondendo quando 
alguém o interpelava. 
 
Nesse caso hipotético, a conduta mais adequada para o 
paciente será 
 
(A) manter máscara de oxigênio, fazer infusão de glicose 
hipertônica até controlar a agitação, que se deve a seu 
estado etílico, e depois levá-lo para a tomografia 
computadorizada. 
(B) fazer sedação e intubação endotraqueal de imediato 
para levá-lo para a tomografia computadorizada e, a 
seguir, submetê-lo à avaliação do neurocirurgião. 
(C) manter máscara de oxigênio, fazer restrição mecânica 
completa e aguardar a avaliação da psiquiatria, pois se 
trata de uma intoxicação exógena. 
(D) manter máscara de oxigênio, fazer um antipsicótico ou 
um benzodiazepínico para controlar a agitação e fazer, 
o quanto antes, a tomografia computadorizada, 
seguida do parecer do neurocirurgião. 
(E) manter máscara de oxigênio, sedá-lo, fazer sua 
imobilização completa, suspender a tomografia 
computadorizada, pois seu Glasgow era 14, e aguardar 
a avaliação da psiquiatria. 
 
 
QUESTÃO 46 
 
 
No que se refere ao trauma fechado de pâncreas, é correto 
afirmar que o(a) 
 
(A) exame físico seja mais adequado que o mecanismo de 
trauma em caso de suspeita de lesão pancreática no 
trauma abdominal fechado (TAF). 
(B) colangiopancreatografia por ressonância nuclear 
magnética seja melhor que a tomografia 
computadorizada com contraste para avaliação do 
ducto pancreático no TAF. 
(C) amilasemia normal afaste o diagnóstico de lesão 
pancreática no TAF. 
(D) tomografia computadorizada abdominal normal afaste 
o diagnóstico de lesão pancreática no TAF. 
(E) pancreatografia (wirsungrafia) esteja indicada para 
todo paciente com diagnóstico de lesão pancreática 
por TAF. 
SANTA CASA DE SÃO PAULO Aplicação: 2017 
 
ISCMSP/2017 12 
 
QUESTÃO 47 
 
 
Um paciente com trauma cranioencefálico e 
Glasgow 8 foi admitido no pronto-socorro e submetido à 
drenagem de hematoma subdural agudo. Encontra-se agora 
no décimo dia pós-operatório na unidade de terapia 
intensiva, sob ventilação mecânica, já sem droga vasoativa, 
mas em uso de antibioticoterapia por uma broncopneumonia 
aspirativa. 
 
Considerando essa situação hipotética, assinale a alternativa 
correta com relação aos cuidados intensivos para o paciente. 
 
(A) Por se tratar de um TCE grave, está indicado o uso de 
corticosteroides em altas doses para reduzir o edema 
cerebral. 
(B) A profilaxia de tromboembolismo venoso está 
contraindicada devido ao risco de sangramento. 
(C) Deve ser mantido controle glicêmico com glicemia 
entre 100 e 180 mg/dL. 
(D) O paciente deverá ser mantido com nutrição 
parenteral total exclusiva. 
(E) O paciente deverá ser mantido sob pressão expiratória 
final positiva (PEEP) elevada enquanto estiver no 
respirador. 
 
 
QUESTÃO 48 
 
 
Com relação à utilização da ultrassonografia no atendimento 
e no tratamento do traumatizado, assinale a alternativa 
correta. 
 
(A) É um método seguro e eficaz que vem substituindo a 
tomografia computadorizada nos principais protocolos 
de tratamento não operatório de lesões abdominais. 
(B) O objetivo da avaliação da veia cava pela 
ultrassonografia (FAST) é identificar possíveis lesões 
que justifiquem o choque. 
(C) Uma das limitações do e-FAST é a impossibilidade de 
detectar pequenos pneumotórax. 
(D) O e-FAST representa uma nova modalidade de FAST, 
com maior poder de resolução, que visa a identificar 
lesões abdominais, e não apenas líquido livre na 
cavidade. 
(E) Na ultrassonografia estendida para trauma (e-FAST), a 
ausência de deslizamento entre as pleuras parietal e 
visceral é um fator preditivo da presença de 
pneumotórax. 
QUESTÃO 49 
 
 
Um paciente de 52 anos de idade foi admitido no 
pronto-socorro com episódio de hematêmese há 3 h. Refere 
fazer acompanhamento ambulatorial por uma hérnia de 
hiato. Nega episódios anteriores. Após a estabilização clínica 
inicial, foi submetido à endoscopia digestiva alta, que 
mostrou estômago parcialmente herniado para o tórax e 
úlcera, com sinais de sangramento recente na câmara 
gástrica herniada. 
 
Considerando-se essa situação hipotética, é correto afirmar 
que o achado endoscópico se trate de úlcera de 
 
(A) Dieulafoy. 
(B) Amandy. 
(C) Cameron. 
(D) Gardner. 
(E) Litré. 
 
 
QUESTÃO 50 
 
 
Uma paciente de 35 anos de idade foi admitida no 
pronto-socorro com quadro de abdome agudo obstrutivo 
baixo. Tem antecedente de neoplasia de útero (sic). Após 
avaliação pela equipe de cirurgia, foi indicada laparotomia 
exploradora. No intraoperatório, foi encontrada massa 
tumoral de origem uterina, sem plano de clivagem com 
estruturas pélvicas e invadindo o reto baixo, provocando 
distensão de alças a montante desse ponto. 
 
Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que a 
conduta adequada seja 
 
(A) histerectomia e amputação abdominoperineal do reto 
no mesmo tempo cirúrgico. 
(B) ressecção segmentar do reto acima do ponto de 
obstrução, colostomia à Hartmann, deixando a 
amputação do reto e a histerectomia para um segundo 
tempo. 
(C) amputação abdominoperineal do reto, deixando a 
massa uterina para citorredução por quimioterapia e 
posterior cirurgia de resgate. 
(D) encaminhar a paciente para a quimioterapia exclusiva, 
sem conduta intraoperatória, por se tratar de uma 
“pelve congelada”. 
(E) transversostomia em alça, só derivando o trânsito 
intestinal.

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