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Documento Orientador
2024
1
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
SUBSECRETARIA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE DESENVOLVIMENTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO
BÁSICA
Governador
Eduardo Figueiredo Cavalheiro Leite
Vice-governador
Gabriel Souza
Secretária de Estado da Educação
Raquel Figueiredo Teixeira
Secretária-adjunta
Stefanie Henking Eskereski
Subsecretário da Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação
Marcelo Jerônimo Rodrigues Araujo
Diretora do Departamento de Desenvolvimento Curricular da Educação Básica - DECEB
Sherol dos Santos
Diretora-adjunta do Departamento de Desenvolvimento Curricular da Educação
Básica - DECEB
Paula Tatiane de Azevedo
Chefia de Divisão de Educação Infantil e Ensino Fundamental
Rossana Ramos de Aguiar
Chefia de Divisão de Ensino Médio
Kátia Luciane Souza da Rocha
2
Assessores Técnicos Pedagógicos da Subsecretaria de Desenvolvimento da
Educação/DECEB
Airan Abdalla Costa
Aline da Silva Santos Miotto
Ana Paula Bertol Castilho de Souza
Ana Paula Moraes dos Passos
Carla Barbosa
Claudia Ema de Oliveira
Cristiane Rui Dias Marques
Eduardo Almeida
Evelize Domingues da Silva
Glauciane Macari Haupenthal
Karine Marques
Lizélia Moraes Correa
Luana Müller
Mara Susana da Rosa Souza
Maria Carmo Moraes Fernandes
Michelle Inácio Tadielo Borges
Priscila Nunes Pereira
3
SUMÁRIO
Introdução........................................................................................................................................... 5
Objetivo............................................................................................................................................... 6
Público: Inclusão, Respeito e Valorização das Diversidades.......................................................... 6
Organização para o trabalho pedagógico.........................................................................................8
Aprendizagem Constante: Uma proposta em movimentos............................................................ 8
1. Agrupamento de Estudantes por Habilidades Não Consolidadas...................................... 10
2. A Leitura e os Estudos de Aprendizagem Contínua...........................................................12
3. Escuta Ativa e Comunicação Não Violenta........................................................................13
4. Metodologias Ativas...........................................................................................................16
5. Estudante Monitor.............................................................................................................. 17
Avaliação como Evidência de Aprendizagem.............................................................................. 20
O Erro a favor da Aprendizagem............................................................................................22
Atores Pedagógicos........................................................................................................................... 24
Chefia da Divisão Pedagógica da Regional..................................................................................24
Mentor (a).....................................................................................................................................25
Diretor (a)..................................................................................................................................... 26
Supervisor (a) Escolar.................................................................................................................. 27
Orientador (a) Educacional...........................................................................................................28
Cronograma...................................................................................................................................... 32
Referências Bibliográficas............................................................................................................... 33
4
Introdução
A Secretaria Estadual de Educação, por meio da Subsecretaria de Desenvolvimento da
Educação e seu Departamento de Desenvolvimento Curricular da Educação Básica (DECEB),
orienta os Estudos de Aprendizagem Contínua (EAC) com o objetivo de assegurar o direito à
aprendizagem de todos os estudantes matriculados nas escolas do Rio Grande do Sul. Este
documento foi revisado com base nas diretrizes de 2023 e apresenta as adequações nas orientações
para o ano letivo de 2024.
Os EAC caracterizam-se por conjunto de ações contínuas e intencionalmente planejadas
para o desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes a cada trimestre letivo, com um período
de intervenções pedagógicas intensivas ao final de cada trimestre.
A intencionalidade pedagógica dos EAC ampliam as oportunidades de aprendizagens a
todos os estudantes, com especial atenção para aqueles que apresentam aprendizagens
insatisfatórias, uma vez que esse movimento contínuo permite a reavaliação contínua do processo
de aprendizagem do estudante, evidenciando o avanço na caminhada, embasando as intervenções
necessárias e inclusive com a possibilidade de alteração da expressão de resultado a qualquer
momento do ano letivo.
Dessa forma, os EAC compõem-se de dois movimentos contínuos a cada trimestre, que
envolvem planejamento, implementação, avaliação e devolutivas constantes.
Figura 1: Estudos de Aprendizagem Contínua
Fonte: Elaborado pela Assessoria Técnica DECEB/Divisão do EF e EM
5
Objetivo
O objetivo deste projeto é garantir as aprendizagens de todos os estudantes da Educação
Básica e suas Modalidades, tendo como foco a recomposição e/ou recuperação das aprendizagens
de forma contínua ao longo do ano letivo de forma contemplar o desenvolvimento das habilidades
essenciais que precisam ser consolidadas pelos estudantes para continuidade dos seus estudos,
utilizando metodologias que ampliem as possibilidades de aprendizagem.
Público: Inclusão, Respeito e Valorização das Diversidades
Todos os estudantes matriculados na Educação Básica e suas Modalidades participam dos
Movimento 1 e 2 dos EAC, especialmente aqueles cujas habilidades ainda não estão
completamente consolidadas. Todos terão a oportunidade de participar de atividades que visam a
promoção da aprendizagem e serão reavaliados, podendo ter suas notas substituídas ao superar a
defasagem da habilidade avaliada.
Ao oferecer essa oportunidade de reavaliação e substituição de notas, os professores
demonstram um compromisso com a caminhada de cada estudante e reconhecem que o progresso
nem sempre segue um padrão linear. Isso incentiva os estudantes a se dedicarem e a acreditarem
que a nota atribuída não é fixa e que seu desenvolvimento pode ser valorizado ao longo do
processo, respeitando os tempos de aprendizagens de cada um.
Esse processo compreende a pluralidade do público atendido nas escolas da rede pública
estadual, uma vez que exige um olhar atento às diversidades presente na sala de aula e a análise de
diferentes fatores que influenciam na aprendizagem dos estudantes. É importante que os
professores estejam cientes do quanto o clima escolar e o respeito às identidades dos estudantes
são fatores essenciais para o desenvolvimento cognitivo dos mesmos.
Isso significa compreender que as diferentes formas de discriminação se constituem em
violências extremamente nocivas à saúde física e mental de crianças e adolescentes e tem o poder
de afetar negativamente o desenvolvimento e a adaptação das crianças e jovens. As discriminações
raciais, de gênero, o bullying e o cyberbullying, entre outras, são capazes de provocar traumas que
afetam todos os domínios do desenvolvimento: cognitivo, social, emocional, físico, psicológico e
moral.
As escolas são fundamentais na vida das crianças e adolescentes, sendo locais essenciais
para o desenvolvimento de relações e socialização, e por isso desempenham um papel importante
6
na promoção da diversidade cultural e na compreensão da identidade cultural das criançase estes
aspectos não podem estar desvinculados do planejamento dos professores.
Ao avaliar as aprendizagens dos estudantes, é importante verificar se a situação
socioemocional do estudante não tem afetado o seu desempenho acadêmico, pois os traumas
psicológicos, sejam agudos ou crônicos, podem resultar em uma série de sintomas emocionais,
como variações de humor, irritabilidade e ansiedade. Sendo que tais sintomas podem afetar a
autoestima e a confiança dos estudantes, que podem desenvolver crenças negativas sobre si
mesmos, o que pode resultar em baixa autoestima e dificuldades de aprendizagem.
Portanto, a avaliação das aprendizagens deve ser realizada para contemplar o
desenvolvimento das habilidades buscando romper com as imagens negativas disseminadas na
sociedade, especialmente aquelas que prejudicam os negros e os povos indígenas, e estereótipos
relacionados as identidades dos estudantes, tais como: “meninas não sabem matemática”,
“indígenas não falam bem português”, “meninos negros não aprendem por que são teimosos”,
“meninos sempre gostam de futebol”. Bem como contemplar as adequações e flexibilizações
curriculares1 necessárias para garantir acessibilidade curricular aos estudantes público da
Educação Especial, rompendo com estereótipos relacionados a aprendizagem desse público com o
atendimento às especificidades de cada estudante, buscando desenvolver suas habilidades sociais,
o acesso ao conhecimento, à cultura e inclusão na sociedade.
É imperativo que a recuperação e a recomposição das aprendizagens sejam conduzidas com
um olhar sensível e inclusivo, reconhecendo e valorizando a diversidade presente nas salas de
aula. A escola deve ser um espaço de acolhimento e respeito, onde todos os estudantes,
independentemente de suas origens, identidades ou dificuldades, possam desenvolver-se
plenamente.
Os professores têm papel crucial ao garantir que cada estudante tenha a oportunidade de
superar desafios e progredir, promovendo um ambiente de aprendizado seguro e respeitoso. Ao
combater discriminações e estereótipos, as escolas não apenas favorecem o desenvolvimento
1 Adaptação curricular são as modificações no planejamento do ano letivo vigente indicando as metodologias e recursos
necessários para garantir acesso aos estudantes, público da Educação Especial ao processo de escolarização e o
desenvolvimento das competências e habilidades previstas para a etapa. Flexibilização curricular é a revisão do
planejamento do ano letivo vigente com vistas a seleção dos objetivos ou marcos de aprendizagem essenciais aos
estudantes público da Educação Especial de forma que tenham acesso garantido ao processo de escolarização.
7
cognitivo, mas também fortalecem a autoestima e a confiança dos estudantes, preparando-os para
um futuro mais justo e igualitário.
Organização para o trabalho pedagógico
Aprendizagem Constante: Uma proposta em movimentos
Os Estudos de Aprendizagem Contínua (EAC) são uma forma de organizar o aprendizado
dos estudantes em dois movimentos. No Movimento 1, o professor (a) (a), junto com a equipe
escolar, revisa o plano original e propõe novas estratégias para ajudar os estudantes a dominar as
habilidades que ainda não aprenderam. É imprescindível que essas estratégias sejam planejadas
levando em conta as habilidades essenciais para cada etapa do aprendizado. No Movimento 2, o
foco é intensificar as ações para que os estudantes consolidem as habilidades e avancem para o
próximo nível de aprendizado.
Durante esse processo, é preciso analisar os resultados das avaliações feitas pelo professor
(a) no início do trimestre ou semestre e também considerar avaliações externas disponíveis. O
objetivo é criar experiências de aprendizado que desenvolvam as habilidades planejadas,
utilizando métodos que incentivem os estudantes a participarem ativamente, trocarem experiências
e dialogarem entre si possibilitando a consolidação das habilidades.
Além disso, é importante oferecer oportunidades de reavaliação para todos os estudantes,
mesmo aqueles que já demonstraram domínio das habilidades. Isso mostra que o progresso do
estudante é valorizado e que todos têm a chance de melhorar e modificar suas notas ao longo do
tempo. Essa abordagem também leva em consideração as diferentes necessidades e contextos dos
estudantes, incluindo fatores como o ambiente escolar e o respeito à diversidade.
Ao avaliar o desempenho dos estudantes, é fundamental verificar se questões emocionais
ou sociais estão afetando sua aprendizagem, pois podem ter um grande impacto na autoestima e
confiança dos estudantes, afetando seu desempenho acadêmico.
Além disso, é importante combater estereótipos e preconceitos que podem limitar as
oportunidades de aprendizagem, promovendo uma cultura de expectativas elevadas para todos os
estudantes, independentemente de sua origem étnica ou socioeconômica.
Dessa forma, a proposta dos EAC busca garantir uma abordagem equitativa e inclusiva,
onde todos os estudantes têm a oportunidade de desenvolver suas habilidades de maneira
8
adequada e alcançar seu máximo potencial de aprendizado. Isso envolve não apenas aulas
regulares, mas também atividades extracurriculares, liderança estudantil e projetos desafiadores
que permitam aos estudantes crescerem e se desenvolverem plenamente.
Na figura 2, esquematizamos a implementação de ações previstas nos Movimentos 1 e 2
dos EAC , que visam garantir os princípios da equidade neste projeto.
Figura 2: Estudos de Aprendizagem Contínua: Movimento 1 e 2
Fonte: Elaborado pela Equipe do DECEB/Divisão do EMG
Na implementação desta proposta, é importante garantir que os critérios de avaliação
estabelecidos pelos professores sejam transparentes e equitativos, e que os estudantes recebam o
apoio e a atenção necessários para consolidarem as habilidades basilares da série ou ano que estão
matriculados. A execução da proposta dos EAC deve ocorrer trimestralmente, conforme ilustrado
na figura 3:
9
Figura 3: Os Estudos de Aprendizagem Contínua no Trimestre
Fonte: Elaborado pela Equipe do DECEB/Divisão do EF e EM
Nesse contexto, indicamos algumas estratégias a serem utilizadas nesta organização
pedagógica, de acordo com a realidade de cada território.
1. Agrupamento de Estudantes por Habilidades Não Consolidadas
Quando o professor (a) revisa as avaliações realizadas ao longo do trimestre ou semestre,
ele identifica quais habilidades os estudantes já dominaram e quais precisam de mais atenção.
Com base nisso, ele agrupa os estudantes de acordo com seus níveis de aprendizado e oferece
intervenções específicas para cada grupo. Essa prática, conhecida como Agrupamento de
Estudantes por Habilidades não Consolidadas, é uma das estratégias recomendadas para os
Estudos de Aprendizagem Contínua.
Para implementar essa abordagem, o professor(a) utiliza os resultados da avaliação
diagnóstica da turma para agrupar os estudantes conforme as habilidades que precisam
desenvolver. Trabalhar em grupos, conforme a necessidade de recomposição das aprendizagens,
permite atender de forma mais eficaz às necessidades individuais dos alunos, promovendo um
ambiente colaborativo onde cada estudante pode progredir em seu próprio ritmo. Além disso, essa
metodologia facilita o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os estudantes,
enriquecendo o processo de aprendizagem.
10
Esses grupos são formados considerando os diferentes níveis de aprendizado presentes na
turma ou em diferentes turmas, com o objetivo de concentrar esforços nas habilidades essenciais a
serem trabalhadas durante o período, conforme a figura 4:
Figura 4: Passo a Passo para o Agrupamento
Fonte: Elaborado pela Assessoria Técnica DECEB/Divisão do EF e EM
Nesse sentido, orienta-se a proposta de agrupamento de estudantes por habilidades para
recomposição e recuperação das aprendizagens ao longo dos trimestres e/ou semestres com a
seguinte estrutura:
a) A partir das avaliações realizadas ao longo do trimestre e/ou semestre, oprofessor
(a) terá o diagnóstico das aprendizagens dos estudantes;
b) Assim, o professor (a) identificará as habilidades essenciais basilares para o trimestre
e/ou semestre seguintes, mas que ainda não foram consolidadas pelo estudante e
precisam de uma intervenção pedagógica com maior intensidade;
c) O professor (a) organiza os estudantes em grupos de acordo com a habilidade que
precisa ter uma atenção diferenciada para aquele grupo de estudantes de acordo com
os níveis de aprendizagem.
d) O professor (a) faz a intervenção pedagógica para esses grupos, utilizando diferentes
metodologias ativas, oportunizando ao estudante o protagonismo das ações
planejadas sensibilizando-o a esse comprometimento com sua aprendizagem;
11
e) O professor (a) identifica evidências de aprendizagem a partir desta intervenção e
organiza o reagrupamento destes estudantes, permitindo que esse processo seja
cíclico até a consolidação da habilidade basilar imprescindível para o avanço do
desenvolvimento da habilidade com maior complexidade.
Dessa forma, a proposta de agrupamento por habilidades surge como uma abordagem
dinâmica e flexível para a recomposição e recuperação das aprendizagens ao longo dos trimestres
ou semestres. Por meio de um ciclo contínuo de avaliação, diagnóstico e intervenção pedagógica,
os professores têm a oportunidade de identificar lacunas no conhecimento dos estudantes e
oferecer suporte personalizado, concentrando-se nas habilidades fundamentais que precisam ser
fortalecidas. Ao agrupar os estudantes com necessidades semelhantes, os professores podem
implementar estratégias pedagógicas adaptadas, incentivando o protagonismo do estudante em seu
próprio processo de aprendizagem. O ciclo de intervenção e reagrupamento permite que os
estudantes progridam gradualmente, consolidando as habilidades essenciais para avançar em
direção a desafios mais complexos e aprofundados. Essa abordagem, portanto, não apenas
promove a recuperação de aprendizagens fragilizadas, mas também nutre um ambiente de
aprendizagem inclusivo e personalizado, onde cada estudante é apoiado em seu caminho
garantindo a sua aprendizagem.
2. A Leitura e os Estudos de Aprendizagem Contínua
A prática de leitura contribui para que o estudante desenvolva diferentes habilidades de
acordo com a sua idade e com as diferentes fases de desenvolvimento. Reconhecendo isso, é
evidente que investir na formação leitora desde as séries iniciais até o final da Educação Básica é
uma estratégia fundamental para o sucesso dos EAC.
Estimular a proficiência e o prazer pela leitura não apenas amplia o vocabulário e a
compreensão textual, mas também nutre a criatividade, a imaginação e fortalece a habilidade de
expressão verbal e não verbal. A leitura se apresenta como um elemento fundamental na formação
integral dos estudantes, influenciando positivamente o desenvolvimento de habilidades essenciais
para o aprendizado contínuo. Ao incentivar a prática leitora, não apenas se fortalece o domínio da
linguagem e a compreensão textual, mas também se fomenta a criatividade, a memória e a
capacidade crítica.
12
Portanto, a leitura deve ser continuamente incentivada e integrada nas estratégias
pedagógicas, assegurando que todos os estudantes possam se beneficiar plenamente dos seus
inúmeros benefícios ao longo de sua trajetória educacional. As plataformas digitais de leitura
“Elefante Letrado” e “Árvore de Livros”, disponíveis para todos os professores e estudantes da
rede, facilitam o acesso a uma ampla variedade de títulos literários, promovendo assim a
proximidade com a leitura.
3. Escuta Ativa e Comunicação Não Violenta
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece a necessidade das escolas
promoverem as competências socioemocionais por meio do desenvolvimento de habilidades que
respondam à diversidade de emoções experimentadas nas vivências diárias. Nesse contexto, as
competências de linguagem e comunicação possibilitam o desenvolvimento de uma comunicação
não violenta e de uma escuta ativa, resultando em respostas mais conscientes e baseadas nas
percepções do momento, em vez de respostas automáticas e repetitivas.
Dessa forma, a Escuta Ativa e a Comunicação Não Violenta permitem a construção de um
ambiente acolhedor e propício à aprendizagem dos estudantes, favorecendo o desenvolvimento dos
Estudos de Aprendizagem Contínua.
Para ilustrar esse aspecto, enumeramos os principais benefícios da prática da Escuta Ativa
no cotidiano escolar na figura 5:
Figura 5: Benefícios da Escuta Ativa
Fonte: Elaborado pela Assessoria Técnica DECEB/Divisão do EF e EM
13
Para que a prática da Escuta Ativa seja bem-sucedida na escola, é essencial a adoção da
Comunicação Não Violenta. Ambas as práticas são indissociáveis na construção de uma cultura de
paz e, consequentemente, de um ambiente favorável à aprendizagem.
A seguir, apresentamos um quadro (figura 6) que resume o conceito de comunicação não
violenta (CNV), desenvolvido por Marshall Rosenberg. A CNV é uma abordagem comunicativa
que busca promover relações baseadas na empatia e no respeito mútuo, evitando julgamentos e
conflitos. Ao entender e aplicar esses princípios, indivíduos podem melhorar significativamente a
qualidade de suas interações e criar ambientes mais colaborativos e harmoniosos.
Figura 6: Comunicação Não Violenta
Fonte: ROSENBERG, Marshall. Comunicação Não-violenta. SP. Ágora, 2006.
Dessa forma, para orientar estas práticas nas escolas, apresentamos um quadro
comparativo detalhando “O que é” e “O que não é” Escuta Ativa e Comunicação Não
Violenta, respectivamente, nos quadros 1 e 2:
14
Quadro 1: Escuta Ativa
Quadro 2: Comunicação Não Violenta
Em conclusão, a prática da escuta ativa e da comunicação não violenta é crucial para a
recomposição das aprendizagens dos estudantes do ensino básico. A escuta ativa, ao garantir plena
atenção aos estudantes e validar suas preocupações e experiências, estabelece um ambiente de
15
confiança e respeito. A comunicação não violenta, por sua vez, promove interações empáticas e
compreensivas, evitando conflitos e facilitando a colaboração. Com essas abordagens, os
professores identificam mais eficazmente as dificuldades e necessidades individuais dos
estudantes, proporcionando suporte personalizado e criando um ambiente favorável ao
desenvolvimento integral e ao sucesso acadêmico. Portanto, a escuta ativa e a comunicação não
violenta são ferramentas indispensáveis para o aprimoramento dos Estudos de Aprendizagem
Contínua.
4. Metodologias Ativas
O uso de metodologias ativas na recuperação e recomposição de aprendizagens
desempenha um papel fundamental na promoção de uma educação mais eficaz e inclusiva.
Essas abordagens colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem, permitindo
uma participação ativa e engajada na construção do conhecimento. Ao invés de simplesmente
receber informações de forma passiva, os estudantes são desafiados a resolver problemas, colaborar
com os colegas e aplicar conceitos em contextos reais.
O professor (a) assume o papel de facilitador, incentivando a investigação, resolução de
problemas e colaboração. Essas práticas desenvolvem habilidades cognitivas e socioemocionais,
preparando os estudantes para os desafios contemporâneos. São essenciais para um ensino mais
eficiente e inclusivo, exigindo flexibilidade e disposição para mudança por parte dos professores, a
fim de garantir a aprendizagem de todos os estudantes de forma equitativa.
A gamificação, por exemplo, transforma tarefas educacionais em experiências lúdicas,
incentivando a motivação e o interesse dos estudantes.
A resolução de problemas estimula o pensamento crítico e a criatividade, ao mesmo tempo
em que ajuda a identificar lacunas no entendimento do conteúdo.
A sala de aula invertida, por sua vez, permite que os estudantes tenham acesso ao material
antes da aula, facilitando discussões mais profundas e interativas durante o tempo em sala.
Já a rotação por estaçõesoferece variedade e personalização, atendendo às necessidades
individuais de aprendizagem de cada estudantes.
A figura 7, apresenta de forma simplificada algumas sugestões de metodologias ativas
consideradas efetivas na recuperação e recomposição de aprendizagens:
16
Figura 7: Metodologias Ativas
Fonte: Elaborado pela Assessoria Técnica DECEB/Divisão do EF e EM
Ao adotar essas metodologias ativas, os professores possibilitam aos estudantes se
tornarem protagonistas de seu próprio processo educacional, promovendo uma aprendizagem mais
significativa e duradoura. Além disso, essas metodologias permitem uma abordagem personalizada
e adaptativa focada nas necessidades específicas de cada estudante.
Dessa forma, as metodologias ativas não apenas melhoram o desempenho acadêmico, mas
também contribuem para o desenvolvimento de habilidades essenciais para o sucesso pessoal e
profissional no século XXI.
5. Estudante Monitor
A monitoria entre pares é uma estratégia eficaz que impacta positivamente a aprendizagem
dos estudantes. O estudante monitor não só contribui para a melhoria do desempenho escolar dos
colegas, mas também pode influenciar positivamente o desempenho geral da turma. Ele cria uma
dinâmica de aprendizado mais participativa e colaborativa, fortalecendo a prática dos
agrupamentos de estudantes por habilidades a serem recuperadas ou recompostas.
O estudante monitor desempenha um papel importante na recomposição e recuperação de
habilidades fragilizadas e defasagens nas aprendizagens dos colegas. Atuando como facilitador, ele
incentiva a interação e o compartilhamento de diferentes formas de aprender, ajudando os colegas a
compreender melhor as temáticas abordadas. Além disso, o estudante monitor promove um
ambiente colaborativo e de apoio mútuo, essencial para a superação das dificuldades de
17
aprendizagem.
O professor (a) pode contar com o apoio do estudante monitor para identificar e atender às
dificuldades de aprendizagem dos colegas. Monitorar, nesta perspectiva, significa estar
constantemente disponível e sensível às necessidades dos outros estudantes, oferecendo
acolhimento e suporte para que todos possam avançar juntos no processo de aprendizagem.
Recomenda-se que o estudante indicado para atuar como monitor tenha características
como as descritas e representadas na figura abaixo:
● Habilidades Consolidadas: O estudante monitor deve possuir habilidades consolidadas
dos componentes curriculares que irá auxiliar. Isso demonstra sua aptidão de
compreender e dominar as temáticas, o que é essencial para ensinar e ajudar os outros.
● Empatia e Paciência: É crucial que o estudante monitor seja capaz de compreender as
dificuldades dos seus colegas e demonstrar paciência ao explicar os conceitos. A
empatia é fundamental para criar um ambiente de apoio e de compreensão mútuos.
● Comunicação Efetiva: Um bom comunicador é essencial para transmitir informações
de forma elucidativa e compreensível. O estudante monitor deve ter destreza para
explicar conceitos complexos de maneira simples e para responder às dúvidas dos
colegas de forma eficaz.
● Habilidade de Liderança: Demonstrar liderança nas sessões de estudo e motivar os
colegas a participarem ativamente do processo educacional é uma habilidade importante
para um estudante monitor.
● Organização e Responsabilidade: O estudante monitor deve ser organizado para
planejar e conduzir as sessões de estudo de forma eficaz. Além disso, deve ser
responsável e comprometido com o seu papel de auxiliar os colegas no aprendizado.
● Respeito e Tolerância: É essencial que o estudante monitor respeite as diferenças
individuais dos seus colegas e seja tolerante com as dificuldades de aprendizagem de
cada um. Um ambiente de respeito mútuo é fundamental para o sucesso da monitoria
entre pares.
● Flexibilidade e Adaptabilidade: O estudante monitor deve se adaptar às necessidades
individuais dos seus colegas e ajustar suas estratégias de apoio conforme a necessidade.
A flexibilidade é importante para garantir que todos os estudantes se beneficiem da
monitoria
18
Figura 14: Características do Estudante Monitor
Fonte: Elaborado pela Assessoria Técnica DECEB/Divisão do EF e EM
Essas características permitirão ao estudante monitor apoiar de forma eficaz a
aprendizagem dos seus colegas e contribuir para que o objetivo do Programa dos EAC seja
alcançado.
19
Avaliação como Evidência de Aprendizagem
A avaliação em sala de aula é um procedimento que envolve a coleta, síntese e
interpretação de dados, fundamentais para orientar as decisões dos professores no ambiente de
ensino. No decorrer das atividades diárias, os professores estão constantemente reunindo e
analisando informações cruciais para direcionar a administração da sala de aula, adaptar o
planejamento conforme necessário, compreender o progresso dos estudantes e planejar futuras
ações pedagógicas. Todos os dias professores tomam decisões sobre os seus estudantes, o sucesso
de suas orientações e clima da sala de aula, entre outras. Cada uma dessas decisões se baseiam em
algum tipo de evidência. Vejamos uma situação cotidiana, exemplificada por Russell e Airasian:
Hoje foi um dia típico na sala de aula da Sra. Lopez. Além de preparar a sala para
as atividades do dia, colocar o cronograma de trabalho o quadro negro, rever seu
plano de aula, saudar os alunos quando eles entraram na sala, fazer a chamada,
distribuir os materiais, lembrá-los da feira escolar do sábado que vem e monitorar
o refeitório, a Sra. Lopez também realizou as seguintes tarefas:
- deu notas às provas de ciências dos seus alunos sobre planetas;
- completou o relatório de progresso escolar mensal sobre cada aluno de sua
sala;
- mudou Tamika do grupo de leitores intermediários para o de bons leitores;
- decidiu quais tópicos cobrir na lição de matemática de segunda-feira que
vem;
- reuniu-se com o professor de educação especial para rever as acomodações
de que Maurício precisaria para realizar uma prova de múltipla escolha;
- reorganizou o lugar dos alunos para separa Jamal e Ramon e mover a Claudia
para frente, onde ela podia ver melhor o quadro;
- estudou padrões de escrita mais usados para determinar o que enfatizar em
suas aulas;
- na aula de estudos sociais, trocou uma discussão por um trabalho;
- encorajou Jing a reescrever seu texto para corrigir erros de gramática e de
escrita;
- decidiu criar sua própria prova de estudos sociais em vez de usar a prova do
livro didático;
- mandou Ralph para o diretor porque ele xingou uma professora e ameaçou
um colega;
- consultou as notas das provas do ano passado para determinar se a turma
precisava revisar regras básicas de português.
(adaptado de Russell e Airasian, 2014, p. 12-13)
Como pudemos perceber, o dia da Professora Lopez foi repleto de situações em que foi
20
necessário tomar decisões, algumas se referiam a estudantes específicos, outras a turma toda,
algumas se referiam as orientações e reorganização do seu planejamento de aulas, outras sobre a
manutenção do clima na sala de aula e o comportamento dos estudantes. Em comum, essas decisões
têm o fato de que todas estão baseadas em algum tipo de evidência.
Assim como outros excelentes professores, ela constantemente observa, monitora e revisa
o comportamento e o desempenho dos alunos em busca de evidências que auxiliem em suas
decisões. Estas, por sua vez, são utilizadas para estabelecer, organizar e monitorar aspectos
importantes da sala de aula, como aprendizagem dos alunos, interações interpessoais, adaptação
social, conteúdo das aulas e clima da sala de aula. Dessa forma, podemos dizer que professores
realizam avaliações com muitos propósitos, já que devem tomar muitas decisões ao longo de todo
dia na Escola, e para que essas sejam as melhores, dependem de variadas evidências como suporte.
Um dos principais propósitos da avaliação em sala de aula é estabelecer e manter um
ambiente que apoie e desenvolva a aprendizagem dos estudantes. As escolassão ambientes sociais
complexos em que muitas pessoas interagem entre si e em que os professores ocupam o lugar de
mediadores da aprendizagem, especificamente do desenvolvimento de habilidades socioemocionais
e acadêmicas dos estudantes.
As informações da avaliação são usadas para organizar os alunos em uma sociedade
funcional de sala de aula, planejar e executar instruções e monitorar a aprendizagem dos
estudantes. A avaliação é muito mais do que dar provas formais de papel e caneta para os
alunos. (Russell e Airasian, p. 16)
No contexto dos EAC, a avaliação da aprendizagem emerge como um componente
essencial, centrado no protagonismo do estudante. Sob essa perspectiva, a avaliação não é
meramente uma ferramenta para o professor (a), mas sim uma maneira de os estudantes
demonstrarem seu progresso e compreensão. O papel do professor (a), como facilitador do processo
de ensino, é estimular um ambiente que promova o desenvolvimento de cada estudante,
reconhecendo suas individualidades e incentivando sua jornada de aprendizagem.
O propósito de avaliar as aprendizagens pode ser descrito em três fases: a avaliação
diagnóstica (inicial), que ocorre principalmente no início do ano letivo e é usada pelos professores
para conhecer seus estudantes; a avaliação cotidiana, que inclui tanto planejar quanto dar aulas e
avaliações formais, com notas ou outra mensuração, em que se espera que os professores sejam
21
capazes de apontar, quantificar ou atribuir um número ao desempenho dos estudantes. Com isso
podemos afirmar que a avaliação trata-se de um processo contínuo de coletar, sintetizar e interpretar
informações para que os professores possam tomar decisões com relação ao seu planejamento e o
desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes. Estas informações podem ser coletadas com
diferentes instrumentos (produção dos estudantes, observações, questões orais, provas e etc) de
forma que se tenham subsídios suficientes para mensurar e descrever o desempenho dos estudantes
(seja de forma numérica ou descritiva)
Essa abordagem valoriza o desenvolvimento das habilidades fundamentais de acordo com
as diretrizes do Referencial Curricular Gaúcho. Um planejamento cuidadoso considera não apenas
os objetivos educacionais, mas também uma avaliação contínua da turma, adaptando as atividades
ao nível de compreensão dos estudantes. Assim, a avaliação da aprendizagem se torna intrínseca à
construção do conhecimento, fornecendo insights valiosos tanto para a classificação quanto para o
diagnóstico. Dentro dessa perspectiva, a avaliação da aprendizagem em sala de aula é vista como
um componente fundamental, alinhado às necessidades individuais dos estudantes, abrangendo
aspectos etários, psicológicos e curriculares.
É imprescindível que o processo avaliativo represente a excelência educacional almejada
para todos os estudantes, incentivando o professor (a) a aspirar a um ensino que oportunize a cada
estudante alcançar seu máximo potencial. Isso implica em uma variedade de atividades avaliativas
que promovam a criatividade, a ludicidade e a intencionalidade pedagógica, refletidas em aulas
diversificadas baseadas em metodologias ativas e uma variedade de instrumentos avaliativos. Em
suma, a avaliação da aprendizagem é uma via de mão dupla, na qual os estudantes demonstram seu
progresso e os professores ajustam sua prática para atender às necessidades individuais de cada
estudante.
O Erro a favor da Aprendizagem
Na abordagem do "Erro a favor da Aprendizagem", a avaliação assume um papel dinâmico
e colaborativo, onde o professor (a) atua como um guia no percurso educacional dos estudantes,
constantemente ajustando o planejamento para garantir que todos desenvolvam as habilidades
essenciais e consolidem as aprendizagens.
Nessa perspectiva, o erro é encarado como parte integral do processo de aprendizagem,
representando uma oportunidade para inclusão, desconstrução, construção e ressignificação dos
22
saberes. Em vez de ser visto como um fracasso, o erro é valorizado como um elemento essencial
para o progresso da aprendizagem dos estudantes.
Ao invés de simplesmente corrigir os erros, o professor (a) atua como um facilitador,
incentivando os estudantes a refletirem sobre seus equívocos, identificarem suas causas e buscarem
soluções. Dessa forma, os estudantes se fortalecem como protagonistas de seu próprio aprendizado,
assumindo um papel ativo na construção do conhecimento.
A avaliação, portanto, não se limita a atribuir notas ou classificações, mas sim a fornecer
feedback construtivo que orienta o processo de aprendizagem. O foco está na progressão individual
de cada estudante, na identificação de seus pontos fortes e áreas de melhoria, e no estímulo ao
desenvolvimento contínuo.
Em suma, na perspectiva do "Erro a favor da Aprendizagem", a avaliação é um
instrumento poderoso para promover a autonomia, a reflexão e o crescimento dos estudantes,
valorizando seu protagonismo e contribuindo para uma educação mais inclusiva e significativa,
trazendo à tona a evidência da aprendizagem.
O infográfico abaixo apresenta a dinâmica do Erro a favor da Aprendizagem:
Figura 7: O Erro a favor da Aprendizagem
Fonte: Elaborado pela Assessoria Técnica DECEB/Divisão do EF e EM
23
Atores Pedagógicos
Para que possamos garantir a recuperação e a recomposição das aprendizagens dos
estudantes, a partir dos Estudos de Aprendizagem Contínua, é importante o engajamento de toda a
equipe escolar e sua rede de apoio, dessa forma descrevemos abaixo como cada um dos Atores
Pedagógicos envolvidos devem atuar nesse processo.
Chefia da Divisão Pedagógica da Regional
As chefias da Divisão Pedagógica das Coordenadorias Regionais de Educação deverão:
● Disseminar as diretrizes educacionais referentes aos EAC aos mentores e gestores
escolares;
● Monitorar e acompanhar os dados sobre o rendimentos dos estudantes inseridos no
Sistema de Informatização da Secretaria da Educação (ISE) das escolas de sua
abrangência ao longo dos trimestres;
● Analisar os resultados das escolas de sua abrangência provenientes das ações dos EAC e
discutir as ações de intervenções pedagógicas com o Departamento de
Desenvolvimento Curricular da Educação Básica para implementação, nas escolas de
sua abrangência;
A figura 8, abaixo, apresenta as principais atribuições desse ator pedagógico e como elas
se inter-relacionam:
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Figura 8: Chefias Pedagógicas
Fonte: Elaborado pela Assessoria Técnica DECEB/Divisão do EM
Mentor (a)
Os Mentores deverão:
● Acompanhar o supervisor orientando e apoiando as ações relativas ao EAC;
● Apropriar-se das orientações dos EAC para 2024 dadas pela SEDUC;
● Apoiar a Equipe Gestora no planejamento de estratégias para engajamento dos
professores na realização das avaliações diagnósticas;
● Apoiar a Supervisão no planejamento de estratégias para análise dos resultados das
avaliações diagnósticas, bem como orientações às intervenções pedagógicas oriundas
desses resultados;
● Apoiar a Equipe Gestora e a Supervisão no planejamento das ações dos Movimentos 1 e
2 dos EAC ao longo dos trimestres;
A figura 9 apresenta um compilado das atribuições dos Mentores de modo a sistematizar o
seu papel nos EAC.
Figura 9: Atribuições dos Mentores
Fonte: Elaborado pela Assessoria Técnica DECEB/Divisão do EM
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Diretor (a)
Os diretores deverão:
● Orientar e acompanhar as ações realizadas sobre os EAC na escola;
● Proporcionar à comunidade escolar momentos de discussão e informações acerca dos
EAC;
● Apoiar a Supervisão e a Orientação em relação às ações dos EAC.
● Participar das etapas do Conselho de Classe oferecendo apoio aos atores pedagógicos
envolvidos nessa ação;
● Apoiar a organização da Parada Pedagógica, de modo que essa seja um momento
específico e intencional de discussões e planejamento das ações de intervenções
pedagógicas intencionais que irão ocorrer no Movimento 2 dos Estudos de
Aprendizagem Contínua;
● Mediar e resolver conflitos entre os membros doconselho, facilitando a comunicação e
na solução de questões relacionadas ao progresso dos estudantes durante os EAC.
● Organizar reuniões para alinhamentos entre a equipe pedagógica (Supervisão e
Orientação) para garantir o desenvolvimento das ações previstas nos EAC;
● Apoiar a Supervisão no planejamento das ações dos EAC com os professores;
A figura 10 apresenta um compilado das atribuições dos Mentores de modo a sistematizar
o seu papel nos EAC.
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Figura 10: Compilado das Atribuições dos Diretores
Fonte: Elaborado pela Assessoria Técnica DECEB/Divisão do EM
Supervisor (a) Escolar
Ao Supervisor Escolar, com apoio da CRE e da equipe diretiva e pedagógica da escola,
cabe:
● Selecionar, juntamente com os professores, as habilidades priorizadas a serem
desenvolvidas em cada trimestre/semestre, considerando os relatórios de conselhos de
classe, sistematizando os dados, retomando os apontamentos e reflexões sobre as
possíveis intervenções e estratégias pedagógicas;
● Orientar os professores para a elaboração e aplicação da avaliação diagnóstica a partir
das habilidades priorizadas;
● Orientar e subsidiar o planejamento dos professores, garantindo o uso de metodologias
ativas, agrupamentos e o desenvolvimento das competências socioemocionais.
● Acompanhar a execução do planejamento dos professores e realizar intervenções de
gestão pedagógica quando necessário;
● Analisar, juntamente com os professores, os resultados das devolutivas disponibilizadas
pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação - CAEd que dá o acesso aos
gestores, professores e à equipe pedagógica para compreenderem e utilizarem os
resultados produzidos no contexto das avaliações da rede;
● Mobilizar os professores, os estudantes e toda a comunidade escolar no processo de
recomposição, recuperação e consolidação de aprendizagem, proporcionando momentos
de discussão e informações acerca dos EAC;
● Acompanhar e monitorar, juntamente com o Orientador Educacional, os estudantes que
retornaram da Busca Ativa e que apresentam, baixo rendimento escolar, evitando o
abandono;
● Organizar reuniões para alinhamentos entre a equipe pedagógica (Supervisão Escolar e
Orientação Educacional) com os professores;
● Orientar e acompanhar a participação de estudantes monitores para auxiliar os colegas
na compreensão das temáticas abordadas;
● Preencher o Relatório de Conselho de Classe, com o apoio do Orientador Educacional.
● Organizar a pauta do pré-conselho, em conjunto com o Orientador Educacional,
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garantindo a participação da equipe docente da escola, a fim de discutir os dados de
avaliação dos estudantes para analisar os fatores que influenciam no desempenho da
aprendizagem e frequência dos estudantes, bem como, combinar as ações que serão
desenvolvidas no Movimento 2 dos Estudos de Aprendizagem Contínua.
● Planejar a Parada Pedagógica, de modo que essa seja um momento específico e
intencional de discussões e planejamento das ações de intervenções pedagógicas
pontuais que irão ocorrer no Movimento 2 dos Estudos de Aprendizagem Contínua.
A figura 11 apresenta um compilado das atribuições do(a) Supervisor (a) de modo a
sistematizar o seu papel nos EAC:
Figura 11: Supervisor(a)
Fonte: Elaborado pela Assessoria Técnica DECEB/Divisão do EM
Orientador (a) Educacional
O Orientador Educacional deve, com apoio da equipe diretiva e pedagógica da escola,
realizar as seguintes ações:
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● Motivar o estudante desenvolvendo as competências socioemocionais, através de
atendimento coletivo ou individual;
● Orientar e subsidiar, durante o planejamento do professor (a) (a), o desenvolvimento das
competências socioemocionais;
● Planejar ações de Busca Ativa, conforme o Protocolo de Busca Ativa, garantindo a
frequência mínima dos estudantes;
● Acompanhar e monitorar os estudantes que retornaram da Busca Ativa e que
apresentam baixo rendimento escolar, evitando abandono e mantendo o estudante na
escola;
● Encaminhar os estudantes que apresentarem dificuldades socioemocionais ou de
aprendizagem, realizando os devidos trâmites junto à família, CAPS e/ou outras
entidades específicas para cada caso;
● Apoiar o supervisor escolar no preenchimento do Relatório de Conselho de Classe;
● Participar de todas as etapas do Conselho de Classe oferecendo suporte aos professores,
compartilhando informações sobre estratégias de ensino e intervenções para atender às
necessidades individuais dos estudantes acordadas previamente com o Supervisor
Escolar;
● Mediar e resolver conflitos entre os membros do conselho, facilitando a comunicação e
na solução de questões relacionadas ao progresso dos estudantes durante os EAC.
A figura 12 apresenta um compilado das atribuições do(a) Orientador (a) de modo a
sistematizar o seu papel nos EAC:
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Figura 12: Orientador Educacional
Fonte: Elaborado pela Assessoria Técnica DECEB/Divisão do EF e EM
Professores
Os professores deverão:
● Planejar a partir das habilidades priorizadas a serem desenvolvidas em cada trimestre/
semestre, considerando agrupamentos, o uso das metodologias ativas e o
desenvolvimento das competências socioemocionais;
● Sempre que necessário realizar reflexões sobre o planejamento e sua eficácia na
recomposição da aprendizagem durante os Movimentos 1 e 2 dos EAC;
● Com o apoio do Supervisor elaborar as intervenções pedagógicas que serão
desenvolvidas durante os EAC;
● Elaborar a avaliação diagnóstica da turma no início de cada trimestre;
● Analisar, juntamente com o supervisor, os resultados das devolutivas disponibilizadas
pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação - CAEd que dá o acesso aos
gestores, professores e à equipe pedagógica para compreenderem e utilizarem os
resultados produzidos no contexto das avaliações da rede;
● A cada trimestre, priorizar as habilidades que ainda precisam ser desenvolvidas para
recomposição e recuperação das aprendizagens, considerando o desenvolvimento de
cada estudante;
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● Viabilizar a participação do Estudante Monitor a fim de apoiar os colegas na
compreensão das temáticas abordadas;
● Elaborar instrumentos de coleta de evidência de aprendizagens diversificados que
possibilitem identificar as habilidades que ainda precisam ser consolidadas;
● Registrar no Diário online no período previsto para o Movimento dois (2) “Estudos de
Aprendizagem Contínua".
A figura 13 apresenta um compilado das atribuições dos professores de modo a
sistematizar o seu papel nos EAC:
Figura 13: O papel dos professores nos EAC
Fonte: Elaborado pela Assessoria Técnica DECEB/Divisão do EF e EM
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Cronograma
As ações que envolvem os Estudos de Aprendizagem Contínua são compostas pelos
Movimentos 1 e 2:
● Movimento 1: Diagnóstico e proposição de ações de intervenções pedagógicas
intencionais a serem desenvolvidas durante o trimestre no contexto da sala de aula
ou fora da sala de aula.
● Movimento 2: ocorrerá em um período específico, ao final de cada trimestre, ou,
no caso das modalidades semestrais EJA e Curso Normal Aproveitamento de
Estudos, a cada semestre. Suas ações são pontuais, específicas e integradas com as
discussões e ações deliberadas entre o pré-conselho de Classe, a Parada Pedagógica, o
Conselho Participativo e o Conselho de Classe Trimestral.
Cronograma Anual Fixo para toda rede estadual:
1º trimestre: 06 a 17/05
2º trimestre: 26/08 a 06/09
3º trimestre: 09 a 17/12
Cronograma Modalidades Semestrais:
1º semestre: 24/06 a 05/07
2º semestre: 09/12 a 17/12
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Referências Bibliográficas
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.
Brasília, DF: Presidência da República, [2016]. Disponível em:
 Acesso em: 5 de maio de
2023.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.
BRASIL. Resolução Conselho Nacional de Educação nº 04, de 13 de julho de 2010. Dispõe
sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais Geraispara a Educação Básica. Disponível em:
 Acesso
em: 05/05/2023.
RIO GRANDE DO SUL. Portaria SEDUC RS n.º 305/2022, de 30 de dezembro de 2022. Dispõe
sobre a regulamentação do registro da expressão dos resultados de avaliação de aprendizagem dos
estudantes da Rede Estadual de Ensino do Rio Grande do Sul. Disponível em: Acesso em: 08/05/2023
RIO GRANDE DO SUL. Portaria SEDUC RS n.º 38/2023, de 24 de fevereiro de 2023. Dispõe
sobre a Alteração da PORTARIA SEDUC/RS nº 305/2022, que regulamenta o registro da expressão
dos resultados de avaliação de aprendizagem dos estudantes da Rede Estadual de Ensino do Rio
Grande do Sul . Disponível em: Acesso
em: 08/05/2023.
RUSSELL, Michael K. AIRASIAN, Peter W. Avaliação em sala de aula: conceitos e aplicações.
Porto Alegre: AMGH, 2014.
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https://ceed.rs.gov.br/upload/arquivos/202001/17150156-20150902110926pare-0545.pdf

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