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História do Pensamento Administrativo Os fundamentos da Administração UM ADMINISTRADOR COMPETENTE DEVE: •Reunir informações da formação acadêmica para construir sua base profissional. •Estudar, observar e adotar comportamentos exigidos pelo mercado. •Desenvolver adrões técnicos próprios e mantenha-se atualizado na área profissional para crescer continuamente. •Estar preparado para se adaptar às mudanças na administração moderna. ADMINISTRAÇÃO E ORGANIZAÇÃO Henri Fayol definiu Administração Henri Fayol definiu Administração como um processo que envolve como um processo que envolve planejamento,organização, planejamento,organização, direção, coordenação e controle, direção, coordenação e controle, originando a ciência da originando a ciência da Administração.Administração. Sim, há diferença entre organização e administração. Administrar é uma ação, organização é um objeto; ambas se complementam. Uma organização só alcança seus propósitos se for bem administrada, e a administração requer um mínimo de organização. ORGANIZAÇÃOORGANIZAÇÃO Nossa definição formal de organização é uma entidade social composta por duas ou mais pessoas, com o objetivo de atingir resultados e tarefas divididas entre os membros, seja com fins lucrativos ou não. ADMINISTRAÇÃOADMINISTRAÇÃO Administração envolve a direção e subordinação de tarefas em grupos, como em empresas e entidades governamentais. É o processo de tomar decisões sobre objetivos e recursos para alcançar metas. É possível considerar a Administração uma arte? Sim, "a administração é a arte de alcançar resultados através das pessoas, conferindo direção e liderança na organização" - Mary Parker Follett. POR QUE SÃO IMPORTANTESPOR QUE SÃO IMPORTANTES AS ORGANIZAÇÕES?AS ORGANIZAÇÕES? A administração e as organizações são essenciais na sociedade industrializada, reunindo conhecimento, pessoas e recursos para realizar tarefas complexas. Sem elas, atividades como voos aéreos, geração de eletricidade e produção de bens de consumo em massa seriam inviáveis. UMA ORGANIZAÇÃO PRECISAUMA ORGANIZAÇÃO PRECISA TRABALHAR COM EFICIÊNCIATRABALHAR COM EFICIÊNCIA A eficiência organizacional está relacionada com a qualidade dos recursos utilizados para atingir objetivos, enquanto a eficácia refere-se ao grau de sucesso na realização desses objetivos, proporcionando produtos ou serviços valorizados pelos clientes. O objetivo final dos administradores é atingir alto desempenho, alcançando os objetivos da organização de maneira eficiente e eficaz. O PAPEL DO ADMINISTRADOR NAS ORGANIZAÇÕES O autor Peter Drucker define o papel do administrador como direcionar a organização, fornecer liderança e tomar decisões para alcançar metas usando recursos disponíveis. O administrador deve prever resultados, definir objetivos, distribuir tarefas e responsabilidades, criar uma estrutura organizacional e atribuir competências à equipe. Uma vez definidos os objetivos e metas, o administrador lidera, motiva e coordena esforços para garantir a sinergia entre os envolvidos. O controle das tarefas e a avaliação dos resultados em relação aos objetivos definidos são etapas finais do processo de gestão. História do Pensamento Administrativo Os desafios da administração no mundo de hoje O PROCESSO ADMINISTRATIVO ENVOLVE TOMAR DECISÕES SOBRE VÁRIAS QUESTÕES. Quais recursos estão disponíveis para serem utilizados (pessoas, informação, tecnologia, dinheiro, conhecimento, equipamentos, etc.)? Como empregar esses recursos? Quando usar esses recursos? Onde utilizar esses recursos? Em quais atividades? Quais são os objetivos a serem alcançados? Quantos desses objetivos realmente serão alcançados? Quando serão atingidos? Por que é necessário alcançá-los? Os problemas de administração são universais, e os profissionais da área precisam atualizar-se constantemente, não apenas com instrumentais teóricos administrativos, mas também em referenciais teóricos relacionados à relação interpessoal, habilidades de liderança e estabelecimento de novos modelos profissionais. Os problemas de administração são universais, e os profissionais da área precisam atualizar-se constantemente, não apenas com instrumentais teóricos administrativos, mas também em referenciais teóricos relacionados à relação interpessoal, habilidades de liderança e estabelecimento de novos modelos profissionais. É essencial aprender continuamente sobre liderança e administração, pois o mundo empresarial é complexo demais para ser reduzido a fórmulas fixas. Tanto mestres quanto aprendizes devem adaptar modelos existentes e desenvolver novos pensamentos para lidar com as diversas realidades da administração. Theodore Levitt, professor de Harvard, destacou a complexidade da Administração e seus desafios em um mundo em constante mudança. Os desafios enfrentados pelos administradores, desde presidentes de grandes corporações até gerentes de pequenas empresas, são diversos em tipos. • DESAFIOS TECNOLÓGICOS:• DESAFIOS TECNOLÓGICOS: como introduzir as novas tecnologias nos processos administrativos com rapidez, fl exibilidade e economicidade? • DESAFIOS SOCIAIS E HUMANOS• DESAFIOS SOCIAIS E HUMANOS como dirigir pessoas e grupos diversos, competências distintas, experiências singulares e provenientes de países e culturas diversas? • DESAFIOS DE MERCADO:• DESAFIOS DE MERCADO: como satisfazer as necessidades e desejos de clientes? • DESAFIOS DE NEGÓCIO:• DESAFIOS DE NEGÓCIO: como gerar lucros e dividendos para acionistas, empregados e parceiros? •DESAFIOS COMUNITÁRIOS•DESAFIOS COMUNITÁRIOS como relacionar-se bem com a comunidade e contribuir para seu desenvolvimento? • DESAFIOS AMBIENTAIS:• DESAFIOS AMBIENTAIS: como produzir sem causar danos ao meio ambiente? Como promover a sustentabilidade? • DESAFIOS GLOBAIS:• DESAFIOS GLOBAIS: como administrar global e localmente ao mesmo tempo? • DESAFIOS DE INOVAÇÃO:• DESAFIOS DE INOVAÇÃO: como criar produtos, processos e sistemas inovadores? Como agregar valor aos clientes? Como desenvolver produtos personalizados? • DESAFIOS CONCORRENCIAIS:• DESAFIOS CONCORRENCIAIS: como superar os concorrentes? Como adquirir vantagens competitivas permanentes? • DESAFIOS ÉTICOS E SOCIAIS:• DESAFIOS ÉTICOS E SOCIAIS: como gerenciar eticamente o negócio e tornar-se uma empresa socialmente responsável? História do Pensamento Administrativo As funções administrativas Até agora, você aprendeu sobre Administração e o papel do administrador nas organizações. Os desafios impostos demandam funções administrativas: planejamento, organização, liderança e controle. PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO Planejamento é essencial para definir metas e recursos necessários para o desempenho organizacional. A falta de planejamento pode afetar a empresa, levando à perda de mercado e até à dispensa de administradores. É crucial para a sobrevivência empresarial no mundo globalizado atual. ORGANIZAÇÃOORGANIZAÇÃO Organização empresarial: coordenar recursos humanos, financeiros e materiais de acordo com o planejamento. Requer designação de tarefas, agrupamento em departamentos e constante reorganização para se adaptar ao mercado. Exemplo: sandálias Havaianas. A empresa mudou seu público-alvo e estratégias de marketing para se adaptar à concorrência, tornando-se uma marca de sandálias chique e fashion. Mudanças constantes são essenciais para superar desafios de mercado e evitar falências de empresas. A ineficiência no planejamento e organização pode levar ao declínio empresarial. LIDERANÇALIDERANÇA Assumir liderança é fundamental para motivar os funcionários a atingir metas organizacionais, moldar culturas e transmitir objetivos, sendo essencial para o sucesso do negócio em um ambiente de incertezas e competição. Nenhuma empresa pode prescindir de verdadeiros líderes atuando em suas fileiras. O sucesso de um líder depende do esforço e interesse demonstrado por seus colaboradores, além das habilidades de liderança. CONTROLECONTROLEO controle é a quarta função no processo administrativo. Significa monitorar as atividades dos colaboradores, verificar se a empresa está seguindo na direção correta em direção aos seus objetivos e corrigir quando necessário. Os gestores precisam garantir que a empresa esteja progredindo em direção aos seus objetivos. As novas tendências empresariais favorecem a confiança nos colaboradores e o autocontrole, reduzindo a supervisão direta dos gestores. Alguns sistemas de controle baseiam- se na crença de que as pessoas tomarão decisões corretas com informações adequadas. Treinamentos e programas de valores são usados para garantir altos padrões de desempenho. O controle é realizado através de relatórios de acompanhamento e avaliação das ações, monitoramento de vendas e do orçamento. Como você viu, as funções administrativas estabelecem parâmetros essenciais para o êxito de uma organização. Sem elas, há uma grande tendência à desordem e ao insucesso. Porém, para que essas funções sejam exercidas propriamente, é preciso que o administrador possua (ou adquira) habilidades específi cas, sem as quais se torna extremamente ! difícil obter os resultados esperados. História do Pensamento Administrativo Habilidades específicas ao profissional da administração O trabalho de um administrador é complexo e requer habilidades conceituais, humanas e técnicas. Essas habilidades são essenciais em todos os níveis da organização para uma gestão eficaz. HABILIDADES CONCEITUAISHABILIDADES CONCEITUAIS Habilidade conceitual é a capacidade de visualizar a organização como um todo, entender as inter-relações entre suas partes e pensar estrategicamente, com uma visão ampla e de longo prazo. As habilidades conceituais são essenciais para administradores de alto escalão, permitindo a compreensão de elementos significativos e padrões amplos. Desenvolvê-las é crucial para assumir posições de liderança e lidar com decisões estratégicas, alocação de recursos e inovação. Administradores que não as desenvolvem podem ter sua progressão limitada na hierarquia empresarial. HABILIDADES HUMANASHABILIDADES HUMANAS A habilidade humana do administrador envolve trabalhar eficazmente com pessoas diversas, motivando, facilitando a comunicação e resolvendo problemas, permitindo a participação dos colaboradores. Administradores eficazes incentivam, facilitam, treinam e educam, desenvolvendo habilidades em colaboradores sem criar concorrência. Isso gera confiança e admiração na organização. HABILIDADES TÉCNICASHABILIDADES TÉCNICAS Habilidade técnica envolve proficiência em tarefas específicas, incluindo domínio de métodos, técnicas e equipamentos. Requer conhecimento especializado, capacidade analítica e uso competente de instrumentos para resolver problemas na área específica. as habilidades técnicas são cruciais nos níveis iniciais de uma organização, levando muitos gerentes a serem promovidos com base nelas. Entretanto, à medida que avançam na hierarquia, as habilidades humanas e conceituais se tornam mais relevantes em comparação às habilidades técnicas. Na alta administração, predomina o exercício das habilidades conceituais (elaboração de planos estratégicos, formulação de estratégias, ncepção de novos modelos de negócio e de gestão). gerência média, prevalecem as habilidades humanas (liderança, trabalho de equipe, desenvolvimento de pessoas, gestão de talentos etc.). Na chefi a operacional, são mais importantes as habilidades técnicas (implantação das ações, supervisão do trabalho a ser executado etc.). O maior desafio é motivar as pessoas para o alto desempenho, criar um clima organizacional propício para o trabalho em equipe, incentivar comportamentos cooperativos, criar sinergias por meio dos trabalhos de grupo, criar um propósito comum e transformá-lo em visão e missão, e difundir ambos em toda a organização. Os administradores usam as habilidades conceituais, humanas e técnicas para desempenhar as quatro funções administrativas de planejamento, organização, liderança e controle em todas as empresas, pequenas e grandes, manufatureiras e de serviços, com e sem fi ns lucrativos. Mas nem todos os trabalhos administrativos são iguais. Os administradores são responsáveis por diferentes departamentos, trabalham em diferentes níveis de hierarquia e encontram diferentes exigências para alcançar bons desempenhos História do Pensamento Administrativo CONCLUSÃOCONCLUSÃO A Administração é um misto de ciência e arte; ciência porque seu exercício é pautado por princípios, técnicas e conhecimentos, e arte porque exige do administrador o uso da sua intuição e sensibilidade, pois nem sempre dispõe de dados e informações sufi cientes para a tomada de decisões. O administrador deve estudá-las cientifi camente, mas nunca deve esquecer que suas teorias não são aplicáveis, em qualquer contexto, com resultados previsíveis. O administrador tem um importante papel a cumprir. É ele que “dá direção à organização” e assegura o seu bom desempenho, que pode ser mensurado em termos de eficiência e eficácia. História do Pensamento Administrativo Da produção artesanal à produção industrial DOS ESCRAVOS AOS BURGUESESDOS ESCRAVOS AOS BURGUESES O Império Romano buscava conquistar e colonizar novos territórios, mas a relação era de subordinação direta, com os romanos ocupando altos cargos públicos e os povos colonizados enfrentando perda de liberdade e altos impostos. Com sua decadência no século V d.C., devido a invasões bárbaras e más políticas econômicas, a Europa viu baixa densidade populacional e desenvolvimento urbano. Os povos bárbaros dominaram a Europa Medieval, levando à ascensão do feudalismo, onde os senhores feudais exerciam poder político sobre os servos, que eram explorados e obrigados a prestar serviços e tributos. No entanto, o surgimento de burgos e burgueses representou uma ruptura com as relações servis, permitindo uma atividade econômica mais diversificada e o surgimento de profissionais autônomos. DO SERVO AO ARTESÃODO SERVO AO ARTESÃO Nos burgos, ao contrário dos feudos, surgiram profissionais cujas habilidades permitiam o comércio de produtos essenciais, garantindo-lhes status na comunidade. Com as corporações de ofício na alta Idade Média, houve uma especialização na produção de bens e uma transição da produção de subsistência feudal para uma economia de troca, onde o excedente de produção era oferecido no mercado regional para troca e venda. As corporações de ofício eram associações de profissionais na Idade Média que regulavam o mercado de trabalho e promoviam a especialização na produção de bens. E A ADMINISTRAÇÃO, JÁ EXISTIA? Sim, naquela época, a Administração existia e se baseava na adoção de controles contábeis- financeiros para registrar a movimentação de mercadorias entre regiões. Sua maior importância estava na organização da produção artesanal pelas corporações e nos ganhos obtidos pela comercialização dos produtos. DO ARTESÃO AO OPERÁRIODO ARTESÃO AO OPERÁRIO Durante o período das corporações de ofício, a produção industrial era controlada pelas oficinas e o comércio era limitado a associações regionais. Isso resultava em CARTELIZAÇÃO da produção, limitando a evolução tecnológica e restringindo o crescimento econômico, pois a produtividade estava ligada apenas ao consumo local. Inicialmente, o escambo era a prática econômica predominante, mas com o aumento do consumo e das trocas inter-regionais, o comércio se fortaleceu. Com o aumento da demanda, as oficinas tradicionais foram ampliadas e transformadas em fábricas para atender ao mercado consumidor. A produção nessas fábricas ganhou escala e ritmo intenso. O surgimento das fábricas levou à divisão do trabalho, criando novas categorias de trabalhadores responsáveis por diferentes partes da produção, como coleta de matéria-prima e separação de materiais. CARTELIZAÇÃO Um cartel é uma associação entre empresas do mesmo ramode produção para dominar o mercado e disciplinar a concorrência, fixando preços uniformizados em níveis altos e estabelecendo cotas de produção. Isso ocorre em setores como o comércio de combustíveis, onde postos de gasolina de diferentes distribuidoras combinam os mesmos preços de venda para manter os lucros elevados e limitar a competição. Cartelização, no contexto atual, refere-se à impossibilidade de concorrência e expansão comercial da produção artesanal, impedindo novas trocas entre produtos de diferentes regiões. DAS OFICINAS PARA AS FÁBRICASDAS OFICINAS PARA AS FÁBRICAS O aumento do consumo demandou maior produção, impulsionando a criação de máquinas para aumentar a produtividade. A urbanização e o comércio entre cidades contribuíram para essa demanda crescente. A mecanização substituiu parte da mão-de-obra artesanal, resultando em tarefas simplificadas e padronizadas, que podiam ser executadas por trabalhadores sem qualificação específica. Isso levou ao desaparecimento dos ofícios e à diminuição do status social dos trabalhadores especializados.A competição por empregos intensificou-se com o desaparecimento das unidades domésticas de produção, dando lugar a operários e máquinas nas fábricas, marcando o início da Revolução Industrial na Europa dos séculos XVIII e XIX. Isso resultou em produção coletiva em massa, lucro e acúmulo de capital, com os capitalistas substituindo a aristocracia como os novos líderes econômicos. A independência do artesão foi substituída pelo domínio do capitalista sobre o trabalho humano, inaugurando o capitalismo industrial. História do Pensamento Administrativo Manufatura x Industrialização: Características dos modos de produção As principais diferenças entre o sistema artesanal e o sistema industrial moderno incluem o nível de produção, sendo o artesanal em pequena escala e o industrial em grande escala. Além disso, há outras diferenças substanciais entre a manufatura e a produção em massa, que serão destacadas nos quadros a seguir. Processo artesanal • trabalhadores altamente qualificados; • uso de ferramentas manuais; • fabricação de cada produto de acordo com as especificações do comprador; • os produtos são feitos um de cada vez Produção em massa • profissionais especializados projetam produtos que serão fabricados por trabalhadores não-qualificados ou semiqualificados, operando equipamentos caros e de finalidades específicas; •são produzidos artigos padronizados em grande quantidade Na produção artesanal, os produtos são feitos por encomenda, um de cada vez, utilizando ferramentas manuais. O artesão domina todo o processo produtivo, resultando em mercadorias com preços geralmente elevados, pois a produção é considerada uma forma de arte. PRODUÇÃO ARTESANALPRODUÇÃO ARTESANAL Na produção em massa, os produtos são fabricados em série e em grandes quantidades, de forma padronizada. Os trabalhadores são divididos em postos ao longo da linha de produção, sendo responsáveis por uma ou duas tarefas. Diferentemente da produção artesanal, onde o trabalho é especializado, os trabalhadores na produção industrial são não qualificados ou semiqualificados, com conhecimento limitado do processo de produção e realizam tarefas rotineiras e repetitivas. PRODUÇÃO EM MASSAPRODUÇÃO EM MASSA Na produção em massa, as mercadorias têm um preço mais baixo e acessível à maioria da sociedade devido à produção em grandes quantidades, o que reduz os custos. As peças são feitas de forma padronizada e idêntica, utilizando máquinas, e seguindo um processo de produção uniforme. A linha de montagem fragmenta o trabalho em tarefas sequenciais, resultando em grande economia de tempo. O sistemaO sistema fabricafabrica A fábrica é onde os trabalhadores se reúnem para produzir algo, resultado da concentração dos trabalhadores em um mesmo local de trabalho. Controlada pelo capitalista, o trabalhador utiliza os meios de produção que não lhe pertencem, trabalhando em um ambiente estranho e produzindo um produto para ser vendido para clientes que não são seus .Na fábrica, há hierarquia, disciplina, vigilância e controle sobre os trabalhadores dispostos em sequência nas linhas de produção. A divisão do trabalho em setores, funções e posições permite o controle da produção e dos trabalhadores. A transição da produção da oficina caseira do artesão para a fábrica do capitalista resultou em um sistema de gerência despótico, baseado no controle,na disciplina, na ordem e na obediência hierárquica. E criou métodos e sistemas de trabalho rápido, gerando maior produção, produtividade e lucro. É nesse contexto que surge a primeira teoria administrativa História do Pensamento Administrativo Conclusão A Administração teve origem nas primeiras comunidades primitivas, com uma divisão rudimentar do trabalho entre caça e pesca para os homens e atividades domésticas para as mulheres. Nas grandes civilizações antigas, a Administração evoluiu para a gestão de cidades e grandes empreendimentos. No entanto, a Administração como ciência surgiu apenas no final do século XIX e início do século XX, com o advento das primeiras fábricas e o modelo capitalista de produção. Nas oficinas medievais predominava o modelo de produção artesanal. Com o desenvolvimento da maquinaria, fruto das descobertas científi cas da Revolução Industrial, as fábricas emergiram como os novos locais de produção, em substituição às ofi cinas dos artesãos. Nas fábricas, o sistema artesanal deu lugar ao sistema industrial moderno, consolidando-o como modo de produção e dando origem aos modelos administrativos. ResumoResumo O sistema de produção industrial, que surgiu nos séculos XVIII e XIX, era substancialmente diferente do sistema tradicional. Nas fábricas tradicionais, predominavam relações de trabalho coercitivas, tecnologias rudimentares e falta de necessidade de expansão capitalista. Essas fábricas obtinham mão-de-obra gratuita e leal de seus trabalhadores cativos. História do Pensamento Administrativo O foco na divisão do trabalho A divisão do trabalho transformou todos em operários, acabando com a relação direta entre mestre e artesão. Esta mudança foi crucial para o desenvolvimento do capitalismo industrial, introduzindo a especialização por tarefas e a linha de montagem. Isso resultou na redução do conhecimento e das habilidades dos trabalhadores, enquanto as máquinas assumiam um papel central no processo produtivo. Na transição das fábricas artesanais para o sistema industrial, surgiram desafios que demandavam soluções imediatas: gerenciar a nova força de trabalho e treinar os operários para aumentar a produtividade ao utilizar as máquinas. Esses desafios deram origem aos modelos organizacionais administrativos modernos. Modelos de produçãoModelos de produção OS ESTUDOS PIONEIROS DE ADAM SMITH, BABBAGE EOS ESTUDOS PIONEIROS DE ADAM SMITH, BABBAGE E WHITNEYWHITNEY Os estudos de Adam Smith, Babbage e Whitney ofereceram respostas sobre como gerenciar a nova força de trabalho e aumentar a produtividade. A divisão do trabalho, exemplificada por Smith, ilustra a concepção capitalista de segmentação do trabalhador na produção, sendo um marco na relação socioeconômica mundial. Em "A Riqueza das Nações", Smith descreveu uma fábrica de alfinetes onde a divisão do trabalho era evidente: diferentes operários realizavam etapas específicas do processo de produção, como esticar o arame, retificar, cortar, fazer a ponta e preparar o topo para receber a cabeça.Adam Smith introduziu o conceito de divisão de trabalho industrial ao descrever o processo de fabricação de alfinetes, onde diferentes trabalhadores realizavam tarefas específicas. Isso permitia uma produção mais eficiente e reduzia os custos para o capitalista, pois contratar vários trabalhadores para tarefas específicas era mais barato do que um único trabalhador para todo o processo. Essa abordagem aumentava a produção e diminuíaos salários, já que nenhum trabalhador era especialista em todo o processo de produção. Adam Smith foi o fundador da Escola Clássica de Economia. Charles Babbage, em 1832, destacou a importância da organização científica e enfatizou a necessidade de planejamento e divisão adequada do trabalho. Braverman argumentou que a força de trabalho poderia ser adquirida de forma mais econômica por meio de elementos dissociados do que como uma capacidade integrada em um único trabalhador. ADAM SMITH × BRAVERMANADAM SMITH × BRAVERMAN História do Pensamento Administrativo O surgimento do trabalho parcelado A aplicação do trabalho ao processo produtivo é a base da produção em massa, onde os trabalhadores são organizados em postos de trabalho ao longo de uma linha de montagem, seguindo uma sequência de tarefas e movimentos necessários para a produção de um bem ou mercadoria. O parcelamento do trabalho envolve fragmentá-lo em partes, decompor em tarefas e sequenciar. Com a evolução dos modelos administrativos e econômicos, esse conceito foi reestruturado para atender às novas necessidades de mercado. O processo de parcelamento do trabalho tem as seguintes características: • o trabalho é decomposto em suas tarefas repetitivas mais simples e básicas; • o trabalho é fragmentado em partes que resultam em divisão e especialização da mão-de-obra; • o trabalho é seqüenciado em termos do que se precisa executar na linha de montagem. Customização em Massa;Customização em Massa; A versão moderna da produção em massaA versão moderna da produção em massa A partir dos anos 1970, o modelo de produção em massa revelou-se inadequado devido à incapacidade de atender às crescentes demandas e expectativas dos clientes em termos de volume, qualidade e ritmo. Além disso, surgiram novas tecnologias, como a informática, robotização e automação de processos. A intensificação da competição no mercado exigiu das empresas maior criatividade, agilidade e flexibilidade na gestão da produção e dos negócios. Para enfrentar esses desafios, surgiu o conceito de CUSTOMIZAÇÃO EM MASSA que consiste em produzir e entregar produtos de alta qualidade e baixo custo, feitos sob medida para atender às necessidades e expectativas dos clientes. Na produção em massa, o foco era na minimização de custos e maximização de volume, padronizando produtos em grandes quantidades para aproveitar a economia de escala. Na customização em massa, o foco está no cliente e no mercado, adaptando a produção às necessidades e preferências dos clientes através de um processo flexível e responsivo. conceito de costumização em massa O conceito de customização em massa foi abordado pela primeira vez em 1970 por Alvin Toffler em seu livro "O choque do futuro". Posteriormente, Stan Davis em "Future Perfect" e Joseph Pine II em "Mass Customization" também divulgaram e desenvolveram o conceito. A customização em massa não ocorreu diretamente porque não era viável no início do século XX. Naquela época, as tecnologias não eram avançadas o suficiente para encurtar os ciclos de desenvolvimento do produto, garantir alta qualidade e baixo custo, mesmo na produção em massa. Além disso, não era possível atender a certos nichos de mercado com qualidade e produção feitas sob medida. História do Pensamento Administrativo Críticas aos modelos de produção e customização: Karl Max Para Marx, a divisão do trabalho alienava o trabalhador, transformando-o em uma espécie de monstro. Ele argumentava que o trabalhador desenvolvia habilidades sociais apenas quando inserido em um sistema de produção, pois seu trabalho era restrito a poucas tarefas, levando-o a agir como um autômato sob um ritmo frenético. Os instintos e outras capacidades do trabalhador eram ignorados ou suprimidos, e sua condição como sujeito individual e histórico era negada.De acordo com essa visão, a divisão do trabalho transforma o indivíduo em um mecanismo automático dentro de um sistema, fazendo com que o trabalhador seja identificado como propriedade do capital, em vez de ser reconhecido como um sujeito social. Isso reflete a ideia de que "todos são iguais perante o capital". conceito de costumização em massa Marx identificou dois estágios da produção capitalista: a manufatura, onde a produção era manual e o trabalhador era qualificado, e a maquinaria, onde o operário se tornou um apêndice da máquina e muitas de suas habilidades foram transferidas para ela. Marx identificou diversos efeitos nocivos para o trabalhador na produção capitalista: hierarquização do trabalho, depreciação da força de trabalho e submissão do trabalhador ao controle e disciplina do capital. Ele introduziu o conceito de trabalhador parcial, ligado a uma função específica ao longo da vida. O processo de produção capitalista caracterizava-se pelo parcelamento de tarefas, incorporação do conhecimento técnico ao maquinismo e pela direção despótica. A subordinação técnica e disciplina militar criavam uma regularidade imutável, buscando "robotizar" o trabalhador e apagar sua história de liberdade nas relações trabalhistas. Exemplo disso era a política do cartão de ponto, onde o atraso ou faltas do trabalhador resultavam em severos castigos e ameaças de demissão, além de multas ou descontos salariais. Os modos de produção no pensamento marxista Marx identificou dois estágios da produção capitalista: a manufatura e a maquinaria. Na nufatura, a produção era manual e o trabalhador era Qualificado, pois mostrava-se hábil no uso de ferramentas no domínio de habilidades físico-manipulativas. Na maquinaria, o operário tornou-se um apêndice da máquina, muitas de suas habilidades foram transferidas para a máquina Uma crítica marxista ao capitalismo é a separação entre trabalho manual e intelectual. O trabalho intelectual, melhor remunerado, é reservado para engenheiros, gerentes e supervisores, enquanto o trabalho manual, realizado pelos trabalhadores da linha de montagem, é parcial, fragmentado, alienado, mal remunerado e responsável pelo produto. História do Pensamento Administrativo Criticas aos modelos de produção e customização: Harry Braverman Braverman desenvolveu a tese da degradação do trabalho como resultado da divisão do trabalho nas linhas de produção, argumentando que o sistema capitalista de produção era degradante. Santana e Ramalho, em "Sociologia do Trabalho" (2004), baseados na obra de Braverman, explicam que o processo de trabalho leva a uma desqualificação progressiva do trabalhador devido à crescente divisão do trabalho no capitalismo. Isso resulta em tarefas simplificadas, exigindo maior especialização parcial e menor qualificação global. O trabalho parcelado torna-se mais qualificado, mas menos especializado, pois consiste em realizar as mesmas tarefas repetitivas, resultando em uma desespecialização e desqualificação da mão-de-obra. •Destrução sistemática das habilidades ao redor. •Surgimento de qualificações e ocupações que correspondem às necessidades do capital .Divórcio entre o processo de trabalho e o conhecimento/preparo especial .Separação entre concepção e execução .Desqualificação do trabalho.Uso extensivo e intensivo do controle pela gerência .Subordinação real do trabalho .Redução da interferência, resistência individual ou coletiva dos trabalhadores no processo de produção .Alienação dos trabalhadores em relação ao processo produtivo. Braverman identificou os efeitos negativos do modo de produção capitalista Antes, como artesão, o trabalhador tinha controle total sobre seu trabalho, possuindo conhecimento completo de todas as etapas do processo produtivo e habilidades necessárias para realizá-las. Agora, no modo capitalista de produção, as tarefas e habilidades do trabalhador são determinadas pelo sistema, dependendo de seu posto de trabalho e posição no processo produtivo. Isso resulta na substituição do conhecimento e habilidades integrais do trabalhopor conhecimento e habilidades sociais. Ao ser restrito a poucas tarefas, o trabalhador se desqualifica, o que o torna menos valorizado, com remuneração baixa e facilmente substituível. A influência de Marx em Braverman Marx influenciou profundamente o pensamento ocidental sobre a relação do sujeito com o trabalho, continuando a influenciar autores contemporâneos. De acordo com as análises de Braverman, há uma clara separação entre os trabalhadores responsáveis pela concepção do trabalho (engenheiros de produção) e sua execução (trabalhadores braçais desqualificados). Isso resulta em um controle rígido da gerência sobre os trabalhadores e o processo de trabalho, levando à total subordinação do trabalho ao capital. Como resultado, o trabalhador se fragiliza, tornando-se subjugado, subordinado e dependente, com seu grau de interferência no processo de produção minimizado. ConclusãoConclusão O conceito fundamental do sistema de produção capitalista é a divisão manufatureira do trabalho, desenvolvido por Adam Smith, Babbage e Whitney. Compreender esse conceito é crucial para entender o capitalismo industrial e a moderna administração, que se concentra na produtividade, redução de custos e eficiência operacional. Avaliar criticamente o sistema industrial requer considerar as contribuições dos pioneiros e a visão crítica dos marxistas e bravermanianos. História do Pensamento Administrativo Resumo A divisão manufatureira do trabalho é o conceito-chave na nova organização do trabalho na fábrica. O seu uso, através do parcelamento do trabalho, possibilitou a implantação das linhas de montagem, tendo por reflexo o acúmulo de capital das primeiras fábricas modernas. Os primeiros estudos sobre a divisão do trabalho foram feitos por Adam Smith, Charles Babbage e Eli Whitney. Smith descreveu a organização do trabalho de produção de alfi netes. Autores como Marx e Braverman demonstraram os efeitos nocivos da divisão manufatureira do trabalho; ambos fi zeram uma crítica contundente ao sistema capitalista de produção. Babbage demonstrou que a divisão do trabalho em tarefas e subtarefas diminui o custo da mão-de-obra, de grande peso no custo da manufatura. Whitney demonstrou os benefícios da aplicação da divisão do trabalho na fabricação de armas. História do Pensamento Administrativo O taylorismo: a base teórica do sistema capitalista de produção Taylor, um engenheiro americano, foi o principal responsável por um dos maiores legados à história da Administração. Suas ideias e experimentos deram origem a um novo modelo de produção, que se tornou a base teórica do sistema capitalista. Seu pensamento ganhou destaque com a publicação de "Princípios de Administração Científica" em 1911. Taylor defendia a simplificação do trabalho complexo em tarefas simples e repetitivas, baseado na análise de tempos e movimentos, resultando no taylorismo. Frederick Winslow Taylor (1856-1915) Considerado o pai da Administração Científica, iniciou sua carreira como operário da Midvale Steel Works e, em seguida, ocupou o cargo de engenheiro-chefe tanto nessa empresa quanto na Bethlehem Steel Works. A PERSPECTIVA DE TAYLORA PERSPECTIVA DE TAYLOR APLICADA À PRODUÇÃOAPLICADA À PRODUÇÃO INDUSTRIALINDUSTRIAL A Revolução Industrial trouxe mudanças significativas na organização da produção e do trabalho, incluindo o surgimento de fábricas, a substituição do artesão pelo operário especializado e o surgimento dos sindicatos. O taylorismo surgiu como uma abordagem científica da gestão da produção no início do século XX, em resposta à transição da produção artesanal para a produção em massa. Enquanto na produção artesanal os produtos eram feitos individualmente, valorizando as habilidades dos profissionais, na produção em massa, as máquinas permitiam uma produção em larga escala, mas também exigiam utilização constante para compensar o alto custo de aquisição. Taylor desenvolveu seu modelo utilizando o conceito de divisão do trabalho, previamente estabelecido por Adam Smith. Ele criou princípios de gestão, como ordem, disciplina, supervisão funcional e racionalização do trabalho, para serem implementados pela administração das indústrias. Sua técnica de estudo de TEMPOS E MOVIMENTOS revolucionou a organização e o gerenciamento da produção, resultando em aumento da produção, produtividade e redução de custos. T e m po e m ov im e n t o O modelo taylorista introduziu uma nova rotina e ritmo de trabalho, centrado nos estudos de tempos e movimentos. Taylor estabeleceu um ritmo intenso nas linhas de produção das fábricas, substituindo o ritmo individual do trabalhador-artesão pelo ritmo impessoal imposto pela máquina. As habilidades dos trabalhadores foram transferidas para as máquinas, que passaram a determinar o ritmo de trabalho. A dinâmica e a padronização do processo de produção foram impostas aos trabalhadores, garantindo a homogeneidade das ações e dos produtos. Baseado em suas crenças sobre o trabalho, Taylor desenvolveu uma "ciência do trabalho" para substituir os métodos empíricos vigentes. Introduziu um plano de incentivo salarial, utilizando gratificações por aumento da produção para motivar os trabalhadores. O MODELO TAYLORISTA DEO MODELO TAYLORISTA DE GERÊNCIA CIENTÍFICAGERÊNCIA CIENTÍFICA Taylor desenvolveu um conjunto de princípios e métodos de gestão centrados nas tarefas. Seu enfoque na tarefa foi destacado em seu depoimento na Comissão Especial da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, onde mencionou que na Midvale Steel Works o trabalho era realizado por tarefa, dia e noite. Ele teve que prestar esclarecimentos devido a acusações de que seu modelo de gestão submetia os trabalhadores a um ritmo incessante de trabalho, colocando em risco sua saúde física e mental. Nos Estados Unidos daquela época, o interesse de grupos capitalistas predominava sobre discussões sociais, favorecendo os interesses dos poderosos em detrimento dos trabalhadores. Taylor reconhecia as dificuldades de aplicar o conceito de tarefas na fábrica e buscava treinar e capacitar os operários para se adaptarem ao ritmo imposto pelas novas linhas de produção da Era Industrial, satisfazendo os donos das indústrias. Por meio de métodos científicos de observação e mensuração, como identificação de erros e controle de tempos e movimentos, o taylorismo se tornou um modelo de gerência científica. O modelo taylorista de gestão visava resolver problemas como o desperdício de materiais, matéria-prima e tempo, além do baixo nível de produtividade dos trabalhadores da época. Taylor propôs soluções concentradas na aplicação de métodos e técnicas de engenharia industrial para analisar e racionalizar o trabalho. Os objetivos eram alcançar a máxima produção e minimizar os custos. História do Pensamento Administrativo O taylorismo: a base teórica do sistema capitalista de produção Taylor era um profundo conhecedor do dia-a-dia do operário e compreendia a resistência dos trabalhadores à implantação de um modo mais racional de produção, que era também mais lucrativo para os capitalistas e mais exaustivo para os operários. Em seus livros "Shop management" (Administração de oficinas, 1903) e "Principles of scientific management" (Princípios de Administração Científica, 1911), Taylor analisou esse fenômeno, destacando o ritmo lento adotado pelos trabalhadores ou a vadiação, também conhecida como operação tartaruga ou como ele chamava: MARCA PASSO. Marca-passoMarca-passo Taylor identificou dois tipos de operações de marcar passo: o marcar passo natural, resultado da tendência das pessoas de ficarem à vontade (preguiça natural dos homens), e o marca-passo sistemático, por ele definido como: A maior parte do marca-passo sistemático é feito pelos homens com o deliberado propósito de mostrar aos empregados ignorantes como o trabalho pode ser feito rápido (TAYLOR apud BRAVERMAN, 1974, p. 92). Em seguida, Taylor explica as origens de tal prática: Équase universal em todos os esquemas comuns de administração e resulta de um cuidadoso estudo por parte dos operários sobre como atender aos seus melhores interesses. Taylor via a adoção das práticas de marca-passo como um conflito entre os trabalhadores e a gerência. Para resolvê-lo, ele propôs primeiro entender suas causas, que, segundo o modelo taylorista, eram: a crença equivocada de que a eficiência no trabalho reduziria o número de empregos, o comportamento não racional dos gerentes para proteger seus interesses e os métodos antiquados de trabalho. Em segundo lugar, ele propôs criar princípios... OS PRINCÍPIOS TAYLORISTASOS PRINCÍPIOS TAYLORISTAS •Princípio do planejamento: substituir o critério individual do operário, a improvisação e a atuação empíricas por métodos científicos. •Princípio do preparo: selecionar cientificamente os trabalhadores, prepará-los e treiná-los para produzirem mais e melhor. •Princípio do controle: controlar o trabalho para garantir que esteja sendo executado de acordo com as normas estabelecidas e o plano previsto. •Princípio da execução: definir as atribuições e responsabilidades de cada um no trabalho. •Princípio da supervisão funcional: especializar funcionalmente a supervisão, como o supervisor de manutenção, produção e qualidade. •Princípio da exceção: priorizar apenas os desvios dos padrões normais por meio de um sistema de informação, enfatizando ações corretivas ou reforçadoras. A utopia tayloristaA utopia taylorista Taylor buscou assegurar a máxima prosperidade tanto para os empregados quanto para os empregadores, visando eliminar conflitos entre administração e trabalhadores. Desenvolveu uma metodologia de "ciência do trabalho" baseada na divisão do trabalho, onde subdividir uma tarefa em subtarefas aumentaria a habilidade do operário e sua produção. Criou um Plano de Incentivo Salarial, vinculando a remuneração ao número de unidades produzidas, seguindo o conceito do Homo economicus. Isso resultou em lucros aumentados para os empregadores e salários mais altos para os trabalhadores, promovendo uma base cooperativa entre administração e empregados A utopia taylorista visava alcançar máxima prosperidade na indústria através da harmonia entre administração, gerência e trabalhadores, eliminando conflitos. Isso seria feito estabelecendo níveis específicos de produção e incentivos financeiros. O objetivo principal da administração seria garantir a máxima prosperidade tanto para o empregador quanto para cada empregado. História do Pensamento Administrativo O desafio taylorista: A criação de uma ciência do trabalho A Revolução Industrial resultou da aplicação da ciência à produção, com o desenvolvimento de máquinas e tecnologias. A gerência científica de Taylor visava aplicar a ciência à administração, surgindo assim a administração como ciência do trabalho. Essa nova ciência envolvia a criação de normas e métodos de racionalização, estabelecimento de padrões ótimos de produção, separação do trabalho intelectual do manual, distinção entre planejamento e execução, busca pela eficiência, entre outros processos metodológicos. Para aplicar esses conhecimentos, era necessário analisar o processo produtivo. Taylor propõe considerações específicas para a administração: •Tornar o trabalho mais científico através da racionalização com tarefas definidas, tempos e movimentos estabelecidos e metas claras. •Racionalizar as tarefas do trabalho. •Alcançar a máxima produtividade. •Utilizar melhor a capacidade dos gerentes e trabalhadores. •Obter maior eficiência. •Controlar melhor o trabalho e os trabalhadores. Vale lembrar que Taylor não foi o primeiro a analisar cientifi camente o trabalho. Foi precedido por Adam Smith, Charles Babbage e Eli Whitney, Taylor realizou uma análise detalhada do trabalho, dividindo-o em tarefas e estabelecendo movimentos e tempos de execução para cada uma. Ele buscava o "melhor caminho", ou "the best way", para executar uma tarefa, o que envolvia analisá-la nos mínimos detalhes e treinar os operários para realizarem os movimentos no tempo mínimo necessário. Essa abordagem levou ao "enfoque mecanicista do ser humano", onde a organização é vista como uma máquina e os funcionários são considerados meras engrenagens, desconsiderando sua condição humana. THE BEST WAY pode ser compreendido como a melhor, e portanto única, maneira de executar um trabalho para maximizar a eficiência de cada operário. Taylor não pode ser culpado por exigir melhor desempenho dos trabalhadores na fábrica. Ele educou os trabalhadores para um novo ambiente de trabalho, a fábrica. Graças ao modelo taylorista, as fábricas aumentaram sua produção e os trabalhadores aprimoraram suas habilidades e adquiriram novos conhecimentos. Os teóricos neomarxistas tentam denegrir a imagem de Taylor, afirmando que ele via o trabalhador como um apêndice da máquina, adotando o "modelo da máquina". A ÊNFASE NA EFICIÊNCIA E NO CONTROLEA ÊNFASE NA EFICIÊNCIA E NO CONTROLE Taylor buscava a eficiência produtiva, identificando que os fluxos produtivos careciam de uma sequência otimizada devido à falta de padronização. Isso prejudicava a qualidade, consumia tempo e materiais desnecessários, além de desconsiderar a capacidade física e habilidade de cada trabalhador, levando a acidentes e perda de produção. Para alcançar eficiência, propunha padronização, seleção científica das tarefas, treinamento e supervisão eficientes. PADRONIZAÇÃO, SELEÇÃO,PADRONIZAÇÃO, SELEÇÃO, TREINAMENTO E SUPERVISÃOTREINAMENTO E SUPERVISÃO Taylor propunha a padronização das tarefas, onde todos os trabalhadores que realizassem a mesma tarefa deveriam fazê-lo da mesma forma, utilizando os mesmos métodos e procedimentos. Isso envolvia a seleção científica do trabalhador para cada tarefa, ajustando-o à atividade laboral, e o treinamento para aumentar o ritmo de trabalho na linha de produção, resultando em um aumento da produção individual e global. A supervisão tornava-se uma das principais funções do administrador na fábrica, exercendo controle sobre tempos e movimentos. História do Pensamento Administrativo O desafio taylorista: A criação de uma ciência do trabalho O trabalhador que não cumprisse suas tarefas conforme as normas, procedimentos e padrões estabelecidos, incluindo tempos e movimentos, enfrentava punições e até mesmo demissão. Isso resultou em um alto nível de interferência da gerência sobre o trabalho, tornando-a praticamente absoluta. Na era taylorista, o controle estava focado nas tarefas e no desempenho, com ênfase na medição do tempo de execução das tarefas e na sequência dos movimentos. Atualmente, a gerência moderna prioriza funções como planejamento, coordenação e liderança. Seu principal papel é orientar, motivar e promover um ambiente de confiança e respeito mútuo. As duras críticas ao TaylorismoAs duras críticas ao Taylorismo As críticas mais severas ao taylorismo partiram dos pensadores marxistas, que questionaram a ênfase nas tarefas e no ambiente físico em detrimento do elemento humano, além da concepção mecanicista da empresa. No entanto, é preciso considerar o contexto da época, em que a indústria estava em crescimento e os trabalhadores precisavam se adaptar ao novo processo mecanizado de produção. Taylor, com sua formação de ex-operário e engenheiro, ensinava os trabalhadores a operar os novos instrumentos de trabalho enfatizando tarefas e movimentos. O modelo mecanicista era dominante na época, concebendo a empresa como uma máquina com postos e funções inter-relacionadas, funcionando de forma programada. Mecanismo e Burocracia As organizações planejadas e operadas como máquinas são frequentemente chamadas de burocracias. A maioria das organizações, em certo ponto, torna-se burocratizada devido ao pensamento mecanicista que fundamenta os conceitos organizacionais. Existe uma tendência a esperar que as organizações operem como máquinas, de maneira rotineira,eficiente, confiável e previsível. Taylor aplicou o mecanicismo ao processo produtivo, dividindo-o em tarefas sequenciais interligadas para criar um fluxo constante de produção. Isso ocorreu durante o "apogeu das máquinas", período de transição da produção artesanal para a industrial, com êxodo da mão-de-obra rural para as fábricas urbanas e degradação ambiental devido à poluição industrial. Taylor adaptou os trabalhadores à era das máquinas, priorizando a racionalidade sobre o aspecto humanístico. Comparando os modelos de Taylor à realidade atual Outras críticas ao taylorismo incluem a concepção de "homem econômico", a visão fechada da empresa, a fragmentação das tarefas levando à desespecialização do trabalhador e sua exploração. A ideia de "homem econômico" considerava que a motivação para produzir mais era apenas movida por incentivos monetários, excluindo incentivos sociais e psicológicos que só foram abordados mais tarde. O enfoque fechado da organização refletia a ênfase na produção em detrimento das relações com o mercado, concorrentes e fornecedores. A divisão do trabalho buscava especializar o trabalhador nas tarefas do processo produtivo, não visando alienação ou superespecialização. Taylor enfrentou campanhas difamatórias e acusações dos sindicatos e movimentos operários devido às suas propostas inovadoras para a época. História do Pensamento AdministrativoOs seguidores de Taylor Taylor teve seguidores notáveis, como Frank B. Gilbreth e Lilian Gilbreth, que se dedicaram à racionalização do trabalho e produção. Frank Gilbreth desenvolveu estudos de tempos e movimentos, identificando movimentos elementares chamados de Therbligs, que permitiam decompor e analisar qualquer tarefa. Lilian Gilbreth contribuiu com estudos de Psicologia Industrial, dividindo a fadiga em fadiga necessária e desnecessária e propondo melhorias no ambiente de trabalho para reduzir a fadiga. Henry Lawrence Gantt, engenheiro americano que colaborou com Taylor entre 1887 e 1902, é conhecido por criar o primeiro escritório de racionalização aplicada. Sua principal contribuição foi o desenvolvimento de um gráfico de planejamento e controle, conhecido como cronograma. H e n ry L a w re n c e G a n t t Conclusão O texto discute as críticas e visões contrastantes sobre Frederick Taylor. Enquanto alguns o veem como responsável pela divisão do trabalho e pela supremacia do capital sobre o trabalho, outros argumentam que ele revolucionou a administração ao criar uma ciência. É destacado que Taylor operava em um contexto de condições precárias de trabalho e conseguiu introduzir inovações significativas na gestão industrial, embora suas ideias também tenham sido alvo de críticas por sua abordagem autoritária. História do Pensamento Administrativo Resumo O taylorismo surgiu no início da Era Industrial; seu objetivo principal era criar um novo modelo de planejamento e organização da produção industrial baseado em critérios, parâmetros científi cos. Em seu modelo, Taylor desenvolveu o “estudo de tempos e movimentos”, “um plano de incentivo salarial” e fez um estudo minucioso da divisão do trabalho na linha de produção. Adotou uma abordagem prescritiva da Administração, ao formular diversos princípios. Seus ensinamentos, contidos na sua principal obra, Princípios de administração científi ca, correram o mundo e contribuíram fortemente para o surgimento e o apogeu da produção em massa. Profundo conhecedor das artimanhas dos trabalhadores, fez um estudo rigoroso das operações de marcar passo e explicou, detalhadamente, como o operário “mata” o trabalho, enganando o patrão e simulando desempenho máximo. Acreditava fortemente na cooperação entre a Administração e os trabalhadores. Seu modelo de gestão previa ganhos recíprocos e satisfação plena de ambas as partes. Para ele, o confl ito entre capital e trabalho poderia ser suprimido se a Administração fosse científica, racional e imparcial. Seu foco principal de análise era a tarefa, a sua execução e a busca de efi ciência operacional. Sua concepção de “homem econômico” era apropriada para a época. Para ele, o ser humano era movido preferencialmente por motivos econômicos. Os baixos salários do início do capitalismo industrial justifi cavam a imensa luta pela sobrevivência. Neste contexto, os estímulos econômicos eram dominantes. Outra grande contribuição taylorista foi a idéia de especialização por função. O modelo de supervisão funcional – um supervisor para cada função (manutenção, produção, tempos e movimentos etc.) – foi o precursor das estruturas funcionais verticalizadas que, anos mais tarde, foram adotadas por muitas empresas. História do Pensamento Administrativo A contribuição de Fayol e seus seguidores O sucesso empresarial/organizacional reside nas organizações com estruturas simples e em constante comunicação. Contudo, por detrás de qualquer estratégia empresarial/organizacional, existem sempre as pessoas. - Tom Peters O taylorismo revolucionou a eficiência produtiva no chão de fábrica, focando na racionalização da produção através de estudos de tempos e movimentos. No entanto, Fayol e seus seguidores ampliaram essa perspectiva, preenchendo a lacuna deixada pelo taylorismo ao analisar a administração de forma mais teórica. Isso levou a uma mudança no objeto de estudo da administração, passando dos problemas do chão de fábrica para os desafios da alta administração. Fayol enfatizou a importância da administração como a principal função de qualquer empresa, destacando duas questões centrais em seus estudos: como administrar uma empresa e o que é administração. O fayolismo buscou explicitar os preceitos teóricos básicos da nova ciência da administração, descrevendo com precisão as funções e processos essenciais da gerência. IntroduçãoIntrodução OS PRESSUPOSTOS BÁSICOS DO FAYOLISMO – A ANÁLISE FUNCIONAL DA EMPRESA E A ANÁLISE DAS ETAPAS DO PROCESSO ADMINISTRATIVO Fayol definiu a Administração como uma função distinta das demais dentro de uma empresa, atribuindo-lhe a principal importância. Ele delineou as etapas do processo administrativo, enfatizando cinco funções: planejamento, organização, comando, coordenação e controle. Este modelo fayolista ampliou a visão da administração além dos limites da linha de produção taylorista. As funções da empresa técnica (produção e manufatura); comercial (compra, venda, troca); financeira (processo e utilização do capital); segurança (proteção da propriedade e das pessoas); contabilidade (registros de estoques, balanços, custos, estatísticas); administração (planejamento, organização, comando, coordenação e controle) Principais funções administrativas segundo Fayol Fayol definiu as funções administrativas de forma abrangente, começando pela função técnica, que se concentra nas operações produtivas e na logística interna e externa. Esta função garante a eficiência do sistema produtivo da empresa, desde a movimentação de matéria-prima até a entrega do produto final. Além disso, ele destacou a função comercial, que evoluiu para incluir estratégias de marketing e comunicação, abrangendo atividades de compra, venda e troca de produtos e serviços. Esta função desempenha um papel crucial na identificação de oportunidades de mercado e na construção de relacionamentos com os clientes. Fayol também definiu as funções financeira e contábil, que gerenciam os investimentos, a captação de recursos financeiros, a movimentação e aplicação desses recursos, bem como a realização de registros contábeis, gestão de estoques e apuração de custos. Estas funções garantem a sustentabilidade financeira da empresa e fornecem informações precisas para a tomada de decisões. A função de segurança, inicialmente centrada na proteção de propriedade e pessoas, evoluiu para abranger a segurança patrimonial, do trabalho e dos dados. Esta função visa garantir um ambiente seguro e protegido para todos os envolvidosnas operações da empresa. Por fim, Fayol considerava a administração como a função mais nobre, responsável por coordenar todas as outras funções e garantir a eficácia do processo administrativo. Isso inclui o planejamento de longo prazo, a organização da estrutura empresarial, o comando das operações diárias, a coordenação entre diferentes áreas e o controle para garantir que tudo ocorra conforme planejado. Essas funções são essenciais para o sucesso e a sustentabilidade de qualquer organização. História do Pensamento Administrativo A contribuição de Fayol e seus seguidores Observe cada função detalhadamente: planejar é investigar profundamente o futuro e traçar um programa de ação; organizar é compor o duplo organismo, material e social, da empresa; comandar é gerir o pessoal; coordenar é ligar, unir e harmonizar todos os atos e todos os esforços. controlar é ser vigilante para que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas. O controle encerra o ciclo do processo administrativo ao verificar a eficiência e eficácia das atividades de planejamento, organização, comando e coordenação. Os dados obtidos alimentam um novo ciclo, iniciando-se com o replanejamento, seguido pela organização, comando, coordenação e controle novamente. ANÁLISE DO PAPEL DO ADMINISTRADOR Fayol, após alcançar o cargo máximo na hierarquia administrativa, dedicou- se a analisar o papel do administrador, equivalente aos CEOs modernos. Ele concluiu que o trabalho do dirigente consiste em tomar decisões, estabelecer metas, definir diretrizes e atribuir responsabilidades para garantir a sequência lógica das atividades administrativas. O desempenho do administrador é baseado no estabelecimento de metas, definição de diretrizes e atribuição de responsabilidades. Fayol enfatizou que administrar envolve definir metas, implementar diretrizes, atribuir responsabilidades e garantir seu cumprimento. Ele associou essas atividades às funções de planejamento, organização, comando, coordenação e controle. No entanto, sua abordagem refletia as influências do modelo de administração tradicional, caracterizado por hierarquia e ênfase em regras e procedimentos. Observe as competências que um dirigente deve ter, listadas por Fayol: Competências intelectuais: habilidade de pensar de forma abstrata e teórica. Competências interpessoais: habilidade de liderar, motivar e comunicar eficazmente. Competências técnicas: conhecimentos específicos relacionados aos papéis e responsabilidades dentro da organização. Competências intrapessoais: capacidade de autoanálise, autocontrole, automotivação, autoconhecimento e gestão pessoal do tempo. Essas competências são essenciais para o sucesso na gestão e desenvolvimento pessoal. Princípios de Fayol Divisão do trabalho, que resultava na especialização dos1. funcionários e administradores, que, por isso, eram alocados nas diversas áreas funcionais da empresa – técnica, administrativa, contábil, fi nanceira, segurança 2.Autoridade e responsabilidade — a responsabilidade é a contrapartida da autoridade — quem tem autoridade tem responsabilidade. Podemos ainda dizer que autoridade é o direito de mandar e o poder de se fazer obedecer; já a responsabilidade é a recompensa ou a penalidade que acompanha o exercício do poder. 3. Unidade de comando — um empregado deve receber ordens de apenas um chefe, evitando “contra-ordens”. 4. Unidade de direção — unidade de propósitos, expressos nos planos de ação, ou seja, um só chefe e só um programa de operações que visem a um mesmo objetivo. 5. Disciplina — estabelecimento e cumprimento de normas e regras. 6. Prevalência dos interesses gerais — os funcionários devem submeter seus interesses particulares aos interesses gerais da empresa. 7. Remuneração — pagamento de salários justos, baseado tanto História do Pensamento Administrativo A contribuição de Fayol e seus seguidores 8. Centralização — centralização da autoridade e decisões mais importantes tomadas no topo da hierarquia organizacional. 9. Hierarquia — a divisão hierárquica dividindo os níveis de decisão em camadas distintas. 10. Ordem — emanada da autoridade, deve ser seguida por todos. 11. Eqüidade — justiça para todos no ambiente de trabalho. 12. Estabilidade dos funcionários — segurança no trabalho e combate à alta rotatividade. 13. Iniciativa — capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo. 14. Espírito de corpo — senso de trabalho em equipe. Fayol introduziu a divisão do trabalho gerencial, diferenciando-se do modelo taylorista de divisão do trabalho por tarefas. Ele destacou as diferentes funções da empresa e as etapas do processo administrativo, resultando em especializações gerenciais e processos de gestão como planejamento, controle e coordenação. Além disso, ele distinguiu entre "unidade de comando" e "unidade de direção", enfatizando a importância da coordenação de propósitos na empresa. Enquanto o modelo taylorista quebrava a unidade de comando ao permitir que os trabalhadores se reportassem a supervisores especializados por área, o modelo de Fayol enfatizava a subordinação a um único chefe. Fayol também destacou o binômio autoridade- responsabilidade e defendeu um modelo de administração centralizador, com hierarquia e cadeia escalar bem definidas. Em relação à administração de recursos humanos, ele defendeu a remuneração justa, estabilidade no emprego, equidade, iniciativa e espírito de equipe. Fayol enfatizou a importância da divisão do trabalho para aumentar a produtividade, argumentando que a repetição de tarefas leva à habilidade, segurança e precisão. Ele acreditava que a especialização reduziria a necessidade de esforço e atenção, resultando em maior eficiência e rendimento no trabalho. OS PRINCIPAIS SEGUIDORES DE FAYOL Os principais seguidores de Fayol incluem Luther Gulick, Lyndal Urwick, James Mooney, William Newman e Alan Reiley. Gulick e Urwick se destacaram pela criação da sigla POSDCORB (planejamento, organização, alocação de pessoal, direção, coordenação, relatórios e orçamento), ampliando o escopo da função gerencial ao definir novas etapas do processo administrativo. Gulick também contribuiu com a teoria da departamentalização, que visa organizar unidades administrativas na estrutura da empresa. Cada critério de departamentalização será analisado separadamente, detalhadamente na matéria Estruturas e Processos Organizacionais. Segundo Fayol, há cinco critérios de departamentalização: • por função; • por produto; • por processo; • por clientela; • por área geográfi ca. A departamentalização é uma técnica de organização que visa agrupar atividades similares dentro de uma empresa. Existem diversos critérios de departamentalização, incluindo por função, produto, clientela, área geográfica e processo. Por exemplo, na departamentalização por função, as áreas funcionais como administração, produção e contabilidade são subdivididas em departamentos específicos, como recursos humanos, produção e finanças. Na departamentalização por produto, as atividades são agrupadas de acordo com os produtos ou serviços oferecidos pela empresa, como seção de brinquedos, alimentos ou móveis. Já na departamentalização por cliente, as unidades são criadas para atender segmentos específicos de mercado, como roupas infantis ou roupas de adultos em uma loja de departamentos. A departamentalização por área geográfica ocorre quando unidades administrativas são criadas para atender diferentes regiões ou localidades, enquanto a departamentalização por processo divide as atividades de acordo com o processo produtivo, como setor de tingimento, corte e costura em uma fábrica de tecidos. Esses critérios de departamentalização foram estabelecidos por Gulick e se tornaram padrão na montagem de estruturas administrativas e organogramas, influenciando as organizações burocráticas da época. Isso resultou em estruturas organizacionais verticalizadas, com váriosníveis hierárquicos e muitos órgãos departamentais distintos. História do Pensamento Administrativo A contribuição de Fayol e seus seguidores Gulick identificou que qualquer trabalhador poderia ser caracterizado por alguns aspectos: pelo objetivo que ele se propõe a alcançar (ensinar, pesquisar, construir, manter etc.); pelo processo que utiliza em seu trabalho (engenharia, medicina, contabilidade etc.); pelas pessoas ou questões tratadas e enfatizadas (por exemplo, crianças, alunos, vendedores, engenheiros etc.) e; pelo lugar onde trabalha (hospital, escola, universidade, loja, fábrica). Conclusão Fayol é reconhecido como um pioneiro na teoria administrativa gerencial, sendo considerado o pai da Administração Moderna e precursor dos estudos sobre gerência. Sua concepção da Administração como uma das funções principais da empresa e sua divisão do processo administrativo em planejamento, organização, comando, coordenação e controle estabeleceram a Administração como um campo de estudo científico. Seus princípios forneceram uma nova visão da Administração como um sistema de gestão. História do Pensamento Administrativo R E S U M O Em busca de respostas corretas e confi áveis para as duas questões básicas, “o que é Administração?” e “como administrar?”, o administrador francês Henry Fayol construiu um modelo e uma teoria administrativa peculiares e inovadores para a época. Até hoje, sua conceituação do processo administrativo é utilizada em todas as escolas e nos cursos de gerência moderna. Sua abordagem funcional da Administração foi utilizada, durante anos, como o paradigma principal de qualquer modelo de gestão. Ao destacar o talento gerencial, Fayol foi capaz de trazer o desempenho gerencial para o âmbito das questões prioritárias da moderna Administração. É importante você perceber com clareza a evolução conceitual da Administração ocorrida na transição do taylorismo para o fayolismo. É uma nova perspectiva no estudo da Administração: de uma função restrita à produção (taylorismo) para uma função gerencial mais abrangente (fayolismo).