Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

História do Pensamento Administrativo
Os fundamentos da Administração
UM ADMINISTRADOR COMPETENTE DEVE:
•Reunir informações da formação acadêmica para construir sua base
profissional. 
•Estudar, observar e adotar comportamentos exigidos pelo mercado.
 •Desenvolver adrões técnicos próprios e mantenha-se atualizado na
área profissional para crescer continuamente. 
•Estar preparado para se adaptar às mudanças na administração
moderna.
ADMINISTRAÇÃO E ORGANIZAÇÃO
Henri Fayol definiu Administração
Henri Fayol definiu Administração
como um processo que envolve
como um processo que envolve
planejamento,organização,
planejamento,organização,
direção, coordenação e controle,
direção, coordenação e controle,
originando a ciência da
originando a ciência da
Administração.Administração.
Sim, há diferença entre organização e administração.
Administrar é uma ação, organização é um objeto; ambas se
complementam. Uma organização só alcança seus propósitos se
for bem administrada, e a administração requer um mínimo de
organização.
ORGANIZAÇÃOORGANIZAÇÃO 
Nossa definição formal de organização é uma entidade social
composta por duas ou mais pessoas, com o objetivo de atingir
resultados e tarefas divididas entre os membros, seja com fins
lucrativos ou não.
ADMINISTRAÇÃOADMINISTRAÇÃO 
Administração envolve a direção e subordinação de tarefas em
grupos, como em empresas e entidades governamentais. É o
processo de tomar decisões sobre objetivos e recursos para
alcançar metas.
É possível considerar a Administração uma arte? 
Sim, "a administração é a arte de alcançar
resultados através das pessoas, conferindo
direção e liderança na organização" - Mary Parker
Follett.
POR QUE SÃO IMPORTANTESPOR QUE SÃO IMPORTANTES
AS ORGANIZAÇÕES?AS ORGANIZAÇÕES?
A administração e as organizações são essenciais
na sociedade industrializada, reunindo
conhecimento, pessoas e recursos para realizar
tarefas complexas. Sem elas, atividades como voos
aéreos, geração de eletricidade e produção de
bens de consumo em massa seriam inviáveis.
UMA ORGANIZAÇÃO PRECISAUMA ORGANIZAÇÃO PRECISA
TRABALHAR COM EFICIÊNCIATRABALHAR COM EFICIÊNCIA
A eficiência organizacional está relacionada com a
qualidade dos recursos utilizados para atingir
objetivos, enquanto a eficácia refere-se ao grau
de sucesso na realização desses objetivos,
proporcionando produtos ou serviços valorizados
pelos clientes.
O objetivo final dos administradores é atingir alto
desempenho, alcançando os objetivos da
organização de maneira eficiente e eficaz.
O PAPEL DO ADMINISTRADOR
 NAS ORGANIZAÇÕES
O autor Peter Drucker define o papel do administrador
como direcionar a organização, fornecer liderança e tomar
decisões para alcançar metas usando recursos disponíveis.
O administrador deve prever resultados, definir objetivos,
distribuir tarefas e responsabilidades, criar uma estrutura
organizacional e atribuir competências à equipe.
Uma vez definidos os objetivos e metas, o administrador
lidera, motiva e coordena esforços para garantir a sinergia
entre os envolvidos. O controle das tarefas e a avaliação
dos resultados em relação aos objetivos definidos são
etapas finais do processo de gestão.
História do Pensamento Administrativo
Os desafios da administração no mundo de hoje 
O PROCESSO ADMINISTRATIVO ENVOLVE TOMAR DECISÕES 
SOBRE VÁRIAS QUESTÕES.
Quais recursos estão disponíveis para serem
utilizados (pessoas, informação, tecnologia,
dinheiro, conhecimento, equipamentos, etc.)?
Como empregar esses recursos?
Quando usar esses recursos?
Onde utilizar esses recursos? Em quais atividades?
Quais são os objetivos a serem alcançados?
Quantos desses objetivos realmente serão
alcançados?
Quando serão atingidos?
Por que é necessário alcançá-los?
Os problemas de administração são universais, e os
profissionais da área precisam atualizar-se constantemente,
não apenas com instrumentais teóricos administrativos, mas
também em referenciais teóricos relacionados à relação
interpessoal, habilidades de liderança e estabelecimento de
novos modelos profissionais.
Os problemas de administração são universais, e os
profissionais da área precisam atualizar-se constantemente,
não apenas com instrumentais teóricos administrativos, mas
também em referenciais teóricos relacionados à relação
interpessoal, habilidades de liderança e estabelecimento de
novos modelos profissionais.
É essencial aprender continuamente sobre liderança e
administração, pois o mundo empresarial é complexo demais
para ser reduzido a fórmulas fixas. Tanto mestres quanto
aprendizes devem adaptar modelos existentes e desenvolver
novos pensamentos para lidar com as diversas realidades da
administração.
Theodore Levitt, professor de Harvard, destacou a complexidade da
Administração e seus desafios em um mundo em constante mudança.
Os desafios enfrentados pelos administradores, desde presidentes de grandes 
corporações até gerentes de pequenas empresas, são diversos em tipos.
• DESAFIOS TECNOLÓGICOS:• DESAFIOS TECNOLÓGICOS:
como introduzir as novas tecnologias nos
processos administrativos com rapidez, fl
exibilidade e economicidade?
• DESAFIOS SOCIAIS E HUMANOS• DESAFIOS SOCIAIS E HUMANOS
como dirigir pessoas e grupos
diversos, competências distintas,
experiências singulares e provenientes
de países e culturas diversas?
• DESAFIOS DE MERCADO:• DESAFIOS DE MERCADO:
como satisfazer as necessidades e desejos
de clientes?
• DESAFIOS DE NEGÓCIO:• DESAFIOS DE NEGÓCIO: 
como gerar lucros e dividendos para
acionistas, empregados e parceiros?
•DESAFIOS COMUNITÁRIOS•DESAFIOS COMUNITÁRIOS
como relacionar-se bem com a
comunidade e contribuir para seu
desenvolvimento?
• DESAFIOS AMBIENTAIS:• DESAFIOS AMBIENTAIS: 
como produzir sem causar danos ao meio
ambiente? Como promover a
sustentabilidade?
• DESAFIOS GLOBAIS:• DESAFIOS GLOBAIS: 
como administrar global e localmente ao
mesmo tempo?
• DESAFIOS DE INOVAÇÃO:• DESAFIOS DE INOVAÇÃO: 
como criar produtos, processos e sistemas
inovadores? Como agregar valor aos clientes? Como desenvolver
produtos personalizados?
• DESAFIOS CONCORRENCIAIS:• DESAFIOS CONCORRENCIAIS:
como superar os concorrentes? Como
adquirir vantagens competitivas permanentes?
• DESAFIOS ÉTICOS E SOCIAIS:• DESAFIOS ÉTICOS E SOCIAIS: 
como gerenciar eticamente o negócio
e tornar-se uma empresa socialmente responsável?
História do Pensamento Administrativo
As funções administrativas 
Até agora, você aprendeu sobre Administração e o papel do administrador nas organizações. Os desafios
impostos demandam funções administrativas: planejamento, organização, liderança e controle.
PLANEJAMENTOPLANEJAMENTO
Planejamento é essencial para definir metas e recursos
necessários para o desempenho organizacional. A falta de
planejamento pode afetar a empresa, levando à perda de
mercado e até à dispensa de administradores. É crucial
para a sobrevivência empresarial no mundo globalizado
atual.
ORGANIZAÇÃOORGANIZAÇÃO
Organização empresarial: coordenar recursos humanos,
financeiros e materiais de acordo com o planejamento. Requer
designação de tarefas, agrupamento em departamentos e
constante reorganização para se adaptar ao mercado. Exemplo:
sandálias Havaianas.
A empresa mudou seu público-alvo e estratégias de
marketing para se adaptar à concorrência, tornando-se
uma marca de sandálias chique e fashion. Mudanças
constantes são essenciais para superar desafios de
mercado e evitar falências de empresas. A ineficiência no
planejamento e organização pode levar ao declínio
empresarial.
LIDERANÇALIDERANÇA
Assumir liderança é fundamental para motivar os
funcionários a atingir metas organizacionais, moldar
culturas e transmitir objetivos, sendo essencial para o
sucesso do negócio em um ambiente de incertezas e
competição.
Nenhuma empresa pode prescindir de verdadeiros líderes
atuando em suas fileiras. O sucesso de um líder depende do
esforço e interesse demonstrado por seus colaboradores,
além das habilidades de liderança.
CONTROLECONTROLEO controle é a quarta função no processo administrativo.
Significa monitorar as atividades dos colaboradores,
verificar se a empresa está seguindo na direção correta
em direção aos seus objetivos e corrigir quando necessário.
Os gestores precisam garantir que a empresa esteja
progredindo em direção aos seus objetivos.
As novas tendências empresariais favorecem a confiança
nos colaboradores e o autocontrole, reduzindo a supervisão
direta dos gestores. Alguns sistemas de controle baseiam-
se na crença de que as pessoas tomarão decisões corretas
com informações adequadas. Treinamentos e programas de
valores são usados para garantir altos padrões de
desempenho. O controle é realizado através de relatórios de
acompanhamento e avaliação das ações, monitoramento de
vendas e do orçamento.
Como você viu, as funções
administrativas estabelecem
parâmetros essenciais para o êxito de uma
organização. Sem elas, há uma grande tendência
à desordem e ao insucesso. Porém, para que essas
funções sejam exercidas propriamente, é preciso que
o administrador possua (ou adquira) habilidades
específi cas, sem as quais se torna extremamente !
difícil obter os resultados esperados.
História do Pensamento Administrativo
Habilidades específicas ao profissional 
da administração 
O trabalho de um administrador é complexo e requer habilidades conceituais, humanas e
técnicas. Essas habilidades são essenciais em todos os níveis da organização para uma gestão
eficaz.
HABILIDADES CONCEITUAISHABILIDADES CONCEITUAIS
Habilidade conceitual é a capacidade de visualizar a
organização como um todo, entender as inter-relações
entre suas partes e pensar estrategicamente, com uma
visão ampla e de longo prazo.
As habilidades conceituais são essenciais para
administradores de alto escalão, permitindo a compreensão
de elementos significativos e padrões amplos. Desenvolvê-las
é crucial para assumir posições de liderança e lidar com
decisões estratégicas, alocação de recursos e inovação.
Administradores que não as desenvolvem podem ter sua
progressão limitada na hierarquia empresarial.
HABILIDADES HUMANASHABILIDADES HUMANAS
A habilidade humana do administrador envolve trabalhar
eficazmente com pessoas diversas, motivando, facilitando a
comunicação e resolvendo problemas, permitindo a
participação dos colaboradores.
Administradores eficazes incentivam, facilitam, treinam e
educam, desenvolvendo habilidades em colaboradores sem
criar concorrência. Isso gera confiança e admiração na
organização.
HABILIDADES TÉCNICASHABILIDADES TÉCNICAS 
Habilidade técnica envolve proficiência em tarefas
específicas, incluindo domínio de métodos, técnicas e
equipamentos. Requer conhecimento especializado,
capacidade analítica e uso competente de instrumentos
para resolver problemas na área específica.
as habilidades técnicas são cruciais nos níveis iniciais de uma
organização, levando muitos gerentes a serem promovidos
com base nelas. Entretanto, à medida que avançam na
hierarquia, as habilidades humanas e conceituais se tornam
mais relevantes em comparação às habilidades técnicas.
Na alta administração,
predomina o exercício das
habilidades conceituais (elaboração de
planos estratégicos, formulação de estratégias,
ncepção de novos modelos de negócio e de gestão).
gerência média, prevalecem as habilidades humanas
(liderança, trabalho de equipe, desenvolvimento
de pessoas, gestão de talentos etc.). Na chefi a
operacional, são mais importantes as habilidades
técnicas (implantação das ações, supervisão
do trabalho a ser executado etc.).
O maior desafio é motivar as pessoas
para o alto desempenho, criar
um clima organizacional propício para o
trabalho em equipe, incentivar
comportamentos cooperativos, criar
sinergias por meio dos trabalhos de
grupo, criar um propósito comum e
transformá-lo em visão e missão, e
difundir ambos em toda a organização.
Os administradores
usam as habilidades
conceituais, humanas e técnicas para
desempenhar as quatro funções administrativas
de planejamento, organização, liderança e
controle em todas as empresas, pequenas e grandes,
manufatureiras e de serviços, com e sem fi ns lucrativos.
Mas nem todos os trabalhos administrativos são iguais.
Os administradores são responsáveis por diferentes
departamentos, trabalham em diferentes níveis de
hierarquia e encontram diferentes exigências
para alcançar bons desempenhos
História do Pensamento Administrativo
CONCLUSÃOCONCLUSÃO
A Administração é um misto de ciência e
arte; ciência porque
seu exercício é pautado por princípios,
técnicas e conhecimentos, e arte
porque exige do administrador o uso da sua
intuição e sensibilidade, pois
nem sempre dispõe de dados e informações
sufi cientes para a tomada de
decisões. O administrador deve estudá-las
cientifi camente, mas nunca
deve esquecer que suas teorias não são
aplicáveis, em qualquer contexto,
com resultados previsíveis.
O administrador tem um importante papel
a cumprir. É ele que
“dá direção à organização” e assegura o
seu bom desempenho, que pode
ser mensurado em termos de eficiência e
eficácia.
História do Pensamento Administrativo
Da produção artesanal à produção industrial
DOS ESCRAVOS AOS BURGUESESDOS ESCRAVOS AOS BURGUESES
O Império Romano buscava conquistar e colonizar novos territórios,
mas a relação era de subordinação direta, com os romanos ocupando
altos cargos públicos e os povos colonizados enfrentando perda de
liberdade e altos impostos. Com sua decadência no século V d.C., devido
a invasões bárbaras e más políticas econômicas, a Europa viu baixa
densidade populacional e desenvolvimento urbano. Os povos bárbaros
dominaram a Europa Medieval, levando à ascensão do feudalismo, onde
os senhores feudais exerciam poder político sobre os servos, que eram
explorados e obrigados a prestar serviços e tributos. No entanto, o
surgimento de burgos e burgueses representou uma ruptura com as
relações servis, permitindo uma atividade econômica mais diversificada
e o surgimento de profissionais autônomos.
DO SERVO AO ARTESÃODO SERVO AO ARTESÃO
Nos burgos, ao contrário dos feudos, surgiram profissionais cujas
habilidades permitiam o comércio de produtos essenciais,
garantindo-lhes status na comunidade. Com as corporações de
ofício na alta Idade Média, houve uma especialização na produção
de bens e uma transição da produção de subsistência feudal para
uma economia de troca, onde o excedente de produção era
oferecido no mercado regional para troca e venda.
As corporações de ofício eram
associações de profissionais na Idade
Média que regulavam o mercado de
trabalho e promoviam a
especialização na produção de bens.
E A ADMINISTRAÇÃO, JÁ EXISTIA? 
Sim, naquela época, a Administração existia e
se baseava na adoção de controles contábeis-
financeiros para registrar a movimentação
de mercadorias entre regiões. Sua maior
importância estava na organização da
produção artesanal pelas corporações e nos
ganhos obtidos pela comercialização dos
produtos.
DO ARTESÃO AO OPERÁRIODO ARTESÃO AO OPERÁRIO
Durante o período das corporações de ofício, a produção
industrial era controlada pelas oficinas e o comércio era
limitado a associações regionais. Isso resultava em
CARTELIZAÇÃO da produção, limitando a evolução
tecnológica e restringindo o crescimento econômico, pois a
produtividade estava ligada apenas ao consumo local.
Inicialmente, o escambo era a prática econômica
predominante, mas com o aumento do consumo e das trocas
inter-regionais, o comércio se fortaleceu. Com o aumento da
demanda, as oficinas tradicionais foram ampliadas e
transformadas em fábricas para atender ao mercado
consumidor. A produção nessas fábricas ganhou escala e
ritmo intenso. O surgimento das fábricas levou à divisão do
trabalho, criando novas categorias de trabalhadores
responsáveis por diferentes partes da produção, como coleta
de matéria-prima e separação de materiais.
CARTELIZAÇÃO
Um cartel é uma associação entre empresas do mesmo
ramode produção para dominar o mercado e disciplinar
a concorrência, fixando preços uniformizados em níveis
altos e estabelecendo cotas de produção. Isso ocorre
em setores como o comércio de combustíveis, onde
postos de gasolina de diferentes distribuidoras
combinam os mesmos preços de venda para manter os
lucros elevados e limitar a competição. Cartelização, no
contexto atual, refere-se à impossibilidade de
concorrência e expansão comercial da produção
artesanal, impedindo novas trocas entre produtos de
diferentes regiões.
DAS OFICINAS PARA AS FÁBRICASDAS OFICINAS PARA AS FÁBRICAS
O aumento do consumo demandou maior produção, impulsionando a criação de
máquinas para aumentar a produtividade. A urbanização e o comércio entre
cidades contribuíram para essa demanda crescente. A mecanização substituiu
parte da mão-de-obra artesanal, resultando em tarefas simplificadas e
padronizadas, que podiam ser executadas por trabalhadores sem qualificação
específica. Isso levou ao desaparecimento dos ofícios e à diminuição do status
social dos trabalhadores especializados.A competição por empregos intensificou-se
com o desaparecimento das unidades domésticas de produção, dando lugar a
operários e máquinas nas fábricas, marcando o início da Revolução Industrial na
Europa dos séculos XVIII e XIX. Isso resultou em produção coletiva em massa,
lucro e acúmulo de capital, com os capitalistas substituindo a aristocracia como os
novos líderes econômicos. A independência do artesão foi substituída pelo domínio
do capitalista sobre o trabalho humano, inaugurando o capitalismo industrial.
História do Pensamento Administrativo
Manufatura x Industrialização: Características dos
modos de produção 
As principais diferenças entre o sistema artesanal e o sistema industrial moderno incluem o
nível de produção, sendo o artesanal em pequena escala e o industrial em grande escala. Além
disso, há outras diferenças substanciais entre a manufatura e a produção em massa, que
serão destacadas nos quadros a seguir.
Processo artesanal
• trabalhadores altamente qualificados;
• uso de ferramentas manuais;
• fabricação de cada
produto de acordo com as
 especificações do comprador;
• os produtos são feitos um de
cada vez
Produção em massa
• profissionais especializados
 projetam produtos que serão
 fabricados por trabalhadores
 não-qualificados ou
 semiqualificados, operando
 equipamentos caros e de finalidades específicas;
•são produzidos artigos
 padronizados em grande
quantidade
Na produção artesanal, os produtos são feitos por
encomenda, um de cada vez, utilizando ferramentas
manuais. O artesão domina todo o processo
produtivo, resultando em mercadorias com preços
geralmente elevados, pois a produção é considerada
uma forma de arte.
PRODUÇÃO ARTESANALPRODUÇÃO ARTESANAL 
Na produção em massa, os produtos são fabricados em série e
em grandes quantidades, de forma padronizada. Os
trabalhadores são divididos em postos ao longo da linha de
produção, sendo responsáveis por uma ou duas tarefas.
Diferentemente da produção artesanal, onde o trabalho é
especializado, os trabalhadores na produção industrial são não
qualificados ou semiqualificados, com conhecimento limitado do
processo de produção e realizam tarefas rotineiras e
repetitivas.
PRODUÇÃO EM MASSAPRODUÇÃO EM MASSA
Na produção em massa, as mercadorias têm um
preço mais baixo e acessível à maioria da
sociedade devido à produção em grandes
quantidades, o que reduz os custos. As peças
são feitas de forma padronizada e idêntica,
utilizando máquinas, e seguindo um processo de
produção uniforme. A linha de montagem
fragmenta o trabalho em tarefas sequenciais,
resultando em grande economia de tempo.
O sistemaO sistema fabricafabrica 
A fábrica é onde os trabalhadores se reúnem para
produzir algo, resultado da concentração dos
trabalhadores em um mesmo local de trabalho. Controlada
pelo capitalista, o trabalhador utiliza os meios de produção
que não lhe pertencem, trabalhando em um ambiente
estranho e produzindo um produto para ser vendido para
clientes que não são seus .Na fábrica, há hierarquia,
disciplina, vigilância e controle sobre os trabalhadores
dispostos em sequência nas linhas de produção. A divisão
do trabalho em setores, funções e posições permite o
controle da produção e dos trabalhadores. A transição da
produção da oficina caseira do artesão para a fábrica do
capitalista resultou em um sistema de gerência despótico,
baseado no controle,na disciplina, na ordem e na
obediência hierárquica. E criou métodos e
sistemas de trabalho rápido, gerando maior produção,
produtividade e
lucro. É nesse contexto que surge a primeira teoria
administrativa
História do Pensamento Administrativo
Conclusão 
A Administração teve origem nas primeiras
comunidades primitivas, com uma divisão
rudimentar do trabalho entre caça e pesca para os
homens e atividades domésticas para as mulheres.
Nas grandes civilizações antigas, a Administração
evoluiu para a gestão de cidades e grandes
empreendimentos. No entanto, a Administração
como ciência surgiu apenas no final do século XIX e
início do século XX, com o advento das primeiras
fábricas e o modelo capitalista de produção.
Nas oficinas medievais predominava o
modelo de produção artesanal.
Com o desenvolvimento da maquinaria,
fruto das descobertas científi cas
da Revolução Industrial, as fábricas
emergiram como os novos locais de
produção, em substituição às ofi cinas
dos artesãos.
Nas fábricas, o sistema artesanal deu
lugar ao sistema industrial moderno,
consolidando-o como modo de produção
e dando origem aos modelos
administrativos.
ResumoResumo 
O sistema de produção industrial, que surgiu nos
séculos XVIII e XIX, era substancialmente
diferente do sistema tradicional. Nas fábricas
tradicionais, predominavam relações de trabalho
coercitivas, tecnologias rudimentares e falta de
necessidade de expansão capitalista. Essas
fábricas obtinham mão-de-obra gratuita e leal
de seus trabalhadores cativos.
História do Pensamento Administrativo
O foco na divisão do trabalho
A divisão do trabalho transformou
todos em operários, acabando com a
relação direta entre mestre e
artesão. Esta mudança foi crucial
para o desenvolvimento do
capitalismo industrial, introduzindo a
especialização por tarefas e a linha
de montagem. Isso resultou na
redução do conhecimento e das
habilidades dos trabalhadores,
enquanto as máquinas assumiam um
papel central no processo produtivo.
Na transição das fábricas artesanais
para o sistema industrial, surgiram
desafios que demandavam soluções
imediatas: gerenciar a nova força de
trabalho e treinar os operários para
aumentar a produtividade ao utilizar as
máquinas. Esses desafios deram origem
aos modelos organizacionais
administrativos modernos.
Modelos de produçãoModelos de produção 
OS ESTUDOS PIONEIROS DE ADAM SMITH, BABBAGE EOS ESTUDOS PIONEIROS DE ADAM SMITH, BABBAGE E
WHITNEYWHITNEY
Os estudos de Adam Smith, Babbage e Whitney ofereceram respostas
sobre como gerenciar a nova força de trabalho e aumentar a
produtividade. A divisão do trabalho, exemplificada por Smith, ilustra a
concepção capitalista de segmentação do trabalhador na produção,
sendo um marco na relação socioeconômica mundial. Em "A Riqueza
das Nações", Smith descreveu uma fábrica de alfinetes onde a divisão
do trabalho era evidente: diferentes operários realizavam etapas
específicas do processo de produção, como esticar o arame, retificar,
cortar, fazer a ponta e preparar o topo para receber a cabeça.Adam
Smith introduziu o conceito de divisão de trabalho industrial ao
descrever o processo de fabricação de alfinetes, onde diferentes
trabalhadores realizavam tarefas específicas. Isso permitia uma
produção mais eficiente e reduzia os custos para o capitalista, pois
contratar vários trabalhadores para tarefas específicas era mais
barato do que um único trabalhador para todo o processo. Essa
abordagem aumentava a produção e diminuíaos salários, já que
nenhum trabalhador era especialista em todo o processo de produção.
Adam Smith foi o fundador da Escola
Clássica de Economia. Charles Babbage,
em 1832, destacou a importância da
organização científica e enfatizou a
necessidade de planejamento e divisão
adequada do trabalho. Braverman
argumentou que a força de trabalho
poderia ser adquirida de forma mais
econômica por meio de elementos
dissociados do que como uma
capacidade integrada em um único
trabalhador.
ADAM SMITH × BRAVERMANADAM SMITH × BRAVERMAN
História do Pensamento Administrativo
O surgimento do trabalho parcelado
A aplicação do trabalho ao processo produtivo é a
base da produção em massa, onde os trabalhadores
são organizados em postos de trabalho ao longo de
uma linha de montagem, seguindo uma sequência de
tarefas e movimentos necessários para a produção
de um bem ou mercadoria. O parcelamento do
trabalho envolve fragmentá-lo em partes, decompor
em tarefas e sequenciar. Com a evolução dos
modelos administrativos e econômicos, esse conceito
foi reestruturado para atender às novas
necessidades de mercado.
O processo de parcelamento 
do trabalho tem as seguintes características:
• o trabalho é decomposto em suas
tarefas repetitivas
mais simples e básicas;
• o trabalho é fragmentado em partes
que resultam em
divisão e especialização da mão-de-obra;
• o trabalho é seqüenciado em termos do
que
se precisa executar na linha de
montagem.
Customização em Massa;Customização em Massa;
 A versão moderna da produção em massaA versão moderna da produção em massa 
A partir dos anos 1970, o modelo de produção em massa revelou-se
inadequado devido à incapacidade de atender às crescentes demandas e
expectativas dos clientes em termos de volume, qualidade e ritmo. Além
disso, surgiram novas tecnologias, como a informática, robotização e
automação de processos. A intensificação da competição no mercado
exigiu das empresas maior criatividade, agilidade e flexibilidade na gestão
da produção e dos negócios. Para enfrentar esses desafios, surgiu o
conceito de CUSTOMIZAÇÃO EM MASSA que consiste em produzir e
entregar produtos de alta qualidade e baixo custo, feitos sob medida para
atender às necessidades e expectativas dos clientes. Na produção em
massa, o foco era na minimização de custos e maximização de volume,
padronizando produtos em grandes quantidades para aproveitar a
economia de escala. Na customização em massa, o foco está no cliente e
no mercado, adaptando a produção às necessidades e preferências dos
clientes através de um processo flexível e responsivo.
 conceito de costumização
 em massa
O conceito de customização em
massa foi abordado pela primeira
vez em 1970 por Alvin Toffler em
seu livro "O choque do futuro".
Posteriormente, Stan Davis em
"Future Perfect" e Joseph Pine II
em "Mass Customization" também
divulgaram e desenvolveram o
conceito.
A customização em massa não ocorreu diretamente
porque não era viável no início do século XX. Naquela
época, as tecnologias não eram avançadas o suficiente
para encurtar os ciclos de desenvolvimento do produto,
garantir alta qualidade e baixo custo, mesmo na
produção em massa. Além disso, não era possível atender
a certos nichos de mercado com qualidade e produção
feitas sob medida.
História do Pensamento Administrativo
Críticas aos modelos de produção e 
customização: Karl Max
Para Marx, a divisão do trabalho alienava o trabalhador,
transformando-o em uma espécie de monstro. Ele argumentava
que o trabalhador desenvolvia habilidades sociais apenas quando
inserido em um sistema de produção, pois seu trabalho era
restrito a poucas tarefas, levando-o a agir como um autômato
sob um ritmo frenético. Os instintos e outras capacidades do
trabalhador eram ignorados ou suprimidos, e sua condição como
sujeito individual e histórico era negada.De acordo com essa
visão, a divisão do trabalho transforma o indivíduo em um
mecanismo automático dentro de um sistema, fazendo com que
o trabalhador seja identificado como propriedade do capital, em
vez de ser reconhecido como um sujeito social. Isso reflete a
ideia de que "todos são iguais perante o capital".
 conceito de costumização em massa
Marx identificou dois estágios da produção capitalista:
a manufatura, onde a produção era manual e o
trabalhador era qualificado, e a maquinaria, onde o
operário se tornou um apêndice da máquina e muitas
de suas habilidades foram transferidas para ela.
Marx identificou diversos efeitos nocivos para o
trabalhador na produção capitalista: hierarquização do
trabalho, depreciação da força de trabalho e submissão
do trabalhador ao controle e disciplina do capital. Ele
introduziu o conceito de trabalhador parcial, ligado a
uma função específica ao longo da vida. O processo de
produção capitalista caracterizava-se pelo
parcelamento de tarefas, incorporação do
conhecimento técnico ao maquinismo e pela direção
despótica. A subordinação técnica e disciplina militar
criavam uma regularidade imutável, buscando
"robotizar" o trabalhador e apagar sua história de
liberdade nas relações trabalhistas. Exemplo disso era a
política do cartão de ponto, onde o atraso ou faltas do
trabalhador resultavam em severos castigos e ameaças
de demissão, além de multas ou descontos salariais.
Os modos de
produção no pensamento
marxista
Marx identificou dois estágios da produção
capitalista: a manufatura e a maquinaria. Na
nufatura, a produção era manual e o trabalhador era
Qualificado, pois mostrava-se hábil no uso de
ferramentas
no domínio de habilidades físico-manipulativas. Na
maquinaria, o operário tornou-se um apêndice da
máquina, muitas de suas habilidades foram
transferidas para a máquina
Uma crítica marxista ao capitalismo é a
separação entre trabalho manual e
intelectual. O trabalho intelectual, melhor
remunerado, é reservado para engenheiros,
gerentes e supervisores, enquanto o
trabalho manual, realizado pelos
trabalhadores da linha de montagem, é
parcial, fragmentado, alienado, mal
remunerado e responsável pelo produto.
História do Pensamento Administrativo
Criticas aos modelos de produção e
customização: Harry Braverman
Braverman desenvolveu a tese da degradação do trabalho
como resultado da divisão do trabalho nas linhas de
produção, argumentando que o sistema capitalista de
produção era degradante. Santana e Ramalho, em
"Sociologia do Trabalho" (2004), baseados na obra de
Braverman, explicam que o processo de trabalho leva a
uma desqualificação progressiva do trabalhador devido à
crescente divisão do trabalho no capitalismo. Isso resulta
em tarefas simplificadas, exigindo maior especialização
parcial e menor qualificação global. O trabalho parcelado
torna-se mais qualificado, mas menos especializado, pois
consiste em realizar as mesmas tarefas repetitivas,
resultando em uma desespecialização e desqualificação da
mão-de-obra.
•Destrução sistemática das habilidades ao redor.
•Surgimento de qualificações e ocupações que
correspondem às necessidades do capital
.Divórcio entre o processo de trabalho e o
conhecimento/preparo especial
.Separação entre concepção e execução
.Desqualificação do trabalho.Uso extensivo e
intensivo do controle pela gerência
.Subordinação real do trabalho
.Redução da interferência, resistência individual
ou coletiva dos trabalhadores no processo de
produção
.Alienação dos trabalhadores em relação ao
processo produtivo.
Braverman identificou os efeitos negativos 
do modo de produção capitalista 
Antes, como artesão, o trabalhador tinha controle total
sobre seu trabalho, possuindo conhecimento completo de
todas as etapas do processo produtivo e habilidades
necessárias para realizá-las. Agora, no modo capitalista
de produção, as tarefas e habilidades do trabalhador são
determinadas pelo sistema, dependendo de seu posto de
trabalho e posição no processo produtivo. Isso resulta na
substituição do conhecimento e habilidades integrais do
trabalhopor conhecimento e habilidades sociais. Ao ser
restrito a poucas tarefas, o trabalhador se desqualifica,
o que o torna menos valorizado, com remuneração baixa e
facilmente substituível.
A influência de Marx em
Braverman
Marx influenciou profundamente o pensamento
ocidental sobre a relação do sujeito com o trabalho,
continuando a influenciar autores contemporâneos. De
acordo com as análises de Braverman, há uma clara
separação entre os trabalhadores responsáveis pela
concepção do trabalho (engenheiros de produção) e
sua execução (trabalhadores braçais desqualificados).
Isso resulta em um controle rígido da gerência sobre
os trabalhadores e o processo de trabalho, levando à
total subordinação do trabalho ao capital. Como
resultado, o trabalhador se fragiliza, tornando-se
subjugado, subordinado e dependente, com seu grau
de interferência no processo de produção minimizado.
ConclusãoConclusão 
O conceito fundamental do sistema de produção capitalista é a divisão manufatureira do trabalho,
desenvolvido por Adam Smith, Babbage e Whitney. Compreender esse conceito é crucial para
entender o capitalismo industrial e a moderna administração, que se concentra na produtividade,
redução de custos e eficiência operacional. Avaliar criticamente o sistema industrial requer
considerar as contribuições dos pioneiros e a visão crítica dos marxistas e bravermanianos.
História do Pensamento Administrativo
Resumo 
A divisão manufatureira do trabalho é o conceito-chave na nova organização 
do trabalho na fábrica. O seu uso, através do parcelamento do trabalho,
possibilitou a implantação das linhas de montagem, tendo por reflexo o
acúmulo de capital das primeiras fábricas modernas.
Os primeiros estudos sobre a divisão do trabalho foram feitos por Adam
Smith, Charles Babbage e Eli Whitney. Smith descreveu a organização do
trabalho de produção de alfi netes.
Autores como Marx e Braverman demonstraram os efeitos nocivos da divisão
manufatureira do trabalho; ambos fi zeram uma crítica contundente ao
sistema capitalista de produção.
Babbage demonstrou que a divisão
do trabalho em tarefas e subtarefas diminui o custo da mão-de-obra, de
grande peso no custo da manufatura. Whitney demonstrou os benefícios
da aplicação da divisão do trabalho na fabricação de armas.
História do Pensamento Administrativo
O taylorismo: a base teórica do sistema 
capitalista de produção
Taylor, um engenheiro americano, foi o principal
responsável por um dos maiores legados à história
da Administração. Suas ideias e experimentos deram
origem a um novo modelo de produção, que se
tornou a base teórica do sistema capitalista. Seu
pensamento ganhou destaque com a publicação de
"Princípios de Administração Científica" em 1911.
Taylor defendia a simplificação do trabalho
complexo em tarefas simples e repetitivas, baseado
na análise de tempos e movimentos, resultando no
taylorismo.
Frederick Winslow Taylor (1856-1915)
Considerado o pai da Administração Científica, iniciou
sua carreira como operário da Midvale Steel Works e,
em seguida, ocupou o cargo de engenheiro-chefe tanto
nessa empresa quanto na Bethlehem Steel Works.
A PERSPECTIVA DE TAYLORA PERSPECTIVA DE TAYLOR
APLICADA À PRODUÇÃOAPLICADA À PRODUÇÃO
INDUSTRIALINDUSTRIAL
A Revolução Industrial trouxe mudanças significativas na organização da
produção e do trabalho, incluindo o surgimento de fábricas, a
substituição do artesão pelo operário especializado e o surgimento dos
sindicatos. O taylorismo surgiu como uma abordagem científica da gestão
da produção no início do século XX, em resposta à transição da produção
artesanal para a produção em massa. Enquanto na produção artesanal os
produtos eram feitos individualmente, valorizando as habilidades dos
profissionais, na produção em massa, as máquinas permitiam uma
produção em larga escala, mas também exigiam utilização constante para
compensar o alto custo de aquisição. Taylor desenvolveu seu modelo
utilizando o conceito de divisão do trabalho, previamente estabelecido por
Adam Smith. Ele criou princípios de gestão, como ordem, disciplina,
supervisão funcional e racionalização do trabalho, para serem
implementados pela administração das indústrias. Sua técnica de estudo
de TEMPOS E MOVIMENTOS revolucionou a organização e o
gerenciamento da produção, resultando em aumento da produção,
produtividade e redução de custos.
T
e
m
po
 e
 m
ov
im
e
n
t
o
O modelo taylorista introduziu uma nova
rotina e ritmo de trabalho, centrado nos
estudos de tempos e movimentos. Taylor
estabeleceu um ritmo intenso nas linhas de
produção das fábricas, substituindo o ritmo
individual do trabalhador-artesão pelo ritmo
impessoal imposto pela máquina. As
habilidades dos trabalhadores foram
transferidas para as máquinas, que passaram
a determinar o ritmo de trabalho. A dinâmica
e a padronização do processo de produção
foram impostas aos trabalhadores,
garantindo a homogeneidade das ações e dos
produtos.
Baseado em suas crenças
sobre o trabalho, Taylor
desenvolveu uma "ciência do
trabalho" para substituir os
métodos empíricos vigentes.
Introduziu um plano de
incentivo salarial, utilizando
gratificações por aumento
da produção para motivar
os trabalhadores.
O MODELO TAYLORISTA DEO MODELO TAYLORISTA DE
GERÊNCIA CIENTÍFICAGERÊNCIA CIENTÍFICA
Taylor desenvolveu um conjunto de princípios e métodos
de gestão centrados nas tarefas. Seu enfoque na tarefa
foi destacado em seu depoimento na Comissão Especial da
Câmara de Representantes dos Estados Unidos, onde
mencionou que na Midvale Steel Works o trabalho era
realizado por tarefa, dia e noite. Ele teve que prestar
esclarecimentos devido a acusações de que seu modelo de
gestão submetia os trabalhadores a um ritmo incessante
de trabalho, colocando em risco sua saúde física e mental.
Nos Estados Unidos daquela época, o interesse de grupos
capitalistas predominava sobre discussões sociais,
favorecendo os interesses dos poderosos em detrimento
dos trabalhadores. Taylor reconhecia as dificuldades de
aplicar o conceito de tarefas na fábrica e buscava treinar
e capacitar os operários para se adaptarem ao ritmo
imposto pelas novas linhas de produção da Era Industrial,
satisfazendo os donos das indústrias. Por meio de
métodos científicos de observação e mensuração, como
identificação de erros e controle de tempos e
movimentos, o taylorismo se tornou um modelo de
gerência científica.
O modelo taylorista de gestão visava resolver
problemas como o desperdício de materiais,
matéria-prima e tempo, além do baixo nível de
produtividade dos trabalhadores da época. Taylor
propôs soluções concentradas na aplicação de
métodos e técnicas de engenharia industrial para
analisar e racionalizar o trabalho. Os objetivos
eram alcançar a máxima produção e minimizar os
custos.
História do Pensamento Administrativo
O taylorismo: a base teórica do sistema 
capitalista de produção
Taylor era um profundo conhecedor do dia-a-dia do operário e
compreendia a resistência dos trabalhadores à implantação de
um modo mais racional de produção, que era também mais
lucrativo para os capitalistas e mais exaustivo para os
operários. Em seus livros "Shop management" (Administração
de oficinas, 1903) e "Principles of scientific management"
(Princípios de Administração Científica, 1911), Taylor analisou
esse fenômeno, destacando o ritmo lento adotado pelos
trabalhadores ou a vadiação, também conhecida como
operação tartaruga ou como ele chamava: MARCA PASSO.
Marca-passoMarca-passo
Taylor identificou dois tipos de operações de marcar
passo: o marcar passo natural, resultado da tendência
das pessoas de ficarem à vontade (preguiça natural dos
homens), e o marca-passo sistemático, por ele definido
como:
 A maior parte do marca-passo sistemático é
feito pelos homens com o deliberado propósito 
de mostrar aos empregados ignorantes como
o trabalho pode ser feito rápido (TAYLOR apud
BRAVERMAN, 1974, p. 92).
Em seguida, Taylor explica as origens de
tal prática:
Équase universal em todos os esquemas
comuns de administração e resulta de um
cuidadoso estudo por parte dos operários
sobre como atender aos seus melhores
interesses.
Taylor via a adoção das práticas de marca-passo como um
conflito entre os trabalhadores e a gerência. Para resolvê-lo, ele
propôs primeiro entender suas causas, que, segundo o modelo
taylorista, eram: a crença equivocada de que a eficiência no
trabalho reduziria o número de empregos, o comportamento não
racional dos gerentes para proteger seus interesses e os
métodos antiquados de trabalho. Em segundo lugar, ele propôs
criar princípios...
OS PRINCÍPIOS TAYLORISTASOS PRINCÍPIOS TAYLORISTAS 
•Princípio do planejamento: substituir o critério
individual do operário, a improvisação e a atuação
empíricas por métodos científicos.
•Princípio do preparo: selecionar cientificamente os
trabalhadores, prepará-los e treiná-los para
produzirem mais e melhor.
•Princípio do controle: controlar o trabalho para
garantir que esteja sendo executado de acordo com
as normas estabelecidas e o plano previsto.
•Princípio da execução: definir as atribuições e
responsabilidades de cada um no trabalho.
•Princípio da supervisão funcional: especializar
funcionalmente a supervisão, como o supervisor de
manutenção, produção e qualidade.
•Princípio da exceção: priorizar apenas os desvios
dos padrões normais por meio de um sistema de
informação, enfatizando ações corretivas ou
reforçadoras.
A utopia tayloristaA utopia taylorista
Taylor buscou assegurar a máxima prosperidade tanto
para os empregados quanto para os empregadores,
visando eliminar conflitos entre administração e
trabalhadores. Desenvolveu uma metodologia de "ciência
do trabalho" baseada na divisão do trabalho, onde
subdividir uma tarefa em subtarefas aumentaria a
habilidade do operário e sua produção. Criou um Plano de
Incentivo Salarial, vinculando a remuneração ao número
de unidades produzidas, seguindo o conceito do Homo
economicus. Isso resultou em lucros aumentados para os
empregadores e salários mais altos para os
trabalhadores, promovendo uma base cooperativa entre
administração e empregados
A utopia taylorista visava alcançar máxima prosperidade na indústria
através da harmonia entre administração, gerência e trabalhadores,
eliminando conflitos. Isso seria feito estabelecendo níveis específicos de
produção e incentivos financeiros. O objetivo principal da administração
seria garantir a máxima prosperidade tanto para o empregador quanto
para cada empregado.
História do Pensamento Administrativo
O desafio taylorista: A criação de
uma ciência do trabalho 
A Revolução Industrial resultou da aplicação da ciência à produção,
com o desenvolvimento de máquinas e tecnologias. A gerência
científica de Taylor visava aplicar a ciência à administração,
surgindo assim a administração como ciência do trabalho. Essa
nova ciência envolvia a criação de normas e métodos de
racionalização, estabelecimento de padrões ótimos de produção,
separação do trabalho intelectual do manual, distinção entre
planejamento e execução, busca pela eficiência, entre outros
processos metodológicos. Para aplicar esses conhecimentos, era
necessário analisar o processo produtivo.
Taylor propõe considerações específicas 
para a administração:
•Tornar o trabalho mais científico através da
racionalização com tarefas definidas, tempos e
movimentos estabelecidos e metas claras. 
•Racionalizar as tarefas do trabalho. 
•Alcançar a máxima produtividade.
•Utilizar melhor a capacidade dos gerentes e
trabalhadores.
•Obter maior eficiência.
•Controlar melhor o trabalho e os trabalhadores.
Vale lembrar que
Taylor não foi o primeiro a analisar
cientifi camente o trabalho. Foi
precedido por
Adam Smith, Charles Babbage e Eli
Whitney,
Taylor realizou uma análise detalhada do trabalho, dividindo-o em
tarefas e estabelecendo movimentos e tempos de execução para
cada uma. Ele buscava o "melhor caminho", ou "the best way",
para executar uma tarefa, o que envolvia analisá-la nos mínimos
detalhes e treinar os operários para realizarem os movimentos no
tempo mínimo necessário. Essa abordagem levou ao "enfoque
mecanicista do ser humano", onde a organização é vista como uma
máquina e os funcionários são considerados meras engrenagens,
desconsiderando sua condição humana.
THE BEST WAY pode ser compreendido como a melhor, e
portanto única, maneira de executar um trabalho para
maximizar a eficiência de cada operário.
Taylor não pode ser culpado por exigir melhor desempenho dos trabalhadores
na fábrica. Ele educou os trabalhadores para um novo ambiente de trabalho, a
fábrica. Graças ao modelo taylorista, as fábricas aumentaram sua produção e
os trabalhadores aprimoraram suas habilidades e adquiriram novos
conhecimentos. Os teóricos neomarxistas tentam denegrir a imagem de
Taylor, afirmando que ele via o trabalhador como um apêndice da máquina,
adotando o "modelo da máquina".
A ÊNFASE NA EFICIÊNCIA E NO CONTROLEA ÊNFASE NA EFICIÊNCIA E NO CONTROLE
Taylor buscava a eficiência produtiva, identificando que os
fluxos produtivos careciam de uma sequência otimizada devido
à falta de padronização. Isso prejudicava a qualidade,
consumia tempo e materiais desnecessários, além de
desconsiderar a capacidade física e habilidade de cada
trabalhador, levando a acidentes e perda de produção. Para
alcançar eficiência, propunha padronização, seleção científica
das tarefas, treinamento e supervisão eficientes.
PADRONIZAÇÃO, SELEÇÃO,PADRONIZAÇÃO, SELEÇÃO, 
TREINAMENTO E SUPERVISÃOTREINAMENTO E SUPERVISÃO 
Taylor propunha a padronização das tarefas, onde
todos os trabalhadores que realizassem a mesma
tarefa deveriam fazê-lo da mesma forma, utilizando
os mesmos métodos e procedimentos. Isso envolvia a
seleção científica do trabalhador para cada tarefa,
ajustando-o à atividade laboral, e o treinamento para
aumentar o ritmo de trabalho na linha de produção,
resultando em um aumento da produção individual e
global. A supervisão tornava-se uma das principais
funções do administrador na fábrica, exercendo
controle sobre tempos e movimentos.
História do Pensamento Administrativo
O desafio taylorista: A criação de
uma ciência do trabalho 
O trabalhador que não cumprisse suas tarefas
conforme as normas, procedimentos e padrões
estabelecidos, incluindo tempos e movimentos,
enfrentava punições e até mesmo demissão.
Isso resultou em um alto nível de interferência
da gerência sobre o trabalho, tornando-a
praticamente absoluta.
Na era taylorista, o controle estava
focado nas tarefas e no desempenho,
com ênfase na medição do tempo de
execução das tarefas e na sequência dos
movimentos. Atualmente, a gerência
moderna prioriza funções como
planejamento, coordenação e liderança.
Seu principal papel é orientar, motivar e
promover um ambiente de confiança e
respeito mútuo.
As duras críticas ao TaylorismoAs duras críticas ao Taylorismo 
As críticas mais severas ao taylorismo partiram dos pensadores
marxistas, que questionaram a ênfase nas tarefas e no ambiente
físico em detrimento do elemento humano, além da concepção
mecanicista da empresa. No entanto, é preciso considerar o
contexto da época, em que a indústria estava em crescimento e os
trabalhadores precisavam se adaptar ao novo processo mecanizado
de produção. Taylor, com sua formação de ex-operário e
engenheiro, ensinava os trabalhadores a operar os novos
instrumentos de trabalho enfatizando tarefas e movimentos. O
modelo mecanicista era dominante na época, concebendo a empresa
como uma máquina com postos e funções inter-relacionadas,
funcionando de forma programada.
Mecanismo e Burocracia 
As organizações planejadas e operadas como
máquinas são frequentemente chamadas de
burocracias. A maioria das organizações, em
certo ponto, torna-se burocratizada devido ao
pensamento mecanicista que fundamenta os
conceitos organizacionais. Existe uma tendência a
esperar que as organizações operem como
máquinas, de maneira rotineira,eficiente,
confiável e previsível.
Taylor aplicou o mecanicismo ao processo produtivo, dividindo-o
em tarefas sequenciais interligadas para criar um fluxo
constante de produção. Isso ocorreu durante o "apogeu das
máquinas", período de transição da produção artesanal para a
industrial, com êxodo da mão-de-obra rural para as fábricas
urbanas e degradação ambiental devido à poluição industrial.
Taylor adaptou os trabalhadores à era das máquinas,
priorizando a racionalidade sobre o aspecto humanístico.
Comparando os modelos de
Taylor à realidade atual 
Outras críticas ao taylorismo incluem a concepção de "homem econômico", a
visão fechada da empresa, a fragmentação das tarefas levando à
desespecialização do trabalhador e sua exploração. A ideia de "homem
econômico" considerava que a motivação para produzir mais era apenas movida
por incentivos monetários, excluindo incentivos sociais e psicológicos que só
foram abordados mais tarde. O enfoque fechado da organização refletia a
ênfase na produção em detrimento das relações com o mercado, concorrentes
e fornecedores. A divisão do trabalho buscava especializar o trabalhador nas
tarefas do processo produtivo, não visando alienação ou superespecialização.
Taylor enfrentou campanhas difamatórias e acusações dos sindicatos e
movimentos operários devido às suas propostas inovadoras para a época.
História do Pensamento AdministrativoOs seguidores de Taylor 
Taylor teve seguidores notáveis, como Frank B.
Gilbreth e Lilian Gilbreth, que se dedicaram à
racionalização do trabalho e produção. Frank Gilbreth
desenvolveu estudos de tempos e movimentos,
identificando movimentos elementares chamados de
Therbligs, que permitiam decompor e analisar
qualquer tarefa. Lilian Gilbreth contribuiu com estudos
de Psicologia Industrial, dividindo a fadiga em fadiga
necessária e desnecessária e propondo melhorias no
ambiente de trabalho para reduzir a fadiga.
Henry Lawrence Gantt,
engenheiro americano que
colaborou com Taylor entre
1887 e 1902, é conhecido por
criar o primeiro escritório de
racionalização aplicada. Sua
principal contribuição foi o
desenvolvimento de um
gráfico de planejamento e
controle, conhecido como
cronograma.
H
e
n
ry
 L
a
w
re
n
c
e
 G
a
n
t
t
 
 Conclusão 
O texto discute as críticas e visões
contrastantes sobre Frederick Taylor.
Enquanto alguns o veem como responsável pela
divisão do trabalho e pela supremacia do
capital sobre o trabalho, outros argumentam
que ele revolucionou a administração ao criar
uma ciência. É destacado que Taylor operava
em um contexto de condições precárias de
trabalho e conseguiu introduzir inovações
significativas na gestão industrial, embora suas
ideias também tenham sido alvo de críticas por
sua abordagem autoritária.
História do Pensamento Administrativo
Resumo
O taylorismo surgiu no início da Era Industrial; seu objetivo principal era criar
um novo modelo de planejamento e organização da produção industrial
baseado em critérios, parâmetros científi cos.
Em seu modelo, Taylor desenvolveu o “estudo de tempos e movimentos”,
“um plano de incentivo salarial” e fez um estudo minucioso da divisão do
trabalho na linha de produção.
Adotou uma abordagem prescritiva da Administração, ao formular diversos
princípios. Seus ensinamentos, contidos na sua principal obra, Princípios
de administração científi ca, correram o mundo e contribuíram fortemente
para o surgimento e o apogeu da produção em massa.
Profundo conhecedor das artimanhas dos trabalhadores, fez um estudo
rigoroso das operações de marcar passo e explicou, detalhadamente,
como o operário “mata” o trabalho, enganando o patrão e simulando
desempenho máximo.
Acreditava fortemente na cooperação entre a Administração e os
trabalhadores. Seu modelo de gestão previa ganhos recíprocos e satisfação
plena de ambas as partes. Para ele, o confl ito entre capital e trabalho
poderia ser suprimido se a Administração fosse científica, racional e
imparcial. Seu foco principal de análise era a tarefa, a sua execução e a
busca de efi ciência operacional.
Sua concepção de “homem econômico” era apropriada para a época. Para
ele, o ser humano era movido preferencialmente por motivos econômicos.
Os baixos salários do início do capitalismo industrial justifi cavam a imensa
luta pela sobrevivência. Neste contexto, os estímulos econômicos eram
dominantes.
Outra grande contribuição taylorista foi a idéia de especialização por
função. O modelo de supervisão funcional – um supervisor para cada função
(manutenção, produção, tempos e movimentos etc.) – foi o precursor das
estruturas funcionais verticalizadas que, anos mais tarde, foram adotadas
por muitas empresas.
História do Pensamento Administrativo
A contribuição de Fayol e seus seguidores
O sucesso empresarial/organizacional reside nas organizações com 
estruturas simples e em constante comunicação. Contudo, por detrás
de qualquer estratégia empresarial/organizacional, existem sempre
as pessoas.
- Tom Peters
O taylorismo revolucionou a eficiência produtiva no chão de fábrica,
focando na racionalização da produção através de estudos de tempos e
movimentos. No entanto, Fayol e seus seguidores ampliaram essa
perspectiva, preenchendo a lacuna deixada pelo taylorismo ao analisar a
administração de forma mais teórica. Isso levou a uma mudança no objeto
de estudo da administração, passando dos problemas do chão de fábrica
para os desafios da alta administração. Fayol enfatizou a importância da
administração como a principal função de qualquer empresa, destacando
duas questões centrais em seus estudos: como administrar uma empresa e
o que é administração. O fayolismo buscou explicitar os preceitos teóricos
básicos da nova ciência da administração, descrevendo com precisão as
funções e processos essenciais da gerência.
IntroduçãoIntrodução 
OS PRESSUPOSTOS BÁSICOS DO FAYOLISMO – A ANÁLISE
FUNCIONAL DA EMPRESA E A ANÁLISE DAS ETAPAS DO
PROCESSO ADMINISTRATIVO
Fayol definiu a Administração como uma função distinta das demais
dentro de uma empresa, atribuindo-lhe a principal importância. Ele
delineou as etapas do processo administrativo, enfatizando cinco
funções: planejamento, organização, comando, coordenação e
controle. Este modelo fayolista ampliou a visão da administração além
dos limites da linha de produção taylorista.
As funções da empresa
técnica (produção e manufatura);
comercial (compra, venda, troca);
financeira (processo e utilização do
capital);
segurança (proteção da
propriedade e das pessoas);
contabilidade (registros de
estoques, balanços, custos,
 estatísticas);
administração (planejamento,
organização, comando,
 coordenação e controle)
Principais funções
administrativas segundo Fayol
Fayol definiu as funções administrativas de forma abrangente,
começando pela função técnica, que se concentra nas
operações produtivas e na logística interna e externa. Esta
função garante a eficiência do sistema produtivo da empresa,
desde a movimentação de matéria-prima até a entrega do
produto final.
Além disso, ele destacou a função comercial, que evoluiu
para incluir estratégias de marketing e comunicação,
abrangendo atividades de compra, venda e troca de
produtos e serviços. Esta função desempenha um papel
crucial na identificação de oportunidades de mercado e na
construção de relacionamentos com os clientes.
Fayol também definiu as funções financeira e contábil, que
gerenciam os investimentos, a captação de recursos financeiros,
a movimentação e aplicação desses recursos, bem como a
realização de registros contábeis, gestão de estoques e apuração
de custos. Estas funções garantem a sustentabilidade financeira
da empresa e fornecem informações precisas para a tomada de
decisões.
A função de segurança, inicialmente centrada na proteção de
propriedade e pessoas, evoluiu para abranger a segurança
patrimonial, do trabalho e dos dados. Esta função visa garantir
um ambiente seguro e protegido para todos os envolvidosnas
operações da empresa.
Por fim, Fayol considerava a administração como a função mais
nobre, responsável por coordenar todas as outras funções e
garantir a eficácia do processo administrativo. Isso inclui o
planejamento de longo prazo, a organização da estrutura
empresarial, o comando das operações diárias, a coordenação
entre diferentes áreas e o controle para garantir que tudo ocorra
conforme planejado. Essas funções são essenciais para o sucesso e
a sustentabilidade de qualquer organização.
História do Pensamento Administrativo
A contribuição de Fayol e seus seguidores
Observe cada função detalhadamente:
planejar é investigar profundamente o futuro e traçar um
programa de ação;
organizar é compor o duplo organismo, material e social, da
empresa;
 comandar é gerir o pessoal;
coordenar é ligar, unir e harmonizar todos os atos e todos os
esforços.
controlar é ser vigilante para que tudo ocorra de acordo com
as regras estabelecidas e as ordens dadas.
O controle encerra o ciclo do processo administrativo ao
verificar a eficiência e eficácia das atividades de planejamento,
organização, comando e coordenação. Os dados obtidos alimentam
um novo ciclo, iniciando-se com o replanejamento, seguido pela
organização, comando, coordenação e controle novamente.
ANÁLISE DO PAPEL DO ADMINISTRADOR
Fayol, após alcançar o cargo máximo na hierarquia administrativa, dedicou-
se a analisar o papel do administrador, equivalente aos CEOs modernos. Ele
concluiu que o trabalho do dirigente consiste em tomar decisões, estabelecer
metas, definir diretrizes e atribuir responsabilidades para garantir a
sequência lógica das atividades administrativas. O desempenho do
administrador é baseado no estabelecimento de metas, definição de
diretrizes e atribuição de responsabilidades.
Fayol enfatizou que administrar envolve definir metas,
implementar diretrizes, atribuir responsabilidades e garantir seu
cumprimento. Ele associou essas atividades às funções de
planejamento, organização, comando, coordenação e controle. No
entanto, sua abordagem refletia as influências do modelo de
administração tradicional, caracterizado por hierarquia e ênfase
em regras e procedimentos.
Observe as competências que um
dirigente deve ter, listadas por
Fayol:
Competências intelectuais: habilidade de pensar de
forma abstrata e teórica.
Competências interpessoais: habilidade de liderar,
motivar e comunicar eficazmente.
Competências técnicas: conhecimentos específicos
relacionados aos papéis e responsabilidades dentro
da organização.
Competências intrapessoais: capacidade de
autoanálise, autocontrole, automotivação,
autoconhecimento e gestão pessoal do tempo.
Essas competências são essenciais para o sucesso na
gestão e desenvolvimento pessoal.
Princípios de Fayol
Divisão do trabalho, que resultava na especialização dos1.
funcionários e administradores, que, por isso, eram alocados nas
diversas áreas funcionais da empresa – técnica, administrativa,
contábil, fi nanceira, segurança
2.Autoridade e responsabilidade — a responsabilidade
é a contrapartida da autoridade — quem tem autoridade tem
responsabilidade. Podemos ainda dizer que autoridade é o direito
de mandar e o poder de se fazer obedecer; já a
responsabilidade
é a recompensa ou a penalidade que acompanha o exercício do
poder.
3. Unidade de comando — um empregado deve receber
ordens de apenas um chefe, evitando “contra-ordens”.
4. Unidade de direção — unidade de propósitos, expressos
nos planos de ação, ou seja, um só chefe e só um programa de
operações que visem a um mesmo objetivo.
5. Disciplina — estabelecimento e cumprimento de normas e
regras.
6. Prevalência dos interesses gerais — os funcionários devem
submeter
seus interesses particulares aos interesses gerais da empresa.
7. Remuneração — pagamento de salários justos, baseado tanto
História do Pensamento Administrativo
A contribuição de Fayol e seus seguidores
8. Centralização — centralização da autoridade e decisões mais
importantes tomadas no topo da hierarquia organizacional.
9. Hierarquia — a divisão hierárquica dividindo os níveis de
decisão em camadas distintas.
10. Ordem — emanada da autoridade, deve ser seguida por todos.
11. Eqüidade — justiça para todos no ambiente de trabalho.
12. Estabilidade dos funcionários — segurança no trabalho e
combate à alta rotatividade.
13. Iniciativa — capacidade de estabelecer um plano e cumpri-lo.
14. Espírito de corpo — senso de trabalho em equipe.
Fayol introduziu a divisão do trabalho gerencial, diferenciando-se
do modelo taylorista de divisão do trabalho por tarefas. Ele
destacou as diferentes funções da empresa e as etapas do
processo administrativo, resultando em especializações gerenciais
e processos de gestão como planejamento, controle e
coordenação. Além disso, ele distinguiu entre "unidade de
comando" e "unidade de direção", enfatizando a importância da
coordenação de propósitos na empresa. Enquanto o modelo
taylorista quebrava a unidade de comando ao permitir que os
trabalhadores se reportassem a supervisores especializados por
área, o modelo de Fayol enfatizava a subordinação a um único
chefe. Fayol também destacou o binômio autoridade-
responsabilidade e defendeu um modelo de administração
centralizador, com hierarquia e cadeia escalar bem definidas. Em
relação à administração de recursos humanos, ele defendeu a
remuneração justa, estabilidade no emprego, equidade, iniciativa e
espírito de equipe.
Fayol enfatizou a importância da divisão
do trabalho para aumentar a
produtividade, argumentando que a
repetição de tarefas leva à habilidade,
segurança e precisão. Ele acreditava que
a especialização reduziria a necessidade
de esforço e atenção, resultando em
maior eficiência e rendimento no
trabalho.
OS PRINCIPAIS SEGUIDORES DE FAYOL
Os principais seguidores de Fayol incluem Luther Gulick,
Lyndal Urwick, James Mooney, William Newman e Alan
Reiley. Gulick e Urwick se destacaram pela criação da sigla
POSDCORB (planejamento, organização, alocação de pessoal,
direção, coordenação, relatórios e orçamento), ampliando o
escopo da função gerencial ao definir novas etapas do
processo administrativo. Gulick também contribuiu com a
teoria da departamentalização, que visa organizar unidades
administrativas na estrutura da empresa. Cada critério de
departamentalização será analisado separadamente,
detalhadamente na matéria Estruturas e Processos
Organizacionais.
Segundo Fayol, há cinco critérios
 de departamentalização:
• por função;
• por produto;
• por processo;
• por clientela;
• por área geográfi ca.
A departamentalização é uma técnica de organização que visa agrupar atividades
similares dentro de uma empresa. Existem diversos critérios de
departamentalização, incluindo por função, produto, clientela, área geográfica e
processo. Por exemplo, na departamentalização por função, as áreas funcionais
como administração, produção e contabilidade são subdivididas em departamentos
específicos, como recursos humanos, produção e finanças. Na
departamentalização por produto, as atividades são agrupadas de acordo com os
produtos ou serviços oferecidos pela empresa, como seção de brinquedos,
alimentos ou móveis. Já na departamentalização por cliente, as unidades são
criadas para atender segmentos específicos de mercado, como roupas infantis ou
roupas de adultos em uma loja de departamentos. A departamentalização por
área geográfica ocorre quando unidades administrativas são criadas para
atender diferentes regiões ou localidades, enquanto a departamentalização por
processo divide as atividades de acordo com o processo produtivo, como setor de
tingimento, corte e costura em uma fábrica de tecidos. Esses critérios de
departamentalização foram estabelecidos por Gulick e se tornaram padrão na
montagem de estruturas administrativas e organogramas, influenciando as
organizações burocráticas da época. Isso resultou em estruturas organizacionais
verticalizadas, com váriosníveis hierárquicos e muitos órgãos departamentais
distintos.
História do Pensamento Administrativo
A contribuição de Fayol e seus seguidores
Gulick identificou que qualquer trabalhador
poderia ser caracterizado por alguns aspectos:
pelo objetivo que ele se propõe a alcançar
(ensinar, pesquisar,
construir, manter etc.);
pelo processo que utiliza em seu trabalho
(engenharia, medicina,
contabilidade etc.);
pelas pessoas ou questões tratadas e
enfatizadas (por exemplo,
crianças, alunos, vendedores, engenheiros etc.) e;
 pelo lugar onde trabalha (hospital, escola,
universidade, loja,
fábrica).
Conclusão 
Fayol é reconhecido como um pioneiro na teoria
administrativa gerencial, sendo considerado o pai da
Administração Moderna e precursor dos estudos sobre
gerência. Sua concepção da Administração como uma das
funções principais da empresa e sua divisão do processo
administrativo em planejamento, organização, comando,
coordenação e controle estabeleceram a Administração
como um campo de estudo científico. Seus princípios
forneceram uma nova visão da Administração como um
sistema de gestão.
História do Pensamento Administrativo
R E S U M O
Em busca de respostas corretas e confi áveis para as duas questões básicas,
“o que é Administração?” e “como administrar?”, o administrador francês
Henry Fayol construiu um modelo e uma teoria administrativa peculiares
e inovadores para a época. Até hoje, sua conceituação do processo 
administrativo é utilizada em todas as escolas e nos cursos de gerência 
moderna. 
Sua abordagem funcional da Administração foi utilizada, durante anos,
como o paradigma principal de qualquer modelo de gestão. Ao destacar o
talento gerencial, Fayol foi capaz de trazer o desempenho gerencial para
o âmbito das questões prioritárias da moderna Administração.
É importante você perceber com clareza a evolução conceitual da 
Administração ocorrida na transição do taylorismo para o fayolismo. 
É uma nova perspectiva no estudo da Administração: de uma função 
restrita à produção (taylorismo) para uma função gerencial mais abrangente 
(fayolismo).

Mais conteúdos dessa disciplina