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Fisiologia do Exercício - Cardio 
 
 
 
1. Introdução 
 
O exercício físico promove benefícios para os tecidos e órgãos do corpo, 
ajudando na prevenção e tratamento de doenças. 
 
Os efeitos do exercício podem ser agudos (ajustes imediatos) ou crônicos 
(adaptações a longo prazo). 
 
 
2. Sistema Cardiovascular e Exercício 
 
O sistema cardiovascular é essencial para o funcionamento do corpo, 
distribuindo oxigênio e nutrientes. 
 
Composto pelo coração, artérias, veias e sangue. 
 
O coração funciona como uma bomba e tem quatro câmaras (átrios e 
ventrículos). 
 
A circulação sanguínea envolve artérias (alta pressão), veias (baixa pressão) 
e capilares (troca de substâncias). 
 
 
3. Respostas Agudas ao Exercício 
 
O corpo aumenta a circulação de sangue para os músculos ativos através de: 
 
Aumento do débito cardíaco (frequência cardíaca x volume de ejeção). 
 
Redistribuição do fluxo sanguíneo para os músculos e redução para órgãos 
menos ativos. 
 
 
Fatores que influenciam a resposta cardiovascular: 
 
Nível de aptidão física: Pessoas treinadas têm melhores adaptações. 
 
Idade: Débito cardíaco diminui com o envelhecimento. 
 
Tipo e intensidade do exercício: Exercícios aeróbicos aumentam a frequência 
cardíaca e reduzem a resistência vascular, enquanto exercícios anaeróbicos 
aumentam a pressão arterial e o volume sistólico. 
 
 
 
4. Efeitos Crônicos do Exercício 
 
O sistema cardiovascular sofre adaptações estruturais e funcionais conforme 
o tipo de exercício: 
 
Exercícios aeróbicos promovem hipertrofia excêntrica (aumento da cavidade 
ventricular esquerda para bombear mais sangue). 
 
Exercícios anaeróbicos geram hipertrofia concêntrica (aumento da espessura 
da parede ventricular para lidar com alta pressão). 
 
 
Treinamento aeróbico leva à bradicardia de repouso (redução da frequência 
cardíaca em repouso), pois o coração se torna mais eficiente. 
 
 
_________________ 
 
1. Efeitos crônicos do exercício físico sobre o sistema cardiovascular 
 
O exercício físico gera adaptações morfológicas (na estrutura do coração e 
vasos) e funcionais (melhoria no desempenho cardiovascular). 
 
Essas adaptações variam de acordo com o tipo de exercício: aeróbico 
(corrida, natação) ou anaeróbico (musculação, levantamento de peso). 
 
 
2. Tipos de hipertrofia cardíaca 
 
Hipertrofia excêntrica (treinamento aeróbico): 
 
O coração recebe mais sangue (aumento da pré-carga). 
 
O ventrículo esquerdo aumenta de tamanho para bombear mais sangue. 
 
O coração se torna mais eficiente, resultando em menor frequência cardíaca 
de repouso. 
 
 
Hipertrofia concêntrica (treinamento anaeróbico): 
 
O coração precisa vencer uma resistência maior (pós-carga elevada). 
 
As paredes do ventrículo esquerdo engrossam para gerar mais força na 
contração. 
 
 
 
3. Frequência cardíaca e desempenho 
 
Pessoas treinadas apresentam menor frequência cardíaca de repouso 
(bradicardia de repouso). 
 
Durante o esforço, a frequência cardíaca aumenta de forma mais controlada 
em pessoas treinadas, permitindo maior resistência física. 
 
 
4. Reabilitação cardiovascular 
 
O exercício físico é uma ferramenta essencial na prevenção e no tratamento 
de doenças cardiovasculares como hipertensão, infarto e insuficiência 
cardíaca. 
 
Programas de reabilitação cardíaca incluem exercícios, mudanças no estilo 
de vida e apoio emocional. 
 
Estudos demonstram que pessoas que passaram por reabilitação tiveram 
melhora da circulação, maior resistência ao esforço e redução dos riscos de 
novas complicações. 
 
 
5. Fases da reabilitação cardiovascular 
 
Fase inicial (intra-hospitalar): ocorre logo após um evento cardiovascular, com 
atividades leves (ex: levantar da cama, sentar em uma cadeira). 
 
Acompanhamento multidisciplinar: inclui médicos, fisioterapeutas e 
psicólogos, além da reeducação do paciente e familiares sobre mudanças no 
estilo de vida. 
 
_________________ 
 
 
1. Monitoramento na reabilitação cardiovascular 
 
O profissional de saúde deve observar as reações do paciente durante o 
exercício, pois sinais como: 
 
Angina (dor no peito); 
 
Dispneia (falta de ar); 
 
Arritmias (batimentos cardíacos irregulares); 
 
Alterações acentuadas na frequência cardíaca ou pressão arterial (quedas de 
15 mmHg ou mais); 
 
Indicam necessidade de cautela e ajuste no tratamento. 
 
 
Pacientes sem sintomas estão respondendo bem ao tratamento e podem 
avançar para fases mais intensas. 
 
 
2. Fases da Reabilitação Cardiovascular 
 
A reabilitação cardíaca ocorre em quatro fases progressivas, sempre 
respeitando a condição do paciente: 
 
Fase 2 – Exercício supervisionado em ambiente hospitalar 
 
Começa após a alta hospitalar, com monitoramento médico constante. 
 
O paciente aprende a monitorar sua frequência cardíaca, esforço e sintomas. 
 
O domínio desses aspectos é essencial para a progressão para a próxima 
fase. 
 
 
Fase 3 – Exercício com menor supervisão 
 
Começa cerca de dois meses após o evento cardiovascular. 
 
O paciente pode realizar atividades físicas fora do hospital. 
 
O objetivo é evitar o agravamento da doença e promover a independência. 
 
 
Fase 4 – Exercício com automonitoramento 
 
O paciente já pode se exercitar sozinho, mas com acompanhamento 
multiprofissional. 
 
Profissionais de diversas áreas (médicos, nutricionistas, psicólogos, 
educadores físicos) continuam ajudando no planejamento do tratamento. 
 
 
3. O papel do exercício na reabilitação cardiovascular 
 
As doenças cardiovasculares têm múltiplas causas, por isso o tratamento 
deve envolver diversos profissionais. 
 
O exercício físico é essencial para recuperar a capacidade funcional e 
melhorar a saúde geral do paciente. 
 
 
Conclusão do capítulo 
 
O texto destaca: 
 
A estrutura e funcionamento do sistema cardiovascular; 
 
As respostas do coração ao exercício físico; 
 
O papel do exercício na reabilitação e sua importância na recuperação de 
pacientes cardíacos.

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