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E-BOOK Introdução a Musculação Obrigado por fazer parte do nosso propósito de levar conhecimento com qualidade para o maior número de pessoas possíveis, por confiar e acreditar no nosso trabalho assim como nós acreditamos e confiamos no seu potencial. Acreditamos que você pode chegar onde quiser sempre com mais conhecimento. Você já é diferente por ter acesso a esse e-book e certificado. Você poderá ter acesso aos nossos cursos e congressos pelo nosso site: www.cessetembro.com.br Quer ser um Aluno Premium? Faça parte da A Nova Classe: www.anovaclasse.com.br Seja bem-vindo! Vamos fazer história juntos! @CESSETEMBRO @ANOVACLASSE http://cessetembro.com.br/cursos http://www.anovaclasse.com.br/ http://instagram.com.br/CESSETEMBRO http://instagram.com.br/ANOVACLASSE Clique no ícone da impressora. 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Há quem diga que o primeiro a usar métodos de musculação foi o grego Milon de Crotona, um atleta seis vezes campeão das Olimpíadas. A Disciplina contempla usos de sobrecarga, somando os conceitos e conteúdos anatômicos, cinesiológicos e fisiológicos com a metodologia. DE ONDE VEIO A MUSCULAÇÃO? No final do século 19, a população ia se tornando cada vez mais sedentária, e consequentemente os problemas de saúde foram aparecendo. Nesse meio tempo, surge Eugen Sandow, o pai do fisiculturismo moderno. O russo foi um dos primeiros atletas a desenvolver intencionalmente sua musculatura em dimensões pré-determinadas. Mas a história da musculação se consolidou muito tempo depois… Sandow foi o pai da musculação contemporânea, Fundou uma Revista com seu nome, a Sandow s Magazine, publicou livros, inventou aparelhos de musculação, aprimorou antigos aparelhos, criou cursos de ginástica por correspondência, foi um dos primeiros nomes a defender a Educação Física em colégios e escolas, desenvolveu exercícios para amenizar as dores do parto, aconselhava os empresários da época para permitir que seus funcionários realizassem exercícios diariamente, sendo assim o criador da ginástica laboral. Pode ter sido o primeiro personal trainer da história, pois era professor particular dos reis Eduardo VII e George V, na Inglaterra. Eugen Sandow Homenagem a Eugen Sandow Morreu em 1925, em um acidente de carro. Em homenagem ao grande pioneiro da musculação, Eugene Sandow foi imortalizado por Joe Weider que escolheu sua imagem como troféu do maior espetáculo de musculação do mundo: o Mr. Olympia. PROPRIEDADES DO TECIDO MUSCULAR Os músculos são órgãos de movimento/locomoção; Proporcionam: suporte estático, dão forma ao corpo e oferecem calor PROPRIEDADES DO TECIDO MUSCULAR O Músculo é o único tecido capaz de desenvolver tensão ativamente. Essa capacidade possibilita os músculos: liso, cardíaco e esquelético a desenvolverem suas funções no corpo. Músculo liso É o tecido muscular visceral, encontrado em paredes de órgãos ocos: estômago, útero, intestino, artérias, veias, etc... Músculo estriado cardíaco É um tipo de músculo estriado que forma a porção muscular do coração, o miocárdio. Ele é capaz de realizar contrações fortes, contínuas e rítmicas Músculo estriado esquelético É responsável pela contração voluntária do organismo. Ligado aos ossos, esse tecido é o responsável pela locomoção. As células desse tecido são ricas em filamentos de actina e miosina. PROPRIEDADES DO TECIDO MUSCULAR Irritabilidade – é a capacidade de responder estímulos, eletroquímico ou mecânico. Se o estímulo tiver magnitude suficiente, o músculo responde desenvolvendo tensão, contraindo-se. PROPRIEDADES DO TECIDO MUSCULAR Tipos de fibras musculares Tipo l ou contração lenta: são vermelhas e de menor espessura, são solicitadas para trabalho de baixa intensidade (metabolismo aeróbico) Tipo ll ou contração rápida: são brancas e de maior espessura, são solicitadas para trabalhos de média e alta intensidade (metabolismo anaeróbico) As fibras Tipo ll ainda se dividem em 2 grupos Tipo lla (oxidativa glicolítica) Tipo llx (glicolítica) DE FIBRAS MUSCULARES Fundamentos da Musculação Última aula,falamos sobre tipos de fibra,relembrando... Tipo l ou contração lenta: são vermelhas e de menor espessura, são solicitadas para trabalho de baixa intensidade (metabolismo aeróbico) Tipo ll ou contração rápida: são brancas e de maior espessura, são solicitadas para trabalhos de média e alta intensidade (metabolismo anaeróbico) As fibras Tipo ll ainda se dividem em 2 grupos: Tipo lla (oxidativa glicolítica) Tipo llx (glicolítica) Quando falamos de tipos de fibra e predominância, falamos sobre morfologia e anatomia. Antes de ir a frente, vamos relembrar substratos energéticos: ATP-CP (PCr) Glicogênio muscular e hepático (Anaeróbico glicolítico) Metabolismo oxidativo (Aeróbico) Predominância de energia e duração do estímulo LEMBRADOS ESTES CONCEITOS BÁSICOSVAMOS SEGUIR! PRINCÍPIOS BÁSICOS DA MUSCULAÇÃO Principio da adaptação Há um equilíbrio fisiológico chamado ‘homeostase ’ Se há algum estímulo que a interrompa, o corpo busca reestabelecê-la, aumentando a ressíntese, para que o organismo tenha uma maior estabilização perante o estímulo, a continuidade destes processos está diretamente ligada ao processo anabólico. Principio da continuidade Adaptações constantes são a chave para o processo anabólico, para que o corpo continue a se adaptar a novos estímulos, é necessário continuidade. Caso contrário, o tecido muscular, por ser um tecido dispendioso, será eliminado caso não tenha função. Principio da especificidade Um estímulo específico induz uma resposta específica. Apesar de sermos da mesma raça animal, e tendência a responder estímulos de forma parecida, existem características individuais a serem levadas em conta: Fatores endócrinos, genéticos, psicológicos, anatômicos e fisiológicos. Então, devemos planejar o treinamento de acordo com a tarefa desejada ou buscando os músculos eu são prioridades no crescimento. Principio da individualidade Principio da sobrecarga Não há melhora/evolução sem sobrecarga, sobrecarga não está apenas relacionada a intensidade e peso, é a evolução constante, não apenas de forma quantitativa, mas sim qualitativa. Além de peso, pode ser mais repetições, cadência, amplitude, tipo de contração, métodos de treino, intervalo...etc TIPOS DE CONTRAÇÃO Contração isométrica ou estática Quando o músculo contrai, produz força sem alteração no ângulo da articulação. Força de potência e resistência se equivalem, mantendo o músculo contraído estaticamente Fase Concêntrica: o músculo se encurta, aumentando o diâmetro, diminuindo comprimento, aproximando origem e inserção, e a força de potência é maior que a resistência. Fase Excêntrica: o músculo se alonga, diminuindo seu diâmetro, aumentando comprimento, distanciando origem e inserção, e a força de resistência é maior que a potência. Contração isotônica ou dinâmica Só será possível quando o momento força da potência for diferente do momento força da resistência, fazendo o músculo agir de forma dinâmica.Nesta contração temos duas fases: ContraçãoAuxotônica É a passagem rápida, imediata, do final da fase excêntrica para a concêntrica. Ocorrendo a inversão de estímulos. Chamamos de pliometria AÇÕES MUSCULARES AGONISTA É o músculo motor que realiza de forma primária o movimento desejado. Exemplo: Extensão de cotovelo, o tríceps braquial é o músculo agonista. ANTAGONISTA É o músculo contra o agonista, faz a ação contrária a do músculo agonista. Exemplo: Tríceps braquial é o músculo agonista, bíceps é o antagonista. FIXADOR OU ESTABILIZADOR São músculos que darão suporte para que o músculo agonista realize sua função da melhor forma possível, não participam diretamente do gesto motor, mas estabilizam o movimento. Exemplo: Abdomên se contraindo para possibilitar a flexão de quadril. VARIAVEIS DO TREINAMENTO ntensidade Volume Descanso Cadência Intensidade: Quando falamos de intensidade no treino de força, falamos de carga, peso de forma absoluta, não necessariamente de esforço. É importante ter esse conceito bem estabelecido pra não haver equívoco. Exemplo: 5 reps é mais intenso que 10 reps 10seg correndo é mais intenso que 30seg Volume O volume de treinamento é uma medida total de trabalho realizado em uma sessão, em uma semana, um mês ou algum outro período de treinamento. Exemplo: 3x10 com 50kg 30x50 1500kg de volume total. 4x15 com 35kg 60x35 2100kg de volume total Descanso: É a recuperação entre uma série e outra, há métodos onde não há descanso, ou ele é mínimo. A cadência é o ritmo do movimento. Ao realizar qualquer atividade, nós precisamos aplicar certa velocidade, certo? Tendo como base as fases da contração e contamos em segundos, uma cadência padrão é 2:2. Importante pensar nele em conjunto com a intensidade desse treino. Quanto mais intenso, maior a necessidade de descansar, devido ao objetivo de reestabelecer as reservas energéticas. Cadência: Supercompensação É a teoria de que, após o treinamento, o corpo se recupera acima e além dos níveis de aptidão prétreinamento. Esta adaptação é a essência do treinamento físico. Etapas do ciclo: Treino Descanso Supercompensação Destreino (ausência de estímulo) OVERTRAINING É um estado extremo de fadiga devido ao treinamento excessivo com recuperação inadequada. É definido por decréscimos de desempenho de longo prazo com duração de meses e às vezes é chamada de “ síndrome de baixo desempenho inexplicada ”. MÉTODOS DE TREINO Vou citar nos próximos slides os métodos mais utilizados, em qual caso utilizá-los e qual o objetivo de cada um. Múltiplas séries É o mais utilizado nas academias, propõe repetições e cargas fixas. Ex: 3x12 a 15 –intervalo de 45seg É comumente difundido devido a baixa complexidade, é utilizado por alunos de todos os níveis. Alternado por segmento Se refere a realização de um exercício de um segmento do corpo, acompanhado de outro exercício para outro segmento corporal, com pouco ou nenhum intervalo entre eles. Quando diz-se segmento, refere-se a MMSS e MMII. Ex: Agachamento seguido de Desenvolvimento com halteres. Esse método consiste em realizar 2 exercícios para músculos antagonistas sem intervalo entre eles. Exige um descanso superior a 1 min, devido ao desgaste.. Ex: Supino reto + crucifixo inverso Puxada frontal + desenvolvimento Rosca direta + tríceps pulley Indicado para alunos com certa experiência de treino Bi-set Esse método consiste em realizar 2 exercícios para o mesmo músculos sem intervalo entre eles. Exige um descanso superior a 1 min, devido ao desgaste.. Ex: Supino reto + crucifixo com halteres. Indicado para alunos com certa experiência de treino. Super-set Tri-set Esse método consiste em realizar 3 exercícios para diferentes músculos sem intervalo entre eles. Exige um descanso superior a 1 min, devido ao desgaste.. Ex: Supino reto + crucifixo com halteres + flexão de braço. Indicado para alunos com muita experiência de treino. Drop-set Indicado para quem tem uma experiência maior na musculação, exige técnica e muita adaptação ao estímulo. Após realizar as repetições da série até a fadiga, reduz de 20 a 40% da carga, e continua a realização do exercício, repetindo esse processo por mais 1 vez, totalizando 2 “ quedas ” de peso. Existem basicamente duas variações desse método. Piramide crescente – Aumenta-se a carga a cada série,reduzindo as repetições. Ex: 4 séries de 15/10/8/6 Piramide decrescente – Propõe-se o inverso, reduz- se o peso e aumentam as repetições Ex: 4 séries de 6/8/12/15 Ex: Supino reto com 80kg, depois 60kg, depois 40kg. Indicado para alunos com muita experiência de treino Piramide Rest-pause Nesse método, realiza-se o número estabelecido de repetições, descansa de 5 a 10seg e volta ao exercício. Podemos usar o sistema com número fixo de repetições, buscando somente intensificar o treino, ou com número variável de repetições, mas buscando a fadiga severa. Circuito O sistema propões realizar vários exercícios em sequência, sem nenhum intervalo entre eles, somente descansando no último, e depois, começa de novo. Importante alternas músculos e capacidades físicas, devido a volume de treinamento e controle de intensidade. Ex: Flexão de braço, abdômen remador, polichinelo, agachamento, elevação lateral, bicicleta, prancha e remada com halteres. PERIODIZAÇÃO DO TREINO O treino periodizado gera mais resultado e adaptações fisiológicas que o treinamento sem critério ou estruturação. Sendo assim, deve-se seguir uma variação de estímulos, como força, potência, resistência, para uma melhor evolução e um modelo de periodização estruturado, pensado de acordo com o objetivo do indivíduo. Estrutura de periodização Macrociclo: Tende a abranger o objetivo geral, e um período de 6 a 12 meses, dependendo do treino efetuado pelo indivíduo. Mesociclo: São traçadas metas específicas para progredir determinada valência física, compreende o período de 4 a 8 semanas. Microciclo: É a menor parte do mesociclo, referindo-se a 1 semana de treinamento ou a 1 sessão exclusiva. Tipos de periodização Linear: É caracterizado pelo aumento progressivo de intensidade e diminuição do volume entre os ciclos de treinamento, sendo aumentada de forma constante. Linear reversa: O aumento progressivo do volume e diminuição da intensidade, também de forma constante. Não linear ou ondulatória: Há variação de volume e intensidade entre os ciclos, podendo ocorrer de forma diária, semanal ou mensal. Sendo aplicada para o treinamento inteiro, ou por grupo muscular. Prós e contras (deixa em branco mesmo, quero desenhar) OBRIGADO! E-book oferecido pelo Centro Educacional Sete de Setembro em parceria com o Professor Cristiano Barbosa para o curso de "Introdução a Musculação".