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Caso Clínico 1 - DPOC Seu Raimundo, 72 anos, pescador ribeirinho de Tucuruí, fumante desde os 17 anos, com um histórico de 40 pacotes por ano, foi diagnosticado com DPOC, padrão enfisemático. Ele conta que há 15 anos começou a manifestar uma tosse persistente e uma discreta falta de ar, que foi associada a esforços feitos no cotidiano, como subir escadas e realizar atividades físicas, por exemplo. Entretanto, com o passar dos anos, começou a apresentar dispneia frequente e cansaço ao realizar esforços menores, além de hipersecreção de muco e dificuldades com o sono. Em consulta com profissional fisioterapeuta, Seu Raimundo foi avaliado e em exame físico apresentou: - Sinais vitais: FC 90 bpm, FR 28 irpm, PA 145/90 mmHg, SpO2 90% ao ar ambiente. - Dispneia aos pequenos esforços e dificuldades para falar em frases completas. - Caquexia, tórax em tonel, uso de músculos acessórios e unhas acinzentadas. - AP: sibilâncias e roncos em ambos os campos pulmonares. - Espirometria: Capacidade vital forçada (CVF) normal e VEF1/CVF reduzida. - RX tórax: hipertransparência pulmonar com aplanamento do diafragma e aumento dos espaços intercostais. Após a avaliação, o(a) profissional fisioterapeuta explica do que se trata e como será conduzido o seu tratamento clínico e fisioterapêutico. Caso Clínico 2 – FIBROSE PULMONAR Dona Maria Luzia, 69 anos, dona de casa aposentada, residente no bairro Jardim Marilucy , procurou o Agente Comunitário de Saúde, com quadro de dispneia aos grandes esforços, que melhorava ao repouso. A equipe de saúde do NASF foi acionada para visita domiciliar e em entrevista, a usuária relatou história de tosse seca persistente e dificuldade para respirar durante os últimos 8 meses. Apresentava antecedentes significativos de exposição à poluição/substâncias químicas irritantes de quando trabalhava em fábrica de sílica, além disso tinha antecedentes familiares de doenças pulmonares intersticiais. Em avaliação fisioterapêutica, Dona Maria apresentou: - Dispneia ao esforço com piora progressiva. - Tosse seca e persistente. - Fadiga. - Sinais vitais: FC 78 bpm, FR 28 irpm, PA 145/90 mmHg, SpO2 91% ao ar ambiente. - AP: estertores crepitantes em ambos os campos pulmonares. - Espirometria: Capacidade vital forçada (CVF) reduzida e VEF1/CVF Normal - RX/TC tórax: infiltrado reticular difusos/ padrão “favos de mel”. Após a avaliação, o(a) profissional fisioterapeuta explica do que se trata e como será conduzido o seu tratamento clínico e fisioterapêutico. Caso Clínico 3 – DAC Dona Sebastiana, 65 anos deu entrada no pronto atendimento do HRT com queixa de dor precordial e irradiada para o membro superior esquerdo com 2h de duração, sudorese e vertigens. Relata também, história familiar positiva para miocardiopatia e hipertensão, além de antecedentes pessoais, como: Injúria Renal Crônica, HAS e Diabetes Mellitus. Relata ainda que já vinha sentindo dor torácica aos esforços, mas que dessa vez tinha acabado de acordar. Alega que faz uso irregular de losartana (50mg), anlodipino (5mg) e metformina (850mg). Ao chegar ao consultório, observou-se: -Regular estado geral, corada, hidratada, afebril, anictérica, acianótica, sem turgência jugular, edemas ou linfonodomegalias. - Sinais vitais: PA 160×90 mmHg; FC 120 bpm; FR 28 irpm; SatO2 96%. - Pulsos palpáveis e simétricos. Ausência de cianose. - Tórax simétrico, com expansibilidade preservada. - AP: Murmúrio vesicular + em ambos HTx, sem ruídos adventícios. - AC: Ritmo cardíaco regular e taquicárdico em dois tempos, BCNF, sem sopros. - ECG: desnivelamento supra do segmento ST. - Cinecoronariografia: artéria interventricular anterior ocluída. - CKMB: 8,0 ng/ml (VR: