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CURSO GRADUAÇÃO EM NUTRIÇÃO - 2023.2 PROFESSORA: Dra ISABELA TEIXEIRA BONOMO NUTRIÇÃO CLÍNICA / DIETOTERAPIA 1 AULA 4: OBESIDADE ConceitoConceito Doença crônica, inflamatória, metabólica, multifatorial Caracterizada pelo excesso de gordura corporal Excesso de gordura corporal => compromete a saúde Desequilíbrio prolongado entre ingestão calórica e gasto energético => armazena tecido adiposo A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo poderia chegar a 250 milhões em 2030, caso nada seja feito. A projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso; e mais de 700 milhões, obesos. O número de crianças com sobrepeso e obesidade no mundo poderia chegar a 250 milhões em 2030, caso nada seja feito. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta a obesidade como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. EpidemiologiaEpidemiologia No Brasil, a obesidade vem crescendo cada vez mais. Aumentou 72% nos últimos treze anos, saindo de 11,8% em 2006 para 25,9% em 2020. O Ministério da Saúde e a Organização Panamericana da Saúde apontam que 12,9% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade têm obesidade, assim como 7% dos adolescentes na faixa etária de 12 a 17 anos. No Brasil, a obesidade vem crescendo cada vez mais. Aumentou 72% nos últimos treze anos, saindo de 11,8% em 2006 para 25,9% em 2020. O Ministério da Saúde e a Organização Panamericana da Saúde apontam que 12,9% das crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade têm obesidade, assim como 7% dos adolescentes na faixa etária de 12 a 17 anos. EpidemiologiaEpidemiologia Fonte: MS e IBGE, 2020. Visão geral do consumo alimentar: • Observa-se a dieta tradicional (arroz e feijão), associado com alimentos ultraprocessados. • Baixo consumo de frutas, legumes e verduras. • Elevado consumo de bebidas adicionadas de açúcar, principalmente entre adolescentes. • Baixo consumo de leite. • Excessivo consumo de açúcar e gordura saturada. • Baixo consumo de fibras. • Elevado consumo de sódio. Aqueles que referiram consumo de arroz e feijão: Apresentaram menor ingestão calórica. Principal marcador de alimento não saudável: • Biscoito recheado, refrigerante, doces, pizzas e salgadinhos industrializados • Inadequação de micronutrientes em todas as regiões do Brasil (dieta de baixa qualidade). • Risco para déficit em nutrientes, obesidade e pra DCNT. E p id e m io lo g ia d o p ro ce ss o s a ú d e d o e n ça C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a Análise do consumo alimentar no Brasil (POF 2017-2018): Quanto ao número e dimensões das células adiposas • Obesidade Hipertrófica: Tamanho das células aumentadas Classificação anatômica Quanto ao número e dimensões das células adiposas • Obesidade Hiperplásica: número de células aumentadas o tamanho dos adipócitos diminui, mas o número de células permanece o mesmo o tamanho dos adipócitos diminui, mas o número de células permanece o mesmo Embora a perda de qualquer quantia de peso em indivíduos gravemente obesos melhore a fisiologia básica do adipócito, é necessária uma perda de peso de pelo menos 5% para diminuir o tamanho das células de gordura Embora a perda de qualquer quantia de peso em indivíduos gravemente obesos melhore a fisiologia básica do adipócito, é necessária uma perda de peso de pelo menos 5% para diminuir o tamanho das células de gordura Classificação anatômica • Quanto à distribuição e localização do tecido adiposo Obesidade Andróide (abdominal ou visceral) excesso de gordura subcutânea no tronco/abdome Obesidade Ginecóide (periférica ou subcutânea) excesso de gordura gluteofemoral nas coxas e nádegas Equilíbrio energético Balanço energético X Diminuição do gasto energéticoAumento do consumo calórico IngestãoIngestão GastoGasto • Fundamental avaliar as causas que levaram ao excesso de peso. • Importante investigar possíveis morbidades associadas. • Etiologia é complexa e multifatorial (Genética + Ambiente + Estilo de vida + Emocionais). Para cada 8 Kcal gasta ou armazenada, ocorre uma variação de 1 grama no peso corporal do indivíduo (valor médio). Para cada 8 Kcal gasta ou armazenada, ocorre uma variação de 1 grama no peso corporal do indivíduo (valor médio). 8 Kcal gasta = perda 1g 8 Kcal armazenada = ganho 1g 8 Kcal gasta = perda 1g 8 Kcal armazenada = ganho 1g A quantidade de calorias é constante seja qual for a fonte do alimento. É incorreto afirmar que 500 kcal de sorvete de chocolate, engorda mais do que 500 kcal de melancia ou 500 kcal de sanduíche de salmão. O que é equilíbrio energético?: Manutenção do peso corporalManutenção do peso corporal Dieta saudável Dieta saudável Estilo de vida fisicamente ativo Estilo de vida fisicamente ativo • Sistema aferente, via leptina e outros sinais de saciedade e apetite de curto prazo. • Unidade de processamento do SNC. • Sistema eferente, um complexo de apetite, saciedade, efetores autonômicos e termogênicos, que leva ao estoque energético. As fibras aferentes captam informação do meio e do próprio corpo e levam-na até os centros nervosos. As fibras eferentes, por sua vez, fazem um caminho quase inverso, pois levam informações dos centros nervosos até os órgãos que responderão ao estímulo. Aspectos neuroendócrinos envolvidos na obesidade Aspectos neuroendócrinos envolvidos na obesidade • Leptina • Estímula síntese de neuropeptídeos anorexígenos e diminuição dos neuropetídeos orexígenos. • Em alta concentração, ocorre resistência à leptina, limitando seu efeito anoréxico. • Hormônio proteico sintetizado pelos adipócitos. • Indivíduos obesos apresentam elevados níveis plasmáticos de leptina, cerca de cinco vezes mais que aqueles encontrados em sujeitos magros alterações no receptor de leptina ou a uma deficiência em seu sistema de transporte na barreira hematocefálica alterações no receptor de leptina ou a uma deficiência em seu sistema de transporte na barreira hematocefálica Aspectos neuroendócrinos envolvidos na obesidade • Grelina • Concentração alta nos períodos de jejum, caindo após alimentação. • Estimula os neuropeptídeos orexígenos para aumentar a ingestão de alimentos. • Sintetizada pelas células da camada mucosa da região fúndica do estômago e duodeno e pela hipófise. • Estimula as secreções digestivas e a motilidade gástrica. Aspectos neuroendócrinos envolvidos na obesidade Aspectos neuroendócrinos envolvidos na obesidade • Pode também induzir saciedade no sistema nervoso central e aumentar o gasto energético • Com a captação celular de glicose mediada pela insulina, ocorrem queda de glicemia e estímulo do apetite. • Relacionada ao GLP1 (glucagon-like- peptide) que inibe o esvaziamento gástrico e leva a saciedade prolongada. • Insulina • Controla contração da vesícula biliar, secreção de enzimas pancreáticas e saciedade (retarda o esvaziamento gástrico). • Produzidas pelas células do duodeno em resposta a presença do quimo (aminoácidos e gordura, principalmente) • Colecistocinina (CKK) Aspectos neuroendócrinos envolvidos na obesidade Peptídeo YY (PYY)Peptídeo YY (PYY) • Sintetizado na mucosa do íleo e do cólon AmilinaAmilina • Secretada com a insulina pelas células β pancreáticas Estimulam neurônios hipotalâmicos que expressam CART, causando redução da ingestão alimentar Obesos apresentam menor elevação pós-prandial dos níveis de PYY, especialmente em refeições noturnas, o que leva a maior ingestão calórica Aspectos neuroendócrinos envolvidos na obesidade Aspectos neuroendócrinos envolvidos na obesidade GenéticoGenético AmbientalAmbiental EmocionalEmocionalComportamentalComportamental Pandemia Covid-19 Pandemia Covid-19 Influência do Ambiente O ambiente moderno é um potente estímulo para a obesidade.Diminuição dos níveis de atividade física e o aumento da ingestão calórica. Tendência => consumo de alimentos com alta densidade calórica, alta palatabilidade, baixo poder sacietogênico e de fácil absorção e digestão. Mudanças sócio comportamentais: • diminuição do número de refeições realizadas em casa • aumento da alimentação em redes de fast food • aumento do tamanho das porções => aumento do conteúdo calórico de cada refeição O ambiente alimentar, que é composto por elementos físicos, econômicos, políticos e socioculturais, oportunidades e condições que influenciam as escolhas alimentares e o estado nutricional das pessoas. O ambiente alimentar, que é composto por elementos físicos, econômicos, políticos e socioculturais, oportunidades e condições que influenciam as escolhas alimentares e o estado nutricional das pessoas. • Físico: o que está disponível? Oportunidades e serviços. • Econômico: quais são os custos? Preço de alimentos, política econômica, subsídios financeiros, taxações. • Político: quais são as regras? Normas e regulamentações. • Sociocultural: quais são as crenças e atitudes? Normas sociais e sistema de valores da população relacionados à alimentação e atividade física. Influência do Ambiente x xx C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a Observado em 24 doenças mendelianas e 9 doenças monogênicas não mendelianas. • Observa-se obesidade precoce na infância. • Sendo a genética a influência determinante. Herança poligênica: ocorre quando vários pares de genes interagem para determinar uma característica • Quando nenhum dos pais é obeso, risco de 9%. • Um dos genitores é obeso, risco de 50%. • Ambos são obesos, risco de 80%. • Padrão alimentar justifica 15 a 40% da obesidade. Influência da genética Atenção: Genética apresenta forte influência na obesidade, porém as escolhas nutricionais ou de estilo de vida podem ativar ou desativar os genes desencadeantes da obesidade. O número e o tamanho das células de gordura, a distribuição regional da gordura corporal e a taxa metabólica de repouso também são influenciados pelos genes. O número e o tamanho das células de gordura, a distribuição regional da gordura corporal e a taxa metabólica de repouso também são influenciados pelos genes. Influência da genética • Sintomas de estresse (ansiedade, depressão e nervosismo) • Hábito de se alimentar quando problemas emocionais estão presentes • Possível relação entre estresse e obesidade • Descreve-se hiperatividade do eixo hipotálamo-adrenal e maior acúmulo de gordura Influência Emocional Medicamentos: Ação sobre a ingestão alimentar. Ação no gasto calórico/energético. Exemplos: • Benzodiazepínicos (diazepam). • Corticosteroides. • Antipsicóticos (Clozapina). • Antidepressivos (Paroxetina). • Antiepiléticos (valproato de sódio). • Sulfonilureias (clorpropamida). • Insulina. Medicamentos: Ação sobre a ingestão alimentar. Ação no gasto calórico/energético. Exemplos: • Benzodiazepínicos (diazepam). • Corticosteroides. • Antipsicóticos (Clozapina). • Antidepressivos (Paroxetina). • Antiepiléticos (valproato de sódio). • Sulfonilureias (clorpropamida). • Insulina. Hipoglicemiantes Diabetes e redução de comorbidades relacionadas Obesidade e aumento de comorbidades relacionadas Exemplo x xx C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a Estigma: • identifica na gordura corporal valores negativos, associados à falta de vontade e à fraqueza do caráter, reforçando que o peso é resultado de um desleixo da pessoa; • podem desenvolver distúrbios de comportamento, problemas psicológicos e psiquiátricos; • sofrem com o acesso, já que a cidade não é planejada para seu padrão corporal Aspectos econômicos e educacionais: • Maior taxa em populações com maior grau de probreza e menor nível educacional. • Maior palatabilidade e baixo custo de alimentos com grande densidade energética. Influência Comportamental Tabagismo: • Ganho de peso (5-6kg) em indivíduos que abandonam o tabagismo. • A nicotina tem efeitos termogênicos e redutores do apetite e seus efeitos sobre o apetite são reforçados pela cafeína. • Necessário acompanhamento, para evitar o ganho de peso. x xx C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a Privação do sono: • Para crianças e adultos, o número de horas de sono por noite está inversamente relacionado ao IMC e obesidade. • Provoca diminuição da secreção de leptina e TSH, aumento dos níveis de grelina e diminuição da tolerância à glicose. Influência Comportamental x xx C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a Dentre as 2,5 milhões de mortes causadas pela COVID-19 [dez/2019 - fev/2021], 2,2 milhões ocorreram em países com altos índices de obesidade Dentre as 2,5 milhões de mortes causadas pela COVID-19 [dez/2019 - fev/2021], 2,2 milhões ocorreram em países com altos índices de obesidade Pandemia Covid-19 33 é o número de comorbidades em que a obesidade se mostra fator de risco Fonte: Oliveira, 2013. Complicações Clínicas da Obesidade A combinação de massa corporal e distribuição de gordura é, provavelmente, a melhor opção para preencher a necessidade de avaliação clínica. Não há avaliação perfeita para sobrepeso e obesidade, que pode variar de acordo com fatores étnicos e genéticos Para que o paciente obeso possa ser tratado ou, antes disso, para que a obesidade ou mesmo o sobrepeso possam ser prevenidos, o estado do peso do paciente precisa ser reconhecido Diagnóstico • Antropometria • Peso • IMC • % de gordura corporal • Circunferência abdominal • Relação cintura-quadril (RCQ) • Circunferência do pescoço • Avaliação Dietética • Exames bioquímicos Diagnóstico x xx C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a IMC (Índice de Massa Corporal) • A combinação de IMC com medidas da distribuição de gordura pode ajudar a resolver alguns problemas do uso do IMC isolado Fonte: World Health Organization. Diagnóstico x xx C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a Métodos para avaliação da Massa gordurosa e distribuição de gordura: Pregas cutâneas: Indicador de obesidade, porém, a reprodutibilidade é sua limitação. Bioimpedância: Considerada válida e segura em condições constantes. Ultrassonografia: Apresenta excelente correlação com medida de pregas cutâneas. Método quantifica o tecido adiposo intra-abdominal. Menos dispendiosa que a TC ou RNM. Tomografia computadorizada: Método preciso e confiável. Ressonância magnética: Não expõe o paciente à radiação. Elevado custo, não permite o uso rotineiro. Técnicas disponíveis e relativamente baratas. Custo elevado. Insuficiencia de equipamentos na prática clínica. Diagnóstico x xx C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a Medida da circunferência abdominal: • Reflete melhor o conteúdo de gordura visceral que a RCQ. • Também se associa à gordura corporal total. Atenção: • OMS: Ponto de corte de 94 e 80 cm, para risco cardiovascular aumentado. • NCEP (National Cholesterol Education Program): Ponte de corte de 102 e 88 cm. Atenção: • OMS: Ponto de corte de 94 e 80 cm, para risco cardiovascular aumentado. • NCEP (National Cholesterol Education Program): Ponte de corte de 102 e 88 cm. Diagnóstico x xx C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a Relação circunferência abdominal/quadril (RCQ): • Mais utilizada para avaliação da obesidade central. • OMS considera RCQ um dos critérios para caracterizar a síndrome metabólica. • valores de corte: 0,90 para homens e 0,85 para mulheres. Diagnóstico A associação da medida da circunferência abdominal com o IMC pode oferecer uma forma combinada de avaliação de risco e ajudar a diminuir as limitações Tabela proposta pela OMS Tabela proposta pela OMS Diagnóstico Diagnóstico • Percentual de gordura corporal • Homens (24 - 68 anos) % Gordura = 0,31457 (CA) - 0,10969 x Peso + 10,8336 • Mulheres (20 - 60 anos) % Gordura = 0,11077(CA) - 0,17666 x Estatura + 0,187 x Peso + 51,03301 • Circunferência do Pescoço Diagnóstico Conduta Nutricional x xx C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a Deve-se enfatizar alguns pontos importantes: • O tratamento bem sucedido deve ser aliado ao aumento do gasto energético. • O sucesso da dieta depende de um balanço energético negativo. • Deve ocorrer mudanças na alimentação por toda a vida. • Dietas muito restritivas não são sustentáveis. • Ensinar a diminuir a velocidade com que comem, para que os sinais de saciedade se tornem conscientes e se reduza a quantidade de alimentos ingeridos. • Ensinar os pacientes a identificar, questionar e corrigir os pensamentos negativos que frequentemente minam seus esforços. Conduta Nutricional x xx C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a Conduta Nutricional - Usar o Peso ideal preferencialmente - Quando o Peso ajustado deve ser usado: • Pacientes com IMC > 27 Kg /m² (ASPEN); • Pacientes com obesidade mórbida ou quando o peso atual (PA) for superior a 100% do peso ideal (LAMEU, 2005); • A adequação do peso for superior a 115% ou inferior a 95%do peso ideal (CUPPARI, 2002) Conduta Nutricional B a la n ço e n e rg é ti co e c o n tr o le d o p e so c o rp o ra l P ro fe ss o r C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a • Dietas com Restrição de Energia • Déficit calórico de 500 - 1000 kcal/dia => diminuição de 0,5 - 1,0 kg/semana • Déficit calórico de 500 -750 kcal (Abeso, 2022) • Mínimo => 1.200 a 1.500 kcal/dia para mulheres e 1.500 a 1.800 kcal/dia para homens • Fórmula de Bolso: 20 a 25 Kcal/Kg Conduta Nutricional B a la n ço e n e rg é ti co e c o n tr o le d o p e so c o rp o ra l P ro fe ss o r C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a TMB • 1,0 a 1,3 = sedentário (trabalho doméstico de esforço leve a moderado, atividades do cotidiano) • 1,4 a 1,5 = pouco ativo (caminhadas mais atividades do sedentário) • 1,6 a 1,8 = ativo (ginástica aeróbica, corrida, natação, tênis mais as atividades do sedentário) • 1,9 a 2,5 = muito ativo (ciclismo de intensidade moderada, corrida, pular corda, tênis mais atividades do sedentário) VET = TMB x FA Abeso, 2022 Conduta Nutricional B a la n ço e n e rg é ti co e c o n tr o le d o p e so c o rp o ra l P ro fe ss o r C a rl o s A lb e rt o S o a re s d a C o st a Macronutrientes: • Carboidratos: 55 – 60% do VET • Proteínas: 15 – 20% do VET • Gordura: 20 – 30% do VET • Fibras: 20 – 30 g/dia • Colesterol: 1000 a 1600 kcal • Uso de bebidas ou barras substituindo refeições • Por porção: - 0 a 5 de fibras - 10 a 14g de proteínas - 0 a 10g de lipídios - quantidades variadas de carboidratos - 25% a 30% das recomendações nutricionais de vitaminas e minerais Benefício do uso é evidenciado em estudos com até 1 ano. Conduta Nutricional Dietas com Restrição Extrema de Energia e Jejum • As dietas com restrição calórica extrema fornecem menos de 800 kcal por dia • As dietas de privação de alimentos ou jejum fornecem menos de 200 kcal por dia Jejum: • Mais de 50% da perda rápida de peso é de líquidos. • Levando a problemas como hipotensão. • Acúmulo de ácido úrico, podendo precipitar episódios de gota. • Podem ocorrer cálculos biliares. Dietas de valor calórico muito baixo: • Ricas em proteínas (0,8 a 1,5g/Kg de peso corporal ideal ou 70 a 100g/dia). • Suplementadas de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais. • Ministradas por 12 a 16 semanas. • Reservada para indivíduos com IMC > 30kg/m2. • 27 - 30 kg/m2 com comorbidades ou fatores de risco. Poucas evidências vantagem no consumo de menos de 800 calorias diáriasPoucas evidências vantagem no consumo de menos de 800 calorias diárias Conduta Nutricional Paciente Hospitalizado • Equações Harris-Benedict • Fórmula de bolso - Sedentário: 20 a 25Kcal/Kg - Atividade moderada: 30 Kcal/Kg - Atividade intensa: 35 a 50 Kcal/Kg Depois deve-se subtrair 500 a 1000 Kcal para alcançar a perda de peso 0,5 a 1,0 Kg/semana • OMS Conduta Nutricional Sedentário: 1,3 Ativo: 1,5 É um cálculo de calorias que devem ser restringidas ao GET para perda de peso 7.700kcal para cada Kg divididos por 30 dias • Calculando: 1º - Determinar o gasto energético basal (GEB) pelas equações da FAO/WHO/ONU 2º - Aplicar o fator atividade para encontrar o gasto energético total (GET) do paciente 3º - Subtrair do total do GET a quantidade de calorias que deseja reduzir em 1 mês (tabela) Método VENTA (valor energético do tecido adiposo) Conduta Nutricional Exemplo: se o GET do paciente deu 2000 kcal e o VENTA deu -500 kcal, você deve prescrever 1500 kcal para esse paciente para atingir o peso que você estipulou no tempo descrito. Exemplo: se o GET do paciente deu 2000 kcal e o VENTA deu -500 kcal, você deve prescrever 1500 kcal para esse paciente para atingir o peso que você estipulou no tempo descrito. Método VENTA (valor energético do tecido adiposo) Conduta Nutricional