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Luiza Gurgel – Medicina Unifacisa 1 Ginecologia Vulvovaginite Introdução → Atualmente, são responsáveis por elevado número de consultas aos ginecologistas (as mulheres confundem as secreções vaginais com vulvovaginites) ∘ Diversos são os agentes responsáveis por tais processos, dentre esses: fungos, vírus, protozoários, bactérias, entre outros ∘ Atualmente, as infecções vaginais encontradas com maior frequência são: o Vaginose bacteriana o Candidíase o Tricomoníase – DST ∘ A microbiologia vaginal é constituída por ecossistema extremamente delicado que, facilmente, pode sofrer alterações por fatores endógenos, exógenos e iatrogênicos (até mesmo o estresse) → Em algumas situações, apenas o desequilíbrio dos constituintes habituais da flora vaginal pode causar quadro clínico semelhante ao das vulvovaginites, sendo importante a diferenciação de tais processos – deve-se ter o conhecimento clínico dos sintomas e exames laboratoriais para diferenciar ∘ A importância das vulvovaginites e vaginose bacteriana não se restringe apenas à sintomatologia desconfortável que podem causar ∘ Complicações ginecológicas e no ciclo gravídico- puerperal podem ocorrer em virtude dessas entidades ∘ Investigação e elucidação diagnóstica minuciosas devem ser realizadas, bem como TTO específico, pois a vulvovaginite e a vaginose bacteriana, assim como as demais DSTs, são fatores facilitadores na aquisição e transmissão do HIV Vaginose bacteriana → Principal causa de corrimento vaginal e se trata de uma síndrome clínica polimicrobiana caracterizada pela diminuição da quantidade e qualidade dos lactobacilos e pelo aumento significativo de bactérias patogênicas ∘ Na microbiota vaginal normal coexistem bactérias aeróbicas e anaeróbicas, ressaltando-se que os lactobacilos correspondem a 95% das bactérias presentes sendo por isso os microrganismos predominantes → As principais bactérias envolvidas na vaginose bacteriana são: ∘ Gardnerella vaginalis ∘ Prevotella sp ∘ Bacteróides sp ∘ Mobiluncus sp ∘ Atopobium vaginae ∘ Ureaplasma sp ∘ Mycoplasma sp ↳ Acarretam aumento discreto dos leucócitos e a liberação de citocinas, prostaglandinas e enzimas líticas → Vários fatores comportamentais aumentam o risco da doença como: ∘ Múltiplos parceiros (de qualquer sexo) ∘ Novo parceiro sexual ∘ Maior frequência de relações sexuais ∘ Raça negra ∘ Tabagismo ∘ Uso de duchas vaginais ∘ Não utilização de preservativos → Já as mulheres virgens são raramente afetadas, sendo possível concluir que se trata de doença associada à atividade sexual, embora não seja considerada uma DST (pode existir, porém é mais raro) ∘ A vaginose bacteriana em mulheres não grávidas está associada a várias complicações, como: aumento do risco de aquisição da DIP, infecções pós-operatórias e aumento das taxas de infecção pelo HIV ∘ As gestantes se encontram sob maior risco de várias complicações, como: aborto, infecções no pós-parto, prematuridade, amniorrexe prematura, corioamnionite, endometrite pós-parto e infecções de parede pós-cesárea Secreção vaginal, fluída, branca e bolhosa Luiza Gurgel – Medicina Unifacisa 2 Diagnóstico → O corrimento vaginal é o sintoma mais frequente, se caracteriza pela presença de corrimento homogêneo, fino, branco-acinzentado com microbolhas e não aderente às paredes vaginais – no exame especular é possível fazer diagnóstico diferencial com candidíase ↳ Associado a presença de odor fétido, semelhante a “peixe podre”, é uma característica que decorre da produção de aminas (cadaverinas e putrecinas) – esse odor costuma exacerbar-se após o coito pois o sêmen tem pH básico que propicia a volatilização das aminas ∘ Durante a consulta, pode-se colher a secreção e coloca-la em solução com hidróxido de potássio para reação com liberação das aminas (cadaverinas e putrecinas) liberando o odor de peixe podre ∘ Os sintomas inflamatórios, como: disúria, dispareunia, edema vaginal e vulvar, prurido e irritação vulvar são menos frequentes → O diagnóstico clínico se baseia na presença de três dos quatro critérios de Amsel: 1. Corrimento vaginal homogêneo, fino, branco- acinzentado, com microbolhas e não aderentes as paredes vaginais 2. pH vaginal >4,5 3. Odor vaginal característico (“peixe podre”) antes ou depois da adição de 01 gota de hidróxido de potássio (KOH) a 10% à secreção vaginal (também conhecido como whiff test) 4. Presença de células indicadoras (células vaginais serrilhadas cujo citoplasma está recoberto pela microbiota anaeróbia (também conhecida como células-pista ou células-guia ou clue cells; em exame microscópico “a fresco”) → A lâmina corada por Gram e interpretada pelos critérios de Nugent é considerada o padrão ouro para o diagnóstico ∘ A cultura de secreção vaginal não deve ser realizada por ser pouco específica. Como as bactérias envolvidas podem participar da microbiota vaginal normal, a presença de Gardnerella vaginalis e de outras bactérias em uma cultura não significa que a paciente tenha vaginose bacteriana ∘ A citologia oncótica apresenta baixa sensibilidade, mesmo sendo capaz de identificar as células indicadoras (clue cells); porém na ausência de sintomas não tem indicação de TTO TTO → Indicado para alívio dos sintomas e também apresenta benefício adicional de reduzir o risco de contágio por outras DSTs ∘ Todos os esquemas escolhidos cursam com altas taxas de recorrência ∘ Durante o TTO, as pacientes devem abster-se de atividade sexual ou utilizar preservativos ∘ O TTO em esquemas de dose única apresenta maiores taxas de recorrência, devendo ser preterido em favor do TTO por 7 dias Esquemas de tratamento para Vaginose Bacteriana (CDC, 2015): Metronidazol 500mg VO a cada 12h por 7 dias Metronidazol gel a 0,75%, 01 aplicador (5g) vaginal durante 5 noites Metronidazol creme a 2% 01 aplicador (5g) vaginal durante 7 noites Esquemas alternativos de tratamento para Vaginose Bacteriana (CDC,2015): Tinidazol 2g VO, 01 vez ao dia por 02 dias Tinidazol 2g VO, 01 vez ao dia por 05 dias Clindamicina 300mg VO, a cada 12h por 07 dias Clindamicina óvulos 100mg intravaginal por 03 dias → Seguimento: ∘ Não é necessário a consulta de seguimento quando ocorre a cura dos sintomas → Abordagem ao parceiro: ∘ O TTO do parceiro não aumenta as taxas de cura e/ou recorrência, não devendo ser realizado de rotina → Associação vaginose e HIV: ∘ O TTO de vaginose bacteriana em paciente infectada pelo HIV não difere dos esquemas habituais → Alergia e efeitos colaterais: ∘ A associação de álcool aos imidazólicos pode produzir reação alérgica intensa (dissulfiram-like; gosto de alumínio na boca) ∘ A abstenção do álcool deve ser preconizada por 24h após o TTO com Metronidazol e 72h após com o Tinidazol ∘ Na presença de alergia aos imidazólicos, deve-se optar pela Clindamicina, e em caso de intolerância aos imidazólicos orais é aceitável o uso de Metronidazol intravaginal Luiza Gurgel – Medicina Unifacisa 3 → Gravidez e lactação ∘ As gestantes sintomáticas devem ser tratadas para alívio dos sintomas Esquemas de tratamento para vaginose bacteriana na gestação (CDC,2015) Metronidazol 500mg VO a cada 12h por 7 dias Metronidazol gel a 0,75%, 01 aplicador (5g) vaginal durante 5 noites Metronidazol 250mg VO, a cada 8h por 7 dias Clindamicina creme a 2%, 01 aplicador vaginal (5g) por 07 noites Clindamicina 300mg VO, a cada 12h por 07 dias Clindamicina óvulos 100mg intravaginal por 03 noites Candidíase → É uma doença tão comum que se estima que 75% das mulheres apresentarão ao menos um episódio durante sua vida ∘ É 2ª causa mais comum de corrimento vaginal, está associada a gestação, uso recente de antibióticos, corticoides, contraceptivos hormonais combinados, diabetes, estresse e imunossupressão ∘ As diversasespécies de cândida podem ser encontradas colonizando a vagina e o reto, causando doença apenas de maneira oportunista ∘ A maior parte dos casos sintomáticos é causada pela Cândida Albicans (principal), mas outras espécies como a Cândida glabrata e Cândida tropicalis, estão aumentando de incidência Quadro clínico ∘ Prurido ∘ Queimação vulvovaginal ∘ Edema ∘ Escoriações vulvares ∘ Disúria ∘ Dispareunia superficial ↳ Associados a secreção espessa, em grumos, brancacenta, inodora e aderente as paredes vaginais Os sintomas são mais frequentes no período pré- menstrual Diagnóstico → O quadro clínico e o exame a fresco são suficientes na maioria dos casos → No exame a fresco acrescenta-se 01 gota hidróxido de potássio (KOH) para dissolução de hemácias, leucócitos e células epiteliais, facilitando a identificação de longas fibras e micélios (típicos da infecção fúngica) → Citologia apresenta baixa sensibilidade e especificidade TTO → Deve-se optar por esquemas curtos de TTO para maior adesão ∘ A via de administração, oral ou tópica, não modifica os resultados ∘ O uso de Nistatina tem sido abandonado em razão dos piores resultados e da menor adesão ao incômodo esquema posológico (7 a 14 dias) ∘ A associação de antifúngico com corticoide fornece rápido alívio da sintomatologia vulvar, mas não tratam a infecção vaginal. Se utilizadas devem ser associadas a outros esquemas terapêuticos ↳ Seu uso pode piorar muito as infecções por herpes genital, portanto esse diagnóstico tem que ser afastado antes da utilização → Além dos fármacos listados no quadro a seguir, existem vários outros disponíveis no mercado, como: ∘ Isoconazol ∘ Fenticonazol ∘ Cetoconazol ∘ Itraconazol Esquema de TTO para Candidíase (CDC, 2015): Butoconazol creme a 2%, 01 aplicador (5g) intravaginal, dose única Terconazol creme a 0,4% 01 aplicador (5g) intravaginal, por 07 noites Terconazol creme a 0,8% 01 aplicador (5g) intravaginal, por 03 noites Terconazol 80mg supositório vaginal, 01 unidade intravaginal, por 03 noites Clotrimazol creme a 1%, 01 aplicador (5g) intravaginal, por 07 a 14 noites Clotrimazol creme a 2%, 01 aplicador (5g) intravaginal, por 03 noites Miconazol creme a 2%, 01 aplicador (5g) intravaginal, por 07 noites Luiza Gurgel – Medicina Unifacisa 4 Miconazol creme a 4%, 01 aplicador (5g) intravaginal, por 03 noites Miconazol 100mg supositório vaginal, 01 unidade intravaginal, por 07 noites Miconazol 200mg supositório vaginal, 01 unidade intravaginal, por 03 noites Miconazol 1200mg supositório vaginal, 01 unidade intravaginal, por 01 noite Tioconazol creme a 6,5%, 01 aplicador (5g) intravaginal, dose única *Fluconazol 150mg VO, dose única – muito usado → Seguimento ∘ Não é necessário consulta de seguimento quando ocorre a cura dos sintomas → Abordagem ao parceiro ∘ O TTO do parceiro não está indicado rotineiramente, exceto nos raros casos de balanite (irritação no pênis) → Associação candidíase e HIV ou outras imunossupressões ∘ As pacientes HIV +, estão mais sujeitas a apresentar candidíase vaginal, bem como infecções por Cândida não albicans ∘ O TTO de candidíase em pacientes imunossuprimidas deve ser realizado com utilização de esquemas de duração mais prolongada (7 a 14 dias) → Alergia e efeitos colaterais: ∘ O TTO oral pode ocasionar náuseas, dor abdominal, cefaleia e, raramente, elevação transitória das transaminases ∘ O TTO tópico pode causar ardência e irritação locais. Além de enfraquecimento dos preservativos e diafragmas (o que deve ser informado a paciente) → Gravidez e lactação ∘ São preferidos os esquemas de uso tópico, já que o TTO oral está contraindicado Candidíase recidivante → A candidíase recorrente (4 ou mais episódios ao ano) atinge cerca de 5% das mulheres ∘ A realização de uma cultura de secreção pode ser útil para avaliar a presença de espécies cândida não albicans, que são encontradas em 10% a 20% das candidíases recorrentes ∘ Deve-se tratar o episódio agudo com agentes tópicos por 7 a 14 dias ou com Fluconazol nos dias 1, 4 e 7 → Após a remissão dos sintomas (após TTO do quadro agudo), deve-se utilizar o tratamento antifúngico de manutenção: ∘ Fluconazol oral (100, 150 ou 200mg) em dose única semanal por 06 meses ∘ Esquemas utilizando tratamento tópico intermitente (dose única mensal no período pré-menstrual) por 06 meses também são efetivos → As taxas de recorrência após a interrupção do TTO antifúngico de manutenção variam de 30% a 50% Espécie não albicans → Não respondem bem aos esquemas padrões, especialmente ao Fluconazol, devendo-se optar por esquemas mais prolongados (7 a 14 dias), pois é pior a resposta aos esquemas curtos ∘ As recorrências podem ser abordadas com: – Ácido Bórico (cápsulas 600mg/dia, por 14 dias) – manipulado – Anfotericina B (supositórios vaginais, 50mg/dia, por 14 dias) – Nistatina (supositórios vaginais, 100.000UI/dia, por 3 a 6 meses) Tricomoníase Colo em aspecto de framboesa Etiopatogenia → O Trichomonas vaginalis é um protozoário anaeróbio que infecta preferencialmente o trato genital humano ∘ A tricomoníase está associada a aumento das taxas de HIV, ruptura prematura das membranas e prematuridade ∘ 70% a 85% das pessoas infectadas são portadores assintomáticos e podem transmitir a doença aos parceiros sexuais ↳ Os homens sintomáticos apresentam uretrite, disúria e secreção uretral mucopurulenta Luiza Gurgel – Medicina Unifacisa 5 Quadro clínico → As mulheres apresentam um corrimento verde amarelado, abundante, espumoso, malcheiroso (não tem cheiro de peixe podre), estando associados sintomas inflamatórios intensos como: ∘ Prurido ∘ Irritação vulvares ∘ Disúria ∘ Dispareunia ∘ Colpite focal (colo em morango ou teste de Schiller em pele de onça) Diagnóstico → A associação do quadro clínico com o exame a fresco é a ferramenta mais utilizada ∘ O exame a fresco é barato e de fácil execução, mas apresenta baixa sensibilidade (51% a 65%) ∘ O exame de cultura tem sensibilidade de 75% a 96% e especificidade de 100% ∘ Ocasionalmente o Trichomonas vaginalis é detectado no exame citológico, podendo ocorrer falso-positivos e falso-negativos TTO → Tem como base o uso de Imidazólicos em dose única VO e apresenta altas taxas de sucesso ∘ O TTO tópico não proporciona níveis terapêuticos na uretra e nas glândulas parauretrais, não devendo ser utilizados – pode associar para melhorar o quadro irritativo ∘ Durante o tratamento, as pacientes devem abster-se de atividade sexual Esquema de TTO para Tricomoníase (CDC, 2015): Metronidazol 2g VO, dose única Tinidazol 2g VO, dose única → Seguimento ∘ Em virtude de as taxas de reinfecção chegarem a 17%, sugere-se a reavaliação das pacientes de 3 em 3 meses independentemente do TTO do parceiro → Abordagem ao parceiro ∘ O TTO do parceiro está indicado, o que eleva ao aumento das taxas de cura → Associação tricomoníase e HIV ∘ O TTO da tricomoníase em pacientes infectadas pelo HIV apresenta melhores taxas de sucesso do que os esquemas em dose única → Alergia e efeitos adversos ∘ A associação entre álcool e imidazólicos pode produzir reação alérgica intensa (dissulfiram-like), sendo fundamental alertar as pacientes para esse risco ∘ A abstenção do álcool preconizada é por 24h após o fim do TTO com Metronidazol e 72h após o fim do TTO com Tinidazol → Gravidez e lactação ∘ As gestantes sintomáticas devem ser tratadas para alivio dos sintomas: Metronidazol 2g VO dose única (CDC, 2015) ∘ O benefício do TTO das gestantes assintomáticas não foi estabelecido, exceto nas HIV+, por apresentarem maior taxa de transmissão vertical ∘ O uso de Metronidazol é seguro na gestação (categoria B), não apresentando teratogenicidade em uma série de metanálises. Já o uso de tinidazol não foiestudado, devendo ser evitado na gravidez e lactação ∘ O Metronidazol em doses habituais é segregado em doses mínimas no leite podendo ser usado na lactação Tricomoníase recorrente → A resistência do Trichomonas vaginalis é de 5% ao Metronidazol e de 1% ao Tinidazol ∘ Nos casos de resistência, opta-se por esquemas mais prolongados de TTO Esquema de TTO para Tricomoníase recorrente (CDC, 2015): Metronidazol 500mg VO, a cada 12h por 07 dias Metronidazol 2g VO, dose única por 07 dias Tinidazol 2g VO, dose única por 07 dias Tinidazol 2 a 3g VO, dose única por 14 dias associados ao Tinidazol creme vaginal Luiza Gurgel – Medicina Unifacisa 6 Cervicite Introdução → Inflamação do epitélio colunar cervical (epitélio glandular) ∘ Etiologia infecciosa e não infecciosa ∘ Aguda ou crônica ∘ 30 a 40% das pacientes em ambulatório de IST possuem cervicites ∘ A importância da rápida identificação da cervicite e início do TTO reside no risco de ascensão do processo infeccioso, podendo resultar em endometrites e DIP, com suas vastas complicações, além do risco de transmissão sexual e aumento significativo do risco de aquisição e disseminação do HIV Etiologia → *Agentes etiológicos mais frequentes: ∘ Chlamydia trachomatis ∘ Neisseria gonorrhoe → Agentes etiológicos mais raros: ∘ Herpes simples ∘ Trichomonas vaginalis ∘ Mycobacterium tuberculosis ∘ Mycoplasma genitalium Causas não infecciosas ∘ Irritação mecânica – Pessário (solução para casos de prolapso genital. Consiste numa estrutura de silicone ou de borracha que vai servir de suporte aos órgãos pélvicos – bexiga, útero ou reto) – Tampão – Diafragma ∘ Irritação química – Látex (do preservativo – Duchas – Espermicidas (para contracepção) ∘ Radioterapia ∘ Doenças sistêmicas – Síndrome de Behçet (distúrbio vasculítico crônico, inflamatório, recidivante e multissistêmico com inflamação das mucosas) – Líquen plano (patologia inflamatória que afeta a pele, as unhas, o couro cabeludo e, em alguns casos, a mucosa da boca e dos genitais) Fatores de risco ∘ Idade