Prévia do material em texto
Comunicação de No/cias Di2ceis Centro Universitário FMABC Terapia Ocupacional e os Processos de Cuidado Hospitalar 2025 Comunicação de No/cias Di2ceis Más No/cias Comunicação de Más No/cias Podem ser de doenças que ameaçam a vida mas também que alteram o curso da vida, como por exemplo, diabetes em jovens, cardiopaFa em atletas, amputação, doença degeneraFva. Paciente e familiar, noKcias que alteram negaFvamente a perspecFva da pessoa sobre a própria vida ou futuro, (LINO et al, 2011) Comunicação de Más No/cias • há graduações de noKcias diUceis, as quais podem perpassar desde um diálogo sobre a interrupção temporária de aFvidades roFneiras mediante tratamento proposto, à revelação de doenças crônicas com prognósFco controláveis, assim como à informes vinculados a doença incurável, criFcidade do quadro clínico e morte. (KRIEGER, 2017 APUD CAMARGO, 2022) Comunicação de Más No/cias A comunicação da noKcia diUcil deve ser feita de modo gradual, de forma honesta e clara, com pausas para oportunizar a fala do outro e com atenção do profissional para as condições emocionais, espirituais e culturais do paciente. AFtudes como perguntar sobre o entendimento do quadro clínico, esFmular a expressão de senFmentos, quesFonar sobre medos e anseios presentes, atentando-se a presença de sinais não verbais como via de idenFficação de ansiedade extrema ou sofrimento exacerbado; são algumas das estratégias indicadas para uma comunicação eficaz. (SILVA; ARAÚJO, 2012) Co m un ic aç ão d e M ás N o/ ci as Para facilitar a comunicação das más noKcias: 1. estabelecer uma relação médico-equipe de saúde- paciente adequada; 2. conhecer cuidadosamente a história clínica do paciente; 3. ver o paciente como pessoa; 4. preparar o sekng; 5. organizar o tempo. VICTORINO et al., 2007) Comunicação de Más No/cias • cuidar de aspectos específicos da comunicação; • reconhecer o que e quanto o paciente quer saber; • encorajar e validar as emoções; • atenção e cuidado com a família; • planejar o futuro e o seguimento; • trabalhar os próprios senFmentos. (VICTORINO et al., 2007) Comunicação de Más No/cias É recomendável que seja presencial, mas caso não seja possível: • Apresente-se de modo claro e objeFvo, informando o seu nome; • Verifique se está em contato com a pessoa receptora da informação indicada; • CerFfique-se de que a pessoa não será interrompida e está em local seguro. Caso a pessoa esteja ocupada, combine um outro momento mais apropriado; • Explique o moFvo da ligação; • Não aborde o assunto por mensagens eletrônicas, mensagens de texto ou redes sociais; • Expresse calma, empaFa e afeto em sua fala durante todo contato. Comunicação de Más No/cias e Humanização - Oposição à violência - física e psicológica ou simbólica - Oferta de atendimento de qualidade - tecnológico, relacionamento/acolhimento - Melhoria das condições de trabalho do profissional - ambientação, condições de infraestrutura, instalações físicas, equipamentos renovados, formação de equipes de saúde com a garantia da boa comunicação - Ampliação do processo comunicacional. (DESLANDES, 2004) Método NURSE • prevê o auxílio no enfrentamento das angúsFas do paciente frente à informação de uma noKcia diUcil. Método NURSE • Naming • nomeação de emoções do paciente disparadas pela informação recebida, • Understanding • a busca por entendimento claro dos medos, anseios e preocupações presentes, • RespecFng • emissão de mensagens (verbais e não verbais) que evidenciam por meio de uma postura profissional empáFca respeito aos senFmentos manifestados, • SupporFng • oferta de suporte para idenFficação de estratégias de enfrentamento, • Exploring • oferecimento de espaço de escuta para comparFlhamento de emoções e preocupações com reFradas das dúvidas emergidas. (PEREIRA; FORTES; MENDES, 2013 APUD CAMARGO, 2022). PROTOCOLO SPIKES • auxilia na redução das dificuldades na comunicação de más noKcias e pode facilitar a adaptação frente essa nova condição. (ARAÚJO E LEITÃO, 2012) • (S – Se#ng Up the Interview) Planejar a situação de comunicação • IdenFficar um ambiente privado; considerar a trajetória do paciente, inteirando-se da sua história; envolver amigos e parentes no processo. • (P – Percep2on) Sondar a percepção do paciente sobre a doença • IdenFficar as informações (o que o paciente ou familiar sabe), corrigí-las ou ajustá-las com informações mais precisas. (ARAÚJO E LEITÃO, 2012) • (I – Invita2on) Convidar o paciente a expor suas dúvidas • Pode ser essencial entender o grau de detalhe que o próprio paciente quer obter sobre seu caso, colocando-se sempre disponível para maiores esclarecimentos. • (K – Knowledge) Buscar a clareza de forma delicada / dando Conhecimento e Informação ao Paciente • Ser claro e preciso, mas dar tempo ao paciente, evitando detalhes dispensáveis e excesso de informação por vez. (ARAÚJO E LEITÃO, 2012) • (E – Emo2ons) Ser emocionalmente solidário / abordar as emoções dos pacientes com respostas afeDvas • EsFmular a expressão emocional do paciente e seus parentes, acolhendo as reações negaFvas à noKcia. • (S – Strategy and Summary) Apontar os próximos passos / estratégia e resumo • Repassar o que foi dito; verificar se a pessoa se sente pronta para discuFr o que será feito; apresentar as possibilidades de cuidados e tratamentos. (ARAÚJO E LEITÃO, 2012) “A verdade é como um remédio: há dose, via e hora para ser administrada. Uma dose baixa não é eficaz, mas uma dose alta demais ou administrada de forma errada pode também fazer mal. E para saber qual a dose necessária é preciso perceber o paciente como uma pessoa que tem medos, gostos e história. O diálogo é o caminho para o entendimento”. (p. 61) (SANTOS, 2009 APUD ARAÚJO E LEITÃO, 2012) hIps://www.youtube.com/watch?v=i3kV5hs_qec (Protocolo SPIKES) https://www.youtube.com/watch?v=i3kV5hs_qec Filmes - indicação Patch Adams O amor é contagioso A teoria de Tudo Perfeita para você Full Out No ritmo da vitória Obrigada!