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Estratégia de Gestão por Competência Bibliografia - Literatura Complementar Introdução Gestão de Competências ou também conhecido como Gestão por Competência é um sistema pertencente a área de Gestão de Recursos Humanos desenvolvido para identificar e gerir perfis profissionais que propiciem um maior retorno a uma organização. Tem a função de identificar os pontos de excelência e as oportunidades de melhoramento, preenchendo lacunas e somando conhecimento. Um modelo de gestão de competência sempre apresentará um caráter conceitual e pode ser de difícil determinação, mas conforme o decorrer do processo de identificação dos perfis for avançando, melhor será a condução do gerenciamento. A definição de competência é fundamentada na sigla CHA, que vem do (C) de conhecimentos, do (H) de habilidades e competências técnicas, e do (A) das atitudes e competências comportamentais que uma pessoa apresenta. O conhecimento é associado com a formação acadêmica, e diz respeito ao conhecimento teórico. A habilidade está relacionada a prática, a vivência e ao domínio do conhecimento. A atitude por sua vez representa as emoções, os valores e sentimentos dos indivíduos, ou seja, o comportamento humano. A Gestão de Competências traz uma alternativa aos modelos de gerenciamento convencionais usados pelas organizações. Oferece a orientação e esforços para planejar, captar, desenvolver e avaliar, nos diferentes níveis de uma organização, seja individual, seja grupal ou organizacional. Sendo assim, oferece as competências necessárias para se alcançar objetivos. A proposta de tal modelo de gestão é destacar quais são as competências organizacionais críticas para o sucesso de uma organização, disponibilizá-las em termos de competências profissionais e desenvolvê-las junto aos funcionários internos da organização. Refere-se a uma 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 1/26 metodologia de gestão nova, direcionada para negócios, tanto no mercado como no desenvolvimento profissional definitivo. A gestão de competências foca sua ação principalmente no gerenciamento da lacuna (gap) de competências eventualmente encontrada em uma organização ou equipe, buscando eliminá-la ou minimizá-la. A meta é disponibilizar ao máximo as competências existentes na organização necessárias para a atingir as metas organizacionais. Diante desta perspectiva, diminuir eventuais lacunas de competências significa conduzir e estimular os profissionais a banir as incompatibilidades entre o que eles são capazes de oferecer, que são suas competências atuais, e o que a organização espera que eles executem, que são as suas competências necessárias para o desempenho satisfatório do cargo. A gestão de pessoas tem estado sob o desafio de estabelecer uma maior consonância com as estratégias corporativas. As políticas convencionalmente adotadas nesta área não atendem mais às necessidades do mundo organizacional dos dias de hoje. Considerando a sua tendência de condicionar os funcionários a apresentarem uma postura passiva e reativa. Tal fato é consequência da intenção de ajustamento do funcionário à organização e do tratamento dispensado aos trabalhadores, tratados como se fossem meros recursos de produção para a organização, como se pode perceber em diversos aspectos destas políticas. Em uma sociedade da informação e conhecimento, uma nova atitude é extremamente necessária, para que as organizações possam utilizar o potencial criativo e inovador de cada funcionário. Outro problema confrontado nas concepções convencionais de gestão de pessoas, que apresenta a necessidade de ser revisado, é a ausência de envolvimento direto dos gerentes com a formação e o desenvolvimento dos integrantes de suas equipes. Já os funcionários, também costumavam ser incentivados a aguardar que as ações associadas ao seu crescimento venham da organização, não apresentando iniciativa de perseguir seu crescimento dentro da organização. A abordagem através de uma postura proativa e a divisão da responsabilidade pelo desenvolvimento do grupo funcional entre os próprios funcionários, os supervisores diretos e as políticas adotadas pela organização são mais uma necessidade que se mostra. No cenário contemporâneo, em que outros novos atributos profissionais apresentam cada vez mais importância, trona-se necessário lançar mão de um novo direcionamento nos empreendimentos de gestão de pessoas. A gestão de competências surge para atender esta necessidade, e, portanto, vem sendo adotada em muitas organizações. A economia é um fator que se apresenta em constante mudança. Não se encontram mais limites para a concorrência. As organizações que apresentam maior flexibilidade em seus processos para corresponder às expectativas dos clientes, que se apresentam cada vez mais exigentes, terão mais vantagem no fator da competitividade. Diante de uma realidade com rápidos avanços tecnológicos e mercadológicos, as pessoas se apresentam como peça chave para a eficiência da competitividade das empresas. Portanto, gerenciar as competências de uma organização é, nos dias atuais, um grande desafio. Conforme a história do ser humano evolui, outras necessidades e recursos se apresentam para a sociedade, sendo indispensáveis e essenciais, consequentemente diferenciando as relações no campo de trabalho. A partir de um momento histórico, a nova tecnologia se apresentou, possibilitandonegociações e acesso a novos mercados, sendo assim, o início da chamada globalização. Independente do ramo da organização, se esta quiser prosperar, haverá a demanda de profissionais bem formados, com espírito empreendedor, visionário, inovador e com entusiasmo. Profissionais aptos a resolver problemas, com talento e grande poder de realização, flexíveis e capazes de encarar novos desafios. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 2/26 São estes profissionais que possibilitarão aos novos negócios enfrentar os obstáculos desta nova economia globalizada. Para atrair e manter os talentos em uma organização é necessário, também, que a organização apresente um ambiente de trabalho sadio, motivador, amistoso, direcionado para o progresso. A gestão de competências, ao permitir o contínuo desenvolvimento dos profissionais, contribui assim, para o sucesso deste objetivo. A gestão de competências precisa ser um processo contínuo e deve estar de acordo com as estratégias da organização. Sua adoção necessita de um redirecionamento das ações convencionais da área de gestão de pessoas, que são o recrutamento e seleção dos profissionais, o treinamento, a gestão de carreira, assim como, a avaliação de desempenho. Também demanda a formalização de conciliações estratégicas para habilitação e desenvolvimento das competências essenciais para a realização de seus objetivos. Nesta nova realidade as organizações contemporâneas precisam de profissionais talentosos, que sejam capazes de sobreviver nesta economia globalizada. Numa realidade onde as decisões, os processos e as atitudes necessitam ser dinâmicas e agressivas, a vantagem de uma organização está no talento, na atitude e na competência das pessoas que lá trabalham. 1. Origem e Evolução do Conceito de Competência Já no fim da Idade Média, a expressão competência era associada principalmente à linguagem jurídica. Competência condizia à faculdade atribuída a uma pessoa ou a uma instituição para apreciar e julgar determinados assuntos. Os juristas determinavam que certa corte ou pessoa era competente para um julgamento ou para realizar um ato específico. O termo passou a constituir o reconhecimento social sobre a competência de um indivíduo em pronunciar-se sobre determinado assunto. Em outro momento da história o conceito de competência veio a ser utilizado de modo mais genérico, para qualificaruma pessoa habilitada a cumprir determinado trabalho. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 3/26 O cuidado das organizações em agregar profissionais preparados para o desempenho eficiente de determinada função já é antiga. O engenheiro norte- americano Frederick Taylor (1856-1915), considerado o pai da administração científica e um dos primeiros sistematizadores da disciplina científica da administração de empresas já prevenia, no início deste século, para a importância de as empresas agregarem “homens eficientes”. Taylor ressaltava que a procura pelos profissionais competentes era maior do que a oferta. Baseadas no princípio taylorista de seleção e treinamento do trabalhador, as empresas buscavam aprimorar em seus funcionários as habilidades essenciais para o cumprimento de atividades específicas, limitando-se às questões técnicas referentes ao trabalho. Anos depois, em consequência de pressões sociais e do crescimento da complexidade das relações de trabalho, as organizações passaram a ponderar, no desenvolvimento profissional de seus funcionários, não só fatores técnicos, mas, também, as questões sociais e comportamentais existentes no trabalho. Competência, seria então, definida por alguns autores, como os atributos primordiais para a prática de um cargo, considerando que o conteúdo do cargo é relativamente constante e passível de ser prescrito. Portanto, esta definição referia-se a um conjunto de conhecimentos, habilidades e experiências que habilitavam um profissional a cumprir determinada função. Seria uma abordagem que parece limitar o conceito às questões técnicas referentes ao trabalho e à especificação do cargo. Já outros, autores fizeram referência à metacognição e a ações relacionadas ao trabalho, oferecendo menor importância às questões técnicas. Sendo assim, competência seria assumir responsabilidades perante a situações de trabalho complexas junto ao exercício sistemático de uma flexibilidade no trabalho, que possibilita o profissional lidar com situações inéditas, inesperadas e com características singulares. Neste caso, o conceito está fundamentado no fato inicial de que, em um ambiente dinâmico e competitivo, não é possível associar o trabalho, mesmo abrangendo a dimensão da equipe, com uma gama de tarefas ou atividades pré- determinadas e estáticas. Ao lidarem com o mesmo tema, referem-se a um conjunto de atitudes que levam o profissional a adaptar-se a um ambiente de trabalho cada vez menos estável, a lançar mão do conhecimento, e adquirir uma orientação para a inovação e aprendizagem permanentes. Competências estão associadas, portanto, a atitudes ligadas ao ganho de alto desempenho em um trabalho específico, durante uma carreira profissional, ou em se tratando de uma estratégia corporativa. Competência não vem a ser apenas uma gama de qualificações que a pessoa detém, mas também a iniciativa de colocar em prática o que se sabe, impulsionar e aplicar tais qualificações dentro de um contexto próprio, capacidade do indivíduo gerar resultados esperados pela 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 4/26 organização. Um dos aspectos principais da competência é de não poder ser compreendida de maneira separada da ação. Seguindo algumas ideias do aprendizado individual, cabeça, mão e coração, construiu-se um conceito de competência baseado em três dimensões que são conhecimento, habilidade e atitude, incluindo não só fatores técnicos, mas, também, a cognição e ações associadas ao trabalho, neste caso, competência está relacionada ao conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes correlacionadas e necessárias ao sucesso de determinado objetivo. Estas dimensões são correlacionadas, já que, em algumas situações, a exposição ou escolha de certo comportamento exige da pessoa a apropriação de conhecimentos e habilidades específicas, do mesmo modo, para lançar mão de certa habilidade conjectura-se que a pessoa apresente conhecimento sobre determinado processo. O desenvolvimento de competências acontece através da aprendizagem individual e coletiva, englobando ao mesmo tempo as três dimensões do modelo, ou seja, pela obtenção de conhecimentos, integração de habilidades e escolha de atitudes relevantes para um contexto organizacional determinado, ou para a aquisição de considerável desempenho no trabalho. Abordagens como esta, aparentemente apresentam maior aceitação, tanto no meio empresarial como no ambiente acadêmico, conforme ocorre a busca de integrar aspectos técnicos, sociais e atitudes associadas ao campo de trabalho. 2. Conceitos Básicos da Gestão de Competências 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 5/26 A expressão competência vem sendo usada, na área de administração, desde o início das primeiras publicações sobre teorias organizacionais, entretanto, era usada um sentido diferente do atual. Naquela época, esse vocábulo referia-se a uma pessoa competente para desempenhar, de maneira eficiente, uma certa função. Desde a década de 1970, com o consequente aumento da competição e da preocupação das organizações, que passou da simples eficiência produtiva para a eficácia, um sentido diferente passou a ser formado. A intenção não mais, se concentrou apenas na capacidade, passou então a dar prioridade ao desempenho, não mais valorizando apenas os comportamentos apresentados pelo indivíduo, mas também as ações por ele realizadas. Na década de 1970, houveram alguns enfoques no conceito de competência pela perspectiva do indivíduo. Conforme esta abordagem, a competência permite que o indivíduo apresente condições para manter um alto desempenho na efetuação de suas atividades produtivas. Este enfoque gerou significativa repercussão, estimulando o interesse pela aquisição de mecanismos capazes de favorecer a obtenção de novas competências pelos funcionários. O conceito de competência, no sentido como é abordado nas organizações de hoje, apresentou também uma grande influência da contribuição oferecida por artigos publicados no exterior. A definição proposta por tais artigos foi que o aprendizado em conjunto dentro da organização é coordenar as habilidades disponíveis de produção e integrar as inúmeras correntes de tecnologias. Há abordagens diferenciadas, que destacam três características do sistema produtivo de hoje, de considerável importância para a compreensão dos desafios da gestão de competência: A primeira é a consciência de incidente, que se refere a capacidade de convívio com eventos imprevistos, cujo acontecimento interfere nas rotinas produtivas. Os incidentes, que ocorrem cada vez com mais frequência em consequência da complexidade que é característica da época atual, escapam da possibilidade de previsão e auto regulação dos sistemas de produção tradicionais. Apresenta-se comprometida, então, a compreensão de que as competências são suscetíveis de serem pré-determinadas através de estudos a respeito das necessidades dos ofícios ou das organizações. Ao contrário de executar um plano de desenvolvimento restrito, no qual seriam previsíveis as competências que necessitariam ser adquiridas, cada profissional precisa adquirir constantemente recursos para ambientar-se às constantes exigências de seu cargo. A segunda característica é o constante aumento da importância adquirida pela comunicação. Os sistemas de comunicação corporativos oferecem a expansão do conhecimento a respeito dos objetivos, valores e normas da organização. O aumento da 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c8816/26 frequência e a grande diversidade que têm terminado os processos de comunicação demandam novas necessidades de capacitação. A consolidação de competências associadas ao relacionamento interpessoal é a consequência mais aparente desta situação. Torna-se fundamental, também, o acesso para a constante interação e intercâmbio de informações com outras pessoas, com os outros setores da organização, assim como, com o ambiente de fora da organização. Mais do que uma capacidade, tal acesso representa uma atitude que necessita ser incorporada. A constatação de que todos os trabalhos representam uma maneira de prestação de serviço a alguém, vem a ser a terceira característica. Cada funcionário precisa entender que sua função no trabalho não é apenas efetuar as tarefas que lhe são atribuídas ou respeitar as normas e rotinas estabelecidas. O que interessa, realmente, é a capacidade que o indivíduo apresenta para responder às necessidades de seus clientes. Tal percepção enfatiza, portanto, a necessidade de que as competências a serem adquiridas não podem ser pré-determinadas baseando-se em simples definições de cargos e responsabilidades. Considerando que as necessidades dos clientes são mutáveis e complexas, a capacitação dos trabalhadores deve ser sempre revista e reorientada, em um exercício dinâmico e complicado. Com base nas três características percebidas nos sistemas produtivos atuais, é possível definir a competência como sendo a sabedoria prática, adotada na solução dos problemas que se manifestam constantemente dentro das organizações. A inteligência precisa estar apoiada nos conhecimentos obtidos, buscando constantemente analisá-los e atualizá-los, de maneira a adaptá-los aos desafios cotidianos. Não há, na verdade, um conceito único para o termo. Uma das mais conhecidas definições é a que diz ser competência um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que credenciam um indivíduo a exercer uma determinada função. Pode-se encontrar autores, entretanto, que compreendem a competência não como um conjunto de qualificações do indivíduo e sim as realizações efetuadas por ele no seu trabalho. Como pode-se constatar, o foco da primeira definição está concentrado no potencial apresentado, já o da segunda aponta para o desempenho efetivado. Tais conceitos podem ser exercidos de maneira complementar, considerando que não são opostos. Pelo contrário, sua união mostra-se necessária para a compreensão da dinâmica da gestão de competências contemporânea. Mais do que encontrar uma definição conceitual, mostra-se necessário a conquista de um entendimento mais abrangente da função das competências dentro das organizações. Conforme a maneira como é exercida a gestão de competência, esta pode propiciar a aquisição de 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 7/26 vantagens competitivas, colaborando para destacar uma organização de suas concorrentes ou proporcionar maior estabilidade. A segunda possibilidade, inconveniente, acontece quando a organização apresenta um determinado conjunto de competências e se acomoda por possuí- lo, esquecendo-se que apenas o aperfeiçoamento contínuo poderá garantir a consolidação das vantagens adquiridas. Para um aproveitamento mais eficiente das possibilidades disponíveis, por esta nova filosofia de gestão, deve-se compreender que as competências são pluridimensionais, evidenciando-se por apresentarem quatro características básicas, que são: Dinâmicas – considerando o fato de que demandam uma constante interação entre indivíduos e grupos internos e externos à organização, buscando à sua permanente ampliação e atualização; Sistêmicas – partindo do princípio de que envolvem a procura ordenada de estratégias, definidas sob a concepção dos sistemas abertos, que procuram a integração e a troca de influências com o campo externo; Cognitivas – conforme se relacionam com os conhecimentos gerenciais essenciais para o reconhecimento das competências fundamentais em cada organização e se diferenciam conforme os modelos de pensamento adotados; Holísticas – já que proporcionam à ampliação do objetivo de análise do valor e do desempenho de uma organização para além dos indicadores financeiros, propiciando, com isso, a possibilidade de aquisição de uma percepção mais integradora dos fenômenos organizacionais. Lançar mão da gestão de competências propicia, entre outras, as vantagens a seguir: A definição objetiva de perfis profissionais que apresentam o potencial de proporcionar a elevação da produtividade; Uma meta clara para os esforços de desenvolvimento das equipes, apresentando como base as necessidades da organização, assim como, o perfil dos seus funcionários; Antepor os investimentos em capacitação, visando a obtenção de um retorno mais consistente; O gerenciamento do desempenho dos funcionários através de critérios mais acessíveis para serem observados e avaliados; A conscientização dos funcionários a respeito da necessidade de que assumam a corresponsabilidade por seu autodesenvolvimento. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 8/26 3. As Características e Etapas do Modelo de Gestão de Competências A Gestão de Competências é constituída por alguns subsistemas, tais como: Mapeamento e descrição de competências O mapeamento é alicerce de toda a Gestão de Competências. O mapeamento acontece através descrição das competências profissionais no trabalho. Há essencialmente duas metodologias complementares de descrição de competências no trabalho, que precisam ser consideradas: A primeira metodologia é baseada nos recursos ou dimensões da competência, sendo assim, os conhecimentos, habilidades e atitudes conjecturadas como necessárias para que o profissional possa exercer determinado desempenho no cargo. A segunda metodologia lança mão de pautas ou referenciais de desempenho, através dos quais o funcionário demonstraria apresentar uma certa competência por meio da abordagem de determinados comportamentos que possam ser observados no trabalho. Normalmente, a escolha de um ou outro critério para descrição de competências acontece em detrimento do uso que se pretende dar à descrição. Quando utilizadas em instrumentos de avaliação do desempenho no trabalho, por exemplo, as competências são descritas sob a forma de comportamentos possíveis de serem observados, para que o avaliador possa estimar o desempenho do avaliado através dos comportamentos que este apresenta no trabalho. Quando utilizadas na produção de ações de treinamento, vem a ser necessário descrever não somente os comportamentos almejados, que são referenciais de desempenho, e que estabelecerão os objetivos instrucionais do treinamento, mas também os conhecimentos, as habilidades e as atitudes relacionados, os quais constituirão o conteúdo educacional a ser ministrado. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 9/26 Mensuração de competências As competências podem ser mensuradas conforme as habilidades apresentadas pelo profissional, que podem ser: Habilidade técnica: corresponde ao entendimento e a capacidade de exercer certa atividade, exige conhecimento especializado, assim como, capacidade analítica no desempenho de tarefas, é adquirida por meio de treinamentos e experiência profissional; Habilidade Humana: também conhecida como inteligência emocional, esta habilidade permite ao profissional a competência para trabalhar em um grupo coeso, em que os membros apresentam um objetivo, nos resultados, em comum; Habilidade Conceitual: que oferece ao profissional a capacidade de visualizar a organização de maneira holística, ou seja, com uma perspectiva sistêmica, ondeas partes da empresa formam um conjunto integrado. Sendo assim, cada competência é passível de ser mensurada por meio das habilidades apresentadas pelo profissional e também o modo como ele as emprega no desempenho das tarefas. Remuneração por competências De início para se efetuar a remuneração por competências é preciso identificar quais as competências que são mais fundamentais para a estratégia da organização. A importância da competência apresentada pelo profissional influenciará na remuneração recebida pelo mesmo, considerando que estes dois aspectos são diretamente proporcionais. Portanto, os profissionais que apresentarem tais competências serão mais bem remunerados. As análises destas competências são efetuadas através da identificação das habilidades, conhecimentos e recursos que os funcionários apresentam e que somam valor econômico a organização. Seleção por competências Durante um processo de seleção de candidatos para uma organização é sempre interessante procurar por profissionais que conservem os princípios da organização. O processo deve apresentar como prioridade a cultura da empresa, assim como, mensurar os valores e crenças do futuro empregado, portanto, dar prioridade aos que apresentarem tais características, já que certas habilidades e atitudes não podem ser adquiridas apenas através de treinamento oferecido pela organização. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 10/26 As competências podem ser avaliadas através de centros de avaliação, onde o candidato é mensurado por meio de diversas situações correlatas que ele se depararia após o contrato. Em áreas executivas, habilidades para executar, orientação para equipe, perspectiva de carreira e experiência são competências que demandam maior consideração. Avaliação de competências Por meio da avaliação de competências, também denominada como avaliação de desempenho, poderá ser identificado se o perfil comportamental e técnico dos funcionários de uma corporação estão de acordo com o perfil ideal requerido pelos cargos. A avaliação de competências é um modo de estimar o aproveitamento do potencial individual de cada funcionário dentro de uma organização. O resultado da avaliação possibilitará a identificação das competências comportamentais e técnicas que necessitam ser melhoradas. Plano de desenvolvimento de competências Orientado pelo resultado da Avaliação de Competências será elaborado um Plano de Desenvolvimento para os funcionários, no qual o objetivo será aperfeiçoar e potencializar o perfil individual de cada funcionário da organização. Desde o processo de convocação e seleção do candidato, é preciso conferir o seu potencial de desenvolvimento a longo prazo na organização. Neste panorama, o profissional conhece consideravelmente a estratégia, a cultura e o clima da organização e se considera imerso neste ambiente, como parte necessária dele. A partir deste estabelecimento da função, o profissional pode planejar sua carreira, por meio da gestão e aprimoramento das competências que já apresenta e do desenvolvimento de outras habilidades que ele considere como importantes. Para isso, é preciso, inicialmente, que os gestores de Recursos Humanos elaborem uma meta que abranja as necessidades individuais do profissional e as da empresa. Cabe ao setor de RH oferecer um ambiente favorável, oferecendo um contexto de suporte ao funcionário que, a partir deste contexto, poderá projetar as metas recíprocas. A partir desta situação, o profissional poderá identificar as oportunidades e os requisitos de carreira, pelas quais ele poderá estar a par das necessidades necessárias podendo assim comparar com as necessidades que já possui e, a partir de então, trabalhar com a meta de desenvolver as habilidades que deseja adquirir. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 11/26 A próxima etapa será o subsídio para a efetivação de programas de desenvolvimento que ofereçam os recursos para o aprimoramento dos profissionais, através de programas de treinamentos, de aconselhamento de carreira, ou mesmo feedback de desenvolvimento e de orientações. A última etapa será a avaliação do potencial do profissional, na qual o setor de Recursos Humanos poderá lançar mão de planos de avaliação, elaborar inventários de talentos e, então, projetar planos de sucessão. 4. Gestão de Pessoas O termo Gestão de Pessoas é empregado para definir as estratégias que objetivam otimizar, reter, administrar, assim como, atrair o capital humano de uma corporação. As organizações que possuem essa maestria entre suas políticas internas são aquelas que formam profissionais mais bem preparados, qualificados e motivados para desempenhar suas funções no ambiente de trabalho. A definição de Gestão de Pessoas é muitas vezes confundida com a atuação do setor de Recursos Humanos (RH). Porém, o RH apenas oferece apoio com as ferramentas e mecanismos necessários para a atividade dos profissionais em uma organização. Já o gestor de pessoas utiliza esses e outros recursos e ferramentas em ações que valorizem e apoiem os profissionais. Sendo assim, a gestão de pessoas em uma organização deve ser executada pelos próprios gestores, lançando mão do RH apenas como ferramenta para atingir metas e resultados mais assertivos e condizentes com os almejados. Como consequência a gestão de pessoas, deve 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 12/26 promover não só o desenvolvimento dos profissionais, mas também o crescimento da organização integralmente. Uma organização é constituída de pessoas e são elas que irão garantir o bom desempenho ou a falta dele dentro de uma corporação. Diante deste contexto a gestão de pessoas tem sido muito valorizada e praticada por muitas organizações, pois houve o reconhecimento da importância de oferecer o suporte necessário aos funcionários para que eles tenham um bom desempenho e se sintam reconhecidos e naturalmente motivados. A Gestão de Pessoas é uma tarefa que pode garantir que todas as necessidades dos funcionários sejam solucionadas e de que os mesmos tenham os recursos e a capacidade para exercer o seu cargo. Os processos da gestão de pessoas ocorrem de maneira linear, porém para se avançar uma etapa da série de atividades que compete a gestão, os resultados anteriores devem ser analisados para que as etapas seguintes possam acontecer de maneira satisfatória. Levando em consideração que fatores internos e externos podem influenciar o processo da gestão como um todo, é necessário que aconteça um equilíbrio entre eles. Os fatores internos que podem influenciar os processos são a meta, a visão, os objetivos, a cultura, a natureza das tarefas e principalmente o método de liderança. Os fatores externos que poderiam influenciar na gestão seriam a leis e seus regulamentos, o sindicato, as condições econômicas e financeira, as sociais e culturais, além da competitividade. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 13/26 5. Gestão de Pessoas Motivação e Retenção de Talentos Superar desafios é atributo de uma fase de mudanças tecnológicas ou de transformação de um empreendimento. A retenção de talentos é um desses desafios. Perante a falta de trabalhadores qualificados, manter as pessoas talentosas é um ponto de suma importância. Há pesquisas indicando que, nos próximos anos, a economia brasileira pode atingir um bom ritmo de crescimento. Consequentemente, a quantidade de empregos e a remuneração provavelmente vão crescer. Portanto, a tendênciaé haver falta de pessoal em diversos campos de trabalho, sendo que, principalmente as instituições de ensino, são incapazes de desenvolver profissionais em quantidade condizente com a demanda, com a qualidade requerida pelos avanços tecnológicos e pelo mercado de trabalho. Perante esses fatos, a retenção de mão de obra qualificada e talentosa deve ser encarada como estratégia de competitividade. A identificação e desenvolvimento de talentos é prioritária para as organizações que buscam se manter em um mercado cada vez mais competitivo, oferecendo serviços inovadores e de alto nível. A implantação de modelos de gestão que cultivem a proximidade do trabalhador talentoso com o empreendimento, é o principal fato na retenção de talentos, visto que, a permanência em uma só empresa, não é característica dos trabalhadores de nossa sociedade de mercado competitiva. A geração dos “Millenials”, nascidos após o início da década de 1980 e até ao início da década de 1990, desenvolveu-se numa época de impressionantes avanços tecnológicos e uma razoável estabilidade econômica, vivendo em ambiente altamente urbanizado e dependente da tecnologia eletrônica. A forte influência da tecnologia da informática e de rede, ocorre tanto na interação social e midiática, bem como no nível das relações de trabalho. Estes fatores sociais e econômicos determinaram uma geração acostumada com a baixa durabilidade e efemeridade dos produtos. Em vista deste contexto volátil, em que ocorre a extinção de diversas profissões e a relativização de outras, as condutas de trabalho adequadas das profissões e carreiras, passaram a ter um significado e grau de comprometimento diferentes do que havia até então. No que se refere à procura por profissionais que melhorem os índices de produtividade e lucratividade das organizações, a “Retenção de Talentos” é um assunto que tem ocupado as discussões dos gestores, o que torna de grande importância que sejam suscitadas reflexões sobre o tema. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 14/26 6. Gestão da Qualidade Total No início, o termo “qualidade” estava ligado apenas aos conceitos técnicos da produção. O termo foi evoluindo, até que se tornou relacionado a satisfação do cliente, pois com o aumento da qualidade as empresas obtêm uma maior credibilidade no mercado, podendo reverter em uma maior rentabilidade e estabilidade futuramente. Assim, todas as áreas da empresa passaram a ser contempladas para que se atingisse seu potencial máximo, através de uma sinergia entre todos os setores, envolvendo os consumidores, fornecedores e funcionários. Portanto, a Gestão da Qualidade Total é o planejamento estratégico articulado para a empresa que procura aproveitar todo o seu potencial no cenário atual. Este é um tema abrangente. A gestão que visa a qualidade total não deve se voltar apenas aos aspectos técnicos e organizacionais, mas também à ética, qualidade de produto, atendimento e segurança. A palavra “total”, do termo realmente remete a que todos os aspectos devem se comtemplados. A Gestão de qualidade total também visa criar um ambiente empresarial flexível que, embora tente prever as mudanças do mercado, procura se estruturar de modo a se adaptar a diferentes cenários econômicos. Antes da revolução Industrial os modos de produção eram predominantemente artesanais, ou seja, o funcionário além de dominar todo ou a maior parte do processo de fabricação, muitas vezes era dono ou participante ativo da estrutura de seu ambiente de trabalho. Com a revolução industrial e a implementação de maquinas mais tecnológicas no processo de produção em massa, surgiram os primeiros modelos recentes organizacionais empresariais: o Fordismo nos Estados Unidos e o Toyotismo no Japão, que conseguiram consolidar a economia pós segunda guerra mundial, mesmo após os efeitos devastadores físicos e morais ao povo japonês provocados pelo bombardeamento atômico em Hiroshima e Nagasaki. Foi Neste período que surgiu o conceito de Gestão da Qualidade Total em inglês, Total Quality Management “TQM”, sendo que o Japão foi o primeiro país a adotar a gerência da qualidade em seus produtos e serviços. Com o passar dos anos, cada vez mais industrias passaram a adotar esse método de gestão, aumentando o nível de exigência dos consumidores e gerando produtos com melhores custo/benefícios, tornando assim a concorrência mais acirrada, visto que é necessário que a indústria possua uma boa organização para que consiga competir no mercado contra outras corporações que possuam uma gestão eficiente. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 15/26 7. Captação de Talentos A captação de talentos, conhecida também como recrutamento e seleção, é uma das mais importantes incumbências da gestão de competências. Quando empregada de maneira adequada, possibilita a obtenção de vantagens muito importantes, tais como: Adequação dos funcionários a seus cargos, promovendo maior motivação e a produtividade; Consciência das características, do potencial e das limitações pessoais de cada funcionário; Manutenção de uma relação permanente entre a organização e os funcionários; Redução da rotatividade do pessoal e excesso de demissões (turnover); Diminuição das necessidades de treinamento. As deficiências encontradas nesta atividade de gestão podem produzir as consequências a seguir: Comprometimento de todo o trabalho da área de gestão de pessoas, já que se um funcionário está ocupando um cargo inadequado às suas capacidades, todo o trabalho de desenvolvimento e motivação, assim como os programas de gestão de desempenho, planejamento de carreiras, e outros relacionados poderão ser bastante ineficazes; Pouca produtividade, em consequência da inaptidão ou desinteresse pelo cargo exercido; Insatisfação e desmotivação; Demissões e as suas consequências: despesas com rescisão de contrato, com um novo processo seletivo, com o treinamento dos novos funcionários e custo psicológico elevado 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 16/26 para os funcionários, que tendem a recear pela própria instabilidade na organização, em situações em que há demissões constantes. O recurso da seleção fundamentada em competências tem como principais vantagens o crescimento da objetividade do processo de seleção e o objetivo mais preciso que estabelece. O processo de seleção de competências deve ter seu início pelo mapeamento das competências que serão almejadas, considerando os requisitos do cargo e do posto de trabalho a ser preenchido. O mapeamento deve ser elaborado através da orientação dos indicadores de desempenho selecionados, os quais são extraídos das metas e prioridades especificadas pela organização. A partir do perfil mapeado de competências almejadas, são elaborados processos de seleção com objetivo mais preciso. Estratégias como entrevistas, jogos e dinâmicas situacionais podem ser usadas como ferramentas para o mapeamento das competências que cada candidato apresenta. Para cada tipo de competência deve ser planificada uma entrevista personalizada. Algumas das perguntas aplicadas com frequência nos processos seletivos convencionais devem ser evitadas. Muitos dos candidatos seguem para a entrevista com respostas elaboradas para tais perguntas, impedindo assim, a eficiência da avaliação. As seguintes questões podem servir como exemplo: Fale três características suas positivas e três negativas. Como você agiria se fosse seu líder? O que você faria se tivesse uma incompatibilidade com um liderado? Lançar mão de perguntas comportamentais, concentradas em competências, proporciona melhores oportunidades de compreendermais profundamente o comportamento da pessoa entrevistada. O importante é que sejam lançadas perguntas abertas, sendo assim, sem opções de resposta que possam ser antecipadas pelo candidato. Estas perguntas precisam explorar os comportamentos que o candidato apresentou em situações profissionais anteriores, permitindo desta forma, indicar a presença ou ausência das competências específicas desejadas. Os jogos são outra ferramenta interessante, e devem ser elaborados ou selecionados criteriosamente para detectar a presença ou ausência das competências desejáveis no comportamento aparente do candidato. Devem reproduzir comportamentos do cotidiano, 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 17/26 permitindo, no entanto, abordá-los de forma indireta, o que contribui para diminuir a possibilidade de que os candidatos apresentem comportamentos pré-direcionados. O emprego de procedimentos de seleção direcionados nas competências permite, portanto, uma maior predisposição para o conhecimento dos candidatos, baseando-se em características de interesses mais objetivos para a organização. 8. Aplicação da Gestão de Competência no Desenvolvimento de Pessoal Uma das áreas da gestão de pessoas em que a abordagem da gestão por competência causa mais impactos é a de desenvolvimento de pessoal. Entre as várias possibilidades para o desenvolvimento de competências, sobressaem quatro, que têm sido empregadas em muitas organizações. A efetuação de um sistema modular de qualificação profissional caracteriza uma escolha importante neste sentido. Partindo do mapeamento das competências almejadas para um desempenho eficiente em cada cargo da instituição, é aconselhado uma gama de ações de desenvolvimento profissional que devem ser disponibilizados aos funcionários que o ocupam. Os módulos devem acompanhar a evolução do funcionário na carreira exercida na organização e devem ser considerados não apenas o cargo ocupado como também as principais informações do currículo de cada pessoa. Contudo, as diferenças individuais de qualificações já possuídas são levadas relevadas. Uma das vantagens oferecidas pela adoção desta medida é a transparência que ela disponibiliza em relação aos critérios para atuação em atividades de desenvolvimento. Quando a organização 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 18/26 não apresenta uma gama de atividades pré-definidas para o cargo, ocorre o risco de decisões arbitrárias sobre quais funcionários serão escolhidos para participar de um determinado evento, criando insatisfação nos rejeitados. Tal sistema minimiza, também, a possibilidade de que a participação nos programas de capacitação promovidos, seja utilizada como dispositivo de premiação ou penalidade. Alguns gestores designam os profissionais dos quais mais apreciam para participar de treinamentos, como maneira de premiá-los, não indicando assim os menos produtivos, como forma de punição. Tal tipo de critério é um erro e pode ser danoso à organização, já que pode causar uma participação ineficaz de um funcionário em uma atividade que não vai lhe proporcionar benefícios significativos. O profissional improdutivo, que permanece distante do processo de desenvolvimento, por sua vez, tem a punição que lhe é imposta estendida à própria organização, já que se encontra sem oportunidades de otimizar suas competências, permanecendo com sua produtividade baixa. A segunda opção seria a efetuação de outras atividades de desenvolvimento além dos cursos convencionais, como, por exemplo, uma rotação de cargos em que ocorrem indicações para novos cargos ou novos setores, estágios e atuação em grupos de trabalho e comitês. Este tipo de iniciativa apresenta a vantagem de proporcionar o desenvolvimento, através de atividades práticas. Portanto, podem ser mais bem correspondidas as especificidades de determinadas competências de difícil aquisição, através da participação em cursos e outras atividades teóricas. Porém, é recomendável, que a adoção dessa opção aconteça juntamente com a anterior, para que sejam associadas oportunidades de aprendizado tanto teórico como prático. A terceira opção é a efetuação de atividades de treinamento orientadas pela experimentação prática, através de jogos de empresa e estudos de caso focando em problemas organizacionais reais. Esta alternativa permite uma junção em um só evento do aprendizado teórico e prático, sendo assim, muito relevante. O aprendizado teórico se apresenta mais compressível e motivante quando associado com sua aplicação prática, mesmo que simulada. Já a prática, é assimilada de maneira mais intensa e significativa quando orientada por teorias que auxiliem na interpretação. A quarta opção é a promoção das atividades de extroversão, que são maneiras de disponibilizar aos profissionais oportunidades para refletirem, de maneira construtiva, sobre os desafios encontrados no seu cotidiano profissional. Pesquisas de opinião, grupos de discussão e 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 19/26 programas de incentivo a apresentação de sugestões são bons exemplos deste tipo de atividade. Apresenta-se como uma opção de grande mérito, considerando que a reflexão contribui de maneira significativa para o desenvolvimento de muitas competências. Também é um relevante agente motivacional para muitos indivíduos, que se sentem valorizados quando são convocados a opinar as respeito do seu trabalho. As atividades de extroversão permitem a descoberta pelo profissional de competências que ele não tinha consciência de que possuía podendo, através do conhecimento de que a possui, expandi-la e também, compreender como utilizá-la de maneira construtiva. 9. Aplicação da Gestão de Competência na Gestão de Desempenho A implementação de um sistema eficaz de gestão de desempenho mostra- se ainda como um desafio para muitas das organizações. O emprego da gestão de competências a esta atividade pode favorecer a redução dos problemas que podem se apresentar, produzindo resultados mais satisfatórios. Uma das principais causas das dificuldades encontradas é a ausência de clareza a respeito dos objetivos referentes ao processo avaliativo. A gestão por competências permite definições mais objetivas a respeito das necessidades que demandam ser solucionadas na área de gestão de pessoas, as quais são resultantes das estratégias corporativas. Sua implantação possibilita o aparecimento de uma nova visão na organização, permitindo clareza a sobre a necessidade de que o desempenho dos profissionais esteja continuamente sendo avaliado e redirecionado. A propensão é que, consequentemente, o clima organizacional 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 20/26 seja menos prejudicado pelos receios das consequências geradas pela avaliação de desempenho. A gestão de desempenho por competências configura uma maneira eficiente de identificar o potencial e o estado atual de desenvolvimento dos profissionais, estimulando-os a responsabilizar-se pela conquista da excelência. Um dos princípios básicos da avaliação do desempenho por competências é a de que a pessoa apresenta a capacidade de identificar as competências que apresenta, conferindo seus pontos favoráveis e desfavoráveis, conscientizando- se de suas necessidades profissionais. Considerando uma vez que esteja consciente a respeito da relação entre as necessidades referentes ao cargo que ocupa e as competências que precisa apresentar, o profissional terá mais facilidade para se auto avaliar e para incorporarconselhos oferecidos por outras pessoas. Considerando que a avaliação estará focada em fatores mais objetivos. Entre as deficiências mais encontradas, destaca-se a utilização de indicadores focados apenas na adequação do comportamento dos profissionais aos padrões estabelecidos pela organização. Comportamentos como pontualidade e assiduidade, por exemplo, mostram apenas o quanto o funcionário mostrou ser disciplinado, porém quase não acrescentam à verificação do desempenho efetivamente obtido. Portanto, devem ser priorizados os indicadores que determinem o denominado valor agregado, que representa a contribuição ofertada ao cumprimento dos objetivos da organização. A gestão por competências contribui para o atendimento desta recomendação. 10. Vantagens da Aplicação da Gestão de Competências 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 21/26 Melhora no desempenho dos profissionais Indivíduos dotados de competências apresentam maior potencial para desempenhar suas tarefas e concomitantemente estas condições influenciam diretamente no crescimento da produtividade. Equipara os objetivos e metas da organização com os da equipe A Gestão der Competências deve manter um esforço contínuo para que aconteça um alinhamento entre os objetivos pessoais como os da organização. É função da Gestão de Pessoas assegurar funcionários que apresentem aptidões capazes de contribuir para que a organização receba vantagem competitiva. Minimiza a subjetividade na seleção e avaliação de profissionais A gestão de competências minimiza o viés pessoal, considerando que é selecionado o profissional cujas competências mais se adéquam às estratégias da organização. Analisa o desenvolvimento dos colaboradores e identifica as necessidades de treinamentos A Gestão por Competências pode identificar de maneira eficiente, em qual patamar se encontra certa competência do profissional e constatar a curto, médio e longo prazo, qual estágio o mesmo pode chegar. Assim, é possível definir a necessidade de treinamentos e qual é o mais adequado para aperfeiçoar suas capacidades e converter em vantagem competitiva. Enriquece o perfil dos colaboradores, potencializando seus resultados Com a implementação do modelo de Gestão de Competências nas organizações, o objetivo para se obter maiores resultados e vantagem competitiva está no funcionário que apresenta determinada competência. Portanto, o mesmo passa a ter uma determinação diferenciada dentro da organização, sendo esta uma ferramenta fundamental para alcançar os objetivos estratégicos. Melhora no relacionamento entre gestores e funcionários 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 22/26 De início, é essencial que o profissional saiba identificar quais são as competências que traz consigo para atender as necessidades profissionais. Isto estando claro, é função do gestor estimular que o mesmo procure a todo o momento desenvolver tais competências e conferir quais são os fatores a serem otimizados. Portanto, é importante que haja uma concordância por parte do profissional dos feedbacks que lhe serão oferecidos, selecionando-os de maneira positiva como processo de melhoria constante. Preserva a motivação e o compromisso Quando há uma compressão por parte do profissional do alinhamento entre as competências do funcionário com as estratégias da empresa, o mesmo consegue entender a sua função dentro da organização, no entanto, é necessário que sejam oferecidas condições favoráveis para conservar o profissional motivado, considerando que as competências provêm de pessoas. 11. Implicações Sociais e Dificuldades A principal dificuldade encontrada na implementação da Gestão de Competência se encontra na diversidade de conceitos de competência. Os desafios estão ligados a situações como: a variedade de conceitos de competência, sem uma tendência objetiva para que haja um conceito relevante e mais definido; a especificidade das filosofias e maneiras de utilização dos modelos de Gestão de Competências, e a consequente deficiência de uma terminologia convencional que possa servir de alicerce para a implantação da Gestão de Competências nas organizações; a falta de vinculo da Gestão de Competências com as estratégias organizacionais. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 23/26 Conclusão As competências produtivas têm sido foco de atenção da gestão organizacional desde o surgimento das teorias sistemáticas da administração, desenvolvidas no início do século passado. No entanto, houve uma ampliação de seu conceito, antes direcionado somente à capacidade produtiva e, posteriormente, passando a privilegiar o desempenho apresentado pelo profissional e as realizações por ele conquistadas. Houveram mudanças, também, nas estratégias para assegurar a aquisição, o desenvolvimento e a aplicação mais adequados das competências tidas como mais importantes pela organização. A gestão de competências, da maneira como hoje é assimilada, mostrou um significativo impacto sobre o conceito de gestão estratégica. No início do século passado, as empresas procuravam a criação de vantagens competitivas através de seu dinamismo, das capacidades diferenciadas que apresentavam em se tratando de produção. Num momento seguinte, as estratégias competitivas vieram a se orientar principalmente na adaptação da organização sobre as oportunidades, assim como, das ameaças do meio externo à organização, restando ao ambiente interno um papel secundário. Na nova visão, constata-se o equilíbrio entre os fatores internos e externos. Sem desconsiderar as exigências e características recebidas do meio ambiente, as organizações estão percebendo o poder que suas competências internas podem gerar sobre as vantagens em mercados cada vez mais competitivos. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 24/26 Esta mudança gerou uma maior valorização dos profissionais, que são os provedores das competências de que a organização precisa. Como mencionado, a gestão de pessoas veio a ter uma maior importância estratégica. Importantes mudanças foram constatadas também em suas principais atividades, como no recrutamento e seleção, no treinamento e também no desenvolvimento, na gestão de desempenho, assim como, na gestão de carreiras e de remuneração. Novos parâmetros para a implantação de políticas e práticas destas áreas apareceram, colaborando para a maior eficácia de suas ações. Deve-se considerar, no entanto, que o mundo de hoje em dia é tão complexo que não é viável a implementação de sistemas de gestão que permitam aos gestores o controle total das organizações. A gestão por competências necessita levar em conta esta característica para que não seja elaborada sob orientações de suposições simplistas. A Gestão de Competência, representa, portanto, um assunto que deve receber grande atenção por parte dos gestores, por apresentar um potencial de contribuição muito significativo. A gestão de competências representa uma importante ferramenta para as organizações, possibilitando o redirecionamento das políticas e práticas de gestão de pessoas, as quais passam a ter um novo significado através de sua implementação. Assista o filme no link abaixo, complementando suas reflexões sobre o tema: Gestão de Competência https://www.youtube.com/watch?v=yV_0SRUg-4Y Bibliografia – Literatura Complementar BRANDÃO, Hugo, et all, Gestão de desempenho por competências: integrando a gestão por competências, o balanced scorecard e a avaliação 360 graus.FGV, Revista de Administração Pública, Ebape — Rio de Janeiro 42(5):875-98, SET/OUT. 2008 CHIAVENATO, Idalberto. Gerenciando Pessoas. 4. ed. São Paulo: Prentice Hall, 2003. FLEURY, A.; FLEURY, M. T. L. Estratégias empresariais e formação de competências: um quebra-cabeça caleidoscópico da indústria brasileira. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2004. GRAMIGNA, M. R. M. Modelo de competência e gestão dos talentos. São Paulo: Pearson Education, 2002. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 25/26 https://www.youtube.com/watch?v=yV_0SRUg-4Y RUANO, A. M. Gestão por competências: Uma perspectiva para a consolidação da gestão estratégica de recursos humanos. Rio de Janeiro: Qualitymark; São Paulo: ABRH-Nacional, 2003. 09/08/2025, 15:49 Plataforma Educacional | UNIFAHE ONLINE https://unifahe.com.br/student/course/61216e97-f550-ef42df34/modules/8e45e736-54e1-ae8ea83f?conteudo=2ba32cbe-552e-e538c881 26/26