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Infecções Sexualmente Transmissíveis Nome da infecção Agente etiológico Sinais e sintomas Diagnóstico Tratamento Ilustração Candidíase vulvovaginal Candida albicans • Prurido vulvovaginal (principal sintoma, e de intensidade variável); • Disúria; • Dispareunia; • Corrimento branco, grumoso e com aspecto caseoso (“leite coalhado”); • Hiperemia; • Edema vulvar; • Fissuras e maceração da vulva; • Placas brancas ou branco-acinzentadas, recobrindo a vagina e colo uterino O diagnóstico do corrimento vaginal pode ser realizado por teste do pH vaginal, em que são mais comuns valores 4,5; • Teste de Whiff ou teste da amina (KOH 10%) positivo; • Presença de clue cells na bacterioscopia corada por Gram. Metronidazol 250 mg, 2 comprimidos VO, 2xdia, por 7 dias OU Metronidazol gel vaginal 100 mg/g, um aplicador cheio via vaginal, à noite ao deitar-se, por 5 dias 2° opção: Clindamicina 300 mg, VO, 2xdia, por 7 dias Tricomoníase Trichomonas vaginalis • Corrimento abundante, amarelado ou amarelo esverdeado, bolhoso; • Prurido e/ou irritação vulvar; • Dor pélvica (ocasionalmente); • Sintomas urinários (disúria, polaciúria); • Hiperemia da mucosa (colpite difusa e/ou focal, com aspecto de framboesa). O diagnóstico da tricomoníase é feito por meio da visualização dos protozoários móveis em material do ectocérvice, por exame bacterioscópico a fresco ou pela coloração de Gram, Giemsa, Papanicolaou, entre outras. Metronidazolb 400 mg, 5 comprimidos, VO, dose única (dose total de tratamento 2g), VO, dose única OU Metronidazol 250 mg, 2 comprimidos, VO, 2xdia, por 7 dias Sífilis Treponema pallidum A primeira manifestação é caracterizada por uma úlcera, geralmente única, que ocorre no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais do tegumento), indolor, com ase endurecida e fundo limpo, rica em treponemas. Na sífilis secundária podem ocorrer erupções cutâneas em forma de máculas (roséola) e/ou pápulas, principalmente no tronco; eritemata palmo-plantares; placas eritematosas branco-acinzentadas nas mucosas; lesões pápulo- hipertróficas nas mucosas ou pregas cutâneas (condiloma plano ou condiloma lata); alopécia em clareira e madarose O exame em campo escuro permite a pesquisa direta do T. pallidum e pode ser realizado tanto com amostras obtidas nas lesões primárias, como nas lesões secundárias da sífilis. Testes imunológicos não treponêmicos (VDRL) e treponêmicos (FTA-Abs) Penicilina G benzatina, 2,4 milhões UI, IM, dose única (1,2 milhão UI em cada glúteo). Alternativa: • Doxiciclina 100 mg, VO, 2xdia, por 15 dias (exceto para gestantes); • Ceftriaxona 1g, IV ou IM, 1xdia, por 8 a 10 dias para gestantes e não gestantes. Herpes genital Herpesviridae HSV tipos 1 e 2 Lesões eritemato-papulosas de um a três milímetros de diâmetro, que evoluem para vesículas sobre base eritematosa, muito dolorosas e de localização variável na região genital. Acompanha sintomas gerais, podendo cursar com febre, mal-estar, mialgia e disúria, com ou sem retenção urinária. A linfadenomegalia inguinal dolorosa bilateral está presente em 50% dos casos. Quando há acometimento do colo do útero, é comum o corrimento vaginal, que pode ser abundante. • Avaliação clínica • Cultura e reação em cadeia da polimerase (PCR)• Exames sorológicos Aciclovir 200 mg, 2 comprimidos, VO, 3xdia, por 7 dias OU Aciclovir 200 mg, 1 comprimido, VO, 5xdia (a cada 4h), por sete dias Cancroide Haemophilus ducrey Caracteriza-se por lesões múltiplas (podendo, no entanto, haver uma única lesão) e habitualmente dolorosas. A borda é irregular, apresentando contornos eritemato-edematosos e fundo irregular, recoberto por exsudato necrótico, amarelado, com odor fétido e que, quando removido, revela tecido de granulação com sangramento fácil. • Avaliação clínica • Cultura ou reação em cadeia de polimerase (PCR) Azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única OU Ceftriaxona 500 mg, IM, dose única 2° opção: Ciprofloxacina 500 mg, 1 comprimido, VO, 2xdia, por três dias Linfogranuloma Venéreo Chlamydia trachomatis A manifestação clínica mais comum do LGV é a linfadenopatia inguinal e/ou femoral • Inicia-se por pápula, pústula ou exulceração indolor, que desaparece sem deixar sequela • A linfadenopatia desenvolve-se entre uma a seis semanas após a lesão inicial • O comprometimento ganglionar evolui com supuração e fistulização por orifícios múltiplos, que correspondem a linfonodos individualizados, parcialmente, fundidos numa grande massa • Sorologia para C. trachomatis • Testes de amplificação de ácido nucleico ou NAATs Doxiciclinab 100 mg, VO, 1 comprimido, 2xdia, por 21 dias 2° opção: Azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, 1x semana, por 21 dias (preferencial nas gestantes) Donovanose Klebsiela granulomatis Acomete preferencialmente pele e mucosas das regiões genitais, perianais e inguinais. O quadro clínico inicia-se com ulceração de borda plana ou hipertrófica, bem delimitada, com fundo granuloso, de aspecto vermelho vivo e de sangramento fácil. A ulceração evolui lenta e progressivamente, podendo tornar-se vegetante ou úlcerovegetante. As lesões costumam ser múltiplas, sendo frequente a configuração em “espelho”, em bordas cutâneas e/ou mucosas. Há predileção pelas regiões de dobras e região perianal. Visualização de corpos característicos de Donovan na biópsia tecidual ou no esfregaço de material proveniente das lesões genitais (Coloração de Giemsa) Doxiciclina 100 mg, 1 comprimido, VO, 2xdia, por pelo menos 21 dias ou até o desaparecimento completo das lesões. 2° opção: Azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, 1x semana, por pelo menos três semanas, ou até a cicatrização das lesões OU Ciprofloxacina 500mg, 1 e ½ comprimido, VO, 2xdia, por pelo menos 21 dias ou até a cicatrização das lesões (dose total 750 mg) OU Sulfametoxazoltrimetoprima (400/80 mg), 2 comprimidos, VO, 2xdia, por no mínimo 3 semanas, ou até a cicatrização das lesões Doença Inflamatória Pélvica C. trachomatis N. gonorrhoeae G. vaginalis H. influenza S. agalactiae Critérios maiores Dor no hipogástrio Dor à palpação dos anexos Dor à mobilização de colo uterino Critérios menores Temperatura axilar > 37,5°C ou > 38,3°C Conteúdo vaginal ou secreção endocervical anormal Massa pélvica Mais de cinco leucócitos por campo de imersão em material de endocérvice Leucositose em sangue periférico Proteína C reativa ou velocidade de hemossedimentação (VHS) elevada Comprovação laboratorial de infecção cervical por gonococo, clamídia ou micoplasmas Critérios elaborados Evidência histopatológica de endometrite Presença de abscesso tubo-ovariano ou de fundo de saco de Douglas em estudo de imagem Laparoscopia com evidência de DIP Os exames laboratoriais e de imagens elencados abaixo são de auxílio no diagnóstico de DIP: • Hemogramacompleto; • VHS; • Proteína C reativa; • Exame bacterioscópico para vaginose bacteriana; • Cultura de material de endocérvice com antibiograma ou NAAT para N. gonorrhoeae ; • Pesquisa de clamídia no material de endocérvice, da uretra, de laparoscopia ou de punção do fundo de saco posterior; • Exame qualitativo de urina e urocultura (para afastar hipótese de infecção do trato urinário); • Hemocultura; • Teste de gravidez (para afastar gravidez ectópica); • Exames de imagem (USG transvaginal e pélvica) Ceftriaxona 500 mg, IM, dose única MAIS Doxiciclina 100mg, 1 comprimido, VO, 2xdia, por 14 dias MAIS Metronidazol 250 mg, 2 comprimidos, VO, 2xdia, por 14 dias Condiloma HPV ou Papilomavirus humano Lesões acetobrancas identificadas no exame Papanicolau e/ou colposcopia. Lesões exofíticas, com superfície granulosa, únicas ou múltiplas, restritas ou disseminadas, da cor da pele, eritematosas ou hiperpigmentadas e de tamanho variável (assemelham-se a couve-flor). Dependendo do tamanho e localização anatômica, podem ser dolorosas, friáveis e/ou pruriginosas. • Colpocitologia oncótica de colo uterino; • Citologia oncótica anal; • Colposcopia; • Anuscopia; • Histopatologia. • Excisão cirúrgica • Eletrocautério • Podofilina a 10%-25% (solução) • Ácido tricloroacético (ATA) a 80%-90% (solução) Cervicite mucopurulenta C. trachomatis N. gonorrhoeae As principais queixas são corrimento vaginal, sangramento intermenstrual, dispareunia e disúria. Ao exame físico, podem estar presentes dor à mobilização do colo uterino, material mucopurulento no orifício externo do colo e sangramento ao toque da espátula ou swab. A cervicite gonocócica pode ser diagnosticada pela cultura do gonococo em meio seletivo (Thayer-Martin modificado), a partir de amostras endocervicais. O diagnóstico laboratorial da cervicite causada por C. trachomatis e N. gonorrhoeae pode ser feito por um método de biologia molecular (NAAT). Ciprofloxacinaa 500 mg, VO, dose única, MAIS Azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única; OU Ceftriaxonab,c 500 mg, IM, dose única, MAIS Azitromicina 500 mg, 2 comprimidos, VO, dose única. Em menores de 18 anos e gestantes: a ciprofloxacina é contraindicada, sendo a ceftriaxona o medicamento de escolha Hepatite B e C Hepatitis B Virus Hepatitis C Virus Falta de apetite, náuseas, vômitos, diarreia, febre baixa, dor de cabeça, mal estar, cansaço, dores no corpo, evoluindo para icterícia e dor abdominal. O diagnóstico das hepatites virais B e C baseia-se na detecção dos marcadores presentes no sangue, soro, plasma ou fluido oral da pessoa infectada, por meio de imunoensaios, e/ou na detecção do ácido nucleico viral, empregando técnicas de biologia molecular • Cuidados de suporte • Para hepatite B fulminante, fármacos antivirais e transplante de fígado • Para hepatite C: terapia antiviral AIDS HIV Síndrome retroviral aguda: febre, mal-estar, fadiga, vários tipos de dermatite, faringite, artralgia, linfadenopatia generalizada e meningite séptica. Infecções oportunistas: • Linfadenopatia • Placas brancas na orofaringe (candidíase oral) • Herpes-zóster • Diarreia • Fadiga • Febre com sudorese intermitente • Teste de anticorpos para HIV com ou sem testes de antígeno P24 para HIV • Métodos de amplificação do ácido nucleico para determinar o nível de RNA de HIV (carga viral) • Combinações de antirretrovirais [terapia antirretroviral (TARV), às vezes chamada TARV altamente ativa (HAART) ou TARV combinada (TARVc)] • Quimioprofilaxia para infecções oportunistas em pacientes de alto risco