Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Extensão Curricular 
Ano 2025 
 
 
 
1 
 
“EDUCAR PARA A IGUALDADE: GÊNERO, RESPEITO E DIREITOS NA 
ESCOLA E NA COMUNIDADE" 
 
Daniela Ribeiro de Amorim Leite1 (RA 235067), Iolanda Pereira de Souza Pierangeli2 (RA 
235005), Silvane de Souza3 (RA 225126) 
1 Curso: Licenciatura em Educação Especial 
 
RESUMO – O projeto de Extensão Curricular intitulado “Educar para a Igualdade: Gênero, 
Respeito e Direitos na Escola e na Comunidade” foi desenvolvido entre os dias 2 e 6 de junho 
de 2025, com o envolvimento da comunidade interna e externa da Escola Municipal Antonio 
Marques Figueira. A ação foi motivada pela necessidade de promover uma cultura escolar 
pautada na igualdade de gênero, no enfrentamento das desigualdades e na valorização dos 
direitos das meninas e mulheres. A concepção da proposta partiu da observação de práticas e 
discursos ainda marcados por estereótipos e silenciamentos, reconhecendo a relevância social 
e educacional da abordagem do tema em consonância com a ODS 5 da Agenda 2030. Teve-se 
como objetivo sensibilizar estudantes, professores, familiares e membros da comunidade sobre 
a importância da equidade de gênero e da construção de relações mais justas, respeitosas e 
inclusivas. A metodologia adotada baseou-se na realização de oficinas temáticas, rodas de 
conversa intergeracionais, dinâmicas de sensibilização e produção colaborativa de materiais 
informativos, sempre pautadas em uma abordagem dialógica, participativa e crítica. Foram 
promovidos espaços de escuta e reflexão que permitiram o compartilhamento de experiências 
e o fortalecimento do protagonismo de meninas, mulheres e demais sujeitos historicamente 
marginalizados. Como resultados, observaram-se o fortalecimento dos vínculos entre escola e 
comunidade, o aumento da consciência coletiva sobre os direitos de gênero e a mobilização de 
práticas educativas mais sensíveis às questões da igualdade. Concluiu-se que a ação 
extensionista contribuiu para a consolidação de uma escola democrática e comprometida com 
a formação de cidadãos conscientes, capazes de transformar a realidade por meio do respeito, 
da equidade e da justiça social. 
. 
1 APRESENTAÇÃO 
 
A proposta extensionista "Educar para a Igualdade: Gênero, Respeito e Direitos na 
Escola e na Comunidade" foi concebida a partir da observação da realidade vivenciada na 
Escola Municipal Antonio Marques Figueira, localizada na região periférica de um município 
caracterizado por profundas desigualdades sociais e culturais. Entre os desafios identificados, 
destaca-se a presença de estereótipos de gênero e manifestações de discriminação que 
comprometem a convivência respeitosa no ambiente escolar e limitam o pleno desenvolvimento 
de meninas e mulheres na comunidade. A ausência de formação específica dos educadores e 
a invisibilidade de questões de gênero nos projetos pedagógicos foram aspectos que 
motivaram a construção do presente projeto, fundamentado no compromisso com a formação 
cidadã e com a promoção da equidade de gênero. 
Com base na linha de atuação da Extensão Curricular da Unisanta, articulada à ODS 5 
da Agenda 2030, o projeto objetivou fomentar a conscientização coletiva sobre os direitos das 
mulheres e meninas, bem como o empoderamento feminino em contexto escolar. Foram 
previstas ações com foco na sensibilização de estudantes, famílias e educadores, criando 
espaços de escuta, troca de experiências e mobilização comunitária. Fundamentado nos 
estudos de Louro (1997), Scott (1995), Saffioti (2004) e Butler (2016), o projeto buscou 
 
 Extensão Curricular 
Ano 2025 
 
 
 
2 
 
demonstrar como as relações de gênero são socialmente construídas e como é possível, por 
meio da educação, ressignificar práticas e discursos que perpetuam desigualdades. 
O público-alvo da proposta incluiu estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental, 
professores, funcionários e familiares da comunidade escolar. As ações foram realizadas nas 
dependências da EM Antonio Marques Figueira, com extensão para praças públicas e espaços 
comunitários. Considerando os limites de aplicação e a necessidade de compatibilização com 
outras atividades curriculares, o projeto foi estruturado em etapas modulares: diagnóstico 
participativo, oficinas temáticas, rodas de conversa, elaboração de materiais educativos e 
apresentação dos resultados à comunidade. 
O objetivo geral foi contribuir para a construção de uma cultura de igualdade de gênero 
no ambiente escolar. Como objetivos específicos, destacam-se: (1) promover espaços de 
diálogo e formação continuada sobre gênero e educação; (2) sensibilizar a comunidade escolar 
para o enfrentamento de estereótipos e violências simbólicas; (3) valorizar o protagonismo de 
meninas e mulheres na construção de relações mais equânimes e democráticas. Assim, a 
proposta buscou fortalecer os vínculos entre universidade e comunidade, ampliando o alcance 
social do conhecimento e reafirmando o compromisso da educação superior com a 
transformação social. 
 
 2 METODOLOGIA 
 
A metodologia empregada no projeto “Educar para a Igualdade: Gênero, Respeito e 
Direitos na Escola e na Comunidade” foi estruturada a partir de uma abordagem participativa e 
crítica, centrada na escuta ativa, no diálogo e na valorização da diversidade. As ações foram 
realizadas entre os dias 2 e 6 de junho de 2025, com foco na comunidade interna e externa da 
Escola Municipal Antonio Marques Figueira, localizada em Suzano/SP. A proposta 
metodológica teve início com o levantamento de demandas da escola em relação às questões 
de gênero, por meio de observações e conversas informais com a equipe gestora, docentes e 
membros da comunidade escolar. A partir dessas escutas iniciais, delinearam-se os principais 
eixos de intervenção. 
O planejamento das atividades contemplou oficinas temáticas com os estudantes do 
Ensino Fundamental II, rodas de conversa com familiares e educadores, e a construção 
coletiva de painéis informativos e materiais de apoio pedagógico, com linguagem acessível e 
inclusiva. A operacionalização da ação envolveu também a organização de um seminário 
escolar sobre igualdade de gênero, com apresentações de trabalhos, vídeos educativos e 
debates mediados pelos estudantes participantes. A cada encontro, foi promovida uma 
ambiência acolhedora e respeitosa, com estratégias de dinamização que estimulassem a 
participação ativa dos envolvidos, respeitando suas vivências e trajetórias. 
Ao todo, estima-se que cerca de 150 pessoas foram diretamente beneficiadas pelas 
ações extensionistas, entre alunos, professores, funcionários, familiares e membros da 
comunidade do entorno escolar. O cronograma foi cumprido integralmente durante a primeira 
semana de junho, com atividades distribuídas ao longo dos cinco dias letivos, respeitando os 
horários escolares e contando com o apoio logístico da gestão da unidade. 
As ferramentas utilizadas incluíram cartazes, vídeos, textos de apoio, questionários 
reflexivos e materiais recicláveis para a produção dos recursos pedagógicos. A escolha por 
recursos simples e acessíveis teve como objetivo garantir a possibilidade de replicação das 
atividades por outros educadores da rede pública, fortalecendo a continuidade da ação para 
 
 Extensão Curricular 
Ano 2025 
 
 
 
3 
 
além do período estipulado do projeto. Ademais, buscou-se assegurar que o conteúdo 
abordado estivesse em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as 
diretrizes da ODS 5 e os princípios do Currículo Paulista. 
A metodologia proposta reafirmou a importância de processos educativos coletivos, 
horizontais e transformadores, em que a prática extensionista se configura como campo de 
escuta, reconhecimento e ação crítica. Por meio da articulação entre ensino, pesquisa e 
extensão, foi possível ampliar o debate sobre igualdade de gênero, enfrentar estereótipos e 
fortalecer o compromisso social da escola pública com a equidade e os direitos humanos.. 
2.1 Tabelas 
Data Atividade Público-Alvo Objetivo 
Resultados 
Esperados 
02/06/2025 
Oficina: O que é 
igualdade de 
gênero? 
Estudantes do 
EF I 
Apresentar conceitos 
básicos sobre 
igualdade de gênero. 
Sensibilização e 
engajamento inicial dos 
alunos. 
03/06/2025 
Roda de 
conversa com 
familiares e 
professores 
Famílias e 
educadores 
Refletir sobre o papel 
da família e da escola 
na promoção da 
equidade. 
Diálogo intergeracional 
e articulação família-
escola. 
04/06/2025 
Produção de 
cartazes e 
materiais 
educativos 
Estudantes e 
equipe 
pedagógica 
Construir coletivamente 
recursos sobre gênero 
e direitos. 
Criação de materiais 
para exposição e 
continuidade do 
debate. 
05/06/2025 
Exibição de 
vídeos e debates 
Toda a 
comunidade 
escolar 
Ampliar a compreensão 
crítica sobre 
estereótipos e 
desigualdades. 
Estímulo ao 
pensamento crítico e à 
escuta ativa. 
06/06/2025 
Seminário 
escolar sobre 
igualdade de 
gênero 
Estudantes, 
famílias e 
convidados 
Socializar produções, 
reflexões e propostas. 
Fortalecimento da 
cultura da igualdade e 
do protagonismo 
estudantil. 
TABELA 1: QUADRO RESUMO DAS ATIVIDADES - PROJETO DE EXTENSÃO 
" 
 
2.2 Figuras 
 
 Extensão Curricular 
Ano 2025 
 
 
 
4 
 
. 
Figuras 1 e 2: Feira de Acessibilidade e Vivências 
 
Figuras 3 e 4: Produção de cartazes e materiais educativos 
 
 
Figuras 5 e 6: Oficina: O que é igualdade de gênero? 
 
3 RESULTADOS 
 
A ação extensionista desenvolvida na Escola Municipal Antonio Marques Figueira, entre 
os dias 2 e 6 de junho de 2025, demonstrou resultados expressivos ao abordar a igualdade de 
gênero de maneira dialógica, crítica e participativa. As intervenções planejadas impactaram 
 
 Extensão Curricular 
Ano 2025 
 
 
 
5 
 
positivamente a comunidade escolar, promovendo reflexões significativas sobre os papéis 
sociais atribuídos a homens e mulheres, e contribuindo para o fortalecimento da cultura de 
equidade e respeito à diversidade. 
Ao longo das atividades — oficinas, rodas de conversa, produção de materiais e 
seminário — foi possível observar um envolvimento crescente dos estudantes e demais 
participantes. O debate sobre igualdade de gênero, quando conduzido de maneira 
contextualizada e interativa, revelou-se essencial para o desenvolvimento da consciência 
crítica dos alunos. De acordo com Louro (1997), as práticas educativas que discutem gênero 
em espaços escolares possibilitam a desconstrução de discursos normativos, abrindo 
caminhos para a valorização das diferenças e o reconhecimento de múltiplas identidades. 
O engajamento de professores, estudantes e familiares permitiu o fortalecimento de 
vínculos entre os sujeitos, favorecendo a criação de um ambiente mais democrático e inclusivo. 
A troca de experiências e a escuta ativa, incentivadas pelas metodologias utilizadas, 
promoveram o diálogo intergeracional e ampliaram a noção de corresponsabilidade entre 
escola e família na construção de uma educação pautada na justiça social (FREIRE, 1996). 
Do ponto de vista institucional, o projeto incentivou a escola a repensar suas práticas 
pedagógicas, despertando a necessidade de incorporar com mais frequência temas ligados à 
equidade de gênero em sua rotina educacional. Isso está de acordo com o que afirma Scott 
(1995), ao defender que a introdução de uma perspectiva de gênero nos currículos escolares 
permite a reorganização do conhecimento, desafiando estruturas de poder historicamente 
naturalizadas. 
Os resultados também evidenciaram a importância do protagonismo juvenil. Ao 
participarem da criação de cartazes, materiais informativos e do seminário final, os estudantes 
se reconheceram como sujeitos capazes de promover mudanças em seu contexto, tornando-se 
multiplicadores de valores igualitários. Conforme as diretrizes da Organização das Nações 
Unidas (ONU, 2015), alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e 
meninas (ODS 5) exige ações concretas nos espaços de socialização primária e secundária, 
entre eles a escola. 
Por fim, a ação demonstrou que a formação continuada dos profissionais da educação é 
um caminho indispensável para a superação de barreiras atitudinais e institucionais que ainda 
persistem no cotidiano escolar. Refletir sobre a construção social das desigualdades de gênero 
é essencial para que a escola possa efetivamente cumprir seu papel emancipador. 
Dessa forma, a extensão curricular cumpriu seu papel social, acadêmico e formativo ao 
articular teoria e prática, universidade e comunidade, ensino e cidadania. Os resultados obtidos 
reforçam a necessidade de continuidade e aprofundamento de projetos com essa natureza, 
sobretudo em contextos escolares que buscam a consolidação de uma educação 
verdadeiramente inclusiva, equitativa e transformador. 
 
4. CONCLUSÃO 
 
A realização do projeto de Extensão Curricular “Educação para a Igualdade: construindo 
relações de respeito e equidade” na Escola Municipal Antonio Marques Figueira, entre os dias 
2 e 6 de junho de 2025, constituiu-se em uma ação de relevante impacto social, educativo e 
político, promovendo a conscientização da comunidade escolar sobre a importância da 
igualdade de gênero e do empoderamento de meninas e mulheres, em consonância com o 
Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 5 da Agenda 2030 da ONU. Ao longo da 
 
 Extensão Curricular 
Ano 2025 
 
 
 
6 
 
execução das atividades previstas, foi possível verificar o potencial transformador da educação 
quando esta se compromete com valores de equidade, justiça social e respeito à diversidade. 
O ponto de partida da ação extensionista foi o reconhecimento de que, embora a 
igualdade de gênero esteja prevista em diversos marcos legais e educacionais — como a 
Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 
9.394/96) e o próprio Plano Nacional de Educação —, ainda persistem no cotidiano escolar 
práticas, discursos e estruturas que reforçam estereótipos de gênero e naturalizam 
desigualdades históricas. Essa constatação evidenciou a urgência de fomentar espaços 
educativos que favoreçam o debate crítico, a escuta ativa e a desconstrução de preconceitos, 
contribuindo para a construção de uma cultura escolar mais democrática e igualitária. 
Os objetivos traçados no planejamento foram amplamente contemplados: sensibilizar 
estudantes, educadores e familiares sobre os princípios da equidade de gênero; promover a 
reflexão sobre os papéis sociais atribuídos a meninos e meninas; estimular a produção de 
materiais educativos que valorizem a diversidade de identidades; e fortalecer o vínculo entre 
escola e comunidade. As oficinas, rodas de conversa, atividades pedagógicas e o seminário 
final oportunizaram momentos de escuta, diálogo e construção coletiva do conhecimento, 
rompendo com a lógica transmissiva e verticalizada do ensino tradicional. 
A estratégia metodológica adotada, pautada na abordagem participativa e dialógica, foi 
decisiva para o êxito do projeto. Inspirada nos pressupostos da pedagogia freireana (FREIRE, 
1996), essa abordagem permitiu que os sujeitos envolvidos fossem vistos não como meros 
receptores de informações, mas como protagonistas ativos do processo educativo. A escuta 
sensível e o respeito às experiências de vida dos participantes foram fundamentais para gerar 
identificação e engajamento com os temas propostos, sobretudo em um contexto onde os 
assuntos ligados ao gênero ainda enfrentam resistência e desinformação. 
Os impactos gerados pela ação foram diversos e significativos. Do ponto de vista social, 
observou-se uma ampliação da consciência crítica dos estudantes em relação às 
desigualdades de gênero e uma disposição maior para questionar comportamentos 
discriminatórios dentro e fora do ambiente escolar. Educadores e familiares demonstraram 
abertura para refletir sobre suas próprias práticas, reconhecendo a necessidadede uma 
atuação mais intencional no combate ao machismo, à homofobia e à violência simbólica. 
Politicamente, a iniciativa contribuiu para a valorização da escola como espaço de promoção 
dos direitos humanos, do respeito às diferenças e do fortalecimento da cidadania. 
O projeto também gerou produtos concretos, como cartazes, vídeos e outros materiais 
educativos, que continuarão a circular na escola após o término das ações, garantindo a 
permanência da temática na rotina pedagógica. Além disso, foi possível identificar o surgimento 
de lideranças estudantis comprometidas com o debate sobre igualdade de gênero, o que 
demonstra a potência da extensão como ferramenta de empoderamento juvenil. A atuação 
conjunta entre estudantes de graduação e a comunidade escolar reforçou a função social da 
universidade, não apenas como produtora de saberes científicos, mas também como 
promotora de justiça e transformação social. 
Ainda que os resultados tenham sido positivos, é importante reconhecer os limites do 
projeto. A curta duração da intervenção impôs restrições ao aprofundamento de certos temas, 
e nem todos os segmentos da comunidade escolar participaram com a mesma intensidade. 
Além disso, a complexidade das questões de gênero exige um trabalho contínuo, articulado e 
transversal, que envolva todos os componentes curriculares e setores da escola. Portanto, 
 
 Extensão Curricular 
Ano 2025 
 
 
 
7 
 
recomenda-se a institucionalização de ações educativas permanentes voltadas à igualdade de 
gênero, assim como o investimento em formação continuada dos profissionais da educação. 
Por fim, conclui-se que o projeto de extensão curricular cumpriu plenamente sua 
finalidade formativa, contribuindo para o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos estudantes 
de graduação envolvidos, ao mesmo tempo em que promoveu mudanças concretas no 
contexto escolar atendido. A experiência reafirma o papel da extensão universitária como elo 
entre o saber acadêmico e os saberes populares, fortalecendo o compromisso ético e político 
com uma educação pública de qualidade, inclusiva e emancipada. Que essa iniciativa inspire 
novas práticas, novos olhares e novas possibilidades de construção de um mundo mais justo 
para todos e todas. 
 
 
5. LIÇÕES APRENDIDAS E PERSPECTIVAS PARA PROJETOS FUTUROS 
 
A realização do projeto extensionista “Educação para a Igualdade: construindo relações 
de respeito e equidade” permitiu não apenas a articulação entre os conhecimentos acadêmicos 
e os saberes comunitários, mas também a compreensão profunda da realidade educacional e 
social vivenciada por estudantes, educadores e familiares da Escola Municipal Antonio 
Marques Figueira. As atividades executadas revelaram-se extremamente valiosas no processo 
de formação cidadã e profissional dos extensionistas, reforçando a importância do diálogo, da 
escuta ativa e da empatia como instrumentos de transformação social. 
Entre as principais lições aprendidas, destaca-se o valor da participação colaborativa 
entre universidade e comunidade escolar. O envolvimento efetivo de estudantes, professores, 
gestores, funcionários, famílias e alunos foi essencial para o sucesso das ações, o que 
evidencia a potência do trabalho coletivo no enfrentamento de desigualdades estruturais. A 
escuta dos diferentes sujeitos permitiu que o projeto se moldasse às necessidades reais da 
escola, tornando-se mais eficaz e significativo. 
Outra lição relevante refere-se à necessidade de continuidade das ações voltadas à 
promoção da igualdade de gênero. A semana de atividades foi apenas um primeiro passo em 
um percurso educativo que precisa ser permanente, transversal e sistemático. O combate aos 
estereótipos de gênero e à reprodução de comportamentos discriminatórios exige ações 
pedagógicas intencionais, formação de professores e integração curricular, de forma a 
consolidar uma cultura escolar mais inclusiva e justa. 
A experiência extensionista também permitiu aos estudantes universitários vivenciar na 
prática os desafios da educação pública e da promoção de direitos humanos, desenvolvendo 
competências como liderança, planejamento, mediação de conflitos, comunicação não violenta, 
sensibilidade intercultural e compromisso social. A extensão, nesse sentido, cumpriu seu papel 
formativo e ampliou a visão de mundo dos participantes, contribuindo para a construção de 
uma identidade profissional mais crítica e ética. 
Entre as principais perspectivas para projetos futuros, sugere-se a ampliação da 
parceria entre universidade e rede pública de ensino, com a institucionalização de núcleos ou 
comissões escolares voltadas à promoção da equidade de gênero. A realização de formações 
continuadas para educadores, oficinas permanentes com estudantes e rodas de conversa 
periódicas com as famílias podem aprofundar o trabalho iniciado. A produção de materiais 
didáticos acessíveis e sensíveis à diversidade também se configura como estratégia 
fundamental para dar continuidade ao debate. 
 
 Extensão Curricular 
Ano 2025 
 
 
 
8 
 
Além disso, é importante que os projetos futuros considerem recortes interseccionais, 
abordando a desigualdade de gênero em diálogo com questões de raça, classe, orientação 
sexual, deficiência e religião, a fim de promover uma abordagem verdadeiramente inclusiva. A 
promoção da igualdade de gênero não deve ser tratada como pauta isolada, mas como parte 
de um projeto maior de sociedade pautado na justiça social e nos direitos humanos. 
Dessa forma, conclui-se que o aprendizado proporcionado pela experiência 
extensionista transcende os limites do ambiente acadêmico, alcançando a comunidade e 
reverberando na prática educativa. A extensão curricular, ao se comprometer com os ODS da 
Agenda 2030, reafirma sua função estratégica na formação de profissionais conscientes, 
engajados e socialmente responsáveis. O compromisso com a igualdade de gênero deve 
seguir como eixo estruturante de futuras ações, garantindo que cada estudante — menina ou 
menino, mulher ou homem — possa aprender, crescer e sonhar com dignidade, respeito e 
liberdade. 
. 
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 
1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 10 maio 2025. 
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da 
educação nacional (LDB). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília, MEC, 
2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 10 maio 2025. 
FONSECA, Claudia. Quando cada um cuida do seu: gênero e desigualdade nas escolas. 
Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003. 
FRASER, Nancy. Fortunas do feminismo: do capitalismo gerencial à crise do 
neoliberalismo. São Paulo: Boitempo, 2019. 
ONU – Organização das Nações Unidas. Agenda 2030: Objetivos de Desenvolvimento 
Sustentável. Nova York: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso 
em: 10 maio 2025. 
SCOTT, Joan W. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, 
Porto Alegre, v. 16, n. 2, p. 5-22, jul./dez. 1991. 
SOUZA, Jessé. A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato. Rio de Janeiro: Leya, 2017. 
UNESCO. Educação e gênero: igualdade de direitos na escola e na sociedade. Brasília: 
UNESCO, 2020. 
. 
 
 
 
https://www.planalto.gov.br/
https://brasil.un.org/pt-br/sdgs
 
 Extensão Curricular 
Ano 2025 
 
 
 
9 
 
APÊNDICE 1 – LISTA DE COAUTORES DO PROJETO 
 
1. ALUNO: 
 RA: CURSO: 
 
2. ALUNO: 
 RA: CURSO: 
 
3. ALUNO: 
 RA: CURSO: 
 
4. ALUNO: 
 RA: CURSO: 
 
5. ALUNO: 
 RA: CURSO: 
 
6. ALUNO: 
 RA: CURSO: 
 
7. ALUNO: 
 RA: CURSO: 
 
8. ALUNO: 
 RA: CURSO: 
 
9. ALUNO: 
 RA: CURSO: 
 
10. ALUNO: 
 RA: CURSO: 
 
(se necessário mais coautores, reproduzir essapágina) 
 
 
 Extensão Curricular 
Ano 2025 
 
 
 
10 
 
 EM ANTONIO MARQUES FIGUEIRA 
 “Construindo Sonhos e Transformando realidades 
 
DECLARAÇÃO DE RECEBIMENTO DA AÇÃO EXTENSIONISTA 
 
 
 Declaro para os devidos fins, a pedido da parte interessada, que DANIELA 
RIBEIRO DE AMORIM LEITE1 (RA 235067), IOLANDA PEREIRA DE SOUZA 
PIERANGELI2 (RA 235005) e SILVANE DE SOUZA (RA 225126) Alunas do(s) 
Curso(s) de LICENCIATURA EM Educação Especial da Universidade Santa 
Cecília, realizou a ação extensionista denominada "EDUCAR PARA A IGUALDADE: 
GÊNERO, RESPEITO E DIREITOS NA ESCOLA E NA COMUNIDADE"," Na EM 
Antonio Marques Figueira no período de 2,3,4,5 e 6 de junho de 2025 cumprindo 
atividades da presente proposta..

Mais conteúdos dessa disciplina