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Extensão Curricular Ano 2025 1 “EDUCAR PARA A IGUALDADE: GÊNERO, RESPEITO E DIREITOS NA ESCOLA E NA COMUNIDADE" Daniela Ribeiro de Amorim Leite1 (RA 235067), Iolanda Pereira de Souza Pierangeli2 (RA 235005), Silvane de Souza3 (RA 225126) 1 Curso: Licenciatura em Educação Especial RESUMO – O projeto de Extensão Curricular intitulado “Educar para a Igualdade: Gênero, Respeito e Direitos na Escola e na Comunidade” foi desenvolvido entre os dias 2 e 6 de junho de 2025, com o envolvimento da comunidade interna e externa da Escola Municipal Antonio Marques Figueira. A ação foi motivada pela necessidade de promover uma cultura escolar pautada na igualdade de gênero, no enfrentamento das desigualdades e na valorização dos direitos das meninas e mulheres. A concepção da proposta partiu da observação de práticas e discursos ainda marcados por estereótipos e silenciamentos, reconhecendo a relevância social e educacional da abordagem do tema em consonância com a ODS 5 da Agenda 2030. Teve-se como objetivo sensibilizar estudantes, professores, familiares e membros da comunidade sobre a importância da equidade de gênero e da construção de relações mais justas, respeitosas e inclusivas. A metodologia adotada baseou-se na realização de oficinas temáticas, rodas de conversa intergeracionais, dinâmicas de sensibilização e produção colaborativa de materiais informativos, sempre pautadas em uma abordagem dialógica, participativa e crítica. Foram promovidos espaços de escuta e reflexão que permitiram o compartilhamento de experiências e o fortalecimento do protagonismo de meninas, mulheres e demais sujeitos historicamente marginalizados. Como resultados, observaram-se o fortalecimento dos vínculos entre escola e comunidade, o aumento da consciência coletiva sobre os direitos de gênero e a mobilização de práticas educativas mais sensíveis às questões da igualdade. Concluiu-se que a ação extensionista contribuiu para a consolidação de uma escola democrática e comprometida com a formação de cidadãos conscientes, capazes de transformar a realidade por meio do respeito, da equidade e da justiça social. . 1 APRESENTAÇÃO A proposta extensionista "Educar para a Igualdade: Gênero, Respeito e Direitos na Escola e na Comunidade" foi concebida a partir da observação da realidade vivenciada na Escola Municipal Antonio Marques Figueira, localizada na região periférica de um município caracterizado por profundas desigualdades sociais e culturais. Entre os desafios identificados, destaca-se a presença de estereótipos de gênero e manifestações de discriminação que comprometem a convivência respeitosa no ambiente escolar e limitam o pleno desenvolvimento de meninas e mulheres na comunidade. A ausência de formação específica dos educadores e a invisibilidade de questões de gênero nos projetos pedagógicos foram aspectos que motivaram a construção do presente projeto, fundamentado no compromisso com a formação cidadã e com a promoção da equidade de gênero. Com base na linha de atuação da Extensão Curricular da Unisanta, articulada à ODS 5 da Agenda 2030, o projeto objetivou fomentar a conscientização coletiva sobre os direitos das mulheres e meninas, bem como o empoderamento feminino em contexto escolar. Foram previstas ações com foco na sensibilização de estudantes, famílias e educadores, criando espaços de escuta, troca de experiências e mobilização comunitária. Fundamentado nos estudos de Louro (1997), Scott (1995), Saffioti (2004) e Butler (2016), o projeto buscou Extensão Curricular Ano 2025 2 demonstrar como as relações de gênero são socialmente construídas e como é possível, por meio da educação, ressignificar práticas e discursos que perpetuam desigualdades. O público-alvo da proposta incluiu estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental, professores, funcionários e familiares da comunidade escolar. As ações foram realizadas nas dependências da EM Antonio Marques Figueira, com extensão para praças públicas e espaços comunitários. Considerando os limites de aplicação e a necessidade de compatibilização com outras atividades curriculares, o projeto foi estruturado em etapas modulares: diagnóstico participativo, oficinas temáticas, rodas de conversa, elaboração de materiais educativos e apresentação dos resultados à comunidade. O objetivo geral foi contribuir para a construção de uma cultura de igualdade de gênero no ambiente escolar. Como objetivos específicos, destacam-se: (1) promover espaços de diálogo e formação continuada sobre gênero e educação; (2) sensibilizar a comunidade escolar para o enfrentamento de estereótipos e violências simbólicas; (3) valorizar o protagonismo de meninas e mulheres na construção de relações mais equânimes e democráticas. Assim, a proposta buscou fortalecer os vínculos entre universidade e comunidade, ampliando o alcance social do conhecimento e reafirmando o compromisso da educação superior com a transformação social. 2 METODOLOGIA A metodologia empregada no projeto “Educar para a Igualdade: Gênero, Respeito e Direitos na Escola e na Comunidade” foi estruturada a partir de uma abordagem participativa e crítica, centrada na escuta ativa, no diálogo e na valorização da diversidade. As ações foram realizadas entre os dias 2 e 6 de junho de 2025, com foco na comunidade interna e externa da Escola Municipal Antonio Marques Figueira, localizada em Suzano/SP. A proposta metodológica teve início com o levantamento de demandas da escola em relação às questões de gênero, por meio de observações e conversas informais com a equipe gestora, docentes e membros da comunidade escolar. A partir dessas escutas iniciais, delinearam-se os principais eixos de intervenção. O planejamento das atividades contemplou oficinas temáticas com os estudantes do Ensino Fundamental II, rodas de conversa com familiares e educadores, e a construção coletiva de painéis informativos e materiais de apoio pedagógico, com linguagem acessível e inclusiva. A operacionalização da ação envolveu também a organização de um seminário escolar sobre igualdade de gênero, com apresentações de trabalhos, vídeos educativos e debates mediados pelos estudantes participantes. A cada encontro, foi promovida uma ambiência acolhedora e respeitosa, com estratégias de dinamização que estimulassem a participação ativa dos envolvidos, respeitando suas vivências e trajetórias. Ao todo, estima-se que cerca de 150 pessoas foram diretamente beneficiadas pelas ações extensionistas, entre alunos, professores, funcionários, familiares e membros da comunidade do entorno escolar. O cronograma foi cumprido integralmente durante a primeira semana de junho, com atividades distribuídas ao longo dos cinco dias letivos, respeitando os horários escolares e contando com o apoio logístico da gestão da unidade. As ferramentas utilizadas incluíram cartazes, vídeos, textos de apoio, questionários reflexivos e materiais recicláveis para a produção dos recursos pedagógicos. A escolha por recursos simples e acessíveis teve como objetivo garantir a possibilidade de replicação das atividades por outros educadores da rede pública, fortalecendo a continuidade da ação para Extensão Curricular Ano 2025 3 além do período estipulado do projeto. Ademais, buscou-se assegurar que o conteúdo abordado estivesse em consonância com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as diretrizes da ODS 5 e os princípios do Currículo Paulista. A metodologia proposta reafirmou a importância de processos educativos coletivos, horizontais e transformadores, em que a prática extensionista se configura como campo de escuta, reconhecimento e ação crítica. Por meio da articulação entre ensino, pesquisa e extensão, foi possível ampliar o debate sobre igualdade de gênero, enfrentar estereótipos e fortalecer o compromisso social da escola pública com a equidade e os direitos humanos.. 2.1 Tabelas Data Atividade Público-Alvo Objetivo Resultados Esperados 02/06/2025 Oficina: O que é igualdade de gênero? Estudantes do EF I Apresentar conceitos básicos sobre igualdade de gênero. Sensibilização e engajamento inicial dos alunos. 03/06/2025 Roda de conversa com familiares e professores Famílias e educadores Refletir sobre o papel da família e da escola na promoção da equidade. Diálogo intergeracional e articulação família- escola. 04/06/2025 Produção de cartazes e materiais educativos Estudantes e equipe pedagógica Construir coletivamente recursos sobre gênero e direitos. Criação de materiais para exposição e continuidade do debate. 05/06/2025 Exibição de vídeos e debates Toda a comunidade escolar Ampliar a compreensão crítica sobre estereótipos e desigualdades. Estímulo ao pensamento crítico e à escuta ativa. 06/06/2025 Seminário escolar sobre igualdade de gênero Estudantes, famílias e convidados Socializar produções, reflexões e propostas. Fortalecimento da cultura da igualdade e do protagonismo estudantil. TABELA 1: QUADRO RESUMO DAS ATIVIDADES - PROJETO DE EXTENSÃO " 2.2 Figuras Extensão Curricular Ano 2025 4 . Figuras 1 e 2: Feira de Acessibilidade e Vivências Figuras 3 e 4: Produção de cartazes e materiais educativos Figuras 5 e 6: Oficina: O que é igualdade de gênero? 3 RESULTADOS A ação extensionista desenvolvida na Escola Municipal Antonio Marques Figueira, entre os dias 2 e 6 de junho de 2025, demonstrou resultados expressivos ao abordar a igualdade de gênero de maneira dialógica, crítica e participativa. As intervenções planejadas impactaram Extensão Curricular Ano 2025 5 positivamente a comunidade escolar, promovendo reflexões significativas sobre os papéis sociais atribuídos a homens e mulheres, e contribuindo para o fortalecimento da cultura de equidade e respeito à diversidade. Ao longo das atividades — oficinas, rodas de conversa, produção de materiais e seminário — foi possível observar um envolvimento crescente dos estudantes e demais participantes. O debate sobre igualdade de gênero, quando conduzido de maneira contextualizada e interativa, revelou-se essencial para o desenvolvimento da consciência crítica dos alunos. De acordo com Louro (1997), as práticas educativas que discutem gênero em espaços escolares possibilitam a desconstrução de discursos normativos, abrindo caminhos para a valorização das diferenças e o reconhecimento de múltiplas identidades. O engajamento de professores, estudantes e familiares permitiu o fortalecimento de vínculos entre os sujeitos, favorecendo a criação de um ambiente mais democrático e inclusivo. A troca de experiências e a escuta ativa, incentivadas pelas metodologias utilizadas, promoveram o diálogo intergeracional e ampliaram a noção de corresponsabilidade entre escola e família na construção de uma educação pautada na justiça social (FREIRE, 1996). Do ponto de vista institucional, o projeto incentivou a escola a repensar suas práticas pedagógicas, despertando a necessidade de incorporar com mais frequência temas ligados à equidade de gênero em sua rotina educacional. Isso está de acordo com o que afirma Scott (1995), ao defender que a introdução de uma perspectiva de gênero nos currículos escolares permite a reorganização do conhecimento, desafiando estruturas de poder historicamente naturalizadas. Os resultados também evidenciaram a importância do protagonismo juvenil. Ao participarem da criação de cartazes, materiais informativos e do seminário final, os estudantes se reconheceram como sujeitos capazes de promover mudanças em seu contexto, tornando-se multiplicadores de valores igualitários. Conforme as diretrizes da Organização das Nações Unidas (ONU, 2015), alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas (ODS 5) exige ações concretas nos espaços de socialização primária e secundária, entre eles a escola. Por fim, a ação demonstrou que a formação continuada dos profissionais da educação é um caminho indispensável para a superação de barreiras atitudinais e institucionais que ainda persistem no cotidiano escolar. Refletir sobre a construção social das desigualdades de gênero é essencial para que a escola possa efetivamente cumprir seu papel emancipador. Dessa forma, a extensão curricular cumpriu seu papel social, acadêmico e formativo ao articular teoria e prática, universidade e comunidade, ensino e cidadania. Os resultados obtidos reforçam a necessidade de continuidade e aprofundamento de projetos com essa natureza, sobretudo em contextos escolares que buscam a consolidação de uma educação verdadeiramente inclusiva, equitativa e transformador. 4. CONCLUSÃO A realização do projeto de Extensão Curricular “Educação para a Igualdade: construindo relações de respeito e equidade” na Escola Municipal Antonio Marques Figueira, entre os dias 2 e 6 de junho de 2025, constituiu-se em uma ação de relevante impacto social, educativo e político, promovendo a conscientização da comunidade escolar sobre a importância da igualdade de gênero e do empoderamento de meninas e mulheres, em consonância com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nº 5 da Agenda 2030 da ONU. Ao longo da Extensão Curricular Ano 2025 6 execução das atividades previstas, foi possível verificar o potencial transformador da educação quando esta se compromete com valores de equidade, justiça social e respeito à diversidade. O ponto de partida da ação extensionista foi o reconhecimento de que, embora a igualdade de gênero esteja prevista em diversos marcos legais e educacionais — como a Constituição Federal de 1988, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB nº 9.394/96) e o próprio Plano Nacional de Educação —, ainda persistem no cotidiano escolar práticas, discursos e estruturas que reforçam estereótipos de gênero e naturalizam desigualdades históricas. Essa constatação evidenciou a urgência de fomentar espaços educativos que favoreçam o debate crítico, a escuta ativa e a desconstrução de preconceitos, contribuindo para a construção de uma cultura escolar mais democrática e igualitária. Os objetivos traçados no planejamento foram amplamente contemplados: sensibilizar estudantes, educadores e familiares sobre os princípios da equidade de gênero; promover a reflexão sobre os papéis sociais atribuídos a meninos e meninas; estimular a produção de materiais educativos que valorizem a diversidade de identidades; e fortalecer o vínculo entre escola e comunidade. As oficinas, rodas de conversa, atividades pedagógicas e o seminário final oportunizaram momentos de escuta, diálogo e construção coletiva do conhecimento, rompendo com a lógica transmissiva e verticalizada do ensino tradicional. A estratégia metodológica adotada, pautada na abordagem participativa e dialógica, foi decisiva para o êxito do projeto. Inspirada nos pressupostos da pedagogia freireana (FREIRE, 1996), essa abordagem permitiu que os sujeitos envolvidos fossem vistos não como meros receptores de informações, mas como protagonistas ativos do processo educativo. A escuta sensível e o respeito às experiências de vida dos participantes foram fundamentais para gerar identificação e engajamento com os temas propostos, sobretudo em um contexto onde os assuntos ligados ao gênero ainda enfrentam resistência e desinformação. Os impactos gerados pela ação foram diversos e significativos. Do ponto de vista social, observou-se uma ampliação da consciência crítica dos estudantes em relação às desigualdades de gênero e uma disposição maior para questionar comportamentos discriminatórios dentro e fora do ambiente escolar. Educadores e familiares demonstraram abertura para refletir sobre suas próprias práticas, reconhecendo a necessidadede uma atuação mais intencional no combate ao machismo, à homofobia e à violência simbólica. Politicamente, a iniciativa contribuiu para a valorização da escola como espaço de promoção dos direitos humanos, do respeito às diferenças e do fortalecimento da cidadania. O projeto também gerou produtos concretos, como cartazes, vídeos e outros materiais educativos, que continuarão a circular na escola após o término das ações, garantindo a permanência da temática na rotina pedagógica. Além disso, foi possível identificar o surgimento de lideranças estudantis comprometidas com o debate sobre igualdade de gênero, o que demonstra a potência da extensão como ferramenta de empoderamento juvenil. A atuação conjunta entre estudantes de graduação e a comunidade escolar reforçou a função social da universidade, não apenas como produtora de saberes científicos, mas também como promotora de justiça e transformação social. Ainda que os resultados tenham sido positivos, é importante reconhecer os limites do projeto. A curta duração da intervenção impôs restrições ao aprofundamento de certos temas, e nem todos os segmentos da comunidade escolar participaram com a mesma intensidade. Além disso, a complexidade das questões de gênero exige um trabalho contínuo, articulado e transversal, que envolva todos os componentes curriculares e setores da escola. Portanto, Extensão Curricular Ano 2025 7 recomenda-se a institucionalização de ações educativas permanentes voltadas à igualdade de gênero, assim como o investimento em formação continuada dos profissionais da educação. Por fim, conclui-se que o projeto de extensão curricular cumpriu plenamente sua finalidade formativa, contribuindo para o desenvolvimento acadêmico e pessoal dos estudantes de graduação envolvidos, ao mesmo tempo em que promoveu mudanças concretas no contexto escolar atendido. A experiência reafirma o papel da extensão universitária como elo entre o saber acadêmico e os saberes populares, fortalecendo o compromisso ético e político com uma educação pública de qualidade, inclusiva e emancipada. Que essa iniciativa inspire novas práticas, novos olhares e novas possibilidades de construção de um mundo mais justo para todos e todas. 5. LIÇÕES APRENDIDAS E PERSPECTIVAS PARA PROJETOS FUTUROS A realização do projeto extensionista “Educação para a Igualdade: construindo relações de respeito e equidade” permitiu não apenas a articulação entre os conhecimentos acadêmicos e os saberes comunitários, mas também a compreensão profunda da realidade educacional e social vivenciada por estudantes, educadores e familiares da Escola Municipal Antonio Marques Figueira. As atividades executadas revelaram-se extremamente valiosas no processo de formação cidadã e profissional dos extensionistas, reforçando a importância do diálogo, da escuta ativa e da empatia como instrumentos de transformação social. Entre as principais lições aprendidas, destaca-se o valor da participação colaborativa entre universidade e comunidade escolar. O envolvimento efetivo de estudantes, professores, gestores, funcionários, famílias e alunos foi essencial para o sucesso das ações, o que evidencia a potência do trabalho coletivo no enfrentamento de desigualdades estruturais. A escuta dos diferentes sujeitos permitiu que o projeto se moldasse às necessidades reais da escola, tornando-se mais eficaz e significativo. Outra lição relevante refere-se à necessidade de continuidade das ações voltadas à promoção da igualdade de gênero. A semana de atividades foi apenas um primeiro passo em um percurso educativo que precisa ser permanente, transversal e sistemático. O combate aos estereótipos de gênero e à reprodução de comportamentos discriminatórios exige ações pedagógicas intencionais, formação de professores e integração curricular, de forma a consolidar uma cultura escolar mais inclusiva e justa. A experiência extensionista também permitiu aos estudantes universitários vivenciar na prática os desafios da educação pública e da promoção de direitos humanos, desenvolvendo competências como liderança, planejamento, mediação de conflitos, comunicação não violenta, sensibilidade intercultural e compromisso social. A extensão, nesse sentido, cumpriu seu papel formativo e ampliou a visão de mundo dos participantes, contribuindo para a construção de uma identidade profissional mais crítica e ética. Entre as principais perspectivas para projetos futuros, sugere-se a ampliação da parceria entre universidade e rede pública de ensino, com a institucionalização de núcleos ou comissões escolares voltadas à promoção da equidade de gênero. A realização de formações continuadas para educadores, oficinas permanentes com estudantes e rodas de conversa periódicas com as famílias podem aprofundar o trabalho iniciado. A produção de materiais didáticos acessíveis e sensíveis à diversidade também se configura como estratégia fundamental para dar continuidade ao debate. Extensão Curricular Ano 2025 8 Além disso, é importante que os projetos futuros considerem recortes interseccionais, abordando a desigualdade de gênero em diálogo com questões de raça, classe, orientação sexual, deficiência e religião, a fim de promover uma abordagem verdadeiramente inclusiva. A promoção da igualdade de gênero não deve ser tratada como pauta isolada, mas como parte de um projeto maior de sociedade pautado na justiça social e nos direitos humanos. Dessa forma, conclui-se que o aprendizado proporcionado pela experiência extensionista transcende os limites do ambiente acadêmico, alcançando a comunidade e reverberando na prática educativa. A extensão curricular, ao se comprometer com os ODS da Agenda 2030, reafirma sua função estratégica na formação de profissionais conscientes, engajados e socialmente responsáveis. O compromisso com a igualdade de gênero deve seguir como eixo estruturante de futuras ações, garantindo que cada estudante — menina ou menino, mulher ou homem — possa aprender, crescer e sonhar com dignidade, respeito e liberdade. . 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988. Disponível em: https://www.planalto.gov.br. Acesso em: 10 maio 2025. BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional (LDB). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 23 dez. 1996. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília, MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 10 maio 2025. FONSECA, Claudia. Quando cada um cuida do seu: gênero e desigualdade nas escolas. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2003. FRASER, Nancy. Fortunas do feminismo: do capitalismo gerencial à crise do neoliberalismo. São Paulo: Boitempo, 2019. ONU – Organização das Nações Unidas. Agenda 2030: Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Nova York: ONU, 2015. Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs. Acesso em: 10 maio 2025. SCOTT, Joan W. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 16, n. 2, p. 5-22, jul./dez. 1991. SOUZA, Jessé. A elite do atraso: da escravidão à Lava Jato. Rio de Janeiro: Leya, 2017. UNESCO. Educação e gênero: igualdade de direitos na escola e na sociedade. Brasília: UNESCO, 2020. . https://www.planalto.gov.br/ https://brasil.un.org/pt-br/sdgs Extensão Curricular Ano 2025 9 APÊNDICE 1 – LISTA DE COAUTORES DO PROJETO 1. ALUNO: RA: CURSO: 2. ALUNO: RA: CURSO: 3. ALUNO: RA: CURSO: 4. ALUNO: RA: CURSO: 5. ALUNO: RA: CURSO: 6. ALUNO: RA: CURSO: 7. ALUNO: RA: CURSO: 8. ALUNO: RA: CURSO: 9. ALUNO: RA: CURSO: 10. ALUNO: RA: CURSO: (se necessário mais coautores, reproduzir essapágina) Extensão Curricular Ano 2025 10 EM ANTONIO MARQUES FIGUEIRA “Construindo Sonhos e Transformando realidades DECLARAÇÃO DE RECEBIMENTO DA AÇÃO EXTENSIONISTA Declaro para os devidos fins, a pedido da parte interessada, que DANIELA RIBEIRO DE AMORIM LEITE1 (RA 235067), IOLANDA PEREIRA DE SOUZA PIERANGELI2 (RA 235005) e SILVANE DE SOUZA (RA 225126) Alunas do(s) Curso(s) de LICENCIATURA EM Educação Especial da Universidade Santa Cecília, realizou a ação extensionista denominada "EDUCAR PARA A IGUALDADE: GÊNERO, RESPEITO E DIREITOS NA ESCOLA E NA COMUNIDADE"," Na EM Antonio Marques Figueira no período de 2,3,4,5 e 6 de junho de 2025 cumprindo atividades da presente proposta..