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2 SUMÁRIO 1 - INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE NEGOCIAÇÃO ............................................. 6 1.1 O que é negociação? ....................................................................................... 6 2 - O MEU PERFIL DE NEGOCIADOR ...................................................................... 7 2.1 O que são competências? ............................................................................... 7 2.2 O que são habilidades? ................................................................................... 7 2.3 Competências de um bom negociador .......................................................... 8 2.4 Os Perfis dos Negociadores ........................................................................... 9 2.5 Modelo de Jung .............................................................................................. 10 2.6 Aplicabilidade de cada estilo ........................................................................ 11 2.7 Táticas de negociação de cada estilo .......................................................... 12 3. A BOA COMUNICAÇÃO NA NEGOCIAÇÃO ...................................................... 13 3.1 Comunicação na negociação ........................................................................ 13 3.2 Elementos da Comunicação ......................................................................... 13 4 – EMPATIA E RAPPORT ...................................................................................... 18 4.1 O que é empatia? ........................................................................................... 18 4.2 O que é Rapport? (palavra de origem francesa) ......................................... 18 5 – CANAIS DE COMUNICAÇÃO E REPRESENTACIONAIS ................................ 22 5.1 Modelos Mentais ............................................................................................ 22 5.2 Dicas de comunicação por canal .................................................................. 24 6 – PLANEJAMENTO DA NEGOCIAÇÃO ............................................................... 26 6.1 Estratégia ........................................................................................................ 26 6.2 Táticas ............................................................................................................. 27 7 – TEMPO, INFORMAÇÃO E PODER NAS NEGOCIAÇÕES ................................ 28 7.1 Tempo ............................................................................................................. 28 7.2 Informação ...................................................................................................... 29 7.3 Poder e influência .......................................................................................... 29 8 – PSICOLOGIA DO CONSUMIDOR ...................................................................... 32 8.1 Necessidades X Desejos ............................................................................... 32 9 – CONCEITOS E TÉCNICAS DE NEGOCIAÇÃO ................................................. 34 9.1 Termos do universo da negociação ............................................................. 34 3 9.2 MAANA ou BATNA ......................................................................................... 34 9.3 ZAP - Zona de Acordo ................................................................................... 35 9.4 Preço de reserva ............................................................................................ 35 9.5 Preço Alvo e Preço Limite ............................................................................. 36 9.6 Exemplo Histórico .......................................................................................... 36 9.7 MINIMAX ......................................................................................................... 37 9.8 ANCORAGEM ................................................................................................. 38 9.9 Durante a Negociação ................................................................................... 38 9.10 Expectativas da negociação ....................................................................... 39 9.11 SPIN SELLING .............................................................................................. 40 9.12 Otimize o seu processo ............................................................................... 48 10 – PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS ...... 54 ATIVIDADE FINAL – ESTUDO DE CASO ............................................................... 62 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 66 5 BOAS VINDAS É com muita satisfação que desenvolvemos um curso sobre técnicas de negociação e estratégia! Com os assuntos abordados neste curso acreditamos que você terá recursos e conhecimentos que lhe auxiliarão a desenvolver e aperfeiçoar suas habilidades na arte de negociar bem para definir a melhor estratégia a fim de potencializar seus resultados. Afinal de contas, saber negociar se tornou um recurso fundamental para quem busca sucesso na vida pessoal e profissional. Esperamos que você aproveite bastante este curso. Boa sorte e muito sucesso! 6 1 - INTRODUÇÃO AO CONCEITO DE NEGOCIAÇÃO 1.1 O que é negociação? É um processo de tomada de decisão entre partes dependentes. É pela negociação que as partes decidem o que cada um deve dar e tomar em seus relacionamentos. (Chiavenato). Negociação é um campo de conhecimento e empenho que visa à conquista de pessoas de quem se deseja alguma coisa (Cohen, 1980). Uma boa negociação ocorre quando cada uma das partes consegue tirar vantagens das concessões que fez ganhando algo em troca e, desta forma, todos saindo satisfeitos. Ou seja, cada parte envolvida terá que abrir mão de alguma coisa para receber o que quer em troca. O objetivo de toda negociação sensata é chegar a um acordo que permita que se conceda algo que está sob seu controle em troca de algo que está sob o controle do outro. Quando foi a última vez que você negociou? ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ ___________________________________________________________________ 7 2 - O MEU PERFIL DE NEGOCIADOR Para conhecermos o perfil dos negociadores temos que entender o quanto o negociador CONHECE sobre negociação, tem HABILIDADES para negociar na prática e se, principalmente, tem ATITUDE para fazer acontecer. Esses três nomes são conhecidos como regra do C.H.A: • Conhecimento – Saber • Habilidade – Saber fazer • Atitude – Querer fazer 2.1 O que são competências? Competências são qualificações intelectuais, emocionais e físicas para a realização de determinadas tarefas dentro de requisitos e expectativas. 2.2 O que são habilidades? Habilidades são capacidades adquiridas que podem ser aprendidas, desenvolvidas e/ou treinadas por qualquer um que tenha o desejo de desenvolvê-las através da prática das ações adequadas. Responda: 1. Quais os conhecimentos necessários para ser um bom negociador? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ _____________________________________________________________ 2. O que são Atitudes? Quais as necessárias para ser um bom negociador? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ _____________________________________________________________ 8 2.3 Competências de um bom negociador Competênciasa estratégia em processo contínuo. • Benefícios da gestão estratégica para a empresa. Além de procurar viabilizar o objetivo dos acionistas de obter uma taxa de retorno superior a média do mercado e de atender às expectativas dos demais stakeholders, a gestão estratégica pode contribuir, por exemplo, para a consecução dos seguintes benefícios: • A equipe executiva e os colaboradores passam a ter uma visão compartilhada do negócio; • Os recursos e os esforços da organização são direcionados aos objetivos considerados prioritários; • As oportunidades emergentes no mercado são percebidas e exploradas com maior velocidade; • As mudanças na sociedade e no mercado e seu impacto na posição competitiva da empresa são rapidamente identificados e monitorados; • A sistemática análise crítica da estratégia competitiva e sua consistência, em face dos resultados obtidos e das mudanças no ambiente competitivo. Conjunto de Conceitos de Estratégia integrados em si Conjunto de idéias a respeito da estratégia que Kaplan e Norton incorporaram na metodologia Balanced Scorecard e que serão de grande utilidade na criação dos mapas estratégicos e na comunicação da estratégia para os colaboradores da organização: A estratégia é um processo contínuo: significa reconhecer que o processo da estratégia se inicia com a definição da missão e, de forma contínua, deve ser desdobrado para as ações dos colaboradores da organização, que têm seus objetivos individuais alinhados a ela. O processo é contínuo porque ele é monitorado constantemente pelos diferentes sistemas gerenciais da empresa. A estratégia é uma hipótese: significa reconhecer que o movimento da empresa de sua situação atual para o destino estratégico é algo inédito para a organização e marcado pelas incertezas existentes tanto no âmbito da sociedade como do ambiente competitivo. 59 A estratégia consiste em termos estratégicos complementares: significa reconhecer que a estratégia é desdobrada em termos estratégicos para estimular a análise, o debate de novas idéias e a imaginação dos colaboradores. Esses temas permitem determinar prioridades da organização em temas conflitantes como, por exemplo, a ênfase no curto ou longo prazo, ou ainda a busca de crescimento das vendas versus a rentabilidade. A estratégia equilibra forças contraditórias: significa reconhecer que o objetivo de toda estratégia é a criação de valor para o acionista. Entretanto, esse objetivo somente será atingido se a empresa conseguir gerar, em primeiro lugar, valor para os clientes, e em seguida, para os colaboradores e demais interessados no negócio. A estratégia descreve uma proposição de valor diferenciada: significa reconhecer que a organização precisa fazer uma escolha sobre qual segmento de clientes é mais importante para ela e, a partir daí, desenvolver uma proposta de valor diferenciada, que estimule esses clientes a fazer negócios com a empresa. A estratégia alinha as atividades internas com a proposição de valor: significa reconhecer que a proposta de valor somente chegará até os clientes se os processos internos de negócio e as atividades internas da organização estiverem alinhados a ela. A estratégia transforma os ativos intangíveis: significa reconhecer que a perspectiva do aprendizado e conhecimento é o fundamento de toda a estratégia e do processo de criação de valor. O desafio para os executivos é promover um alinhamento entre os recursos humanos, a tecnologia da informação, o clima organizacional e a estratégia de diferenciação para os clientes. Principais obstáculos à implementação da Estratégia Apenas 10% das estratégias são implementadas. Veja porque: • Barreira da Visão: Apenas 5% dos colaboradores entendem a estratégia. • Barreira da Motivação: Apenas 25% dos executivos tem incentivos associados à estratégia. • Barreira Cultural: 85% dos executivos dedicam menos de uma hora por mês discutindo estratégia. • Barreira de Orçamento: 60% das empresas não estabelecem um link entre o orçamento e a estratégia. O Balanced Scorecard e a Gestão Estratégica O Balanced Scorecard é uma Sistema de Gestão que traduz a estratégia de uma empresa em objetivos, medidas, metas e iniciativas de fácil entendimento pelos participantes da organização. O BSC é considerado um sistema balanceado de gestão da estratégia porque promove o equilíbrio entre as principais variáveis estratégicas: • Equilíbrio entre os objetivos de curto e longo prazos. 60 • Equilíbrio entre o foco interno e o ambiente externo da organização. • Equilíbrio entre medidas financeiras e medidas de capital intelectual. • Equilíbrio entre os indicadores de ocorrência (lagg indicators) e os indicadores de tendência (leading indicators). As perspectivas do Balanced Scorecard refletem a Estratégia da Empresa De acordo com a metodologia do BSC, a missão e visão da empresa precisam ser traduzidas em objetivos e medidas que reflitam os interesses e as expectativas de seus principais stakeholders e que possam ser agrupadas em quatro perspectivas diferentes: • Financeira: Demonstra se a execução da estratégia está contribuindo para a melhoria dos resultados financeiros, em especial o lucro líquido, o retorno sobre o investimento, a criação de valor econômico e a geração de caixa; • Cliente: Avalia se a proposição de valor da empresa para os clientes-alvo está produzindo os resultados esperados em termos de satisfação de clientes, conquista de novos clientes, retenção de clientes, lucratividade de clientes e participação de mercado; • Processos Internos: Identifica se os principais processos de negócios definidos na cadeia de valor da empresa estão contribuindo para a geração de valor percebido pelos clientes e atingimento dos objetivos financeiros da empresa; • Aprendizagem e Conhecimento: Verifica se a aprendizagem, a obtenção de novos conhecimentos e o domínio de competência no nível do indivíduo, do grupo e das áreas de negócios que estão desempenhando o papel de viabilizadores das três perspectivas anteriores. 61 Mapa Estratégico do Balanced Scorecard (BSC) Depois de construir ou revisar a Intenção Estratégica que ocorre com: as declarações de Missão, Valores e Visão; a construção ou revisão do Modelo de Negócios, uma ferramenta bastante útil para apresentar os objetivos estratégicos é o Mapa Estratégico que os distribui nas perspectivas do BSC demonstrando um relacionamento estreito de causa e efeito, e que o todo tem mais valor que a soma das partes. A partir dos objetivos de cada perspectiva são estabelecidas medidas de desempenho ou indicadores (KPIs) bem como as metas e as iniciativas. E a partir das iniciativas são preparados os Planos de Ação com diversas manobras táticas que serão desdobradas em ações operacionais. Cada plano de ação deverá ter um responsável, um cronograma e um orçamento. 62 As manobras táticas e operacionais só são criadas depois da definição do escopo do Plano de Ação e da identificação dos fatores críticos internos e externos. Para isso ferramentas como: Análise SWOT (Forças, Fraquezas, Oportunidades e Ameaças), Diagrama Ishikawa de Causa e Efeito, técnicas de brainstorming e outras. ATIVIDADE FINAL – ESTUDO DE CASO Monte um planejamento contendo tudo que já vimos até aqui: Mapeamento de informações, planejamento, MAANA, ZOPA, etc. para cada um dos personagens desse estudo (proprietário, diretor de banco, artista). Defina as estratégias, táticas, objetivos e argumentos de negociação de todos os personagens se colocando em seus lugares em cada negociação. Carga Horária da atividade: 3 horas O que você deve analisar: Pontos relevantes de uma negociação relacionados ao outro • Mercado • Situação cliente • Benefícios Específicos e Genéricos • Decisor ou influenciador A SITUAÇÃO SE BASEIA EM UM PROPRIETÁRIODE DOIS IMÓVEIS QUE DESEJA ALUGÁ-LO CONFORME AS INFORMAÇÕES ABAIXO: Proprietário Um proprietário tem um apartamento de 140 m² em uma travessa da Av. Paulista e deseja alugá-lo a um preço de R$ 5.000,00 (embora seu preço de reserva fora estipulado por ele em R$ 4.300,00). Ele possui mais outro imóvel para alugar com as mesmas características, só que em um bairro um pouco mais afastado e com menor acesso a ônibus e metrô. Por conta disso o preço anunciado deste outro imóvel é de R$ 4.500,00 e seu preço de reserva é de R$ 3.800,00. Não há nenhum interessado neste outro imóvel. 63 Ambos os imóveis estão desocupados a mais de 1 ano e isso começou a gerar impacto em suas finanças, pois ele acaba de ficar desempregado e precisa de uma renda mínima de R$ 6 mil para pagar suas contas. Existem dois interessados em alugar o apartamento da Av. Paulista. O primeiro, um diretor de Banco, disposto a pagar até R$ 3.500,00.(embora aceite subir até R$ 4,2mil). O Segundo um artista que deseja alugar o imóvel por $ 4.600,00 e quer pagar 5 meses antecipado, pois não possui comprovantes de renda nem fiador. O proprietário tem medo de alugar, pois tem medo que ele monte uma república de artistas e cause problemas e multas para o condomínio. Características do Imóvel Av. Paulista: • Excelente localização a 2 minutos do metrô e de Ônibus. Próximo ao trabalho do Diretor do Banco e dos locais de encenação do artista. • Prédio velho, sem área de lazer, com uma única garagem sem vagas definidas (o que gera algumas brigas com os condôminos). • Apartamento internamente carece de pequenas reformas que custariam mais de R$15mil. Características do outro imóvel: • Acesso restrito a metrô e ônibus. De carro em horário de pico leva-se 45 minutos até a Av. Paulista. • Prédio relativamente novo e bem cuidado, possui ótima área de lazer, com duas boas vagas de garagem (fixas) • Apartamento com móveis planejados novos, varanda gourmet, deposito. • Fica a 10 minutos andando ou 2 minutos de carro de um parque público e de um clube particular. ABAIXO SEGUEM OS INTERESSADOS: O diretor do banco Um proprietário tem um apartamento de 140 m² em uma travessa da Av. Paulista e deseja alugá-lo a um preço de R$ 5.000,00. Ele possui mais outro imóvel para alugar com as mesmas características, só que em um bairro um pouco mais afastado e com menor acesso a ônibus e metrô. Por conta disso o preço anunciado deste outro imóvel é de R$ 4.500,00. 64 Um diretor de pequeno Banco de investimentos está interessado em alugar. Ele é casado com um filho pequeno de 6 anos e outro de 3 anos. Quer o imóvel próximo da Av. Paulista para ficar perto do trabalho e porque ele não conhece São Paulo (ele é de Goiânia) e tem medo de rodar pela cidade. Em breve ficará pronto seu apartamento de 200 m² que comprou novo e está em fase final de construção. Com salário de cerca de R$ 35 mil mensais (fora o bônus de mais de R$200 mil ano) ele fez uma proposta de R$ 3.500,00 embora aceite subir até R$ 4,2mil. O diretor poderia pagar, porém ele é muito competitivo e adora negociar para testar os limites das pessoas. O Artista Um proprietário tem um apartamento de 140 m² em uma travessa da Av. Paulista e deseja alugá-lo a um preço de R$ Ele possui mais outro imóvel para alugar com as mesmas características, só que em um bairro um pouco mais afastado e com menor acesso a ônibus e metrô. Por conta disso o preço anunciado deste outro imóvel é de R$ 4.500,00. Um artista de teatro jovem e solteiro está interessado em alugar e fez uma oferta de $ 4mil embora possa pagar até 4.600,00. Ele quer pagar 5 meses antecipado, pois não possui comprovantes de renda nem fiador e quer fazer um acordo direto com o proprietário. Embora não tenha uma profissão estável sua mãe lhe manda uma mesada todos os meses que é suficiente para pagar o aluguem e viver. A antecipação dos 5 meses de aluguel será sua mãe que farpa, porém ela se recusa que ser fiadora do filho, pois prefere que ele volte para casa. Ele imagina levar alguns amigos para morar com ele e rachar as contas da casa. Ele curte muito esta vida alternativa e a Paulista para ele é o melhor lugar para viver. Por ele, fecharia um contrato pela vida toda para viver neste imóvel. Roteiro de negociação Um bom roteiro se baseia em perguntas a serem respondidas: 1. Que informações devo obter sobre a empresa do oponente e como consegui- las? 2. Quais as necessidades do oponente e quais as minhas necessidades? 3. Que produtos e serviços espero oferecer como soluções para uma negociação ganha-ganha? 65 4. Qual será minha primeira proposta - meu Minimax? 5. Que perguntas farei para identificar as necessidades do cliente e obter informações para apresentar as soluções adequadas? 66 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHIAVENATO, Idalberto. Visão e Ação Estratégica, Ed. Pearson, 2001. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Vendas Uma abordagem Introdutória, Ed. Manole, n/d. RACKHAM, Neil. Alcançando Excelência em Vendas Spin Selling. Construindo Relacionamentos de Alto Valor Para Seus Clientes. Ed. M. Books GRANDO, Nei. Modelos de Negócio, Inovação, Startups, Estratégia [artigo online]. Disponível em . GERNHARDT, Voigt, Beatriz. Como descobrir o que o meu cliente realmente quer?. [artigo online]. Disponível em .ligadas ao Conhecimento: • Conhecer técnicas de negociação; • Conhecer a outra parte; • Saber o que é importante para si • Saber o que e importante para a outra parte; • Conhecer os processos, regras e políticas para fazer valer o acordo; • Saber calcular ganhos e perder; • Conhecer os riscos para as partes. Competências ligadas a Habilidades: • Planejar e organizar o trabalho; • Saber escutar e entender (decodificar mensagens); • Equacionar e solucionar conflitos; • Conquistar e manter aliados; • Adaptar-se à diferentes situações e aos diferentes oponentes; • Relacionamento empático e de parceria; • Conseguir negociar bem e persuadir; • Comunicar-se de forma eficiente; • Capacidade de tomar decisões. Competências ligadas a Atitudes: • Buscar autodesenvolvimento; • Manter o foco nos objetivos; • Calar-se para ouvir e entender para atender aos acordos; • Ter iniciativa e ser proativo; • Integridade, sinceridade e ética; • Cumprir promessas; • Disponibilidade para aprender; • Senso de urgência e importância; • Manter-se aberto para inovações e desafios; • Buscar resultados e negociar ganha-ganha; 9 • Responsabilidade e comprometimento; • Querer solucionar conflitos; • Ser flexível; • Ser Humilde. 2.4 Os Perfis dos Negociadores Segundo o autor Richard Shell, autor do livro Negociar é Preciso, podemos ter 5 perfis diferentes: • Qual o melhor perfil? Devo mudar o meu perfil? Como mudar? Não existe um estilo melhor ou pior, pois cada negociação, teoricamente, demanda uma adaptação de estilo a situação e a outra parte (oponente). Para negociar bem é importante se conhecer e conhecer as outras pessoas envolvidas na negociação. Cada pessoa possui seu estilo próprio que depende diretamente dos valores pessoais, das crenças e costumes do indivíduo. 10 Fatores que influenciam no estilo de negociação a ser adotado: • Idade/Maturidade; • Estrutura familiar; • Ambiente social; • Metas pessoais; • Ambição; • Grau de cobranças; Quanto mais você se conhecer e desenvolver controle sobre si, melhor negociador você conseguirá ser! “Conhece a ti mesmo” (Platão) O psiquiatra Suíço Carl Jung propôs um outro modelo de classificação baseado nas personalidades dos negociadores. Para Jung existem 4 estilos primários usados por negociadores, formados pela junção de dois impulsos: 2.5 Modelo de Jung 11 Este modelo alia a capacidade que o indivíduo tem de controlar ou aceitar o controle em relação ao outros com o grau que ele tende a considerar ou desconsiderar nos outros indivíduos com os quais se relaciona. • Estilo Restritivo: este estilo mostra como os indivíduos combinam o controle com a desconsideração com o outro. Os negociadores que adotam esse estilo agem apenas conforme seus interesses. • Estilo Confrontador: o confrontador combina controle com confiança no outro. Trabalha em colaboração. • Estilo Ardiloso: a desconsideração aliada à deferência pressupõe que os negociadores devem ser evitados ou mantidos a distância, pois representam uma fonte de aborrecimentos. Para o ardiloso a negociação é sempre com base em regras e procedimentos. • Estilo Amigável: o negociador amigável combina a consideração com a confiança para manter um relacionamento cooperativo e simpático com seu oponente, independente do fato de alcançar ou não seus objetivos. 2.6 Aplicabilidade de cada estilo • Restritivo: parece sábio quando é fundamental se chegar a um acordo. • Ardiloso: trabalha bem com questões rotineiras com muitos detalhes ou quando se chegar a um acordo não é prioridade. • Amigável: é aplicável em casos que requeiram entusiasmo e diplomacia, como para acalmar irritações. • Confrontador: é o mais adequado em questões que exijam o melhor ou envolvam altos interesses. 12 2.7 Táticas de negociação de cada estilo RESTRITIVO • Representante: usa um representante para ganhar tempo enquanto analisa o oponente sem revelar sua posição. • Rebaixar o oponente: em posição inferior descreve negativamente o outro para obter igualdade. • Tática do choque: o negociador age sem informar seu oponente para desviar seu pensamento da questão. ARDILOSO • Falsa retirada: age como se estivesse cedendo para conquistar a confiança do outro. • Informações seletivas: apresenta um número grande de informações com excesso de detalhes para disfarçar a ausência de dados específicos. • Virtudes para encobrir fraquezas: em posição de fraqueza em relação ao outro atribui qualidades a sua posição. AMIGÁVEL • Formação de grupo: recruta ajuda de outros para formar sua proteção. • Linhas cruzadas: introduz itens superficiais que não fazem parte da agenda. CONFRONTADOR • Tática dos limites reais: define limites para ambas as partes e obstrui itens desnecessários à negociação. 13 3. A BOA COMUNICAÇÃO NA NEGOCIAÇÃO 3.1 Comunicação na negociação Comunicação é: • Forma de se relacionar; • Promove o conhecimento mútuo; • Estabelece confiança; • Mesmas palavras podem ter significados diferentes para diferentes pessoas; • Verbal e não-verbal; • O resultado da minha comunicação é a resposta que ela gera no outro; • Em comunicação não existem erros, apenas resultados; • A resistência do outro é um comentário sobre minha inflexibilidade; • Quem tem maior flexibilidade fica no controle da comunicação. 3.2 Elementos da Comunicação Segundo o Professor Albert Mehrabianna comunicação: • 07% palavras • 38% inflexão da voz • 55% expressões corporais e faciais Ou seja, 93% da sua comunicação não depende do que você diz, mas sim, de como você fala e do que você faz. Saber Falar 14 Quanto melhor minha habilidade para me comunicar maior minha capacidade de negociar. Saber falar de forma clara e entendível é um das competências mais importantes para quem deseja negociar com sucessões e destaque na vida. Aprimorar esta Habilidade e quer atenção, autocrítica e muito treino para chegar a um nível pleno de comunicação. Você sabe com quem irá falar? Adéque seu vocabulário a pessoa com quem conversa. Busque identificar diferenças culturais, nível de escolaridade, origem, etc. Desta forma fica mais fácil “falar a mesma língua” da outra parte, porém cuidado para não imitar o jeito do outro negociador e parecer que o menospreza. Dicas sobre comunicação na negociação • Fale com clareza articulando bem as palavras e use frases curtas; • Dê pausas entre as frases permitindo que a pessoa interrompa com perguntas; • Evite interrupções, barulhos ou distrações que desviem a atenção da negociação; • Confirme se o interlocutor entendeu o que você propôs; • Ao término de uma rodada de negociações, faça um resumo do que foi acordado; • Repita os pontos mais relevantes. Saber escutar Se pudéssemos analisar as vendas perdidas do passado, provavelmente descobriríamos que perdemos boa parte delas por não “escutar” devidamente o cliente. Aí externamos nossas opiniões, preconceitos e gostos. Por não escutar direito não auxiliamos, julgamos e deduzimos pelo cliente. Apenas ouça com atenção, sem interrupções para orientar com eficiência, precisamos, antes de tudo, aprender a arte de bem escutar. Por vezes, presos às ocorrências ao nosso redor e aos nossos pensamentos nos desligamos do outro e do que ele fala e passamos a nos envolver 15 com nossos próprios problemas, pensamentos e questionamentos “escutar é mais produtivo que falar, em todos os níveis” Pessoas que sabem escutar são julgadas como mais simpáticas. Conseguem facilmente conquistar o interlocutor e, acima de tudo acrescentam ao seu próprio patrimônio cultural, a informação que o outro exterioriza: aprendem mais. Falepara você vendedor). Essa não é a opção mais segura. 6- Analise o conjunto. Observar uma pista de alguém não é o suficiente para chegar a uma conclusão. Afinal de contas, alguém pode estar se afastando de você simplesmente porque a cadeira dela não é confortável. Se estiver focando muito nos sinais não verbais, certifique-se de analisar três ou quatro sinais antes de começar a tirar conclusões. Tente pegar pistas pelas palavras, pelo tom de voz, pelo corpo e pelo rosto. Assim que conseguir alinhar todos os sinais, pode ser mais seguro para concluir. Mas é claro, uma boa forma de ter certeza sobre sua conclusão é ser direto e perguntar. 7- Cuidado com seus preconceitos. Não somos infalíveis em nossos julgamentos. Temos a tendência de rotular os outros pela aparência. Se virmos uma pessoa mal vestida acreditamos que ela não tem dinheiro. Quando vemos alguém usando um terno italiano ou em um carro importa do temos maior chance de julgar como alguém rico e confiável. Na realidade, a maioria dos estelionatários e psicopatas é simpática, bem vestida e cativante. Cuidado. Embora isso seja algo muito difícil de controlar, lembre-se que seu subconsciente diz para você julgar um livro pela capa, sendo que essa não é a opção mais segura. 22 5 – CANAIS DE COMUNICAÇÃO E REPRESENTACIONAIS 5.1 Modelos Mentais Representa o processo de pensamento de uma pessoa para como algo funciona (ou seja, o entendimento do mundo ao redor). Modelos mentais são baseados em fatos incompletos, experiências passadas e até mesmo percepções intuitivas. “Eles ajudam a moldar ações e comportamentos, influenciam o que será considerado mais relevante em situações complexas e definem como indivíduos confrontam e resolvem problemas.” (Susan Carey) Modelos mentais também podem ser considerados como o conjunto de crenças sobre como um ”sistema” supostamente funciona. Os seres humanos interagem e reagem ao meio em que estão inseridos baseados em suas crenças que nada mais são que sua forma de interpretar o mundo. Como captamos o mundo que nos cerca? O pensamento leva em conta as informações captadas pela audição + visão + (tato + paladar + olfato). Nós todos somos auditivos, visuais e sinestésicos ao mesmo tempo, porém, na maioria das vezes desenvolvemos mais um ou outro sentido, ou canal de comunicação, e tendemos a favorecer tal sistema. O mundo é o que achamos 23 que ele seja, e não o que ele realmente é, pois “filtramos” o mundo de acordo com a nossa “percepção”. Os filtros: Distorcem, Omitem e Generalizam as mensagens que captamos. Filtros Ao captarmos o mundo que nos cerca utilizamos filtros que distorcem a realidade fazendo com que cada um tenha uma percepção diferente (memórias, decisões, estado interno, objetivos) de um mesmo fato ou situação. Os filtros têm o poder de DISTORCER, OMITIR e GENERALIZAR uma mensagem ou informação. Normalmente os filtros são utilizados para facilitar nossa capacidade de compreender o mundo. Entretanto eles também: Generalizam: “Todos me atende mal nesta empresa!” Omitem: “A oferta do seu concorrente é muito melhor!” Distorcem: “Quando um vendedor fala desse modo é porque está mentindo” Saber reconhecer os filtros que usamos e aqueles que os outros negociadores (clientes) utilizam, aumentam a eficiência de nossa comunicação e negociação! DISTORÇÃO Suas próprias opiniões e ideias sobre o mundo, ou seja, informação adicional fornecida por quem recebe uma mensagem. OMISSÃO Fenômeno pelo qual simplesmente excluímos certas partes de uma experiência ou mensagem. GENERALIZAÇÃO É o mais forte dos filtros, pois é um processo natural do aprendizado do ser humano, associar as novas experiências com as anteriores. 24 Identificação dos canais representacionais PALAVRAS COMUMENTE UTILIZADAS PELAS PESSOAS NOS 3 CANAIS. Palavras visuais À luz de Bonito Enxergar Ilusão Perspectiva A olho nu Brilhante Evidência Ilustrar Pintar Ângulo Claro Flash Ponto de vista Prever Apagar Cor Foco Míope Quadro Aparência Delinear Gráfico Obscurecer Revelar Aspecto Diagrama Horizonte Observar Sombrio Palavras auditivas Afirmar Clic Discurso Harmonia Queixa Amplificar Comentário Discutir Mudo Reclamar Anunciar Conversa Dizer Opinar Rumores Barulho Cochicho Estrondoso Perguntar Sonora Boato Declarar Fofoca Proclamar Chamar Descrever Gritar Pronunciar Palavras cinestésicas Agradável Cócegas Fácil Odor Sensação Amargo Concreto Firme Pesado Sensível Apertado Controle Gostoso Pressa Sentir Ativo Emocional Ímpeto Pressão Sólido Cansaço Esforço Irritado Relaxado Suave Choque Exagerado Machucado Salgado Vigoroso Palavras inespecíficas Acreditar Decidir Igualar Optar Receber Aprendizagem Entender Informar Organizar Reconhecer Associar Escolher Lembrar Pensar Saber Aumentar Estudar Localizar Perceber Solucionar Comunicação Falso Mudar Preparar Tentar Conhecer Favorecer Oferecer Realizar Vender 5.2 Dicas de comunicação por canal 25 Algumas sugestões para se comunicar com pessoas com predominância em um dos 3 canais de comunicação: VISUAL Uma imagem vale por mil palavras. Use palavras visuais: Isto está CLARO para você? Isto está PARECENDO bom para você? Quando chegar a um acordo, escreva tudo no papel para que a pessoa possa ver o acordo. Pessoas visuais dão mais importância que as outras para as aparências. AUDITIVA Cite depoimentos e opiniões. Eles gostam de ouvir o que outras pessoas têm a dizer. Use sua voz para prender a atenção. Os auditivos prestam mais atenção à maneira COMO você diz as coisas. Use palavras auditivas: Isto SOA bem para você? FALAMOS a mesma língua sobre este ponto? CINESTÉSICA Faça com que o cliente pegue com as próprias mãos a chave do veículo, o formulário da proposta, orçamento ou produto. Use palavras emotivas: Como você se SENTE em relação a esta proposta? Você se sente confortável com estas opções? Preciso SENTIR quais são as suas necessidades. Pessoas cinestésicas gostam de ser tocadas. No fim do contato, encerre com um aperto de mão ou um abraço. Certifique-se de que a pessoa se sente confortável e faça com que se envolvam fisicamente e fiquem sensibilizados com a sua idéia, produto ou serviço. 26 6 – PLANEJAMENTO DA NEGOCIAÇÃO A elaboração de uma boa negociação começa antes do encontro das partes oponentes. Fazendo uma análise profunda de tudo que envolve o objeto de negociação e as variáveis que possam ocorrer. • Considerar sua reação diante de cada perfil de negociador que possa confrontar; • Pensar nos possíveis desejos e necessidades dos negociadores e avaliar alternativas de oferta; • Elaborar estratégias e táticas para cada situação; • Tenha flexibilidade para mudar o planejamento. 6.1 Estratégia Está relacionada com os objetivos que deseja alcançar. É estabelecida para longo prazo. É a base para a linha de abordagem empregada para alcançar seus objetivos. Define a postura que o negociador assumirá desde o início da negociação. Exemplo: Prevendo que o relacionamento será importante após a conclusão da negociação o negociador deve adotar em sua estratégia assumir uma postura amigável de relacionamento utilizando poucos “irritadores” na discussão dos termos e focando no GanhaXGanha, ou o contrário disso, passa a focar em uma estratégia que visa chegar a um GanhaXPerde, pois não pretende manter relacionamento após a negociação. 27 6.2 Táticas São as ações imediatas utilizadas no momento da negociação, ou seja, atitudes predefinidas que serão adotadas em determinados momentos. Em uma estratégia é possível utilizar várias táticas. Exemplo: Um time de futebol sempre joga de forma ofensiva,porém como um jogar foi expulso eles assumem um posicionamento (tático) defensivo. Não confunda estratégia e táticas com objetivo e metas. Objetivo e metas são os fins e respondem a pergunta “O quê?” Estratégia e táticas são os meios e respondem a pergunta “Como?” 28 7 – TEMPO, INFORMAÇÃO E PODER NAS NEGOCIAÇÕES Geralmente, o negociador que possui, ao menos, dois destes fatores a seu favor tem vantagens na negociação. 7.1 Tempo O período durante o qual a negociação acontece e os prazos que cada uma das partes possui para resolver o motivo da negociação. LEMBRE-SE DA LEI DE PARETO “20% do que você faz produz 80% dos resultados; inversamente, 80% do que você faz produz 20% dos resultados.” • Seja paciente – As concessões e decisões acontecem geralmente no últimos 20% do tempo. Espere o momento certo para agir. • Se houver vantagens na conclusão rápida da negociação, venda esta ideia a outra parte. • Tenha em mente que os prazos podem ser alterados, mudados ou simplesmente eliminados. • Você se sairá melhor se souber os prazos da outra parte e ela não conhecer os seus. • Se você não sabe o prazo final dela, aborde o assunto e veja como ela reagirá, perceba se o nível de tensão dela aumentará e se ele começará a fazer concessões. • Geralmente, você não alcançará o melhor resultado rapidamente. • Você se sairá melhor se seus prazos forem mais elásticos. Assim, vá devagar sem afobação. 29 7.2 Informação Quanto mais informação uma das partes tiver, maior sua possibilidade de propor o inesperado, de criar risco para a outra parte ou de tranquilizá-la. • O lado que possuir mais informações obterá o melhor resultado. • As pessoas não pensam nisso porque acreditam que a negociação iniciará entre duas partes quando se encontrarem. • Ela começa bem antes do encontro cara a cara através da obtenção de informações. FIQUE ATENTO: • Durante a fase de negociação, a outra parte irá esconder seus verdadeiros interesses, necessidades e motivações. • Se do outro lado estiver um bom negociador, suas chances de conseguir essas informações durante a negociação são remotas. PREPARAÇÃO PRELIMINAR: • Quanto mais informação melhor, tenha uma definição clara de seus objetivos ao iniciar uma negociação, você pode definir seus objetivos baseando-se nas informações coletadas. • Crie uma tabela ou questionário a responder antes de negociar. Tenha tudo anotado sobre você (para não se desviar dos objetivos) e tudo sobre a outra parte. 7.3 Poder e influência Habilidade de influenciar pessoas ou situações. Não sendo nem bom nem ruim em si mesmo. O abuso dele é que é ruim. 30 TIPOS DE PODER Existem 10 tipos de poder que PODEM influenciar a negociação, a pessoa pode possuí-lo e não usá-lo: 1. Posição – Hierarquia dentro de uma empresa, por exemplo, gerente e empregado 2. Legitimidade – Posições de autoridade. O papa, por exemplo, para a igreja Católica 3. Conhecimento ou especialização – Não o fato de possuí-lo, mas o MODO, como a pessoa usa e aplica-o. Você pode ser brilhante, e mesmo assim não ter poder. 4. Caráter – Quanto mais íntegra e leal a pessoa for, maior poder ela terá em negociações. 5. Recompensa – Pessoas que tem autonomia para conferir recompensas ou algo que seja visto pela contraparte como recompensa. 6. Punição – Aqueles que podem criar um resultado negativo para sua contraparte têm o poder de punir. Os gerentes, por exemplo, podem demitir o empregado. 7. Sexo – O tratamento com o sexo oposto pode conferir poder. Muitas negociadores(as) usam do flerte e sedução para conseguir vantagens. Estratégia muito emprega no mercado de forma geral. 8. Estilo comportamental – Você pode ter um ou vários: • Analítico – orientado para o processo, metódico • Dirigido – orientado para a tarefa, a meta, resultado final • Protetor – orientado para relacionamentos e sentimentos 31 9. Renuncia ao poder – Em alguns casos, você pode conseguir o poder se abrir mão dele. 10. Agressivo ou imprevisível – Isso pode soar estranho, mas um comportamento irracional pode conferir grande poder a uma pessoa. Ex.: Pessoas explosivas. 32 8 – PSICOLOGIA DO CONSUMIDOR Ao negociar em uma venda é necessário entender os motivadores do comportamento humano e a psicologia do consumo. 8.1 Necessidades X Desejos Vamos diferenciar Desejo = O que eu quero! Necessidade = O que eu preciso! Quais os percentuais que motivam a compra de um bem de consumo? • Desejo = 70% • Necessidade = 30% Quais os percentuais que motivam a compra de um bem de produção ou de capital? • Necessidade = 70% 33 • Desejo = 30% Para vender corretamente é preciso conhecer as necessidades e os desejos do cliente. O melhor modo é usando as técnicas de vendas consultivas! O que é Valor? Quando um cliente adquire um bem, o que “vale” mais: O preço do bem ou a realização de um desejo ou necessidade. Para diminuir a importância do componente PREÇO o cliente precisa perceber o VALOR DO BEM. Isso geralmente ocorre quando se apresenta as vantagens e benefícios que atendem necessidades e desejos do cliente. Para entender melhor é preciso diferenciar o que é PREÇO e o que é VALOR. 34 9 – CONCEITOS E TÉCNICAS DE NEGOCIAÇÃO 9.1 Termos do universo da negociação • MAANA – Melhor Alternativa à um Acordo Negociado ou • BATNA – Best Alternative to a Negotiation Agreement • ZAP – Zona de Acordo ou • ZOPA – Zone of Possible Agreements • Preço de Reserva • Valor Alvo • MINIMAX 9.2 MAANA ou BATNA Melhor Alternativa a um Acordo Negociado corresponde à alternativa que será adotada caso não se alcance um acordo na negociação. Esta alternativa é definida antes do início de qualquer negociação para permitir ao negociador uma posição vantajosa em relação à outra parte, na medida em que ele conhece e dispõe de uma 35 referência (preço mínimo pelo qual está disposto a negociar), tanto para avaliação das propostas decorrentes do processo como para poder dizer não a uma proposta desfavorável. 9.3 ZAP - Zona de Acordo É o conjunto de alternativas possíveis, para ambas as partes, definidas por limites superiores e inferiores, definidos pela MAANA, dentro das quais se pode chegar a um consenso que satisfaça ambas as partes. Esses limites são definidos pelo Preço de Reserva de cada uma das partes. As partes não alcançarão resultados enquanto existir espaço para negociação na região da ZAP. 9.4 Preço de reserva Representa o valor mínimo em que o negociador fica indiferente entre um acordo negociado e o impasse. É o limite mínimo da MAANA, quando o valor negociado é igual à alternativa disponível fora da negociação. Para que seja interessante uma negociação, o valor negociado tem que ser acima do valor definido pela MAANA. Exemplo: Em alguns leilões o leiloeiro coloca um preço de reserva como garantia para o dono do bem leiloado caso o preço final dos lances não atinja o mínimo esperado por ambos. Para vendedores: Fixe o valor mínimo que está disposto a vender e o máximo que pode obter dentro de limites razoáveis. 36 9.5 Preço Alvo e Preço Limite Preço alvo é o preço que você deseja. Preço limite é o seu preço máximo ou mínimo. 9.6 Exemplo Histórico Em 1901 J. P. Morgan, magnata do aço, queria comprar uma grande área de mineiro de John D. Rockefeller, magnata do Petróleo, ambos travaram uma batalha na mesa de negociação. Ambos seodiavam. Morgan jamais havia convidado Rockefeller para nada e Rockefeller não suportava a arrogância e prepotência de Morgan. J.P. Morgan mandou fazer uma avaliação do valor das terras. O estudo chegou ao valor de R$ 65 milhões com um limite de U$ 70 milhões. Morgan pediu para negociar com Rockeffeler. Alvo Vendedor Limite ZAP Limite Alvo Comprador Alternativa A ! ! Preço de Reserva do vendedor Preço de Reserva do comprador ZAP 37 Depois de muita insistência o filho de Rockefeller foi até o escritório de Morgan que o recebeu com pouco caso e arrogância. – Quando você quer? Perguntou Morgan de forma arrogante e sem cumprimentá-lo. – Desculpe, há um engano aqui. Eu não vim vender minhas terras, você é que as quer comprá-las. Morgan ofereceu U$ 70 milhões. Rockefeller recusou. Ele subiu para U$ 75 milhões Rockefeller estipulado o valor de venda em U$80 milhões. O negócio foi fechado nos termos de Rockefeller. 9.7 MINIMAX Inclua no seu Planejamento suas metas e seus limites. Para vendedores: Fixe o valor mínimo que está disposto a vender e o máximo que pode obter dentro de limites razoáveis. Para compradores: 38 Estabeleça o máximo que pretende pagar e o mínimo que considera possível obter como preço, dentro dos mesmos limites. Não está relacionado apenas a dinheiro. Pode ser aplicado a qualquer coisa que possa ser quantificado: • Tempo; • Reconhecimento e status; • Prazer e satisfação; • Uso de um objeto, lugar ou coisa. • Posição, etc. Pergunte-se: • Qual é o máximo que posso conceder? • Qual é o mínimo que posso oferecer em troca, dentro de limites razoáveis? 9.8 ANCORAGEM Use a ancoragem a seu favor Quando o outro negociador não tem ideia precisa de valores, seja o primeiro a estabelecer os valores financeiros da negociação. Dê o lance de abertura; faça a “ANCORAGEM”. Se seus valores são muito competitivos faça comparativos com a concorrência. Neste caso, quem jogar a âncora primeiro sai em vantagem na negociação. 9.9 Durante a Negociação Tente identificar a MAANA do seu oponente através da obtenção de informações dele: 39 • Faça perguntas de forma objetiva e assertiva; • Repita em outras palavras as informações oferecidas pelo oponente. • Na dúvida use a tática do silêncio. Saiba até onde o outro quer e pode chegar. Pesquise o oponente através de perguntas despretensiosas. As pessoas têm maior tendência a se abrirem e falarem de si quando são bem tratadas e elogiadas, pergunte (e elogie) sobre: • Vida social e profissional, • Patrimônio que conquistou, • Histórico de negociações passadas, • Reputação. POSTURA Pessoas gostam de ser atendidas por gente bem sucedida (porém humildes). Conquiste Credibilidade: • Apresentação: postura, sociabilidade e extroversão; • Ser agradável e educado: moderar a voz, o vocabulário e os assuntos; • Humanizar a relação: interesse pessoal pelo bem do outro, seja simples e gentil. 9.10 Expectativas da negociação Pessoas cooperativas precisam se acostumar a elevar suas expectativas. Basta se posicionar sem arrogância. Respeitosamente peça mais, insista um pouco e veja o resultado. Preocupe-se com o outro mas mantenha em mente que você precisa 40 ganhar também Jamais dê algo sem que o oponente perceba algum valor em sua concessão. Sempre use a técnica do “ Se... Então...” O que não se faz em uma Negociação? 1. Usar a palavra "entre" Com um cliente, isso pode significar dizer “eu posso fazer isso por um preço entre R$ 10 mil e R$ 15mil” tende a ser o equivalente a uma concessão. Ou seja, você fez uma concessão sem ganhar nada em troca. 2. “Acho que estamos quase lá” Você não deve ser o primeiro a apontar que o relógio está girando. Crie você uma situação na qual o interlocutor fique ansioso para finalizar a negociação. Ou, pelo menos, mais ansioso do que você. 3. “Por que você não me dá um número?” O resultado de uma negociação fica mais perto da primeira proposta feita do que o número que a outra parte tinha em mente. Logo, o primeiro número proferido em uma negociação tem o efeito de "ancorar a conversa.” 4. “Eu resolvo tudo” Nas negociações muito agressivas você deve sinalizar a outra parte que os “pedidos absurdos” dependem de uma autoridade superior (gerente) a quem você deve consultar antes de bater o martelo. 9.11 SPIN SELLING Técnica de perguntas para dar base a uma boa negociação em vendas Trecho extraído do artigo “Como descobrir o que o meu cliente realmente quer?” escrito por Beatriz Voigt Gernhardt em 17 de maio de 2017. site: https://resultadosdigitais.com.br/agencias/spin-selling-metodologia/ >Acessado em 22/11/2017. https://resultadosdigitais.com.br/agencias/spin-selling-metodologia/ 41 O SPIN Selling é uma metodologia que traz orientações sobre quais são as perguntas certas de se fazer em um processo comercial. O que tudo isso quer dizer? Assim como acontece na jornada de compra do Inbound Marketing, o cliente muitas vezes não sabe que possui um problema e que existe uma solução. Dessa forma, fazer as perguntas certas em uma venda são essenciais para o prospect perceber sozinho que possui um problema e que você pode ajudá-lo com uma solução. Além disso, ao se posicionar como referência no assunto, o cliente perceberá que você sabe do que está falando e isso auxilia na tomada de decisão. Diante de tanta concorrência no mercado, esse é um fator que separa os vendedores que fecham negociações dos vendedores que não chegam lá. Para aplicar a técnica e aumentar as taxas de fechamento nas suas vendas, você pode fazer perguntas baseadas em 4 palavras: • Situação • Problema • Implicação • Necessidade 42 Confira as dicas a seguir sobre cada tipo de pergunta para aplicar na venda de Inbound Marketing aos seus prospects: 1. Perguntas de situação Aqui você inicia a conversa com seu prospect e, além de criar rapport ou gerar empatia, o mais importante é coletar fatos e dados sobre a situação do cliente. O objetivo é ter entendimento sobre o contexto dele e perceber alguns problemas enfrentados. Antes desta reunião, não se esqueça de realizar a pesquisa prévia sobre o produto ou serviço do seu cliente e o segmento em que ele atua para não deixá-lo aborrecido com perguntas demais. O cliente já espera que você saiba coisas sobre o negócio dele. Então, formule perguntas mais avançadas que contextualizam a situação e, ao mesmo tempo, geram credibilidade ao cliente. Para você que oferece serviços digitais, pesquise quais lacunas o cliente possui no funil do marketing dele, analisando o site, os conteúdos, os formulários de 43 conversão, as postagens e os engajamentos nas redes sociais. Pesquise também pontos mais técnicos, como a taxa de visitantes, se já investe em mídia paga, para quais palavras-chaves está aparecendo ou não nas páginas de resultado do Google. Escolha perguntas relacionadas a estes gaps do funil do marketing, passando pelas etapas de Atração, Conversão, Relacionamento, Venda, Retenção e Análise. Exemplos de perguntas: • Pode me dizer um pouco sobre a situação que você enfrenta hoje no seu negócio? • Quais canais a sua empresa utiliza para divulgar seus produtos/serviços? • Como você se relaciona com seus prospects e clientes hoje? • Como você faz o processo de envio de Email Marketing? Segmenta as listas de contatos de acordo com os interesses deles? • Quais ferramentas você utiliza para enviar os emails? • Como você entrega oportunidades de vendas para seu comercial? • Como você faz a análise das suas campanhas de marketing? • Qual processo de vendas você utiliza hoje? • Como você monitora o desempenho e a eficiência do seu timede vendas? Quais indicadores utiliza? • Hoje você calcula quanto de retorno cada campanha gera para seu negócio? 2. Perguntas de problema À medida que você se estender nas questões, comece a fazer perguntas sobre os problemas das situações descritas. Isso irá encorajar o prospect a identificar um problema que talvez ele ainda não havia percebido. Foque na dor e deixe o cliente falar. Ouvir é o segredo neste momento. 44 Esse tipo de pergunta deve ajudá-lo a descobrir o que está causando as dores atuais. Dentre todos os problemas que você percebeu ou que o cliente descreveu, foque naquele que seja o mais impactante no negócio dele e inicie algumas perguntas que poderão detalhar melhor essa dor. Para isso, utilize expressões como “onde”, “quando”, “quem”, “com que frequência” e “o que acontece se/quando”. Dessa forma, você conseguirá se aprofundar para entender como a situação atual do cliente está gerando aquele problema, o que facilita a aplicação das perguntas de implicação. Exemplos de perguntas: Se o prospect responder as perguntas de situação e você identificar que a dor está relacionada ao envio de Email Marketing, por exemplo, aprofunde-se com as seguintes perguntas: Quais os principais problemas você encontra ao fazer o envio de Email Marketing? Por que este processo está causando um problema agora? Como sua empresa contorna esse problema quando ele surge? Nesse momento, o prospect começa a perceber que possui uma dor que nem sabia que era um problema e que hoje não faz nada para contorná-la. É aí que começa a surgir um incômodo e você deve iniciar as próximas perguntas. Só cuidado para não expor muito o prospect, de forma que ele se incomode sobre o problema que você descobriu. 3. Perguntas de implicação Esse momento é fundamental para que o prospect comece a reagir sobre o problema descoberto. O objetivo é ajudar o cliente a identificar, por meio das suas perguntas, quais as consequências e impactos negativos no negócio dele, caso ele não faça nada para contornar o problema atual. 45 Entretanto, para que o cliente considere sua solução, ele precisa ter certeza do quão sério é o problema. Por isso, uma boa prática é trazer exemplos de casos semelhantes que você conhece sobre clientes que tiveram impactos negativos por não terem dado atenção às suas dores e necessidades. Por mais orgulhoso que seja o perfil do seu comprador, acredite: ele ficará ainda mais incomodado se perceber que você está ali apenas para ajudá-lo a contornar o problema e sabe do que está falando. Empatia nessas horas é tudo, então utilize sua inteligência emocional para se preparar e lidar com todos os possíveis perfis de clientes para não perder a venda. Apenas quando o cliente perceber o impacto negativo sobre a falta de solução e as consequências ao negócio é que ele criará o senso de urgência para mudar e solucionar a dor. Exemplos de perguntas Continuando no exemplo anterior sobre envio de Email Marketing: Você já pensou sobre o impacto negativo que pode acontecer com o seu negócio e suas vendas, caso você continue enviando Email Marketing para uma base grande sem saber para quem ou sem nenhum tipo de segmentação de acordo com o interesse do seu Lead? Se você não está gerando Leads qualificados e interessados no seu produto ou serviço, qual o impacto no seu time de vendas? Essa é a hora em que ele deve parar e refletir sobre os impactos que nem sabia que estavam atrelados ao problema atual dele. É o momento de olhar para você com cara de “não sei, por favor, conte para mim o que pode acontecer”. 46 Para encorajar o cliente a ter senso de urgência e considerar a sua solução, deixe- o intrigado com um ou mais casos reais de empresas que passaram por esse problema e não fizeram nada a respeito. Por exemplo: “Já vimos empresas no mercado que disparavam emails sem nenhum tipo de segmentação e caíram em blacklist ou sendo marcados como SPAM, impedindo que qualquer comunicação chegasse nas caixas de entrada dos seus possíveis clientes. Com isso, gastavam tempo e dinheiro em ferramentas e uma estratégia falha que desperdiçava seus Leads e fazia eles perderem dinheiro”. Por fim, um exemplo de pergunta para deixar o prospect ansioso ou maluco pela sua solução é: Como você pretende resolver este problema no envio de Email Marketing, caso nossa conversa não evolua? 4. Perguntas de necessidade A última etapa do SPIN Selling é fazer com que o cliente entenda o quão valiosa é a sua solução. Esse tipo de pergunta precisa trazer impacto e emoções positivas. Depois de ter visto o impacto negativo, caso não resolva o problema, o prospect precisa sentir que a solução dele pode ser resolvida e a empatia não pode ser deixada de lado. Se ele perceber que o problema é tão grande que a solução parece inalcançável, ele pode vir a se desestimular e desistir da conversa. Para evitar isso, seja positivo e demonstre que você pode solucionar o problema dele. O segredo ao fazer as perguntas é garantir que o cliente especifique os benefícios em vez de você apresentar a ele. Como fazer isso? 47 Incentive o seu prospect a imaginar o que seria diferente se ele não tivesse o problema atual e deixe-o explicar isso. O mais incrível é que se você fizer as perguntas certas, o seu cliente irá dizer detalhadamente como o seu produto ou serviço irá ajudá- lo a solucionar o problema dele. Dessa forma, ele verá a proposta de valor na sua solução, assim como o “dinheiro que está deixando na mesa”. O resultado disso é se convencer sozinho que precisa desta solução. Um ponto de atenção aqui é garantir que você faça as perguntas de necessidade antes de descrever a sua solução, pois o cliente estará ansioso para saber o que você pode fazer por ele. Exemplos de perguntas: Você acredita que há espaço para melhorar o processo de envio de Email Marketing? • Como você acredita que poderia ser este processo na sua empresa? • Como seria se você tivesse um aumento no índice de respostas? • O que acontece se nós conseguirmos aumentar suas vendas em 25%? • Quais resultados positivos você visualiza no seu time de vendas se você conseguisse economizar tempo e aumentar a eficiência deles? • Se você conseguisse ver e mensurar estes resultados, como isso poderia ajudar nas tomadas de decisão do seu negócio? • Ficou claro que é possível otimizar o envio de Email Marketing e o impacto positivo que isso gera nas suas vendas? Ao fazer esse tipo de pergunta, você conseguirá envolver o cliente e o empoderá para se tornar um apoiador da sua causa. Isso facilita principalmente se ele precisar vender a ideia para os influenciadores ou tomadores de decisão. Para explicar sua solução ao problema enfrentado pelo cliente, você pode começar com uma frase como “já tivemos clientes com o mesmo problema que o seu e conseguimos solucionar”. Pontos de atenção sobre a técnica do SPIN Selling 48 Há alguns erros que podem ser cometidos ao fazer as perguntas. Veja como evitá-las: Se você chegar ao final do processo de vendas e o seu prospect diz que precisa aprovar com o sócio ou analisar sua proposta por mais tempo, uma das possíveis causas é que você pode ter utilizado perguntas de situação apenas para criar rapport e empatia, mas não para qualificar a venda. Se ao final da negociação você tiver muita confiança que o prospect vai fechar e ele sumir e nem dar satisfação, possivelmente as perguntas de problema estão sendo ineficientes, pois ele não saiu da zona de conforto e não percebeu que existe um problema. Isso costuma acontecer quando o vendedor possui um discurso pronto, focado em produto. Por isso, procure entender o negócio do cliente e mapear o problemaque é a principal dor. Se a objeção for que o cliente está achando caro demais, não é prioridade no momento ou até mesmo contratou o seu concorrente, pode ter acontecido dois cenários: ou o prospect realmente não tinha orçamento suficiente e isso não foi mapeado antes ou ele não percebeu benefício e não entendeu a proposta de valor da sua solução. Com isso, procure instigar o prospect com exemplos práticos e mensuráveis para ele sentir o impacto financeiro ou dos números no negócio, caso continue sem resolver o problema. Se você criar um desconforto no cliente, a ponto de ele achar que o problema é grande demais e precisa fazer outros investimentos antes de contratar seu serviço, a possível causa são as perguntas de necessidade terem sido aplicadas de forma ineficiente. Para evitar isso, o ideal é perceber o momento certo de tornar o cenário positivo, instigando o prospect a entender como seriam os resultados se ele tivesse este problema resolvido. 9.12 Otimize o seu processo 49 Sabemos que a maioria dos vendedores amadores acabam fazendo perguntas demais sobre situação, o prospect fica incomodado ou entediado, e a reação mais rápida do vendedor para tentar salvar a negociação é jogar o material de marketing na frente do cliente e apresentar a solução. Esse é o motivo de tantas negociações perdidas hoje em dia. Então, seja você o divisor entre os vendedores que fecham e os vendedores que não fecham negócios. O mercado de Inbound Marketing é um oceano azul de oportunidades, mas cabe à sua agência aplicar diagnósticos relevantes para trazer grandes soluções. Apresentamos várias opções de perguntas de SPIN Selling e quanto mais você testá-las, mais rápido você será capaz de ter sucesso nas vendas. Lembre-se de que, quando a técnica foi criada, Neil Rackham realizou testes ao longo de anos e em diferentes tipos de vendas complexas. Então essa metodologia é realmente baseada em fundamentos científicos, o que a torna mais fidedigna e proporciona resultados mais certeiros no seu processo comercial. Se você está iniciando na área de vendas da sua agência, fique tranquilo. A técnica pode ser aplicada facilmente se você estudá-la e dedicar seu tempo nas vendas para testar e aprimorar cada vez mais as perguntas. E, se você quiser se aprofundar, vale a leitura do livro Alcançando Excelência em Vendas – Spin Selling, de Neil Rackham, que ensina a construir relacionamentos de valor que vão além dos produtos e serviços. As objeções em uma negociação DICAS PARA MINIMIZAR OBJEÇÕES • Ter conhecimento do que se está negociando; das necessidades do outro negociador e do processo de negociação, • Estar atualizado com os assuntos que envolvam o negócio, 50 • Estar atento as tendências no mundo que os cercam, • Estar ciente que as melhores respostas às objeções mais comuns sem precisar parar a negociação par se informar, • Dialogar e não confrontar, • Persistir e não insistir. Atitude em uma negociação de venda • Identifique o que está preocupando o cliente; • Procure entender o que a objeção quer dizer; • Olhe sempre o cliente como um aliado e não adversário; • Entenda a objeção como uma forma de sinalização do cliente; • Mostre ao cliente que está interessado nele, repetindo a objeção; • Transforme objeções em oportunidades, pois o cliente indica o que ainda falta para o fechamento da venda. Tratar objeções usando o método ABCD Atenuar a primeira reação à objeção; Buscar a “raíz do problema”; Compreender o que está por trás da objeção; Desencadeara confiança do cliente. A - PARA ATENUAR A PRIMEIRA REAÇÃO À OBJEÇÃO • Manter a calma e a fisionomia tranquila; • Antes de falar, ouvir, ouvir e ouvir; • Tenha autoconfiança para tratar a objeção pelo lado positivo; • Tenha em mente que a objeção é ao produto e não a pessoa. B - PARA BUSCAR A RAIZ DO PROBLEMA-NÚCLEO DO PENSAMENTO DO CLIENTE (FRAME) 51 Aterramento É a técnica de aprofundar o entendimento sobre um determinado pensamento. • É a forma de se chegar ao núcleo do pensamento, ou seja, o FRAME. • Consiste numa série de perguntas que dêem acesso ao que está deixando o cliente realmente desconfortável. • Exemplo: O que especificamente o está deixando preocupado? Por que este item não o agrada? C e D - PARA COMPREENDER O QUE ESTÁ POR TRÁS DA OBJEÇÃO E DESENCADEAR A CONFIANÇA DO CLIENTE Refraseamento É a técnica de reutilização das palavras que o cliente disse, sem mudar o significado. Possibilita: • Demonstrar para o cliente que captou exatamente o seu pensamento, palavra por palavra. • Dar ao cliente a sensação de que foi entendido. • Estabelecer uma sintonia no diálogo. • Gerar confiança, devido a demonstração de respeito ao seu modo de pensar. Ressignificação É a técnica que utilizamos para dar outro valor de referência a um pensamento ou a uma palavra. É dar outro significado para o cliente. Possibilita: • Mudar o núcleo de pensamento do cliente, substituindo-o por outro, gerando nova compreensão. Fim de uma negociação de venda - O fechamento 52 Quando se deve fechar a venda? Quando o cliente estiver pronto! • Não existe um momento marcado ou pré determinado para fechar a venda. • Não há frases e técnicas mágicas. É importante que o Vendedor esteja atento para perceber qual momento adequado para efetuar perguntas que levem ao fechamento. DICAS DO QUE FAZER: Perguntas que ajudem a determinar se o cliente está pronto para concluir a compra: • “A nota sairá em nome de quem?” • “O senhor tem uma data de preferência para a entrega do produto?” Afirmações assertivas com atitude positiva: • “Pelo que vimos esta proposta atende plenamente suas necessidades…..” • “Como o senhor pode ver, este serviço vai solucionar seu problema de…” • “Como o senhor disse, essa é a melhor relação custo X benefício...” Técnicas de fechamento de venda • Fechamento direto: solicitar o pedido de uma maneira objetiva e clara. Isto permite que o vendedor e o comprador mantenham o foco e não percam tempo. • Fechamento por sumarização: sumarizar os benefícios já discutidos na apresentação de vendas, induzindo assim a decisão de compra. • Fechamento com um único obstáculo: o cliente está favoravelmente disposto em relação à oferta, exceto por um fator, portanto o vendedor tenta eliminar esse obstáculo. • Fechamento por pressuposição: pressupor que o cliente esteja pronto para comprar e centrar-se em detalhes da transação, como data da entrega, prazos de pagamento. • Fechamento por limitação da escolha: perguntar ao cliente qual entre duas ou mais versões da oferta ele prefere. 53 • Fechamento por relação: contar ao cliente sobre um outro cliente com um problema parecido que fez a compra e beneficiou-se com ela. • Fechamento por demonstração: demonstrar a oferta, acentuando as características positivas do produto/serviço, para fechar a venda. • Fechamento pela menor decisão: buscar aprovação da menor decisão possível, abrangendo o pedido inteiro, substituir uma decisão grande por outra menor. • Usar silêncio: deixar o cliente tomar a decisão. Pode criar um impasse e permitir que o cliente use o silêncio do vendedor para transferir sua decisão. • Fechamento por concessão: fazer a apresentação e, depois, oferecer algum incentivo/concessão para o cliente (por exemplo, uma redução no preço para a compra imediata). • Fechamento por comparação: comparar as características da oferta com as de um concorrente conhecido. • Fechamento “compre agora”: despertar urgência no cliente explicando que, a menos que a compra seja feita agora, a oferta desejada pode não estar mais disponível. • Fechamento emocional: apelar para as emoções do cliente: medo, amor, status, competitividade,reconhecimento. (Esta modalidade de fechamento não é bem vista pelos compradores). Momento do fechamento O QUE EVITAR: • Falar em vez de vender; • Controlar demais o processo, fazendo um número excessivo de perguntas fechadas; • Não identificar necessidades; • Não responder às necessidades do cliente com os benefícios; • Não reconhecer a objeção ou não lidar muito bem com ela; • Fazer afirmações fracas de fechamento, não reconhecendo quando e como fechar. Pontos essenciais para o fechamento da venda • Conhecer seus clientes e ter foco em atender suas necessidades específicas; • Preparar-se para cada etapa do Processo de Vendas; • Ficar alerta aos sinais de compra (verbais e não-verbais), e avançar para o fechamento quando perceber o cliente pronto para comprar; • Não desistir jamais com as negativas do cliente; • Identificar a natureza da objeção e responder, verificando se ainda existe alguma objeção; 54 • Desenvolver uma atitude positiva, autoconfiante e entusiástica em relação a si mesmo, a seus produtos, a seus clientes e a seu fechamento. 10 – PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E OBJETIVOS ORGANIZACIONAIS Artigo extraído do Blog do Nei. (Startups, Inovação, Estratégia, Modelos de Negócio, Gestão, Mídia Social, GC, TI.), escrito por Nei Grando. Site: https://neigrando.wordpress.com/2011/11/01/planejamento-e-gestao-da-estrategia-de- negocios/ > Acessado em 22/11/2017. “Em um sentido geral, estratégia é a definição dos grandes objetivos e linhas de ação estabelecidas nos planos empresariais ou governamentais. Tática, em complemento, definiria de forma mais detalhada como atingir esses objetivos.” Estratégia nunca foi tão importante quanto nos dias de hoje. https://neigrando.wordpress.com/2011/11/01/planejamento-e-gestao-da-estrategia-de-negocios/ https://neigrando.wordpress.com/2011/11/01/planejamento-e-gestao-da-estrategia-de-negocios/ 55 Considerando o cenário atual de competição globalizada, a expectativa de vida e prosperidade das organizações é determinada pela sua capacidade de se adaptar ao ambiente em evolução contínua. A necessidade de sobreviver e prosperar neste cenário de constantes mudanças requer que as vantagens competitivas também sejam revistas e melhoradas e isto têm exigido às empresas a criação estruturada da Estratégia e a organização disciplinada dos esforços de sua implementação. No artigo anterior apresentei elementos fundamentais que compõe os alicerces da estratégia de uma organização, que são: a Missão, os Valores e a Visão de futuro. A estratégia também está diretamente relacionada com o Modelo de Negócios da empresa, que descrevi em outro artigo, e o ambiente onde ele está inserido. Ele é o elemento central da estratégia, e deve ser singular, ou seja, diferenciado da concorrência, pois busca uma vantagem competitiva sustentável. O Modelo de Negócios deve responder questões como: Qual é o nosso negócio? Quem são os clientes que queremos focar? Quais os produtos/serviços vamos oferecer? Como vamos entregar de maneira eficiente e diferenciada? … vide outras questões chave no artigo A Importância da Modelagem de Negócios. “Um modelo de negócios descreve a lógica de criação, entrega e captura de valor por parte de uma organização.” – Alexander Osterwalder 56 “Uma Empresa somente consegue superar seus oponentes se for capaz de estabelecer uma diferença que consiga preservar. A Empresa deve entregar maior valor para seus Clientes, ou criar um valor comparável a um custo mais baixo, ou fazer ambos.” – Michael Porter Neste artigo apresento conceitos que procuram explicar o que é estratégia, o planejamento e a gestão da mesma em uma organização. Preparar a Estratégia com clareza e implantá-la com disciplina sem perder o foco têm se tornado fatores críticos para o crescimento sustentável das Empresas. É importante saber que sem uma contínua gestão da estratégia para identificar o que é essencial e manter o foco, o sucesso do passado não vai garantir o êxito no futuro. Estratégia “Estratégia é o conjunto de decisões e ações relativas à escolha dos meios e à articulação de recursos com vista a atingir os objetivos.” – Thietart “A estratégia de uma organização descreve como ela pretende criar valor para seus acionistas, clientes e cidadãos.” Robert S. Kaplan, David P. Norton 57 “Mudar é difícil. Não, mudar é fatal.” Anônimo Neste artigo consideraremos que “estratégia é um conjunto integrado de decisões traduzidas em objetivos bem definidos a serem implantados através de iniciativas e respectivos planos de ação”. Planejamento e Gestão Estratégica “A chave da excelência na estratégia, não importa o que se faça e que abordagem se adote, é definir com clareza tal estratégia e comunicá-la reiteradamente a clientes, funcionários e acionistas. Tudo parte de uma proposição de valor simples, focada, fundada em um reconhecimento profundo e cabal do público-alvo da empresa e em uma avaliação realista de suas próprias capacidades” – Nitin Nohria De acordo com Peter Drucker “Toda organização opera sobre uma teoria do negócio, isto é, um conjunto de hipóteses a respeito de qual é o seu negócio, quais os seus objetivos, como ela define resultados, quem são seus clientes e a que eles dão valor e pelo que pagam”, isto significa que o principal desafio da gestão estratégica é converter a teoria e as hipóteses sobre os negócios em valor para todos os stakeholders (acionistas, empregados, clientes, fornecedores, credores e os membros da comunidade). A essência da gestão estratégica é elaborar, por meio de uma abordagem inovadora e criativa, uma estratégia competitiva que assegure o êxito da organização nos negócios atuais, ao mesmo tempo em que constrói as competências essenciais necessárias para o sucesso do negócio de amanhã. A gestão estratégica é um processo contínuo porque a estratégia realizada de uma organização nem sempre coincide com a estratégica pretendida, devido às constantes mudanças verificadas na sociedade e no ambiente dos negócios. Segundo John Mahon, “a essência da gestão estratégica é o planejamento e a execução de estratégias que antecipem, enfrentem e alavanquem a mudança”. Assim, a gestão estratégica precisa realizar um contínuo monitoramento dos resultados da organização, para executar as constantes adaptações da empresa, requeridas pelo seu meio ambiente. Desta forma, a estratégia é emergente, precisando ser flexível e criativa para superar as incertezas, os riscos e aproveitar as novas oportunidades nos mercados. De acordo com Henry Mintzberg, a estratégia é mais frequentemente um processo irregular, descontínuo, repleto de ajustes e recomeços. De acordo com Lean Fahay, “a mudança é a preocupação central da gestão estratégica: a mudança no meio ambiente, a mudança dentro da empresa e a mudança em como a empresa estabelece elos entre a estratégia e a empresa”. J. David Hunger afirma que “a gestão estratégica é o conjunto de decisões e ações estratégicas que determinam o desempenho de uma corporação a longo prazo. Este tipo de gestão inclui os processos de: análise profunda dos ambientes interno e 58 externo, formulação da estratégia (planejamento), implementação da estratégia (execução), avaliação e controle (avaliação e monitoramento dos resultados)”. Princípios da organização orientada para a estratégia Conforme definidos por Robert Kaplan e David Norton, os criadores da metodologia Balanced Scorecard, estes são os princípios-chave para alinhar os sistemas de mensuração e gestão com a estratégia: • Mobilizar a mudança por meio da liderança executiva; • Traduzir a estratégia em termos operacionais; • Alinhar a organização com a estratégia; • Motivar para transformar a estratégia em tarefa de todos; e • Gerenciar para converterDE DOIS IMÓVEIS QUE DESEJA ALUGÁ-LO CONFORME AS INFORMAÇÕES ABAIXO: Proprietário Um proprietário tem um apartamento de 140 m² em uma travessa da Av. Paulista e deseja alugá-lo a um preço de R$ 5.000,00 (embora seu preço de reserva fora estipulado por ele em R$ 4.300,00). Ele possui mais outro imóvel para alugar com as mesmas características, só que em um bairro um pouco mais afastado e com menor acesso a ônibus e metrô. Por conta disso o preço anunciado deste outro imóvel é de R$ 4.500,00 e seu preço de reserva é de R$ 3.800,00. Não há nenhum interessado neste outro imóvel. 63 Ambos os imóveis estão desocupados a mais de 1 ano e isso começou a gerar impacto em suas finanças, pois ele acaba de ficar desempregado e precisa de uma renda mínima de R$ 6 mil para pagar suas contas. Existem dois interessados em alugar o apartamento da Av. Paulista. O primeiro, um diretor de Banco, disposto a pagar até R$ 3.500,00.(embora aceite subir até R$ 4,2mil). O Segundo um artista que deseja alugar o imóvel por $ 4.600,00 e quer pagar 5 meses antecipado, pois não possui comprovantes de renda nem fiador. O proprietário tem medo de alugar, pois tem medo que ele monte uma república de artistas e cause problemas e multas para o condomínio. Características do Imóvel Av. Paulista: • Excelente localização a 2 minutos do metrô e de Ônibus. Próximo ao trabalho do Diretor do Banco e dos locais de encenação do artista. • Prédio velho, sem área de lazer, com uma única garagem sem vagas definidas (o que gera algumas brigas com os condôminos). • Apartamento internamente carece de pequenas reformas que custariam mais de R$15mil. Características do outro imóvel: • Acesso restrito a metrô e ônibus. De carro em horário de pico leva-se 45 minutos até a Av. Paulista. • Prédio relativamente novo e bem cuidado, possui ótima área de lazer, com duas boas vagas de garagem (fixas) • Apartamento com móveis planejados novos, varanda gourmet, deposito. • Fica a 10 minutos andando ou 2 minutos de carro de um parque público e de um clube particular. ABAIXO SEGUEM OS INTERESSADOS: O diretor do banco Um proprietário tem um apartamento de 140 m² em uma travessa da Av. Paulista e deseja alugá-lo a um preço de R$ 5.000,00. Ele possui mais outro imóvel para alugar com as mesmas características, só que em um bairro um pouco mais afastado e com menor acesso a ônibus e metrô. Por conta disso o preço anunciado deste outro imóvel é de R$ 4.500,00. 64 Um diretor de pequeno Banco de investimentos está interessado em alugar. Ele é casado com um filho pequeno de 6 anos e outro de 3 anos. Quer o imóvel próximo da Av. Paulista para ficar perto do trabalho e porque ele não conhece São Paulo (ele é de Goiânia) e tem medo de rodar pela cidade. Em breve ficará pronto seu apartamento de 200 m² que comprou novo e está em fase final de construção. Com salário de cerca de R$ 35 mil mensais (fora o bônus de mais de R$200 mil ano) ele fez uma proposta de R$ 3.500,00 embora aceite subir até R$ 4,2mil. O diretor poderia pagar, porém ele é muito competitivo e adora negociar para testar os limites das pessoas. O Artista Um proprietário tem um apartamento de 140 m² em uma travessa da Av. Paulista e deseja alugá-lo a um preço de R$ Ele possui mais outro imóvel para alugar com as mesmas características, só que em um bairro um pouco mais afastado e com menor acesso a ônibus e metrô. Por conta disso o preço anunciado deste outro imóvel é de R$ 4.500,00. Um artista de teatro jovem e solteiro está interessado em alugar e fez uma oferta de $ 4mil embora possa pagar até 4.600,00. Ele quer pagar 5 meses antecipado, pois não possui comprovantes de renda nem fiador e quer fazer um acordo direto com o proprietário. Embora não tenha uma profissão estável sua mãe lhe manda uma mesada todos os meses que é suficiente para pagar o aluguem e viver. A antecipação dos 5 meses de aluguel será sua mãe que farpa, porém ela se recusa que ser fiadora do filho, pois prefere que ele volte para casa. Ele imagina levar alguns amigos para morar com ele e rachar as contas da casa. Ele curte muito esta vida alternativa e a Paulista para ele é o melhor lugar para viver. Por ele, fecharia um contrato pela vida toda para viver neste imóvel. Roteiro de negociação Um bom roteiro se baseia em perguntas a serem respondidas: 1. Que informações devo obter sobre a empresa do oponente e como consegui- las? 2. Quais as necessidades do oponente e quais as minhas necessidades? 3. Que produtos e serviços espero oferecer como soluções para uma negociação ganha-ganha? 65 4. Qual será minha primeira proposta - meu Minimax? 5. Que perguntas farei para identificar as necessidades do cliente e obter informações para apresentar as soluções adequadas? 66 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CHIAVENATO, Idalberto. Visão e Ação Estratégica, Ed. Pearson, 2001. CHIAVENATO, Idalberto. Gestão de Vendas Uma abordagem Introdutória, Ed. Manole, n/d. RACKHAM, Neil. Alcançando Excelência em Vendas Spin Selling. Construindo Relacionamentos de Alto Valor Para Seus Clientes. Ed. M. Books GRANDO, Nei. Modelos de Negócio, Inovação, Startups, Estratégia [artigo online]. Disponível em <https://neigrando.wordpress.com/2011/11/01/planejamento-e-gestao- da-estrategia-de-negocios//acesso em 22/11/2017>. GERNHARDT, Voigt, Beatriz. Como descobrir o que o meu cliente realmente quer?. [artigo online]. Disponível em <https://resultadosdigitais.com.br/agencias/spin-selling- metodologia//acesso em 22/11/2017>.