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Avaliação AC3 Unidade III

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Questões resolvidas

Yolanda, 35 anos, portadora de Obesidade grau III associada a Dislipidemia e Síndrome do Ovário Policístico (SOP), procura nutricionista por recomendação do obstetra, que solicita perda de peso urgente antes de engravidar. História prévia de acompanhamento com endócrino, psicólogo e nutricionista nos últimos dois anos, período em que foi submetida a tratamento clínico com dieta, exercício físico, medicação e psicoterapia, tendo apresentado perda de peso e ganho imediato novamente, após interrupção do tratamento.
Diante do que se preconiza atualmente no tratamento da obesidade, a conduta mais acertada é:
Prescrever uma nova dieta, mais restritiva, levando em consideração que a dieta da nutricionista anterior pode não ter restringido quantidade su�ciente de calorias para promover perda de peso em uma mulher com esse grau de obesidade.
Indicar internação hospitalar para melhor controle da ingestão alimentar, e, consequentemente, perda rápida de peso, atendendo, assim, à solicitação do obstetra.
Recomendar a implantação de um balão intragástrico sob acompanhamento de uma equipe de saúde, composta, minimamente, por nutricionista, psicólogo e endocrinologista.
Encaminhar a paciente para avaliação com equipe especializada em cirurgia bariátrica, já que aparentemente ela não apresenta contraindicação, sendo que um maior controle do peso corporal induzido pela cirurgia pode promover melhora das comorbidades relacionadas à obesidade.

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Questões resolvidas

Yolanda, 35 anos, portadora de Obesidade grau III associada a Dislipidemia e Síndrome do Ovário Policístico (SOP), procura nutricionista por recomendação do obstetra, que solicita perda de peso urgente antes de engravidar. História prévia de acompanhamento com endócrino, psicólogo e nutricionista nos últimos dois anos, período em que foi submetida a tratamento clínico com dieta, exercício físico, medicação e psicoterapia, tendo apresentado perda de peso e ganho imediato novamente, após interrupção do tratamento.
Diante do que se preconiza atualmente no tratamento da obesidade, a conduta mais acertada é:
Prescrever uma nova dieta, mais restritiva, levando em consideração que a dieta da nutricionista anterior pode não ter restringido quantidade su�ciente de calorias para promover perda de peso em uma mulher com esse grau de obesidade.
Indicar internação hospitalar para melhor controle da ingestão alimentar, e, consequentemente, perda rápida de peso, atendendo, assim, à solicitação do obstetra.
Recomendar a implantação de um balão intragástrico sob acompanhamento de uma equipe de saúde, composta, minimamente, por nutricionista, psicólogo e endocrinologista.
Encaminhar a paciente para avaliação com equipe especializada em cirurgia bariátrica, já que aparentemente ela não apresenta contraindicação, sendo que um maior controle do peso corporal induzido pela cirurgia pode promover melhora das comorbidades relacionadas à obesidade.

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05/12/2022 15:34 AC3 - T6 - 4ª Etapa - Unidade III - SDC - 2022
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Identificação 0 de 0 pontos
Guilherme Victer Massad
7211006
AC3 - T6 - 4ª Etapa - Unidade III - SDC -
2022
Total de pontos 28/40
Bom dia!
A Avaliação Cognitiva (AC) -  Unidade III - T6 - 4ª Etapa - está composta por: 40 questões 
de múltipla escolha.
DATA: 05/12/2022
TEMPO (TOTAL DE PROVA): 3h00
INÍCIO: 09h00
TÉRMINO: 12h00
Estaremos à disposição para auxiliar no que for necessário.
Boa avaliação!!!
O e-mail do participante (guilherme.massad@uscsonline.com.br) foi registrado durante o
envio deste formulário.
Nome (completo): *
Registro Acadêmico (RA): *
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- Se alguma ABA abrir AUTOMATICAMENTE, AVISE ao PROFESSOR da sua sala.
- A permissão ao banheiro SERÁ POSSÍVEL APÓS 1h do início da avaliação. Chame
o professor para acompanhá-lo.
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⚠  AVISO ⚠  
- Utilize EXCLUSIVAMENTE seu E-MAIL INSTITUCIONAL (@uscsonline.com.br).
- Aguarde o CÓDIGO para LIBERAÇÃO do INÍCIO da AVALIAÇÃO.
 
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A PROVA é INDIVIDUAL. NÃO É PERMITIDO, sob pena de NOTA DA PROVA = 0
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caso isso ocorra;
     * Consultar qualquer material, físico ou digital;
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     * Portar celular ou qualquer outro dispositivo eletrônico (relógios, etc); 
     * Sair da sala por qualquer motivo;
     * Exceder o tempo limite;
     
- Tempo mínimo para sair da sala de prova: 1h. 
 
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2023
SDC - T6 - 4ª Etapa - AC3 - 2022 28 de 40 pontos
Digite o CÓDIGO fornecido pelo PROFESSOR para INICIAR a avaliação: *
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Consiste na redução de insulina circulante associada a uma excessiva
liberação de hormônios contrarreguladores, provocando lipólise. Os ácidos
graxos livres são oxidados em corpos cetônicos no fígado por estímulo do
glucagon.
A �siopatologia consiste em aumento da concentração sérica de insulina e
redução nas concentrações de glucagon, catecolaminas e cortisol provocando
hiperglicemia e hiperosmolaridade.
Observa-se diminuição na produção hepática e renal de glicose e redução em sua
captação pelos tecidos sensíveis à insulina, provocando hipoglicemia e
hiposmolaridade.
Observa-se aumento na produção de insulina que provoca maior lipólise. Com o
aumento da glicose renal ocorre a hiperglicemia devido ao aumento da
glicogenólise e gliconeogênese.
Feedback
Justi�cativa:
Consiste em diminuição da concentração sérica de insulina e redução nas concentrações
de glucagon, catecolaminas e cortisol. Observa-se aumento na produção hepática e renal
de glicose e redução em sua captação pelos tecidos sensíveis à insulina, provocando
hiperglicemia e hiperosmolalidade. Observa-se diminuição na produção de insulina que
provoca maior lipólise. Com o aumento da glicose renal ocorre a hiperglicemia devido ao
aumento da glicogenólise e gliconeogênese.
Referência:
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. http://www.saude.ba.gov.br/wp-
content/uploads/2020/02/Diretrizes-Sociedade-Brasileira-de-Diabetes-2019-2020.pdf
Duca LM, Wang B, Rewers M, Rewers A. Diabetic Ketoacidosis at Diagnosis of Type 1
Diabetes Predicts Poor Long-term Glycemic Control. Diabetes Care. 2017;40(9):1249-
1255.
Wolfsdorf JI, Glaser N, Agus M, Fritsch M, Hanas R, Rewers A, et al. ISPAD Clinical Practice
Consensus Guidelines 2018: Diabetic ketoacidosis and the hyperglycemic hyperosmolar
state. Pediatr Diabetes. 2018;19 Suppl 27:155-177.
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação grave que pode
ocorrer durante a evolução do diabetes mellitus tipos 1 e 2 (DM1 e
DM2). Está presente em cerca de 25% dos casos no momento do
diagnóstico do DM1 e é a causa mais comum de morte entre crianças e
adolescentes com DM1, além de ser responsável por metade das
mortes nesses pacientes com menos de 24 anos. Sobre a cetoacidose
diabética, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta:
*
 
https://www.google.com/url?q=http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Diretrizes-Sociedade-Brasileira-de-Diabetes-2019-2020.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825879634&usg=AOvVaw10Cp9XwBic2qoBQO1YXGU8
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1/1
Epidemiologicamente, o Brasil, por ser considerado um país em desenvolvimento,
tem apresentado elevados índices de obesidade, principalmente nas faixas de
renda mais baixa.
A orientação alimentar, com vista à promoção de peso saudável, deve ser debatida
em consultas individualizadas e focada em reduzir o IMC como meta principal.
A promoção de saúde é exclusivamente de responsabilidade dos pro�ssionais de
saúde, que além do dever de prevenir, identi�car e tratar a obesidade devem
orientar a nutrição adequada e acompanhar o paciente.
O ganho de peso pode estar associado a idade da menarca, gestação, número
de �lhos, duração da amamentação, menopausa, estresse, ansiedade,
medicamentos, suspensão do tabagismo, álcool e redução da atividade física.
Feedback
Justi�cativa:
A promoção de saúde não é competência exclusiva de pro�ssionais de saúde. No Brasil
os maiores índices de obesidade são observados nas regiões Sul e Sudeste. Todos os
fatores apresentados: idade da menarca, gestação, número de �lhos, duração da
amamentação, menopausa, estresse, ansiedade, medicamentos, suspensão do
tabagismo, álcool e redução da atividade física podem se relacionar com ganho excessivo
de peso. É importante notar que apesar da duração da amamentação não aumentar o
risco de obesidade, a duração da amamentação pode sim ser associada a ganho de peso
excessivo. O IMC é apenas uma das medidas a ser avaliadas nesse contexto. Precisamos
ter em mente que as metas devem ser pactuadas junto ao paciente, numa abordagem que
permita mudança de hábitos de vida, atividade física, alimentação saudável, e perda
gradativa de peso.
Referência:
https://abeso.org.br/wp-content/uploads/2019/12/Diretrizes-Download-Diretrizes-
Brasileiras-de-Obesidade-2016.pdf
Dentro das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), a obesidade
surge como uma epidemia crescente e acompanhada de várias
comorbidades. Dessa forma, deve ser tratada e prevenida. Assim, é
correto afirmar que:
*
 
https://www.google.com/url?q=https://abeso.org.br/wp-content/uploads/2019/12/Diretrizes-Download-Diretrizes-Brasileiras-de-Obesidade-2016.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825881235&usg=AOvVaw1SYSkK77hMCtEWIgGzVDM5e apo B. Muitos indivíduos com diabetes do tipo 2
apresentam as mesmas anormalidades lipídicas encontradas na síndrome metabólica,
embora os diabéticos costumem apresentar um fenótipo lipídico e lipoprotéico mais
grave. Em adição, esses traços também são comuns em portadores de hiperlipidemia
combinada familia. Múltiplos genes têm sido incriminados como responsáveis pelo
aparecimento da resistência à insulina e da dislipidemia.
Referência:
Executive Summary of the Third Report of the National Cholesterol Education Program
(NCEP) Expert Panel on Detection, Evaluation, and Treatment of High Blood Cholesterol in
Uma cascata de eventos foi proposta para a explicação do fenótipo
lipídico que é observado na fisiopatologia da Síndrome Metabólica, que
liga todas as anormalidades presentes nesta desordem. A obesidade
visceral e o aumento da gordura intra-abdominal foram demonstrados
como precedendo o desenvolvimento da resistência à insulina. Em
relação ao exposto e aos mecanismos fisiopatológicos envolvidos na
SM, é correto afirmar que:
*
 
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Adults (Adult Treatment Panel III). https://www.aefa.es/wp-
content/uploads/2014/04/NECP-guidelines-.pdf.
Alterações do metabolismo lipídico no paciente com síndrome metabólica Marcelo Chiara
Bertolami. Rev Soc Cardiol Estado de São Paulo. 2004; 4:551-6.
 
https://www.google.com/url?q=https://www.aefa.es/wp-content/uploads/2014/04/NECP-guidelines-.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825927467&usg=AOvVaw1UHGiTdT9q64TSemg0gWIu
https://www.google.com/url?q=https://www.aefa.es/wp-content/uploads/2014/04/NECP-guidelines-.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825927467&usg=AOvVaw1UHGiTdT9q64TSemg0gWIu
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0/1
Sinais clínicos e/ou bioquímicos de hiperandrogenismo, excluindo-se outras
etiologias. Oligomenorréia e/ou anovulação e obesidade.
Hipermenorragia crônica, com dismenorreia e/ou anovulação e sinais clínicos de
hiperandrogenismo, e hipertrigliceridemia crônica.
Oligomenorréia e/ou anovulação, sinais clínicos e/ou bioquímicos de
hiperandrogenismo e exame ultrassônico obrigatória.
Diagnóstico retrospectivo (mais de 02 anos após menarca) e que as adolescentes
deveriam ter anovulação crônica e hiperandrogenismo persistentes.
Resposta correta
Diagnóstico retrospectivo (mais de 02 anos após menarca) e que as adolescentes
deveriam ter anovulação crônica e hiperandrogenismo persistentes.
Feedback
Justi�cativa:
O diagnóstico da síndrome dos ovários policísticos (SOP) ainda é um grande desa�o,
orientado por consensos. O mais utilizado o de Rotterdam, que de�ne dois dos seguintes
critérios: a) menos de seis ciclos ao ano ou amenorréia; b) hiperandrogenismo (clínico ou
laboratorial); c) imagens sugestivas de ovários policísticos (1-4).
Referências:
https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/310-sindrome-dos-ovarios-policisticos-na-
adolescencia
Tereza, 16 anos, passou na UBS, para orientações acerca do uso de
contraceptivos. Refere que desde a menarca aos 12 anos, menstrua a
cada 3 meses, com duração de 4 dias. Diz que não gostaria de
engravidar e já está com um namorado há alguns meses. Não faz dieta
ou atividade física. Nega doenças ou cirurgias prévias, não usa
medicação; lembrou que o pai é hipertenso e tem diabetes tipo 2.
Nasceu de parto normal sem intercorrências, com peso de 2.400g. No
exame físico apresentou circunferência abdominal 100 cm, 32 kg/m2 
PA: 100/60 mmHg e abdome sem massas palpáveis e indolor. Acne grau
II intensa em todo o rosto, região peitoral e dorsal. Ausência de
acantose nigricans ou de alopecia. Presença de hirsutismo. A conduta
do médico foi discutir quais seriam as possibilidades para a prevenção à
gravidez e decidiu investigar a hipótese diagnóstica de síndrome dos
ovários policísticos (SOP). Segundo as evidências atuais, quais seriam
os critérios para o diagnóstico de SOP desta adolescente?
*
 
https://www.google.com/url?q=https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/310-sindrome-dos-ovarios-policisticos-na-adolescencia&sa=D&source=editors&ust=1670268825929339&usg=AOvVaw0buEHHYkVBWeYJdSWRdsqS
05/12/2022 15:34 AC3 - T6 - 4ª Etapa - Unidade III - SDC - 2022
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1/1
Iniciar tratamento com acetato de ciproterona, e em caso de insucesso, somar
com uso de progestagênios.
Iniciar tratamento com tamoxifeno ou outro indutor de ovulação, e caso não haja
melhora, incluir uso de metformina.
Iniciar com contraceptivos combinados e se não melhorar, incluir
antiandrogênicos, por exemplo, o acetato de ciproterona.
Iniciar com liraglutida, e caso não haja melhora, incluir os indutores de ovulação,
tipo o tamoxifeno.
Feedback
Justi�cativa:
O tratamento medicamentoso deve ser prescrito conforme a clínica e o desejo da mulher.
Neste caso, a maior demanda da paciente é o controle do hirsutismo. Em geral, os
contraceptivos orais combinados diminuem os níveis androgênicos circulantes por meio
da inibição da secreção de gonadotro�nas e pelo aumento dos níveis de SHBG (globulina
carreadora de esteróides sexuais), que auxilia na redução dos androgênios circulantes.
Nos casos mais intensos de hirsutismo, os contraceptivos podem não ser su�cientes para
debelar esses sinais do hiperandrogenismo. Portanto, a associação com substâncias
antiandrogênicas deve ser prescrita. O acetato de ciproterona possui ação central e
periférica. Bloqueia a liberação de gonadotro�nas hipo�sárias, reduzindo a produção
androgênica pelo ovário. Perifericamente, atua no folículo piloso impedindo a ligação da
diidrotestosterona (DHT) aos seus receptores e também inibe a atividade da enzima 5-alfa
redutase reduzindo a produção local de DHT que um androgênio mais potente.
Recomenda-se o uso concomitante do contraceptivo hormonal combinado para evitar
sangramento uterino anormal com o seu emprego ou uma gravidez não planejada.
Referência:
Tratado de ginecologia da FEBRASGO
Adolescente de 16 anos, solteira, sem parceiros no momento, tem foco
em seus estudos, apresenta quadro de hirsutismo moderado,
irregularidades menstruais recorrentes, sobrepeso, e tem diagnóstico
de síndrome dos ovários policísticos. Já faz atividade física regular e
dieta orientada por nutricionista. Deseja tratamento voltado para o
hirsutismo. Qual a orientação medicamentosa adequada para esta
demanda?
*
 
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1/1
Obesidade abdominal, níveis elevados de ácido úrico, baixos níveis de VLDL-
colesterol, pressão alta e aumento da glicemia.
Obesidade abdominal, níveis elevados de triglicérides, baixos níveis de HDL-
colesterol, pressão alta e aumento da glicemia.
Obesidade visceral, níveis elevados de triglicérides, baixos níveis de LDL-colesterol,
aumento de ácido úrico e aumento de TSH.
Obesidade visceral, níveis baixos de triglicérides, altos níveis de LDL-colesterol,
pressão alta e aumento da glicemia.
A Síndrome Metabólica é um transtorno representado por um conjunto
de fatores de risco cardiovascular em que pessoas que a possuem têm
risco três vezes maior de sofrer um infarto agudo do miocárdio ou um
acidente vascular cerebral. Os ambientes de trabalho são espaços
importantes para a promoção da saúde e prevenção do
desenvolvimento da síndrome metabólica. Os 5 fatores metabólicos
encontrados nas diretrizes da International Diabetes Federation (IDF) e
do National Cholesterol Education Program (NCEP) relacionados a essa
síndrome são:
*
 
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A predisposição genética é o fator mais determinante para desencadear a
síndrome, principalmente para as formas mais exacerbadas.
O quadro clínico da SOP é caracterizado por oligomenorreia ou amenorréia e
por alterações como presença de acne, seborréia, alopécia e hirsutismo.
A SOP é uma disfunção metabólica, podendo ser caracterizada por
hipoandrogenismo e anovulação crônica.
A SOP geralmente manifesta-se após os 30 anos de idade e acompanha a mulher
até a menopausa e sua prevalência estimada �ca por volta de 40% da população
feminina.
Feedback
Justi�cativa:
A SOP acompanha a mulher em toda sua vida reprodutiva, manifestando-se desde a
adolescência com distúrbio menstrual e hiperandrogenismo cutâneo, em geral, passando
por infertilidade na idade adulta e podendo evoluir para maior risco de desenvolvimento
de doenças cardiometabólicas antes e após a menopausa.
A maioria dos estudos estima sua prevalência por volta de 5% a 10% da população
feminina.
Provavelmente, o fator gênico isoladamente não seja su�ciente para desencadear a SOP.
O conjunto de fatores ambientais, comportamentais e psíquicos, associado com a
predisposição genética, seriam os determinantes para o surgimento dessa síndrome,
principalmente para as formas mais exacerbadas. Portanto, isso pode sugerir que essa
doença seja evolutiva durante a vida da mulher, piorando com o ganho de peso e a idade.
Referência:
FEBRASGO. Febrasgo - Tratado de Ginecologia. [Digite o Local da Editora]: Grupo GEN,
2018. E-book. ISBN 9788595154841. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595154841/. Acesso em: 26 nov.
2022.
Sobre a síndrome dos ovários policísticos (SOP) assinale a alternativa
CORRETA:
*
 
https://www.google.com/url?q=https://integrada.minhabiblioteca.com.br/%23/books/9788595154841/&sa=D&source=editors&ust=1670268825933701&usg=AOvVaw3v92YLHa0fAIbNwB4OZ77D
05/12/2022 15:34 AC3 - T6 - 4ª Etapa - Unidade III - SDC - 2022
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1/1
As alternativas II, III e IV estão incorretas e a alternativa I, é correta.
As alternativas I e II estão incorretas e as demais corretas.
As alternativas I, II, III e IV estão corretas.
As alternativas I e IV, estão corretas, as demais alternativas estão incorretas.
Feedback
Justi�cativa:
A Síndrome Metabólica (SM) é um transtorno complexo representado por um conjunto de
fatores de risco cardiovascular, usualmente relacionados à deposição central de gordura e
à resistência à insulina, observado não só em países desenvolvidos, mas também em
países subdesenvolvidos e em desenvolvimento. Do ponto de vista epidemiológico, esta
síndrome é responsável por um aumento em cerca de 1,5 vez a mortalidade geral e em 2,5
vezes a mortalidade por causas cardiovasculares.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), os fatores de risco mais importantes
para a morbimortalidade relacionada às doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) são:
hipertensão arterial sistêmica (HAS), hipercolesterolemia, ingestão insu�ciente de frutas,
hortaliças e leguminosas, sobrepeso ou obesidade, inatividade física e tabagismo. Cinco
dentre os seis fatores de risco mais importantes para DCNT estão relacionados à
alimentação e atividade física.
A obesidade abdominal, a dislipidemia aterogênica e a HAS são fatores de risco
cardiovascular presentes na SM. Estes fatores compartilham características metabólicas,
mecanismos �siológicos e mediadores in�amatórios, que potencializam as chances de
desenvolvimento de Diabetes Tipo 2 (DM2) e doença arterial coronariana (DAC).
Os fatores de risco para o desenvolvimento de DAC presentes na SM podem ser
melhorados através de intervenções de modi�cação do estilo de vida (MEV). Além disso,
as MEV, que priorizam a melhora na qualidade da dieta e o aumento de atividade física,
A Síndrome Metabólica (SM) já se apresenta como um dos principais
desafios da prática clínica nesse início de século. Sobre a relação SM e
estilo de vida saudável, marque a alternativa correta tendo em vista as
afirmativas abaixo. 
I) A alimentação e a nutrição constituem requisitos básicos para a
promoção e a proteção da saúde, com qualidade de vida e cidadania.
II) A SM é uma alteração que devido aos hábitos de vida atuais
associados à alimentação e à atividade física, está aumentando na
população jovem. 
III) Do ponto de vista epidemiológico, esta síndrome é responsável por
um aumento da mortalidade geral e por causas cardiovasculares.
IV) Os fatores de risco para o desenvolvimento da dislipidemia
aterogênica e a HAS, presentes na SM podem ser melhorados através de
intervenções de modificação do estilo de vida (MEV).
*
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afetam simultaneamente diversos critérios da SM, reduzindo o risco de complicações
cardiometabólicas.
Referência:
https://tede2.pucrs.br/tede2/bitstream/tede/1582/1/424193.pdf.
1/1
IMC maior ou igual a 35 kg/m² associado a hipertensão arterial e diabetes
mellitus tipo 2.
IMC maior ou igual a 25 kg/m² associado a diabetes mellitus tipo 2 e risco
cardiovascular elevado.
IMC maior ou igual a 30kg/m² associado a esteatose hepática e doença reumática.
IMC maior ou igual a 40 kg/m² associado a hipertensão arterial.
Feedback
Justi�cativa:
Dentre as alternativas apenas a indicação está correta no IMC igual ou maior que
35kg/m2 associado com HAS e DMII. Esteatose hepática e doença reumática não são
associações que indicam a cirurgia com IMC acima de 30kg/m2. Paciente com IMC maior
ou igual 40kg/m2 não precisam estar associado a outro fator para indicação
cirúrgica.IMC maior ou igual a 25kg/m2 são contra indicados para cirurgia.
Referência:
RIBAS-FILHO, Durval; NOGUEIRA-DE-ALMEIDA, Carlos A. Livro-texto de obesidade: uma
visão clínica e abrangente da ABRAN. [Digite o Local da Editora]: Editora Manole, 2021. E-
book. ISBN 9786555766042.
Sabe-se que a cirurgia bariátrica possui algumas especificidades em
relação ao público indicado. Leia as alternativas abaixo e assinale as
indicações para realização desse tipo de cirurgia:
*
 
https://www.google.com/url?q=https://tede2.pucrs.br/tede2/bitstream/tede/1582/1/424193.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825935560&usg=AOvVaw2NwpmqEUHgQX0bleo2jmmE
https://www.google.com/url?q=https://tede2.pucrs.br/tede2/bitstream/tede/1582/1/424193.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825935560&usg=AOvVaw2NwpmqEUHgQX0bleo2jmmE
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1/1
Não é indicado soro �siológico 0.9% na suspeita de choque pelo estado de
cetoacidose.
Caracteriza-se por hipoglicemia, acidose metabólica com ânion gap elevado e
cetonemia. Desidratação e hiperpotasemia são frequentes.
Na chegada do paciente, deve-se avaliar sinais vitais, status cardiorrespiratório
e mental, além de turgor cutâneo, mucosas e débito urinário.
O potássio sérico está elevado > 7,0 mEq/L. A PCO2 está diminuída e os valores de
bicarbonato e ânion gap estão elevados.
Feedback
Justi�cativa:
Critérios diagnósticos para CAD: Glicose sérica >250 mg/dl; pH arterialNa chegada do paciente, avaliar sinais vitais, status cardiorrespiratório e mental,
além hidratação através do turgor cutâneo, mucosas e débito urinário. A CAD caracteriza-
se por hiperglicemia, acidose metabólica com ânion gap elevado e cetonemia.
Desidratação e hipopotasemia frequentemente são severas. Exames laboratoriais devem
ser solicitados na chegada, e incluem glicose sérica, cetonas urinárias, eletrólitos séricos,
uréia e creatinina, osmolaridade plasmática, gasometria, eletrocardiograma e cetonas
plasmáticas, se cetonas urinárias presentes. A glicose sérica é usualmente maior que
250mg/dL e menor que 800 mg/dL. Em alguns casos, por exemplo, quando a insulina for
administrada previamente à admissão, a glicose pode estar apenas minimamente
elevada. Deve-se administrar SF 0,9% imediatamente para pacientes que apresentem
sinais de choque. Deve-se administrar SF 0,9% entre 15 e 20 mL/kg/hora, na primeira hora
em pacientes que não apresentem choque e na ausência de comprometimento cardíaco.
Referência:
Duca LM, Wang B, Rewers M, Rewers A. Diabetic Ketoacidosis at Diagnosis of Type 1
Diabetes Predicts Poor Long-term Glycemic Control. Diabetes Care. 2017;40(9):1249-
1255.
Wolfsdorf JI, Glaser N, Agus M, Fritsch M, Hanas R, Rewers A, et al. ISPAD Clinical Practice
Consensus Guidelines 2018: Diabetic ketoacidosis and the hyperglycemic hyperosmolar
state. Pediatr Diabetes. 2018;19 Suppl 27:155-177.
A cetoacidose diabética possui evolução rápida, cerca de 24 horas, e
costuma estar presente no diagnóstico de Diabetes tipo 1. O
diagnóstico correto e o tratamento rápido e eficaz da CAD são
essenciais para diminuir a morbidade e a mortalidade. Muitos desses
episódios podem ser prevenidos com o bom controle metabólico do DM
por meio de tratamento adequado, orientação educacional aos
familiares e ao próprio paciente. Sobre a cetoacidose diabética, assinale
a alternativa correta:
*
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Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. http://www.saude.ba.gov.br/wp-
content/uploads/2020/02/Diretrizes-Sociedade-Brasileira-de-Diabetes-2019-2020.pdf.
https://www.google.com/url?q=http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Diretrizes-Sociedade-Brasileira-de-Diabetes-2019-2020.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825938954&usg=AOvVaw2j-sjO4p7JmnHY-SxBn7QF
https://www.google.com/url?q=http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Diretrizes-Sociedade-Brasileira-de-Diabetes-2019-2020.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825938954&usg=AOvVaw2j-sjO4p7JmnHY-SxBn7QF
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1/1
II, III e IV, apenas.
I, III e IV, apenas.
III e IV, apenas.
I e II, apenas.
As doenças sistêmicas estão, frequentemente, associadas a distúrbios
no equilíbrio ácido básico. Em algumas situações, essas alterações
podem resultar em risco de morte, caso não sejam identificadas,
precocemente, e tratadas adequadamente. Portanto, tornam-se
imprescindíveis o reconhecimento precoce dos desequilíbrios
acidobásicos e o tratamento das complicações. Em terapia intensiva,
90% dos pacientes têm algum distúrbio ácido básico. A respeito dos
distúrbios acidobásicos, considere os itens:
 
I - A alcalose respiratória é caracterizada por aumento na pCO2 e por
aumento compensatório na concentração sérica de bicarbonato. A
principal causa é a doença pulmonar aguda ou crônica, com limitação na
capacidade de ventilação alveolar relativa à produção de CO2.
II - A acidose respiratória ocorre quando a ventilação alveolar está
aumentada em relação à produção de CO2 e se caracteriza por redução
na pCO2 arterial. A compensação renal é feita pela diminuição na
excreção de ácidos e pelo aumento na excreção de bicarbonato.
III - Na acidose metabólica, ocorre a diminuição dos níveis séricos de
bicarbonato (Lima, M. F. P., de Oliveira Gomes, M. K., & Cintra, M. T. R. (2021). Polymorphisms of the
GSTT1 and GSTM1 genes in polycystic ovary syndrome. Revista da Associação Médica
Brasileira, 66(11), 1560–1565.
Analise os fatores abaixo relacionados à fisiopatologia da síndrome dos
ovários policísticos:
I. Estimulação da esteroidogênese ovariana pela insulina.
II. Estimulação da síntese hepática da globulina ligadora de hormônios
sexuais (SHBG) pela insulina.
III. Níveis elevados de estrona, devido à conversão periférica.
IV. Menor sensibilidade hipofisária ao GnRH na secreção de LH.
Quais estão corretas?
*
https://www.google.com/url?q=https://doi.org/10.1007/s00404-020-05951&sa=D&source=editors&ust=1670268825943204&usg=AOvVaw0pZTRky-gdYWYj-NwlCd_W
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Este formulário foi criado em USCS - Universidade Municipal de São Caetano do Sul.
 Formulários
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0/1
Estrogênios + Metformina.
Metformina + Tamoxifeno.
Progestagênicos + Tamoxifeno.
Ciproterona + Progestagênicos.
Resposta correta
Metformina + Tamoxifeno.
Feedback
Justi�cativa:
A metformina é uma biguanida utilizada no tratamento de diabetes, melhora o padrão
menstrual e diminui os níveis de androgênio. Também parece ter algum efeito positivo na
indução de ovulação, porém seus efeitos bené�cos são moderados. A utilização isolada
da metformina promove a ovulação em 78% a 96% das pacientes. Esse ainda é o melhor
fármaco. As pacientes candidatas à utilização da metformina devem ter as funções
hepática e renal normais.
Para o restabelecimento da fertilidade, utilizam-se fármacos indutores da ovulação, com
citrato de clomifeno, citrato de tamoxifeno e os inibidores da aromatase, como o letrozol.
Referência:
Tratado de ginecologia da FEBRASGO
Paciente do sexo feminino, 26 anos, casada, nuligesta, com diagnóstico
de síndrome dos ovários policísticos, com IMC 27 kg/m², presença de
acantose nigricans em pescoço, com períodos frequentes de
amenorreias, vem ao consultório com desejo de poder engravidar. Seu
exame de glicemia indicou estado de pré-diabetes, sem outras
alterações. Qual combinação medicamentosa inicial seria a adequada
para a regularização da fertilidade desta paciente?
*
 
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1/1
Prescrever uma nova dieta, mais restritiva, levando em consideração que a dieta da
nutricionista anterior pode não ter restringido quantidade su�ciente de calorias
para promover perda de peso em uma mulher com esse grau de obesidade.
Indicar internação hospitalar para melhor controle da ingestão alimentar, e,
consequentemente, perda rápida de peso, atendendo, assim, à solicitação do
obstetra.
Recomendar a implantação de um balão intragástrico sob acompanhamento de
uma equipe de saúde, composta, minimamente, por nutricionista, psicólogo e
endocrinologista.
Encaminhar a paciente para avaliação com equipe especializada em cirurgia
bariátrica, já que aparentemente ela não apresenta contraindicação, sendo que
um maior controle do peso corporal induzido pela cirurgia pode promover
melhora das comorbidades relacionadas à obesidade.
Feedback
Justi�cativa:
As Indicações para cirurgia bariátrica: a.Indivíduos que apresentem IMC ≥50 kg/m2 ;
b.Indivíduos que apresentem IMC ≥40 kg/m², com ou sem comorbidades, sem sucesso no
tratamento clínico longitudinal realizado, na Atenção Básica e/ou na Atenção Ambulatorial
Especializada, por, no mínimo, dois anos e que tenham seguido protocolos clínicos;
c.Indivíduos com IMC >35 kg/m2 e com comorbidades, como pessoas com alto risco
cardiovascular, diabetes mellitus e/ou hipertensão arterial sistêmica de difícil controle,
apneia do sono, doenças articulares degenerativas, sem sucesso no tratamento clínico
longitudinal realizado por, no mínimo, dois anos e que tenham seguido protocolos
clínicos;
Deve-se observar indivíduos que não responderam ao tratamento clínico longitudinal, que
inclui orientação e apoio para mudança de hábitos, realização de dieta, atenção
psicológica, prescrição de atividade física e, se necessário, farmacoterapia, realizado na
Atenção Básica e/ou Atenção Ambulatorial Especializada por, no mínimo, dois anos e que
tenham seguido protocolos clínicos.
Não há nas indicações apresentadas, internação hospitalar para perda de peso.
Não é competência da nutricionista recomendar a implantação de balão intragástrico.
Quando o tratamento não surte o efeito desejado, por no mínimo 2 anos, associado a
fatores como o grau de obesidade apresentado pela paciente, já é indicada a cirurgia
Yolanda, 35 anos, portadora de Obesidade grau III associada a
Dislipidemia e Síndrome do Ovário Policístico (SOP), procura
nutricionista por recomendação do obstetra, que solicita perda de peso
urgente antes de engravidar. História prévia de acompanhamento com
endócrino, psicólogo e nutricionista nos últimos dois anos, período em
que foi submetida a tratamento clínico com dieta, exercício físico,
medicação e psicoterapia, tendo apresentado perda de peso e ganho
imediato novamente, após interrupção do tratamento. Diante do que se
preconiza atualmente no tratamento da obesidade, a conduta mais
acertada é:
*
 
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bariátrica, sendo esta devendo ser avaliada por um especialista.
Referência:
https://abeso.org.br/wp-content/uploads/2019/12/Diretrizes-Download-Diretrizes-
Brasileiras-de-Obesidade-2016.pdf
Tratado de obesidade / Marcio C. Mancini et. al. - 3. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2021
1/1
Critério obrigatório: hiperandrogenismo clinico e/ou bioquímico associado a
disfunção ovulatória e/ou morfologia ovariana policística.
Presença de pelo menos dois de três critérios: hiperandrogenismo clínico e/ou
bioquímico, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística.
Presença dos três critérios: hiperandrogenismo clínico e/ou bioquímico, disfunção
ovulatória e morfologia ovariana policística.
Critérios obrigatórios: hiperandrogenismo clinico e/ou bioquímico e
oligoamenorreia; morfologia ovariana policística opcional.
Feedback
Justi�cativa:
Segundo o protocolo de Rotterdam e ASRM; ESHRE (2004 e 2012), é necessário presença
de pelo menos dois critérios: hiperandrogenismo clínico e/ou bioquímico, disfunção
ovulatória e morfologia ovariana policística, sendo que, critério obrigatório:
hiperandrogenismo clinico e/ou bioquímico associado a disfunção ovulatória e/ou
morfologia ovariana policística, trata-se do protocolo AE-PCOS Society (2009) e os
critérios obrigatórios sendo hiperandrogenismo clinico e/ou bioquímico e oligoamenorreia
e a morfologia ovariana policística opcional, estamos falando do NHI de 1990.
Referência:
Hoffman, Barbara, L. et al. Ginecologia de Williams. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd
edição). Grupo A, 2014.
Mulher, 32 anos apresenta menstruações a cada 90-120 dias desde a
menarca. AP: menarca aos 13 anos, G0P0. Exame físico: IMC = 26,7;
índice Ferriman-Gallwey = 9. Para realizar o diagnóstico de Síndrome
dos Ovários Policísticos, segundo protocolo de Rotterdam e ASRM;
ESHRE (2004 e 2012), é necessário:
*
 
https://www.google.com/url?q=https://abeso.org.br/wp-content/uploads/2019/12/Diretrizes-Download-Diretrizes-Brasileiras-de-Obesidade-2016.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825884445&usg=AOvVaw3wBKTOoYu1PlmN3MZtKl5q
https://www.google.com/url?q=https://abeso.org.br/wp-content/uploads/2019/12/Diretrizes-Download-Diretrizes-Brasileiras-de-Obesidade-2016.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825884445&usg=AOvVaw3wBKTOoYu1PlmN3MZtKl5q
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1/1
O aumento de glicose no sangue promove aumento de processos infecciosos, que
causam infecções em unhas e entre dedos, que causam quedas e fraturas dos
ossos do pé.
Hiperglicemia promove vasodilatação periférica, que promove aumento de
hemorragias dos vasos pediais, levando à ulcerações super�ciais e profundas,
lesando os ossos dos pés.
A hiperglicemia levando à redução da condução sensorial, associada à
hipoperfusão nas extremidades, promove fragilidade muscular, ocasionando as
alterações na estrutura dos ossos dos pés.
A parestesia promovida pelo aumento da glicose gera irritação das placas de
mielina, que por sua vez liberam macrófagos e fatores de necrose (TNF alfa e IL-6),
que resultam na deformação dos pés.
FeedbackJusti�cativa:
A neuropatia dos nervos periféricos resulta na perda da sensibilidade, da capacidade
motora (principalmente da musculatura intrínseca do pé) e no dé�cit autonômico. A
neuropatia motora provoca mudanças estruturais no pé devido, em parte, ao desequilíbrio
muscular e fraqueza da musculatura intrínseca.
Referência:
Endocrinologia e Diabetes. 3ª edição.
Ao avaliar os pés de um idoso, que tem diabetes há vinte anos, você
observa que há deformidades ósseas em ambos, o que pode configurar
o “pé de Charcot”. Qual a fisiopatologia por trás deste achado?
*
 
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1/1
Anovulação é consequência de uma inapropriada liberação de GnRH, o que leva a
uma produção baixa de LH e maior liberação de FSH.
A insulina aumenta a produção de globulina carreadora de hormônios sexuais, com
isso, aumenta a quantidade total de androgênios circulantes.
Insulina e LH estimulam a produção de androgênios nas células da Teca e os
ovários produzem níveis elevados de testosterona e androstenediona.
Diminuição de LH, uma relação sérica diminuida de LH / FSH ocorre devido a um
aumento da frequência de secreção pulsátil de GnRH.
Feedback
Justi�cativa:
A teoria sobre a �siopatologia da SOP baseia-se em alterações de pulsatilidade de GNRH
que levam a elevação relativa dos níveis de LH e diminuição dos níveis de FSH (relação
LH/FSH > 2). A supressão de FSH leva a um desenvolvimento folicular anormal com
anovulação crônica. A insulina diminui a produção hepática de globulina carreadora de
hormônios sexuais (SHBG), com isso aumenta a fração livre de testosterona circulante.
Existem receptores para insulina nas células estromais ovarianas, por isso a insulina,
assim como o LH, são capazes de estimular a produção de androgênios nas células da
Teca. Na SOP há maior aromatização periférica dos androgênios. O aumento da
frequência de pulso de LH, uma relação sérica elevada de LH / FSH e maior resposta
hipo�sária de LH ao GnRH em mulheres com SOP são provavelmente devido a um
aumento da frequência de secreção pulsátil de GnRH de neurônios no hipotálamo na
drenagem venosa portal da hipó�se anterior.
Referências:
Williams´ - Tratado de Endocrinologia Clínica – 11ª edição. Endocrinologia Clínica 6ª
edição, 2016.
Abraham Gnanadass, S., Divakar Prabhu, Y., & Valsala Gopalakrishnan, A. (2021).
Association of metabolic and in�ammatory markers with polycystic ovarian syndrome
(PCOS): an update. Archives of Gynecology and Obstetrics, 303(3), 631–643.
https://doi.org/10.1007/s00404-020-05951
Azevedo, M. M. P., de Marqui, A. B. T., Bacalá, B. T., Balarin, M. A. S., de Resende, E. A. M.
R., Lima, M. F. P., de Oliveira Gomes, M. K., & Cintra, M. T. R. (2021). Polymorphisms of the
GSTT1 and GSTM1 genes in polycystic ovary syndrome. Revista da Associação Médica
Brasileira, 66(11), 1560–1565.
A SOP reveste-se de importância não só pela sua frequência, mas
também pelas repercussões à saúde como: obesidade, infertilidade,
resistência insulínica, dislipidemia, diabetes gestacional, diabetes
mellitus tipo 2, depressão e redução da qualidade de vida. Sobre a
fisiopatologia da SOP, marque a opção correta:
*
https://www.google.com/url?q=https://doi.org/10.1007/s00404-020-05951&sa=D&source=editors&ust=1670268825889169&usg=AOvVaw3NGD3OnzKQjHxOTW2Tj74N
05/12/2022 15:34 AC3 - T6 - 4ª Etapa - Unidade III - SDC - 2022
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1/1
A Glargina é uma pré-misturada, com duração de seis horas.
A NPH é uma prandial com pico de ação entre seis a oito horas.
A Lispro é uma basal, com pico de ação entre quatro a dez horas.
A Regular é uma prandial, com início entre 30 a 60 minutos.
Feedback
Justi�cativa:
A NPH e a Glargina são basais, com picos de 4-10h e duração de 20-24h,
respectivamente. A Lispro é prandial, com pico de ação de 30 min a 2 h.
Referência:
Insulinoterapia no diabetes mellitus tipo 1 (DM1), Diretrizes da SBD, 2022.
As insulinas são a principal ferramenta para controle da glicemia em
pessoas com diabetes tipo 1, sendo que cada grupo possui
características próprias, que apoiam nossa decisão quanto ao seu uso.
Sobre as mesmas, qual das alternativas abaixo está correta?
*
 
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https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSchYZB8XQx8lp5vm0XolNfgkcDpx3-t5qibqcdbft88DZ-63Q/viewscore?vc=0&c=0&w=1&flr=0&view… 14/58
1/1
Ativando a creatina fosfatase (CPK) muscular, levando à quebra do LDL em porção
VLDL e creatinina.
Aumentando a síntese do HDL sérico, o “colesterol protetor”, através da
fosforilação do LDL nos hepatócitos.
Através da indução da 3-hidroxi 3 metilglutaril coenzima A (HMG CoA) redutase,
que gera a quebra da LDL em VLDL.
Através da inibição da 3-hidroxi 3 metilglutaril coenzima A (HMG CoA) redutase,
levando à redução do LDL no sangue.
Feedback
Justi�cativa:
A ação da estatinas se dá através da inibição da 3-hidroxi 3 metilglutaril coenzima A
(HMG CoA) redutase, levando ao aumento na depuração do LDL no sangue. Não existe
fosforilação do LDL, nem ativação de CPK envolvidos neste processo.
Referência:
Atualização da diretriz de prevenção cardiovascular da Sociedade Brasileira de
Cardiologia SBC 2019. https://doi.org/10.5935/abc.20190204
Dentro da síndrome metabólica, um dos problemas encontrados é o da
dislipidemia, sendo o uso das estatinas a sua principal abordagem
medicamentosa. Qual é o modo de ação das estatinas?
*
 
https://www.google.com/url?q=https://doi.org/10.5935/abc.20190204&sa=D&source=editors&ust=1670268825891887&usg=AOvVaw07VD8QVo-a4RMMLvUkttc5
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0/1
Acidose metabólica aguda.
Acidose respiratória aguda.
Alcalose respiratória aguda.
Alcalose metabólica aguda.
Resposta correta
Acidose respiratória aguda.
Feedback
Justi�cativa:
A hipercapenia ocorre nos pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica. Após
administração de oxigênio, vai agravar o quadro de acidose respiratória, devido à
hipoventilação central.
Hipercapenia Aumento do PaCO2> 45 Reduz pH Acidose
DPOC o estímulo para respiração é a diminuição do oxigênio no sangue em vez de uma
elevação nos níveis de dióxido de carbono (CO2). Fornecer O2 piora a hipercapnia.
Referência:
Distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-base : diagnóstico e tratamento
/organização Carlos Perez Gomes ... [et al.]. - 1. ed. - Barueri [SP] : Manole, 2021.
Qual o distúrbio ácido-básico que pode ocorrer ao se administrar
oxigênio para um paciente com hipercapnia crônica?
*
 
05/12/2022 15:34 AC3 - T6 - 4ª Etapa - Unidade III - SDC - 2022
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1/1
Os resultados dos exames de sangue e de glicose indicam uma hipoglicemia
grave, o que é descrito como uma emergência médica. Portanto, a conduta mais
adequada para este cenário é a aplicação de uma injeção de um agonista do
receptor de GLP-1 para aumentar os níveis de glicose no sangue.
Os resultados dos exames de sangue e de glicose indicam um controle satisfatório
do diabetes deste paciente no momento das medições, porém o nível de HbA1c
re�ete o comprometimento da glicemia devido à resistência periférica à insulina. É
provável que o tratamento não esteja funcionando.
O resultado da glicemia aleatória indica um controle satisfatório do diabetes
deste paciente no momento das medições, porém o nível de HbA1c sugere um
controle precário ao longo das últimas 3-6 semanas. É provável que ele
somente tenha aderido ao tratamento nos dias que antecederam sua ida à
clínica.
Os resultados dos exames de sanguee de glicose indicam uma hiperglicemia
grave, o que é descrito como uma emergência médica. Portanto, a conduta mais
adequada para este cenário é a aplicação de uma injeção de glucagon para baixar
os níveis de glicose no sangue.
Feedback
Justi�cativa:
A HbA1c se forma nos eritrócitos sanguíneos a uma taxa proporcional à concentração de
glicose prevalente. A reação de glicação é irreversível, portanto, a HbA1c formada
permanece na circulação por toda a vida do eritrócito. Dessa forma, sua concentração
re�ete uma concentração média de glicose no plasma ao longo das 8-12 semanas que
precedem à medida da HbA1c. Logo, a dosagem de HbA1c identi�ca pacientes diabéticos
que não aderem ao tratamento.
Referência:
Baynes, John, W. e Marek H. Dominiczak. Bioquímica Médica. Disponível em: Minha
Biblioteca, (5th edição). Grupo GEN, 2019.
Um jovem de 15 anos dependente de insulina visitou uma clínica
especializada em diabetes para um check-up de rotina. Disse ao médico
que tinha seguido todas as recomendações de dieta e que sempre
tomava as injeções de insulina. Embora sua glicemia aleatória fosse
108 mg/dL (VR:de insulina pelas células beta do pâncreas.
Reduzem a absorção da glicose nas vísceras e músculos.
Inibem a absorção da glicose no túbulo proximal dos rins.
Aumentam a sensibilidade insulínica no fígado, reduzindo a glicogênese.
Feedback
Justi�cativa:
As metforminas aumentam a sensibilidade insulínica no fígado, reduzindo a produção
hepática de glicose. Aumentam a captação muscular de glicose (ativação da AMPK).
A classe que aumenta a secreção de insulina pelas células beta do pâncreas são as
sulfonilureias e glinidas. Quem inibe a absorção da glicose é a classe dos inibidores de
SGLT2.
Reduzir a absorção da glicose nas vísceras e músculos causará hiperglicemia, não hipo.
Referência:
Diretrizes Brasileiras de Diabetes, 2022
 
A metformina é uma biguanida, medicamento de primeira escolha para
pessoas com diabetes mellitus tipo 2, entre outras doenças. Qual é a
principal  maneira pela qual ela causa a ação hipoglicemiante?
*
 
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1/1
A ingestão reduzida de lipídios, o aumento do consumo de água durante as
refeições, o aumento do consumo de açúcares simples.
Alimentos ricos em açúcar e com alto índice glicêmico, a restrição de lactose, o
aumento do consumo de carboidratos e líquidos espessados.
O consumo de água entre as refeições, a ingestão reduzida de açúcares
simples, o aumento do consumo de �bras.
O consumo de carboidratos simples, a limitação do consumo de líquidos nas
refeições, o aumento da ingestão de �bras e de lipídios.
Feedback
Justi�cativa:
A orientação baseia-se em retardar o esvaziamento gástrico. Para pacientes com crises
de intensidade leve a moderada, mudança na dieta já lhes é bené�ca. A ingesta de
alimentos ricos em carboidratos simples deve ser evitado. Pectina (polímero do grupo das
�bras), glucomanano, inibidor de alfa glicosidade e acarbose, também podem ser úteis
para prolongar a absorção de carboidratos, reduzindo a glicose pós-prandial e a produção
de insulina.
Referência:
Guia Brasileiro de Nutrição na Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Organização Silvia Pereira,
Daniela Oliveira Magro, Carina Rossoni - São Paulo: Editora Dialética, 2022.
A síndrome de dumping é uma das complicações pós-operatórias da
cirurgia bariátrica possíveis. Os pacientes que apresentam esta
complicação devem receber orientações específicas na dieta, que
incluem:
*
 
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0/1
Respiratória compensada.
Metabólica compensada.
Respiratória descompensada.
Metabólica descompensada.
Resposta correta
Metabólica descompensada.
Feedback
Justi�cativa:
Os valores apresentados na gasometria arterial justi�cam o distúrbio metabólico, sendo
que apresenta uma descompensação devido pH fora do padrão de normalidade.
Referência:
Distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-base : diagnóstico e tratamento
/organização Carlos Perez Gomes ... [et al.]. - 1. ed. - Barueri [SP] : Manole, 2021.
Paciente Adolfo 64 anos, hipertenso, é internado para investigação de
dor abdominal com episódios de vômito. Refere que nos últimos dias
apresentou fraqueza muscular, câimbra e que faz uso contínuo de
diurético. O médico solicitou uma gasometria arterial que apresenta os
seguintes valores: pH = 7,51 (7,35 - 7,45); PaCO₂ = 47 mmHg (35 – 45
mmHg) e HCO₃ = 34 mEq/L (22 – 26 mEq/L).
Qual distúrbio Adolfo está apresentando qual tipo de alcalose?
*
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1/1
Depressão, hirsutismo, cefaléia e alopecia.
Hiperandrogenismo e hirsutismo.
Acantose nigricans e baixos níveis de insulina circulante.
Os baixos níveis de andrógenos e a relação LH/FSH aumentada.
Feedback
Justi�cativa:
Os sintomas mais comuns são hirsutismo, oligomenorreia ou amenorreia.
A acantose nigricans na SOP se dá por conta dos altos níveis de insulina circulante.
Os altos níveis de andrógenos locais que provocam tais alterações.
Referência:
Tratado de ginecologia / Ricardo Bassil Lasmar ... [et al.]. – 1. ed. – Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2017.
Sabemos que a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) apresenta
alterações andrógenas importantes. Quais são os melhores marcadores
da SOP?
*
05/12/2022 15:34 AC3 - T6 - 4ª Etapa - Unidade III - SDC - 2022
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1/1
b) Concentrações séricas aumentadas de GnRH, níveis baixos ou normais de LH e
razões aumentadas de FSH:LH. O aumento nos níveis séricos de FSH resulta na
dinâmica secretória anormal de FSH, caracterizada por aumento na frequência
pulsátil de FSH e, com menor escala, também na amplitude pulsátil. Já o
decréscimo nos níveis de LH é resultante do aumento na frequência pulsátil de
GnRH, dos efeitos de feedback negativo de concentração de estrona cronicamente
elevadas, derivadas da aromatização periféricas da androstenediona aumentada e
dos níveis normais ou modestamente aumentados de inibina T, esta derivada dos
folículos pequenos.
c) Concentrações séricas aumentadas de FSH, níveis baixos ou normais de LH e
razões aumentadas de FSH:LH. O aumento nos níveis séricos de FSH resulta na
dinâmica secretória anormal de FSH, caracterizada por aumento na frequência
pulsátil de FSH e, com menor escala, também na amplitude pulsátil. Já o
decréscimo nos níveis de LH é resultante do aumento na frequência pulsátil de
GnRH, dos efeitos de feedback negativo de concentração de estradiol
cronicamente elevadas, derivadas da aromatização periféricas da androstenediona
aumentada e dos níveis normais ou modestamente aumentados de inibina B, esta
derivada dos folículos pequenos.
a) Concentrações séricas aumentadas de LH, níveis baixos ou normais de FSH
e razões aumentadas de LH:FSH. O aumento nos níveis séricos de LH resulta
na dinâmica secretória anormal de LH, caracterizada por aumento na
frequência pulsátil de LH e, com menor escala, também na amplitude pulsátil.
Já o decréscimo nos níveis de FSH é resultante do aumento na frequência
pulsátil de GnRH, dos efeitos de feedback negativos de concentração de
estroma cronicamente elevadas, derivadas da aromatização periféricas da
androstenediona aumentada e dos níveis normais ou modestamente
aumentados de inibina B, esta derivada dos folículos pequenos.
d) Concentrações séricas diminuídas de globulina de ligação ao hormônio sexual
(SHBG), níveis baixos ou normais de LH e razões aumentadas de FSH:LH. O
aumento nos níveis séricos de FSH resulta na dinâmica secretória anormal de FSH,
caracterizada por aumento na frequência pulsátil de FSH e, com menor escala,
também na amplitude pulsátil. Já a síntese de SHBG é estimulada pela insulina e
por androgênios. Devido à produção estimulada de SHBG, há menos androgênios
Mulher, 24 anos, menarca aos 12 anos, há 18 meses apresenta ciclos
menstruais oligomenorreicos com períodos de amenorreia, hirsutismo e
acne, ao exame. No laudo ultrassonográfico identificou-se a presença
de 28 folículos periféricos com média de 4,5 cm de diâmetro e ovário
direito com volume de 12,8 ml. Excluiu-se outras causas para a
alteração da frequência dos ciclos menstruais e do hiperandrogenismo,
fechando o diagnóstico de Síndrome do Ovário Policístico (SOP). Ao
compararmos uma mulher com ciclo menstrual normal com a nossa
paciente, assinale a alternativa correta que justifique as manifestações
clínicas de oligomenorreia e hiperandrogenismo: 
*
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circulantes ligados a proteínas e mais circulam livres e disponíveis para ligarem-se
aos receptores nos órgãos-alvo.
Feedback
Justi�cativa:
A produção hipo�sária de gonadotro�nas (LH e FSH) é um evento fundamental para a
função reprodutiva. Para que a hipó�se produza e libere esses hormônios, ela depende da
estimulação realizada pelo hormônio liberador de gonadotro�nas (GnRH). A secreção
pulsátil dessa substância é necessária para manter a liberação normal do FSH e do LH,
enquanto uma liberação contínua do GnRH leva à supressão da secreção das
gonadotro�nas. Modi�cações na pulsatilidade de liberação do GnRH in�uenciam o nível
de secreção das duas gonadotro�nas. Dessa forma, quando há pulsatilidade mais lenta,
há predomínio da secreção de FSH. Quando ela é mais rápida, predomina a liberação de
LH. Paciente com SOP, há tônus diminuído de secreção de opioides e dopamina, o que
resultaria em aumento de frequência de pulsos de GnRH e, consequentemente, secreção
exacerbada de LH em relação ao FSH. Além disso, os estrogênios diminuem a atividade
de enzimas proteolíticas que degradam o GnRH. Assim, quando há o hiperestrogenismo,
facilitado pelo excesso de aromatização no tecido gorduroso e típico de pacientes com
SOP, pode haver aumento da biodisponibilidade de GnRH, o que novamente leva à
liberação de níveis elevados de LH em detrimento do FSH.Em razão da secreção
exacerbada do LH, alguns estudos demonstram que os ovários dessas mulheres
apresentam uma hiperatividade das células de teca e do estroma ovariano. Dados de
trabalhos realizados in vitro e in vivo con�rmam que as células tecais das pacientes com
SOP apresentam esteroidogênese aumentada, o que pode justi�car o aumento da
secreção ovariana de androgênios.
Referência:
Hoffman, Barbara, L. et al. Ginecologia de Williams. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd
edição). Grupo A, 2014.
 
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0/1
A medição de gordura abdominal é o método mais atual e con�ável para
con�rmar o diagnóstico, tendo em vista a associação com idade, sexo e raça.
O ganho de peso no período da adolescência com o aumento de percentil 55 e o
aumento do colesterol é indicativo para o diagnóstico.
O IMC é um bom indicador, mas não totalmente correlacionado com a gordura
corporal. Pode haver diferenças em função do sexo, idade e etnia.
A circunferência abdominal é um dos mais con�áveis métodos de diagnóstico,
independente de sexo, idade e grupo étnico.
Resposta correta
O IMC é um bom indicador, mas não totalmente correlacionado com a gordura
corporal. Pode haver diferenças em função do sexo, idade e etnia.
Feedback
Justi�cativa:
O IMC é o indicador epidemiológico para o sobrepeso e obesidade A obesidade é de�nida
como um IMC igual ou superior a 30 kg/m2, mas pode também ser subdividida em termos
de severidade da obesidade, segundo o risco de outras morbidades associadas: assim
IMC entre 30-34,9 denomina-se obesidade I, IMC entre 35-39,9 denomina-se obesidade II e
IMC entre 40-44,9 denomina-se obesidade III (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1998).
Embora o IMC seja uma medida simples e de fácil utilização para os serviços, a
distribuição regional de gordura está mais relacionada com a variação do risco de
adoecer e morrer do que simplesmente o total de gordura corporal. A obesidade central
está correlacionada a risco aumentado de várias doenças, inclusive o risco de doenças
cardiovasculares e diabetes não-insulino dependente.
Existem alguns métodos utilizados para a avaliação da gordura abdominal (localização
central) como a relação cintura/quadril - RCQ, que consiste num indicador complementar
para o diagnóstico nutricional, uma vez que tem boa correlação com a gordura abdominal
e associação com o risco de morbimortalidade (BRASIL, 2004a).
Referências:
Vinay. Robbins Patologia Básica: Grupo GEN, 2018. E-book. ISBN 9788595151895.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151895/
http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/cadernos_ab/abcad12.pdf
https://abeso.org.br/wp-content/uploads/2019/12/Diretrizes-Download-Diretrizes-
Brasileiras-de-Obesidade-2016.pdf
A obesidade integra o grupo das doenças e agravos não transmissíveis
(DANTs) e pelas suas características é um dos fatores de risco mais
importantes para outras doenças não transmissíveis, destacando-se as
cardiovasculares e a diabetes. Dada sua relevância, como realizar o
diagnóstico da obesidade?
*
 
https://www.google.com/url?q=https://integrada.minhabiblioteca.com.br/%23/books/9788595151895/&sa=D&source=editors&ust=1670268825908379&usg=AOvVaw3IDxCc7CG_V6k51L9vsK92
https://www.google.com/url?q=http://189.28.128.100/dab/docs/publicacoes/cadernos_ab/abcad12.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825908638&usg=AOvVaw3uLGwM9ZbQdSWgl9LiklZo
https://www.google.com/url?q=https://abeso.org.br/wp-content/uploads/2019/12/Diretrizes-Download-Diretrizes-Brasileiras-de-Obesidade-2016.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825908785&usg=AOvVaw2YL3isY5w_qo0swNgNhUJa
05/12/2022 15:34 AC3 - T6 - 4ª Etapa - Unidade III - SDC - 2022
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0/1
Iniciar com insulina prandial duas vezes ao dia.
Utilizar insulina basal duas vezes ao dia.
Introduzir metformina e insulina basal.
Combinar insulinas basal e prandial.
Resposta correta
Combinar insulinas basal e prandial.
Feedback
Justi�cativa:
É RECOMENDADO que, em indivíduos com DM1, seja utilizado o tratamento intensivo com
insulina basal e prandial, com múltiplas aplicações ou infusão subcutânea contínua de
insulina.
Referência:
Insulinoterapia no diabetes mellitus tipo 1 (DM1), Diretrizes da SBD, 2022.
https://diretriz.diabetes.org.br/insulinoterapia-no-diabetes-mellitus-tipo-1-dm1/
Criança de oito anos recebeu confirmação diagnóstica de diabetes
mellitus tipo 1 e, em acordo comum entre seus pais, ela e a médica,
iniciar uso de tratamento farmacológico para seu controle glicêmico.
Qual a recomendação mais adequada para este momento inicial do
tratamento?
*
https://www.google.com/url?q=https://diretriz.diabetes.org.br/insulinoterapia-no-diabetes-mellitus-tipo-1-dm1/&sa=D&source=editors&ust=1670268825910417&usg=AOvVaw02aqCZGaWDHM6KIbruywtv
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1/1
O paciente é portador de DM tipo 2 assintomático e deve ser orientado a perder
peso (>5% do peso corporal) e praticar exercícios aeróbicos para prevenir suas
complicações.
O paciente apresenta síndrome metabólica e tem alto risco de progressão para
DM tipo 2, devendo ser orientado a perder peso (>5% do peso corporal) e
praticar exercícios aeróbicos 150 min por semana.
O paciente tem síndrome metabólica e deve iniciar uso de metformina 2g/dia pois
esta intervenção é superior às mudanças de estilo de vida para prevenir o
desenvolvimento de DM tipo 2.
O paciente apresenta obesidade e síndrome metabólica com alto risco de
progressão para DM tipo 2, possui história familiar e até tem indicação neste caso
para cirurgia bariátrica.
Feedback
Justi�cativa:
Paciente tem obesidade grau I, portanto, sem indicação clássica de cirurgia bariátrica
(obesidade grau II + comorbidade ou obesidade grau III), síndrome metabólica ( CA > 102;
HDL 159; GJ > 100 *embora algumas referências mais antigas considerem
110) e tem pré diabetes (GJ 100 a 125), Hba1c (5,7 a 6,4) de acordo com ADA 2019-2020,
portanto, deve iniciar medidas de prevenção para DM e educação em saúde, tais como,
alimentação saudável, perda de peso, prática de atividade física regular, cessar tabagismo
(se fosse o caso), cessar alcoolismo (se fosse o caso), manter calendário de vacinas
atualizado, manter autocuidado, manter boa adesãoao tratamento de comorbidades
quando for o caso. A estratégia ideal para a prática de exercícios físicos por pessoas com
diabetes ou pré diabéticas, deve envolver a combinação de exercício aeróbio (exemplos:
caminhada rápida, corrida, bicicleta, natação) com exercício resistido (exemplos: pesos
livres, aparelhos de musculação, bandas elásticas ou uso do próprio peso corporal) e
aumento progressivo de tempo, frequência, carga e intensidade, por pelo menos, 150 min
semanais. Em indivíduos adultos com DM2 e sobrepeso ou obesidade, a manutenção de
uma perda de peso modesta, em torno de 5% do peso inicial, tem demonstrado bons
resultados no controle glicêmico e na redução da necessidade de medicamentos
antidiabéticos. Além disso, há evidências de que a manutenção da perda de peso pode
retardar a progressão de pré-diabetes para DM2. A metformina até pode ser uma opção
para evitar progressão do Pré DM para DM, mas não a primeira opção, sendo indicado a
mudança do estilo de vida num primeiro momento.
Homem, 41 anos, assintomático, procurou assistência médica para
realização de acompanhamento em virtude de história familiar positiva
para hipertensão arterial (pai) e diabetes (mãe e avó materna). Negava
tabagismo ou etilismo. Seu estilo de vida é sedentário há 15 anos. Ao
exame: IMC 31,5 kg/m2, PA 135x80 mmHg, pulso 80 bpm,
circunferência abdominal 104 cm. Exames laboratoriais: Glicemia 108
mg/dL, Colesterol total 206 mg/dL, HDL 39 mg/dL, Triglicérides 289
mg/dL, Hb Glicada A1C 5,9%, Ureia 33 mg/dL, Creatinina 0,9 mg/dL. De
acordo com o caso clínico, assinale a alternativa correta:
*
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Referência:
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. http://www.saude.ba.gov.br/wp-
content/uploads/2020/02/Diretrizes-Sociedade-Brasileira-de-Diabetes-2019-2020.pdf
Edurne Lecumberri et al. Impact of excluding hyperglycemia from international diabetes
federation metabolic syndrome diagnostic criteria on prevalence of the syndrome and its
association with microvascular complications, in adult patients with type 1 diabetes
Endocrine volume 76, pages 601–611 2022.
Monday Nwankwoa Chikezie. JudeOkamkpab, Barnabas Danbornoc. Comparison of
diagnostic criteria and prevalence of metabolic syndrome using WHO, NCEP-ATP III, IDF
and harmonized criteria: A case study from urban southeast Nigeria. Diabetes & Metabolic
Syndrome: Clinical Research & Reviews Volume 16, Issue 12, December 2022.
1/1
Aferições à consulta de pressão arterial sistólica ≥ 130 mmHg e diastólica ≥ 85
mmHg preenchem um dos critérios obrigatórios para SM.
A medição de hemoglobina glicada (HbA1c) é incluída como uma medida da
glicemia na de�nição de risco metabólico.
O valor de corte considerado para glicemia alterada passou de 100 mg/dL para 115
mg/dL, nas recomendações mais recentes.
O nível sérico de triglicerídeos considerado deve ser maior do que 200 mg/dL na
ausência de tratamento medicamentoso.
Feedback
Justi�cativa:
Dentre as opções fornecidas nas alternativas, apenas o critério de pressão arterial
sistólica diastólica preenchem um dos critérios obrigatórios para SM.
Referência:
Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes. http://www.saude.ba.gov.br/wp-
content/uploads/2020/02/Diretrizes-Sociedade-Brasileira-de-Diabetes-2019-2020.pdf
Segundo os critérios da International Diabetes Federation (IDF) e do
National Cholesterol Education Program (NCEP), para o diagnóstico da
Síndrome Metabólica (SM), assinale a alternativa CORRETA:
 
*
 
https://www.google.com/url?q=http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Diretrizes-Sociedade-Brasileira-de-Diabetes-2019-2020.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825912072&usg=AOvVaw3KsYkNduFJfYDPxBuiMSnS
https://www.google.com/url?q=http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Diretrizes-Sociedade-Brasileira-de-Diabetes-2019-2020.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825912072&usg=AOvVaw3KsYkNduFJfYDPxBuiMSnS
https://www.google.com/url?q=http://www.saude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2020/02/Diretrizes-Sociedade-Brasileira-de-Diabetes-2019-2020.pdf&sa=D&source=editors&ust=1670268825913896&usg=AOvVaw1OXg0qRF0sJYRaSBPIwUg3
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0/1
São os fatores neuronais, fatores endócrinos e adipocitários que atuam e
interagem exclusivamente na regulação da ingestão de alimentos e de
armazenamento de energia, contribuindo para o surgimento e manutenção da
obesidade.
A adiponectina encontra-se aumentada nos obesos. Ela diminui a atividade da
proteína quinase A (PKA), estimulando a fosforilação de enzimas responsáveis
pela oxidação dos ácidos graxos.
A grelina é secretada por células da mucosa gástrica e é um dos mais importantes
sinalizadores para o início da ingestão alimentar. Sua concentração mantém-se
alta nos períodos de jejum e nos que antecedem as refeições, caindo
imediatamente após a alimentação.
A insulina é produzida pelas células beta do pâncreas e a sua concentração sérica
também é proporcional à adiposidade. Com seu efeito catabólico, a insulina
diminui a captação de glicose, e a queda da glicemia é um estímulo para o
aumento do apetite.
Resposta correta
A grelina é secretada por células da mucosa gástrica e é um dos mais importantes
sinalizadores para o início da ingestão alimentar. Sua concentração mantém-se alta
nos períodos de jejum e nos que antecedem as refeições, caindo imediatamente
após a alimentação.
Feedback
Justi�cativa:
A obesidade uma doença crônica nutroneurometabólica multifatorial, com in�uência
genética, ambiental e comportamental, é imprescindível reconhecer seus fatores
etiológicos para estabelecer estratégias de tratamento e acompanhamento do paciente
obeso, agir nos distintos aspectos, individual e com estratégias coletivas, buscando
minimizar as consequências e desfechos desfavoráveis relacionados à doença.
A adiponectina encontra-se diminuída nos obesos. Ela aumenta a atividade da PKA,
estimulando a fosforilação de enzimas responsáveis pela oxidação dos ácidos graxos.
A insulina é produzida pelas células beta do pâncreas e a sua concentração sérica
também é proporcional à adiposidade. Com seu efeito anabólico, a insulina aumenta a
captação de glicose, e a queda da glicemia é um estímulo para o aumento do apetite.
Referência:
RIBAS-FILHO, Durval; NOGUEIRA-DE-ALMEIDA, Carlos A. Livro-texto de obesidade: uma
visão clínica e abrangente da ABRAN. [Digite o Local da Editora]: Editora Manole, 2021. E-
book. ISBN 9786555766042.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555766042/.
O peso corporal é uma função do balanço de energia e de nutrientes ao
longo de um período de tempo. O balanço energético positivo por meses
resultará em ganho de peso corporal na forma de gordura, já o balanço
energético negativo resultará no efeito oposto. Dessa forma, assinale a
alternativa CORRETA:
*
https://www.google.com/url?q=https://integrada.minhabiblioteca.com.br/%23/books/9786555766042/&sa=D&source=editors&ust=1670268825915876&usg=AOvVaw0b2EwjehIIp9guUgFuEK0X
https://www.google.com/url?q=https://integrada.minhabiblioteca.com.br/%23/books/9786555766042/&sa=D&source=editors&ust=1670268825915876&usg=AOvVaw0b2EwjehIIp9guUgFuEK0X
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Acesso em: 27 nov. 2022.
Halpern ZSC. Rodrigues MDB. Costa RF. Determinantes �siológicos do controle do peso e
apetite. Artigos Originais • Arch. Clin. Psychiatry (São Paulo) 31 (4) • 2004.
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1/1
O paciente do caso clínico 1 preenche 4 critérios para ser de�nido como
portador de síndrome metabólica, de acordo com a de�nição da NCEP/ATP III:
circunferência abdominal > 102 cm, HDL baixo (150 mg/dL) e hipertensão arterial (> 130 x 85 mmHg).
O paciente do caso clínico 1 preenche 4 critérios para ser de�nido como portador
de síndrome metabólica, de acordo com a de�nição da OMS: circunferência
abdominal > 102 cm, HDL baixo (150 mg/dL)
e hipertensão arterial (> 130 x 85 mmHg).
O paciente do caso clínico 2 é obeso, e a obesidade por si só é um fator de risco
para doenças cardiovasculares, além dele ter mais três critérios, de acordo com a
de�nição da OMS, necessários para ser de�nido como portador de síndrome
metabólica
Leia os casos clínicos 1 e 2, e responda a questão:
 
Caso Clínico 1 Homem, 39 anos. Procurou um cardiologista pois,
durante exames de rotina, apresentou níveis elevados de triglicérides.
Refere ter boa saúde, nega tabagismo e etilismo, mas é sedentário. Ao
exame físico, o que chama a atenção é PA 142 x 94 mmHg e a
circunferência abdominal de 104 cm. Peso 83,6 Kg, Altura 1,78m, IMC
26,38. O restante do exame físico não apresenta alterações. Exames
laboratoriais: Glicemia 98 mg/dL, Colesterol total 173 mg/dL, HDL 37
mg/dL, LDL 80 mg/dL, Triglicérides 270 mg/dL.
 
Caso Clínico 2 Mulher, 45 anos. Procurou cardiologista para fazer um
“check up”. Sente-se muito gorda e está preocupada com sua saúde.
Nega doenças. Refere fazer caminhadas 2 vezes por semana, por cerca
de 30 minutos. Fuma ½ maço/dia há 20 anos. Nega etilismo. Ao exame
físico, apresentava PA 124 x 86 mmHg, peso 92,5Kg, Altura 1,63m, IMC
34,82, circunferência abdominal 99,8. Exames laboratoriais: Glicemia 95
mg/dL, Colesterol total 208 mg/dL, HDL 67 mg/dL, LDL 122 mg/dL,
Triglicérides 93 mg/dL.
 
Assinale a resposta correta: 
*
 
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O paciente do caso clínico 2 é obeso, e a obesidade por si só é um fator de risco
para doenças cardiovasculares, além dele ter mais três critérios, de acordo com a
de�nição da NCEP/ATP III, necessários para ser de�nido como portador de
síndrome metabólica.
Feedback
Justi�cativa:
O paciente do caso clínico 1 preenche 4 critérios para ser de�nido como portador de
síndrome metabólica, de acordo com a de�nição da NCEP/ATP III: circunferência
abdominal > 102 cm, HDL baixo (150 mg/dL) e
hipertensão arterial (> 130 x 85 mmHg).
Referência:
Penalva, Daniele. Síndrome Metabólica: diagnóstico e tratamento. Rev Med (São Paulo).
2008 out.-dez.;87(4):245-50.
Baynes, John, W. e Marek H. Dominiczak. Bioquímica Médica. Disponível em: Minha
Biblioteca, (5th edição). Grupo GEN, 2019.
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0/1
Todos os pacientes, magros ou obesos, devem receber orientação de dieta
hipocalórica, pois o controle de peso reduz o risco para doença cardiovascular.
Não é necessário estimular atividades como caminhadas curtas e dança, pois não
diminuem o risco cardiovascular.
Antes de iniciar um programa de exercício, é necessário afastar complicações
como claudicação intermitente, doença cardiovascular e retinopatia.
Deve-se ter uma orientação especial quanto ao exercício para os pacientes, já que
o ideal é que se aplique insulina no músculo mais exercitado.
Resposta correta
Antes de iniciar um programa de exercício, é necessário afastar complicações
como claudicação intermitente, doença cardiovascular e retinopatia.
Feedback
Justi�cativa:
O exercício físico aumenta a sensibilidade dos tecidos periféricos à ação da insulina,
diminuindo também, assim, o hiperinsulinismo, aumentando a massa muscular e
diminuindo a massa gorda abdominal. A regularidade é mais importante que o grau de
intensidade e, apesar da enorme importância da prática de movimento aeróbico regular,
todo o tipo de exercício deve ser adaptado às condições do praticante e iniciado de forma
lenta e progressiva Todas as pessoas com diabetes devem ter conhecimento dos
benefícios, mas também dos riscos de um exercício não adaptado ao seu estado, razão
pela qual se deve efetuar um exame do estado clínico antes de proporem exercícios. Se
existirem comorbilidades ou complicações devem ser evitados algum tipo de exercícios
que agravem a condição, como por exemplo, claudicação intermitente, doença
cardiovascular, alguma neuropatia e retinopatia.
Referência:
Cruz, Sonia. Tratamento não farmacológico da Diabetes tipo 2.Rev Port Clin Geral
2005;21:587-95.
Após vários meses sem procurar a Unidade de Saúde, Lucy, de 49 anos
de idade, vem à consulta dizendo que gostaria de fazer exames para
verificar como está o controle do diabetes. Ela é portadora de diabetes
tipo 2 e vinha mantendo bom controle glicêmico utilizando metformina
em duas doses diárias. Mas, pede ao médico de família e comunidade
um tratamento não farmacológico. Quanto ao tratamento não-
farmacológico do diabetes, assinale a alternativa correta. 
*
 
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1/1
A paciente apresenta síndrome metabólica. Existe indicação para uso de inibidor
da enzima de conversão de angiotensina (iECA), pelo risco de progressão para
hipertensão arterial sistêmica.
A paciente não apresenta síndrome metabólica. Pelo cálculo do IMC, a paciente é
classi�cada como sobrepeso, mas não necessita de intervenção medicamentosa.
A paciente apresenta síndrome metabólica. Os valores de circunferência
abdominal, glicemia, IMC e pressão arterial colocam a paciente em situação de
aumento de risco cardiovascular.
A paciente não apresenta síndrome metabólica, porém existe indicação para
tratamento farmacológico para redução do peso e a droga de escolha é a
sibutramina.
Feedback
Sabemos que a síndrome metabólica eleva o risco de mortalidade cardiovascular. Ela
pode ser de�nida a partir do achado de três dos cinco critérios diagnósticos: (1)
circunferência abdominal maior do que 88 cm em mulheres ou 102 cm no homem; (2)
pressão arterial maior ou igual a 130 mmHg de sistólica ou 85 mmHg de diastólica; (3)
triglicerídeos maior ou igual a 150 mg/dl; (4) HDL menor do que 50 mg/dl em mulheres ou
menor do que 40 mg/dl em homens e (5) glicemia de jejum maior ou igual a 100 mg/dl.
No caso apresentado acima, a paciente apresenta uma circunferência abdominal alterada
(maior do que 88 cm) e uma PAS de 130 mmHg, fechando no momento os dois critérios
clínicos para SM, sem disponibilidade de exames laboratoriais. Sabemos que o IMC não
entra como critério diagnóstico de síndrome metabólica, mas temos um risco
cardiovascular aumentado já a partir do sobrepeso, quando comparamos com indivíduos
eutró�cos. Nossa paciente apresenta um sobrepeso, considerando o IMC de 29,7. O IMC
normal vai até 24,9 kg/m2. Em todas as situações, o tratamento não farmacológico deve
ser iniciado primeiramente. O tratamento farmacológico só está indicado a partir do IMC
maior ou igual a 30 kg/m2 (a partir da obesidade grau I), ou maior do que 27 kg/m2
associado a comorbidades, sem resposta ao tratamento não farmacológico prévio. A pré-
hipertensão apresentada pela paciente deve ser manejada com tratamento conservador e
medidas comportamentais inicialmente, sem necessidade de uso de anti-hipertensivos no
momento.
Uma mulher com 35 anos de idade procura atendimento na Unidade
Básica de Saúde para tratamento de obesidade. Manifesta desejo de
usar medicações para diminuir a sensação de fome. Relata que ganhou
muito peso durante a última gestação e que não conseguiu retornarao
peso anterior. Nega doenças prévias, exceto as dores abaixo
mencionadas. Não consegue fazer atividade física regular, pois tem
dores na coluna e nos joelhos e diz que tem dificuldade em seguir
dietas. O exame físico revela peso 80 kg; altura  1,62 m; pressão arterial
135 x 87 mmHg; circunferência abdominal 90 cm, glicemia em jejum de
110 mg/dL. O restante do exame físico não apresenta alterações
significativas. Com base nessas informações, é correto afirmar que:
*
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Referência:
https://abeso.org.br/wp-content/uploads/2019/12/Diretrizes-Download-Diretrizes-
Brasileiras-de-Obesidade-2016.pd
 
https://www.google.com/url?q=https://abeso.org.br/wp-content/uploads/2019/12/Diretrizes-Download-Diretrizes-Brasileiras-de-Obesidade-2016.pd&sa=D&source=editors&ust=1670268825921721&usg=AOvVaw368tyxj3Ing7Flp8-nhzG0
https://www.google.com/url?q=https://abeso.org.br/wp-content/uploads/2019/12/Diretrizes-Download-Diretrizes-Brasileiras-de-Obesidade-2016.pd&sa=D&source=editors&ust=1670268825921721&usg=AOvVaw368tyxj3Ing7Flp8-nhzG0
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1/1
Comprometimento das �bras grossas (beta, A alfa), com perda da
propriocepção, do movimento articular, da percepção de posição pelos
receptores nas pernas e nos pés e comprometimento motor. A insensibilidade
resulta do agravo às �bras nervosas �nas (tipos C e delta) pela exposição
prolongada à hiperglicemia associada a fatores cardiovasculares.
A anidrose (pele úmida), resultante da disautonomia central, e os calos favorecem
o aumento da carga, e ocorre hemorragia subcutânea e ulceração pelo trauma
repetitivo do pé diabético. A insensibilidade resulta do agravo às �bras nervosas
�nas (tipos C e delta) pela exposição aguda à hiperglicemia associada a fatores
cardiovasculares.
Comprometimento das �bras grossas (C e delta). Clinicamente, observam-se as
deformidades não neuropáticas: dedos em garra ou em martelo, proeminências de
metatarsos e acentuação do arco. A insensibilidade resulta do agravo às �bras
nervosas �nas (tipos C e delta) pela exposição aguda à hiperglicemia associada a
fatores cardiovasculares.
Traumas (Ex.: calcados inapropriados, caminhar descalço) não precipitam as
Úlceras dos Pés em Pacientes Diabéticos UPD, mesmo que a insensibilidade
associada à Limitação de Mobilidade Articular (LMA) resultam em alterações
biomecânicas com aumento da pressão em áreas plantares (metatarsos) e dorsais
(dedos).
Feedback
Justi�cativa:
Traumas (por calçados inapropriados, por caminhar descalço, por objetos dentro dos
sapatos etc.) precipitam a úlceras nos pés diabéticos; a insensibilidade associada à
limitação de mobilidade articular resulta em alterações biomecânicas, com aumento da
pressão plantar (metatarsos) e nas regiões dorsais (dedos). A insensibilidade resulta do
agravo às �bras nervosas �nas (tipos C e delta [δ]) pela exposição prolongada à
hiperglicemia associada a fatores cardiovasculares. Há comprometimento das �bras
grossas (β e A-α), com perda da propriocepção, do movimento articular e do feedback da
percepção de posição pelos receptores nas pernas e nos pés; em estágios avançados,
também há fraqueza muscular e alterações estruturais dos pés pelo comprometimento
motor, favorecendo quedas. Clinicamente, observam-se deformidades neuropáticas:
dedos em garra ou em martelo, proeminências de metatarsos e acentuação do arco. A
anidrose (pele seca), resultante da disautonomia periférica, e os calos favorecem o
aumento da carga, ocorrendo hemorragia subcutânea e ulceração pelo trauma repetitivo.
Referência:
Endocrinologia e Diabetes. 3ª edição.
Sabe-se que uma grande proporção dos leitos hospitalares e sem
emergências e enfermarias nos países em desenvolvimento é ocupada
por pé diabético e a causa mais comum de internações prolongadas. De
acordo com o processo fisiopatológico do pé diabético, podemos
aceitar como correto:
*
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0/1
Para a cetoacidose ou acidose láctica são desnecessárias medições para a
correção do distúrbio.
A acidose respiratória primária ou a alcalose não produz alterações
compensatórias nos níveis de bicarbonato e podem mascarar distúrbios
acidobásicos mistos.
Com frequência, a concentração do bicarbonato sérico é uma das primeiras
variáveis dos dados laboratoriais disponíveis para avaliação clínica do estado
ácido básico.
Nos distúrbios acidobásicos respiratórios primários, a compensação se faz pelo
próprio distúrbio respiratório inverso.
Resposta correta
Com frequência, a concentração do bicarbonato sérico é uma das primeiras
variáveis dos dados laboratoriais disponíveis para avaliação clínica do estado ácido
básico.
Feedback
Justi�cativa:
As alternativa dadas como incorretas apresentam a�rmativas erradas; o distúrbio
respiratório primário não se compensa com outro distúrbio respiratório; a acidose
respiratória ou alcalose produz alterações compensatórias nos níveis de bicarbonato e
para os quadros de cetoacidose ou acidose láctica não são revertidas sem intervenção
medicamentosa.
Referência:
Distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico e ácido-base : diagnóstico e tratamento
/organização Carlos Perez Gomes ... [et al.]. - 1. ed. - Barueri [SP] : Manole, 2021.
Com base nos distúrbios acidobásicos, é CORRETO afirmar: *
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1/1
Ocorrem mutações no gene que codi�ca a apoliproteína (APO) B podem causar
hipercolesterolemia pelo aumento do acoplamento da LDL ao receptor celular.
Ocorre aumento da vasodilatação e aumento da produção de anti-LDL oxidada.
Ocorrem aumentos dos níveis plasmáticos de triglicérides, apoliproteína B (apo
B) e partículas de LDL pequenas e densas, com acentuada redução dos níveis
plasmáticos de HDL-colesterol.
A aterosclerose é uma doença crônica de origem multifatorial, que ocorre em
resposta à agressão endotelial, e que possui alta relação com fatores pró-
trombóticos e baixa relação com aumento de lipoproteínas de baixa densidade.
O acúmulo de quilomícrons e/ou de VLDL no compartimento plasmático resulta
em hipertrigliceridemia e decorre do aumento da hidrólise dos triglicerídeos dessas
lipoproteínas pela lipase lipoproteica.
Feedback
Justi�cativa:
A síndrome metabólica e seu fenótipo lipoprotéico aterogênico são de�nidos como a
combinação de resistência à insulina, hiperinsulinemia, aumento dos níveis plasmáticos
de triglicérides e diminuição dos níveis plasmáticos de HDL-colesterol. A resistência à
insulina na síndrome metabólica ocorre no metabolismo da glicose e dos ácidos graxos
livres e as anormalidades lipoprotéicas consistem de aumentos dos níveis plasmáticos de
triglicérides, apoliproteína B (apo B) e partículas de LDL pequenas e densas, com
acentuada redução dos níveis plasmáticos de HDL-colesterol (incluindo HDL2) e apo A-I.
A prevalência do aumento das LDLs pequenas e densas é estimada entre 20% e 30% no
sexo masculino e em mulheres pósmenopausa. Aqueles indivíduos que se apresentam
com aumento plasmático das LDLs pequenas e densas também têm aumento da
trigliceridemia e da apo B, esta por aumento de sua produção. A presença dessas
características em indivíduos saudáveis tem sido associada a insulino-resistência e a
diabetes. Da mesma forma, demonstrou-se que pessoas saudáveis com aumento da
adiposidade visceral e resistência à insulina apresentam elevação dos níveis plasmáticos
de triglicérides, LDL pequenas e densas

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