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INTRODUCAO AOS CUIDADOS PALIATIVOS O QUE SÃO CUIDADOS PALIATIVOS - É uma abordagem para melhorar qualidade de vida de pacientes e famílias diante de doenças que ameaçam a vida. - Previne/alivia sofrimento por meio de identificação precoce + controle de dor e outros sintomas físicos, psicológicos, sociais e espirituais. - Não significa desistir do tratamento → significa mudar o foco para conforto, dignidade e objetivos do paciente. O QUE NÃO É CUIDADO PALIATIVO (conceitos importantes) - É fundamental diferenciar CP de outras situações relacionadas ao processo de morrer: • Eutanásia: ação intencional para provocar a morte → proibida no Brasil. • Suicídio assistido: profissional fornece meios, mas o paciente realiza o ato → proibido no Brasil. • Ortotanásia: permite morte natural, evitando prolongamento artificial → permitida no Brasil. • Distanásia: prolongamento artificial do morrer sem benefício → obstinação/futilidade terapêutica. • Mistanásia: morte prematura e evitável por falta de acesso aos cuidados de saúde ou abandono social à evidencia problemas estruturais do sistema de saúde. HISTÓRIA DOS CUIDADOS PALIATIVOS - Cicely Saunders → fundadora do movimento moderno de CP. - 1948: St. Christopher's Hospice, Londres. - 1980s: primeira unidade de CP no Brasil → Hospital de Clínicas de Porto Alegre. - 1990s: expansão e reconhecimento pela OMS. - 2005: Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP). - 2009: Manual de Cuidados Paliativos da ANCP. - 2018: Resolução MS nº 41 → organização dos CP no SUS. - 2024: institucionalização da Política Nacional de Cuidados Paliativos. CP NO BRASIL - Avanços Recentes • Regulamentação e inclusão nas políticas de saúde. • Reconhecimento como área de atuação médica. • ANCP → formação e certificação. • Expansão dos serviços no SUS e setor privado. - Principais Desafios • Infraestrutura inadequada • Escassez de profissionais capacitados • Acesso limitado aos opioides • Necessidade de educação médica QUANDO INDICAR CP? - Indicados para doenças ameaçadoras da vida, progressivas/incuráveis, em qualquer idade. - Sinais de necessidade: • Declínio funcional (PPS“CP aceleram a morte” O objetivo é aliviar sofrimento e melhorar qualidade de vida “CP substituem o tratamento curativo” Podem ser complementares “CP servem apenas para câncer” Aplicam-se a diversas doenças ameaçadoras da vida - Os CP não são opostos aos tratamentos curativos/modificadores da doença. Eles podem coexistir desde fases mais precoces. O QUE REALMENTE MUDA NA PRÁTICA MÉDICA? - O cuidado paliativo representa uma mudança de paradigma: MEDICINA TRADICIONAL CENTRADA NA DOENÇA “O que podemos fazer para tratar a doença?” ↓ MEDICINA PALIATIVA CENTRADA NA PESSOA “O que podemos fazer para que esta pessoa viva melhor, de acordo com seus valores e objetivos?” - Isso significa: • Controlar sintomas; • Preservar funcionalidade; • Respeitar autonomia; • Evitar tratamentos fúteis; • Conversar sobre prognóstico; • Planejar decisões futuras; • Apoiar a família; • Reconhecer sofrimento físico, emocional, social e espiritual; • Manter cuidado mesmo quando a cura não é possível. RESUMO FINAL - CP = QUALIDADE DE VIDA + ALÍVIO DO SOFRIMENTO + DIGNIDADE - Indicação: doença ameaçadora da vida + progressão/declínio/sintomas difíceis. - Dor Total: Física + Emocional + Social + Espiritual - Comunicação: SPIKES - Princípios: Autonomia + conforto + atenção integral + comunicação + equipe interdisciplinar + evitar futilidade - Fases: Complementar → Prioritário → Exclusivo → Final de vida SIMULAÇÃO CLINICA