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Curso Técnico em Agronegócio
FORMAÇÃO
TÉCNICA
SENAR - Brasília, 2015
Gestão da Produção e 
Logística
S474c SENAR – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.
 Curso técnico em agronegócio: gestão da produção e logística / Serviço 
Nacional de Aprendizagem Rural ; Programa Nacional de Acesso ao Ensino 
Técnico e Emprego, Rede e-Tec Brasil, SENAR (Organizadores). – Brasília : 
SENAR, 2015.
 140 p. : il. (SENAR Formação Técnica)
 
 ISBN: 978-85-7664-101-8 
 
 Inclui bibliografia.
 1. Administração da produção. 2. Logística. 3. Agroindústria - ensino. I. 
Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego. II. Rede e-Tec 
Brasil. III. Título. IV. Série. 
CDU: 658.5
Sumário
Introdução à Unidade Curricular –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 6
Tema 1: Administração da produção e operações –––––––––––––––––––––––––––––––––– 9
Tópico 1: Conceitos iniciais ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 1 0
1. O que é administração da produção? –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 1 0
2. Evolução da administração da produção ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 1 2
3. Dimensões dos processos produtivos ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 1 6
Tópico 2: Sistemas de produção –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 1 9
1. Modelo de transformação –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 1 9
2. Projeto de processos –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––2 2
3. Projeto de produtos e serviços ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––2 2
Tópico 3: Estratégias de produção ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––2 4
1. Função produção ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––2 5
2. Objetivos da produção –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––2 6
3. Aplicação das estratégias de produção ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––2 8
Encerramento do tema –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––3 0
Atividades de aprendizagem ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––3 2
Tema 2: Planejamento e controle da produção (PCP) –––––––––––––––––––––––––––––––3 4
Tópico 1: A função do planejamento e controle ––––––––––––––––––––––––––––––––– 3 5
2. Suprimento e demanda ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––3 8
3. Atividades de planejamento ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––3 9
Tópico 2: Planejamento e controle da capacidade –––––––––––––––––––––––––––––– 4 1
1. Conceitos de capacidade de produção –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––4 2
2. Como planejar a capacidade de produção? –––––––––––––––––––––––––––––––––– 4 5
Tópico 3: Planejamento e controle de estoque –––––––––––––––––––––––––––––––––4 8
1. Conceito de estoque –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––4 8
2. Tipos de estoque e materiais armazenados ––––––––––––––––––––––––––––––––––4 9
3. Gestão e controle de estoque ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 5 2
Encerramento do tema ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 5 3
Atividades de aprendizagem –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 5 5
Tema 3: Gestão da cadeia de suprimentos –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 5 7
Tópico 1: Cadeias de suprimentos –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––5 8
1. Cadeia de suprimentos –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––5 8
2. Gestão da cadeia de suprimentos –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 6 0
3. Cadeias de suprimentos versus cadeias produtivas––––––––––––––––––––––––––––6 2
Tópico 2: Elementos nas cadeias de suprimentos e cadeias produtivas –––––––––––6 4
1. Produtor rural –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––6 4
2. Agroindústrias ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––6 4
3. Varejo ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––6 5
4. Intermediários (transportadores, traders e fornecedores de insumos) ––––––––––6 6
Tópico 3: As principais cadeias produtivas do agronegócio ––––––––––––––––––––––6 8
1. Cadeia da carne –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––6 9
2. Cadeia do leite ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––7 9
3. Cadeia de grãos ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 8 1
4. Cadeia sucroenergética ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––8 5
Encerramento do tema –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––8 8
Atividades de aprendizagem ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––8 9
Tema 4: Sistemas logísticos –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 9 1
Tópico 1: Conceitos fundamentais da logística ––––––––––––––––––––––––––––––––– 9 1
1. O que é logística? ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––9 2
2. Evolução da logística –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––9 3
3. Atividades da logística –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––9 5
Tópico 2: Sistemas estratégicos da logística no agronegócio –––––––––––––––––––––9 8
1. Transporte ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––9 8
2. Armazenagem e conservação –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––104
Encerramento do tema ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 109
Atividades de aprendizagem ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––111
Tema 5: Tópicos especiais sobre produção e logística ––––––––––––––––––––––––––––– 113
Tópico 1: Os desafios da produção no agronegócio –––––––––––––––––––––––––––– 114
1. Os gargalos nas operações agroindustriais –––––––––––––––––––––––––––––––––– 114
2. O papel da mão de obra ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 116
3. Desafios da produção no agronegócio ––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 117
Tópico 2: Os desafios logísticos da produção do agronegócio ––––––––––––––––––– 119
1. Os gargalos logísticos ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 119
2. A competição internacional –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 121
3. Desafios da logística no agronegócio –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––122
Encerramento do tema ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––123
Atividades de aprendizagem –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––124
Encerramento da unidade curricular –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– 125
Referências ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––126
Gabarito ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––129
Introdução à Unidade 
Curricular
Gestão da Produção e Logística
7
Introdução à Unidade Curricular
Bem-vindo à Unidade Curricular Gestão da Produção e Logística. Aqui, você entenderá a 
importância estratégica da gestão da produção rural nas cadeias produtivas. A compreensão 
das cadeias produtivas e da aplicação dos conhecimentos da gestão de operações ao 
agronegócio permitirá que você estabeleça as estratégias mais adequadas para cada segmento 
de produção rural com base no perfil da região produtiva em que você se encontra.
`
Objetivos de aprendizagem
Ao final desta Unidade Curricular, você deverá ser capaz de:
• Entender o funcionamento dos sistemas de produção rural.
• Conhecer os métodos de planejamento da produção rural.
• Conhecer os tipos de produtos agropecuários.
• Compreender o conceito e a caracterização dos principais componentes da 
cadeia logística do agronegócio.
• Descrever e analisar as áreas de atuação da logística.
• Conhecer os diferentes processos da logística e aplicá-los ao negócio rural.
• Identificar as principais estratégias para armazenagem, manuseio, 
acondicionamento e transporte de produtos em agronegócios.
• Empregar ações de controle de estoques, aquisição e programação de 
produção.
Como futuro técnico em agronegócio, é importantesaber que de nada adiantaria produzir 
as mais diversas culturas agrícolas sem eficiência e sem ter como entregar esses produtos 
nos diversos mercados consumidores. Portanto, após o estudo desta unidade, você terá 
desenvolvido os conhecimentos essenciais para a gestão de operações produtivas e de 
logística no que se refere ao agronegócio.
Bom aprendizado!
Administração da produção 
e operações 
01
Gestão da Produção e Logística
9
Tema 1: Administração da produção e 
operações 
A administração é fundamental em todas as atividades da nossa vida. Uma pessoa que 
não administra o seu orçamento poderá ter problemas financeiros. Uma pessoa que não 
administra seu tempo poderá ter problemas para cumprir prazos e realizar todas as atividades 
programadas. Da mesma forma, uma empresa que não administra seus negócios tenderá ao 
fracasso.
Administrar é a arte de gerenciar as diversas situações que 
acontecem na vida e tomar decisões que permitam alcançar os 
objetivos pretendidos. 
A administração não é apenas algo voltado à vida das pessoas, mas se refere também à 
vida das organizações. As organizações são organismos vivos, compostas de um conjunto 
de pessoas com diferentes culturas, hábitos, conhecimentos, habilidades que precisam ser 
organizadas, alinhadas ao interesse da organização e gerenciadas.
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
10
Portanto, é comum a criação de departamentos nas empresas de produção ou serviços de 
forma a organizar e distribuir atividades comuns e específicas aos seus setores internos, 
tomar decisões que compreendam o seu objetivo e resolver todas as situações e problemas 
a que estão sujeitas.
`
Atenção
Este conceito de administração se aplica às organizações em geral, tanto do meio 
urbano como rural, tanto de produção como de operações.
Para as cadeias produtivas do agronegócio, isso não é diferente. Decisões sobre o quanto e 
como produzir e em que período são essenciais para que não se produza mais ou menos do 
que se necessite ou não se comprometa toda a cadeia. Assim, é preciso analisar o mercado e 
saber em que época plantar, o quanto plantar, de acordo com as exigências do consumidor, e 
quem efetivamente pagará a conta de todo o processo de produção.
Neste primeiro tema você aprenderá os conceitos fundamentais de administração da 
produção e operações e como se relacionam ao agronegócio. No final, você será capaz de 
entender melhor o funcionamento dos sistemas de produção rural.
Bom estudo!
Tópico 1: Conceitos iniciais 
A seguir estudaremos os conceitos iniciais sobre a administração da produção e operações, 
entendendo sua definição, sua origem e sua relação com os sistemas de produção rural. 
O objetivo é que, ao final deste tópico, você seja capaz de compreender os fundamentos e 
as principais teorias da administração da produção, assim como promover ideias e ações 
inovadoras na propriedade.
Siga em frente e bom estudo!
1. O que é administração da produção?
Na introdução desta unidade, começamos a discutir algumas ideias sobre o conceito 
de administração. Agora, vamos entender um pouco mais e definir o que chamamos de 
administração da produção e operações, ou simplesmente administração da produção.
A administração da produção, segundo os professores Slack, Brandon-Jones e Johnston (2013, 
p. 1), “trata da maneira como as organizações projetam, entregam e melhoram seus produtos 
e serviços”. Assim, todos os produtos que compramos, como roupas, televisores, celulares, e 
serviços que utilizamos em hospitais, salões de beleza, escolas, etc. só chegam até nós devido 
aos gerentes de produção e operações.
Para entender um pouco mais a respeito, vamos ver duas definições de administração da 
produção e operações. Slack, Brandon-Jones e Johnston (2013, p. 3) explicam que “Administração 
Gestão da Produção e Logística
11
da Produção é atividade de gerenciar recursos que criam e entregam serviços e produtos”. Já 
para os professores Gaither e Fraizer (2002, p. 5), a administração da produção e operações “é 
a administração do sistema de produção de uma organização, que transforma insumos nos 
produtos e serviços da organização”.
Insumos
Insumo é o elemento que entra no processo de produção de mercadorias ou serviços (máquinas, 
equipamentos, trabalho humano, etc.); fator de produção (FERREIRA, 2000).
A partir dessas definições, podemos entender que a administração de todos os recursos, como 
matéria-prima, máquinas e equipamentos que visam produzir determinado tipo de produto 
ou serviço, vêm a ser a administração da produção e operações. Assim, quando se trata de um 
produto, dizemos que é administração de produção; quando se trata de um serviço, gestão 
de operações.
Você poderá encontrar apenas o termo “administração da produção” para indicar os dois 
conceitos, uma vez que uma operação nada mais é do que a produção de um serviço. Para 
entender melhor esses conceitos aplicados ao agronegócio, acompanhe o exemplo a seguir.
Exemplo
Imagine que uma empresa ou pessoa adquiriu uma propriedade rural para produzir soja. 
Essa empresa precisará administrar a quantidade de sementes necessárias, a gestão dos 
trabalhadores, a gestão das semeadeiras e colheitadeiras, a gestão do processo de plantação 
e colheita e tudo que se refere à produção do grão em si. O que essa empresa está fazendo é 
o que chamamos de administração da produção.
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
12
Em uma nova situação, imagine que uma das colheitadeiras apresentou algum problema 
e será preciso chamar um técnico. O serviço que gerencia a assistência técnica dessas 
colheitadeiras, como atendimento telefônico, reposição de peças, entre outros, também 
precisa ser gerenciado pela administração de operações.
Podemos concluir que o controle da produção de um produto é feito pela administração da 
produção; e o controle de uma operação de serviço, pela administração de operações.
Portanto, no agronegócio, na maior parte das vezes, o que temos é a administração da 
produção, controlada pelo gerente de produção. Porém, em algumas atividades, como 
transporte e armazenagem, o que temos são serviços e, consequentemente, a administração 
de operações, controlada pelo gerente de operações.
2. Evolução da administração da produção
Na história da humanidade, a primeira maneira de se alimentar consistia em caçar ou 
colher frutos. Posteriormente, a reunião do homem em determinados grupos possibilitou o 
surgimento da agricultura e da pecuária. Assim, começou o plantio e a criação de animais para 
subsistência, que, além de fornecer a carne em si, poderiam fornecer o leite, como foi o caso 
das ovelhas em um primeiro momento e, depois, das vacas.
O resultado do plantio e da criação de animais, além servir de 
alimentação para a unidade familiar, também era utilizado como 
“moeda de troca” por produtos produzidos por outras unidades 
familiares. 
Esse tipo de produção pouco foi alterado durante os séculos, exceto com o surgimento 
das rotas comerciais e das grandes navegações. Entretanto, não era possível a produção 
de determinados produtos em algumas regiões, apenas naquelas favoráveis à agricultura 
e pecuária. Assim, muitas vezes, o que se fazia era levar sementes para semear em outras 
regiões ou a simples comercialização e troca de mercadorias em pequenas quantidades.
Com o descobrimento da América e o surgimento das colônias, algumas culturas começaram 
a ser produzidas em grandes quantidades e depois comercializadas nos mercados europeus, 
como é o caso da produção do açúcar no Brasil.
Durante a era das grandes navegações, o potencial econômico estava nos domínios dos 
mares e das regiões de produção na América. Franceses, espanhóis, holandeses, portugueses 
e ingleses disputam a soberania no mar e o domínio das terras na América e na Ásia.
Gestãoda Produção e Logística
13
Somente no ano de 1776 o escocês Adam 
Smith (1723-1790) lançou o livro “A riqueza 
das nações”, no qual mostrou que os países 
deveriam dominar os meios de produção e 
vender o excedente.
Desse modo, em sua obra, tratava de questões 
como a divisão do trabalho, o valor, a divisão da 
renda, o acúmulo de capitais. Por fim, defendia 
a não influência do governo nos mercados, 
dizendo que os mercados se autorregulavam 
por meio de uma mão invisível que controlava a 
oferta e demanda.
Ao mesmo tempo que Adam Smith revolucio-
nava o pensamento econômico, outro escocês 
inventava uma máquina que revolucionaria o 
mundo e permitiria que as ideias de Adam Smi-
th fossem levadas adiante.
James Watt (1736-1819) inventou em 1776 a 
máquina a vapor, que deu origem a um dos 
marcos mais importantes da humanidade, 
conhecido como Revolução Industrial. Essa 
invenção permitiu o surgimento das primeiras 
unidades fabris com a indústria da tecelagem. 
Legenda: Motor a vapor
Fonte: Shutterstock
Legenda: Adam Smith
Fonte: Shutterstock
Legenda: James Watt
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
14
A máquina a vapor, depois de impulsionar o processo industrial, revolucionou o transporte 
com o surgimento do navio movido a vapor e dos sistemas de transporte ferroviário. Estavam 
formadas as bases para o desenvolvimento do capitalismo moderno. A criação de Watt 
permaneceu como a grande inovação da humanidade até o surgimento da energia elétrica e 
dos motores a combustão no fim do século XIX.
Legenda: Navio a vapor
Fonte: Shutterstock
A Revolução Industrial e suas unidades fabris fizeram com que a produção manual fosse 
substituída pelo uso de máquinas e equipamentos, fomentando o surgimento do processo de 
industrialização de produtos que ficaria conhecido como manufatura. 
`
Atenção
Durante a Revolução Industrial, pouca ou nenhuma mudança aconteceu na 
produção agrícola, que permanecia rudimentar. Mudanças nessa área só 
começaram a surgir no século XIX. 
O início do século XX trouxe mudanças significativas no processo de produção com a 
tecnificação e administração dos processos produtivos. Henry Ford (1863-1947) revolucionou 
a produção industrial com inovações como a intercambialidade de peças, que consistia em 
um sistema de medidas padrões que reduzia o retrabalho na fabricação de seus carros, e a 
linha de montagem, diminuindo o tempo de fabricação de um carro de 12 horas e 8 minutos 
para apenas 1 hora e 33 minutos. 
Gestão da Produção e Logística
15
Ao mesmo tempo, em 1911, Frederick Taylor (1856-
1915), lançou seu livro “Princípios de Administração 
Científica”, que visava dar base científica ao 
processo produtivo, tentando identificar a melhor 
produtividade de um trabalhador. Nasceu, assim, 
a administração da produção, para organizar 
a produção em massa a fim de atender a uma 
população mundial crescente.
Entretanto, foram as duas grandes guerras 
mundiais que mudaram o cenário da produção 
mundial e da agropecuária. A guerra consumiu 
recursos de todos os meios, como pessoas, ve-
ículos, aviões, armamentos, alimentos e desen-
volvimento tecnológico, para produzir em gran-
des quantidades, com rapidez e qualidade. Isso 
afetou toda a estrutura de produção mundial. 
Surgiram os grandes complexos industriais e, na 
agricultura, a produção em larga em escala. 
d
Comentário do autor
A produção agroindustrial se diversificou em uma quantidade de produtos 
jamais imaginada e se tornou extremamente tecnificada, desde a qualidade das 
sementes ou da genética dos animais até a produção agroindustrial em si.
Atualmente, podemos rastrear a carne que chega ao mercado até o animal da 
qual ela foi originada. É possível determinar os pesos desejados pela nutrição 
animal e produzir agricolamente em escalas inimagináveis.
Produtores brasileiros têm alcançado de 70 a 80 sacas de soja por hectare, por 
exemplo, o que só foi possível pelo intenso desenvolvimento tecnológico de 
sementes, agroquímicos, adubos, corretivos e da logística de transporte. 
A evolução da administração da produção foi fundamental não somente para os produtos 
fabricados industrialmente como também para agricultura e pecuária e no processamento 
desses por meio das agroindústrias.
j
Atividades práticas
Agora que você aprendeu um pouco sobre a evolução da produção e o papel de 
alguns homens importantes nesse desenvolvimento, conseguiria imaginar como 
seria a nossa vida sem a produção agroindustrial? Será que teríamos alimentos 
para os mais de sete bilhões de pessoas no mundo? Qual a importância da 
tecnificação na agricultura e pecuária?
Legenda: Henry Ford
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
16
3. Dimensões dos processos produtivos
Os processos produtivos são administrados considerando quatro dimensões: volume, 
variedade, variação e visibilidade. O administrador da produção deve ter em mente quais 
são os objetivos do seu processo produtivo para atender adequadamente cada uma dessas 
dimensões. Vamos agora entendê-las um pouco e como se relacionam no agronegócio.
Dimensões dos processos
produtivos
Variedade Variação VisibilidadeVolume
A dimensão volume talvez seja a mais fácil de compreender das quatro dimensões. O volume 
nada mais é do que a capacidade de produção de uma instalação fabril ou produtiva.
'
Dica
Por exemplo, o volume de produção de uma agroindústria processadora de 
frangos é a capacidade que essa fábrica tem de processar frangos durante um 
determinado período de tempo (dia, mês e ano).
No agronegócio, muitos dos processos de produção estão atrelados à dimensão volume. 
Com a soja, por exemplo, todos os anos os produtores tentam conseguir maior produtividade 
por área plantada, de modo a obter maiores volumes de produção e, consequentemente, 
aumentar os seus lucros. 
Fonte: Shutterstock
Essa condição faz com que seja interessante para o produtor investir em máquinas, sementes 
e equipamentos que aumentem o volume produzido de soja, pois seus ganhos estão ligados 
ao volume produzido.
Gestão da Produção e Logística
17
A dimensão variedade consiste na diversidade de serviços ou produtos oferecidos por 
determinado tipo de produção ou operação. Se formos utilizar os serviços de uma companhia 
aérea que voa para 100 destinos no Brasil, teremos uma variedade considerável dentro da 
operação. Da mesma forma, se pudermos produzir diferentes itens numa mesma instalação 
produtiva, teremos uma variedade muito grande de produtos. 
Fonte: Shutterstock
Atualmente, as agroindústrias têm procurado aumentar a variedade de suas operações, 
seja convertendo a soja em óleo e depois em diversos produtos, como o óleo comestível e 
a margarina, seja vendendo etanol e açúcar e a energia que é conseguida pela queima do 
bagaço da cana-de-açúcar. 
Para entendermos a dimensão variação, um excelente exemplo é o transporte de grãos. 
Como a variação consiste na diferença entre demanda máxima e mínima, essa influencia 
diretamente a administração da operação. Durante os períodos de safra, faltam caminhões 
para transportar os grãos; na entressafra, no entanto, sobram caminhões.
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
18
Então, como os transportadores lidam com essa dimensão de variação da demanda? 
Geralmente eles utilizam veículos multifuncionais, ou seja, que transportam diferentes tipos 
de carga, como é o caso do caminhão graneleiro. 
Legenda: Caminhão graneleiro
Fonte: Shutterstock
Por fim, a dimensão visibilidade refere-se a quanto uma atividade de produção ou operação 
é percebida pelo cliente final. Geralmente, as atividades de produção rural são pouco visíveis.
d
Comentário do autor
Quando vamos ao supermercado, dificilmente verificamos como são criados 
e transportados os suínos que servem dematéria-prima para os pernis e 
presuntos.
O mesmo ocorre dentro da agroindústria em si, nos frigoríficos e processadores. 
A visibilidade é muito maior no varejo, quando efetivamente o cliente tem 
contato com o produto.
Os professores Slack, Brandon-Jones e Johnston (2013, p. 3) explicam que “as dimensões da 
produção têm custos e implicações para se criar produtos e serviços, onde podemos resumir 
que alto volume, baixa variedade, baixa variação e baixo contato ajudam a manter os custos de 
processamento baixos”. Assim, para sabermos o quanto a produção ou operação é eficiente, 
podemos avaliá-la considerando as essas quatro dimensões. Para exemplificarmos melhor, 
vamos ver como a produção de soja se enquadraria em termos das dimensões. Observe o 
quadro a seguir.
Gestão da Produção e Logística
19
Quadro 1 – Comparação dimensões da produção versus produção de soja
Dimensão Ideal Soja
Volume Alto Alto
Variedade Baixa Baixa
Variação Baixa Alta
Visibilidade Baixa Baixa
Do ponto de vista de administração de produção, a soja é um sistema perfeito, uma vez que o 
volume de produção é alto, não tem quase nenhuma variedade, pois se planta soja normal 
ou transgênica, porém a variação de oferta é alta em razão da safra e a visibilidade perante 
o consumidor é baixa. 
Tópico 2: Sistemas de produção
Agora que você aprendeu um pouco sobre a administração da produção e operações, vamos 
entender o que chamamos de sistemas de produção, que são essenciais para melhorar a 
gestão dos processos de produção no agronegócio.
O objetivo é que, ao final deste tópico, você seja capaz de compreender os processos de 
produção, assistir o técnico em agronegócio ou o produtor nas suas atividades de gestão 
da propriedade rural, aplicar técnicas modernas de produção animal e vegetal e identificar 
custos de produção para viabilizar novos investimentos.
Siga em frente e bom estudo!
1. Modelo de transformação
Para entendermos um sistema de produção, precisamos compreender o conceito e o 
funcionamento de sistema. Gaither e Freizer (2002) indicam que o pioneiro na teoria de 
sistemas foi Russel Ackoff, o qual havia estabelecido que:
“Um sistema é um todo que não pode ser separado sem que 
ocorra a perda de suas características essenciais, necessitando 
ser estudado como um todo.”
Uma avaliação do nosso dia a dia permite afirmar que convivemos e interagimos com muitos 
tipos de sistemas. Por exemplo, o nosso próprio corpo é um sistema, a placa principal do 
computador, um refrigerador, ou seja, podemos considerar um sistema tudo aquilo que, 
para funcionar, precise que suas partes estejam integradas, desenvolvendo uma atividade 
específica.
Curso Técnico em Agronegócio
20
De maneira geral podemos representar um sistema graficamente da seguinte forma:
Processamento
Retroalimentação
SaídaEntrada
Um sistema é composto de determinada entrada, um processamento e uma saída, que pode 
retroalimentar uma nova entrada. 
Exemplo
Vamos exemplificar melhor. Imagine que você necessita pagar uma conta no banco, então 
você vai até a agência. Nesse momento, você está na entrada do sistema. Quando o caixa 
bancário chama para atendimento, você está na fase de processamento do sistema. Quando 
realiza o pagamento e finaliza a operação, você entra no estágio de saída do sistema. 
Agora, suponha que você esqueceu o cartão do banco e necessita voltar a sua casa. Nesse 
momento, você entra no processo de retroalimentação do sistema, pois precisará novamente 
retornar ao banco para pagar a conta, passando novamente por todo o sistema.
Com base nessa ideia é que a administração da produção e operações criou o que denominamos 
de modelo de transformação. Esse modelo nada mais é que uma forma gráfica de representar 
o processo de produção por meio de um sistema, daí o nome sistema de produção.
Um sistema de produção, segundo Gaither e Freizer (2002), recebe insumos na forma de 
materiais, pessoas, dinheiro e informação, e esses insumos são modificados formando os 
produtos ou serviços que desejamos. Para compreender melhor, vamos visualizar um modelo 
de transformação genérico.
Modelo de transformação
Processamento SaídaRecursos
Processo de
transformação
Produtos
e serviços
Materiais
Informações
Clientes
Instalações físicas
Funcionários
Gestão da Produção e Logística
21
Podemos observar pela figura anterior que tudo o que pode ser transformado ou é responsável 
por essa transformação é chamado de recursos. Assim, materiais, informações e clientes são 
recursos a serem transformados, pois se modificam no processo de transformação. Já as 
instalações físicas e os funcionários são os recursos transformadores, responsáveis pela 
transformação dos recursos no processamento. O processo de transformação, por sua vez, 
dá a saída de um produto ou serviço.
Vamos ver alguns exemplos.
Salão de beleza – recursos a serem transformados são os clientes 
que desejam um corte de cabelo. Recursos transformadores são o 
cabelereiro, o pente e a tesoura, utilizados para efetuar o corte. O 
processamento é o corte em si, e a saída é o cliente com o cabelo 
cortado, resultado do serviço executado.
Montagem de um carro – recursos a serem transformados são 
o metal, as peças e os acessórios. Os recursos transformadores 
são os empregados, as máquinas e equipamentos. O processo de 
transformação é a montagem do carro em si. A saída é um produto 
denominado carro, que pode ser comercializado ao consumidor final.
E, no agronegócio, como vemos o modelo de transformação? Vamos ver um exemplo de 
agroindústria: em uma usina de cana-de-açúcar, por exemplo, o recurso a ser transformado 
é a cana, os recursos transformadores são as máquinas e os empregados e as saídas são 
produtos como o etanol e o açúcar.
'
Dica
No campo podemos também verificar os sistemas, por exemplo, na produção de 
carne por meio da engorda: os recursos a serem transformados são os bezerros, 
os recursos transformadores são o vaqueiro, a ração, o pasto, as instalações da 
fazenda. O processo de transformação é o crescimento e a engorda do animal. A 
saída é o bovino pronto para ser abatido.
Os sistemas de produção são, geralmente, ligados à entrada de outro sistema. No caso 
apresentado anteriormente, a saída do bovino pronto para o abate do sistema da fazenda 
fornecerá o recurso a ser transformado na entrada do sistema do frigorífico. Por essa razão, é 
importante criar esses modelos de transformação para entender cada sistema de produção. 
Com isso, você pode analisar cada operação na fazenda, na agroindústria, no mercado 
consumidor e tomar decisões mais adequadas quanto ao processo de produção ou operação 
existente.
Curso Técnico em Agronegócio
22
2. Projeto de processos
Os sistemas de produção são compostos essencialmente de processos e produtos. Os 
processos são a forma como pessoas, máquinas, equipamentos etc., combinados e utilizados 
para a produção de produtos e serviços. Os produtos e serviços são resultados dos processos.
Processo
X
Produto e serviço
Combinação de pessoas, máquinas e 
equipamentos que resulta na produção de 
produtos e serviços.
Resultados do processo.
Vamos inicialmente entender o que é projeto de processos. Imaginemos que você deseja 
iniciar uma criação de suínos para comercialização da carcaça com os frigoríficos da região em 
que mora. Certamente você precisará de galpões, divididos em baias, com corredores.
Necessitará, ainda, de um sistema de alimentação dos animais, de um para lavar as pocilgas 
e de um de aspersão de água para os dias mais quentes, precisará de tratadores, de rampas 
para embarque dos suínos, entre tantos outros itens. Além disso, terá de projetar como esses 
suínos chegarão às baias e sairão destas.
Quando estamos pensando em todas essas questões, estamos, na 
verdade, projetandoum processo – que, no caso, é o de produção 
de suínos.
3. Projeto de produtos e serviços
Os professores Slack, Chambers e Johnston (2009) explicam que todos os produtos e serviços 
possuem um conceito, que é o entendimento da natureza, do uso e do valor do serviço e 
produto. Esse conceito surge do atendimento de necessidades dos clientes, que podem ser 
implícitas e explícitas.
A necessidade implícita ocorre quando o cliente não sabe que tem 
essa necessidade.
O desenvolvimento da telefonia móvel é um exemplo disso. O telefone celular foi criado para 
facilitar a comunicação pessoal, mas, no momento do seu surgimento, não havia uma demanda 
explícita, pois a necessidade de comunicação era devidamente atendida pela telefonia fixa.
Gestão da Produção e Logística
23
Fonte: Shutterstock
Nos dias atuais, percebemos uma clara necessidade por alimentos prontos devido à falta de 
tempo que as famílias urbanas enfrentam no seu cotidiano, preferindo alimentos fáceis e 
rápidos de serem preparados. 
A demanda explícita é a demanda clara por determinado tipo de 
produto, por exemplo, alimentos.
Ao contrário das cadeias produtivas industriais, as cadeias produtivas agroindustriais possuem, 
na maior parte das vezes, uma demanda explícita. As pessoas precisam de alimentos para si 
e para os animais que produzem proteína, carne, leite, mel etc. 
'
Dica
Um exemplo recente de desenvolvimento de produto a partir da produção rural 
são os biocombustíveis, que surgem da necessidade de uma energia, limpa e 
renovável, em substituição ao petróleo.
Dessa forma, podemos concluir que os produtos primários do agronegócio não precisam 
ser inventados, pois geralmente são produzidos há muito tempo para atender a demandas 
explícitas da sociedade. Todavia, na sociedade contemporânea, os produtos devem estar 
associados a um conjunto de serviços que garanta que o produto chegue ao mercado 
consumidor de maneira adequada ou possa ser retornado sem transtornos ao consumidor. 
Nesses serviços podemos listar o transporte, a armazenagem e assistência técnica.
Curso Técnico em Agronegócio
24
Exemplo
Você já percebeu como o desenvolvimento agrícola, com sementes melhoradas, adubos e 
agroquímicos, máquinas e equipamentos, tem permitido o surgimento de produtos semi-
industrializados e industrializados com alto valor agregado?
Um exemplo disso é o café! O café tem o seu valor aumentado à medida que se desenvol-
ve uma estratificação de seus grãos, formando misturas altamente customizadas, ou seja, 
adequadas aos diferentes tipos de consumidores e suas preferências.
Fonte: Shutterstock
Além disso, sistemas como o encapsulamento do café permitem um aumento de valor de 
até 70 vezes em relação ao seu preço in natura. Esses são processos pelos quais a agricultu-
ra tenta gerar novos produtos e soluções que lhe permita aumentar os seus ganhos.
Tópico 3: Estratégias de produção
Neste tópico você estudará como são estabelecidas as estratégias de produção e de que modo 
afetam as empresas rurais e a agroindústria. 
Ao final, você será capaz de buscar alternativas de produção, identificando oportunidades 
de negócio, enfrentar desafios e buscar solucionar situações-problema com criatividade e 
inovação, avaliar mercados e analisar produtos a fim de propor estratégias inovadoras de 
comercialização.
Siga em frente e bom estudo!
Gestão da Produção e Logística
25
1. Função produção
A função produção corresponde à parte das organizações que é responsável pela 
administração da produção. Nenhuma organização que tenha um produto ou serviço pode 
funcionar sem a função produção.
'
Dica
A função produção de uma companhia aérea consiste na operação de 
transporte. Já a de uma usina de cana-de-açúcar, responde pelo processo de 
transformação da cana em etanol e açúcar. A função produção de uma empresa 
de sementes é o processo de plantio, manutenção e colheita das sementes, e 
assim por diante.
De acordo com Slack, Chambers e Johnston (2009), a função produção é essencial para as 
organizações porque produz bens e serviços, porém não é a única; existem também a função 
marketing, a função desenvolvimento de produto/serviço e as funções de apoio.
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Fonte: Shutterstock
A função marketing é responsável por apresentar os produtos aos mercados e comercializá-
los. No caso da empresa de sementes, é responsável por produzir sementes modificadas 
geneticamente – por exemplo, apresenta aos produtores e às empresas de produção de grãos 
as vantagens da semente transgênica e as comercializam entre os interessados. 
A função desenvolvimento de produto e serviço cria novos produtos e serviços de modo 
a gerar solicitações futuras de consumidores. Tratando-se da empresa de sementes, por 
exemplo, quando esta lança um novo tipo de semente modificada, ela está criando um novo 
produto ou serviço.
Curso Técnico em Agronegócio
26
As funções de apoio envolvem funções que dão suporte à produção, como recursos humanos, 
serviços financeiros e contábeis.
2. Objetivos da produção
Para determinar qual o tipo de arranjo mais adequado ao seu processo produtivo, é preciso 
estabelecer qual o seu objetivo de produção. Segundo Slack, Chambers e Johnston (2009), os 
objetivos de produção são cinco: 
Qualidade Velocidade Confiabilidade Flexibilidade Custo
A qualidade refere-se à ausência de erros ou vício de fabricação. Na produção agropecuária 
podemos desejar determinadas condições como certo grau de umidade nos grãos ou 
eliminação de escoriações na carcaça dos animais.
O projeto de processo deve ser capaz de oferecer recursos para 
atender a essas especificações de qualidade.
Para o objetivo de velocidade do processo, devemos projetá-lo de modo a estabelecer um 
tempo mínimo de processamento e uma taxa de saída adequada à demanda envolvida.
Para o objetivo da confiabilidade da produção, precisamos garantir que os produtos sejam 
produzidos e entregues dentro dos tempos esperados. Assim, é necessário projetar o processo 
com recursos confiáveis e que permitam um volume de saída confiável e dentro do esperado 
pela demanda.
A flexibilidade consiste em ter capacidade de 
mudar o tipo de produto utilizando o mesmo 
processo com pouca perda de tempo ou alterar 
o processo para a produção do mesmo produto, 
sem perda de qualidade. 
Por fim, para o objetivo custo, devemos deixar 
o processo produtivo o mais enxuto possível, 
sem desperdícios de capacidade, atrasos no 
processamento, erros e entradas de matérias-
primas inadequadas.
Para melhor entendimento, vamos pensar na 
produção de soja e ver como se comportaria 
de acordo com os objetivos da produção. Veja o 
quadro seguinte.Fonte: Shutterstock
Gestão da Produção e Logística
27
Quadro 2 – Objetivos de produção no contexto do agronegócio
Objetivo de 
produção
Produção de soja
Qualidade
O processo de produção e colheita deveria ser capaz de atender as 
características de qualidade da soja, como taxa de umidade, taxa de 
impureza, avarias, propriedades do grão.
Velocidade
O processo deveria ser capaz de processar a soja em ciclos cada vez 
mais curtos entre o plantio e o consumo
Confiabilidade
O processo deveria garantir que a produção de soja seja entregue nas 
quantidades contratadas e no tempo estabelecido, com a classificação 
e as propriedades contratadas.
Flexibilidade 
O processo deveria garantir a produção de diversos tipos de 
grãos de soja de acordo com a demanda, bem como plantações 
complementares, como o milho.
Custo
O processo deveria garantir que a produção de soja custasse o menos 
possível, com eliminação de perdas e desperdícios, reduzindo os 
custos de produção.
Exemplo
Fonte: Shutterstock
Para você compreender ainda melhor 
essa questão dos objetivos da produção, 
vamos analisaro caso do frango. A avicul-
tura de corte sempre foi um dos principais 
produtos agropecuários produzidos na re-
gião Sul do Brasil. Entretanto, nos últimos 
anos, temos observado uma migração 
para outras regiões, como a região Cen-
tro-Oeste.
Segundo o Embrapa (2013), as principais 
microrregiões produtoras de carne de 
frango estão no Centro-Sul (Chapecó, To-
ledo, Concórdia, Passo Fundo, sudoeste 
de Goiás e Alto Teles Pires). O restante da
Curso Técnico em Agronegócio
28
produção está dividido entre as cidades de Caixas do Sul, Lajeado-Estrela, Cascavel, Londri-
na, Joaçaba, Dourados e Brasília.
Assim, o sudoeste de Goiás, Dourados e Brasília estão entre as microrregiões maiores produ-
toras e todas se localizam na região Centro-Oeste.
A explicação para essa mudança geográfica da produção está no que você acabou de 
apreender, ou seja, nos objetivos de produção. A carne de frango tem um baixo valor de 
comercialização, por isso seu objetivo de produção é a redução máxima de custo – precisa 
ter custos baixos de produção para conseguir obter lucro.
Como o preço do milho, principal insumo da produção de frangos, é menor na região Centro-
Oeste, a produção vem se deslocando para a região, que é grande produtora de milho, 
buscando reduzir o principal custo de produção para manter a competitividade.
3. Aplicação das estratégias de produção
A estratégia da função produção tem papel importante na implementação da estratégia 
empresarial, visto que é o grande impulsionador de todo o comércio envolvido com o produto 
ou serviço oferecido. Os produtores brasileiros podem querer vender sua produção de soja 
para os chineses, mas se, por alguma razão, natural ou não, não tiverem a soja produzida para 
entregar na data combinada, sofrem as sanções do contrato e podem ter de fazer pagamento 
de indenizações.
`
Atenção
Infelizmente, na agricultura brasileira é muito comum vender a produção antes 
mesmo do plantio (mercado futuro). Essa estratégia é arriscada, pois não leva em 
conta a função produção, e sim projeções mercadológicas.
A estratégia da função produção pode apoiar a estratégia empresarial. Uma organização 
produtora de milho pode desejar fornecer um milho de alta qualidade a preços mais baixos. 
Para isso, necessita conseguir reduzir os riscos de pragas e os efeitos do clima e aumentar 
a produtividade da terra. Portanto, precisa de uma função produção que apoie a estratégia 
empresarial.
Se a empresa não possui os equipamentos necessários, a equipe técnica adequada, sementes 
melhoradas, dados de estações meteorológicas da região e um estudo da região de produção, 
certamente a estratégia da função produção não conseguirá apoiar a estratégia empresarial 
e a empresa caíra em descrédito perante o mercado. 
As ações estratégicas da produção, segundo Slack, Chambers e Johnston (2009), são adotadas 
a partir de quatro perspectivas.
Gestão da Produção e Logística
29
Estratégias de produção
Baseadas em
recursos
Baseadas no
mercado
De cima 
para baixo
Estratégia
de produção
De baixo
para cima
As estratégias de produção podem ser estabelecidas de baixo para cima quando a função 
produção é tão importante para organização que define a estratégia de comercialização 
adotada.
'
Dica
A produção de pernil artesanal, por exemplo, é composta de uma técnica 
toda especial, desde a criação do suíno até o processo de abate, salgamento e 
armazenagem, que dura em média quatro anos. 
A estratégia de produção aqui é tão importante que define como será comercializado o pernil. 
Nesse caso, não é possível modificar o processo produtivo e nem o tempo de armazenagem, 
porque são diretamente responsáveis pelo resultado final do produto e seu resultado 
comercial.
As estratégias de produção podem ser estabelecidas de cima para baixo quando a direção 
da empresa toma as decisões que devem ser acatadas pela função produção.
'
Dica
As usinas de etanol, por exemplo, têm adotado uma estratégia de diversificação 
da matéria-prima utilizada na produção de etanol. 
Curso Técnico em Agronegócio
30
Devido à entressafra da cana-de-açúcar, que pode deixar uma usina parada por até quatro 
meses, uma decisão da direção das usinas pode flexibilizar o processo produtivo para produzir 
o etanol também a partir do milho, usando a mesma estrutura produtiva. Essa é uma típica 
decisão de cima para baixo, na qual a produção tem de se adaptar às estratégias empresariais 
adotadas.
As estratégias de produção podem ser estabelecidas baseadas em recursos. 
'
Dica
Um exemplo são as fazendas de produção de soja na região de Mato Grosso: na 
entressafra plantam milho ou algodão.
Isso acontece porque essas plantas são de ciclos curtos e não interferem no ciclo de produção 
da soja, que é o produto principal; ou seja, a decisão é baseada na capacidade dos recursos, 
que, no caso apresentado, é a disponibilidade de terra para cultivo por um curto período.
As estratégias de produção podem, ainda, ser estabelecidas com base no mercado. Nesse 
tipo de estratégia de produção, são produzidos os itens que o mercado demanda. 
'
Dica
Alguns povos do Oriente Médio, por exemplo, demandam produtos que devem 
seguir preceitos religiosos. As aves não devem sofrer no abate, e o sangue 
precisa ser drenado por meio de lavagem e salgamento.
Assim, produtores de aves adaptam sua produção para atender uma necessidade de um 
mercado que pode ser bem rentável. Nesse caso, a estratégia de produção foi baseada no 
mercado.
Encerramento do tema
Neste tema estudamos os principais conceitos de produção, seus objetivos e suas estratégias. 
Agora, é possível compreender o quão importante a função produção é para as organizações 
e como influencia no desenvolvimento de suas estratégias, inclusive no agronegócio. Dessa 
forma, conseguimos alcançar os objetivos de expor e exemplificar o funcionamento dos 
sistemas de produção rural.
c
Leitura complementar
No seu material complementar, você poderá ver como funciona uma usina de 
açúcar e etanol. Procure relacionar os conceitos e exemplos que apresentamos 
neste tema com as atividades na usina. 
Gestão da Produção e Logística
31
No próximo tópico, vamos entender como funciona o planejamento e controle da função 
produção e por que essa atividade é tão importante para as empresas, inclusive aquelas 
ligadas ao agronegócio.
Siga em frente e bom estudo!
Atividades de aprendizagem
1. Para que serve a administração da produção em uma fazenda produtora de trigo?
a) Para determinar quais são os melhores mercados para comercializar o trigo.
b) Para manter os registros da quantidade de horas que os empregados trabalharam, para 
pagamento de horas extras.
c) Para negociar com as agroindústrias compradoras de trigo.
d) Para gerenciar as atividades da fazenda que envolvem plantio, manutenção, colheita, 
uso de equipamentos e empregados.
e) Para tornar a empresa mais competitiva.
2. Se você fosse contratado para gerenciar a produção de uma usina de açúcar e etanol, como 
você consideraria as dimensões da produção volume, variedade, variação e visibilidade da 
usina?
a) Volume alto, variedade baixa, variação alta e visibilidade baixa.
b) Volume baixo, variedade alta, variação baixa e visibilidade alta.
c) Volume baixo, variedade baixa, variação baixa e visibilidade baixa.
d) Volume alto, variedade alta, variação alta e visibilidade alta.
e) Volume alto, variedade baixa, variação baixa e visibilidade baixa.
Curso Técnico em Agronegócio
32
3. Uma empresa agroindustrial de presuntos decidiu que, a partir do próximo ano, irá 
comercializar um produto com baixo teor de gordura. Para tanto, exige-se uma melhoria 
no processo de fabricação do presunto e a criação de um suíno diferenciado, com uma 
ração especial. Da perspectiva de produção, você considera quea estratégia de produção 
que está sendo estabelecida é:
a) de baixo para cima.
b) baseada em recursos.
c) de cima para baixo.
d) baseada no mercado.
e) um mix de todas as anteriores.
4. A agroindústria depende de duas variáveis importantes para funcionar, que envolvem a 
matéria-prima a ser processada e os insumos para processar a matéria-prima. O mesmo 
ocorre na produção agrícola. Veja se entendeu as diferenças abaixo indicando I para 
insumo e M para matéria-prima e escolha alternativa que classifica todas corretamente.
( (( Luz
( (( Fertilizante
( (( Semente
( (( Água
a) I, I, I, M
b) M, I, I, I
c) M, M, M, I
d) I, I, I, M
e) I, I, M, I
5. Sobre processos, escolha a alternativa correta.
a) Consistem em adaptar algo as preferências do usuário.
b) Referem-se a quanto uma atividade de produção ou operação é percebida pelo cliente 
final.
c) São a forma como pessoas, máquinas, equipamentos etc. são combinados e utilizados 
para a produção de produtos e/ou serviços
d) São todos os produtos e serviços que possuem um conceito que é o entendimento da 
natureza, do uso e do valor do serviço e produto.
e) São elementos que entram na produção de mercadorias ou serviços.
Planejamento e 
controle da produção 
(PCP)
02
Curso Técnico em Agronegócio
34
Tema 2: Planejamento e controle da 
produção (PCP)
No Tema 1 aprendemos os conceitos básicos sobre administração da produção. Neste novo 
tema que se inicia, vamos conhecer como se planeja a produção e de que modo devemos 
controlá-la.
Você já parou para pensar onde quer estar daqui a cinco ou dez anos? Pretende ter uma renda 
melhor, estar aposentado, ter seu próprio negócio? O planejamento é fundamental para tudo 
o que fazemos, e nas organizações isso não é diferente. 
Planejar consiste em estabelecer objetivos que queremos alcançar e 
indicar de que modo faremos isso. Já controlar serve para verificar 
se as coisas estão acontecendo de acordo com o planejado.
Ambos são fundamentais para toda e qualquer pessoa ou empresa, seja esta última de 
varejo, fabricação ou produção agrícola. Neste tema você aprenderá a elaborar planejamento 
considerando os processos de execução, controle e avaliação. Saberá como assistir o produtor 
nas suas atividades de gestão da propriedade rural.
Fonte: Shutterstock
Gestão da Produção e Logística
35
Aprenderá também como utilizar os conhecimentos da matemática básica, financeira e 
contábil nas atividades de comercialização, produção e gestão. Você irá identificar custos de 
produção para viabilizar novos investimentos. Por fim, saberá como aplicar o raciocínio lógico-
matemático nas diferentes atividades de gestão: cálculo, análise, informática, dentre outros.
Siga em frente e bom estudo!
Tópico 1: A função do planejamento e controle
Neste primeiro tópico você compreenderá a natureza da função do planejamento e controle 
e suas diferenças. Entenderá como o suprimento e a demanda afetam o processo de 
planejamento e controle. Além disso, verá mais detalhadamente as atividades de planejamento 
e como influem na gestão da produção agrícola e pecuária.
Ao final deste tópico, você será capaz de elaborar um planejamento considerando os processos 
de execução, controle e avaliação e de assistir o técnico em agronegócio ou o produtor nas 
suas atividades de gestão da propriedade rural.
Siga em frente e bom estudo!
1. O que é o planejamento e controle da produção? 
O planejamento e controle são atividades essenciais, seja na indústria, na agroindústria ou 
na fazenda. Toda e qualquer operação precisa ser planejada e controlada para ter sucesso e 
permitir que as organizações obtenham os resultados desejados.
Para exemplificar, pense em uma fazenda que comercializa suínos e bovinos para frigoríficos 
na região Centro-Oeste e Sudeste. A produção de suínos é feita em alguns galpões, próximos 
uns aos outros, com ligações internas. Já os bovinos são criados na pastagem e, no processo 
final de engorda, ficam em um espaço de confinamento.
Fonte: Shutterstock
A gestão do processo de produção é feita pelos zootecnistas, que, além de cuidarem da 
produção, devem vender os animais para os frigoríficos. A saúde dos animais é controlada 
pelos médicos veterinários; e o trabalho operacional, por trabalhadores contratados. Além 
Curso Técnico em Agronegócio
36
disso, existe o pessoal que trabalha com as operações de gestão da fazenda, como compra de 
insumos, controle dos veículos de transporte, saída dos animais etc.
Entre as atividades da fazenda, estão as transferências dos animais entre os diversos estágios 
de produção (maternidade, creche, terminação), embarques dos animais para o abate, limpeza 
das baias de suínos e da área de confinamento de bovinos, divisão do trabalho em turnos 
entre os trabalhadores e rotação dos empregados no caso de ausências, programação dos 
embarques e movimentações, conferência de entrada de insumos e saída de animais.
`
Atenção
Essas atividades são algumas entre tantas que servem para a administração da 
produção agropecuária. Da mesma forma que na fazenda do exemplo, milhares 
de outras têm de lidar todos os dias com um conjunto enorme de decisões, 
planejar as atividades futuras e controlar para que tudo ocorra de acordo com o 
planejado.
Agora que você percebeu a importância do planejamento e controle por meio do exemplo, 
vamos entender melhor os seus conceitos. Os professores Slack, Brandon-Jones e Johnston 
(2013, p. 214) explicam que “planejamento e controle dizem respeito à conciliação entre o 
que o mercado requer e o que os recursos de operação podem fornecer”. Concluem, ainda, 
que “as atividades de planejamento e controle fornecem os sistemas, os procedimentos e as 
decisões que mostram os diferentes aspectos do suprimento e demanda” (SLACK; BRANDON-
JONES; JOHNSTON, 2013, p. 214).
Mas como podemos definir o que é planejamento? 
Planejar é entender como a consideração conjunta da situação 
presente e da visão de futuro influencia as decisões tomadas no 
presente para que se atinjam determinados objetivos futuros. 
Planejar é projetar o futuro diferentemente do passado, por causas 
sob nosso controle (CORRÊA; CORRÊA, 2004).
O planejamento, então, pode ser visto como uma visão de futuro que se pretende alcançar. 
Esse planejamento pode ser dividido no curto, médio e longo prazo. 
Planejamento de curto prazo 
É aquele cujas decisões têm efeito direto no processo produtivo e consistem em ações que serão 
executadas no curto prazo, como programar a produção da próxima semana, quinzena ou mês. 
Como exemplo, pense em um frigorífico que define que em determinada semana fará abate de 
suínos e que na semana seguinte somente de bovinos; o que está sendo feito é o plano de ação 
ou o planejamento de curto prazo. 
Gestão da Produção e Logística
37
Planejamento de médio prazo 
Abrange decisões mais intermediárias, com períodos maiores que o planejamento de curto 
prazo, geralmente ações que envolvem de um semestre até um ano. Nesse caso, um exemplo 
pode ser o de determinar os meses em que a produção irá parar para manutenção de 
equipamentos, processos que serão modificados ou melhorados.
Planejamento de longo prazo 
Envolve ações que afetam as empresas num período acima de um ano, sendo geralmente 
dividido por etapas, como três, cinco ou dez anos. A decisão de uma agroindústria de ampliar sua 
capacidade de produção ou de uma fazenda que deseja inserir uma nova cultura produtiva são 
exemplos de planejamento de longo prazo.
Qual a diferença entre planejar e controlar? Veja na próxima caixa de destaque.
d
Comentário do autor
Então, podemos compreender que planejamento é a formalização do que se 
pretende que aconteça em determinado momento no futuro e controle é o 
processo de lidar com variações que podem levar os planos decurto prazo a 
serem refeitos.
Para facilitar seu entendimento, pense que planejamento é uma programação 
que se pretende que aconteça. Por exemplo, ao fazer o plantio da soja em 
agosto/setembro, temos a expectativa de colhê-la entre janeiro e março do ano 
seguinte.
Entretanto, se não ocorrerem chuvas para o plantio, temos de realizar ajustes no 
planejamento de curto prazo, pois provavelmente teremos contratos de entrega 
futura a serem prorrogados. 
Essa correção no planejamento só é possível se tivermos a atividade sob 
controle.
Assim, podemos concluir que, no agronegócio, o planejamento é tudo que fazemos em relação 
a estabelecer um processo de plantio, colheita e entrega. Já o controle serve para verificar se 
conseguiremos atingir o planejado ou não. Atualmente, as grandes empresas que atuam no 
ramo de produção rural têm um planejamento e controle da produção rigorosos para evitar 
quebras ao longo da cadeia de suprimentos, conforme você estudará a seguir.
c
Leitura complementar
Para saber mais sobre o planejamento e controle e sua importância para o 
agronegócio, estude o item 2 do material complementar.
Curso Técnico em Agronegócio
38
2. Suprimento e demanda
Todas as atividades de produção dependem do fluxo de suprimento e demanda para 
operarem. A finalidade de um produto qualquer é a de atender uma demanda do consumidor, 
que, como vimos anteriormente, pode ser implícita ou explícita. 
Se produzirmos acima da demanda, formaremos estoques. Se produzirmos abaixo da 
demanda, não atenderemos os clientes e perderemos faturamento. Esses dois fatores 
precisam ser balanceados para alcançarmos resultados positivos.
Exemplo
Imagine que você necessite organizar uma festa, em que muitas questões de planejamento 
e controle precisam ser determinadas, como número de convidados, bebidas necessárias, 
quantidade de salgados, de pessoas para servir durante a festa, quais entretenimentos serão 
disponibilizados aos convidados, como eles serão recebidos e acomodados, quais músicas 
tocar, entre outros.
Fonte: Shutterstock
Evidentemente, no dia do evento poderão ocorrer problemas, como excesso de convidados, 
falta de comida e bebidas, algum dos entretenimentos não aparecer como combinado 
e surgirem diversos outros transtornos que, muitas vezes, podem ser irreparáveis para o 
sucesso da festa. 
Realmente, um gerente de produção e operações deve ter em conta que o planejamento e 
controle é algo muito sério e que a sua função básica consiste em conseguir regular suprimento 
e demanda de maneira equilibrada.
Gestão da Produção e Logística
39
Se um produtor rural plantar uma área extensa de milho e a safra mundial for muito grande, ele 
perderá dinheiro, porque a oferta será maior que a demanda e os preços da commodity cairão. 
Contrariamente, se a oferta internacional for baixa, certamente terá uma boa lucratividade, 
pela escassez do produto no mercado e pelo consequente aumento de preços.
Por que essas coisas acontecem? Simplesmente porque coordenar 
oferta e demanda é uma atividade difícil que necessita de muito 
planejamento e controle.
A demanda pode ser vista a partir de alguns aspectos:
Demanda dependente
Aquela gerada a partir do histórico de produção que temos. A demanda de caminhões 
necessárias na safra de grãos pode ser calculada mediante a previsão de colheita esperada.
Demanda independente
Aquela que não depende de nenhum fator histórico, e sim apenas da previsão do planejador 
da produção. Uma agroindústria que crie um novo tipo de suco sem igual no mercado não 
tem como prever quanto desse suco conseguiria vender no varejo. Nesse caso, a demanda 
é independente e o sucesso da estratégia depende da experiência do planejador que fará a 
previsão de consumo e fabricação. 
Demanda conhecida
Aquela gerada a partir dos pedidos dos clientes. No ramo industrial, é muito comum empresas 
que produzem seus produtos sob encomenda. Já na agricultura e pecuária, isso não é tão 
comum, pois são produções de ciclo longo. 
3. Atividades de planejamento
Para fazer o planejamento da produção, a primeira condição é saber qual o tipo de produção 
que a organização executa ou irá executar. A produção é para estoque? É sob encomenda? 
Siga em frente para conhecer os tipos de produção.
Produzir para estoque consiste na produção em grandes quantidades e no estoque em 
armazéns para entrega conforme o surgimento da demanda. Os produtos do agronegócio 
seguem muito essa tendência, daí a necessidade de áreas de armazenagem, que, às vezes, 
são escassas.
Curso Técnico em Agronegócio
40
'
Dica
Por exemplo, imagine que uma fabricante de sementes de soja compra os 
insumos, programa a produção, semeia, colhe, processa, ensaca e envia para o 
varejo. Todos esses processos ocorrem antes de o cliente fazer o pedido. Nesse 
caso, o tempo de fazer é máximo e o tempo de demanda é mínimo. Os custos do 
estoque são todos da empresa, e, se a semente estragar porque não vendeu, a 
sementeira assume o prejuízo.
Produzir sob encomenda significa que a produção só será entregue após a encomenda do 
cliente. Um frigorífico pode abater os suínos apenas depois da entrada do pedido do cliente, 
indicando a quantidade de carcaças que deseja comprar.
'
Dica
Aqui o tempo de demanda ocorre no início da produção, quando as empresas já 
possuem os recursos, porém eles não foram processados.
Obter recursos sob encomenda é o ciclo máximo entre tempo de demanda (pedido) e tempo 
de fazer (execução). Nessa situação, usando ainda o exemplo do frigorífico, este só vai obter 
os suínos para abate depois do pedido do cliente. No caso anterior, o frigorífico já tinha um 
pedido de suínos que seriam processados e direcionou para o cliente.
'
Dica
Neste caso, o frigorífico irá adquirir os suínos com o produtor rural após o 
pedido do cliente.
Assim, dentro do planejamento de produção, uma das atividades é regular o tempo de 
demanda com o tempo de fazer. E essa atividade é chamada de determinação do tempo de 
atravessamento.
As atividades de planejamento e controle da produção são:
Carregamento da 
produção
Consiste em alocar os recursos de acordo com a operação a ser 
realizada. Por exemplo, para semear um campo, precisamos alocar 
máquinas e homens, pois esses recursos estarão ocupados por 
um espaço de tempo. Para estabelecer o tempo de carregamento, 
devemos dividir o tempo de produção necessário pelo número de 
horas diárias que as máquinas e os homens estarão disponíveis.
Gestão da Produção e Logística
41
Sequenciamento
Toda atividade de produção tem uma sequência de operações que 
deve ser seguida para gerar o produto final. Assim, para um produto 
agrícola, geralmente a sequência é a preparação do solo, o plantio, a 
manutenção, a colheita, a distribuição.
Programação
Depois de sequenciada a produção é necessário efetuar a 
programação detalhada, indicando os movimentos e os tempos de 
início e final. Algumas características importantes da programação.
Monitoramento e 
controle da operação
Depois de estabelecido o carregamento, o sequenciamento e a 
programação, a operação precisa ser monitorada e controlada. 
Assim, deve ser comparado o programado com o que está sendo 
executado para garantir que os prazos serão atendidos.
Monitoramento e controle da produção
Replanejar
Controle
Entrada Processamento Saída
Fonte: Slack, Brandon-Jones, Johnston (2013).
c
Leitura complementar
Para saber mais sobre as atividades de planejamento para suprimento e 
demanda, estude o conceito de tambor e pulmão no material complementar, 
item 2.
Tópico 2: Planejamento e controle da capacidade
O planejamento e controle da capacidade de produção é fundamental para uma organização 
conseguir avaliar sua capacidade de atender a demanda e calcular a sustentabilidade do negócio.
Na produção agrícolaisso nem sempre é levado em conta no momento da produção e o 
resultado são diversos gargalos de armazenagem, transporte, portos etc. Outro problema 
oriundo da falta de planejamento da capacidade é a redução dos lucros por perdas e excesso 
de produção no mercado.
Neste tópico vamos conhecer os conceitos fundamentais do planejamento e controle da capa-
cidade e como fazer esse planejamento. Ao final, você será capar de utilizar os conhecimentos 
Curso Técnico em Agronegócio
42
da matemática básica, financeira e contábil nas atividades de comercialização, produção e 
gestão, assim como identificar custos de produção para viabilizar novos investimentos.
Siga em frente e bom estudo!
1. Conceitos de capacidade de produção
Slack, Chambers e Johnston (2009) estabelecem que o “planejamento e controle da capacidade 
é a tarefa de determinar à capacidade efetiva da operação produtiva, de forma que ela possa 
responder pela demanda”.
Desse modo, podemos entender que toda organização deve 
identificar qual a sua capacidade produtiva mediante as estruturas 
disponíveis.
Em uma indústria isso é mais fácil, pois depende da capacidade das máquinas e dos 
equipamentos instalados, bem como da área. Na produção agrícola, a restrição à capacidade 
atualmente está condicionada, em especial, ao tamanho da área. Além disso, como iremos 
discutir, a produção agrícola tem muitos gargalos logísticos.
J
Reflexão
A capacidade de produção agrícola está atrelada a fatores como área, 
infraestrutura viária, transporte, áreas de armazenagem. Entretanto, essas 
diversas atividades estão vinculadas a setores diferentes, como produtores 
rurais, transportadores, governo, associações, cooperativas, empresas de 
comercialização.
Como você acha que essas empresas deveriam lidar com o planejamento e 
controle da capacidade da produção agrícola brasileira?
Os objetivos do planejamento e controle de capacidade podem afetar os custos e as receitas, 
o capital de giro, a qualidade e a confiabilidade. Veja a seguir como o planejamento e controle 
interferem nesses fatores.
Custos e receitas – a capacidade produtiva deve estar alinhada à demanda existente do 
mercado consumidor. Portanto, produzir mais do que o que pode ser vendido resulta em 
estoques e queda de preços. Ao contrário, produzindo abaixo da capacidade, você tem custos 
de subutilização de mão de obra, equipamentos e uso da estrutura, o que aumenta o custo do 
produto e reduz a competitividade. É o chamado custo de oportunidade.
Custo de oportunidade
Consiste no custo econômico que temos quando optamos por determinada ação, e não por 
outras. O retorno que dariam as atividades não realizadas com os recursos é o custo de 
oportunidade, ou seja, são as oportunidades perdidas por aplicar os recursos no seu negócio.
Gestão da Produção e Logística
43
Exemplo
Imagine que você decida cursar uma faculdade. O seu custo de oportunidade consiste em 
tudo que você terá de abrir mão para fazer o curso de graduação, como: o dinheiro pago 
pelas mensalidades, o tempo não despendido com a família, o valor que poderia ganhar se 
estivesse trabalhando nas horas que está estudando, os juros que deixou de ganhar se tivesse 
aplicado o dinheiro. Tudo isso compõe o seu custo de oportunidade por estudar.
Capital de giro – uma das soluções para coordenar a oferta e demanda é produzir para 
estoque. A lógica é que se mantém, ao longo do tempo, a mesma produção, produzindo para 
estoque no período de baixa demanda, que servirá para cobrir o período de alta demanda. 
Entretanto, produzir para estoque indica que a empresa deve financiar a produção e, portanto, 
precisa de capital de giro.
Fonte: Shutterstock
Qualidade – o planejamento da capacidade também pode afetar a qualidade de bens e 
serviços. Para produzir mais, precisa contratar funcionários temporários, que, pela falta de 
experiência, podem afetar a qualidade dos itens.
`
Atenção
Máquinas e equipamentos produzindo por muitas horas seguidas também 
podem interferir na qualidade do que está sendo produzido.
Confiabilidade – é afetada pelo alto uso de capacidade. Quanto mais a produção estiver 
próximo da capacidade, menor a margem para eventuais paradas destinadas a manutenção, 
o que afeta a confiabilidade de que o produto será entregue no prazo.
Curso Técnico em Agronegócio
44
Etapas para gestão da capacidade
A seguir, confira as etapas para a gestão da capacidade.
Etapa 1 - Medir a demanda e 
a capacidade agregada
Etapa 2 - Identificar os planos
de capacidade alternativos
Etapa 3 - Escolher o plano de 
capacidade adequado
Tempo
Estimativa da
capacidade atual
Pr
od
uç
ão
 a
gr
eg
ad
a
Etapas para gestão da capacidade
Previsão da 
demanda
Fonte: Slack, Brandon-Jones, Johnston (2013).
A gestão da capacidade depende de uma sequência de decisões. Quando precisamos lidar 
com o planejamento da capacidade, a primeira etapa é entender os números referentes à 
demanda, se teremos mercado para nossos produtos. 
'
Dica
Numa produção agrícola, o primeiro passo seria verificar se vamos ter demanda 
para o milho que pretendemos plantar, por exemplo, e o quão confiáveis são 
esses números.
A segunda etapa é verificarmos se conseguiremos ter planos alternativos que podem ser 
adotados em caso de flutuação da demanda. Se produzirmos demais, teremos onde estocar o 
milho caso a demanda flutue para baixo? Desse modo, estamos validando se temos condições 
de soluções alternativas se necessário.
Na terceira etapa escolheremos o plano de capacidade que iremos adotar, o quanto 
produziremos. A seguir vamos aprender como fazer o planejamento da capacidade.
Gestão da Produção e Logística
45
2. Como planejar a capacidade de produção?
Como vimos anteriormente, para planejarmos a capacidade, devemos, em primeiro lugar, 
determinar a demanda e a capacidade produtiva.
A demanda precisa ser calculada em valores que são mensuráveis para a produção; não 
adianta saber quantos milhões de reais venderei de soja, e sim quantas toneladas poderão 
ser vendidas.
`
Atenção
A demanda deve ser o mais precisa possível, para evitar excesso de carga de 
produção, ou seja, alocação de mais máquinas, empregados e área do que 
necessário.
Outro fator que pode interferir no planejamento da capacidade é a flutuação da demanda. 
Para alguns produtos a demanda é constante, porém, para outros setores é flutuante, o que 
dificulta o processo de planejamento.
A sazonalidade também é um fator importante para o planejamento da capacidade. Ela 
interfere tanto na demanda como no suprimento. Assim, alguns produtos têm períodos de 
produção altos e outros de escassez, bem como a demanda também. 
d
Comentário do autor
Para facilitar seu entendimento, vamos pensar sobre o caso dos famosos ovos de 
chocolate comercializados na Páscoa. Eles têm uma demanda sazonal, ou seja, 
só são vendidos durante um curto período de tempo. Essa sazonalidade interfere 
diretamente no planejamento da capacidade de uma indústria de chocolates, 
tendo de dimensionar a produção e os estoques que serão demandados no 
curto período sazonal.
Na agricultura também encontramos sazona-
lidade na produção. A soja é plantada em um 
período e colhida em outro; o milho, o café 
etc. seguem esse mesmo ciclo. Desse modo, 
uma usina de açúcar e etanol, como vimos 
anteriormente, tem um período de produção 
sazonal de cana-de-açúcar que influencia nos 
períodos de safra com preços menores para 
o combustível e os alimentos.
A demanda, como podemos perceber, não é 
uma variável simples de calcular; depende de 
fatores externos inerentes ao perfil de con-
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
46
sumo. Entretanto, um gestor de produção precisa tomar decisões com base na demanda 
estimada e na sua capacidade produtiva. 
Oestabelecimento da capacidade produtiva depende do mix de atividades, do tempo 
disponível de mão de obra e de máquinas e equipamentos. Num transporte de passageiros, 
calculamos a capacidade em passageiros/hora; num hospital, em pacientes/médicos/hora; 
num processo de fabricação, em produtos/hora, e assim por diante.
j
Atividade prática
Calculando a capacidade I:
Um frigorífico de frangos pode produzir frangos inteiros, cortes ou miúdos para 
comercialização. O processamento de um frango inteiro consiste no abate, na 
limpeza, no corte dos pés, na retirada de miúdos e na embalagem, o que pode 
ser feito em dez minutos. Já o frango em cortes exige 20 minutos, pois as partes 
precisam ser cortadas e embaladas separadamente de acordo com o tipo de 
produto (peito, coxa, asa etc.).
O departamento de vendas informou que os cortes vendem duas vezes mais do 
que o frango inteiro. Portanto, temos a proporção de produção de 1:2 (um frango 
inteiro para dois frangos em cortes).
O gerente de produção, com base nesses dados, pretende organizar sua 
produção de oito horas.
Qual a capacidade produtiva de frangos inteiros e em cortes?
O primeiro passo consiste em calcular o tempo de produção na proporção da 
demanda:
tempo de produção = (1 × 10) + (2 × 20) = 50 minutos
Desse modo, sabemos que, para produzir três unidades de acordo com a 
proporção da demanda apresentada, o tempo é de 50 minutos por ciclo (é 
importante observar que estamos considerando o corte como apenas uma 
unidade, ou seja, como se todos os cortes do frango fossem uma única peça, 
para efeito de capacidade de produção).
Se sabemos que a jornada é de oito horas, logo temos:
capacidade de produção = 
(8 x 60 minutos)
50
 x 3 = 28,8 = unidades/dia[ ]
Isso significa que o frigorífico tem capacidade de produzir 28,8 unidades/dia, 
somando frangos inteiro e cortes.
Caso queira saber a produção em uma semana, considerando uma jornada de 
trabalho de cinco dias, o cálculo seria:
28,5 × 5 = 142,5 unidades/semana
Gestão da Produção e Logística
47
É importante diferenciarmos agora que, para o gestor de produção, existem três tipos de 
capacidade: a efetiva, a de projeto e a real de produção.
A capacidade de projeto é aquela estabelecida no momento do planejamento da planta de 
produção. Definimos a quantidade de máquinas e equipamentos, bem como a mão de obra 
desejada para produzir determinada quantidade máxima que esses bens e essas pessoas 
podem produzir.
Contudo, todo equipamento necessita de 
manutenção e paradas técnicas de ajustes 
e alteração do processo. Essas perdas por 
paradas técnicas independem do gerente de 
produção; portanto, quando deduzidos os 
tempos dessas paradas, temos a capacidade 
efetiva da instalação.
Evidentemente, alguns outros problemas 
podem ocorrer, como falta de empregado, 
quebra da máquina, problemas de qualidade. 
Quando essas perdas são descontadas 
da capacidade efetiva, o que nos sobra é 
capacidade real de produção. Essas três 
variáveis podem ser descritas por meio do 
cálculo de utilização e eficiência do sistema.
j
Atividade prática
Calculando a capacidade II: utilização e eficiência
Suponha que uma usina de açúcar e etanol tem capacidade de projeto de 10 mil 
litros de etanol por hora e que a produção trabalhe 7 dias por semana e 16 horas 
por dia (7 x 16 = 112 horas/semana).
Para calcular a capacidade de projeto, temos: 
capacidade de projeto = 10.000 × 16 × 7 = 1.120.000 de litros por semana
Agora suponha que, durante a semana, a usina ficou parada 10 horas para 
manutenção, houve investigação por falhas de qualidade em mais 12 horas e 
interrupção de mais 10 horas na produção do etanol para produção de outros 
produtos. Isso alterou a capacidade efetiva:
capacidade efetiva = 112 - 10 = 102 horas
capacidade real de produção = 112 - 12 - 10 - 10 = 80 horas
...
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
48
j
Logo:
10.000 × 80 = 800.000 litros por semana
Desse modo, podemos calcular a utilização:
utilização = volume de produção real / capacidade de projeto
utilização= 
800.000
1.120.000
= 0,71 = 71%
E a eficiência:
eficiência = volume de produção real / capacidade efetiva
utilização= 
800.000
(102 x 10.000)
= 0,784 = 78,4%
Tópico 3: Planejamento e controle de estoque
Agora que você entendeu o que é o planejamento e controle da produção e aprendeu como 
calcular a capacidade de uma planta de produção, vamos estudar um pouco os estoques, 
que, como vimos, têm o papel de regular oferta e demanda e manter o fluxo nas operações, 
mesmo com a existência de gargalos de produção.
Ao final deste tópico, você será capaz de aplicar o raciocínio lógico-matemático nas diferentes 
atividades de gestão: cálculo, análise, informática, entre outros.
Siga em frente e bom estudo!
1. Conceito de estoque
Imagine que você tenha acordado cedo para capinar o jardim. Trabalha sob sol forte até o 
meio-dia, quando decide ir almoçar. Entra em casa todo feliz, abre a geladeira e descobre 
que não tem nada. Olha a despensa, e o cenário é o mesmo. Antes que entre em desespero, 
a primeira solução é ligar para um restaurante e pedir comida ou, se preferir, ir até um. 
Existe também a solução de ir até o supermercado e comprar novos alimentos. Agora, todo 
o problema poderia ser facilmente resolvido se tivesse guardado temporariamente alguns 
alimentos na sua despensa e na geladeira ou planejado a reposição da despensa antes de 
acabarem os mantimentos existentes.
Assim, podemos concluir que é fundamental o estoque de materiais para manutenção do 
fluxo de produção e consumo. Precisamos de alimentos guardados para poder preparar o 
almoço, o supermercado precisa de alimentos estocados para repor nas prateleiras; nós, para 
repor nossas despensas. Os fornecedores dos supermercados devem ter produtos estocados 
para atender rapidamente a esses estabelecimentos.
Gestão da Produção e Logística
49
Imagine o caos que seria se, toda vez que precisássemos de deter-
minado alimento, tivéssemos de encomendá-lo ao supermercado 
e este, por sua vez, somente então encomendar ao seu fornecedor. 
Para evitar essas falhas é que os sistemas dependem de estoques. Estoques nada mais são 
do que a guarda temporária de produtos. Na produção eles estão espalhados por diversas 
operações. Se eles forem grandes demais, trarão risco para empresa por excesso de capital 
investido parado e risco de ficarem ultrapassados. Se faltarem, colocarão em risco toda a 
operação da empresa e levarão à perda de clientes.
Uma boa definição de estoques é dada por Slack, Brandon-Jones e Johnston (2013, p. 188):
“Estoque é a cumulação armazenada de recursos materiais em 
um sistema de transformação.”
Assim, todo sistema pode ser visto como um modelo de transformação, ou sistema de 
transformação, e, portanto, está sujeito aos estoques. A produção de grãos seria inviável se 
não houvesse estruturas de armazenagem ao longo da cadeia produtiva que permitissem que 
esses estoques se acumulassem, regulando a oferta e demanda e viabilizando o processo de 
comercialização e distribuição. 
2. Tipos de estoque e materiais armazenados
Os estoques, do ponto de vista de produção, são classificados em: de segurança, de ciclo, de 
antecipação, de distribuição.
• Estoque de segurança – toda operação tem uma oferta e demanda que são muito difíceis 
de serem reguladas. O ideal seria que a quantidade produzida fosse a vendida. 
`
Atenção
O estoque de segurança é a quantia mínima existente em um sistema para que 
este não pare de funcionar.
As cadeias de armazenagem e distribuição de grãos são obrigadas a manter um estoque de 
segurança que minimize o risco da falta destes, que pode ocorrer pela diminuição da produção 
devido aos problemas climáticos, por exemplo.
• Estoque de ciclo – suponha que estejamuito calor e que, perto da sua residência, exista 
uma fábrica de picolés. Quando você vai à fábrica, que sabiamente tem uma pequena 
sorveteria na entrada, você deseja um picolé de coco, um de chocolate e outro de morango.
Curso Técnico em Agronegócio
50
`
Atenção
Isso só será possível se a fábrica de sorvete trabalhar com estoques de ciclo, 
afinal os picolés são produzidos na mesma linha de produção. Assim, a fábrica de 
sorvetes produz uma quantidade de certo sabor e armazena, faz outro sabor e 
armazena, e assim por diante.
Esses estoques que permitem atender uma demanda dos mais variados sabores são 
conhecidos como estoques de ciclo, ou seja, armazenam os lotes de produção. Na agricultura 
um exemplo é a produção de soja e depois milho na mesma terra: ciclo da soja e ciclo do 
milho.
• Estoque de antecipação – muito comum em operações sazonais, como os ovos de chocolate 
na Páscoa, que são produzidos o ano inteiro e colocados no estoque de antecipação para 
serem comercializados nesse curto período.
• Estoque de distribuição – esse tipo de estoque existe porque não é possível fabricar e 
entregar um produto imediatamente. Então são gerados estoques ao longo do canal de 
distribuição para facilitar a entrega dos produtos aos clientes finais nos prazos adequados.
Os materiais armazenados podem ser:
• Matéria-prima – são os insumos básicos para a maioria dos produtos industrializados e 
onde se encontram muitos produtos do agronegócio. A matéria-prima pode estar no 
seu estado original ou ter passado por um processo de transformação. Como exemplo 
podemos citar produtos agrícolas, minério de ferro, chapas de aço, polímeros etc.
Legenda: Algodão utilizado como matéria-prima na fabricação de tecidos.
Fonte: Shutterstock
Gestão da Produção e Logística
51
• Materiais em processo – são aqueles que aguardam serem novamente processados: o 
processo de envelhecimento de um vinho, uma peça aguardando ser montada ou um 
produto agrícola esperando ser processado. A soja, por exemplo, quando armazenada em 
silos para aguardar o processo industrial de produção de óleo bruto, é considerada um 
material em processo.
Legenda: Silos em planta industrial.
Fonte: Shutterstock 
• Produtos acabados – são aqueles conside-
rados prontos para serem consumidos. São 
conhecidos também como produtos finais. 
Nesta categoria podemos incluir desde ele-
trônicos até produtos de primeira necessi-
dade, como o arroz.
Como você percebeu, os produtos agrícolas 
podem estar localizados em todas as 
categorias de produtos estocados. O que 
diferencia o tipo de produto é a parte do 
processo em que se encontra e a característica 
de comercialização.
Legenda: Produto acabado (arroz).
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
52
3. Gestão e controle de estoque
Uma das atividades mais importantes do planejamento e controle da produção é o planeja-
mento e controle de estoque, aqui denominado apenas de gestão e controle de estoque. 
Os estoques são inerentes ao processo produtivo; podemos reduzi-los, mas dificilmente 
eliminá-los. É o caso, por exemplo, do processo conhecido como Just-in-Time. Este é voltado 
para a redução de estoque, pois acredita que o dinheiro da empresa não deve ficar retido em 
materiais no início, no meio e no fim do processo, mas sim servir para gerar investimentos e 
lucratividade aos acionistas.
Just-in-Time
Sistema de produção que visa à redução de estoques, uma vez que o fornecimento é realizado 
no momento da produção e os produtos são fabricados sob encomenda e com rigoroso controle 
do tempo de entrega à indústria.
As razões a favor de se manter estoques, segundo Ballou (2006), consistem no fato de que 
os estoques melhoram a qualidade do serviço prestado, pois permitem uma disponibilidade 
imediata do produto para atendimento da demanda.
'
Dica
No setor agroindustrial, os estoques possibilitam reduzir custos de operação. 
Uma agroindústria de esmagamento de soja, por exemplo, que compra grãos 
no período de safra e armazena durante o ano produtivo, paga um valor bem 
menor do que se comprasse apenas no momento da produção.
Entretanto, existem alguns fatores negativos de se manter estoques, como apresentam Slack, 
Brandon-Jones e Johnston (2013):
• vinculam o dinheiro como capital de giro, que fica indisponível para outros usos;
• representam custo de armazenamento (aluguel de área e equipamentos de estocagem);
• podem se tornar obsoletos, ultrapassados e impróprios para o consumo;
• podem trazer perigos no armazenamento, como produtos inflamáveis e defensivos 
agrícolas;
• consomem espaços que poderiam ter outra destinação;
• têm custos de administração.
Gestão da Produção e Logística
53
c
Leitura complementar
Você sabe fazer o planejamento de estoque? 
No item 4 do material complementar, você encontra tudo o que precisa saber 
para calcular e planejar estoques. 
Encerramento do tema
Neste tema vimos os principais conceitos do planejamento e controle da produção, seus 
objetivos e suas estratégias. O planejamento e o controle são essenciais para o processo 
de produção nas diversas áreas do agronegócio. Durante este estudo, você conheceu duas 
atividades muito importantes do controle da produção, que são: o planejamento e controle da 
capacidade e o planejamento e controle dos estoques.
Atingimos, assim, os objetivos de conhecer os métodos de planejamento da produção rural e 
empregar ações de controle de estoques, aquisição e programação de produção. 
c
Leitura complementar
O processo de planejamento e controle deve integrar os principais setores de 
uma empresa, não importa o tamanho desta. O mesmo vale para empresas 
ligadas ao agronegócio. No item 3 do material complementar, você encontra 
mais informações sobre o assunto.
Desse modo, finalizamos a parte dos conceitos de gestão da produção. A partir da próxima 
unidade, vamos estudar os conceitos de cadeias de suprimentos e de logística com foco no 
agronegócio.
Atividades de aprendizagem
1. Das alternativas a seguir indique aquela que NÃO corresponde a uma das atividades do 
planejamento e controle da produção.
a) carregamento da produção
b) sequenciamento
c) programação
d) monitoramento e controle da operação 
e) gestão de estoque
Curso Técnico em Agronegócio
54
2. Um produtor de milho precisa fazer o planejamento da capacidade de produção da sua 
propriedade. Qual o primeiro fator que ele deve considerar para fazer esse planejamento?
a) Calcular o custo de oportunidade.
b) Conhecer a demanda.
c) Estabelecer a área de armazenagem necessária.
d) Contratar capital de giro.
e) Fazer a alocação dos recursos homem e máquina para saber qual a capacidade que tem 
de produção.
3. Suponha que uma indústria de esmagamento de soja tenha capacidade de projeto de 
esmagar 2 mil litros de óleo por hora e que a produção trabalhe sete dias por semana e 
oito horas por dia. Calcule a capacidade de projeto.
a) 560.000 litros de óleo/semana.
b) 950.000 litros de óleo/semana.
c) 120.000 litros de óleo/semana.
d) 1.112.000 litros de óleo/semana.
e) 112.000 litros de óleo/semana.
4. O sistema Toyota de produção foi um importante modelo de produção, desenvolvido pelos 
japoneses da montadora de automóveis Toyota. Entre tantos procedimentos, um deles se 
destacava pela redução dos itens em estoque. Os ocidentais adaptaram o sistema para as 
características das suas empresas, e hoje esse modelo é amplamente difundido com outra 
nomenclatura. Esse sistema primeiramente foi utilizado nas indústrias e hoje também está 
presente nas agroindústrias. Sua definição é dada como “um sistema de produção que 
visa à redução de estoques, uma vez que o fornecimento é realizado no momento da 
produção e os produtos são fabricados sob encomenda e com rigoroso controle do tempode entrega pela indústria”. Desse modo a sua nomenclatura utilizada no Ocidente ficou 
conhecida como:
a) estoque de segurança.
b) capacidade de projeto.
c) Just-in-Time.
d) sequenciamento.
e) STP.
Gestão da Produção e Logística
55
5. Leia atentamente os aspectos negativos de se manter estoques indicados, indique V para 
verdadeiro e F para falso e, posteriormente, escolha a alternativa correta.
( (( Estoques vinculam o dinheiro como capital de giro, que fica indisponível para outros 
usos.
( (( Estoques representam reduzido custo de armazenamento e aumentam a 
competitividade das empresas.
( (( Estoques nunca se tornam obsoletos, ultrapassados e impróprios para o consumo.
( (( Estoques podem trazer perigos no armazenamento, como produtos inflamáveis e 
defensivos agrícolas.
a) V, F, F, V
b) V, F, F, F
c) V, V, V, F
d) F, F, V, V
e) F, V, V, F
Gestão da cadeia de 
suprimentos
03
Gestão da Produção e Logística
57
Tema 3: Gestão da cadeia de suprimentos
Nos dois primeiros temas, você estudou o processo produtivo dentro das organizações. 
Agora, vamos cruzar essas fronteiras e aprender como as organizações modernas funcionam 
em rede.
Fonte: Shutterstock
Você sabia que as suas ações como técnico em agronegócio vão muito além do campo? Elas 
têm influência em todo o sistema, e, portanto, precisamos analisar as atividades em um 
sistema de rede, mais conhecido como cadeias de suprimentos.
Mas, afinal, o que são essas cadeias? Como podemos defini-las? De que maneira elas 
influenciam seu trabalho como técnico em agronegócio?
Curso Técnico em Agronegócio
58
Para responder a essas perguntas, vamos começar a estudar, neste 
novo tema, as cadeias de suprimentos e como seu comportamento 
de rede afeta todas as atividades, seja no campo, na indústria ou 
no varejo.
Neste tema você conhecerá alguns tipos de produtos agropecuários em suas cadeias 
produtivas e compreenderá o conceito e a caracterização dos principais componentes da 
cadeia logística do agronegócio.
Siga em frente e bom estudo!
Tópico 1: Cadeias de suprimentos
O objetivo deste tópico é apresentar o que é uma cadeia de suprimentos, como funciona a 
gestão desta e a diferença entre cadeia de suprimentos e cadeia produtiva.
Ao final deste tópico, você será capaz de incentivar o associativismo e o cooperativismo como 
oportunidades de desenvolvimento econômico e social, promover ideias e ações inovadoras 
na propriedade e avaliar mercados e analisar produtos a fim de propor estratégias inovadoras 
de comercialização.
Siga em frente e bom estudo!
1. Cadeia de suprimentos
Para entendermos a cadeia de suprimentos, vamos compreender melhor a definição de cada 
uma dessas palavras. 
Cadeia
1. Sucessão de anéis ou de elos de metal ligados uns aos outros; corrente.
2. Figurativo: sequência de pessoas, objetos, palavras etc. 
3. Local de prisão de contraventores da lei. (FERREIRA, 2000).
Suprimento
1. Ação ou efeito de suprir; acrescentamento, adição, suplemento.
2. Coisa que remedeia ou serve para satisfação de necessidades. (MICHAELIS, 2015).
Como você pode perceber, o primeiro conceito para cadeia é o de corrente, na qual os elos 
são unidos com a finalidade de prover um sistema de força e tração. Assim, correntes são 
fortes devido à união dos seus elos. Quando analisamos o segundo significado de cadeia, 
Gestão da Produção e Logística
59
percebemos que o termo é utilizado por sequências. Dessa forma, podemos estabelecer o 
primeiro paralelo com as cadeias de suprimentos:
O termo “cadeia” corresponde aos elos ou à sequência de empresas 
que operam em atividades sequenciais, em que cada uma depende 
de algo fornecido pelo elo anterior e fornecido ao elo subsequente.
Agora, analisando mais a fundo o termo “suprimentos”, este pode ser definido como uma ação 
de suprir algo, ou seja, fornecer. Assim, podemos traçar o paralelo, em que as cadeias devem 
suprir as necessidades. Por muito tempo essas necessidades eram vistas como o atendimento 
aos clientes diretos, mas atualmente temos considerado que não suprimos apenas o cliente 
direto, mas participamos de uma cadeia que tem o objetivo de suprir o consumidor final.
Podemos definir que a cadeia de suprimentos é formada por orga-
nizações que trabalham em conjunto com a finalidade de suprir o 
consumidor final com os produtos e serviços desejados. Portanto, 
não podemos ver a atividade agropecuária e agroindustrial como 
simples fornecimento ao cliente imediato, ou seja, para aqueles 
que vendemos diretamente os produtos, e sim como parte de um 
sistema que visa garantir o abastecimento alimentar e energético 
do consumidor final.
Podemos complementar essa definição com a dos professores Francischini e Gurgel (2002), 
os quais explicam que cadeias de suprimentos integram processos que formam determinado 
negócio e envolve desde os fornecedores originais até o usuário final, proporcionando 
produtos, serviços e informações que agregam valor.
Observe a seguir o fluxo básico de uma cadeia de suprimentos.
Fornecedores Fabricantes Atacadistas
VarejistasConsumidores/Clientes
Legenda: Cadeia de suprimentos.
A cadeia de suprimentos é composta de empresas que podem ser divididas em fornecedores, 
fabricantes, distribuidores/atacadistas e varejistas, que têm como finalidade o suprimento 
dos consumidores finais.
Todos esses agentes deveriam trabalhar em colaboração para que possamos ter os produtos 
de que necessitamos. Essa colaboração pode ocorrer por parcerias ou simples relação de 
compra e venda.
Curso Técnico em Agronegócio
60
`
Atenção
O papel do agronegócio, portanto, é fundamental nas cadeias de suprimentos, 
pois fornecem matérias-primas para a agroindústria transformar em outros 
produtos necessários aos consumidores e fornecem o alimento para as pessoas 
se manterem todos os dias. 
Siga em frente para compreender o conceito de gestão da cadeia de suprimentos.
2. Gestão da cadeia de suprimentos
Uma vez que compreendemos a ideia de cadeia de suprimentos, é possível discutirmos a 
gestão desta, conhecida pelo seu termo em inglês supply chain management.
De acordo com Handfield e Nichols (1999), a gestão da cadeia de suprimentos envolve todas 
as atividades relacionadas com o fluxo e a transformação de mercadorias, desde o estágio da 
matéria-prima (extração) até o usuário final, bem com os respectivos fluxos de informações.
`
Atenção
O gerenciamento da cadeia de suprimentos é a integração dessas atividades 
mediante relacionamentos aperfeiçoados na cadeia de suprimentos, com o 
objetivo de conquistar uma vantagem competitiva sustentável.
O que os autores querem dizer é que as cadeias de suprimentos precisam ser administradas 
e o relacionamento entre empresas aperfeiçoado, para que possam ter uma vantagem 
competitiva.
O
Informação extra
Você sabia que a vantagem competitiva nada mais é do que obter uma vantagem 
em relação ao concorrente que lhe permita vencer a competição no mercado 
em que atua? Na produção de grãos, por exemplo, a vantagem competitiva da 
cadeia de suprimentos brasileira está na alta produtividade por hectare obtida 
em vários produtos.
Para saber mais, confira o vídeo da professora Martha Savastano (FGV-Eaesp) 
disponível em:
<https://endeavor.org.br/vantagem-competitiva-valor-do-negocio-como-
diferencial>.
A vantagem competitiva se torna sustentável quando as organizações conseguem obter uma 
vantagem que não se perde ao longo do tempo, ou seja, geralmente são aquelas conseguidas 
por desenvolvimentos de longo prazo.
Gestão da Produção e Logística
61
A gestão da cadeia de suprimentos envolve, portanto, o conceito de estabelecer uma gestão 
entre os elos da corrente. Essa gestão é organizada pela empresa mais importante da cadeia 
ou a que tenha o maior conhecimentodo mercado ou a que possua maior força na rede.
j
Atividades práticas
O Brasil é um grande produtor de frangos e, além de abastecer o mercado 
interno, atende também o mercado externo por meio de exportações. 
Geralmente, os frangos são produzidos em aviários em propriedades rurais que 
são remunerados pelas agroindústrias em ciclos, ou seja, período de crescimento 
e engorda dos frangos para abate. 
As agroindústrias fornecem a ração e as aves. Passado o ciclo de produção, 
as aves são coletadas pelo transporte contratado pelas agroindústrias e 
encaminhadas para o frigorífico destas a fim de serem abatidas e processadas.
Com o processo de transformação das aves em carne, os diversos produtos são 
encaminhados ao varejo para serem comercializados ou para exportação, via 
distribuidor que atua no país de destino, e, posteriormente, encaminhados ao 
varejo local.
Pensando sobre o conceito de coordenação das cadeias de suprimentos, quem 
você acha que é o concentrador dessa cadeia? Justifique.
A competição contemporânea tem obrigado as empresas a gerirem suas cadeias de 
suprimentos devido à competição cada vez mais ocorrer entre cadeias, e não mais entre 
empresas. Assim, os conceitos de gestão das cadeias de suprimentos estão presentes nas 
diversas cadeias industriais e agora começam a fazer parte do agronegócio e de suas cadeias 
agroindustriais.
Exemplo
A concorrência não é mais com o Aviário do Vizinho!
Por exemplo, o aviário do Sr. João não está mais concorrendo com o aviário do Sr. Pedro, 
pois ambos, dentro da cadeia de suprimentos avícola, estão concorrendo com a cadeia de 
suprimentos de suínos e bovinos. Eles estão concorrendo, em amplo sentido, por insumos e 
recursos transformadores (mão de obra, terra, ração, aplicação de tecnologia, consultoria, 
veterinários etc.) e pelo mercado consumidor interno e externo, oferecendo diversos produtos 
e subprodutos (buscando atender as exigências dos consumidores quanto a bem-estar animal 
e sustentabilidade).
A seguir, confira a diferença entre cadeia de suprimentos e cadeia produtiva.
Curso Técnico em Agronegócio
62
3. Cadeias de suprimentos versus cadeias produtivas
Agora que você sabe o que é cadeia de suprimentos e por que é importante gerenciá-la, talvez 
esteja se perguntando o motivo pelo qual esse termo não é comum no agronegócio, já que o 
mais comum nesse setor é “cadeia produtiva”.
Você sabe o que é uma cadeia produtiva? E qual a diferença em relação à cadeia de suprimentos?
O termo “cadeia produtiva” é geralmente utilizado para nos referirmos ao conjunto de 
atividades que representam genericamente determinado setor industrial. Como exemplo, 
podemos citar a cadeia produtiva da indústria automobilística, da qual participam vários 
fornecedores de produtos. Já uma cadeia de suprimentos pode fazer parte de uma ou de 
várias cadeias produtivas, mas seu conceito privilegia a relação entre as empresas (ou elos).
As cadeias produtivas envolvem um conjunto de empresas e 
atividades que trabalham para entregar determinado conjunto de 
produtos.
A cadeia produtiva do leite, por exemplo, é composta de um conjunto de organizações e 
atividades que visam entregar um grupo de produtos, que envolve o leite, o iogurte, o queijo, 
a manteiga etc.
Mas isso não é a cadeia de suprimentos? De certo modo sim, porém a diferença está no 
conceito. Nas cadeias de suprimentos, o foco está no relacionamento entre as empresas e no 
produto único em si (o leite), e não no conjunto de produtos.
'
Dica
Imagine que determinado produtor de leite entregue a sua produção às 
segundas, quartas e sextas-feiras para um laticínio e nas terças, quintas e 
sábados para outro. O que temos são duas cadeias de suprimentos, uma ligada 
ao laticínio A e outra ao laticínio B, porque o foco está no relacionamento entre 
os agentes.
Já a cadeia produtiva é mais o conceito com foco no grupo de produtos, ou seja, a 
cadeia produtiva do leite envolve todos aqueles que participam da produção dos 
laticínios independentemente de ter um relacionamento entre as partes ou não, 
ou seja, participantes da mesma cadeia de suprimentos ou não.
A seguir, compare os trechos para compreender melhor essa diferença.
Gestão da Produção e Logística
63
Cadeia de suprimentos
X
Cadeia produtiva
Grupo de empresas que atuam em conjunto 
para entregar determinado tipo de produto.
Grupo de empresas que produzem 
determinado grupo de produtos e possuem 
relação direta.
É por isso que você irá observar que, quando tratamos sobre cadeias de suprimentos, o foco 
está nas organizações: fornecedor, fabricante, distribuidor, varejista etc.
Por sua vez, quando tratamos da cadeia produtiva, o foco está no processo, nas atividades 
necessárias para entregar os diversos tipos de produtos que relacionam as empresas.
Compare a seguir o fluxo da cadeia de suprimentos e da cadeia produtiva (no caso, do frango).
Cadeia de suprimentos
Fornecedores Fabricantes Varejista
Cadeia produtiva de frango
Avozeiro Matrizeiro Aviário VarejoFrigorífico(abate e corte)Incubatório
Pensando na gestão da produção, qual dos dois tipos de cadeias precisamos conhecer?
A resposta é ambos, porque o conceito de cadeia de suprimentos nos ajuda entender quem são 
os fornecedores e clientes e o nosso papel dentro daquela cadeia. Isso ajuda as organizações 
a negociarem melhor os contratos e desenvolverem parcerias de ganhos múltiplos. Já a cadeia 
produtiva nos auxilia a entender o que e como fazemos. Só melhorando a qualidade de cada 
processo é que seremos mais competitivos.
Para concluir esse assunto, perceberemos que essas cadeias são tratadas como iguais pelos 
profissionais de campo, mas você, como técnico em agronegócio, sabe a diferença e isto pode 
ajudá-lo a planejar melhor as atividades em que está ou estará em atuação.
Siga para o próximo tópico e bom estudo!
Curso Técnico em Agronegócio
64
Tópico 2: Elementos nas cadeias de suprimentos e cadeias 
produtivas
As cadeias de suprimentos e as cadeias produtivas são compostas de agentes que se 
relacionam buscando entregar determinado bem ou grupo de bens. Assim, essas cadeias 
são divididas em grupos bem definidos de atores que desempenham um importante papel, 
conforme vamos estudar a seguir usando como base a produção do agronegócio.
Ao final deste tópico, você será capaz de distinguir os diversos atores que compõem essas 
cadeias, por exemplo, o produtor rural, as agroindústrias, o varejo e os intermediários.
Siga em frente e bom estudo!
1. Produtor rural
O produtor rural tem um importante papel em várias cadeias produtivas, como leite, carne, 
grãos e diversos produtos alimentícios. Mas não é só nessas cadeias que o produtor rural 
atua. Por exemplo, um produtor de algodão fornece matéria-prima para a indústria de tecido, 
e esse material pode ser usado para fabricação de roupas e até estofamentos automotivos.
Fonte: Shutterstock
Quando pensamos em cadeias de suprimentos, o papel do produtor rural é o de fornecedor, 
ou seja, atende às indústrias e agroindustriais responsáveis por transformar a matéria-prima 
que ele fornece em produtos que terão relevância ao consumidor.
2. Agroindústrias
No que tange às cadeias produtivas, o papel das agroindustriais é de processar produtos a 
partir da matéria-prima fornecida pelo produtor rural. Exemplos de agroindústrias são os 
laticínios, as usinas de açúcar e álcool, os frigoríficos etc. 
Gestão da Produção e Logística
65
Quando nos referimos ao papel das agroindústrias na cadeia de suprimentos, elas são 
consideradas os fabricantes, pois transformam a matéria-prima fornecida em um produto 
que tenha valor ao cliente final e que será comercializado pelos varejistas. 
Legenda: Agroindústria – usina de produção de etanol.
Fonte: Shutterstock
3. Varejo
É no varejo que os consumidoresfinais têm acesso aos produtos fornecidos pelas diversas 
cadeias produtivas e de suprimentos. Exemplo de varejo são os supermercados, as mercearias, 
os açougues, as padarias etc.
Legenda: Varejo – supermercado.
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
66
4. Intermediários (transportadores, traders e fornecedores de insumos)
Para os produtos chegarem à mesa dos consumidores, existem importantes agentes 
que desempenham um papel fundamental nas cadeias produtivas e de suprimentos: os 
intermediários. Eles têm funções distintas, mas sem elas não seria possível que as cadeias 
funcionassem.
A seguir, analise quem são e a função de cada um desses intermediários.
Transportadores
São responsáveis pelas movimentações de matérias-primas entre os fornecedores (produtor 
rural) até os fabricantes (agroindústrias) e dos fabricantes até os varejistas (supermercados). 
Geralmente, são formados por operadores autônomos (caminhoneiros), que operam seu 
próprio veículo, ou por empresas dedicadas à prestação do serviço de transporte.
`
Atenção
Em alguns casos, esses transportadores podem pertencer a algum dos elos da 
cadeia.
Traders
São as empresas responsáveis por negociar a produção nos mercados de grandes volumes. 
Esses traders produzem ou compram grandes quantidades de produtos agrícolas e revendem 
para outros mercados, onde serão comercializados no varejo.
'
Dica
As traders desenvolvem um importante papel na cadeia, pois ligam o produtor 
rural aos grandes mercados, inclusive no exterior. Imagine como seria para o 
produtor rural ter de buscar mercados para distribuir sua produção agrícola. Se 
pensarmos bem, a produção por si só já é um grande desafio.
Essas empresas atuam de duas formas: a primeira e mais tradicional é comprando e vendendo 
produtos adquiridos de terceiros, como a soja; a segunda é produzindo em fazendas próprias 
parte de suas necessidades para comercialização.
Fornecedores de insumos
Sem os insumos, nenhuma cadeia poderia existir. A produção agropecuária necessita de 
componentes/elementos que garantam o sucesso da atividade, como fertilizantes (nitrogênio, 
fósforo, potássio), defensivos (herbicidas, inseticidas, fungicidas, acaricidas), máquinas e 
equipamentos agrícolas (tratores, colheitadeiras), rações (alimentação para avicultura de 
corte e postura, suinocultura, pecuária de corte e leite).
Gestão da Produção e Logística
67
Fonte: Shutterstock
Precisam, muitas vezes, de agentes para combater as pragas. Necessitam de sementes ou 
matrizes. A produção de insumos para a agropecuária conta com a participação de grandes 
grupos nacionais e, principalmente, internacionais.
Outros intermediários
Dentro das cadeias produtivas, pode haver mais ou menos intermediários, dependendo das 
características de cada cadeia. Por exemplo, a cadeia de produção de grãos conta com a 
intermediação de cerealistas, que também servem como apoio logístico ao produtor, com a 
armazenagem do grão, ou apoio mercadológico, com a classificação e compra do grão junto 
ao produtor para revender no mercado.
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
68
Na cadeia de fruticultura, existem agentes que viabilizam diversos tipos de frutas para os 
mercados. Comumente esses agentes são chamados, pejorativamente, de atravessadores, 
pois não produzem, apenas têm acesso aos mercados e compram dos produtores para 
revender aos varejistas.
Entretanto, a cadeia de produção de alimentos é algo complexo. Os grandes produtores 
visam mercados de exportação e desejam vender em grandes volumes. Pequenos produtores 
têm produção inconstante e mudam ou interrompem a produção de acordo com suas 
necessidades, preço de mercado, problemas internos. Portanto, esses agentes intermediários 
ou atravessadores têm um importante papel na economia e no agronegócio atual (veja o 
quadro exemplo a seguir).
Exemplo
A região metropolitana de São Paulo tem mais de 20 milhões de habitantes. Imagine a 
quantidade de alimentos que são consumidos diariamente por essa população. E um dos 
frutos populares para os consumidores da região é o abacaxi. 
Então, como garantir o abastecimento do fruto durante todo o ano?
O abacaxi pode ser produzido, por exemplo, no Triângulo Mineiro ou em Tocantins. Admi-
nistrar isso a partir de São Paulo não seria tarefa fácil. Daí o papel do intermediário (ou 
atravessador) que viabiliza, entre os diversos produtores de abacaxi do país, o acesso ao 
mercado da região metropolitana de São Paulo.
Se uma região apresenta falta do produto, o intermediário é especializado em adquirir em 
outras regiões, e isso facilita a comercialização, bem como garante a presença do abacaxi 
durante o ano inteiro em diversos mercados.
Evidentemente, esse serviço precisa ser remunerado para que possa mobilizar o interesse 
dos intermediários. À medida que as cadeias agroindustriais compreendem a importância 
de se atuar em rede e que o lucro deve ser distribuído adequadamente entre todos os seus 
elos, ganha importância e consistência o papel positivo dos intermediários.
Agora que você já conhece alguns dos atores envolvidos na cadeia de suprimentos e na cadeia 
produtiva, siga em frente para conhecer as principais cadeias produtivas do agronegócio. Bom 
estudo!
Tópico 3: As principais cadeias produtivas do agronegócio
Neste tópico você conhecerá algumas das principais cadeias produtivas do agronegócio e 
outras atividades agropecuárias e agroindustriais.
Gestão da Produção e Logística
69
Ao final, você será capaz de reconhecer cadeias produtivas do agronegócio, como a cadeia 
produtiva da carne, do leite, de grãos e a sucroenergética, buscando, assim, alternativas de 
produção e identificando oportunidades de negócio.
Siga em frente e bom estudo!
1. Cadeia da carne
A cadeia da carne pode ser dividida em três tipos principais: avicultura, bovinocultura e 
suinocultura. 
Avicultura de corte
A avicultura de corte consiste na produção de aves com a finalidade de fornecer o frango 
inteiro ou em cortes para consumo. Faz parte da avicultura também a produção de ovos, por 
meio das galinhas poedeiras. Neste item vamos nos concentrar na produção de frangos para 
corte.
De acordo com Mendes (2014), a avicultura representa 1,5% do 
produto interno bruto (PIB) brasileiro, gera um total de 5 milhões 
de empregos diretos e indiretos, 8,5 bilhões de dólares em 
exportações, sendo o Brasil o maior exportador mundial, com 3,9 
milhões de toneladas vendidas em 155 países, o que representa 
40% da produção mundial.
O consumo de frango per capita (por pessoa) no Brasil é alto, alcançando 42 kg por pessoa/
ano. A carne de frango é também a mais presente na mesa dos brasileiros e tem o menor 
preço entre as carnes. 
Podemos dividir a cadeia do frango da seguinte forma:
Cadeia do frango
• Engorda nos 
galpões
• Envio para o 
frigorífico
Produção rural
• Aves
• Ração
• Medicamentos
Insumos
• Abate
• Processamento
• Cortes
Processamento
• Transporte e 
comercialização 
para varejo
• Exportação
Distribuição
• Frango inteiro
• Cortes
Varejo
Curso Técnico em Agronegócio
70
A seguir, conheça cada uma dessas etapas da cadeia do frango.
Insumos
Itens necessários para criação de frangos, como os equipamentos e utensílios para avicultura, 
pintainhos, rações, premix, vacinas e medicamentos. Nesta cadeia produtiva os insumos 
geralmente são fornecidos pelo integrador, que é o frigorífico/empresas que compram as aves 
para abate e comercialização.
Produção de frangos
Consiste na criação das aves para abate, o que leva, em média, 45 dias. Cabe ao produtor garantir 
a engorda desses animais, recebendo pelo ciclo de produção, ou seja, um valor fixo por ave. Os 
frangos são enviados para o frigorífico em caminhões específicos, e os custos do frete geralmente 
sãopagos pelo frigorífico.
Fonte: Shutterstock
Processamento
Etapa de processamento é feita na agroindústria/frigorífico e consiste no processo de abate 
e corte do frango para comercialização, de acordo com as características de cada mercado. O 
abate das aves passa pelas etapas de recepção das aves, pendura, insensibilização, sangria, 
escaldagem, depenagem, evisceração, cortes, empacotamento e refrigeração da carne.
Fonte: Shutterstock
Gestão da Produção e Logística
71
Distribuição
Uma vez processados os cortes de frango, a ave inteira e os miúdos são enviados para 
distribuição em embalagens específicas. A distribuição é feita pelo próprio frigorífico ou por 
distribuidores que levam esses itens ao mercado consumidor.
Varejo
 São os açougues, mercados e supermercados responsáveis pela comercialização final dos 
produtos.
Bovinocultura de corte
A bovinocultura de corte consiste na produção de gado de corte, no abate, na preparação e 
na comercialização da carne. Para entender a importância dessa cadeia para o Brasil, vamos 
observar o volume de animais abatidos por região.
Bovinos
Animais abatidos 2014 
(cabeças)
%
Produção nacional 33.906.799 100,0
Principais estados produtores
Mato Grosso 5.352.226 15,8
Mato Grosso do Sul 3.955.764 11,7
São Paulo 3.523.974 10,4
Goiás 3.409.851 10,1
Minas Gerais 3.222.761 9,5
Pará 2.624.231 7,7
Rondônia 2.004.591 5,9
Rio Grande do Sul 1.883.488 5,6
Total 25.976.886 76,6
Legenda: Número de abates de bovinos por região.
Fonte: MAPA (2015).
Podemos perceber que as regiões Centro-Oeste, com 37,5% da produção, e Sudeste, com 
19,5%, são as responsáveis por quase 60% dos animais de corte abatidos em 2014.
Curso Técnico em Agronegócio
72 `
Atenção
A produção brasileira é extensiva, ou seja, os bovinos são criados em pastagens.
A carne bovina é a preferida pelos brasileiros, entretanto, devido ao preço de comercialização 
ser maior do que o do frango e dos suínos, seu consumo ocupa o segundo lugar no mercado 
de carnes. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA, 2015), 
o consumo de carne bovina cresce 2,1% ao ano, alcançando 8,5 milhões de toneladas em 
2015. O órgão estima, ainda, que os 3 milhões de toneladas exportadas atualmente devem 
crescer 37,5% até 2025.
O Brasil possui o segundo maior rebanho bovino do mundo, 
ficando atrás apenas da Índia. 
A cadeia produtiva da bovinocultura de corte é bem similar à do frango. Podemos dividi-la da 
seguinte forma:
Cadeia da bovinocultura de corte
• Engorda pasto 
ou confina-
mento
• Envio para o 
frigorífico
Produção rural
• Ração
• Medicamentos
• Material 
 genético
Insumos
• Abate
• Processamento
• Cortes
Processamento
• Transporte e 
comercialização 
para varejo
• Exportação
Distribuição
• Carne in natura
• Carne embalada 
a vácuo
• Derivados
Varejo
Confira a seguir o que acontece em cada uma das etapas da cadeia produtiva da bovinocultura 
de corte.
• Insumos – diferentemente das aves, na bovinocultura de corte o produtor determina a 
sua base genética com touros próprios, inseminação artificial e embriões. Outros insumos 
de produção envolvem máquinas e equipamentos, vacinas e medicamentos, sal mineral, 
rações e volumosos.
• Produção rural – no Brasil a maior parte do gado ainda é criado em pastagens. Cabe ao 
produtor rural o manejo e o acompanhamento da engorda dos animais. Após atingirem 
Gestão da Produção e Logística
73
o peso adequado, os animais são comercializados com frigoríficos. Pode haver contratos 
de compra antecipada pelo frigorífico e produção dedicada a determinada agroindústria.
• Processamento – o processamento dos animais é realizado nos frigoríficos, onde são feitos 
os abates e os cortes para serem distribuídos/comercializados. Algumas agroindústrias 
podem processar essas carnes para serem utilizadas em outros subprodutos.
• Distribuição – consiste em colocar o produto no varejo, o que pode ser feito pela própria 
agroindústria ou por distribuidor.
• Varejo – a carne bovina também é comercializada em açougues e supermercados.
Suinocultura
Globalmente, entre as cadeias da carne, a da carne suína é a mais relevante e a que mais 
se destina aos produtos industrializados. De acordo com os dados do Departamento de 
Agricultura dos Estados Unidos, em 2014 a produção mundial de carne suína foi de 110,47 
milhões de toneladas. 
A suinocultura brasileira compete mundialmente com as cadeias chinesa (51,1%), europeia 
(20,2%) e norte-americana (9,3%), representando 3% da produção mundial (FAS/USDA, 2015). 
O Brasil é o quarto maior produtor e exportador de carne suína do mundo. 
O
Informação extra
No Brasil, a cadeia da carne suína moderna teve início com os imigrantes 
europeus, que se concentraram principalmente na região Sul (EMBRAPA, 2013). 
Esse fato não só contribuiu para o desenvolvimento da suinocultura brasileira 
como fez da região Sul a principal área de concentração da atividade no país.
Atualmente, a atividade está se deslocando para outras regiões, como a Sudeste 
e a Centro-Oeste, em razão da produção de milho e soja nessas regiões. As 
regiões Norte e Nordeste mantêm a sua produção de suínos, porém sem 
apresentar crescimento como nas demais.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2013) mostram que 
o rebanho suíno brasileiro corresponde a 38,4 milhões de cabeças, distribuído 
entre as cinco regiões: Sul, com 48,7%; Sudeste, com 18,8%; Nordeste, com 
15,2%; Centro-Oeste, com 13,9%; e Norte, com 3,4%. 
A cadeia da carne suína é composta de fornecedores de matéria-prima (segmento rural), 
indústria de transformação (segmento industrial) e distribuição do produto final (segmento 
varejista).
A seguir, analise a cadeia produtiva de carne suína.
Curso Técnico em Agronegócio
74
Cadeia produtiva de carne suína
• Criação
• Manejo
• Transporte para 
o frigorífico
• Pode ser 
integrado ou 
independente
Produção rural
• Animais
• Rações
• Medicamentos
• Máquinas e 
 equipamentos
Insumos
• Processamento 
1ª transforma-
ção: abate, 
carne in natura, 
embutidos
• Processamento 
2ª transforma-
ção: ração, 
cortes, alimen-
tos pré-prontos
• Exportações
• Distribuição
Processamento
• Açougues
• Mercados
• Feiras
• Restaurantes
Varejo
Fonte: Perez, Castro, Furnols (2009); Batalha (2012).
Confira a seguir o que acontece em cada uma das etapas da cadeia produtiva da carne suína.
• Insumos – as empresas especializadas comercializam o material genético para inseminação 
das porcas diretamente na fazenda, independentemente do sistema de produção adotado 
(intensivo, semi-intensivo ou extensivo).
`
Atenção
Vacinas e medicamentos, máquinas e equipamentos e rações também fazem 
parte dos insumos. A produção é realizada em confinamento. 
• Produção rural – os suínos são produzidos em granjas em sistemas de confinamento. Na 
produção rural é feito o manejo entre as diversas fases do ciclo de produção e a engorda 
(terminação) dos animais. Finalizado a engorda, os animais são enviados para os frigoríficos.
`
Atenção
Na produção suína, observa-se tanto a presença de grandes produtores 
independentes quanto a de agroindústrias processadoras que mantêm uma rede 
de produtores integrados.
Se o produtor é independente, em geral o transporte até o abatedouro é feito por ele 
com veículos próprios ou terceirizados. Em caso de produtor integrado, esse transporte é 
responsabilidade da agroindústria.
Gestão da Produção e Logística
75
Legenda: Granja de suínos.
Fonte: Shutterstock
• Processamento – o processamento dos animais é realizado nos frigoríficos/agroindústrias, 
onde são feitos o abate e obtida a carcaça principal. As sobras do processo vão para a 
fabricação de embutidos,por exemplo, linguiças. O restante dessas sobras e as carcaças são 
direcionadas a uma segunda agroindústria de transformação, que faz os cortes, os prontos 
e semiprontos congelados e a ração animal. Esta pode também exportar as carcaças. Na 
suinocultura, a distribuição para o varejo é realizada diretamente pelas agroindústrias.
Legenda: Abatedouro de suínos.
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
76
• Varejo – a carne suína é comercializada em açougues, supermercados, feiras e por meio 
dos restaurantes.
Agora que você conhece cada uma das etapas da cadeia produtiva da suinocultura, conheça a 
seguir um pouco mais sobre os sistemas de produção da carne suína.
Sistemas de produção da carne suína
Podemos dividir os sistemas de produção aplicados à suinocultura em intensivo, semi-
intensivo e extensivo. 
A produção agroindustrial de suínos no Brasil basicamente segue o sistema intensivo, sendo 
o extensivo mais utilizado pela produção familiar. O tipo de produção adotado está relacionado 
ao espaço oferecido ao animal, que, no caso do suíno criado em sistema intensivo, são 
galpões (granjas) com espaços padronizados de 1,2 m² por animal, equipados e monitorados 
com objetivo de obter níveis altos de produtividade, consequentemente, otimizando custos e 
maximizando lucros.
Fonte: Shutterstock
No território nacional podemos encontrar basicamente três principais modelos de produção 
primária:
1. Sistemas de ciclo completo (CC).
2. Unidades de produção de leitão (UPL).
3. Unidades de terminação (UT).
Gestão da Produção e Logística
77
O primeiro modelo diz respeito a granjas completas que realizam todas as fases da produção 
do cevado, desde a reprodução, a gestação, a maternidade, a creche e o crescimento, até a 
terminação. Nesse tipo de sistema, é preciso ter profissionais especializados para cada fase 
de produção.
No segundo caso, as chamadas UPL, onde trabalham especialistas voltados para o crescimento 
e desenvolvimento dos leitões, geralmente recebem os animais desmamados aos 21 dias e 
tratam dos leitões até a fase de terminação, idade aproximada de 60 dias.
Assim, após a passagem pelas UPL, os leitões com 60 dias de idade são encaminhados para as 
UT, que é o terceiro modelo de produção. Nesta fase, os leitões são tratados por especialistas 
de engorda e terminação, permanecendo nas unidades por aproximadamente 90 a 100 dias, 
dependendo do tipo de produto que se pretende obter.
Fonte: Shutterstock
Assim como na avicultura, a suinocultura tem a vantagem de trabalhar com ciclos de produção 
mais curtos do que a bovinocultura, o que favorece a produção de suínos e reduz os custos de 
produção. Atualmente, o ciclo de produção do cevado padrão corresponde de 155 a 160 dias, 
dependendo do tipo de produto que o produtor deseja oferecer à indústria.
Quando o produto é diferenciado, como tender e parma, este ciclo pode variar para menos 
ou mais. Diferentemente do que muitos pensam sobre a cadeia da carne suína, esta pode 
oferecer diversos produtos ao mercado, o que chamamos de produtos diferenciados, ou seja, 
o produtor pode oferecer um produto tender, padrão, parma e orgânico. 
Curso Técnico em Agronegócio
78
O
Informação extra
A produção de suínos em sistemas intensivos requer cuidados especiais no 
que se refere às questões de ambiência, bem-estar, biossegurança e sanidade 
animal. Existem diversas normas de biossegurança estabelecidas pelo Ministério 
da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para garantir a qualidade do 
produto e adequação ao consumo, assim como proteção à saúde, contribuindo 
para o controle de doenças de origem animal. 
Para garantir o controle de produtos de origem animal, o Serviço de 
Inspeção Federal (S.I.F.) vinculado ao Mapa, atua em praticamente quatro 
mil estabelecimentos, para garantir a inocuidade dos produtos, bem como o 
cumprimento da legislação (MAPA, 2015).
Sistema integrado
Surgido na década de 1950, o sistema de integração teve início na região Sul e hoje já abrange 
65% dos produtores do país. O restante mantém o regime independente de comercialização 
entre produtor e indústria (DIAS, 2011).
Fonte: Shutterstock
O sistema de integração entre produtor e indústria representa um contrato de compra e venda 
da produção de suínos. Em outras palavras, o sistema de integração garante ao produtor que 
os suínos produzidos por sua granja serão absorvidos pela indústria com a qual mantém 
contrato.
Gestão da Produção e Logística
79
Esse tipo de sistema traz vantagens e desvantagens para o produtor. A sua principal vantagem 
está associada à redução do risco, da incerteza do mercado com relação à absorção dos 
animais produzidos, ou seja, todos os animais produzidos pelo produtor serão absorvidos 
pela indústria; logo o produtor terá a sua garantia de venda.
E sua principal desvantagem está relacionada à tomada de decisão sobre sua produção, ou 
seja, não cabe mais ao produtor decidir o tamanho do seu lote de produção ou o tipo de suíno 
que irá produzir, a genética utilizada, as práticas empregadas e o segmento de mercado que 
pretende atender.
Essas decisões estratégicas da produção ficam em poder da agroindústria. O produtor 
não precisará mais se preocupar com o mercado, para quem irá vender, contudo seguirá 
as decisões adotadas pela indústria. Neste tipo de sistema, o produtor compartilha com a 
indústria o risco da produção. 
Diferentemente do produtor integrado, o produtor independente assume todos os riscos que 
envolve a sua produção e a venda de suínos. Claro que, se os riscos são maiores, os seus 
rendimentos também serão. Essa é uma característica que permeia o produtor independente, 
pois este não quer deixar nas mãos da indústria a decisão de sua produção, assim como 
não deseja obter rendimentos menores do que está acostumado. Entretanto, está sujeito às 
variações do mercado, assumindo todos os riscos da atividade.
Siga em frente para conhecer a cadeia do leite!
2. Cadeia do leite
A cadeia do leite é uma importante cadeia produtiva brasileira. Ela também é conhecida como 
bovinocultura de leite. A produção prevista de leite para 2015 é de 37,2 bilhões de litros 
(MAPA, 2015). 
produtor indústria mercado consumidor
Legenda: Cadeia produtiva do leite.
Fonte: Mato Grosso do Sul (2015).
O leite é produzido nas fazendas por meio de sistemas manuais e automatizados e armazenado 
em tanques de refrigeração nas próprias fazendas. No momento da coleta, é feito um teste para 
classificar o leite e verificar sua qualidade. Caso esteja dentro das especificações estabelecidas 
pela agroindústria, esse leite é coletado. 
Curso Técnico em Agronegócio
80
Legenda: Retirada mecanizada do leite.
Fonte: Shutterstock
Posteriormente, o leite é pasteurizado e processado em diversos tipos de classificação: 
integral, desnatado, semidesnatado etc. Também são gerados subprodutos como queijos, 
manteiga e iogurtes. Na cadeia produtiva do leite temos, basicamente, quatro etapas.
Etapas da cadeia produtiva do leite
• Criação do gado 
leiteiro
• Ordenha
• Separação do 
leite
Produção rural
• Ração
• Medicamentos
• Material 
 genético
Insumos
• Coleta do leite
• Pasteurização
• Classificação e 
industrialização
• Produção dos 
derivados
Processamento
• Comercialização 
em supermer-
cados, mercea-
rias, padarias
• Produtos: leite, 
queijos, iogurtes
Varejo
A seguir, conheça cada uma dessas etapas da cadeia de produção do leite.
• Insumos – os insumos da cadeia do leite são produtos veterinários, ração, equipamentos 
de ordenha e refrigeração, outras máquinas e equipamentos.
• Produção rural – os animais são cuidados de modo a permitir a maior produção de leite 
possível, e, em fazendas de alta produção, mais de uma ordenha por animal é feita por dia.
• Processamento –o processamento do leite é feito em laticínios e tem a finalidade de 
padronizar o leite, pasteurizar e transformar nos principais produtos de comercialização. 
Geralmente, as empresas envolvidas são grandes (muitas são multinacionais), cooperativas, 
grupos nacionais, pequenos e médios laticínios e miniusinas. 
Gestão da Produção e Logística
81
Fonte: Shutterstock
• Varejo – o leite e seus derivados possuem uma ampla rede de comercialização que envolve 
supermercados, padarias, mercearias etc. Entretanto, seu maior desafio está em lidar com 
um produto altamente perecível, ou seja, que tem prazo de validade curto.
`
Atenção
Por ser um produto muito perecível, a logística tem um papel essencial na cadeia 
produtiva do leite.
Geralmente, o que ocorre nos grandes centros é que os veículos que entregam também 
recolhem o material vencido para o devido descarte, aumentando, assim, significativamente 
os custos dessa cadeia produtiva.
O
Informação extra
Para saber mais sobre o processo de coleta do leite, assista ao vídeo “Produção e 
coleta de leite”, disponível no AVA.
3. Cadeia de grãos
O Brasil produz diversos tipos de grãos como milho, soja, feijão, arroz, café, entre outros. Os 
grãos têm particularidades em seus processos de acordo com o tipo de plantio e cuidados de 
produção.
Curso Técnico em Agronegócio
82
De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 
(MAPA, 2015), a estimativa de produção de grãos para a safra de 
2015/2016 é de 223,5 milhões de toneladas. Os cinco principais 
tipos de grão são o arroz, o milho, a soja, o trigo e o feijão.
Para ilustrar um pouco da cadeia de grãos, vamos estudar em mais detalhes a cadeia do milho e 
da soja, que são os principais grãos brasileiros. Além disso, essas cadeias são complementares, 
pois se utilizam do mesmo sistema, ou seja, compartilham terra, armazenagem e transporte.
Milho
Ano Safra do 2014/2015 
(mil toneladas)
%
Produção nacional 78.595 100,0
Principais estados produtores
Mato Grosso 17.782 22,6
Paraná 14.726 18,7
Mato Grosso do Sul 8.159 10,4
Goiás 8.073 10,3
Minas Gerais 6.785 8,6
Rio Grande do Sul 6.117 7,8
São Paulo 3.957 5,0
Santa Catarina 3.189 4,1
Bahia 2.818 3,6
Total 71.605 91,1
Legenda: Produção brasileira de milho.
Fonte: Mapa (2015).
A região Centro-Oeste produz 43,3% da produção de milho brasileira e outros 30% são 
produzidos na região Sul. A produção do Centro-Oeste baseia-se no sistema de primeira safra 
e segunda safra, conhecida como “milho safrinha”, na qual o milho é plantado após a safra da 
soja, permitindo, assim, duas safras de grãos por ano.
Analise a figura seguinte para também conhecer a dimensão da produção de soja, a qual 
funciona de forma muito similar à do milho. 
Gestão da Produção e Logística
83
Soja grão
Ano Safra do 2014/2015 
(mil toneladas)
%
Produção nacional 95.070 100,0
Principais estados produtores
Mato Grosso 27.869 29,3
Paraná 17.136 18,0
Rio Grande do Sul 14.688 15,4
Goiás 8.703 9,2
Mato Grosso do Sul 7.040 7,4
Bahia 4.239 4,5
Total 72.674 83,8
Legenda: Produção brasileira de soja.
Fonte: Mapa (2015).
A produção brasileira de soja está concentrada nas regiões Centro-Oeste, com 45,9%, e 
Sudeste, com 34,4%. Quase metade da produção brasileira de soja e milho está no Centro-
Oeste brasileiro, o que torna a região estratégica dentro do cenário do agronegócio. De um 
modo geral, podemos estabelecer ambas as cadeias no esquema apresentado a seguir.
Cadeia produtiva de milho e soja
• Plantio
• Cultivo
• Colheita
• Armazenagem
• Transporte
Produção rural
• Sementes
• Fertilizantes
• Defensivos 
agrícolas
• Máquinas e 
equipamentos
Insumos
• Esmagamento e 
industrialização 
da soja
• Produção de 
ração animal
• Industrialização 
do milho
• Produção de 
biocombustíveis
Processamento
• Transporte e 
comercialização 
para o varejo
• Exportação
Distribuição
• Comercialização 
de grãos, 
produtos 
derivados e 
ração
Varejo
A seguir, conheça cada uma das etapas das cadeias produtivas de milho e soja.
Curso Técnico em Agronegócio
84
• Insumos – como toda produção agrícola, os insumos da produção de milho e soja são 
sementes, fertilizantes, corretivos, defensivos agrícolas, máquinas e equipamentos. Essas 
duas cadeias produtivas compartilham esses materiais, variando apenas a semente de 
plantio e as quantidades recomendadas. 
• Produção rural – a produção de milho e soja tem ciclos que envolvem etapas como 
plantio, colheita, armazenamento e transporte para exportação ou para as indústrias de 
processamento. Os ciclos de plantio e colheita do milho e da soja por estado e por período 
do ano pode ser visualizado nas figuras seguintes.
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
RO
TO
MA
PI
BA
MG
ES
RJ
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Plantio Colheita
Legenda: Milho – 1.ª safra.
Fonte: IBGE (2013).
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
BA
MG
SP
PR
MS
MT
Plantio Colheita
Legenda: Milho – 2.ª safra.
Fonte: IBGE (2013).
Gestão da Produção e Logística
85
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
RO
TO
MA
PI
BA
MG
SP
PR
SC
RS
MS
MT
GO
DF
Plantio Colheita
Legenda: Soja.
Fonte: IBGE (2013).
• Processamento – apenas parte do processamento da soja e do milho é feita no 
Brasil. Grande volume da produção vai para a exportação in natura. No caso da soja, o 
processamento é feito por meio do esmagamento do grão, o que gera óleo bruto e farelo 
de soja. O óleo bruto é posteriormente refinado, gerando o óleo de cozinha, biodiesel 
ou lecitina. Esse processamento geralmente é dividido em agroindústrias de primeira e 
segunda transformação. Parte é usada para a produção de farelo destinada à ração animal. 
O principal processamento do milho é para produção de ração animal e para indústria de 
alimentos em geral.
• Varejo – no Brasil os principais produtos consumidos no varejo são os óleos de cozinha e 
o fubá de milho.
4. Cadeia sucroenergética
Um setor muito importante da economia agrícola brasileira é o de sucroenergia. Esse setor é 
composto da produção de açúcar e álcool de cana e produção de energia elétrica por meio da 
queima do bagaço de cana.
O
Informação extra
Esse setor movimentou, na safra 2013/2014, cerca de 107 bilhões de dólares 
americanos (NEVES; TROMBIN, 2014).
Curso Técnico em Agronegócio
86
O açúcar tem sido um dos principais produtos brasileiros desde o período colonial. E o 
cultivo da cana-de-açúcar, que, durante essa época, era feito na região Nordeste brasileira, 
atualmente está nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país.
Desde os anos 1970, o Brasil tem desenvolvido biocombustíveis à base da cana-de-açúcar. O 
etanol foi utilizado como combustível para automóveis já na década de 1980. Entretanto, devido 
a problemas com a tecnologia e os preços, os anos 1990 viriam o quase desaparecimento 
desse tipo de combustível, que voltou com toda força neste século XXI, graças aos veículos 
com tecnologia flexível e preços competitivos com a gasolina.
O
Informação extra
De acordo com dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento 
(MAPA, 2015), cerca de 70% da cana-de-açúcar processada é utilizada 
para produção de açúcar. Isso se deve aos preços do açúcar no mercado 
internacional, que atualmente são mais vantajosos.
Recentemente as usinas começaram a utilizar o bagaço da cana-de-açúcar para queimar e 
gerar energia elétrica por meio de termoelétricas, gerando uma fonte de renda adicional. A 
seguir, conheça as etapas da cadeia produtiva sucroenergética.
 Cadeia produtiva sucroenergética
Hidrólise
De toda energia da cana
Indústria
de insumos
Produção
ruralIndústria
processadora
1/3 no caldo de cana para 
produzir açucar e etanol
1/3 no 
bagaço
Mercado
do açúcar
Mercado
do etanol
Mercado
da energia
1/3 na 
palha
Cultivares de cana
Agroquímicos
Máquinas e implementos
No de usinas no Brasil:
aproximadamente 350
No estado de São Paulo
estão localizadas 59% 
desse total
Produtores com contratos,
produtores arrendatários e
produção integrada de usinas
Agentes fomentadores
Indústria de bens de capital
Produção de cana (2008-2009):
569 milhões de toneladas
(SP = 60%)
Aproximadamente 35%
 consumo doméstico
e 65% exportado
Bagaço de cana
representa
10,8% da matriz
energética nacional
Aproximadamente 80%
 consumo doméstico
e 20% exportado
3,7% da matriz
energética nacional
Fonte: Santini, Pinto, Queiróz (2011).
Gestão da Produção e Logística
87
A seguir, conheça mais detalhadamente as etapas da cadeia produtiva da cana-de-açúcar.
• Insumos – envolvem adubos, corretivos, máquinas e equipamentos, defensivos agrícolas, 
ou seja, os mesmos requisitos de qualquer produção agrícola moderna.
• Produção rural – a produção de cana-de-açúcar é feita diretamente pelas usinas, em 
suas propriedades ou, o que é mais comum, por meio do arrendamento de terras com 
pagamento de aluguel mensal aos proprietários.
Fonte: Shutterstock
A produção sucroenergética é uma cadeia integrada verticalmente, em que a usina responde 
por toda atividade até chegar ao distribuidor. Entretanto, algumas usinas podem cuidar do 
processo até o varejo, inclusive.
• Processamento – o processamento da cana é feito por usinas, que produzem o açúcar, o 
etanol e, ainda, geram energia para seu funcionamento e a comercialização do excedente.
• Distribuição – a distribuição do açúcar é feita pelas usinas ao varejo nos diversos tipos: 
refinado, cristal, mascavo etc. Parte significativa da produção nacional de açúcar é 
exportada. 
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
88
A energia excedente comercializada é feita por leilões regulados pelo governo e encaminhadas 
via rede de transmissão para as concessionárias de energia.
• Varejo – a venda do açúcar é feita em estabelecimentos como supermercados e mercearias 
e a do etanol por meio de postos de combustíveis, adicionados à gasolina ou como 
combustível puro. 
Encerramento do tema
Neste tema estudamos os principais conceitos de cadeias de suprimentos e cadeias produtivas. 
Entendemos quem são os agentes pertencentes a essas cadeias e como se relacionam e estão 
envolvidos com a produção agroindustrial. Conhecemos também diversos tipos de cadeias 
produtivas que nos permitiram entender um pouco mais sobre a importância do agronegócio 
brasileiro. 
Conseguimos, assim, alcançar os objetivos de conhecer os tipos de produtos agropecuários 
por meio de suas cadeias de suprimentos e compreender o conceito e a caracterização dos 
principais atores envolvidos na cadeia produtiva e logística do agronegócio.
No próximo tema vamos nos concentrar nos estudos dos sistemas logísticos e como estes se 
relacionam ao que aprendemos neste tema.
Siga em frente e bom estudo!
Atividades de aprendizagem
1. Como você definiria a cadeia de suprimentos?
a) Grupo de empresas que atuam em conjunto para entregar determinado tipo de produto.
b) Grupo de empresas que produzem determinado tipo de grupo de produtos e que 
possuem relação direta ou não.
c) Sucessão de anéis ou elos de metal ligados uns aos outros.
d) Ação ou efeito de suprir; acrescentamento, adição, suplemento.
e) Processo de gestão de uma rede de negócios por um dos seus agentes.
2. Os transportadores têm um importante papel nas cadeias de suprimentos e produtivas. 
Qual a denominação deles nessas cadeias?
a) Agroindústria.
b) Produção rural.
Gestão da Produção e Logística
89
c) Varejista.
d) Intermediário.
e) Consumidor.
3. Qual das cadeias produtivas a seguir possui o maior grau de integração vertical de suas 
operações?
a) Avicultura.
b) Suinocultura.
c) Sucroenergética.
d) Bovinocultura de corte.
e) Grãos.
4. A agroindústria tem buscado formas de diversificar sua produção, e uma delas vem a ser 
a geração de bioenergia. Qual das alternativas seguintes apresenta uma cadeia produtiva 
que pode gerar bioenergia oriunda dos dejetos de sua produção?
a) Grãos.
b) Sucroenergética.
c) Suinocultura.
d) Piscicultura.
e) Apicultura.
5. Entre os intermediários na cadeia de suprimentos, os agentes responsáveis pela comer-
cialização dos produtos agrícolas entre os produtores rurais e os mercados internacionais 
são conhecidos como: 
a) traders.
b) elementos de produção.
c) prestadores de serviço.
d) terceirizados.
e) varejistas.
Sistemas logísticos
04
Gestão da Produção e Logística
91
Tema 4: Sistemas logísticos
Você sabia que é o sistema logístico que garante o bom funcionamento da cadeia de 
suprimentos? De nada adiantaria produzir se não conseguíssemos entregar os produtos aos 
clientes, não é mesmo? Não importa em que elo da cadeia de suprimentos a empresa esteja, 
ela depende da logística. Um produtor de milho precisa escoar sua produção do campo para 
o cerealista ou trader, a agroindústria necessita distribuir seus produtos no varejo. Portanto, 
sem os sistemas logísticos, as cadeias de suprimentos não poderiam funcionar. Neste tema 
você compreenderá a logística, como ela funciona e de que modo influencia o agronegócio.
Fonte: Shutterstock
Ao final deste tema, você será capaz de descrever e analisar as áreas de atuação da logística, 
conhecer os diferentes processos da logística e aplicá-los ao negócio rural e identificar as 
principais estratégias para armazenagem, manuseio, acondicionamento e transporte de 
produtos do agronegócio.
Siga em frente e bom estudo!
Tópico 1: Conceitos fundamentais da logística
Neste tópico você estudará os conceitos fundamentais da logística a partir da análise de 
três aspectos: conceito, evolução e o que compõe a logística. Ao final você será capaz de 
compreender a importância da logística para as cadeias de suprimentos.
Siga em frente e bom estudo!
Curso Técnico em Agronegócio
92
1. O que é logística?
Muito tem sido tratado sobre logística, mas você saberia identificar ou conceituar o que é a 
logística? 
O Conselho de Profissionais de Supply Chain Management (CSCMP) é um dos mais importantes 
órgãos mundiais e que agrega profissionais e empresas de logística. Essa instituição definiu 
que logística é a parte do supply chain (cadeia de suprimentos) que planeja, executa e controla 
a movimentação e o armazenamento de matérias-primas, materiais semiacabados e materiais 
acabados, desde a sua origem até o seu local de consumo, de modo a atender as exigências 
do cliente final (CSCMP, 2015).
Fonte: Shutterstock
A primeira coisa que precisamos entender são as palavras “planejar”, “executar” e “controlar”. 
Como vimos nos dois primeiros temas, planejar é projetar as metas que queremos alcançar e 
definir os passos que devemos seguir para atingir os objetivos. Feito o planejamento, devemos 
colocá-lo em execução e controlar essa execução para verificar se tudo está sendo realizado 
Gestão da Produção e Logística
93
adequadamente conforme o planejado. O planejamento e controle também se relacionam 
com a movimentação e o armazenamento de cargas, que são duas atividades comuns no dia 
a dia do agronegócio.
A movimentação corresponde ao transporte das mercadorias, e a armazenagem consiste na 
guarda temporária de produtos. Essa movimentação e armazenagem devem acontecer de 
forma eficiente e dentro do prazo e a custos que permitam que as cadeias de suprimentos 
sejam competitivas. Essas atividades vão desde a primeira matéria-prima até o último produto 
acabado.
Por fim, o objetivo da logística é atenderas exigências dos clientes. Confira, a seguir, a definição 
de logística no agronegócio.
A logística no agronegócio é o processo de planejar e controlar 
o transporte e a armazenagem dos produtos agropecuários, de 
forma eficiente e economicamente viável, desde a produção rural, 
passando pelas agroindústrias até o varejo, onde se encontra o 
mercado consumidor.
Assim, devemos entender que o transporte de uma fazenda de grãos até a trading (empresa 
de comercialização), o armazenamento pelas tradings, a movimentação do óleo bruto gerado 
a partir do esmagamento dos grãos e todas as atividades que envolvam o transporte e a 
armazenagem de produtos agrícolas e pecuários in natura, em processo ou processados, 
estão relacionados à logística no agronegócio.
2. Evolução da logística
Onde e como surgiu a logística? A logística se originou na área militar e se aperfeiçoou ao 
longo dos séculos.
A história da humanidade é repleta de guerras, e foi nesse contexto que a logística se 
desenvolveu. Alexandre, rei da Macedônia entre 336 a.C. e 323 a.C., assumiu o trono com 
apenas 20 anos e conquistou um império que se estendeu da Europa à Ásia, passando pelo 
Egito, no continente africano. Entre as suas inovações estava um planejamento logístico no 
qual soldados viajavam com pouco peso, e os recursos necessários para alimentação eram 
conseguidos à força por cavaleiros que invadiam as cidades por onde passavam seus exércitos. 
Isso permitiu que suas tropas marchassem 32 km por dia, em vez dos 5 km comuns à época.
A logística militar da forma que conhecemos é tratada pela primeira vez como definição no 
reinado de Luiz XV, na França, onde desenvolveu o cargo do marechal de Logis, que tinha 
como função organizar a logística das tropas francesas.
A independência de países na América, como Brasil e Estados Unidos, só ocorreu devido à 
dificuldade de portugueses e ingleses, respectivamente, em enviarem tropas que pudessem 
vencer os povos americanos: a logística complexa e cara inviabilizou manter a guerra para que 
os países se mantivessem como colônias.
Curso Técnico em Agronegócio
94
'
Dica
Fonte: Shutterstock
O contêiner, uma das grandes 
invenções utilizadas nas guerras, 
hoje é utilizado para movimentar 
mercadorias. Criados 
originalmente para servirem de 
instalações médicas durante 
as guerras, atualmente são 
usados na navegação marítima e 
também em cargas aéreas.
Você sabia que a logística que conhecemos é chamada de logística empresarial e tem nos 
norte-americanos seus grandes desenvolvedores? Nos anos 1950 e 1960, as universidades de 
Michigan e Ohio desenvolveram os primeiros cursos sobre logística.
A logística chegou ao Brasil na década de 1970, com o desenvolvimento da administração de 
materiais nas indústrias. Nos anos 1980 surgiam inovações, como o palete-padrão brasileiro, 
que mede 1 m por 1,2 m.
Legenda: Palete.
Fonte: Shutterstock
Gestão da Produção e Logística
95
Os primeiros cursos efetivamente sobre logística no Brasil começaram no início da década de 
2000 e se tornaram muito comuns nas universidades e nos cursos técnicos de todo o país. Os 
problemas logísticos nunca foram tão evidentes e discutidos como nos dias atuais.
3. Atividades da logística 
A logística é composta de diversas atividades. Aqui vamos discutir aquelas que são importantes 
para o agronegócio. A logística envolve quatro atividades principais: gestão de estoque, gestão 
de transporte, gestão de armazenagem e gestão de pedidos.
Gestão de
estoques
Gestão de
transporte
Gestão de
armazenagem
Gestão de
pedidos
Legenda: Atividades principais da logística.
A seguir, conheça a função de cada uma dessas atividades da logística.
Gestão de estoques
Os materiais podem estar armazenados ou em processo. A gestão de estoque consiste na 
gestão da matéria-prima, dos materiais em processo e dos produtos acabados ao longo das 
cadeias de suprimentos. As decisões logísticas relacionadas à gestão de estoque envolvem: a 
determinação dos lotes de compra e produção, a quantidade de material armazenado e em 
processo, os índices de renovação de estoque, o tamanho do estoque de segurança necessá-
rio etc.
Curso Técnico em Agronegócio
96
Fonte: Shutterstock
Gestão de transporte
Sem o transporte, os materiais e os produtos não poderiam chegar ao cliente. É uma atividade-
chave da logística, pois, sem o transporte, ela não existiria. A gestão de transporte envolve 
todo um conjunto de decisões logísticas como: quando transportar, como transportar, tempo 
de transporte, equipamento a ser utilizado etc. 
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Gestão da Produção e Logística
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Gestão dos pedidos
Todo o processo logístico só existe se houver um pedido. Por isso, a gestão dos pedidos é uma 
atividade-chave da logística. Ela envolve o controle de todo o sistema informacional, desde 
a entrada do pedido, passando pelo seu processamento nos armazéns, pelas operações de 
transporte, até a entrega.
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Gestão de armazenagem
Envolve decisões de como guardar e movimentar os produtos nas áreas de estocagem. As 
decisões em logística que a envolvem são como armazenar e movimentar, de que modo fazer 
a separação dos pedidos, definir os tipos de estrutura e embalagens a serem utilizadas etc.
Fonte: Shutterstock
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O
Informação extra
Para saber mais sobre a logística, como equipamentos, inovação, estudos 
de caso de empresas e novidades, você pode acessar o portal da revista 
“Tecnologística”, em www.tecnologistica.com.br
Tópico 2: Sistemas estratégicos da logística no agronegócio
Neste tópico vamos estudar dois sistemas fundamentais para a produção agroindustrial: 
transporte e armazenagem e conservação.
Ao final, você será capaz de identificar as principais estratégias para armazenagem, manuseio, 
acondicionamento e transporte de produtos em agronegócios.
Siga em frente e bom estudo!
1. Transporte
O transporte, como vimos, interliga os diversos elos em uma cadeia de suprimentos e 
produtiva. Tem a função de interligar os agentes e permitir que as trocas aconteçam entre um 
e outro ator da rede. O transporte no agronegócio pode ser essencialmente de cinco tipos: 
aéreo, dutoviário, ferroviário, rodoviário e aquaviário (marítimo e navegação interior).
Transporte aéreo
O transporte aéreo é realizado por meio de aviões de carga e de passageiros. As aeronaves 
transportam cargas de alto valor agregado. Esse tipo de transporte é caro devido aos seus 
altos custos operacionais e de investimento, o que inviabiliza o transporte de grandes volumes, 
como é o caso dos grãos. Geralmente é utilizado no agronegócio para o transporte de frutas 
de alto valor e que têm vida útil curta, pelas quais os clientes pagam valores maiores. 
Legenda: Avião de carga.
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Gestão da Produção e Logística
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Transporte dutoviário
O transporte dutoviário é realizado por meio de dutos. Esse tipo de transporte nada mais é 
do que o uso de tubulações especiais que permitem a movimentação de produtos entre dois 
lugares. Geralmente, são empregados para o transporte de líquidos e gases, como petróleo 
e gás natural. Commodities agrícolas não costumam utilizar esse tipo de transporte. Existem 
projetos no Brasil que pretendem usá-lo para o transporte de etanol.
Legenda: Dutovia.
Fonte: Shutterstock
Transporte ferroviário
O transporte ferroviário foi inventado no século XVIII e é realizado por locomotivas e vagões 
em dois trilhos paralelos. O trem tem como diferencial sua grande capacidade de carga, afinal 
cada vagão pode transportar o equivalente a dois caminhões bitrem com capacidade de 80 
toneladas de carga. No agronegócio é muito utilizado para o transporte de grãos, quando 
disponível na região. No Brasil, além desse uso, é empregado para o transportede minério de 
ferro, combustíveis e alguns tipos de materiais semiprocessados, como bobinas de aço.
Legenda: Trem de carga.
Fonte: Shutterstock
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100
De acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT, 2013), o transporte ferroviário 
é vantajoso para cargas com volume maior que 40 toneladas em qualquer distância, porém, 
entre 27 e 40 toneladas, compete ao transporte rodoviário, sendo esse de uso ideal para 
distâncias superiores a 500 km. Abaixo desse peso e distância, o transporte rodoviário é mais 
interessante. Entretanto, é importante destacar que a disponibilidade e o preço por tonelada 
por km são os fatores decisivos para definir qual sistema de transporte utilizar.
Transporte rodoviário
O transporte rodoviário é o sistema mais tradicional empregado no agronegócio brasileiro, 
sendo realizado por rodovias e estradas. Esse tipo de transporte é realizado por caminhões, 
que podem ser de dois tipos:
Caminhões rígidos
X
Caminhões combinados
Possuem a carroceria fixa sobre o chassi do 
veículo.
São compostos de um caminhão chamado 
de cavalo mecânico e um equipamento de 
reboque. Esse conjunto recebe o nome de 
carreta, mas pode ter variações conhecidas 
como bitrem (dois reboques) e treminhão 
(três reboques ou mais).
Legenda: Caminhão rígido.
Fonte: Shutterstock
Como podemos observar na imagem anterior, o caminhão rígido tem a sua carroceria fixada 
sobre o chassi, portanto não é possível modificar o tipo de carroceria. Esse caminhão é usado 
mais para o transporte dentro das cidades devido a seu menor comprimento. Um caminhão 
Gestão da Produção e Logística
101
rígido geralmente transporta de 6 a 10 toneladas de carga se tiver um eixo apenas na traseira 
e de 10 a 14 toneladas se possuir dois eixos na traseira, sendo conhecido popularmente 
como caminhão “trucado’. No agronegócio, percebemos o uso de caminhões rígidos a médias 
distâncias para o transporte de suínos, aves, bovinos, além de produtos de hortifruticultura.
Legenda: Caminhão combinado – carreta.
Fonte: Shutterstock
No caminhão combinado, conforme imagem anterior, a carroceria é independente do chassi 
do veículo, sendo estes ligados por um engate especial. A vantagem desse veículo é que o 
cavalo mecânico pode ser acoplado a diferentes tipos de carroceria, conforme a necessidade 
de transporte, conferindo flexibilidade. 
`
Atenção
Praticamente, todos os tipos de transporte dentro do agronegócio são feitos por 
carretas, que podem transportar 27 toneladas com um eixo simples na traseira 
do cavalo mecânico e 31 toneladas se o cavalo mecânico for trucado.
Nesse tipo de combinação, os chassis das correrias têm sistemas de freio 
que podem ser acoplados ao cavalo mecânico, por isso são chamados de 
semirreboques. Entretanto, alguns transportes, como o da cana-de-açúcar, 
usam reboques tradicionais. Esses reboques e semirreboques são conhecidos 
comercialmente como implementos rodoviários.
O grande volume de grãos que precisa ser escoado tem levado ao surgimento de outras 
combinações de veículos de transportes nas estradas, como os bitrens.
Curso Técnico em Agronegócio
102
Legenda: Caminhão combinado – bitrem.
Fonte: Shutterstock
Os caminhões do tipo bitrem são compostos de dois semirreboques articulados, que permitem 
altas capacidades de carga, de 40 a 46 toneladas, dependendo do comprimento, de 21 ou 25 
metros aproximadamente. Os produtores de grãos têm preferido a utilização desse tipo de 
veículo em suas operações de transporte. 
Transporte aquaviário
O transporte aquaviário é dividido em dois tipos: marítimo, realizado por meio dos mares por 
navios, geralmente interligando dois países; e navegação interior, ou transporte hidroviário, 
que é realizado por barcaças e trafega por hidrovias. O transporte marítimo também pode ser 
na costa de um país e, muitas vezes, adentrar os rios, como é o caso dos navios que adentram 
o Porto de Manaus (AM).
'
Dica
Quando a viagem é feita na costa de um único país, o transporte marítimo fica 
conhecido como cabotagem.
Esse tipo de modal é utilizado para o transporte de produtos agrícolas em grandes quantidades, 
daí o principal uso para grãos. O transporte marítimo é o principal meio de transporte para 
exportação de produtos, pois tem o menor custo por tonelada transportado. Em geral, as 
cargas de produtos industrializados são transportadas em contêineres; já os grãos in natura 
são transportados a granel em navios dedicados, conhecidos como navios graneleiros.
Gestão da Produção e Logística
103
Legenda: Navio de carga – transporte marítimo.
Fonte: Shutterstock
Legenda: Barcaça de carga – transporte hidroviário.
Fonte: Shutterstock
Legenda: Navio graneleiro.
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
104
Os navios graneleiros têm seus porões enchidos 
de grãos in natura. Alguns produtos, porém, 
podem ser transportados ensacados em 
sacos tradicionais ou em bags especiais para o 
transporte marítimo, conforme imagem a seguir, 
podendo ser transportados, dessa forma, grãos, 
areia, minério de ferro etc.
O transporte hidroviário ainda é pouco utilizado 
no Brasil, ao contrário do que acontece nos 
Estados Unidos, porém é muito econômico, 
embora leve mais tempo. Cada silo de transporte 
de uma barcaça transporta 1.100 toneladas de 
carga, ou seja, o equivalente a 24 caminhões 
bitrens de 25 metros.
Considerando que uma barcaça tem em média oito silos, isso dá 
uma capacidade de carga de 8.800 toneladas, o que equivale 192 
caminhões bitrens. Impressionante, não?
Para se ter uma relação do custo, estudos realizados durante os anos de 2014 e 2015 definem 
que, em média, o custo da tonelada de grão transportada da região Centro-Oeste por km por 
caminhão até o porto é de 11 centavos de reais, enquanto em hidrovia é de apenas 1 centavo 
Porém, devido aos investimentos públicos insuficientes em hidrovias, ao reduzido número de 
vias em condições de navegação, o sistema é pouco utilizado no Brasil, mesmo o país tendo 
a maior bacia hídrica do mundo (POMPERMAYER; CAMPOS NETO; PAULA, 2014; REIS; TOLOI; 
FREITAS, 2015).
c
Leitura complementar
Conheça os principais equipamentos utilizados para o transporte de cargas do 
agronegócio no item 5 do material complementar.
2. Armazenagem e conservação 
No agronegócio, não basta cultivar e melhorar a produtividade. É necessário conservar e 
armazenar o que está sendo colhido com a finalidade de adequar suprimento e demanda, 
como vimos anteriormente.
Legenda: Big bag.
Fonte: Shutterstock
Gestão da Produção e Logística
105
`
Atenção
A armazenagem dos produtos geralmente é realizada em silos, como no caso dos 
grãos. Já produtos de origem animal são armazenados em câmeras frias após o 
processo de industrialização.
Os silos são grandes estruturas 
metálicas que podem armaze-
nar os produtos a granel ou em 
sacas, podendo ser horizontais 
ou verticais. Devido aos custos 
de montagem dos silos e ao ex-
cesso de produção, atualmente 
produtores têm usado silos bol-
sas (bags), que são colocados 
diretamente sobre a área de 
produção.
Legenda: Silo vertical.
Fonte: Shutterstock
Legenda: Silo horizontal.
Fonte: TGG (2015).
Curso Técnico em Agronegócio
106
Legenda: Silo bolsa.
Fonte: Shutterstock
Por que devemos armazenar? A armazenagem é um processo muito importante para todas 
as cadeias produtivas do agronegócio, por isso é fundamental que você tenha conhecimento 
técnico do que está armazenando. Produtos como café, trigo, milho, soja, carnes etc. têm 
características diferenciadas que devem ser levadas em consideração no momento da 
armazenagem, independentemente da etapa.
Para entender um pouco mais sobre a importância da armazenagem, leia o texto a seguir.
Exemplo
A armazenagem como estratégia na produçãode grãos
Durante muito tempo, o produtor rural de grãos acreditava que o seu papel era apenas pro-
duzir os grãos que o mercado necessitava e o cliente deveria se responsabilizar pelo escoa-
mento do produto que comprou.
Com o aumento da oferta e profissionalização no setor, os produtores começaram a se 
deparar com algumas mudanças, como: aumento da produtividade, competitividade de 
mercado, variação de preços de compra e padrões de qualidade requeridos.
Gestão da Produção e Logística
107
Fonte: Shutterstock
Assim, a soja comercializada antes da safra tinha um preço, durante a safra outro preço e 
no decorrer da entressafra um terceiro preço. Se o produtor não tivesse onde estocar o pro-
duto, teria de vender pelo menor preço na safra para garantir que o produto não perecesse. 
Como os produtores não tinham áreas de armazenagem, os grandes traders passaram a 
comprar a soja, descontar do produtor e utilizarem suas grandes áreas de armazenagem 
para padronizar os grãos nos níveis aceitos internacionalmente, de 14% de umidade e, con-
sequentemente, aumentar a sua lucratividade.
Alguns produtores começaram a perceber a importância de terem áreas de armazenagem 
que reduzissem o tempo de fila que passavam nos armazéns dos traders e possibilitassem 
fazer a padronização da soja e, também, que permitissem estocar para vender no melhor 
momento, ou seja, quando o preço é maior. 
Você pode ver a reportagem sobre esse assunto no site:
<http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2015/03/agricultores-investem-na-
construcao-de-armazens-coletivos-no-parana.html>.
Como são muitos os tipos e as características de armazenagem e conservação, é importante 
que você conheça bem os tipos de armazenagem referentes às produções da empresa em 
que atua. Basicamente, a conservação de produtos agrícolas e pecuários requer atendimento 
de algumas características, conforme listado a seguir.
• Classificação – essa é uma importante atividade que existe nos armazéns; sua finalidade 
é verificar as características dos produtos armazenados.
'
Dica
O que se pretende saber na classificação é se o produto está de acordo com as 
especificações combinadas (padrão de qualidade exigido pelo mercado).
Curso Técnico em Agronegócio
108
As amostras são retiradas por sondas pneumáticas ou manuais nos caminhões e enviadas 
para classificação em laboratório ou especialistas presentes dentro das plantas industriais e 
dos armazéns.
• Limpeza – grãos possuem muitas impurezas, 
então, antes do processo de armazenagem, é 
preciso fazer uma limpeza dessas impurezas 
usando equipamentos específicos.
• Secagem – outra atividade que pode ocorrer 
em armazéns é a secagem. Muitos grãos têm 
alta taxa de umidade e, durante o processo de 
armazenagem, precisam passar por um pro-
cesso de redução dessa. Muita umidade pode 
estragar os grãos durante o período em que 
ficam armazenados. A secagem, geralmente, 
é feita por secadores industriais.
• Movimentação – cada vez mais os grãos têm 
sua movimentação realizada por sistemas au-
tomatizados, sendo possível controlar o car-
regamento e a vazão por sistemas computa-
cionais, esteiras e elevadores de caneca que 
são usados nesse processo.
Elevadores de caneca
Sistema para elevação vertical de cargas. Recebe esse nome por ser composto de recipientes 
móveis que coletam o material e despejam a carga automaticamente ao alcançarem o nível 
superior.
Legenda: Exemplo de esteira de transporte.
Legenda: Secador de grãos.
Fonte: Shutterstock
Gestão da Produção e Logística
109
• Conservação – depende das características do 
produto. As carnes, por exemplo, requerem 
câmeras frias para manter a refrigeração 
necessária para assegurar a inocuidade e 
qualidade do produto. 
Ao encerrar este assunto de armazenagem e 
conservação, é fundamental que você, como 
técnico em agronegócio, aperfeiçoe-se sobre 
as características e necessidades dos produtos 
com que vier a trabalhar.
j
Atividades práticas
Você saberia dizer o que é mais importante para o produtor rural: produzir ou 
distribuir?
Pense bem sobre o que aprendeu até aqui e relacione a importância dos 
sistemas de produção e da logística para o agronegócio.
Encerramento do tema
Neste tema, estudamos os sistemas logísticos do agronegócio. Aprendemos um pouco sobre 
logística, como esta evoluiu ao longo dos anos e quais são as suas principais atividades. Também 
tivemos a oportunidade de conhecer os principais sistemas de transporte no agronegócio, 
bem como os equipamentos utilizados. Por fim, vimos a importância da armazenagem e os 
tipos de equipamentos empregados para esse fim.
Fonte: Shutterstock
Legenda: Elevador de caneca.
Curso Técnico em Agronegócio
110
Buscamos, assim, atingir os objetivos de descrever e analisar as áreas de atuação da logística, 
conhecer os diferentes processos da logística e saber como aplicá-los ao negócio rural e de que 
modo identificar as principais estratégias para armazenagem, manuseio, acondicionamento 
e transporte de produtos do agronegócio. Dessa maneira, finalizamos a parte de sistemas 
logísticos e vamos agora discutir um pouco sobre os desafios da produção e da logística 
agroindustriais. 
Siga em frente e bom estudo!
Atividades de aprendizagem
1. Indique a seguir qual das atividades não corresponde a uma atividade da logística no 
agronegócio. 
a) gestão de pedidos
b) gestão de estoques
c) gestão de armazenagem
d) gestão de transportes
e) gestão de equipamentos
2. Você precisa escoar uma produção de 100 mil toneladas de grãos. De uma forma geral, se 
você pudesse escolher qualquer modo de transporte, qual você utilizaria, considerando a 
capacidade de carga?
a) Aéreo.
b) Rodoviário.
c) Dutoviário.
d) Ferroviário.
e) Hidroviário.
Gestão da Produção e Logística
111
3. Por que você precisa de um secador para a armazenagem de grãos?
a) Para misturar os grãos.
b) Para aumentar o volume dos grãos.
c) Para eliminar a umidade dos grãos.
d) Para reduzir a umidade dos grãos.
e) Para eliminar o pó presente nos grãos.
4. Os transportadores, visando aumentar a capacidade de transporte no agronegócio, têm 
aumentado o número de semirreboques utilizados. Os caminhões mais comuns usados 
no transporte rodoviário possuem quantos semirreboques?
a) Zero.
b) Um.
c) Dois.
d) Três.
e) Quatro.
5. O transporte realizado por embarcações na costa de um mesmo país é conhecido como:
a) marítimo.
b) rodoviário.
c) aquaviário.
d) dutoviário.
e) cabotagem.
Tópicos especiais sobre 
produção e logística
05
Gestão da Produção e Logística
113
Tema 5: Tópicos especiais sobre produção 
e logística
Neste último tema vamos tratar alguns aspectos importantes sobre a produção e o processo 
logístico que precisarão ser enfrentados por você, técnico em agronegócio, caso venha a 
trabalhar com operações de produção e logística. O objetivo dessa temática é fazer com que 
você entenda melhor o funcionamento dos sistemas de produção rural diante da ótica dos 
desafios enfrentados pelo setor.
Fonte: Shutterstock
Siga em frente e bom estudo!
Curso Técnico em Agronegócio
114
Tópico 1: Os desafios da produção no agronegócio
Quando tratamos do agronegócio, muitos desafios têm sido enfrentados diariamente por 
empresas, produtores, profissionais, equipes de assistência técnica. Infelizmente, como a 
maioria das operações, o agronegócio tem sido centrado no custo em vez de na melhoria de 
processo. Quando pensamos em custo, temos a tendência de querer gastar o menos possível 
no processo e repassar responsabilidades.
Atualmente, o agronegócio tem se concentrado em como produzir 
mais gastando menos e repassando as responsabilidades. 
Assim, o que se considera responsabilidade de outros, como financiamentoe infraestrutura 
logística, fica aguardando respostas que, na maioria das vezes, não são dadas. Esse tipo de 
postura faz com que o agronegócio seja cada vez mais produtivo da porteira para dentro e 
cada vez menos eficiente da porteira para fora. Você, como técnico em agronegócio, terá de 
pautar suas ações num ambiente comercial como esse. 
Se o agronegócio fosse mais orientado à melhoria de processos, poderia conseguir ganhos 
de escala e eficiência logística e de produção ao mesmo tempo, portanto, mesmo que 
isso indicasse um custo maior, no futuro haveria ganhos de competitividade logística e de 
produção, que tornariam o agronegócio brasileiro altamente competitivo.
Nesse contexto, vamos inicialmente discutir um pouco mais essa problemática no cenário da 
produção agroindustrial. Siga em frente e bom estudo!
1. Os gargalos nas operações agroindustriais
As atividades de produção geralmente são controladas na operação, quando podem ocorrer 
restrições ou gargalos. O gargalo nada mais é do que a restrição ao fluxo da operação. 
Suponhamos a seguinte operação:
Produção 
de soja: 
1.000.000 t
Capacidade 
de transporte:
800.000 t
Capacidade de
armazenagem: 
500.000 t
Capacidade de 
esmagamento de
soja: 1.000.000 t
Legenda: Operação de produção.
j
Atividades práticas
Antes de continuar, faça uma análise da operação anterior e responda: Você 
conseguiria saber qual o gargalo da operação?
Se observar atentamente, verá que a capacidade de armazenagem restringe o sistema, 
uma vez que se resume apenas à metade do que o sistema precisa fluir. Isso faz com que o 
sistema se torne lento e só consiga processar 500 mil toneladas de soja, que é a capacidade 
Gestão da Produção e Logística
115
de armazenagem, mesmo tendo capacidade de produzir 1 milhão de toneladas e esmagar 1 
milhão de toneladas.
`
Atenção
Esse gargalo afeta a operação de esmagamento, que trabalha apenas com 50% 
da capacidade de produção.
A solução para o problema seria o gerente industrial decidir dobrar a capacidade de 
armazenamento da esmagadora. Isso requer investimentos, e o gerente industrial precisaria 
saber se haveria demanda para toda a produção de óleo de soja e farelo que produziu.
Por sua vez, se esse problema fosse resolvido, o gargalo também seria resolvido, mas criaria 
um novo gargalo, que é a operação de transporte, em que o gerente industrial poderia 
contratar mais veículos de transporte para resolver esse novo gargalo.
Em síntese, a ideia de redução de gargalo é simples, mas as implicações nem sempre. Para 
toda ação, você gera o que chamamos de trade-off, ou seja, para cada solução geramos um 
novo problema para solucionarmos.
Trade-off
É uma expressão inglesa que indica uma situação na qual você deve escolher entre duas coisas 
opostas ou que você não pode ter ao mesmo tempo. 
Isso acontece porque as soluções nem sempre são lineares e precisamos tomar uma série de 
decisões que afetam custo e produtividade. Vamos exemplificar um pouco:
Exemplo
Imagine que você fez um investimento para aumentar a capacidade de armazenagem, mas 
houve redução da demanda ou da produção agrícola e você ficará com área ociosa e talvez 
não tenha o retorno do investimento ou, pior, terá capital preso a custos fixos.
No início da década de 2000, a General Motors acreditou que a demanda de automóveis 
brasileira seria muito grande nos anos seguintes e fez alguns investimentos em unidades 
fabris. Entretanto, o cenário foi bem menos otimista e a empresa teve prejuízos. Consegue 
perceber a importância da demanda no efeito investimento?
Portanto, é preciso ter cuidado na tomada das decisões que visem reduzir esses gargalos. É 
necessário entender que existe um conjunto de várias decisões que devem ser levadas em 
consideração ao mudarmos a capacidade de processo.
Curso Técnico em Agronegócio
116
2. O papel da mão de obra
Uma função que tem um papel importante na produção agroindustrial é a mão de obra. Sem 
esta, as operações não poderiam ocorrer. Na produção em larga escala, a quantidade de mão 
de obra tem diminuído devido à automatização.
`
Atenção
O plantio e a colheita deixaram de ser manuais em grande parte das cadeias 
produtivas. Por outro lado, passou a exigir uma mão de obra mais qualificada, 
com capacidade de operar os novos equipamentos e tecnologias.
Algumas agroindústrias são muito automatizadas, como as usinas de açúcar e etanol, que têm 
pouca influência da mão de obra no processo. Nos frigoríficos, entretanto, embora tenham 
um grande número de sistemas automatizados, existe uma grande quantidade de mão de 
obra na linha de produção.
Fonte: Shutterstock
O processo de gestão agrícola ou agroindustrial precisa conseguir adequar a sua mão de obra 
para atender os novos requisitos da produção moderna. No entanto, a baixa remuneração 
em algumas atividades e/ou baixo grau de instrução dos empregados ainda afeta em muito a 
competitividade das cadeias agroindustriais.
d
Comentário do autor
O que podemos compreender é que o resultado que se vê, na prática, é 
um conjunto de operações sem oferta de mão de obra qualificada, por não 
atenderem as condições exigidas ou pela competição com outras cadeias que, 
muitas vezes, remuneram melhor.
Gestão da Produção e Logística
117
Esse trade-off de gestão precisa ser enfrentado pelos gestores e você, como técnico em 
agronegócios, pode vir a atender tanto a necessidade dessa mão de obra qualificada como vir 
a trabalhar como gestor de processo e ter de lidar com esses problemas.
3. Desafios da produção no agronegócio 
Quando analisamos a perspectiva da produção no agronegócio, muitos desafios precisam ser 
enfrentados. Embora o Brasil tenha uma alta produtividade em diversas cadeias produtivas, 
enfrenta desafios enormes no processo produtivo.
“[...] o agronegócio brasileiro enfrenta o desafio de manter-se 
competitivo e ao mesmo tempo corresponder às expectativas 
acerca de sua capacidade de auto-sustentação” (SANTIAGO, 
2013, p. 58).
Assim, o primeiro desafio que precisa ser enfrentado é a grande dependência de insumos 
importados. Embora o Brasil tenha solos férteis, a produção em larga escala não permite 
que a produção seja feita considerando apenas a natureza do solo. Diversos componentes 
químicos são adicionados ao solo para que possa aumentar a produtividade e resistir ao um 
plantio continuo ano após ano.
`
Atenção
Esses componentes, muitos importados, principalmente componentes de 
adubos e defensivos, encarecem o processo produtivo, sendo preciso encontrar 
maneiras para reduzir essa influência.
Existe um movimento para redução dessa dependência. Segundo a Sociedade Nacional de 
Agricultura (SNA, 2015), houve uma redução da importação de fertilizantes intermediários 
nos cinco primeiros meses de 2015 se comparado com o mesmo período de 2014, sendo as 
importações da ordem de 7.255 mil toneladas. Entretanto, afirmam que o Brasil deve continuar 
a depender de fertilizantes internacionais, pois a produção de fertilizantes demanda um alto 
investimento não disponível no país no momento.
Fonte: Shutterstock
Curso Técnico em Agronegócio
118
Outro desafio é a redução do uso de pesticidas. Os defensivos agrícolas são necessários 
para permitir a produção em larga escala. As lavouras estão sujeitas a diversas pragas que 
podem comprometer toda a produção. O uso de sementes geneticamente modificadas pelos 
produtores de milho e soja foram adotadas como uma solução, mas é difícil saber efetivamente 
seus impactos e se são menores do que o dos defensivos agrícolas.
`
Atenção
Assim, grupos de ambientalistas fazem pressões para a redução de seu uso, ao 
mesmo tempo em que grupos interessados pressionam pelo maior uso desses 
produtos.
Esse enorme desafio precisa ser superado, uma vez que a sustentabilidade é a 
palavradesse novo século, mas a produção crescente para atender a demanda 
também é indispensável.
A alteração climática é outro desafio para a produção agroindustrial. O mundo vem sofrendo 
com o aquecimento global, e as variações climáticas afetam diretamente a agricultura, que 
depende de chuva em quantidades exatas e nos períodos certos e de temperaturas adequadas 
a cada tipo de plantio. Assim, o tempo cada vez mais desempenha um papel essencial no 
agronegócio.
Na pecuária, a qualidade das carnes será o grande desafio da 
produção agroindustrial. A exigência por produtos mais saudáveis, 
com baixo teor de gordura, rastreamento dos animais do 
nascimento até a chegada da carne no varejo, o bem-estar animal 
e a condição do produto servido ao consumidor são desafios e 
correspondem à qualidade exigida nos mercados, que precisam 
ser enfrentados.
A qualificação da mão de obra também é um desafio a ser encarado. Como reduzir a 
rotatividade de empregados? Como obter empregados mais qualificados? Como aumentar 
a produtividade desses empregados, que está muito abaixo dos países do Primeiro Mundo? 
Além disso, como fazer com que esses empregados tirem o máximo proveito de todas as 
inovações e equipamentos de última geração utilizados na produção agrícola e agroindustrial? 
São perguntas a que precisamos responder e equacionar. 
Portanto, os desafios da produção no agronegócio são diversos, na maioria das vezes 
interdependentes, mas é de extrema importância que os envolvidos no processo unam forças 
para resolvê-los em prol de uma produção mais viável e sustentável.
Siga em frente e bom estudo!
Gestão da Produção e Logística
119
Tópico 2: Os desafios logísticos da produção do agronegócio
A logística tem sido apontada como a grande vilã da falta de competitividade das cadeias 
agroindustriais brasileiras. Todos os dias diversas matérias são colocadas nos jornais indicando 
os muitos problemas logísticos e como eles afetam o agronegócio. O que de fato podemos 
perceber é que existe uma série de problemas logísticos que parecem se repetir ao longo dos 
anos, sem uma solução aparente, e os projetos parecem caminhar a passos de “tartaruga”. 
Neste tópico vamos ver mais a fundo essa questão e tentar entender o papel da logística no 
agronegócio.
1. Os gargalos logísticos
Como vimos no tópico anterior, o gargalo nada mais é do que a restrição ao fluxo da operação.
O primeiro gargalo logístico que temos é a falta de transporte, a má distribuição da matriz 
de transporte para fazer o escoamento das safras. No Brasil, cerca de 60% do transporte é 
realizado por caminhões (IPEA, 2010) e, como vimos, eles têm capacidade de carga inferior à 
dos trens, das barcaças e dos navios. A figura seguinte apresenta um comparativo entre as 
capacidades de cada modal de transporte.
 Comparativo modais de transportes
2,9 comboios Hopper
86 vagões de 70 t
Ferroviário
172 carretas de 35 t
Rodoviário
1 comboio - 6.000 t
(4 chatas e empurrador)
Navegação interior
Fonte: CNT (2013b).
Curso Técnico em Agronegócio
120
Enquanto um comboio tem capacidade de 6 mil toneladas, as carretas trabalham com 35 
toneladas e, mesmo com a adoção de caminhões do tipo bitrem, o modal hidroviário é mais 
competitivo.
O ideal para o Brasil seria equilibrar sua matriz de transporte em relação aos países de primeiro 
mundo, conforme podemos ver na figura a seguir. Embora o caminhão não vá desaparecer do 
processo, isso traria uma redução dos custos da logística interna. 
 Comparativo - matriz de transporte
Fonte: CNT (2013b).
Rússia Canadá
Ferrovia
Estados Unidos Brasil Austrália México
80
60
40
20
0P
ar
tic
ip
aç
ão
 d
os
 m
od
ai
s 
de
 tr
an
sp
or
te
Comparativo - matriz de transporte
Rodovia Hidrovia
Os Estados Unidos, por exemplo, nosso principal competidor no agronegócio, possui uma 
matriz de transporte muito mais equilibrada, e isso se reflete nos custos de transporte interno.
O
Informação extra
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, enquanto um 
transporte da soja do país, no ano de 2012, de Champaign, no estado norte-
americano do Illinois, era transportado por 1.200 km por barcaças a um 
custo médio de 28 dólares, um transporte similar no Brasil, na mesma faixa 
de distância, tinha um custo de aproximadamente 70 dólares por caminhão 
(SALIN, 2013; USDA/AMS, 2014). De acordo com Salin (2013), os Estados Unidos 
transportam por ferrovia e hidrovia cerca de 96% da sua produção de grãos.
O segundo gargalo logístico é a quantidade de infraestrutura logística. O Brasil tem 1.580.964 
km de rodovias, e apenas pouco mais de 10% é pavimentada, ou exatamente 212.798 km
Gestão da Produção e Logística
121
Legenda: Hidrovia Tietê–Paraná.
Fonte: Paraná Trade (2015).
(WORLD FACT BOOK, 2015). O país 
carece de infraestrutura para suas 
hidrovias. Segundo a CNT (2013b), o 
Brasil dispõe de uma bacia hidro-
gráfica de 63 mil quilômetros. Entre-
tanto, apenas pouco mais de 20.000 
km são de vias navegáveis.
Em 2012 foram transportados por 
hidrovia cerca de 80,9 milhões 
de toneladas, o que é pouco 
comparado com a necessidade de 
transporte brasileira. Em 2014, a 
Hidrovia Tietê–Paraná interrompeu 
suas operações devido à estiagem 
ocorrida na região Sudeste (SNA, 
2015b).
O transporte ferroviário de cargas e passageiros opera oficialmente em 28.000 km (IPEA, 
2010), mas muitos trechos são não operacionais. As obras em andamento ocorrem a passos 
lentos devido aos entraves burocráticos, à falta de dinheiro e de mão de obra. Além disso, o 
investimento enfrenta resistência de ambientalistas e processos de auditoria de contas que 
atrasam ainda mais essas obras e geram mudanças que, muitas vezes, tornam inviáveis a sua 
execução.
Um terceiro gargalo logístico é a falta de estruturas de armazenagem. Isso causa um 
colapso da estrutura logística durante o período de safra e faz com que os grãos se percam 
por falta de áreas de armazenagem ou mesmo que sejam vendidos a preços baixos por não 
haver capacidade de armazenagem necessária para escolher um melhor momento de venda.
Vencer esses gargalos é fundamental para o bom desenvolvimento do país.
2. A competição internacional
As cadeias de suprimentos estão sujeitas a competição internacional. O custo do transporte 
brasileiro de grãos é cinco vezes maior do que o norte-americano. Como resultado, sobra 
mais dinheiro no bolso do produtor americano do que no do produtor brasileiro, mesmo com 
o valor da soja no porto sendo o mesmo.
A competição internacional pressiona o Brasil na direção de 
buscar investimentos e os agentes da cadeia produtiva a buscarem 
soluções para reduzirem seus custos.
A competitividade brasileira passa por investimentos maciços em logística e pela conscientização 
dos atores nas cadeias de suprimentos do agronegócio de que todos são responsáveis pelo 
processo logístico, e não somente os governos.
Curso Técnico em Agronegócio
122
3. Desafios da logística no agronegócio
Basicamente, são quatro os desafios da logística no agronegócio:
Melhorar o processo de escoamento da produção.
É preciso utilizar modais de transporte de grande capacidade, como 
ferrovias e hidrovias, e ao mesmo tempo melhorar a infraestrutura 
rodoviária.
Preparar a mão de obra para o boom logístico de que o Brasil 
precisa.
É necessário ter profissionais que entendam a competitividade 
internacional e conheçam as soluções utilizadas por outros países de 
sucesso. 
Melhorar a rede de armazéns ao longo das cadeias de 
suprimentos.
É um desafio que deve ser enfrentado e que não virá somente por 
meio de ação do governo. Algumas cooperativas e produtores rurais 
começam a entender a importância dessas áreas de armazenagem 
para os negócios e a investir na atividade.
Melhorar a infraestruturaportuária.
A competitividade começa na capacidade de escoamento na saída 
dos produtos para o comércio internacional. Como os navios são de 
operadores privados, estes preferem transportar cargas para portos 
eficientes, que reduzem o tempo de atracação e, por consequência, 
aumentam o retorno. Assim, modernizar os portos brasileiros a 
padrões internacionais é um desafio essencial da logística.
O
Informação extra
Se você quiser saber mais sobre os desafios da logística e como isso influencia 
no agronegócio, pesquise o site do Instituto de Logística e Supply Chain. Lá você 
encontrará diversos materiais e artigos que tratam sobre o tema: <http://www.
ilos.com.br/web/artigos-2>.
Gestão da Produção e Logística
123
Encerramento do tema
Neste tema estudamos os desafios da produção agroindustrial e da logística. Aprendemos 
quais são os principais gargalos que afetam a produção rural e o agronegócio. Além disso, 
pudemos evidenciar os desafios que temos de enfrentar em relação ao agronegócio brasileiro 
se quisermos continuar sendo competitivos no mercado. 
Fonte: Shutterstock
Siga em frente para realizar a atividade de aprendizagem deste tema e, na sequência, siga 
para o encerramento desta unidade curricular.
Atividades de aprendizagem
1. Qual dos gargalos seguintes NÃO corresponde a um gargalo logístico?
a) Infraestrutura.
b) Falta de mão de obra especializada.
c) Falta de áreas de armazenagem.
d) Falta de hidrovias.
e) Excesso de insumos vindos de mercados internacionais.
Curso Técnico em Agronegócio
124
2. A operação a seguir apresenta um gargalo. Indique qual e justifique a sua resposta, apre-
sentando uma solução para o problema.
Produção 
de frango: 
8.000 aves mês
Processamento
na agroindústria:
7.000 aves mês
Capacidade de
congelamento: 
5.000 aves mês
Capacidade de 
venda
10.000 aves mês
3. Entre os diversos problemas relacionados com a mão de obra que afeta a competitividade 
no agronegócio, qual é o mais importante/preocupante?
a) Alta remuneração.
b) Baixo grau de instrução.
c) Desconhecimento dos equipamentos.
d) Falta de comprometimento do empregado.
e) Dificuldade de encontrar trabalhadores que queira viver no campo.
4. Na exigência por produtos mais saudáveis, com baixo teor de gordura, o rastreamento 
será um desafio para quem?
a) Pecuária.
b) Agricultura.
c) Indústria.
d) Varejo.
e) Distribuidor.
5. Complete a frase com a alternativa correta: “Melhorar o processo de escoamento da 
produção é um desafio _____________”.
a) da produção
b) agrícola
c) logístico
d) rural
e) do varejo
Gestão da Produção e Logística
125
Encerramento da unidade curricular
Chegamos ao final da Unidade Curricular Gestão da Produção e Logística. No decorrer dos 
cinco temas, tivemos a oportunidade de estudar os fundamentos da produção, compreender 
mais sobre as atividades de planejamento e controle e como se relacionam à produção 
agroindustrial.
Descobrimos o que são cadeias de suprimentos e cadeias produtivas e como as organizações 
se relacionam e competem em redes. Entendemos o papel da logística no agronegócio, 
compreendendo suas atividades e a sua função no agronegócio. No final, estudamos os 
desafios da produção agroindustrial e da logística.
Esperamos que, dentro da sua formação de técnico em agrone-
gócio, os conhecimentos aqui apresentados possam tornar o seu 
trabalho mais eficiente e colaborar para o desenvolvimento das 
cadeias produtivas do agronegócio brasileiro.
Os seus estudos não devem parar por aqui, e você deve buscar novos materiais e desafios que 
lhe permitam tornar-se um profissional cada vez mais capacitado para enfrentar os desafios 
atuais e futuros do agronegócio.
Desejamos muito sucesso em sua caminhada!
Curso Técnico em Agronegócio
126
Referências 
Básicas
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uma abordagem estratégica. São Paulo: Atlas, 2004.
SLACK, N.; CHAMBERS, S.; JOHNSTON, R. Administração da produção. Revisão técnica de 
Henrique Côrrea e Irineu Gianesi. São Paulo: Atlas, 2009. 
Complementares
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(ABIPECS). Estatística: destinação: principal destinação da carne suína brasileira, 2006-2014. 
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Curso Técnico em Agronegócio
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Gestão da Produção e Logística
129
Gabarito
Tema 1
Questão 1 
a) A alternativa A está incorreta. Comercializar o trigo é uma função de marketing, como vimos 
no tópico 3, que engloba o departamento de vendas. Cabe à administração da produção 
informar as quantidades em estoque e a previsão de produção. Reveja os tópicos 1 e 3. 
b) A alternativa B está incorreta. Controlar a quantidade de horas de trabalho para o 
pagamento de horas extras é uma função de apoio relacionada aos recursos humanos. 
Cabe à produção utilizar a mão de obra respeitando a jornada de trabalho e horas extras 
da empresa de acordo com as necessidades da produção. Reveja os tópicos 1 e 3.
c) A alternativa C está incorreta. As agroindústrias negociam com a função marketing e seu 
departamento comercial. Cabe à produção entregar as quantidades vendidas de acordo 
com o seu fluxo de produção e disponibilidade do cliente. Reveja os tópicos 1 e 3.
d) A alternativa correta é a D. A administração da produção gerencia os insumos, o processo 
produtivo e a entrega dos produtos. Assim, envolve controlar máquinas, equipamentos e 
o processo produtivo.
e) A alternativa E está incorreta. Tornar a empresa mais competitiva é função de todos os 
departamentos da empresa, e não apenas da produção. Reveja o capítulo para perceber 
como os conceitos apresentados contribuem para competitividade das empresas.
Questão 2 
a) A alternativa correta é a A. O volume de uma usina de produção de açúcar e etanol é 
alto para o maior aproveitamento da unidade produtiva. A variedade é baixa, visto que só 
se usa como matéria-prima a cana-de-açúcar e os produtos são essencialmente o etanol e 
o açúcar. A variação é alta porque, como vimos no texto, as usinas chegam a ficar quatro 
meses sem operação. A visibilidade é baixa haja vista o consumidor final ter pouco acesso 
às usinas de açúcar e etanol. 
b) A alternativa B está incorreta. O volume de uma usina de produção de açúcar e etanol não 
é baixo, visto que, para o maior aproveitamento da unidade produtiva, deve-se produzir 
em larga escala. A variedade não é alta porque só se usa como matéria-prima a cana-
de-açúcar e os produtos são essencialmente o etanol e o açúcar. A variação não é baixa, 
porque as usinas não funcionam durante todo o ano. A visibilidade não é alta porque o 
consumidor final tem pouco acesso às usinas de açúcar e etanol. Reveja o tópico 1 e o 
material complementar.
c) A alternativa C está incorreta. O volume de uma usina de produção de açúcar e etanol não 
é baixo, pois, para o maior aproveitamento da unidade produtiva, deve-se produzir em 
larga escala. A variedade realmente é baixa, pois só se usa como matéria-prima apenas 
Curso Técnico em Agronegócio
130
a cana-de-açúcar e os produtos são essencialmente o etanol e o açúcar. A variação não é 
baixa, porque, se assim fosse, as usinas deveriam funcionar próximo da plena capacidade 
durante todo o ano, o que não acontece na prática. A visibilidade realmente é baixa 
porque o consumidor final pouco tem acesso às usinas de açúcar e etanol. Você identificou 
corretamente duas das quatro situações, o que significa que ainda precisa estudar mais. 
Reveja o tópico 1 e o material complementar.
d) A alternativa D está incorreta. O volume de uma usina de produção de açúcar e etanol 
realmente é alto para o maior aproveitamento da unidade produtiva. A variedade é 
baixa, e não alta, pois só se usa como matéria-prima a cana-de-açúcar e os produtos são 
essencialmente o etanol e o açúcar. A variação também é alta porque, como vimos no 
texto, as usinas chegam a ficar quatro meses sem operação. Porém, a visibilidade não é alta 
visto que o consumidor final não tem acesso às usinas de açúcar e etanol. Você identificou 
corretamente duas das quatro situações, o que significa que ainda precisa estudar mais. 
Reveja o tópico 1 e o material complementar.
e) A alternativa E está incorreta. O volume de uma usina de produção de açúcar e etanol é 
alto para o maior aproveitamento da unidade produtiva. A variedade realmente é baixa, 
pois só se usa como matéria-prima a cana-de-açúcar e os produtos são essencialmente 
o etanol e o açúcar. Entretanto, a variação não é baixa, porque, se assim fosse, as usinas 
deveriam funcionar próximo da plena capacidade durante todo o ano, o que não acontece 
na prática. A visibilidade realmente é baixa haja vista o consumidor final ter pouco acesso 
às usinas de açúcar e etanol. Você identificou corretamente duas das quatro situações, o 
que significa que ainda precisa estudar mais. Reveja o tópico 1 e o material complementar.
Questão 3 
a) A alternativa A está incorreta. A estratégia de produção só poderia ser considerada de 
baixo para cima se o novo presunto fosse oferecido mediante a capacidade de produção 
em desenvolver um presunto de baixo teor de gordura. Nesse caso, essa capacidade ainda 
não existe. Reveja o tópico 3.
b) A alternativa B está incorreta. Da mesma forma que a estratégia de baixo para cima, a 
estratégia de produção só seria baseada em recursos se a função produção descobrisse 
que possui os empregados habilitados para o trato dos animais e a criação de suínos com 
pouca gordura.Além disso, precisaria ter os recursos industriais adequados, que não é o 
caso aqui também.
c) A alternativa correta é a C. A estratégia de produção foi baseada numa decisão de 
cima para baixo, ou seja, os administradores decidiram que iriam oferecer um produto 
diferenciado a partir do próximo ano e vão alterar a estratégia produtiva para atender a 
estratégia empresarial. 
d) A alternativa D está incorreta. A estratégia de produção só se basearia no mercado se 
fosse identificado pela função marketing um mercado que deseja comprar o presunto 
de baixo teor de gordura e pudesse adaptar a estratégia de produção para atender esse 
mercado específico.
Gestão da Produção e Logística
131
e) A alternativa E está incorreta. Se você respondeu essa alternativa, não compreendeu de 
forma satisfatória o tópico 3. Sugerimos rever todo o tópico e discutir as dúvidas com seu 
tutor e nos fóruns de estudo.
Questão 4
a) Alternativa incorreta. Luz e fertilizante são insumos, mas a semente é uma matéria-prima, 
pois será transformada, e a água também é um insumo.
b) Alternativa incorreta. Luz é um insumo, e não uma matéria-prima. Fertilizante e água são 
insumos, mas as sementes não.
c) Alternativa incorreta. Luz, água e fertilizante são insumos, e não matéria-prima, pois são 
complementares ao processo produtivo.
d) Alternativa incorreta. Luz e fertilizante são insumos, porém sementes são matéria-prima e 
a água é insumo.
e) Alternativa correta. Luz, fertilizante e a água são insumos; e as sementes, matéria-prima.
Questão 5
a) Alternativa incorreta. Conceito de customização, e não de processo.
b) Alternativa incorreta. Conceito de visibilidade, e não de processo.
c) Alternativa correta. Essa é a definição de processo apresentada.
d) Alternativa incorreta. Conceito de valor e serviço de Slack, e não de processo.
e) Alternativa incorreta. Conceito de insumo, e não de processo.
Tema 2
Questão 1 
a) A alternativa A está incorreta. O carregamento da produção é essencial para o planejamento 
e controle da produção, pois permite alocar recursos nas operações, como hora-máquina 
e hora-homem no processo de colheita. Se você errou, releia o tópico 1 do tema 2.
b) A alternativa B está incorreta. O sequenciamento é uma atividade do planejamento e 
controle da produção que objetiva estabelecer uma sequência de operações que deve 
ser seguida para gerar o produto final, por exemplo, um produto agrícola que exige a 
preparação do solo, o plantio, a manutenção, a colheita, a distribuição, nessa sequência. 
Se você errou, releia o tópico 1 do tema 2.
Curso Técnico em Agronegócio
132
c) A alternativa C está incorreta. A programação é a atividade do planejamento e controle da 
produção que programa detalhadamente os movimentos e os tempos de início e final de 
cada atividade na produção. Se você errou, releia o tópico 1 do tema 2.
d) A alternativa D está incorreta. O monitoramento e controle da operação também é uma 
atividade do planejamento e controle da produção responsável por monitorar e controlar 
as operações produção em andamento. Se você errou, releia o tópico 1 do tema 2.
e) A alternativa correta é a E. Como vimos anteriormente, a gestão de estoques trata das 
atividades de planejamento e controle de estoques, e não das atividades do planejamento 
e controle da produção.
Questão 2 
a) A alternativa A está incorreta. Como estudamos, o custo de oportunidade é custo econômico 
que temos quando optamos por determinada ação e, embora seja importante para uma a 
tomada de decisão do gestor, este não é o primeiro fator a se considerar no planejamento 
de capacidade. Reveja o tópico 2 desse tema.
b) A alternativa correta é a B. Como vimos, quando precisamos lidar com o planejamento 
da capacidade, a primeira etapa é entender os números referentes à demanda, se teremos 
mercado para os produtos. Assim, numa produção agrícola o primeiro passo seria verificar 
se vamos ter demanda para o milho que pretendemos plantar, por exemplo, e o quão 
confiáveis são esses números. 
c) A alternativa C está incorreta. Como vimos, a atividade de armazenagem muitas vezes 
não é pensada no processo de produção agrícola, entretanto, deveria ser um dos itens 
importantes no planejamento da capacidade. Reveja o tópico 2 desse tema.
d) A alternativa D está incorreta. O capital de giro é aquele que a empresa utiliza para financiar 
sua produção. Entretanto, esse não deve ser o primeiro fator a ser levado em conta para 
o planejamento da capacidade, e sim para a manutenção das operações. Reveja o tópico 
2 desse tema.
e) A alternativa E está incorreta. Alocar os recursos com a operação a ser realizada é uma 
atividade de carregamento da produção, que se trata de uma atividade do planejamento e 
controle de produção. Faça uma revisão dos tópicos 1 e 2 desse tema e tente novamente. 
Questão 3 
A alternativa correta é a E. Os passos para calcular a capacidade do projeto são:
1. Calcule o tempo de produção semanal.
Semana = 7 dias
Horas trabalhadas por dia = 8 horas
7 X 8 = 56 horas/semana
Gestão da Produção e Logística
133
2. Calcule a capacidade de projeto.
2.000 litros de óleo por hora X 56horas/semana = 112.000 litros de óleo/semana
Questão 4
a) Alternativa incorreta. Toda operação tem uma oferta e demanda que são muito difíceis 
de serem reguladas. O ideal seria que a quantidade produzida fosse a vendida. Assim, 
estoque de segurança é a quantia mínima existente em um sistema para que este não 
pare de funcionar. 
b) Alternativa incorreta. A capacidade de projeto é aquela estabelecida no momento do 
planejamento da planta de produção.
c) Alternativa correta. O Just-in-Time é um sistema de produção que visa à redução 
de estoques, uma vez que o fornecimento é realizado no momento da produção e os 
produtos são fabricados sob encomenda e com rigoroso controle do tempo de entrega 
pela indústria. Além disso, foi a nomenclatura utilizada pelos ocidentais para adaptar o 
sistema Toyota de produção.
d) Alternativa incorreta. Toda atividade de produção tem uma sequência de operações, 
conhecida como sequenciamento, que deve ser seguida para gerar o produto final. Assim, 
para um produto agrícola, geralmente a sequência é a preparação do solo, o plantio, a 
manutenção, a colheita e a distribuição.
e) Alternativa incorreta. A sigla STP é utilizada para designar o sistema Toyota de produção, 
ou seja, é reconhecida como sinônimo do sistema de produção japonês.
Questão 5
a) Alternativa correta. Estoques vinculam o dinheiro como capital de giro, reduzindo a 
capacidade de investimento da empresa (verdadeiro); estoques representam custo de 
armazenamento e não aumentam necessariamente a competitividade da empresa (falso); 
estoques se tornam obsoletos com o passar do tempo (falso); estoques realmente podem 
trazer perigos no armazenamento, como é o caso dos inflamáveis (verdadeiro).
b) Alternativa incorreta. Estoques vinculam o dinheiro como capital de giro, reduzindo a 
capacidade de investimento da empresa (verdadeiro); estoques representam custo de 
armazenamento e não aumentam necessariamente a competitividade da empresa (falso); 
estoques se tornam obsoletos com o passar do tempo (falso); entretanto, estoques 
realmente podem trazer perigos no armazenamento, como é o caso dos inflamáveis 
(verdadeiro), e não é falso como na alternativa.
c) Alternativa incorreta. Estoques vinculam o dinheiro como capital de giro, reduzindo a 
capacidade de investimento da empresa (verdadeiro); estoques representam custo de 
armazenamento e não aumentam necessariamente a competitividade da empresa (falso), 
não sendo verdadeiro como está na alternativa; estoques se tornam obsoletos com o passar 
do tempo (falso), não sendo verdadeiro como está na alternativa; estoques realmente 
Curso Técnico em Agronegócio
134
podem trazer perigosno armazenamento, como é o caso dos inflamáveis (verdadeiro), 
não sendo falso como está na alternativa.
d) Alternativa incorreta. Estoques vinculam o dinheiro como capital de giro, reduzindo 
a capacidade de investimento da empresa (verdadeiro), não sendo falso como está 
na alternativa; estoques representam custo de armazenamento e não aumentam 
necessariamente a competitividade da empresa (falso); estoques se tornam obsoletos 
com o passar do tempo (falso), não sendo verdadeiro como está na alternativa; estoques 
realmente podem trazer perigos no armazenamento, como é o caso dos inflamáveis 
(verdadeiro).
e) Alternativa incorreta. Estoques vinculam o dinheiro como capital de giro, reduzindo 
a capacidade de investimento da empresa (verdadeiro), não sendo falso como está 
na alternativa; estoques representam custo de armazenamento e não aumentam 
necessariamente a competitividade da empresa (falso), não sendo verdadeiro como 
está na alternativa; estoques se tornam obsoletos com o passar do tempo (falso), não 
sendo verdadeiro como está na alternativa; estoques realmente podem trazer perigos no 
armazenamento, como é o caso dos inflamáveis (verdadeiro).
Tema 3
Questão 1 
a) A alternativa A está correta. A cadeia de suprimentos é um conjunto de empresas que 
estão interligadas como elos em uma corrente que objetivam entregar determinado tipo 
de produto a partir de sua atuação em conjunto. 
b) A alternativa B está incorreta. Como vimos detalhadamente, essa definição corresponde 
à cadeia produtiva e, embora muitos a tratem como igual à cadeia de suprimentos, você 
aprendeu que existem diferenças de conceitos. Se não percebeu, estude novamente o 
tópico 1 deste tema.
c) A alternativa C está incorreta. Essa é a definição do dicionário sobre corrente, que nos 
ajuda a chegar ao conceito de cadeia de suprimentos. Faça uma revisão do tópico deste 
tema antes de prosseguir.
d) A alternativa D está incorreta. Essa é a definição do dicionário sobre suprimentos que nos 
ajuda a chegar ao conceito de cadeia de suprimentos. Faça uma revisão do tópico deste 
tema antes de prosseguir.
e) A alternativa E está incorreta. A gestão da rede de negócios é a gestão da cadeia de 
suprimentos, ou seja, um conceito que visa apresentar às organizações que operam em 
rede a importância de gerenciá-la. Sugerimos rever todo o tópico 1 antes de prosseguir.
Questão 2
a) Alternativa incorreta. A agroindústria é responsável pelo processamento dos produtos 
agrícolas e pecuários. Ela pode até contratar o transporte, mas essa atividade é realizada 
por um intermediário dentro dessas cadeias. 
Gestão da Produção e Logística
135
b) Alternativa incorreta. A produção rural é etapa de produção de matéria-prima para as 
agroindústrias. Da mesma forma que as agroindustriais, o produtor rural pode contratar 
uma operação de transporte, entretanto esse permanece sendo um intermediário. 
c) Alternativa incorreta. O varejo é responsável pela comercialização dos produtos agrícola e 
pecuários processados. 
d) Alternativa correta. O transportador é um intermediário na cadeia de suprimentos e 
produtiva e tem a finalidade de ligar dois elos da cadeia. Assim, pode atuar entre a fazenda 
e a agroindústria e entre a agroindústria e o distribuidor ou varejista. 
e) Alternativa incorreta. O consumidor é o elo final da cadeia de suprimentos e/ou de 
produção. É aquele que adquire um produto ou serviço e remunera toda a cadeia.
Questão 3
a) Alternativa incorreta. A avicultura possui também um elevado grau de integração, em que 
a agroindústria fornece os pintainhos e a ração para o produtor. Depois realiza o abate e 
os cortes e, finalmente, a distribuição dos produtos ao varejo. Todavia, entre as cadeias 
apresentadas na alternativa, essa não apresenta o maior nível de integração vertical. 
b) Alternativa incorreta. A suinocultura possui elevado grau de integração para os produtores 
integrados, mas não com os independentes, que podem comercializar com o frigorífico 
que preferirem. A suinocultura apresenta uma agroindústria diversificada com processos 
de primeira e segunda transformações. 
c) Alternativa correta. A cadeia sucroenergética é a mais integrada de todas, pois a 
agroindústria é responsável pelo plantio e pela colheita, pelo processamento e, em alguns 
casos, até pela comercialização. 
d) Alternativa incorreta. A bovinocultura possui um grau de integração menor. O gado 
geralmente é produzido por produtores independentes que fornecem as agroindústrias. 
Essas, por sua vez, fazem processamento e encaminham para o varejo, que também é 
independente. 
e) Alternativa incorreta. As cadeias de grãos possuem baixo índice de integração e são mais 
distribuídas como redes de parceiros que produzem, distribuem e processam esses grãos.
Questão 4
a) Alternativa incorreta. Nos grãos, a soja, por exemplo, pode ser usada apenas para a 
produção de biodiesel, sendo gerada a partir do óleo, mas não é dejeto.
b) Alternativa incorreta. As usinas sucroenergéticas, além do açúcar, podem produzir o etanol 
a partir da cana-de-açúcar e a energia elétrica a partir do bagaço da cana, produzindo, 
assim, dois tipos de bioenergia, mas não são dejetos.
Curso Técnico em Agronegócio
136
c) Alternativa correta. A suinocultura produz biogás a partir dos dejetos dos suínos que 
geralmente é transformado em energia elétrica e, quando realizada a gestão correta dos 
dejetos, a energia gerada é suficiente para garantir a produção dos animais. 
d) Alternativa incorreta. A piscicultura não produz bioenergia. Pesquisas têm sido realizadas 
para analisar a possibilidade e viabilidade da geração de biogás dos dejetos oriundos da 
piscicultura, porém os resultados ainda são tímidos e não garantem a produção suficiente. 
e) Alternativa incorreta. A apicultura também não produz bioenergia.
Questão 5
a) Alternativa correta. As traders, como o próprio nome diz, são empresas especializadas, 
intermediárias, responsáveis pelo processo de comercialização da produção rural com os 
mercados internacionais, principalmente de grãos.
b) Alternativa incorreta. A produção é o processo de transformação em si e composta apenas 
de insumos e matéria-prima, não se relacionando com a comercialização.
c) Alternativa incorreta. As traders não são prestadoras de serviço, pois compram a produção 
dos produtores rurais e revendem a preços mais altos nos mercados, obtendo, assim, 
lucratividade.
d) Alternativa incorreta. Terceirização é o processo de contratar empresa para prestação de 
serviços, entretanto, como dissemos anteriormente, as traders não são terceirizadas, pois 
não prestam serviço, e sim são intermediárias no processo de compra e venda. 
e) Alternativa incorreta. Os varejistas são supermercados, restaurantes etc. e responsáveis 
por comercializar produtos processados em quantidades pequenas.
Tema 4
Questão 1 
a) A alternativa A está incorreta. Como vimos, a gestão de pedidos é processo inicial da cadeia 
logística. Sem pedido não há produto, e sem produto não existe necessidade da logística. 
Faça uma revisão do tópico 1 do tema 4.
b) A alternativa B está incorreta. Como estudamos, a gestão de estoques controla toda a 
produção disponível, seja no plantio, na produção, nos armazéns ou no varejo. Faça uma 
revisão do tópico 1 do tema 4.
c) A alternativa C está incorreta. Como vimos, a gestão de armazenagem é responsável pela 
guarda das matérias-primas, dos produtos acabados e semiacabados na cadeia logística. 
Faça uma revisão do tópico 1 do tema 4.
Gestão da Produção e Logística
137
d) A alternativa D está incorreta. Como estudamos, a gestão de transportes é essencial à 
cadeia logística, pois é responsável pelo escoamento da produção. Faça uma revisão do 
tópico 1 do tema 4.
e) A alternativa E está correta. Os equipamentos, embora sejam importantes para a 
produção,não correspondem a uma atividade logística. 
Questão 2 
a) A alternativa A está incorreta. Se você está transportando produtos em grandes volumes 
e de baixo valor agregado, certamente o transporte aéreo não é para você, pois este 
é indicado para cargas de alto valor agregado. Faça uma revisão do tópico 2 antes de 
prosseguir.
b) A alternativa B está incorreta. Se você pensasse do ponto de vista rapidez e flexibilidade, 
talvez estivesse certo, mas, se todos os sistemas de transporte estiverem disponíveis, o 
modo rodoviário não será uma boa escolha, pois tem pouca capacidade de carga e você 
tem um alto volume a transportar. Faça uma revisão do tópico 2 antes de prosseguir.
c) A alternativa C está incorreta. O sistema dutoviário tem sido usado com sucesso para 
combustíveis e gases, mas grãos têm características peculiares de umidade e necessitam 
de impulso, fazendo do transporte dutoviário uma forma não recomendada. Faça uma 
revisão do tópico 2 antes de prosseguir.
d) A alternativa D está incorreta. O transportador ferroviário é uma alternativa muito boa, 
devido ao volume de carga que pode transportar e aos baixos custos, a não ser que o 
modal hidroviário esteja disponível, e por isso esse não seria a nossa escolha. Faça uma 
revisão do tópico 2 antes de prosseguir.
e) A alternativa E está correta. Se o modal hidroviário estiver disponível, este será sua 
escolha. O seu grande volume torna os custos da operação do modal hidroviário pequenos 
e aumenta sensivelmente a competitividade da sua carga de grãos.
Questão 3
a) Alternativa incorreta. A função do secador, como o próprio nome diz, é secar, reduzir a 
umidade. 
b) Alternativa incorreta. A secagem não aumentará o volume de grãos; pelo contrário, 
reduzirá seu tamanho. 
c) Alternativa incorreta. O objetivo não é eliminar a umidade do grão, pois ele precisa de um 
pouco de umidade, sendo este um dos requisitos da qualidade do grão: a taxa de umidade. 
d) Alternativa correta. A função da secagem é reduzir a umidade do grão para padrões 
adequados e possibilitar a padronização dentro do armazém. 
Curso Técnico em Agronegócio
138
e) Alternativa incorreta. Embora impurezas precisem ser eliminadas dos grãos, a secagem 
está relacionada à umidade.
Questão 4
a) Alternativa incorreta. Embora os caminhões possam ser rígidos, ou seja, sem um 
semirreboque, apenas com a carroceria sob o chassi. Esse tipo de veículo é cada vez mais 
raro devido à baixa capacidade de carga disponível e aos altos volumes do agronegócio.
b) Alternativa incorreta. Os caminhões com um semirreboque reinaram por muito tempo nas 
estradas e no transporte rodoviário, mas passaram a ser substituídos por veículos com 
maior capacidade de carga.
c) Alternativa correta. Os caminhões com dois semirreboques são os mais comuns 
utilizados no transporte no agronegócio, pela sua capacidade de carga e operação um 
pouco mais cara para o transporte, porém mais barata para o transporte de grandes 
volumes, principalmente das traders.
d) Alternativa incorreta. Os caminhões com mais três semirreboques, conhecidos como 
treminhões, têm pouco uso pela dificuldade operacional, podendo ser encontrados na 
produção agroindustrial da cana para o transporte em pequenas distâncias.
e) Alternativa incorreta. Caminhões com quatro ou mais semirreboques não são viáveis 
operacional e comercialmente.
Questão 5
a) Alternativa incorreta. É o transporte realizado por embarcações (navios) entre dois ou mais 
países, conhecido também como navegação de longo curso.
b) Alternativa incorreta. O transporte rodoviário é realizado por veículos automotores em 
estradas e rodovias.
c) Alternativa incorreta. O transporte aquaviário inclui o transporte marítimo e o transporte 
hidroviário realizado por rios e lagos.
d) Alternativa incorreta. É o transporte de líquidos e gases utilizando tubulações.
e) Alternativa correta. É termo utilizado quando o transporte é realizado na costa de um 
país tendo ou não a origem em um rio no interior deste.
Tema 5
Questão 1
a) A alternativa A está incorreta. A infraestrutura é um dos gargalos logísticos enfrentados no 
agronegócio. Revise o tema 5.
Gestão da Produção e Logística
139
b) A alternativa B está incorreta. A mão de obra especializada é um problema em diversas 
áreas produtivas, e o mesmo ocorre na logística, portanto também é um gargalo logístico. 
Revise o tema 5.
c) A alternativa C está incorreta. A falta de áreas de armazenagem é um problema crônico no 
agronegócio, sendo também um gargalo logístico. Revise o tema 5.
d) A alternativa D está incorreta. Os sistemas de transporte utilizados atualmente são gargalos 
logísticos, portanto a falta de hidrovias é um gargalo principalmente para o transporte de 
grãos. Revise o tema 5.
e) A alternativa E está correta, pois a importação de insumos é um gargalo de produção 
que encarece o agronegócio brasileiro, e não um gargalo logístico.
Questão 2 
• A resposta a essa questão é que o gargalo está na capacidade de congelamento, pois é 
a atividade com menor capacidade de processamento. A solução seria ampliar a área de 
congelamento. Como a demanda é maior do que a oferta, a ampliação não apresenta risco 
de investimento para a empresa. 
Questão 3
a) Alternativa incorreta. Embora altas remunerações gerem problemas de caixa e 
competitividade, a remuneração no operacional do agronegócio ainda é baixa.
b) Alternativa correta. O baixo grau de instrução dos trabalhadores dificulta a realização de 
operações complexas e tem reflexos diretos na competitividade.
c) Alternativa incorreta. O desconhecimento dos equipamentos é decorrência da falta de 
conhecimento gerada pelo baixo grau de instrução.
d) Alternativa incorreta. A falta de comprometimento do empregado está relacionada a 
fatores culturais e econômicos.
e) Alternativa incorreta. Essa é uma realidade, mas, com as máquinas modernas no campo, 
diminui muito a interação do homem.
Questão 4
a) Alternativa correta. O desafio na pecuária será produzir produtos mais saudáveis, com 
baixo teor de gordura, possibilitar rastreamento dos animais do nascimento até a chegada 
da carne ao varejo, o bem-estar animal e a condição do produto servido ao consumidor.
b) Alternativa incorreta. A agricultura enfrenta desafios semelhantes, mas não relacionados 
à produção animal.
c) Alternativa incorreta. A indústria tem enormes desafios, mas a qualidade da matéria-prima 
é essencial para produzir itens diferenciados, logo o desafio é da pecuária.
Curso Técnico em Agronegócio
140
d) Alternativa incorreta. O varejo é responsável pela comercialização e por transmitir as 
exigências dos consumidores aos fabricantes e produtores rurais.
e) Alternativa incorreta. A função dos distribuidores, como o nome indica, é distribuir os 
produtos aos mercados, não influenciando na qualificação dos produtos.
Questão 5
a) Alternativa incorreta. A produção acontece dentro das fazendas ou das agroindústrias, 
logo o melhoramento do escoamento da produção não envolve a produção, pois é externo 
a essa.
b) Alternativa incorreta. A agricultura enfrenta desafios que se relacionam aos problemas 
ocorridos dentro da porteira, que não influenciam, por sua vez, a distribuição.
c) Alternativa correta. O melhoramento do escoamento da produção é um desafio logístico 
importantíssimo e afeta diretamente os produtores rurais e as agroindústrias.
d) Alternativa incorreta. O melhoramento do escoamento da produção é um problema rural 
e industrial no que tange ao aspecto logístico.
e) Alternativa incorreta. O varejo é responsável pela comercialização e por transmitir as 
exigências dos consumidores aos fabricantes e produtores rurais. Em geral a mercadoria 
é enviada diretamente ao varejo.
	Introdução à Unidade Curricular
	Tema 1: Administração da produção e operações 
	Tópico 1: Conceitosiniciais 
	1. O que é administração da produção?
	2. Evolução da administração da produção?
	3. Dimensões dos processos produtivos
	Tópico 2: Sistemas de produção
	1. Modelo de transformação
	2. Projeto de processos
	3. Projeto de produtos e serviços
	Tópico 3: Estratégias de produção
	1. Função produção
	2. Objetivos da produção
	3. Aplicação das estratégias de produção
	Atividades de aprendizagem
	Encerramento do tema
	Tema 2: Planejamento e controle da produção (PCP)
	Tópico 1: A função do planejamento e controle
	2. Suprimento e demanda
	3. Atividades de planejamento
	Tópico 2: Planejamento e controle da capacidade
	1. Conceitos de capacidade de produção
	2. Como planejar a capacidade de produção?
	Tópico 3: Planejamento e controle de estoque
	1. Conceito de estoque
	2. Tipos de estoque e materiais armazenados
	3. Gestão e controle de estoque
	Atividades de aprendizagem
	Encerramento do tema
	Tema 3: Gestão da cadeia de suprimentos
	Tópico 1: Cadeias de suprimentos
	1. Cadeia de suprimentos
	2. Gestão da cadeia de suprimentos
	3. Cadeias de suprimentos versus cadeias produtivas
	Tópico 2: Elementos nas cadeias de suprimentos e cadeias produtivas
	1. Produtor rural
	2. Agroindústrias
	3. Varejo
	4. Intermediários (transportadores, traders e fornecedores de insumos)
	Tópico 3: As principais cadeias produtivas do agronegócio
	1. Cadeia da carne
	2. Cadeia do leite
	3. Cadeia de grãos
	4. Cadeia sucroenergética
	Atividades de aprendizagem
	Encerramento do tema
	Tema 4: Sistemas logísticos
	Tópico 1: Conceitos fundamentais da logística
	1. O que é logística?
	2. Evolução da logística
	3. Atividades da logística 
	Tópico 2: Sistemas estratégicos da logística no agronegócio
	1. Transporte
	2. Armazenagem e conservação 
	Atividades de aprendizagem
	Encerramento do tema
	Tema 5: Tópicos especiais sobre produção e logística
	Tópico 1: Os desafios da produção no agronegócio
	1. Os gargalos nas operações agroindustriais
	2. O papel da mão de obra
	3. Desafios da produção no agronegócio 
	Tópico 2: Os desafios logísticos da produção do agronegócio
	1. Os gargalos logísticos
	2. A competição internacional
	3. Desafios da logística no agronegócio
	Atividades de aprendizagem
	Encerramento do tema
	Encerramento da unidade curricular
	Referências 
	Gabarito
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