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JOGOS DE EMPRESAS AULA 2 Profª Rosinda Angela da Silva 2 CONVERSA INICIAL Você se considera um estrategista? Adotar uma estratégia é uma das atividades mais importantes de um gestor, pois não é possível dirigir uma empresa para o sucesso sem se posicionar em relação ao nicho de mercado, ao produto, ao preço, à distribuição, entre outros elementos vitais. Considerando o ambiente volátil que as empresas operam na atualidade, a adoção de estratégias auxilia a equipe vislumbrar o estado futuro da organização e tomar decisões consistentes, independentemente dos cenários. Mas, para acertar na escolha, é preciso compreender bem seu negócio, analisar criticamente as condições de mercado e avaliar as tendências para seu segmento. No universo organizacional, um dos setores que mais utilizam estratégias é o setor de marketing. Devido a isso, nesse momento vamos conhecer conceitos pertinentes à estratégia empresarial e também como o marketing aplica isso nas organizações. Seja bem-vindo à segunda aula de Teoria para Jogos de Empresa! CONTEXTUALIZANDO As empresas aplicam estratégias constantemente, mas nem sempre o fazem da maneira correta, o que acontece por falta de conhecimento dos colaboradores responsáveis pelas formulações e também pela falta de alinhamento estratégico. Isso significa dizer que os estrategistas da empresa necessitam entender os conceitos de estratégia para que consigam traduzir isso para o foco que se pretende, o que depende muito da visão sistêmica. Os gestores da atualidade têm como desafios manter a empresa competitiva, lançando produtos e serviços constantemente no mercado e trazendo resultados razoáveis para os acionistas. E atingir esses objetivos não é tarefa fácil, mas é possível desde que a arquitetura organizacional suporte a estratégia empresarial. Para formular e aplicar estratégias nas empresas reais, é preciso compreender que integrar pessoas, processos e finanças é um dos desafios gerenciais da atualidade, pois são os elementos-chave e responsáveis por tornar a empresa mais competitiva. Quando a integração acontece, é possível perceber 3 que uma sinergia saudável entre os gestores e o desdobramento dos processos internos são mais positivos. Tudo isso resulta em atendimento melhor e no longo prazo se traduz em competitividade. Como ferramenta para alavancagem dessa competitividade, serão apresentadas as estratégias genéricas de Porter: Liderança em custo, diferenciação e enfoque, pois na prática as empresas utilizam uma delas, ou um sistema estratégico híbrido. Depois de escolhida a estratégia que a empresa utilizará, é preciso conhecer também os aspectos mercadológicos do negócio e também o composto de marketing (4Ps): produto, preço, praça e promoção. Entendidos esses conceitos elementares, será possível avançar na construção do conhecimento da equipe participante de um evento de jogo de empresas, a qual terá como um dos desafios transformar esse conhecimento conceitual em estratégia aplicável na atividade. TEMA 1 – CONCEITOS DE ESTRATÉGIA NO JOGO DE EMPRESAS O sucesso de uma empresa está intrinsecamente ligado à estratégia que ela utiliza para atuar no mercado, e isso é verdadeiro também para uma empresa atuante em um jogo de empresa. Formular uma estratégia é o primeiro passo para que a empresa avance na competitividade e consiga resultados mais perenes, uma vez que significa o plano integrador das metas, objetivos, valores, missão e visão da empresa. Logo, para que as equipes possam atuar em jogo de empresa, necessitarão utilizar uma estratégia, o que justifica o estudo deste tema nesse momento da construção do conhecimento. 1.1 Descrição e contextualização Entender o conceito de estratégia é o primeiro passo para que o gestor consiga formular uma estratégia consistente para o negócio da empresa. Para isso, será apresentado o conceito de Mintzberg et al (2009, p. 29), o qual é um autor muito conhecido nessa área e traz a seguinte definição: Uma estratégia é o padrão ou plano que integra as principais metas, políticas e sequências de ação da organização em um todo coeso. Uma estratégia bem formulada ajuda a organizar e alocar os recursos de uma organização em uma postura única e viável, baseada em suas competências e deficiências internas relativas, mudanças antecipadas luiz.maie Realce luiz.maie Realce 4 no ambiente e movimentos contingentes por parte dos oponentes inteligentes. Em outras palavras, é possível compreender o conceito da estratégia como o caminho para se chegar a um objetivo. A empresa determina aonde quer chegar e, por meio do planejamento dos recursos, das definições das datas, das análises das restrições e do acompanhamento dos movimentos da concorrência, traça um plano. Tudo isso é pensado antecipadamente, considerando as possibilidades do que pode dar certo ou errado. Diante desse contexto, entende- se também que existe uma curva de aprendizagem natural, em que os gestores aprendem com os erros e acertos e devem estar prontos para modificar a estratégia conforme a necessidade. O estudo das estratégias tem várias vertentes, mas neste material o foco será conhecer as estratégias competitivas de Michael Porter e compreender como podem ser utilizadas no contexto de um jogo de empresas. As estratégias competitivas propostas por Michael Porter são: liderança no custo total, diferenciação e enfoque, as quais serão apresentadas a seguir com base no próprio Porter (2004, p. 36-48). Estratégia 1 – liderança no custo total. Quando uma organização decide que quer competir no mercado por meio dessa estratégia, significa dizer que todos os esforços serão direcionados para a redução de custo. Para isso, diversas decisões são tomadas, as quais embasam esse posicionamento tais como: Negociação de preços menores com os fornecedores: uma empresa adquire matérias-primas, insumos, componentes e serviços de fornecedores, os quais praticam os preços de mercado. Para reduzir esse tipo de custo, as organizações podem reduzir o número de fornecedores para negociar volumes maiores, fechar contratos de exclusividade e até mesmo trazer o fornecedor para fazer parte do desenvolvimento do produto ou serviço, o que auxilia, e muito, a fecharem preços adequados para ambos os lados; Redução do custo de estoque: o estoque sempre foi um vilão para as organizações, no entanto, apenas nas últimas décadas é que efetivamente foi reconhecido dessa forma. Se no passado era interessante para a empresa ter um depósito abarrotado de estoques para luiz.maie Realce luiz.maie Realce luiz.maie Realce luiz.maie Realce 5 se proteger da inflação, hoje isso não se justifica nem é economicamente viável. A empresa que utiliza a estratégia de liderança em custo certamente buscará trabalhar com estoques enxutos, principalmente de produtos para venda; Redução dos custos produtivos ou de atendimento: uma empresa referência em baixo custo revê seus processos produtivos e busca encontrar formas de aumentar a produtividade, simplificando processos, otimizando o uso dos recursos e automatizando parte da operação; Redução dos custos operacionais: quando uma empresa quer ser líder em custo, faz uma boa análise de seus processos, dos fluxos que ocorrem internamente e busca todo e qualquer fator que possa causar desperdício. Diante dessa perspectiva, tudo aquilo que não agrega valor ao produto ou serviço deve ser eliminado. Além disso, uma empresa que apresenta grandes estruturas corporativas tem quadro funcional gigante e gasta valores expressivos em eventosque não trazem retorno, não está aderente com a estratégia de baixo custo. Estratégia 2 – diferenciação: quando uma empresa decide se destacar em seu mercado por diferenciação, significa dizer que ela investirá em pesquisa e desenvolvimento, buscará identificar o que é importante para seu cliente e ofertará produtos e serviços diferenciados no mercado. Essa diferenciação pode ter as abordagens a seguir. Marca diferenciada: muitas empresas são tão fortes em suas marcas que o cliente confia plenamente na qualidade do seu produto e serviço. Exemplos desse tipo de produto: Jeans Levis, Camisaria Dudalina, Boutique Daslu, Móveis e Decorações Ikea, Cristais Swarovski. Podemos também citar serviços como Itaú Personnalité, Cartão de Crédito American Express, Consultoria McKinsey, Harward Business School, Fundação Dom Cabral, entre outros. A empresa pode se diferenciar também devido à qualidade imputada em seus produtos e serviços; a tecnologia embarcada em seus processos de produção ou atendimento; a rede de assistência técnica disponível e a excelência de seu atendimento. Mesmo implementando essa estratégia, a empresa não descuida de seu custo, mas compreende que seu cliente valoriza outros aspectos, como os que foram citados. luiz.maie Realce 6 Estratégia 3 – enfoque: a empresa que utiliza essa estratégia canaliza suas energias em um segmento em particular. Esse enfoque pode ser concebido por meio da oferta de produtos para um público específico como um produto de qualidade inquestionável: Um Audi V8, uma Ferrari, um iate de luxo, entre outros. Todas as decisões da empresa levam em conta esse perfil de cliente a ser atendido. Mas a estratégia de enfoque, se bem aplicada, também pode representar o melhor custo apresentado no mercado para esse seleto grupo de clientes. Dessa forma percebe-se que a estratégia de enfoque se movimenta pelas duas outras (liderança em custo total e diferenciação), atingindo um pequeno público que valoriza um ou outro elemento. As três estratégias apresentadas apresentam pontos fortes e pontos fracos, então compete ao gestor compreender qual delas faz mais sentido para o foco da organização e que apresenta o trade-off menor, ou seja, do que a empresa abre mão para ter o menor custo? Do que a empresa abre mão por ofertar produtos de alta qualidade? Do que a empresa abre mão para ofertar um produto único, exclusivo, diferenciado no mercado? Ao responder a esses questionamentos, a equipe conseguirá formular uma estratégia que atenda às premissas determinadas pela organização. Esses conceitos são importantes para uma equipe que disputará um jogo de empresas, porque ela saberá que terá que escolher em qual universo atuará e onde canalizará seus esforços. Leitura obrigatória Amplie seu conhecimento acessando o link a seguir e leia as páginas 20 e 21 do livro de Sauaia sobre planejamento estratégico: <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520436363/pa ges/21>. Saiba mais Acesse o link a seguir e aprenda mais sobre conceito de estratégia, nas páginas 16 a 21 do livro Estratégia e competitividade, de Martins e Guindani: <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788582127803/pa ges/17>. luiz.maie Realce 7 Curiosidade Acesse o link a seguir e conheça um pouco mais a história e estratégias da fábrica da Lego: <http://plugcitarios.com/2014/07/28/lego-historia- estrategia-e-15-curiosidades/>. Vídeos Acesse o link a seguir e veja uma pequena matéria sobre estratégia: <https://globoplay.globo.com/v/5521708/>. Temas de pesquisas Você já ouviu falar sobre neuromarketing para curiosos? Acesse o link a seguir e conheça um pouco sobre esse assunto bem interessante: <http://www.ideiademarketing.com.br/2014/06/06/neuromarketing-para- curiosos-parte-i/>. TEMA 2 – O MARKETING E OS 4Ps O marketing é um departamento crucial nas organizações modernas que querem atuar de forma diferenciada no mercado. Compete a este a formulação das estratégias referentes ao lançamento do produto ou serviço no mercado, bem como o acompanhamento do comportamento do consumidor para identificar as necessidades que surgem constantemente. Sai na frente a empresa que tem um departamento de marketing atento aos movimentos do mercado e atuante, trazendo para a empresa oportunidades de desenvolvimentos de novos produtos e serviços. Como ferramenta para correta implementação de estratégias de marketing, utiliza-se o composto de marketing representado pelos 4Ps (produto, preço, praça e promoção), os quais serão apresentados nesta aula. 2.1 Descrição e contextualização Um departamento considerado fundamental em uma organização é o marketing, que, segundo Andrade (2012, p. 17 apud Kotler, 1998), 8 é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado. Com base na colocação do autor, percebe-se que o marketing é considerado um setor estratégico nas organizações e é responsável por monitorar as tendências do mercado, identificar as necessidades dos consumidores e traduzir tudo isso em números factíveis de vendas para as organizações. Tais números servirão para planejar a compra dos recursos de manufatura, programar a produção, checar a capacidade produtiva e prever lançamentos de novos produtos no mercado. Observe o que Kotler e Keller (2006, p. 2) explanam: O bom marketing não é acidental. Ele resulta de planejamento e execução cuidadosos. Em quase todos os setores, as práticas de marketing estão sendo continuamente refinadas e reformuladas para aumentar as chances de sucesso. Mas a excelência em marketing é rara e difícil de obter. O marketing é ao mesmo tempo uma “arte” e uma “ciência” – há uma tensão constante entre seu lado formal e seu lado criativo. É o setor de marketing que faz o importante trabalho de “conhecer” efetivamente o cliente, identificar suas necessidades e traduzir isso em produtos e serviços que possam ser produzidos e comercializados no mercado. O marketing é um usuário intenso das informações sobre o cliente, pois compete a ele traçar o perfil do consumidor da empresa. E faz isso mapeando os hábitos de compras e identificando o comportamento de classes, faixas etárias e gostos por regiões. Esse mapeamento levanta ainda os aspectos relevantes em termos de gostos do cliente, poder aquisitivo, preferências por inovação ou conservadorismo, tendências, modas, modinhas, frequência de compras, tickets médios de compras (quanto o cliente costuma gastar em determinados setores da economia como alimentos, viagens, lazer, entretenimento, estética, saúde e outros), como costuma realizar os pagamentos e o que o cliente considera importante. As informações de mercado que o marketing traz para as organizações são alcançadas por meio de pesquisas de mercado, análises das tendências, análise das vendas anteriores, monitoramento do crescimento ou decrescimento luiz.maie Realce 9 da concorrência além da análise crítica do ciclo de vida de produto, entre outros mecanismos. De posse de tais informações, o marketing realiza seu planejamento estratégico e decide como investir sua verba para fazer com que o produto chegue ao público-alvo, garantindo o market share da empresa. No entanto, identificar essas necessidades não é tão simples quanto parece. Isso depende do uso adequado das ferramentas como um SIM (Sistema Integrado de Marketing) e do feelingdos colaboradores envolvidos no processo e do correto gerenciamento do composto de marketing (os 4Ps). O composto de marketing é frequentemente utilizado pelos mercadólogos (colaboradores da área de marketing), em que estes colocam o mercado-alvo como driver das decisões e trabalham os aspectos inerentes à colocação do produto no mercado. Os elementos fundamentais do composto de marketing que determinarão a estratégia mercadológica da empresa são: produto, preço, praça e promoção, os quais serão apresentados na sequência. Figura 1 – Composto de marketing Fonte: <http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/4_Ps_do_Marketing.htm>. O marketing trabalha em sintonia com os demais departamentos da organização como as áreas: comercial e vendas, produção, programação de materiais, financeiro e de logística. E isso se faz imprescindível, pois uma vez que o marketing decida por realizar uma ação promocional para determinado produto, compete a esses departamentos garantirem o volume de produtos e serviços suficientes para atender a demanda criada. 10 Leitura obrigatória Acesse o link a seguir e leia as páginas 23 a 25 do livro de Philip Kotler, no qual ele explica a atualização dos 4Ps de marketing: <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788581430003/pa ges/23>. Saiba mais Acesse o link a seguir e conheça um estudo de caso sobre o composto de marketing em uma loja de roupas: <http://www.convibra.com.br/upload/paper/adm/adm_3430.pdf>. Curiosidade Acesse o link a seguir e conheça uma das estratégias da Centauro: <http://www.portalnovarejo.com.br/2015/03/31/centauro-aposta-em- comunicacao-emocional/>. Vídeo Saiba mais sobre mix de marketing e seu primeiro P, o produto: <https://www.youtube.com/watch?v=KrC6Z6Qjy6U>. Tema de pesquisa Acesse o link a seguir e aprenda mais sobre trade marketing, uma nova área do marketing: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034- 75902012000600006>. TEMA 3 – O CONCEITO DE PRODUTO E PREÇO Para formular uma estratégia utilizando o composto de marketing (4Ps), é valioso conhecer cada um dos elementos e compreender o impacto das decisões no curto, médio e longo prazo. Para iniciar a compreensão desse composto, serão apresentados inicialmente o produto e o preço com suas principais características. O primeiro assunto será o produto, para que a equipe que participará de um jogo de empresa conheça os conceitos principais envolvidos no principal elemento do composto de marketing (mais importante porque sem produto/serviço para vender nada mais acontece). Depois serão apresentados 11 os conceitos sobre a precificação do produto e seus fatores de impacto, reforçando que o preço representará a remuneração do produto ou serviço. 3.1 Descrição e contextualização Um produto pode ser tangível ou intangível, então quando uma empresa é uma manufatura, o produto é tangível como um móvel, um veículo, um livro, um bloco de concreto, uma confecção, uma escada portátil, entre outros. Já para uma prestadora de serviços, o produto que ela oferece ao mercado é intangível, tais como uma consulta com um médico, uma consultoria empresarial, acompanhamento de um coaching, serviços de um psicólogo, assistência técnica, entre outros. Compreender esses aspectos é importante porque impacta diretamente na operacionalização da estratégia que a empresa pretende utilizar. Kotler (2006, p. 368-369) traz uma classificação mais ampla conforme a seguir: Bens físicos: geladeiras, livros; Serviços: pintura de parede, consertos; Pessoas: Obama, Madonna, Ronaldo Fenômeno; Locais: Fernando de Noronha, Cataratas do Iguaçu; Organizações: Instituto do Coração, Associação de Escoteiros; Ideias: planejamento familiar, segurança no trabalho, sustentabilidade. A classificação abrange diversos contextos em termos de produtos que as empresas oferecem ao mercado. Cada elemento desses necessita de um cuidado especial na formatação da estratégia de como produzi-los, apresentá- los, promovê-los no mercado e distribuí-los. O mercado consumidor está cada vez mais exigente e com novas demandas e, para atendê-las, as empresas lançam constantemente novos produtos, os quais se apresentam cada vez mais complexos, modernos e tecnológicos. Uma empresa pode ter um portfólio de produtos ou serviços, ou seja, produzir e vender produtos variados, mas quanto maior for esse número, mais variáveis devem ser consideradas na estratégia empresarial. Isso acontece porque certamente terão mais fornecedores, clientes, distribuidores intermediários, processos envolvidos, entre outros. 12 No mundo simulado dos jogos empresariais, por questões de complexidade, é comum ter um único produto ou serviço, ou uma família de produtos e serviços, para que os participantes do jogo consigam aplicar melhor o conhecimento sobre o assunto. Entendido o conceito de produto, um próximo assunto a ser discutido no composto de marketing é o preço. Definir o preço de um produto ou serviço é uma decisão importante, pois, ao entrar no mercado com preços não condizentes com o posicionamento da empresa, as perdas podem ser irreversíveis. Observe a definição de Andrade (2012, p. 76): O preço é um processo meticuloso de cálculos, o qual envolve aspectos ligados às finanças ou aos valores monetários despendidos e almejados como retorno pelas organizações. Ou seja, é o cálculo de custos versus lucros e a filosofia de mercado da empresa (seu posicionamento). Para definir corretamente o preço, não basta apenas conhecer seus custos, e sim analisar os dados de mercado que influenciam no seu produto. Dentre tais fatores, podem-se destacar: os custos de produção, custos de vendas e de distribuição; preço de mercado, ou seja, o que o cliente já está habituado a pagar por esse tipo de produto; preço da concorrência; ciclo de vida do produto (CVP); que necessidade do cliente o produto atende; condição de pagamento que se pretende praticar, entre outros aspectos. Kotler (2006, p. 434) determina que a empresa tem cinco objetivos a atingir com a função “preço”. 1. Questão de sobrevivência: é a venda do produto que trará caixa para empresa, por meio do preço de venda praticado. Uma empresa deve saber como precificar seu produto para trazer o retorno financeiro almejado e suficiente para mantê-la saudável financeiramente no mercado. luiz.maie Realce luiz.maie Realce luiz.maie Realce luiz.maie Realce luiz.maie Realce 13 2. Maximização do lucro atual: é uma decisão que a empresa pode assumir em determinado momento para equilibrar o fluxo de caixa da empresa, para amortizar investimentos realizados no próprio produto, como atualizações, novas versões e inclusões de diferenciais, melhorar sua rentabilidade, entre outros. A maximização do lucro pode ocorrer por meio do aumento de preço, como nos casos citados ou na redução do preço para alavancar as vendas e eliminar estoques. 3. Maximização da participação de mercado: a prática de um preço menor de entrada pode auxiliar no ganho de market share e melhorar os lucros no longo prazo. 4. Desnatação do mercado (skimming máximo): essa estratégia de preços visa entrar no mercado com um preço premium que atenderá a uma parcela menor de mercado, mas que trará maior rentabilidade. É comum as empresas praticarem a desnatação inicialmente e quando esse público-alvo (classe A e B, por exemplo) está saturado, baixam o preço para atender a outras camadas de clientes. 5. Liderança na qualidadedo produto: essa é uma estratégia que atrela o preço alto com a ideia de qualidade do produto ou serviço. A empresa que opta por essa estratégia inova constantemente, trazendo melhorias perceptivas ao produto para que o cliente continue a sentir-se especial ao consumi-lo. Como metodologias de precificação dos produtos e serviços, segundo Kotler (1998) pode-se utilizar: preço de markup, preço de retorno-alvo, preço de valor percebido, preço de valor, preço de mercado, preço psicológico e preço de licitação. Na prática o gestor de marketing define os preços dos produtos juntamente com os colaboradores dos setores de produção, vendas e financeiro, buscando um equilíbrio que contemple as necessidades das operações e não fuja das estratégias de mercado. Já no mundo simulado de um jogo de empresa, a equipe considera os aspectos dos custos, dos preços da concorrência, do custo do frete e também das questões econômicas informadas no período vigente. Mas é fato que no mundo simulado o cliente é sensível a questões- chave, como preço e prazo de pagamento. luiz.maie Realce 14 Leitura obrigatória Acesse o link a seguir: <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520436363/pa ges/21>. Saiba mais Acesse o link a seguir e saiba como planejar o marketing nas micro e pequenas empresas: <https://www.convibra.com.br/upload/paper/adm/adm_3184.pdf>. Curiosidade Que tal conhecer como a redução de custos pode ser uma boa estratégia para as pequenas empresas? Acesse o link: <https://globoplay.globo.com/v/5929555/programa/>. Vídeos Amplie seu conhecimento sobre preço por meio do pequeno vídeo a seguir: <https://www.youtube.com/watch?v=RCOsKPHu9_c>. Tema de pesquisa Que tal conhecer produtos inovadores? Acesse o link a seguir e conheça a mochila antifurto: <https://globoplay.globo.com/v/5929633/programa/>. TEMA 4 – O CONCEITO DE PRAÇA Dentro do composto de marketing, a praça representa a maneira como a empresa distribuirá o produto/serviço no mercado. Para isso, será necessário conhecimento do mercado de atuação, das localizações geográficas dos clientes e intermediários. A empresa pode optar por distribuição direta, em que responsabiliza pela entrega do produto ao seu consumidor final ou efetiva parcerias com empresas especializadas como atacadistas, distribuidores, varejistas, franqueadores, entre outros, conhecidos como canais de distribuição. A empresa certamente escolherá as formas mais econômicas e mais efetivas de colocar seu produto no mercado. Mas, independentemente da maneira como isso acontece, ocorrerão custos para empresa e, se esse valor for muito alto, 15 poderá prejudicar a venda. Isso também será traduzido para a realidade dos jogos de empresas, em que as equipes entenderão como é importante fazer com que o produto chegue até o cliente. 4.1 Descrição e contextualização No composto de marketing, o conceito de praça representa a distribuição do produto, ou seja, onde e como ele será entregue, então em algumas bibliografias o P de praça significa também ponto de venda. Segundo Paixão (2012, p. 118) a distribuição, ou ponto de venda, trata da disponibilidade de estoque, armazenagem e logística interna necessária, bem como da escolha dos melhores pontos de venda, dos canais de distribuição, do transporte e do relacionamento com esses canais. Com base na definição da autora, é possível compreender a praça como as questões logísticas do produto e, para isso, é preciso também ter uma estratégia compatível com o posicionamento da empresa. O marketing, em conjunto com o departamento de estratégia, da logística, de custos e do financeiro, decidirá a melhor forma de distribuir o produto. E por que esses setores? Porque o marketing é responsável por identificar quem é o cliente e onde ele está geograficamente. O departamento de estratégia é responsável por decidir como e onde a empresa vai se posicionar no mercado. A logística é responsável pelos canais de distribuição e sua estrutura como venda direta ou uso de intermediários. O setor de custos é responsável por identificar e validar os custos que ocorrerão com a operação, e o setor financeiro é responsável por garantir capital para suportar todas essas decisões. Em um dos livros mais antigos sobre estratégia, A arte da guerra, de Sun Tzu, são apresentados os tipos de terrenos que o general pode encontrar em uma batalha: acessíveis, tortuosos, indecisos, apertados, acidentados ou distantes. No livro, o autor explica cada um deles e menciona ainda que o general deve conhecer essas seis condições e que elas devem ser examinadas com cuidado (DA SILVA, 2012, p. 103-104). Traduzindo para realidade empresarial, o general é o gestor estrategista da empresa e a tipologia dos terrenos serve para que ele saiba que nem todos os terrenos (as praças onde se pretende colocar o produto) são iguais, o que necessita de estratégias diferenciadas. 16 Como na prática a praça cuida das questões logísticas da distribuição, então serão apresentadas as principais decisões tomadas nessa seara. Forma de distribuição direta: quando a indústria é responsável pela venda direta ao consumidor final, o que não acontece com frequência para bens de grandes volumes comercializados. O mais comum é a distribuição indireta, na qual as indústrias utilizam canais de distribuição especializados (parceiros comerciais) para colocar seus produtos no mercado, o que é mais vantajoso para indústria, sem dúvida. Por meio dos canais de distribuição, é possível chegar mais longe com o produto, além de a indústria focar seus esforços em seu core business. São eles: representantes, brokers, franqueados, representantes, concessionários, atacadistas, distribuidores, varejistas, atacarejos e market places para e-commerce, entre outros. A largura do canal também é uma decisão importante, porque impacta diretamente no custo de distribuição e também no preço que será praticado no mercado. Quanto mais intermediários houver entre a indústria e o consumidor final, maiores serão os preços praticados, uma vez que cada canal precisa ter sua remuneração pela operação. Exemplo com quatro intermediários: indústria – (1) representante – (2) distribuidor – (3) atacadista – (4) varejista – consumidor final. Outra decisão que faz parte dessa parte do composto de marketing é o modal de transporte disponível em cada região, o que pode auxiliar a reduzir os custos da distribuição. Os modais de transporte são: aéreo, ferroviário, dutoviário, aquaviário e o rodoviário, sendo este último o mais utilizado no Brasil, principalmente por ser o único capaz de realizar as operações “porta a porta” (door to door), ou seja, consegue retirar a mercadoria no fabricante e entregar na casa do consumidor, se for o caso. Embora cada modal apresente seus pontos positivos e negativos, principalmente em relação à função custo da operação, na prática o importante para o gestor é saber se ele é disponibilizado na região que pretende atuar. Observe a figura a seguir: 17 Figura 2 – Matriz brasileira de transportes Fonte: <http://conectlogistica.blogspot.com.br/2014/11/modal-ferroviario_21.html>. Por mais que os modais tenham diferença de custo, de frequência e confiabilidade, o que impacta na escolha é a disponibilidade. Certamente que um gestor optaria sempre pelo modal de menor custo, mas nem sempre isso é possível, uma vez que a política de transportes no Brasil priorizou o fortalecimento da matriz rodoviária, mesmo não sendo a operação de menor custo. Além disso,outras preocupações fazem parte do dia a dia das operações logística de distribuição, sendo uma delas a logística urbana, também conhecida como logística de última milha. Esse é um desafio real e atual para os gestores das áreas de logística que reside em como entregar os produtos nos pontos de vendas que se situam nos grandes centros urbanos. Existe um movimento mundial (city logistics), em que grandes corporações de todas as áreas de logística têm discutido sobre os desafios do abastecimento dos grandes centros em meio às restrições de horário, tamanho de veículos, rodízio de placas, controles de poluentes, poluições ambiental, sonora e visual, grandes congestionamentos, entre outros. Essas situações têm sido discutidas entre as empresas, o poder público e as organizações não governamentais interessadas em melhorar as condições tanto logísticas, quanto de qualidade de vida da população dos grandes centros. Esses e outros elementos são considerados no dia a dia dos gestores de logística nas empresas reais, mas no mundo simulado de um jogo de empresas geralmente as informações são simplificadas. As decisões das equipes serão 18 sobre quais regiões pretendem atuar, o preço a ser praticado e o custo do frete que incorrerá para atuar nessa região. Leitura obrigatória Acesse o link a seguir e aprenda um pouco mais sobre estratégia do canal de distribuição. Leia as páginas de 23 a 25 do livro Planejamento e gestão estratégica, de Águida Garret Ferraz Rocha: <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788564574557/pa ges/23>. Saiba mais Amplie seus conhecimentos sobre a logística de distribuição. Acesse o link a seguir e leia das páginas 142 a 145 do livro Introdução à distribuição física, de Alexandre Shigunov Neto e Renata Messias Gomes: <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788559720068/pa ges/143>. Curiosidade Acesse o link a seguir e conheça um pouco sobre a logística do Wal- Mart: <https://www.youtube.com/watch?v=-iXWK9C_hbQ>. Vídeos Acesse o link a seguir e assista ao vídeo sobre o P de praça: <https://www.youtube.com/watch?v=ON7jFOq2kSs>. Tema de pesquisa Amplie seu conhecimento sobre logística urbana, acessando o artigo “Logística urbana: estratégias para agilizar suas entregas”, de Rafael Mendes, no link a seguir: <https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/logistica- urbana-estrategias-para-agilizar-suas-entregas/>. 19 TEMA 5 – O CONCEITO DE PROMOÇÃO Um dos elementos vitais do composto de marketing (a promoção) será apresentada nesta aula como elemento crucial para acelerar a entrada do produto no mercado e alavancar as vendas por meio da comunicação com o cliente. Esse tema será abordado visando esclarecer a importância em investir em publicidade e propaganda, mas também alertando aos cuidados necessários para que a estratégia de promoção resulte positivamente, ressaltando que as empresas precisam cuidar também da sua imagem e reputação no mercado. 5.1 Descrição e contextualização O P de promoção (pode ser chamada também de propaganda) no composto de marketing é uma das atividades mais relevantes para os estrategistas e muito gratificante para o departamento de Marketing, pois é o momento de promover o produto junto aos consumidores. Reichelt (2013, p. 92) conceitua que a promoção se refere a todas as formas de comunicação da empresa com o mercado. Ela é o último dos 4 Ps, pois só depois que a empresa desenvolve suas estratégias de preço, produto e distribuição é que ela poderá comunicá-las ao mercado. Em se tratando de comunicação com o mercado, a empresa precisa ser mais assertiva possível desde o primeiro contato para não criar situações conflituosas com seu público-alvo, formadores de opinião na sociedade e também com órgãos reguladores das propagandas, por exemplo. Atualmente, existe grande preocupação com relação à imagem da empresa, então uma propaganda mal formulada e apresentada em qualquer mídia, seja de pequeno ou grande alcance, pode causar danos irreparáveis. Para que a propaganda alcance seu público-alvo e o cative, as agências de publicidade não medem esforços e criam campanhas para todos os orçamentos, mas é o gestor estrategista que dará a palavra final. De nada adianta uma campanha publicitária fantástica e milionária se não atingir o público-alvo que a empresa pretende. Para ampliar as chances de acerto, é 20 importante um trabalho conjunto entre o setor de estratégia da empresa, do marketing e da agência contratada. Um bom estudo de mercado para avaliar assertivamente o que é importante para o consumidor e qual mídia este costuma acompanhar auxilia nesse processo. É preciso também tomar cuidado com propagandas que sejam consideradas como inadequadas para o público-alvo (infantil, por exemplo) ou que façam menção a questões consideradas delicadas para a sociedade (separatistas, homofóbicas, machistas, feministas, que incentivem bullying, alcoolismo, tabagismo, entre outros temas) e que impactam negativamente na imagem que a empresa deseja passar ao mercado. Outras decisões que impactam no sucesso da promoção do produto relacionam-se à escolha dos canais de comunicação que também deve seguir alguns cuidados. Os principais canais são: televisão, rádio, jornal, revistas especializadas, outdoors, busdoor, redes sociais, e-mail, chat online, 0800, SAC, call center, entre outros. Os custos das propagandas costumam ser altos para as empresas, então se esperam resultados positivos traduzidos em vendas e lucros. Mas é preciso estar atento ao seu cliente e ter bom senso na hora dos investimentos que normalmente são escassos, então devem ser bem aproveitados. Por exemplo, se a indústria produz um bem intermediário, ou seja, é apenas um componente para outra empresa na cadeia produtiva, certamente a mídia televisiva não é promissora, pois o telespectador não saberá para que serve tal produto, como fixadores, cabos elétricos, plástico bolha, concreto usinado, colas para madeira, entre outros. Para esses tipos de produtos recomenda-se a exposição em feiras do segmento, propaganda em revistas técnicas especializadas e displays que apresentem o produto nas lojas parceiras. Já para produtos de consumo como confecções, calçados, veículos, motos, bebidas, alimentos, joias, eletroeletrônicos, entre outros, para estes sim são recomendadas as mídias mais expositivas, em que mais consumidores finais terão acesso à informação. Isso não quer dizer que a criatividade deve ser ceifada, e sim que, por princípios éticos, morais e também de imagem, o estrategista da empresa precisa ficar atento a esses aspectos. Um bom plano de promoção do produto traz retornos favoráveis para a empresa, então não é preciso ter medo de se expor, pois a velha máxima “quem 21 não é visto não é lembrado” faz todo o sentido em várias fases do ciclo de vida do produto. É importante reforçar que, se o produto (em alguns casos até mesmo a empresa for nova entrante) estiver entrando no mercado, serão as propagandas e promoções que o apresentarão. Então é preciso investir para se tornar conhecido. Com o passar do tempo, a empresa precisa rever sua comunicação com o mercado e mudar a mensagem que se quer transmitir do seu produto. Observe: No primeiro momento: “Experimente!” No segundo momento: “Indique- me!”. Num terceiro momento: “Já faço parte da cultura da família!”. E assim sucessivamente, criando uma imagem sólida no mercado e transmitindo confiabilidade. Nem sempre as propagandas precisam ser caras, mas sempre precisam ser criativase passar a mensagem correta ao público-alvo, pois uma campanha mal vinculada pode trazer prejuízos para a empresa e não haver chance para retratação, pois o cliente está cada vez mais exigente e atento aos seus direitos. Na prática, nas organizações reais, a parte da criação do P de promoção geralmente é terceirizada, para que a empresa (novamente) possa manter o foco em sua atividade principal e poder contar com profissionais de mercado que já são altamente especializados. No mundo simulado do jogo de empresa, as decisões que envolvem o P de promoção também são simplificadas e podem ser resumidas em “fazer ou não fazer propagandas” no período correspondente. Mas para tomar essa decisão de forma responsável, é preciso compreender o que está por traz dessa atividade multidisciplinar, a qual pode determinar o sucesso ou o insucesso de um produto. Leitura obrigatória Acesse o link a seguir e leia das páginas 184 a 192 do livro de Idalberto Chiavenato e aprenda mais sobre promoção e propaganda: <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520439210/page s/185>. Saiba mais Acesse o link a seguir e conheça seis formas de divulgar os produtos na internet: 22 <http://www.sigmaquadrado.com/newsletter/arquivo/6formasdetermelhoresresul tadosadivulgaraempresaepublicitarprodutosnainternet.html>. Curiosidade Acesse o link a seguir e conheça mais uma forma de as empresas se comunicarem com seus clientes: <https://globoplay.globo.com/v/5943444/programa/>. Vídeos Acesse o link a seguir e assista ao pequeno vídeo que explica um pouco mais sobre o P de promoção: <https://www.youtube.com/watch?v=LJCUVui9Z1I>. Tema de pesquisa Que tal conhecer um pouco mais sobre as franquias que auxiliam a promover produtos e serviços no Brasil e no mundo? Acesse o link: <https://globoplay.globo.com/v/5961482/programa/>. Nesta segunda aula, foram apresentados os conceitos pertinentes à estratégia empresarial e também a importância do composto de marketing (4Ps), os quais foram apresentados da seguinte forma. Estratégia como fonte de competitividade e para auxiliar no planejamento. Foram apresentadas as estratégias genéricas de Porter: liderança em custo, diferenciação e enfoque. Na sequência foram apresentados os conceitos inerentes ao marketing e também ao seu composto: produto, preço, praça e promoção, os quais foram discutidos de maneira que a equipe que está se preparando para atuar em um jogo de empresas traduza todo esse conhecimento em estratégias para aplicar no jogo. TROCANDO IDEIAS Analisando os temas desta segunda aula, discuta no fórum com seus colegas de sobre a importância para uma empresa de serviços em desenvolver um plano de marketing pautado nos 4Ps. luiz.maie Realce luiz.maie Realce 23 NA PRÁTICA Leia a contextualização a seguir que versa sobre o mix de marketing. Depois analise atentamente as sentenças. Terminada a atividade de estudo, análise e relato do estudo de caso. Você receberá uma reeposta provável para atividade realizada pelo professor que elaborou o presente estudo. Orientações para realizar a atividade 1. Leia a rota 2, depois analise a contextualização e as sentenças apresentadas. 2. Marque V para verdadeiro ou F para falso e depois escolha a sequência correta. 3. Bons estudos e bom trabalho! Atividade prática Leia o contexto a seguir. O mix de marketing, conhecido também como “os 4Ps”, é considerado a base para as decisões do marketing. A análise crítica de cada elemento é importante para posicionar a empresa no mercado, bem como direcionar as estratégias mercadológicas. A figura a seguir ilustra os elementos dos 4Ps. Figura 3 – Os 4Ps do marketing Fonte: Andrade, 2012, p. 75. Com base no conceito acima, analise as sentenças a seguir que versam sobre as definições de cada elemento do mix de marketing e marque V para verdadeiro e F para falso. 4Ps Produto + Preço + Praça + Promoção 24 I.No P de produto são definidos os canais a serem utilizados para atender a região onde o cliente está. II.No P de preço estão envolvidas as análises dos custos que incorreram para produção do bem ou serviço. III.No P de praça estuda-se: canal, largura do canal e modal de transporte a serem utilizados. IV.No P de promoção definem-se os canais de comunicação que a empresa utilizará com seu público-alvo. Agora, marque a sequência correta: a) V, F, F, V. b) F, V, V, V. c) F, V, F, V. d) V, F, V, F. e) V, F, F, F. Resposta Letra B. Após o estudante ter lido a rota 2 completa e também ter acessado os materiais de apoio sugeridos, é esperado que conclua que as sentenças II, III e IV são verdadeiras. As sentenças II, III e IV são verdadeiras porque descrevem assertivamente os conceitos para o P de preço, P de praça e P de promoção. Já a sentença I é falsa porque o conceito apresentado não se refere ao P de produto, uma vez que os canais utilizados para entregar os produtos nas regiões dos clientes ocorrem no P de praça. 25 REFERÊNCIAS ANDRADE, C. F. Marketing: O que é? Quem faz? Quais as tendências? Curitiba: InterSaberes, 2012. CHIAVENATO, I. Gestão de vendas – uma abordagem introdutória: transformando o profissional de vendas em um gestor de vendas. Barueri: Manole, 2014. KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administraçãode marketing. São Paulo: Prentice Hall, 2006. KOTLER, P.; KELLER, K. L. Administração de marketing. São Paulo: Pearson Education, 2012. DA SILVA, A. B. A arte da guerra: os treze capítulos originais. São Paulo: Jardim dos Livros, 2012. MARTINS, T. S.; GUINDANI, R. A. Estratégia e competitividade. Curitiba: InterSaberes, 2013. MINTZBERG, H.; LAMPEL, J.; QUINN, J. B.; GHOSHAL, S. O processo da estratégia: conceitos, contextos e casos selecionados. Porto Alegre: Bookman, 2009. NETO, A. S.; GOMES, R. M. Introdução ao estudo da distribuição física. Curitiba: InterSaberes, 2016. PAIXÃO, M. V. Marketing e propaganda. Curitiba: InterSaberes, 2012. PORTER, M. Estratégia competitiva: técnicas para análise de indústrias e da concorrência. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. REICHELT, V. P. Fundamentos de marketing. 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