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Conjuntos Numéricos
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Objetivo desta Aula
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
Identificar os diferentes tipos de conjuntos numéricos e
realizar operações.
Na teoria dos conjuntos, existem três noções aceitas sem
definição: conjunto, elemento e pertinência.
Conjunto nos transmite a ideia de coleção. Por exemplo:
Conjunto das vogais do nosso alfabeto;
Conjunto das letras da palavra ARARA;
Conjuntos dos números ímpares positivos.
Imediatamente, pensaríamos nos conjuntos:
a) A = {a, e, i, o, u}
b) B = {a, r}
c) C = {1, 3, 5, 7, ...}
Você não deve esquecer que:
1) Os conjuntos são representados por letras
MAIÚSCULAS do nosso alfabeto;
2) Os elementos são representados por letras minúsculas;
3) Os elementos de um conjunto são escritos entre
chaves e separados por vírgulas. Note que não
repetimos elementos em um conjunto e que a ordem
dos elementos é irrelevante;
4) Na letra c, lançamos mão de um recurso, a saber (...),
para indicar que não existe um último elemento nesse
conjunto.
Cada membro de um conjunto é chamado de elemento.
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Para mencionarmos que um elemento pertence a um determinado
conjunto, utilizaremos a chamada relação de pertinência, que é
definida como o elemento para um conjunto e é indicada pelo
símbolo matemático ∈ (pertence). Quando o elemento não
pertencer ao conjunto, utilizaremos o símbolo ∉.
Descrição de um conjunto:
a) Descrição pela enumeração de seus elementos: A = {a,
e, i, o, u}
b) Descrição por compreensão: A = {x I x tem a
propriedade P}
Podemos ainda ter o conjunto vazio e o conjunto unitário. O
conjunto vazio é aquele que não apresenta elementos. Já o
conjunto unitário é aquele que possui apenas um único elemento.
Para esclarecer melhor essa ideia, consideremos os exemplos:
Exemplo:
A = { x I x é uma pessoa com mais de 400 anos}
A = { x I x é um número primo par e positivo}
Quando tratamos de conjuntos, é necessário que deixemos claro
quem é o nosso universo.
Por exemplo, se vou falar sobre jogadores de futebol, é importante
deixar claro qual o clube; se vou comentar a respeito de palavras,
é importante mencionar de que língua estamos falando, alunos de
qual colégio, estados de qual país, etc.
Representamos o universo pela letra U.
CONJUNTOS IGUAIS
Quais são os conjuntos iguais?
Dois conjuntos são ditos iguais quando apresentam os mesmos
elementos. Em outras palavras, podemos dizer que se todo
elemento pertencente a um conjunto A pertence também a um
conjunto B e vice-versa, então A = B. Em símbolos, poderíamos
escrever:
A = B ⇔ (∀x)(x ∈ A ⇔ x ∈ B)
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A = {1, 3, 5} e B = {5, 3, 1}; logo A = B
A = {r, o, m, a} e B = {a, m, o, r}; logo A = B
SUBCONJUNTOS
Dizemos que um conjunto A é subconjunto de um conjunto B se
todo elemento pertencente ao conjunto A pertence também ao
conjunto B.
Obs.: Dizer que um conjunto A é subconjunto de conjunto B é
o mesmo que dizer:
1) A está contido em B (relação de inclusão); utilizamos o
símbolo ⊂.
2) A é uma parte de B. Simbolicamente: A ⊂ B ⇔ (∀x)(x ∈
A → x ∈ B)
Obs.: A relação de inclusão é definida para dois conjuntos. O
conjunto vazio {∅} é subconjunto ⊄ (não está contido).
Exemplos: {1, 2, 3} ⊂ {1, 2, 3, 4, 5} e {1, 2, 3} ⊄ {2, 3, 4, 5, 6}
Operações com conjuntos:
a) União ou Reunião
Dados dois conjuntos A e B, denominamos união de A e
B ao conjunto formado pelos elementos que pertencem
pelo menos a um dos conjuntos A ou B.
Simbolicamente: A ∪ B = {x | x ∈ A ou x ∈ B}
Propriedades da união
a) A ∪ A = A (idempotente)
b) A ∪ ∅ = A (elemento neutro)
c) A ∪ B = B ∪ A = (comutativa)
d) (A ∪ B) ∪ C = A ∪ (B ∪ C) (associativa)
b) Interseção de conjuntos
Dados dois conjuntos A e B, denominamos de inter-
seção entre A e B e representamos por A ∩ B ao
conjunto formado pelos elementos que pertencem
simultaneamente a A e B. Simbolicamente:
A ∩ B = {x | x ∈ A e x ∈ B}
Observação: Quando a interseção entre dois conjuntos
é vazia, dizemos que os dois conjuntos são disjuntos.
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Propriedades da interseção
Sendo A, B e C conjuntos quaisquer, valem as seguintes
propriedades:
a) A ∩ A = A (idempotente)
b) A ∩ U = A (elemento neutro)
c) A ∩ B = B ∩ A( comutativa)
d) A ∩(B ∩ C) = (A ∩ B) ∩ C (associativa)
Obs.: Quando a interseção entre dois conjuntos: é
vazia, dizemos que os dois conjuntos são disjuntos.
Exemplos: Dados os conjuntos:
A= {1, 2, 5, 6} e B = {1, 5, 9, 10}
Temos: A U B = {1, 2, 5, 6, 9, 10} e A ∩ B = {1, 5}
c) Diferença de conjuntos
Dados dois conjuntos A e B, chama-se diferença entre
A e B o conjunto formado pelos elementos de A que
nâo pertencem a B.
Simbolicamente:
A – B = { x l x ∈ A e x ∉ B}
Exemplos:
1) {1, 3, 5, 6} – {2, 3, 6} = {1, 5}
2) {1, 2, 3, 4, 5, 6} – {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8} = {1}
3) {a, b, c} – {c, a, b} = { }
d) Complementar de B em relação à A
Dados dois conjuntos A e B, tais que B ⊂ A, chama-se
complementar de B em relação à A o conjunto A – B,
isto é, o conjunto dos elementos de A que não
pertencem a B.
ou BC BA
Exemplo:
A = {1, 2, 3, 4, 5, 6) e B = {1, 2, 3, 4}
B = {5, 6}
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CONJUNTOS NUMÉRICOS
Conjunto dos números naturais
ℕ = {0, 1, 2, 3, ...}
Nesse conjunto são definidas duas operações fundamentais: a
adição e a multiplicação. Isso significa que, dados dois números
naturais, a e b, é sempre possível encontrar um outro número
natural c = a + b e também um número c = a × b.
Propriedades: para todos a, b e c naturais temos:
1) (a + b) + c = a + (b + c) (associativa)
2) a + b = b + a (comutativa)
3) a + 0 = a (elemento neutro da adição)
4) (ab)c = a(bc) (associativa da multiplicação)
5) ab = ba (comutativa da multiplicação)
6) a × 1 = a (elemento neutro da multiplicação)
7) a(b + c) = ab + ac (distributiva da multiplicação em
relação à adição)
Observe que a subtração nem sempre é possível no conjunto dos
números naturais, o que justifica a ampliação do conjunto ℕ.
Conjunto dos números inteiros
Z = {...–3, –2, –1, 0, 1, 2, 3,...}
Subconjuntos de ℤ
ℤ + = {0, 1, 2, 3, ...} = ℕ (conjunto dos
números inteiros não negativos)
ℤ– = {0, –1, –2, –3,...] (conjunto dos
números inteiros não positivos)
ℤ* = {... –3, –2, –1, 1, 2, 3,...} (conjunto
dos inteiros não nulos)
Conjunto dos números racionais
ℚ = {x l x = a
b
, a ∈ ℤ e b ∈ ℤ*}
Número racional é todo número que
pode ser escrito em forma de fração.
São exemplos de números racionais:
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a) Todo número natural;
b) Todo número inteiro;
c) Os números decimais exatos;
d) As dízimas periódicas.
Conjunto dos números racionais
Dízimas periódicas simples
1/3= 0,333... (período 3)
2/7= 0,285714285714… (período 285714)
Cálculo da fração geratriz de uma dízima periódica simples
a) Vamos calcular a fração geratriz da dízima 0,444...
Seja x = 0,444... multiplicando os dois membros da
equação por 10, teremos:
10x = 4,444… Subtraindo da segunda equação a
primeira teremos:
10x – x = 4,444… –0,444...
9x = 4
x = 4/9
Obs.: Note que o fato de multiplicarmos a equação por 10
ocorre porque a dízima apresenta apenas 1 algarismo no seu
período. Se o período fosse composto de dois algarismos,
multiplicaríamos por 100 e assim por diante. Veja o próximo
exemplo:
Vamos calcular a fração geratriz da dízima 0,343434...
Seja x = 0,343434...
Multiplicando os dois membros da equação por 100,
teremos:
100x = 34,3434...
Subtraindo da segunda equação a primeira, teremos:
100x – x = 34,3434… –0,3434...
99x = 34 ⇒ x = 34/99
Regra para determinação da fração geratriz de uma dízima
periódica: escrevemos uma fração onde o numerador é o período
e o denominador é formado por um número que possui somente
algarismos nove tanto quanto forem os algarismos do período.
Exemplos:
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1) 0,111... = 1/9
2) 0,525252... = 52/99
3) 2,345345345... = 2 + 345/999
Dízima periódica composta
São aquelas que apresentam um algarismo ou um grupo de
algarismos antes do período.
Exemplos:
1) 0,2333…
2) 0,12444…
3) 0,3451212...
Para determinarmos a fração geratriz de uma dízima periódica
composta, podemos utilizar o mesmo recurso utilizado para as
simples. Vejamos:
1) 0,2333...
x = 0,2333... (multipliquemos a equação por 10 com a
finalidade de transformar a dízima composta em
simples)
10x = 2,333... (multipliquemos por 10, pois a dízima
simples possui um único algarismo no período) (I)
100x = 23,333… (II)
De (II) – (I): 100x – 10x = 23,333… –2,333...
90x = 21
x = 21/90 = 7/30
2) x = 0,12444… (multipliquemos a equação por 100 com
o propósito de transformar a dízima composta em
simples)
100x = 12,444... (I) (multipliquemos a equação por 10,
pois a dízima tem um algarismo no período)
1.000x =124,44...(II)
De (II) – (I): 1.000x – 100x = 124,444… –12,444...
900x = 112
x = 112/900 = 28/225
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Regra para determinação de uma dízima periódica composta
A geratriz de uma dízima periódica composta é uma fração que
tem para numerador a diferença entre a parte não periódica
seguida de um período e a parte não periódica, e para denomina-
dor um número formado de tantos noves quantos forem os
algarismos do período seguido de tantos zeros quantos forem os
algarismos da parte não periódica.
Ex:
a) 0,2333... x = 23 – 2/90 = 21/90 = 7/30
b) 0,123434... x = (1234 – 12)/9900 = 1222/9900
Números Irracionais
Existem números cuja representação decimal é infinita, mas não é
periódica. Esses números são chamados de números irracionais.
A união do conjunto dos números racionais com o conjuntos dos
números irracionais nos fornece o conjunto dos números reais.
ℝ = ℚ ∪ 𝕀𝕀
1) 1,2345678910111213…
2) 3,40400400040000400000…
Operações com intervalos
Sejam os intervalos A = [1, 5[ e B = ]-1, 2], vamos determinar: A ∪ B
1 5 A
–1 2 B
A ∪ B = ]-1, 5[
A ∩ B = [1, 2]
SÍNTESE DA AULA
Nessa aula você:
● Aprendeu a reconhecer os principais conjuntos numéricos,
bem como a realizar operações entre esses conjuntos.
Aprendeu ainda as relações de pertinência e inclusão e a
diferença entre elas.
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LIVRO — SAIBA MAIS
1. CONJUNTOS NUMÉRICOS
O estudo introdutório de conjuntos numéricos se torna
necessário e importante ao aluno porque fornece a base para a
construção do conhecimento da disciplina de Matemática, sendo
imprescindível para algumas áreas profissionais, tais como
Engenharia, Física, Arquitetura, entre outras. As construções
apresentadas acompanharão o aluno ao decorrer de toda a sua
formação acadêmica. Intuitivamente, sabemos que conjuntos são
coleções de elementos. Neste capítulo apresentaremos os
principais conceitos da teoria de conjuntos. Aqui, nomearemos
todos os conjuntos com letras maiúsculas, e seus elementos, com
letras minúsculas.
OBJETIVOS
Apresentar os conjuntos numéricos dos naturais,
inteiros, racionais e reais;
Realizar e compreender as operações com conjuntos;
Apresentar a noção de intervalo numérico; e
Realizar e compreender as operações com intervalos.
1.1 Noções Elementares
Os conjuntos que conhecemos são geralmente representados
com chaves {} ou por diagramas de Venn. Utilizaremos, neste livro,
a representação com chaves.
EXEMPLO
Você conhece a série de Fibonacci? A = {1, 1, 2, 3, 5, 8} é o
conjunto dos seis primeiros números desta série, a qual dá
origem à famosa proporção áurea. Você sabia que a proporção
áurea foi utilizada por Leonardo da Vinci no quadro Mona Lisa?
1.2 Conjuntos Importantes
Vamos, agora, apresentar a definição de alguns conjuntos que
serão importantes ao longo do curso. Tome nota, pois eles serão
citados em vários momentos.
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I. O conjunto vazio – ∅ – é aquele que não tem nenhum
elemento.
(Cuidado! A notação pode pregar peças. Por exemplo: o
conjunto representado por B = (∅) não é vazio. Ele tem
um elemento, que é o ∅.
II. Conjunto unitário é aquele que tem apenas um
elemento. Então, o conjunto B = (∅), apresentado
anteriormente, na verdade é um conjunto unitário!
III. Conjunto universo é um conjunto ao qual pertencem
todos os elementos em questão.
IV. Dois conjuntos, A e B, são ditos iguais quando todos os
seus elementos são iguais. Então, um conjunto A = {1,
2, 7} e um conjunto B = {2, 7, 1} são ditos iguais, uma
vez que têm os mesmos elementos.
V. A é dito subconjunto de B se, e somente se, todo
elemento de A também pertencer a B. Utiliza-se a
notação A ⊂ B (lê-se “A está contido em B”).
Temos duas propriedades importantes para os
subconjuntos:
a) (A ⊂ B e B ⊂ A) ⇒ A = B
b) (A ⊂ B e B ⊂ C) ⇒ A ⊂ C
VI. Dois conjuntos são ditos disjuntos quando não há
nenhum elemento comum entre eles. Sendo assim, se
D = {11, 13, 15} e E = {12, 14, 16}, então os conjuntos D
e E são disjuntos.
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Tome os conjuntos A = {7, 12} e C = {12}. Sabendo que A ⊂ B,
determine a relação entre
B e C.
Solução:
Veja que, como todos os elementos de C pertencem a A, então
C ⊂ A. Concorda?
Então, pela propriedade apresentada, devemos ter que C ⊂ B.
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1.2.1 Operações com Conjuntos
Agora que já conhecemos os principais tipos de conjuntos,
vamos aprender as operações que podem ser efetuadas com
eles.
I. A união (∪) de dois conjuntos é formada por todos os
elementos que pertencem a A ou B. Temos A∪B = {x | x
∈ A ou x ∈ A} (lê-se “A união B é igual a x, tal que x
pertence a A ou x pertence a B”). Se, por exemplo,
tivermos A = {13, 21, 24} e B = {8, 55, 89}, então a união
entre os conjuntos A e B será dada por A∪B = {8, 13, 21,
34, 55, 89}.
II. A interseção (∩) de dois conjuntos é formada por todos
os elementos que pertencem, simultaneamente, a A e
B. Temos A ∩ B = {x | x ∈ A e x ∈ B} (lê-se “A interseção
B é igual a x, tal que x pertence a A e x pertence a B”).
Note que, caso a interseção entre dois conjuntos seja
vazia, então esses conjuntos são ditos disjuntos,
conforme vimos anteriormente! Você concorda? Então,
analisando os conjuntos A = {13, 21, 23}, B = {8, 55, 89}
e C = {13, 34, 55}, temos que A∩B = {13, 34}, que B ∩ C
= {55} e, como acabamos de definir, A∩B = ∅. Não se
esqueça de que A ∩ B = {∅} e A ∩ B = ∅ não
representam a mesma coisa. Dizer que A ∩ B = {∅},
nesse caso, seria afirmar que A e B têm o elemento ∅
em comum, o que, neste caso, não é verdade.
III. Define-se diferença entre A e B o conjunto dos
elementos de A que não pertencem a B. Temos A – B =
{x | x ∈ A e x ∉ B} (lê-se “A menos B é igual a x, tal que x
pertence a A e x não pertence a B”). O conjunto A – B é,
também, conhecido como complementar de A em
relação a B (CAB), se B⊂A. O complementar de A em
relação ao universo U é representado por AC.
EXEMPLO
Se tivermos A = {1, 3, 5, 7, 9} como o conjunto dos cinco
primeiros números ímpares e B = {1, 2, 3, 5, 7} como o conjunto
dos cinco primeiros números primos, como ficarão as operações
entre eles?
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Solução: Teremos, desse modo:
— A ∪ B
= {1, 2, 3, 5, 7, 9}, de modo que na união constem
todos os elementos que estão tanto em A quanto em B;
— A ∩ B = {1, 3, 5, 7}, de forma que na interseção estejam
apenas os elementos em comum entre A e B;
— A – B = {9}, uma vez que o único elemento que está em A
mas não está em B é o número 0; e
— B – A = {2}, uma vez que o único elemento que está em B
mas não está em A é o número 2.
Já conhecemos os principais conjuntos e as operações que
são possíveis de executar. Agora, veremos as propriedades
inerentes aos conjuntos. É sugerido que você não apenas leia
cada propriedade, mas tente imaginar o porquê de ela ser válida.
Aqui, haverá exercícios após as propriedades mais complexas, de
modo a tornar seu entendimento mais palpável.
Sejam A, B e C três conjuntos arbitrários e U o conjunto
universo, temos:
I. A ∪ B = A;
II. A ∪ ∅ = A;
III. A ∪ U = U;
IV. A ∩ A = A;
V. A ∩ ∅ = ∅;
VI. A ∩ U = A;
VII. A ∪ B = B ∪ A;
VIII. (A ∪ B) ∪ C = A ∪ (B ∪ C) = A ∪ B ∪ C;
IX. A ∩ B = B ∩ A;
X. A ∩ B (B ∩ C) = (A ∩ B) ∩ C) = A ∩ B ∩ C;
XI. A ∪ (B ∩ C) = (A ∪ B) ∩ (A ∪ C);
XII. A ∩ B (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪ (A ∩ C);
XIII. A ∩ (B – C) = (A ∩ B) – (A ∩ C);
XIV. AC ∩ A = ∅;
XV. UC = ∅ e ∅C = U;
XVI. (AC)C = A;
XVII. A – B = A ∩ BC = BC – AC;
XVIII. (A ∪ B)C = AC ∩ BC;
XIX. (A ∩ B)C = AC ∩ BC;
XX. A ∪ B = AC ∩ BC)C;
XXI. A ∪ B = A ∪ (B – (A ∩ B)) = A ∪ (AC ∩ B);
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XXII. AC ∩ A = ∅;
XXIII. UC = ∅ e ∅C = U;
XXIV. (AC)C = A;
XXV. A – B = A ∩ BC = BC – AC;
XXVI. (A ∪ B)C = AC ∩ BC;
XXVII. (A ∩ B)C = AC ∪ BC;
XXVIII. A ∪ B = AC ∩ BC)C;
XXIX. A ∪ B = A ∪ (B – (A ∩ B)) = A ∪ (AC ∩ B).
XXX. A ∩ B = (AC ∪ BC)C.
XXXI. A = A ∪ (A ∩ B) = A ∩ B) ∪ (A – B).
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Exercício para verificar as propriedades XI e XII:
Sejam A = {1, 3, 5, 7}, B = {1, 2, 3, 5} e C = {2, 4, 6, 8}. Calcule:
a) A ∪ B =
b) A ∪ C =
c) B ∪ C =
d) A ∩ B =
e) A ∩ C =
f) B ∩ C =
g) A ∩(B ∩ C) =
h) A ∩(B∪C) =
i) (A ∪ B) ∩ (A ∪ C) =
j) (A ∩ B) ∪ (A ∩ C) =
k) B – C =
l) A ∩ (B – C) =
m) (A ∩ B) – (A ∩ C) =
Exercício para verificar as propriedades XXI a XXIII:
Sejam A = {1, 3, 5, 79}, B = {1, 2, 3, 5, 7} e U = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,
910}. Encontre:
a) AC =
b) BC =
c) A ∪ B =
d) A ∩ B =
e) A – B =
f) B – (A ∩ B) =
g) AC ∩ B =
h) A ∪ (B – (A ∩ B)) =
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i) A ∪ (AC ∩ B)
j) AC ∪ BC =
k) (AC ∪ BC)C =
l) A ∪ (A ∩ B) =
m) A ∩ (A ∪ B) =
n) (A ∩ B) ∪ (A – B) =
1.3 Principais conjuntos numéricos
Agora, vamos tratar dos principais conjuntos numéricos. São
eles: Naturais ℕ, Inteiros ℤ, Racionais ℚ e Reais ℝ. Veremos,
ainda, que ℕ ⊂ ℤ ⊂ ℚ ⊂ ℝ.
1.3.1 Conjunto dos Naturais ℕ
O conjunto dos números Naturais, ℕ, é o conjunto fundamental
dos números que conhecemos desde que aprendemos a contar.
Você lembra? Ele é definido por:
ℕ = {0, 1, 2, 3, ...}
Este conjunto apresenta as seguintes propriedades:
A. Relacionadas à adição:
I. Associativa: (a + b) + c = a + (b + c), ∀a, b, c, ∈ ℕ. (1)
II. Comutativa: a +b = b + a, ∀a, b, ∈ ℕ. (2)
III. Elemento neutro: a + 0 = a, ∀a ∈ ℕ. (3)
B. Relacionadas ao produto:
I. Associativa: (ab) c = a (bc), ∀a, b, c ∈N. (4)
II. Comutativa: ab = ba, ∀a, b ∈ ℕ. (5)
III. Elemento neutro: a × 1 = a, ∀a ∈ ℕ. (6)
Temos, ainda, uma propriedade do produto em relação à
adição:
I. Distributiva: a(b + c) = ab + ac, ∀a, b, c, ∈ ℕ. (7)
Conseguiu lembrar-se de todas? Elas representam todas as
operações fundamentais do conjunto dos Naturais. Tome nota e
não se esqueça dessas propriedades! Elas são válidas para todos
os próximos conjuntos!
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1.3.2 Conjunto dos Inteiros (ℤ)
O conjunto dos números Inteiros, ℤ, é aquele que aprendemos
quando vimos, pela primeira vez, o que são números negativos. O
conjunto Z é definido por:
ℤ = {..., –3, –2, –1, 0, 1, 2, 3, ...}
Pelo fato de o conjunto dos Naturais ser subconjunto de ℤ, é
interessante definir os seguintes subconjuntos:
I. Inteiros não negativos: ℤ+ = N = {0, 1, 2, 3, ...}
II. Inteiros não positivos: ℤ– = {..., –3, –2, –1, 0}
III. Inteiros não nulos: ℤ* = {..., –3, –2, –1, 1, 2, 3, ...}
IV. Inteiros positivos: ℤ+* = {1, 2, 3, ...}
V. Inteiros negativos: ℤ–* = {–1, –2, –3, ...}
Você se lembra das propriedades (1) a (7)? Como foi dito
anteriormente, elas também são válidas em Z! Há, ainda, uma
propriedade que não existe no conjunto dos Naturais. Nos
Inteiros, temos:
I. Simétrico ou oposto aditivo: a + (–a) = 0 ∀a ∈ ℤ. (8)
Agora, você concorda que podemos definir a subtração?
Fazemos a – b = a + (–b), a, b ∈ ℤ. Agora já temos adição,
multiplicação e subtração, certo? Dê um palpite. Qual das quatro
operações ainda não pôde ser definida? Se você pensou na
divisão ou quociente, acertou! Sua definição só foi possível com o
surgimento do conjunto dos Racionais ℚ.
1.3.3 Conjunto dos Racionais (ℚ)
A partir de agora, iremos tratar de números que podem ser
representados por frações da forma q = a
b
a ∈ ℤ, b ∈ ℤ* (Isso
mesmo, o número b deve ser diferente de zero!), com as seguintes
definições:
I. a c= ad= bc
b d
⇔
II. a c ad + bc+ =
b d bd
III. a c ac× =
b d bd
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Na fração a
b
, a é o numerador e b é o denominador (Guarde
esses nomes!)
Você irá precisar lembrar deles!). Se a e b forem primos entre
si, isto é, se m.d.c. (a, b) = 1, então a fração será denominada
irredutível.
Aqui, são válidas as propriedades (1) a (8), e define-se, ainda, a
seguinte:
I. Simétrico ou inverso multiplicativo: a b a a× = 1, , 0.
b a b b
∈ ≠
Agora, finalmente, podemos definir a operação de quociente ou
divisão, fazendo a c a d=
b d b c
÷ × , sendo as duas frações não nulas.
Segue um questionamento: todos os números podem ser
escritos em forma de fração? Como você escreveria a2 =
b
, para
a e b inteiros? Não conseguiu?
Isso se deve ao fato de ainda não termos apresentado o
conjunto dos Irracionais!
1.3.4 Conjunto dos Irracionais 𝕀𝕀
Para contemplar os números que não podem ser escritos em
forma de fração, criou-se o conjunto dos Irracionais 𝕀𝕀. Este
conjunto abrange os números como √2, π, e etc. Agora
conseguimos representar todos os números que conhecemos,
certo?
1.3.5 Conjunto dos Reais ℝ
O conjunto dos números Reais é formado pela união do
conjunto dos números racionais ℚ com o conjunto dos números
Irracionais 𝕀𝕀.
Para os números Reais, valem todas as propriedades
apresentadas nesta seção (isso, aquelas que já vimos) e podemos
representá-los por pontos sobre uma reta, chamada reta real.
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Você notou que existem números positivos e negativos?
Números inteiros, fracionários e outros que não podem ser nem
um nem outro? O conjunto dos Reais abrange todos estes!
Introduzimos, aqui, dois conceitos que são amplamente
utilizados na matemática.
a) Intervalos:
São subconjuntos dos números reais. Há quatro
possibilidades:
I. Intervalo fechado: [a, b]
II. Intervalo aberto: (a, b)
III. Intervalo fechado à esquerda e aberto à direita: [a, b)
IV. Intervalo aberto à esquerda e fechado à direita: (a, b]
Se a e b forem finitos, diz-se que os intervalos acima são
limitados. Nestes, o número a é denominado ínfimo ou extremo
inferior do intervalo, enquanto b é denominado supremo ou
extremo superior.
Se a → ∞ e/ou b → ∞, diz-se que o intervalo é ilimitado.
b) Módulo ou valor absoluto de um número real:
Chamamos de módulo |x| de um número real x a sua distância
à origem do sistema
de coordenadas. Sua definição matemática
é:
{| -x,x,x | = x < 0x 0≥
Então, de fato, o módulo representa quanto o número está
longe do zero. Você concorda? Como consequência disso, pelo
fato de o módulo representar a distância de x à origem, devemos
ter |x| ≥ ∀0, x ∈ ℝ.
Seguem suas propriedades:
I. |x| = |–x|.
II. |x2| = |x2|.
III. |a × b| = |a| × |b|.
IV. a a= ,b 0
b b
≠
V. |a – b| = |b – a|.
VI. |a + b| ≤ |a| + |b|.
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VII. Se a > 0, |x| = a ⇔ x = ± a.
VIII. Se a > 0, |x| < a ⇔ –a < x < a.
IX. Se a > 0, |x| > a ⇔ x < – a ou x > a.
1.4 Relações
1.4.1 Par ordenado
Par ordenado é todo conjunto composto por dois elementos.
Um par ordenado composto pelos elementos a e b é representado
por (a, b). Por definição, teremos (a, b) = (c, d) ⇔ a = c e b = d.
Tudo certo até aqui? Então, se forem iguais, o primeiro termo será
igual ao primeiro, e o segundo será igual ao segundo.
1.4.2 Sistema Cartesiano
Um sistema cartesiano é composto por dois eixos (x e y, neste
caso), perpendiculares no ponto O, definindo um plano que
contém o ponto P. Abaixo, temos a representação do plano
cartesiano.
Definimos x0 como abscissa de P, Y0 como ordenada de P, o par
ordenado (x0, y0) como as coordenadas de P, o eixo das abscissas
como o eixo x, o eixo das ordenadas como o eixo y e O como a
origem do sistema. Dê um palpite. Essas retas x e y deverão ser
representadas em que conjunto? Se você pensou nos Reais,
acertou.
Ainda, definimos como produto cartesiano de A por B o conjunto
A X B cujos elementos são pares ordenados (x, y) tais que x ∈ A e
y ∈ B. Assim, A X B = {(x, y) | x ∈ A e y ∈ B}.
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1.4.3 Relação binária e relação inversa
Define-se a relação binária R de A (conjunto de partida) em B
(conjunto de chegada ou contradomínio) como todo subconjunto
de A X B. Ou seja, R é a relação binária de A em B ⇔ R ⊂ A X B.
Dado um par ordenado (x, y), caso ele pertença à relação R,
escrevemos (x, y) ∈ R ⇔ x R y.
Da mesma forma, definimos relação inversa R–1 = {(y, x) ∈ B X A
| B X A | (x, y) ∈ R}.
ATIVIDADES
1. Sendo A = (– ∞, –1), B = (–5, –2) e C = (–1, 4), obtenha:
a) A ∩ B =
b) A ∪ B =
c) A ∩ C =
2. Quais das proposições abaixo não são verdadeiras?
a) N ⊂ Z ⊂ Q
b) Z ∩ I = ∅
c) Z ⊃ Q
d) {0} ⊂ Q
e) Q+* ∩ Z = N
f) Q ∩ R = Q
3. Determine os conjuntos A ∪ B e A ∩ B, sendo A = (–3, 1) e B =
{x ∈ R | 0 ≤ x < 2}.
4. Sendo E = {x ∈ R | – 3 ≤ 3 ≤ x < 1}, F = {x ∈ R | x ≤ 3} e G = {x ∈
R | 1 < x ≤ 5} determinar:
a) E ∩ F.
b) E ∪ F.
c) F ∩ G.
d) F ∪ G.
e) E ∩ G.
f) E ∪ G.
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5. As revistas mais vendidas em uma banca de jornal, num
certo mês, foram A, B e C. O jornaleiro constatou que as
vendas do mês estavam de acordo com a tabela abaixo:
REVISTAS QUANTIDADE VENDIDA
A 150
B 120
C 80
A E B 60
B E C 40
A E C 20
A, B E C 15
OUTRAS 70
a) Quantas revistas foram compradas nesse mês?
b) Dentre os consumidores de A, B e C, quantos compraram
apenas duas dessas revistas?
c) Quantos não compraram a revista C?
d) Quantos não compraram a revista B nem a revista C?
6. Dos 30 alunos de um pré-vestibular, sabe-se que 18 são do
sexo masculino, 13 são maiores de idade e 7 são mulheres
menores de idade. Quantos candidatos masculinos são
menores de idade?
7. Considere os seguintes subconjuntos de números naturais:
N = {0, 1, 2, 3, 4, ...}
P = {x ∈ N | 6 ≤ x ≤ 20}
A = {x ∈ P | x é par}
B = {6, 8, 12, 16}
C = {x ∈ P | x é múltiplo de 5}
O número de elementos do conjunto (A – B) ∩ C é:
2
3
4
5
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8. Considere três conjuntos, A, B e C, tais que: n(A) = 28 × n(B) =
21 × n(C) = 20, n(A∩B) = 8, n (B∩C) = 9, n (A∩C) = 4 e n(A ∩ B
∩ C) = 3. Assim sendo, o valor de n ((A∪B ∩ C) é:
3
10
20
21
9. A e B são dois conjuntos tais que A – B tem 30 elementos, A
∩ B tem 10 elementos e A∪B tem 48 elementos. Então, o
número de elementos de B – A é:
8
10
12
18
10. Em uma pesquisa de opinião, foram obtidos estes dados:
600 entrevistados usam a pasta de dente da marca A.
825 entrevistados usam a pasta de dente da marca B.
525 entrevistados usam a pasta de dente da marca C.
180 entrevistados usam as pastas de dente das marcas A
e B.
225 entrevistados usam as pastas de dente das marcas A
e C.
285 entrevistados usam as pastas de dente das marcas B
e C.
105 entrevistados usam as pastas de dente das três
marcas.
135 pessoas entrevistadas não usam as pastas de dente
de nenhuma das três marcas.
Considerando os dados acima, quantas pessoas foram
entrevistadas?
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11. Foi feito um levantamento com as 200 crianças de uma
escola. Em uma conversa com os pais sobre o histórico de
doenças das crianças, foi verificado que 132 já tiveram
catapora, 100 já tiveram sarampo e 46 já tiveram as duas
doenças. Com base nos dados anteriores, pergunta-se:
a) Quantos crianças não tiveram catapora?
b) Quantos crianças não tiveram sarampo?
c) Quantas crianças não tiveram nenhuma das duas
doenças?
12. (UFPA – 2007) Um professor de Matemática, ao lecionar
Teoria dos Conjuntos em uma certa turma, realizou uma
pesquisa sobre as preferências clubísticas de seus n alunos,
tendo chegado ao seguinte resultado: 23 alunos torcem pelo
Paysandu Sport Club; 23 alunos torcem pelo Clube do Remo;
15 alunos torcem pelo Clube de Regatas Vasco da Gama; 6
alunos torcem pelo Paysandu e pelo Vasco; 5 alunos torcem
pelo Vasco e pelo Remo. Se designarmos por A o conjunto
dos torcedores do Paysandu, por B o conjunto dos
torcedores do Remo e por C o conjunto dos torcedores do
Vasco, todos da referida turma, teremos, evidentemente,
A∩B = ∅. Concluímos que o número n de alunos desta turma
é:
49
50
47
45
46
13. Se A ⊄ B e B = {10, 23, 12, {1, 2}, então A pode ser:
{10}
{1}
{10, 23, 12}
{15, 12} ∩ {13, 12}
{10, 23, 12, {1, 2}
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14. Se A ⊂ B e B = {10, 23, 12, {1, 2}}, então A∪B é:
∅
{1}
{10, 23, 12}
{15, 10} ∩ {13, 10}
{10, 23, 12, {1, 2}}
15. (UFMG – 2007) Uma escola realizou uma pesquisa sobre
os hábitos alimentares de seus alunos. Alguns resultados
dessa pesquisa foram: 82% do total de entrevistados gostam
de chocolate; 78% do total de entrevistados gostam de pizza;
e 75% do total de entrevistados gostam de batata frita.
Então, é CORRETO afirmar que, no total de alunos
entrevistados, a porcentagem dos que gostam, ao mesmo
tempo, de chocolate, de pizza e de batata frita é, pelo menos,
de:
25%
30%
35%
40%
16. (FEI-SP – 2006) Sejam os conjuntos numéricos A = {2, 4, 8,
12, 14}; B = {5, 10, 15, 20,
25} e C + {1, 2, 3, 18, 20} e ∅ o conjunto vazio. É correto
afirmar que:
B ∩ C = ∅
A – C = {–6, 1, 2, 4, 5}
A ∩ C = {1, 2, 3, 4, 8, 12, 14, 20}
(A – C) ∩ (B – C) = ∅
A ∪ C = {3, 6, 11, 20, 34}
17. (UFPA – 2008) Feita uma pesquisa entre 100 alunos, do
ensino médio, acerca das disciplinas português, geografia e
história. Constatou-se que 65 gostam de português, 60
gostam de geografia, 50 gostam de história, 35 gostam de
português e geografia, 30 gostam de geografia e história, 20
gostam de história e português e 10 gostam dessas três
disciplinas.
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O número de alunos que não gostam de nenhuma dessas
disciplinas é:
0
5
10
15
20
18. (UEA – 2005) Quantos são os subconjuntos de {1, 2, 3, 4, 5,
6} que contêm pelo
menos um múltiplo de 3?
32
36
48
60
64
19. (UERGS – 2005) Oitenta alunos de uma sala de aula
responderam às duas questões de uma prova, verificando-se
os seguintes resultados:
I. 30 alunos acertaram as duas questões.
II. 52 alunos acertaram a 1ª questão.
III. 44 alunos acertaram a 2ª questão.
Nessas condições, conclui-se que:
nenhum aluno errou as duas questões.
36 alunos acertaram somente uma questão.
72 alunos acertaram pelo menos uma questão.
16 alunos erraram as duas questões.
não é possível determinar o número de alunos que
erraram as duas questões.
20. (Ibmec-SP – 2008) Todos os candidatos inscritos num
vestibular escolheram na ficha de inscrição que
preencheram uma única entre as três seguintes situações
prévias (em relação ao ano anterior): frequentou um
cursinho, acabou de sair do ensino médio ou estudou
sozinho. Por um erro no processamento dos dados, foi
gerado um relatório sobre essas respostas apenas com as
seguintes informações:
800 não fizeram cursinho,
1200 não acabaram de sair do ensino médio,
Aula 1 Conjuntos Numéricos
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1500 não ficaram estudando sozinhos durante o último
ano.
Com isso, conclui-se que o número total de inscritos foi igual
a:
1.250.
1.750.
2.500.
3.500.
4.750.
21. (Ibmec-SP – 2007) Em certo país, sabe-se que:
todo médico usa roupa branca;
nem todas as pessoas que usam roupa branca trabalham
em hospitais.
Uma pessoa faz as afirmações seguintes referindo-se a esse
país:
I. Somente médicos trabalham em hospitais;
II. Existem médicos que não trabalham em hospitais;
III. Algumas pessoas que trabalham em hospitais não usam
roupa branca.
Pode-se concluir que é (são) necessariamente verdadeira(s):
as afirmações II e III.
a afirmação III.
a afirmação II.
a afirmação I.
nenhuma das três afirmações.
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,/
o ,.,
$
i5
" Introdução
Brasil x França, 1/7/2006.
Analise a seguinte situação-problema:
Em uma pesquisa realizada com 50 pessoas para saber
que esporte elas apreciam entre futebol, basquete e vôlei,
o resultado foi o seguinte: 23 gostam de futebol, 18 de
basquete e 14 de vôlei; 10 gostam de futebol e de basque
te; 9 de futebol e de vôlei; 8 de basquete e de vôlei e 5
gostam das três modalidades.
a) Quantas pessoas não gostam de nenhum desses es-
portes?
b) Quantas gostam somente de futebol?
c) Quantas gostam só de basquete?
d) Quantas gostam apenas de vôlei?
e) E quantas não gostam nem de basquete nem de vôlei?
f) Quantas pessoas gostam só de futebol ou só de bas
quete ou de ambos?
Para resolver questões desse tipo, devemos utilizar co
nhecimentos de conjuntos.
� A noção de conjunto
A noção de conjunto é bastante simples e fundamental
na Matemática, pois a partir dela podem ser expressos todos
os conceitos matemáticos.
Um conjunto é uma coleção qualquer de objetos. Por
exemplo:
conjunto dos estados da regIao Sudeste do Brasil:
S = {São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito
Santol
IWIA
O 300 km
OCEANO
ATLÀNTICO
'--------'
1cm
Adaptado de Trabalhando com mapas -As regiões brasileiras.
São Paulo, Ática, 2000.
conjunto dos números pri
mos:
B = {2, 3, 5, 7, 11, 13, ... }
Todo número primo maior
do que 2 é ímpar?
conjunto dos quadriláte
ros: C = (quadriláterosl
Todo número ímpar maior
do que 2 é primo?
Um conjunto é formado por elementos. Um objeto a qual
quer pode ser elemento de um determinado conjunto A.
Quando for, dizemos que:
a pertence a A e escrevemos a E A.
Caso contrário, dizemos que a não pertence a A e es-
crevemos a $. A.
Nos exemplos acima, temos:
Minas Gerais E S e Paraná $. S
2EB e9$.B
retângulo E C e triângulo (/:. C
-, Propriedades, condições
e conjuntos
Consideremos a propriedade p:
p: x é um número natural ímpar
Essa propriedade pode ser expressa pelo conjunto
1 = {1, 3, 5, 7, 9, 11, ... }.
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Assim, é indiferente dizer que x possui a propriedade p
ou que x E 1.
Consideremos agora a condição e:
e: x é um número inteiro que satisfaz a condição x2 - 4 = O
Essa condição pode ser expressa pelo conjunto
A= (-2, 2).
Nesse caso, também é indiferente dizer que x satisfaz a
condição e ou que x E A.
É mais simples trabalhar com conjuntos do que com
propriedades e condições. Além disso, podemos definir
relações e operações entre conjuntos. Já com propriedades
e condições isso seria mais difícil.
n Igualdade de conjuntos
Dois conjuntos são iguais quando possuem os mesmos
elementos. Por exemplo, se A = (números naturais pares)
e B = (O, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ... ), então A= B.
Se A não é igual a B, então A é diferente de B e escre
vemos A,,,_ B.
Observação: ( 1, 2) = ( 1, 1, 1, 2, 2, 2, 2, 2), pois possuem
os mesmos elementos. A quantidade de vezes que eles
aparecem não é importante.
i#:iJUtêiitl)
Para resolver os exercícios 1 e 2 a seguir, use as convenções dadas na
página anterior.
1. Escreva com símbolos:
a) Espírito Santo pertence ao conjunto dos estados da região Sudeste.
b) Bahia não pertence ao conjunto dos estados da região Sudeste.
e) 17 pertence ao conjunto dos números primos.
d) 15 não pertence ao conjunto dos números primos.
e) Pentágono não pertence ao conjunto dos quadriláteros.
f) Losango pertence ao conjunto dos quadriláteros.
2. Classifique em verdadeiro (V) ou falso (F)
a) São Paulo E S f) paralelogramo E C
b) Piauí$ S g) trapézio$ C
e) Rio de Janeiro$ S h) hexágono E C
d) 21 E B i) 29 $ B
e)2 E B j) Venezuela E S
3. Escreva o conjurfto expresso pela propriedade:
a) x é um número natural par;
b) x é um número natural menor do que 8;
e) x é um número natural múltiplo de 5 e menor do que 31;
d) x é letra da palavra CONJUNTO;
e) x é um quadrilátero que possui 4 ângulos retos.
4. Escreva o conjunto dado pela condição:
a) y é um número tal que y2 - 25 = O;
b) y é um número tal que y2 - 5y + 6 = O;
e) y é um número maior do que zero tal que y2 - 3y - 10 = O;
d) y é um número divisor de 16 tal que y3 = 8;
e) y é um número inteiro menor do que 6 e maior do que -2.
5. Escreva uma propriedade que define o conjunto:
a) {O, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9); e) {11, 13, 15, 17);
b){0, 2, 4, 6}; d) {O, 1, 2, 3, 4, ... , 99,100).
6. Escreva uma condição que define o conjunto:
a) {-3, 3}; e) {5};
b){1, 2}; d) {7, 8, 9, 10, 11, ... }.
• Conjuntos vazio, unitário
e universo
Um conjunto interessante é o conjunto vazio, cuja notação
é 0. Uma propriedade contraditória qualquer pode ser usa
da para definir o conjunto vazio. Por exemplo:
(números naturais ímpares menores do que 1)
(x I x é um número natural ímpar menor do que 1) = 0,
L_ lê-se "tal que"
pois não há número natural ímpar menor do que 1.
Assim, o conjunto vazio não possui elementos. Ele pode
ser representado também por ( ) .
Outro conjunto interessante é o conjunto unitário, forma
do por um único elemento. Exemplo:
(números naturais pares e primos) = {x I x é um número
natural par e primo) = {2), pois o único número natural par
e primo é o 2.
Como curiosidade, observe que 0 é diferente de {0),
pois (0) é um conjunto unitário que tem como único elemen
to o conjunto vazio.
Um conjunto importar,te é o conjunto universo, cuja no
tação é U. É o conjunto formado por todos os elementos
com os quais estamos trabalhando num determinado as
sunto. Fixado o universo U, todos os elementos pertencem
a U e todos os conjuntos são partes de U.
É muito importante saber em qual universo estamos tra
balhando. Por exemplo, se U é o conjunto dos números
naturais, então a equação x + 5 = 2 não tem solução; po
rém, se U é o conjunto dos números
inteiros, então a equa
ção x + 5 = 2 tem como solução x = -3.
7. Classifique em conjunto vazio ou conjunto unitário:
a) A= {polígonos que possuem três lados}
b) B = {x I x é natural maior do que 10 e menor do que 11)
e) C = {x I x é par maior do que 3 e menor do que 5)
d) D = {x I x é número primo maior do que 7 e menor do que 11}
e) E= {quadriláteros que possuem todos os ângulos obtusos}
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8. Escreva qual é o conjunto universo em cada caso:
a) O triângulo é um polígono de três lados, o quadrilátero é um po
lígono de quatro lados e o pentágono, um de cinco lados.
b) A adição de dois números naturais é comutativa.
e) No conjunto dos números inteiros as soluções da equação
x2 - 16 = O são -4 e 4.
d) No conjunto dos números naturais a solução da equação
x2 -16=0é4.
e) As medidas são sempre números reais, positivos ou nulos.
t!I Subconjuntos e a relação
de inclusão
Consideremos dois conjuntos, A e B. Se todos os elemen
tos de A forem também elementos de B, dizemos que A é
um subconjunto de B ou que A está contido em B ou, ainda,
que A é parte de B. Indicamos esse fato por A e B.
A é subconjunto de B
ou
A e B lê-se A está contido em B
ou
A é parte de B
Quando A e B podemos
também escrever B :J A
(lê-se B contém A).
Se A não for subconjunto de B, escrevemos A ct. B.
Exemplos:
12) Considerando P o conjunto dos números naturais pares
e IN o conjunto dos números naturais, temos:
P = (O, 2, 4, 6, 8, 10, ... } e
IN = (O, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, ... }
IN
Nesse caso, P e IN, pois todos os elementos de P per
tencem a IN.
22) Se A é o conjunto dos retângulos e B é o conjunto dos
quadriláteros, então A e B, pois todo retângulo é um
quadrilátero.
B
A
32) Se A= (1, 2, 3} e B = (1, 2, 4}, então A ct. B, pois 3 E A
e 3 ft B. Nesse caso, também B ct. A.
Relação de inclusão
A relação A e B chama-se relação de inclusão. São ca-
sos particulares extremos de inclusão:
A e A, pois é claro que qualquer elemento de A perten
ce aA.
0 e A, qualquer que seja o conjunto A, pois, se admitís
semos que 0 ct. A, teríamos um elemento x tal que x E 0
e x ft A. Mas x E 0 é impossível. Logo, 0 e A.
A relação de inclusão possui três propriedades básicas.
Dados os conjuntos A, B e C quaisquer de um determinado
universo U, temos:
A e A (propriedade reflexiva).
Se A e B e B e A, então A = B (propriedade antissimé
trica).
Se A e B e B e C, então A e C (propriedade transitiva).
A propriedade antissimétrica é sempre usada quando se
quer provar que dois conjuntos são iguais. Para provar que
A = B basta provar que A e B (todo elemento de A pertence
a B) e que B e A (todo elemento de B pertence a A).
A propriedade transitiva é fundamental nas deduções.
Na lógica, ela é conhecida como uma forma de raciocínio
chamada silogismo. Por exemplo:
P: conjunto dos paulistas
B: conjunto dos brasileiros
S: conjunto dos sul-americanos
Todo paulista é brasileiro.
Todo brasileiro é sul-americano.
Então, todo paulista é sul-americano.
Se P e B e B e S, então P e S.
A é subconjunto próprio de B quando
A e B com A 7'- 0 e A 7'- B.
Veja outro exemplo:
IN: conjunto dos números naturais
(Q: conjunto dos números racionais
IR: conjunto dos números reais
Todo número natural é racional.
Todo número racional é real.
Então, todo número natural é real.
Se IN e (Q e (Q e IR, então IN e IR.
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9. Dado o conjunto A= {1, {2, 3), {4}}. julgue se os itens abaixo são
verdadeiros ou falsos:
a)1 E A
b){1) E A
e) 1 e A
d){1)CA
e){2, 3) e A
1)0EA
g)0CA
1 O. Dado o conjunto A = {0}, diga se os itens abaixo são verdadeiros
ou falsos:
a) A é o conjunto vazio.
b) A é um conjunto unitário.
c)0cA
d)0EA
e){0} e A
11. Dados os conjuntos A = {1, 21. B = {1, 2, 3, 4, 51.
C = {3, 4, 51 e D= {O, 1, 2, 3, 4, 5), classifique em verdadeiro (V)
ou falso (F):
a)A e B
b)C cA
e) B e D
d)D e B
e) C (/:. A
!) AC D
g) B e e
h)B e B
i) 0(/:.A
i) D::, A
k) 0c B
1) C ::, D
12. Considerando que:
• A é o conjunto dos números naturais ímpares menores do que
10;
• B é o conjunto dos dez primeiros números naturais;
• C é o conjunto dos números primos menores do que 9;
use os símbolos e ou ct. e relacione esses conjuntos na ordem
dada:
a)Ae B b) e e A e) e e B d) Ae e
13. Observe o diagrama a seguir. Os conjuntos X, Ye Z não são vazios.
Escreva algumas relações verdadeiras entre eles usando os símbo
los e ou ct..
y o
'--------------z
� Conjunto das partes
Dado o conjunto A = {a, e, i). é possível escrever todos
os subconjuntos (ou todas as partes) de A. Esse conjunto
formado por todos os subconjuntos de A é chamado de con
junto das partes de A e é indicado por P(A). Assim, temos:
P(A) = {0, {a}, (e}, {i}, (a, e}, {a, i}, (e, i}, (a, e, i)}
Observe que (a}, (a, e) e (a, e, i}, por exemplo, são ele
mentos de P(A). Portanto, escrevemos (a) E P(A),
{a, e) E P(A) e (a, e, i) E P(A), e não(a) e P(A), (a, e) e P(A)
e (a, e, i) e P(A). Veja que 0 e P(A) e 0 E P(A).
Observe também que há uma relação entre o número de
elementos de P(A) e o número de elementos de A:
0 tem O elemento e P(0) = (0) tem 1 elemento.
A= (a) tem 1 elemento e P(A) = {0, (a)} tem 2 elementos.
A = (a, b) tem 2 elementos e P(A) = {0, {a}, (b}, {a, bl}
tem 4 elementos.
A= (a, b, c) tem 3 elementos e
P(A) = {0, (a}, (b}, (c}, (a, b}, (a, c}, {b, c}, (a, b, c)}
tem 8 elementos.
Lembre-se de que 2° = 1; 21 = 2; 22 = 4; 23 = 8. É pos
sível conjecturar então que, se A tem n elementos, P(A) tem
2n elementos.
Essa conjectura é verdadeira e será demonstrada pos
teriormente.
O que significa conjecturar? Dê um exemplo.
14. Dados A= {O, 1 l e B = {1, 3, 5), determine
a)P(A);
b) P(B);
e) o número de elementos de P(A);
d) o número de elementos de P(B).
15. Se P(A) tem 64 elementos, quantos elementos tem o conjunto A?
16. Escreva um subconjunto A dos números naturais tal que P(A) tenha
16 elementos.
r:, Complementar de um
conjunto
Dado o universo U = (O, 1. 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9) e o con
junto A= {1, 3, 5, 7), dizemos
que o complementar de A em
relação a U é {O, 2, 4, 6, 8, 9),
ou seja, é o conjunto formado
pelos elementos de U que não
pertencem a A.
O complementar de um
conjunto só tem sentido
quando fixamos um
conjunto universo U.
De modo geral, dado um conjunto A de um certo univer
so U, chama-se complementar de A em relação a U o con
junto formado pelos elementos de U que não pertencem a
A; indica-se e� ou AC ou A.
Logo, N = (x I x EU e x$ A).
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9. Dado o conjunto A= {1, {2, 3). (4)). julgue se os itens abaixo são
verdadeiros ou falsos:
a)1 E A
b){1} E A
e) 1 e A
d}{1} e A
e){2, 31 e A
I) 0EA
g)0CA
1 O. Dado o conjunto A = (0). diga se os itens abaixo são verdadeiros
ou falsos:
a) A é o conjunto vazio.
b) A é um conjunto unitário.
c)0CA
d)0EA
e){0} e A
11. Dados os conjuntos A = (1, 2}. B = (1, 2, 3, 4, 51.
C = (3, 4, 5) e D= (O, 1, 2, 3, 4, 5}. classifique em verdadeiro (V)
ou falso (F):
a)A e B
b)C cA
e) B e D
d)D e B
e) C rt. A
1) A e D
g) B e e
h)B e B
i) 0(/:.A
j) D :J A
k) 0C B
1) C :J D
12. Considerando que:
• A é o conjunto dos números naturais ímpares menores do que
10;
• B é o conjunto dos dez primeiros números naturais;
• C é o conjunto dos números primos menores do que 9;
use os símbolos e ou rt. e relacione esses conjuntos na ordem
dada:
a)AeB b)CeA c) CeB d) AeC
13. Observe o diagrama a seguir. Os conjuntos X, Ye Z não são vazios.
Escreva algumas relações verdadeiras entre eles usando os símbo
los e ou rt..
y o
�------------z
O Conjunto das partes
Dado o conjunto A = (a, e, i}. é possível escrever todos
os subconjuntos (ou todas as partes) de A. Esse conjunto
formado por todos os subconjuntos de A é chamado de con
junto das partes de A e é indicado por P(A). Assim, temos:
P(A) = {0, (a}. (e}. {i}. {a, e}. {a, i}. {e, i}. {a, e, il}
Observe que {a}. {a, e} e {a, e, i}. por exemplo, são ele
mentos de P(A). Portanto, escrevemos {a) E P(A),
{a, e} E P(A) e (a, e, i} E P(A), e não (a) e P(A), {a, e) e P(A)
e {a, e, i) e P(A). Veja que 0 e P(A) e 0 E P(A).
Observe também que há uma relação entre o número de
elementos de P(A) e o número de elementos de A:
0 tem O elemento e P(0) = {0) tem 1 elemento.
A= (a) tem 1 elemento e P(A) = {0, {a)} tem 2 elementos.
A= {a, b) tem 2 elementos e P(A) = {0, {a}. (b}. {a, b)}
tem 4 elementos.
A= {a, b, c} tem 3 elementos e
P(A) = {0, {a}. {b}. {c}. (a, b}. (a, c}. {b, c}. (a, b, c)}
tem 8 elementos.
Lembre-se de que 2° = 1; 21 = 2; 22 = 4; 23 = 8. É pos
sível conjecturar então que, se A tem n elementos, P(A) tem
2n elementos.
Essa conjectura é verdadeira e será demonstrada pos
teriormente.
O que significa conjecturar? Dê um exemplo.
14. Dados A = (O, 1 l e B = (1, 3, 5}. determine:
a) P(A);
b) P(B);
e) o número de elementos de P(A);
d) o número de elementos de P(B).
15. Se P(A) tem 64 elementos, quantos elementos tem o conjunto A?
16. Escreva um subconjunto A dos números naturais tal que P(A) tenha
16 elementos.
� Complementar de um
conjunto
Dado o universo U = (O, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9) e o con
junto A= (1, 3, 5, 7). dizemos
que o complementar de A em
relação a U é {O, 2, 4, 6, 8, 9).
ou seja, é o conjunto formado
pelos elementos de U que não
pertencem a A.
O complementar de um
conjunto só tem sentido
quando fixamos um
conjunto universo U.
De modo geral, dado um conjunto A de um certo univer
so U, chama-se complementar de A em relação a U o con
junto formado pelos elementos de U que não pertencem a
A; indica-se e� ou AC ou A.
Logo, AC = (x I x Eu e x fl. A}.
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Observação: Uma vez considerado o conjunto A, em um
universo U, para cada elemento x EU, vale uma, e somen
te uma, das possibilidades: x E A ou x $. A (na lógica
esse fato é conhecido como princípio do terceiro excluído).
As alternativas x E A e x $. A não podem ser verdadeiras
ao mesmo tempo (princípio da não-contradição).
Desses princípios acima podemos tirar as seguintes pro
priedades:
1 �) (ACf =A para todo A e U (o complementar do comple
mentar de um conjunto A é o próprio conjunto A).
2�) Se A e S então se e AC (se um conjunto A está contido
em B, o complementar de B está contido no comple
mentar de A). Escrevendo de outra forma:
A e s � se e AC
É possível provar que a recíproca de A e S � se e AC
também é verdadeira e escrevemos:
A e s <=> se e AC
ou seja, as afirmações "A está contido em B" e "com
plementar de B está contido no complementar de A"
são equivalentes.
(i #:i§ 14 ffij{jj
17. Dados U = {O, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9), A= {O, 2, 4, 6, 8),
s = {1, 3, 5, 7, 91 e C = {2, 41, determine:
a) e�; b) e�: e) e�; d) e�.
18. Dado o diagrama de Venn abaixo, hachure os conjuntos, fazendo
uma figura para cada item:
a) e� b) se e) e
De modo geral, podemos
considerar e: sempre que
A e B. Se A ct. B não
podemos determinar e:
19. DadosU={1,2,3,4,5,6,7}, C� ={1,2,6,71, Bc ={5,6,7}e
e� = {1, 3, 5, 71, determine os conjuntos:
a) A; b) S; e) e.
20. Verifique com um exemplo a equivalência já demonstrada:
A e s <=> se e AC.
n Operações entre conjuntos
Diferença
Dados os conjuntos A = {O, 1, 3, 6, 8, 9) e S = { 1, 4, 9, 90),
podemos escrever o conjunto C formado pelos elementos
que pertencem a A, mas que não pertencem a S. Assim,
C = {O, 3, 6, 8).
O conjunto C é chamado diferença entre A e B e é indi
cado por A - S (lê-se: A menos B).
De modo geral, escrevemos:
A - s = {x I x E A e x €!. S}
Observe que, se Se A, a diferença A - S é igual ao e:.
Por exemplo, se A = {O, 2, 4, 6, 8) e S = {4, 8), então
A - S = {O, 2, 6) = e:.
Reunião ou união
Dados os conjuntos A = {O, 10, 20, 30, 50) e S = {O, 30,
40, 50, 60), podemos escrever o conjunto C formado pelos
elementos que pertencem a A ou pertencem a B ou a ambos.
Assim, C = {O, 10, 20, 30, 40, 50, 60}. O conjunto C é cha
mado reunião ou união de A e B e é indicado por A U S
(lê-se: A reunião B ou A união B).
De modo geral, dados dois conjuntos A e B, a reunião
A u S é o conjunto formado pelos elementos de A mais os
elementos de B:
A U S = {x I x E A ou x E S}
Por exemplo, se A = {3, 6) e S = {5, 6), então
A U S = {3, 5, 6}.
Nos diagramas a seguir, a reunião A u S está colorida:
00
u--- - -------
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© ©
u----� u----�
Observação: Este "ou" da reunião não é o "ou" de exclusão
da linguagem usual "vamos ao cinema ou ao teatro".
Ele significa: se x E A u B, então x E A ou x E B ou x per
tence a ambos, isto é, x E A u B quando pelo menos uma
das afirmações, x E A ou x E B, é verdadeira.
Intersecção
Dados os conjuntos A= {a, e, i, o, u} e B = {a, e, u, b},
podemos escrever o conjunto C formado pelos elementos
que pertencem simultaneamente a A e B, ou seja, pelos
elementos comuns a A e B. Assim, C = {a, e, u}.
O conjunto C é chamado intersecção de A e B e é indi
cado por A n B (lê-se A intersecção B ou, simplesmente,
A inter B).
De modo geral, dados dois conjuntos A e B, a intersec
ção A n B é o conjunto formado pelos elementos que per
tencem simultaneamente a A e a B:
A n B = {x I x E A e x E B}
Por exemplo, se A = {2, 4, 6} e B = {2, 3, 4, 5), então
A n B = {2, 4).
Nos diagramas abaixo, a intersecção A n B está colo
rida:
00
u----------�
@ @
u----� u----�
Observações:
1 �) x E A n B quando as duas afirmações, x E A e x E B,
são simultaneamente verdadeiras.
2�) Se A n B = 0, então os conjuntos A e B são chamados
disjuntos.
Propriedades da reunião
e da intersecção
Dados três conjuntos, A, B e C, valem as proprieda
des:
1�) A U B = B U A
( comutativa)
AnB=BnA
2�) (A u B) u C = A u (B u C)
(associativa)
(A n B) n e = A n (B n C)
3�) A n (B U C) = (A n B) U (A n C)
( distributiva)
A u (B n C) = (A u B) n (A u C)
A n (B U C) (A n B) u (A n C)
4�) A C B ç:=> A U B = B ç:=> A n B = A
©
AUB=B AnB=A
5�) A e B => (A U C) e (B U C)
A e B => (A n C) e (B n C)
6�) Leis de De Morgan
Dados A e B subconjuntos de um universo U, tem-se:
(A u B)C = AC n BC (O complementar da reunião é igual
à intersecção dos complementares.)
(A n B)C = AC u BC (O complementar da intersecção é
igual à reunião dos complementares.)
Você pode constatar a veracidade dessas propriedades
de um modo geral, representando os conjuntos por diagra
mas, como foi feito com a 3� e a 4� propriedades.
21. Dados os conjuntos A = {a, b, e, d, e, f, g}, B = {b, d, g, h, i} e
C = {e, f, m, n}, determine:
a)A- B;
b)A- C;
e) B - C;
d) B - A.
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22. Dado o diagrama, hachure os conjuntos, fazendo uma figura para
cada item:
a)A -B b) A-C e) B -c d) B -A
23. Dados os conjuntos A = {O, 3, 4, 5, 6, 7, 8), B = {2, 4, 5, 6, 9) e
C = {O, 3, 6, 9, 10), determine:
a)A U B;
b)A n B;
c)A u C;
d)A n C;
e)B n C;
f) (A n B) U C;
g) (A n C) u B;
h) (A n B) n C;
i) (A u B) n C;
j) (A u C) n B;
k) A U (B n C);
1) A n (B n C).
24. Dado o diagrama, hachure os conjuntos, fazendo uma figura para
cada item:
a)A n B
b)B u C
e) (A u B) n c
d)(B n C) u A
e)An(BUC)
f) (A n B) u (A n C)
Compare os diagramas obtidos
em e e f. O que você pode con
cluir?
25. Dados os conjuntos:
• A= {x I x é um número natural primo menor do que 10);
• B = {x I x é um número natural múltiplo de 2 menor do que 9};
• C = {x I x é um número natural divisor de 12);
determine:
a)A n B;
b)A n C;
e) B u C;
d) B n C;
e) (A n B) n C;
f) (A U B) n C;
g) (A u B) u C;
h) (A U C) n B;
i) (A n C) U B.
26. Indique simbolicamente a parte colorida no diagrama:
a) e)
b) d)
27. Se IN = {O, 1, 2, 3, 4, 5, ... } e P = {O, 2, 4, 6, 8, 10, ... }, determi
ne IN -P
28. Se L é o conjunto dos números naturais primos e P o conjunto dos
números naturais pares, determine L - P.
29. Na internet, sites de busca como o Google permitem que o inter
nauta faça combinações entre as palavras que devem ser pesqui
sadas para obter os resultados desejados. Em geral, as regras de
procura são as seguintes:
• Quando as palavras são digitadas com um espaço entre elas, a
busca é feita por uma palavra e a outra palavra. Por exemplo,
digitando amor esperança serão procurados apenas os sites
que contenham, ao mesmo tempo, a palavra "amor" e a palavra
"esperança".
• Quando se usa um sinal de -na frente de uma determinada pa
lavra, a busca é feita excluindo-se os sites que contenham tal
palavra. Por exemplo, digitando amor-esperança serão pro
curados sites que contenham a palavra "amor", mas que não
contenham a palavra "esperança".
Com base nessas regras, considere que um rapaz tenha feito a
seguinte pesquisa no Google: amor beleza-desespero.
No diagrama de Venn abaixo, considere que os sites com as pala
vras Amor, Beleza e Desespero estão representados como conjun
tos com a inicial da palavra, ou seja, ao conjunto A pertencem
todos os sites que contêm a palavra Amor, e assim por diante.
Pinte as regiões que representam corretamente o resultado da
busca feita pelo rapaz.
30. Dados os conjuntos:
P: conjunto dos polígonos
G: conjunto dos paralelogramos
L: conjunto dos losangos
R: conjunto dos retângulos
Q: conjunto dos quadrados
faça um diagrama e determine:
a) Ln R; d) R n Q;
b) L u G; e) G u P;
e) Q n L; f) P n R.
Número de elementos da reunião
de conjuntos
1 9 caso:
Sejam A = {1, 3, 5, 7, 9) e B = {O, 2, 4, 6, 8). Observando
os conjuntos, notamos que cada um tem cinco elementos.
Representamos simbolicamente o número de elementos
desses conjuntos da seguinte forma:
n(A) = 5 n(B) = 5
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Agora, veja:
A n B = 0::::} n(A n B) = O
A U B = {O, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9) ::::} n(A U B) = 1 O
Observe que:
10
t
n(A U B)
2g caso:
5 + 5
t t
n(A) + n(B)
Consideremos A o conjunto dos números ímpares de
O a 10, e B o conjunto dos números primos de O a 10. Então,
se n(A) representa o número de elementos de A, temos:
A= (1, 3, 5, 7, 9)::::} n(A) = 5
B = (2, 3, 5, 7) ::::} n(B) = 4
A n B = (3, 5, 7) # 0::::} n(A n B) = 3
A U B = (1, 2, 3, 5, 7, 9}::::} n(A U B) = 6
Observe que n(A u B) # n(A) + n(B), pois há três elemen
tos comuns a ambos os conjuntos [n(A n B) = 3).
Assim:
6 + 4 3
t t t t
n(A U B) n(A) + n(B) n(A n B)
É possível provar que, de modo geral, quando A e B são
conjuntos finitos, tem-se:
n(A u B) = n(A) + n(B) - n(A n B), quando A n B # 0
No caso particular de A n B = 0, temos:
n(A u B) = n(A) + n(B), pois n(A n B) = O
Observe que n(A) inclui n(A n B) e n(B) também
inclui n(A n B):
(
A
íl
B
�
�
n ( A u B) = [ n (A) -__n(.A..A-B)í -l::.JJ.(A-A-Br +
+ [n(B) - n(A n B)]
n(A u B) = n(A) + n(B) - n(A n B)
1. Numa pesquisa com jovens, foram feitas as seguintes
perguntas para que respondessem sim ou não: Gosta de
música? Gosta de esporte? Responderam sim à primeira
pergunta 90 jovens; 70 responderam sim à segunda; 25
responderam sim a ambas; e 40 responderam não a am
bas. Quantos jovens foram entrevistados?
A: conjunto dos que gostam de música ::::} n(A) = 90
B: conjunto dos que gostam de esporte ::::} n(B) = 70
A n B: conjunto dos que gostam de ambos ::::} n(A n B) = 25
A - (A n B): conjunto dos que só gostam de música::::}
::::} 90 - 25 = 65
B - (A n B): conjunto dos que só gostam de esporte ::::}
::::} 70 - 25 = 45
�
A
Ô
B
�
\__yJ 40
Portanto, o número de entrevistados é:
65 + 25 + 45 + 40 = 175
ou:
n(A U B) + 40 = n(A) + n(B) - n(A n B) + 40 =
= 90 + 70 - 25 + 40 = 175
2. Agora estamos em condições de resolver o problema da
introdução deste capítulo.
Vamos considerar F o conjunto dos que gostam de futebol,
B dos que gostam de basquete, e V dos que gostam de vôlei,
e montar o diagrama com a distribuição das quantidades.
Devemos começar sempre com a intersecção dos três, depois
com a intersecção de dois e, finalmente, com os que gostam
só de um esporte, sempre desconsiderando os já contados.
a) 50 - (5 + 5 + 3 + 4 + 5 + 2 + 9) = 17
Dezessete pessoas não gostam de nenhum desses espor
tes.
b) Nove pessoas só gostam de futebol.
e) Cinco pessoas só gostam de basquete.
d) Duas pessoas só gostam de vôlei.
e) Vinte e seis pessoas não gostam nem de basquete nem
de vôlei (9 que só gostam de futebol e 17 que não gos
tam de nenhum dos esportes).
f) 9 + 5 + 10 = 24
Vinte e quatro pessoas gostam só de futebol ou só de
basquete ou de ambos.
Obseivação: No caso de três conjuntos, A, B e C, pode-se
provar que a fórmula que indica o número de elementos da
união A U B U C é:
n(A U B U C) = n(A) + n(B) + n(C) - n(A n B) -
- n(A n C) - n(B n C) + n(A n B n C)
Assim:
n(F U B U V) = 23 + 18 + 14 - 10 - 9 - 8 + 5 = 33
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ti#UUMitll
31. Uma prova com duas questões foi dada a uma classe de 40 alunos.
Dez alunos acertaram as duas questões, 25 acertaram a primeira
questão e 20 acertaram a segunda questão. Quantos alunos erraram
as duas questões?
32. Numa pesquisa feita com 1000 famílias para verificar a audiência
dos programas de televisão, os seguintes resultados foram encon
trados: 510 famílias assistem ao programa A, 305 assistem ao pro
grama B e 386 assistem ao programa C. Sabe-se ainda que 180 fa
mílias assistem aos programas A e B, 60 assistem aos programas B
e C, 25 assistem aos programas A e C, e 1 O famílias assistem aos
três programas.
a) Quantas famílias não assistem a nenhum desses programas?
b) Quantas famílias assistem somente ao programa A?
e) Quantas famílias não assistem nem ao programa A nem ao pro
grama 87
33. Uma pesquisa mostrou que 33% dos entrevistados leem o jornal A,
29% leem o jornal B, 22% leem o jornal C, 13% leem A e B, 6%
leem B e C, 14% leem A e C e 6% leem os três jornais.
a) Quanto por cento não lê nenhum desses jornais?
b) Quanto por cento lê os jornais A e B e não lê C?
e) Quanto por cento lê pelo menos um jornal?
34. Em uma classe 30 alunos acertaram a primeira questão de uma pro
va e 25 alunos acertaram a segunda questão dessa prova. A prova
continha apenas duas questões e todos os alunos da classe acerta
ram pelo menos uma questão.
a) Qual é o máximo de alunos que essa classe pode ter? Em que
situação?
b) Qual é o mínimo de alunos que essa classe pode ter? Em que si
tuação?
35. A, B e C são conjuntos tal que n(A n B) = 8, n(C) = 10, n(A- C) = 7,
n(A n B n C) = 5, n(B n C) = 6, n(B) = 12, n(A n C) = 7. Determi
ne o número de elementos de:
a)B - C;
b)A;
c)A U B;
d)A u B u C.
36. Classifique em verdadeiro (V) ou falso (F) e justifique:
a) Se A tem 3 elementos e B tem 4 elementos, então A u B tem 7
elementos.
b) Se A tem 2 elementos e B tem 3 elementos, então A n B tem 2
elementos.
e) Se A n B = 0, A tem 5 elementos e B tem 4 elementos, então
A u B tem 9 elementos.
37. Numa pesquisa sobre audiência de tevê entre 125 entrevistados,
obteve-se: 60 assistem ao canal X, 40 ao canal Y, 15 ao canal
Z, 25
assistem a X e V, 8 a Y e Z, 3 a X e Z, e 1 assiste aos três.
a) Quantos não assistem a nenhum desses canais?
b) Quantos assistem somente ao canal X?
e) Quantos não assistem nem a X nem a Y?
38. Na porta de um supermercado foi realizada uma enquete, com 100
pessoas, sobre três produtos. As respostas foram: 10 pessoas com
pram somente o produto A, 30 pessoas compram somente o produ
to B, 15 pessoas compram somente o produto C, 8 pessoas com
pram A e B, 5 pessoas compram A e C, 6 pessoas compram B e C,
e 4 compram os três produtos.
a) Quantas pessoas compram pelo menos um dos três produtos?
b) Quantas pessoas não compram nenhum desses produtos?
e) Quantas pessoas compram os produtos A e B e não compram C?
d) Quantas pessoas compram os produtos A ou B?
e) Quantas pessoas compram o produto A?
1) Quantas pessoas compram o produto B?
39. Num levantamento entre 100 estudantes sobre o estudo de idiomas,
obtivemos os seguintes resultados: 41 estudam inglês; 29 estudam
francês e 26 estudam espanhol; 15 estudam inglês e francês, 8 es
tudam francês e espanhol, 19 estudam inglês e espanhol; 5 estudam
os três idiomas.
a) Quantos estudantes não estudam nenhum desses idiomas?
b) Quantos estudantes estudam apenas um desses idiomas?
6l'J Conjuntos numéricos
Introdução
Os dois principais objetos com que se ocupa a Matemá
tica são os números e as figuras geométricas. O objetivo
deste tópico é recordar e aprofundar o que você estudou
sobre números no ensino fundamental.
Quando comparamos uma grandeza e uma unidade ob
temos um número. Se a grandeza é discreta, a comparação
é uma contagem e o resultado, um número natural. Exemplo:
quando contamos o número de dias de um ano bissexto.
Se a grandeza é contínua, a comparação é uma medição e
o resultado é um número real. Por exemplo, quando medi
mos a distância entre duas cidades.
Conjunto dos números naturais (IN)
Deus criou os números naturais. O resto é obra dos homens.
Leopold Kronecker (matemático alemão)
O conjunto dos números naturais é representado por:
IN = {O, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, ... }
O sucessor de um núme-
ro natural é o número natural
que vem imediatamente de
pois dele. Assim, o sucessor
de 3 é 4, de 5 é 6, etc.
Observe que:
Como determinamos o
antecessor de um número
natural? Dê um exemplo.
qualquer número natural tem um único sucessor;
números naturais diferentes têm sucessores diferentes;
o zero é o único natural que não é sucessor de nenhum
outro.
Aula 1 Conjuntos Numéricos
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Um subconjunto importante de IN é o conjunto IN*:
IN* = (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, ... } ou IN* = IN - (O}
Os números naturais são usados:
nas contagens
A população brasileira é de aproximadamente 190 mi
lhões de brasileiros.
• nos códigos
O CEP da Editora Ática em São Paulo é 02909-900.
• nas ordenações
O 12 estado brasileiro em superfície é o Amazonas, com
1 570 745,68 km2, e o 22 é o Pará, com 1247 689,515 km2.
OCEANO
PACIFICO
ATLÂNTICO
O 785 km
1 cm
Fonte: Brasil em números, 2005.
Em IN é sempre possível efetuar a adição e a multiplica
ção, ou seja, a soma e o produto de dois números naturais
resultam sempre um número natural. Já a subtração entre
dois números naturais nem sempre é um número natural; a
subtração 3 - 4, por exemplo, não é possível em IN. Daí a
necessidade de ampliar o conjunto IN introduzindo os nú
meros negativos.
Conjunto dos números inteiros (.Z)
O conjunto dos números inteiros é representado por:
'1Z. = ( ... , -4, -3, -2, -1, O, 1, 2, 3, 4, ... }
• Existe número natural que não é inteiro?
• Existe número inteiro que não é natural?
• Você sabia que Zé a primeira letra da palavra
Zah/, que em alemão significa 'número'?
Destacamos os seguintes subconjuntos de 'lZ.:
• IN, pois IN e '7Z.
• 'lZ.* = '1Z. - !O) ou 'lZ.* = !- .. , -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4, ... }
. . . . . . .
-4 -3 -2 -1
•
o
. -
2
• . . . .
4
Há uma simetria em relação ao zero. O oposto ou simé
trico de 3 é -3, bem como o oposto de -3 é 3, valendo
3 + (-3) = -3 + 3 = O.
No conjunto '7Z. é sempre possível efetuar a adição, a
multiplicação e a subtração, ou seja, a soma, o produto e a
diferença de dois números inteiros resultam sempre um
número inteiro. E todas as propriedades das operações em
IN continuam válidas em 'lZ..
Já da divisão de dois nú-
meros inteiros nem sempre
resulta um número inteiro:
• (-8):(+2)=-4�é pos
sível em '7Z.
( -7) : ( + 2) = ? � não é
possível em '7Z.
Fração aparente é aquela
que indica um número
. t . 12 3 me1ro:- = ;
4
8 -- = -4· etc
2 '
.
Daí a necessidade de ampliar o conjunto '7Z. introduzindo
as frações não aparentes.
Conjunto dos números racionais (Q)
Ao acrescentarmos as frações não aparentes positivas
e negativas ao conjunto '7Z. obtemos o conjunto dos
números racionais (O). Assim, por exemplo, são números
racionais:
Observe que todo número racional pode ser escrito na
forma�. com a E 'lZ., b E '7Z. e b ,,;,. O. Por exemplo,
b
6 2 10 3 2 O
-2 = - 3, 1 = 2, 2 = 5, - 4, 3, O= 2, etc.
Assim, escrevemos:
O= { x I x = � , com a E 'lZ., b E '7Z. e b ,,;,. O}
Observe que a restrição b ,,;,. O é necessária, pois �.
divisão de a por b, só tem significado se b ,,;,. O. A designa
ção racional surgiu porque � pode ser vista como uma
razão entre os inteiros a e b. A letra O, que representa o
conjunto dos números racionais, é a primeira letra da pala
vra quociente.
Se b = 1, temos � = f = a E 'lZ., o que implica que '7Z.
é subconjunto de O. Assim:
INC'lZ.CO
Historicamente, os racionais estão associados a resulta
dos de medições. Ao medir um segmento de reta AB com
uma unidade u de medida 1 podem ocorrer estas possibi
lidades:
Aula 1 Conjuntos Numéricos
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1�} A unidade u cabe em AB um número inteiro de vezes:
A B u
Vamos supor que u caiba exatamente p vezes em AB.
Então a medida de AB = p unidades, em que p é um
número natural.
2�) A unidade u não cabe um número inteiro de vezes
em AB.
A B
u V
Nesse caso, procuramos um segmento de reta v que
caiba q vezes no segmento unitário u e p vezes no seg-
mento de reta AB. A medida de v será a fração ii" e,
consequentemente, a medida de AB será p vezes ii"·
ou seja, igual a %· Quando tal segmento v existe, di
zemos que os segmentos de reta u e AB são comen
suráveis e a medida de AB é o número racional %· Nem
sempre existe o segmento v nessas condições.
No conjunto O, as quatro operações fundamentais são
possíveis e valem todas as propriedades que valem para os
inteiros. Certamente devemos nos lembrar de que a divisão
por zero é impossível e o símbolo � não tem significado.o
Representação decimal dos números
racionais
Dado um número racional �. a representação decimal
b
desse número é obtida dividindo-se a por b, podendo re
sultar em:
decimais exatas, finitas:
1 - = 0 25
4
5 - - = -0 625
8
6 6 = 1 = 6,0 45 = 0,8
decimais ou dízimas periódicas, infinitas:
2 -
- = 0,666 ... = 0,6
3
177 = 0,1787878 ... = 0,178
990
Determinação da fração geratriz do decimal
Da mesma forma que um número racional � pode ser
b
representado por um decimal exato ou periódico, estes
também podem ser escritos na forma t, que recebe o
nome de fração geratriz do decimal.
Por exemplo, vamos escrever a fração geratriz de cada
decimal:
0,75
75 3
0,75 =
100
= 4 � fração geratriz
0,222 ...
X= 0,222 ...
10x = 2,222 ..
10x = 2 + 0,222 ...
10X = 2 + X
9x = 2
2
x = 9 � fração geratriz
0,414141 ...
N = 0,414141 .. .
100N = 41,4141 .. .
100N = 41 + 0,4141
100N = 41 + N
99N = 41
N
41
f -=
99
� raçao geratriz
0,178
N = O, 1787878 .. .
10N = 1,787878 .. .
10N
= 1 + 0,787878 ... ( 0,787878 ... = ��. Verifique.)
10N = 1 +
78
99
990N = 99 + 78
N = 177 � fração geratriz
990
Observações:
1 �) O número 0,999 ... é igual a 1, pois o símbolo 0,999 ...
representa o número cujos valores aproximados são 0,9;
0,99; 0,999; 0,9999; etc., cada vez mais próximos de 1.
Dizemos que essa sequência tem 1 como limite.
2�) Veja alguns números racionais colocados na reta:
i. l.
8 4
_i_ 4 _J_ +/1+ 2 3 2
-4 -3 -2 -1 o 2 3 4
Entre dois números inteiros nem sempre existe outro
número inteiro.
Entre dois números racionais sempre existe outro racio-
p . . 1 3 nal. or exemplo, entre os racIonaIs 2 = 0,5 e 4 = O, 75
podemos encontrar infinitos racionais; entre eles % = 0,625.
Mas isso não significa que os racionais preenchem toda
a reta.
Os números racionais são insuficientes para medir todos
os segmentos de reta. Veremos um exemplo disso no pró
ximo item.
Embora as quatro operações fundamentais (adição, sub
tração, multiplicação e divisão por um número diferente de
zero) sejam sempre definidas em O, uma equação como
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x2 = 2 não pode ser resolvida em Q pois não existe racional
f tal que ( f J = 2. Surge então a necessidade de outro
tipo de número, o número irracional.
Conjunto dos números
irracionais {llr)
Como vimos, há números decimais que podem ser es
critos na forma fracionária com numerador inteiro e deno
minador inteiro (diferente de zero)-são os números racio
nais. Mas há também números decimais que não admitem
essa representação; são os decimais infinitos e não-perió
dicos. Esses números são chamados números irracionais.
Veja alguns exemplos:
J2 = 1,4142135 .. .
J3 = 1,7320508 .. .
1t = 3,1415926535 .. .
Usando a relação de Pitágoras, podemos representar
alguns desses números na reta numérica:
-2 -1
-13 -./2 o
d2 = 12 + 12 => d2 = 2 => d = J2
{2 13 2
Observe que a medida da diagonal do quadrado de lado
1, usando esse lado 1 como unidade, é J2. Essa diagonal
é um exemplo de segmento que não pode ser medido com
um número racional. Sua medida é o número irracional J2.
Você sabia que o número irracional n foi calculado com o auxílio
de um computador obtendo-se 1,2 trilhão de casas decimais
sem que tenha surgido uma decimal exata ou uma dízima?
Você pode imaginar essa representação?
1t é irracional
O número n é obtido dividindo-se a medida do compri
mento de qualquer circunferência pela medida de seu diâ
metro (n = 3,1415926535 ... ).
Pode-se também provar que n é irracional. Isso garante
que não se vai encontrar um decimal exato nem uma dízima
periódica no cálculo dos algarismos decimais de n, mesmo
que se obtenham bilhões de dígitos.
Conjunto dos números reais {IR)
Da reunião do conjunto dos números racionais com o
conjunto dos números irracionais obtemos o conjunto dos
números reais (IR).
IR = <D U llr = {x I x E <D ou x E llr} =
= {x I x é racional ou x é irracional}
Como vimos, os números racionais não bastavam para
esgotar os pontos da reta. Por exemplo, os pontos da reta
correspondentes aos números --13, J2, etc. não eram
alcançados com os números racionais. Agora, os números
reais esgotam todos os pontos da reta, ou seja, a cada ponto
da reta corresponde um único número real e, reciprocamente,
a cada número real corresponde um único ponto da reta.
Dois conjuntos A e B são disjuntos quando A n B = 0.
Verifique se são disjuntos:
IN e 2:;
O e 1rr.
Por isso, dizemos que existe uma correspondência biu
nívoca entre os números reais e os pontos da reta. Temos
assim a reta real, que é construída desta forma: numa reta,
escolhemos uma origem (e associamos a ela o zero), um
sentido de percurso e uma unidade de comprimento
( o 1 ).
O conjunto IR pode ser visto como modelo aritmético de uma
reta, enquanto esta, por sua vez, é o modelo geométrico de IR.
Observe alguns números reais colocados na reta real:
-.fi
-2 -1,5 -1
_]_
4
o
.fi
0,5 1,5 2
O diagrama relaciona os conjuntos numéricos estudados
até aqui:
IN e à'. e <D e IR
llr e IR
<D U llr = IR
<D n llr = 0
llr = IR - <D
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Observação: Com os números reais toda equação do tipo
x2 = a, com a E IN, pode ser resolvida e todos os segmen
tos de reta podem ser medidos.
São reais:
os números naturais;
os números inteiros;
os números racionais;
os números irracionais.
Desigualdades entre números reais
Dados dois números reais quaisquer a e b, ocorre uma
e somente uma das seguintes possibilidades:
a < b ou a = b ou a > b
Geometricamente, a desigualdade a< b significa que a
está à esquerda de b na reta real:
b
A desigualdade a > b significa que a está à direita de b
na reta real:
b a
a>b
Aritmeticamente, vamos analisar alguns exemplos:
2,195 .. < 3,189 ... , pois 2 < 3
4,128 ... < 4,236 ... , pois 4 = 4 e 0,1 < 0,2
3,267 ... < 3,289 ... , pois 3 = 3; 0,2 = 0,2 e 0,06 < 0,08
5,672 ... < 5,673 .. , pois 5 = 5; 0,6 = 0,6; 0,07 = 0,07 e
0,002 < 0,003
e assim por diante.
Ordenar os números reais aritmeticamente é como ordenar as
palavras num dicionário.
Algebricamente, a < b se, e somente se, a diferença
d = b - a é um número positivo, ou seja, vale a < b se, e so
mente se, existe um número real positivo d tal que b = a + d.
Uma vez definida essa relação de ordem dos números
reais, dizemos que eles estão ordenados.
Usamos também a notação a ,;:; b para dizer que a < b
ou a = b. Assim:
a ,;:; b lê-se a é menor do que ou igual a b
b ;;,, a lê-se b é maior do que ou igual a a
40. Usando os símbolos e e r:t., relacione os conjuntos numéricos a
seguir:
a) IN e IN* b)O e IR
41. Com os conjuntos numéricos dados, efetue as operações de união e
intersecção:
a)il e O b)O e llr
42. Determine:
a) IN u il
b)(IN n O) u il
e) (O n 11r) n IN
d)(O u llr) n IN
43. Classifique em verdadeira (V) ou falsa (F):
a) Todo número natural representa a quantidade de elementos de
algum conjunto finito.
b) Existe um número natural que é maior do que todos os demais.
e) Todo número natural tem sucessor em IN.
d) Todo número natural tem antecessor em IN.
44. Identifique como decimal exato (finito), decimal infinito periódico ou
decimal infinito não-periódico cada um dos números a seguir:
a) 0,555 d) 0,26666 ...
b) 0,11454545.. e) 0,020020002 ...
e) 0,1231251271291211 1) 0,789145
45. Dê a representação decimal dos seguintes números racionais:
7 3 1
a)- e)- e)1-
8 4 7
b) � d)!...
13 5
46. Determine a geratriz f dos seguintes decimais periódicos:
a) 0,333... e) 0,242424
b)0,1666... d)0,125777.
47. Coloque em ordem crescente os números reais: 6 0,5;
10' 2'
4 -
f 0,52; 0,25.
48. Dados A= {-4, -1, O, 1, 2, 6, 9) e
B = {x é irracional I x = Ja, com a E A}, quais são os elementos
do conjunto B?
49. Considere os conjuntos A= {x E il I x;;,, -51 e
B = {x E il I x + 1 < 0). Quantos elementos tem o con
junto A n B?
ffl Intervalos
Certos subconjuntos de IR, determinados por desigual
dades, têm grande importância na Matemática: são os
intervalos. Assim, dados dois números reais a e b, com
a < b, tem-se:
Aula 1 Conjuntos Numéricos
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a) Intervalo aberto
a b
(a, b) = ]a, b[ = (x E IR Ia< x < b)
(A bolinha vazia (o) indica que os extremos a e b não
pertencem ao intervalo.)
b) Intervalo fechado
b
[a, b] = (x E IR Ia ,e:; x ,e:; b)
(A bolinha cheia(•) indica que os extremos a e b per
tencem ao intervalo.)
c) Intervalo fechado à esquerda e aberto à direita
a b
[a, b) = [a, b[ = (x E IR Ia ,e:; x < b)
d) Intervalo fechado à direita e aberto
à esquerda
b
(a, b] = ]a, b] = (x E IR Ia< x ,e:; b)
e) Semirreta esquerda, fechada, de origem b
b
(-oo, b] = ]-oo, b] = (x E IR I x ,e:; b)
f) Semirreta esquerda, aberta, de origem b
b
(-oo, b) = ]-oo, b[ = (x E IR I x < b)
g) Semirreta direita, fechada, de origem a
[a, +oo) = [a, +oo[ = (x E IR I x ;a, a}
h) Semirreta direita, aberta, de origem a
(a, +oo) = ]a, +oo[ = (x E IR I x > a)
i) Reta real
(-oo, +oo) = ]-oo, +oo[ = IR
Observações:
1 �) -oo e +00 não são números reais; apenas fazem parte
das notações de intervalos ilimitados.
2�) Qualquer intervalo de extremos a e b, com a#- b, contém
números racionais e irracionais.
t•#:iJi§Q11{j)
50. Represente graficamente na reta real os seguintes intervalos:
a){x E IR I -1 < x < 3) e) {x E IR 12 ,e:; x < 7)
b)]-oo, 2] !) ]-Js, Js[
e
) [-3, iJ g) {x E IR IX< -4)
d){x E IR I x ;a, 6) h) [O, 6[
51. Escreva os intervalos representados graficamente:
a)------------
-4 2
b)--------<>-----
c) ----------
d)------c---l>----
1 3
e) ------------·
-\/3 V3
52. Associe V ou Fa cada uma das seguintes afirmações:
a)2 E [2, 6]
b)-1 E ]-5, -1[
e) O E {x E IR I -1 < x < 1}
d)3 � {x E IR 13 < x < 4)
e) {2, 5) e [O, +=[
f) [O, 2] = {x E IR I O ,e:; x ,e:; 2)
g)-3 E]-=, -1]
h) (1+_./2) E {x E IR lü ,s:;;x,s:;; 1)
Operações com intervalos
Como intervalos são subconjuntos de IR, é possível fazer
as operações de intersecção, união, diferença e comple
mentar com eles.
(1%1,i•it•ti•tii•iit+i+t·M
1. Dados
A = {x E IR 1 -1 < x < 1}
e B = [O, 5[, detennine:
a) A n B
-1
Analise os possíveis
significados de 13, 51,
(3, 5) e [3, 5].
A----0------0------ - ------
B --------...--------o--.....
o 5
AnB
-1 o 5
A n B = {x E IR I o ,e:; X< 1} = [O, 1[
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b) A U B
-1
A -----0------0-----------
B -----'-----<----------o---
o 5 '
AUB-----0-------------0-------
-l 5
A U B = {x E IR 1 -1 < x < 5} = ]-1, 5[
e) A - B
-1
A ----0------0-- ---- - -- --
B--�------------0-------
o
'
A-B
-1 o
A - B = {x E IR 1 -1 < x < O} = ]-1, O[
d) B - A
-1
5
A---0------0-----------
B------<---.--------0-------
o 5
B-A -+--- --------------n----
5
B - A= {x E IR 11 :;; x < 5} = [1, 5[
e) C! não se define, pois A ct. B.
2. Dados os conjuntos A= [2, 5] e B = ]3, 6], calcule para
U = IR:
Observação: C ! = IR - A também pode ser represen-
tado por CA ou A.
a) A
A-- -----<-------------
2 5
' '
Ã--------<>---------0------
2 5
A= {x E IR IX< 2 ou X> 5} = ]-=, 2[ U ]5, +=[
b) B
B---------<>-------------
3 6
-
B-------0--- -------0-----
3 6
B = {x E IR IX:;; 3 OU X> 6} = ]-oo, 3] U ]6, +=[
e) A U B
A-+---------------------
2 5
B- ---�--0------------
3 6
AUB-------------------
2 6
A U B = {x E IR i 2 :;; x :;; 6} = (2, 6]
d} A U B
AUB----0----- -------�---
2 6
A U B = {x E IR i x < 2 ou x > 6} = ]-=, 2( U ]6, +00(
(i#@UNHI,
53. Dados os conjuntos a seguir, determine o que se pede.
a) A= [2, 4] e B = [3, 6]: A n B, A u B, A -B, B -A e e.
b) A= {x E IR I x < 4) e B = {x E IR I x < 1 ): A u B,
B n A, e: e e:.
e) A= [-2, O[ e B = [-1, +=[: A U B e A n B.
d) A= ]-2, 1 [ e B = [-3, O]: A, B, A n B e A u B.
- - c(AnB) - -
e)A=]-=,3] e8=]2,5]:A,B, A eB -A.
54. Dados A= ]-5, 2]. B = [-6, 6] e C = ]-=, 2]. calcule:
a)AUBUC c)(AUB)nC
b)AnBnC d)An(BUC)
55. Dados os intervalos A= [-1, 4), B = [1, 5], C = [2, 41 e D= ( 1, 3],
verifique se 1 pertence ao conjunto (A n B) -(C - D).
Desafio
O diagrama de Venn para os conjuntos A, B e C decompõe o plano em
oito regiões. Numere-as e exprima cada um dos conjuntos abaixo
como reunião de algumas dessas regiões.
a) (AC U B)C b) (AC U 8) U cc
Conjunto dos números complexos (C)*
Se x E IR, então x2 ;,, O. Assim, a equação x2 + 1 = O
não tem solução em IR, pois:
x2 + 1 = O � x2 = -1 � x = ±Ff
e não existe um número real x que elevado ao quadrado
resulte -1.
Daí surgiu a necessidade de
estender o conjunto dos números
reais para obter um novo conjun
to, chamado conjunto dos núme-
ros complexos.
A forma z = a + bi
é chamada de forma
algébrica de z.
Um número complexo z é um número que pode ser es
crito na forma:
z =a+ bi, com a E IR, b E IR e i2 = -1
i é chamada unidade imaginária e sua característica fun
damental é que i2 = -1.
Um número complexo tem duas partes, uma real e outra
imaginária:
z =a+ bi
parte real de z ___j L_ parte imaginária de z
t t
Re(z) = a lm(z) = b
• O conjunto numérico (IC) será estudado detalhadamente no capítulo 33.
Aula 1 Conjuntos Numéricos
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Devemos observar também que, se b = O, temos z = a
(número real); e se a = O e b # O, temos z = bi, que é um
número imaginário puro.
Se indicarmos o conjunto dos números complexos por
a::, podemos escrever que IR ca::.
e------�
o
Veja agora o diagrama que relaciona os conjuntos nu
méricos:
Exemplos:
1 Q) Em z = 2 + 5i, temos Re(z) = 2 e lm(z) = 5.
2Q) Em z = 5, temos Re(z) = 5 e lm(z) = O. Portanto, z é
real.
3Q) Em z = -3i, temos Re(z) = O e lm(z) = -3. Portanto, z
é um imaginário puro.
Operações com números complexos
Adição
Se z1 = 2 + 2i e z2 = -3 + 4i, temos:
Z1 + Z2 = (2 + 2i) + (-3 + 4i) = (2 - 3) + (2 + 4)i = -1 + 6i
Subtração
Se z1 = 3 + i e z2 = 5 + 3i, temos:
Z1 - Z2 = (3 + i) - (5 + 3i) = (3 - 5) + (1 - 3)i = -2 - 2i
Multiplicação
Se z1 = 1 + 5i e z2 = 2 - 2i, temos:
Z1 • Z2 = (1 + 5i) • (2 - 2i) = 1 • 2 - 1 • 2i + (5i) • 2 - (5i)(2i) =
= 2 - 2i + 10i - 10i2 = 2 + Si - 10(-1) = 2 +Si+ 10 = 12 + Si
Potenciação
Veja alguns exemplos:
1Q) Se z = 1 + 2i, temos:
z2 = (1 + 2i)2 = (1 + 2i)(1 + 2i) =
= 1 · 1 + 1 · 2i + (2i) · 1 + (2i)(2i) = 1 + 2i + 2i + 4i2 =
= 1 + 4i - 4 = -3 + 4i
2Q) Se z = i, temos:
i1 = i
i2 = -1
i3 = i2 • i = ( -1 ) • i = -i
i4 = (i2)2 = (-1)2 = 1
i5 = i4 • i = 1 • i = i
i6 = i4 . i2 = 1 . i2 = 1 ( -1) = -1
i7 = i4 . i3 = 1 ·(-i) = -i
i8 = i4 . i4 = 1 . 1 = 1
Observe que as potências de i começam a se repetir
depois de i4. Então, de modo geral, temos:
i4n = (i4)n = 1
i4n + 1 = (i4)" • i = 1 • i = i
i4n+ 2 = (i4)". i2 = 1. (-1) = -1
i4n + 3 = (i4)n . i3 = 1 . i2 . i = 1 • (-1} • i = -i
ou seja:
(1 #:NU GU.IJ
56. Calcule o valor de:
a) j39
Divisão
i4n + p = iP
b) i80 e) 2i13 _ p2
O conjugado de um número complexo z = a + bi é o
número complexo z = a - bi.
Exemplos:
1 Q) Se z = 3 + 4i, então z = 3 - 4i.
2Q) Se z = 1 - 3i, então z = 1 + 3i.
3Q) Se z = 5, então z = 5.
4Q) Se z = 4i, então z = -4i.
5Q) Se z = O, então z = O.
6Q) Se z = i, então z = -i.
O quociente � entre dois números complexos, com�# O,
Z2
CI ti4,,i·U,t i·tii·htf tft�P;
1. Determine o quociente .:L sabendo que z1 = 1 + 3i e
. z2
z2 = 2 + 21.
.:1._
=
1+ 3i
=
z2 2 + 2i
( 1 + 3i)(2-2i)
(2 + 2i)(2 -2i)
2 -2i + 6i -6i 2
22 -(2i)2
2+4i-6(-1)
=
8+4i
=l+�i
4 +4 8 2
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2. Deter mine o número complexo z tal que:
a) z - i26 = i33 - z
z -i26 = i33 - z ::::} z + z = i33 + i26 ::::}
::::} 2z = i32 · i + i24 · i2 ::::} 2z = 1 · i + 1 · (-1) ::::}
. . 1 1 . ::::} 2z = 1 - 1 ::::} 2z = -1 + 1 ::::} z = -- + - 1
L 1 1. ogo z = -- + -1 '
2 2
b) iz = z - 2 + 3i
1ª maneira
Como z = a + bi, temos:
2 2
i(a + bi) = (a + bi) - 2 + 3i::::}
{ -b = a - 2::::} -b + ai = (a - 2) + (b + 3 )i::::} a = b + 3
Então:
1-b = (b + 3 ) - 2::::} -2b = 1::::} b = -2
1 5 a= b + 3::::} a= -- + 3 ::::} a= -
2 2
5 1 . Logo z = - - -1. ' 2 2
2ª maneira
iz = z - 2 + 3i ::::} iz - z = -2 + 3i ::::}
(. ) . - 2+3i ::::} 1 - 1 Z = -2 + 31 ::::} Z = -.-- ::::}
1 - 1
(-2+3i)(-1-i) 2+ 2i-3i-3i2 ::::}Z = � -� -�::::} Z = ---- - ::::}(-l+i)(-1-i) (-1) 2 - i2
2-i+3 5 - i 5 1.::::}Z= - --::::} Z= --::::}Z= - - -1l + i 2 2 2
3. Resolva em C a equação x 2 - 2x + 10 = O.
2+�4 - 4 0 2±� -36 x = - 2 = 2 (impossível em IR)
E m <C podemos resolvê-la. Assim, temos:
2±�(-1)·36 2±� 2±6i x=-�-- -= -�--=- -2 2 2
x' = 2 + 6i = 1 + 3i2
x" = 2 -6i = 1 - 3i2
S = {1 + 3i; 1 - 3i}
Verificando, vem:
S = x' + x" = (1 + 3i) + (1 - 3i) = 2
P = x'. x" = (1 + 3i) · (1 -3i) = 12 -(3i) 2 = 1 -(-9) = 10
Satisfazendo port ant o a equação x 2 - S x + P = O , ou seja,
x 2 - 2x + 10 = O.
Quando não for indicado o conjunto universo, consideramos
que o conjunto é IR.
4. Efetue as divisões in dicadas :
1 a)--
2 - i
_1 _ _ 1 · (2 + i) = _ 2_+ _i_ = _2_+_i = _2_+_i =2 - i (2-i)(2+i) 22 -i1 4 + 1 5
2 1. = - + -1 5 5
b) 2 + 3i
1 + 4i
_2 +_3_i _ (2 + 3i)(1 - 4i) 2 - Si + 3i - 12i 1
1+ 16 1+ 4i (1 + 4i)(1 - 4i)
2- 5i + 12
17
14 - 5i 14 5 .
= --=---1 17 17 17
57. Efetue as operações indicadas, escrevendo o resultado na forma
algébrica z =a + bi:
a)(-2 + i) + (-3 - 6i)
b){2 + 5i) -( 1 + 3i)
e) (4 + 2i). (5 + 3i)
d) ( 1 + i) 3
58. Efetue:
a) i60
b) i101
e) i4oo _ pso
d) i25 + i16
59. Se z1 = 2 + i e ; = 1 - i, efetue as operações indicadas:
a)z1 +; e)z1 ·;"
b)z1 -z2 f) (z/
C) Z1 . Z2 g}(;) 2D
d) z;- + z;
60. Resolva em O: as equações:
a) x2 + 4 = O b) 5x2 + 45 = O e) x2 + 7 = O
61. Resolva em a; as equações:
a) x2 - 2x+ 4 = O
62. Efetue as divisões indicadas:
) 1+ 5i a --2+3i
b) 1+2i1
b) x2 - 4x + 5 = O
i c)-1 - i
3i d) 1+2i
63. Calcule 1
1 + '. -
1
1
-
_i e dê a resposta na forma z = a+ bi. - 1 +I
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Coordenadas cartesianas
A notação (a, b) é usada para indicar o par ordenado de
números reais a e b, no qual o número a é a primeira coor
denada e o número b é a segunda coordenada. Observe
que os pares ordenados (3, 4) e (4, 3) são diferentes, pois
a primeira coordenada de (3, 4) é 3, enquanto a primeira
coordenada de (4, 3) é 4.
Um sistema de eixos ortogonais é constituído por dois eixos
perpendiculares, Ox e Oy, que têm a mesma origem O.
Damos o nome de plano cartesiano a um plano munido
de um sistema de eixos ortogonais.
(eixo vertical ou y
eixo das ordenadas)
o
(origem)
X
(eixo horizontal ou
eixo das abscissas)
Os eixos ortogonais Ox e Oy dividem o plano cartesiano
em quatro regiões chamadas quadrantes, na ordem colo
cada abaixo:
22 quadrante
(x,;; O e y ;a. O)
32 quadrante
(x,;; O e y,;; O)
y
b _____ 'f P(a, b)
(O, y)
o
'
: 12 quadrante
: (x ;a. O e y ;a. O)
' '
(x, O)
42 quadrante
(x ;a. O e y,;; O)
X
Usamos esse sistema para localizar pontos no plano.
Dado um ponto P desse plano, dizemos que os números a
e b são as coordenadas cartesianas do ponto P, em que a
é a abscissa e b é a ordenada.
Observe que a cada par ordenado de números reais
corresponde um ponto do plano cartesiano e, reciproca
mente, a cada ponto do plano corresponde um par ordena
do de números reais. Essa correspondência biunívoca entre
pares de números reais e pontos do plano permite escrever
conceitos e propriedades geométricas em uma linguagem
algébrica e, reciprocamente, interpretar geometricamente
relações entre números reais.
3 F
2
-4 -3 -2 -1 O
-1
2 3 4 '
-2 ------•
D
�----3
e
Por exemplo, vamos localizar num plano cartesiano os
pontos A(4, 1), 8(1, 4), C(-2, -3), 0(2, -2), E(-1, O),
F(O, 3) e 0(0, O).
Ponto A( 4, 1) � ponto A de coordenadas cartesianas
4 e 1 {ª abscissa é 4 .
a ordenada é 1
Ponto 8(1, 4) � ponto 8 de coordenadas cartesianas
e 4 . {
a abscissa é 1
a ordenada é 4
Dê as coordenadas cartesianas de cada ponto do plano cartesiano
abaixo.
B .
-4 -3 -2
D .
-1
4
3
2
-1
-2
-3
-4
y
A
e X
o 2 3
F .
Assinale, num plano cartesiano, os seguintes pontos:
a)A(-1,3); e) B(0,-2); e)c(f, 4}
b) D(4, O); d) E(3, -1); l)F(+,-2)-
Um ponto P tem coordenadas (2x - 6, 7) e pertence ao eixo das
ordenadas. Determine x.
Os pares ordenados (2x, y) e (6, 8 - x) representam o mesmo pon
to. Determine x e y.
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Distância entre dois pontos
A pergunta fundamental é: Se P(a, b) e Q(c, d), como se
pode exprimir a distância do ponto P ao ponto Q em termos
dessas coordenadas?
Assim, dados dois pontos P1 (x1 , y 1 ) e P2(x2, y2), vamos
obter a expressão da distância d(P1, P2) em termos das
coordenadas de P1 e P2. Para isso, é preciso introduzir um
novo ponto Q(x2, y1 ).
y
Y, ________________ P,
P -------- _______________ f::o
' ' Y, :
x, x,
X
O triângulo P1P20 é retângulo em Q e o segmento de
reta Pp2 é a sua hipotenusa. Seus catetos medem (x2 - x1 )
e (y2 - y 1 ), tomados em valores absolutos. Usando a relação
de Pitágoras temos:
[d(P1, P2)]
2 = (x2 - x1 )
2 + (Y2 - y,)
2
ou seja,
Essa expressão geral obtida não depende da localização dos
pontos P1 e P2.
1¾4,,i,mtJ•tiMiififi•M;
1. Calcule a distância entre os pontos A(l, -4) e B(-3, 2).
li d(A, B) = �(x2 - xJ + (y2 - y1 )2 =
= �(-3 - 1)2 + (2 - (-4))2 = �(-4)2 + (6)2
= ../16 + 36 = )si
Logo, d(A, B) = )si = 7 ,2 unidades de comprimento.
2. Demonstre que o triângulo com vértices X(-4, 3), Y(4, -3)
e Z(3, 4) é isósceles.
d(X, Y ) = ��(4--- (-- 4-))-2 -+- (-- 3-- -3)-2 = �64 + 36 =
= .Jioõ = 10
d(Y, Z) = �(3 - 4)2 + (4 - (-3))2 = � =
=fso
d(X, Z) = �(3 - (-4))2 + (4 - 3)2 = �49 + 1 = ..J50
Corno d(Y, Z) = d(X, Z), o triângulo XYZ é isósceles.
Determine a distância entre os pontos A e 8 nos seguintes casos:
a)A(3, -4) e 8(-1, 2)
b) A(3, -3) e 8(-3, 3)
Demonstre que a distância de um ponto P(x, y) à origem 0(0, O) é
igual a�.
Calcule o perímetro do triângulo cujos vértices são A(2, 3), 8(0, O)
e C(3, 2)
Produto cartesiano
Dados dois conjuntos A e B não vazios, chama-se pro
duto cartesiano de A por B o conjunto de todos os pares
ordenados (a, b), com a E A e b E B.
Indicamos o produto cartesiano de A por B por A x B,
que se lê "A cartesiano B". Assim:
AxB={(a,b)laEA e bEB}
tlti4,h•i§íiii•iit+ifi•III)
Se A = {1, 2} e B = {3, 7, 9}, determine:
a) Ax B
A x B = {(1, 3); (1, 7); (1, 9); (2, 3); (2, 7); (2, 9)}
b) B xA
B x A= {(3, 1); (3, 2); (7, 1); (7, 2); (9, 1); (9, 2)}
e) AxA
A x A= {(1, 1); (1, 2); (2, 1); (2, 2)} = A2
d) B2
B2 = {(3, 3); (3, 7); (3, 9); (7, 3); (7, 7); (7, 9); (9, 3);
(9, 7); (9, 9)}
• Para A 7"- B, temos A X B 7"- B X A.
• Para A = B, indicamos A x B por A2 .
• O par ordenado (x, y) não é a mesma coisa que o
conjunto {x, y}, porque {x, y} = {y, x} sempre, mas
(x, y) = (Y, x) somente quando x = y.
Gráfico do produto cartesiano
Dados dois conjuntos A e
B, com A e B subconjuntos
de IR, cada par ordenado do
produto cartesiano A x B é
O exemplo mais importante
de produto cartesiano é o
IR2 ou IR x IR.
representado por um ponto
no plano cartesiano. O gráfico de A x B é o conjunto de todos
esses pontos.
Em A x B, representamos o conjunto A no eixo das abs
cissas e o conjunto B no eixo das ordenadas. Já em B x A,
o conjunto B será representado nos eixos das abscissas e
A, no eixo das ordenadas.
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(itiãuMHJ-Ufi•iit!i+J.M 1
1. Dados A = {1, 3} e B = {2, 4, 5}, determine o gráfico de:
a) Ax B
B
5 --�-----� ' '' '
4 --�------� '
3 ''
2 --�------�
-1 O
-1
' '
2 3 4
A
Observe que n(A) = 2, n(B) = 3 e
n(A x B) = 6 = n(A) · n(B).
b) B xA
Quando A e B são conjuntos
finitos, n(A x B) = n(A) • n(B).
A
4
3 --- - - - � - - - - - � - - -, ' ' '' '
1 ------•------•---.
-1 O
-1
''
2 3 4 5
B
2. Dados os conjuntos A = {x E IR 1 1 � x � 4} e
B = {x E IR 1 -2 < x � 3}, determine o gráfico de:
a) A x B
b) B xA
B
3 - - - ,-------,
2
-1 O 1 2 3 4 5
-1
-2 -- ----------
4
3
2
-2 -1 O
-1
A
2 3 4
A
B
Dados os conjuntos A= {-1, O, 1, 2) e B = {2, 31, determine:
a)AxB; b)BxA; c)A2; d)B2.
Com os dados do exercício anterior, construa o gráfico de A x B
e de B2 .
Se n(A x B) = 15 e B = {-3, 1, 31, quantos elementos tem o
conjunto A?
O gráfico de C x D é dado por:
t----- --;-----'"f
' ' 1
�----- ---+------� 1 2 f 1 ' '
' 1
-2: -1 O :1 2 :3 4
r---=-, --�-----1
-2
------- -- ·------.
-3
Escreva os conjuntos C e D.
e
,. Se A = {x E IR 1 -1 ,;; x,;; 2) e B = {x E IR 1 -2 ,;; x < 4),
construa o gráfico de:
a)Ax B;
O gráfico de E x F é dado por:
4
--------3
2
b) B X A.
F
-4 -3 -2 -1 O 1 2 3 4
-1
-2
-3
------
-4
Escreva os conjuntos E e F.
E
Sejam A e B conjuntos não vazios. Se A x B tem 12 elementos, en
tão A u B pode ter, no máximo, um número de elementos igual a:
a)?. b)8. c)11. d)12. e)13.
Dados os conjuntos A e B abaixo, construa o gráfico de A x B:
a)A={1,4}e B=[1,3] b)A=[1,3] e B=]-=,3[
Assinale a alternativa na qual está representado o gráfico de A x B
com A= [2, 3] e B = {1, 2):
a) y b) y
3 3
2 I I 2 -----
X X
o 2 3 4 o 2 3 4
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e) Y
3
2
o
D
2 3 4
X
d) y
3
2
o
/
2 3 4
X
Assinale a alternativa na qual está representado o gráfico de A x B
com A= ]-00, 2] e B = [1, 2]:
a) Y
4
3
2 3 4
Relação binária
b)
X
4
3
2
o
y
2 3 4
X
Dados dois conjuntos A e B não vazios, chama-se relação
(binária) R entre os elementos do conjunto A e os elementos
do conjunto B qualquer subconjunto de A x B.
Por exemplo, se A = { 1, 3, 5) e B = {2, 4, 6, 8), então:
A x B = {(1, 2); (1, 4); (1, 6); (1, 8); (3, 2); (3, 4); (3, 6); (3, 8);
(5, 2); (5, 4); (5, 6); (5, 8)}
Agora, observe estes subconjuntos de A x B:
R1 = {(1, 2); (1, 8); (3, 4); (3, 6); (5, 4); (5, 8)}
R2 = {(1, 4); (3, 2); (5, 6)}
R3 = 0
R4 = A X 8
R5 = {(3, 8)}
R,, R2 , R3, R4 e R5 são relações binárias entre os elementos
do conjunto A e os elementos do conjunto B (ou relações bi
nárias de A em B), pois todos são subconjuntos de A x B.
Diagrama de flechas
Uma relação R entre os elementos do conjunto A e os
elementos do conjunto B pode ser representada por diagra
mas como o abaixo, chamado de diagrama de flechas.
A B
Um caso particular e muito
importante de relação é o
conceito de função, que
será estudado no próximo
capítulo.
As flechas indicam quais pares ordenados pertencem à
relação. Neste exemplo, temos:
R = {(3, 2); (3, 6); (5, 6)}
e escrevemos 3 R 2; 3 R 6; 5 R 6 para indicar que 3 está
relacionado com 2, 3 está relacionado com 6, e 5 está re
lacionado com 6.
Domínio e conjunto imagem
Sendo R uma relação de A em B, podemos definir:
Domínio de R: conjunto formado por todos os primeiros
elementos dos pares ordenados (x, y) que pertencem a
R. É indicado por D(R).
No exemplo anterior, D(R) = {3, 5). Note que D(R) e A.
Imagem de R: conjunto formado por todos os segundos
elementos dos pares ordenados (x, y) que pertencem a
R. É indicado por lm(R).
No exemplo anterior, lm(R) = {2, 6). Note que lm(R) e B.
Relação inversa
Dada uma relação binária R de A em B, definimos a
relação inversa R-1 como o conjunto formado pelos pares
ordenados obtidos a partir dos pares ordenados de R in
vertendo-se a ordem dos termos em cada par.
Assim:
R-1 = {(x, y) E B x A 1 (y, x) E R}
Por exemplo, se R = {(1, 2); (3, 4)}, então
R-1 = {(2, 1); (4, 3)}.
Dados os conjuntos A= {1, 2} e B = {3, 4, 5}, indique quais des
ses conjuntos de pares ordenados representam uma relação entre os
elementos de A e os elementos de B, ou seja, uma relação de A em B.
a) F1 = ((1, 3); (2, 4); (2, 5)}
b) F2 = ((2, 3); (2, 5); (2, 6)}
e) F3 = ((1, 4); (1, 5); (2, 4); (2, 5)}
d) F4 = ((1, 5); (O, 3); (2, 4)}
Considerando as relações do exercício anterior:
a) construa o gráfico de cada uma delas;
b) desenhe o diagrama de flechas de cada uma delas;
e) escreva o domínio e o conjunto imagem.
y Dados A = { -1, O, 1, 21 e
B = {2, 4, 6}, a relação R definida
de A em B tem o seguinte gráfico:
6 - - - - - -•
a) Escreva a relação R como
um conjunto de pares orde
nados.
b) Faça o diagrama de flechas de
R.
e) Escreva o domínio e a imagem
de R.
4 - - .,
3
2
f' - -
: 1
-1
--L--
'
o
2 3
X
Dados os conjuntos A = { -1, 1 l e B = { -2, 2}, determine o
número de relações binárias não vazias de A em B.
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L Examine a relação R de A em B representada pelo diagrama de
flechas abaixo:
A B
a) Escreva a relação R como conjunto de pares ordenados.
b) Escreva o domínio e o conjunto imagem de R.
e) Construa o gráfico de R.
Dados os conjuntos A = {1, 2, 3, 4) e B = {2, 3, 5, 6), determine:
a) a relação R de A em B definida por
R = {(x, y) E A x B I y = X + 2};
b) o domínio e a imagem da relação R;
e) a relação R-1 inversa de R.
Dados os conjuntos A= {3, 4, 5) e B = {3, 4), escreva as relações
abaixo como conjunto de pares ordenados.
Em seguida, faça o diagrama de flechas, determine o domínio, o
conjunto imagem e a sua respectiva relação inversa.
a) R, = {(x, y) E A x B I x + y > 6}
b) R2 = {(x, y) E A x B IX= y}
e) R3 = {(x, y) E A X B I y > x}
d) R4 = {(x, y) E A x B IX+ 1 > y}
Relação de inclusão e implicação lógica
Vimos que uma propriedade pode ser expressa por um
conjunto. Vamos considerar A o conjunto dos elementos de
um certo universo U que possuem a propriedade p, e B o
conjunto dos elementos desse mesmo universo que pos
suem a propriedade q. Quando dizemos que:
p => q (p implica q ou p acarreta q),
estamos dizendo que A e B.
Exemplos:
1 Q) No universo dos números naturais, vamos considerar as
propriedades:
p: n é um número natural que termina com 3;
q: n é um número natural ímpar.
Então A = (3, 13, 23, 33, ... L
B = (1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ... } e p => q ou A e B.
2Q) Consideremos, no universo dos quadriláteros, as pro
priedades:
p: ser quadrilátero com quatro lados de m�pma medida;
q: ser quadrilátero com lados opostos paralelos.
Nesse caso, A é o conjunto dos losangos e B é o con
junto dos paralelogramos e, portanto, A e B. Logo,
p => q, ou seja, ser losango implica ser paralelogramo,
ou, ainda, se um quadrilátero é losango, então ele é
paralelogramo.
As várias leituras para a implicação
lógica
Há várias maneiras de ler a implicação lógica p => q:
p implica q ou p acarreta q;
se p, então q;
p é condição suficiente para ocorrer q;
q é condição necessária para ocorrer p;
todo elemento que possui a propriedade p possui a
propriedade q.
Assim, o nosso último exemplo pode ser lido das seguin-
tes maneiras:
ser losango implica ser paralelogramo;
ser losango acarreta ser paralelogramo;
se x é um losango, então x é um paralelogramo;
ser losango é condição suficiente para ser paralelogramo;
ser paralelogramo é condição necessária para ser losango;
todo losango é um para-
lelogramo (ou seja, o lo
sango é um caso particu
lar de paralelogramo).
• Todo retângulo é um
paralelogramo?
• Todo paralelogramo é um
retângulo?
Recíproca de uma implicação lógica
e equivalência
Dada a implicação p => q, chamamos de sua recíproca
a implicação q => p. Observe que nem sempre a recíproca
de uma implicação verdadeira é também verdadeira. No 2Q
exemplo dado anteriormente, temos que p => q é verdadei
ra, pois todo losango é um paralelogramo, mas sua recípro
ca q => p é falsa, pois nem todo paralelogramo é losango.
Quando a implicação p => q e sua recíproca q => p são
ambas verdadeiras, escrevemos p � q e lemos:
p é equivalente a q ou p se e somente se q ou p
é condição necessária e suficiente para q
Exemplo:
p: a propriedade de um número natural x ser igual a
2 (x = 2);
q: a propriedade de o dobro deste x ser igual a
4 (2x = 4).
Aula 1 Conjuntos Numéricos
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p =} q, pois, se x = 2, multiplicamos ambos os membros da
igualdade por 2 e obtemos 2x = 4.
q =} p, pois, se 2x = 4, dividimos ambos os membros da
igualdade por 2 e obtemos x = 2.
Assim, p =} q e q =} p são verdadeiras. Logo, p <=> q e
podemos escrever x = 2 <=> 2x = 4.
O correto é escrever x = 2 =} 2x = 4 ou se x = 2,
então 2x = 4. Não podemos escrever se x = 2 =} 2x = 4,
pois o símbolo=} significa 'implica' e não 'então'.
" Escreva, na forma de conjuntos, os silogismos:
a) Todo retângulo é paralelogramo.
Todo paralelogramo é quadrilátero.
Então, todo retângulo é quadrilátero.
b) Todo aluno pertence a uma classe.
Toda classe pertence a uma escola.
Então, todo aluno pertence a uma escola.
Escreva os conjuntos definidos pelas propriedades, a implicação
lógica e a inclusão de conjuntos:
a) Considerando o universo dos números reais:
p: n é um número natural par;
q: n é um número natural.
b) Considerando o universo
dos polígonos:
p: x é um trapézio;
q: x é um quadrilátero.
Todas as proposições
matemáticas são do tipo se
p então q.
Escreva todas as maneiras de ler a implicação p =} q sabendo que:
p: n é um número natural par;
q: n é um número escrito na forma n = 2m, com m E IN.
No exercício anterior, a recíproca q =} p é verdadeira? Em caso po
sitivo, como se escreve a equivalência das duas propriedades?
Contrapositiva
Já vimos que, se pé a propriedade que define o conjun
to A e q é a propriedade que define o conjunto B, dizer que
A e B é o mesmo que dizer que p =} q (p implica q).
Vamos representar por p' a negação de p e por q' a
negação de q. Assim, dizer que um objeto x goza da pro
priedade p' significa afirmar que x não goza da proprieda
de p (isso vale também para q'). Dessa forma, podemos
escrever a equivalência:
A e B <=> BC e AC
da seguinte maneira:
p =} q se, e somente se, q' =} p'
ou seja, a implicação p =} q (p implica q) é equivalente a
esta outra implicação, q' =} p' (a negação de q implica a
negação de p).
A implicação q' =} p' chama-se contrapositiva da impli
cação p =} q.
Exemplo:
Consideremos o universo U o conjunto dos quadriláteros
convexos, p a propriedade de um quadrilátero x ser losango
e q a propriedade de ser um paralelogramo. Assim, p' é a
propriedade que tem um quadrilátero convexo de não ser
um losango e q' a de não ser um paralelogramo. Logo:
(1) p =} q: Se x é um losango, então x é um paralelogramo.
(2) q' =} p': Se x não é um paralelogramo, então x não é um
losango.
As afirmações (1) e (2) são equivalentes, isto é, são
duas maneiras diferentes de dizer a mesma coisa.
O que é mesmo um polígono convexo?
Escreva a contrapositiva da implicação p =} q em que:
p: número natural maior do que 2, primo.
q: número natural maior do que 2, ímpar.
p =} q: se um número natural maior do que 2 é primo, então ele é
ímpar.
�O Escreva a contrapositiva da implicação:
"Se duas retas distintas (r e s) de um plano o: são perpendiculares a
uma terceira reta (t) desse plano, então elas (r e s) são paralelas."
s
ex
Escreva a contrapositiva da implicação:
"Se um número quadrado perfeito é par, então sua raiz quadrada é par."
Use a contrapositiva e demonstre, por absurdo, a propriedade do
exercício 30.
Aula 1 Conjuntos Numéricos
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1. (UFC-CE) Um banco de sangue catalogou 60 doadores assim distri
buídos:
• 29 com sangue tipo O.
• 30 com fator Rh negativo.
• 14 com fator Rh positivo e tipo sanguíneo diferente de O.
Determine quantos doadores possuem tipo sanguíneo diferente de O
e fator Rh negativo.
2. (Uece) Se P = {1, 2, 5, 7, 8}, então o número de elementos do
conjunto W = {(x, y) E P2 I x < y) é:
a)8. b) 9. e) 10. d) 11.
3. (UFS-SE) Considere os conjuntos:
A= {X E IR 11 < x ,e;; 3 ou 4 ,e;; x ,e;; 6)
B = {x E IR 11 ,;; x < 5 e x ,t, 3)
C={xEIRl2<x,;;4)
para analisar as afirmações que seguem.
O -O) B :::> C
1-1) AUB=[1,6]
2 -2) A n c = 12, 31
3 - 3) 8 - C = {x E IR 11 ,e;; x ,e;; 2 ou 4 < x < 5)
4 - 4) Se A é o complementar de A em relação ao universo IR,
5 -então 3 E A.
4. (Ufal/PSS) No universo IN, sejam A o conjunto dos números pares,
B o conjunto dos números múltiplos de 3 e C o conjunto dos núme
ros múltiplos de 5. Determine os 1 O menores números que perten
cem ao conjunto B - (A u C).
5. (UFMG) Considere o conjunto de números racionais
M = {�. i, �. i}. Sejam x o menor elemento de M e y o9 7 11 7
maior elemento de M. Então, é correto afirmar que:
5 4 3 4
a) x = 11 e y = 7 . e) x = 7 e y = 7 .
3 5 5 5
b) x = 7 e y = 9 . d) x = 11 e y = 9 .
6. (ITA-SP) Considere as seguintes afirmações sobre o conjunto
U = {O, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9):
1) 0 EU e n(U) = 10. Ili) 5 E U e {5) e U.
li) 0 e U e n(U) = 10. IV) {O, 1, 2, 51 n 15) = 5.
Pode-se dizer, então, que é (são) verdadeira(s):
a)apenas I e Ili.
b) apenas li e IV.
e) apenas li e Ili.
d) apenas IV.
e) todas as afirmações.
7. (Uece) Os subconjuntos X, Y e Z do conjunto dos números inteiros
positivos são constituídos pelos múltiplos de 6, 1 O e 15, respectiva
mente. O conjunto X n Y n Zé constituído pelos múltiplos inteiros
positivos de:
a) 30. e) 60.
b) 31. d)62.
8. (PUC-RJ) Sejam x e y números tais que os conjuntos { 1, 4, 5) e {x, y, 1)
sejam iguais. Então, podemos afirmar que:
a) x = 4 e y = 5. d) x + y = 9.
b)x ,t, 4. e)x < y.
c)y ,t, 4.
9. (UFPE) Numa pesquisa de mercado, foram entrevistados consumi
dores sobre suas preferências em relação aos produtos A e B. Os
resultados da pesquisa indicaram que:
• 310 pessoas compram o produto A;
• 220 pessoas compram o produto B;
• 11 O pessoas compram os produtos A e B;
• 510 pessoas não compram nenhum dos dois produtos.
Indique o número de consumidores entrevistados, dividido por 1 O.
10. (UFG-GO) Sejam os conjuntos A= {2n; n E "11.) e
B = (2n - 1; n E "11.). Sobre esses conjuntos, pode-se afirmar:
1) An B = 0
li) A é o conjunto dos números pares.
Ili) B UA= "11.
Está correto o que se afirma em:
a) 1 e li, apenas. d) Ili, apenas.
b) li, apenas. e) 1, li e Ili.
e) li e Ili, apenas.
11. (Unifor-CE) Na figura abaixo tem-se uma escala linear onde apare
cem destacados os números li - fi, X e li+ .Ji.
u
X
Se a distância entre li -fi e li+ fi é igual a 15 u, entãoo número X é:
a) 5li-fi.
b) 5li-5.Ji.
e) 5li-fi.5
d) li-5.Ji.5
e) 5li -5.Ji.5
12. (UFC-CE) Sejam M e N conjuntos que possuem um único elemento
em comum. Se o número de subconjuntos de M é igual ao dobro do
número de subconjuntos de N, o número de elementos do conjunto
M u Né:
a) o triplo do número de elementos de M.
b) o triplo do número de elementos de N.
e) o quádruplo do número de elementos de M.
d) o dobro do número de elementos de M.
e) o dobro do número de elementos de N.
13. (Vunesp) Um estudo de grupos sanguíneos humanos realizado com
1 000 pessoas (sendo 600 homens e 400 mulheres) constatou que
470 pessoas tinham o antígeno A, 230 pessoas tinham o
antígeno B
e 450 pessoas não tinham nenhum dos dois. Determine o número
de pessoas que têm os antígenos A e B simultaneamente.
Aula 1 Conjuntos Numéricos
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Objetivo desta Aula
Ao final desta aula, o aluno será capaz de:
Identificar os diferentes tipos de conjuntos numéricos e realizar operações.
Na teoria dos conjuntos, existem três noções aceitas sem definição: conjunto, elemento e pertinência.
Conjunto nos transmite a ideia de coleção. Por exemplo:
Conjunto das vogais do nosso alfabeto;
Conjunto das letras da palavra ARARA;
Conjuntos dos números ímpares positivos.
Imediatamente, pensaríamos nos conjuntos:
a) A = {a, e, i, o, u}
b) B = {a, r}
c) C = {1, 3, 5, 7, ...}
Você não deve esquecer que:
1) Os conjuntos são representados por letras MAIÚSCULAS do nosso alfabeto;
2) Os elementos são representados por letras minúsculas;
3) Os elementos de um conjunto são escritos entre chaves e separados por vírgulas. Note que não repetimos elementos em um conjunto e que a ordem dos elementos é irrelevante;
4) Na letra c, lançamos mão de um recurso, a saber (...), para indicar que não existe um último elemento nesse conjunto.
Cada membro de um conjunto é chamado de elemento.
/
Para mencionarmos que um elemento pertence a um determinado conjunto, utilizaremos a chamada relação de pertinência, que é definida como o elemento para um conjunto e é indicada pelo símbolo matemático ( (pertence). Quando o elemento não pertencer ao conjunto, utilizaremos o símbolo (.
Descrição de um conjunto:
a) Descrição pela enumeração de seus elementos: A = {a, e, i, o, u}
b) Descrição por compreensão: A = {x I x tem a propriedade P}
Podemos ainda ter o conjunto vazio e o conjunto unitário. O conjunto vazio é aquele que não apresenta elementos. Já o conjunto unitário é aquele que possui apenas um único elemento.
Para esclarecer melhor essa ideia, consideremos os exemplos:
Exemplo:
A = { x I x é uma pessoa com mais de 400 anos}
A = { x I x é um número primo par e positivo}
Quando tratamos de conjuntos, é necessário que deixemos claro quem é o nosso universo.
Por exemplo, se vou falar sobre jogadores de futebol, é importante deixar claro qual o clube; se vou comentar a respeito de palavras, é importante mencionar de que língua estamos falando, alunos de qual colégio, estados de qual país, etc.
Representamos o universo pela letra U.
CONJUNTOS IGUAIS
Quais são os conjuntos iguais?
Dois conjuntos são ditos iguais quando apresentam os mesmos elementos. Em outras palavras, podemos dizer que se todo elemento pertencente a um conjunto A pertence também a um conjunto B e vice-versa, então A = B. Em símbolos, poderíamos escrever:
A = B ( ((x)(x ( A ( x ( B)
A = {1, 3, 5} e B = {5, 3, 1}; logo A = B
A = {r, o, m, a} e B = {a, m, o, r}; logo A = B
SUBCONJUNTOS
Dizemos que um conjunto A é subconjunto de um conjunto B se todo elemento pertencente ao conjunto A pertence também ao conjunto B.
Obs.: Dizer que um conjunto A é subconjunto de conjunto B é o mesmo que dizer:
1) A está contido em B (relação de inclusão); utilizamos o símbolo (.
2) A é uma parte de B. Simbolicamente: A ( B ( ((x)(x ( A ( x ( B)
Obs.: A relação de inclusão é definida para dois conjuntos. O conjunto vazio {(} é subconjunto ( (não está contido).
Exemplos: {1, 2, 3} ( {1, 2, 3, 4, 5} e {1, 2, 3} ( {2, 3, 4, 5, 6}
Operações com conjuntos:
a) União ou Reunião
Dados dois conjuntos A e B, denominamos união de A e B ao conjunto formado pelos elementos que pertencem pelo menos a um dos conjuntos A ou B.
Simbolicamente: A ( B = {x | x ( A ou x ( B}
Propriedades da união
a) A ( A = A (idempotente)
b) A ( ( = A (elemento neutro)
c) A ( B = B ( A = (comutativa)
d) (A ( B) ( C = A ( (B ( C) (associativa)
b) Interseção de conjuntos
Dados dois conjuntos A e B, denominamos de inter-seção entre A e B e representamos por A ( B ao conjunto formado pelos elementos que pertencem simultaneamente a A e B. Simbolicamente:
A ( B = {x | x ( A e x ( B}
Observação: Quando a interseção entre dois conjuntos é vazia, dizemos que os dois conjuntos são disjuntos.
Propriedades da interseção
Sendo A, B e C conjuntos quaisquer, valem as seguintes propriedades:
a) A ( A = A (idempotente)
b) A ( U = A (elemento neutro)
c) A ( B = B ( A( comutativa)
d) A ((B ( C) = (A ( B) ( C (associativa)
Obs.: Quando a interseção entre dois conjuntos: é vazia, dizemos que os dois conjuntos são disjuntos.
Exemplos: Dados os conjuntos:
A= {1, 2, 5, 6} e B = {1, 5, 9, 10}
Temos: A U B = {1, 2, 5, 6, 9, 10} e A ( B = {1, 5}
c) Diferença de conjuntos
Dados dois conjuntos A e B, chama-se diferença entre A e B o conjunto formado pelos elementos de A que nâo pertencem a B.
Simbolicamente:
A – B = { x l x ( A e x ( B}
Exemplos:
1) {1, 3, 5, 6} – {2, 3, 6} = {1, 5}
2) {1, 2, 3, 4, 5, 6} – {2, 3, 4, 5, 6, 7, 8} = {1}
3) {a, b, c} – {c, a, b} = { }
d) Complementar de B em relação à A
Dados dois conjuntos A e B, tais que B ( A, chama-se complementar de B em relação à A o conjunto A – B, isto é, o conjunto dos elementos de A que não pertencem a B.
Exemplo:
A = {1, 2, 3, 4, 5, 6) e B = {1, 2, 3, 4}
B = {5, 6}
CONJUNTOS NUMÉRICOS
Conjunto dos números naturais
ℕ = {0, 1, 2, 3, ...}
Nesse conjunto são definidas duas operações fundamentais: a adição e a multiplicação. Isso significa que, dados dois números naturais, a e b, é sempre possível encontrar um outro número natural c = a + b e também um número c = a × b.
Propriedades: para todos a, b e c naturais temos:
1) (a + b) + c = a + (b + c) (associativa)
2) a + b = b + a (comutativa)
3) a + 0 = a (elemento neutro da adição)
4) (ab)c = a(bc) (associativa da multiplicação)
5) ab = ba (comutativa da multiplicação)
6) a × 1 = a (elemento neutro da multiplicação)
7) a(b + c) = ab + ac (distributiva da multiplicação em relação à adição)
Observe que a subtração nem sempre é possível no conjunto dos números naturais, o que justifica a ampliação do conjunto ℕ.
Conjunto dos números inteiros
Z = {...–3, –2, –1, 0, 1, 2, 3,...}
Subconjuntos de ℤ
ℤ + = {0, 1, 2, 3, ...} = ℕ (conjunto dos números inteiros não negativos)
ℤ– = {0, –1, –2, –3,...] (conjunto dos números inteiros não positivos)
ℤ* = {... –3, –2, –1, 1, 2, 3,...} (conjunto dos inteiros não nulos)
Conjunto dos números racionais
ℚ = {x l x = , a ( ℤ e b ( ℤ*}
Número racional é todo número que pode ser escrito em forma de fração. São exemplos de números racionais:
a) Todo número natural;
b) Todo número inteiro;
c) Os números decimais exatos;
d) As dízimas periódicas.
Conjunto dos números racionais
Dízimas periódicas simples
1/3= 0,333... (período 3)
2/7= 0,285714285714… (período 285714)
Cálculo da fração geratriz de uma dízima periódica simples
a) Vamos calcular a fração geratriz da dízima 0,444...
Seja x = 0,444... multiplicando os dois membros da equação por 10, teremos:
10x = 4,444… Subtraindo da segunda equação a primeira teremos:
10x – x = 4,444… –0,444...
9x = 4
x = 4/9
Obs.: Note que o fato de multiplicarmos a equação por 10 ocorre porque a dízima apresenta apenas 1 algarismo no seu período. Se o período fosse composto de dois algarismos, multiplicaríamos por 100 e assim por diante. Veja o próximo exemplo:
Vamos calcular a fração geratriz da dízima 0,343434...
Seja x = 0,343434...
Multiplicando os dois membros da equação por 100, teremos:
100x = 34,3434...
Subtraindo da segunda equação a primeira, teremos:
100x – x = 34,3434… –0,3434...
99x = 34 ⇒ x = 34/99
Regra para determinação da fração geratriz de uma dízima periódica: escrevemos uma fração onde o numerador é o período e o denominador é formado por um número que possui somente algarismos nove tanto quanto forem os algarismos do período.
Exemplos:
1) 0,111... = 1/9
2) 0,525252... = 52/99
3) 2,345345345... = 2 + 345/999
Dízima periódica composta
São aquelas
que apresentam um algarismo ou um grupo de algarismos antes do período.
Exemplos:
1) 0,2333…
2) 0,12444…
3) 0,3451212...
Para determinarmos a fração geratriz de uma dízima periódica composta, podemos utilizar o mesmo recurso utilizado para as simples. Vejamos:
1) 0,2333...
x = 0,2333... (multipliquemos a equação por 10 com a finalidade de transformar a dízima composta em simples)
10x = 2,333... (multipliquemos por 10, pois a dízima simples possui um único algarismo no período) (I)
100x = 23,333… (II)
De (II) – (I): 100x – 10x = 23,333… –2,333...
90x = 21
x = 21/90 = 7/30
2) x = 0,12444… (multipliquemos a equação por 100 com o propósito de transformar a dízima composta em simples)
100x = 12,444... (I) (multipliquemos a equação por 10, pois a dízima tem um algarismo no período)
1.000x =124,44...(II)
De (II) – (I): 1.000x – 100x = 124,444… –12,444...
900x = 112
x = 112/900 = 28/225
Regra para determinação de uma dízima periódica composta
A geratriz de uma dízima periódica composta é uma fração que tem para numerador a diferença entre a parte não periódica seguida de um período e a parte não periódica, e para denomina-dor um número formado de tantos noves quantos forem os algarismos do período seguido de tantos zeros quantos forem os algarismos da parte não periódica.
Ex:
a) 0,2333... x = 23 – 2/90 = 21/90 = 7/30
b) 0,123434... x = (1234 – 12)/9900 = 1222/9900
Números Irracionais
Existem números cuja representação decimal é infinita, mas não é periódica. Esses números são chamados de números irracionais. A união do conjunto dos números racionais com o conjuntos dos números irracionais nos fornece o conjunto dos números reais.
ℝ = ℚ ( 𝕀
1) 1,2345678910111213…
2) 3,40400400040000400000…
Operações com intervalos
Sejam os intervalos A = [1, 5[ e B = ]-1, 2], vamos determinar: A ∪ B
A ( B = ]-1, 5[
A ( B = [1, 2]
SÍNTESE DA AULA
Nessa aula você:
● Aprendeu a reconhecer os principais conjuntos numéricos, bem como a realizar operações entre esses conjuntos. Aprendeu ainda as relações de pertinência e inclusão e a diferença entre elas.
LIVRO — SAIBA MAIS
1. CONJUNTOS NUMÉRICOS
O estudo introdutório de conjuntos numéricos se torna necessário e importante ao aluno porque fornece a base para a construção do conhecimento da disciplina de Matemática, sendo imprescindível para algumas áreas profissionais, tais como Engenharia, Física, Arquitetura, entre outras. As construções apresentadas acompanharão o aluno ao decorrer de toda a sua formação acadêmica. Intuitivamente, sabemos que conjuntos são coleções de elementos. Neste capítulo apresentaremos os principais conceitos da teoria de conjuntos. Aqui, nomearemos todos os conjuntos com letras maiúsculas, e seus elementos, com letras minúsculas.
OBJETIVOS
Apresentar os conjuntos numéricos dos naturais, inteiros, racionais e reais;
Realizar e compreender as operações com conjuntos;
Apresentar a noção de intervalo numérico; e
Realizar e compreender as operações com intervalos.
1.1 Noções Elementares
Os conjuntos que conhecemos são geralmente representados com chaves {} ou por diagramas de Venn. Utilizaremos, neste livro, a representação com chaves.
EXEMPLO
Você conhece a série de Fibonacci? A = {1, 1, 2, 3, 5, 8} é o conjunto dos seis primeiros números desta série, a qual dá origem à famosa proporção áurea. Você sabia que a proporção áurea foi utilizada por Leonardo da Vinci no quadro Mona Lisa?
1.2 Conjuntos Importantes
Vamos, agora, apresentar a definição de alguns conjuntos que serão importantes ao longo do curso. Tome nota, pois eles serão citados em vários momentos.
I. O conjunto vazio – ∅ – é aquele que não tem nenhum elemento.
(Cuidado! A notação pode pregar peças. Por exemplo: o conjunto representado por B = (∅) não é vazio. Ele tem um elemento, que é o ∅.
II. Conjunto unitário é aquele que tem apenas um elemento. Então, o conjunto B = (∅), apresentado anteriormente, na verdade é um conjunto unitário!
III. Conjunto universo é um conjunto ao qual pertencem todos os elementos em questão.
IV. Dois conjuntos, A e B, são ditos iguais quando todos os seus elementos são iguais. Então, um conjunto A = {1, 2, 7} e um conjunto B = {2, 7, 1} são ditos iguais, uma vez que têm os mesmos elementos.
V. A é dito subconjunto de B se, e somente se, todo elemento de A também pertencer a B. Utiliza-se a notação A ⊂ B (lê-se “A está contido em B”).Temos duas propriedades importantes para os subconjuntos:
a) (A ⊂ B e B ⊂ A) ⇒ A = B
b) (A ⊂ B e B ⊂ C) ⇒ A ⊂ C
VI. Dois conjuntos são ditos disjuntos quando não há nenhum elemento comum entre eles. Sendo assim, se D = {11, 13, 15} e E = {12, 14, 16}, então os conjuntos D e E são disjuntos.
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Tome os conjuntos A = {7, 12} e C = {12}. Sabendo que A ⊂ B, determine a relação entre
B e C.
Solução:
Veja que, como todos os elementos de C pertencem a A, então C ⊂ A. Concorda?
Então, pela propriedade apresentada, devemos ter que C ⊂ B.
1.2.1 Operações com Conjuntos
Agora que já conhecemos os principais tipos de conjuntos, vamos aprender as operações que podem ser efetuadas com eles.
I. A união (∪) de dois conjuntos é formada por todos os elementos que pertencem a A ou B. Temos A∪B = {x | x ∈ A ou x ∈ A} (lê-se “A união B é igual a x, tal que x pertence a A ou x pertence a B”). Se, por exemplo, tivermos A = {13, 21, 24} e B = {8, 55, 89}, então a união entre os conjuntos A e B será dada por A∪B = {8, 13, 21, 34, 55, 89}.
II. A interseção (∩) de dois conjuntos é formada por todos os elementos que pertencem, simultaneamente, a A e B. Temos A ∩ B = {x | x ∈ A e x ∈ B} (lê-se “A interseção B é igual a x, tal que x pertence a A e x pertence a B”). Note que, caso a interseção entre dois conjuntos seja vazia, então esses conjuntos são ditos disjuntos, conforme vimos anteriormente! Você concorda? Então, analisando os conjuntos A = {13, 21, 23}, B = {8, 55, 89} e C = {13, 34, 55}, temos que A∩B = {13, 34}, que B ∩ C = {55} e, como acabamos de definir, A∩B = ∅. Não se esqueça de que A ∩ B = {∅} e A ∩ B = ∅ não representam a mesma coisa. Dizer que A ∩ B = {∅}, nesse caso, seria afirmar que A e B têm o elemento ∅ em comum, o que, neste caso, não é verdade.
III. Define-se diferença entre A e B o conjunto dos elementos de A que não pertencem a B. Temos A – B = {x | x ∈ A e x ∉ B} (lê-se “A menos B é igual a x, tal que x pertence a A e x não pertence a B”). O conjunto A – B é, também, conhecido como complementar de A em relação a B (CAB), se B⊂A. O complementar de A em relação ao universo U é representado por AC.
EXEMPLO
Se tivermos A = {1, 3, 5, 7, 9} como o conjunto dos cinco primeiros números ímpares e B = {1, 2, 3, 5, 7} como o conjunto dos cinco primeiros números primos, como ficarão as operações entre eles?
Solução: Teremos, desse modo:
— A ∪ B = {1, 2, 3, 5, 7, 9}, de modo que na união constem todos os elementos que estão tanto em A quanto em B;
— A ∩ B = {1, 3, 5, 7}, de forma que na interseção estejam apenas os elementos em comum entre A e B;
— A – B = {9}, uma vez que o único elemento que está em A mas não está em B é o número 0; e
— B – A = {2}, uma vez que o único elemento que está em B mas não está em A é o número 2.
Já conhecemos os principais conjuntos e as operações que são possíveis de executar. Agora, veremos as propriedades inerentes aos conjuntos. É sugerido que você não apenas leia cada propriedade, mas tente imaginar o porquê de ela ser válida. Aqui, haverá exercícios após as propriedades mais complexas, de modo a tornar seu entendimento mais palpável.
Sejam A, B e C três conjuntos arbitrários e U o conjunto universo, temos:
I. A ∪ B = A;
II. A ∪ ∅ = A;
III. A ∪ U = U;
IV. A ∩ A = A;
V. A ∩ ∅ = ∅;
VI. A ∩ U = A;
VII. A ∪ B = B ∪ A;
VIII. (A ∪ B) ∪ C = A ∪ (B ∪ C) = A ∪ B ∪ C;
IX. A ∩ B = B ∩ A;
X. A ∩ B (B ∩ C) = (A ∩ B) ∩ C) = A ∩ B ∩ C;
XI. A ∪ (B ∩ C) = (A ∪ B) ∩ (A ∪ C);
XII. A ∩ B (B ∪ C) = (A ∩ B) ∪ (A ∩ C);
XIII. A
∩ (B – C) = (A ∩ B) – (A ∩ C);
XIV. AC ∩ A = ∅;
XV. UC = ∅ e ∅C = U;
XVI. (AC)C = A;
XVII. A – B = A ∩ BC = BC – AC;
XVIII. (A ∪ B)C = AC ∩ BC;
XIX. (A ∩ B)C = AC ∩ BC;
XX. A ∪ B = AC ∩ BC)C;
XXI. A ∪ B = A ∪ (B – (A ∩ B)) = A ∪ (AC ∩ B);
XXII. AC ∩ A = ∅;
XXIII. UC = ∅ e ∅C = U;
XXIV. (AC)C = A;
XXV. A – B = A ∩ BC = BC – AC;
XXVI. (A ∪ B)C = AC ∩ BC;
XXVII. (A ∩ B)C = AC ∪ BC;
XXVIII. A ∪ B = AC ∩ BC)C;
XXIX. A ∪ B = A ∪ (B – (A ∩ B)) = A ∪ (AC ∩ B).
XXX. A ∩ B = (AC ∪ BC)C.
XXXI. A = A ∪ (A ∩ B) = A ∩ B) ∪ (A – B).
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Exercício para verificar as propriedades XI e XII:
Sejam A = {1, 3, 5, 7}, B = {1, 2, 3, 5} e C = {2, 4, 6, 8}. Calcule:
a) A ∪ B =
b) A ∪ C =
c) B ∪ C =
d) A ∩ B =
e) A ∩ C =
f) B ∩ C =
g) A ∩(B ∩ C) =
h) A ∩(B∪C) =
i) (A ∪ B) ∩ (A ∪ C) =
j) (A ∩ B) ∪ (A ∩ C) =
k) B – C =
l) A ∩ (B – C) =
m) (A ∩ B) – (A ∩ C) =
Exercício para verificar as propriedades XXI a XXIII:
Sejam A = {1, 3, 5, 79}, B = {1, 2, 3, 5, 7} e U = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 910}. Encontre:
a) AC =
b) BC =
c) A ∪ B =
d) A ∩ B =
e) A – B =
f) B – (A ∩ B) =
g) AC ∩ B =
h) A ∪ (B – (A ∩ B)) =
i) A ∪ (AC ∩ B)
j) AC ∪ BC =
k) (AC ∪ BC)C =
l) A ∪ (A ∩ B) =
m) A ∩ (A ∪ B) =
n) (A ∩ B) ∪ (A – B) =
1.3 Principais conjuntos numéricos
Agora, vamos tratar dos principais conjuntos numéricos. São eles: Naturais ℕ, Inteiros ℤ, Racionais ℚ e Reais ℝ. Veremos, ainda, que ℕ ⊂ ℤ ⊂ ℚ ⊂ ℝ.
1.3.1 Conjunto dos Naturais ℕ
O conjunto dos números Naturais, ℕ, é o conjunto fundamental dos números que conhecemos desde que aprendemos a contar. Você lembra? Ele é definido por:
ℕ = {0, 1, 2, 3, ...}
Este conjunto apresenta as seguintes propriedades:
A. Relacionadas à adição:
I. Associativa: (a + b) + c = a + (b + c), ∀a, b, c, ∈ ℕ. (1)
II. Comutativa: a +b = b + a, ∀a, b, ∈ ℕ. (2)
III. Elemento neutro: a + 0 = a, ∀a ∈ ℕ. (3)
B. Relacionadas ao produto:
I. Associativa: (ab) c = a (bc), ∀a, b, c ∈N. (4)
II. Comutativa: ab = ba, ∀a, b ∈ ℕ. (5)
III. Elemento neutro: a ( 1 = a, ∀a ∈ ℕ. (6)
Temos, ainda, uma propriedade do produto em relação à adição:
I. Distributiva: a(b + c) = ab + ac, ∀a, b, c, ∈ ℕ. (7)
Conseguiu lembrar-se de todas? Elas representam todas as operações fundamentais do conjunto dos Naturais. Tome nota e não se esqueça dessas propriedades! Elas são válidas para todos os próximos conjuntos!
1.3.2 Conjunto dos Inteiros (ℤ)
O conjunto dos números Inteiros, ℤ, é aquele que aprendemos quando vimos, pela primeira vez, o que são números negativos. O conjunto Z é definido por:
ℤ = {..., –3, –2, –1, 0, 1, 2, 3, ...}
Pelo fato de o conjunto dos Naturais ser subconjunto de ℤ, é interessante definir os seguintes subconjuntos:
I. Inteiros não negativos: ℤ+ = N = {0, 1, 2, 3, ...}
II. Inteiros não positivos: ℤ– = {..., –3, –2, –1, 0}
III. Inteiros não nulos: ℤ* = {..., –3, –2, –1, 1, 2, 3, ...}
IV. Inteiros positivos: ℤ+* = {1, 2, 3, ...}
V. Inteiros negativos: ℤ–* = {–1, –2, –3, ...}
Você se lembra das propriedades (1) a (7)? Como foi dito anteriormente, elas também são válidas em Z! Há, ainda, uma propriedade que não existe no conjunto dos Naturais. Nos Inteiros, temos:
I. Simétrico ou oposto aditivo: a + (–a) = 0 ∀a ∈ ℤ. (8)
Agora, você concorda que podemos definir a subtração?
Fazemos a – b = a + (–b), a, b ∈ ℤ. Agora já temos adição, multiplicação e subtração, certo? Dê um palpite. Qual das quatro operações ainda não pôde ser definida? Se você pensou na divisão ou quociente, acertou! Sua definição só foi possível com o surgimento do conjunto dos Racionais ℚ.
1.3.3 Conjunto dos Racionais (ℚ)
A partir de agora, iremos tratar de números que podem ser representados por frações da forma q = a ( ℤ, b ( ℤ* (Isso mesmo, o número b deve ser diferente de zero!), com as seguintes definições:
Na fração , a é o numerador e b é o denominador (Guarde esses nomes!)
Você irá precisar lembrar deles!). Se a e b forem primos entre si, isto é, se m.d.c. (a, b) = 1, então a fração será denominada irredutível.
Aqui, são válidas as propriedades (1) a (8), e define-se, ainda, a seguinte:
I. Simétrico ou inverso multiplicativo:
Agora, finalmente, podemos definir a operação de quociente ou divisão, fazendo , sendo as duas frações não nulas.
Segue um questionamento: todos os números podem ser escritos em forma de fração? Como você escreveria , para a e b inteiros? Não conseguiu?
Isso se deve ao fato de ainda não termos apresentado o conjunto dos Irracionais!
1.3.4 Conjunto dos Irracionais 𝕀
Para contemplar os números que não podem ser escritos em forma de fração, criou-se o conjunto dos Irracionais 𝕀. Este conjunto abrange os números como (2, π, e etc. Agora conseguimos representar todos os números que conhecemos, certo?
1.3.5 Conjunto dos Reais ℝ
O conjunto dos números Reais é formado pela união do conjunto dos números racionais ℚ com o conjunto dos números Irracionais 𝕀.
Para os números Reais, valem todas as propriedades apresentadas nesta seção (isso, aquelas que já vimos) e podemos representá-los por pontos sobre uma reta, chamada reta real.
/
Você notou que existem números positivos e negativos? Números inteiros, fracionários e outros que não podem ser nem um nem outro? O conjunto dos Reais abrange todos estes!
Introduzimos, aqui, dois conceitos que são amplamente utilizados na matemática.
a) Intervalos:
São subconjuntos dos números reais. Há quatro possibilidades:
I. Intervalo fechado: [a, b]
II. Intervalo aberto: (a, b)
III. Intervalo fechado à esquerda e aberto à direita: [a, b)
IV. Intervalo aberto à esquerda e fechado à direita: (a, b]
Se a e b forem finitos, diz-se que os intervalos acima são limitados. Nestes, o número a é denominado ínfimo ou extremo inferior do intervalo, enquanto b é denominado supremo ou extremo superior.
Se a → ∞ e/ou b → ∞, diz-se que o intervalo é ilimitado.
b) Módulo ou valor absoluto de um número real:
Chamamos de módulo |x| de um número real x a sua distância à origem do sistema de coordenadas. Sua definição matemática é:
Então, de fato, o módulo representa quanto o número está longe do zero. Você concorda? Como consequência disso, pelo fato de o módulo representar a distância de x à origem, devemos ter |x| ≥ ∀0, x ∈ ℝ.
Seguem suas propriedades:
I. |x| = |–x|.
II. |x2| = |x2|.
III. |a ( b| = |a| ( |b|.
V. |a – b| = |b – a|.
VI. |a + b| ≤ |a| + |b|.
VII. Se a > 0, |x| = a ⇔ x = ± a.
VIII. Se a > 0, |x| < a ⇔ –a < x < a.
IX. Se a > 0, |x| > a ⇔ x < – a ou x > a.
1.4 Relações
1.4.1 Par ordenado
Par ordenado é todo conjunto composto por dois elementos. Um par ordenado composto pelos elementos a e b é representado por (a, b). Por definição, teremos (a, b) = (c, d) ⇔ a = c e b = d. Tudo certo até aqui? Então, se forem iguais, o primeiro termo será igual ao primeiro, e o segundo será igual ao segundo.
1.4.2 Sistema Cartesiano
Um sistema cartesiano é composto por dois eixos (x e y, neste caso), perpendiculares no ponto O, definindo um plano que contém o ponto P. Abaixo, temos a representação do plano cartesiano.
/
Definimos x0 como abscissa de P, Y0 como ordenada de P, o par ordenado (x0, y0) como as coordenadas de P, o eixo das abscissas como o eixo x, o eixo das ordenadas como o eixo y e O como a origem do sistema. Dê um palpite. Essas retas x e y deverão ser representadas em que conjunto? Se você pensou nos Reais, acertou.
Ainda, definimos como produto cartesiano de A por B o conjunto A X B cujos elementos são pares ordenados (x, y) tais que x ∈ A e y ∈ B. Assim, A X B = {(x, y) | x ∈ A e y ∈ B}.
1.4.3 Relação binária e relação inversa
Define-se a relação binária R de A (conjunto de partida) em B (conjunto de chegada ou contradomínio) como todo subconjunto de A X B. Ou seja, R é a relação binária de A em B ⇔ R ⊂ A X B.
Dado um par ordenado (x, y), caso ele pertença à relação R, escrevemos (x, y) ∈ R ⇔ x R y.
Da mesma forma, definimos relação inversa R–1
= {(y, x) ∈ B X A | B X A | (x, y) ∈ R}.
ATIVIDADES
1. Sendo A = (– ∞, –1), B = (–5, –2) e C = (–1, 4), obtenha:
a) A ∩ B =
b) A ∪ B =
c) A ∩ C =
2. Quais das proposições abaixo não são verdadeiras?
a) N ⊂ Z ⊂ Q
b) Z ∩ I = ∅
c) Z ⊃ Q
d) {0} ⊂ Q
e) Q+* ∩ Z = N
f) Q ∩ R = Q
3. Determine os conjuntos A ∪ B e A ∩ B, sendo A = (–3, 1) e B = {x ∈ R | 0 ≤ x < 2}.
4. Sendo E = {x ∈ R | – 3 ≤ 3 ≤ x < 1}, F = {x ∈ R | x ≤ 3} e G = {x ∈ R | 1 < x ≤ 5} determinar:
a) E ∩ F.
b) E ∪ F.
c) F ∩ G.
d) F ∪ G.
e) E ∩ G.
f) E ∪ G.
5. As revistas mais vendidas em uma banca de jornal, num certo mês, foram A, B e C. O jornaleiro constatou que as vendas do mês estavam de acordo com a tabela abaixo:
a) Quantas revistas foram compradas nesse mês?
b) Dentre os consumidores de A, B e C, quantos compraram apenas duas dessas revistas?
c) Quantos não compraram a revista C?
d) Quantos não compraram a revista B nem a revista C?
6. Dos 30 alunos de um pré-vestibular, sabe-se que 18 são do sexo masculino, 13 são maiores de idade e 7 são mulheres menores de idade. Quantos candidatos masculinos são menores de idade?
7. Considere os seguintes subconjuntos de números naturais:
N = {0, 1, 2, 3, 4, ...}
P = {x ∈ N | 6 ≤ x ≤ 20}
A = {x ∈ P | x é par}
B = {6, 8, 12, 16}
C = {x ∈ P | x é múltiplo de 5}
O número de elementos do conjunto (A – B) ∩ C é:
A 2
B 3
C 4
D 5
8. Considere três conjuntos, A, B e C, tais que: n(A) = 28 ( n(B) = 21 ( n(C) = 20, n(A∩B) = 8, n (B∩C) = 9, n (A∩C) = 4 e n(A ∩ B ∩ C) = 3. Assim sendo, o valor de n ((A∪B ∩ C) é:
A 3
B 10
C 20
D 21
9. A e B são dois conjuntos tais que A – B tem 30 elementos, A ∩ B tem 10 elementos e A∪B tem 48 elementos. Então, o número de elementos de B – A é:
A 8
B 10
C 12
D 18
10. Em uma pesquisa de opinião, foram obtidos estes dados:
600 entrevistados usam a pasta de dente da marca A.
825 entrevistados usam a pasta de dente da marca B.
525 entrevistados usam a pasta de dente da marca C.
180 entrevistados usam as pastas de dente das marcas A e B.
225 entrevistados usam as pastas de dente das marcas A e C.
285 entrevistados usam as pastas de dente das marcas B e C.
105 entrevistados usam as pastas de dente das três marcas.
135 pessoas entrevistadas não usam as pastas de dente de nenhuma das três marcas.
Considerando os dados acima, quantas pessoas foram entrevistadas?
11. Foi feito um levantamento com as 200 crianças de uma escola. Em uma conversa com os pais sobre o histórico de doenças das crianças, foi verificado que 132 já tiveram catapora, 100 já tiveram sarampo e 46 já tiveram as duas doenças. Com base nos dados anteriores, pergunta-se:
a) Quantos crianças não tiveram catapora?
b) Quantos crianças não tiveram sarampo?
c) Quantas crianças não tiveram nenhuma das duas doenças?
12. (UFPA – 2007) Um professor de Matemática, ao lecionar Teoria dos Conjuntos em uma certa turma, realizou uma pesquisa sobre as preferências clubísticas de seus n alunos, tendo chegado ao seguinte resultado: 23 alunos torcem pelo Paysandu Sport Club; 23 alunos torcem pelo Clube do Remo; 15 alunos torcem pelo Clube de Regatas Vasco da Gama; 6 alunos torcem pelo Paysandu e pelo Vasco; 5 alunos torcem pelo Vasco e pelo Remo. Se designarmos por A o conjunto dos torcedores do Paysandu, por B o conjunto dos torcedores do Remo e por C o conjunto dos torcedores do Vasco, todos da referida turma, teremos, evidentemente, A∩B = ∅. Concluímos que o número n de alunos desta turma é:
A 49
B 50
C 47
D 45
E 46
13. Se A ⊄ B e B = {10, 23, 12, {1, 2}, então A pode ser:
A {10}
B {1}
C {10, 23, 12}
D {15, 12} ∩ {13, 12}
E {10, 23, 12, {1, 2}
14. Se A ⊂ B e B = {10, 23, 12, {1, 2}}, então A∪B é:
A ∅
B {1}
C {10, 23, 12}
D {15, 10} ∩ {13, 10}
E {10, 23, 12, {1, 2}}
15. (UFMG – 2007) Uma escola realizou uma pesquisa sobre os hábitos alimentares de seus alunos. Alguns resultados dessa pesquisa foram: 82% do total de entrevistados gostam de chocolate; 78% do total de entrevistados gostam de pizza; e 75% do total de entrevistados gostam de batata frita. Então, é CORRETO afirmar que, no total de alunos entrevistados, a porcentagem dos que gostam, ao mesmo tempo, de chocolate, de pizza e de batata frita é, pelo menos, de:
A 25%
B 30%
C 35%
D 40%
16. (FEI-SP – 2006) Sejam os conjuntos numéricos A = {2, 4, 8, 12, 14}; B = {5, 10, 15, 20,
25} e C + {1, 2, 3, 18, 20} e ∅ o conjunto vazio. É correto afirmar que:
A B ∩ C = ∅
B A – C = {–6, 1, 2, 4, 5}
C A ∩ C = {1, 2, 3, 4, 8, 12, 14, 20}
D (A – C) ∩ (B – C) = ∅
E A ∪ C = {3, 6, 11, 20, 34}
17. (UFPA – 2008) Feita uma pesquisa entre 100 alunos, do ensino médio, acerca das disciplinas português, geografia e história. Constatou-se que 65 gostam de português, 60 gostam de geografia, 50 gostam de história, 35 gostam de português e geografia, 30 gostam de geografia e história, 20 gostam de história e português e 10 gostam dessas três disciplinas.
O número de alunos que não gostam de nenhuma dessas disciplinas é:
D 15
A 0
E 20
B 5
C 10
18. (UEA – 2005) Quantos são os subconjuntos de {1, 2, 3, 4, 5, 6} que contêm pelo menos um múltiplo de 3?
A 32
B 36
C 48
D 60
E 64
19. (UERGS – 2005) Oitenta alunos de uma sala de aula responderam às duas questões de uma prova, verificando-se os seguintes resultados:
I. 30 alunos acertaram as duas questões.
II. 52 alunos acertaram a 1ª questão.
III. 44 alunos acertaram a 2ª questão.
Nessas condições, conclui-se que:
A nenhum aluno errou as duas questões.
B 36 alunos acertaram somente uma questão.
C 72 alunos acertaram pelo menos uma questão.
D 16 alunos erraram as duas questões.
E não é possível determinar o número de alunos que erraram as duas questões.
20. (Ibmec-SP – 2008) Todos os candidatos inscritos num vestibular escolheram na ficha de inscrição que preencheram uma única entre as três seguintes situações prévias (em relação ao ano anterior): frequentou um cursinho, acabou de sair do ensino médio ou estudou sozinho. Por um erro no processamento dos dados, foi gerado um relatório sobre essas respostas apenas com as seguintes informações:
800 não fizeram cursinho,
1200 não acabaram de sair do ensino médio,
1500 não ficaram estudando sozinhos durante o último ano.
Com isso, conclui-se que o número total de inscritos foi igual a:
A 1.250.
B 1.750.
C 2.500.
D 3.500.
E 4.750.
21. (Ibmec-SP – 2007) Em certo país, sabe-se que:
todo médico usa roupa branca;
nem todas as pessoas que usam roupa branca trabalham em hospitais.
Uma pessoa faz as afirmações seguintes referindo-se a esse país:
I. Somente médicos trabalham em hospitais;
II. Existem médicos que não trabalham em hospitais;
III. Algumas pessoas que trabalham em hospitais não usam roupa branca.
Pode-se concluir que é (são) necessariamente verdadeira(s):
A as afirmações II e III.
B a afirmação III.
C a afirmação II.
D a afirmação I.
E nenhuma das três afirmações.