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08/09/2016 
1 
Introdução à Cinesioterapia 
Prof. Marcelo Grandini Spiller 
Cinesioterapia 
Fisioterapia 
Cinesioterapia 
• Termo originário da cinemática – parte da física que 
estuda o movimento que, associado a terapia fornece a 
definição da terapia pelo movimento. 
 
• Corpo humano: formado por vários tipos de alavancas e, 
a partir das ações osteomioarticulares, realizam-se os 
mais variados tipos de movimentos (alguns de extrema 
simplicidade e outros muito sofisticados). 
 
Doenças 
• Neurológica, cardiovascular, reumatológica, óssea, pulmonar, 
traumas de diversas etiologias; 
 
• Indivíduo deixa de realizar movimentos de forma parcial ou 
até mesmo total, perdendo sua funcionalidade, sua 
autonomia como pessoa. 
 
• Fisioterapia: por meio dos conhecimentos de cinemática, 
cinesiologia e biomecânica, utiliza de forma fundamental a 
terapia por movimento ou o movimento terapêutico para a 
recuperação funcional do indivíduo, sempre pensando de 
forma ampla e não só na sequela apresentada. 
 
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2 
Exercício Terapêutico 
• “O exercício terapêutico é uma das ferramentas chave que um 
fisioterapeuta usa para restaurar e melhorar o bem estar 
musculoesquelético ou cardiopulmonar do paciente” (KISNER & 
COLBY, 1998). 
 
Exercícios Terapêuticos Passivos 
• O fisioterapeuta realiza os movimentos perdidos pelo 
paciente, pois nessa fase o paciente não consegue realizá-los; 
• É uma parte inicial do tratamento, mas importante para que o 
paciente não perca trofismo, mantenha o comprimento das 
fibras musculares, não perca o movimento articular e 
mantenha o estímulo cortical do movimento a ser 
recuperado. 
 
Exercícios Terapêuticos Ativo Assistidos 
• O paciente já apresenta algum vestígio real do movimento, 
mas não consegue realizá-lo de forma independente, utilizando 
compensações com outros movimentos e/ou posturas, além de 
realizá-los com incoordenação muitas vezes; 
• O fisioterapeuta realiza o movimento junto com o paciente, 
não deixando de estimulá-lo a participar e controlando a 
coordenação e velocidade necessárias à sua realização. 
 
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3 
Exercícios Terapêuticos Ativo-Livres 
• O paciente consegue realizar o movimento de forma 
independente na sua totalidade, sem a participação do 
fisioterapeuta. Dependendo dos objetivos do exercício, podem 
ser trabalhados: resistência à fadiga, fortalecimento, isometria, 
além de coordenação motora e equilíbrio associados. 
 
Exercício Terapêutico Ativo-Resistidos 
• O paciente consegue realizar os movimentos de forma 
independente, mas há necessidade de melhorar resistência à 
fadiga e força muscular; 
• Para isso é avaliada a capacidade do músculo para a realização 
dos movimentos contra resistência, sendo esta mensurada em 
maior ou menor quantidade de acordo com o objetivo a ser 
alcançado. 
 
Relaxamento e Inibição no preparo do 
Alongamento 
• Manipulações utilizadas para aliviar dor, tensão muscular e 
disfunções físicas associadas, incluindo cefaléias por tensão, e 
sobrecargas respiratórias; 
• Essas manipulações são realizadas pelo fisioterapeuta 
independentemente da fase evolutiva de qualquer 
tratamento cinesiológico. 
 
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Exercícios de Alongamento 
• As técnicas de alongamento visam à manutenção da 
amplitude reduzida, sendo feito de forma passiva e/ou ativa. 
 
Mecanoterapia 
• Utilização de aparelhos e/ou utensílios que oponham 
resistência aos movimentos solicitados; 
• Halteres de ferro com pesos graduados, caneleiras de 
resistência gradual (0,5Kg até 5Kg). 
 
• Mesa para extensão de joelho com carga progressiva e flexão 
de perna sobre coxa; 
 
• Aparelhos fixos para movimentos de braço e coxa contra 
resistência progressiva; 
 
• Bicicletas ergométricas estacionárias com resistência gradual . 
 
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• Esteira com velocidade gradual e inclinação progressiva, indo 
da marcha até a corrida; 
• Barras paralelas (com e sem obstáculos): utilizadas para 
treinamento de marcha e coordenação; 
• Escadas com dois tipos de degraus – utilizadas no 
treinamento de subida e descida de escadas com dois níveis 
de dificuldade em função da altura e profundidade dos 
degraus. 
 
Alongamento 
• As técnicas de alongamento visam à manutenção da 
amplitude reduzida, sendo feito de forma passiva e/ou ativa. 
 
Métodos de Manipulação Articular e Miofascial 
(Fáscia Muscular) 
• Existem atualmente várias abordagens metodológicas que 
visam essencialmente à melhora de dores localizadas e difusas, 
assim como alterações posturais em função de 
desequilíbrios osteomioarticulares – Cyriax, Maitland, 
Osteopatia, Fibrólise percutânea (Crochetagem), Pompage, 
trações (cervical, torácica, lombar); 
 
 
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Reeducação Postural 
• Desequilíbrios das cadeias musculares levam a alterações das 
curvaturas da coluna vertebral no sentido antero-posterior 
e/ou lateral; 
• Em outras situações, problemas ósseos são os causadores de 
alterações nessas mesmas cadeias, levando também a 
alterações posturais e desequilíbrios das cinturas pélvica e 
escapular, assim como encurtamento de membros inferiores. 
• As alterações posturais podem trazer consequências ao 
sistema cardiovascular e respiratório, além das dores e 
limitação funcional, muitas vezes, graves. 
 
 
 
Reeducação Postural Tradicional 
• São utilizados os mesmos princípios da cinesioterapia 
associados a posicionamentos corporais e auxílio de 
utensílios com o objetivo de retorno à postura prévia com a 
remissão de dores e transtornos funcionais. São aplicáveis a 
situações de desequilíbrio como escoliose, hipercifose, 
hiperlordose, cifoescoliose; 
 
 
 
 
Reeducação Postural Global 
• Philippe Souchard : idealizou um método denominado “do 
campo fechado” no qual são utilizados os princípios das 
cadeias musculares associadas a posturas de correção, 
sempre com a participação fundamental do trabalho 
respiratório do diafragma, principal músculo inspiratório. 
 
 
 
 
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Tipos de Contrações Musculares 
que Influenciam na Cinesioterapia 
Contração Isotônica 
• Na contração isotônica, a força gerada pelo músculo é 
superior à proporcionada pela força de gravidade e à 
resistência dos segmentos esqueléticos nos músculos aos 
quais está unido, o que provoca a contração do músculo e a 
sua consequente aproximação ao segmento esquelético que 
movimenta; 
 
• Ocorre quando há, associada a uma contração muscular, uma 
alteração em seu comprimento; 
 
• Pode ser CONCÊNTRICA OU EXCÊNTRICA; 
 
 
Contração Isotônica CONCÊNTRICA 
• Quando há durante a contração uma diminuição no 
comprimento muscular com aproximação das peças ósseas 
por ele unidas. 
 
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Contração Isotônica EXCÊNTRICA 
• Quando há durante a contração um aumento no 
comprimento muscular com afastamento das peças ósseas 
por ele unidas. 
• O exercício excêntrico proporciona em relação ao concêntrico: 
- Aumento da capacidade produtora de força 
- Aumento da eficiência 
- Aumento da P.A 
- Maior risco de microtraumas. 
 
Contração Isométrica 
• Na contração isotônica, a força gerada pelo músculo é 
superior à proporcionada pela força de gravidade e à 
resistência dos segmentos esqueléticos nos músculos aos 
quais está unido, o que provoca a contração do músculo e a 
sua consequente aproximação ao segmento esquelético que 
movimenta; 
 
• Ocorre quando há, associada a uma contração muscular, uma 
alteração em seu comprimento; 
 
• Pode ser CONCÊNTRICA OU EXCÊNTRICA; 
 
 
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Contração Isométrica 
• O músculose contrai e produz força sem uma mudança 
apreciável no seu comprimento e sem movimento articular 
visível; 
• O treinamento isométrico é um meio viável de melhorar a 
força muscular. 
Contração Isocinética 
• O músculo encurta contra uma resistência cooperante 
igualada com a força produzida pelo músculo e requerem 
uma velocidade constante durante toda a amplitude do 
movimento; 
• Quanto mais lenta for a velocidade do movimento isocinético, 
maior será o ganho em força e endurance (resistência) 
FIM

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