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DIREITOS DO TRABALHADOR DOMÉSTICO1 
 
Carmem Silvia Batisttela 
Geneci dos Santos2 
 
Resumo 
 
O objetivo do presente artigo, é buscar o conceito de empregado doméstico, encontrado no artigo 7º, 
alínea “a” da Consolidação das Leis do Trabalho, bem como no artigo 1º da lei nº 5.859/72. É notável 
que o direito do empregado doméstico passou por mudanças consideráveis no decorrer de décadas, 
sendo que hoje seus direitos estão quase páreos aos demais empregados. O problema específico da 
pesquisa refere-se a conceituar o empregado doméstico, diferenciando-o do diarista, esclarecendo 
sobre a possibilidade de prestação de serviços a pessoa física. Ainda, é feito um breve levantamento 
sobre o direito ao FGTS e Seguridade Social, finalizando com o esclarecimento acerca das possíveis 
penalidades ao empregador doméstico que não proceder ao registro na Carteira de Trabalho e 
Previdência Social do empregado doméstico. O trabalho se dará através da pesquisa na legislação 
pertinente, bem como em artigos e informações encontrados na Internet, com a pretensão de 
esclarecer sobre o assunto, sem intenção de se aprofundar no tema, mas de abrir leque para novas 
discussões. 
 
Palavras-chave: Empregado Doméstico, Diarista, INSS. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
O presente artigo trata do empregado doméstico, bem como seu conceito, 
incidência tributária sobre seus proventos, diferenças entre empregado doméstico e 
diarista, bem como a penalidade aplicada em caso de empregador que não assina a 
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), do empregado doméstico. 
O objetivo é esclarecer os principais direito relativos ao empregado doméstico 
em nosso país, bem como os avanços vivenciados por esses trabalhadores. 
O empregado doméstico é aquele que preenche os requisitos do art. º, a’, da 
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, e art. 1º da Lei n.º 5.859/72. 
Já a em relação a diferença entre diarista e empregado doméstico, será feita 
uma breve análise, entre os dois tipos de trabalhadores. Ainda, será feita uma breve 
análise quanto a prestação de serviços a pessoa jurídica, se configura ou não, o 
trabalho de empregado doméstico. 
 
1
 Trabalho apresentado para obtenção de nota na disciplina de Direito Previdenciário e o Custeio da 
Seguridade Social ministrada pelo Ms. Francisco Paludo. 
2
 Graduadas em Direito pela UNIARP – Univesidade Alto Vale do Rio do Peixe. Pós graduandas em 
Direito trabalhista e Previdenciário pela UNIARP. 
Analisar-se á o direito do trabalhador doméstico ao FGTS, se tem direito 
assegurado por lei, se é facultativo ou obrigatório. 
Quanto a Seguridade Social, será feito um estudo sobre os direitos do 
empregado doméstico junto ao INSS, e quais os requisitos para ter direitos. 
Por fim, será estudado sobre as possíveis penalidades aplicadas ao 
empregador que não assinar a Carteira de Trabalho e Previdência Social do 
empregado doméstico. 
Desta forma, percebe-se que estão surgindo novos direitos ao empregado 
doméstico, e o presente artigo tem o objetivo de esclarecer o possível sobre o tema 
abordado, sem a intenção de esgotar o assunto, e sim, abrir discussões para novas 
pesquisas. 
 
 
 2 CONCEITO DE EMPREGADO DOMÉSTICO 
O artigo 7º, alínea “a” da Consolidação das Leis do Trabalho considera 
empregados domésticos, “de um modo geral, os que prestam serviços de natureza 
não econômica à pessoa ou à família, no âmbito residencial destas”.3 
O artigo 1º da lei nº 5.859/72 esclareceu que: 
Art. 1º Ao empregado doméstico, assim considerado aquele que presta 
serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à 
família no âmbito residencial destas, aplica-se o disposto nesta lei.
4
 
 
A Lei nº 5.859/72 não define expressamente o que vem a ser empregador 
doméstico. Apenas seu artigo 1º estabelece o que vem a ser empregado doméstico. 
Já o empregador doméstico é a pessoa física ou família que recebe a 
prestação de serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa por parte 
do empregado doméstico, para seu âmbito residencial. 
Conforme entendimento do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região: 
TÉCNICA DE ENFERMAGEM. ÂMBITO RESIDENCIAL. EMPREGADA 
DOMÉSTICA. Ainda que detenha a autora qualificação de técnica de 
enfermagem, em se tratando de trabalho realizado no âmbito residencial, no 
cuidado de pessoa idosa, em que inocorre atividade econômica com o 
 
3
 BRASIL. Decreto-Lei n.º 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do 
Trabalho. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm> Acesso em: 
29. Ago. 2014 
4
 BRASIL. Lei nº 5.859, de 11 de dezembro de 1972. Dispõe sobre a profissão de empregado 
doméstico e dá outras providências. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5859.htm > Acesso em: 29. Ago. 2014 
objetivo de auferir lucro, configura-se relação de trabalho doméstico, nos 
termos do art. 1º da Lei n. 5.859/72.
5
 
 
Conforme jurisprudência colacionada, verifica-se que para configurar o 
trabalho doméstico, basta que o trabalho seja prestado no âmbito doméstico, sem o 
objetivo de auferir lucro. 
A partir desses conceitos se pode observar que não é a função exercida pelo 
empregado que o caracteriza como doméstico ou não, pois certas funções são 
desempenhadas tanto no âmbito doméstico, como em empresas comuns, isto pode 
ser observado em funções tais como, de cozinheiras, faxineira, enfermeira particular, 
etc. 
Assim, não é a natureza do trabalho do empregado que irá definir se ele é ou 
não doméstico, mas a existência de lucratividade na atividade do empregador. 
Se o empregado contratado para serviço doméstico, for designado para 
atividade cuja finalidade do empregador seja lucrativa, deixa o contrato entre as 
partes de ser doméstico, para ser regido pela Consolidação das Leis do Trabalho, 
por ser regra mais benéfica ao empregado. 
 
3. DIFERENÇA ENTRE EMPREGADO DOMÉSTICO E DIARISTA 
Os serviços prestados por diarista que comparece para o trabalho, uma ou 
duas vezes na semana, não se confundem com o trabalho doméstico previsto na 
Lei 5.859/72, eis que ausentes os requisitos da continuidade na prestação de 
serviços e da subordinação. 
Os elementos identificadores para a caracterização do serviço como 
empregado doméstico, segundo a legislação, são os seguintes: 
a) pessoalidade (somente ele presta o serviço); 
b) onerosidade (recebe pela execução do serviço); 
c) continuidade (o serviço é prestado de forma não eventual); 
d) subordinação (o empregador dirige a realização do serviço, determinando, 
por exemplo, o horário, o modo de se executar os serviços, etc.). 
A diarista é a pessoa que presta serviços autônomos, a pessoa que frequenta 
até três vezes por semana a mesma residência, com o objetivo de prestar um 
 
5
 SANTA CATARINA. Tribunal Regional da 12ª Região. RO 0004008-55.2012.5.12.0029. Juiz Nelson 
Hamilton Leiria - Publicado no TRTSC/DOE em 01-07-2014 Disponível em: 
<http://www2.trt12.jus.br/juris/scripts/juris.asp> Acesso em: 28. Ago. 2014 
serviço específico e não preenche os requisitos exigidos para o empregado 
doméstico, não se enquadra no caso de empregado doméstico – pois não há 
constituição de vínculo empregatício, necessário para que as leis estendidas pela 
emenda sejam aplicáveis, conforme se pode analisar da jurisprudências abaixo: 
VÍNCULO EMPREGATÍCIO. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA 
IMEDIATIDADE. A existência do vínculo de emprego há de ser claramente 
demonstrada. Na hipótese em que o próprio coletor das provas não se 
convence da existência de vínculode emprego entre as partes, impõe-se 
levar em consideração o princípio da imediatidade. É no momento da oitiva 
dos depoimentos que se revela o controle imediato da audiência instrutória 
pelo Juízo, oportunidade em que acompanha as reações e as emoções das 
partes e das testemunhas diante dos questionamentos que lhes são feitos, 
para somente então formar o convencimento acerca dos fatos para proferir 
a sentença. DIARISTA QUE PRESTA SERVIÇOS DOMÉSTICOS, DOIS OU 
TRÊS DIAS NA SEMANA. INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. 
O reconhecimento do vínculo empregatício com o empregado doméstico 
está condicionado à continuidade na prestação dos serviços (art. 1º da Lei 
nº 5.589/1972), o que não se aplica quando o trabalho é realizado durante 
alguns dias da semana. (RR - 17676/2005-007-09-00, Rel. Ministro Pedro 
Paulo Manus, DEJT de 04.5.2006).
6
 
 
Ainda: 
DIARISTA X DOMÉSTICA. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DE 
CONTINUIDADE. INEXISTÊNCIA DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO. Nos 
termos do art. 1° da Lei 5.859/72 é necessária, para a configuração do 
vínculo de emprego como doméstico, existir continuidade da prestação de 
serviços a pessoa ou família. Não comprovada a continuidade, não há falar 
em vínculo empregatício.
7
 
 
Como se pode observar, a configuração do vínculo empregatício do 
empregado doméstico está na continuidade da prestação de serviços. 
 
 
4. DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PARA PESSOA JURÍDICA 
 
No caso do trabalhador prestar serviço à pessoa jurídica, não se enquadra 
como empregado doméstico ou diarista, uma vez que o trabalho doméstico é aquele 
de natureza não econômica prestado à pessoa ou à família, no âmbito residencial 
destas, desta forma, e diarista, não há a continuidade, porém, o trabalho é prestado 
 
6
 SANTA CATARINA. Tribunal Regional da 12ª Região. RO 0001071-80.2013.5.12.0015. Juíza Lília 
Leonor Abreu - Publicado no TRTSC/DOE em 28-07-2014. Disponível em: 
<http://www2.trt12.jus.br/juris/scripts/juris.asp> Acesso em: 28. Ago. 2014 
7
 SANTA CATARINA. Tribunal Regional da 12ª Região. RO 0001071-80.2013.5.12.0015. Juíza Lília 
Leonor Abreu - Publicado no TRTSC/DOE em 28-07-2014. Disponível em: 
<http://www2.trt12.jus.br/juris/scripts/juris.asp> Acesso em: 28. Ago. 2014 
também no âmbito residencial, como pode ser analisado no entendimento 
jurisprudencial do Tribunal Regional da 12ª Região: 
FAXINEIRA DIARISTA. TRABALHO PRESTADO DUAS VEZES NA 
SEMANA. ÂMBITO RESIDENCIAL X ÂMBITO EMPRESARIAL. 
CONFIGURAÇÃO DO VÍNCULO EMPREGATÍCIO. Tratando-se de faxineira 
diarista, a circunstância de o trabalho ser prestado em apenas dois dias da 
semana assume relevância na análise do liame empregatício apenas nas 
hipóteses em que o labor é realizado no âmbito residencial ou doméstico, 
tendo em vista o entendimento pacificado no Tribunal Superior do Trabalho 
quanto ao requisito da continuidade previsto na Lei 5.859/72. Todavia, nos 
casos em que o trabalho de limpeza é realizado em prol de 
empreendimento econômico, categórica se torna a análise acerca da 
presença dos elementos constantes do art. 3º da CLT, os quais não são 
mitigados pelo simples fato de o trabalhador ativar-se em dois dias na 
semana. Constatado que o trabalho foi prestado de forma pessoal, onerosa, 
não eventual e mediante subordinação jurídica, impõe-se o reconhecimento 
do vínculo empregatício, independentemente da frequência semanal da sua 
consecução.
8
 
 
Conforme se pode analisar da jurisprudência colacionada, não se configura 
trabalho doméstico e nem diário, o serviço prestado a pessoa jurídica, devido ao fato 
de não ser prestado no âmbito residencial ou familiar. 
 
 
5. FGTS DO EMPREGADO DOMÉSTICO 
 
A própria Lei do Trabalhador Doméstico (Lei n. 5.859/72) contém 
regulamentação quantos aos direitos ao FGTS. 
Neste particular, deve-se compreender que a EC n. 72/13, ao assegurar o 
direito ao FGTS, tornou obrigatório o seu recolhimento pelo empregador, ficando, 
assim, revogada a expressão “é facultada” constante do art. 3º-A da Lei n. 5.859/72. 
A PEC 066/2012, conhecida como a PEC dos domésticos, ampliou os direitos 
trabalhistas dos trabalhadores e trabalhadoras domésticas, dentre eles encontra-se 
o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, cujo recolhimento, antes 
facultado ao empregador, se tornou obrigatório.9 
De acordo com informações prestadas na página da Caixa Econômica 
Federal: 
 
8
 SANTA CATARINA. Tribunal Regional da 12ª Região. RO 0001835-64.2013.5.12.0048. 
 Juiz Amarildo Carlos De Lima - Publicado no TRTSC/DOE em 28-04-2014. Disponível em: 
<http://www2.trt12.jus.br/juris/scripts/juris.asp> Acesso em: 28. Ago. 2014 
9
 BRASIL. Caixa Econômica Federal. FGTS para trabalhador Doméstico. Disponível em: 
<http://www.caixa.gov.br/fgts/trabalhador_domestico.asp#> Acesso em: 29. Ago. 2014 
A quitação da guia deve ser efetuada até o dia 7 do mês seguinte àquele 
em que a remuneração foi paga ou devida. Caso não haja expediente 
bancário no dia 07, o recolhimento deverá ser antecipado para o dia de 
expediente bancário imediatamente anterior. 
As guias geradas pelo e-Social ou pelo SEFIP são quitadas em qualquer 
agência da CAIXA, lotéricos ou banco da rede conveniada, inclusive por 
meio de Canais Alternativos como Internet Banking (verifique se o seu 
banco oferece essa opção). 
A Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social - 
GFIP em papel, obtida sob autorização especial da CAIXA, pode ser quitada 
somente em agência da rede bancária conveniada.
10
 
 
Tem o FGTS natureza tributária. Só pode ser cobrado dos empregadores 
domésticos no primeiro dia útil do ano seguinte à publicação da lei, pois deve ser 
observada a alínea b do inciso III do artigo 150 da Constituição, isto é, o princípio da 
anterioridade da lei. Assim, publicada a norma em 2014, só pôde haver a exigência 
a partir de 1º/1/2015.11 
 A letra c do inciso III do artigo 150 da Lei Maior exige ainda que o tributo não 
pode ser exigido antes de decorridos 90 dias da data em que haja sido publicada a 
lei que os instituiu ou aumentou. Isso significa que a lei que instituir o FGTS para o 
empregado doméstico deve ser publicada no Diário Oficial da União até 
aproximadamente 2.10.2014 para valer a partir de 1.1.15.12 
 
6. SEGURIDADE SOCIAL – INSS 
O doméstico possui todos os direitos comuns junto ao INSS se estiver 
registrado e com o seu recolhimento em dia. Tais como, salário maternidade, auxílio 
doença, aposentadoria, pensão, etc. A lei que fundamenta o trabalhado assim 
define: 
Art. 4º Aos empregados domésticos são assegurados os benefícios e 
serviços da Lei Orgânica da Previdência Social na qualidade de segurados 
obrigatórios.
13
 
 
Para que os benefícios assegurados pelo INSS possam ser usufruídos pelo 
doméstico, é imprescindível o pagamento mensal pelo patrão. 
 
10
 BRASIL. Caixa Econômica Federal. FGTS para trabalhador Doméstico. Disponível em: 
<http://www.caixa.gov.br/fgts/trabalhador_domestico.asp#> Acesso em: 29. Ago. 2014 
11
 MARTINS, Sérgio Pinto. FGST do empregado doméstico. Disponível em: 
<http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/fgst-do-empregado-domestico/11274 > Acesso 
em: 28/08/2014, p. 2 
12
 Ibid., p. 2 
13
 BRASIL. Lei nº 5.859, de 11 de dezembro de 1972. Dispõe sobre a profissão de empregado 
doméstico e dá outras providências. Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l5859.htm > Acesso em: 29. Ago. 2014 
O empregador doméstico contribui de maneira diferenciada para a 
Previdência Social. Ele paga mensalmente 12% sobre o salário de contribuição de 
seu(s) empregado(s) doméstico(s), enquanto os demais patrõesrecolhem sobre a 
folha salarial. Cabe ao empregador recolher mensalmente à Previdência Social a 
sua parte e a do trabalhador, descontada do salário mensal.14 
O desconto do empregado deverá seguir a tabela do salário de contribuição. 
O recolhimento das contribuições do empregador e do empregado domésticos 
deverá ser feito em guia própria (Guia da Previdência Social – GPS), observados os 
códigos de pagamento.15 
Depois de assinar a Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado 
doméstico, o patrão deverá fazer inscrição do trabalhador na Previdência Social pela 
Internet ou em uma agência. Para fazer a inscrição é preciso apresentar a carteira 
de trabalho do empregado com o registro, documentos pessoais do trabalhador e do 
empregador.16 
Quando a empregada doméstica estiver em licença maternidade, o 
empregador deverá pagar à Previdência Social somente a quota patronal. 
A contribuição dos segurados domésticos é calculada mediante a aplicação 
da correspondente alíquota, de forma não cumulativa, sobre o seu salário-de-
contribuição mensal, de acordo com a seguinte tabela vigente a partir de 
01.01.2014: 
 
 
Portaria Interministerial MPS/MF 19/201417 
 
SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO 
(R$) 
ALÍQUOTA INSS 
até 1.317,07 8% 
de 1.317,08 até 2.195,12 9% 
de 2.195,13 até 4.390,24 11% 
 
 
14
 MARTINS, Sérgio Pinto. FGST do empregado doméstico. Disponível em: 
<http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/fgst-do-empregado-domestico/11274 > Acesso 
em: 28/08/2014, p. 3 
15
 MARTINS, Sérgio Pinto. FGST do empregado doméstico. Disponível em: 
<http://www.cartaforense.com.br/conteudo/colunas/fgst-do-empregado-domestico/11274 > Acesso 
em: 28/08/2014, p. 4 
16
 Ibid., p. 4 
17
 BRASIL. Ministério da Previdência Social. Disponível em: < http://www8.dataprev.gov.br/e-
aps/servico/147 > Acesso em: 28. Ago. 2014 
Notas: 
 Sempre que ocorrer mais de um vínculo empregatício para os segurados 
empregado e doméstico, as remunerações deverão ser somadas para o 
correto enquadramento na tabela acima, respeitando-se o limite máximo de 
contribuição. Esta mesma regra se aplica às remunerações do trabalhador 
avulso;18 
 Quando houver pagamento de remuneração relativa a décimo terceiro salário, 
este não deve ser somado a remuneração mensal para efeito de 
enquadramento na tabela de salários-de-contribuição, ou seja, aplicar-se-á a 
alíquota sobre os valores em separado.19 
 
7. DA PENALIDADE DO EMPREGADOR DOMÉSTICO EM NÃO ASSINAR A 
CTPS DO EMPREGADO DOMÉSTICO 
Foi publicado no Diário Oficial da União na quarta-feira, 9 de abril, a Lei Nº 
12.964 que alterou a Lei Nº 5.859, de 11 de dezembro de 1972, incluindo nela o Art. 
6º-E, que dispõe sobre a multa por infração à legislação do trabalho doméstico. 
De acordo com o art. 1º da nova lei: 
Art. 1º A Lei no 5.859, de 11 de dezembro de 1972, passa a vigorar 
acrescida do seguinte art. 6º-E: 
“Art. 6º-E.As multas e os valores fixados para as infrações previstas na 
Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei 
no 5.452, de 1o de maio de 1943, aplicam-se, no que couber, às infrações 
ao disposto nesta Lei. 
§ 1º A gravidade será aferida considerando-se o tempo de serviço do 
empregado, a idade, o número de empregados e o tipo da infração. 
§ 2º A multa pela falta de anotação da data de admissão e da remuneração 
do empregado doméstico na Carteira de Trabalho e Previdência Social será 
elevada em pelo menos 100% (cem por cento).
20
 
 
Conforme a redação da Lei, a multa por falta de anotação da data de 
admissão e da remuneração do Empregado Doméstico na Carteira de Trabalho 
(CTPS) será elevada em pelo menos 100%. 
 
18
 BRASIL. Ministério da Previdência Social. Disponível em: < http://www8.dataprev.gov.br/e-
aps/servico/147 > Acesso em: 28. Ago. 2014, p. 2 
19
 Ibid., p. 2 
20
 BRASIL. Lei nº 12.964, de 8 abril de 2014. Altera a Lei no 5.859, de 11 de dezembro de 1972, para 
dispor sobre multa por infração à legislação do trabalho doméstico, e dá outras providências. 
Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12964.htm> Acesso 
em: 29. Ago. 2014 
Segundo Clóvis Alberto Leal Soika, em artigo escrito para o site guia 
trabalhista: 
Com a publicação da Lei 12.964/2014, houve a inclusão do parágrafo 6º-E 
na Lei 5.859/1972, fixando o prazo de 120 dias para o registro dos 
empregados domésticos, a partir da data de publicação da lei no Diário 
Oficial da União (09/04/2014). 
Desta forma os empregadores, sob pena de aplicação de multa, terão que 
fazer o registro de seus empregados domésticos a partir de 07/08/2014 - 
pois o período de “vacância da Lei” (prazo estabelecido entre a publicação 
no Diário Oficial da União e sua efetiva vigência) termina naquele dia. 
Data da publicação da Lei 12.964/2014: 09/04/2014. 
Contando-se 120 dias, a partir da data da sua publicação, o termo final 
recairá no dia 06/08/2014, tendo consequentemente início a vigência da Lei 
no dia seguinte, ou seja, em 07 de Agosto de 2014, conforme dispõe o art. 
8º, §§ 1º e 2º da Lei Complementar 95/1998.
21
 
 
Desta forma, a lei já se encontra vigente no país a partir de 07/08/2014. 
Porém, conforme expõem Marta Vieira e Francelle Marzano: 
A imposição de multa aos patrões que não assinarem a carteira de trabalho 
do empregado doméstico entra em vigor sem expectativa sobre seu efetivo 
cumprimento, já que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) não tem data 
definida para baixar as normas relativas à fiscalização do cumprimento da Lei 
12.964, sancionada em abril deste ano. A medida não faz parte da Proposta de 
Emenda Constitucional (PEC) das domésticas, aprovada há um ano e já 
parcialmente em vigor.22 
Por enquanto, para o MTE, o direito só será garantido se os trabalhadores 
domésticos denunciarem a infração nas superintendências do trabalho e procurarem 
a justiça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
21
 SOIKA, Clóvis Alberto Leal. Empregador doméstico que não registrar empregado está sujeito a 
multa a partir de 07/08/2014. Disponível em: < http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/Emp-
domesticos-registro-ctps.htm > Acesso em: 29. Ago. 2014 
22
 VIEIRA, Marta; MARZANO, Francelle. Punição para quem não assinar carteira de doméstica entra 
em vigor sem expectativa. Disponível em: 
<http://www.em.com.br/app/noticia/economia/2014/08/07/internas_economia,555899/punicao-para-
quem-nao-assinar-carteira-de-domestica-entra-em-vigor-sem-expectativa.shtml> Acesso em: 29. Ago. 
2014 
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
As considerações emitidas estão sujeitas ao subjetivismo e ao relativismo 
inerentes à maneira pela qual as autoras acreditam descrever, com um grau 
aceitável de aproximação e veracidade, fatos atinentes à aos direitos dos 
empregados domésticos, consequências jurídicas e respostas pontuais atinentes ao 
tema. 
Desta forma, o presente artigo buscou conceituar o empregado doméstico, 
apontando as diferenças entre empregado doméstico e diarista, e trazendo alguns 
direitos que foram alcançados por essa classe de trabalhadores ao longo do tempo. 
O conceito de empregado doméstico é aquele encontrado no artigo 7º, alínea 
“a” da Consolidação das Leis do Trabalho e artigo 1º da lei nº 5.859/72, que 
considera empregados domésticos, de um modo geral, os que prestam serviços de 
natureza não econômica, ou seja, sem fins lucrativos à pessoa ou à família, no 
âmbito residencial destas. 
A diferença entre trabalhador doméstico e diarista é que os serviços 
prestados por diarista que comparece para o trabalho, uma ou duas vezes na 
semana, nãose confundem com o trabalho doméstico previsto na Lei 5.859/72, eis 
que ausentes os requisitos da continuidade na prestação de serviços e da 
subordinação. 
No caso do trabalhador prestar serviço à pessoa jurídica, não se enquadra 
como empregado doméstico ou diarista, uma vez que o trabalho doméstico é aquele 
de natureza não econômica prestado à pessoa ou à família, no âmbito residencial 
destas, desta forma, e diarista, não há a continuidade, porém, o trabalho é prestado 
também no âmbito residencial, no entanto, o serviço prestado a pessoa jurídica, não 
preenche o requisito de residência ou âmbito familiar, não podendo ser considerado 
como diarista a pessoa que a este prestar serviços. 
Em se tratando do FGTS, após a EC n. 72/13, ao assegurar o direito ao 
FGTS, tornou obrigatório o seu recolhimento pelo empregador, ficando, assim, 
revogada a expressão “é facultada” constante do art. 3º-A da Lei n. 5.859/72. 
O doméstico possui todos os direitos comuns junto ao INSS se estiver 
registrado e com o seu recolhimento em dia. Tais como, salário maternidade, auxílio 
doença, aposentadoria, pensão, etc. Para que os benefícios assegurados pelo INSS 
possam ser usufruídos pelo doméstico, é imprescindível o pagamento mensal pelo 
patrão e o desconto deve seguir a tabela do salário de contribuição, do INSS. 
Por fim, da análise das possíveis penalidades impostas ao empregador que 
deixar de assinar a CTPS do empregado, foi com a publicação da Lei 
12.964/2014, que houve a inclusão do parágrafo 6º-E na Lei 5.859/1972, fixando o 
prazo de 120 dias para o registro dos empregados domésticos, a partir da data de 
publicação da lei no Diário Oficial da União (09/04/2014). 
Desta forma os empregadores, sob pena de aplicação de multa, terão que 
fazer o registro de seus empregados domésticos a partir de 07/08/2014, pois o 
período de “vacância da Lei” terminou naquele dia. 
Diante do risco de o patrão arcar com uma dívida de grande proporção na 
Justiça do Trabalho, a instituição da multa pelo descumprimento do registro do 
trabalhador doméstico deverá levar à formalização de muitos empregados 
domésticos no país, no entanto, o direito só será garantido se os trabalhadores 
domésticos denunciarem a infração nas superintendências do trabalho e procurarem 
a justiça. 
Desta forma, percebe-se que estão surgindo novos direitos ao empregado 
doméstico, e o presente artigo teve o objetivo de esclarecer o possível sobre o tema 
abordado, sem a intenção de esgotar o assunto, e sim, abrir discussões para novas 
pesquisas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 REFERÊNCIAS 
 
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