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Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – HEMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1
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MED RESUMOS 2011
NETTO, Arlindo Ugulino.
HEMATOLOGIA
HEMOGRAMA
(Professora Angelina Cartaxo)
O hemograma ƒ definido como o estudo qualitativo e quantitativo das cƒlulas sangu†neas, objetivando ajudar o 
mƒdico no diagn€stico ou no controle das doenas. O uso do hemograma por praticamente quase todas as 
especialidades da medicina pode ser explicado pelo fato de que, alƒm de ser um exame barato e bastante acess†vel, ƒ 
capaz de avaliar o paciente de uma forma global, nos dando uma idƒia mais espec†fica do estado sangu†neo do 
paciente.
A an„lise do hemograma se faz importante n‚o s€ para as especialidades cl†nicas, como tambƒm para as 
cirˆrgicas: avaliar se um paciente est„ anŽmico antes de um procedimento ƒ bastante pertinente, partindo-se do ponto 
de vista que h„ um risco iminente de sangramento em tal procedimento, o que poderia complicar ainda mais o quadro do 
mesmo. Avaliar o estado plaquet„rio – o que tambƒm ƒ poss†vel por meio do hemograma – tambƒm ƒ essencial, uma 
vez que ela ƒ a cƒlula respons„vel pela hemostasia prim„ria. Um outro exemplo importante mostra o papel do 
hemograma para o diagn€stico e segmento das infec…es: um paciente que apresente um determinado quadro 
infeccioso tende a apresentar uma leucometria elevada (leucocitose). O diagn€stico de uma anemia em uma criana 
tambƒm se faz importante, uma vez que ela pode interferir de maneira negativa no seu desenvolvimento.
Portanto, v„rios dados cl†nicos e cirˆrgicos importantes podem ser levantados a partir de uma an„lise do 
hemograma, uma vez que ele disponibiliza ao mƒdico informa…es relacionadas aos seguintes par‹metros:
 Eritrograma: estuda as altera…es quantitativas e morfologia dos eritr€citos, as altera…es na hemoglobina , no 
hemat€crito e nos †ndices globulares.
 Leucograma: estuda a contagem (leucometria) em valor absoluto e em percentual dos leuc€citos e sua 
morfologia.
 Plaquetograma: estuda a contagem e morfologia das plaquetas.
RESUMO DA HEMATOPOIESE
Como vimos a prop€sito do primeiro cap†tulo deste material, a hematopoiese consiste processo de forma‚o, 
desenvolvimento e matura‚o dos elementos do sangue (eritr€citos, leuc€citos e plaquetas) a partir de uma cƒlula-tronco 
percursora, conhecida como cƒlula hematopoiƒtica pluripotente.
Ela d„ origem a pelo menos dois tipos de cƒlulas: a cƒlula comissionada de tecido miel€ide e a cƒlula 
comissionada de tecido linf€ide. A primeira d„ origem a cƒlulas do tecido miel€ide (eritr€citos, bas€filos, eosin€filos, 
neutr€filos, mon€citos e plaquetas). A segunda, da origem a cƒlulas da linhagem linf€ide (linf€citos, cƒlulas NK, etc.).
Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – HEMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1
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Desta forma, temos, em resumo:
 O eritroblasto, derivado da cƒlula comissionada miel€ide, d„ origem ao pr€-eritroblasto, eritroblasto bas€filo, 
eritroblasto policrom„tico, eritroblasto ortocrom„tico e, por fim, reticul€cito, que constitui a ˆltima fase de 
diferencia‚o das cƒlulas vermelhas antes da hem„cia. ‡ poss†vel encontrar, alƒm das hem„cias, determinadas 
porcentagens de reticul€citos no sangue perifƒrico normal. A sua dosagem (solicitada a parte, e n‚o analisada 
diretamente no hemograma) se faz importante pois eles refletem a atividade da medula €ssea.
 O mieloblasto, tambƒm derivado da cƒlula comissionada miel€ide, d„ origem ao pr€-miel€cito, miel€cito, 
metamiel€cito (com nˆcleo j„ em formato de feij‚o) e, por fim, em cƒlula com nˆcleo em bast‚o (bastonete).
Este, por sua vez, dar„ origem as cƒlulas com nˆcleo segmentado, que s‚o bas€filos, eosin€filos e neutr€filos.
 O monoblasto, tambƒm originado a partir da cƒlula comissionada miel€ide, d„ origem ao pr€-mon€cito e ao 
mon€cito, o qual, a depender de est†mulos quimiot„xicos inflamat€rios, migra para o tecido e forma o macr€fago.
 O megacarioblasto, derivado da cƒlula comissionada miel€ide, converte-se em pr€-megacari€cito e, por fim, em 
megacari€cito, cujos fragmentos membranosos d„ origem ‘s plaquetas.
 J„ a cƒlula comissionada de tecido linf€ide d„ origem ao linfoblasto, que por sua vez dar„ origem ao pr€-linf€cito 
e, por fim, ao linf€cito B (se for maturado na medula €ssea) e T (se for maturado no timo). 
Destas cƒlulas, o hemograma normal ƒ capaz de visualizar e de trazer dados quantitativos e qualitativos 
referentes ‘s hem„cias, bas€filos, eosin€filos, neutr€filos, mon€citos, plaquetas e linf€citos.
COLETA DE SANGUE E M‡TODOS DE AN†LISE
O sangue perifƒrico do indiv†duo ƒ colhido em tubo de ensaio de 
vidro contendo anticoagulante (EDTA) e que dever„ ser rotulado, 
contendo o nome do paciente e lacrado com tampa. A identifica‚o do 
paciente deve conter, pelo menos, os seguintes dados: Nome completo;
Sexo; Idade; Endereo completo, telefone; Nome do mƒdico que solicitou 
o hemograma; Nˆmero do registro do paciente no laborat€rio.
Os mƒtodos de an„lise do sangue podem ser automatizado ou 
n‚o-automatizado (manual). Obviamente, o primeiro ƒ mais utilizado na 
pr„tica atual.
 Mƒtodo nŽo-automatizado: consiste na contagem manual do 
nˆmero de hem„cias, plaquetas e leuc€citos. Os instrumentos 
utilizados s‚o: microsc€pio, centr†fuga e espectrofot’metro ou 
fotocolor†metro. 
 Automatizada: s‚o utilizados aparelhos que usam uma pequena quantidade de sangue. Neles, h„ dois 
sensores principais: um detector de luz e um de imped‹ncia elƒtrica. A contagem ƒ baseada nas diferenas de 
tamanho das cƒlulas. Em rela‚o a sƒrie vermelha, o aparelho mede a quantidade de hemoglobina, o nˆmero de 
hem„cias e o tamanho destas, realizando c„lculos para chegar ao valor do hemat€crito e os outros †ndices 
hematimƒtricos. As plaquetas tambƒm s‚o contadas por aparelhos.
ERITROGRAMA
O eritrograma ƒ o estudo da sƒrie vermelha (eritr€citos ou hem„cias). Ao microsc€pio, as hem„cias tem 
colora‚o acid€fila (afinidade pelos corantes „cidos que d‚o colora‚o r€sea) e s‚o desprovidos de nˆcleo. As hem„cias 
apresentam colora‚o central mais p„lida e colora‚o um pouco mais escura na periferia, sendo cƒlulas bic’ncovas. Em 
indiv†duos normais, possuem tamanho mais ou menos uniforme. Quando uma hem„cia tem tamanho normal ela ƒ 
chamada de normocítica; quando ela apresenta colora‚o normal ƒ chamada de normocrômica.
O estudo da sƒrie vermelha revela algumas altera…es relacionadas como por exemplo anemia, eritrocitose 
(aumento do nˆmero de hem„cias). Os resultados a serem avaliados s‚o: hematometria, hemat€crito, hemoglobina, 
VCM (volume corpuscular mƒdio), HCM (hemoglobina corpurscular mƒdia), CHCM (concentra‚o de hemoglobina 
corpuscular mƒdia) e RDW (Red Cell Distribution Width). 
Destes par‹metros, a hemoglobina ƒ um dos mais importantes – atƒ mais que a hematometria. Isso porque o 
indiv†duo pode ter 5 milh…es de hem„cias mas, mesmo assim, ter anemia (definida por n†veis reduzidos de 
hemoglobina), o que se mostra como um quadro mais importante pois ƒ a hemoglobina a principal respons„vel pelo 
transporte dos gases respirat€rios.
Desta forma, os principais valores a serem avaliados, com mais detalhes, s‚o:
 Hematometria (contagem do nmero de hem€cias): os valores normais variam de acordo com o sexo e com 
a idade. Valores normais: Homem de 5.000.000 - 5.500.000 e Mulher de 4.500.000 - 5.000.000. Seu resultado ƒ 
dado em nˆmero por mililitro (ml).
 Hemoglobina – g/dl: segundo a Organiza‚o Mundial de Saˆde, os valores normais de Hb s‚o: >13g/dl para 
homens; >12g/dl para mulheres; >11g/dl para gr„vidas e crianas.
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 Hemat„crito – % : ƒ um †ndice, calculado em porcentagem, definido pelo volume de todas as hem„cias de uma 
amostra sobre o volume total desta amostra (que contƒm, alƒm das hem„cias, os leuc€citos,as plaquetas e, ƒ 
claro, o plasma, que geralmente representa mais de 50% do volume total da amostra). Os valores variam com o 
sexo e com a idade. Valores: Homem de 40 - 50% e Mulher de 36 - 45%. Recƒm-nascidos tem valores altos que 
v‚o abaixando com a idade atƒ o valor normal de um adulto.
 VCM (Volume Corpuscular Mƒdio) – fl: ƒ o †ndice que ajuda na observa‚o do tamanho das hem„cias e no 
diagn€stico da anemia: se pequenas s‚o consideradas microcíticas (< 80fl, para adultos), se grandes 
consideradas macrocíticas (> 100fl, para adultos) e se s‚o normais, normoc†ticas (80 - 100fl). A anisocitose ƒ 
denomina‚o que se d„ quando h„ altera‚o no tamanho das hem„cias. As anemais microc†ticas mais comuns 
s‚o a ferropriva e as s†ndromes talassŽmicas. As anemias macroc†ticas mais comuns s‚o as anemia 
megalobl„stica e perniciosa. O resultado do VCM ƒ dado em fentolitro (fl).
 HCM (Hemoglobina Corpuscular Mƒdia) – pg: ƒ o peso da hemoglobina na hem„cia. Seu resultado ƒ dado em 
picogramas. O intervalo normal ƒ 26-34pg
 CHCM (concentraŽo de hemoglobina corpuscular mƒdia) – %: ƒ a concentra‚o da hemoglobina dentro de 
uma hem„cia. O intervalo normal ƒ de 32 – 36%. Como a colora‚o da hem„cia depende da quantidade de 
hemoglobina elas s‚o chamadas de hipocrômicas (< 32), hipercrômicas (> 36, embora seja um termo que n‚o ƒ 
t‚o utilizado) e hem„cias normocrômicas (no intervalo de normalidade). ‡ importante observar que na 
esferocitose o CHCM geralmente ƒ elevado.
 RDW (Red Cell Distribution Width): ƒ um †ndice que indica a anisocitose (varia‚o de tamanho), sendo o 
normal de 11 a 14%, representando a percentagem de varia‚o dos volumes obtidos. Nem todos os laborat€rios 
fornecem o seu resultado no hemograma.
Normalmente realiza-se uma an„lise estat†stica em testes realizados em um grande grupo de indiv†duos normais 
para se chegar aos l†mites estabalecidos para hemoglobina, hemat€crito e nˆmero de hem„cias, isto quer dizer que 
cada regi‚o possui um l†mite de normalidade.
RELA…ES MATEM‘TICAS
Por meio de f€rmulas matem„ticas, ƒ poss†vel obter as rela…es entre alguns dos par‹metros analisados no 
eritrograma. Desta forma, temos:
 Em um indiv†duo normal, a hematimetria pode ser empiricamente estipulada somando-se 4 ao valor absoluto do hemat€crito. 
Ao resultado, podemos multiplicar por 100.000.
Ex: Ht=40%.
No de hemácias = (40% + 4) x 100.000
No de hemácias = 44 x 100.000
No de hemácias = 4,4 milhões.
 Em um indiv†duo normal e sem anemia, o Hemat€crito ƒ cerca de 3 vezes o valor absoluto da hemoglobina. Seu valor de 
referŽncia ƒ: 40 – 50% no homem; 36 – 45% na mulher. Antigamente, o hemat€crito era muito utilizado como par‹metro. 
Atualmente, entretanto, n‚o ƒ mais t‚o utilizado devido ‘s disparidades das compara…es entre os resultados dos mƒtodos 
automatizados e n‚o-automatizados.
Ex: Hb = 14,8.
Hematócrito = 3 x 14,8 = 44,4%
 O VCM ƒ †ndice que ajuda na observa‚o do tamanho das hem„cias (Valor de refer’ncia: 80 – 100fl). Se a hem„cia for 
maior que esta faixa, diz-se que ela ƒ macroc†tica; se for menor que esta faixa, diz-se que ƒ microc†tica. Seu valor pode ser 
estipulado a partir da rela‚o entre o hemat€crito sobre a hematimetria. Desta formula‚o, conclui-se que: o VCM ƒ 
diretamente proporcional ao hemat€crito e inversamente proporcional ‘ hematimetria. Desta forma, se o paciente analisado 
tem um valor fixo de hemat€crito (constante e igual a um outro paciente com hemat€crito e hem„cias normais), mas 
apresenta uma hematimetria aumentada (com rela‚o ao outro paciente), quer dizer que suas hem„cias s‚o menores (pois 
para ocupar uma mesma propor‚o calculada no hemat€crito em um tubo de ensaio, mas com um nˆmero maior de 
hem„cias, elas devem ser menores); o contr„rio tambƒm ƒ verdadeiro.
Ex: Ht = 35%; Hematimetria: 3,8 milhões de hemácias.
VCM = 35 x 100/38 = 92fl.
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 A HCM diz respeito ao peso de hemoglobina em cada hemácia (VR = 26 – 34pg). Seu valor pode ser estimado a partir da 
relação entre a hemoglobina sobre a hematimetria. Sua análise poderá determinar se a eventual anemia é normocrômica ou 
hipocrômica. Contudo, é uma prova com menor valor do que o CHCM.
Ex: Hb = 11g/dl; Hematimetria = 3,8 milhões de hemácias.
HCM = 11 x 100/38 = 28,9
 A CHCM calcula a concentração da hemoglobina dentro de uma hemácia (VR = 32 – 36%). Seu valor é obtido através da 
relação entre a hemoglobina e o hematócrito. Sua análise tem mais valor clínico do que o HCM. 
Ex: Hb = 11g/dl; Ht = 35%.
CHCM = 11/35 (x 100) = 31,4%
VALORES DE REFER“NCIA DO ERITROGRAMA
ParŒmetros hematimƒtricos em adultos normais
ParŒmetro laboratorial Homens Mulheres 
Hematimetria 4.400 000 a 5.900 000/mm3 3.800 000 a 5.200 000/mm3
Hemat„crito 40 a 52% 34 a 47%
Hemoglobina 13 a 18g/dl 12 a 16g/dl(grávida = 11 a 16g/dl)
VCM 80 a 100 fl 80 a 100 fl
HCM 26 a 34 pg 26 a 34 pg
CHCM 32 a 36% 32 a 36%
RDW 11,5,a 14,5 11,5 a 14,5
OBS2: Note que existem diferenças importantes entre alguns valores de referência da mulher e do homem. Estas 
diferenças podem ser explicadas por, pelo menos, dois fatores: (1) presença da menstruação no sexo feminino; (2) nas 
amostragens, a mulher se mostra menor (no que diz respeito a massa corporal) do que o homem.
AN‘LISE DO ESFREGA…O E ESTUDO MORFOLˆGICO DAS HEM‘CIAS
A coloração do esfregaço da amostra de sangue é 
efetuada com corantes que têm em sua composição o azul de 
metileno, a eosina e o metanol. Os principais métodos de 
coloração são: Leishman, Giemsa, May-Grunwald, Wright, 
panótico. O esfregaço ideal deve conter três áreas de distribuição 
regular (como mostra a figura ao lado). A análise microscópica da 
lâmina deve ser feita no ponto médio, onde as células se mostram 
bem distribuídas, em número proporcional.
A análise da lâmina de esfregaço é importante pois 
existem informações obtidas através desta análise que não são 
possíveis de serem levantados através da análise dos valores 
numéricos dos demais parâmetros do eritrograma, como a 
morfologia da hemácia. A sequência de análise da morfologia 
consiste em:
 Tamanho: microcítica, normocítica ou macrocítica.
 Forma: presença de poiquilocitose ou pecilocitose
(alteração na forma da hemácia)
 Coloração celular: hipocromia, normocromia, policromasia.
 Inclusões
A morfologia das hem€cias (ou estudo da forma das hemácias) é feita em microscópio, analisando o esfregaço 
de sangue. As formas encontradas são:
 Drepanócitos (forma de foice): aparece somente nas síndromes falciformes (não aparecendo no traço 
falciforme).
 Esferócitos (forma esférica, pequena e hipercrômica): em grande quantidade é comum na anemia esferocítica 
(esferocitose), em menores quantidades podem estar presentes em outros tipos de anemias hemolíticas.
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 Eliptócitos (forma de charuto): em grandes quantidades comum na eliptocitose. Em menores quantidades podem 
aparecer em qualquer tipo de anemia.
 Hemácias em alvo (células cujas membranas são grandes havendo uma palidez e um alvo central mais corado): 
aparece em hemoglobinopatias C, E ou S, nas síndromes talassêmicas e em pacientes com doença hepática.
 Dacriócitos (forma de lágrima): em grande quantidade na mielofibrose. Em pequena quantidade podem aparecer 
em qualquer tipo de anemia.
 Hemácias policromáticas (forma normal mas com coloração azul devido a presença de RNA residual): são 
reticulócitos, formas imaturas dos eritrócitos. Aparece quando grandes quantidades de hemácias novas estão 
sendo produzidas. Comuns em anemias hemolíticas.
 Esquizócitos (hemácias fragmentadas): aparecem quando nas hemácias há uma lesão mecânica, em casos de 
hemólise, ou em casos de pacientes que sofreram queimaduras.
 Hemáciasmordidas: quando ocorre a formação um precipitado de hemoglobina nas hemácias (chamados de 
Corpúsculos de Heinz) ocorre remoção destes precipitados pelo baço formando um aspecto de hemácia 
mordida.
 Acantócitos (hemácias com pontas de diversos tamanhos): nas hepatopatias, hipofunção esplênica, 
esplenectomizados.
 Crenadas (hemácias com várias pontas pequenas): na uremia, quando o paciente faz tratamento com heparina, 
deficiência de piruvatoquinase.
Hemácias normais.
Reticulócitos. São as células precursoras imediatas das hemácias, sendo elas o 
último ponto da diferenciação do pró-eritroblasto. Sua análise na decorrência de uma 
anemia determina o grau de produção das células na medula óssea: se ela estiver 
presente, significa dizer que a anemia é regenerativa (anemia decorrente de uma 
hemorragia; anemia hemolítica, etc.) e, com isso, há produção normal de células na 
medula óssea; se ela estiver ausente, significa dizer que a anemia é arregenerativa
(tumores de medula óssea, etc.), indicando uma produção deficiente de células na 
medula.
Microcitose com hipocromia. A lâmina mostra hemácias pequenas e hipocoradas, 
mas sem anisocitose (alterações entre as dimensões das hemácias analisadas) e sem 
poiquilocitose (alterações na forma das hemácias). 
Macrocitose. Lâmina mostrando hemácias aumentadas (VCM > 110), como ocorre na 
anemia megalobástica.
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Anisocitose. Ocorre diferenças entre os tamanhos das hemácias, mas sem alteração 
da forma.
Poiquilocitose. Lâmina mostrando alterações na forma das hemácias.
Policromasia, caracterizada por alterações na coloração no interior da hemácia, 
podendo caracterizar uma anemia hemolítica (hereditária ou adquirida).
Drepanócitos. Lâmina mostrando hemácias em forma de foice, característico da 
anemia falciforme.
Eliptócitos ou ovalócitos. Defeito hereditário da membrana (Eliptose hereditária ou 
adquirida: anemia ferropriva, anemia megalobástica.
Esferócitos. Defeito de membrana por alteração genética da espectrina 
(caracterizando a esferocitose, uma anemia hemolítica hereditária na qual existe um 
defeito na produção da membrana plasmática da hemácia, a qual se torna mais 
frágil, formando células pequenas com grande concentração de hemoglobina) ou 
agressão por anticorpos (anemia hemolítica auto-imune - AHAI).
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Dacriócitos, que s‚o hem„cias em forma de l„grima. Comum na mielofibrose e na 
anemia mielobl„stica.
Hemácias em alvo. Achado caracter†stico nas hemoglobinopatias e na 
Talassemia.
Equinócitos ou hemácias crenadas. S‚o hem„cias com v„rias pontas pequenas 
comuns nas hepatopatias, mas pode ser encontrada em caso de uso de heparina 
ou artefatos em l‹minas por subst‹ncia alcalina.
Acantócitos. Hem„cias com pontas de diversos tamanhos. Podem ser vistas nas 
hepatopatias e em pacientes esplenectomizados.
Esquizócitos ou hem„cias fragmentadas. S‚o hem„cias com forma irregular, de 
formato “esquisito”. ‡ comum na anemia microangiop„tica e na coagula‚o 
intravascular disseminada (CIVD).
Eritroblastos. S‚o cƒlulas jovens que, quando presentes na circula‚o perifƒrica, 
podem indicar uma produ‚o medular exageradamente aumentada (como ocorre 
na anemia hemol†tica). Isso ocorre pela maior libera‚o de cƒlulas jovens pela 
medula na medida em que as hem„cias s‚o destru†das.
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OBS2: Outros achados não relacionados a forma:
 Hemácias aglutinadas (agrupamentos de hemácias): quando a hem€lise ƒ causada por um anticorpo contra 
hem„cias, elas acabam se agrupando (crioaglutininas).
 Hemácias em Roleux (hemácias em rolos, formam pilhas de rolos de hemácias): aparece em alta 
concentra‚o de globulinas anormais, mieloma mˆltiplo e macroglobulinemia.
OBS3: Inclusões nas hemácias:
 Corpúsculos de Howell-Jolly: aparecem como se fossem um bot‚o azul escuro junto ‘ membrana da hem„cia, 
por fragmento nuclear ou DNA condensado. S‚o comuns ap€s esplenectomia, anemias hemol†ticas severas.
 Hemácias com pontilhados basófilos: caracterizadas por v„rios pontos roxos dentro da hem„cia, pela 
precipita‚o dos ribossomos ricos em RNA. Aparecem na talassemia beta, intoxica‚o por chumbo, anemia 
hemol†tica por deficiŽncia de pirimidina-5-nucleotidase.
 Anel de Cabot: caracterizada pela forma de uma anel ou em oito dentro da hem„cia, por restos nucleares. 
Ocorrem em em anemias hemol†ticas severas.
APLICAÇÕES PRÁTICAS
Com o que foi visto atƒ ent‚o, o hemograma, atravƒs da an„lise do eritrograma, nos permite avaliar as seguintes 
situa…es no que diz respeito aos valores de hemoglobina:
 Hemoglobina diminuída (♂ < 13g/dl; ♀ < 12g/dl; ♀ gr„vidas < 11g/dl) indica a presena de anemia. Esta pode 
ser classificada em:
 Microc†tica e hipocr’mica
a) Reticul€citos diminu†dos: anemia ferropriva.
b) Reticul€citos aumentados: talassemia, anemia falciforme, esferocitose.
 Normoc†tica e normocr’mica
a) Reticul€citos diminu†dos ou normais: doenas cr’nicas (diabetes, hipotireoidismo, insuficiŽncia 
renal cr’nica, c‹ncer, etc.).
b) Reticul€citos aumentados: anemia hemol†tica auto-imune (AHAI)
 Macroc†tica e normocr’mica (anemia megalob„stica)
a) Reticul€citos diminu†dos: deficiŽncia de „cido f€lico e/ou deficiŽncia de vitamina B12 (ingredientes 
fundamentais na constitui‚o do material genƒtico). A deficiŽncia destas duas vitaminas tambƒm 
gera um quadro de pancitopenia.
b) Reticul€citos aumentados: AHAI.
 Hemoglobina normal (♂ 13 - 18g/dl; ♀ 11 - 16g/dl)
 Hemoglobina aumentada (♂ > 18g/dl; ♀ > 16g/dl) indica poliglobulia, que pode ser funcional (comum em 
indiv†duos que residem em grandes altitudes) como tambƒm pode sugerir doenas, como a DPOC 
(desencadeada por deficiŽncias de trocas gasosas por problemas nos alvƒolos) e policitemia vera (causa 
prim„ria na medula €ssea caracterizada por uma altera‚o genƒtica que faz com que ela produza hem„cias em 
grandes quantidades, fazendo com que o sangue se torne mais viscoso e aumente chances de doenas 
cardiovasculares, como AVCs e infartos).
A B C Analisando os dados laboratoriais da tabela, podemos chegar ‘s seguintes conclus…es:
 O paciente A apresenta um eritrograma normal. ‡ necess„rio, contudo, avaliar o 
esfregao da l‹mina para avaliar a morfologia das hem„cias.
 O paciente B se apresenta com anemia (Hb de 10 g/dl), normoc†tica (VCM 
normal = 95fl) e normocr’mica (HCM = 34pg)
 O paciente C apresenta uma poliglobulia (Hb = 19g/dl).
Hb g/dl 12,9 10 19
Ht % 37 30 57
VCM 93 95 85
HCM 32,4 34 36
CHCM 34,9 36 37
D E F Analisando os dados laboratoriais da tabela, podemos chegar ‘s seguintes conclus…es:
 O paciente D apresenta uma anemia (Hb = 9,0g/dl), microc†tica (VCM = 68,3fl) 
e hipocr’mica (HCM = 21,6pg).
 O paciente E apresenta uma anemia (Hb = 10g/dl), normoc†tica (VCM = 90fl) e 
normocr’mica (HCM = 32pg).
 O paciente F apresenta uma anemia severa (Hb = 5,7g/dl), macroc†tica (VCM = 
124fl) e normocr’mica (HCM = 36), sugerindo uma anemia megalobl„stica.
Hb g/dl 9,0 10 5,7
Ht % 28,4 30 18,7
VCM 68,3 90 124
HCM 21,6 32 36
CHCM 15,7 33 36
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LEUCOGRAMA
O leucograma é o estudo da série branca (ou leucócitos), em que se faz uma contagem total dos leucócitos e 
uma contagem diferencial contando-se 100 células. O adulto normalmente apresenta de 5.000-10.000 leucócitos por 
mm³ de sangue aproximadamente.
Como vimos a propósito de capítulos anteriores, as células da linhagem linfóide formadas até o mielócito 
inclusive (mieloblasto, pró-mielócito e mielócito) são agrupadas no chamado compartimentomitótico medular (em 
comum, todas estas células se formam por mitose e não realizam fagocitose de agentes estranhos). Já as células que 
vão desde os metamielócitos até os segmentados são células do chamado compartimento de reserva medular (CRM), 
e que existem na medula óssea com o objetivo de suprir uma necessidade na vigência de um processo infeccioso, por 
exemplo. Isso se faz importante pois, diferentemente das hemácias, os granulócitos vivem apenas poucas horas: o 
segmentado neutrófilo, por exemplo, vive apenas 6 horas.
Além disso, os leucócitos, quando chegam ao sangue periférico, podem se comportar de duas maneiras: podem 
integrar o compartimento circulante (ocupando a circulação sanguínea propriamente dita) ou integrar o 
compartimento marginal (quando se encontra aderido às paredes dos vasos). Nesta forma, os leucócitos não são 
determinados ou mensurados pelo hemograma, mas na presença de uma infecção, eles podem retornar ao 
compartimento circulante. Estes compartimentos sempre estão em renovação constate: assim que um leucócito passa a 
integrar o compartimento marginal, outro leucócito ocupa seu lugar no compartimento circulante. 
Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – HEMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1
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OBS4: Quando os leucócitos ocupam o compartimento marginal na circulação sanguínea, eles não podem ser mensurados no 
leucograma. Eles assim permanecem em situações de jejum e repouso, podendo interferir nos resultados dos exames, mostrando-se 
como uma leucopenia distributiva. Ao contrário disso, alguns fatores podem fazer com que o leucograma de um indivíduo normal 
apresente uma leucocitose fictícia: alimentação, exercício físico, estresses orgânicos ou psicológicos, etc. Estas situações cursam, 
de um modo geral, com a liberação de ACTH e adrenalina, que impedem a marginação dos leucócitos, podendo promover este viés 
no leucograma,
CONTAGEM DIFERENCIAL DE LEUCÓCITOS
Em um paciente normal, as células encontradas (e seus respectivos valores de referência) são:
 Monócitos (120 a 1.000/ml; 3 a 10%): uma das maiores células da série branca, têm citoplasma azulado, 
núcleo irregular (indentado, lobulado, em C ou oval) podem ter vacúolos (pela recente fagocitose). Quando estão 
aumentados usa-se o termo monocitose e ocorre em infecções virais, leucemia mielomonocítica crônica e após 
quimioterapia.
 Linfócitos (880 a 4.000/ml; 22 a 40%): se pequenos têm citoplasma escasso, núcleo redondo; se grandes têm 
citoplasma um pouco mais abundante. Podem ter grânulos. É a célula predominante nos hemogramas de 
crianças (70% em crianças, contra 30% em adultos, em condições normais). Seu aumento é chamado de 
linfocitose. Em adultos, seu aumento pode ser indício de infecção viral ou leucemia linfocítica crônica.
 Eosinófilos (40 a 500/ml; 1 a 5%): citoplasma basofílico que não é visualizado por causa da presença de 
grânulos específicos (de coloração laranja-avermelhada), com núcleo com 2-3 lóbulos. Quando seu número 
aumenta é chamado de eosinofilia, e ocorre em casos de processos alérgicos ou parasitoses.
 Basófilos (0 a 200/ml; 0 a 2%): citoplasma cheio de grânulos preto-purpúreos que cobrem o citoplasma. Em um 
indivíduo normal, só é encontrado até uma célula (em termos percentuais); seu aumento ocorre em processos 
alérgicos.
 Neutrófilos Segmentados (1.800 a 7.500/ml; 45 a 75%): citoplasma acidófilo (róseo), núcleo com vários 
lóbulos (2-5 lóbulos) conectados com filamento estreito. É a célula mais encontrada em hemogramas de 
adultos. Seu aumento pode indicar infecção bacteriana, mas pode estar aumentada em infecção viral.
Neutrófilos.
O neutrófilo é o leucócito segmentado mais abundante 
no sangue periférico de adultos (aproximadamente 70% do 
leucograma). Consiste na principal célula fagocítica e 
microbicida das defesas imunes, sendo produzidas na medula 
óssea a partir de células progenitoras pluripotenciais sob a ação 
de vários mediadores G-CSF e GM-CSF, sendo a primeira 
linhagem de células a alcançar o foco infeccioso. Os leucócitos 
são liberados da medula óssea para o sangue periférico, onde 
sua vida média é de 6 - 7 horas. 
No que diz respeito ao comportamento dos neutrófilos, 
temos:
 Neutrofilia verdadeira: corresponde ao aumento real 
do número de neutrófilos, que ocorre quando a medula 
óssea é solicitada para produção de neutrófilos, 
passando a enviar células inclusive imaturas. As 
principais causas de neutrofilia verdadeira são: 
 Infecções bacterianas diversas: estafilococos, estreptococos, pneumococos, meningococo, gonococo, E. 
coli, P. aeruginosa;
 Alguns vírus (vírus da raiva, vírus da poliomielite, herpes zoster).
 Pseudoneutrofilia: acontece na vigência de um estímulo adrenérgico, que faz com que os neutrófilos da zona 
marginal tornem-se circulantes, aumentando o leucograma sem que haja, necessariamente uma infecção. 
Também há indução pelo uso de glicocorticóides.
 Neutropenia: a diminuição do número de neutrófilos pode ocorrer na vigência das seguintes situações: 
 Algumas infecções bacterianas: febre tifóide e paratifóide, etc; 
 Infecções virais: a maioria dos vírus causa leucopenia, tais como: vírus da influenza, sarampo, 
mononucleose (esta cursa com leucocitose as custas de linfócitos atípicos), hepatite infecciosa, dengue 
(que costuma cursar com leucopenia e plaquetopenia).
 Protozoários: malária, calazar (leishmaniose).
 Infecções graves, como a tuberculose miliar e a sepse.
 Doenças hematológicas: anemia aplástica, anemia megalobástica, anemia ferropriva.
 Doenças auto-imunes: LES, artrite reumatóide, síndrome de Sjöegren.
 Alguns produtos químicos tóxicos à medula óssea (como derivados de petróleo)
Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – HEMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1
125
 Medicamentos: analgésicos e antiinflamatórios (Dipirona, Tributazona), antibióticos (Cloranfenicol, 
Clindamicina, Gentamicina, Vancomicina), anticonvulsivantes (Carbamazepina, Imipramida, Fenitoína), 
anti-hipertensivos (Propanolol, Captopril, etc.).
Ao contrário dos macrófagos, os neutrófilos não residem em tecidos saudáveis ou não se apresentam circulando 
livremente no sangue. Eles só migram para estes locais na presença de danos teciduais, sendo os tecidos o local de 
consumo.
A principal função dos neutrófilos é impedir ou retardar a introdução de agentes infecciosos ou material estranho 
no ambiente do hospedeiro. Essa função é realizada através da fagocitose e digestão do material. 
A interleucina 8 aumenta a capacidade dos neutrófilos de destruir bactérias pela intensificação fagocitose, 
liberação de grânulos, que desencadeia assim uma firme adesão dos neutrófilos a célula endotelial, migração para os 
tecidos e ativa seu mecanismo efetor.
Os neutrófilos são atraídos pelo estímulo quimiotáxico por produtos bacterianos e componentes do 
complemento. Isso é o início da resposta imediata que ocorre em menos de uma hora. A cinética dos neutrófilos 
caracteriza-se pelas seguintes etapas: (1) Adesão, rolamento e diapedese; (2) Ingestão do agente infeccioso; (3) 
Desgranulação; (4) Destruição do organismo.
Eosinófilos.
Assim como os neutrófilos, os eosinófilos são 
produzidos e armazenados na medula óssea. Eles são 
atraídos para tecidos, onde exista invasão por parasitas ou 
sítios de reação alérgica.
Três citocinas têm um papel importante na 
diferenciação dos eosinófilos: IL-3, IL-5 e o fator estimulador 
de granulócitos e macrófagos (GM-CSF). Os eosinófilos têm 
atividade proinflamatória e citotóxica, participando da reação e 
patogênese de numerosas doenças alérgicas, parasitárias e 
neoplásicas.
As alterações na contagem dos eosinófilos são:
 Eosinofilia: doenças alérgicas (asmas, doenças cutâneas como escabiose, pênfigo, etc.), infecções por 
parasitas, doenças hematológicas (ateroembolismo), Síndrome de Churg-Strauss, algumasformas de leucemia 
mielóide aguda, leucemia mielóide crônica, Linfoma de Hodgkin, Doença de Addison, etc.
 Eosinopenia: não existe uma condição patológica que cause eosinopenia, uma vez que o seu valor normal vai 
desde 1 a 5%.
Basófilos.
Os grandes grânulos dos basófilos são ricos em 
histamina, serotonina e leucotrienos. 
São, portanto, a principal fonte de histamina na 
circulação, que é liberada pela desgranulação 
determinada pela interação de seus receptores Fc com 
IgE. A histamina, liberada pelos basófilos, é um pontente 
agente quimiotático para os eosinófilos.
As alterações na contagem dos basófilos são:
 Basofilia: mixedema, câncer, infecções virais como a varicela e influenza, infecções crônicas (tuberculose), 
neopaslias pulmonares, estados inflamatórios (como na artrite reumatóide e colite ulcerativa), deficiência de 
ferro, doenças mieloproliferativas, leucemias.
 Basopenia: é rara assim como a eosinopenia.
Monócitos.
Os monócitos são células originadas na medula óssea, 
onde encontramos as formas imaturas, monoblastos e 
promonócitos.
Os monócitos são as células circulantes efetivas no 
sangue; contudo, quando ativadas, elas migram para os 
tecidos, se transformam em macrófagos e fagocitam antígenos 
para processamento e apresentação celular. Eles apresentam 
uma meia vida de 8,4 horas e daí vai para os tecidos. Nestes 
sobrevivem por alguns anos como macrófagos tissulares.
Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – HEMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1
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Elas s‚o cƒlulas ricas em enzimas como fosfatase alcalina, lisozimas e β- glicuronidases. S‚o importantes 
tambƒm pois possuem uma capacidade maior de fagocitose sem um prƒvio conhecimento do invasor, exercendo a 
fun‚o de digest‚o e apresenta‚o de ant†geno processado ao linf€citos CD4 (base da resposta imune). S‚o, portanto,
as cƒlulas envolvidas na ativa‚o de cƒlulas T virgens espec†ficas para o ant†geno.
A monocitose pode ocorrer nas seguintes condi…es: tuberculose, endocardite bacteriana, s†flis, linfomas e 
leucemias, doenas do col„geno, sarcoidose, etc.
Linfócitos.
Os linf€citos s‚o produzidos a partir de uma 
cƒlula-tronco progenitora da medula €ssea que d„ origem 
a linhagem linf€ide com linf€citos B e T. Os linf€citos B, 
amadurecidos na medula €ssea, podem se diferenciar em 
plasm€citos e produzirem anticorpos; os linf€citos T 
amadurecem no timo. ‡ imposs†vel, microscopicamente, 
diferenciar os linf€citos B e T.
Os tecidos linf€ides dividem-se em dois tipos:
 Tecido linfóide primário: s‚o os €rg‚os onde 
ocorre o amadurecimento dos linf€citos (medula 
€ssea e timo)
 Tecidos linfóides secundários: onde os linf€citos maduros se tornam estimulados para responder a pat€genos 
via apresenta‚o antigŽnica (linfonodos, bao e tecido linf€ide associado ao intestino).
Os linf€citos podem participam de dois tipos de respostas:
 Inata ou imediata: ƒ a primeira defesa do organismo, mas nem sempre consegue eliminar a infec‚o.
 Adaptativa (tardia): iniciada nos tecidos linf€ides (bao e linfonodos), onde os linf€citos pat€genos espec†ficos 
encontram os ant†genos e s‚o ativados por eles. 
As altera…es na contagem de linf€citos podem ocorrer nos seguintes casos:
 Linfocitose: infec…es como mononucleose (linf€citos at†picos), hepatite infecciosa, tuberculose, leucemias.
 Linfopenia: LES, AIDS, uso de corticoester€ides.
Outras células que podem ser encontradas.
 Blasto: 
o Linfoblasto: 
 L1: cƒlula pequena, citoplasma basof†lico e escasso. Encontrada nas leucemia linf€ide aguda tipo L1.
 L2: cƒlula de tamanho mƒdio, citoplasma de tamanho e basofilia variada. Encontrada na leucemia linf€ide 
aguda tipo L2.
 L3: cƒlula grande ou mƒdia, citoplasma com intensa basofilia e com vacˆolos. Aparece no linfoma de 
Burkitt.
o Mieloblasto: possui citoplasma escasso, azulado (basof†lico), nˆcleo redondo ou oval, com um ou mais nuclƒolos 
evidentes. Pode apresentar gr‹nulos no seu citoplasma e bast‚o de Auer (forma de agulha). Os mieloblastos 
aparecem em casos de leucemia miel€ide e podem aparecer na s†ndrome mielodispl„sica ou na rea‚o leucem€ide 
(infec‚o grave).
o Monoblasto: similar a outros blastos mas com nˆcleo mais contorcido ou irregular que o mieloblasto. Aparece na 
leucemia mielomonoc†tica aguda ou na leucemia monoc†tica aguda.
 Promiel€citos neutrof†lico: O mieloblasto evolui para promiel€cito, cƒlula maior que o mieloblasto, citoplasma bas€filo, 
gr‹nulos de colora‚o vermelho-pˆrpura (gr‹nulos prim„rios), nˆcleo oval com uma pequena identa‚o.
 Miel€citos neutrof†lico: O promiel€cito evolui para miel€cito, cƒlula com citoplasma acid€filo (rosa), mais abundante que o 
promiel€cito e com poucos gr‹nulos e j„ n‚o s‚o mais visualizados os nucle€los.
 Metamiel€citos neutrof†lico: citoplasma acid€filo, nˆcleo identado com forma de feij‚o, poucos gr‹nulos.
 Bastonetes Neutrof†lico: citoplasma acid€filo, nˆcleo em forma de S ou C. N‚o ƒ comum seu achado em sangue de pacientes 
normais, mas aparecem em nˆmero aumentado em casos de infec‚o.
 Linf€citos at†picos: citoplasma mais basof†lico que o linf€cito normal, nˆcleo irregular. Aparece em infec…es virais. Em 
grande nˆmero na mononucleose infecciosa, na infec‚o por citomegalov†rus, na toxoplasmose.
 Cƒlulas plasm„ticas: citoplasma basof†lico, tamanho moderado e nˆcleo excentrico. Pode aparecer no mieloma mˆltiplo.
 Cƒlulas linfomatosas: citoplasma em quantidade variada, nˆcleo dobrado, convoluto, clivado ou dobrado. Com um ou mais 
nucle€los. Aparece em linfomas.
 Hairy cells: citoplasma azul p„lido, com proje…es citoplasm„ticas. Aparece somente na leucemia das cƒlulas cabeludas.
 Cƒlula cerebriforme: nˆcleo escuro contendo fendas e dobras (aparŽncia de cƒrebro). Aparece na s†ndrome de Sƒzary.
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INCLUSES CITOPLASM‘TICAS QUE PODEM SER ENCONTRADAS EM NEUTRˆFILOS
 Granulações Tóxicas: quando há um aumento na produção dos granulócitos, há uma diminuição no tempo da 
maturação das células precursoras dos neutrófilos. Por isso os neutrófilos aparecem no sangue com os grânulos 
primários. Estão presentes em casos de infecções.
 Vacuólos: resultandes da fagocitose. Podem aparecer nos neutrófilos e monócitos. Seu relato só é importante 
quando aparece nos neutrófilos. Aparece em casos de infecções graves.
FUNDAMENTOS DO LEUCOGRAMA
O Leucograma fornece a contagem total e diferencial dos leucócitos no sangue periférico. A contagem global e 
diferencial varia de acordo os seguintes parâmetros: Idade, Estado fisiológico e Etnia.
Idade Estado fisiol„gico Etnia
 Recém- nascido: predomínio de 
neutrófilos.
 Primeiro mês: predomínio de 
linfócitos.
 A partir dos 4 anos: predomínio 
de neutrófilos.
 O envelhecimento não altera o 
número dos leucócitos, mas 
acompanha um déficit funcional
 Normalmente, a gestante apresenta neutrofilia 
com desvio a esquerda
 A alimentação e o exercício físico liberam
normalmente os leucócitos do compartimento 
marginal para a corrente sanguínea, podendo 
aumentar a contagem
A raça negra tem 20% 
a menos de leucócitos 
que a raça branca
As etapas da coleta de sangue para realização do leucograma devem obedecer a seguinte sequência: coleta do 
sangue periférico com EDTA; confecção do esfregaço sanguíneo; coloração de escolha; aparelho de contagem 
eletrônica de células; microscopia.
Os valores de referência para leucometria estão na faixa entre 3600 – 11000 leuc„citos: abaixo de 3600, tem-
se leucopenia; acima de 11000, tem-se leucocitose. Os valores de referência para cada componente do leucograma 
(utilizando-se uma faixa entre 5000 e 10000 células) podem ser encontrados na tabela a seguir:
Leucometria 5000 a 10.000
Relativo Absoluto 
Bast”es 0 a 5 % 0 a 500 
Neutr„filos 54 a 74%1.500 a 6.500 
Eosin„filos 0 a 5% 80 a 500 
Bas„filos 0 a 1% 0 a 100 
Linf„citos 18 a 44% 900 a 3.600 
Mon„citos 2 a 9% 100 a 900 
Altera”es quantitativas dos neutr„filos e leuc„citos
Neutrofilia Leucopenia
 Aumento reacional: infecção, 
inflamação crônica, necrose
 Redistribuição do compartimento de 
reserva (estresse, adrenalina, 
exercício, corticosteróides)
 Doença mieloproliferativa, neoplasias.
 Infecções: Estafilococo, Estreptococo,
Pneumococo, Meningococo, 
Gonococo, E. coli, P. aeruginosa, 
Vírus da raiva, Vírus da Poliomielite, 
Zoster, Catapora e Varíola.
 Deficit de produção medular: anemia Aplástica, deficiência de 
vitamina B12 e ácido fólico; Mielodisplasia; Hemoglobinúria 
paroxística noturna.
 Consumo aumentado: infecções bacterianas (por gram negativas); 
maioria das infecções virais (Vírus da Dengue, Mononucleose, 
Citomegalovírus, Vírus hepatite B e C, Vírus HIV).
 Parasitose: Toxoplasmose e esquistossomose (Hiperesplenismo)
 Doenças auto-imunes: L.E.S, artrite reumatóide, Sjoegren, 
tireoidopatias.
 Exposição a produtos tóxicos: Benzeno, tíner, solventes
 Drogas: analgésicos e antiinflamatórios (dipirona), indometacina, 
fenilbetazona, antibióticos (Cefalosporina, Clorafenicol, 
Clindamicina, Gentamicina, Isoniazida, Vancomicina, SMT-TMP), 
Anticonvulsivantes e anti-depressivos (Carbazepina, Fenitoína, 
Amitriptilina, Imipramida, Clorpromazida), drogas cardiovasculares 
e diuréticos (Captopril, Metildopa, Propranolol, Clortalidona, 
Hidroclorotiazida).
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APLICAÇÕES CLÍNICAS
A B C D E Com rela‚o ao leucograma ao lado, temos:
 O paciente A apresenta um leucograma aparentemente dentro do 
espectro normal para um adulto (com 7000 leuc€citos, 
predominando os netr€filos segmentados sobre os linf€citos). 
Contudo, ele apresenta uma eosinofilia (10% de eosin€filos), o 
que pode sugerir uma rea‚o alƒrgia ou parasitose, em primeira 
inst‹ncia.
 O paciente B apresenta uma leucocitose (20000 leuc€citos) com 
discreto desvio a esquerda (ver OBS5), com a presena de 
metamiel€citos e miel€citos (cƒlulas precursoras) no sangue 
perifƒrico (sem a presena de mieloblastos). Isso fala a favor de 
uma infecção bacteriana.
 O paciente C apresenta uma leucocitose (40000 leuc€citos), mas 
com linfopenia as custas de uma neutrofilia (chamada de 
linfopenia reativa). H„ tambƒm um importante desvio ‘ esquerda, 
com aparecimento de mieloblastos na circula‚o, sugerindo o 
diagn€stico de uma leucemia mielóide crônica (condi‚o em 
que h„ aumento na produ‚o de cƒlulas bl„sticas, mas que n‚o 
perdem a capacidade de se diferenciar). Contudo, pode tambƒm 
sugerir um quadro de infec‚o grave – da† a necessidade de 
avaliar o estado cl†nico do pacinte, que pode se encontrar muito 
comprometido na vigŽncia de uma infec‚o de tamanha escala. A 
confirma‚o pode ser obtida atravƒs do miolograma.
 O paciente D apresenta uma leucocitose importante (100000 
leuc€citos), com predom†nio de neutr€filos, linf€citos e 
mieloblastos (assim como no paciente C, toda vez que 
encontrarmos blastos na circula‚o sangu†nea, devemos sugerir o 
diagn€stico de leucemia). Neste caso, devemos pensar em 
leucemia aguda (miel€ide ou linf€de). N‚o h„, neste caso, um 
desvio a esquerda, porque s€ os blastos podem ser vistos na 
circula‚o perifƒrica.
 O paciente E apresenta uma leucocitose (7000 leuc€citos) com 
linfocitose (70% de linf€citos) e neutropenia (30% de 
segmentados). Esta seria a propor‚o que deveria ser encontrada 
na criana, mas n‚o com tamanha leucocitose. Muito 
provavelmente, este quadro caracteriza uma leucemia linfóide 
crônica (devido ao predom†nio de linf€citos maduros, sem a 
presena de linfoblastos).
Leuc 7000 20.000 40.000 100.000 70000
BL 0 0 3 20 0
Pro 0 0 2 0 0
Mielo 0 2 3 0 0
Meta 0 5 4 0 0
Bt 2 10 8 0 0
Seg 60 70 68 50 30
Eo 10 0 4 2 1
baso 0 0 5 0 0
Linf 25 13 3 26 70
mono 2 0 0 2 0
OBS5: O termo “desvio a esquerda” significa a libera‚o e aumento das cƒlulas do compartimento de reserva medular. Isso ocorre 
porque, em situa…es normais, as cƒlulas encontradas no sangue perifƒrico ser‚o apenas segmentados neutr€filos (cerca de 75%) e, 
no m„ximo, bastonetes (1 – 5%). Quando h„ “desvio a esquerda” (esquerda com rela‚o ao esquema da granulocitopoese 
apresentado no esquema a seguir), quer dizer que mais cƒlulas do compartimento de reserva est‚o alcanando o compartimento 
vascular perifƒrico no intuito de atender melhor ‘ emergŽncia infecciosa. 
OBS6: Tambƒm pode ocorrer desvio para direita. O termo "desvio para direita" significa um aumento das formas maduras de 
neutr€filo, ou seja, maior percentual de segmentados (polimorfonucleares) e menor percentual de bast…es. O "desvio para direita" ƒ 
caracter†stico da anemia megalobl„stica (muito embora a ausŽncia deste desvio jamais poder„ descartar o diagn€stico da anemia
megalobl„stica). Quando presente em um paciente com anemia macroc†tica, passa a ser um dado sugestivo.
Arlindo Ugulino Netto; Luiz Gustavo Barros; Yuri Leite Eloy – HEMATOLOGIA – MEDICINA P8 – 2011.1
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Portanto, depois da análise do leucograma apresentado anteriormente, além das informações vistas na OBS5, 
podemos concluir o seguinte:
 A neutrofilia, associada ao desvio a esquerda sem a presença de blastos, fala a favor de infecção grave, 
principalmente na presença de um quadro clínico infeccioso exuberante.
 A neutrofilia com a presença de desvio a esquerda associada à presença de blastos sugere uma leucemia 
mielóide crônica. A clínica e a fosfatase alcalina diminuída auxiliam a afastar a hipótese de infecção.
 A presença de blastos na circulação periférica (sem que haja desvio a esquerda), sugere uma leucemia aguda, 
seja mielóide ou linfóide. A diferenciação entre as duas só pode ser feita através da análise clínica ou do 
mielograma, e não pela proporção entre neutrófilos e linfócitos (uma vez que, por ser um quadro agudo, pode 
não ter dado tempo para formação das células predominantes). A clínica do paciente pode ajudar a excluir uma 
eventual hipótese de infecção (que deve ser remota, diante do achado de blastos sem desvio a esquerda).
 A linfocitose com predomínio sobre os neutrófilos pode sugerir: (1) um leucograma de criança, se a contagem 
geral de leucócitos for normal; (2) uma leucemia linfóide crônica em adultos.
S‡RIE PLAQUET†RIA
Plaquetas são observadas em relação à quantidade e a seu tamanho. Seu número normal é de 150.000 à 
400.000 por microlitro de sangue. O tamanho de uma plaqueta varia entre 1 a 4 micrometros.
A contagem de plaquetas é feita pelo método automático. A maioria dos laboratórios usam aparelhos cuja 
contagem de plaquetas se faz no mesmo canal de contagens de hemácias, sendo que a diferenciação de ambas se dá 
pelo volume (plaquetas são menores que 20 fl e hemácias maiores que 30 fl). Devido ao grande volume de exames feito 
por um laboratório ficou inviável a contagem manual de todas as plaquetas, mas a contagem manual não foi totalmente 
abandonada sendo que a contagem automática pode ser confirmada pela observação das plaquetas no esfregaço ou 
pela contagem manual feita em câmara de Neubauer.
Os erros mais comuns em uma contagem automática são: aparelhos mal calibrados e problemas na coleta do 
sangue. A coleta correta é muito importante. Uma coleta muito lenta, agitação errada do sangue colhido, entre outros 
problemas, podem fazer com que as plaquetas se agrupem e, ao realizar a contagem em aparelhos, seu número se 
torne diminuído. O agrupamento de plaquetas não é um sinal clínico.
SUM†RIO DE TERMOS UTILIZADOS
 Leucocitose: aumento no número total de leucócitos.
 Leucopenia: diminuição do número total de leucócitos.
 Plaquetopenia: diminuição do número total de plaquetas
 Eritrocitose ou policitemia: aumento do númerode hemácias no sangue.
 Eritroblastemia: diminuição do número dos precursores das hemácias.
 Trombocitopenia: diminuição do número normal de plaquetas.
 Bicitopenia: diminuição em número de duas populações celulares.
 Pancitopenia: diminuição em número das três populações celulares.
 Desvio à esquerda: aumento do número de bastões acima de 5/mm³, ou presença de formas mais imaturas 
como mielócitos e metamielócitos no sangue periférico
 Linfocitose: aumento do número de linfócitos.
 Linfopenia: diminuição do número de linfócitos.
 Neutrofilia: aumento do número de neutrófilos.
 Neutropenia: diminuição do número de neutrófilos.
 Eosinofilia: aumento do número de eosinófilos.
 Monocitose: aumento do número de monócitos.
 Basofilia: aumento do número de basófilos.
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