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Resumão grifado(3)

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em fraturas do quarto e do 
quinto meta-;arpal consolidadas viciosamente. 
 
Polegar - articulação trapézio-metacárpica é do tipo 
selar que permite movi-nentos de: 
 
Flexão - 20° Extensão - 20° Adução - 50° Abdução -
20° Rotação interna - 40° Rotação externa - 20° 
 
Articulação MF 
Flexão 50o Extensão - 0° 
 
Articulação IF 
Flexão 90° Extensão - 15° 
 
MOVIMENTAÇÃO ATIVA: 
O paciente executa os movimentos ativamente e o 
examinador testa a força muscular das diversas 
unidades envolvidas no movimento dado. Deve-se 
levar em consideração os bloqueios articulares 
estudados anteriormente. Daremos notas aos 
músculos: O - músculo paralisado; l - músculo 
apresentando contração, porém sem produzir 
movimento; 2 - músculo contrai e produz movimento 
incapaz de vencer a força da gravidade; 3 — 
músculo contrai e produz movimento capaz de 
vencer a força da gravidade, mas incapaz de vencer 
uma pequena resistência do examinador; 4 - 
músculo contrai e é capaz de vencer uma certa 
resistência do examinador; 5 - músculo considerado 
normal para o biótipo do paciente. Pode-se nedir a 
força muscular na mão utilizando diversos modelos 
de dinamômetros. 
 
EXAME NEUROLÓGICO 
São pesquisadas as sequelas de lesões do SNC e a 
integridade de nervos periféricos ?or meio do estudo 
da força muscular no exame da movimentação ativa 
e da sensibilidade e dos reflexos. 
 
Extensão dos dedos 
Extensor comum dos dedos (C7 - nervo radial) 
Extensor próprio do indicador (C7 - nervo radial) 
Extensor do dedo mínimo (C7 - nervo radial) 
 
Para testar a extensão dos dedos, deve-se 
estabilizar o punho com pressão ventral e fletir as 
articulações interfalângicas para tirar a acão dos 
músculos intrínsecos na extensão dos 
interfalângicos. Nessa posição, pede-se ao paciente 
que realize a extensão da MCF contra uma 
resistência do examinador ao dorso da falange 
proximal. 
 
Flexão dos dedos 
Flexor superficial dos dedos (mediano, C7, C8, Tl) 
Flexor profundo dos dedos 
- dois laterais (mediano, C7, C8, Tl) 
- dois mediais (ulnar, C8, Tl) 
Lumbricais 
- dois mediais (ulnar C8) 
- dois laterais (mediano C7) 
 
É possível realizar testes separados para os 
tendões flexores superficial e profundo. Como esse 
músculo se comporta como um sincício (massa 
muscular única), ao bloquear um dedo, impedimos a 
ação do músculo para os outros dedos. Dessa forma, 
ao pedir para o paciente fletir o dedo, somente o 
flexor superficial irá agir fletindo a articulação IFR 
Por outro lado, bloqueando a IFP em extensão e 
pedindo para o paciente fletir o dedo, apenas o 
flexor profundo irá agir fletindo a IFD. 
 
Abdução digital 
- 4 interósseos dorsais ulnar C8, Tl 
- abdutor do quinto dedo ulnar C8, Tl 
Adução digital 
- 3 interósseos palmares ulnar C8, Tl 
 
Extensão do polegar 
Extensor do polegar 
- extensor curto do polegar (radial C7) 
- extensor longo do polegar (radial C7) 
 
Testa-se o extensor longo do polegar pedindo 
para o paciente realizar a extensão da articulação 
interfalângica do polegar. O extensor curto age 
principalmente na extensão da articulação 
metacarpofalângica (Figs. 9.33 e 9.34). 
 
Flexão e abdução do polegar. 
Flexor curto do polegar 
- (superficial - mediano C6, C7) 
- (profundo - ulnar C8) 
Flexor longo do polegar (mediano C6, C7) 
 
O flexor longo do polegar pode ser testado 
pedindo para o paciente realizar a flexão da 
articulação interfalângica. O flexor curto do polegar 
age fletindo a articulação metacarpofalângica. 
 
Abdução do polegar 
- extensor longo do polegar (nervo radial C7) 
- abdutor curto do polegar (nervo mediano C6, C7) 
- abdutor longo do polegar (nervo radial C7) 
 
Podem-se testar os abdutores do polegar 
estabilizando a mão e realizando uma resistência 
contra a abdução do polegar. O paciente pode 
utilizar os extensores do polegar para substituir a 
função de abdução do polegar. 
 
SENSIBILIDADE: 
Sabemos que a inervação de todo o membro 
superior provém do plexo braquial. Este, por sua 
vez, é formado pelas raízes C5, C6, C7, C8, Tl. Do 
ponto de vista da sensibidade, há sequência lógica 
da inervação do membro superior. 
 
Face lateral do ombro e braço = C5 
Face lateral do antebraço, polegar e indicador = C6 
Dedo médio e região palmar da mão = C7 
Dedos anular e mínimo + face medial do antebraço 
= C8 
Face medial do braço = Tl 
 
Em relação aos nervos periféricos, sabemos que a 
mão é suprida por três nervos: 
- Nervo radial - inerva uma pequena área 
correspondente à tabaqueira anatómica 
e à região dorsal da extremidade 
próximal do polegar. 
- Nervo mediano - inerva o restante do 
dorso do polegar, dedos indicador e 
médio, e a região volar e a metade radial 
do dedo anular. 
- Nervo ulnar - inerva a metade ulnar da 
superfície volar do dedo anular, todo o 
dedo mínimo, e a superfície dorsal do 
anular e o dedo mínimo. 
 
TESTES ESPECIAIS: 
1. Teste para flexor superficial dos dedos (ver lesão 
de tendão flexor dos dedos). 
2. Teste para flexor profundo dos dedos (ver lesão 
de tendão felxor dos dedos). 
3. Teste de Bunnell-Littler - para avaliar os músculos 
intrínsecos da mão. Deve-se manter a articulação 
MCF em extensão e tentar fletir a articulação IFP. A 
flexão desta articulação indica ausência de 
hipertonia dos músculos intrínsecos e mede o tônus 
dessa musculatura. Para que este teste possa ser 
realizado, há necessidade de que as articulações 
MCF e IFP estejam livres (Fig. 9.35). 
4. Teste dos ligamentos retinaculares - mede o 
tônus dos ligamentos retinacula-res. Mantém-se a 
articulação interfalângica proxímal em extensão e 
realiza-se a flexão da articulação interfalângica 
distai. A resistência ao movimento é proporcionada 
pelos ligamentos retinaculares oblíquos. Com a 
articulação IFP em flexão, os ligamentos 
retinaculares relaxam-se e permitem a flexão da IFP 
com maior facilidade (Fig. 9.36). 
5. Teste de Allen — ver punho. 
6. Variante do teste de Bunnell-Littler - várias são as 
situações em que há apenas alteração do tônus da 
musculatura intrínseca radial ou ulnar isoladamente. 
Nessas situações, pode-se examinar separadamente 
esses músculos realizando a abdução ou adução ao 
nível da MCF estendida, relaxando um grupo de 
músculos e tensionando o outro para o teste. 
7. Teste de Watson – ver punho 
8. Teste de Phalen – ver puhno 
9. Teste de Tinel – ver punho 
10. Teste de Filkenstein – ver punho 
 
 
 
SEM. BACIA E QUADRIL 
 
 
PRINCIPAIS QUADROS CLÍNICOS: 
 Idade, sexo, raça, hábitos, uso de 
medicamentos e hormônios, e antecedentes 
familiares devem ser pesquisados. 
 Alterações podem ser de origem congênita 
(DDQ), da infância (Still, Legg-Perthes), da 
adolescência (epifisiólise), adulto jovem 
(osteonecrose) ou idoso (artrose). 
 Alterações traumáticas, hematológicas (anemia 
falciforme) e reumáticas (artrite reumatóide e 
espondilite anquilosante) também podem estar 
presentes. 
 A dor clássica do quadril é referida na região 
anterior da coxa, estendendo-se ou não até o joelho. 
 
EXAME FÍSICO: 
Inspeção: observa-se a marcha, desvios posturais, 
contraturas, cicatrizes e hipotrofias. 
 
Palpação: deve ser centrada nas principais 
estruturas. Começando pela EIAS, corremos o 
ligamento inguinal até o tubérculo púbico. No 
meio do trajeto temos a artéria femoral (que é 
lateral à veia e medial ao nervo). 
 Na face lateral temos o trocanter maior, 
sede de tendinites e bursites. 
 Na face posterior temos a tuberosidade 
isquiática (no meio da nádega, ao nível da prega 
glútea). Entre esta e a borda posterior do trocanter 
maior situa-se o nervo ciático. 
 
Mobilidade e amplitude de movimento: 
- flexão: 120o. 
- extensão: 30o. 
- rot int: 40o. 
- rot ext: