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Resumão grifado(3)

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do 
metatarso e a falange proximal do raio a ser 
examinado. Com movimentos suaves, tenta deslocar 
nos sentidos dorsal e plantar a falange sobre a 
cabeça metatársica. Quando há insuficiência das 
estruturas capsuloligamentares (frouxidão ou 
rotura), a excursão observada é ampla o bastante 
para diferenciá-la das articulações normais com as 
quais é comparada (Fig. 13,33). 
Durante a mesma prova e com a mesma delicadeza, 
podem ser testadas a estabilidade lateral (adução e 
abdução - lesão dos ligamentos colaterais) e a hipe-
rextensão {lesão da cápsula plantar), sempre de 
forma comparativa com as articulações adjacentes e 
com as contralaterais. 
 
Teste da redutibilidade das garras (e martelo) 
dos artelhos (teste de Kelikian-Ducroquet) 
utilizado para testar a existência de retrações e 
contraturas capsuloligamentares e tendíneas das 
articulações metatar-sofalângicas e interfalângicas 
dos dedos dos pés quando da existência de deformi-
dades em martelo ou garra. Aplica-se pressão com 
os polegares na região central do antepé (bola do 
pé), no sentido de acentuar ou produzir o 
arqueamento transverso dessa região. Na vigência 
de contraturas e retrações dos tecidos mencionados, 
as deformidades dos dedos não se alteram quando 
da realização da manobra, sendo consideradas como 
rígidas ou estruturadas. Nas deformidades flexíveis 
ou funcionais, a manobra produz a correção do 
posicionamento dos dedos indicando tática 
diferenciada no tratamento das deformidades. 
 
Teste do músculo tríceps sural. 
o músculo tríceps sural, principal flexor do tornozelo, 
é facilmente testado, solicitando-se ao paciente que 
fique na ponta dos pés. A prova pode ser 
potencializada ao solicitarmos ao paciente que 
permaneça na ponta de apenas um dos pés. 
 
Teste do músculo tibial anterior. 
fixando-se a perna com uma das mãos e com a 
outra a porção anterior do pé, solicita-se ao paciente 
que realize dorsiflexão do tornozelo (Fig. 13.36). O 
tibial anterior é o mais importante extensor do 
tornozelo, mas é auxiliado pelo extensor do hálux e 
pelo extensor comum dos dedos. Devemos, 
enquanto fazemos a prova de avaliação do tibial 
anterior, constatar sua presença por meio da 
impressão que seu tendão imprime sob a pele 
durante o esforço. Sua atuação também pode ser 
avaliada durante a manobra da inversão e adução 
contra a resistência utilizada para testar o músculo 
tibial posterior. 
 
Teste do músculo tibial posterior. 
realizado mantendo-se fixa a extremidade inferior da 
perna ao mesmo tempo que o paciente tenta realizar 
inversão e adução do pé contra a resistência 
oferecida pelo examinador. Ambos os inversores do 
pé -os músculos tibiais anterior e posterior - são 
testados nessa manobra. Não é possível isolar a 
ação de cada um dos músculos nessa manobra. 
 
Teste dos músculos fibulares curto e longo. 
realizado estabilizando-se a perna com uma das 
mãos e solicitando ao paciente que faça abdução e 
eversão do pé ao mesmo tempo que se aplica 
resistência contra esses movimentos (Fig. 13.38). 
Ambos os fibulares realizam a eversão do pé, porém 
a ação específica do fibular longo pode ser sentida 
ao constatarmos o abaixamento do primeiro raio 
metatársico durante a realização dessa manobra. 
São observações difíceis de quantificar, mas o 
examinador experiente consegue perceber a ação de 
cada músculo e, embora sem poder isolá-las 
completamente, avaliar sua efetividade. 
 
Teste do músculo extensor longo do hálux. 
realizado ao solicitar ao paciente que faça a 
extensão do grande dedo, enquanto o examinador 
procura mante-lo imóvel a partir de sua extremidade 
distai. Esse tendão, quando acionado contra a 
resistência, determina o aparecimento de silhueta 
bastante visível na região dorsal do pé. Na região do 
tornozelo, o tendão torna-se menos saliente por ter 
sido envolvido pelo retináculo dos extensores, porém 
constitui importante marco anatómico utilizado, em 
conjunto, com o tendão do músculo tibial anterior, 
como referência para inúmeros procedimentos 
relativos à articulação do tornozelo. A ação do 
extensor longo do hálux faz-se sentir principalmente 
sobre a articulação inter-falângica, razão pela qual 
devemos tomar o cuidado de circunscrever, a essa 
articulação, a resistência para a realização da prova 
(Fig. 13.39). 
 
Teste do músculo flexor longo do hálux. 
o paciente é solicitado para realizar a flexão da 
articulação interfalângica do hálux ao mesmo tempo 
que o examinador aplica resistência contra esse 
movimento na polpa digital (Fig. 13.40). A ação do 
músculo flexor longo do hálux faz-se principalmente 
sobre a falange distai do hálux. Sua avaliação exige 
o correto posicionamento do examinador e das 
forças de resistência sob risco de não ser obtida a 
avaliação pretendida. 
 
Teste do músculo flexor curto do hálux. 
com o pé mantido em flexão plantar e estabilizado 
pelo calcanhar, o paciente é solicitado a realizar 
flexão da articulação metatarsofalângica do hálux ao 
mesmo tempo que o examinador aplica resistência 
contra esse movimento na região plantar da falange 
proximal do hálux (Fig. 13.41). Ainda dessa vez é 
muito importante o correto posicionamento e a 
aplicação de forças, a fim de se extrair do teste as 
informações corretas. 
 
Teste do músculo extensor longo dos dedos. 
ao mesmo tempo que o paciente é solicitado a 
realizar a extensão das articulações interfalângicas 
distais dos quatro pequenos dedos laterais (U ao V), 
o examinador aplica força contrária a esse mo-
vimento na face dorsal das extremidades dos 
pequenos artelhos - região das falanges distais (Fig. 
13.42). 
 
Teste do músculo extensor curto dos dedos 
mantendo-se estáveis as interfalângicas dos 
pequenos dedos e o tornozelo, solicita-se ao 
paciente que realize a extensão da articulação 
metatarsofalângica dos quatro dedos laterais (Fig. 
13.43). 
 
Teste do músculo flexor longo dos dedos 
mantendo, com uma das mãos, estabilizadas as 
metatarsofalângicas dos quatro artelhos laterais, o 
examinador aplica força extensora nas polpas desses 
mesmos dedos solicitando ao paciente que realize 
flexão de suas articulações interfalângicas (Fig. 
13.44). 
 
Teste dos músculos lumbricais 
o examinador estabiliza as cabeças dos metatarsos 
laterais (II ao V) por sua face plantar, enquanto o 
paciente é solicitado a fletir as articulações 
metatarsofalângicas dos mesmos raios. Durante a 
manobra, os lumbricais, agindo normalmente, 
promovem a extensão das articulações 
interfalângicas (Fig. 13.45). 
 
Teste dos músculos interósseos. 
após a estabilização das articulações metatarso-
falângicas, solicita-se ao paciente que realize a 
extensão das articulações interfalângicas contra a 
resistência (Fig. 13.46). Por não ser comum a 
habilidade de abdução e adução dos artelhos, a 
solicitação desse movimento para a avaliação dos 
músuclos interósseos nos pés perde importância 
clínica, diferentemente do exame das mãos. 
 
Testes para o tendão calcâneo: 
Teste de Thompson: ver acima 
 
Teste da flexão do joelho: pc em DV, flexionam-
se os joelhos à 90o. O lado afetado permanece em 
posição neutra ou flexão dorsal. 
 
Teste da agulha: introduz uma agulha hipodérmica 
medial à linha média, 10 cm proximais à inserçào do 
tendão. O tornozelo é mobilizado em flexào dorsal, o 
que provocaria (no tendão íntegro) o desvio distal da 
agulha. 
 
Teste do esfigmomanômetro. pc em DV, fixa-se 
o manguito na parte média dapanturrilha. Infla-se 
até 100mmHg com o pé em flexão plantar. O pé 
então é dorsofletido. Se o tendão estiver íntegro, a 
pressão irá aumentar (com a flexão do pé) até 
140mmHg. Se estiver rompido, permanecerá em 
100mmHg. 
 
 
 
 
CONCEITOS PARA OS 
DISTÚRBIOS DE 
MORFOGÊNESE 
(manual SBOT) 
 
 
Deformidade: anormalidades na