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1 2 Conceito: Art. 1.369.O proprietário pode conceder a outrem o direito de construir ou de plantar em seu terreno, por tempo determinado, mediante escritura pública devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis. Parágrafo único. O direito de superfície não autoriza obra no subsolo, salvo se for inerente ao objeto da concessão. Conceito: “O direito de superfície é o mais amplo dos direitos reais de gozo ou fruição, em que figuram como partes dois sujeitos. O primeiro deles é o proprietário, também denominado Fundieiro, aquele que cede o uso do bem imóvel a outrem. Na outra ponta da relação jurídica está o Superficiário, que recebe a coisa para a realização de construções e plantações. ” (TARTUCE, Flávio) FUNDIEIRO (Proprietário) SUPERFICIÁRIO SUPERFÍCIE 3 DIREITO ROMANO DIREITO INTERMEDIÁRIO LEGISLAÇÃO BRASILEIRA Período Pré-Clássico e Clássico Século II d.C. Período Medieval Século V e VII d.C. Até o Século XIX. Brasil Colônia Anos de 2001/2002. -Código Civil de 2002 -Estatuto da Cidade; Lei. 10.257/2001 4 Elementos Históricos Direito De Superfície -Decreto de Lei. 271 de 1967 Estatuto da Cidade; lei. 10.257/2001 Código Civil de 2002 Decreto de Lei. 271 de 1967 (art.7º) O Estatuto da Cidade está relacionado restritamente a imóveis em Área Urbana Através dos princípios: Planejamento participativo Função social da propriedade O direito de superfície dispõe artigos 1.369 a 1377. Possui características: Bens imóveis x rurais Exploração do solo Concessão de uso de terrenos públicos e particulares. Possui características: Bens imóveis, rurais, urbanos. Exploração do solo e espaço aéreo. REGULAMENTAÇÃO 5 Estatuto da Cidade Código Civil Decreto de Lei. 271/67 Imóvel Urbano Exploração Ampla: qualquer utilização de acordo com a politica urbana Em regra é possível utilizar subsolo e espaço aéreo Cessão por prazo determinado ou indeterminado. Imóvel Urbano ou Rural Exploração Restrita: construções e plantações Em regra não há utilização do subsolo (salvo inerentes ao objeto) Cessão por prazo determinado Imóvel urbano, rurais,públicos; Exploração Ampla: qualquer utilização de acordo com a politica urbana Em regra é possível utilizar subsolo e espaço aéreo Cessão por prazo determinado ou indeterminado. 6 Comparativo 7 Modos De Constituição Do Direito De Superfície Pelo registro do titulo no Cartório de Registro de Imóveis. Rol taxativo (1.369) Pela Concessão temporária instituída pelo proprietário a um terceiro/Negócio jurídico gratuito/ oneroso (1.370) Pelo ato de ultima vontade emTestamento. (1.372) Pela Usucapião Extraordinária 8 TRANSFERÊNCIA DO DIREITO DE SUPERFÍCIE (art. 1372/C/C) A Terceiros, com anuência do proprietário Por morte do superficiário aos seus herdeiros Pelo registro do negócio jurídico no Cartório do Registro de Imóveis, ou pela transferência aos herdeiros do superfíciário na sucessão hereditária. 4-Com a Alienação do imóvel ou do direito de superfície. O superficiário ou o proprietário tem o direito de preferência em igualdade de condições 9 Transferência Do Direito De Superfície Enunciando 510 do Conselho da Justiça Federal OBS: Não poderá ser estipulado pelo concedente, a nenhum título, qualquer pagamento pela transferência Enunciando 510 do Conselho da Justiça Federal: "Ao Superfíciário que não foi previamente notificado pelo proprietário para exercer o direito de preferência previsto no (art. 1373 CC) é assegurado o direito de, no prazo de seis meses, contado do registro da alienação, adjudicar para si o mediante deposito do preço". 10 Direito De Superfície e Direito Administrativo Exemplos Seminário em Janaúba discute as potencialidades da energia Fotovoltaica na região MG “Vários produtores já firmaram contrato de arrendamento ou sessão de direito de uso de superfície e também já iniciaram negociações com investidores nacionais e estrangeiros. Essa geração de energia possibilita ainda a geração de tributos para a prefeitura municipal. Nesse sentido, pode arrecadar em média R$ 50 mil por cada MW gerado dentro do município.” 11 Direito De Superfície e Direito Administrativo Exemplos O Sport Club Internacional (Inter), detém a gestão do Estádio Beira-Rio em Porto Alegre e tem interesse em assumir a participação do Grupo Andrade Gutierrez na administração das áreas VIPs e comerciais. Do terreno Foram cedidos 46.942,54m² do Estádio Beira Rio e 26.795,15m² do estacionamento à Andrade Gutierrez. O Beira-Rio não é mais do Inter. É da Andrade Gutierrez por 20 anos! Será alienado como garantia do empréstimo de 275 milhões, previsto no edital publicado em 26/02/2013 Da Posse: As áreas são todas do Inter. Porém, o clube preocupa-se porque algumas superfícies do estádio estão como garantia do empréstimo junto ao BNDES. BNDES financiou R$ 300 milhões para a Andrade Gutierrez. 12 Direito De Superfície e Direito Administrativo Exemplos O Grêmio negocia há quatro anos a compra da Arena e do direito de superfície junto à OAS. GRÊMIO/ARENA Gestão do estádio O Grêmio não faz a gestão de seu estádio. A empresa Arena Porto-Alegrense, é a responsável por administrar o complexo. Gerando receitas com vendas de camarotes e publicidade. Do Terreno Na matrícula do registro de imóveis na Capital, o terreno da Arena pertence às empresas OAS e Karagounis Participações S.A. No contrato para a construção do estádio, a propriedade da área seria repassada ao Grêmio como permuta pelo Olímpico, na Azenha. No entanto, o Grêmio só realizará a chamada "troca de chaves" quando o terreno da Arena estiver desonerado atualmente é garantia no pagamento do financiamento do BNDES. 13 Direito De Superfície e Direito Administrativo Exemplos O Diamond Mall é um Shopping Center na cidade de Belo Horizonte, de propriedade do Clube Atlético Mineiro e da Multiplan, que foi inaugurado em 1996. Localiza-se, no bairro de Lourdes, ao lado da sede social do clube. Atlético Mineiro possui o terreno no qual foi edificado o Shopping e, como forma de retribuição pelo uso da área, o clube recebe uma determinada quantia. Mutatis mutandis “com os devidos descontos”, exemplo de direito de Superfície. 14 EXTINÇÃO DO DIREITO DE SUPERFÍCIE Desvio de finalidade contratual. Com isso o direito superfície pode extinguir-se antes do termo final se o superficiário der ao terreno destinação diversa daquela para a qual lhe foi concedida (art. 1.374 do CC/2002 e art. 24, § 1.º, da Lei 10.257/2001). Pela desapropriação, o art. 1.376 do Código Civil prevê outro modo de extinção da concessão superficiária: a desapropriação ( art. 1.376/CC/2002). Vencimento do prazo, sem a necessidade de notificação do superficiário. Caso a coisa não seja devolvida, o fundeiro proprietário poderá ingressar com a ação de reintegração de posse em face do superficiário. DESAPROPRIAÇÃO 15 EXTINÇÃO DO DIREITO DE SUPERFÍCIE Abandono, o não comparecimento ao local, revelando total desinteresse. Renúncia, desde que revelada de modo expresso, declarado ou explicito, mediante manifestação da vontade, na qual se anuncia o proposito de não mais utilizar o imóvel Descumprimento das obrigações contratuais assumidas pelo superficiário RENÚNCIA Perecimento, que reste inviabilização ou reconstrução do bem 16 JURISPRUDÊNCIA I JDC. Enunciado 93 — Art. 1.369: As normas previstas no Código Civil sobre direito de superfície não revogam as relativas a direito de superfície constantes do “ Estatuto da Cidade (Lei n. 10.257/2001) 60 por ser instrumento de política de desenvolvimento urbano. I JDC. Enunciado 94 — Art. 1.371: As partes têm plena liberdade para deliberar, no contrato respectivo, sobre o rateio dos encargos e tributos que incidirão sobre aárea objeto da concessão do direito de superfície. III JDC. Enunciado 249 — Art. 1.369: A propriedade superficiária pode ser autonomamente objeto de direitos reais de gozo e garantia, cujo prazo não exceda a duração da concessão da superfície, não se lhe aplicando o art. 1.474. JVI JDC. Enunciado 568 — O direito de superfície abrange o direito de utilizar o solo, o subsolo ou o espaço aéreo relativo ao terreno, na forma estabelecida no contrato, admitindo-se o direito de sobrelevação, atendida a legislação urbanística. * JDC - Jornada de Direito Civil Referencia Bibliográfica 17 TARTUCE, Flávio. Manual de Direito Civil. Vol. Único. 7 Ed. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2017 NADER, Paulo. Curso de Direito Civil, vol.4: direito das coisas.7. Ed. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2016. MAZZEI, Rodrigo Reis. Direito de superfície. Salvador: Juspodivm, 2013. FARIAS, Cristiano Chaves de; Rosenvald, Nelson. Curso de Direito Civil, Vol. 5 direito Ed. Salvador: Juspodivm, 2013. http://www.ambitojuridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=3588 https://www.conjur.com.br/2008-jul-03/uso_direito_superficie_estatuto_cidade http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm DISCENTES: 18 AGDA CAROLINE CRISTIANE EDGAR JACIARA SANDRINE